– Vinícius preenche o desejo não realizado do brasileiro sobre Neymar?

O inglês “The Telegraph” escreveu após Real Madrid 1×1 Manchester City:

Vinícius, depois de fazer seu gol maravilhoso contra o City, deu um tapa no escudo do Real em comemoração. Uma demonstração de lealdade ao seu clube em uma cidade que é sua casa há cinco anos, desde que chegou por pouco menos de 40 milhões de libras vindo do Flamengo. Ele se tornou o jogador que os brasileiros pensavam que Neymar seria, iluminando o maior torneio da Europa com seu ritmo e implacabilidade na frente do gol”.

Tem razão a publicação? Vini Jr está preenchendo uma lacuna do imaginário brasileiro, não conseguida pelo Neymar?

Foto: PIERRE-PHILIPPE MARCOU / AFP

– Bom dia, 6ª feira (1 de 4).

👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Caindo da cama pois o tempo urge!

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– As importantes perguntas sobre o escândalos de jogadores envolvidos em apostas.

A cada dia, surgem novos nomes de atletas envolvidos na “Máfia das Apostas. É surpreendente a gama de jogadores comprados pelo esquema do apostador Bruno López.

Questões importantes: 

  • O quão forte é esse cara? 
  • De onde ele surgiu e quem é ele?
  • Qual a origem do seu dinheiro?

Talvez, as duas principais dúvidas sejam: 

  • Como ele conseguiu chegar e convencer atletas importantes de equipes tão diversas?
  • E como clubes e autoridades podem blindar os jogadores, árbitros, treinadores e dirigentes?

Dos relatos, me impressiona o “linguajar de bandido” com Eduardo Bauermann, ou o sucesso na cooptação de Kevin Lomónaco (atleta que ganha bem, recebe em dia e que se sujeitou a participar do esquema por um “valor baixo”, se comparado aos seus recebimentos).

Se isso está acontecendo com atletas da Série A, imagine nos campeonatos estaduais, nas últimas divisões e, segundo os relatórios da empresa que monitora fraudes para a FPF, nos torneios femininos e Sub 20 – pois financeiramente são mais vulneráveis. 

É necessário que atitudes fortes sejam tomadas, a fim de que não se caia em descrédito nos jogos do Brasileirão. Afinal, pela desconfiança natural, toda bola que bater sem querer na mão e que virar pênalti equivocado, se dirá que o árbitro estará “na gaveta”; cada gol absurdamente perdido, será proposital do atacante “de esquema”, ou cada furada de zagueiro ou cartão duvidoso, é porque o atleta “estará vendido”.

É como um casal onde um dos cônjuges desconfia de traição: uma simples e rotineira ida ao médico de um dos parceiros, pode se tornar suspeita de “escapadinha para encontro amoroso”!

Que se tome cuidado para a questão da anulação dos jogos (defendida por um ou outro) ou nãoum equívoco cometido no caso da Máfia do Apito, de 2005, onde os árbitros vendiam seus serviços mas não praticaram ilicitudes nos jogos, sem alterações nos placares.

Algo precisa ser feito – rápido e com impacto (mas não creio que se deva parar o Campeonato Brasileiro, não há alteração de placar, mas situações do meio da partida).

Imagem extraída de: https://www.mktesportivo.com/2022/03/2021-registrou-903-jogos-suspeitos-de-manipulacao/

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Amparo.

Para Paulista vs Amparo, a FPF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Renan Pantoja de Quequi
Árbitro Assistente 1: Leandro Fernandes Rodrigues
Árbitro Assistente 2: João Pedro de Morais
Quarto Árbitro: Carlos Eduardo Gomes
Analista de Vídeo: Cleber Luis Paulino

Renan tem 31 anos de idade e 5 anos de carreira, e é um caso curioso: até o ano retrasado, tinha apenas 1 jogo na A3 e 1 jogo na Bzinha, além de muitas escalas em categorias amadoras. No ano passado teve uma sequência boa de jogos e nesse ano se destacou na A3. Está indo bem na Bzinha, pois apitou, inclusive, União Barbarense x Rio Branco, na Rodada 2.

Na única vez que esteve no Estádio Jayme Cintra, teve uma boa atuação com vitória do Galo contra o Rio Branco. Relembre em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/06/04/analise-da-arbitragem-de-paulista-2×1-rio-branco/

O bandeira 1 Leandro Rodrigues é experiente e já atuou na A2. O bandeira 2 João Pedro Morais é jovem e trabalhou na A3.

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Amparo pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– Bom dia, 5ª feira (1 de 4).

👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Animados para mais uma jornada?

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– Máfia do Apito e Máfia dos Apostadores.

É assustador o quanto pipocam nomes de jogadores que se venderam à uma máfia de apostadores. O último escândalo do futebol aconteceu em 2005, com a “Máfia do Apito”.

Para os mais jovens, uma recordação do episódio de 2005 abaixo. Esse texto tem 10 anos, quando testemunhei o que vivemos naquela ocasião, quando participamos de investigação do Gaeco:

10 ANOS DA MÁFIA DO APITO

Amanhã, exatos 10 anos que nos trazem à triste lembrança o episódio da Máfia do Apito que escandalizou não só os amantes do futebol, mas toda a sociedade. Na ocasião, muito foi comentado e especulado. As consequências aconteceram, como a anulação de alguns jogos, embora não se tenha observado erros de arbitragem e má intenção nas partidas.

Gostaria de aproveitar esse espaço para contar o que eu, como árbitro participante do grupo de 40 juízes em Pré-temporada no ano do ocorrido com os pivôs Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, vi, vivi e soube sobre todo o imbróglio. O faço sem nenhum componente explosivo ou polêmico, mas puramente para a curiosidade dos leitores, motivado pela data.

Na sexta-feira do dia 23 de setembro de 2005, dia da prisão do Edilson, eu fui escalado para ser o árbitro-reserva dele no domingo seguinte. Na manhã desse dia, nada se sabia publicamente. Trabalharíamos numa semifinal da série A3, entre Palmeirinha de Porto Ferreira x Santacruzense. Para minha surpresa, na tarde do mesmo dia, Edilson saiu da escala no site da FPF e em seu lugar apareceu Phillipe Lombard.

Quando foi à noite… Muitos se assustaram com a capa da Revista Veja na Internet, e o pouco que se sabia era impressionante.

E os dirigentes da CBF e da FPF?

– Sumiram de imediato!

E aqui havia alguns componentes: Edilson Pereira de Carvalho sabia apitar, mas fisicamente tinha graves problemas no joelho. Enrolava para treinar, preferia ficar no hotel fazendo fisioterapia na Pré-Temporada com a anuência dos cartolas. Sim, parecia ser protegido pela chamada “República do Vale do Paraíba”, nome dado informalmente pelos árbitros ao grupo de pessoas oriundas dessa região do estado e que administrava o Futebol, em especial o presidente da CEAF José Evaristo Manuel, Reinaldo Carneiro Bastos (vice da FPF) e Sérgio Correa da Silva, presidente do Sindicato. Edilson era amigo deles.

