– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Grêmio Prudente x Paulista, rodada 11 (ida das Oitavas de Final)

Pietro Dimitrof Stefanelli, 31 anos de idade, 9 temporadas na FPF, administrador de empresas, apitará a estreia do Galo em Presidente Prudente.

O árbitro já apitou alguns jogos do Paulista. No ano passado, pela Copa SP, a derrota por 5×1 contra o Athletico Paranaense (onde ele foi muito bem, apesar do placar). Relembre aqui: https://wp.me/p55Mu0-2ra.

Nos jogos profissionais, ele apitou em 2019 a estreia do Galo contra o São José (0x0) e a vitória contra o Manthiqueira (4×0), ambas no Vale do Paraíba – e também atuou bem.

No ano de 2017, Pietro apitava Sub 11. Em 2018, conseguiu trabalhar em duas partidas profissionais. Em 2019, 2020 e 2021, se firmou bem na A3. É uma aposta da FPF para 2022 na A2. Aguardemos!

– Cruzeiro 1×2 CSA, e o “Fala Zezé”.

Iury (CSA) comemorou seu gol contra a Raposa simulando uma ligação telefônica e dizendo “Fala Zezé”, imitando Thiago Neves, ex-jogador cruzeirense, que um dia ligou ao presidente do seu time (Zezé Perrella) cobrando salários atrasados e disse:

“Fala, Zezé… se a gente não ganhar do CSA, pelo amor de Deus”.

Que praga, não? Nunca mais o Cruzeiro ganhou dos alagoanos. Olhe só a sequência dos jogos:

– O recomeço de Edina.

Eu torço para quem trabalha sério, luta por meritocracia e supera as dificuldades. Fico muito feliz com esse “recomeço” pessoal e profissional da árbitra Edina Alves.

Penso: tantos homens cometem erros maiores e em maior quantidade do que ela, e seguem nas escalas. Ela, por sua vez, padeceu por um equívoco!

Abaixo, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/09/27/edina-alves-relembra-fossa-apos-erro-em-jogo-do-spfc-precisei-de-terapia.htm

EDINA ALVES RELEMBRA FOSSA APÓS ERRO EM JOGO DO SPFC: “PRECISEI DE TERAPIA”

Na semana passada, a árbitra Edina Alves recebeu a notícia que marca um recomeço em sua trajetória: sua mãezinha, de 64 anos, está curada do câncer. Um linfoma, descoberto um pouco antes do fatídico jogo entre São Paulo e Novorizontino pelo Campeonato Paulista deste ano, tirou a paranaense do prumo.

O pai de Edina morreu pela mesma doença anos atrás, e as previsões ruins dos médicos em relação ao estado de saúde da mãe causaram meses de tensão. Hoje, depois de muita terapia, ela compreende que, naquele momento, deveria ter dado um tempo na arbitragem. Mas foi com a notícia da cura que a árbitra consagra sua nova fase: apitou, no domingo (26), uma final histórica do Brasileirão feminino, com 100% do elenco de arbitragem formado por mulheres —desde assistentes até o VAR. Em campo, o Corinthians atropelou o Palmeiras e foi campeão.

Edina Alves apita pela CBF desde 2007. Foram 12 anos até que chegasse à arbitragem de uma partida da série A —20 de futebol profissional. Período de testes. A cada jogo ruim, ela voltava várias casas. Regras, todos passam por isso. Entretanto, a reportagem apurou que o tempo de testagem do jovem árbitro catarinense Ramon Abatti, de 32 anos, foi menor: três anos. Ele entrou no quadro de árbitros da CBF em 2017, e apitou sua primeira partida pela Série A do Brasileiro em 2020.

É bastante sinuosa a escada que mulheres precisam subir para alcançar posições de destaque no futebol. E é por isso que a final do Brasileiro feminino foi tão importante. Bateu recorde de pedidos de credenciamento para a imprensa: 224. Quase duas vezes mais que a quantidade de solicitações para o dérbi masculino, que aconteceu no mesmo fim de semana.

“Nós, mulheres, temos que provar o tempo todo que somos capacitadas. Mesmo quando a gente consegue mostrar, não adianta mostrar uma, duas vezes. A gente tem que mostrar sempre. E, quando a gente erra, a tolerância é bem menor”, diz Edina em entrevista exclusiva ao UOL. O homem vem com selo de qualidade aprovado pela sociedade, principalmente no futebol. Quando a menina nasce, ganha uma boneca. O menino, uma bola.”

Ainda assim, ela diz querer ser reconhecida pelo trabalho, e não pelo gênero. “A gente tem vivido uma nova fase, que é resultado de uma construção de anos. Um passo de cada vez, um na frente do outro. Com competência e muita capacidade, as mulheres têm requisitado o próprio espaço. Não me refiro só à arbitragem feminina, mas também ao futebol feminino, que tem crescido cada vez mais”.

“Brigamos, trabalhamos e construímos para conquistar esse espaço. Amamos futebol como os homens”. A árbitra-assistente da partida foi a querida dupla de Edina, Neuza Back, com quem a paranaense coleciona histórias e jogos importantes. Ela diz: “Essa parceria foi fundamental para o meu crescimento”.

O número de mulheres na arbitragem tende a aumentar. Isso porque, Edina explica, há muitas garotas ingressando na área. “Eu tenho 22 anos de profissão, mas tem muita menina começando, e, na arbitragem, não se deve pular fases. É importante construir a própria história com paciência, para chegar com capacidade e qualidade que ninguém vai poder questionar. Logo, haverá muitas mulheres apitando”.

Depressão por erro

A cada erro, os árbitros são penalizados —as punições envolvem um período sem apitar partidas. E, para quem não sabe, árbitro ganha por jogo —eles não têm salário fixo, como é o caso dos jogadores. “Ressaltar isso é importante, porque os torcedores acham que a gente erra de propósito, para favorecer um time. Isso não existe. Errar deixa a gente sem trabalho, sem receber. A gente paga pelo erro —que é extremamente doloroso, não só pela punição, mas pela nossa própria cobrança”.

Em março deste ano, pelo Campeonato Paulista, Edina cometeu um equívoco na arbitragem de uma partida entre São Paulo e Novorizontino. Foram seis meses até que ela conseguisse falar sobre isso. Ao se posicionar de forma equivocada, a árbitra não teve visão na hora de um lance dentro da área. Seria pênalti para o São Paulo, mas Edina não marcou.

“Eu não vi. Falei para o VAR que estava em dúvida porque não tinha conseguido enxergar. Ele me disse que não havia sido pênalti, e eu segui”, relembra. Ao chegar no vestiário ao fim da partida, ela reviu o lance por meio de um vídeo no celular. “Ali, desabei. Falei para meus colegas: ‘Eu errei, foi pênalti’. Eles tentaram me consolar dizendo que o VAR havia me dito que não. Mas eu estava vendo no vídeo, foi pênalti, sim. E eu não dei.”

