– Já tivemos Árbitras. Mas e Treinadoras no Futebol Masculino no Brasil?

Becky Hammon, ex-jogadora da WNBA por 16 anos, será a técnica do time masculino de basquete do San Antonio Spurs na temporada de verão. Becky ainda será assistente técnica de Gregg Popovich na temporada regular da NBA.

Já na NFL, o time de futebol americano Arizona Cardinals contratou a também ex-jogadora Jen Welter para ser estagiária da comissão técnica para a temporada 2015/2016.

Trazendo para a nossa realidade: será que um dia veremos Marta, Sissi ou Formiga dirigindo um time de futebol masculino do Brasileirão na Série A?

Na arbitragem, algumas mulheres venceram esse preconceito, como a árbitra Sílvia Regina de Oliveira e a bandeirinha Ana Paula Oliveira. Mas a situação delas era um pouco diferente, pois além da exigência técnica, sofriam com a exigência física – a de conseguir o mesmo preparo físico dos seus colegas homens para suportarem o desgaste de uma partida masculina.

No caso das treinadoras de futebol, a única exigência será a da competência técnica.

Em tempo: a baiana Sisleide Lima do Amor (Sissi), a 1a camisa 10 de destaque da Seleção Brasileira e que nos anos 90 jogou pelo Vasco da Gama e São Paulo, mora nos EUA. Tem 48 anos, é mãe e treinadora de equipes universitárias. Lá ela começou a carreira como assistente, se tornou técnica e hoje faz o curso de formação específica para obter a licença A – que autoriza o trabalho como treinadora profissional na MLS.

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– Considerações do Brasileirão. A propósito: não tinha outra data para o Majestoso?

O Campeonato Brasileiro está bem equilibrado, tanto na briga pelo título quanto na luta contra o rebaixamento.

No quesito competitividade, o torneio é sensacional, não há dúvidas. Mas se pensarmos na qualidade técnica, aí é outra história…

– Quem são os jovens talentos revelados até agora?

– Quais árbitros despontaram?

Outro assunto: datas e horários dos jogos. Partida às 22h00 é um desrespeito ao trabalhador comum! Inviável para se ir ao estádio e até mesmo para assistir a TV. Já o horário das 11h, a “matinê familiar”, acabou agradando.

Mas uma coisa sempre me irritou: datas importantes no calendário futebolístico ou mesmo do dia-a-dia deveriam ser respeitadas. Ter Brasileirão em dia de data-FIFA não dá! Tampouco gosto da idéia de jogo em dia das mães, domingo de Páscoa…

São Paulo x Corinthians jogarão em pleno dia dos pais. Não concordo! Que tal a rodada inteira no sábado?

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– Visite nossa coluna do Diário de São Paulo / Rede Bom Dia!

Convido aos amigos a visitarem a minha coluna virtual no Bom Dia Jundiaí / Diário de São Paulo.
Tudo sobre futebol, arbitragem e bastidores do mundo da bola e do apito!
Em: http://www.redebomdia.com.br/blog/109/rafael-porcari/1

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×0 Primavera. Como foi o juizão?

Não gostei da atuação do árbitro Allan da Silva Bonardi. Em jogo de baixa dificuldade, o árbitro deve passar despercebido totalmente, e isso não aconteceu. Claro que ele não teve influência no resultado final e a vitória do Galo sobre o Fantasma foi justa, mas façamos a nossa tradicional análise:

FISICAMENTE, a desejar. No 1o tempo o árbitro correu pouco, se mantendo em algumas oportunidades longe das jogadas. No 2o tempo, talvez por mais lances de ataque, melhorou na corrida.

DISCIPLINARMENTE, foi bem. Os 4 cartões amarelos foram bem aplicados, em um jogo extremamente limpo: apenas 13 faltas na partida, sendo 8 do Paulista e 5 do Primavera.

TECNICAMENTE, razoável. Nos lances de saída de bola e linha de fundo, “namorou” demais os bandeiras, demorando a definir as jogadas (no linguajar da arbitragem, “namorar” é ficar encarando um ao outro esperando que alguém defina se é escanteio ou tiro de meta). Com isso, logo no início da partida, inverteu um escanteio para o Paulista transformando-o em tiro de meta ao Primavera. No final da partida, após a marcação de impedimento a favor do Fantasma, Cajano (PAU) parou e Cortês (PRI), em velocidade, o atingiu com um chute. Se é com bola rolando, é cartão amarelo por infração temerária. Com a bola parada, não existe a punição por falta mas somente a aplicação da advertência. O árbitro relevou e nada fez. Cajano teve que sair de campo para atendimento médico, não conseguiu retornar e o Paulista terminou com 10 jogadores.

O bandeira número 1 Edson Rodrigues dos Santos teve muito trabalho com os impedimentos – e em um “suposto” saiu o gol anulado do Primavera. Para mim, lance muito duvidoso, o atacante do Primavera parecia estar em mesma linha. Pelas imagens, também tive a mesma impressão. Porém, creditar erro crucificando-o não se pode, já que realmente é algo difícil e o bandeira parecia estar crente no impedimento. Também foi do lado dele a jogada do segundo gol do Paulista: Quando a bola sobra para Cajano, igualmente me pareceu duvidosa a sua posição no momento em que ela é resvalada pelo seu companheiro; na sequência a bola é cruzada para Jader (que não tinha nada a ver com isso), que vem de trás e finaliza.

Enfim, algo a criticar: não faz sentido parada para hidratação aos 39m do 1o tempo, como houve no Jayme Cintra. Ela tem que ocorrer na metade da etapa, não próximo ao término. E se desconsiderar essa paralização, o 1o tempo acabou aos 44’14”.

Repito: a arbitragem não teve influência no resultado, mas poderia ter atuado bem melhor.

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– New York, Boston, Rio de Janeiro e Jogos Olímpicos!

Confesso: tenho inveja dos prefeitos americanos em relação à responsabilidade dos gastos com o dinheiro público.

Enquanto que a cidade do Rio de Janeiro gasta horrores com as obras para a Olímpiada de 2016 (e esse dinheiro é composto por verbas municipal, estadual e federal), nos EUA, duas cidades abandonaram a disputa com motivos justos e honrosos!

No ano passado, Bill de Blasio, prefeito de NY, abandonou a disputa para ser cidade-sede dos jogos de 2024 com a seguinte justificativa:

Queremos tomar decisões de desenvolvimento baseados em políticas públicas sólidas e não ir a uma direção particular apenas para atender as necessidades de um evento de 17 dias. A cidade tem outras prioridades e não quer concentrar recursos para um evento curto. Saia as ruas e pergunte ao cidadão de New York se ele quer que a cidade e seus esforços sejam direcionados para um evento de três semanas em dez anos, ou se deve arregaçar as mangas e lidar com todos os demais desafios imediatos? Acho que a vasta maioria diria: ‘prefiro assistir ao evento em um telão grande em minha casa’. É o que penso.

Boa! Enquanto isso gastamos o que temos e o que não temos, fadados ao fracasso. Mas pensa que só o novaiorquino pensou no custo?

Boston, outra cidade que pleiteava 2024, retirou a sua candidatura na semana passada. Segundo o prefeito Martin Walsh:

Percebemos que não teríamos investidores privados e que precisaríamos usar dinheiro público. E a receita dos impostos dos cidadãos precisa ser respeitada“.

Quando é que vimos algum político brasileiro dizer algo assim e agir dessa forma, não?
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– Justa a Punição ao Presidente do Santos FC?

Lembram-se que o presidente do Santos FC, Modesto Roma Jr, após a vergonhosa expulsão de Geuvânio (erro crasso do árbitro) na partida entre Santos x Grêmio, pediu o “escalpo” de Sérgio Correa da Silva (presidente da Comissão Nacional de Árbitros), bem como sugeriu o Coronel Marcos Marinho em seu lugar?

Para relembrar o caso, acesse: http://wp.me/p55Mu0-tn

Pois é. Modesto acaba de ser suspenso das suas atividades por 30 dias e pagará R$ 10.000,00 de multa.

Exagero, Pouco Rigor ou decisão acertada do STJD?

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– Mando de Campo no Brasil e na Inglaterra

Aqui no Brasil existe uma boa discussão: vender o mando de campo é válido ou não?

Esportivamente falando, penso que não. Mas financeiramente pensando, pode valer a pena. Ainda assim, não gosto da idéia de clubes que mandam seus jogos em praças que o fazem ser um mero coadjuvante.

