– Atente-se na hora de abastecer.

Várias vezes, num mesmo posto de combustível que fui, o frentista dá um “miguezão” e vai abastecendo gasolina aditivada quando eu peço para completar o tanque (mesmo não solicitando). Numa vez, disse que eu pedi aditivada; na outra, disse que se confundiu; e, na última, somente pediu desculpas.

Sabe o que é isso? A Cia ou o Posto remunera com um comissionamento extra o frentista que vender a gasolina aditivada no lugar da comum, pois a margem de lucro é bem maior. E o funcionário, disfarçadamente, “se equivoca”.

Fique atento!

Gasolina aditivada ou comum? Qual a diferença? Qual é a melhor?

Imagem extraída de: Ernani Abrahão | AutoPapo, em: https://autopapo.uol.com.br/noticia/gasolina-aditivada-ou-comum/

– Quase 40% das camisas de futebol são falsificadas!

Esse número que o Estadão traz é assustador: pelo alto preço das camisas de futebol, a indústria da falsificação aproveita para trabalhar com o consumidor mais humilde. Um exemplo: a camisa do Corinthians, citada na matéria abaixo, custa R$ 600,00, mas é encontrada como “alternativa” por R$ 50,00.

Veja só quanto dinheiro perdem os fabricantes e os clubes (extraído de: https://www-estadao-com-br.cdn.ampproject.org/c/s/www.estadao.com.br/amp/esportes/futebol/falsificacoes-de-camisas-de-futebol-causam-prejuizo-bilionario-e-desafiam-times-e-marcas/).

FALSIFICAÇÕES DE CAMISAS CAUSAM PREJUÍZO BILIONÁRIO E DESAFIAM TIMES E MARCAS

Empresas deixam de arrecadar R$ 9 bilhões por causa do comércio de produtos esportivos ilegais; venda online é o maior problema

Por Március Azevedo

A imagem da transmissão de tevê fecha em um grupo de dez torcedores. O clube pouco importa, menos ainda o estádio onde tal cena foi exibida para milhares de pessoas. A única certeza é que quatro deles não estão com o uniforme oficial da equipe de coração. No Brasil, 37% das camisas de times de futebol comercializadas são falsificadas.

Os números são de um estudo realizado pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria) e encomendado pela Ápice (Associação pela Indústria e Comércio Esportivo), entidade formada por grandes empresas do setor de produtos esportivos do mundo, entres elas Nike, adidas e Puma, responsáveis, por exemplo, pela confecção das camisas oficiais de Corinthians, São Paulo e Palmeiras, respectivamente.

Em 2021, foram vendidos 60 milhões de camisas de times de futebol no Brasil, sendo 22 milhões falsificados. A perda foi proporcional ao lucro. A Ápice informou ao Estadão que o faturamento das empresas com o comércio de produtos esportivos, incluindo nesse montante outros itens, como agasalhos e tênis, foi de R$ 9,12 bilhões no ano passado. O prejuízo chegou à mesma cifra: R$ 9 bilhões. Foram comercializados mais de 150 milhões de peças falsificadas. Só com artigos de futebol o prejuízo foi de R$ 2 bilhões em 2020, segundo levantamento do Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP).

O maior inimigo não é aquele vendedor ambulante que trabalha nos arredores dos estádios em dia de jogos. Eles ainda estão presentes com o varal improvisado oferecendo camisas e, claro, conseguem seduzir alguns torcedores, mas têm um alcance pequeno perto do comércio online.

A oferta de produtos esportivos falsificados é monitorada pela Ápice quase que em tempo real, em parceria com uma empresa especializada em comércio digital.

Empresa que é líder de compras online em diversos países asiáticos, como Cingapura e Malásia, e que opera no País desde 2019, a Shopee Brasil está no centro do alvo. São mais de 17 mil vendedores que comercializam produtos esportivos falsificados localizados no Brasil e no exterior, com mais de 100 mil links e seis milhões de peças em estoque.

“Se você pesquisar por ‘camisa da seleção’ vai ver até vídeos de fábricas no exterior falsificando essas camisas para colocar na mão do consumidor brasileiro por um preço muito baixo”, afirma Renato Jardim, diretor executivo da Ápice.

A camisa da seleção brasileira que vai vestir Neymar e companhia na Copa do Mundo no Catar é vendida pela Nike em duas versões. A de maior preço, definida como modelo torcedor, custa R$ 349,99. A Supporter, R$ 249,99. A pirata (descrita como de alta qualidade no Shopee) pode ser adquirida por R$ 96,99. O mesmo vale para os modelos dos quatro times grandes de São Paulo.

A camisa do Corinthians, idêntica a utilizada pelos jogadores, é comercializada por R$ 599,99 pela Nike, com uma versão torcedor por R$ 249,99. A do Palmeiras, da Puma, custa R$ 399,90 no modelo jogador e R$ 299,90, no torcedor. A Umbro tem duas opções para os uniformes do Santos: R$ 359,90 e R$ 299,90. Por fim, o São Paulo, da adidas, vende a sua por R$ 299,99. A versão falsificada dos quatro times é entregue, em média, por R$ 50.

“Como isso (camisa) entra no Brasil e chega na mão do consumidor sem pagar nenhum imposto? A plataforma não poderia deixar ser tomada por pessoas que estão praticando um ato ilícito. Não existe um esforço para identificação e suspensão das ofertas e vendedores como acontece com outras plataformas”, comenta Renato Jardim, citando o Mercado Livre como exemplo de combate ao comércio de falsificados. “Os sites precisam ser proativos, ativos e reativos para coibir esse comércio.”

Para Renato Jardim, “não existe uma bala de prata que possa resolver ou mudar drasticamente o cenário da falsificação de artigos esportivos”, mas ele entende que “medidas conjuntas podem ajudar” no combate ao comércio de camisas piratas.

A política tributária é uma delas. “A diferença de preço entre o produto original e o pirata é um dos elementos que gera essa comercialização em grande escala. A parte relevante do preço do original está na tributação. Você precisa ter uma política tributária adequada justamente por saber que esse produto é alvo de pirataria. Quem tem um poder aquisitivo menor também quer ter acesso ao produto”, entende Renato Jardim.

Atualmente, sobre a produção das camisas incide ICMS e IPI na saída do estabelecimento que fabricou. Sobre a receita de venda, o fabricante recolhe IRPJ, CSLL, PIS e Cofins. Tudo isso encarece o preço final do artigo esportivo, que é repassado ao consumidor. Já quem produz o artigo pirata não paga imposto, muito menos investe em tecnologia e marketing.

“É um desafio muito grande para os clubes baratearem e tornarem acessíveis seus produtos, já que várias medidas dependem do poder público, como, por exemplo, uma concessão de benefícios fiscais, uma diminuição da tributação”, afirmou Rafael Marin, advogado tributarista e professor de graduação e pós-graduação em direito tributário.

A diminuição da tributação, acrescentou Rafael Marin, depende de articulação com Estados e União e ainda da aprovação nas respectivas casas legislativas.

Outra questão em que Renato Jardim lança luz diz respeito às leis para aqueles que cometem o crime de pirataria contra marcas esportivas. Segundo ele, é necessária uma atualização da tipificação.

“E não estamos falando da tipificação contra o ambulante, o camelô, que ganha uma diária para vender no dia do jogo, nos arredores do estádio”, comentou. “São os responsáveis pela atividade. Aqueles que estão por trás do ilícito, algo que está muito bem organizado, produção, distribuição, contrabando quando o produto vem de fora. Precisamos de uma tipificação mais correta, com resultados e consequências reais, que façam essa atividade não valer ser cometida.”

Segundo a advogada Mariana Chamelette, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo, as questões relacionadas à pirataria de itens esportivos estão previstas em condutas criminosas tipificadas no art. 184 do Código Penal e na Lei 9.279/96 (que tutela a propriedade intelectual e coíbe a concorrência desleal). “Em nenhum dos casos, a pena prevista pode levar à privação de liberdade, uma vez que a pena máxima prevista aos delitos não ultrapassa quatro anos de reclusão”, explica.

A confecção de produtos piratas também está relacionada a outros delitos, como crimes tributários, descaminho e redução de indivíduos à condição análoga à escravidão.

Renato Jardim cita ainda medidas de enfrentamento, com uma maior fiscalização, como fundamentais para inibir o comércio ilegal de camisas de futebol falsificadas.

“Temos de fechar um pouco mais os caminhos e rotas dos produtos. Não é uma produção de fundo de quintal, que produz dez camisas. É um volume de produção industrial e, para isso, você precisa de estrutura. Temos de ter uma fiscalização sistemática, com diversos órgãos públicos alinhados para trabalhar contra os grandes fluxos e fechar essa torneira.”none

Renato Jardim, diretor executivo da Ápice

Neste aspecto, alguns clubes, como o Palmeiras, tem um escritório de combate à pirataria que trabalha diretamente com os órgãos públicos para minimizar tal prática. O departamento jurídico do São Paulo também está sempre atento aos casos envolvendo produtos relacionados ao clube. Segundo Felipe Dallegrave, diretor executivo jurídico do Internacional, o time de Porto Alegre “busca rastrear a origem desses produtos e identificar os caminhos até chegarem ao consumidor e, posteriormente, realizamos uma denúncia para as autoridades.”

