– Os Erros de Árbitros e de Jogadores no final de semana futebolístico

Muitas reclamações nos campos de futebol Brasil afora. Vamos analisar se elas procedem?

1- AVAI 2×2 SPORT: No domingo cedo, na partida entre Avaí x Sport, a equipe catarinense quase tirou a invencibilidade do time pernambucano. Aos 47 minutos do 2o tempo, o atacante André (SPO) tem a bola dominada e Jubal (AVA) dá um carrinho nela. André imediatamente se joga e o árbitro paraense Dewson Freitas (que já é da FIFA, acreditem) não entende como simulação e marca o pênalti que decidiu o jogo. Após a partida, ainda aplicou o 2o Cartão Amarelo (e consequentemente o Vermelho) a um jogador do Avaí por lhe ter chutado a bola para longe e lhe ofendido com palavrões. Errou de novo, tinha que ser Vermelho Direto (afinal, os “elogios” proferidos a ele exigiam a Expulsão incontestável). Aqui, ERROU O ÁRBITRO.

2- SÃO PAULO 0x0 FLUMINENSE: no 2o tempo, Leandro Pedro Vuaden (que na próxima rodada apitará novamente o São Paulo, agora contra o Vasco da Gama – assim, 3 escalas no Tricolor em 12 rodadas) não viu o braço de Reinaldo (SPFC) empurrando Gerson (FLU). Da posição do juiz, é claro que o próprio corpo de Reinaldo encobriu o lance. Se existisse um Árbitro Adicional Assistente (um AAA, como no ano passado), poderia lhe ter ajudado. ERROU O ÁRBITRO (vide essa análise no blog “Pergunte ao Árbitro”, em: http://wp.me/p55Mu0-tj, ou no nosso espaço nos jornais da Rede Bom Dia / Diário de São Paulo, em: http://is.gd/2lo9Zz).

3- GOIÁS 0X0 CORINTHIANS: o atacante Carlos (GOI) dribla GIL (COR). O corinthiano tenta lhe roubar a bola. Em um primeiro momento, a perna de Gil não atrapalha o adversário. Mas em um segundo momento, fora do campo de visão do árbitro, Gil trava Carlos que cai. E aí que reside o erro: o jogador do time goiano valoriza o lance e abre os braços gritando, iludindo de que a queda fosse por lance violento. ERROU O ÁRBITRO em não marcar e ERROU O JOGADOR pela mania que brasileiro tem em exagerar nas caras e bocas de infrações. Também nesse lance, se existisse um AAA, poderia ter ajudado o árbitro Heber Roberto Lopes.

4- INTERNACIONAL 1X3 ATLÉTICO MINEIRO: após o árbitro assistente paranaense Bruno Boschilia (sim, é primo distante do falecido Dulcídio) marcar uma falta a favor do Atlético Mineiro, o jogador Anderson (INT) irresponsavelmente se dirige ao bandeira e o chama de, segundo o que o árbitro Rapahel Claus escreveu na súmula, “filho-da-puta (…) árbitros de merda”. ACERTOU O ÁRBITRO em expulsar o colorado e ERROU O JOGADOR com tal indisciplina.

5- SANTOS 1X3 GRÊMIO: Geuvânio (SAN) recebe atendimento médico fora de campo e pede para retornar ao jogo. O árbitro Felipe Nunes o autoriza (o gesto habitual e corriqueiro de permissão é flagrado pela TV, não há dúvida da autorização), e Geuvânio entra justo em cima de um lance próximo do Grêmio, roubando a bola e armando um contra-ataque. O árbitro errou na leitura do jogo permitindo entrar num momento inadequado; na sequência, parou o jogo alegando não ter autorizado e lhe deu o cartão amarelo. Como Geuvânio já houvera recebido um Amarelo anteriormente, foi expulso. ERROU O ÁRBITRO (vide as explicações detalhadas desse lance, os motivos que levaram o árbitro a errar, bem como o que ele justificou na súmula, na nossa publicação no blog Pergunte ao Árbitro, no link: http://wp.me/p55Mu0-t8 , ou também na nossa coluna nos Jornais da Rede Bom Dia / Diário de SP, em: http://is.gd/Ap7tyu).

Para dizer que os erros não aconteceram apenas no Brasil, reforçamos o acontecido na final da Copa América:

6- ARGENTINA 0X0 CHILE: Rojo (ARG) está no ataque e é agarrado pelos braços por um chileno aos 43m do 2o tempo. O árbitro colombiano Wilmar Roldán, que estava bem no jogo, não marcou. Não me pareceu encoberto nem mal posicionado. Azar? Não importa se sorte ou azar, importa que ERROU O ÁRBITRO nesse lance. Aos 47m, Higuaín perdeu um gol incrível, na cara do gol. ERROU O JOGADOR. E fica a dúvida: qual erro foi mais relevante? (a análise desses lances pode ser acessada também no Pergunte ao Árbitro, em: http://wp.me/p55Mu0-t4, ou na coluna de sábado do Bom Dia / Diário de SP, em: http://is.gd/OkoJ7s).

A arbitragem mundial passa por um momento crítico, indiscutivelmente. Algo deve ser feito!
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– O tranco de Neto Berola em Mamute e o de Reinaldo em Gerson. Pênalti não marcado no Morumbi…

Leandro Vuaden e Felipe Nunes, árbitros de respectivamente São Paulo 0x0 Fluminense e Santos 1×3 Grêmio, não usaram o mesmo critério nas suas avaliações de disputa de bola.

1- No Morumbi, Reinaldo vai dar um tranco (o tranco legal é ombro a ombro), ele estende o braço direito e desequilibra Gerson.

2- Na Vila Belmiro, Neto Berola faz exatamente a mesma coisa em seu adversário Mamute, mas nas costas do gremista.

No primeiro relato, o árbitro mandou seguir. No segundo, foi marcada a falta. Olha aí a prova da falta de critério no Brasileirão…

Quem errou, nesse tipo de lance, foi Vuaden. Foi pênalti do jogador do Tricolor Paulista no atacante do Tricolor Carioca. E nele, fica a observação: lado cego para o juizão visualizar, fácil para quem estivesse atrás do gol, ruim para quem corre em diagonal!

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– Quais serão as sedes do Brasil nas Eliminatórias da Copa do Mundo?

Não vi o documento, mas ouço que a Conmebol já comunicou aos países que participarão das Eliminatórias da Copa do Mundo, que DEVERÃO ESCOLHER APENAS DUAS CIDADES SEDES PARA AS PARTIDAS.

E agora, políticos da CBF?

Pela lógica, Rio de Janeiro e São Paulo seriam escolhidas pela importância futebolística e econômica. Mas serão?

No Rio de Janeiro, é “batata” que seria o Maracanã. E em São Paulo, em qual estádio? A Arena Corinthians ou a Arena do Palmeiras? Ou ainda o Morumbi?

O Nordeste, onde a torcida aplaude bastante, seria uma opção em detrimento da “torcida exigente” paulista?

Mas gaúchos e mineiros, com seus belos estádios ficarão de fora?

E o lobby a ser feito por Brasília pelos políticos de lá, a fim que se tenha utilidade o bilionário e ocioso Estádio Nacional Mané Guarrincha?

Façam suas apostas…
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– Jogos Regionais 2015 Jundiaí: o que vale é competir!

Os Jogos Regionais que estão acontecendo em Jundiaí são competições oportunas para levar nossas crianças a conhecerem as diversas modalidades esportivas, evitando a monocultura futebolística que impera no Brasil.

Eles incitam à confraternização entre as delegações, a festa das torcidas e, principalmente, o Espírito Esportivo!