Nesse ano, o alagoano ASA virou paranaense na Copa do Brasil; a campineira Ponte Preta jogou como cuiabana macaca contra o Palmeiras pelo Brasileirão. No Paulistão, o Oeste de Itápolis trocou o Estádio dos Amaros (acanhado, difícil para se jogar, apitar ou transmitir um jogo) pelo paulistano Pacaembu para jogar contra o Santos.

Curiosamente, nestas partidas, todos os “mandantes” perderam e os adversários tiveram mais torcida do que eles. Na prática, é uma inversão na relação de mandante e visitante. Ou não?

Eis que na endinheirada Premier League, uma decisão que bate de frente com tal embate: o Tottenham fechará o seu estádio, o White Hart Lane, a fim de aumentar a capacidade para 61 mil lugares. O clube planeja mandar suas partidas em alguns estádios durante a temporada 2015/2016: o mítico Wembley (90.000 lugares) e o Milton Keynes Stadium (30.500 lugares) estão na pauta, além de outras praças que fizeram convite ao clube.

Entretanto… Richard Scudamore, o CEO da Premier League, declarou ao “The Guardian”:

Eles terão que jogar todos jogos no mesmo estádio a temporada inteira. Pela integridade da competição. Você não pode ser mandante em 19 partidas sendo que 10 no Stadium MK e 9 em Wembley. Isto seria completamente injusto. Eles não serão autorizados na nossa competição”.

Preste atenção: o Tottenham têm dois estádios com acertos financeiros e pretende (ou pretendia) aceitar mais convites; mas a Liga, em nome da igualdade de disputa a todos os adversários, proibirá.

O que você pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Para Putin, Blatter merecia o Prêmio Nobel da Paz!

Vladimir Putin, presidente da Rússia, mesmo em meio as denúncias de corrupção vistas na FIFA, ousou defender Joseph Blatter. E sua demagogia foi além do que o imaginável: disse que “Blatter merece um Prêmio Nobel da Paz”!

Ora, nem de paz, nem de outra categoria existente. Se fosse criado um Prêmio Nobel do Futebol, certamente não poderia nem ser cogitado.

E você, a quem do mundo do futebol daria um Prêmio Nobel?

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Primavera, Copa Paulista, Rodada 3

Estamos na semana de Provas Teóricas aos árbitros da FPF. E como os principais nomes estarão na sede da entidade realizando os testes, poucos juízes estarão a disposição para os jogos. No Jayme Cintra, por exemplo, um árbitro não tão conhecido:

Allan da Silva Bonardi, 35 anos, Professor de Educação Física, natural de Tambaú, 8 anos de carreira, apenas 1 jogo da A2 no currículo, apitará Paulista x Primavera no Jayme Cintra.

Sua última partida foi como Árbitro Reserva em Lemense 1×1 Internacional de Bebedouro, pela 4a divisão. Tem trabalhado nas categorias Sub20 e Sub17 com mais frequência. Não o vi atuar; portanto, não conheço seu estilo.

Para o árbitro, é um jogo importante, já que só apitou uma vez pela Copa Paulista, em 2014. Os bandeiras são mais experientes, tendo trabalhado bastante na série A2 e A3. Aliás, sobre eles:

O assistente número 1, Edson Rodrigues dos Santos, trabalhará o dobro: no sábado em Jundiaí e no domingo será bandeira pelo Sub20 da 2a divisão, entre Manthiqueira x São Bernardo, em Guaratinguetá.

O assistente 2, Rafael César Fernandes, Comerciante, também dobrará: de Jundiaí vai para São Carlos, trabalhar na 4a divisão: (a chamada “Segundona Paulista”), entre São Carlos x Lemense, às 10h00.

Luís Antonio de Souza, Contador, será o 4o árbitro.

Desejo boa sorte ao quarteto de arbitragem para esta partida, e deixo a observação: com tanto árbitro e bandeira no quadro, é esdrúxulo a FPF repetir árbitro em escala dupla!

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– Mogi Mirim 2×3 Bragantino e as duas camisas 3!

Situação cômica, parecendo lance de Várzea: é o que aconteceu no Campeonato Brasileiro da Série B nesta 3a feira, no jogo entre os paulistas Mogi Mirim x Bragantino.

A dupla de zaga do “Sapão da Mogiana” era formada por Paulão (camisa 4) e Fábio Sanches (camisa 3). Paulão abusava da sorte, jogando duro e levando cartão amarelo por jogada viril.

Eis que na volta do 2o tempo, algo curioso: logo no começo da etapa, Paulão levou o 2o Amarelo e consequentemente Vermelho por… ter se tornado camisa 3!

Sim: O MOGI MIRIM VOLTOU COM 2 JOGADORES “CAMISA 3” NO JOGO.

Procedimento correto do árbitro Antonio Rogério Batista do Prado. Com base na Regra 4, (equipamento dos jogadores), há diversas considerações:

– Durante o jogo, um atleta não pode sair de campo para trocar o uniforme sem comunicar ao árbitro. E quando sair, deve esperar sua autorização para o retorno com o jogo parado (não pode voltar com a bola rolando). Caso contrário, deve ser punido com cartão amarelo. Trocar o uniforme no vestiário, lógico, não há problema (entendendo-se que a troca é de um equipamento sujo/avariado/suado por outro idêntico).

– Caso o árbitro, na vistoria inicial do jogo, perceba alguma irregularidade no uniforme, deve solicitar ao jogador que saia de campo e o regularize, sem punição (calção térmico diferente das cores do shorts, por exemplo). Se o árbitro perceber a irregularidade somente durante a partida, deve solicitar sua saída na 1a paralização do jogo e também não há punição. Mas se o árbitro perceber alteração do uniforme após a sua conferência, deve aplicar o Cartão Amarelo, determinar a saída do jogador para regularizá-lo e permitir seu retorno somente com a bola parada. Caso o atleta já tenha recebido o Amarelo por qualquer outro motivo, receberá o 2o Amarelo e o Vermelho.

Imagine a seguinte situação: o atleta Paulão, 4, rasga (por qualquer o motivo) sua camisa. Ele deve trocá-la por outra de mesmo número. Caso não exista uma outra camisa 4, ele poderá usar outra de um número que não esteja na relação de titulares e reservas (se na súmula consta de 1 a 18, pode usar 19, 20, 35, 88…). O árbitro deverá ser avisado que o atleta camisa 4 Paulão, por falta de fardamento, continuará no jogo com a camisa 24, por exemplo.

– E se não existir nenhuma outra camisa?

O atleta titular poderá trocar com algum atleta reserva. Ele terá permissão de utilizar a camisa 14, se quiser (o árbitro será comunicado da troca de uniforme) e como o atleta reserva não poderá jogar com a camisa 4 rasgada, deverá sair do banco por não estar uniformizado (lembrando: não se pode ter dois números idênticos em campo e no banco).

– E se na pior das hipóteses (aqui é várzea pura) o time tem apenas 11 em campo, não há camisas reservas para se trocar e naquele jogo não há nenhum jogador substituto no banco, sendo que há como sobra apenas uma camisa 3?

O atleta poderá adaptar com uma fita adesiva, um risco de caneta, uma gambiarra qualquer que monte uma nova numeração, como 13, 23, 33 (sempre um número que não seja o mesmo de alguém que esteja em campo ou no banco).

Para mim, a troca de camisa igual pode ter acontecido por únicos dois motivos: trapalhada do roupeiro ou má-fé da equipe, já que Paulão já tinha cartão amarelo.

E você, o que acha de tudo isso? Deixe seu comentário:

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– Discutindo a arbitragem da 15A Rodada do Brasileirão

São 4 jogos do Campeonato Brasileiro, de 4 horários diferentes, que gostaria de discutir pois merecem ser citados. Vamos a eles?

1- SÁB, 19H30 – GRÊMIO 1X1 SPORT

O carioca Péricles Bassols apitou “um jogo louco”: imaginaram uma partida do Tricolor Gaúcho sem um cartão amarelo sequer? Fato raro, coisa inimaginável. Mas sua atuação não passou batido: o treinador gaúcho Roger foi expulso, segundo ele na súmula, por manifestação acintosa de desaprovação (…), ele se movimentou, abaixou e com as duas mãos e o punho cerrado falou palavras que não foram identificadas, mas que considerei ofensivas à arbitragem.