Porém, apesar dele ter amizade com eles e alguns privilégios (cobranças menores nos testes físicos, jogos importantes nas escalas e “pouca fiscalização sobre ele” – vide a história da sua documentação irregular para apitar), para mim foi nítido que Edilson traiu a todos os seus amigos! Foi literalmente uma bola nas costas.

E tudo começou com Paulo José Danelon, árbitro de Piracicaba, que nada mais era do que o inverso de Edilson em questões de relacionamento. Edilson era fechado, ruim de conversa, introvertido e mal humorado. Danelon era aberto, piadista, e gostava de ajudar a Comissão de Árbitros realizando palestras para juízes mais jovens e elaborando apresentações sobre Regra.

Ninguém – ninguém mesmo – imaginaria que dois árbitros tão opostos entre si e que nem se conversavam poderiam ter “negócios em comum”.

O problema foi o seguinte: Danelon resolveu arregimentar árbitros para favorecer um grupo de apostadores de jogatinas eletrônicas capitaneados por um tal de Gibão (Nagib Fayad). Combinava-se quem ganharia/perderia a partida e se faria o palpite na jogatina. Edilson topou. O árbitro Romildo Correa houvera sido sondado mas ele próprio alegou estranhar uma visita de sujeitos suspeitos e não entendeu que era uma tentativa de explorá-lo, sendo que nunca mais os viu. Paulo César de Oliveira, segundo as gravações da Polícia, foi descartado com a célebre e honrosa afirmação de Danelon: “Esse não dá, é honesto e se souber vai contar tudo.

Logo após o ocorrido, na sede da FPF, houve uma reunião com os árbitros da Pré-Temporada daquele mesmo ano com o pessoal do Gaeco. O Dr José Reinaldo Carneiro (homônimo do dirigente da FPF), dissertou sobre as investigações. Me recordo quando alguém perguntou se ali estava algum árbitro que pudera ter sido grampeado, e o Dr Reinaldo não titubeou: “todos os senhores aqui presentes poderiam sim ter sido grampeados e investigados durantes o processo. Muitos foram.”.

A prisão de Edilson – e isso pra mim foi clara – só se deu pelo fato da Revista Veja “furar” a Polícia. A Editora Abril já tinha informações de investigações sobre o caso e plantou uma jornalista na vida de Edilson que se passou como “estudiosa das novas profissões”, desejando fazer uma matéria sobre esse assunto e que “ser árbitro de futebol” era uma das atividades profissionais do futuro. Ele acreditou… E Edilson vivia do dinheiro da arbitragem, era técnico de comunicações mas se passou como empresário, pedindo a um amigo para lhe “emprestar” uma fábrica de pelúcias a fim de dizer como conciliava o árduo trabalho e o futebol (na foto da revista, era uma bonequinha Hello Kitty exposta; dias depois, processou-se a empresa pois a dona dos direitos da marca descobriu que era uma firma que pirateava os brinquedos).

Com a iminente publicação, a Polícia teve que prendê-lo. Mas me pareceu que, naquele período em que as prisões de personalidades estavam acontecendo de maneira espetaculosa, aguardava-se uma escala do Edilson em um jogo como Fortaleza x Flamengo as 16h ao vivo pela Globo. Já pensaram em uma prisão com transmissão em tempo real?

Depois disso, Edilson escreveu um livro e cobrava para dar entrevistas depois do escândalo. Foi (e talvez ainda seja) gerente de bar em Jacareí. Danelon virou instrutor de auto-escola e não sei se continua trabalhando nisso.

Conheci e trabalhei com os dois. Particularmente, acho que Danelon deve estar arrependidíssimo. Edilson nem tanto. Mas pensem: perderam os amigos, foram escrachados (eles e seus familiares) e viveram um inferno. Entretanto, chamo a atenção para o seguinte: nenhum dos jogos envolvidos foram, de fato, manipulados. Assistam as partidas! Nenhum deveria ser anulado por ação ilícita dos árbitros, só que foram porque o Sveiter, presidente do STJD na época, estando acuado pelo jornalista Milton Neves em seu programa ao vivo, disse que os anularia pela questão moral.

Me pareceu, sinceramente, que os árbitros acabaram dando um golpe nos apostadores: repararam que nem todas as partidas tiveram os resultados combinados? Nos arquivos gravados, ouviam-se desculpas, como no jogo Juventude x Vasco: “Pô, o Edmundo jogou muito, não dava para fazer nada”. Aliás, nenhuma zebra nas partidas tampouco lances polêmicos. Há quem diga que o próprio Edilson vendia o serviço para um vencedor e apostava em outro, para se garantir com o dinheiro alheio.

Claro, não é defesa deles, mas constatação esportiva: os resultados deveriam ser mantidos pois aparentemente não foram manipulados. Mas isso é outra discussão.

Meu último contato com Paulo José Danelon foi em um jogo como 4o árbitro pela série A1: América x Ponte Preta em São José do Rio Preto, onde, embora já se estava no período “suspeito” e investigado pelas autoridades, tudo ocorreu muito bem. Com Edilson Pereira de Carvalho foi como colega de quarto na sua última pré-temporada. Ele foi um companheiro horrível, de difícil conversa. Me recordo que estávamos assistindo ao sorteio da abertura do Campeonato Paulista de 2005: deu Seneme como árbitro, Ana Paula de Oliveira e Aline Lambert como bandeiras e eu como 4o árbitro, na estréia da súmula eletrônica (Internacional x Palmeiras). Edilson se revoltou por ter sido sorteado para Marília x Corinthians na rodada 2 e se trancou no quarto, abandonando os trabalhos da pré-temporada daquela noite. Não pude compartilhar minha felicidade pela escala que recebi com ele, afinal, ele era “estrela”…

Passado algum tempo, é impossível não pensar e ao mesmo tempo ironizar: Edilson guardava uma imagem de Nossa Senhora Aparecida no bolso do Cartão Amarelo, e a beijava como num ritual de início do jogo. Muitos diziam que no verso havia um bilhete de loteria…

Mas como blindar o surgimento de novos Edilsons e Danelons, não só árbitros mas dirigentes e jogadores?

Marco Polo Del Nero encheu a Federação Paulista de Futebol de gente da Polícia em vários cargos: Comissão de Arbitragem, Corregedoria, Ouvidoria e em outros departamentos técnicos. Mas os cartolas amigos de Edilson, todos continuam militando no meio do futebol, pois, afinal, foram considerados honestos. Só que se as partidas foram anuladas por ética, mesmo tendo sido apitadas honestamente, incoerentemente as coisas caminharam com os dirigentes.