O Palmeiras trabalha em conjunto com a Puma, sua fornecedora, para oferecer “produtos de qualidade em diferentes faixas de preço”, segundo nota enviada ao Estadão. “Em nosso último lançamento, já experimentamos trazer novas opções e continuamos trabalhando com o objetivo de aperfeiçoá-las”, acrescentou, citando o novo terceiro uniforme.

A adidas não se posicionou em relação ao assunto. A Nike enviou uma nota ao Estadão, informando que “o Grupo SBF e as empresas do seu ecossistema, entre elas, a Fisia, distribuidora oficial da Nike no Brasil, está alinhada aos valores do esporte e não tolera pirataria e, por isso, atua no tema com apoio de entidades setoriais.”

EXEMPLOS

O Fortaleza se antecipou e pelo quarto ano consecutivo produziu o uniforme POP. No primeiro ano desta ação, o time cearense foi além e a camisa foi comercializada apenas por ambulantes cadastrados, que puderam adquirir a peça pelo preço de custo.

“A camisa POP é uma ação contínua de conscientização. No início, vendíamos o modelo similar ao da temporada anterior. Os torcedores nos ajudam, com denúncias sobre produtos piratas que estão sendo comercializados. Em alguns casos, abordamos as empresas e as tornamos licenciadas, ramo que é cada vez mais importante na engrenagem do clube”, explicou Renan Menezes, gerente de licenciamento do Fortaleza.

“De 2018 para cá, conseguimos ampliar de quatro para 80 empresas autorizadas pela instituição para produzirem produtos relacionados ao Fortaleza. Em 2022, já faturamos mais de R$ 1,4 milhão no setor, superando a meta anual.”

Renan Menezes, gerente de licenciamento do Fortaleza

Já o Juventude tem sua marca própria, a 19Treze, e lançou nesta temporada a “Camisa Pirata”, com acabamento diferenciado. “Conseguimos atingir muitas pessoas que não têm condições de comprar os produtos originais. As vendas com o projeto representaram quase 20% do que comercializamos no ano passado”, afirma Fábio Pizzamiglio, vice-presidente de marketing.

Imagem extraída da Web.

– O assediador da repórter tem que ficar preso.

E o sujeito que assediou ao vivo na TV a repórter da ESPN Jessica Dias já saiu da cadeia. Ele se chama Marcelo, é Oficial de Justiça, casado há 20 anos e tem 3 filhos.

O advogado dele alegou que foi um “beijo fraternal”. A vítima contou que além do ocorrido visto pelas câmeras, houve carícias.

Cada idiota que ainda existe no mundo, não? Que a moça possa se recompor do constrangimento que sofreu, além de outros problemas. Só a cadeia para intimidar esses imbecis sociais. Quem sabe alguns dias a mais no xilindró façam a pessoa entrar na linha, servindo de exemplo para outros?

Imagem: print de tela.

– A boa gestão corporativa, com ética e responsabilidade, chegará ao futebol?

No mundo organizacional, costumamos falar e exaltar a prática do Compliance. No esporte, ela é bem desconhecida ou não praticada.

Achei na Web este excelente texto (didático e pontual) sobre essa realidade no Brasil, citando um dos poucos bons exemplos de tal prática no futebol (o Red Bull Bragantino). Compartilho:

Extraído de: https://universidadedofutebol.com.br/compliance-no-futebol-sera-este-o-caminho/

COMPLIANCE NO FUTEBOL – SERÁ ESTE O CAMINHO?

Por Alexandre Victor Abreu

Compliance e programas de integridade são assuntos que historicamente não eram discutidos pelos clubes de futebol, mas que vêm ganhando destaque nos últimos anos muito em razão da necessidade de as empresas patrocinadoras desse esporte se verem distantes de escândalos de corrupção que aconteciam com alguma frequência até um passado não distante. 

Mas o que é compliance? De forma sucinta, compliance consiste na adoção de um conjunto de medidas de controle interno e externo, em relação à governança corporativa, voltado para o cumprimento da legislação e padrões éticos de comportamento empresarial socialmente aceitos e responsavelmente estabelecidos de modo que sejam reduzidos substancialmente os riscos de responsabilização civil, penal e administrativa da empresa e de seus gestores ou ainda, visando reduzir riscos de danos à imagem da empresa.

Porém, é importante dizer que à exceção de clubes das grandes ligas europeias, clubes americanos e outros poucos exemplos ao redor do mundo que já adotam práticas de gestão empresarial, a mudança de toda uma cultura é um desafio gigantesco para os clubes de futebol e aqueles que ocupam seus cargos de comando, em especial os clubes sul americanos. Isso porque, embora o compliance faça parte do dia a dia da gestão de negócios do esporte na América do Norte e Europa, no futebol sul americano, especialmente no que se refere ao futebol brasileiro, o tema ainda é tratado como novidade e sem a devida atenção.

O principal ponto de discussão é sobre a forma pela qual os clubes lidam com temas relacionados com o controle, fiscalização e governança que embora sejam de extrema relevância, ainda não recebem a atenção merecida no Brasil, mas também não podemos deixar de lado temas relevantes e atuais como o novo modelo de clube empresa e o conflito de interesses que possa ocorrer em casos de empresas patrocinarem atletas e ao mesmo tempo serem proprietárias de um clube de futebol.

Sabemos que os clubes de futebol movimentam cifras na ordem dos milhões anualmente, seja com patrocínios, investimentos com recursos próprios, venda de produtos e outros. Ora, assim como qualquer empresa, o futebol é um negócio e se tornou urgente os clubes adaptarem a gestão com foco na profissionalização com a adoção de medidas que possibilitem a implementação de ações mais transparentes.

Embora evolua de forma lenta no Brasil (se comparado a Europa e EUA que já tem enraizado este modelo de gestão), algumas medidas visando maior transparência e equilíbrio financeiro na gestão dos clubes de futebol vêm sendo tomadas há alguns anos, como a criação do Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (PROFUT) por meio da Lei 13.155/15. 

A edição dessa lei surgiu da necessidade dos clubes brasileiros refinanciarem suas dívidas para poderem se reorganizar administrativamente e por meio das condições especiais de refinanciamento previstas em sua redação. O clube que adere ao PROFUT tem a possibilidade de parcelar os débitos tributários e não tributários que tiverem em aberto junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil do Ministério da Fazenda, na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e no Banco Central do Brasil. O pagamento parcelado permite que os clubes tenham prazos maiores para pagamento e juros menores, desde que a instituição garanta, como contrapartida, a responsabilidade fiscal e na gestão.

Neste sentido, a adoção do compliance se mostra um fator essencial na condução dos clubes de futebol que tenham interesse em aderir ao PROFUT a fim de permitir a boa governança corporativa no âmbito da instituição, bem como prevenir a prática de atos ímprobos.

Além de benefícios de ordem tributária com a aderência ao PROFUT, por meio da adoção de um programa de compliance e de governança, os clubes de futebol brasileiros poderão viabilizar negócios de compra e venda internacionais com a adequação das regras tributárias dos países envolvidos, evitando-se, por exemplo, que ocorra a bitributação. Também, serão afastados eventuais questionamentos sobre conflito de interesses ampliando a credibilidade dos clubes de modo que este sairá beneficiado na atração de novos investidores e terá patrocínios mais valorizados tendo em vista que garantirão maior transparência nas negociações. 

Ressalto ainda, e aqui segue como opinião, que a adoção de melhores práticas de gestão, possibilita o clube de futebol promover maior participação de sua torcida na gestão dos interesses do clube, o que seria uma inovação em termos de Brasil ainda que seja uma antiga reinvindicação de torcedores de muitos times que entendem que determinados grupos acabam “dominando” as instituições e presidindo as mesmas de acordo com interesses particulares.

Ademais, a adoção do compliance possibilita aos clubes gerirem as receitas e despesas com prestação de contas para os associados, o que pode ter como consequência o crescimento do número de sócios torcedores que terão maior confiança na gestão do clube tendo em vista a garantia de uma cultura de ética nos negócios, transparência e participação. 

Perceberam que além de benefícios financeiros pela melhoria da imagem da marca a importância do compliance pode ser evidenciada pela proteção do clube, geração de valor agregado e aprimoramento da gestão de riscos?

Mas seria mesmo este o caminho? de que forma o compliance pode ser introduzido nos clubes? E quando houver conflito de interesses? Qual o limite para o compliance no futebol? O presente artigo não busca esgotar o tema, mas trazer esta questão tão importante para reflexão do leitor de modo que passe a ser pauta cada vez mais frequente também dentro dos clubes de futebol.