Pirei. Com a clareza desse relato, qual a punição que Roger terá? Que excesso do árbitro!

2- DOM, 11H00 – CHAPECOENSE 2X1 FLUMINENSE

Muita confusão em dois lances pontuais: aos 37m do 1o tempo, a bola é cruzada na área da Chapecoense, Fred em condição legal não a toca e ela sobra para Marco Júnior que vem de trás, cabeceia e faz o gol. Tudo ok, assistente e árbitro fazem o gesto que sinaliza gol legal (correr ao meio de campo no caso do bandeira, apontar o meio de campo no caso do árbitro). Entretanto, após reclamações da equipe catarinense, o assistente núnero 2 Daniel Ziolli chama o juiz Raphael Claus e comunica algo que faz o gol ser anulado. Como tudo foi feito antes do reinício da partida, então o procedimento foi legal. O problema é: o que foi comunicado?

Teria sido domínio com a mão de Marco Júnior na hora do gol? Talvez. Mas repare nas imagens: para mim, o gol foi de cabeça, e a ilusão de ótica pode acontecer pois ele pula com os braços abertos, se jogando na bola. Aparentemente tudo legal. E se por ventura batesse no antebraço do jogador, também seria legal pois não me pareceu que tentou dominá-la propositalmente com as mãos. Sim, amigos, gol de mão involuntária vale e é um detalhe da regra. Se uma “bola na mão” (e não uma “mão na bola”) resultar num gol, este deverá ser válido.

A segunda confusão também foi de participação decisiva do bandeira Daniel Ziolli. Antonio Carlos (FLU) e Bruno Rangel (CHA) vão disputar a bola. Antonio Carlos chega atrasado, atropela o adversário com um pé atingindo a bola e com o outro atingindo o atacante. Isso é infração. Claus entendeu que foi dentro da área (para mim, em cima da linha, e isso é pênalti, portanto acertou) e confirmou o tiro penal. Mas o bandeira chamou o árbitro e ficou posicionado indicando que foi fora da área. Claus não aceitou a informação do bandeira e reiterou a marcação.

Em suma: Claus errou ao anular o gol do Fluminense por informação equivocada do bandeira e acertou na marcação do tiro penal à Chapecoense mesmo com informação também equivocada do mesmo bandeira.

3- DOM, 16H00 – SÃO PAULO 1X0 CRUZEIRO

Carlinhos ou Pato? Legal ou Irregular? Como foi o gol são-paulino?

Tiago Mendes rouba a bola limpamente do adversário cruzeirense, que cai e pede falta. Não foi nada. A bola é lançada para Carlinhos (em posição legal) e a cruza para Pato (em posição duvidosa), que supostamente toca de cabeça e faz o gol.

Se a bola entrou direto, após o chute de Carlinhos, o gol é legal (mesmo se Pato estivesse em posição de impedimento e não tocasse na bola). Porém, se Pato estivesse em impedimento e a tocasse, gol irregular. Posteriormente, surgiu uma imagem de uma câmera da Sportv que mostra Pato em mesma linha do penúltimo adversário (que é o último zagueiro). Assim, se o atacante tocou ou não na bola é irrelevante para afirmar que o gol foi legal.

O detalhe foram as poucas faltas no jogo. Fácil para a arbitragem de Marcelo de Lima Henrique, que poderia até ter dado um ou dois cartões amarelos a mais por jogadas temerárias, mas que talvez, pelo ritmo sonolento da partida, passaram batidos.

Houve um esboço de reclamação de uma suposta bola que bateu na mão do zagueiro Manoel (CRU). Como o próprio relato diz: bola que bateu na mão, e não mão que quis bater na bola. Nada a chiar!

4- DOM, 18H30 – VASCO 1X4 PALMEIRAS

Em São Januário, um lance que não gerou reclamação mas que vale muita discussão: o segundo gol do Palmeiras, de Dudu, surgiu por falha do Goleiro Martin Silva ou por um erro cometido por infração não marcada?

Aos 17m, Egídio cruza para a área vascaína e o goleiro do Vasco, ao dividir uma bola com um atacante do Palmeiras, a reboteia dentro da área, caindo nos pés de Dudu que chuta para o gol.

Vendo e revendo o lance, perceba: o goleiro é deslocado pelo adversário quando vai na bola, e isso é falta. Importante saber que o goleiro é intocável na área quando está realizando uma defesa com as mãos (ou em vias de). Entenda: você pode dar um tranco legal no goleiro (ombro a ombro, sem força desproporcional) em qualquer momento da partida. Mas quando ele está praticando uma defesa (agarrando-a ou a espalmando), não pode ser trancado. É o mesmo princípio de quando ele quica uma bola ao chão para fazer a reposição do jogo. No referido lance, ele nem é trancado legalmente, mas obstruído com o corpo do palmeirense. E ficará a dúvida: a suposta falha é realmente fruto de uma defesa errada ou de uma carga sofrida e não observada pela arbitragem? Nas imagens, o gaúcho Anderson Daronco está longe e sua visão encoberta pelo próprio corpo deste atacante que obstrui o goleiro. Quem poderia auxiliá-lo é o bandeira número 2, que teria visão lateral privilegiada da jogada, mas nada faz. Gol ilegal.

Será que o Vasco nem reclamou, devido ao clima de desânimo e má futebol apresentado? Em outros tempos, Eurico Miranda invadia o gramado e parava a partida!

Se com 15 rodadas a pressão sobre os árbitros já está grande (e em muitos casos, com razão), imagine nas rodadas derradeiras.

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– As Pré-Temporadas do Futebol Mundo Afora

Vejo grande quantidade de amistosos entre grandes times europeus com estádios lotados nos EUA para pré-temporada. Já não era hora de adaptar o Brasileirão com o calendário europeu, a fim de aproveitar essas oportunidades de grandes jogos?

Otimizar férias nos mesmos meses que na Europa, adaptando e reduzindo os estaduais, é necessário

Já imaginaram Milan, Real Madrid e outros grandes clubes fazendo jogos treinos preparativos por aqui?

Infelizmente, o calendário é tão mal feito que a Série A se manteve ativa durante a Copa América e a Série C parou em respeito a… Copa América.

Vai entender…
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– Hulk e o Racismo na Copa 2018

Quando houve a transferência milionária de Hulk do time português Porto para o russo Zenit, duas observações ocorreram:

– a dúvida sobre se as cifras exorbitantes eram lavagem de dinheiro;

– as declarações do não aceite dos seus futuros companheiros de clube.

Na Europa, o Zenit era conhecido como time de torcida racista. Nunca um jogador “de cor escura” havia vestido a camisa do clube. E Hulk (que tem a pele Parda), para os padrões de lá, é Negro.

Pura bobagem, do ponto de vista das pessoas de bem. Só existe uma raça, a Raça Humana, sendo a diferenciação da pigmentação da cor da pele algo desprezível para uma sociedade justa.

Hulk foi criticado antes de chegar. Porém, marcando muitos gols em seu time e com ótimas atuações no Campeonato Russo, passou a se tornar figura mais popular. Em Moscou, virou estrela de diversas marcas publicitárias. Trocando em miúdos: calou a boca dos críticos com bom futebol jogado.

Entretanto… isso não mudou a cultura racista. Hulk era um dos convidados especiais para o sorteio do chaveamento das Eliminatórias da Copa da Rússia 2018 desse final de semana, em São Petesburgo. E em entrevista, declarou quando questionado se sofre racismo em Moscou:

Acontece-me isto em todos os jogos. Os árbitros fingem que não veem. Agora já não fico chateado, simplesmente mando um beijo para os adeptos

Hulk acabou ficando de fora do sorteio, pois alegou-se que ele teria que se concentrar para o jogo seguinte e não poderia ir ao evento.

Você acreditou?

Eu não. Se Hulk fosse ao sorteio, seria algo positivo, um protesto simbólico contra os idiotas racistas. Tirá-lo, como parece ter sido para se evitar um constrangimento, é negar o racismo latente.

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– Tentando entender os Tribunais Esportivos, mas…

Como explicar que Petros agrediu no ano passado Raphael Claus, assim como Dudu agrediu neste ano Guilherme Ceretta, e que ambos sofreram em um primeiro momento uma pena dura, depois efeito suspensivo, depois a rAtificação da pena, depois uma rEtificação…

Um tribunal quer ser severo demais; o outro alivia. E o circo continua. Já assistiram a uma sessão do Tribunal Esportivo na FPF ou na CBF? É para chorar de rir com as coisas ridículas que esses senhores falam e fazem.

