– O mico das arbitragens nos clássicos paulista e carioca

Duas ruins arbitragens nos dois jogos mais importantes da Rodada. Resumidamente:

Vinícius Furlan, que em 2016 fez uma lambança em Campinas na partida Ponte Preta x São Paulo (sendo afastado pelo resto do Brasileirão) e que teve problemas no teste físico deste ano no Paulistão, deparou-se com a escala do Majestoso. O São Paulo já tinha uma pré-disposição contra ele desde que atuou mal num polêmico Palmeiras x São Paulo, onde se enrolou no lance entre Tolói e Dudu. Desta feita, no Morumbi, não expulsou Nem com cartão vermelho direto no começo do segundo tempo. Errou, e na sequência, fez média ao não aplicar o segundo cartão amarelo a Pablo (que resultaria no Vermelho). Não foi árbitro nesta oportunidade, foi mediador!

Luís Antonio Silva Santos, o veterano Índio, de 47 anos, foi pessimamente no Clássico dos Milhões. Aliás, Flamengo x Vasco em Brasília no Cariocão é demais! Erros aos montes, nem precisam ser relatados pois ganharam o Brasil.

Sabe a similaridade e a diferença dos dois jogos quanto à arbitragem dessas duas partidas?

Em comum, dois árbitros mal escalados. De diferente, Furlan não teve influência no resultado final. Índio sim.

O apito no Brasil padece. Falta competência para quem escala. Ou melhor, para quem sorteia.

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– A desinteligência em Palmeiras 2×2 Audax

O bom árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza aguentou reclamações dos dois times no Alianz Parque neste último sábado. E, talvez, com uma certa razão.

Nos acréscimos, marcou uma falta (inexistente) a favor do Audax. O Palmeiras reclamou pois, “se a falta que não foi”resultasse em gol, perderia de 3×2 em seu estádio. Mas na hora da cobrança, o árbitro encerrou a partida. As reclamações passaram a ser do time de Osasco, alegando que beneficiou o infrator ao não permitir a falta e, lutando para fugir do rebaixamento, fez o bom (e chato) treinador Fernando Diniz surtar!

Esqueça o lance da falta, pois ali é questão de erro de interpretação e já afirmamos que não foi. Foque no “pode ou não cobrar a falta depois do tempo”.

Vamos lá: na Regra do Jogo, se você acrescenta 3 minutos após os 45m, o quarto-árbitro anuncia na plaqueta esse tempo, isso significará que a partida vai dos 48’00” até 48’59”. Se encerrar antes, errou.

E se encerrar depois?

Depende. O árbitro tem o direito (está na regra) de encerrar o jogo a qualquer momento deste tempo indicado, seja com a bola rolando no meio de campo, na defesa ou no ataque;, na cobrança de escanteio (lembram de Argentina x Brasil em 78?), de falta, de lateral ou tiro de meta; mas não pode na hora de um pênalti! Se o pênalti for marcado aos 48’XX” e a cobrança se der na virada para a casa dos 49′ em diante, não se pode encerrar, pois deve-se esperar a conclusão do pênalti.

No caso de uma cobrança de falta promissora, se o tempo ficar parado durante os acréscimos (um exemplo: foi marcado na casa dos 47′, se leva mais de um minuto para conseguir autorizar a cobrança por conta de reclamações, barreira, atendimento de atletas), o árbitro DEVE acrescentar esse tempo perdido. Se chegou aos 48 minutos, o 4o árbitro levanta a placa de 1 minuto e o jogo vai até a casa dos 49′ e a falta cobrada.

Mas lembremo-nos: é direito do árbitro encerrar a partida no momento da falta (desde que esteja no tempo indicado e levando em consideração a observação acima citada). Se a falta foi aos 48′ e ele quiser encerrar, pode.

O bom senso ético diz para esperar a cobrança da falta. Mas na cabeça do árbitro, uma voz diz: nenhum juiz se consagra nos acréscimos.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×1 Portuguesa Santista.

Não gostei da atuação do jovem árbitro Flávio Roberto Mineiro Ribeiro. E gostaria que as críticas que aqui faço sejam entendidas como aconselhamentos para melhorar sua atuação.
Antes de mais nada, é importante dizer que o árbitro tem ótimo porte físico, correu bastante e se posicionou bem. Entretanto, a partida era muito fácil de apitar e só se complicou por alguns descuidos do próprio árbitro.

Vamos lá:

