– Sobre as arbitragens de Corinthians x Fortaleza e Vasco x Palmeiras:

Vou ser bem direto: em todas as rodadas e em vários jogos estamos tendo verdadeiras lambanças da arbitragem. Não assisti nem ao jogo do Verdão e nem ao Coringão, mas leio que seus adversários estão fulos com os erros dos juízes.

Reflita: o VAR não era para esclarecer lances polêmicos e corrigir erros crassos? O equipamento eletrônico fez regredir a Justiça em campo?

Claro que não… o problema são as pessoas que comandam a tecnologia e dos cartolas que orientam os árbitros. Não procurei ver os supostos erros pois o grande tempo perdido em assistir tanta coisa e os absurdos vistos, me trazem à seguinte percepção: lamentavelmente, aqui no Brasil, teremos que abandonar o uso do Árbitro de Vídeo unicamente pela falta de competência.

Algo há de ser feito. Não adianta ficar treinando em Águas de Lindóia e na prática nada dar certo. Ou então nos questionemos em outra situação: a safra (de formadores de árbitros ou de árbitros propriamente ditos) é fraca?

 

– Afinal, a final em Lima para a Libertadores da América ameniza a discordância do Chile?

Era “bola cantada” que não teríamos a cidade de Santiago como sede da final da Taça Libertadores, devido aos conflitos que ocorrem no Chile. Especulava-se Assunção (pois a Sulamericana seria decidida por lá), descartava-se Montevideu (pois teremos Eleições no Uruguai naquela proximidade de data) e não se permitia discutir dois jogos (em Buenos Aires e no Rio de Janeiro) por conta do Regulamento.

Surgiu a ótima ideia de Miami, onde poderíamos ter uma boa organização numa aprazível cidade. Mas e o medo dos cartolas corruptos da Sulamericana, depois do FIFAGate, em entrar nos EUA e não conseguirem mais sair de lá?

Enfim: Lima foi escolhida e isso me surpreendeu. Não era o Peru que abriu mão do Mundial Sub 17 (que está acontecendo agora no Brasil) por dificuldades no evento?

Creio que organizar a final da Libertadores num prazo tão curto, envolvendo torcidas populares como Flamengo x River Plate, seja mais difícil do que o Mundial Juvenil que não costuma ter muito público…

Resultado de imagem para Lima final da Libertadores

Estádio Monumental de Lima

 

– O que a IFAB pede ao VAR e o que o Brasil faz com ele!

Eu levei um susto. Na verdade, 3 sustos!

1. Acessando a página da arbitragem da CBF, (faço isso com frequência) vi que o Livro de Regras 2019 / 2020 em português (ou seja: as Regras atuais do Brasileirão) foram publicadas / disponibilizadas pela entidade há… 1 semana (mas o Campeonato Brasileiro não começou há 7 dias, e hoje é 05 de novembro).

2. Li um sem-fim de mensagens introdutórias e de saudações de muitos (mas muitos mesmos) cartolas do apito. Sabe aqueles dirigentes que foram demitidos das Comissões de Árbitros? Estão todos lá, remanejados em outros cargos, orientando os juízes.

3. O susto maior: na página 156, há uma circular da International Board, assinada por Lukas Brud, um secretário que por minha ignorância desconheço, e que explica com perfeição como deve funcionar o VAR. Vale a pena ler, em especial os grifos:

PROTOCOLO DO VÍDEO ASSISTANT REFEREE (VAR)

O uso de VARs é apenas para “erros claros e óbvios” e para “sérios incidentes perdidos” (os árbitros não viram o que aconteceu), em situação de gol/não gol, pênalti/não pênalti, incidente de cartão vermelho direto, ou por identificação equivocada relacionada a um Cartão Amarelo-CA ou Cartão Vermelho-CV. 

O princípio de que a decisão original de campo deve permanecer, a menos que haja um “erro claro e óbvio”, aplica-se a todas as decisões passíveis de revisão, ou seja, uma decisão de campo só deve ser alterada se for “claramente errada”.

Para decisões factuais (ex: local de uma infração; posição de jogadores em situações de impedimento; adiantamento de goleiro em um pênalti ou tiro livre da marca penal; bola em campo/fora de campo etc.) o VAR deve informar ao árbitro se houver prova clara da situação. Se a situação não estiver clara (devido à posição/ângulo de câmera, dificuldade em determinar o momento exato em que a bola é jogada, etc.) o VAR não intervém.

O protocolo não permite que os árbitros “revejam” incidentes em que a decisão original de campo não seja um erro “claro e óbvio”. Não são permitidas “revisões” para uma “segunda chance”; para analisar um incidente ou confirmar  / “vender” uma decisão que não seja claramente errada.

Esperamos que estes esclarecimentos ajudem na aplicação das Leis do Jogo 2019/20 e que os árbitros, demais participantes e a mídia sejam instruídos e informados o mais rápido possível. 

Sendo necessários mais esclarecimentos, envie um e-mail para lawenquiries@theifab.com.

Sinceramente, The IFAB
Lukas Brud – Secretário

Repararam que é exatamente o CONTRÁRIO do que está sendo feito? Aqui, os erros graves ou de interpretação, dúvidas escabrosas ou ajustadas, lances importantes e irrelevantes… tudo é jogado para o VAR! Se faz uma conferência e o árbitro praticamente “delega” a decisão.

Tá explicado o motivo do Árbitro de Vídeo ser tão falho em nosso país. Mas onde estão as pessoas responsáveis para corrigi-lo?

Respondo: DENTRO das cabines do VAR, errado junto! É só ver nas escalas.

Resultado de imagem para FIFA REgras do JOgo

– Como entender os erros de Palmeiras 1×0 Ceará? E o VAR serve para quê?

Felipe Fernandes de Lima, o novato árbitro mineiro da partida entre Palmeiras 1×0 Ceará, não pode ser responsabilizado sozinho pela sua má atuação. Em que pese não ter sido ajudado na invasão de área pelo bandeira 1 na cobrança de pênalti defendido por Weverton (deveria  voltar o pênalti, pois o time que defendeu teve atletas invasores), ou pelo impedimento ajustado marcado com erro pelo bandeira 2, ou ainda pela péssima ajuda do pessoal de vídeo, a culpa é da CBF e dos clubes.

A má preparação da equipe de arbitragem (9 pessoas para uma partida ontem), entre elas, o chefe do VAR Sérgio Correa da Silva, é problema da CBF. Há pessoas que por décadas estão lá migrando de cargos na arbitragem, e mesmo quando incompetentes, são remanejados para outros departamentos que envolvam os árbitros – e sempre muito bem remunerados.

os clubes são culpados pela incoerência. O Palmeiras, há 3 rodadas, foi ao Rio de Janeiro e detonou o VAR em seus jogos. Fará o mesmo agora, que ao invés de erros contrários, os teve a favor?

Por fim: nem é preciso falar que é inexplicável o erro do impedimento decisivo contra o Ceará: se não tivesse o VAR, seria aceitável. Mas com o uso dos recursos eletrônicos, como explicar tal erro?

Isso fomenta as teorias das conspirações, como as de que: se o Palmeiras perder pontos em casa, o Flamengo será campeão muito cedo; ou de que o erro contra o Ceará ajudaria o Fluminense a fugir do rebaixamento. Claro, não podemos acreditar na desonestidade e nestas ideias. Mas…

Enfim: é questão de mudar TUDO no futebol brasileiro, urgentemente.

Resultado de imagem para Palmeiras x Ceará

– Racismo DE NOVO na Itália?

Mário Balotelli foi vítima de racismo durante a partida de futebol entre Verona x Brescia. Mais um dos muitos casos que ocorrem na Europa, especialmente na Itália. O Protocolo FIFA contra a discriminação foi acionado, mas… não cansa ler que o time vai ser punido e blablablá, e os atos racistas continuam?

Que raio de civilização estamos vivendo, onde idiotas julgam que a cor da pele distingue pessoas em dignidade?

i

– Análise da Arbitragem de Paulista 3×3 Marília. Galo campeão da 2a Divisão!