Por fim: encerro com um pensamento do excepcional e experiente jornalista Cláudio Carsughi, ítalo-brasileiro a quem tanto admiro por sua sapiência:

Se Deus, na sua tão grande magnitude não privou nem sua própria Igreja de corrupção, por que o faria a um determinado segmento como o futebol? E em especial aos árbitros?

Disse tudo. Mas confesso que se pudesse conversar novamente com eles (e já houve oportunidade mas não era uma prioridade) pediria a eles para deixar um testemunho do que hoje pensam e sentem sobre tudo o que aconteceu.

Lamento que tudo isso manchou esportivamente o Brasileirão daquele ano. Nada de dizer que foi premeditado ao Corinthians, mas por pura vaidade do STJD (muitos criticam que as decisões na Justiça Desportiva favoreceram o time paulista). A propósito, a fiscalização sobre os árbitros-operários continua feroz desde então, mas sobre os dirigentes, presidentes de sindicatos, membros de comissões e outros cartolas mais graduados é NULA. Por isso é válido afirmar: o sistema é falho. Afinal, se o próprio Ex-Presidente da CBF José Maria Marin embolsou uma medalha de jogador Sub 20 como souvenir na surdina, e desde esse delito soubemos tantas outras coisas muito mais graves, estando ele preso na Suíça, e o atual nem do país pode sair, o que se pode esperar?

– Quem avisa, amigo é…

Sávio Pereira Sampaio vai apitar Flamengo x Goiás. Tem como não lembrar dele e das lambanças de Internacional x Botafogo?
Vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/06/19/o-penalti-inexistente-de-internacional-x-botafogo/

Paulo Zanovelli apitará São Paulo x Fortaleza.
Ele, no último domingo, marcou TODOS os lances de mão possíveis e imagináveis, desagradando a Grêmio x Bragantino (sem contar em um pênalti inexistente. Vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/05/07/analise-da-arbitragem-de-gremio-3×3-red-bull-bragantino/
Aliás, foi dele o “pênalti de coxa” no Fluminense x Athético: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/22/os-penaltis-que-batem-na-perna-desaprendemos-a-apitar-sem-var/

Bráulio da Silva Machado apitará Palmeiras x Grêmio, e “promete fortes emoções”.
Foi ele quem deu o absurdo pênalti ao São Paulo contra o Internacional, no último domingo (e não foi punido): https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/05/08/os-penaltis-inexistentes-em-sao-paulo-2×0-internacional-e-gremio-3×3-red-bull-bragantino/
Também ele que “caçou o treinador Pedro Caixinha” no Red Bull Bragantino x Cruzeiro”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/30/pedro-caixinha-e-o-exemplo-para-abel-ferreira/
E, por fim, o desastre do começo do ano, em Sergipe x Botafogo: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/03/03/sobre-as-queixas-contra-a-arbitragem-de-sergipe-1×1-botafogo/

O que Abel Ferreira, notório crítico de árbitros e frequente “amigo de cartões amarelos e vermelhos” estará projetando para a arbitragem de hoje?

Torçamos para que os árbitros não sejam protagonistas nessa rodada.

– A bola dentro e a bola fora do Paulista: o Ataque do Time e o Preço do Ingresso.

BOLA DENTRO:

  • PARABÉNS à diretoria (ou a quem contratou) Paulinho, Arthur Moura e Arian. Três jogadores que se mexem bastante na frente, tornando o ataque do Paulista (dos que vi nas últimas edições de Bzinha e A3), um dos melhores dos últimos anos. Pelas pontas ou pelo meio, há dribles, correria e tabelas, usando da força física dentro do que é legal pela Regra do Jogo. Esse trio é um dos pontos positivos do time, junto com Morungaba, que é onipresente em campo. E aí, reforço o que disse durante a transmissão dos jogos: sobrecarregado, ele acaba cometendo faltas e levando cartão. Há de se achar alguém para ajudá-lo como volante.

BOLA FORA: 

  • O preço dos ingressos, incompatível com a divisão, e majorado em data que não deveria! O torcedor gastou comprando presentes ou lembranças para o Dia das Mães, e obviamente fica sem dinheiro para o futebol. Tornar o ingresso mais barato é o recomendado, e não cobrar R$ 30,00, pois isso é algo sem sentido. 

Um exemplo de tal erro e para fins ilustrativos, compare os valores dos ingressos das seguintes partidas:

Red Bull Bragantino x Oriente Petróleo, Copa Sulamericana: R$ 40,00.

Paulista x Amparo, 4ª divisão estadual: R$ 30,00.

E olhe que sugerimos na Rádio Difusora que, para animar o torcedor e incentivar o aumento de público, seria interessante (por ser véspera do Dia das Mães), que mulheres e crianças tivessem o ingresso cortesia. Preço promocional: R$ 20,00 e homens acompanhados de mulheres, ela entraria de graça. Algo assim! Ao contrário, aumentaram o valor… Na promoção (R$ 20,00 o casal), casa cheia e, se o time vencer, maiores chances do torcedor voltar. Sem ela, como gastar R$ 60,00? Menos público, menos incentivo… Trazer torcedor é INVESTIMENTO para o futuro.

Veja que interessante o que Bragantino faz: quem tem o Plano Red Bull Experience, paga R$ 24,90 / mês e assiste a TODOS os jogos em Bragança Paulista por esse único valor. Exemplificando: no mês que vem, o sócio-torcedor assistirá Bragantino x Santos, Bragantino x Taquari-PAR, Bragantino x Flamengo e Bragantino x Goiás por… R$ 24,90 (dá R$ 6,23 aproximadamente por jogo). Se você comprar esses jogos avulsos (BR a R$ 60,00 e SD a 40,00), pagará R$ 220,00!

Então, vale a comparação: 3 jogos do Red Bull Bragantino pelo Brasileirão + 1 pela Sulamericana = R$ 24,90. Somente o Paulista x Amparo = R$ 30,00.

Acho que o Marketing do Paulista pisou na bola…

– Bom dia, 4ª feira (1 de 4).

👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Já de pé para o dia render!

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🏃🏻👟 #Fui #RunningForHealth #run #cooper #training #corrida #sport #esporte #Adidas #Skechers #running 

– Real Madrid vs Manchester City.

Melhor definição que ouvi sobre Real Madrid x Manchester City:

É final de Copa do Mundo, com todo mundo misturado” (Flávio Prado).

Perfeito!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x América.

Para o confronto entre o Massa Bruta e o Coelho, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Rafael Rodrigo Klein tem 33 anos e é natural de Teutônia, RS. Em 2022, ele teve uma excelente sequência de escalas na Série B, culminando na sua primeira escala na série A.

No Gauchão de 2023, foi eleito o melhor árbitro do campeonato, e começou muito bem o Brasileirão. Teve uma ótima série de escalas na Série A (destaque para Vasco 2×2 Palmeiras), e, segundo muitos, será substituto de Anderson Daronco no quadro da FIFA em breve. Afinal, é bem mais jovem e melhor tecnicamente.