No Handebol, Jundiaí venceu Mairinque por 73×0. Parece vexatório, mas o que vale é competir! Se vitória/derrota fácil ou apertada, não importa. Vale apenas a disputa sadia e honesta.
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– Final da Copa América, Argentina 0x0 Chile: qual erro foi mais determinante?

Neste sábado tivemos o desfecho da Copa América. O Chile estava melhor taticamente; já a Argentina tinha mais talento individualmente. E se Sampaolli fosse treinador da Argentina? O que teria acontecido?

Me chamou a atenção os dois erros no final da partida: um do árbitro Wilmar Roldán e outro do atacante Higuain.

Para mim, pênalti aos 43m do 2o tempo cometido em Rojo, e Roldan, que estava encoberto, não viu. Se tivéssemos os AAA (adicionais da linha de meta), quem sabe a história seria outra?

Entretanto, aos 47m, Higuain recebe a bola açucarada e sozinho desperdiça o gol, a sua frente. Lance incrível, a “bola do jogo”.

E qual erro foi mais relevante e decisivo: o erro do árbitro ou o do jogador?

Considere: se não existisse o 1o erro, provavelmente não teríamos o 2o. Mas quem garante que o pênalti, se marcado, seria convertido em gol?

Vale refletir...

Coisa rara: Blatter não estava em Santiago. Ele sempre está em jogos importantes. Por quê será que não foi, não?

Parabéns ao Chile.

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– Salários dos Treinadores de Futebol no Brasil

Ao saber dos atuais valores que os técnicos de futebol recebem no Brasil, fico perguntando: são soldos justos?

Se considerarmos a responsabilidade em dirigir times importantes e supostos craques, talvez seja um rendimento condizente. Mas se imaginarmos os resultados pífios de muitos, talvez não.

Claro, salário é algo muito particular e cada um faz a sua oferta de remuneração. Se há quem pague, ok. Entretanto ,é curioso saber que Eduardo Baptista (R$ 180.000,00, no Sport-PE) e Guto Ferreira (R$ 150.000,00, na Ponte Preta-SP) são os melhores custo-benefícios, comparando a colocação de suas equipes na tabela do Brasileirão. Luxemburgo, a R$ 300.000,00 no Cruzeiro já teve dias melhores. E não é muito pagar R$ 250.000,00 a Cristóvão Borges no Flamengo?

Enfim, é interessante perceber que Marcelo Oliveira recebe R$ 450.000,00 no Palmeiras (o maior salário de um treinador no Brasil), Tite R$ 400.000,00 no Corinthians, Osório R$ 250.000,00 no São Paulo e Marcelo Fernandes “só” R$ 26.000,00 no Santos.

Me recordo de uma frase do Eurico Miranda, presidente do Vasco: “treinador não ganha jogo, mas ajuda a perder”.

Será?

Abaixo, a relação completa:

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– Torcida, ironizar, pode. Mas “zoeira” oficial?

No mundo do futebol, o limite ético é muito difícil de se mensurar. Torcedor tirar sarro do rival é normal. Diretorias de clubes entre si, não.

Dias atrás o Corinthians ironizou a vitória contra o Internacional, desafeto desde 2005, com a hastag #poenodvd em seu telão da Arena de Itaquera, em alusão ao DVD colorado com erros de arbitragem pró-Corinthians. Naquela oportunidade, Roberto de Andrade pediu desculpas e em um primeiro momento foi dito que o funcionário houvera sido demitido pelo deselegante gesto. Posteriormente, soube-se que oficialmente foi “apenas punido com suspensão”.

Após o jogo da Ponte Preta, nesta 5a feira, mais uma ironia: #desde77 estampava o luminoso.

Pra quê isso?

Se é de torcedor, se aceita/entende. Mas não é incitar a discórdia, partindo de operador do estádio?

Falta profissionalismo…

O Zé Boca-de-Bagre, amigo do Prof Basile, aqui de Jundiaí, deu a idéia: no jogo da volta, Ponte Preta x Corinthians, coloque no telão campineiro a escalação:

1- Vicentinho

2- Vicentinho

3- Vicentinho… até o atleta no. 11.

Não compactuo com a idéia, mas que é engraçada, é!
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– Firmino e Douglas Costa: Lavagem de dinheiro?

Roberto Firmino e Douglas Costa foram vendidos para Liverpool e Bayern de Munique por valores incrivelmente impensáveis.

Será que tal valorização se deu por alguns jogos fantásticos de ambos que nenhum mortal assistiu?

Se Douglas Costa vale 140 milhões, o quanto não deve valer Messi, Ibraimovich…? O quanto não valeria Ronaldinho Gaúcho no auge, Ronaldo Fenômeno?

Ou perdemos a noção do valor do dinheiro, ou é lavagem financeira.

Em tempo: Negócios como Lucas ao PSG, do lateral Douglas ao Barcelona e tantos outros, fazem-nos crer que máfias atuam no futebol…

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– CBF: Só receber e nunca dar!

A série D do Brasileirão é sabiamente deficitária aos clubes, certo?

Correto. Mas o detalhe é que o canal Esporte Interativo, agora de propriedade do grupo americano Time Warner, comprou os direitos de transmissão da 4a divisão brasileira.

Tudo ótimo, se não fosse um só detalhe: os clubes não receberão um centavo sequer, pois a CBF anunciou (segundo Fábio Suzuki, pg 3, Jornal Lance, coluna De Prima, edição 03/07) que não rateará a verba com os clubes que disputam a competição pois o dinheiro seria muito pouco, já que existem muitos clubes nesta divisão.

Então é melhor a CBF ficar com a grana toda, certo?
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– Copa América: destaque do apito e dos camisas 10

Para Chile x Argentina, sábado, final da Copa América, apitará o colombiano Wilmar Roldán.

Ótimo árbitro, chamado de “Castrilli da Colômbia” (ele é fã declarado do ex-árbitro argentino, em que pese tal fato seja pejorativo no Brasil). Mas quando vem apitar jogos da Libertadores da América em nosso país, curiosamente, sempre há um “porém” em suas atuações. Não sei o que acontece…

Mas com a bola rolando, penso que será um jogão (que a Rede Globo, dona dos direitos de transmissão, abriu mão de nos trazer. O jeito é a TV a cabo…).

Ouço falar no duelo entre Messi x Valdívia. Parem com isso…

Aliás, se o chileno jogasse sempre da forma que atua nessa Copa América, seria destacadamente um dos grandes craques do mundo. Pena que não é assim que ele se comporta regularmente.
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– Você escalaria o Vicentinho na Ponte Preta novamente?

No 1o dos mata-matas da fase decisiva do Paulistão, a Ponte Preta foi eliminada pelo Corinthians com um erro grave do bandeira Vicente Romano Neto. A análise da arbitragem daquela partida pode ser acessada aqui: http://wp.me/p55Mu0-oT .

Eis que, após o mesmo Corinthians x Ponte Preta da 5a feira pelo Brasileirão, no domingo à noite, na Arena Pantanal, a CBF escalou Vicente Romano Neto para Ponte Preta x Palmeiras!

Ora, cadê o bom senso de quem escala? E bandeira não é sorteio, é indicação.

Será que se o jogo fosse no Estádio Moisés Lucarelli, estaria lá o amigo Vicentinho como bandeira 1?

Não gostei disso. Era evitável! Parece que a Comissão de Árbitros gosta de uma polêmica…
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– Esclarecimento sobre Comentário Inverídico

Amigos me ligaram sobre uma colocação negativa a meu respeito em um comentário anônimo no Blog do Beduíno, de César Tayar. A postagem foi feita a respeito do Paulista FC, e um indeterminado sujeito, que não se identifica, faz críticas a mim. Outro, aos amigos Adilson e Heitor Freddo, da Rádio Difusora.