Pela 1ª vez, não vou terminar minha publicação com a análise completa da arbitragem da decisão da 4ª divisão. O árbitro Douglas Marques das Flores se perdeu no 2º tempo, precisou de ajuda do policiamento para terminar o jogo sem a bola rolando e desagradou ambas as equipes.

A quem possa interessar, o rascunho até os 84 minutos de jogo (quando tivemos futebol). Lamento demais as situações de conflito vistos, espero que os jogadores e pessoal da Comissão Técnica que tumultuaram a partida sejam punidos na medida justa.
Uma arbitragem que começou boa e sucumbiu ao nervosismo no final do jogo. Abaixo:

Em tempo: no final da publicação, o apito final na voz de Rafael Mainini. Parabéns Paulista Futebol Clube e torcedores, pela bonita festa realizada!

REDIGINDO –
Tivemos duas arbitragens na partida: boa no 1º tempo e ruim no 2º. Vamos à análise?
Na primeira etapa, uma arbitragem intensa, conforme foi a partida. Douglas Marques das Flores precisou correr bastante e utilizar muito do auxílio dos bandeiras (especialmente do assistente 1, Gustavo Rodrigues de Oliveira) para ter o total controle da partida. Um trabalho de equipe, verdadeiramente.
Disciplinarmente, não há o que criticar – pois dois lances um pouco mais duros (cometidos por Pedro Demarchi, do PFC, e Mikaell, do MAC) ele usou o mesmo critério e não aplicou o cartão amarelo.
Tecnicamente, me chamou a atenção em dois lances de vantagens: não deu aos 2 minutos em Ednan (PFC), já que o adversário sentia uma contusão próxima a jogada e optou por parar (acertou também) aos 13m, quando deu vantagem em falta recebida por Jefferson (PFC) onde o lance virou um bom contra-ataque.
Uma situação que não gostei ocorreu aos 26m do 1º tempo, onde foi marcado de maneira duvidosa um tiro de meta ao Marília, e após uma dúvida entre bandeira 1 e árbitro, mudou-se a marcação para escanteio. Durante a cobrança, optou-se por marcar o famoso “perigo de gol”… ou seja: na falta de certeza e para evitar confusão, achou-se uma falta que ninguém viu.
A polêmica do jogo: o 2º gol do Paulista, aos 8 minutos do segundo tempo: Matheus Moraes se aproveitou da lambança do time de Marília (houve uma trombada de dois jogadores do mesmo time e se pediu falta). O árbitro e o bandeira não confirmaram com convicção o tento e a confusão se instaurou. O gol foi normal, mas foi nítido que Evandro de Melo Lima (o bandeira 2) e Douglas Flores sentiram. E aí, conforme a partida foi se desenrolando, claramente o juizão se perdeu por uma boa prte da segunda etapa. Tanto que aos 65 minutos Mikaell comete uma falta na mesma intensidade que Gabriel Terra (que foi amarelado) e nessa oportunidade não foi.
Mas no final da partida (tumulto, explicar, baderna)
Enfim, há de se falar sobre o excelente condicionamento físico, pois o jogo foi extremamente corrido e o árbitro se posicionou muito bem. Quanto a isso, não há o que questionar.
Obs: gostaria de relatar um lance de desconhecimento de regra: aos 6 minutos do segundo tempo, a bola bateu no árbitro e corretamente foi marcado o bola ao chão. Sem saber da mudança da regra (antes, o árbitro era neutro e o jogo seguia), nenhum atleta do Galo foi disputar o Bola ao Chão, dando a posse de bola “de graça” ao Tigre.
Cont:
Quarto Árbitro bobeou com o treinador Ricardo Costa. Até mesmo Agnaldo Vieira, que tem uma função burocrática, precisou segurar o banco do MAC (e não era função dele). Incluindo o jogador 17, que estava no banco.
Público 7.895
R$ 126.260,00

Em: https://youtu.be/93w4hbUMNVk

Títulos do Paulista no século 21 (vejam os treinadores)
2001 – Brasileiro Série C: Giba
2001 – Série A2: Giba
2005 – Copa do Brasil: Vagner Mancini
2010 – Copa Paulista: Fernando Diniz
2011 – Copa Paulista: Wagner Lopes
2019 – Segunda Divisão: Edison Fio
(por Rivelino Teixeira).

– Quantos times cabem em seu coração?

No Nordeste brasileiro, historicamente a penetração do futebol carioca foi muito grande, graças ao rádio e às transmissões dos times do Rio de Janeiro pela TV Aberta. Dava (e ainda dá) muita audiência. Disso, surgiu o termo “torcedor misto” para se referir aos que torcem para mais de um clube. Por exemplo: Botafogo da Paraíba e Botafogo FR; Treze de Campina Grande e Fluminense FC, ou CRB e CR Vasco da Gama! Claro, o Flamengo tem uma massa muito grande por toda a região.

Dito isso, vale lembrar que quando jogaram Fortaleza x Flamengo pelo Campeonato Brasileiro, houve uma campanha “contra o torcedor misto”, que dizia:

“Você pode torcer até para o rival, mas que seu coração tenha um único dono.”

A ideia é que em jogos do Fortaleza em casa, os torcedores fossem com as camisas apenas do time cearense, não do “time grande do eixo Rio-SP”.

É evidente que na maioria do Interior de São Paulo costumeiramente o torcedor torça para o time local, da sua cidade, e para um dos 4 grandes paulistas. É normal! Se vê com naturalidade camisas dos times grandes em jogos de divisões menores.

Mas… é claro que isso não funciona em alguns clubes, sabidamente nos estádios Moisés Lucarelli e no Brinco de Ouro da Princesa.

A questão é: e em Jundiaí? Como se deve tratar o tema? O que você pensa sobre isso?

Deixe o seu comentário:

Resultado de imagem para varias camisas de futebol

– Saiu a Escala da final entre Paulista x Marília: boa ou não?

Douglas Marques das Flores apitará a final do Campeonato Paulista Sub23 da 2a divisão. Boa ou má escala?

Para esse jogo, boa indicação. Se fosse para Corinthians x Palmeiras na série A do Brasileirão, não! E explico: o Douglas já atuou em Jayme Cintra nos jogos do Paulista FC, sempre tendo alguma dificuldade. Mas a culpa não era dele, mas de quem o escalava! Nas gestões anteriores, se forçou o lançamento desse árbitro de maneira precoce, queimando etapas e fazendo ele apitar até mesmo a série A1. Aos poucos, foi ganhando confiança em jogos de divisões menores, mas aí veio o Campeonato Brasileiro… e a mesma coisa ocorreu: Leonardo Gaciba, chefe dos arbitros da CBF, quis testá-lo em jogos mais cascudos e não deu certo. Teve problemas em Fluminense x Ceará e CSA x Flamengo (partida em que o time alagoano tentou anular na Justiça Desportiva). Mas se precisa ganhar mais experiência para a 1a divisão nacional, para a 4a divisão regional tem condição suficiente para atuar bem – já que consegue ter maior segurança após rodar o país e apitar “em casa”, ou seja, no estado de São Paulo.

Não esperemos a melhor arbitragem do ano, mas não acontecerá nenhum desastre. Torço para o árbitro ir bem e desejo uma grande partida para as equipes.

Sobre os erros nos jogos citados, o link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/07/16/o-gol-anulado-do-vozao-em-fluminense-1×1-ceara/

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Marília pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Repórter da Galera: Guilherme Barros e Editoria do Jornal de Jundiaí com Thiago Batista de Olim. Sábado, às 16h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

 

– Gabriel Martinelli é a surpresa positiva!

Que bolão está jogando o Gabriel Martinelli, destaque do Ituano no Paulistão e que foi contratado pelo Arsenal!

Além de uma rápida adaptação na Inglaterra, todo jogo faz um gol (ou um golaço). Parece estar em casa! Ontem, contra o Liverpool (no incrível 5×5), fez dois gols.

Será que da geração onde se badala Vinícius Jr e Rodrigo, a pérola maior será esse jovem matador?

Para o bem do futebol brasileiro, que seja um craque daqueles que estamos carentes!

Resultado de imagem para gabriel Martinelli

– Sobre a possível mudança da final da Libertadores: a culpa é de quem?