Nesta última reunião do TJD na FPF, um auditor disse que: “Mulher não entende nada de Futebol”, em meio ao julgamento do recurso do Dudu.

Não era mais fácil trabalhar como o mundo civilizado faz: Tribunal de Penas, onde tudo o que se fizer de errado já tem a punição pré-determinada?

Parece que não se quer facilitar os julgamentos justamente para que não se pratique Justiça ou que se possa atender os interesses escusos do submundo da bola.

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– A Frase de Felipão, o Futebol como Ciência e Estrangeiros na Seleção

(Ops: após a leitura do texto, vote na enquete)

Semanas atrás, surgiu a idéia do treinador Dunga trocar conhecimentos com ex-treinadores da Seleção Brasileira. Dos quais conversou, destaque para Ernesto Paulo (apenas 1 jogo) ou Zagallo (campeoníssimo, mas de idade avançada e que discursou ufanisticamente).

Agora, sugere-se que Dunga converse com treinadores estrangeiros, como Jorge Sampaoli, campeão da Copa América com o Chile.

Por quê não contratamos alguém de fora para ser o treinador de fato da Seleção Brasileira, ao invés de convites para bate-papos?

Dunga e Felipão, o recente e o último treinadores, demonstram ranso, mágoa, raiva e incômodo a cada entrevista. Parecem ser inimigos dos jornalistas, do povo e de quem não concorda com eles. Aliás, Felipão declarou na China que “os alemães o respeitam mais do que muitos dos brasileiros”.

Ora, será que eternamente Scolari e Dunga não saberão lidar com as críticas? Vencedores e milionários, deveriam entender todo esse momento crítico da Seleção Brasileira. E o interessante é que o anti-carisma de ambos contagia seus comandados.

Alguém ouviu falar de trabalho psicológico na Seleção Brasileira? Nada, neca de pitibiriba. Apenas se ouve falar em “palestras de psicólogos”, vez ou outra. Ora, tal trabalho deveria ser feito continuamente aos jogadores e claramente aos treinadores! Sim, visivelmente Dunga, Felipão e tantos outros precisam desse tipo de ajuda pessoal e profissional.

A propósito, alguns torcedores brasileiros precisam não só de psicologia, mas de reeducação esportiva. Precisamos parar de ter aversão ao estudo científico no futebol, ao medo de intercâmbio e à repulsa do aceite de treinadores estrangeiros. Ressaltando: aos bons de fora, pois não é a nacionalidade que define a competência.

Vide a invasão de treinadores de outros países que melhoraram o esporte nacional, com conquistas e avanços em importantes competições: na Seleção de Basquetebol Masculino, temos o argentino Rubens Magnano; na de Handebol Masculino, o espanhol Jordi Ribeira; na de Handebol Feminino, o dinamarquês Morten Soubak; na de Luta Olímpica, o cubano Angel Torres; na de Judô, a japonesa Yuko Fujii; na de Tiro Esportivo, o italiano Eros Fauni; na de Canoagem, o espanhol Jesús Mórlan; na de Atletismo, o ucraniano Vitaly Petrov; na de Esgrima, o russo Alkhas Lakerbai; na de Ginástica Artística Feminina, a bielorrussa Margarita Vatkin; na de Hipismo, o francês Maurice Bonneau; na de Ciclismo, o neozelandês Thimoty Carswell, na de Levantamento de Peso, o romeno Dragos Stanica; e por aí vai…

Por quê tanta autossuficiência demonstramos? Cremos piamente que Dunga é melhor que Guardiola, José Mourinho, Jürgen Klopp?

Qual é o grande problema: a vaidade tupiniquim ou a necessidade de dar independência a esses estrangeiros que aqui chegarem?

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– Considerações dos jogos da Libertadores, Sulamericana/Copa do Brasil e Copa Ouro

O Futebol é (e sempre será) algo de inevitáveis discussões. Compartilho 3 temas interessantes para se debater, propiciados na noite desta 4a feira. Vamos a eles?

1- LIBERTADORES DA AMÉRICA 

O Internacional é a grande decepção das semifinais. Não pelo 3×1 que sofreu, mas por ter jogado apenas 15 minutos em 180 de disputa. Jogou até os 2×0 em Porto Alegre e nada fez em Monterrey. Diego Aguirre, treinador uruguaio, que sempre dá boas entrevistas (quando contratado, mostrou que tinha profundo conhecimento do futebol brasileiro e que estudava a fundo, em especial, o Campeonato Gaúcho), nada trouxe de novidade taticamente. E o pior: poupou tanto no Brasileirão, descansou demasiadamente e por fim não jogou nada. Geferson (com G mesmo) foi muito mal, cometendo uma falha grotesca no segundo gol do Tigres. Aliás, ele é o jogador que ninguém conhecia e que Dunga levou para a Copa América.

A grande pergunta é: na final entre Tigres x River Plate, a Conmebol deixará os convidados da Concacaf serem campeões? 

A dúvida é pertinente.

Eu NÃO CONFIO NELA. E os motivos são óbvios, o FBI que o diga. Aliás, o mais importante: quem escalará os árbitros é o paraguaio Alarcon, o mesmo amigo de Abel Gnecco, da Comissão de Árbitros da AFA, que foi flagrado em gravações pedindo Carlos Amarilla para apitar Boca Juniors x Corinthians (e que se vangloriou com o falecido Grondona de garantirem o título do Estudiantes contra o Santos). E a coincidência maior é: quando jogaram os também mexicanos e argentinos Cruz Azul x Boca Juniors, Alarcon escalou o árbitro brasileiro Marcio Rezende de Freitas que teve péssima atuação. Deu o time da Conmebol, naquela ocasião. Abel Gnecco caiu, mas Alarcon se sustentou. Vai dar outra vez um time da AFA/Conmebol contra o time convidado da Concacaf?

2- SULAMERICANA / COPA DO BRASIL

Durante o Campeonato Brasileiro, algumas equipes se contentam com a classificação na zona da Sulamericana. Mas depois a menosprezam. E por não ser simultânea à Libertadores e sim com a Copa do Brasil, fica a dúvida: o que é mais importante: ganhar a competição internacional ou a nacional?

Aqui fica a consideração: ambas classificam para a Libertadores do ano que vem. A Sulamericana possui viagens mais longas em estádios mais acanhados e de times teoricamente mais fracos. A Copa do Brasil (principalmente nessa próxima fase) tem jogos mais difíceis e prováveis clássicos. Qual o melhor caminho?

Em tempo: o Paulista de Jundiaí continua sendo a única equipe a ter vencido a Copa do Brasil tendo enfrentado somente equipes do Brasileirão da Série A, em 2005 – e classificado para a Libertadores 2006, venceu o River Plate no Jayme Cintra (desculpem a brincadeira, não resisto: o Galo Jundiaiense bicou as Galinhas Hermanas).

3- COPA OURO 

A Concacaf, que tem a mesma credibilidade (ou falta de) da co-irmã Conmebol, promove a “Copa Oro”, sua principal competição entre Seleções. No papel, a lógica seria uma final entre EUA X México. Os americanos foram surpreendidos pela Jamaica na semifinal. No outro jogo, o Panamá, por 1’30”, quase foi o outro finalista…

Quase, se não fosse o árbitro americano Mark Geiger!

Aos 88m, estando México 0x1 Panamá (os panamenhos tiveram um jogador expulso aos 25m do 1o tempo – Tejada deixou o braço no rosto do seu adversário quando a bola seria disputada pelo alto), eis que o panamenho Roman Torres escorrega na grande área e cai com o braço batendo totalmente de maneira involuntária sobre ela e o árbitro marca pênalti. Aqui não dá pra alegar intenção subjetiva, movimento antinatural ou qualquer coisa que o valha. Sinceramente, considerando que é árbitro da FIFA e em um jogo de tal importância, pela situação – da forma como aconteceu e com a final se concretizando de EUA x México para Jamaica x Panamá – não tenho dúvida: má fé do juizão! Ou não?

Aos 104 minutos (sim, no último minuto do 1o tempo da prorrogação), outro pênalti para o México: Cumminz (PAN) disputa a bola com um forte tranco em Orozco (MEX) e o árbitro marca outro pênalti. Este, duvidoso, parecendo tranco legal e o juizão interpretando como carga faltosa.