Ora, o Blog do Beduíno tem sua linha crítica, aceitável e respeitável em um país democrático, onde ele denuncia mazelas e outras coisas que concordo e discordo. Nada que o desabone.

Ao ler o comentário anônimo (vide nas imagens abaixo), percebi que era simplesmente de um cidadão desinformado que ironizou e mentiu sobre uma entrevista que dei. Sendo assim, esclareço àqueles que me “cobraram” de uma resposta.

Em tempo: o Cesar Tayar não é responsável pelos comentários, mas sim quem os escreveu. Reproduzo nosso bate-papo para que tudo seja bem esclarecido.

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“Prezado Cesar,

Respeito seu trabalho, o aplaudo em algumas postagens e faço minhas ressalvas em outras. Mas acho desagradável que pessoas desinformadas publiquem anonimamente, sem moderação de comentário, atacando outras que são citadas. 

Um anônimo me citou como “tal ex-árbitro”. Fui árbitro de futebol orgulhosamente representando Jundiaí por 16 anos na FPF e nada fiz que desabonasse meu nome ou a cidade. 

Disse ele que “manda mensagens para rádios”. Onde está o crime em ter me tornado amigo de vários profissionais da grande imprensa de SP? Converso pelas redes sociais, por e-mails e por telefone semanalmente com vários profissionais, colegas e amigos que fiz, tenho seus números particulares de celular. E daí?

Até aí, paciência. Mas me pesa ler publicado que eu houvera dito que “nobres assumiriam o time”. O anônimo deve ser surdo ou usa de má fé, já que ele se refere a uma entrevista que dei à Rádio Jovem Pan no Programa Esporte Em Discussão (ao qual já participei diversas vezes e estive como convidado a debater no estúdio por duas outras oportunidades), falando sobre a situação do Paulista – caótica, difícil e de futuro nebuloso. O assunto nem era o time, era arbitragem! Mas como sou jundiaiense, o assunto foi abordado. 

Nela, eu disse sobre a existência de pessoas de boa vontade tentando a permanência do time em atividade para que não se fechasse as portas, e citei a pindaíba e o difícil panorama dos clubes do Interior – nunca falei de “nobres”, de mecenas e nem de messias! Nunca defendi o poder público nisso. Nunca defendi empresários ou aproveitadores também. Nunca defendi a entrada de políticos no futebol também. 

Portanto, esclarecido o caso e CORRIGIDA a má informação de quem comentou mas se escondeu como anônimo. 

Atenciosamente, agradeço a réplica, parabenizo o seu blog e deixo a humilde sugestão de que ocorra a identificação de quem cita pessoas de bem por equívoco ou por má fé. Também tenho blog e, quando há uma acusação ou uma citação, só libero a postagem com nome, e-mail válido e número do IP, evitando ataques com interesses particulares ou desabonos injustos. 

Rafael Porcari

rafaelporcari@terra.com.br

RESPOSTA: “Caro amigo Rafael, apenas justificando uma colocação sua. Este blog permite publicações anônimas porque se as pessoas que fazem críticas pertinentes neste espaço se identificarem elas serão perseguidas de maneira implacável por esta política imunda que tomou conta da cidade há 30 anos. Publicarmos comentários anônimos é apenas no intuito de preservarmos os internautas de perseguições por parte dos sabujos que frequentam os corredores da política local. Apenas isso.”
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– Argentina 6 x 1 Paraguai. E o temor de Martino sobre a Arbitragem?

Antes da partida, o treinador Tata Martino disse temer Sandro Meira Ricci como árbitro para o jogo da semifinal entre Argentina x Paraguai.

Bobagem. Time bom não deve se preocupar com isso. E quando é muito bom, a arbitragem passa batida. Prova disso foi o 6×1.

Messi não fez gol, mas deu show. A imagem dele após driblar adversários paraguaios que caem como trapalhões diz tudo.

Não existe futurologia, mas penso que o time de Martino está jogando mais do que o de Sabella, e se enfrentasse a Alemanha hoje numa revanche da final da Copa de 2014, os Hermanos se sagrariam vencedores (com Tevez, artilheiro do Campeonato Italiano, dando-se o luxo de ser reserva).

Digo mais: fomos poupados de um vexame maior (obrigado, “virose…”). O Paraguai, que nos eliminou, perdeu de 6. Pela lógica (se é que ela existe no futebol), perderíamos de um placar mais elevado.

Por fim, mesmo não entrando em campo, somos vítimas de gozação: e os dizeres irônicos sobre a Seleção Brasileira, em cartazes no estádio de Conception? Vide abaixo:

Em tempo – Só apagaremos essa mácula quando vencermos em Berlim a Alemanha em uma semifinal de Copa do Mundo por 6 gols de diferença. Isso é fato!
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– Wagner Ribeiro em defesa da Imoralidade

O polêmico empresário de diversas estrelas do futebol brasileiro, Wagner Ribeiro, “causou” no programa Bate Bola 3a edição da ESPN. Ele admitiu artimanhas dentro da lei para mascarar o valor da venda de Neymar ao Barcelona e pagar menos ao sócio DIS. Até aí, nada foge da legalidade, mas mostra demonstração de esperteza e malandragem. O problema foi a defesa da corrupção no futebol. Quanto aos esquemas da CBF, ao ser questionado, disse:

Você tem a Nike, e a CBF quer a Nike, tenho uma comissão de 20%, mas o presidente da CBF quer um pedaço desses 20%, você faria? Eu faria. Pode ser amoral, mas eu seria hipócrita de dizer que não faria“,

Que retrato de credibilidade esses senhores passam, não?
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– Paulista de Jundiaí: quem vive o Galo e quem especula fatos!

Na semana passada, uma polêmica desnecessária criada por via indireta pelo jornalista Milton Neves. Na abertura de uma das jornadas esportivas da Rádio Bandeirantes, Milton acreditou na bravata do presidente bugrino Horley Senna, que declarou estar fechando o Guarani FC no último dia 27. Não fechou, e o time campineiro ainda venceu a Tombense fora de casa pela série C. A reboque, divulgou a “notícia-lamento” de que o “Paulista de Jundiaí, Paulista Campeão da Copa do Brasil de Vágner Mancini, centenário time da Terra da Uva” estava fechando a porta pois os investidores não aguentavam mais colocar dinheiro na equipe da rica cidade que não ajuda.

De onde ele tirou tal fato?

Claro, torcedores do Galo da Serra do Japi se revoltaram, e depois de críticas nas redes sociais do próprio Milton, ele se manifestou dizendo que “o Paulista poderia sim fechar” e citou uma matéria do Jornal Jundiaí Notícias.

Ora, “poder fechar” é diferente de “vai fechar”. E aí a gente percebe o sensacionalismo barato versus o bom jornalismo.

O “Jundiaí Notícias” nada fez de errado: entrevistou o Pitico, Luiz Roberto Raimundo, um dos vice-presidentes do Paulista, que fez um fiel e transparente relato da pindaíba que o clube se encontrava e as dificuldades atuais que o time tem.

Aí veio o site Futebol Interior (que tem sido acusado de cobrar dinheiro de treinadores e clubes para falar bem) com uma matéria apocalíptica do Galo. Antes de qualquer manifestação de protesto, o jornalista Heitor Freddo escreveu sabiamente as correções e verdades sobre algumas bobagens escritas pelo FI (visite o blog do Heitor Freddo e esse ótimo texto em: http://heitorfreddo.wordpress.com/2015/06/26/bomba-paulista-de-jundiai-esta-vivo/).