Claro que a Conmebol tem inúmeros pecados, mas a discussão da mudança ou não da sede da 1a final única da Taça Libertadores da América é uma questão bem mais complexa, onde ela não pode ser responsabilizada unicamente pelo que está acontecendo.

Lembremo-nos: os conflitos no Chile se avolumaram nos últimos dias (apesar das garantias do governo local em realizar o evento – que eu duvido que acontecerá lá). A culpa da crise política chilena não é da Conmebol; porém, ter um “plano B” para a final da Libertadores (desde quando foi concebida a escolha da sede), é dever da entidade.

Parece-me mais lógico que, em sendo a final da Copa Sulamericana no Paraguai, que se aproveite a estrutura da organização para fazer o evento da Libertadores (por sorte, não teremos uma equipe paraguaia na final e isso será possível, mantendo-se a ideia de campo neutro sem favorecimento – já que assim Santiago se tornou pois River x Flamengo chegaram à decisão).

Se lembramos os transtornos de River x Boca no ano passado, o problema educacional com os “barrabrabas” foi determinante. Mas, claro, isso não isenta a Conmebol da nítida incompetência em não conseguir elaborar um evento.

Em resumo: um jogo em Buenos Aires e outro no Rio de Janeiro (que se não fosse por conta do regulamento, seria a solução ideal) agradaria muitos. Entretanto, fica a grande preocupacão: e quem comprou ingressos, reservou hotel e avião para o Chile? Como ficará?

A especulação na Web pergunta: Miami estaria se oferecendo para sediar emergencialmente? Sei lá… só sei que: futebol na América do Sul tem sido fraco dentro e fora de campo, também pela questão cultural! Nosso continente está em crise…

Resultado de imagem para américa do sul países e regiões

– O gol de ilusão de ótica que virou gol legal (mas para o outro time…)

Um lance incrível no Campeonato Croata: uma bola foi chutada de longe, tentando enganar o goleiro que estava adiantado; ele corre para defender a meta, se joga contra as redes e salva o gol. A bola não entrou, mas as redes foram balançadas pelo corpo do próprio defensor e a 1a impressão foi de gol. O time que defendia estava mais atento, recuperou a bola e, no contra-ataque, marcou o seu gol!

Sensacional a ilusão de ótica!

Veja em: https://globoesporte.globo.com/blogs/brasil-mundial-fc/noticia/ilusao-de-otica-na-croacia-jogadores-comemoram-sem-a-bola-entrar-e-sofrem-gol-em-seguida.ghtml

Um lance muito curioso marcou o encontro do líder com o lanterna do Campeonato Croata na tarde deste sábado. Perdendo por 1 a 0, o Slaven Belupo, último colocado da competição, teve boa oportunidade para empatar aos 27 minutos do segundo tempo, quando o goleiro do Hajduk Split saiu jogando mal.

No limite da grande área, o arqueiro Posavec acabou mandando nos pés de um adversário, que bateu de primeira tentando encobri-lo. A bola parecia tomar o caminho do gol, mas bateu na trave e não entrou. Traídos por uma ilusão de ótica, talvez pelo fato de Posavec ter balançado a rede, jogadores do Belupo, incluindo o goleiro, saíram para comemorar.

Até mesmo quem comandava o placar da partida acabou enganado, mas o jogo seguiu. Com vários adversários fora de suas posições, o Hadjuk Split teve toda a facilidade do mundo para ampliar o marcador e fazer o segundo com Juranovic. Liderança da competição mantida com um daqueles lances que a gente não vê todo dia…

Assista abaixo:

Prof. Bananas@gandama2uco

Hajduk Split vs. NK Slaven Belupo (2019)
– Josip Juranovic

Vários jogadores do NKS Belupo celebraram um golo que não ocorreu (a bola bate no poste). Os adversários não perdoaram e fizeram o 2-0.
Até o marcador electrónico se enganou.
⚽️ 🤦‍♂️

Embedded video

 

– Holstein Kiel 1×2 Bochum, na 2a divisão, com o VAR sendo o protagonista!

Quando o árbitro de vídeo é bom, tudo se torna elogios! Vide o VAR da Segunda Divisão Alemã, onde o conhecimento profundo da Regra de Jogo permitiu que se marcasse uma infração incomum: hoje, quando um atleta substituto toca a bola que está dentro de campo (ou seja: uma invasão de reserva que chuta a bola), não se marca tiro livre indireto, mas tiro livre direto. E se isso acontecer dentro da área, é pênalti (e aconteceu)!

Olhe só que situação bizarra e corretamente observada pela equipe de árbitros,

Extraído de: https://www.esporteinterativo.com.br/melhorfuteboldomundo/Pnalti-inacreditavel-e-marcado-apos-reserva-tocar-bola-que-ainda-estava-em-jogo-20191026-0003.html

PÊNALTI INACREDITÁVEL É MARCADO APÓS RESERVA TOCAR BOLA QUE AINDA ESTAVA EM JOGO

Lance bizarro aconteceu em jogo da segunda divisão alemã

Provavelmente o pênalti mais bizarro dos últimos tempos. Em Kiel, na Alemanha, pela segunda divisão do país, o VfL Bochum teve uma penalidade marcada a seu favor por conta de um toque na bola de um jogador que estava fora do campo.

O mandante do jogo, Holstein Kiel, vencia por 1 a 0 quando tudo aconteceu. Ganvoula, atacante do Bochum, recebeu passe em profundidade e chutou cruzado. Sem direção, a bola ia em direção à linha de fundo, quando Eberwein, reserva do Kiel colocou o pé na bola.

Sem que ninguém percebesse, o lance seguiu, mas o VAR revisou e percebeu que a bola não havia saído quando o suplente tocou nela.

De acordo com a regra, se algum membro da comissão técnica relacionado na súmula, jogador substituído ou expulso tocar a bola, um tiro livre deve ser marcado contra a equipe de quem cometeu o ato. Em lances dentro da área, pênalti.

Para piorar, Ganvoula marcou o gol de pênalti empatando a partida. O jogo terminou 2 a 1 para o Kiel.

Em: https://youtu.be/EYw4rn_6Rzs

25 October 2019, Schleswig-Holstein, Kiel: Soccer: 2nd Bundesliga, Holstein Kiel - VfL Bochum, 11th matchday in Holstein Stadium. Bochums Silv?re Ganvoula scores 1:1 for VfL by penalty kick. Photo: Frank Molter/dpa - IMPORTANT NOTE: In accordance with the requirements of the DFL Deutsche Fu?ball Liga or the DFB Deutscher Fu?ball-Bund, it is prohibited to use or have used photographs taken in the stadium and/or the match in the form of sequence images and/or video-like photo sequences. (Photo by Frank Molter/picture alliance via Getty Images)

25 October 2019, Schleswig-Holstein, Kiel: Soccer: 2nd Bundesliga, Holstein Kiel – VfL Bochum, 11th matchday in Holstein Stadium. Bochums Silvre Ganvoula scores 1:1 for VfL by penalty kick. (Photo by Frank Molter/picture alliance via Getty Images)

– Por quê ninguém aplica a Regra? Sobre Avaí x Palmeiras

Na partida entre Avaí 1×2 Palmeiras, independente de boa ou má arbitragem, vimos uma situação omissa de preservação dos atletas.

Em caso de qualquer contratempo que possa levar à alguma contusão dos jogadores (como falta de condições de jogo), a partida deverá ser paralisada ou até mesmo remarcada. E o que se viu na Ressacada, em Florianópolis, não seria admitido num campeonato sério: uma piscina ao invés do campo de jogo.

Além de atrapalhar o andamento normal da partida, imagine alguém se contundindo gravemente por conta de um carrinho no gramado mais liso e escorregadio, ou qualquer outra eventualidade?

Eu sei que o calendário é apertado, mas… dava para evitar essa situação.

Resultado de imagem para Avaí x Palmeiras

– 156 anos de Futebol e 11 curiosidades

Amanhã se festejará 156 anos do futebol!

Em 26 de outubro de 1863, findava em Londres uma vitoriosa campanha encabeçada por universitários e pelo jornalista John Cartwright: a da padronização das diversas práticas de ‘football’.

