– Um erro decisivo em Borussia Doutmund 4×3 Werder Bremen: quando a falha do juiz muda um placar.

O futebol é realmente ingrato para a arbitragem: neste final de semana, na Alemanha, estando Dourtmund 3×3 Bremen com vários lances duvidosos e todos marcados corretamente, o árbitro estava tirando “nota 10”. Eis que aos 88m, Pulisic (BOR) avança com a bola para o ataque, a adianta e, quando o defensor adversário vai dividir… se joga descaradamente dentro da área. Equivocadamente o juizão marca pênalti e joga o seu trabalho no lixo.

E por quê deve ter marcado? Por 2 motivos:

1 – A omissão do bandeira que deveria ter ajudado e não o fez;

2 – Por estar longe da jogada, acreditou que não existiria tal unfair-play e se deu mal (são os sulamericanos que costumam simular; europeus, quase nunca).

Assista o lance citado aos 2’16’ em: https://www.youtube.com/watch?v=JNhQcC74uqc. Aproveite também e assista os melhores momentos desse jogaço.

– Árbitros explicando lances em Entrevista Coletiva?

Marcello Nicchi, presidente da Associação Italiana de Árbitros, tem uma ideia interessante para a organização do Campeonato Italiano desde a temporada 2016/2017: ele quer que os árbitros, após as partidas, concedam entrevistas coletivas para a imprensa da mesma forma como os jogadores e treinadores fazem.

A justificativa é de que tendo oportunidade de explicarem o que viram e marcaram, os juízes sejam menos criticados, sendo que a exposição deles os tornariam mais humanos aos olhos dos torcedores.

E aí, o que acham da sugestão? Uma boa para a “transparência” ou a ideia faria apenas com que os árbitros sejam ainda mais criticados, caso alguém não concorde com suas explicações?

Dulcídio, Godói e tantos outros, se adaptariam bem a vários questionamentos pós-jogo? E os árbitros de hoje?

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– Descubra quem é a personagem (se for capaz)!

Leia essa percepção correta e que leva até a alguma confusão:

“Apesar de todas as denúncias ele ainda não caiu e não renunciou. Incrível. Estou falando de… Marco Polo Del Nero!”*

Pensaram que era o Michel Temer? Que nada! Renuncia o Papa Bento XVI, cai a Dilma, balança o Temer e Del Nero não larga o osso.

O mais irônico é: ao invés do presidente da CBF ir à Conmebol defender os clubes brasileiros, não vai para o Paraguai pois tem medo do FBI. Mas os dirigentes esportivos nada fazem.

Qual grupo está mais sujo: os deputados que receberam da Odebrecht/JBS ou os cartolas do futebol que recebem o mensalinho da CBF.

(*retirado do Facebook do jornalista Thiago Baptista de Olim).

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– Pitacos da Rodada de Quarta-Feira (com atraso)

Com a política em alta, faltou tempo para falar do futebol. Rapidamente:

1- A vitória da Chapecoense contra o Lanús na Argentina foi empolgante, mas… que negócio é esse de cumprir a suspensão do Luiz Otávio (que curiosamente fez o gol decisivo) em outro campeonato? O atleta estava suspenso na Libertadores e a equipe fez cumprir a punição na Recopa? Mais: foi comunicada pouco antes do jogo pela Conmebol que a pena era maior? Muito estranho e me parece que todos estão errados…

2- A “amarelada” do Mengão contra o San Lorenzo. Existia uma chance pequena de não se classificar, e o Flamengo entrou de maneira medrosa no jogo da Argentina. Mereceu (infelizmente) ser eliminado. Pior que isso, só aquela eliminação para o América do México com o Papai Joel… E olha que o time tem no elenco 3 camisas 10: Conca, Diego e Ederson. Que coisa…

3- Não gostei do 1o tempo do Palmeiras na Copa do Brasil, pois o Internacional jogou bem. No segundo tempo, Cuca acertou o time e teve sorte com o gol contra a seu favor. Aliás, cansou essa bobagem de “calça da sorte cor vinho”, não?

4- O Santos FC jogou contra um time mediano, contra a altitude e contra um juizão fraco na Bolívia. Mérito do Dorival, que fez improvisos e tirou o veterano Ricardo Oliveira do time titular. Não vale dizer que o bom atacante sentiu a altitude, sinceramente me pareceu opção tática por alguém veloz como V. Hernandez.

5– E o Atlético Paranaense, hein? Paulo Autuori, que parecia “ultrapassado” para muitos, dando a volta por cima.

6- Assistiram o Atlético Mineiro? Que belo time montou Roger Machado.

E aí: o que achou dos clubes brasileiros na última rodada?

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– A iniciativa da CBF em relatar erros e acertos de arbitragem em alguns lances e o erro na avaliação de Corinthians 1×1 Chapecoense

A CBF divulgou alguns lances polêmicos do Brasileirão e os avaliou como certos e/ou errados. A iniciativa é louvável, lógico. Mas quem os interpreta pode cometer erros.

Digo isso pois vejo um vídeo do jogo do Corinthians onde a CBF recomenda equivocadamente a marcação do pênalti. Explico: o árbitro Elmo Rezende não dá pênalti no chute de João Pedro (Chapecoense) após a bola bater na mão de Gabriel (Corinthians). E eu também não marcaria! Se deve marcar o tiro penal se a mão foi intencional / deliberada ou se houve intenção disfarçada em um movimento antinatural. E foi isso que aconteceu?