Enfim: mesmo capengando, o Paulista luta, vive e sobrevive. E não é fácil um time de 106 anos se manter! A própria riqueza de Jundiaí e suas indústrias fortes não colaboram. Sim, você NÃO leu errado: Jundiaí possui outros lazeres, parques, shoppings, cidades vizinhas, recantos de veraneios e atrações diversas que tiram público do estádio Jayme Cintra. A falta de uma equipe competitiva idem, já que no Brasil, quando o time está bem, a torcida vai; quando agoniza, o torcedor foge.

Sem bom time, pouco valeu reduzir o preço do ingresso, promover a entrada grátis de mulheres e crianças ou ainda a realização de preliminares com as equipes sub 11 e sub 13. É um caminho, mas muito pouco!

Dificilmente, nos dias atuais, haverá investidores para equipes que disputam torneios de 3 meses como o Paulistão. A série D (na qual o Paulista não está) também é de pouca duração. A Copa Paulista, promovida pela FPF, não é atrativa e composta de apenas 19 equipes, que jogam a competição com times de reservas, juniores ou de empresários que as arrendam.

Mais do que tudo isso: o produto “futebol” tem sido ruim de se vender no Brasil! A CBF está desacreditada e envolta nos escândalos de corrupção; a Seleção Brasileira decepciona; os grandes times de futebol do Brasil perdem mercado para os estrangeiros – é só observar o sem-número de crianças com camisas do Barcelona, Chelsea, PSG…

Como nem toda torcida do planeta Terra tem a “sorte” de um bilionário tailandês comprá-lo (como o Milan, vendido a Bee Taechaubol), ou por endinheirados árabes do petróleo (como o Manchester City ou o PSG), ou ainda por mafiosos russos (como o Chelsea de Abramovich), a torcida do Paulista (que no estádio e nas redes sociais são quase sempre os mesmos apaixonados e abnegados que lutam pela sua sobrevivência) espera ansiosamente que a comunidade jundiaiense abrace o time. O projeto “Novo Paulista” tem feito isso, com muita dedicação e esforço, buscando destacar a identidade do time com a cidade, instigando as forças vivas de Jundiaí a ajudarem na reconstrução do time.

Dará certo?

Tomara que sim, e se não der, reforço o temor do Pitico, relatado no Jundiaí Notícias: “será a hora de passar o cadeado”, como ele mesmo disse! Embora, sejamos justos: o trabalho tem sido forte e a esperança não morre: vejam a ótima matéria do Estadão (“A Penúria do Futebol do Interior de São Paulo”), onde o Diretor de Marketing do Paulista, Jurandir Segli Jr, mostrou que com trabalho e criatividade pode se ter uma luz!

Que os clubes do interior consigam reverter a triste situação em que se encontram!
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– Juan Carlos Osório e Marcelo Oliveira: as duas linhas de trabalho

Não me esqueço: às vésperas do Choque-Rei dos estreantes Marcelo Oliveira e Juan Carlos Osorio, ouvi o pronunciamento de ambos sobre como “montar a equipe”. Basicamente:

Oliveira: disse que procura treinar sua equipe enfocando os pontos fortes do seu time.

Osório: disse que monta sua equipe observando pontos fortes e fracos do adversário.

Duas linhas aceitáveis na discussão! Mas na prática, domingo, deu Verdão sobre o Tricolor.

Me recordo que, quando treinador do Vitória-BA, ao ser vice-campeão brasileiro na década de 90, Mário Sérgio Pontes de Paiva declarou que era burrice ter 11 jogadores permanentes, já que havia tantos adversários de características diferentes.

Quem está com a razão na metodologia de treino da sua equipe?
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– Corinthians x Figueirense: Faixa com crítica à beira do Campo pode?

Já faz algum tempo que a FIFA se pronunciou sobre manifestações e protestos em jogos de futebol. E, sucintamente, a entidade proibiu críticas a organizadores de torneios, árbitros, jogadores e dirigentes; também não quer manifestações religiosas, apologia ou louvação política, sejam elas em faixas de torcedores, bandeiras, camisas embaixo do uniforme de jogadores (no uniforme propriamente dito sempre foi proibido) e em qualquer periferia do gramado.

Na prática, se o jogador comemorar um gol levantando a camisa e por debaixo dela existir a frase “Jesus é o Senhor” ou “Alá é grande”, o árbitro deverá relatar e o atleta será julgado (sem a aplicação de cartões). Se antes do jogo o árbitro observar que existe uma bandeira com os dizeres: “Obrigado, Deputado Fulano, pela reforma do Vestiário”, esta deverá ser retirada e o jogo não poderá ser iniciado (e, claro, o fato relatado). Se houver coro racista de torcedores, o jogo deve ser paralisado até que este termine. Se o placar eletrônico estampar: “Fora Del Nero”, idem. E, logicamente, uma faixa como: “Amarilla – vergonha do futebol”, não fugirá à Regra.

O procedimento da equipe da arbitragem foi correto devido a regra no último sábado, ao constatar a manifestação durante o jogo entre Corinthians x Figueirense. Se é antidemocrático, aí é outra história. Mas escrevo isso para dizer que achei fantástico o depoimento do treinador Tite depois do jogo sobre tal faixa:

Eu conheço as regras, e se não pode, que se retire a faixa e o torcedor. Mas aqui, no vestiário, o Adenor pode dizer: ‘Amarilla, vergonha do futebol.”.

Quem é “de bem” no futebol, aplaudiu. E fica o registro: Carlos Amarilla apitava quase todos os jogos da Seleção Brasileira, um brasiguaio de vida e coração! O que me chama a atenção é que, apesar do “Caso Grondona”, revelado na última semana, Marin e Marco Polo nada fizeram em defesa do Corinthians, justo à época em que Andrés Sanches estava brigado com a entidade…

Em tempo: o Alarcon, “chefe-mor” dos árbitros da Conmebol, continua forte em Assunção…
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– Ricci apitará Argentina x Paraguai. E a barrigada da punição?

A normalidade voltou com a escalação de Sandro Meira Ricci para a semifinal entre argentinos e paraguaios pela Copa América. Explico:

Depois da atuação criticada por muitos no jogo entre Uruguai 0 x 1 Chile (vide nossa análise no site do Bom Dia / Diário de São Paulo, em: http://is.gd/CHIxURU), alguns sites e blogs passaram a dizer que Sandro estava suspenso.

Confesso que não li nada oficial da Conmebol a este respeito, e como as fontes às quais confio nada me disseram, fiquei com a pulga atrás da orelha. Surgiu a informação, posteriormente, de que os árbitros que estavam escalados para as quartas-de-final não iriam para as semi-finais e final.

Aqui duas considerações:

1- Outras má atuações de árbitros aconteceram e a Conmebol não suspendeu ninguém. Por quê o Sandro seria o único?

2- Ora, se a geografia da Conmebol tem poucos países, quem sobraria para esses jogos tão difíceis? O mexicano da Concacaf e algum nome do Suriname?

Dessa forma, a normalidade (ou seja, a escala de árbitros experientes) voltou. Apenas lamento que Ricci apitará pressionado o próximo jogo, já que Sérgio Correa da Silva, presidente da Comissão de Árbitros da CBF, deu uma entrevista alegando que o árbitro brasileiro estava passando por problemas pessoais, e revelou que sua filha de 15 anos, que faz intercâmbio na Nova Zelândia, estaria doente e internada por lá, sozinha.

No Brasil, diz-se à boca pequena que Sandro e Sérgio não se dão; e que Ricci é muito forte politicamente e dessa forma Sérgio tem que engoli-lo. Se é verdade, não sei, pois não gosto de politicagem e prefiro sempre a meritocracia. Mas seria “fogo-amigo”?