Assim como em qualquer empresa, diversas situações em um clube de futebol podem ser geridas por meio da adoção de um sistema que busca a conformidade e a “integridade” das ações organizacionais. Como exemplo, tem-se a elaboração de matriz de risco, códigos de conduta, procedimentos de auditoria e de diversos outros instrumentos que garantem que o clube tenha uma gestão transparente, ética e responsável.

Neste ponto abro aqui um ponto de discussão que envolve um recente caso que ganhou a mídia envolvendo um astro do futebol brasileiro: a empresa austríaca Red Bull é a dona do clube de futebol alemão RasenBallsport Leipzig e também patrocinadora do jogador Neymar do Paris Saint Germain, seu principal garoto propaganda, e os clubes se enfrentaram na semifinal da Champions League em 2020. Sendo assim pergunto a você, leitor. Existe conflito de interesses neste caso?

É importante ressaltar que não há um grupo de medidas padrão para compliance aplicável a todas as equipes tendo em vista a diferença de estrutura entre os clubes e os riscos associados. Entretanto, dentre as possíveis medidas de compliance que os clubes de futebol podem adotar, cita-se a criação e implementação de um código de conduta interno, padrões éticos para negociação com atletas, o treinamento de funcionários sobre as regras do clube, a instituição de um canal de denúncias, pelo qual funcionários do clube possam denunciar indícios de irregularidades e realização de auditorias periódicas.

Neste ponto não me parece crível haver conflito de interesses no patrocínio entre um atleta específico de um determinado clube e o patrocínio (ou propriedade) de um clube propriamente dito pela mesma empresa em eventual situação que ambos se enfrentem, afinal, de toda forma quem mais se beneficiaria é a própria empresa que teria seu nome divulgado não importando o vencedor.

Ademais, qualquer tentativa de priorizar ou beneficiar um dos lados iria contra o próprio sentido da adoção do compliance o que seria uma incoerência caso ocorresse mesmo que o exemplo dado trate de atleta e clube concorrentes.

Com este exemplo não pretendo afirmar que não há possibilidade ou ao menos risco de haver conflito de interesses, mas apenas trazer esta reflexão a você, leitor, sobre a possibilidade de existir conflito de interesses em especial em casos de multipatrocinios.

Perceba que a adoção de medidas para garantia da conformidade e integridade organizacional (compliance) tendem a influenciar diretamente e de forma positiva os clubes (aqui incluindo todos os seus funcionários e prestadores de serviço), proporcionando a adoção de boas práticas e, consequentemente, uma gestão mais eficiente e responsável. É possível – e até provável – que as práticas de governança advindas do sistema de compliance gerem valor para os clubes, possibilitando um equilíbrio financeiro e, com o tempo, a redução das dívidas e o aumento das receitas. Não restam dúvidas que é atrativo ao investimento no futebol uma forma organizada e transparente da gestão dos clubes.

Como exemplo de gestão transparente com foco na ética na gestão e adoção de programa de compliance no futebol brasileiro, citamos o Coritiba que foi o primeiro clube de Futebol da América Latina a adotar um programa de compliance (Programa de Conduta Coxa-Branca), criado em 2016. Por este programa o clube editou seu Código de Conduta e, por meio das regras nele estabelecidas, reforçou seu posicionamento ético.

Em 2017 a Federação Paulista de Futebol (FPF) de forma inédita em relação às federações estaduais anunciou a criação de um Departamento de Governança e Compliance cujo objetivo principal é garantir o cumprimento de leis desportivas e regulamentos internos e externos do futebol. Em janeiro de 2020 a FPF firmou acordo de cooperação com a SIGA (Sport Integrity Global Alliance), uma das principais entidades do mundo com foco na integridade, boas práticas, fair play financeiro e compliance no esporte.

Também em 2017, várias empresas patrocinadoras do futebol brasileiro, assinaram o chamado “Pacto pelo Esporte”, que, em síntese, sujeita os clubes de futebol, as confederações e as federações ao cumprimento de um conjunto de regras que garantam boas práticas de governança, integridade e transparência, para a efetivação dos patrocínios.

Outro exemplo inovador no futebol no Brasil, voltando a usar como exemplo a empresa Red Bull, o projeto do Red Bull Bragantino tem um propósito ambicioso de crescimento e é diferente daquilo que estamos acostumados a ver no Brasil por mostrar que a implantação de clubes empresas com boas práticas de gestão pode criar times fortes no futebol brasileiro.

Como exemplo da adoção de práticas de compliance pelo Red Bull Bragantino citamos a suspensão da negociação com o zagueiro Fabrício Bruno, do Cruzeiro em janeiro de 2020 devido a uma ação judicial que envolvia o jogador e o clube mineiro por atrasos no pagamento de salários. Os gestores do Red Bull Bragantino entenderam que não era interessante seguirem a negociação uma vez que ainda pendentes de decisão direitos discutidos entre o clube e o atleta. 

Como se vê, práticas de sistemas de Compliance e, obviamente, a implantação de um sistema de Compliance, podem ser aplicadas de diversas maneiras no Futebol. Entretanto, em geral, os times de futebol do Brasil ainda não se atentaram (ou avaliam-se ineptos) aos benefícios e vantagens que a adoção de programas de Compliance ou de Integridade e o fortalecimento dos padrões éticos e jurídicos empresariais pode trazer aos clubes brasileiros, assim, cabe a você leitor, na condição de agente de mudanças e inovações práticas para os clubes, divulgar para que o compliance seja prática comum no futebol.

Sobre o autor:

Alexandre Victor Silva Abreu, advogado, especialista em Processo Civil e argumentação jurídica e em Direito Urbanístico e Ambiental pela PUC-MG.

Responsabilidade civil dos clubes de futebol - Alster

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Você iria ao “La Borratxeria”? Eu, não.

Ganha repercussão um restaurante paulistano que costuma publicar frases polêmicas na sua fachada. A impressão do “La Borratxeria” é que querem gerar manchetes, justamente para ganhar notoriedade. Porém… ambas são de mau gosto.

Por exemplo: “Quem gosta de criança é creche”; ou: “Não odiamos crianças, só a sua mesmo”.

Mais maluquices?

Abaixo, veja o “espaço kids”, numa foto:

REPRODUÇÃO / INSTAGRAM LA BORRATXERIA.

A reportagem completa está em: https://noticias.r7.com/sao-paulo/restaurante-de-sp-poe-placa-polemica-na-fachada-nao-odiamos-criancas-e-so-a-sua-mesmo-10082022?amp

– A pressão do presidente do Atlético às vésperas do jogo contra o Palmeiras.

Já abordamos sobre a pressão feita por Sérgio Coelho, presidente atleticano, na sua ida à Comissão de Árbitros da CBF (o texto sobre isso e suas possíveis consequências, em: https://professorrafaelporcari.com/2022/08/10/quando-o-presidente-do-time-vai-se-reunir-com-o-chefe-dos-arbitros-o-que-acontece/).

Aí, vem a sensação: depois da eliminação do Galo Mineiro, não parece uma ação estratégica de pressão premeditada, que todos fazem, para justificar a derrota vindoura?

Uma colocação, em: https://youtu.be/63EDyY9UdN4

– O que você valoriza nas empresas quando procura emprego?

Uma pesquisa a respeito de PERCEPÇÃO DE VALORES PRATICADOS PELAS EMPRESAS mostrou resultados interessantíssimos: segundo levantamento da consultoria Vagas.com os profissionais evitam empresas corruptas. (extraído de: Jornal de Jundiaí, caderno Modulinho Empregos).

A pergunta foi: QUAIS VALORES VOCÊ JULGA IMPORTANTE QUE UMA EMPRESA TENHA PARA QUE VOCÊ SE CANDIDATE À UMA VAGA DE EMPREGO?

Respostas:

  1. Valorização humana: 79%
  2. Respeito: 78%
  3. Ética: 78%
  4. Comprometimento: 71%
  5. Transparência: 68%
  6. Qualidade: 68%
  7. Confiança: 66%
  8. Trabalho em equipe: 66%
  9. Integridade: 55%
  10. Responsabilidade: 53%
  11. Inovação: 50%
  12. Sustentabilidade: 48%
  13. Outros: 4%

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– O Valor da Ética, num interessante conto:

O matemático árabe e o valor da ética!

Abaixo na imagem:

Imagem

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Edir Macedo e o pedido para que os fiéis doem seus bens à Igreja antes de morrer.

Xi… a matéria abaixo diz tudo:

Extraída de: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2022/07/27/edir-macedo-pede-que-fieis-deixem-bens-para-igreja-antes-de-morrer.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_content=geral&utm_campaign=noticias

EDIR MACEDO PEDE QUE FIÉIS DEIXEM BENS PARA IGREJA ANTES DE MORRER

O bispo Edir Macedo pediu que fiéis doem todos os seus bens para a Igreja Universal, da qual é fundador, antes de morrer. Em vídeo que circula nas redes sociais, o religioso diz que o ato “agrada a Deus”.