Claro que não! A CBF justifica que o jogador “se lança deliberadamente na bola”. Ótimo, até aí não é irregularidade. Mas o movimento da bola que bate na mão não é antinatural, tampouco deliberado. E não nos esqueçamos: não existe imprudência em mão na bola!

Não adianta falar que houve movimento antinatural, aqui é novamente bola que bate por acaso no braço. O que dói é ler no site da CBF que foi “infração se lançar deliberadamente na bola”. Ora, aí já não é mais teimosia querer mudar por conta própria a Regra, mas sim burrice!

Repito e insisto: movimento antinatural não é imprudência (pois não existe essa avaliação na regra). Movimento antinatural é “disfarçar-se” para tocar deliberadamente a bola, e não foi isso que ocorreu.

Se temos que aplaudir a atitude em busca da transparência, temos também que puxar a orelha de quem fez essa avaliação.

Aliás, se há tantos erros, a culpa é de quem apita ou de quem escala apitadores que erram?

Vale a reflexão.

Aqui o vídeo: https://vimeo.com/217722231

Vou parafrasear o amigo Eduardo Tega, conterrâneo jundiaiense e professor da Universidade do Futebol, que tuitou: até o escudo dos árbitros da CBF é triste…

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– Um Time pode Pedir ou Vetar Árbitros?

Nos últimos dias, alguma polêmica sobre pedidos de árbitros estrangeiros por times brasileiros e/ou “importação” de árbitros de outros estados nos regionais, para os jogos decisivos.

Ao contrário do que muitos pensam, um clube pode (em tese) não aceitar um árbitro em seu jogo. Pode até escolher quem ele quiser para apitar suas partidas.

Isso acontece pelo fato de que os árbitros não são profissionais em quase todo mundo (as exceções notórias são Inglaterra e a semi-profissionalização na Argentina).

Quando você assiste a qualquer jogo do Brasileirão, você vê jogadores, treinadores, médicos e preparadores físicos profissionais. O árbitro não, pois ele é apenas federado e não é empregado de nenhuma entidade formal do universo futebolístico.

Isso ocorre pois as federações e confederações não querem assumi-los como funcionários, fugindo das responsabilidades trabalhistas e financeiras. Dessa forma, para apitar um jogo profissional, o árbitro deve ser federado (isso indica que ele foi capacitado por uma federação) e que está apto a ser contratado por uma equipe.

Você leu corretamente: CONTRATADO. Os juízes de futebol assinam um documento dizendo que são prestadores autônomos de serviço, trabalhando para os clubes filiados à FIFA, em suas competições amadoras ou profissionais”.

Sendo assim, os clubes são os responsáveis por fornecer a arbitragem de um jogo. Para isso, eles pedem às Comissões de Árbitros que indiquem os oficiais.

Teoricamente, numa partida entre Flamengo x Santos, o clube carioca é quem contrata o árbitro, indicado pela CBF, CONMEBOL ou FIFA, com sua aprovação. No jogo de volta, o time santista se encube.

Na prática, sabemos que não é bem assim. Mas é nisso que um clube se apega ao alegar ter direito de escolher um árbitro para a sua partida.

Se o árbitro fosse funcionário das federações, ou se os departamentos de arbitragem fossem independentes, certamente a situação seria outro…

Pena que não seja esse o modelo desejado por sindicatos e cooperativas da categoria.

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– Cruyff Equivocado ou Não?

Há exatos 4 anos…

Johan Cruyff (ou simplesmente “Cróife”, para os que não ligaram o nome à pessoa, ex-jogador holandês mítico do Barcelona) disse que Neymar terá muita dificuldade em jogar ao lado de Messi.

Respeito, mas corroboro com o jornalista Flavio Prado, que disse:

“Quem jogou com André, Patito, Miralles e Zé Love, vai ter problemas com Messi?”

Sem comentários. Até um cabeça de bagre, em meio a craques, cresce. No caso do Neymar…

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– A injustiça ao negro Muntari

Passou “batido” por mim: a insensibilidade do árbitro italiano Minelli, em 30 de abril, na partida entre Pescara e Crotoni, quando o ganês Sulley Muntari (do Pescara), jogador de cor negra, reclamou que estava escutando ofensas racistas da torcida adversária. Questionando o juizão se ele não iria parar o jogo, recebeu a sugestão de que “deveria deixar para lá e não dar importância”. Insistindo, o jogador acabou levando Cartão Amarelo por reclamação.

Revoltado, resolveu abandonar o gramado e, por tal gesto, recebeu o 2o cartão amarelo e consequentemente o Vermelho.

Absurdo total! Disse o atleta:

“Ficaram gritando ofensas para mim desde o começo. No início, vi crianças em um pequeno grupo e fui até os pais para entregar minha camisa e dar o exemplo. Mas os gritos racistas continuaram com outro grupo em outra parte do estádio. Fui falar com eles, mas o árbitro me disse que eu tinha que deixar para lá. Foi então que eu me irritei. Por que ao invés de parar a partida eu é que tinha que deixar? Os torcedores são responsáveis, mas o árbitro deveria ter feito outra coisa. Tenho certeza que se parassem os jogos, esse tipo de coisa não voltaria a acontecer”.

Tudo isso é lamentável. Só existe uma raça: a humana!

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– Rogério Ceni e as complexidades do cargo

É chover no molhado repetir a discussão de que um ídolo não deveria ser treinador pois corre o risco de não ter o mesmo sucesso. Assim, vamos ao cerne da questão: O que está acontecendo com Rogério Ceni?