“Esse lance me machucou. Fiquei deprimida, em uma fossa absurda por meses. Precisei de terapia para me recompor daquele dia, e essa é a primeira vez que falo sobre isso abertamente. Foi um erro inadmissível, eu me posicionei mal e não consegui ver. Não gosto de errar, ainda mais desse jeito”, lamenta. “Assim que encontrei os jogadores do São Paulo, depois do jogo, pedi desculpa. Mas foi bastante difícil lidar com isso”.

Foi naquele mesmo período que Edina descobriu o linfoma da mãe, que ainda mora no Paraná. “Hoje, eu percebo que deveria ter parado de apitar naquele período. Eu não conseguia pensar em outra coisa senão isso, era muita preocupação. Mesmo tensa, apreensiva, eu tinha obrigação de tranquilizar minha mãe, de dizer que iria passar, que ela venceria, mesmo sem qualquer certeza disso. E eu estava longe. Foi difícil. Sei que não ter parado me prejudicou na arbitragem, mas são escolhas que a gente faz”.

Edina conta que, durante o tratamento de quimioterapia, a mãe parou de assistir aos jogos apitados pela filha —antes do câncer, ela não perdia um. O procedimento a deixava bastante debilitada. “Na mesma semana que recebi a notícia da cura dela, também soube que apitaria uma final exclusivamente feminina na série A do Brasileirão. Foi um presente, que compartilhei com ela”.

“Mãe, você sabia que vou apitar um jogo todo de mulher? Vai ter mulher em campo, na arbitragem e até na cabine”, falei, e ela respondeu: “Tudo mulher? Em todos os lugares? Que legal, minha filha. Vou torcer por vocês”.

Gabi Zanotti domina a bola em final do Brasileirão entre Corinthians e Palmeiras, com árbitra Edina Alves ao fundo. Imagem: RONALDO BARRETO/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

– Até onde pode-se “abandonar” a disputa do Campeonato Brasileiro pela disputa da Libertadores?

“Ninguém” quer ganhar o Brasileirão?

Tanto nas fases de grupos quanto nas fases eliminatórias, às vésperas de entrar em campo na competição internacional, os clubes brasileiros têm desprezado o torneio nacional. Vide os times mistos, os atletas poupados e a indisposição em enfrentar os adversários.

Apenas uma equipe pode ser vencedora da Copa Libertadores. Por esse prisma e dificuldade, não era prudente mais empenho no BR21?

Palmeiras, Atlético Mineiro e Flamengo (os 3 brasileiros no embate continental) não ganharam mais uma vez neste último final de semana. Quem não vencer a Libertadores, lamentará futuramente os pontos não conquistados dos últimos dias (lembrando que “3 pontos” da Rodada 1 valem a mesma coisa que os das Rodadas 18 ou 36).

Seria “criar crise” sem necessidade, tal má vontade com o Brasileirão?

– Por que os reforços do SPFC não jogam?

Gabriel Neves e Calleri: duas contratações para o ataque comemoradas no São Paulo FC que, ninguém sabe os motivos, jogam poucos minutos (quando são escalados).

Será que Crespo não queria os atletas? Será que estão machucados? Será que algo acontece?

Tudo muito esquisito, não? Vide a minutagem de jogo do argentino e do uruguaio até agora…

– Grêmio e Brusque: apenas dois punidos em racismo no Brasil, ao longo de 4 anos?

Em 2017, o Grêmio foi excluído da Copa do Brasil pelas ofensas racistas contra o goleiro Aranha, do Santos FC.

Em 2021, o Brusque perdeu 3 pontos (mais uma multa) por conta das ofensas contra Celsinho, do Londrina-PR.

Não é muito pouco em 4 anos, num país tão racista como o Brasil, sendo que observamos inúmeros casos país afora?

– Record e YouTube no Paulistão. Mas quem disse que é prejuízo para a Globo?

É sabido que o futebol não tem atraído muita audiência, em especial os torneios regionais. O apelo tem sido para os jogos mais importantes do Brasileirão, Libertadores da América e a fase final do Paulistão.

Aliás, os Estaduais andam em baixa faz tempo. A própria Rede Globo já havia deixado de transmitir alguns jogos no meio de semana por conta da má audiência. Assim, ela deixar de se interessar e não brigar com altos valores por alguns produtos é estratégia e posição de mercado (assim como foi com a Fórmula 1).

Compare a audiência dos produtos: o que tem dado mais audiência: a Libertadores no SBT ou a novela / programas da Globo no mesmo horário?

Compare, parte 2: a audiência de quando a Libertadores estava na Globo, e a atual.

Tudo isso para dizer: a FPF anunciou ontem que a Record na TV aberta e o YouTube na Internet transmitirão o Campeonato Paulista 2022 (16 jogos para cada um), substituindo a Globo nessas plataformas. Ótimo, maior diversidade de canais e competição financeira. Mas…

Eu amo o futebol, acho sensacional mais players no mercado e outras frentes de emprego a todos. Quanto mais gente e emissoras, melhor. Mas não caia no engôdo de que (como “bomba” nas Redes Sociais”) a Globo está falindo. É simplesmente questão de custo-benefício.

Talvez os mais “afoitos” estão lotando a Web de memes contra a Venus Platinada por questões políticas? Lembrando que os Lulistas, no alto do Petrolão, cunharam o termo pejorativo de “Globolixo” contra as denúncias de esquemas petistas. Hoje, os Bolsonaristas fazem igual às matérias sobre má gestão na pandemia…

Boa sorte a todas as emissoras, honestas e competentes, que se dedicam à transmissão esportiva. SBT, Record, Band e Globo estão felizes pelo que transmitirão e pelo que abriram mão. Tudo normal, tudo negócio.

– O streaming esportivo DAZN é quem bancaria o Daniel Alves no SPFC?

E o jornalista Ricardo Perrone revelou em seu blog que, o parceiro desejado para bancar a contratação de Daniel Alves no São Paulo FC, era a empresa de mídia DAZN.

O problema: o contrato não estava assinado, veio a pandemia e… quem manda fechar negócio sem dinheiro?

Veja que loucura essa péssima ação, extraída de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/perrone/2021/09/24/o-patrocinio-costurado-mas-nunca-assinado-que-minou-daniel-alves-no-spfc.htm

O patrocínio costurado, mas nunca assinado, que minou Daniel Alves no SPFC

Pouco depois de anunciarem a contratação de Daniel Alves, em 2019, dirigentes do São Paulo davam como praticamente fechado pelo menos um contrato de patrocínio que ajudaria a bancar o projeto. Dois anos se passaram e o acordo não foi assinado. A engenharia financeira montada, que era considerada segura, não segurou as pontas, e o clube acaba de fazer um acordo para pagar cerca de R$ 25 milhões ao lateral e meia em virtude de uma rescisão amigável.

Como um contrato que, segundo o clube, estava em análise jurídica pelo parceiro nunca foi assinado? De que forma uma operação apresentada como dentro da realidade do futebol brasileiro virou uma dívida milionária?