Não é possível saber quando o vídeo foi gravado. O UOL procurou ontem a assessoria de imprensa da Igreja Universal, mas não recebeu retorno.

No Twitter, um dos vídeos de Edir Macedo começou a circular na segunda-feira (25).

“Você, minha amiga, você, meu amigo, senhor, senhora, pessoas que têm bens, que têm propriedades, que têm riquezas: ora, preste atenção, se você quer fazer algo que agrade a Deus, que vai beneficiar outras pessoas, antes de você morrer, antes de você passar para a eternidade, deixa o que você tem para a igreja envolver o trabalho”.

O religioso acrescenta que a doação ajudará a “levar o evangelho a todas as criaturas”. Na sequência, Edir Macedo diz que não tem nenhum bem pessoal.

“Tudo que supostamente é meu, não é meu. Eu não tenho nada. É tudo já preparado para dar continuidade a esse trabalho de evangelização no mundo inteiro. Já está determinado, já está definido.”

Bisco Edir Macedo pediu que fiéis doem todos os seus bens para a Igreja Universal, da qual é fundador, antes de morrer - Alan Santos-PR

Bispo Edir Macedo pediu que fiéis doem todos os seus bens para a Igreja Universal, da qual é fundador, antes de morrer Imagem: Alan Santos-PR

– Lisca Doido no Santos FC? Já começou confuso…

Depois da entrevista conturbada e das palavras incisivas de Lisca Doido na 3ª feira após o jogo do Sport Recife, onde garantiu que não tinha nada acertado com o Santos FC (afinal, estava só há 3 jogos no clube), imaginei que o polêmico treinador não iria para a Vila Belmiro.

Lêdo engano… logo após, no dia seguinte, o Peixe o anunciou.

Futebol é um lugar onde a ética e a transparência passam longe, não?

Em tempo: se eu sou o Lisca, tiro o “Doido” do nome artístico. Só atrapalha e não ajuda a ser levado a sério.

Imagem: Twitter do Santos FC

– Cada “concorrente”…

Eu já não sou muito “chegado” com lanches do Mc Donalds! Imagine de um “Méqui Fake”?

Esse “Al Donald” da imagem abaixo, é o típico exemplo de pirataria usual…

– As 7 Maiores Mentiras de um Curriculum.

Cuidado ao formular seu curriculum vitae. Hoje, os curricula estão cada vez mais sendo pesquisados quanto à fidedignidade das suas informações. Para tanto, consultores em RH estão precavidos, segundo a matéria abaixo, para 7 mentiras básicas e corriqueiras:

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI69955-15259,00-AS+SETE+MAIORES+MENTIRAS+DO+CURRICULO.html

AS SETE MAIORES MENTIRAS DO CURRÍULO

Dar informações falsas para conseguir um emprego é uma tentação e um erro. Os casos mais comuns, como os especialistas os desmascaram – e como aumentar suas chances sem cometer deslizes éticos,

por Thiago Cid

De cada dez currículos que chegam às empresas, quatro têm informações distorcidas. E outros dois contêm mentiras deslavadas. A conclusão é da empresa de investigações Kroll, que presta serviço de análise de currículos para companhias, depois de analisar os dados de candidatos a emprego de nível gerencial para cima. A maquiagem curricular não é exclusividade brasileira. Nos Estados Unidos, a taxa de invenções destinadas a impressionar contratantes é bem parecida, segundo análises independentes do site Career Building e da consultoria Accu-Screen, especializada em vasculhar referências de candidatos a emprego.

O problema deverá crescer com o acirramento da competição por empregos. Desde o início da crise econômica, no final do ano passado, o Brasil fechou 700 mil vagas de emprego formal. E muita gente que se sente ameaçada já está tratando de procurar alternativas. A Manpower, empresa especializada em recrutamento, registrou um aumento de 50% no número de currículos recebidos. Numa situação assim, cresce a pressão para se destacar dos concorrentes e, consequentemente, a tentação de mentir ou exagerar no currículo. Não vale a pena.

Especialistas afirmam que mentir para arrumar emprego é um equívoco, em tempos de crise ou não. “Mentir pode garantir mais entrevistas, mas não garante emprego. Na verdade ajuda a afugentá-lo”, afirma o colunista de ÉPOCA Max Gehringer. Uma mentira, por mais “inocente” que seja, deixa o candidato numa situação constrangedora e quase sempre acaba eliminando suas chances de obter o emprego. “Para um selecionador, se o candidato mente na porta de entrada, é bem provável que continue mentindo”, diz Lizete Araújo, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).

É raro uma lorota relevante se manter de pé depois de um escrutínio do entrevistador. Em geral, ele é um profissional treinado para explorar as contradições entre o que está no papel e a fala do candidato. “Diante da capacitação que o pessoal de RH está adquirindo, é ingenuidade achar que dá para levar uma mentira adiante em uma entrevista”, afirma Carlos Eduardo Dias, sócio da Asap, empresa especializada em profissionais em início de carreira. Nas entrevistas, cada tópico listado no currículo é destrinchado pelo selecionador. Uma hesitação maior ou uma pequena incoerência já são um alerta de que aquele ponto é duvidoso.

Após a entrevista, os aprovados ainda passam pela peneira da checagem das referências – uma tarefa cada vez mais minuciosa em departamentos de RH e consultorias. “Hoje em dia, os selecionadores já têm conhecimento técnico para avaliar candidatos de setores muito específicos”, afirma a consultora Juliana Marotta, da Manpower. Ela é responsável pela checagem de currículos de aspirantes a vagas no setor de tecnologia da informação.

Os principais “maquiadores de currículo” são os jovens em início de carreira. Carentes de experiência, eles tendem a engordar seus CVs copiando modelos prontos, que geralmente pecam pelo exagero. Entre os candidatos a cargos mais graduados, como o de gerentes ou diretores, o risco de mentir é muito alto, até porque as empresas costumam investir mais na checagem. “Uma contratação de alto executivo é um investimento estratégico e delicado, por isso os cuidados de segurança são altos”, afirma José Augusto Minarelli, que há 26 anos ajuda executivos demitidos a arranjar emprego. Isso não significa que não haja mentiras nos altos escalões. Em 2007, Marilee Jones, a reitora da mais renomada universidade de tecnologia dos Estados Unidos, o Massachusetts Institute of Technology, pediu demissão. Motivo: descobriram que ela havia listado três cursos de especialização que não cursara.

É óbvio que a peneira dos selecionadores não identifica todos os mentirosos. Porém, mesmo os que conseguem vaga têm de conviver com o risco de ser desmascarados a qualquer momento, com consequências sérias para sua imagem profissional. Sem contar o drama de consciência por ter mentido. A seguir, as sete mentiras mais comuns, mencionadas por uma dezena de recrutadores e consultores, e as técnicas para detectá-las.

1. Idiomas
É a mentira mais popular. Trata-se daquele inglês “básico” que no currículo se torna “avançado”. É também a mentira mais fácil de ser identificada. Ocorre principalmente em seleções de jovens profissionais que não esperam uma avaliação rigorosa de seu domínio de idioma estrangeiro. Um simples teste ou uma conversa com o recrutador são suficientes para desmascarar o monoglota.

2. Qualificação
Inventar uma especialização técnica ou transformar um curso rápido em pós-graduação também são manobras muito comuns – e fatais – nos processos de seleção. Além da questão moral, se a fraude é descoberta, leva à dúvida sobre todas as competências que o candidato afirma ter. Essas mentiras são normalmente descobertas na entrevista, quando o recrutador pede detalhes dos cursos realizados – nome dos professores, das disciplinas etc. Se o candidato conseguir manter a farsa, ele ainda pode ser desmascarado quando checadores ligam para a universidade para conferir as informações. Algumas empresas são mais diretas: exigem o certificado dos cursos.

3. Cargos e funções
Muitos candidatos mentem sobre cargos em empregos anteriores para demonstrar experiência ou pleitear salário mais alto. Assim, um estagiário pode virar assistente, um supervisor vira gerente, e por aí vai. São dados de checagem relativamente fácil quando a entrevista é bem feita: o candidato costuma escorregar nos detalhes sobre seu passado profissional.

4. Participação em projetos
Esse tipo de mentira, relacionada a conquistas e projetos implementados em empregos anteriores, exige um esforço maior do recrutador. Por causa do passar do tempo e da rotatividade das empresas, muitas vezes é difícil entrar em contato com antigos colegas do projeto mencionado. Segundo Max Gehringer, esse problema começou a surgir nos anos 1980, quando passaram a circular currículos em primeira pessoa. “O currículo com as palavras ‘liderei’ ou ‘coordenei’ é complicado porque são ações difíceis de ser mensuradas e com resultados muitas vezes subjetivos”, diz Max. A estratégia dos recrutadores para detectar as invencionices é levar a entrevista a um nível de detalhe extremo, para capturar contradições. 