Sandro, quando aspirante à FIFA e quando recém promovido, foi disparado o melhor árbitro do Brasil. Às vésperas da Copa caiu de produção, voltando ao bom rendimento e com grandes atuações no Mundial. No pós-Copa, foi péssimo e a má fase está durando mais do que o devido.

Boa sorte ao trio brasileiro no importante jogo que trabalhará!
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– Cada esquadrão… E hoje…

É covardia: assisto neste domingo de manhã, pela ESPN, Milton Leite narrando um VT antigo pela Liga dos Campeões da Europa: Manchester United x Real Madrid.

Em campo estão Veron, Figo, Van Nistelrooy, Zidane, Roberto Carlos, Ronaldo… Beckham está no banco! O jogo é arbitrado pelo Pierluigi Colina. Aos 5m do 2o tempo, MUnit 1×2 MAD com 2 gols (golaços) do Fenômeno.

Que coisa, como esses caras jogavam bola… E hoje, o TOP do futebol brasileiro (que é a Seleção) é formado por Everton Ribeiro e Douglas Costa…
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– O Pênalti infantil de Thiago Silva (De Novo) e o Vexame da Seleção Brasileira (De Novo Também).

Outra eliminação. Outro jogo feio. Outra vergonha. Outro pênalti bobo…

Thiago Silva já havia na Champions League (Chelsea x PSG) pulado com o adversário para disputar uma bola que vinha pelo alto e a tocado com a mão, intencionalmente. É o lance de movimento antinatural, de pular com o braço erguido. Não é a chamada imprudência (pois não se marca mão na bola por imprudência) mas sim de intencionalidade subjetiva. Hoje, isso é pênalti.

Na Copa América, jogando contra o Paraguai, o zagueiro da Seleção Brasileira repetiu o mesmo erro, ocasionando o pênalti que gerou o empate para o adversário, levando para a disputa de tiros penais, eliminando o Brasil. Pior de tudo é, após o jogo, dizer que “não se lembrava do lance mas o lance é diferente”, alegando “estar confuso”.

A Seleção jogou como time pequeno, cobrou pessimamente os pênaltis e é novamente eliminada em uma competição. Virará rotina?

Já falamos das mudanças necessárias em outra oportunidade, como a safra fraca de jogadores, das viciadas negociatas das categorias de base, dos treinadores acomodados (4 argentinos treinam as 4 seleções semifinalistas da Copa América) e dos dirigentes corruptos. 

A culpa é desse conjunto de fatores. E como mudar?

O choque de gestão começa com grandes, radicais e boas atitudes do presidente da CBF. Mas Marco Polo Del Nero, o CEO esportivo que temos, as fará?

Curiosamente, se ele sair do país pode ser preso por corrupção. Os seus vices são tão malquistos, questionáveis e suspeitos quanto o próprio titular. 

E aí, como resolver o problema da péssima qualidade do futebol brasileiro, dentro e fora de campo?

Sinceramente, penso que só voltaremos a ganhar títulos a longuíssimo prazo…
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– Análise da Arbitragem de Chile 1×0 Uruguai. Como foi Sandro Meira Ricci? Você também puniria Jara pelas imagens?

Jogo chato para o árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci na 4a de final da Copa América, entre Chile 1×0 Uruguai.

A partida estava, na medida do possível, fluindo a contento. Porém, senti que em determinados momentos Ricci abriu mão de advertências verbais mais duras e se omitiu, querendo resolver com cartões amarelos, perdendo o controle do jogo por falta de vibração. Mostrar cara feia e se impor, muitas vezes, ajuda na condução da partida.

Aos 17m do 2o tempo, eis que Cavani é expulso pelo 2o amarelo e aí o jogo desanda. Explico, e o faço cuidadosamente pela situação inusitada: Jara (CHI) se aproxima da Cavani (URU), coloca a mão no bumbum, e com o dedo obscenamente o cutuca. Ato reflexo, o uruguaio desfere um tapa no chileno, que não o atinge em cheio. Jara, porém, simula ter sentido uma forte agressão e cai.

O que você faria como árbitro?

Ricci está de frente para ambos, e não tem condição de observar a provocação física do jogador do Chile, já que ela acontece totalmente por trás e fora do campo de visão. Ele só vê a reação do atleta do Uruguai. Apesar da valorização da queda de Jara, dar ou tentar dar um tapa, atingindo ou não um adversário, é para Cartão Vermelho Direto (independente de ter sofrido a tal maldosa provocação).

Pelas claras imagens, Jara foi punido pelo tribunal da Conmebol. Mas e a pena de Cavani (que deverá ser cumprida nas Eliminatórias da Copa do Mundo) será aliviada?

No final da partida, Fucille atinge Sanches com uma tesoura violenta. É lance para Vermelho Direto. Sandro resolve dar Amarelo (era o 2o) e consequentemente a expulsão. Creio que se ele chega veemente no lance com o Vermelho na mão, o bate-boca seria menor. E fica o registro: Emerson de Carvalho, em frente a jogada, prontamente marcou a falta e foi empurrado por uruguaios. Aumentará a punição por isso?

Enfim: faltou “braveza” para Sandro Meira Ricci. A fase ruim está demorando a passar…

Será que se Dulcídio fosse apitar um jogo desse, a história seria outra?

O lance de Cavani está nesse vídeo,

Em: http://www.youtube.com/watch?v=cLi77IRY8Zc

– Como definir Árbitro e Time Grande no Futebol?

Vou ser bem direto, parte 1: para mim, pela força econômica atual (apelo midiático, torcida, receitas), histórico de títulos e importância dentro de campo, temos 12 grandes clubes no futebol brasileiro: Os 4 paulistas, os 4 cariocas, os 2 mineiros e os 2 gaúchos. Outros importantes clubes (como Bahia e Atlético Paranaense, que já foram campeões brasileiros) formariam um 2o grupo de importância (pela historicidade e periocidade na disputa da série A1).

Vou ser bem direto, parte 2: para mim, por trabalharem em grandes clássicos Brasil afora, temos alguns grandes árbitros no quadro brasileiro de arbitragem (Marcelo de Lima Henrique, Luiz Flávio de Oliveira, Sandro Meira Ricci, Leandro Pedro Vuaden, Heber Roberto Lopez).

Claro, são “grandes” pelos fatores mencionados acima. Mas, logicamente, tanto árbitros quanto times vivem bons e maus momentos. As “fases”, duradouras ou curtas.

Entretanto, como criar critérios para rotulá-los? A unanimidade não existe, e vale um bom e respeitoso debate.

O Nuremberg é um dos maiores vencedores do Campeonato Alemão de todos os tempos, mas seus títulos pararam na década de 60. Ele é um “grande”? O Nottingham Forest, da Inglaterra, foi bicampeão da UEFA Champions League! E hoje…

Diante disso, me chamou a atenção a “discussão” de um só, protagonizada por Carlos Ceretto, do Sportv. Ocorre que, no Fox Sports Rádio (da Fox Sports), o jornalista Fábio Sormani, em debate com seu colega Flávio Gomes, disse que (segundo relata o UOL, em: http://is.gd/2GEhS6):

O Corinthians era grande na arquibancada, mas não era em campo. A partir da década de 90, passou a ser. O Atlético-MG passou a ser grande quando conquistou, no campo, a Libertadores. Eram gigantes [Timão e Galo] na arquibancada, mas não eram no campo (…) O Santos não é um time grande na arquibancada. O que é ser um time grande? Há duas definições importantes, a meu ver: porque tem grande torcida, inquestionável; e também é grande se tem conquistas’.