O certo é: “garfaram” o Panamá! Tanto que, após o apito final, as imagens mostravam os jogadores mexicanos sem esboçarem qualquer comemoração por chegarem à finalíssima, visivelmente constrangidos.

É por essas e outras que o futebol deve ser investigado por FBI, CIA, e outras entidades sérias.

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– Messi pisou na bola em má associação de imagem?

Ali Bongo é o presidente do Gabão, estando há 6 anos no poder, após substituir seu pai, Omar Bongo, que comandou o Estado Africano por 42 anos. Ele governa sua nação com mão de ferro, sendo ditador e acusado de cometer vários crimes de corrupção e violação dos direitos humanos. Cerca de 1/3 da população do país vive abaixo da linha da pobreza, e a família de Bongo comanda a principal companhia de petróleo do pobre país.

Na última semana, eis que Lionel Messi foi de surpresa ao Gabão para colocar a pedra fundamental da construção do Estádio Nacional de Libreville (a Capital). Justificou que atendia a um pedido amigável de Samuel Eto’o, ex-jogador e conhecido de Bongo.

Mas segundo a Revista France Football, Messi não fez uma gentileza, mas cobrou € 3,5 para visitar a África e se passar como amigo do presidente.

Além do estádio, Lionel Messi inaugurou uma rede de franquias pertencente ao grupo empresarial da família Bongo.

Para quem já foi associado a missões humanitárias da ONU, tal atitude não é coerente, nem condizente. Se quer ganhar dinheiro sem receber críticas, diga que fez uma visita profissional, promocional e remunerada. Passar a imagem de que foi um gesto de amizade (e justo a um ditador) não combina com a categoria do craque…

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– Marco Polo não iria à Suíça?

Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, de fato é um fanfarrão! Dias atrás declarou que iria ao Congresso da FIFA na Suíça e afirmou que “não teria medo de prisão” a respeito das investigações de corrupção que rondam a entidade, já que “nada devia”.

Chegado o evento, o Brasil ficou sem representante, já que Marco Polo não foi e justificou a ausência repentina pois teria que cuidar da “CPI do Futebol” que aqui foi instaurada. O detalhe é que ela está parada, aguardando os trabalhos para… Agosto!

O chefe da CBF convenceu você ou foi apenas uma desculpa? Aliás, por quê ele nunca foi prestar solidariedade a Marin na cadeia?

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– As Camisas Politicamente Corretas do time espanhol

O pequeno Rayo Vallecano, que disputa o Campeonato Espanhol, resolveu inovar e se tornar um clube engajado em motes sociais. Está promovendo novos uniformes “politicamente corretos”.

As duas novas camisas são: a 1a, contra os preconceitos racial e homossexual, trazendo o preto e o arco íris; a 2a, grafite e rosa, trazendo como símbolo o combate ao câncer.

O que você acha dessa ação sócio-política: correta (de responsabilidade social), demagoga (querendo apenas repercussão), ou comercial (simplesmente para vender mais camisas)?

Aprovaria se o seu time fizesse algo assim?

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– Avaliando a arbitragem nos jogos dos 5 paulistas do Brasileirão da série A1 nessa 14a Rodada.

Muita coisa a discutir, aprender e refletir sobre arbitragem de futebol na última rodada do Campeonato Brasileiro. Vamos aos 4 jogos que envolveram as 5 equipes paulistas?

1) CORINTHIANS 1X0 ATLÉTICO MINEIRO

Ótima atuação do gaúcho Anderson Daronco, mostrando algumas virtudes como: não vulgarização do cartão amarelo, boa postura dentro de campo e na sinalização, além de saber usar muito bem a advertência verbal, não permitindo reclamações ou tentando se esconder delas. Soube coibir os nervos dos atletas.

2) PALMEIRAS 1X0 SANTOS

O jogo colaborou para o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães, que não teve muito trabalho na partida (exceto o imbrólho envolvendo o goleiro Fernando Prass e o atacante Ricardo Oliveira, que passou batido). Sem lances polêmicos, a destacar apenas a não expulsão do lateral Egídio. Tendo já recebido cartão amarelo, cometeu 4 faltas posteriores a ele, sendo que ao menos em uma delas poderia ter recebido o segundo cartão amarelo. Ainda, um detalhe a corrigir: está apitando longe dos lances. Posicionamento ruim ou mau condicionamento físico?

3) JOINVILLE 1X1 PONTE PRETA

Será que o time do Joinville vai ser punido?

O árbitro paulista Raphael Claus paralisou a partida pois foi avisado pelo observador catarinense da CBF Marco Antonio Martins (que curiosamente também é presidente da Associação Nacional dos Árbitros), de que havia uma faixa de protesto contra o presidente da FCF, Delfim Peixoto, que acumula a vice-presidência da CBF. Nela havia os dizeres: “Vergonha FCF/ Fora Delfim FDP”. A faixa foi retirada.

Aliás, Claus foi bem na partida: num tiro livre direto a favor do Joinville, o camisa 10 a cobra, a bola bate na trave e sem resvalar em nenhum outro jogador cai em seus pés novamente. Como a trave é neutra, isso é um bi-toque! Ou seja, deve paralisar o lance e marcar tiro livre indireto a favor da Ponte Preta. Claus não percebeu de imediato e deixou seguir. E não é que a bola quase entra no gol no rebote do mesmo camisa 10? Ainda bem que antes do reinício do jogo o árbitro fez a correção (procedimento correto), marcando o tiro indireto. 

Curiosidade: se fosse gol, a Ponte Preta poderia pedir ERRO DE DIREITO (quando o árbitro permite uma irregularidade do não cumprimento ou desconhecimento da Regra – isso dá anulação de jogo). Não dá para alegar ERRO DE FATO (quando o árbitro interpreta errado uma situação), pois foi nítido que a bola não bate em ninguém.

4) SPORT 2X0 SÃO PAULO

O Ponto negativo foi a arbitragem do goiano e ex-aspirante da FIFA, André Luís Castro, que errou para os dois times! Confundindo autoridade com autoritarismo, ruim tecnicamente e mostrando insegurança nas marcações, foi o exemplo a não ser seguido na rodada.

Vamos lá:

  1. No 1o tempo, aos 37 minutos, Ganso lança a bola que bate na mão de Durval, involuntariamente. O árbitro com correção nada marcou. O detalhe é que foi uma jogada idêntica de São Paulo x Flamengo no Morumbi em 2014, também pelo Brasileirão, onde o mesmo árbitro marcou pênalti (foi fora da área e igualmente involuntário). Pensei que com tal certo, o árbitro mostraria boas qualidades… Ledo engano!
  2. 38m (1o tempo): André domina a bola, tenta girar sobre Hudson, que coloca a mão em seu peito, buscando fazer a falta. O problema é que o são-paulino não chega a fazer a falta, e o atacante pernambucano, ao sentir o contato físico, desaba. Foi simulação e o árbitro entende que foi infração, aponta a marca do pênalti (sim, ele marcou o tiro penal) e se arrepende marcando tiro livre direto fora da área! Lembrei-me do árbitro Felipe Gomes em Santos x Grêmio, que faz um gesto autorizando a entrada do jogador Geuvânio e depois disse que não autorizou. Como explicar essa bipolaridade do apito? Erro duplo!
  3. Aos 31m do 2o tempo, Ganso (que já tinha cartão amarelo), reclama de uma falta marcada a favor do Sport. O árbitro ignora. Quando André Luís Castro se vira para retomar a partida, Ganso diz: “Foi sacanagem o jogo inteiro, você está de brincadeira”. Aí o árbitro resolve dar o Cartão Amarelo (portanto, a 2o advertência e consequentemente o Vermelho). Isso é excesso de autoridade, o árbitro deveria dar a advertência verbal dura, incisiva, e continuar a partida. Entretanto, na súmula, o árbitro alega algo um pouco diferente das imagens: escreveu que já estava decidido a dar o Cartão Amarelo por reclamação acintosa e, entre o tempo da  decisão e aplicação do Cartão, Ganso proferiu a reclamação citada. As imagens não mostram isso, mas sim o árbitro dando as costas e, após o último pronunciamento de Ganso (até pensei que fosse uma ofensa grave) ele se vira e resolve dar o 2o cartão.
  4. Aos 39m do 2o tempo, um acerto da arbitragem: Luís Fabiano (que já tinha Cartão Amarelo por reclamação), comete uma falta típica para Cartão Amarelo, consequentemente recebendo o Vermelho. Nada a contestar (aliás, ficou só 27 minutos em campo e conseguiu levar dois amarelos e um vermelho). Jogadores rodados e de time grande, como Ganso e Luís Fabiano, devem evitar situações que lhe propiciem expulsões, em que pese o excesso de rigor no caso de Ganso.
  5. Aos 42m me chamou a atenção a expulsão do treinador Juan Carlos Osorio. Me pareceu que, ao se virar para o árbitro, o técnico são-paulino o aplaude ironicamente pela expulsões de seus atletas. A manifestação do assistente Milton Cruz é de que os aplausos de Osorio eram pedindo garra à sua equipe. Não colou… Se aplaudiu ironicamente, não há o que reclamar. Entretanto, o árbitro alega que o expulsou (além dos aplausos) por ter sido ofendido pelo treinador pois ele teria lhe mostrado o dedo em riste, segundo a súmula (o popular “Fuck You”). Isso pode ser grave na hora do julgamento. Mas o que me entristeceu foi a postura do quarto árbitro Nielson Dias Nogueira (outro ex-aspirante à FIFA), confundindo sua autoridade com certa arrogância, esquivando-se de qualquer toque ou manifestação de Osorio de maneira tão incisiva, que impressionou-me pela forma como ele conduziu a situação. Não gostei!