É nítido que suas ideias se aplicam ao futebol em longo prazo, e talvez não exista a paciência necessária. Mais: sem jogadores inteligentes para assimilarem suas estratégias e capacitados para realizar tecnicamente o proposto, não dará certo. Some-se a isso a arrogância e/ou falta de humildade de suas entrevistas, recheadas de estatísticas (sim, isso é válido), mas sabedor que, no fundo, neste mundo da bola, o que vale é o número 3 (de 3 pontos por vitória), coisa não obtida nas últimas partidas.

Será que a diretoria sustentará o treinador e o próprio Rogério Ceni não tentará adaptar sua filosofa ao regular potencial do elenco?

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– A insistente resistência a Richarlyson

O jogador Richarlyson, ex-São Paulo e que estava no Goa, da Índia, acertou sua volta ao futebol brasileiro pelo Guarani. E na 2a feira, ao ser apresentado no Brinco de Ouro da Princesa, 5 bombas caseiras foram atiradas por dois homens de moto.

Ainda se discutirá a resistência ao atleta, por suposto fato de ser homossexual?

Se é ou não, o atleta foi contrato para jogar bola, não para outras coisas. 

Não sei se já não era hora de, em caso sendo gay, assumir publicamente sua orientação sexual a fim de acabar com tantas fofocas e bobagens.

E você, o que pensa sobre o assunto?

– O pênalti de 2 toques de Griezmann já aconteceu no Morumbi!

O 2o gol do Atlético Madrid no confronto decisivo da Semifinal da Champions League contra o Real Madrid, surgiu de um pênalti cobrado irregularmente: Griezmann escorregou na hora que chutou, a bola bateu no outro pé e foi para o gol. Seria tiro livre indireto para os merengues, mas passou despercebido pela arbitragem.

O curioso é: em Outubro de 2013, na partida entre São Paulo x Vitória pelo Brasileirão, o lateral esquerdo Juan cobrou do mesmo jeito.

Relembre, extraído do Blog “Pergunte ao Árbitro” de 06/10/13:

O PÊNALTI EM DOIS TOQUES DE SÃO PAULO X VITÓRIA

Responda rápido: é válido um gol de pênalti em dois toques?

Surpreenda-se com a resposta: sim (tocado de um jogador para outro)! Mas não como o de Juan na partida no Morumbi, válida pelo Brasileirão da série A (tocando “em si mesmo”).

Entenda: o tiro penal deve ser sempre cobrado por um jogador identificado (não vale um ameaçar cobrar e outro chutar, como em cobranças de falta ensaiadas) e sempre tocando-a para a frente (não necessariamente para o gol). Euller, o “filho do vento”, que começou a carreira no América-MG, se aprimorou nesse detalhe no final da carreira: nas cobranças de pênalti, um companheiro chutava a bola em diagonal, ele usava a sua velocidade, dominava-a e chutava para o gol. Estratégia arriscada, mas válida, em pênalti convertido por dois toques.

O que não pode é um mesmo jogador tocar seguidamente a bola, e isso vale para qualquer cobrança de tiro (Tiro Inicial e Tiro de Reinício de Jogo; Tiros Livres Direto e Indireto; Tiro de Meta e Tiro de Canto; e, claro, Tiro Penal).

Um jogador só poderá tocar na bola novamente após cobrar um tiro (qualquer que seja) depois de um toque de qualquer outro atleta (companheiro ou adversário). E tocar não significa que seja voluntário, pode ser um toque por domínio claro, leve resvalão ou desvio inesperado. Mas atenção: tocar na trave, na bandeira de escanteio ou em alguém da arbitragem não vale, pois são neutros.

Se um jogador cobrar um tiro livre (ou penal, como Juan) e a bola simplesmente relar nele antes do toque de outro adversário, é marcado um tiro livre indireto para a equipe adversária no local onde aconteceu o “bi-toque”. E um detalhe: se o segundo toque for na mão, é tiro direto.

Agora, pense: quantas vezes você viu tal lance em uma partida profissional? Situação realmente inusitada… Juan cometeu infração ao escorregar e a bola bater nele no chute, mas passou batido para o juizão e acabou prejudicando o time baiano.

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O lance do pênalti cobrado por Griezmann

– O Brasileirão começará. Quem são, de verdade, os times grandes?

Vou ser bem direto: para mim, pela força econômica atual (entenda-se: apelo midiático, torcida, receitas), histórico de títulos e importância dentro de campo, temos 12 grandes clubes no futebol brasileiro: Os 4 paulistas, os 4 cariocas, os 2 mineiros e os 2 gaúchos. Outros importantes clubes (como Bahia e Atlético Paranaense, que já foram campeões brasileiros) formariam um 2o grupo de importância (pela historicidade e periocidade na disputa da série A1).

Claro, são “grandes” pelos fatores mencionados acima. Mas, logicamente, vivem bons e maus momentos ao longo da história. As “fases” de bonança ou carestia podem ser duradouras ou curtas.

Entretanto, como criar critérios para rotulá-los? A unanimidade não existe, e vale um bom e respeitoso debate.

O Nuremberg é um dos maiores vencedores do Campeonato Alemão de todos os tempos, mas seus títulos pararam na década de 60. Ele é um “grande”? O Nottingham Forest, da Inglaterra, foi bicampeão da UEFA Champions League! E hoje…

Com o início do Brasileirão nesta próxima semana, vale o debate: os supostos 12 grandes “ainda são grandes”? Ou melhor, 11, pois o Internacional foi rebaixado. O Botafogo está na mesma grandeza do São Paulo? Flamengo e Corinthians se equiparam? Fluminese e Palmeiras “é pau a pau” em grandeza? E Vasco, Santos, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Internacional e Grêmio?