Discordando, Carlos Ceretto tuitou as 3 seguintes mensagens:

“Um comentarista que diz que um gigante como o Corinthians só se transformou em time grande depois de 90 ou é palhaço ou não sabe de futebol” / “O que faz a grandeza de um time não são títulos, mas a sua história, aquilo que representa e a relevância de sua torcida” / “O problema é que infelizmente a imprensa esportiva passa por um momento ruim. A média é péssima e contribui para fanfarronices”.

E aí?

Indelicadeza, destempero ou simplesmente “pimenta” de um concorrente na Guerra da Audiência?

A situação é simples: se há discordância, emita a opinião contrária respeitosamente. Aqui me pareceu que houve uma grande infelicidade de Ceretto.
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– A troca de Ronaldinho Gaúcho por Messi e por Robinho

Momentos diferentes, situações idênticas ou não?

Quando estava no auge e era premiado como melhor do mundo, Ronaldinho Gaúcho foi indiscutível no Barcelona. Fez a torcida do arquirrival Real Madrid o aplaudir de pé em pleno Santiago Bernabeu. Porém, aos poucos, o Barça preparou Messi para substitui-lo como craque do time.

Agora, Ronaldinho Gaúcho sai do mexicano Querétaro, clube que prepara (especula-se) a chegada de Robinho como atração para, assim como o Barcelona fez, substituir o craque.

Vale a pena refletir duas situações:

1- Ronaldinho Gaúcho, se mantivesse o ritmo e o profissionalismo, não teria “postergado” o reinado de Lionel Messi? Creio que o brasileiro poderia ter vencido a bola de ouro ainda mais vezes. Plasticamente (repito, no auge), o futebol do R10 (para mim) era mais vistoso e prazeroso de se assistir do que o do argentino. Hoje, atuando de maneira varzeana, curtindo a noite e as baladas, não rende o que poderia (embora, sejamos justos: ainda joga mais do que muitos outros atletas jovens no Brasil).

2 – Robinho ousou dizer que sonhava ser o melhor do mundo. A pressão foi grande, as trombadas da vida também e a expectativa frustrou. Mas claro que se destacou! No Santos (quando atua), vem sendo, ao lado de Ricardo Oliveira um dos destaques do time. Poderá ir ao México, substituir Ronaldinho Gaúcho. A pergunta é: “pedalará” como em 2002, ou será apenas mais um jogador no elenco?

Ronaldinho e Robinho ganharam muito dinheiro, isso é fato. Mas se tivessem orientação socio-profisisonal melhor, não poderiam ter ido ainda mais longe do que foram?

A diferença desses atletas com imortais vencedores é o desejo de sempre vencer e estar em alto nível. Talvez os prazeres da noite tenham tirado o foco de suas carreiras em determinado momento…

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– Flamenguistas por amor a Léo Moura?

Leonardo Moura, lateral do Flamengo, foi aos EUA e não gostou do seu novo time, o Fort Lauderdale. Querendo voltar, se ofereceu ao Vasco da Gama e apalavrou o contrato.

Nos dias atuais, infelizmente, se não assinou, a palavra nada vale! Eis que Léo Moura, de última hora, acertou com o Coritiba pois se sentiu pressionado com a repercussão nas redes sociais pelos torcedores flamenguistas.

Duas constatações:

1- Torcida tem tanta força assim? Se o cara se sente pressionado pelo Twitter e Facebook, o que acontecerá dentro de campo com o grito das arquibancadas?

2- Se houvesse manifestação contrária dos torcedores por ser Zico, Leandro, Júnior… Mas, respeitosamente, Léo Moura? O cara é profissional, joga onde o mercado de trabalho permitir. E se gostasse tanto assim do Flamengo, não se ofereceria ao Time da Colina.

Coisas do futebol brasileiro. Sinal dos tempos…

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– Quem é o culpado pela crise do Futebol Brasileiro?

Se existisse (e deveria existir) uma disciplina chamada “Futebolologia” – a ciência do estudo do futebol – de maneira acadêmica, como os Futebolologistas experientes, com todo o seu know-how, explicariam o atual momento em que o esporte bretão passa em terras tupiniquins?

Certamente, envolveriam todos os atores do futebol: treinadores, jogadores, dirigentes e arbitragem. A começar:

1) TREINADORES: se olharmos nas fichas técnicas, há 21 anos giramos com os mesmos nomes à frente das Seleções Brasileiras em mundiais. Vide:

1994 – Parreira, com Zagalo coordenador.

1998 – Zagalo.

2002 – Felipão.

2006 – Parreira, com Zagalo coordenador.

2010 – Dunga.

2014 – Felipão, com Parreira coordenador.

2018 – Dunga?

Parreira foi o pragmático treinador que um dia ousou dizer que o gol era só um detalhe. Recentemente disse que “a CBF era o Brasil que dava certo”. Mas é inegável que nos 90, como estudioso que sempre foi, conseguiu quebrar o jejum de 24 anos de títulos. Com a ajuda de Romário, é claro, em seu melhor momento na carreira.

Zagalo foi um herói, que em 70 conseguiu juntar uma constelação de jogadores e montar a melhor Seleção da história. Mas depois disso, já bem idoso, tornou-se um motivador. Apenas isso. Pelo passado glorioso e de dedicação ao futebol brasileiro, deveria ter uma estátua e ser chamado de ídolo! Lógico, precisava ter sido poupado dos cargos aos quais foi convidado em um passado recente.

Felipão viveu seu auge em 2002, vencendo 7 jogos com Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo “comendo a bola”! Mas em 2014, após sua passagem pelo Uzbequistão e pelo rebaixamento do Palmeiras, mostrou que sua volta ao selecionado foi um equívoco.

Dunga fez um bom trabalho em 2010, mas 5 anos depois, o que ele fez como treinador? Ganhou o quê no pós-Copa da África?

2) JOGADORES: onde estão os atletas que deveriam bater no peito e chamar a responsabilidade?

Em 98, tínhamos muitos atacantes: Romário, Bebeto, Ronaldo, Amoroso, Evair, Elber, Edmundo, Jardel… em 2014, fomos à Copa com Fred e Jô! E hoje?

A safra é fraca ou algo está errado? As categorias de base revelam talentos ou treinam roboticamente jogadores empresariados? O processo de aceite dos jovens se dá pelos méritos futebolísticos ou por indicações e percentuais de direitos econômicos? Treinamos “a lá Europa” ou achamos que “europizamos” os esquemas táticos locais simplesmente por impedir o individualismo e a capacidade de improviso, marcas que identificam um atleta brasileiro em qualquer lugar do mundo e que eram nossas positivas diferenças no futebol?

Se encontrarmos Douglas Costa ou Fred do Shaktar na rua, não os reconheceríamos. Também pecamos no carisma de atletas não identificados com o próprio país? Criamos a Neymardependência ao privilegiarmos apenas um atleta como referência e jogarmos sobre ele toda a responsabilidade, com apenas 23 anos?

3) DIRIGENTES: se tentarmos elencarmos 5 nomes considerados “bons cartolas”, perderemos horas… Há quantos anos vimos Teixeiras, Farahs, Marins e Del Neros mandando e desmandando no futebol brasileiro, criando amizades em diversos setores da sociedade, em especial na Política e na Polícia. Mais: sendo apoiados com unanimidade com todos os demais presidentes de times e de federações, em um beija-mão sem fim! A não renovação e os esquemas viciados – incluindo os de provada corrupção – acabaram com a CBF, que se tornou uma entidade pejorativamente falada.