5. Motivo de desligamento
Se percebida, a mentira sobre os motivos da saída de empregos anteriores desperta a impressão de que o candidato quer esconder algo. Demissões nunca são bem vistas. Mas hoje, com a rotatividade tão alta, deixaram de ser um estigma. Mesmo assim, devem ser explicadas. Se o desligamento foi espinhoso, o melhor é demonstrar maturidade, assumir eventuais maus passos e mostrar que o episódio serviu de lição. Jogar a culpa no ex-chefe é tentador, mas o efeito é quase o mesmo de um pedido para desistir do processo de seleção.

6. Datas de entrada e saída de empregos
Esticar em alguns meses a permanência no emprego anterior pode ser até aceito pelo selecionador, para quem tem vergonha de dizer que estava desempregado. “Mas a manipulação de datas é intolerável quando ela tenta esconder um padrão de permanências curtas nos empregos”, afirma Vander Giovani, da Kroll. Uma ou duas passagens curtas podem ser devidas a dificuldades de adaptação, diz Giovani. Mais que isso é sinal de instabilidade e falta de habilidades sociais. “Há aqueles que nem sequer colocam experiências curtas para não destacar essa instabilidade”, afirma Carlos Eduardo Dias, da Asap. “Essa omissão é imperdoável.” E facilmente constatada por checadores, ao ligar para empresas ou observar a carteira de trabalho. 

7. Endereço
Muitos candidatos mentem em relação ao local de moradia por três motivos: imaginam que morar perto pode facilitar a contratação; acreditam que morar em um bairro mais pobre prejudique suas chances; ou tentam obter uma verba maior de vale-transporte. Nos dois primeiros casos, é uma mentira menos ofensiva, mas também não vale a pena. Quando for descoberta – pela checagem do comprovante de residência ou pela visita de um colega –, ela vai despertar desconfiança do empregador.

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– E as embalagens encolheram…

Não se deve fazer isso! Reduzir o tamanho das embalagens e não reduzir proporcionalmente o preço, é uma das formas mais sacanas que se pode utilizar para ludibriar o consumidor.

Neste quadro da Revista Isto É (link em: https://istoe.com.br/as-embalagens-encolheram/), dá para se ter uma noção prefeita dessa atitude:

– Publicações descuidadas nas redes sociais implicam em problemas profissionais e pessoais!

Cada vez mais as Redes Sociais podem trazer constrangimentos, saias-justas ou problemas diversos de quem não toma cuidado com elas.

Quer exemplos?

Dias atrás, a grande impressa publicou que o INSS cortou o benefício para uma pessoa afastada do trabalho por se sentir depressiva. Peritos entraram no Facebook dela e encontraram fotos de confraternizações, passeios e legendas como “não me agüento de tanta felicidade. Sendo assim, perceberam que a depressão não era mais um problema (ou nunca tinha sido).

Para a contratação de funcionários, além da obviedade do LinkedIn, selecionadores acabam por “fuçar” a vida do candidato em outros canais. Publicações em situações constrangedoras, fotos marcadas com imagens que demonstram bebedeiras, retuítes de mensagens de apologia a causas polêmicasTudo isso é levado em conta na hora da contratação. 

E o que dizer de bate-papos abertos e descuidados? Dias desses presenciei uma pessoa fazendo publicidade de seu negócio e nos comentários a cobrança de alguém: que bom que te encontrei nessa comunidade, você não atende minhas ligações, pague o que me deve pois preciso receber essa dívida“.

Talvez a mais complicada das publicações são as de ostentação! Claro, ninguém tem o direito de criticar o que o outro tem, mas o exibicionismo e a vaidade tornam-se perigosos em dias de tamanha insegurança.

E os desabafos? E as brigas de casais? E as alfinetadas em quem não se gosta?

Instagram, Twitter, Facebook… Tudo isso é muito legal, desde que use com parcimônia e no devido limite de tempo. 

Aliás, perceberam quanto tempo a gente gasta nelas? De maneira produtiva/construtiva, de entretenimento ou desperdiçada?

Vale a reflexão.

Resultado de imagem para Redes Sociais

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Punições para “inglês” ver.

Sabe aquela “punição de mentirinha”, só para dar satisfação?

Pois bem: o Andradina, que teve um jogo considerado suspeito de manipulação (teve até tentativa de gol contra de calcanhar), foi suspenso preventivamente pela FPF, assim como 4 atletas.

O que irrita é: toda denúncia enviada, curiosamente, tem a pena divulgada logo após o time ter seu campeonato encerrado – e que dura até o início do próximo certame. Ou seja: ele fica suspenso exatamente no período que estará inativo…

Sobre o jogo citado: https://ge.globo.com/sp/tem-esporte/futebol/noticia/2022/06/29/tribunal-suspende-andradina-e-quatro-atletas-por-suspeita-de-manipulacao-de-resultados-em-sp.ghtml

Pin em GINO

Imagem extraída de: https://br.pinterest.com/pin/714242822151289611/

– Que vergonha, Milton Ribeiro.

Cada vez mais aparecem “podres” do ex-Ministro da Educação, Milton Ribeiro. Que coisa…

Um pastor, reitor de universidade e homem de princípios: como se “entrega” à politicagem e aos lobbies como ele se entregou, não?

Decepcionante.

Milton Ribeiro recebeu R$ 50 mil na conta de sua mulher, admite advogado -  CartaCapital

Crédito da Imagem: Evaristo Sá/ AFP, extraído de: https://www.cartacapital.com.br/politica/milton-ribeiro-recebeu-r-50-mil-na-conta-de-sua-mulher-admite-advogado/

– E aí, Dorival?

Se perder 3 partidas contra o Atlético Mineiro (já perdeu duas) e for desclassificado na Copa do Brasil (sem contar a importância do jogo contra o Tolima pela Libertadores), o treinador Dorival Jr será bancado pela diretoria do Flamengo?

Difícil… aliás, seria péssimo para o próprio treinador. Eu já pontuei que achei um erro ele sair do Ceará, pela conduta ética pregada (aqui: https://wp.me/p4RTuC-E6K), pelo fato do time cearense ter dado a oportunidade de “recomeçar” no Brasileirão (afinal ele estava um pouco esquecido) e pela campanha na Sulamericana. Correu o risco na troca e teve que aguentar as críticas quanto “abandonar um trabalho vigente”.

Ao abrir mão dos seus princípios, muita gente está torcendo contra o bom Dorival. Uma pena, mas geriu mal a carreira (que por mais incrível que possa parecer, estamos falando da troca respeitosa do Ceará pelo Flamengo).

Flamengo vai em busca da contratação de Dorival Jr

Foto: Gilvan de Souza, extraída de: https://www.flaresenha.com/2022/06/aceitacao-interna-faz-dorival-junior-ganhar-forca-no-flamengo.html

 

– Cuidado com o Golpe do Cadastro Positivo.

Aconteceu o ano retrasado, mas de novo ele ressurgiu. Repost:

bandidos e estelionatários de grande criatividade. Digo isso pois essa aqui é incrível: mal o Cadastro Positivo se fez conhecido, já existe um golpe na praça (com formulário bem vigarista).

Abaixo, extraído de: https://dcomercio.com.br/categoria/leis-e-tributos/cuidado-com-golpe-envolvendo-o-cadastro-positivo

CUIDADO COM O GOLPE DO CADASTRO POSITIVO

*com informações da Receita Federal

A Receita Federal identificou uma nova modalidade de golpe aplicado com uso do nome da Instituição. Trata-se de notificação postal falsa por meio da qual se exige pagamento de um suposto Imposto Verificador de Score Concretizado.

Como é o golpe:

A falsa carta indica que o contribuinte estaria com uma pendência em seu CPF e que, para regularizar a situação, precisaria quitar o chamado Imposto Verificador de Score Concretizado, tributo inexistente.

A mensagem atinge principalmente pessoas interessadas em aumentar a pontuação em “cadastros de bons pagadores”.

Na tentativa de dar ilusão de veracidade ao documento, os golpistas utilizam indevidamente o logotipo da Receita Federal e o nome de um auditor-fiscal, cuja assinatura é falsificada.

Para se proteger:

A Receita Federal informa que não fornece dados bancários para o recolhimento de tributos federais via depósito ou transferência.

O recolhimento de tributos é feito via Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf).

Via de regra, os golpistas cometem erros que possibilitam identificar que trata-se de um golpe. Fique atento a erros de português, informações confusas ou incorretas e orientações desencontradas. Esses são alguns dos indícios de que a correspondência pode ser falsa.

Em caso de dúvidas, os contribuintes que forem vítimas deste golpe podem comparecer a uma unidade de atendimento da Receita Federal, pessoalmente, ou enviar denúncia à Ouvidoria-Geral do Ministério da Economia, pela internet, no site da Receita.

Os indivíduos que aplicam o golpe – fazendo-se passar por servidores da Receita Federal – poderão responder pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e falsa identidade, podendo responder, ainda, pelos danos causados à imagem da Instituição e do próprio servidor indevidamente envolvido.