Enfim, repito: a arbitragem não vive um bom momento em nosso país.

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– Copa Paulista deixou de ser o que era!

Me recordo da 1a vez em que vi meu nome na escalação do Jornal Lance: Paraguaçuense x Bandeirante de Birigui, em Paraguaçu Paulista, pela Copa Paulista.

Na época, a Federação Paulista vendeu a propaganda de “Paulistão de 2o semestre”, criando a Copa Bandeirante e que depois virou Copa FPF (dividindo certa feita com a Copa Mauro Ramos). Nela, disputavam as 48 equipes da 1a divisão (a FPF considera 1a divisão a A1, A2, A3). Os times grandes mandavam suas equipes B / Sub 23, já que disputavam o Brasileirão.

Os estádios ficavam cheios, era uma grande novidade. Até a Coca-Cola chegou a patrocinar! Entretanto, a competição se esvaziou, as equipes do Interior passaram a jogar com juvenis e de nada valeu o torneio, a não ser uma vaga para a Copa do Brasil.

Agora em 2015, o torneio começa com apenas 19 equipes, sendo que poucas mostram a mesma força nos elencos se comparados aos times que montaram para a A1, A2 e A3.

Quer exemplo de desvalorização? O Barueri estreia contra o Paulista FC em… Taboão da Serra!

Arrisco que teremos mais torcedores de Jundiaí do que do mandante.

O futebol do Interior, infelizmente, tende a falir.
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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Barueri x Paulista

E saiu a escala da 1a rodada da Copa Paulista. Nela, há árbitros da A1, da A2, da A3 e da B.

Marcos Silva dos Santos Gonçalves, 41 anos, que é nome constante na A3 e raro na A2, apitará Barueri x Paulista no gramado sintético de Taboão da Serra. O árbitro já esteve em 2015 no Jayme Cintra, no jogo contra o Oeste.

A minha preocupação é que o juizão gosta muito de contato físico, e confunde “não marcar falta” com “deixar o jogo correr”. Da última vez, deixou de dar alguns cartões. E fica o alerta: no piso em que se jogará a partida, a bola corre muito e pula demais. Sendo assim, atenção para as faltas e que o árbitro se esforce em correr bastante, já que o condicionamento físico não é o seu forte.

A análise pré-jogo que fizemos na oportunidade (Paulista x Oeste, A2) pode ser acessada em: http://wp.me/p55Mu0-nb

A análise pós-jogo dessa partida (1×3), em: http://wp.me/p55Mu0-nr .

Em tempo: o treinador do Barueri é um velho conhecido, Michael Robin, empresário de futebol que ora se diz diretor de clubes, ora é treinador. Também é cantor de Pagode Gospel e, excentricamente, gosta de se concentrar com massagens antes da preleção. Tive a oportunidade de apitar dois jogos dele: no Guarani B e na Internacional de Limeira (e o expulsei nas duas…). Uma figuraça!

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– Considerações a Discutir sobre os Grandes Times

Rápidos 5 pitacos futebolísticos:

1- O Palmeiras jogará contra o ASA como visitante. Mas o time de Arapiraca (Alagoas) jogará como mandante no… Estádio do Café, em Londrina (Paraná)! Não gosto disso, esportivamente não é legal. Para mim, isso é uma inversão de mando de campo disfarçada, embora, saibamos que os clubes pequenos vendem o mando para ganhar mais dinheiro.

2- A respeitada Revista Four-Four-Two elegeu os 50 mais importantes treinadores de futebol da atualidade. E atuando no Brasil, vemos apenas Osório, do SPFC, na 49a posição.

3- Corinthians cobra Boca Juniors na FIFA por não pagamento da venda de Lodeiro. Ué, mas não é esse mesmo time argentino que fez uma super-festa pela chegada de Tevez? Como é que não tem dinheiro?

4- Botafogo/RJ eliminado da Copa do Brasil novamente pelo Figueirense/SC, do “doce” treinador Argel que brigou (“pra variar”) com gente do time adversário. Toda vez que ouço falar de BOT x FIG, me lembro do dia em que Carlos Augusto Montenegro, o presidente botafoguense da época, ofendeu com os piores palavrões a bandeirinha Ana Paula de Oliveira, no jogo fatídico em que ele creditou a eliminação contra o Figueira à conta da árbitra assistente. Aquela partida fez a moça repensar a carreira e aceitar o convite à Playboy, já que a CBF não tomou providências NENHUMA contra Montenegro. Será que era por culpa dele ser presidente do IBOPE?

5- Um dia o mexicano Cruz Azul (da Concacaf) chegou a final da Libertadores da América, e na finalíssima não venceu o argentino Boca Júniors (da Conmebol, de Alarcon e de Gnocchi). O crédito da derrota foi dado ao árbitro brasileiro Márcio Rezende de Freitas, que cometeu erros crassos na partida. Se a final nesse ano for (e é possível) novamente entre mexicano e argentino (Tigres x River Plate), o árbitro será… (lembrando: Alarcon continua no comando da arbitragem sulamericana)!

O que você acha disso tudo?

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– As Notas dos Árbitros batem com a sua Sensação?

Existe o chamado “Senso Comum” na Sociedade, algo que traz a impressão do povo sobre determinado assunto.

Eis que a agência Lancepress! trouxe na coluna “De Prima”, do jornalista Fábio Suzuki, as notas que a CBF deu para os árbitros: em 1776 partidas do 1o semestre de 2015, a média de atuação foi de 8,28. Apenas em 25 jogos a arbitragem tirou nota abaixo de 7.

Essas notas são coerentes com a sua sensação ao assistir uma partida? Bate com o “Senso Comum do Torcedor”?

Me parece mais um #7×1 no futebol brasileiro: assim como a Comissão Técnica da Seleção Brasileira e os cartolas costumam dizer que está tudo bem, na Comissão de Árbitros idem.

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– Como resolver a bronca dos atletas com Osório?

Em 3 jogos seguidos, 3 atletas são-paulinos reclamaram ou fizeram gestos desrespeitosos contra o treinador colombiano Osório, que publicamente declarou gostar de fazer o rodízio de atletas em suas equipes.

Michel Bastos, Centurión e Ganso: ambos foram mal educados com o técnico. E como resolver isso?

Se afasta da equipe, pune tecnicamente o próprio São Paulo. Se multa, será que paga-se? E como evitar “biquinho” ou má vontade?

É nesses momentos que a diretoria do São Paulo deve mostrar pulso forte e dizer que “se precisar, sai o jogador mas não sai o técnico.

Fará isso?
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– Mande sua pergunta ao Blatter!

Joseph Blatter, presidente da FIFA, marcou uma entrevista coletiva para o dia 20 de julho, após a reunião do Comitê Executivo, na Suíça.

Que oportunidade que a imprensa terá para esclarecer muitas questões! Em especial, a da suposta renúncia proclamada indiretamente logo após as prisões de cartolas do futebol e o anúncio de novas eleições em breve, e dias depois, a história de que não foi uma renúncia oficial.

E aí: se você pudesse fazer uma pergunta a Blatter, qual seria ela?