O blog procurou as respostas e a seguir conta a história que começou com festa e certeza de sucesso, mas terminou em ressentimentos entre as duas partes e uma conta indigesta para o clube pagar.

Lugano

A ideia de contratar Daniel Alves começou depois de Lugano encontrar o jogador no estádio do PSG e tocar no assunto.

Em seguida, Raí conversou com o empresário de Dani, Fransérgio Bastos, que, depois de ouvir o atleta, respondeu que ele não descartava defender o São Paulo naquele momento.

Raí, então, acionou sua rede de contatos. Montou um grupo de voluntários, a maioria são-paulina e com experiência em áreas como publicidade e redes sociais para ajudar o clube a elaborar um projeto que viabilizasse os pagamentos a serem feitos para Dani a partir da exploração da sua imagem.

O publicitário Rui Branquinho, diretor de marketing do clube em 2012, e André Barros, criador do canal Desimpedidos, faziam parte da comissão de colaboradores voluntários.

Na avaliação da direção tricolor na ocasião, a participação desses profissionais na elaboração do projeto ajudou Dani a dizer “sim” ao São Paulo.

Tudo certo

Pouco mais de um mês após Daniel ser apresentado, este colunista conversou com dirigentes do São Paulo que detalharam a operação sob a condição de não serem identificados.

Entre outras, foram feitas por eles as seguintes afirmações:

“Tem um parceiro que o contrato [com ele] já foi para a Inglaterra para finalizar a parte jurídica. Já está tudo certo.”

“Não existe a possibilidade de não ter parceiro. Podemos não ter 100% do que imaginamos. Mas parceiro vai ter. Já está chegando um e tem outros bem encaminhados.”

“A gente está garantindo [o pagamento]. Ele vai receber, e a gente pode vender [a imagem do jogador] até o último dia do contrato, até 31 de dezembro de 2022.”

“Ninguém aqui fez uma coisa do outro mundo, uma loucura.”

“Talvez, o Daniel não esteja no top 15 dos jogadores mais caros do futebol brasileiro”.

O modelo

A confiança de que o projeto seria um sucesso vinha não só do patrocinador dado como certo e que não teve seu nome revelado naquele dia.

O modelo escolhido para o pagamento da remuneração do meia e lateral também era usado pelos cartolas para mostrar segurança de que não haveria dificuldade financeira.

Segundo disseram os dirigentes na ocasião, o salário de Daniel registrado em carteira era um pouco inferior a R$ 500 mil. A maior parte de sua remuneração seria paga em direitos de imagem.

O São Paulo se comprometera a pagar um valor fixo, que não foi revelado. O que passasse dessa quantia até um limite ficaria com o Tricolor. Atingido o teto, as partes dividiriam igualmente a verba a mais.

Foram combinadas parcelas semestrais de direitos de imagem. Pensando na possibilidade de os primeiros contratos de patrocínio demorarem para serem fechados, principalmente por causa de detalhes burocráticos, o São Paulo programou o primeiro pagamento para entre o final do primeiro semestre e o começo do segundo de 2020.

De acordo com os cartolas, o risco de não haver patrocinadores até lá era praticamente nulo por causa do contrato que era dado como certo.

Mas, se isso acontecesse não haveria problema porque o orçamento de 2020 já teria previsão para esses pagamentos.

O cálculo feito era de que o São Paulo precisaria gastar menos com reforços em 2020 e ainda deveria vender jogadores. Assim, teria dinheiro para se virar sozinho caso acontecesse uma zebra com os patrocinadores.

A confiança era tanta que os cartolas disseram que estavam descartando interessados em contratos curtos. A preferência era por acordos de pelo menos três anos.

DAZN

O contrato que os dirigentes davam como certo e disseram que teria ido para análise jurídica na Inglaterra era com a plataforma de streaming de esportes ao vivo DAZN, como mostrou o UOL Esporte.

Indagado nesta semana por que a parceria que já era considerada fechada não vingou, uma das fontes ouvidas em 2019 disse que o contrato teve idas e vindas e que no meio do caminho veio a pandemia de covid-19. Segundo o mesmo relato, a empresa desistiu do acordo por causa da crise financeira mundial causada pela pandemia.

O DAZN foi apresentado à oportunidade de fazer um contrato atrelado à imagem de Daniel Alves por André Barros. Na ocasião, além de fazer parte do grupo que ajudou o São Paulo a elaborar o projeto, ele trabalhava na Dentsu, agência de publicidade que tinha a conta do DAZN.

A empresa se interessou pelo projeto, fez reuniões com Daniel Alves e representantes do São Paulo e, de fato, esteve perto de assinar o acordo, que ajudaria o clube a pagar parte da remuneração do atleta.

A ideia era transformar o jogador em embaixador global do DAZN e explorar a imagem dele com uma série para ser exibida pela plataforma. Apesar de não ter sido o fator principal, colaborou para o acordo emperrar o fato de o conteúdo exato da série não estar definido, conforme apurou o blog.

Outros ajustes a serem feitos no acordo impediram a assinatura em 2019. O golpe fatal aconteceu em 2020 com a explosão da pandemia de covid-19.

Contratos assinados pelo DAZN em diversos países foram suspensos. As operações no Brasil também foram atingidas, o que tornou o projeto Daniel Alves inviável. A empresa desmantelou sua equipe no Brasil.

O blog não conseguiu ouvir o DAZN. Guilherme Guimarães, ex-vice-presidente de Marketing do DAZN, disse que não se sentia confortável para falar sobre o tema por não estar mais na empresa. André Barros também preferiu não dar entrevista sobre o assunto.

Sérgio Floris, ex-vice-presidente de conteúdo original do DAZN, não atendeu aos telefonemas do blog nem respondeu às mensagens enviadas, assim como Rui Branquinho.

Além do DAZN, as outras empresas que conversavam com o clube, segundo dirigentes da época, nunca assinaram contrato. A justificativa dos cartolas é o abalo econômico mundial provocado pela pandemia.

O que era considerado impossível por confiantes cartolas envolvidos com o plano Daniel Alves aconteceu. O clube ficou sozinho e, ao contrário do que diziam os cartolas que explicaram a operação ao blog, não conseguiu honrar todos compromissos (os salários registrados em carteira estavam em dia, segundo o clube). Isso em meio a um cenário imprevisível, sem receita de bilheteria por causa do veto ao público nos jogos em função da pandemia.

A dívida chegou a aproximadamente R$ 18 milhões. No acordo para a rescisão do contrato, o São Paulo se comprometeu a pagar cerca de R$ 25 milhões (parte dos valores que o atleta ainda teria a receber entraram na conta). Desse valor, serão descontadas as verbas rescisórias a que o jogador tem direito. O restante deve ser pago em 60 meses.

A atual diretoria do São Paulo atribui o fracasso financeiro da operação Daniel Alves ao fato de o projeto de marketing não ter decolado, aos efeitos da pandemia de covid-19 nas finanças do clube e aos altos valores do contrato.