  1. Uma observação sobre a postura antes do jogo, e que seja uma crítica construtiva: não precisa ficar “palestrando meia hora” antes de fazer o sorteio do toz com os capitães. Entendo que por ser jovem e querer transmitir segurança, gesticulou bastante e falou muito na preleção para os jogadores; mas se comprida como foi, ela se torna enfadonha e leva a um falso entendimento de quer ser convincente e nem consegue. Além disso, fez um desnecessário grande teatro ao jogar a moeda para cima, deixar cair na grama e abrir espaço entre os atletas para ver como a moeda caiu. Pra quê? Repito: mais simples, curto e enfático (é dica para melhorar).
  2. Aos 12m, Dick (PFC) fez uma falta mais forte em Fernando (AAP) e o árbitro soube fazer a adequada leitura com advertência verbal. Mas quando permitiu atendimento médico dentro do campo ao jogador caído, já pediu água ao membro da Comissão Técnica da Portuguesa. Não gostei, pois, afinal, o jogo acabou de começar!
  3. Aos 23m, Brendon (PFC) fez falta em Fernando (AAP) e o árbitro demorou muito para tomar a decisão de esperar a vantagem se concretizar ou não e marcar a falta. Foi um erro de leitura da jogada, pois em meio ao bate-rebate e bololô, não teria vantagem.
  4. Aos 29m, Willian Dias (PFC) fez clara falta no meio de campo em Carlos Alberto (AAP) que não foi marcada, e para o seu azar, nasceu um contra-ataque a favor do time de Jundiaí. Se sai o gol, a Lusinha iria reclamar bastante (e com razão).
  5. Aos 36m, uma inversão de lateral do bandeira 2 Gilmar Gomes, que deu uma bobeada. A bola foi chutada pelo Paulista nas pernas do adversário e ele ficou esperando o árbitro definir, e que teve dúvida.
  6. Aos 41m, Iran (AAP) dá uma forte entrada em Douglas (PFC) e recebe corretamente Cartão Amarelo. Imediatamente, Iran se revolta, soca o ar, xinga, esbraveja, precisa ser contido e continua atazanando o árbitro. Falou tudo o que quis, o que podia e o que não podia. A impressão é que o árbitro expulsaria (como deveria) o jogador, mas para surpresa até da Portuguesa Santista, “administrou”. Faltou se impor, deu a clara impressão de que pipocou para o experiente jogador. O treinador Marcelo Fernandes, experiente, substituiu Iran por Tikinho.
  7. Aos 60m, Dick (PFC) fez falta e corretamente levou o cartão amarelo. Entretanto, quase 2 minutos para se cobrar devido a dificuldade em se fazer a barreira, pois havia muita conversa do árbitro. Não pode.
  8. Aos 70 minutos do jogo, um tiro livre direto dentro da área do Paulista. O goleiro tocou a bola e ainda dentro da área outro jogador saiu jogando. Não pode, pois tiro de meta e tiro livre nesta situação só se concluem quando saem da grande área e aí algum atleta pode tocar a bola. Nem árbitro e nem atleta perceberam. Sabe quem viu, além da equipe da Difusora? O treinador Marcelo Fernandes da AAP, que correu reclamar com o 4o árbitro que também nem percebeu!
  9. Por fim: um circo no final do jogo, em lance desnecessário. Na lateral do campo, aos 44m do segundo tempo, Carlos Alberto (o camisa 8 da AAP, que fez diversas faltas, conversou  bastante com o árbitro, esbravejou e nem advertido foi), bateu boca com o treinador Sérgio Caetano. A discussão levou a uma confusão generalizada. Carlos Alberto nem advertido foi, mas Sérgio Caetano foi expulso. Segundo o árbitro em sua súmula, expulsou o treinador por ofender o atleta com os dizeres: “Vai seu Zé Buceta do Caralho, joga aí sua bola”.

Público: 625 pagantes

Renda Bruta: R$ 8.880,00 +

Renda Líquida: R$ 1.343,62 –

expulsão

– Seleção deveria ser algo sem ingerência da CBF. O “mal” que Tite fez!

Esperei um momento não eufórico da atuação da Seleção Brasileira para falar sobre os 4×1 conquistado pelo Escrete Canarinho sobre a Celeste Olímpica. Também esperei um momento em que não estivesse fulo para escrever sobre o Estatuto da CBF.

É claro que seria utopia que a Seleção Brasileira não fosse propriedade da CBF. Sim, a entidade é dona do time e fatura alto com ele.

Tite, que admiro demais (o considero um ser humano sensacional e treinador de ponta), conquistou os jogadores e os torcedores, trazendo a grandeza do selecionado e a graça de voltar a assistir os jogos (mesmo tendo traído seu próprio discurso anti-Del Nero).

Del Nero, na calada, deu uma “pedalada” no estatuto da CBF: aumentou o peso das Federações Estaduais em relação aos clubes de Futebol da Série A e B, conseguindo que os presidentes estaduais (os mesmos que recebem o nefasto “mensalinho” de Marco Polo) pudessem o reeleger por mais vezes.

Pense: o sucesso de Tite, sem o treinador ter imaginado, abafou toda a crise política e as acusações contra o mandatário da CBF, preso em seu bunker no RJ. Dessa forma, voltou a reinar temendo apenas uma coisa: as viagens internacionais!

Como escreveu Juca Kfouri recentemente, a CBF não merece sua Seleção…

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– Só para entender as escalas de São Bento x Ponte Preta e São Paulo x Corinthians.

Muito curioso: Luiz Flávio de Oliveira foi suspenso (de mentirinha) após apitar São Paulo x Santo André, mas está escalado para Ponte Preta x São Bento. “Aprendeu e se reciclou tão rápido”, ou só está na geladeira para determinados times?

Vinícius Furlan que foi suspenso do Brasileirão após errar em Ponte Preta x São Paulo, volta a apitar um jogo importante em São Paulo x Corinthians. Entrará bem preparado (já que, afinal, a moda é obedecer roboticamente o chefe do apito, o”Rigoroso Dionísio”, amigo do Reinaldo Carneiro Bastos)?

Aguardemos. 

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– Quando vale um Gol marcado com a Mão?

Parece pegadinha. E ‘é’; e ao mesmo tempo, ‘não é’.

Claro que centroavante não pode fazer gol com a mão de propósito. Um gol de mão só valeria se fosse marcado sem intenção: ou seja, bola cruzada, bate despropositalmente no braço/mão do atacante e entra. Nessa circunstância (sem intenção), tudo bem.

Mas há uma possibilidade: Gol de goleiro.

Repararam que a gente automaticamente pensa em jogador de linha? E com o goleiro existe a hipótese (dificílima de se concretizar) de um gol de mão proposital acontecer: o arqueiro de uma equipe lança com força a bola para o ataque (fazendo uso das mãos), ela atravessa o campo e cai na outra área; o goleiro adversário dá uma bobeada e a bola entra. Gol. E gol de mão!

Sabem quando isso vai acontecer em um jogo oficial? NUNCA. Ou melhor: a chance existe, embora seja ínfima.

*ATENÇÃO: VEJA A DATA DA POSTAGEM, POIS AS REGRAS MUDAM.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista X Portuguesa Santista, Rodada 14

Para o importante jogo entre Galo x Briosa, o jovem Flávio Roberto Mineiro Ribeiro, 21 anos, será o árbitro desta partida da 14ª rodada da Série A3. E o que acho disso?

Sinceramente?

É mesmo para falar, ou melhor, escrever?