Das vezes que eu tive oportunidade de vê-lo em campo, tive a impressão de ser um árbitro “frio”, sendo “tranquilo até demais” em alguns momentos. Mas como está há pouco tempo na elite, vamos aguardar mais atuações.

Desejo um bom jogo e uma ótima atuação.

Acompanhe conosco o jogo do Red Bull Bragantino vs América pela Rádio Futebol Total, acessando:
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ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema. Quarta. 10/05, 19ho0. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

 

– Os grandões e o Z4: Flamengo na Zona do Rebaixamento!

Após 4 rodadas do Brasileirão, o Corinthians e o Atlético Mineiro estão namorando o Z4, e surpreendentemente, o Flamengo está nessa Zona de Rebaixamento.

Claro que o Campeonato está só começando, mas que assusta essa improvável classificação, não tenhamos dúvidas.

– A nova fase da Operação Penalidade Máxima de manipulação de resultados no futebol.

Mais notícias sobre manipulação de resultados no futebol brasileiro. Sugiram novos nomes de atletas (por enquanto, nenhum árbitro ou dirigente).

Segundo o Ministério Público de GO (que está cuidando do caso), Bruno Lopez de Moura (conhecido como BL) é o líder de uma quadrilha de apostadores, que cotou os seguintes atletas:

Victor Ramos, da Chapecoense,
Kevin Lomónaco, do Bragantino,
Paulo Miranda, ex-Juventude,
Eduardo Bauermann, do Santos
Igor Cariús, do Sport,
Moraes, ex-Juventude e hoje no Atlético-GO,
Gabriel Tota, ex-Juventude e atualmente no Ypiranga-RS,
Fernando Neto, ex-Operário-PR e hoje no São Bernardo-SP,
Nikolas, do Novo Hamburgo-RS,
Romário, Vila Nova-GO.
Joseph Maurício, Tombense-MG.
Jarro Pedroso, do Inter-SM.

Alguns valores pagos:

R$ 30 mil para que Moraes, lateral-esquerdo do Juventude, para receber cartão amarelo contra o Palmeiras. Pagou-se R$ 5 mil antes do jogo e R$ 25 mil após a partida, após cumprir a tarefa.

R$ 70 mil para Kevin Lomónaco, zagueiro do Red Bull Bragantino, para que receber cartão amarelo contra o América-MG. Pagou-se R$ 30 mil antes do jogo e R$ 40 mil após a partida, após cumprir a tarefa. Posteriormente, no Campeonato Paulista, Lomónaco recebeu a oferta de R$ 200.000,00 para cometer um pênalti no jogo contra a Portuguesa, no Canindé, e recusou.

R$ 50 mil para Eduardo Bauermann, zagueiro do Santos, para receber cartão amarelo contra o Avaí. Aqui o caso é curioso: Bauermann não consegue ser advertido, e combina em cavar uma expulsão no jogo seguinte, contra o Botafogo, para compensar “o desacordo” anterior. Só que ele recebe o cartão vermelho por reclamação após o apito final – e isso não servia ao apostador, que discute com ele!
O diálogo, aqui:

Apostador: “Olha a porra da merda que você fez. Mano, pq você não fez a porra que eu te falei. Mano, pq não tomou essa porra no primeiro tempo. Pq não deu uma porra de uma cutuvelada (cotovelada). Mano, pq você não me escuta, mano. Você me fudeu de novo mano. Mais (sic) dessa vez você vai resolver. Mano, você vai me pagar, tudo. Eu te pedi, eu confiei em você mano. E você me desonrou. De novo mano. Não tô acreditando nisso. Não deu certo porque você não escuta os outros. Era uma porra de uma curuvelada (sic), um tapa na cara do jogador. Só isso, você não fez mano, pq você não quis”.

Eduardo Bauermann: “Mano, de coração, não foi porque eu não quis, eu te juro! Senão não tinha tomado nem no final e teria inventado uma desculpa para você…”.

Apostador: “Pq você não deu uma cotovelada no cara???? O barato vai ficar louco para você”.

Eduardo Bauermann: “Mas estou correndo atrás pra conseguir te pagar esses 800 mil que você falou”.

Apostador: “Cadê os 50 (mil) que eu já te mandei mano?”.

Eduardo Bauermann: “Tá aqui, nem mexi nesse dinheiro”.

Apostador: “Já vê aí pra já mandar esse dinheiro mano”.

Fico imaginando: se em campeonatos de grande visibilidade, como o Brasileirão e o Paulistão, isso vem acontecendo (onde, em tese, temos jogadores de equipes bem estruturadas), imagine nas divisões regionais inferiores…

Já abordamos as manipulações na 4ª divisão de SP e em outros torneios, em: https://professorrafaelporcari.com/2023/02/17/a-operacao-penalidade-maxima-nos-traz-um-alerta-nossos-atletas-sao-alvos-faceis-de-apostadores/

Informações extraídas de GE.com. com todos os outros detalhes no link: https://ge.globo.com/sp/futebol/noticia/2023/05/08/manipulacao-mp-go-faz-nova-denuncia-apos-descobrir-valores-veja-jogadores-investigados.ghtml

Matéria, abaixo atualizada de Veja.com, em: https://veja.abril.com.br/brasil/mp-revela-maior-esquema-de-manipulacao-de-resultados-no-futebol-do-pais

MP REVELA MAIOR ESQUEMA DE MANIPULAÇÃO DE RESULTADOS NO FUTEBOL DO PAÍS

Escândalo levou catorze pessoas ao banco dos réus e envolveu clubes da elite

Por Sérgio Quintella

Já eram 23h30 do dia 17 de outubro do ano passado quando chegou a proposta indecente via WhatsApp: “Tomou um vermelhinho no primeiro tempo, já era. Serão 400 000 reais a mais na fortuna”. O receptor da mensagem era o zagueiro Joseph Maurício, 28 anos, do Tombense (MG), clube que disputa a Série B do Brasileiro. A oferta em questão: ser expulso contra a Chapecoense (SC) dali a quatro dias. “Coisa grande, né?”, respondeu o jogador. Apesar de tentado pela sondagem, ele acabou rejeitando o negócio. Duas semanas depois, Joseph recebeu uma segunda oferta: cometer um pênalti no primeiro tempo contra o Criciúma (SC), em 5 de novembro. Aos trinta minutos da primeira etapa, ele abraçou um adversário na área após cruzamento. Pênalti marcado, gol dos catarinenses e um PIX de 150 000 reais na conta de Joseph. Ele nega a acusação, mas está no banco dos réus com mais treze pessoas acusadas de integrar o maior esquema de manipulação sob investigação no país e que já atinge até partidas envolvendo clubes da elite nacional.