Hoje no Vasco, Alexandre Pássaro, ex-gerente-executivo do São Paulo e um dos responsáveis pela operação Daniel Alves ao lado de Raí, não atendeu aos telefonemas do blog. Também não respondeu à mensagem enviada. Raí não deu resposta ao pedido para dar uma declaração a respeito do tema.

Daniel Alves em Ceará x SPFC. Foto: Ge.com

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Mauaense (Rodada 10 da 2a div Sub23):

E já temos a escala para a última rodada da 1a fase da Segunda Divisão Sub23. Abaixo:

Árbitro: Diego Augusto Fagundes
Árbitro Assistente 1: João Petrucio Marimônio de Jesus dos Santos
Árbitro Assistente 2: Wellington Bragantim Caetano
Quarto Árbitro: Thiago Filipe Machado Chagas
Analista de Vídeo: Elton de Andrade Santos

Diego tem 29 anos de idade, 9 temporadas como árbitro e nesse ano teve sua primeira oportunidade na série A2. Tem sido frequente na A3.

Em jogos do Paulista, apitou em Jayme Cintra o confronto contra o União de Mogi em 2019 (vitória do Galo por 4×0), numa partida sem exigência. Em 2020, pela Copa SP de Futebol Jr, apitou em Jundiaí o 0x0 contra o Rio Claro (com muitos erros relatados aqui: https://wp.me/p55Mu0-2qN), além de Batatais 2×0 Paulista pela A3.

A impressão que eu tive do árbitro é que tecnicamente, nas últimas atuações, ficou a desejar, além de ter um vício muito ruim: ao invés de advertir com firmeza os infratores e/ou mostrar cartão, ficou no “chega”, gesticulando com os braços. Seu posicionamento dentro de campo também não foi bom.

Espero que tenha conseguido melhorar sua performance em outros jogos, corrigido os erros e que faça uma boa partida neste domingo no Jayme Cintra!

Curioso: o mesmo bandeira que sábado passado que esteve no Jayme Cintra, voltará nesse domingo: João Petrucio Marimônio de Jesus dos Santos (que não foi exigido contra o Barcelona Esportivo).

Acompanhe Paulista x Mauaense pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa às 15h, mas desde as 14h30 o Tome Forte do Esporte já estará no ar.

Mauaense sai na frente, mas Paulista busca o empate em duelo pela Segundona  | paulista segunda divisão | ge

Foto: Ge.com (jogo de ida em Mauá).

– Jogar em casa fez diferença nesta semana, ou não?

Considere:

Flamengo 2×0 Barcelona-ECU (aproximadamente 20.000 torcedores no Maracanã),
Red Bull Bragantino 2×0 Libertad-PAR (aprox 2.000 torcedores no Nabizão),
Palmeiras 0x0 Atlético Mineiro (sem torcida na Allianz Arena), e
São Paulo 0x0 América-MG (idem no Morumbi).

Os jogos pela Libertadores e Copa Sul-americana com presença de público tiveram resultados positivos aos mandantes, enquanto os com estádios vazios, resultados sem gols em jogo “xôxo”.

A questão é: mesmo com carga baixa de torcedores, faz diferença dentro de campo aos jogadores e no resultado final de uma partida a presença de público?

Eu, particularmente, confesso: talvez a grande influência fosse casa cheia, abarrotada. Com pouca gente, não creio.

E você, o que pensa sobre isso? Mera coincidência ou não?

– Palmeiras 0x0 Atlético Mineiro: que joguinho indigno!

Era uma semifinal de Libertadores da América? Mas que jogo feio fizeram Verdão e Galo…

Há quem teorize que: se reconhecendo inferior como equipe dentro de campo, o Palmeiras usou a estratégia de retranca montada pelo seu treinador, Abel Ferreira, a fim de jogar pelo contra-ataque em Minas Gerais. Ou seja: “não tomo gol em casa, e jogo a responsabilidade para o adversário na próxima partida”.

Aí me vem a lembrança de Vanderlei Luxemburgo, quando dizia que “o medo de perder tira a vontade de ganhar”. Não é por aí mesmo?

Enfim: não teve torcida em São Paulo, e seria magnífico desportivamente falando que o Atlético Mineiro não vendesse ingressos em Belo Horizonte…

Em tempo: já pensou se tivéssemos público no Allianz, pagando uma nota pela entrada e assistindo uma partida desse nível?

– 10 mulheres na Arbitragem de Corinthians x Palmeiras na Arena NeoQuímica.

A CBF escalou Edna Alves Batista, da FIFA, para apitar o Derby FEMININO no final de semana.

Ao todo, com 5a árbitra, VAR, AVAR e demais integrantes, teremos 10 mulheres formando a equipe de arbitragem. E a pergunta óbvia: poderiam ser escaladas no Derby MASCULINO de sábado? Afinal, competentes elas são.

A propósito: esse jogo entre mulheres será no domingo às 21h. Não poderia ser rodada dupla, já que o jogo entre os homens é no sábado, no mesmo local?

A escala abaixo: 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Guarulhos x Paulista, Rodada 9 do Paulistão 2a divisão Sub23.

Para AD Guarulhos vs Paulista FC, uma surpresa: o 4o árbitro do jogo passado (contra o Barcelona Esportivo), Gabriel Petrini Rodrigues Cruz, será o juizão em Guarulhos pela 9a rodada do Paulistão Sub 23 (quarta-feira).

Será apenas seu segundo jogo profissional na carreira. Jovem, 26 anos, terá a oportunidade de mostrar suas qualidades nesta próxima rodada, já que tem atuado nas categorias amadoras.

Marco Andrade de Motta Junior, experientíssimo em jogos da A1, e Alexandre Basílio Vasconcelos (ambos com 42 anos) serão os assistentes. Gustavo Henrique da Silva será o 4o árbitro.

Desejo um grande jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe Guarulhos x Paulista pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa às 15h, mas desde as 14h30 o Tome Forte do Esporte já estará no ar.

– A queixa da Federação Espanhola sobre manipulação do VAR!

Aconteceu há 2 anos na Espanha, e o assunto é bem sério: a discussão sobre a confiabilidade nos operadores e interesse do VAR. Abaixo: 

Já imaginou que “forfé” se fosse no Brasil? A acusação, abaixo, é gravíssima!

Em: https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/6132734/federacao-espanhola-acusa-empresa-dona-dos-direitos-de-laliga-de-manipular-var

FEDERAÇÃO ESPANHOLA ACUSA DA DONA DOS DIREITOS DA LA LIGA DE MANIPULAR O VAR

A vitória do Valencia por 1 a 0 neste sábado, no País Basco, contra o Athletic Bilbao, na sétima rodada de LaLiga, foi motivo de polêmica entre a Federação Espanhola de Futebol (RFEF) e a Mediapro, empresa detentora dos direitos televisivos do Campeonato Espanhol.