4) ARBITRAGEM: não passaria incólume! Grandes jogos e grandes jogadores forçam a criação de grandes nomes do apito. E isso não tem acontecido. Árbitros que em determinado momento se tornam mediadores, mimam atletas e perdem a coragem. E, repentinamente, confundem a liberdade dada no Brasileirão (que era na verdade uma grande anarquia) com autoridade explícita (que se tornou autoritarismo). Vide os cartões com assustador excesso aplicados no Brasileirão. Pudera, a Comissão de Árbitros sofre com o militarismo crônico: depois de Armando Marques, tivemos Sérgio Correa da Silva (Aeronáutica), Dr Edson Rezende (Polícia), Aristeu Tavares (Exército), Sérgio Correa de novo. Que categoria é essa que também não se renova? Os últimos grandes FIFAs do Brasil, que surgiram apenas pelos seus próprios méritos, sabem como se rareiam novos nomes com tal gestão.

Enfim: não temos um culpado, mas vários responsáveis! Na semana em que a Seleção Brasileira Sub 20 perdeu seu título para a Sérvia (um país em reconstrução) e a Seleção Brasileira Feminina foi eliminada na Copa do Mundo pela Austrália (um país sem tradição no futebol), ver que a Seleção Brasileira às duras penas se classificou para as Oitavas de Final da Copa América parece se tornar motivo de glória!

Saudades do tempo em que o Escrete Canarinho era sinônimo de futebol-arte em todas as categorias e idades! Hoje, não colocamos medo em ninguém…

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– Você acredita em manipulação de resultados no futebol?

Sim, hoje eu acredito. E parece que há uma PROVA de que o presidente da AFA, Julio Grondona, conseguiu que o Boca Juniors avançasse na Libertadores eliminando o Corinthians por erros de arbitragem propositais, em 2013.

Gravações veiculadas no Programa “La Cornisa de TV America” mostraram um bate-papo entre Grondona e Abel Gnecco, o presidente da Comissão de Árbitros da Argentina. Gnecco resumiu ao seu chefe como foi o “pedido feito para a Conmebol em referência à partida Corinthians x Boca Juniors”, apitada desastrosa e suspeitamente por Carlos Amarilla:

“Estive falando com Alarcón [Carlos Alarcón, representante paraguaio na Comissão de Árbitros da Conmebol] e ele me disse: ‘Estão querendo o Amarilla aí na Argentina?’ Respondi: ‘Veja, se querem eu não sei; mas eu quero. Coloque ele e deixe de me encher o saco. Alarcón, ponha o Amarilla e deixe de me ferrar’. Bom, foi assim, ele colocou e… e saiu tudo muito bem, porque tinha de ser assim”.

Para relembrar os erros deste jogo, clique em: http://wp.me/p4RTuC-b0

Aí você se recorda dessa partida, e se lembra também de Ubaldo Aquino no Morumbi em um Palmeiras x Boca, pela Libertadores…

Suspeito?

Suspeitíssimo, pois os homens que comandavam a Conmebol, a AFA e a CBF eram os mesmos!

Acho que só acontece com os Hermanos, né?

A crise de credibilidade do futebol mundial me assusta. Estamos chegando ao fundo do poço. Ou ele é ainda mais fundo do que possamos pensar?
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– A Involução dos camisas 9 do Brasil

Veio do site Calciomercato.it: nem precisa explicar…
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– Di Maria deveria agradecer a Deus todos os dias!

O argentino Di Maria deveria agradecer muito por seus companheiros.

Quem tem o prazer de ter o número 1 e número 2 do mundo como colegas de time?

A foto diz tudo: bomba.jpg

– Até onde os salários em atraso atrapalham o rendimento de um time? E nenhum time perderá pontos?

Qualquer trabalhador tem como direito sagrado o recebimento em dia de seu salário. E quando ele atrasa, a insatisfação gerada é imediata.

Se atrasa por poucos dias, é ruim. Atrasou um mês? Ai, ai, ai… Mas se atrasa muito, o que pode acontecer?

Ao Portal Terra, Renato Augusto deu uma declaração sobre o pagamento de 4 milhões de reais a Alexandre Pato:

“Na verdade, a gente ficou sabendo pela imprensa. A dificuldade financeira do clube é muito grande. Pelo que li, tinha um processo em andamento. A gente fica esperando que essa dívida seja quitada com a gente também (…) Agora, é ter paciência. Não adianta ficar aqui batendo de frente, porque o problema vai se tornar ainda maior. É o momento de se unir com a diretoria, com o presidente, para que os problemas sejam resolvidos e os salários pagos.”

O próprio Renato Augusto confidenciou que faz 5 meses que não recebe. E aí, como fazer?

Faz greve?

Aciona o Sindicato?

Em tempo: cadê a reivindicação do Bom Senso, que era a perda de pontos caso o salário seja atrasado e que Marco Polo Del Nero fez questão de colocar no regulamento do Campeonato Brasileiro tal item?

Se o atraso é público, o que a CBF está esperando para começar a punir não só o Corinthians, mas todos os clubes em atraso?

Se tal medida fosse aplicada, teríamos inúmeros clubes no Brasileirão com pontuação negativa…

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– Quem foi o maldoso que espalhou o boato do cancelamento do jogo festivo do Galo?

Domingo teremos o jogo festivo dos 106 anos do Paulista FC, com o amistoso entre o time Campeão Brasileiro da Série C de 2001 x time Campeão da Copa do Brasil de 2005.

Toda a cidade se mobilizando, e…

um boato maldoso espalhado em Jundiaí de que o jogo houvera sido cancelado!

De onde surgiu? Quem foi o idiota?

Lamentável!
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– A birra de Rivaldo é burra! Ingresso a R$ 100,00?

O futebol é um produto pouco atrativo aos brasileiros nos dias atuais. Jogos fracos, jogadores de nível técnico duvidoso, ingresso caro e desconforto. Se não bastasse isso, a concorrência com outros meios de lazer é enorme.

Na série B do Brasileirão, o Mogi-Mirim que hoje é propriedade de Rivaldo, tem dificuldade (como todos os clubes do Interior) de arranjar público em seus jogos. Cansado de fazer promoções e não conseguir torcedores, Rivaldo tomou uma atitude radical! Passou de R$ 20,00 para R$ 100,00 o ingresso de seus jogos, alegando que “quer ver quem gosta do Mogi de verdade como ele”.

Se já está difícil a “Vintão”, imagine a 100 reais? Pura birra, tiro no pé e atitude antipática.

Os prejuízos que já passaram de R$ 40.000,00 nessa temporada, só aumentarão… Rivaldo deve estar com dinheiro sobrando para topar ter mais prejuízo ainda, não?
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– Treinador do Senegal pagou pra ver?

Que a moral da Seleção Brasileira ficou abalada após o vexatório 7×1 na Copa do Mundo, não há dúvida. Demorará para que a imagem ruim daquela derrota seja apagada da memória dos torcedores ao redor do mundo.

Porém, para tudo há um certo limite. E esse exagero de desrespeito aconteceu às vésperas do jogo Brasil 5×0 Senegal pelo Mundial Sub20, partida que classificou a Seleção para a final da competição: o treinador do Senegal Sub20, Joseph Koto, perguntado sobre o favoritismo do Brasil, declarou que:

Temos muita determinação, estamos muito preparados. Este não é o Brasil de Pelé, Ronaldinho ou Zico. Tudo pode acontecer. Se Deus quiser, vamos passar por esse novo Brasil“.

Ora, ao menos respeitasse o adversário. De fato, a Seleçãozinha não tem um futebol vistoso, mas ainda é um time de brasileiros. Entender que o momento das Seleções de Base e Profissional é de carência de craques, é uma coisa; achincalhar como se nada servisse, é outra coisa…
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– Brasil 0 x 1 Colômbia. Como foi o árbitro?

Razoável partida do chileno Enrique Ósses. Um dos melhores árbitros da América do Sul há algum tempo, poderia ter controlado melhor o nervoso e difícil jogo.