Em tempo 1 Será que Marco Polo Del Nero terá coragem de ir a Zurique? Se nem na Copa América no Chile ele foi… Lembrando que na oportunidade da ação da Polícia Suíça em cooperação ao FBI, Del Nero fugiu da Europa abandonando o Congresso que se realizava, com a desculpa de “necessidade de resolver compromissos no Brasil”. Seria medo do xilindró?

Em tempo 2 Minha pergunta ao Blatter seria:

Há dias, o senhor disse sua fé é grande e que era muito religioso, tendo certeza que irá ao Céu. Quais são essas virtudes salvíficas?

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– Lambanças e boataria da Arbitragem

Ruim final de semana para os árbitros no Brasileirão. Vamos destacar alguns erros?

  1. SÃO PAULO 3×1 CORITIBA: No Morumbi, o árbitro Alisson Furtado, do Tocantins, foi muito mal. Encerrou indevidamente a partida na hora do chute de Luís Fabiano, cara-a-cara no gol. Isso não pode, há certas condições para que o árbitro encerre um jogo e na hora de se marcar um tento não se deve dar o apito final. (Explico com detalhes a “Regra 7 – Duração da Partida”, em: http://wp.me/p55Mu0-ts). Pior do que o árbitro, foi o bandeira Gilvan Medrado, estreante na série A e que errou quase tudo: confirmou o 1o gol do São Paulo em condição de impedimento; anulou o que seria o 2o gol em que estava em condição legal alegando impedimento; confirmou o 2o gol válido de Pato em lance duvidoso (revejam o lance: quando Lucão lança a bola, Pato está a frente do seu marcador, mas há um atleta do Coritiba sobre o círculo central dando ou não condição; pela linha do corte da grama, talvez estivesse em mesma linha; mas se você tentar parar a imagem, a dúvida persiste – e aí não se pode culpar o bandeira).
  2. FLAMENGO 0x3 CORINTHIANS: Tudo bem que estava com o placar quase definido, mas erro grotesco do bandeira Rafael Alves (Aspirante a FIFA/RS) ao anular o gol legítimo de Jonas alegando impedimento. Faltou atenção…
  3. ATLÉTICO PARANAENSE 1×2 FLUMINENSE: No 1o gol do Fluminense, um atleta tricolor empurra com os braços e derruba o lateral esquerdo do Atlético Paranaense. Anderson Daronco (FIFA/RS e que fez uma ótima partida, exceto errando esse lance) não marcou a falta. Para azar do árbitro e do time do Paraná, a bola sobra para Gustavo Scarpa, em condição legal, marcar o gol. Gol legal que nasceu de jogada irregular.
  4. JOINVILLE 0X2 INTERNACIONAL: Francisco Carlos Nascimento, o popular Chicão (ex-FIFA/AL e hoje apitando como árbitro especial), foi infeliz na marcação do pênalti a favor do Colorado. Rafael Donato (JEC) trava a bola limpamente e Taiberson (SCI) cai. Chicão marca pênalti. Errou duas vezes: foi carrinho legal e fora da área. O Joinville reclama e com razão…

Mais uma vez, o trabalho da Comissão de Árbitros da CBF tem sido fraco. Com a política de dar espaço a árbitros de estados “mais fracos futebolisticamente” no Brasil (como Tocantins, Alagoas, Pará), sob a desculpa de integração nacional, o prejuízo em campo é visível. Sou contra tal ideologia, sou a favor da meritocracia, apitando sempre os melhores.

Curiosamente, em meio a essa má gestão da arbitragem brasileira, saem duas notícias na imprensa:

1) a de que o Santos FC lidera um movimento para que o Cel Marcos Marinho, chefe dos árbitros da Federação Paulista de Futebol, assuma o lugar de Sérgio Correa da Silva, atual chefe dos árbitros da CBF – tal fato foi divulgado pelo Blog do jornalista Ricardo Perrone do UOL, que conseguiu a declaração pública de Modesto Roma Jr, presidente santista, sobre esse desejo (vide nossa opinião sobre isso em: http://wp.me/p55Mu0-tn);

2) a de que Sérgio Correa da Silva seria o nome forte para assumir a Comissão de Árbitros da Conmebol, no lugar de Carlos Alarcon, envolvido no escândalo do caso Amarilla, divulgada pelo site Apitonacional.com .

Particularmente, penso que seria uma demonstração política de força caso Marco Polo Del Nero colocasse Sérgio Correa na Conmebol, já que aparentemente a CBF parece estar muito fraca nos bastidores sulamericanos. E dessa forma, traria o Cel Marinho para a CBF, agradando alguns clubes que não gostam do Sérgio Correa. Embora, a minha impressão é que ventilar o nome de Sérgio Correa da Silva na Conmebol seja puro “lero-lero”, “forçação de barra” e brincadeira de mau gosto (e digo isso sem desacreditar quem noticiou o fato, o Apitonacional.com, entendendo que a CBF tenta realocar o Sérgio caso ele caia).

E você, o que está achando da arbitragem brasileira a essa altura do Brasileirão? Fico preocupado nas rodadas decisivas sobre como estará o nível da atuação dos árbitros…

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– O Término Indevido do Jogo São Paulo 3×1 Coritiba

Em seu 3o jogo na carreira em Campeonato Brasileiro da série A (apenas 6 anos de formação da Escola de Árbitros de Tocantins), Alisson Furtado (CBF-TO) decepcionou, bem como seu conterrâneo Gilvan Medrado (15 anos de carreira e que hoje estreou na Série A), o bandeira 2 do jogo entre São Paulo 3×1 Coritiba.

Eis que no final da partida do Morumbi (foi concedido o acréscimo de 4 minutos), a bola é lançada para Luís Fabiano, que entra na grande área do time paranaense, se arma para chutar – e nesse instante o árbitro apita o final da partida, mesmo com o chute do jogador do São Paulo e o goleiro não o defendendo por ter ouvido o apito final.

Errou. Embora a Regra do Jogo permita essa situação, o chamado “espírito do jogo” não permite!

Entenda: a Regra 7 – “Duração da Partida”, diz que todo tempo perdido em algumas situações elencadas nela deve ser acrescido. E a partir do momento que você indica os minutos de acréscimo, você só pode prolongá-los, nunca reduzí-los.

Vamos entendê-la?

Se o árbitro concedeu 4 minutos de acréscimo, deve terminar o jogo entre 49’00” e 49’59”, em qualquer situação de bola rolando ou bola parada, exceto numa cobrança de pênalti. Ou seja, se há uma falta, um tiro de meta ou um escanteio a ser cobrado nesse período, o árbitro pode apitar o final de jogo. Porém, se o árbitro considerar que houve perda significativa de tempo nesse interim, pode acrescentar mais tempo sobre o acréscimo já concedido, indicando novamente ao quarto-árbitro o(s) minuto(s) de mais acréscimo(s).

Entretanto, o Espírito da Regra, que reza o futebol como um jogo limpo em busca do gol, inspira a entender que o árbitro não deve encerrar o jogo em situações iminentes de gol, e um exemplo claro é o gol do Luís Fabiano (além das orientações das Comissões de Árbitros mundo afora, de que não se encerre o jogo em ataque promissor). Nas imagens, impressiona que o árbitro corre, permite o contra-ataque, NÃO OLHA para o relógio e encerra a partida quando o são-paulino está na área penal sozinho! Ora, então encerrasse o jogo no meio-de-campo, nunca permitindo o contra-ataque e acompanhado a jogada.

Já o bandeira Gilvan Medrado errou na maioria dos lances, mas nesse caso há uma justificativa: são as situações em que a CBF os chama de “ajustados”, aqueles que você tem que estar milimetricamente na mesma linha do que o penúltimo defensor para saber se o atacante estava impedido ou não. Nesse jogo, foram vários lances assim. Dessa forma, Gilvan teve azar e concedeu um gol irregular ao São Paulo e anulou um regular ao mesmo time, além de outros erros às duas equipes.

Vide o lance do encerramento do jogo no final desse vídeo: http://is.gd/uVnIMP
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– O Erro Insistente de Longos Contratos no Futebol

A história se repete: clube de futebol fazendo longos contratos de trabalho com seus treinadores, para após pouco tempo os demitirem.

Esse filme é velho, não? Já vimos clubes pagando 3 treinadores simultaneamente por culpa de contratos mal feitos. E agora o Santos fechou com o bom (mas não excepcional) treinador Dorival Junior por dois anos e meio de contrato.