A reportagem de VEJA teve acesso a diálogos em poder do Ministério Público de Goiás, responsável por investigar o caso, que mostram como funcionava o esquema (veja alguns deles abaixo). A Operação Penalidade Máxima 1 começou quando o presidente do Vila Nova (GO), Hugo Jorge Bravo, tomou conhecimento de que um de seus jogadores, Marcos Vinicius Alves Barreira, o Romário, estaria envolvido em manipulações de resultados e em situação muito delicada. Ele teria contraído uma dívida com uma quadrilha após pedir 10 000 reais adiantados para entregar a um colega de time, comparsa no esquema. O dinheiro foi destinado, mas a promessa de pênalti não foi cumprida e o bando deixou de arrecadar 500 000 reais. Com o “rombo”, o grupo criminoso, liderado por Bruno Lopez de Moura, o BL, não conseguiu arcar com outros compromissos e deixou descontente uma parte dos executores do plano.

À medida que o MP puxou o fio da meada, ficou claro que os tentáculos iam além do futebol goiano. Mesmo com a investigação, o grupo continuou manipulando apostas em 2023 e chegou aos campeonatos estaduais de São Paulo, Paraíba, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Dos seis jogos da Série A de 2022 sob suspeita, quatro já tiveram confirmações de irregularidades, segundo os investigadores: Santos x Avaí, Santos x Botafogo, Palmeiras x Juventude e Goiás x Juventude. Os atletas investigados são os zagueiros Paulo Miranda (Juventude) e Eduardo Bauermann (Santos) e o meia Gabriel Tota (Juventude). Eles negam ter participado do esquema.

A quadrilha de Bruno Lopez começou a atuar em meados de 2022 e era dividida em núcleos: intermediadores, apostadores, administrativo e financiadores. Tudo era tratado via Whats­App. Depois que os intermediadores faziam o primeiro contato e acertavam os valores, os financiadores entravam em cena para disponibilizar o valor da “entrada”. Um desses era Zildo Peixoto Neto, primo de Camila Silva da Motta, esposa e sócia de Bruno Lopez na BC Sports Management. Em depoimento, Neto contou que o grupo se cotizava para conseguir os recursos. “O Bruno disse que um jogador do Novo Hamburgo (RS) pediu 15 000 reais de adiantamento para cometer um pênalti. Ele mandou 6 000 reais, eu mandei 6 000 e o Ícaro (outro investigado) mandou o restante. Em outro caso, eu mandei 7 500 reais para um jogador do Vila Nova”, disse.

A operação conduzida em Goiás é a maior, mas não é a única. Em São Paulo, por exemplo, a polícia investiga ao menos dezoito casos de fraudes envolvendo jogos do Brasileirão Feminino e de torneios menores da Federação Paulista. Para tentar obter uma visão mais abrangente do problema, o Congresso instalou em abril a CPI das Apostas Esportivas, cujo objetivo é juntar o maior número de apurações.

A atuação de grupos criminosos vem na esteira da vertiginosa expansão do mercado de apostas esportivas no Brasil. O setor, que movimentava 2 bilhões de reais em 2018, agora projeta 20 bilhões de reais para este ano. A estimativa é que cerca de 1 000 sites atuem no país. Embora eles permitam apostas em vários esportes, é no futebol que têm ganhado visibilidade — dezenove dos vinte clubes da Série A são patrocinados por empresas do tipo. O crescimento também está na mira do governo Luiz Inácio Lula da Silva, que vai regulamentar a atividade e passar a cobrar impostos. A terra sem lei que virou esse negócio bilionário, de fato, exige toda a preocupação possível das autoridades. O jogo tem de ser limpo.

SOB SUSPEITA – O zagueiro Bauermann, durante Santos x Avaí, em novembro de 2022: oito partidas da Série A do Brasileiro estão na mira de investigação (SFC/Divulgação)

– Corinthians 1×1 Fortaleza: Luxemburgo vai ter trabalho…

Empate do Timão em casa, maltratando o torcedor.

Vanderlei Luxemburgo deu oportunidade a garotos e barrou antigos titulares. Ousou. Mas ainda não fez nada de produtivo…

O Coringão 2023 vai ser complicado, esse time mostra isso claramente.

– Grande Prêmio de Miami.

Um GP com muitas ultrapassagens e vitória do número 1. Na tarde deste domingo aconteceu a quinta etapa do campeonato mundial de formula 1, com batida…

Continua em: GRANDE PRÊMIO DE MIAMI🏆

– Bom dia, 3ª feira (1 de 4).

👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Bem dispostos para mais um dia de vida?

Por aqui, tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina (controlando o cortisol)?

Pratique esportes. Sempre!

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– Obrigado, amigos!

Ah, que legal!

Agradeço o carinho dos amigos Gabriel Dias e Mauro Beting, pela citação da minha humilde opinião no lance que, entendo, não deveria ter ocorrido a expulsão de Halter (Goiás 0x5 Palmeiras, no texto em: https://professorrafaelporcari.com/2023/05/07/o-lance-polemico-de-goias-x-palmeiras/)
.
Em: https://youtu.be/suVI_vDac_Y

– O racismo em Athlético Paranaense x Flamengo

Que tristeza… racistas na Arena da Baixada, no Athletico x Flamengo, infernizaram alguns torcedores.

  • Um homem que imita um macaco ironizando uma pessoa negra, pode ensinar o quê para uma criança?

fácil identificar e punir. Assista o vídeo, abaixo, extraído do Twitter do jornalista Gilherme Silva, em: https://twitter.com/gsilvajpan/status/1655406048440733696

Fico pensando: o que faz um cara se achar superior a outro, por conta da cor da pele?

– Sábado, Luxemburgo “ressuscitou” um “morto”. Ressuscitará o Corinthians nessa Segunda-feira?

E no protesto das Torcidas Organizadas do Corinthians, uma cena hilario-patética: um manifestante entrou dentro de um caixão com duas garrafas de pinga, a fim de ironizar o jogador Luan, considerado “um morto pela torcida”. Protesto de extremo mau gosto…

Porém, Vanderlei Luxemburgo foi conversar com os Diretores das Organizadas, e ao passar próximo ao caixão do cidadão… o “morto” levantou e foi ouvir atentamente as palavras do técnico!

Ressuscitou? Não. Na verdade, não estava morto de verdade. Mas a questão é: o Time de Futebol do Corinthians, enfim, “ressuscitará no Brasileirão” hoje, diante do Fortaleza?

– O que é ter um “coração negro”?

Chimy Ávila, jogador argentino do Osasuna, após a derrota do seu time para o Real Madrid na Copa do Rei, disse sobre Vini Jr:

“Com o tipo de jogador que ele é, muito bom, está protegido e acho que isso é muito bom, mas também somos pessoas e é isso que é importante para se ser um bom ser humano, porque pode ser um bom jogador, mas se tiver um coração negro é impossível. O Vinícius tem muito para dar, gosto dele como jogador e o treinador ou os colegas de equipe vão corrigi-lo”.