Enfim: temos 11 favoritos ao título de Campeão Nacional?

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– A polêmica da arbitragem do último FlaFlu do Cariocão 17.

Muita polêmica na final do Campeonato Carioca 2017, domingo passado.

No FlaFlu decisivo, Rever (FLA) vai cabecear a bola e faz a carga faltosa em Henrique (FLU). A “redonda” sobra na pequena área e Guerreiro finaliza para o gol.

E por quê o árbitro Wagner Magalhães (que fez um bom trabalho ao longo do Cariocão) não marcou?

Justamente porque estava exatamente de frente à jogada. Se estivesse de lado, teria visto o lance irregular. Ele ficou de um “lado cego” no seu posicionamento.

Também recaiu sobre o árbitro a suposta “comemoração” do gol. Claro, isso foi um flagrante retirado do contexto e que ilude o mais fanático: o juizão se comunica questionando o seu Árbitro Adicional Assistente (o AAA da linha de meta), a fim de saber se viu alguma irregularidade (e o AAA também erra, pois não viu a falta por estar preocupado com a área pequena).

Veja o lance questionado e a reação do árbitro em: https://www.youtube.com/watch?v=jAdV3IXEOcY

– Os 5 melhores do mundo e a opinião de Romário sobre Messi e Maradona.

Há duas segundas-feiras, Romário esteve no Fox Sports em entrevista. Quando questionado se Messi era melhor do que Maradona, lembrou que dentro da área, ele próprio, Romário, era melhor do que os dois. Mas citou que Maradona estava à frente de Messi pela história na carreira.

E destas comparações, surge uma particular provocação: se o número 1 do Brasil (e do mundo, para muitos) é Pelé, quem seriam os 5 maiores de todos os tempos brasileiros?

Para mim: Pelé, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Zico e Romário. Neymar ainda tem tempo para entrar nesse Top 5 (e provavelmente chegará). Aliás, é difícil imaginar que Garrincha, Didi Folha Seca, Rivaldo, Leônidas da Silva e tantos outros não estejam sendo citados por muitos apaixonados por futebol; afinal, é difícil comparar futebol de épocas diferentes.

E os 5 primeiros do mundo?

Aqui falaremos de Pelé, Di Stefano, Maradona, Messi, Eusébio, Cruijff, Cristiano Ronaldo…

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– Outra Copa do Mundo na América do Sul?

O Presidente da Conmebol, Alejandro Domingues, esteve reunido (na última semana) com dirigentes das diversas federações do continente no Chile, em um congresso da entidade. Lá, falou sobre o desejo pessoal de que a Copa de 2030 seja na América do Sul. Mas e se em 2026 ela ocorrer na América do Norte, com a fortíssima candidatura de México, Estados Unidos e Canadá?

Teria chance de seguidamente o Sul da América sediar um Mundial?

Mais ainda: sendo que o Brasil sediou recentemente em 2014, numa Copa tão inchada como deve ser em 2030, seria absurdo acreditar em uma tripla candidatura por aqui também? Argentina, Uruguai e Chile, ex-sedes, poderiam se reunir? Isso justamente no Centenário da Copa de 1930…

O que você pensa sobre isso? Lembrando que a Argentina e Uruguai, finalistas de 30, manifestaram em Outubro de 2016 o desejo de sediar o Mundial conjuntamente. No final do ano, também o Chile se anunciou desejoso, e, no último final de semana, foi a vez da China dizer que gostaria de ser sede da Copa comemorativa de 100 anos.

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– O truculento Argel Fucks e sua inconsequente atitude: A briga no BAVI!

Viram a confusão ocorrida no Ba-Vi da semana passada?

Tudo aconteceu por conta do treinador Argel Fucks. Ele ficou provocando jogadores do Bahia (o canal Esporte Interativo flagrou), e depois o tumulto se iniciou.

Repare no vídeo que há um goleiro reserva do Vitória que bate em todo mundo. E na hora do “pega pra capar”, Argel foge para os vestiários.

Quando jogador, Argel batia muito com faltas violentas. Como treinador iniciante, trabalhei em jogos dele no Interior Paulista e me admirei com o desrespeito dele para com a arbitragem.

Técnico com estilo “machão” e olhos odiosos não cabe mais no futebol brasileiro…

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=MvdeDhgz98U

Ops: depois disso, Argel foi demitido.

– E a punição para os torcedores insensíveis do Criciúma?

Uma parcela pequena de torcedores do catarinense Criciúma, dias atrás, mostrou tremenda desumanidade e desrespeito à tragédia que envolveu dezenas de mortos com o vôo da LaMia e gritou contra o time da Chapecoense:

Ão, Ão, Ão, abastece o Avião”.

É claríssimo o deboche desses idiotas. E a orientação à arbitragem é: gritos racistas, homofóbicos, de natureza política e outros diversos que possam ser questionados devem ser relatados e a agremiação punida e/ou torcedores identificados. Só que o fato aconteceu há 2 semanas e até agora nada?

Ninguém identificado?

Lamentável…

Assista o vídeo em: https://www.youtube.com/watch?v=kReYMWGyZjg

– Eduardo Baptista caiu. Dorival Júnior será o próximo?

A falta de convicção dos cartolas impressiona. Eduardo Baptista, com pouco tempo de trabalho, foi demitido. Mas a culpa é dele ou de quem o contratou? Desde que contratado, o bom treinador teve rejeição da torcida (e talvez da imprensa). Ser demitido era uma questão de tempo.