Uma incógnita. Quando você bate o olho e vê um árbitro de apenas 21 anos na série A3 (estando no 4o ano de carreira, ou seja, pulando etapas), você pensa em 3 situações:

1) É um fenômeno;

2) Tem “padrinho forte”;

3) É “café com leite” (quando o jogo é fácil para apitar e você escala “qualquer um”).

A hipótese 3 está descartada, pois a Portuguesa Santista tem vários jogadores experientes e o jogo, em tese, não é fácil para apitar.

Portanto, sobraram duas opções. Mas nenhum colega de arbitragem dos quais eu conversei o conhecem. Assim… aguardo vê-lo atuando.

Flávio Mineiro está apenas no seu segundo ano de arbitragem em partidas profissionais (nos outros dois só fez partidas amadoras). Em 2016, no seu 1o ano profissional, já apitou A3 (com 20 anos de idade). Será seu 5o jogo da A3 nesse ano, com destaque para uma confusão na Rodada 7 em Matonense 1×1 Independente, por reclamações à sua arbitragem.

Das informações que colhi, corre bastante dentro de campo e só marca as “faltas claras” (seus jogos têm poucas faltas por cartão amarelo).

Os bandeiras serão Alexandre de Oliveira (42 anos) e Gilmar Gomes da Silva (34 anos). O quarto árbitro é Clodoaldo Chaves da Silva (37 anos) – todos experientes, para dar suporte ao árbitro.

Desejo um grande jogo e uma boa arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Portuguesa Santista pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa André Luís Lucas. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– 1 ano sem Johan Cruyff

Puxa, já faz 1 ano que o craque holandês nos deixou. Compartilho o que escrevemos naquele triste dia e algumas frases de efeito dele:

O CIGARRO LEVOU CRUYFF

O incrível jogador holandês Johan Cruyff faleceu. Vítima do câncer de pulmão, era tabagista compulsivo. Após largar o vício  (20 anos depois), descobriu que estava enfermo.

“Cróife” era um gênio com as bolas no pé. São dele algumas das 25 frases magistrais do futebol (extraídas de futebol.com), como:

  1. Técnica não é poder fazer 100 embaixadas. Qualquer um pode fazer isso se praticar. Da até para trabalhar no circo. Técnica é passar a bola com um toque, na velocidade correta, no pé certo do seu companheiro.
  2. Alguém que faz graça com a bola no ar durante um jogo, dando tempo para os quatro defensores adversários voltarem, é o jogador que as pessoas pensam ser ótimo. Eu digo que ele deve ir para o circo.
  3. Escolha o melhor jogador para cada posição e você não terá a melhor equipe, apenas 11 bons de cada uma.
  4. No meu time, o goleiro é o primeiro atacante e o atacante, o primeiro defensor.
  5. Por que não se pode vencer um clube rico? Nunca vi um saco de dinheiro marcar gol.
  6. Eu sempre jogava a bola para frente porque se eu a recebesse de volta, era o único jogador desmarcado.
  7. Sou um ex-jogador, ex-dirigente, ex-treinador, ex-presidente honorário. Uma lista bacana que, mais uma vez, mostra que tudo chega a um fim.
  8. Jogadores que não são verdadeiros líderes mas tentam ser, sempre brigam com os outros depois de um erro. Líderes de verdade dentro de campo já sabem que os outros vão errar.
  9. O que é velocidade? A mídia esportiva sempre confunde velocidade com visão. Veja, se eu começar a correr antes que os outros vou sempre parecer mais rápido.
  10. Tem apenas um momento em que você pode chegar na hora. Se você não estiver lá. Você estará sempre adiantado ou atrasado.
  11. Antes de cometer um erro, eu não cometo esse erro.
  12. Em uma partida de futebol, é estatisticamente provado que os jogadores tem a posse de bola por 3 minutos, em média. Então, o mais importante é: o que fazer nos 87 minutos em que você não tem a bola. Isso é o que determina se você é um bom jogador ou não.
  13. Depois de ganhar alguma coisa, você não estará mais 100%, mas 90%. É como uma garrafa de água com gás quando fica sem tampa. Pouco tempo depois fica com menos gás dentro.
  14. Tem apenas uma bola, então você precisa tê-la.
  15. Não sou religioso. Na Espanha todos os 22 jogadores faziam o sinal da cruz antes de entrar em campo. Se isso funcionasse, todas as partidas terminariam empatadas.
  16. Precisamos fazer com que o pior jogador deles tenha a posse da bola. Teremos ela de volta em pouco tempo.
  17. Se você tem a posse da bola, precisa fazer com que o campo seja o maior possível, mas se você não tem, precisa fazer com que fiquei o menor possível.
  18. Todo jogador profissional de golfe tem um treinador para suas tacadas, outro para suas colocadas, para seus tiros. No futebol temos um treinador para 15 jogadores. Isso é absurdo.
  19. Sobreviver à primeira fase nunca é o meu objetivo. O ideal seria estar com Brasil, Argentina e Alemanha no mesmo grupo. Assim eu teria eliminado dois rivais na primeira fase. É como eu penso. Idealista.
  20. Os jogadores hoje só sabem chutar com o peito do pé. Eu podia chutar com o peito, de chapa e a parte de fora de ambos os pés. Em outras palavras, eu era seis vezes melhor que os jogadores de hoje.
  21. Qualidade sem resultado é inútil. Resultado sem qualidade é entediante.
  22. Existem poucos jogadores que sabem o que fazer quando não estão marcados. Então as vezes você fala para o seu jogador: aquele atacante é muito bom, mas não marque ele.
  23. Acho ridículo quando um talento é rejeitando baseado em estatísticas de computador. Baseado nos critérios do Ajax de hoje eu teria sido rejeitado. Quando tinha 15 anos não conseguia chutar uma bola mais de 15 metros com minha perna esquerda e talvez 20 com a direita. Minhas qualidades, técnicas e visões não podem ser detectadas por um computador.
  24. Jogar futebol é muito simples, mas jogar um futebol simples é a parte mais difícil do jogo.
  25. Se eu quisesse que você entendesse isso, eu teria explicado melhor.