Coração negro?

Eu não consigo acreditar que ele se referiu como uma forma pejorativa e racista para Vinícius Jr, associando que o coração (ou melhor: a índole) de um negro é diferente de um branco. Se foi isso, é uma atitude para as autoridades puni-lo imediatamente.

Vou torcer para que “coração negro” seja alguma expressão argentina mal compreendida, de sentido enviesado num primeiro momento a nós, mas entendível se explicada. Porém, se for o que se aparenta, será mais um triste episódio de racismo…

Em tempo: em Curitiba, no Athlético Paranaense x Flamengo, imbecis imitaram macaco para torcedores visitantes. Tudo filmado e fácil de se identificar. Que se puna exemplarmente (clube e autoridades públicas devem ser cobrados).

Arte de coração negro gerada por inteligência artificial

Imagem extraída de: https://br.freepik.com/fotos-premium/arte-de-coracao-negro-gerada-por-inteligencia-artificial_34842448.htm

– Os pênaltis inexistentes em São Paulo 2×0 Internacional e Grêmio 3×3 Red Bull Bragantino.

Voltaram os pênaltis “de queimada”, aqueles da Regra “12-B”, somente existente no Brasil, onde a bola que bate no braço é infração, independente se intencional ou não, de movimento anti-natural ou natural.

Quando ocorreu a Copa do Mundo, todos esses lances polêmicos foram considerados involuntários, de movimento natural, e que não deveriam ser sancionados (que é o que manda a Regra 12 da IFAB). Com o início dos Estaduais, vimos uma frequência muito menor dessas marcações (e menor intromissão do VAR), pois o Mundial do Catar estava fresco na memória de todos.

Com o passar dos jogos, voltou-se, aos poucos, à retomada dos erros de antigamente.

Resumidamente, sem apego às terminologias técnicas e com uma didática mais popular para o leitor entender, a Regra diz: “Primeiro, avalie a intenção: quis ou não tocar a mão na bola? Depois, veja: ele disfarçadamente deixa o braço para a bola bater nele, agindo com um movimento físico não-natural“?

LANCE 1:

Avalie: no Morumbi, quando Marcos Paulo (SPFC) salva a bola em cima da linha e dá um bico para trás, fazendo a bola bater no braço de Igor Gomes (INT), foi um toque intencional do jogador gaúcho? O braço dele estava em um movimento antinatural? Ele tira o corpo, desviando-se, mas deixa o braço para que a bola toque nele?

A resposta é: NÃO, para as 3 situações. Ele está com o braço grudado no corpo, é um movimento natural. E acrescento (isso é importante): se ele estivesse com o braço aberto de maneira natural e a bola batesse nele, não seria pênalti também! Afinal, haveria tempo, reflexo, ou possibilidade de recolher o braço? Claro que não, pois foi um chute “à queima-roupa”.

LANCE 2:

Em Porto Alegre, o lateral Thomás (GRE) cruza a bola com muita força, e Jadsom (RBB) está em seu caminho. O jogador paulista recolhe rapidamente o braço (que estava em movimento natural) e ela ainda resvala em sua mão. Não houve intenção, tampouco movimento antinatural, muito menos o desejo da mão bater na bola. Ele fez o que pode, com o seu reflexo, a fim de evitar o contato. Marca-se pênalti?

E a resposta também é: NÃO, pelos mesmos motivos citados.

Os árbitros continuam se apegando em: “como a regra ainda é confusa no Brasil, na dúvida eu vou dar e alego que o braço está aberto, e esse é o meu subterfúgio”.

ISSO É ERRADO, reforçando que “braço aberto” não quer dizer nada, se for em movimento natural.

Toda essa pendenga começou em 2014, com a confusão de Jorge Larrionda, instrutor “queridinho da CBF” e que contaminou negativamente a arbitragem. Relembro meu texto extraído desse mesmo blog:

Já explicamos a dificuldade (e a teimosia que foi) de discernir o termo movimento anti-natural para os árbitros brasileiros. Jorge Larrionda, instrutor da Fifa, fez uma lambança ao ensinar aos nossos juízes. A CBF comprou a ideia e insistia que estava certa (e o resto do mundo errado). Me recordo (tenho até hoje o recorte do jornal) que o Massimo Bussaca, responsável pela arbitragem da FIFA, deu uma entrevista ao Estadão (Jamil Chade ainda estava lá e foi o jornalista que fez a ótima pergunta) sobre tais lances:

“Um jogador precisa de sua mão e de seu braço para correr, se equilibrar e saltar. Não se pode jogar sem a mão. O árbitro precisa fazer a leitura correta do lance. Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo. O árbitro deve ver se a mão estava no local de forma natural ou não-natural. Tem que ser avaliado se o toque (da mão na bola) foi intencional ou não. Quando um jogador tenta fazer seu corpo maior usando a mão, isso deve ser punido. O juiz não pode só pensar como juiz e aplicar o que está escrito. Precisa se colocar no lugar do jogador para entender o movimento”. (extraído de: https://wp.me/p4RTuC-p).

Enfim: insisto na tese de que, árbitros mais jovens, com medo de punição, marcam pênalti a qualquer toque já que, muitas vezes, isso é aceito pelo “costume errado”. Árbitros FIFA, na TV, aplicam a Regra correta (a que é vista na Copa do Mundo) pois têm mais condição de justificar a correção de sua decisão. O que não pode é gente importante na TV polemizar algo que não tem polêmica.

– Bom dia, 2ª feira (1 de 4).

👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? S’imbora começar mais uma semana com bastante ânimo?

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– Análise da Arbitragem de Grêmio 3×3 Red Bull Bragantino.

Em um jogaço, com 31 finalizações (10 do Grêmio e 21 do Red Bull Bragantino), uma arbitragem atrapalhada.

Já havíamos falado que o árbitro Paulo Zanovelli estava em má fase técnica, sentindo o peso do escudo FIFA, e marcando pênaltis bisonhos (vide em: https://wp.me/p55Mu0-3fC). E nesta noite de domingo… não foi diferente.

Com apenas 1’44” de jogo, Thomás Luciano (GRE) cruza uma bola, com Jadsom (RBB) à frente. Ela vem forte, e o defensor tira o braço em movimento natural, com a bola resvalando nele. Claro lance acidental, não intencional e tampouco antinatural. O jogo segue, e eis que o VAR chama o árbitro. Durante 2 minutos de conversa com o VAR, sendo mais de 1 minuto no monitor, decide-se pelo pênalti. Errou. Esse era o erro comum antes da Copa do Mundo, os chamados “Pênaltis de Queimada Brasileiros”, que deixaram de ser marcados (felizmente) graças a visibilidade do Mundial do Catar.

Detalhe: aos 23m, uma bola “de supetão” bate igualmente no braço de um meio-campista do Grêmio e nada é marcado. Aí acertou.