Em nota divulgada neste sábado, a RFEF acusou a Mediapro de manipular o VAR. Isso porque no gol da vitória do Valencia, Cheryshev, que começou o lance, estava em posição duvidosa.

A RFEF acusa a Mediapro de ter mostrado uma imagem do VAR, onde o russo estaria impedido, que não tenha sido provida por ela. Segundo a federação, a atitude de mostrar uma outra linha de impedimento prejudica o uso do árbitro de vídeo.

“Indo contra os elementos de ética do esporte, a produtora mostrou imagens de uma linha de impedimento hipotética, que geram uma visão distorcia da jogada. Uma manobra que pode gerar alarde social”, diz a nota.

“Se esse comportamento irresponsável se repetir com o propósito de descreditar a confiabilidade do VAR, isso estará sujeito à denúncia imediata da Federação e uma possível sanção”, continua a RFEF.

A geração oficial de imagens provida da federação só divulgou as imagens do VAR aos 54 minutos de jogo, enquanto o gol aconteceu aos 27 do primeiro tempo.

– Qual o futuro dos bandeiras? Sobre São Paulo x Atlético Goianiense.

É o enésimo jogo que assisto do simpático Atlético Goianiense, no qual vejo discussões de lances “pró ou contra” envolvendo impedimentos passivos. Não tenho a estatística, mas acontecem aos montes com o Dragão.

No Morumbi, domingo, nos dois primeiros gols vimos lances de gols com jogadores em impedimento passivo (contra). Na semana passada, a favor (contra o Corinthians).

Em todas as situações, os bandeiras foram figurantes. Não é que eles deram a condição de jogo, eles simplesmente se omitiram e deixaram a responsabilidade ao VAR.

Será que no futuro só teremos marcação de laterais como responsabilidade deles? Ou com linhas sensoriais nem isso?

O tal do VAR é necessário (embora, o uso excessivo e equivocado, torna-se chato).

Em tempo: o São Paulo jogou ontem com 5 estrangeiros, no final do jogo. A base não consegue formar jogadores com as características dos gringos, foram oportunidades de mercado e/ou peças insubstituíveis?

– #Emmys2021: torcendo por Ted Lasso!

Repost por conta do Emmy’s Award, que acontece hoje: Ted Lasso está de volta na sua 2ª temporada! É muito boa essa série… E quando chega as 4as feiras, fico atento para um novo episódio – e nesse ano, o treinador inglês de foot-ball que se aventura no soccer, está com uma psicóloga no time!

Não conhece? Republico (e vale a pena assistir…):

TED LASSO

Você já assistiu a série Ted Lasso, no streaming AppleTV+?

É SENSACIONAL!

A história é de um treinador de futebol americano que é contratado, pasmem, para um clube inglês da Premier League! Ele é trazido pela proprietária do clube como uma vingança dela contra o ex-marido, a fim de derrubar o time para a segunda divisão.

Sem conhecer nada do Soccer, Ted Lasso comete inúmeras gafes – mas seu jeito simpático e bondoso acaba conquistando a todos, até mesmo a vilã da série, que se rende a ele.

Eu a maratonei, e o final dela é surpreendente. Gostei demais.

Aliás, duas coisa: não precisa gostar de futebol para assistir e se divertir, e Jason Sudeikis, o protagonista, levou o Globo de Ouro 2021 de “Melhor Ator em Série de Comédia” na semana passada.

CURIOSIDADE: Ted Lasso, antes de ser série, era um personagem da emissora de TV NBC, que criou uma propaganda engraçada com ele a fim de promover os jogos de futebol da Inglaterra transmitidos para os EUA, já que os norte-americanos não era experts no nosso tradicional futebol.

– Que mico, Globo… sobre Vasco 1×1 Cruzeiro. Cadê o “Padrão Globo de Qualidade”?

Transmitir do estúdio, economizar equipe, fazer uma Central do Apito à distância acompanhando vários jogos… deu no que deu!

Vasco x Cruzeiro terminou 1×1, pois o gol do Vascão no final do jogo foi anulado e a transmissão não percebeu. Conclusão: no RJ, narrador se perde e tenta explicar que está achando que é 2×1 e pede desculpas; em SP, narrador conta uma história de que depois do jogo o VAR anulou…

Cadê o Padrão Globo de Qualidade?

Cabeças vão rolar.

– Chapecoense 0x2 Palmeiras: mais um jogo “pitoresco”…

Chape x Verdão? Algo vai acontecer no jogo… que sina!

Lembram de expulsão e da “desexpulsão” de Egídio, em um jogo onde a Chapecoense ganhou do Palmeiras por 5×1? Um circo… relembre aqui: https://professorrafaelporcari.com/2015/10/05/sobre-chapecoense-5×1-palmeiras-e-as-corretas-e-injustas-mudancas-nas-decisoes-dos-arbitros-no-campeonato-brasileiro/.

No último sábado, o árbitro Paulo Roberto Alves Jr esqueceu os… cartões! Como pode? Ele tem que entrar com cartões e apito, mais nada. E esquece o básico?

Para completar, houve até carrinho de jogador no bandeira! Gustavo Gómez (SEP) deu um carrinho que atingiu o árbitro assistente Ivan Carlos Bohn (que por ironia do destino, era o mesmo do “5×1” citado acima)!

E para a segunda ironia, o árbitro que esqueceu o cartão, Paulo Roberto, também era velho conhecido do Palmeiras: ele foi o pivô do pedido de anulação de jogo de Botafogo x Palmeiras. Lembram daquela confusão? Aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/05/27/motivo-principal-para-nao-existir-a-anulacao-de-botafogo-0x1-palmeiras-por-suposto-erro-de-direito/

No próximo Chapecoense x Palmeiras, há do juizão se proteger antes de entrar em campo…

– Aí não dá, Galo…

Ontem transmitimos Paulista 2×2 Barcelona, pela 4a divisão. E fica a constatação: (respeitosamente) perder pontos para o time da Capela do Socorro, para o Colorado de Caieiras, para Mauaense ou para o Flamengo de Guarulhos, não vai subir…

Ou muda de postura, ou permanecerá infelizmente na última divisão estadual.

– A triste discriminação contra as meninas do Red Bull Bragantino.

Não é possível que as jogadoras de futebol feminino ainda sejam rotuladas pejorativamente em nosso país. Vide o que aconteceu com as garotas do Red Bull Bragantino: nessa semana, desfilaram na cidade e foram aplaudidas pela conquista do título do Brasileirão da 2a divisão da categoria. Mas nas redes sociais… ataques racistas e homofóbicos.

Abaixo, extraído de: https://jornalempauta.com.br/jogadoras-do-red-bull-bragantino-sao-alvo-de-racismo/

JOGADORAS DO RED BULL BRAGANTINO SÃO ALVO DE RACISMO

por Filipe Granado

Um perfil falso no Instagram iniciou na noite de ontem, 17, ataques racistas as jogadoras do Red Bull Bragantino.