Como o esporte era jogado sob a orientação dos diversos colégios e associações esportivas, não haviam regras únicas para o futebol. Há mais de um século e meio, na Freemason’s Tavern, dessa união de esforços nasceu a “The Football Association” (a FA é a ‘CBF inglesa’), que visava, como mote maior, divulgar um único conjunto de medidas para que o jogo de futebol fosse disputado uniformemente em toda a Grã-Bretanha.

Nascia assim o livro The Simplest Play, que nada mais eram as Regras do Jogo de Futebol, com 14 capítulos.

Vamos a algumas curiosidades? Selecionei 11 itens, já que em 1870 o futebol passou a ser jogado com esse número de atletas, definido pela regra 3 até hoje.

1) As traves (Regra 1) eram compostas apenas por postes; o travessão (ou seja, a parte de cima da meta) só surgiu 2 anos mais tarde, tamanha era a confusão para se determinar se os chutes muito altos tinham sido gol ou não;

2) Infrações (Regra 12) eram resumidas como: são proibidas rasteiras, caneladas e cotoveladas, bem como golpear ou segurar a bola com a mão; simples assim!

3) Não existia a figura do árbitro (Regra 5), que só surgiu em 1868, e ficava sentado numa cadeira, na sombra, servindo para tirar as dúvidas dos capitães das equipes (que eram as pessoas que decidiam se havia alguma falta ou não em comum acordo). Somente em 1878 é que surgiu o apito, mas ainda não servia para marcar faltas, mas para avisar sobre o começo e término dos jogos. Em 1881, enfim o árbitro entrou em campo e começou a decidir sobre infrações sem a consulta de capitães, fazendo parte da regra.

4) O tempo de jogo (Regra 7) é definido em 90 minutos (1893), com intervalo e acréscimos. Antes, se desse o tempo, encerrava a partida imediatamente, quer a bola esteja no ataque ou não.

5) O pênalti (Regra 14) surge em 1891. Até então, nas faltas próximas ao gol, os jogadores se aglomeravam em cima da linha de meta e formavam um muro sobre ela.

6) Diversas infrações poderiam deixar de serem marcadas, caso a equipe que sofresse a falta achasse que não importava a marcação. Ou seja, nascia em 1903 a “lei da vantagem” (não era o árbitro quem determinava se seguia ou não o lance).

7) O goleiro podia segurar a bola com a mão por toda a sua metade do campo. Em 1907, radicalizou-se e o arqueiro só podia colocar as mãos dentro da grande área. Mas somente em 1921 alguém teve a idéia de que eles deveriam usar roupas diferentes dos jogadores de linha, para não confundir as pessoas.

8) Preocupada com a saúde dos atletas, decidiu-se em 1924 que, se o árbitro considerasse que um jogador estivesse contundido, deveria parar o jogo para que ele fosse atendido. Antes, o lesionado deveria se arranjar sozinho para deixar o campo e o jogo não deveria ser interrompido.

9) Uma revolução aconteceu em 1925: o impedimento (Regra 11) passou a exigir que ao menos 2 atletas (antes, eram 3) estivessem dando condição para que o jogo prosseguisse.

10) Em 1938, numa ‘reengenharia’ esportiva, definiu-se as 17 regras do futebol que persistem até hoje, com algumas alterações ao longo do século.

11) Somente em 1970 permitiu-se substituições de atletas universalmente (Regra 3). Antes (desde 1966), eram permitidas somente em partidas que envolvessem clubes. Também temos a adoção dos cartões amarelos e vermelhos (Regra 12).

É claro que ao longo do século XX outras tantas modificações surgiram, como o tempo de 6 segundos da posse do goleiro com a bola nas mãos, mesma linha deixar de ser impedimento, 3ª substituição, área técnica, entre outras.

E você, teria alguma sugestão para mudanças de Regra do Futebol, no dia do seu aniversário de 156 anos?

Deixe seu comentário:

url.jpg

– Que escala ruim para uma final de Campeonato!

Leandro Bizzio Marinho, de Santo André, disputou o sorteio de árbitros para a final entre Marília x Paulista com Douglas Marques das Flores, de Rancharia. Ambos tem o mesmo nível técnico, porém Douglas está em evolução e apita com mais vontade. Infelizmente (para ambas equipes, tecnicamente falando), deu Bizzio.

Nada pessoal contra o árbitro, mas a impressão ruim da última partida em que ele apitou do Galo (derrota para o Assisense por 2×1) ficou muito marcada. Um certo menosprezo à disputa, excesso de conversas com atletas e algumas situações em que poderia ter atuado bem melhor.

Como é uma final de campeonato e todos estarão observando, é claro que ele levará o jogo mais a sério e, dessa vez, deverá apitar com mais vontade.

Mas cá entre nós: com tantos nomes mais qualificados no quadro, a FPF poderia ter olhado com mais carinho; afinal, é decosão. Por quê não escalar alguma revelação deste ano, como as que observamos ao longo da temporada e elogiamos?

Não é uma questão de honestidade, caráter ou simpatia (pois creio que ele é um cara correto). Simplesmente uma questão de rendimento dentro de campo e oportunidade a quem apitou a divisão inteira.

Sobre a última escala dele no Jaime Cintra, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/09/22/analise-da-arbitragem-para-paulista-1×2-assisense/

Imagem relacionada

– Apenas um clube por treinador no Paulistão é algo válido?

Na série A1 do Campeonato Paulista de Futebol, os treinadores só poderão trabalhar em um único time durante a competição (mas os clubes não terão limites de trocas de técnico). Não sei se isso é uma boa ideia e nem sei se está dentro da lei (não estaria cerceando o direito de trabalhar do profissional)?

Entretanto, me lembro do treinador Celso Teixeira (todas as vezes que trabalhei apitando jogos dele, na A3 e na A2, o expulsei por má comportamento e ofensas; impressionante o inferno que ele fazia à beira do gramado – da última vez que ouvi o nome dele, estava no Central de Caruaru). Celso era treinador do Paulista FC, preparou a equipe durante a semana inteira para o importante jogo contra a Ponte Preta. Na 6a feira, ele pediu demissão. No domingo, sentou no banco da Macaca justamente contra o Galo, no jogo em que ele preparou o time de Jundiaí para seu rival de Campinas, e que agora ele assumia. É mole?

O que você pensa sobre essa determinação, de apenas 1 clube por treinador, embora 1 clube possa ter quantos treinadores ele quiser?

Resultado de imagem para Paulistão 2020

– Viva o bom futebol: Flamengo x River Plate decidirão a Taça Libertadores da América!

Nossa, que belissima final! Flamengo (que deu um baile no Grêmio, goleando o Tricolor Gaúcho) contra o River Plate (que está “acertadinho” taticamente), equipe que desbancou o Boca Jrs.

Ver a massa flamenguista é impressionante, além do clima contagiante do Maracanã. Parabéns ao treinador Jorge Jesus, que arrumou o elenco que não tinha química com Abel Braga.

Imagine como seria a final da Libertadores se fossem dois jogos, um em Buenos Aires (no Monumental de Nuñes) e o outro no Rio de Janeiro? E se o Maraca ainda fosse aquele da capacidade dos 200 mil espectadores?

É claro que a final única em Santiago, no mês de Novembro, é ainda a primeira. Mas seria de arrepiar assistir o jogo com o mando do Flamengo em terras cariocas.

A propósito, com os conflitos que perduram no Chile, e se a Conmebol resolver mudar o jogo decisivo para um campo no Exterior, como já fez recentemente na Espanha? Não duvidaria.

Em tempo: a Internet está pirando com a piadinha em alusão aos dois times piauienses que homenageiam esses gigantes. Veja:

 

Resultado de imagem para Flamengo Piaui x River Plate

– Frases sobre Pelé!

A primeira vez que matei aula na vida, foi para assistir ao jogo dos 50 anos de Pelé no San Siro, em Milão! Lá ocorreu um amistoso contra a “Seleção do Resto do Mundo” (o time tinha na ponta-esquerda Rinaldo! Aff…).