Que descanse em paz!

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– 3 Craques e 2 Nomes para a presidência da CBF?

Essa postagem redigida em meu blog é de Março de 2014. Três anos depois, veja as voltas que o mundo dá (Marco Polo Del Nero ainda era forte). Abaixo, a republicação:

QUEM PODERÁ ASSUMIR A CBF?

Ronaldo Nazário, Raí e Leonardo: ambos foram campeões jogando a Copa do Mundo de 1994. E não é que, 20 anos depois, falaram abertamente sobre uma possível candidatura à CBF?

Em tempos que Marco Polo Del Nero nada de braçadas rumo a cadeira da entidade, mesmo tendo como adversário desistente Andrés Sanches (e apoiado por Lula), dois nomes surgiram como opção para um futuro distante: Ronaldo e Leonardo.

Recentemente, em entrevista à Revista Isto É (ed 2304, pg 6-9) o jornalista Rodrigo Cardoso perguntou ao Fenômeno se ele teria coragem de assumir a CBF. Disse ele:

Eu não tenho nenhum medo de assumir a CBF se um dia fizer disso o meu objetivo. Minha história de vida é muito bonita, sem deslizes, desvio de dinheiro ou corrupção. Meu dinheiro é declarado, pago todos os meus impostos. Fazer um trabalho transparente ajudaria a mudar a imagem do futebol brasileiro. Não tenho intenção agora, mas não teria medo e seria um bom desafio para mim”.

Nesta semana, a concorrente revista Época entrevistou Raí (ed 820, pg 70-73), e o jornalista Marcelo Moura perguntou se a CBF precisava de uma oposição e se ele houvera lançado Leonardo à presidência. Eis a resposta:

Ele é uma alternativa (…) Como técnico e dirigente, está há 10 anos na Europa em clubes de primeira linha. Poucos são tão preparados como ele e que querem tanto quanto ele ser dirigente. Uma vez ele me disse: ‘O projeto que me motivaria a voltar ao Brasil seria a CBF’. Mas como a coisa na CBF é difícil de mudar, quanto antes ele voltar da Europa melhor. (…) Todos precisamos de oposição. Um mesmo grupo controla a CBF há décadas. Há muitos conchavos com clubes e federações em torno de um pensamento único. Nenhuma sociedade cresce dessa forma. Se não tem oposição há tanto tempo, algo está errado.”

Gosta dos dois nomes lançados para longuíssimo prazo? Os meus questionamentos:

1- São dois ex-jogadores com vontade de administrar a Confederação. Teriam competência?

2- Caso Marco Polo se eleger (e vai entrar), quando ele sairá? Por um mandato apenas, duvido.

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– As Profissões COM e SEM Futuro!

A Revista Época desta semana trouxe em sua matéria de capa sobre as profissões que estarão em alta e em baixa no futuro (por Marcelo Moura). Com base no termo Destruição Criadora“, utilizou-se tendências atuais para prever a evolução de algumas atividades. As variáveis foram a valorização do emprego, a procura por ele e, principalmente, revolução tecnológica.

Uma das caraterísticas vantajosas do homem frente às máquinas (que exercerão boa parte das tarefas) será a INTELIGÊNCIA SOCIAL, que se refere a capacidade de negociar, persuadir, coordenar e manter contato emocional com as pessoas. Outra seria a CRIATIVIDADE, pois as máquinas ainda não sabem improvisar.

Na reportagem, foram elencadas com chance de 0,004% de não-extinção:

– Terapeuta recreacional

– Supervisor de manutenção e reparador de máquinas;

– Gestor de emergências;

– Fonoaudiólogo e

– Nutricionista.

As profissões de médio risco foram:

– Advogado;

– Cuidador de crianças;

– Chef de cozinha;

– Químico;

– Bombeiro;

– Repórter / Jornalista.

As atividades que correm mais riscos de deixar de existir (acima de 93%):

– Vendedor ambulante;

– Marceneiro;

– Açougueiro;

– Projetista de cinema;

– Juiz de Futebol e árbitros de ótimos esportes;

– Bibliotecário;

– Operador de telemarketing.

Claro que a matéria fala de muitas nuances e está em 8 páginas (edição 861, pg 58-65). As outras profissões estão dispersas no texto, mas fico pensando: será que tais projeções realmente se concretizarão?

Em especial, imagino: como substituir o árbitro de futebol? As máquinas farão seu trabalho? Se justamente a capacidade de interpretação (tão subjetiva) não é possível para um autômato…

Enfim: o que você acha de tal profecia laboral? Deixe seu comentário:

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– Quer voltar mas não reduz o salário?

Leio que Everton Ribeiro quer deixar o seu clube nos Emirados Árabes Unidos e negocia com o SPFC.

Bom jogador, mas… ele morre de saudades do Brasil só que não aceita receber menos do que ganha no Oriente Médio.

Bobinho, não? O valor é alto por aqueles lados para compensar o “custo-saudade”. Se é insuficiente, aceite a realidade do seu país-natal recebendo menos ou peça aumento por lá.

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– Balada ou Religião: qual o alvo das organizadas?

E o protesto contra Zeca, jogador santista?

Dias atrás ele “brigou” pelas redes sociais com uma das torcidas organizadas. Fatalmente sofreria retaliação, como manda a burra lógica desse relacionamento, e foi o que aconteceu, com os muros da Vila Belmiro pichados com os dizeres Zeca Joga Bola” e  “+ Futebol – Religião”. Mas me intriga o seguinte: Ricardo Oliveira, talvez o “mais crente” dos atletas santistas e que pratica proselitismo com sua fé, não foi criticado. E aí?

O fato é que a pendenga obviamente não tem nada a ver com religião. O problema é pessoal e se arranja desculpas para criar confusão. Nesse mundo do futebol moderno, não vemos mais “torcida organizada” na espreita de baladas buscando os embriagados, mas espiando igrejas para ver quem está com a Bíblia na mão.