A primeira vítima foi a atleta Isabela, que recebeu uma mensagem privada escrito: macaca feia nojenta.

Ainda na noite de ontem, ela postou em seu Instagram o print do ato de racismo, com a mensagem: “Sofri um ato racista e essa pessoa está proferindo palavras ofensivas não só pra mim, mas para pessoas conheço e até mesmo em lives”. E na sequência, mostrava o perfil falso e pediu para que as pessoas denunciassem a página racista.

Hoje, 18, Isabela gravou um vídeo de agradecimento. “Quero agradecer as mensagens, as denúncias que vocês têm feito a este fake, justamente para que outras pessoas não passem por este tipo de constrangimento. Deus abençoe”, disse.

Após a exposição do caso, o criminoso passou então a atacar todas as jogadoras do Red Bull Bragantino, como um todo. Em seus stories, postou mensagens racistas e homofóbicas.

“Quando essas negritas eram escravas, não acontecia isto”, “As horríveis do Bragantino feminino ganharam uma p… e acha que tem moral pra falar. Volta pra cozinha minha escrava” e republicando um post do time masculino , trazia a frase: “o verdadeiro futebol! Sem LGBTQI+ e macaco”, expressos por meio de emojis, foram algumas das ofensas publicadas, parte delas já apagadas.

Aparentemente, pela foto de perfil cuja visualização não é nítida, trata-se de um adolescente que utiliza um nome falso. Inclusive ele teve a audácia de publicar um novo perfil fake, para as pessoas seguirem, caso este seja desativado.

Até a publicação desta reportagem, ambos perfis não haviam sido banidos pelo Instagram.

POSICIONAMENTO DO RED BULL

A assessoria do clube informou ao Em Pauta que departamento jurídico do Red Bull está em contato com o supervisor do time feminino e dará toda assistência que as atletas precisarem.

Inclusive, o Facebook, proprietário do Instagram também já foi contatado.

POSICIONAMENTO DO INSTAGRAM

O Em Pauta entrou em contato também com a assessoria de imprensa do Instagram, em busca de um posicionamento da empresa. Até a publicação desta reportagem, não obtivemos retorno.

O Em Pauta repudia qualquer ato de racismo e se solidariza com a equipe que recentemente brilhou trazendo para Bragança Paulista o título de campeão Brasileiro A2.

– Análise da Arbitragem de Paulista 2×2 Barcelona.

Hoje tivemos uma ótima arbitragem no Estádio Jayme Cintra, apesar da má apresentação do Galo da Japi frente ao Barcelona da Capela do Socorro.

O árbitro Rodrigo Santos cumpriu as expectativas que tínhamos sobre ele: fez um bom trabalho técnico e disciplinar.

DISCIPLINARMENTE:

No 1o tempo, correto ao aplicar o cartão amarelo ao Dudu (PFC) aos 24m, por ação temerária. Idem aos 26m para Sacramento (BAR). Aos 46m, novo CA, para Handerson (PFC).

No 2o tempo, aos 28 minutos, poderia ter dado um cartão amarelo ao Daniel (PFC) pela jogada que se enroscou com Jacaré (BAR), mas preferiu a advertência verbal. E aos 38m do 2º tempo, errou ao marcar falta de Cícero (BAR) em Daniel (PFC), resultando no Amarelo por reclamação ao time paulistano. “Erro de jogo”… Aos 60m: Vitor Ceará recebeu o Cartão Amarelo por chutar a bola contra o adversário: advertência merecida, e o “pau fechou”, onde o árbitro soube segurar os ânimos, sabendo se impor.

TECNICAMENTE:

Fez uma boa arbitragem, ajudado pela bandeira Juliana Vicentin, quando saiu o 1o gol do Paulista: a bola foi lançada para a área, em difícil posição (mas legal) do lateral Marquinhos. Lance ajustado e todos acertaram.

O 1o gol do Barcelona, aos 12m do 2o tempo, de Jhonny: não houve falta do atacante sobre o defensor Bressan. O zagueiro pulou em “câmera lenta”, e o adversário subiu bem alto, sem infração.

Sobre as equipes, repare na foto o detalhe do segundo gol do Barcelona (clique logo na sequência da concretização da jogada e a comemoração do gol): quantos jogadores do Paulista estavam na área! E o atacante do Barcelona estava sozinho na hora do gol, sem marcação… Abaixo:

– Esqueçamos dois brasileiros no Mundial de Clubes da FIFA 2021 no Brasil!

Como o Japão desistiu de organizar o Mundial de Clubes deste ano, a FIFA procura um novo país sede. Eu imagino que possa ser no Catar (até para testar a estrutura da Copa de Seleções em 2022). Porém, Brasil e África do Sul sinalizaram que desejam sediá-lo.

É sabido que participam do torneio os campeões continentais, além do campeão nacional do país-sede (para mim, isso é uma “Copa das Confederações de Clubes”).

Porém, há uma importante observação: diferente da 1a edição, realizada em nosso país, organizada para a FIFA pela ISL e decidida entre Corinthians x Vasco da Gama, agora há um aditivo no regulamento que PROÍBE dois clubes do mesmo país de disputarem a WorldCup!

A ideia é: para prestigiar quem sedia, o campeão nacional já está classificado. Mas se o campeão do continente daquela nação for do mesmo país, não faz sentido chamar o campeão local. A fim de tornar o evento mais internacionalizado, chama-se outro clube de país diferente, melhor colocado na competição do continente.

Por exemplo: imaginemos que o Atlético Mineiro seja Campeão Brasileiro e o Flamengo o Campeão da Libertadores: se o Mundial for no Brasil, o Galo está fora pois o Mengão já é uma atração do próprio país sede (e o peso da competição internacional é maior do que o nacional). Assim, entraria o melhor “não-brasileiro” da Libertadores (que hoje é o Barcelona-EQU).

Portanto: se o Brasil for sede da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, além do Chelsea representando a Europa, o outro classificado antecipadamente será o time equatoriano. E, logicamente, se ele vencer a Libertadores, aí sim entraria o Campeão Brasileiro no torneio, representando o país sede.

Coisas de regulamento… em tese, o vice-campeão continental da América do Sul não jogaria o torneio, mas sim o 4o colocado (hipoteticamente entendendo que essa seja a classificação do clube do Equador).

– Torcedor da Segundona não pega Covid?

O Conselho Técnico da Série B liberou a presença de torcida nas cidades que permitem público. Na Série A, ainda não.

Numa análise bem simplista, podemos afirmar que Torcedor da Série A pega Covid, e o da Série B, não?

Claro que não podemos ser tão ingênuos, há outros fatores que assim determinaram a diferença (como o acordo de determinado percentual das cidades liberadas, volta de várias agremiações e, logicamente um pouco de política por trás). Mas a grosso modo, como explicar que em jogos de um time da mesma cidade, o da Série A não pode ter torcedor e o da série B pode?

Brasil… o país das incoerências.