Tudo o que vi de Pelé em campo foi através de VT. Imagine o que devo não ter visto Se jogasse agora, com a qualidade da bola, do material esportivo, dos gramados e com a existência dos cartões amarelos e vermelhos (a maior parte da carreira dele aconteceu antes do advento dos cartões), teria passado de 2000 gols!

Parabéns ao Pelé e ao Edison no seu(s) aniversário(s) hoje – como ele mesmo desassociou sabiamente a figura dos dois. Igual outro Pelé, dificilmente teremos. Maradonas e Messis – também raros – surgirão; mas Pelé…

O que disseram sobre Pelé:

“O maior jogador do mundo foi Di Stefano. Eu me recuso a classificar Pelé como jogador. Ele está acima de tudo”. Puskas, o craque da Hungria e do Real Madrid.

“Pensei: ele é de carne e osso como eu. Me enganei”. Tarcísio Burgnich, zagueiro italiano da Copa 70.

Às vezes fico com a impressa que inventaram de que o futebol foi inventado especialmente para esse jogador fantástico”. Bobby Charlton, maior artilheiro da Seleção Inglesa.

“Pelé não se compara com nada e a ninguém”. Di Stefano.

“Maradona só será um novo Pelé quando ele ganhar 3 Copas do Mundo e marcar mais de 1000 gols”. César Luís Menotti, campeão mundial pela Argentina em 1978.

“Pelé é um mito. Todo jogador que ama o futebol tem obrigação de se informar sobre ele”. Boban, jogador da Seleção da Croácia em 1998.

“Posso ser um novo Di Stefano, mas não um novo Pelé. Ele é o único que ultrapassa os limites da lógica”. Johann Cruyff.

“Pelé é um dos poucos craques que contrariam minha tese. Em vez de 15 minutos de fama, terá 15 séculos”. Andy Warhol, artista plástico que cunhou a cérebro frase de que “todo mundo terá seus 15 minutos de fama”.

(Extraído da Revista Placar, ed maio 2016, pg 62-63. “Nosso Rei na Boca do Povo”).

Resultado de imagem para Pelé Foto Coração

– Cerveja de Graça enquanto o VAR não se decide?

Vai ter torcedor que se embriagará fácil, fácil… A Ambev vai fazer uma ação promocional com a demora dos juízes quando se utilizam dos equipamentos eletrônicos e do árbitro de vídeo, distribuindo cerveja em bares durante a partida entre Flamengo x Grêmio.

Extraído de: https://www.lance.com.br/fora-de-campo/tem-var-tem-open-bar-acao-vai-distribuir-cerveja-graca-bares.html

SE TEM VAR, TEM OPEN BAR!

Em caso de VAR, durante o tempo em que a decisão demore para ser tomada, a Brahma vai distribuir latas de cerveja, em dois bares, um no Rio e outro em Porto Alegre

O VAR vem dando o que falar! Tanto que os torcedores de Grêmio e Flamengo podem tirar uma vantagem em cima do assunto que podem tomar o protagonismo em certos momentos da semifinal da Libertadores, disputada pelas equipes brasileiras nesta quarta-feira, no Maracanã.

Em caso de VAR, as torcidas tem motivos para torcer para que a interferência demore a ser resolvida. O motivo é simples: Em caso de VAR, durante o tempo em que a decisão demore para ser tomada, a Cervejaria Brahma vai distribuir, em dois bares, um no Rio e outro em Porto Alegre, latas de cerveja de graça, além de água mineral para ajudar na hidratação.

No Rio, o Open VAR de Brahma será no Bigorrilho, no Leblon. Em Porto Alegre, a ação acontece no Kiosque Bar, na Cidade Baixa.

– É por causa da paixão dos torcedores por seus clubes que o futebol se tornou um patrimônio nacional. E, como cerveja que sempre esteve ao lado do torcedor, queremos fazer desse momento durante um dos jogos mais importantes do ano algo especial e inesquecível – disse Gustavo Tavares, gerente de marketing esportivo da Cervejaria Ambev.

5daf2ec86bd4a

– Um acesso com treinador e gerente negros: Onde o racismo no futebol perdeu!

Muito se tem falado sobre discriminação no futebol, embora pouco se tem feito. Um dos casos que mais chama a atenção é o Bahia, que tem praticado ações contra transfobia e racismo.

A propósito, na última semana, Roger Machado (o treinador do próprio Bahia) se declarou ativista na luta pelos negros e dissertou muito bem sobre o tema envolvendo treinadores.

Pois bem: enquanto vivemos o problema da pouca oportunidade aos negros como técnicos, um caso de exceção aconteceu em Jundiaí: o Paulista FC ascendeu à 3a divisão com treinador e gerente de futebol negros!

Dias atrás, falamos sobre Edson Fio, o técnico “sem marketing” (leia em: https://wp.me/p4RTuC-nhJ). Agora, o Jornal de Jundiaí, através de Thiago Batista, produz uma excelente matéria sobre o assunto, abordando o preconceito sofrido e vencido!

Vale a pena a leitura e saber o testemunho deles na aceitando dos cargos.

Compartilho, extraído de: https://www.jj.com.br/jundiai/paulista-tecnico-e-gerente-negros-sao-capitulo-especial-na-historia/

TÉCNICO E GERENTE NEGROS SÃO CAPÍTULO ESPECIAL NA HISTÓRIA

Por Thiago Batista de Olim

Não é a primeira vez que o Paulista tem como técnico um negro. Beto Cavalcante e Stélio Metzker recentemente estiveram no banco de reservas do Galo. No entanto, essa é a primeira vez que o clube consegue o acesso com um treinador negro no comando.

Além disso, nesta temporada o clube ainda tem um gerente de futebol negro. Edson Fio, técnico, e Zé Carlos, gerente, ajudaram a montar o time que conquistou no final de semana o acesso à Série A3 do Paulistão. Um feito que entra na história do clube e ambos sabem do tamanho do feito.

“É a maior vitória da minha carreira, até pela forma como fui recebida, por ser negro. É uma vitória minha e do Zé. Até conversei com ele sobre como é raro ter um técnico e um gerente de futebol negros no Brasil”, conta Fio. “O Roger (ex-técnico do Grêmio) levantou na semana passada essa bandeira. Somos poucos e a gente espera muito a valorização e o prestígio que merecemos”, completa.

“Quando fomos apresentados, era uma outra diretoria e ficou claro uma grande desconfiança, algo do tipo: quem são eles. Hoje eu e o Edson damos muita risada dessa situação. Aquilo incomodou muito a gente. Mas é no dia a dia que se mostra a verdadeira capacidade”, lembra o gerente.

O treinador do Paulista conta que, mesmo com a equipe em boa base, sofreu com atos racistas por parte de um torcedor do clube. “Começo do campeonato, equipe com oito vitórias consecutivas e teve torcedor com coragem de nos xingar. Se fosse qualquer outra pessoa não estaria xingando”, disse. “Esse que me xingou ficou aqui um dia me esperando na portaria para falar comigo e não tive oportunidade de encontrar, mas aceito as desculpas”, lembra Fio.

Zé Carlos conta que uma das suas referências no mundo do futebol é o ex-zagueiro do São Paulo, Ronaldão, Ele foi gerente da Ponte Preta.

Zé ainda conta que outros treinadores negros campeões no futebol brasileiro tiveram poucas oportunidades. “O futebol foi cruel com Andrade e com Jayme de Almeida. Dois que pegaram o Flamengo quando ninguém queria e foram campeões, mas depois chutaram a bunda deles”, afirma.

Para ambos, o futebol pode ajudar no combate ao racismo. “O futebol é apenas um ladrilho na parede do preconceito. Mas é o esporte mais praticado no mundo. E quem tem o poder na caneta pode mudar isso. Tem que vir de cima para baixo”, diz Zé Carlos.

“Futebol tem muita força no Brasil. Ele pode mudar muita coisa e podemos sim levantar essa bandeira”, aposta Fio.

dupla

Foto: Alexandre Martins e Gustavo Amorim

– Quando um erro decide…

Há certos lances no futebol indiscutíveis. Um erro do árbitro no final da partida, por exemplo, decide um resultado.