Veja abaixo a imagem da notificação postal falsa:

carta-golpe

Imagem extraída do link acima.

– Denuncie a Exploração Infantil!

O cartaz diz tudo: lutemos pelas nossas crianças e adolescentes.

Abaixo:

bomba.jpg

– Gusttavo Lima é culpado?

Não sei uma música sequer dos novos sertanejos, mas sei que existem algumas polêmicas que estão acontecendo, devido a repercussão.

Por justiça: se o tal de Gusttavo Lima cobra R$ 800 mil por show em eventos particulares, por quê teria que cobrar diferente de eventos públicos?

Errado é quem paga! Que o munícipe cobre suas autoridades a justificativa de tal gasto. Dá retorno à cidade esse investimento?

Por mais que gere emprego temporário da indústria do entretenimento, a desculpa de “levar diversão” ao povo é absurda pelo valor pago.

– Tolerância na Web.

A Internet permitiu coisas muito boas a serem divididas, mas também a livre expressão de intolerantes de todos os assuntos.

Se eu não gosto de A, não quer dizer que eu seja admirador de B. Posso ser de C ou de D, desgostando de todos os outros. Se penso “isso de algo”, respeito se você pensa “aquilo desse mesmo algo”. Mas atenção: respeitar não é impor a sua opinião sobre a minha, é simplesmente compartilhar o ponto de vista alternativo (com educação).

Discordar de uma ideia não quer dizer que se deve sobrepujar a ela; caso contrário, o conceito se confunde!

Li e compartilho essa postagem (não me recordo do autor) que transmite exatamente o que penso (abaixo):

– Corinthians x Boca Jrs: um confronto emblemático para a moralidade.

Os grupos para a fase eliminatória da Libertadores da América estão definidos. De todos eles, o mais aguardado talvez seja Corinthians x Boca Jrs.

O embate é de clubes populares, que trazem muita paixão e grande audiência. Mas dessa vez, com um ingrediente a mais: a pendenga sobre os casos de racismo.

Na primeira fase, no jogo de ida em Itaquera, onde um torcedor argentino foi preso, a punição foi de R$ 144.000,00. No jogo de volta, no Bombonera, onde as manifestações racistas foram generalizadas e com muitos outros problemas, não houve julgamento ainda.

A questão é: haverá alguma punição até a data dos jogos?

Em um lugar sério, a torcida do Boca Jrs estaria proibida de frequentar essas duas partidas (ou seja: nem em São Paulo e nem em Buenos Aires existiria a permissão de argentinos nos estádios). Dificilmente isso acontecerá.

Diante de tudo isso, a preocupação: o que a torcida corintiana, chamada de “macaco” pelo adversário, reservará à torcida visitante que virá à sua arena? E a consequência que isso terá na volta?

Se a Conmebol se omitir, algo grave pode acontecer. Não tenhamos dúvida. Seria imoral se a entidade não for severa.

Reprodução: Conmebol.

– O que é Stalking e o que fazer se alguém te seguir?

Serviço de utilidade pública: o que é stalking?

Extraído de: https://canaltech.com.br/amp/seguranca/o-que-e-stalking-como-se-proteger-205060/

O QUE É STALKING E COMO SE PROTEGER?

Com o acesso cada vez mais fácil à internet, manter a privacidade e a segurança tem sido difícil. Nesse cenário, o stalking está cada vez mais presente. Esse ato de perseguir alguém, de forma persistente e incessante, ocorre geralmente quando um indivíduo cria uma obsessão por outro e passa a persegui-lo virtual ou presencialmente.

Quando isso acontece, o perseguidor (chamado de stalker) passa a monitorar constantemente o perseguido, coleta informações sobre ele e o cerca em vários espaços. “Se a vítima publica uma foto na internet e marca onde e com quem está, informa quem está aguardando essas informações”, aponta Afonso Morais, advogado especializado em cobrança e direito do consumidor.

O ato pode parecer simples, mas fornece dados sobre horários, amigos, familiares, preferências e assim por diante. Por isso, todo o cuidado é pouco quando se trata de golpes, fraudes e outros crimes: eles podem começar nas redes sociais e se tornarem reais e perigosos.

Stalking é crime

Morais destaca que, desde 31 de março de 2021, está em vigor a Lei nº 14.132/21. Com ela, a perseguição se tornou crime, incluído no artigo 147-A do Código Penal, punível com reclusão de 6 meses a 2 anos mais multa a ser fixada pelo juiz. E se o delito for cometido contra criança, adolescente, idoso, mulheres ou executado por duas ou mais pessoas, a pena pode aumentar.

É comum, ainda, que o autor da perseguição seja conhecido da vítima: um parceiro, um ex-companheiro, um colega de trabalho, um vizinho ou similar. O autor pode também ser um desconhecido que desenvolveu um amor platônico pela vítima. “Foi o caso da atriz Anna Hickmann, que teve repercussão nacional”, lembra Morais.

Algumas ações podem ser consideradas stalking. Veja quais são elas:

telefonemas, envio de mensagens e e-mails, tentativas de invasão de contas virtuais, reclamações em condomínios e afins;
em geral, o stalker se esconde em perfis falsos para perseguir a vítima. Em condomínios, ocorre com moradores, colaboradores e o próprio síndico. A perseguição ocorre das mais variadas formas e em, alguns casos, traz transtornos psicológicos para a vítima;
perseguição presencial: rondar a residência e o local de trabalho da vítima, bem como frequentar os mesmos lugares.

Algumas ações podem ser consideradas stalking. Veja quais são elas:

  • telefonemas, envio de mensagens e e-mails, tentativas de invasão de contas virtuais, reclamações em condomínios e afins;
  • em geral, o stalker se esconde em perfis falsos para perseguir a vítima. Em condomínios, ocorre com moradores, colaboradores e o próprio síndico. A perseguição ocorre das mais variadas formas e em, alguns casos, traz transtornos psicológicos para a vítima;
  • perseguição presencial: rondar a residência e o local de trabalho da vítima, bem como frequentar os mesmos lugares.

O que fazer se for vítima

  1. Colete todas as provas. “Guarde prints de mensagens, e-mails, grave ligações e guarde objetos que receber. Depois, apresente à polícia”, ensina Morais.
  2. Avise conhecidos: é importante não se sentir sozinho nessa situação.
  3. Se notar que o agressor o está seguindo, tente fotografá-lo, filmá-lo ou conseguir testemunhas para atestar a situação e chame por ajuda.
  4. Denuncie. “Dirija-se a uma delegacia de polícia munido das provas e registre um boletim de ocorrência.”
  5. Procure orientação jurídica. “Um advogado pode auxiliar com um pedido de medidas protetivas de urgência.”
  6. Bloqueie o contato do stalker nas redes sociais e o denuncie nas plataformas.

Perseguidor Stalker

Stalker, em geral, é um conhecido (Imagem: Reprodução/Envato/stevanovicigor)

– Bolsoverso e Lulaverso.

O Bolsoverso e o Lulaverso existem! É o que os algoritmos do Facebook permitem surgir

Se o sujeito estaciona seus olhos numa publicação em louvor ao político X ou Y, a inteligência artificial lhe destacará mais publicações como essas que ele viu. Assim, potencializa-se a imagem positiva ou negativa de alguém, sem o internauta perceber (pois a faz paulatinamente).

No universo alternativo (como das histórias de heróis da Marvel ou da DC), existe aquele onde Bolsonaro é perfeito, imaculado, enviado por Deus como “Novo Messias”. Também existe outro, onde Lula foi injustamente crucificado, levado à cadeia por ser honesto, numa fábula onde se inventou uma narrativa de Máfia das Sanguessugas, Mensalão dos Correios, Petrolão, Odebrecht e demais construtoras.

Mas foram criados ainda outros: o do Cabo Daciolo, o do Emayel, o do Dória…

Cuidado! As Redes Sociais podem nos iludir. E aí fica a grande dica: o mundo real pode ser mais verdadeiro (e obviamente é) do que o virtual.

Bolsonaro cresce cinco pontos em um mês e aparece à frente de Lula em SP | VEJA

Foto: Cristiano Mariz/VEJA e Ricardo Stuckert/Divulgação/Reprodução. Extraído de: https://veja.abril.com.br/coluna/maquiavel/bolsonaro-cresce-cinco-pontos-em-um-mes-e-aparece-a-frente-de-lula-em-sp/

– Mentiras dos Médicos!

Olha que interessante: pesquisa americana realizada pelo Charter on Medical Professionalism, por Lisa Iezzoni, mostra algumas atitudes discutíveis de médicos. A maioria delas:

-55,2% descreveram o prognóstico de uma maneira mais positiva do que deveriam ao menos uma vez no último ano;
-28% revelaram informações médicas confidenciais a pessoas não autorizadas;
-20% não assumiram erros com medo de processo;
-35,4% não gostam de deixar claro aos pacientes suas relações coma indústria farmacêutica;
-11% admitiram ter dito a um paciente algo que não era verdade.