Aos 29m, outro lance de movimento natural, dessa vez com Vina (GRE), e o árbitro marcou (de novo, errado) falta. O gremista levou amarelo ao fazer com as mãos o sinal de que o juizão precisava de óculos…

Para completar a bagunça, aos 43m (ainda do primeiro tempo), o jogador do Bragantino dá um bicão na bola que bate no braço de Bruno Uvini (GRE). Não tem como o braço desaparecer à “queima-roupa” e sem intenção. Errou de novo e ainda deu amarelo.

No segundo tempo, não tivemos polêmcias, felizmente. Mas a bola bateu nele por duas vezes…

A partida, em si, foi tranquila para se apitar (tanto que com 15 minutos, tínhamos apenas duas faltas marcadas).

Fico me perguntando: o que credenciou Zanovelli a ser FIFA, tão inexperiente ainda? E se ele manter esse ritmo ruim de atuações, continuará no quadro internacional?

Tem que voltar à escolinha… “Tudo é mão, e tudo com cartão”. Prejudicou o Grêmio e o Red Bull Bragantino, pois apitou com uma regra diferente da IFAB nessa partida do Brasileirão.

– O lance polêmico de Goiás x Palmeiras.

O lance polêmico da partida, aos 37m – Weverton dá um chutão para frente, lançando Rony. Halter comete uma falta, quando o atleta estava no ataque, e o árbitro aplica o Cartão Amarelo, entendendo que não foi jogo brusco grave (mas ação temerária), e nem era situação clara de gol (ele corria mais para o lado, não para o gol, além de ter um zagueiro voltando pelo meio).

Porém… 

O VAR o chama para rever o lance, e ele retira o Amarelo de Halter e aplica o Vermelho

Resta saber: reviu a decisão e entendeu como Jogo Brusco Grave ou entendeu como Situação Clara de Gol?

Para mim: a decisão inicial do árbitro, em campo, foi a correta. O VAR o “ludibriou” e ele errou…

 

– Análise da Arbitragem de Colorado Caieiras 2×4 Paulista.

Um jogo que não levou dificuldades ao iniciante árbitro Thiago Filipe Machado Chagas (apenas a sua segunda partida profissional apitada).

Tecnicamente, foi muito bem. Acertou nos lances mais viris (não foram muitos) e deixou o jogo seguir nos trancos legais. Não teve trabalho disciplinar (apenas um Cartão Amarelo ao goleiro reserva) e se colocou razoavelmente (precisa evitar que a bola bata nele, como ocorrido num importante ataque do Colorado).

Uma falha grave: parar o jogo para uniformizar os gandulas! Isso é tarefa do 4º árbitro no vestiário. E se precisar fazer isso durante a partida, não tem que deixar o jogo paralisado.

Outro erro, a ser corrigido pela inexperiência: a demora em agilizar a partida. Não foi um jogo faltoso, mas que existiriam diversas paralisações e que ele deixou o tempo correr. Fica o conselho para melhorar nisso.

Parece ter bom potencial, e por ter apenas 29 anos, pode evoluir. Gostaria de vê-lo num jogo com mais dificuldade.

Anotações da partida: 

Aos 4 minutos, o árbitro (jovem, que tem que ganhar experiência), parou o jogo por 40 segundos para que os gandulas se uniformizassem. Não pode… tem que ver isso antes da bola rolar, e não deve paralisar a partida por conta disso. Ordene ao 4º árbitro e o jogo deve seguir.

Aos 8 minutos, Arthur Moura pediu falta, mas não foi: tranco legal, que corretamente o árbitro deixou seguir.

Aos 12m, Arthur Moura pediu bola na mão do seu marcador, não foi nada. Acertou ao árbitro ao deixar seguir.

Aos 24m, Thomás Lamin avança, dribla e quando Morungaba vai roubar a bola, se joga. Acertou novamente. A arbitragem ao não marcar pênalti.

Aos 27m, a bola bateu no árbitro e teve que se marcar bola ao chão (poderia estar melhor colocado). No reinício, o Colorado perdeu o ataque… um detalhe da Regra (que entendo, precisa mudar).

Aos 30m: O árbitro tem dificuldade em agilizar o jogo, é algo a ser corrigido. Não só nesse momento, mas em vários outros.

Acréscimos do 1º tempo: o árbitro esqueceu de acrescentar o tempo perdido das paralisações inúmeras e do gol comemorado (conforme a regra nova). Os 3 minutos indicados foram pouco.

Até aos 20m do 2º tempo, NADA relevante. Apenas 5 faltas nesse período. Partida tranquila para o juizão.

24m no 2º tempo: novo atendimento médico a atleta lesionado. Sem preocupação em agilizar a partida… esse ee um defeito do árbitro, a ser corrigido.

30m no 2º tempo: trombada de Arthur Moura e Maicon, não foi nada, acertou de novo o árbitro.

31m no 2º tempo: que cáca! Felipe Vioti e Koiote ficaram olhando a bola, perderam ela “de bobeira”, e o Colorado empata com Thomas Lamin.

34m no 2º tempo: Koiote, que falhou, faz o 3º gol do Galo na falha do goleiro de Caieiras.

41m no 2º tempo: continua tendo dificuldade em agilizar o jogo…

– E o Rei? Mas o Pelé…

Muitos protestos de ingleses contra a Monarquia no último sábado. E, em meio às manifestações contra o Rei Charles III… alguém se lembrou de louvar um Rei: Pelé!

Viralizou na Web essa foto:

– Fluminense 1×1 Vasco da Gama: o sutil Felipe Melo e a obstrução em Gabriel Pec.

Alguns amigos me perguntaram se Felipe Melo deveria ser expulso pela falta em Gabriel Pec, matando um ataque com uma possível cotovelada.

Não foi cotovelada! Reveja nesse bom ângulo que o atleta tricolor faz um paredão com uma “bundada” no oponente cruz-maltino. De fato, o braço está aberto, e talvez pelo histórico de virilidade em jogadas, possa levar o torcedor mais afoito a interpretar errado.

Foi bem Wilton Pereira Sampaio na aplicação do Cartão Amarelo, auxiliado pelo bandeira Bruno Raphael Pires (que tinha ótima visão do lance).

Em: https://www.tiktok.com/@geglobo/video/7230241274220088581

– Bom dia, domingo (1 de 4).

👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Domingão também é dia de se exercitar!

Por aqui, tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina (controlando o cortisol)?

Pratique esportes. Sempre!

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– Pobre Paulista de Jundiaí…

Triste realidade do Galo da Japi

Nas últimas posições no Sub 15 e Sub 17, sem time Sub 20 e na parte de baixo da tabela da 4ª divisão profissional.

Outrora campeão da Copa do Brasil (2005), agoniza por anos ruins de gestão (das anteriores e da atual).

Pior: serão rebaixados 20 times para a futura 5ª divisão de 2024.