Ao assistir esse lance entre Ceará x Bahia, fico pensando: o que acontece? Ninguém ajudou o árbitro? Desatenção total?

É por isso que os torcedores acabam pensando bobagem sobre a índole dos juízes de futebol…

Abaixo, do tuíte do jornalista Anderson Cheni, entenda:

Segundo gol (o da vitória) do @CearaSC por 2 x1 contra o @ECBahia com esse escanteio que não ocorreu comprova a fragilidade ou ruindade mesmo da arbitragem brasileira.

Resultado de imagem para Ceará x Bahia

– O Capita por Richard Swarbrick

O artista Richard Swarbrick (apaixonado por futebol) resolveu homenagear Carlos Alberto Torres, falecido há 3 anos, com um vídeo. Mas sua arte não ficou boa…

Ficou ótima!

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=ihQjPkruUfU&feature=youtu.be

– A correta expulsão de Brenner em São Paulo 1×0 Avaí

Dewson Freitas não é um árbitro TOP (embora esteja até dezembro no quadro da FIFA). Ao ouvir as críticas sobre o Cartão Vermelho que ele aplicou no Morumbi no último domingo, imaginei que era mais um “em ritmo de lambança”.

Assisti o lance e preciso ser justo: ACERTOU o árbitro! Brenner vai com a sola da chuteira na perna de Daniel Alves, e isso não é jogo perigoso nem ação temerária, mas força excessiva na disputa de bola. Totalmente evitável e, de acordo com a Regra, DEVE ser punido com a expulsão.

Muitas vezes os torcedores acreditam que para levar o Vermelho precisa existir violência extrema. Nada disso! Não precisa tirar o adversário de campo para receber o Vermelho.

Me recordo de um clássico Corinthians x Palmeiras apitado pelo Wilson Luís Seneme em que o Roberto Carlos, lateral esquerdo, foi expulso por um lance semelhante (e houve, na época, a mesma discussão).

Resultado de imagem para São Paulo x Avaí

– E se não fosse o rádio?

Vira e mexe, surgem informações de que alguém relança a ideia de cobrar “direitos de transmissão” das emissoras de rádio para o futebol.

Pensemos: com a audiência do esporte outrora tão popular e hoje mais elitista (vide os preços dos ingressos e da assinatura dos canais que transmitem jogos por PPV) e a diminuição das partidas na TV aberta, desejar cobrar das emissoras de rádio é um tiro no pé!

O rádio é PARCEIRO dos clubes, dos campeonatos e dos organizadores. Principalmente pelo número de horas e programas em que DIVULGA os torneios, PROMOVE a expectativa e chega onde os outros meios mais rentáveis não chega.

Um exemplo: a emoção que o rádio leva na 4a divisão (abaixo, a partida entre Paulista de Jundiaí 2×1 Flamengo de Guarulhos, que valeu o acesso do Galo da Japi para a A3), sem que a TV aberta, paga, por assinatura ou algo que o valha estivesse cobrindo. Quantas emissoras estão presentes nos clubes do interior de São Paulo (e nos rincões mais distantes do Brasil) valorizando o futebol?

Alguma TV pagou? A FPF, por exemplo, ou a CBF, levariam essa emoção ao torcedor por um meio prático, barato, comum e emocionante como esse?

O grito de gol, gratuito, inesquecível, contagiante, é um dos grandes motivos de existirem torcedores espalhados por aí.

E se as emissoras de rádio tivessem que pagar? Quantos profissionais a menos estariam no mercado de trabalho?

Assista o exemplo citado em: https://www.youtube.com/watch?v=utaB2molOMY

Narração de Rafael Mainini, integrante do Time Forte do Esporte da Rádio Difusora AM 840, capitaneado por Adilson Freddo, formado também por Robinson Berró Machado, Heitor Freddo, Rafael Porcari e Luiz Antonio de Oliveira. Quantas pessoas o rádio, no modelo atual, envolve numa transmissão, ó cartolas que desejam cobrar os direitos?

Me recordo perfeitamente que a primeira vez em que ouvi essa ideia foi nos anos 2000, na gestão de Marco Polo Del Nero na FPF, quando a Rádio Jovem Pan estava trazendo notícias de desmandos (todas confirmadas) da entidade. A emissora promovia sorteios dos árbitros e divulgava as escalas de jogos importantes ANTES dos oficiais acontecerem (e eles se confirmavam, através do jornalista Fernando Sampaio). Parecia, naquela época, uma forma da Federação Paulista ameaçar a emissora retaliando-a com o desejo de cobrar direitos de transmissão. Hoje, a Jovem Pan continua forte e Marco Polo banido do futebol.

Enfim, que se repense o desejo de cobrar do rádio!

Resultado de imagem para Rádio

– Carille tem ou não razão na reclamação do gol da Raposa em Corinthians 1×2 Cruzeiro?

Totalmente equivocada a reclamação de Fábio Carille, treinador do Corinthians, no polêmico gol do Cruzeiro, usando o argumento de que “o bandeira marcou impedimento”. Explico:

1. O árbitro é quem confirma ou não a paralisação do jogo por impedimento. O bandeira auxilia-o, indicando a irregularidade, sugerindo a marcação. Enquanto não há o apito do juiz, a partida está valendo.

2. Existe o vício do jogador de futebol em parar de jogar quando vê o bandeira levantar seu instrumento. Os árbitros assistentes NUNCA paralisam o jogo, eles não têm esse poder. Fica a dica: sempre o boleiro continue a disputa de bola até ouvir o silvo do apito.

3. A bola lançada ao atacante do Cruzeiro veio de um atleta da defesa do adversário, ou seja, não foi tocada por um companheiro, mas do elemento de outro time (neste caso, de Fágner). Nessa situação, não existe impedimento.

Confesso que fiquei na dúvida: Carille não sabia disso ou quis criar um fato?

Enfim: gol legal do time mineiro.

– Análise da Arbitragem de Paulista 2×1 Flamengo: o jogo em que o Galo disse adeus ao inferno da 4a divisão!

Antes de qualquer coisa: Parabéns Paulista FC pela conquista do acesso à A3! Parabéns Kah Sports e Fut-Talentos pelo trabalho feito!

Vamos falar da arbitragem: tivemos nessa tarde uma excelente atuação de Lucas Canetto Belotte. Creio eu, da nova safra, o melhor juiz em formação do quadro da FPF.

O fruto desse bom trabalho ocorreu pois o árbitro apitou de maneira séria, não menosprezou o jogo (lembrando que aqui houve um árbitro de A1 que apitou de “freio de mão puxado” num domingo cedo…) e conseguiu transmitir segurança aos atletas.

Lucas demonstrou muito bom posicionamento dentro de campo, em momento algum se acomodou e procurou ter autoridade na medida certa. Tecnicamente, não errou em nada. Disciplinarmente, os cartões foram bem aplicados, incluindo a expulsão de Pedro Demarchi (PFC) – exceto a não aplicação de uma advertência a Piauí (PFC), numa entrada temerária.

Nos lances mais difíceis, estava em cima do lance, por exemplo, aos 6 minutos, quando Yan (PFC) perdeu a bola, caiu na área e pediu pênalti. Mandou ele levantar, de maneira atenta e firme. Também aos 10m, quando Bruno (AAF) está no ataque e a bola bate em sua mão, corretamente se atentou à Regra e não marcou infração pois não foi em lance de possibilidade de gol. A regra mudou, mas não quer dizer que “bateu, parou”.

Muito boa a participação do bandeira 1 Daniel Luís Marques, bastante acionado no 1º tempo (especialmente nos impedimentos que foram numerosos) e que se mostrou ativo e ajudou bastante o árbitro, inclusive discernindo situações de faltas existentes ou não.

Marco Antonio de Andrade Motta Jr, o bandeira 2, ajudou bastante o árbitro, inclusive nas marcações de faltas. Bem atento.

Eleandro Pedro da Silva, o 4o árbitro, esteve ajudando bastante o trio e merece o reconhecimento.

Faltas – 15×17
Cartões Amarelos – 2×4
Cartões Vermelhos – 1×0
Público – R$ 71.480,00
Renda – 4.623

Na foto 1, o time que garantiu o acesso.