– Técnico de “Time Bom” versus “Técnico de Time Muito Bom”: tem diferença?

Me recordo muito de alguns treinadores marcados por ótimos trabalhos em clubes médios (e eventualmente em times grandes): Givanildo, Lula Pereira, Geninho, Jair Pereira, Joel Santana…

Porém, com material humano de melhor qualidade, poderiam ter feito coisa melhor? O próprio Joel já teve no Flamengo essa chance e deixou dúvidas no ar… o América do México com o “gordinho” Cabañas que o diga!

Escrevo isso pois o argentino Mauricio Pochettino e o norueguês Solskjær (que foram jogadores dos atuais times que dirigem como treinadores) estão sendo contestados: PSG e Manchester United não conseguiram resultados satisfatórios na estreia da UEFA Champions League.

Lembremos: ambos foram bem nas atuais equipes (com o material humano que tinham). Com “upgrade” de Messi e Cristiano Ronaldo, a cobrança por um futebol melhor é evidente.

Diferente daqui do Brasil, onde se troca treinador e só depois se traz algum reforço, lá a situação é inversa. Vide o Santos FC, que na semana em que chegaram os reforços, dispensou Fernando Diniz.

Aguardemos. Mas existe uma questão: com seus elencos milionários, quais treinadores estariam “à disposição” e “à altura” para se mudarem para Paris e Manchester?

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Barcelona – Rodada 8 do Paulistão Sub 23 da 2a divisão.

Depois de cobrarmos o fato de 3 árbitros novatos seguidamente serem escalados e estrearem em jogos profissionais nas partidas do Paulista FC, uma mudança drástica: para o confronto do Galo contra o Barcelona Esportivo da Capela do Socorro teremos um árbitro muito bom, que venho destacando e sugerindo oportunidades para a A1: Rodrigo Santos.

Rodrigo tem 35 anos, há 11 temporadas na FPF e tem uma carreira bem sólida, sem ser “forçado a subir de divisão”, paulatinamente galgando degraus. Já deveria ter tido oportunidade na A1, pois há um bom tempo trabalha na A3 e na A2 como árbitro central.

Nos jogos que assisti dele envolvendo o Paulista Futebol Clube: pela Copinha, contra o Joinville; pela 2a divisão Sub 23, contra o Joseense; pela A3, contra o Comercial em Ribeirão Preto. Em comum nos 3 confrontos, me mostrou muita segurança no apito! Se mantém firme em campo, disciplinado, não tolerando simulações nem permitindo reclamações de jogadores. Tem ótima “panca” e deixa o jogo correr.

Se o treinador Baiano e o auxiliar Fausto quiserem uma sugestão: orientem os atletas a tentarem as jogadas até o fim, evitando trocar a posse de bola pela falta / bola parada, e não incorram em conversas com o juizão. Deixem os ânimos acirrados para o adversário, pois Rodrigo, se manter a coerência, advertirá a indisciplina com cartões amarelos.

Um detalhe bem curioso: em 2021, ele apitou 6 jogos profissionais, com 5 vitórias do visitante e 1 empate. Nenhuma vez houve vitória do mandante. O Tricolor Jundiaiense quebrará essa sina neste sábado?

JOGOS em 2021:

A3- Batatais 0x1 Bandeirante de Birigui

A3- Comercial RP 1×1 Desportivo Brasil

A2- Portuguesa Santista 0x1 São Bernardo

A2 – Monte Azul 1×2 Água Santa

A2 – Rio Claro 1×4 Atibaia

A2 – Taubaté 1×2 Portuguesa Santista.

Seus auxiliares serão João Petrúcio Marimônio de Jesus dos Santos, 34 anos (com boa experiência na A2 e na A3) e a jovem Juliana Vincentin Esteves, 25 anos (apenas no seu 2o jogo profissional). O quarto-árbitro será Gabriel Petrini da Cruz.

Acompanhe Paulista x Barcelona pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa às 15h, mas desde as 14h30 o Tome Forte do Esporte já estará no ar.

– Resultado da Enquete sobre Comentaristas.

Lembram da enquete sobre melhor comentarista de arbitragem, feita aqui há algum tempo?

O texto sobre ela está em: https://professorrafaelporcari.com/2021/07/12/a-des-importancia-de-um-comentarista-de-arbitragem-durante-a-partida/

O resultado, abaixo:

– Santos FC: o improviso e a sorte não podem ser regras na gestão do futebol.

Há quem adore dizer que “o Santos de Diego e Robinho foi campeão sem planejamento”.

Pior que foi verdade… Leão, o treinador da época, não tinha um bom elenco e usou os jovens garotos.

Outros se gabam em lembrar que “quando não tem jogador, surge a garotada que dá conta do recado”.

Isso também acontece, sejamos justos.

Por fim, lembremos que quando não se esperava, o Santos foi vice-campeão da Libertadores da América em 2020 com um time bem modesto, dirigido por Cuca.

  • A verdade é: louva-se o improviso e desdenha-se do planejamento sério, pensado, estudado… é por que falta capacidade de gestão?

Uma hora, a “sorte acaba” e o prejuízo aparece em forma de rebaixamento.

Ou não?

– É vexame ou não o São Paulo ter sido eliminado pelo Fortaleza?

Já discutimos ontem, e o fazemos novamente hoje: o São Paulo Futebol Clube (assim como os outros grandes paulistas) ser eliminado pelo Fortaleza (ou outras equipes do mesmo porte), nos anos 90, era vexame

Hoje, com a mudança de patamar das agremiações e pelos momentos conturbados dentro e fora de campo, tal resultado é indiscutivelmente normal. Certo?

Ou é “discutível”?

Deixe seu comentário:

– Fortaleza x São Paulo: Nos anos 90, a desclassificação seria zebra. Hoje…

Na época de Telê Santana, nos anos 90, o São Paulo FC reinava nos campeonatos que disputava. Ser eliminado pelo Fortaleza, em qualquer divisão, naquele tempo, seria “zebra”.

Hoje, pela classificação de ambos na tabela do Brasileirão, e pelo momento político que vivem, é perfeitamente normal que o Tricolor Cearense elimine o Tricolor Paulista.

Aliás, Crespo correrá riscos de não permanecer no seu cargo, caso o SPFC seja desclassificado logo mais?

– Quem será “o cara” para agregar os clubes brasileiros?

E o Flamengo insiste em jogar com torcida, mesmo “furando” o acordo dos clubes do Brasileirão da Série A de que voltariam com o público nos estádios todo juntos, num mesmo momento (agora, com respaldo da Justiça).

Os portais de notícias esportivas dizem que as agremiações discutem um adiamento da próxima rodada do Campeonato Brasileiro, visando protestar contra tal privilégio e cassar a permissão.

Fica a questão: surgirá algum dirigente que conseguirá a união dos co-irmãos e que possa liderar um movimento, ou as ações ficarão só no discurso?

Deixe seu comentário:

– Diego Tardelli e a violência dos torcedores Organizados do Santos FC pós-eliminação.