A propósito de Fé e Futebol, respeito todas as crenças mas sempre critico o fanatismo (impróprio para todos, já que nunca se deve tomar o nome dEle em vão). Compartilho sobre esse assunto tão difícil em um texto escrito há 8 anos, em: http://wp.me/p4RTuC-15k.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Catanduvense x Paulista

André Luís Riquena, 37 anos, Guarda Municipal, apitará Catanduvense (que correu o risco de dar WO neste jogo por conta da interdição do seu estádio) contra o Paulista FC. Curiosamente, Riquena foi o árbitro do protesto do Barueri que quase deu um WO no ano passado, em partida válida contra o Olímpia. Após ameaçar não entrar em campo, os jogadores entraram no gramado, sentaram no chão e aguardaram o início do jogo neste manifesto diferente.

Riquena tem 11 anos de carreira, já apitou a série A2 mas nos últimos anos só está sendo escalado na A3.

Décio Casagrande Portiére tem bandeirado regularmente a série A2 e A3, aguardando uma chance para a A1. Edivaldo Pereira da Silva está seguidamente sendo escalado para a A3, aguardando uma volta à A2 (que não trabalha já faz algum tempo). Edson Alves da Silva será o quarto árbitro.

Desejo boa sorte às equipes e boa arbitragem ao quarteto que comandará a partida.

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– A Bobeada do gol de Ferroviária 1×0 Corinthians aconteceu porque…

… Porque existe uma falha no posicionamento orientado pela FIFA que pode levar a tal situação. A chance de erro é pequena, mas existente. Explico:

Alan Mineiro bate o pênalti. Neste momento, o árbitro Raphael Claus fiscaliza a linha da grande área para ver se não houve invasão. Portanto, em caso de um rebote, por estar à esquerda do jogador, o braço direito do batedor se torna um ponto cego. Já o bandeira 1 Bruno Rizzo, na hora da cobrança, está dentro do campo, no bico da área com a linha de meta, fiscalizando se há avanço do goleiro e se a bola entrou por inteiro. Ele sim teria condição de ver o braço direito do batedor pois está à sua frente; entretanto, ele deve correr para a linha lateral para voltar a fiscalizar a linha de impedimento. E nessa corrida à sua posição original, bobeou e não viu o domínio com o braço.

Entendido?

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– O lance da roubada de bola de Cueva em cima de Fábio no SPFC 1×1 Ituano. Legal ou ilegal?

Neste sábado, um lance polêmico no Morumbi: o goleiro Fábio (Ituano) está com a bola dominada na mão, vai repô-la em jogo e quando vai chutá-la, Cueva (SPFC) dá um toque nela que está no ar, sem atingir o goleiro e a domina, tentando fazer o gol na meta totalmente aberta. O árbitro Rodrigo Guarizzo Ferreira do Amaral marcou falta e não aplicou o cartão amarelo, sendo imediatamente cercado pelos jogadores de Itu que queriam a advertência do peruano, além das reclamações do sãopaulino.

Acertou total, acerto parcial ou erro?

Acertou 100%!

1- A bola não pode ser disputada quando o goleiro a quica no solo nem quando a solta das mãos, no ar, para chutá-la. Esse intervalo em que o arqueiro a solta da mão até ser reposta em jogo é considerado domínio / posse de bola, no qual ele não pode ser incomodado.

2- Se a bola é roubada sem tocar no goleiro, você marca tiro livre indireto (sem aplicação de cartão). Se porventura tocar, é tiro livre direto (aplicar ou não o cartão amarelo dependerá da imprudência / temeridade / força excessiva exercida).

Dessa forma, parabéns ao Guarizzo por marcar falta em tiro livre indireto de Cueva e não aplicar o cartão amarelo.

Assista ao vídeo desse lance, extraído do Globoesporte.com em: http://globoesporte.globo.com/sp/futebol/campeonato-paulista/jogo/18-03-2017/sao-paulo-ituano/#video-id=5735313

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– As faixas de avião pró e contra Wenger no Arsenal

Há clubes que sofrem com seus torcedores, quando esses querem mudanças: armam emboscadas, promovem pancadaria ou invadem CT.

Na Inglaterra, jogaram West Bromwich 3×1 Arsenal. Novamente os “Gunners” perderam e a insatisfação com o longevo treinador francês Arsène Wenger continua forte.

Curiosamente, no começo do jogo, um avião sobrevoou o estádio The Hawthorns com uma faixa amarrada em sua cauda dizendo: “Sem contrato, Fora Wenger”. Mas não é que logo depois veio um “avião aliado”, com outra faixa que dizia: “Em Arsène acreditamos. Respeitem”.

Protesto ousado e chique, não? Aliás, quem bancou as faixas? Fica a dúvida…

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×0 Independente

Dois jogos em um só? Quase isso. O texto abaixo se refere à arbitragem até os 83 minutos de jogo. Os minutos finais têm um parágrafo especial (por justiça ao que fez até o lance que será citado).

Jogo bem fácil para se apitar, sem lances polêmicos ou situações que merecessem maior atenção. O único “porém” foi aos 16 minutos do 2o tempo, quando ocorreu um “bololô” de jogadores pressionando o árbitro em um instante de desinteligência entre os atletas, mas nada além disso.

Fisicamente, correu bastante e se posicionou nos locais corretos do campo.

Tecnicamente muito bem, marcou as faltas acertadamente e soube fazer a leitura perfeita das vantagens.

Disciplinarmente, estava indo bem. Porém, com o jogo pouco faltoso no 1o tempo, acomodou-se e deixou de dar dois cartões amarelos: aos 16 minutos para Gut (PAU) que fez falta dura em Dodô (IND) e aos 37 minutos para Marcelo (IND), que fez falta igualmente temerária em Euzébio (PAU). No segundo tempo, sem problemas, com apenas a necessidade de um cartão a Brendon (PAU) e outro a Maicon (IND), ambos bem aplicados. Entretanto, um cartão vermelho não aplicado a Dodô (por agredir o gandula aos 38 minutos do segundo tempo).