Houve arrependimento do clube? O episódio da entrevista nervosa ou os resultados o derrubaram?

Provavelmente, Cuca deverá ser o novo técnico do Verdão. O outro que corre risco é o Dorival Júnior no Santos. Não adianta o presidente santista garantir o treinador (como todo presidente faz), que se bobear, Luxemburgo voltará à Vila Belmiro.

Gosto do trabalho dos dois treinadores, e acho que seria mais injusto a saída do Dorival do que foi a de Eduardo. Se o Santos perdesse do Santa Fé, as cornetas da Vila Belmiro estariam esbravejando…

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– Futebol Esporte Show: contamos com a sua preciosa audiência!

E hoje tem Futebol Esporte ShowMarcel Capretz comanda e Rafael Porcari comenta.

Aqui, no SBT – Vtv e TvSorocaba

Tudo sobre o Futebol Nacional e Internacional, além dos times da região. 

Prestigie!

Campinas e Região: 12h15 ; Baixada Santista: 12h15 ; Sorocaba / Jundiaí e Região: 13h15.

– O Ridículo Pênalti de Deportes Iquique 2×1 Grêmio FPA

Um erro decisivo do árbitro argentino Germán Delfino, de importância inexpressiva no futebol internacional.

O time gaúcho vencia por 1×0, e eis que seu atleta Ramiro vai disputar uma bola com o adversário D’Ávila, dentro da área. O chileno tenta cabecear a bola, abaixando a cabeça ligeiramente, mas o brasileiro ergue a perna na lateral, em altura insuficiente para lhe levar perigo. Ramiro, corretamente, atinge a bola. Portanto, jogada limpa.

Entretanto, o árbitro entende que Ramiro chutou a cabeça de D’Ávila e marca pênalti. Não foi. E nem poderia ser “pé alto”! O chamado “lance de jogo perigoso” é quando você levanta excessivamente o pé e corre o risco de atingir com a sola seu oponente. Normalmente ocorre em lances frontais (pé no rosto). Na lateral, e com a cabeça baixa, não se pode marcar nada.

Entenda algo mais: um pé alto que leve perigo e não atinja o adversário, é marcado tiro livre indireto. Se atingir (leve ou gravemente, não importa), é tiro livre direto (dentro da área, é pênalti). No deserto chileno, o que se viu foi uma jogada legal, sem qualquer falha do jogador gremista.

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=oQQ0_s6rptU

– A troca do cartão amarelo pelos 10 minutos fora!

Uma novidade na Inglaterra: a FA vai testar durante a temporada 2017/18, na 7a divisão, o não uso dos cartões amarelos para questões disciplinares. Ao invés da advertência para situações de indisciplina, o jogador ficará 10 minutos fora de campo (como no rugby). Para as outras situações passíveis de Amarelo, o cartão continuará a existir.

O que você acha dessa novidade? Gosta ou não da ideia?

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– Luiz Flávio, sua contusão e a sequência do jogo

Fiquei muito triste ao assistir a contusão do Luiz Flavio de Oliveira na partida entre Água Santa x Bragantino. Uma fratura no pé é algo dolorido e que tirará o juizão do começo do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil.

Boa sorte ao amigo na recuperação! Mas apesar desse fato lamentável, surgiu uma questão sobre regras de jogo: e se no momento da contusão acontece um pênalti ou sai um gol? O que fazer?

Vamos lá: o árbitro, se escorregar, cair ou ficar impossibilitado de correr, ainda é a autoridade máxima da partida. Sendo assim, se ele puder ver a conclusão da jogada, confirmará ou não a legalidade do gol ou marcará o pênalti / falta / simulação (conforme for o lance). Se ele não puder ver (e estando consciente que o jogo continua) e a sequência da jogada, por exemplo, resultar em um gol, o bandeira mais próximo poderá dizer a ele se foi legal ou não.

Mas e se ele ficar desacordado? O que se faz?

Se o bandeira perceber, deverá entrar em campo e anunciar que a partida está paralisada a partir daquele instante. Imediatamente, nada mais vale (afastando o risco de uma falta dentro da área ou um gol, sem a ciência do árbitro).

O curioso é: uma partida não pode começar sem um dos membros do quarteto de arbitragem, mas pode terminar sem um deles.

Por exemplo: e se a contusão fosse no aquecimento? O quarto-árbitro entraria no jogo como substituto e alguém (como o observador, por exemplo) seria designado para fazer os serviços administrativos do 4o árbitro.

Mas e se fosse a falta de um bandeira e do árbitro, por exemplo, e não existisse um observador? Veja que curioso: o quarto-árbitro assume o jogo, o bandeira 1 fica em sua mesma função e o “novo” árbitro escolhe duas pessoas (podem até ser da arquibancada) para assumirem a posição de bandeira 2 e quarto-árbitro. Faz a entrevista com eles, dá o apito inicial e, caso os ache muito ruins na função, dispensa-os.

REFORÇANDO: Não se pode começar um jogo faltando integrante da equipe de arbitragem. Mas terminar, pode!

Assista ao lance em: https://glo.bo/2qvILcr

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– Maradona, Pelé, Messi e Cristiano Ronaldo

Fonte: Maradona, Pelé, Messi e Cristiano Ronaldo (https://blogdopaulinho.com.br/2017/04/30/maradona-pele-messi-e-cristiano-ronaldo/)

(trecho da coluna de TOSTÃO. na FOLHA)

No domingo passado, assisti, em Buenos Aires, pela televisão, à vitória do Barcelona sobre o Real, por 3 a 2.