No começo da partida, Téo Gutiérrez vai disputar uma bola com Daniel Alves, que a toca rapidamente e tenta tabelar com seu companheiro. O colombiano continua em corrida e sem bola dá um forte pontapé no brasileiro. Ali, era Cartão Vermelho e é o típico lance considerado “be-a-bá” de uma expulsão clássica: Téo não estava mais em disputa de bola, usou de força excessiva e mirou claramente a perna do adversário. Infelizmente, o árbitro só deu o Cartão Amarelo (e confundindo o causador da infração, já que deu para Armero e depois corrigiu o erro).

Já a marcação da falta cometida por Fred que resultou no gol colombiano, questionada na hora pelo jogador, foi correta. Falta comum de jogo, e sejamos justos: desnecessária! Foi na lateral do campo, com 2 companheiros na jogada… ato infantil, de quem gosta de parar o lance quando se vê impotente em disputá-lo.

Na partida em que se viu um Neymar muito diferente do costumeiro (errando muitos passes no 1o tempo e não conseguindo por algumas oportunidades driblar Murillo e Sanchez, que lhe roubavam a bola limpamente), a marcação forte, viril mas leal foi determinante, não justificando o nervosismo constante do atacante brasileiro. Porém, ao final do 1o tempo, Neymar levou um polêmico Cartão Amarelo: após um ataque da Seleção Brasileira, a bola é reboteada e bate em sua mão. Bate ou foi rebatida?

Aqui é pura interpretação do lance: se ela bateu ocasionalmente na mão de Neymar, não é falta e segue o jogo; se Neymar intencionalmente a tocou e tenta o gol fazendo uso dela, é Cartão Amarelo e tiro livre direto para a Colômbia. A única possibilidade que não pode é a que foi equivocadamente explicada pelo comentarista da Rede Globo, Arnaldo César Coelho, que talvez pelo calor da partida não se atentou ao erro que cometeu. Disse ele:

Nem todo lance de mão é para Cartão Amarelo. Nesse lance, se o árbitro entendeu que Neymar usou a mão, errou ao dar o Amarelo, foi muito rigoroso. Se dá Amarelo para quem tenta ludibriar o árbitro buscando um gol.

Ora, se Neymar usou a mão intencionalmente, é lógico e evidente que era para tentar enganar o árbitro!

Particularmente, vendo e revendo o rápido lance, achei que realmente Neymar tentou o domínio; portanto, correto cartão. Mas não culpo aqueles que entenderam que o rebote foi muito rápido e o brasileiro não teria tempo de tirar o braço. Repito: lance difícil, mas se a interpretação foi de mão na bola, naquela situação o Amarelo foi justo.

Durante o segundo tempo, confesso não ter visto nada questionável da arbitragem, afinal, a Colômbia, no 11×11, foi muito melhor. Digo “11×11” pois fica a observação: e se Téo Gutiérrez tivesse sido expulso?

No final do jogo, correção total do árbitro: um incontrolável Neymar, que chutou a bola contra Armero e depois se desentendeu com Bacca, arranjando confusão após o apito final. Vermelho para Neymar e Bacca bem aplicados.

– Cinco considerações finais importantíssimas:

1) Me impressionou a quantidade de colombianos no estádio. Ora, a potência econômica do Cone Sul não é o Brasil?

2) Assim como está faltando futebol, falta carisma à Seleção Brasileira. Como o outrora amado Escrete Canarinho está transmitindo antipatia! Exatamente o inverso das meninas capitaneadas por Marta e treinadas por Vadão, na Copa do Mundo Feminina do Canadá, que ocorre simultaneamente à Copa América.

3) Neymar recebeu em dois jogos, dois cartões amarelos. Terá que cumprir 1 jogo de suspensão automática (nesta competição, o acúmulo de apenas 2 “tarjetas amarillas” suspende o jogador). Como ele tomou o Vermelho direto, que dá a obrigatoriedade de 1 suspensão (é Regra), cumprirá 2 jogos ausentes. O problema é: o cartão que recebeu do jogo contra o Peru! Fuçando algumas anotações antigas de reuniões na Federação Paulista de Futebol, achei algumas anotações do “caso Arce”. Antigamente, quando a novidade surgiu, o árbitro fazia um círculo de espuma e a bola era colocada dentro dela. O paraguaio Arce, batedor exímio de faltas e que jogava no Palmeiras, se queixava muito que não gostava da espuma ao redor da bola. E de tanto chiar (com coro de Marcelinho Carioca), alegando que atrapalhava (não sei se atrapalhava mesmo, afinal, nunca cobrei faltas…), houve uma determinação da Comissão de Árbitros que se fizesse apenas uma marca referencial – um traço no chão, bem rente ao gramado, sem excesso, apenas para determinar que a falta seria cobrada ali, não impedindo o jogador de ajeitar a bola (desde que ela não passasse à frente da marcação nem fosse deslocada para os lados excessivamente – ou seja – o ajuste normal). Mas o que vimos do árbitro mexicano… as marcações eram grosseiras com excesso de espuma. Insisto: Neymar, naquela ocasião, foi injustamente advertido. Alguns dirão que ele havia merecido em outras oportunidades. Ok, mas naquela, “neca de pitibiriba”!

4) Ridículo o subterfúgio de Daniel Alves, dizendo que: “Os árbitros são os culpados, sabem que o Neymar tem personalidade e vão sempre em busca dele”. Ora, nunca vi craques como Romário e Messi serem expulsos ou tomarem Amarelos injustamente. O problema não é de perseguição, é de comportamento do jogador quando sente adversidade. E evitar “criar má fama” também é importante, pois ocasionalmente sofrerá com maus árbitros que deixarão de apitar faltas, mesmo que elas ocorram, apenas pela dúvida.

5) Será que o imbróglio fiscal (e policial) que envolve sua nebulosa transação do Santos para o Barcelona o está desestabilizando? Não duvido…

E você, o que achou da partida? Deixe seu comentário:
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– Neymar e seus “rolos”

Não é que a Receita Federal da Espanha está atrás do Neymar Jr? A do Brasil também. A Polícia também. Diga-se o mesmo do seu pai, o “Neymar pai”. Idem ao Barcelona. E outros atrás de Odílio Rodrigues e Luís Álvaro, ex-presidentes do Santos FC.

A venda mal explicada do garoto ao futebol espanhol é um mistério. Os valores e contratos não batem, são visíveis os indícios de golpe e muita gente deve ter ganhado dinheiro na surdina. Menos uma instituição: o próprio Santos FC…

Tomara que isso não repercuta no rendimento dele na Seleção Brasileira.
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– O Breve Currículo dos 4 possíveis sucessores de Del Nero

É sabido que Marco Polo Del Nero, presidente da CBF e que supostamente seria o elemento “número 12” das investigações do FBI, tentou arquitetar sem sucesso a mudança no estatuto da entidade no que se diz respeito a “Sucessão”. Eis que a Revista Isto É desta semana trouxe à tona um breve histórico sobre os 4 vice-presidentes da CBF e que tem chances de assumir o comando, por idade  mais avançada (o critério para a vaga):

  1. Delfim Peixoto: há mais de 30 anos como presidente da Federação Catarinense de Futebol, adversário de Marco Polo. 
  2. Fernando Sarney: filho de José Sarney, foi investigado pela Polícia Federal por transações financeiras suspeitas. 
  3. Marcus Vicente: o mais afinado com Marco Polo, deputado federal pelo PP, com contas reprovadas em 2005, 2006 e 2014.
  4. Gustavo Feijó: prefeito de Boca da Mata (AL), teve a candidatura a deputado federal barrada pela Lei da Ficha Limpa. 

Algum deles alcançará o poder? E quem seria o seu preferido, caso Marco Polo saia da entidade?

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