O MOMENTO DE DESABONO DO ÁRBITRO: citei que merecia esse parágrafo pois aos 83 minutos de jogo, Dodô (IND) esperava a bola ser reposta pelo gandula, que ficou fazendo cera. O jogador chutou a canela do gandula e arranjou uma grande confusão. O árbitro não expulsou o gandula e aplicou cartão amarelo ao atacante limeirense. Errou. Deveria excluir o gandula e expulsar o atleta (que posteriormente, ironizou os torcedores mandando beijinhos, não vistos pela arbitragem). Nos minutos finais da partida, errou em alguns lances e quase perde o controle da partida.

Repito: muito boa arbitragem até esse momento do jogo; depois deste vacilo, destoou.

Paulista v Independente

Gols: 1×0

Faltas: 18×12

Cartões Amarelos: 1×2

Cartões Vermelhos: 0x0

Público: 435 pessoas

Renda Bruta: R$ 5.810,00 +

Renda Líquida: R$ 4.664,92 –

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Independente. E que seja como em 2016!

Daniel Carfora Sottile, o árbitro que apitou a vitória do Paulista em Guarulhos, apitará o Galo de Jundiaí contra o Galo de Limeira (falamos sobre suas características naquela oportunidade aqui: http://wp.me/p55Mu0-1mO). Gilberto Aparecido Romachelli será o bandeira 1 (trabalhou o ano passado em Paulista 1×2 Velo Clube, vide no link: http://wp.me/p55Mu0-QO). José Lucas Candido de Souza será o bandeira 2. Hemerson José Nicoli de Campos será o quarto árbitro.

Curiosidade: no ano passado, em 31 de março, o Paulista venceu o Independente por 5×0 com uma má atuação da arbitragem. Nessa partida o time de Limeira foi matematicamente rebaixado e Erick Mamadeira disse que os jogadores do Paulista tinham feito um pacto para permanecerem na A2. Relembre aqui: http://wp.me/p55Mu0-S6.

Desejo um grande jogo e uma boa arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Independente pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa André Luís Lucas. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– Público Sumido dos Estádios de Futebol

Parece que ” ir ao estádio” é coisa do passado. Hoje, a violência assusta as famílias e o desconforto se faz presente.

Vide os atuais públicos pagantes nos estádios brasileiros! Se o time está bem no campeonato, ainda vá lá. Mas se está irregular, ninguém vai. Faltam atrações e apelo.

E os clubes do interior?

Cidades médias / emergentes /ricas têm outros concorrentes: cinema, teatro, shows, eventos diversos, casas de veraneio, etc..

Já as cidades pequenas com novos times na A1 acabam tendo mais público pela falta de outras opções de lazer, além, claro, da novidade que é o time do seu município na elite.

Fica a pergunta: o que fazer para levar o torcedor ao estádio?

Muiiiiita coisa. Da qualidade do espetáculo ao diferencial no tratamento do torcedor-consumidor. E isso parece distante, infelizmente…

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– O “quase pênalti” anti-natural de Juventude 1×0 Internacional

O lance mais polêmico da última rodada aconteceu no Rio Grande do Sul, na partida entre Juventude x Internacional, no Estádio Alfredo Jacconi.

A bola é chutada e o zagueiro gaúcho Junio (sim, “Junior sem r”) pula com os braços erguidos, estabanados, de maneira antinatural fisiologicamente falando. É nítido que o atleta quer bloquear a passagem da bola. Só que… ela não bateu no braço, e sim no peito!

Lembre-se: não existe “tocar ou tentar tocar a bola na mão”. Tem que tocar mesmo, pois é diferente de “agredir ou tentar agredir”.

Veja que erro crasso, em: https://www.youtube.com/watch?v=47sRLLQlGZo

– Goleiro Bruno virou PopStar? A ridícula selfie com o garotinho.

Já fiz minhas considerações sobre a contratação do goleiro Bruno pelo Boa EC de Varginha (aqui: http://wp.me/p4RTuC-iok). Mas o que vejo na edição de hoje na capa do Estadão, é surreal

Um menino, “fã” do goleiro, tirando foto com ele, alegre e sorridente. Parece que chegou um artista, um cara do bem. 

Insisto: falamos de ter ou não uma segunda chance, mas promoção como “estrela” (e aqui um inocente e mal orientado garotinho na foto-promoção) é demais!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Desportivo Brasil x Paulista

Gostei da escala para o confronto entre DB x Galo!

Um árbitro que teve algumas chances na série A1 mas que não se firmou; entretanto, na série A2, apita muito bem: este é Márcio Henrique Soares, 17 anos de carreira, árbitro que apitará Desportivo Brasil x Paulista.

Márcio já apitou no Jayme Cintra no ano passado – foi Paulista 2×2 São Caetano com muito boa atuação. Suas características: mostra muita segurança em campo, apita de maneira bem “fria” (não sorri em campo e não conversa com atletas). Costuma aplicar bastante cartões e controla bem o jogo (relembre sua atuação aqui: http://wp.me/p55Mu0-OQ). 

Ainda sobre o árbitro: trabalhamos juntos numa partida no antigo “Terrão de Itaquera”, num inesquecível jogo sub15 entre Corinthians 10×0 Barcelona da Capela do Socorro. Melhor em campo? Lulinha, “o cara” do jogo, embora o artilheiro da partida tenha sido Dentinho.

Fernando Luís Ravelli e Edislândio Bernardo serão os bandeiras em Porto Feliz (ambos bem novos na carreira). Rafael Acerra será o quarto árbitro.

Desejo boa arbitragem e grande jogo para as equipes nesta quarta-feira, 15h00.