Abre o olho…

– Classificação do Brasileirão: não pode ser só coincidência…

Repare que os 5 primeiros colocados do Campeonato Brasileiro são: Botafogo, Fortaleza, Palmeiras, Internacional e Fluminense – equipes que tem orçamentos bem diferentes, mas algo em comum: são as equipes que possuem treinadores há mais tempo comandando suas equipes no Brasil!

Não pode ser coincidência, né? O Corinthians, que nos últimos 4 jogos do ano teve 4 treinadores, nessas 3 rodadas do torneio nacional está na Zona do Rebaixamento. Sintomático…

– Bom dia, sábado (1 de 4).

👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Prontos para o sabadão?

Por aqui, tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina (controlando o cortisol)?

Pratique esportes. Sempre!

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– Vem aí o ousado Grupo Independiente!

O simpático Independiente Del Valle-EQU (nascido em 1958) tem esse nome por conta de uma grande admiração do seu fundador, José Teran, pelo Independiente-ARG, o “Rei de Copas”.

Em 2006, Michael Deller e Franklin Tello (donos das franquias do KFC Fast Food no Equador) compraram o modesto time, profissionalizando a gestão e enriquecendo os cofres.

Desde 2010, quando subiu à 1ª divisão local, já ganhou duas Copas Sulamericanas. E a partir da última semana, tornou-se um grupo de entretenimento esportivo, com a criação do Grupo Independiente, ao comprar na Colômbia o Atlético Huila.

O propósito é: adquirir, aos poucos, diversos clubes no continente, imitando o City Group e tornando-se um conglomerado global. Para isso, em todas as equipes, implantará o “Método Independiente de Trabalho“, como é chama a gestão do time-matriz no Equador.

Ousado ou não?

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Grêmio x Red Bull Bragantino.

Para o confronto do Tricolor Gaúcho contra o Massa Bruta, trabalhará a seguinte equipe de arbitragem (repare a diversidade de estados):

Árbitro: Paulo César Zanovelli da Silva – MG (FIFA)
Bandeira 1: Felipe Alan Costa de Oliveira – MG
Bandeira 2: Marciano da Silva Vicente – MG
4º Árbitro: Roger Goulart – RS
Assessora: Simone Xavier de Paula e Silva – RJ
VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro – RN
AVAR: Flávio Barroca – RN
AVAR 2 – Diego Pombo Lopez – BA
Observador de VAR: Márcio Eustáquio Souza Santiago – MG

Paulo tem 33 anos, é natural de Juiz de Fora/MG e entrou na FIFA nesse ano.

Em 2022, apitou SPFC 3×0 RBB, com boa arbitragem (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-35a). Depois esteve em RBB 0x2 SFC (onde não foi bem tecnicamente: https://wp.me/p55Mu0-36Y). Em 2023, Zanovelli foi criticado em partidas do Campeonato Mineiro, e no Brasileirão, cometeu um erro grosseiro em Fluminense x Athletico, corrigido pelo VAR, (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/22/os-penaltis-que-batem-na-perna-desaprendemos-a-apitar-sem-var/).

É um árbitro promissor, mas parece que o escudo da FIFA está pesando nesse começo de temporada.

Acompanhe conosco o jogo do Grêmio vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
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ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 07/05, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré-Jogo para Colorado Caieiras x Paulista FC:

Para o jogo do Galo em Caieiras, a FPF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Thiago tem 6 anos de carreira e 29 de idade. Apitou apenas 1 jogo profissional na carreira: Itararé x Osvaldo Cruz, no ano passado, em meio aos jogos Sub 11 e Sub 13 que atuou. Nesse ano, trabalhou no Sub 20.

Quando iniciantes como ele acessam a Intranet da Federação Paulista e descobrem que estão escalados em um jogo de time importante (como o Paulista), abrem um sorriso enorme e falam para os amigos: “vou apitar uma partida de um clube que já foi Campeão da Copa do Brasil”. E chegam motivadíssimos para a partida.

Porém, para dar suporte ao novato, há dois bandeiras que têm experiência em A1. E isso é bom, pois mostra coerência num trabalho de renovação.

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Colorado Caieiras x Paulista pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Francisco José. Domingo, às 11h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 10h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Racing 1×1 Flamengo: Sacar ou não um jogador pendurado por Cartão Amarelo?

Na Argentina, Sampaoli poderia evitar ou não a perda de Wesley por expulsão?

As expulsões do jogo Wesley deu uma entrada dura (ação temerária) em Rojas aos 12m, e foi corretamente advertido com Amarelo. Aos 24m, Hauche faz igualmente uma falta forte em Ayrton Lucas, recebendo amarelo (e repete outra falta 1 minuto depois, no mesmo jogador, sendo expulso pela reincidência). Assim, jogando com um a menos, o Racing pressionava por uma “compensação”. Porém, o árbitro Jesus Valenzuela corretamente sustentou sua arbitragem, e, por nova falta de Wesley, somente aos 25m do 2º tempo, o expulsou pelo segundo amarelo.

Considere: quando um jovem atleta recebe o Cartão Amarelo muito cedo, até pela falta de experiência, ele acaba se pressionando para não receber o Cartão Vermelho. Naturalmente, dentro dessa pressão, ele pode se condicionar “a tirar o pé”.

Um exemplo prático: Pela 4a divisão paulista, Morungaba (meio-campista do Paulista FC) em dois jogos seguidos cometeu 4 faltas no 1º tempo e recebeu o Amarelo. Em ambos jogos, jogou o segundo tempo com muito cuidado, diminuindo a virilidade das disputas e sendo cuidadoso ao extremo (em alguns momentos, evitando cometer faltas). Em entrevista ao repórter da Difusora Francisco José, o treinador Roberval Davino confessou porque o manteve em campo nas duas ocasiões:

“O elenco é reduzido, eu não tinha outro jogador com aquela característica e orientei bastante ele no intervalo para não receber o Segundo Amarelo. É o que dava para fazer”.

Diferente do Paulista na 4ª divisão, o Flamengo na Libertadores tem elenco para não correr riscos. E Wesley não é insubstituível.

Fora isso, considere: tendo o árbitro expulsado um jogador no 1º tempo do time da casa, seria natural a pressão para que se expulsasse “o quanto antes” um do visitante. E o óbvio acontece: os jogadores vão forçar as jogadas pra cima de quem estiver mais propenso a receber o segundo cartão. 

Foi um risco que Sampaoli correu. Faz parte da estratégia de jogo.

Em tempo: Wesley ainda foi acusado de cometer um pênalti aos 15m do 2º tempo, por mão na bola. Não foi nada, foi movimento NATURAL e não pode ser marcada a infração.

Ayrton Lucas em Racing x Flamengo

Ayrton Lucas em Racing x Flamengo (Foto: Luis ROBAYO / AFP, extraído de: https://ge.globo.com/futebol/libertadores/jogo/04-05-2023/racing-flamengo.ghtml)