No outro dia, os jornais portenhos exaltaram a espetacular atuação de Messi.

Um deles disse que, se Messi fizer o mesmo na final da Copa de 2018 e for campeão do mundo, a maioria dos argentinos vai reconhecer que ele é superior a Maradona, o que já acho há muito tempo, por ser mais completo.

Se isso acontecer, a discussão irá além.

Surgirão várias indagações, em todo o mundo, sobre quem seria melhor, Messi ou Pelé.

Eu não teria nenhuma dúvida.

Assim como Messi é mais completo que Maradona e Cristiano Ronaldo, Pelé era mais completo que Messi.

– Ronaldinho Gaúcho, o showman!

Assistiram o jogo das equipes masters entre Barcelona x Real Madrid, em Beirute, nesta semana?

Veja só o que Ronaldinho Gaúcho fez. Muito bom! Três assistências incríveis resultando em gols.

Abaixo: (https://www.youtube.com/watch?v=4V3q25HHfPk&feature=youtu.be)

– E ninguém quis comprar o Jayme Cintra…

Mesmo custando 35 milhões de reais e ofertado pela metade do preço, apesar do sistema ter travado pelo número de acessos, não houve ofertas do leilão do TRT para a compra do Estádio Jayme Cintra.

A questão é: será remarcado outro dia para leilão, com preço menor de oferta, para a venda do estádio. E caindo o valor (poderá ocorrer por até 3 vezes no total) será que não aparecerá compradores?

Enquanto isso, o Paulista ficará fechado até Abril de 2018 esperando calendário… Lamentável!

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– Uma batalha em Montevidéu: Peñarol 2×3 Palmeiras

Rápidas considerações sobre o jogo do Palmeiras no Uruguai:

  1. Um primeiro tempo horrível do Verdão pela má opção tática do treinador Eduardo Baptista. Os uruguaios dominaram os brasileiros.
  2. Um segundo tempo primoroso do Palmeiras por culpa do próprio treinador, que mudou bastante a forma de jogar e acertou.
  3. Uma guerra de nervos e pancadaria, aflorada pelo irresponsável Felipe Mello que quando chegou ao time foi infeliz ao dizer que estava disposto até a dar “tapa em uruguaio”.
  4. Uma corajosa sequência de socos do mesmo caçado Felipe Mello, que não pipocou e encarou os briguentos.
  5. Um nervoso treinador na coletiva, mandando recados a Juca Kfouri e desabafando o que estava engasgado.
  6. Quem a Conmebol punirá? Quem bateu? Quem apanhou? Quem apanhou e também bateu? Difícil…

Cá entre nós: há times que crescem durante brigas; vide o River Plate depois do episódio do Boca Juniors, em que quase eliminado virou campeão da Libertadores daquele ano.

A foto abaixo, que apareceu na Internet e nem sei de quem é, é emblemática: o goleiro Prass apanhando de 3 atletas adversários:

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– O VAR estará no Mundial da Rússia

Uma boa notícia para quem gosta de tecnologia a favor da legitimação dos placares no futebol: o árbitro de vídeo estará na principal competição do planeta, a Copa do Mundo.

Em 2018, na Rússia, o Video Arbitro Referee (VAR) será implantado. Ótima ideia, desde que bem treinada e passada aos árbitros mais gabaritados (sem a geopolítica discutível de escolha dos juízes da FIFA).

Gianni Infantino, o presidente da entidade que está participando de um congresso da Conmebol no Chile, declarou que:

Não é possível que em pleno ano de 2017, todo mundo que está no estádio ou em casa consiga saber do erro do árbitro durante a partida e o único a não saber disso é o próprio árbitro. Não pode ser mais assim, isso não é justo“.

E pensar que aqui ouvimos o blábláblá do árbitro de vídeo que a CBF divulgou que ocorreria em Maio de 2016, depois em Agosto, Setembro, Novembro, série B… como sempre, uma grande mentira! Aliás, criaram até um cargo específico para um ex-presidente de Comissão de Arbitragem, lembram?

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– O goleiro Bruno retorna às grades…

O goleiro Bruno, acusado de ser o mandante da morte da mãe do seu filho, após ter uma contestada saída da prisão e assinar com o BOA Esporte Clube de Varginha, teve que voltar à cadeia.

O pessoal do humorístico “Sensacionalista” redigiu essa grande tirada, fazendo analogia entre as autoridades policiais e o mundo do futebol:

Juiz diz que goleiro Bruno se adiantou na saída e manda voltar penalidade“.

Putz, os caras foram rápidos! É bem isso mesmo.

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– E o Jayme Cintra irá realmente a leilão!

A partir das 11h desta quinta-feira (27/04), o Paulista FC verá o Estádio Jayme Cintra ser leiloado para pagar dívidas trabalhistas.

Às vésperas de completar 108 anos de vida, na 4a divisão estadual e sem calendário para jogar até abril de 2018, o clube deve algumas dezenas de milhões em impostos, contas diversas e saldos a pagar a funcionários. O leilão irá como garantia a uma cobrança de aproximadamente R$ 1,4 milhões devidos a 19 pessoas. Mas sabidamente deve muito mais, sendo que essa conta está no “consórcio de credores” feito na Justiça.

O problema hoje é: por quê não se tem acesso a toda a relação nominal de credores e seus valores? Por quê o torcedor não sabe para quem e quanto se deve a Fulano ou Beltrano?