Curiosidade: hoje o Desportivo Brasil é um clube de propriedade do Shandong Luneng, clube chinês no qual trabalhou o técnico Cuca (antes era da Traffic, de J Hawilla). Mas o time-referência de Porto Feliz sempre foi o Estrela (carinhosamente chamado de “Estrelinha de Porto Feliz“), que encerrou suas atividades profissionais. Só que antes de disputar a 5a divisão profissional nos anos 80,90 e 00, na década de 70, o Estrelinha enfrentou o “Palmeirinha do Medeiros”, campeão amador jundiaiense, na disputa do título de Campeão Amador do Estado! Dentro de campo, o time “do Vado, do Barrica, do Kota, dos Porcari e de tantos outros”, venceu o Estrela mas perdeu no tapetão pois havia um atleta que não tinha revertido os documentos de profissional para amador! Uma pena…

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– Leicester bate o Sevilla e o conto de fadas continua!

O futebol é maravilhoso por causa disso: o pequenino Leicester escreveu um conto de fadas ao ser o improvável campeão inglês da última temporada (nesse ano, caiu na real e luta para não ser rebaixado). Só que na badaladíssima UEFA Champions League, após demitir Cláudio Ranieri, passou para as 4as de final vencendo o Sevilla do estupendo treinador Sampaoli!

Repito: a única lógica do futebol é que ele é ilógico...

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– Caso Gabriel / Maicon versus Vitor Hugo

Só para entender:

1- Vitor Hugo, do Palmeiras, foi suspenso por dois jogos por agredir o adversário (pelo julgamento pelas imagens).

2- Gabriel, que recebeu o cartão amarelo equivocadamente, teve a punição retirada (por ser observado nas imagens) pois a mesma deveria ser para Maicon.

3- Por quê não se contabilizou o cartão amarelo para Maicon, já que as mesmas imagens mostraram isso?

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– Mas a Lei não está valendo para a FPF?

Poucos sabem, mas o Sindicato dos Atletas Profissionais (SAPESP) tenta paralisar o Paulistão em suas 3 divisões devido aos atrasos de salários de jogadores – e não consegue!

Atletas que estão com seus vencimentos atrasados deveriam expor as pendências para que a FPF retirasse os pontos do time, conforme o regulamento manda há algum tempo. Mas quantos tiveram coragem de fazer isso ao longo desses 4 anos de vigência?

Aliás, como conseguir que o Tribunal de Justiça da FPF puna os clubes?

Será que as entidades estão “se esforçando em ritmo lento” para que ninguém seja punido?

Aliás, é crível imaginar que todo mundo está com o salário em dia há tanto tempo, já que ninguém foi punido?

Há quem creia que sim…

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– De Ronaldinho a Ronaldo Nazário, uma capa que mostra a diferença!

Que incrível capa de 1997.

Há 20 anos, esse cara era o carismático “Rrrrronaldinho“.Hoje, é o empresário “xarope” Ronaldo Nazário.

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– Que raio de mão na careca é essa?

Árbitro tem que manter a autoridade e evitar a intimidade. Não me dei ao luxo de saber o nome do juizão, mas não gosto de tal permissão…

O jogo é Macaé x Vasco. O Meme é do EsporteJundiaí.com:

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– A contratação do Goleiro Bruno, segunda chance e o efeito reverso.

O ex-goleiro do Flamengo, Bruno, que ficou preso por assassinato, saiu da cadeia e assinou contrato de trabalho com o Boa Esporte Clube, equipe de Minas Gerais.

Todos têm direito a uma nova chance na vida (embora, sejamos justos, acho que a moça assassinada não teve). Mas… já imaginaram as torcidas o xingando durante o jogo todo?

Será difícil para ele trabalhar no Brasil. Se tivesse proposta de fora, deveria ir ao exterior ao invés de assinar com o Boa, pois fatalmente não terá paz!

Aliás, a Nutrends, do ramo de nutrição e atual patrocinadora do Boa Esporte Clube, reincidiu o contrato de publicidade na camisa por não querer se associar com a imagem do jogador.

Será que o efeito desejado do Boa em lucrar com a criação de uma polêmica trouxe efeitos contrários?

E pensar que dias antes da prisão quase o Milan o contratou…

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– Três observações do 3×0 no Choque Rei: sobre Arbitragem, Palmeiras e São Paulo

Tudo muito bom no Palmeiras 3×0 São Paulo. O mais importante, independente de vencedor e perdedor: sem confusão!

Três pontos a observar no Choque-Rei de sábado:

1) Ótima arbitragem de Marcelo Aparecido Ribeiro dos Santos e seus assistentes. Soube impor a advertência verbal sem gastar à toa os cartões amarelos. A experiência se mostrou presente (com a qualidade técnico-disciplinar observada).

2) O esquema de jogo muito feliz imposto por Eduardo Baptista, tantas vezes contestado pela torcida. Será que terá paz por alguns dias?

3) A extrema lucidez da entrevista pós-jogo de Rogério Ceni, onde abordou o que realmente aconteceu do jogo e mostrou ciência das virtudes e fraquezas do seu time.

Talvez uma 4a observação: nenhuma briga entre torcedores! Ufa, parece que a torcida única está funcionando (embora eu concorde que isso não seja o ideal, mas sim o necessário).

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– ZOMBARIA: O que o Chinês disse para o Pato?

Viram que ridículo (e suspeito) pênalti marcado na China? Nem os da “Regra 12B” aqui no Brasil, caprichosamente inventados, são tão absurdos.

Só que Alexandre Pato (sua equipe é o Tianjin Quanjian) foi bater e de maneira mais absurda ainda o isolou. Na seqüência, um “chineizinho” adversário (do time de Tevez, o Shanghai Shenhua) tira um tremendo sarro do atacante brasileiro

Pelo gesto se vê que gozou. Mas o que será que falou? Se por acaso foi consolo do chinês, dispensável…

Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=rhrC0rwBe44&feature=youtu.be

– Um meme em 2 minutos? Palmeiras x São Paulo.

Torcedor de futebol é um bicho incrivelmente criativo e rápido!

Estou trabalhando em meu comércio, escutando Palmeiras x São Paulo pelo rádio, sai o primeiro gol do mandante (incrivelmente pela enésima vez por cobertura), e menos de dois minutos, já postam o seguinte meme:

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Impressionante. Como torço para o Paulista FC (mas sou isento em meus comentários no jogo do Galo), tanto faz e tanto fez. Mas que é curiosa a agilidade dos caras, ô se é!