Mais detalhes, extraído de Isto É, Ed 2209, pg 79, por Luciani Gomes, em:

AS MENTIRAS DOS MÉDICOS

Médicos mentem? Além de competência técnica, espera-se que o profissional de medicina nunca omita ou exagere, para mais ou para menos, o quadro de um paciente. Mas uma pesquisa feita nos Estados Unidos e publicada este mês na revista Health Affairs, voltada ao aprofundamento de políticas de saúde, revela que a honestidade não está sendo levada tão a sério pelos principais profissionais da área de saúde. De cerca de 1,9 mil médicos entrevistados, 55,2% confessaram ter dado um prognóstico mais otimista do que exigia a situação. “O grande problema nesses casos é a omissão de informação necessária para que o paciente tome decisões sobre sua saúde”, disse à ISTOÉ a coordenadora da pesquisa, Lisa Iezzoni, professora da escola de medicina da Universidade de Harvard.
Lisa cita o exemplo de um paciente de câncer que, ao receber o diagnóstico, não compreendeu o avançado estágio da doença. O resultado foi que não conseguiu se preparar – nem preparou a família – para as perdas emocionais e financeiras que sofreriam. “É humano não querer chatear. Mas isso não pode impedir um médico de passar a informação correta”, pondera Lisa. Para o médico Edevard José de Araújo, do Conselho Federal de Medicina (CFM), a verdade deve sempre ser dita, e de maneira muito clara. “Talvez não toda a verdade num primeiro encontro, mas durante dois, três ou mais, se for necessário, para um melhor entendimento”, defende.
O estudo apontou também uma grave omissão em relação aos erros médicos. “Somente 20% disseram ter assumido e relatado ao paciente a ocorrência de erros durante o tratamento ou diagnóstico”, afirma a pesquisadora. “O profissional não pode prometer um resultado 100% satisfatório. Mas, se algo acontecer fora do previsto, ele tem que informar”, orienta Araújo, do CFM.
Porém, 34% dos profissionais revelaram que não concordam completamente com a ideia de que devem reportar aos pacientes os erros médicos significativos cometidos no atendimento.
Outro ponto obscuro na relação médico-paciente é a transparência sobre o envolvimento dos profissionais com a indústria farmacêutica. Trinta e cinco por cento não estão seguros ou discordam da obrigatoriedade de informar ao paciente os seus vínculos com as empresas. “É um relacionamento impossível de não existir por causa do assédio e da força dessa indústria e que leva a um tipo de relação condenada, da qual nem sempre o paciente sabe”, diz Araújo.
E já que a relação médico-paciente nunca é tão clara como parece, a solução é desmistificá-la, conforme a professora Ligia Bahia, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Os médicos são seres humanos e, como tais, sujeitos a diversas influências.” Ela recomenda aos pacientes exercerem sua autonomia, exigindo sempre explicação completa sobre qualquer diagnóstico ou tratamento.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Sobre Sérgio Maurício e Flamengo.

O narrador da Fórmula 1 Sérgio Maurício, que trabalha na Band, foi traído por alguém na emissora.

Ao ver uma bandeira do Botafogo, estando no ar, exaltou o seu time do coração. Fora do ar, sacaneou o seu diretor, zoando-o por ser flamenguista.

O problema é que alguém meteu a gozação no ar, e nela ele dizia que flamenguista é “tudo duro e favelado”.

Foi obviamente criticado (com razão), e pediu desculpas. Mas fica a observação: até nas brincadeiras entre amigos deve se ter cuidado… 

– Por muitos Moisés no Futebol!

Moisés (Fortaleza) deu um grande exemplo no futebol, e que deve servir de exemplo para esportistas de todas as áreas.

O melhor texto para escrever sobre ele foi do Mauro Beting, abaixo:

(Extraído de: https://tntsports.com.br/blogs/Fair-play-se-torce-nao-se-exige-20220523-0006.html)

FAIR-PLAY SE TORCE, NÃO SE EXIGE

A melhor jogada da rodada foi de Moisés, do Fortaleza. Uma bola espetada pela esquerda na disputa com Nino. O zagueiro do Fluminense sentiu a coxa e largou o lance. Moisés, quando percebeu a lesão do rival, também.

Fair-play pleno. De um time que está lanterna do BR-22.

Cinco minutos depois ele foi premiado com o gol que podia ter feito antes. Mas uma falta anterior anulou o lance pelo VAR.

O time de Moisés perdeu o jogo e segue em posição delicada. O gesto de Moisés merece todas as manchetes que ainda não ganhou.

E, espero, nenhuma crítica. Mesmo se esse gol fizer falta lá na frente como já está fazendo agora.

“Ah, mas e se fosse um clássico local… O jogo do título… O da manutenção na divisão…”.

Mesma história.

Fair-play não se pode exigir. É torcer para que exista. E, no caso, torcer para que exemplos como esse em todos os campos da vida ganhem mais pontos.

E manchetes.

Moisés e Nino

Imagem extraída do link acima

– Tá assinado?

Ontem eu elogiei pontualmente o acordo entre o presidente Bolsonaro e o magnata Elon Musk (reveja as postagens de 6ª feira).

Porém…

Só foram acordos “de boca”? Nada assinado?

Xi… me lembrei da suspensão da compra do Twitter! Ai. Ai, ai…

– A cultura de ofender (sem sentir vergonha) nas Redes Sociais por política: UM APELO!

Se você não tem medo do Covid-19 e é partidário de que a quarentena é uma bobagem, saia para a rua. Se estiver temeroso, fique em casa.

Se achar que o povo está criando uma histeria desnecessária, mantenha a calma. Se acha que as precauções são necessárias, se policie.

Se você for de Esquerda ou de Direita, gay ou hétero, crente em qualquer crença ou ateu, palmeirense ou corintiano, caipira ou caiçara, moderninho ou conservador, que seja.

MAS… respeite quem não pensa igual! Não insista para que eu tenha a mesma opinião que a sua, que aja como você e tampouco tenha os seus mesmos anseios e valores.

A minha opinião é minha, sem viés, sem manipulação de ninguém. Só minha. Assim como creio que a sua, seja qual for, seja somente de você – sem influência de Fake News ou de lavagens ideológicas de quem for.

Mais especificamente, não estou nem aí se você é Bolsonaro, Lula, Dória, Marronzinho, Enéias ou Eymael. Seja da ARENA ou do PCO, respeitarei seu direito de expressão. Respeite o meu também.

Vivemos numa sociedade onde a pessoa quer ser seu amigo em Rede Social (seja qual for), mas vai lá encher o saco dela. E depois fica “magoadinha” porquê é bloqueada. Mas por quê isso ocorreu? Sou obrigado a aguentar chato tentando me catequisar, converter, lavar minha mente?

O pior: você emite educadamente sua ideia, procura manter o bom senso e, de repente, aparecem as pessoas que discordam de você que, ao invés de recíproca e educadamente escrever no mesmo tom de educação que leu, enche seu espaço de CTRL C + CTRL V com um monte de argumentos dos outros, já prontos e com palavras raivosas. Abarrota de palavrões, ofensas, e outras bobagens, achando que é natural fazer isso (sim, sou politicamente correto e entendo ser necessária a boa conduta). Se a pessoa não teve tom ofensivo mas sim opinativo, que raio de sanha maldosa e imbecil que o outro tem em perder tempo e ir te ofender gratuitamente? Eu não vou na sua página escrever coisas que você possa se ofender, não vá à minha também. E se veio, por quê insiste em ser amigo virtual?

O cara escreve te chamando de vários “nomes”, mas depois diz que não se referiu a você. Então cite a quem! Saiba escrever, arranhe e arrisque algumas palavras entendíveis e inteligentes. Mas o principal: seja educado, cidadão, democrático e justo.

As pessoas falam nas Redes Sociais como se “tudo pudesse”, um mundo sem escrúpulos nem leis de convivência. “Rasga a saia” e desanda a digitar o que não tem coragem de falar no frente-a-frente. Se dói por qualquer coisa. Liberdade de expressão não é direito de calúnia!

Insisto: argumentar e discutir é ótimo, mas IMPOR a sua opinião é desrespeito, fanatismo ou falta de educação.

Enfim, vida que segue onde as pessoas gratuitamente perdem tempo de entrar na postagem alheia simplesmente para exercer a atividade da imbecilidade, sem entender que se pode opinar contrariamente e não percebendo e nem tendo a sensibilidade de que não pode é atacar simplesmente por ignorância.

Que necessidade idiota é essa de atacar? A maldita ideia do “nós contra eles” dos anos 2000 voltou a todo vapor em 2021.

O apelo é: cada um respeitando o próximo, é o mínimo que a cidadania exige.

Resultado de imagem para respeito

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer o autor, favor avisar para informar o crédito.

– Obrigado pelo quase 1 milhão de dólares que… ganhei. Ops: Ganhei?