Triste. Em uma área valorizada, o valor do terreno e do prédio está avaliado em R$ 35 milhões (achei subestimado esse valor), mas você pode arrematar (em qualquer caso de leilão judicial) por metade do preço em lance inicial

Quer saber? Com dor no coração escrevo: se for para ter o nome limpo na praça, paciência! Se pague as dívidas e responsabilize os culpados dessa vergonha.

Infelizmente, o clube precisará ser refundado com gente nova. Pode ser inevitável.

Em tempo: o Estádio foi tombado pelo patrimônio público de Jundiaí nos últimos dias. Isso não impede do leilão acontecer e de um comprador entrar na Justiça contra esse tombamento…

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem da 1a Partida Final entre Ponte Preta x Corinthians

Raphael Claus apitará o 1o jogo da final do Paulistão 2017. Ambas equipes foram favorecidas involuntariamente por erros de arbitragem do bom árbitro da FIFA neste campeonato: o Corinthians venceu o São Bento em Sorocaba com um pênalti inexistente em Jô na 1a rodada, e a Ponte Preta não teve um penal marcado contra ela no lance de Fernando Bob em Jean no Allianz Parque no sábado passado.

Isso quer dizer alguma coisa? Em tese, nada, a não ser que são erros de interpretação – no 1o jogo citado mais rigoroso e no 2o menos atento.

Claus surgiu como um fenômeno em jogos grandes quando foi perfeito em uma semifinal entre São Paulo x Santos no Morumbi, e daí por diante teve uma boa sequência em clássicos. Uma queixa de muitas pessoas a ele é que em partidas de menor visibilidade e/ou importância, dava uma “relaxada”.

Desde que entrou no quadro da FIFA, vem se aprimorando e apitando jogos de grande dificuldade. Alguns têm a impressão de arrogância dele (que é falsa, o conheço bem). É um estilo de mostrar autoridade, que não chega a ser debochado mas às vezes transforma em um ar de superioridade exagerado (talvez como tinha Guilherme Ceretta de Lima ou Rodrigo Martins Cintra, árbitros jovens e que encerram a carreira).

Desejo boa sorte ao amigo e grande arbitragem ao quarteto. Torço para que os erros pontuais (quem é torcedor luso vai cobrar a inclusão do lance de Guarani x Portuguesa, e com razão) tenham sido apenas de desatenção e que para o bem do espetáculo não sejam representativos de má fase.

Pensam que árbitros não vivem de ciclos como os jogadores também? Vide Sandro Meira Ricci e seu inferno astral desde o último Mundial…

Em tempo: e esta história do Clayson, da Ponte Preta, estar sendo negociado com o Corinthians? Tudo bem que é muito bom jogador, mas que não o façam um novo Rui Rei. E quando “dei um Google” para puxar a foto do Rui Rei no fatídico jogo de 1977, eis que aparece o Dulcídio entre esses craques na foto ilustrativa.

Quem seria o Dulcídio da arbitragem hoje? Não vejo ninguém como o saudoso Alemão, que foi “vendido” sem saber. A propósito: isso acontece hoje ainda?

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– O desvio de Pratto no gol de Jô em Corinthians 1×0 São Paulo

Muita reclamação por parte dos sãopaulinos a respeito do gol confirmado de Jô, estando em posição de impedimento. Procede a chiadeira ou não?

Paulo César de Oliveira, na TV Globo, disse que foi legal pelo desvio da nova orientação. Discordo (embora o lance seja bem discutível).

Para mim, erro do bandeira Alex Ang Ribeiro (se é que ele viu o desvio), corroborado pelo árbitro Flávio Rodrigues de Souza (que não tem culpa pela posição). Explico: a bola é cruzada por Jadson, Lucas Pratto pula para o cabeceio e ela cai nos pés de Jô, que estava a frente, em posição de impedimento, no nascedouro da jogada.

Impedimento ativoDesvio de bola não tira impedimento (há raríssimas exceções da regra). O toque do adversário da forma como foi não é um novo lance, nem uma nova jogada criada. A bola foi lançada para o ataque por um corinthiano, visando os jogadores companheiros de frente. Se um sãopaulino a toca ou não, é irrelevante nesse caso.

Alguns entendem que o fato do de Pratto ter ido disputar a bola e a tocado, possibilitou uma nova jogada – e sendo assim, seria um toque de bola da defesa para o adversário, situação na qual não existe o impedimento (como uma bola recuada erroneamente ao adversário, por exemplo). Respeito quem pensa assim, mas discordo. Não foi um domínio de bola tocado para trás, foi um desvio acidental que de nada modificou a condição de impedimento (já que o jogador do Corinthians lança a bola para o ataque do seu time, não para a zaga do São Paulo).

Há também quem possa ainda interpretar como a nova orientação do começo desta década: uma bola que é desviada pela zaga e que caia nos pés de um jogador em impedimento mas que não estava na jogada e que nem tinha a pretensão de recebê-la, não é mais impedimento (por exemplo, um chute para o gol, a bola bate num defensor e sobra para um atacante sozinho, em posição de impedimento, próximo ao mastro de escanteio) Não foi o caso também.

Por fim, existe uma recente orientação de que se um jogador faça movimento de disputar a bola e a toca, esse desvio tiraria o impedimento. Ora, isso acontece quando ocorrer uma “rosca”, um desvio por ação voluntária que caia para outro jogador. Involuntariamente se tocado, não tira o impedimento, pois isso mudaria totalmente a regra 11 do futebol. Passaríamos a dizer que agora deve-se chutar a bola no adversário que o impedimento sumiu. E Pratto não obteve sucesso na disputa, apesar do toque. Assim, Jô continuou em impedimento, foi irrelevante o resvalão.