Respeitosamente, quem negocia um tempo assim está ciente de que o prazo tem risco altíssimo de não ser cumprido. E mesmo assim, o faz por quê?

A resposta não parece nos levar a um entendimento ético ou a uma conclusão honesta, não é verdade?
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– Novos treinadores do Brasileirão em destaque!

Ufa, parece que está chegando ao fim o círculo vicioso de treinadores contratados pelo “nome forte”. Eram sempre Muricy, ou Luxemburgo, ou Mano…

Para mim, percebo 5 equipes em que se vê o “dedo do treinador”: a Ponte Preta de Guto Ferreira (que é experiente mas ainda não teve chance em um dos grandes), o Sport de Eduardo Baptista (para mim, há a afirmação de seu ótimo trabalho nesse torneio), o Atlético Paranaense de Milton Mendes (a revelação do campeonato), o Palmeiras de Marcelo Oliveira (que mudou a postura do time) e o Atlético Mineiro de Levir Culpi (rodado treinador que se reciclou).

Vejo em um ritmo descendente Vanderlei Luxemburgo no Cruzeiro (que não consegue mais emplacar um bom trabalho), uma decepção Cristóvão Borges no Flamengo (que não mantém regularidade nos times em que trabalha), uma incógnita Osório no São Paulo (pois sem um tempo médio de trabalho não dá para avaliá-lo), uma mesmice Tite no Corinthians (que teve um ano sabático para aprimorar seus conhecimentos) e uma esperança em Dorival Júnior no Santos (que buscou estudar no exterior). E o que dizer do Felipão no Grêmio, que ao sair do clube as vitórias voltaram com Roger (um destaque até agora)?

O certo é que poucos terão o reconhecimento ao final do Brasileirão: aqueles que se classificarem para a Libertadores e os que conseguirem salvar suas equipes do rebaixamento nas derradeiras rodadas com arrancadas surpreendentes.

E hoje? Quem é o melhor treinador de futebol do Brasil?

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– As taxas de inscrição da FPF para a Copa Paulista.

Em breve começará a Copa Paulista, uma competição para manter os times profissionais pequenos em atividade. 

Serão apenas 19 equipes devido a desistência dos clubes, pelo motivo do deficitário torneio não valer a pena para muitos. 

Sabe quanto a FPF cobra por jogador inscrito? Cerca de R$ 2.800,00 / atleta

Dependendo do caso, o custo para inscrever um jogador será maior que o salário pago pelos times por 2,5 meses de duração do torneio

O gozado é: a atual diretoria da Federação Paulista de Futebol foi reeleita por unanimidade há pouco tempo. E isso nos leva a crer: Cartola esportivo não sabe votar. Ou é obrigado a aceitar esses nomes impostos pelos mandatários do futebol paulista e brasileiro?

Talvez isso reflita na qualidade do futebol jogado: saudade do tempo em que a Seleção Brasileira era repleta de talentos do Interior de São Paulo…
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– Guardiola houvera se oferecido para a CBF?

Vejam só!

Ao Programa Bola da Vez (ESPN BRASIL), nesta última 3a feira, Daniel Alves (lateral do Barcelona e da Seleção Brasileira), disse que Pep Guardiola se ofereceu para trabalhar como treinador da Seleção Brasileira antes da Copa de 2014, e que só receberia algum dinheiro se o Brasil fosse Hexacampeão!

Eu pago por ser linguarudo, mas não conto mentira. Antes da Copa, o Pep queria treinar a seleção brasileira e não quiseram. O Pep falou que queria fazer a gente campeão do mundo e tinha toda a estratégia e não quiseram. Falaram que não sabiam se o Brasil iria aceitar. Se não aceitamos o melhor do mundo, que pode nos fazer melhores, você não se preocupa com a Seleção Brasileira (…) Ele já tinha o time na cabeça, já tinha a equipe que ele queria para treinar o Brasil. O Pep é o melhor treinador do mundo. O cara mais gestor esportivo que eu vi. Um cara que revolucionou o futebol, um time, uma equipe. Tivemos a chance de ter o cara sem ter que gastar, se o problema é dinheiro. A intenção dele era só receber se tivesse o resultado esperado pelo povo brasileiro. Você deixa passar uma oportunidade dessa? Você não pensa na Seleção Brasileira“.

Pois é, e nós fomos de Felipão para o Mundial…

Em um exercício de futurologia, fico curioso: qual seria a convocação e a escalação de Pep Guardiola para o Brasil?

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– 1 ano do 7×1. E o que mudou?

Hoje faz exatamente 1 ano que a Seleção Brasileira foi humilhada e perdeu para a Alemanha por 7×1 na semifinal da Copa do Mundo.

Que os alemães eram melhores, tudo bem. Mas levar 7 em casa, e do jeito que foi, aí não tem desculpa.

Tenho certeza que tal vexame nos fez esquecer a perda da Copa de 50. Superamos um trama com outro pior!

E o que mais assusta é o fato dos cartolas serem os mesmos, a estrutura idem e, por incrível que possa parecer, Neymar, que era a referência única, continua solitariamente tendo o mesmo fator de protagonismo…

Será que o 7×1 foi pouco para que existam mudanças de fato?

Talvez ficar fora de uma Copa do Mundo, não se classificando pelas Eliminatórias, seja o nosso ápice de incompetência e o start para as mudanças começarem de verdade.
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– Perguntar não ofende: E os denunciados pelo Paulinho?

Prenderam o Paulo Cézar de Andrade Prado, o editor do “Blog do Paulinho”. O jornalista foi levado à delegacia por condenação do processo movido pelo Dr Catta Preta, conhecidíssimo advogado de famosos no futebol. O motivo: difamação.

A história do Paulinho é incrível: de humilde motoboy e fã do Juca Kfouri até a montagem de um dos blogs mais acessados do Brasil.

O que me chama a atenção de tudo isso é que ele ficou marcado pelas denúncias de mazelas no meio esportivo, escancarando muitos casos com provas e documentos. Os posts de corrupção no Corinthians (todos bem fundamentados) são impressionantes! Os comentários sobre deslizes e situações dúbias do presidente Aidar, do SPFC, espantam.

Sempre me pareceu uma pessoa de bem, embora alguns possam ter ressalvas pela veemência e contundência. Tal episódio não tirará o respeito que tenho por ele.

Sei, claro, que até amigos meus têm certa mágoa dele, pelo modo como a coisa foi colocada. Recordo-me do caso Ceretta e Escolinha do SPFC, além de Braguetto e Corinthians. Não conheço a fundo a situação e o imbróglio de ambos, e como mantenho respeito aos dois ex-colegas de arbitragem, abstenho-me de comentá-los.

Mas ficará a pergunta no ar: e os inúmeros denunciados de corrupção e picaretagem (comissões, aliciamento, desvios de verbas) documentadamente revelados e que estão soltos? Como ficarão?

Quem dá a cara para bater vai na cadeia; e outros, registrados em denúncias, estão livres. Nosso país realmente é curioso…

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– As “sábias” dicas a Dunga valem a pena?

A CBF reuniu um “conselho de notáveis ex-técnicos da Seleção”, formado para aconselhar Dunga, o atual treinador, e promover a troca de algumas idéias para ajudar o Escrete Amarelinho.

Sebastião Lazaroni, Parreira e Zagallo estavam lá!

Respeito esses nomes, mas não deveríamos pensar em gente que está evidência? E para que tal burocrático trabalho? Quer revolucionar, mudemos a filosofia! E mudança é escolher competência inconteste no mercado de técnicos.

Seria utópico imaginar um treinador estrangeiro dirigindo a Seleção Brasileira? Guardiola, Mourinho, Jürgen Klopp… tantos bons nomes são desprezados? Não é chegada a hora de quebrar paradigmas?

A frase mais triste proferida publicamente foi a do Velho Lobo:

Não devemos nada a outras seleções. Temos tudo para ganhar a próxima Copa do Mundo. Não temos de nos preocupar com as Eliminatórias, mas com a Copa”.

A “hastag da Humilhação” era #GER7x1BRA. Acho que o vitorioso Zagallo, com idade tão avançada, acabou aumentando a diferença com esse gol contra… Afinal, com esse pensamento, parece que está tudo bem!

Uma pena que o descaminho se faça constante na administração da CBF.
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