Que legal! Segundo a senhora Joshua Zaquier (eu pensava que Joshua era nome masculino), o FMI me agraciou com uma indenização de quase US$ 1 mi. E eu nem pleiteava nada!

Nestes tempos difíceis, que sorte grande…

Brincadeiras à parte, é o enésimo e-mail de tentativa de golpe que recebo (assim como a maior parte dos brasileiros). Fico curioso: esse, que é fácil de se perceber, tem conseguido ludibriar muita gente?

Abaixo, enviado por: “JOSHUA ZAQIER <personalmemo70@yahoo.com.mx>”.

Ops: quem busca trouxa, passa por trouxa, não?

IMPORTANTE

À atenção de: Beneficiário

Gostaria de informar que, em reunião realizada pelo Fundo Monetário Internacional em Afiliação e pelas Nações Unidas, foi acordado que uma indenização de $950,000.00 foi aprovada em seu nome.

Este programa de compensação foi organizado para todas as pessoas que tinham transações não concluídas em qualquer lugar do mundo.

O seu e-mail foi retirado automaticamente através de urna eletrónica, para que tenha direito ao pagamento da referida indemnização. Seu pagamento de compensação de $950,000.00 foi carregado em um cartão de débito que será entregue a você pessoalmente.

Aconselhamos que entre em contato com nosso Coordenador Zonal em seu e-mail (newfoeigbconsoffice@gmail.com), envie o seu: –

Nome completo:
Endereço residencial:
Pais:
Idade de gênero:
Número de telefone:

Sra. Joshua Zaqier

Camisa FAZENDO PAPEL DE TROUXA no Elo7 | PERSONALIZADOS RJ (1438C13)

Imagem extraída da Internet, autoria desocnhecida.

– A “ilusão JJ” no Flamengo.

Jorge Jesus fez um ótimo trabalho quando foi treinador do Flamengo. Tudo deu certo! Mas lembremo-nos: quando você extrapola as expectativas com condições inesperadas, dificilmente tal evento se repete no futuro.

Fico pensando em toda a confusão ocorrida nos últimos dias, tentando entender o que o português quis fazer:

  • Se ele jantou na casa de Kleber Leite (rival político do atual grupo que comanda o Flamengo), se criticou o diretor Marcos Braz por não ter se esforçado na negociação de sua contratação (quando ele estava no Benfica e demonstrava não querer vir), não parece que ele quer ser treinador do Mengão agora, né?
  • Ao dar “prazo” até o dia 20, pareceu-me que ele quis simplesmente pressionar a atual diretoria, sabendo que ela não faria nenhuma movimentação (seria uma espécie de “vingança”?), agradando o grupo político contrário – e que lhe foi anfitrião. Ou não?
  • Por tabela, tais atos (baixos, podemos classificar) feriram a ética e, em especial, foram desagradáveis ao treinador Paulo Sousa.

Portanto, sem ilusões: Jorge Jesus, até o final do mandato da atual diretoria, tornou-se persona non grata aos dirigentes que lá estão. Isso quer dizer que se voltar ao Flamengo, não será a curto / médio prazo.

Por fim, e se JJ voltasse agora, com jogadores 3 anos mais envelhecidos, sem a mesma motivação de conquistas (pois alguns já conquistaram muito) e com “um time inteiro no DM”: o que poderia fazer?

Tudo me cheirou intrigas e sentimentos inadequados a pessoas de bem, lamentavelmente.

Benfica nega que Jorge Jesus tenha pedido para deixar o clube para voltar  ao Flamengo | Jovem Pan

Imagem extraída de: https://jovempan.com.br/esportes/futebol/benfica-nega-que-jorge-jesus-tenha-pedido-para-deixar-o-clube-para-voltar-ao-flamengo.html

– Ah, as faturas fakes da Claro…

Cansa. De novo, um golpe com faturas da Claro, com todos os meus dados, chegando justo no dia que costuma chegar a minha fatura “real”.

Mesmo reclamando, parece que a Claro não toma nenhuma providência! E os valores, os boletos e o “meio de tentativa de estelionato” são rotineiros. Dá a entender que a operadora não se preocupa em pegar os estelionatários que usam seu nome.

Já falei sobre isso aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/03/10/de-novo-golpe-em-nome-da-claro-2/

Também aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/12/14/o-golpe-da-fatura-da-claro-pela-enesima-vez/

Esperando a empresa se manifestar

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– Presa a química que vendeu segredos industriais da Coca-cola.

As pessoas imaginam que o comércio de informações confidenciais de grandes empresas é algo raro. Não é bem assim…

Veja esse caso envolvendo a Coca-cola e uma ex-funcionária:

Extraído de: https://exame.com/pop/ex-funcionaria-da-coca-cola-e-condenada-por-vender-segredos-industriais/

EX-FUNCIONÁRIA DA COCA-COLA É CONDENADA POR VENDER SEGREDOS INDUSTRIAIS

Sentença estabelece 14 anos de prisão e multa de US$ 200 mil, cerca de R$ 1 milhão.

Ex-funcionária da Coca-Cola, a química Xiaorong You, de 59 anos, moradora do estado americano de Michigan, foi condenada nesta segunda-feira a 14 anos de prisão por vender segredos industriais para uma empresa chinesa. A sentença de um juiz federal de Greeneville, no Tennesse, também determinou uma multa de US$ 200 mil, cerca de R$ 1 milhão.

Xiarong You, também conhecida como Shannon You, já havia sido considerada culpada pelos crimes de roubo de segredo comercial, conspiração para cometer espionagem econômica, posse de segredos comerciais roubados, espionagem econômica e fraude eletrônica, em abril de 2021. A sentença com a pena a ser cumprida pela mulher, no entanto, só foi determinada hoje.

De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, Xiarong You obteve formulas relativas ao desenvolvimento de latas de bebida sem Bisfenol A, uma substância cancerígena, enquanto trabalhava para a Coca-Cola, em Atlanta, no estado da Georgia. As fórmulas seriam utilizadas na implementação de uma fábrica na cidade chinesa de Weihai.

Segundo os documentos apresentados no julgamento, a mulher mantinha contatos com uma empresa chinesa, a Weihai Jinhong Group, para quem passava as informações. Milhões de dólares em subsídios do governo chinês foram fornecidos para a empreitada.

A substância Bisfenol A era utilizada dentro de latas de bebida para conservar o gosto. No entanto, pesquisas indicaram potenciais danos à saúde ligados ao produto químico, o que fez com que empresas buscassem alternativas. Por ocupar um cargo alto dentro da Coca-Cola, Xiarong You tinha acesso às fórmulas que permitiram o desenvolvimento de substitutos a substância. Os segredos repassados pela mulher pertenciam a empresas como Akzo-Nobel, BASF, Dow Chemical, PPG, Toyochem e Sherwin Williams.

(Estadão Conteudo)

(Imagem: Reuters/Alexander Demianchuk)

– Jorge Jesus no Sportv com Galvão Bueno.

O que será que aparecerá de tão surpreendente na entrevista gravada (na última 2a feira) que Jorge Jesus deu ao Galvão Bueno, e que irá ao ar hoje?

Depois das polêmicas da semana, vale lembrar: o que ele falará foram coisas ditas ANTES do que Renato Maurício Prado revelou.

Sendo assim: tudo o que for falado hoje, não justificará as coisas que estão na mídia. Mas poderão surgir novas contradições…

Que horas começa o Bem Amigos hoje, entrevista com Jorge Jesus

Imagem extraída de: https://www.dci.com.br/dci-mais/cinema-e-tv/que-horas-comeca-o-bem-amigos-hoje-entrevista-com-jorge-jesus/247870/

– O pertubador silêncio da diretoria do Flamengo.

Diante de tudo o que repercutiu após a entrevista de Jorge Jesus (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-D32), imagine a angústia / tristeza / raiva que Paulo Sousa deve estar sentindo (e sobre o que ele deve ter “pensado”, abordamos aqui: https://wp.me/p4RTuC-D3z).

O que mais perturba nesse momento: nenhuma nota, manifestação, tuíte ou algo que o valha por parte dos diretores flamenguistas. O mundo escreveu, comentou e mandou mensagens de apoio a Paulo Sousa, condenando a antiética atitude de JJ. Mas e o Mengão, não dirá que seu técnico cumprirá o contrato e que inexiste a chance da volta do antigo treinador?

Esse silêncio traz dúvidas se o Flamengo, no fundo, não esteja aceitando a pressão de resolver isso até o dia 20 (a data limite da “espera” imposta por Jorge Jesus). Aliás, se uma nota de apoio sair somente dia 20, a coisa ficaria hilária…

Jorge Jesus admite desejo de voltar ao Flamengo e detalha data limite:  'Posso esperar até o dia 20' | Flamengo | O Dia

Foto: Alexandre Vidal/Flamengo, extraída de: https://odia.ig.com.br/esporte/flamengo/2022/05/6394618-jorge-jesus-admite-desejo-de-voltar-ao-flamengo-e-detalha-data-limite-posso-esperar-ate-o-dia-20.html