– A UNiAzul e o conceito de Universidade Corporativa.

No Exterior, existem grandes empresas que montam universidades aos seus funcionários. Aqui no Brasil, a Azul criou cursos exclusivos aos seus colaboradores e tem chamado a atenção. Por serem voltados a um segmento específico e particular, ganham liberdade e até diversão!

Compartilho, abaixo, extraído de: https://exame.com/negocios/universidade-mais-divertida-exclusiva-do-brasil/

CONHEÇA  UNIVERSIDADE MAIS DIVERTIDA (E EXCLUSIVA) DO BRASIL

Criar situações indesejáveis é a especialidade da UniAzul, que tem simuladores até 15 milhões de dólares e 400 cursos diferentes

Por Gabriel Aguiar

Quem chega às pressas ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), talvez nem imagine que, logo ali bem ao lado, está a universidade mais divertida do Brasil. Não existe nenhuma prova ou vestibular para participar dos cursos oferecidos: somente funcionários da Azul são permitidos. E o que existe dentro da UniAzul? Simuladores tão reais quanto aviões de verdade – e capazes de imitar qualquer situação.

Ainda que a possibilidade de pilotar modelos como Embraer E190 e Airbus A320 seja tentadora (mesmo para quem não tem habilitação necessária), esses equipamentos vão muito além de um flight simulator e servem para manter os treinamentos dos pilotos da companhia em situações extremas, como falha de motores ou turbulência. Com tanto realismo, as simulações são consideradas como horas de voos.

Claro que as cabines futuristas – que “flutuam” sobre um conjunto de amortecedores para reproduzir os movimentos – não são nada acessíveis: os preços variam de 10 a 15 milhões de dólares e cada unidade é homologada pelo fabricante da aeronave simulada. É tanto realismo que ninguém precisa usar óculos de imersão para acreditar nas simulações das telas de 180° que recriam aeroportos e cidades do país.

Para quem planeja mudar de aeronave, o que é praticamente uma promoção neste universo da aviação, são necessárias até nove sessões de 4h com outro equipamento bem mais semelhante a um videogame. Esse pré-treino tem uma função essencial, que é familiarizar os pilotos com os comandos específicos de cada modelo e faz parte de um longo processo de até cinco meses até realmente chegarem a voar.

Também existem outras réplicas que servem para diferentes treinamentos – em situações que nenhum passageiro gostaria de viver gostaria de experimentar –, como pouso na água e incêndio. Durante essas simulações, é possível abrir saídas de emergência, vestir máscaras de oxigênio e saltar no escorregador inflável. Para tornar tudo mais realista, há telas com imagens nas janelas e até máquina de fumaça.

Esses são apenas alguns dos exemplos de cursos, já que a UniAzul oferece mais de 400 opções, inclusive para manutenção de aeronaves e gerenciamento de cargas (que exigem uma boa dose de prática), mas também para sustentabilidade e imersão na cultura da companhia. Fato é que a universidade foi criada em 2012 e, apenas no ano passado, foram formados 13.843 funcionários em 72.041 treinamentos.

– Métodos tradicionais ou modernos para estudar?

Uma discussão bacana: até onde os métodos tradicionais de estudo funcionam? Com o advento da tecnologia, estudar pode ser algo diferente. E nesta matéria, abaixo, uma reflexão: não estaríamos próximos do ensino oral, via computadores?

Interessante, extraído de Época Negócios, Caderno inteligência, pg 66-68, ed 32.

AFINAL, A DECOREBA FUNCIONA?

por Lelivaldo Marques Filho e Robson Viturino

Há muito os educadores discutem qual seria a melhor forma de aprender: a elaboração dos conceitos ou as técnicas de memorização? Em busca de uma resposta, a edição de janeiro da revista Science indica que, no futuro, é provável que a pedagogia empreenda algumas mudanças nos métodos de aprendizado. Segundo um estudo divulgado na publicação, estudantes estimulados a ler textos, resgatar e reconstruir o conhecimento em intervalos regulares obtêm melhores resultados do que os colegas que recorrem à criação de mapas conceituais – aqueles diagramas em que os “nós” representam conceitos e as conexões entre esses “nós” simbolizam a relação entre os conceitos.
Para confrontar as duas técnicas, os pesquisadores da americana Purdue University realizaram um experimento em que 200 alunos estudaram textos de diferentes disciplinas científicas. Na primeira prova, próxima das seções de estudo, não houve diferença significativa no resultado. No entanto, uma semana depois, quando se mediu o sucesso da retenção no médio prazo, o grupo que se valeu de técnicas de resgate regular da informação colheu resultados 50% melhores do que seus colegas. As avaliações incluíam tanto perguntas literais, cuja informação estava diretamente no texto, quanto questões que requeriam interpretação.