Na foto 2, torcedores cadeirantes e crianças (os torcedores do futuro) no campo de jogo.

No link, a excelente narração do gol do Paulista na voz de Rafael Mainini, em: https://youtu.be/utaB2molOMY

E o apito final, em: https://youtu.be/y4TrWvc_kGE

– E se no Flamengo estivesse outro treinador no lugar de Jorge Jesus?

Podem dizer que Jorge Jesus estava sem mercado em Portugal, que não conseguiu “passar além de treinador do Benfica” e dirigir um outro grande europeu. Mas que está sacudindo o futebol brasileiro, ô se está!

Já ouvi alguém compará-lo com Cláudio Ranieri, o italiano que era considerado ultrapassado e foi fazer sucesso na Inglaterra, dirigindo o pequeno Leicester. Discordo, o Flamengo é muito maior que o time inglês. Outros, que ele é um “Luxemburgo Português”, e assim como o brasileiro, é respeitado mas não fez sucesso internacional. 

Não importam as comparações, mas sim o que vem fazendo no Brasil. Será campeão brasileiro, pois dificilmente essa grande vantagem em pontos irá se desfazer. Mas algo me instiga: praticamente com o mesmo elenco, Abel não conseguiu fazer muita coisa com o time. Se tivesse continuado na Gávea, em que posição o Mengão estaria nas mãos de Abelão?

Mais do que isso: e se Renato Gaúcho, Mano Menezes, Fernando Diniz ou Fábio Carille fossem os treinadores do Flamengo? O time carioca também seria o líder?

Difícil dizer. Costumo brincar que a única lógica do futebol é que muitas vezes ele é ilógico. Hipoteticamente, penso que o time com um dos treinadores citados poderia estar nas cabeça da tabela, mas sem tanta repercussão.

E você: o que pensa sobre o português Jorge Jesus? Deixe seu comentário:

Resultado de imagem para Flamengo Jorge jesus

– Paulista de Jundiaí 7×1 VOCEM de Assis: o acesso de 1984! (e a matéria bem legal de Paulista x São Bernardo).

Claro que o acesso era para a Principal Divisão do Estado de São Paulo, mas vale o dia histórico de hoje (a possível confirmação do acesso do Galo à A3) para recordar: os gols de Paulista 7×1 VOCEM.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=U0ieqSAxd3g

Aliás, outro vídeo legal: o da classificação contra o São Bernardo, dias antes: e aqui uma promessa – o de ampliar o Jayme Cintra de 22.000 pagantes para 38.000!

Em: https://www.youtube.com/watch?v=kdUqNApk7yQ

– Maracanã recebendo evento dá calafrio no bolso do cidadão!

Ao ler que o Estádio do Maracanã sediará a final a Copa Libertadores da América em 2020, e sabendo que a Conmebol “não é flor que se cheire”, fico imaginando (e é impossível não imaginar): teremos outra grande e volumosa reforma?

Para os Jogos Panamericanos, gastou-se uma fortuna para reforma a praça esportiva. Para a Copa do Mundo, outro custo assombroso. Se não bastasse, para a realização dos Jogos Olímpicos, outras obras caras.

O pior é: o dinheiro não sai da iniciativa privada, sempre dos cofres públicos. Parece que existe a necessidade de fazer alguma obra; e, se possível, que elas atrasem e surjam contratações emergenciais (aquelas sem licitação). Até mesmo, cá entre nós: as próprias licitações são suspeitas hoje em dia (pelo que temos vistos).

Tomara que o Maracanã não custe ainda mais caro do que tem custado até agora.

Imagem relacionada

– Quem tem Razão: Ronaldo ou Luxemburgo sobre Neymar?

Uma postagem deste blog há 8 anos e que chama a atenção: como se encarava as “pancadas” que Neymar levava!

Vejam só, abaixo:

QUEM TEM RAZÃO: RONALDO OU LUXEMBURGO SOBRE NEYMAR?

Após a partida contra o Santos no último domingo, Wanderley Luxemburgo esquivou-se de algumas perguntas sobre a arbitragem, mas foi enfático numa das respostas:

O problema é que a arbitragem está protegendo demais o Neymar; caiu é falta”.

Na última segunda-feira, Ronaldo Nazário comentou sobre o craque santista:

O problema é que os árbitros precisam proteger mais o Neymar; eu apanhei muito que nem ele”.

E aí quem tem razão? Luxemburgo ou Ronaldo? Deixe seu comentário:

Resultado de imagem para Neymar no Santos FC

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Paulista FC x AA Flamengo (Semifinal)

Lucas Canetto Belotte, jovem árbitro da FPF e que já apitou um clássico “pesado” neste ano (Corinthians x São Paulo pelo Paulistão da Série A1), está escalado para o importante jogo do Galo contra o Flamengo de Guarulhos.

Gostei dessa escala. Lucas trabalhou na semifinal da Copa São Paulo do ano de 2017 no Jayme Cintra (Paulista 5×1 Batatais) e foi muito bem! Desde então tem evoluído, vez ou outra oscilando devido a sua juventude – mas sempre fazendo bons trabalhos.

O árbitro costuma se posicionar muito bem em campo, é bom disciplinarmente e sabe mostrar autoridade. Dos jovens árbitros lançados no último Campeonato Paulista da 1a divisão, é quem mais me agradou.

Seus jogos que analisei em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/02/15/a-escala-de-um-arbitro-novato-para-corinthians-x-sao-paulo-boa-ou-ruim-opcao/

Desejo uma grande arbitragem e ótimo jogo!

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Flamengo pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Repórter da Galera: Guilherme Barros e Editoria do Jornal de Jundiaí com Thiago Batista de Olim. Sábado, às 16h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

Imagem relacionada

– O erro grosseiro em Goiás 2×2 Corinthians e a necessidade de mudar o VAR brasileiro!

Wagner do Nascimento Magalhães, o árbitro carioca do quadro da FIFA que apitou Goiás 2×2 Corinthians, não interpretou como pênalti o lance tão polêmico no Serra Dourada nesta 4a feira. Mas Carlos Eduardo Nunes Braga (árbitro de vídeo da partida) o convidou para verificar o lance e a decisão foi modificada. E, com isso, errou!

Fico constrangido ao ver momentos como esse: o árbitro de vídeo está modificando situações corretas e transformando-as em grandes equívocos. Pior: está influenciando decisões interpretativas!

Em 2019, alterou-se a questão de uma bola que bata na mão em situação de gol estando de posse do ataque e que resulte no tento. Ou seja: propositalmente ou não, uma bola que toque na mão / braço do time que ataca e se transforme em gol, tornou-se um lance irregular. Nos demais lances de bola na mão, nada mudou, continuando a valer as situações de intencionalidade e movimento antinatural (imprudência não existe nesse caso).

Se você tem dúvida sobre quando marcar infração de mão na bola, explico detalhadamente em: https://wp.me/p55Mu0-2j9

Fico imaginando: se tivéssemos esse mesmo comportamento do VAR em uma hipotética fase mata-mata no Brasileirão, deturparíamos ainda mais o campeonato. E aqui reside a preocupação: de quem é a culpa do péssimo “VAR à Brasileira”? Dos cartolas do apito? Dos árbitros? Da CBF? De todos eles?

Com pesar, ficará a sugestão: que tal trazer árbitros ingleses para algumas rodadas?

Resultado de imagem para GOIAS x Corinthians

– Os Desempregados do Futebol!

Uma excepcional matéria (compartilhada pelo link que segue) sobre o número dos jogadores de futebol desempregados no Brasil (só lembrando: deveria-se acrescentar o de árbitros e jornalistas). E repare: é do ano passado, mas poderia ser perfeitamente de hoje!

Muito ruim tal situação…

Compartilho, extraído de: http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,desemprego-o-drama-de-quem-ficou-para-escanteio-no-futebol,70002032616

DESEMPREGO, O DRAMA DE QUEM FICOU PARA ESCANTEIO NO FUTEBOL

País tem 18 mil atletas profissionais, mas apenas 30% possuem local para trabalhar

Depois que saiu da Portuguesa e começou a ter dificuldades para encontrar outro clube, o meia Rai decidiu vender sua BMW. Prata, coisa linda, mas ele tinha de reduzir custos. Quando os calotes se tornaram mais frequentes – no Vilhena, de Rondônia, ele chegou a ser ameaçado de morte por cobrar cinco meses de atraso no salário -, o meia de 32 anos se tornou corretor de seguros. Hoje, espera uma proposta do futebol chinês, mas a bola virou plano B.