Nem bem chegou ao Santos FC, e já foi vítima da Torcida Organizada… Viram o ocorrido com Diego Tardelli?

No tuíte abaixo, o desabafo após a desclassificação do Peixe na Copa Sul-americana, contra o Athético Paranaense:

https://platform.twitter.com/widgets.js

Oficial: Santos anuncia a contratação de Diego Tardelli

 

– O Grêmio cassará a liminar do Mengão?

Ao ler essa manchete (abaixo) sobre o público no Maracanã, penso: nem o próprio Grêmio acredita que reverterá a liminar que beneficia o Flamengo (e nem o placar dentro de campo).

Já escrevi outras vezes: lamento que os clubes só vejam o seu próprio umbigo…

WO?

– Esqueça.

Em: https://professorrafaelporcari.com/2021/09/12/flamengo-vendendo-ingressos-para-o-jogo-contra-o-gremio-vai-dar-rolo/

– Atlético Mineiro e Flamengo rivalizarão em 3 títulos, ou o Palmeiras ainda está na briga?

Pela bola que estão jogando, e pela fase de seus treinadores, Atlético Mineiro e Flamengo, penso eu, disputarão o título da Copa do Brasil, da Libertadores da América e do Campeonato Brasileiro.

O Palmeiras, pelo que mostrou contra seus adversários diretos, ficou como 3a força e está um pouco mais distante.

Cá entre nós: Cuca (um excelente montador de equipes) e Renato Gaúcho (que sabe encantar seus elencos) estão “mostrado serviço” em suas equipes, não?

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Colorado Caieiras.

Gabriel Furlan, de Santa Bárbara do Oeste (parente do árbitro Vinícius Furlan) apitará Paulista versus Colorado.

Ele tem 28 anos, 8 temporadas na FPF e nunca apitou um jogo profissional. Estreará no Jayme Cintra nesta 4a feira (detalhe: é a 3a vez seguida que um juiz fará seu primeiro jogo na 4a divisão estadual de profissionais com o Galo).

Uma incógnita. Torço para que vá bem.

Fábio Baesteiro, piracicabano (que já esteve na A1 e não sei porque deixou de trabalhar nos principais jogos da FPF será o bandeira 1. Leonardo Tadeu Pedro, também experiente, será o bandeira 2. Alester Clauri Tambelli será o quarto árbitro.

Fico feliz pelo observador: Marcelo Rogério, ex-árbitro (dos bons) e atualmente excelente instrutor da CBF, será o observador. Esse entende do riscado.

– Nino deveria ser expulso após o pênalti em Luciano, no Fluminense 2×1 São Paulo?

Muita reclamação do São Paulo pela não expulsão do zagueiro Nino, do Fluminense, após pênalti em Luciano, que poderia ter marcado o gol. Acertou ou errou o árbitro?

A Regra atual é antipática! Não se esqueça que ela mudou em 2016 (experimentalmente) e ficou valendo como definitiva em 2017: quando um jogador fazia uma falta contra um adversário dentro da área – e que ele estava prestes a marcar um gol – você marcava o pênalti e o expulsava. A FIFA achava que a punição era muito rigorosa, e passou a distinguir a aplicação do Vermelho: se a falta for em disputa de bola, quando um jogador praticar uma infração tentando roubar a mesma ou até sendo temerária, não caracterizando-se como jogo brusco grave, deve-se aplicar o Cartão Amarelo (mesmo se for para evitar o gol). Porém, se a infração for por usar a mão para evitar o gol, praticar jogo brusco grave ou agredir o adversário, continua valendo o Vermelho.

Motivo: Gianni Infantino declarou à época que: marcar um pênalti, expulsar um jogador e deixar ele de fora para o próximo jogo (o chamado “triplo castigo”) era “pesado demais”.

Extraído de: https://brasil.elpais.com/brasil/2016/03/05/deportes/1457194386_397583.html

FIFA ANUNCIA FIM DO PÊNALTI SEGUIDO DE EXPULSÃO

Cartão vermelho não será mais aplicado em caso de falta do goleiro ou defensor em ocasião clara de gol dentro da área.

A FIFA anunciou neste sábado que acabará, de maneira experimental, com o chamado triplo castigo -pênalti, expulsão e multa-, além de assegurar que utilizará como experimento o uso do vídeo para os árbitros durante as partidas.

O novo presidente da FIFA, o suíço Gianni Infantino, informou as novidades que terão inicío nas próximas datas depois da Assembleia Geral Anual do Conselho Internacional de Associações de Futebol (IFAB), organismo responsável pelas regras do jogo. Todas elas entrarão em vigor a partir de 1 de junho e a etapa experimental se prolongará durante dois anos, a partir dos quais, poderão ou não ser aprovadas.

“Tomamos uma decisão histórica para o futebol“, falou Infantino. “Demonstramos que estamos escutando o futebol e aplicando o senso comum. Temos que ser cauteloso porque estamos tomando medidas concretas para demonstrar que começou uma nova era na FIFA e na IFAB”, continuou.

As duas grandes novidades

Após uma falta do goleiro ou do defesor em uma ocasião clara de gol na área, não se mostrará o cartão vermelho, mas sim o amarelo, a não ser que a falta se caracterize por sua violência ou em quando a infração for fora da disputa de bola.

O vídeo poderá ser utilizado pelo árbitro para analisar quatro situações: determinar se a bola ultrapassou a linha de gol, para revisar as expulsões, para os pênaltis e para esclarecer qual jogador realizou uma falta. Não entram em pauta, portanto, os impedimentos.

Um dos problemas abordados será o triplo castigo, que implica pênalti, cartão vermelho e suspensão para a próxima partida, diante de uma falta do goleiro ou do defensor em uma ocasião clara de gol dentro da área. Após um longo debate, o IFAB aprovou por unanimidade uma nova redação da Lei 12 da UEFA e lembrou que deveria ser implementada uma variação a nível mundial por um período de testes de dois anos, seguida de uma revisão.

Infantino explicou que não será mais mostrado o cartão vermelho, mas sim o amarelo, a não ser que a falta se caracterize por sua violência ou em caso em que a infração seja fora da disputa de bola. Assim, a modificação da norma poderia ser aplicada “no começo de junho”, possivelmente na Eurocopa da França.

A outra grande novidade será a assistência do vídeo para ajudar os árbitros durante as partidas, também de forma experimental e sob certas condições a partir da próxima temporada. Será a segunda abertura do futebol à entrada de tecnologia depois da introdução da tecnologia da linha de gol, autorizada em 2012 e utilizada pela primeira vez durante a Copa do Mundo do Brasil 2014.

O vídeo servirá para analisar quatro situações: determinar se a bola ultrapassou a linha de gol, para revisar as expulsões, para os pênaltis e para esclarecer qual jogador realizou uma falta. Não entram em pauta, portanto, os impedimentos.

Em vídeo, explico em: https://youtu.be/A_Z7Va8M5ho