– Parabéns ao árbitro de Luverdense 0x2 Corinthians

Leonardo Garcia Cavaleiro fez uma das piores arbitragens do Campeonato Brasileiro de 2016, no empate entre Ponte Preta 2×2 Internacional, ficando de fora do restante do Brasileirão (relembre em: http://wp.me/p4RTuC-fCe). Entretanto, ontem, na Arena Pantanal, acertou ao confirmar o segundo gol do Corinthians contra o Luverdense.

Entenda: a bola é chutada de fora da área por Gabriel, há um jogador do Corinthians na trajetória da bola em posição de impedimento (Jô), à frente do goleiro. Só que ele se abaixa abdicando de disputar a bola, não participando do lance.

Cuidado: não é um jogo de corpo para enganar o adversário, é desvio para demonstrar que não participa do lance. Embora o bom bandeira Dilbert Pedrosa tenha anulado o gol entendendo que a bola houvera raspado a cabeça de Jô (mas não raspou), o árbitro chamou a responsabilidade para si e evitou o prejuízo ao Corinthians.

Complemento: antigamente, esse lance era mais discutível. Mas há uns 3 anos a FIFA, em suas observações, deixa claro que na situação em que o atleta em posição de impedimento abdicar da jogada, o árbitro deve deixar o jogo seguir, se não atrapalhar o goleiro. 

Veja o gol no vídeo em: https://youtu.be/ZrYv5hHNAp8

– Barcelona 6×1 PSG é para repetir toda semana na Sessão da Tarde na Globo.

A partida acabou faz tempo, mas pelo que foi, ficaremos por muito tempo falando: QUE JOGAÇO FOI BARCELONA X PSG!

O mais legal da partida?

A saída de bola do PSG após o 6o gol. Viram? DEZ ATLETAS correndo em desespero ao ataque, após boa parte do jogo ONZE ficarem na defesa.

Mas que apesar da espetacular apresentação do Barça, que fique a ressalva: houve um pênalti não marcado de Mascherano em Di Maria, o 1o pênalti onde o Neymar é atropelado sem querer foi corretamente assinalado e o último pênalti foi marcado equivocadamente pelo inexperentíssimo árbitro alemão Deniz Ayetekin (mal escalado). Mas como foi uma noite de gala do time Catalão e pelo que jogou, fica feio o PSG reclamar.

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– Abra o olho, Baptista! E o Cartão Vermelho a Vitor Hugo?

Ainda sob a desconfiança da torcida, o Palmeiras estreou na Libertadores da América contra o Tucumán (1×1). Eduardo Baptista, que eu respeito muito, não tem conquistado a simpatia da comunidade palmeirense. E há algumas coisas difíceis de se explicar: Guerra e Borja, contratados a alto valores e entrosados desde a Colômbia, ainda não foram escalados juntos (independente do jogo de ontem, nem no Paulistão).

Gosto do trabalho do Eduardo, mas não o acho prestigiado de forma alguma no atual momento. Há de se ter paciência nesse momento de transição de treinadores.

E sobre o Vitor Hugo?

Faltou experiência. Alguns contestaram o primeiro cartão amarelo aplicado pelo árbitro paraguaio Mário Vivar no começo da partida (jovem, de apenas 33 anos e que está sendo um dos nomes novos escalados nesta fase da Libertadores). Mas um jogador esperto, sabedor que já está amarelado, vai disputar a bola com o braço / cotovelo como fez? Poderia ter evitado a sua expulsão, e agora será julgado por tal Vermelho na Competição Sulamericana e pelo Paulistão também.

Muita calma nessa hora. Nervosismo de nada adianta!

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– Análise da Arbitragem de Paulista 3×0 Noroeste

Boa arbitragem de José Roberto Marques no Jayme Cintra nesta 4a feira. Vamos à análise desse jogo, onde tivemos em faltas cometidas PFC 16×20 ECN, cartões amarelos PFC 3×3 ECN e gols marcados PFC 3×0 ECN?

Fisicamente, ótimo condicionamento. Correu bastante e sempre esteve próximo das jogadas.

Disciplinarmente bem, faltando apenas o cartão amarelo a Maicon (ECN), pelo excesso de faltas cometidas ao longo da partida (e um cartão vermelho citado abaixo, em lance perdoável à arbitragem, por isso analisado à parte).

Tecnicamente nada polêmico, o jogo não exigiu.

Destaco que o árbitro posicionou-se corretamente nas cobranças de faltas, procurou dar o maior número de vantagens possíveis e deu dinâmica ao jogoEm especial, aos 20m do 1o tempo, acertou em jogada na qual a bola foi interceptada com o braço por Maicon (ECN), ela sobrou em vantagem para Jailton (PFC) que estava em impedimento. Corretamente parou a jogada e marcou a falta, já que a suposta vantagem não se concretizou.

A única ressalva: quase perdeu a leitura da partida no finzinho do primeiro tempo com o excesso de tentativa de dar vantagens, corrigindo no segundo tempo.

Domingos da Silva Chagas, assistente 1, trabalhou bastante na marcação de impedimentos. Ítalo Magno, assistente 2, esteve atento no impedimento que resultou na anulação do gol do Paulista e ajudou na marcação de faltas. Humberto Júnior, o quarto árbitro, foi positivamente participativo, mostrando trabalho em equipe.

O detalhe que fugiu aos olhos do quarteto:

Aos 7 minutos do 2o tempo, Maicon (ECN), sem bola, empurrou Fernando Lopes (PFC) e na sequência lhe chutou as pernas, fora do campo de visão do árbitro. E repetiu o chute posteriormente em lance de falta marcada. Se existisse árbitro de vídeo, era para cartão vermelho.

Público 460 pagantes

R Bruta: R$ 6.050,00+

R Líquida: R$ 4.505,18-

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