Para Bruno Henrique Silva Carvalho, o desemprego piorou o que era já difícil. No primeiro semestre, ele atuou pelo Suzano, time da quarta divisão do futebol paulista, mas não recebia salários. “Os dirigentes diziam que o time era uma vitrine e que não precisava de salário”, diz o atleta de 21 anos. Depois de seis meses sem receber, foi dispensado porque o time não terá mais competições para disputar em 2017.

Hoje, para ajudar a renda na família, ele vende doces caseiros, feitos pela própria mãe. Após os treinos, sai pelas ruas de Suzano, na grande São Paulo, oferecendo brigadeiros, beijinhos, pães de mel. O pai, Marcelo, é eletricista de manutenção e a mãe, Maria Elenir, é faturista no hospital da cidade. Bruno tem um irmã nova, de dez anos.

Rai e Bruno Henrique mostram alguns dos efeitos do desemprego entre os jogadores de futebol. De acordo com a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol, o Brasil possui hoje 18 mil atletas profissionais. A entidade avalia que os índices de desemprego variam ao longo por ano por causa da mudança no número de competições. Os clubes menores, aqueles que não disputam as Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro simplesmente fecham as portas no segundo semestre, pois não tem competições para disputar. Com isso, milhares de atletas ficam a Deus dará. “No mês de abril, temos cerca de 30% dos atletas trabalhando no Brasil todo. No final do ano, esse número cai para apenas 6%”, afirma o presidente Felipe Augusto Leite.

Esse é o drama vivido por Bruno Henrique no pequeno Suzano e também por Marco Antônio da Silva Oliveira, campeão da Série A3 do Campeonato Paulista com o Nacional.

Aos 29 anos, ele não renovou contrato e simplesmente não tem onde jogar até o final do ano. “Tenho meus 29 anos e ainda me sinto em condições de jogar. Mas, claro, sei da minha realidade hoje, que está um pouco distante, mais que não é impossível, só basta portunidade e sequência. O calendário brasileiro está ruim para nós, que não temos nome no cenário do futebol brasileiro”, diz o jogador.

Naturamente, a questão não se esgota na venda de carros de luxo e nos bicos para completar a renda. Existe um problema emocional quando um jogador fica desempregado. Outros jogadores ouvidos pelo Estado citam a cobrança familiar – as contas não param de chegar – “O maior desafio é manter a motivação, treinar sozinho e não desistir”, confessa o zagueiro Guilherme Bernardinelli, ex-Santos.

Depois de uma temporada na terceira divisão espanhola, o jogador de 25 anos deu de cara com a falta de oportunidades no retorno ao Brasil. Enquanto aguarda a abertura da próxima janela de transferências, ele contratou um personal trainer para manter a forma, mas já pensa em um plano B. Diariamente, dá expediente na área administrativa da empresa do pai, uma fábrica de injeção plástica.

“Pensei até em procurar um médico. A gente vive o sonho, de ser famoso, ganha tapinha nas costas e almoço grátis por onde passa e, de uma hora para outra, tudo acaba. É preciso muito equilíbrio emocional”, diz Rai. “Eu tinha vergonha de chegar a pé nos jogos, sem carro, e, por isso, nem ia jogar”, confessa o jogador que esteve no Taubaté.

Em vários casos, os jogadores esbarram na falta de qualificação profissional para buscar uma recolocação no mercado. “Muitos amigos me negaram um emprego porque diziam que eu não sabia fazer nada”, lamenta Rai.

Rai e Bruno estão em momentos diferentes na luta contra o desemprego. Hoje, Rai tem sua própria empresa de seguros, a DR Group, e grande parte dos seus clientes é formada por… jogadores de futebol, seus colegas de profissão. Teve chance de comprar carro, mas preferiu andar de metrô, ônibus e Uber. Ainda precisa economizar, pois a empresa ainda precisa decolar.

Horas depois da entrevista ao Estado, Bruno Henrique manda uma mensagem via whataspp. No dia 15, ele avisa que vai atuar pela final da Liga de Mauá, o clássico entre São João e Gralha Azul. Ele atua na várzea para completar a renda e ganha cem reais por jogo. No dia seguinte, ele mandou outra mensagem. “Quando você perguntou das minhas qualidades, tenho bom preparo físico, bom desarme, sei sair para jogo, com qualidade, e chega bastante na área do adversário”.

bomba.jpg

– Importante: o Paulista pode ter subido para a A3 hoje!

Amigos, vejam só: o Água Santa (3o colocado da A2) acabou de ser convocado para o arbitral da serie A1, na vaga do Red Bull que se associou ao Bragantino.

Assim, automaticamente os 3os colocados das outras divisões conseguiram o acesso para a divisão seguinte. O Paulista FC, dessa forma, já está na A3 em 2020.

O documento abaixo:

EG8hpA-XYAAniw8

 

– E o torcedor não se preocupa com as leis: homofobia em Marília 2×0 Fernandópolis

Falamos recentemente dos atos racistas e neonazistas praticados na Bulgária nas Eliminatórias da Eurocopa, onde o Protocolo FIFA (que está em vigor desde 15 de julho de 2019 e que visa parar o jogo e até encerrar a partida caso uma torcida pratique homofobia, racismo, sexismo, manifestação política, religiosa ou qualquer forma de preconceito) foi acionado por duas vezes ontem: uma por racismo contra os atletas negros ingleses e outra por palavras de ordem em defesa do neonazismo. A 3a paralisação ocasionaria o encerramento da partida e a automática derrota da equipe cuja torcida praticou tais atos.

Para saber sobre esse jogo (Bulgária 0x6 Inglaterra) clique aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/10/15/o-protocolo-fifa-foi-acionado-duas-vezes-em-bulgaria-0x6-inglaterra-mas-a-resposta/

Agora, lendo as súmulas das semifinais da 2a divisão Sub 23, a fim de saber se tudo ocorreu bem nos jogos decisivos, vejo que em Marília houve o relato de que a torcida gritava “Bicha” para o goleiro do Fernandópolis na cobrança de tiro de meta (não sendo claro que se foi em um momento ou se foram em vários). O árbitro Humberto José Junior não informou nada se houve a paralisação da partida na fase 1 dos procedimentos do Protocolo FIFA e o consequente pedido ao capitão da equipe para que encerrassem essas manifestações (isso deveria ter sido feito, mas aparentemente não foi).

Lembro que esse mesmo Protocolo só surgiu por conta da insistência da torcida mexicana em grita “Puto” nestas mesmas situações quando o goleiro da equipe rival cobrava o tiro de meta no campeonato local. Como isso se expandiu pela América Latina, a preocupação foi mais ampla a outras formas de preconceito.

Creio, portanto, que o Estádio Bento de Abreu, em Marília (que poderá ser sede de Marília x Paulista daqui há 10 dias no possível jogo de ida que decidirá o título da 4a divisão) poderá ser alvo de discussões. Não creio em interdição / perda de mando por dois motivos: o tempo hábil da citação e julgamento (não daria para o TJD julgar antes da primeira partida da final) e pelo relato simplista do árbitro, que aparentemente descumpriu o Protocolo FIFA. Acredito, sim, em punição financeira (o que é mais provável) e que ocorrerá depois de um hipotético primeiro jogo decisivo.

Fica o alerta: os tempos mudaram, as regras são outras e a sociedade está mais atenta e diversa (gostemos ou não).

OPS – Fico curioso: se o Protocolo FIFA tivesse sido aplicado, certamente o MAC seria julgado antes de uma decisão. Qual seria a pena? Em Vasco x São Paulo, neste ano, onde ocorreu o primeiro caso em solo brasileiro, ficou apenas na multa, sem perda de mando, como sugere a FIFA.

Resultado de imagem para Proibido Jogar Futebol