E você, o que achou? Deixe seu comentário:

Assista o lance em: http://globoesporte.globo.com/sp/futebol/campeonato-paulista/jogo/23-04-2017/corinthians-sao-paulo/#video-id=5821112

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– O Robozinho vai avaliar os árbitros da CBF?

Taí uma daquelas coisas que a CBF adora inventar: criar factoides para divulgar à imprensa (como o árbitro de vídeo proposto em maio de 2016, depois em agosto, outubro, novembro… e até agora nada). Ou o mecanismo de leitura facial israelense para o combate da violência de torcedores briguentos na FPF, que só ficou no anúncio.

Pois bem: leio no Diário Lance! que o Coronel Marinho anunciou uma novidade (Edição 23/04/17, pg 03, por Fábio Suzuki e Igor Siqueira). Será o “Radar”, um software para análise de desempenho dos árbitros.

O detalhe é: a função dos observadores e analistas de arbitragem será minimizada pelo sistema eletrônico, que, segundo o próprio Coronel Marinho:

“A nota [do árbitro] não será dada por ninguém. O SISTEMA VAI DAR. Fizemos uma calibragem, uma mensuração. Fizemos estudos e vamos colocar no sistema (…). O sistema vai gerar pontuações individuais e por equipe. Cada árbitro terá sua nota e outra da equipe [do quarteto todo]. Eu não posso alterar nada.”

E quando o lance polêmico for interpretativo: pênalti ou simulação? Bola na mão ou mão na bola? Vantagem aplicada ou perdida?

Farei de conta que acreditarei da mesma forma quando iludidamente eu e outros árbitros acreditaram no Ranking dos Árbitros da FPF, onde existiam notas e os árbitros também receberiam pontuação, formando um campeonato de acesso e rebaixamento. Me recordo quantas notas contestadas, a criação da posição 35B (quem viveu essa época sabe o que é essa posição), o descenso de árbitros de altíssima categoria inexplicavelmente (por exemplo: a injusta queda de muitíssimas posições do excelente Marcelo Rogério), a ascensão de árbitros prata para ouro ANTES das provas finais teóricas (e um “metidão” deu até entrevista ao jornal confirmando sua subida…).

Por tudo isso, fico imaginando um robozinho dando nota, e quando o cartola do clube chegar a Del Nero pedindo a cabeça de um árbitro, ouvir o mesmo blábláblá de que não existe veto a ninguém, garantir a escala ao juiz e na hora H… pimba! Ficar de fora, indo para a geladeira veladamente.

Putz, recordei-me: acho que o mesmo Marco Polo Del Nero era o presidente da FPF quando garantiu-se a escala de Rodrigo Bragheto na final do Paulistão por parte do mesmo Coronel Marinho e depois o suspenderam. Curioso que são os mesmos nomes na CBF.

Em tempo: monitorar desempenho de jogador com tais softwares é louvável. Mas analisar lances interpretativos de árbitros, aí é conversa mole.

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– Obrigado pelo convite ao Fut-Encontro!

Estivemos ontem participando do Fut-Encontro, no Shopping Plaza Sul. Um bacana bate-papo sobre a “Magia do Drible no Futebol“, juntamente com Zé Maria (lateral ex-Corinthians) e Frank Fortes (Rádio Bandeirantes). 

Obrigado ao Márcio e ao Tadeu pelo convite!

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– Estaremos no Fut-Encontro. Participe!

Fut-Enconto debate “A Magia do Drible”

Debate gratuito é aberto ao público e ocorre nessa sexta-feira, no Shopping Plaza Sul

Caneta, elástico, carretilha, “da vaca”, de corpo e até sem tocar na bola. “A magia do drible” é tema de mais uma edição do projeto Fut-Encontro no Shopping Plaza Sul.

O bate-papo começa às 19h dessa sexta-feira, na praça de alimentação, piso 2, da unidade, e reúne um trio de convidados: Zé Maria, ex-lateral direito, ídolo do Corinthians e da Seleção Brasileira; Frank Fortes, repórter da Rádio Bandeirantes; e Rafael Porcari, comentarista esportivo e ex-árbitro de futebol.

Pouco antes, por volta das 17h, o ídolo corintiano Zé Maria participa de uma tarde de autógrafos na loja Poderoso Timão, no piso térreo.

No dia 28 de abril, no mesmo local, também às 19h, o Fut-Encontro falará sobre o “Dia do Goleiro”.

Serviço

Fut-Encontro

Data: sexta-feira, 21 de abril

Horário: 19 horas

Local: Praça de Alimentação – Piso 2

GRATUITO

Tarde de Autógrafos com Zé Maria

Data: sexta-feira, 21 de abril

Horário: 17 horas

Local: loja Poderoso Timão – Piso Térreo

GRATUITO

Endereço: Praça Leonor Kauppa, 100, Saúde, São Paulo (SP)

Contato: (11) 4003-7220

www.shoppingplazasul.com.br

www.facebook.com/futencontro

debate magia do drible

– Sincero ou Midiático?

Não há como não questionar se existe ou não razão: um amigo santista esbravejou dizendo que

“Neymar saiu chorando do jogo que o Barcelona foi eliminado pela Juventus. Chorou por causa do amor ao time ou por que vai perder dinheiro ou prestígio? Ou chorou só de mentira para aparecer nas manchetes? E por que não chorou quando o Santos apanhou do Barcelona e foi humilhado?”

Parece que os santistas não conseguem esquecer Neymar (pelo bem ou pelo mal).

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