De acordo com os autores do estudo, Jeffrey D. Karpicke e Janell R. Blunt, atualmente há uma tendência entre pedagogos no sentido de encorajar práticas baseadas no “estudo elaborado” em detrimento da velha e boa releitura. Os maiores interessados no assunto estão no mesmo barco. Karpicke e Blunt dizem que os próprios estudantes, antes que vissem o que diz a pesquisa, avaliaram que a primeira técnica seria a mais eficiente para solidificar o aprendizado.

Para os pesquisadores, a prática de resgate das informações sugere uma nova visão de como a mente funciona. “O resgate não é apenas uma leitura do conhecimento estocado na mente – o ato em si de reconstrução do conhecimento aumenta o aprendizado. Esta perspectiva da dinâmica da mente humana pode pavimentar uma via para o desenho de novas atividades educacionais”, afirmaram, no artigo que ganhou as páginas da Science.

Máquinas acionadas pela voz e linguagem visual irão
aposentar a palavra escrita, afirmam cientistas

Estendendo o horizonte de discussão, alguns cientistas já estão estudando como seria o aprendizado em um mundo sem textos. O futurólogo William Crossman supõe que, em 2050, a palavra escrita vai ser uma tecnologia obsoleta e, acredite se quiser, cairá em desuso como forma de armazenar conhecimento. A interação com computadores que respondem a comandos de voz e o avanço da iconografia terão chegado a tal ponto que não se ensinará mais os alunos a ler e escrever, diz ele. Todo o conhecimento e as informações do dia a dia virão desses repositórios interativos e inteligentes de informação.

Em seu livro VIVO [Voice-In/Voice-Out]: The Coming Age of Talking Computers (algo como “A nova era dos computadores que falam”), Crossman chega a descrever com detalhes como seria um dia normal na vida de uma família embebida dessa cultura oral. Desde o despertar até o final do dia, as atividades de uma mãe e seus dois filhos em idade escolar são realizadas sem nenhum contato com informação escrita.

É uma alegoria do futuro, como várias que vimos no passado. Algumas se configuram e outras não. Mas vale a pergunta: será mesmo possível aprender com profundidade sem o distanciamento e a introspecção que a leitura exige? Ou essa questão é apenas fruto de nossa tendência de nos apegar ao que já conhecemos?

– Se Deus te deu uma oportunidade, a faça vale a pena!

Se Deus te deu uma oportunidade, a faça vale a pena! Por exemplo: estudar.

Quantas pessoas queriam estar num banco escolar e não puderam (e nem podem). E as que podem, que devolvam em gratidão e serviço ao próximo, mostrando solidariedade.

Uma importante mensagem do Papa, abaixo:

– Qual o livro da sua infância escolar?

A literatura dos anos 80: quem não teve que ler alguns desses títulos na escola?

O meu preferido: Menino de Asas!

Ver essas capas é voltar a um passado tão bom…

– A volta às aulas presenciais obrigatória é precipitada ou não?

O Governo do Estado de São Paulo determinou que as escolas voltem às aulas obrigatoriamente presenciais. Faculdades terão outras regras e creches à critério dos municípios (a grosso modo falando).

Estão livres da presença:

– Gestantes e puérperas
– Comorbidades com idade a partir de 12 anos que não tenham completado ciclo vacinal contra a Covid
– Menores de 12 anos que pertencem a grupos de risco para a Covid e ou condição de saúde de maior fragilidade.

Perguntas e respostas sobre a volta às aulas, em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/10/13/volta-as-aulas-presenciais-obrigatoria-em-sp-perguntas-e-respostas.ghtml

VOLTA ÀS AULAS

Abaixo, o g1 listou as principais perguntas e respostas sobre a mudança:

Qual é a regra válida para o funcionamento das escolas no estado de SP atualmente?

Resposta: No início de agosto, o governo estadual liberou o retorno às aulas presenciais com 100% ocupação respeitando os protocolos sanitários, o que em algumas unidades exigiu revezamento de grupos.

Apesar da autorização, o envio do estudante para a sala de aula era facultativo aos pais. Na ocasião, as prefeituras também tinham autonomia para definir as datas e regras de abertura.

Como deverão funcionar a partir da próxima segunda, dia 18?

Resposta: A partir da semana que vem, na rede estadual, só poderão deixar de frequentar as escolas presencialmente os estudantes que fazem parte dos seguintes grupos:

  • Gestantes e puérperas
  • Comorbidades com idade a partir de 12 anos que nao tenham completado ciclo vacinal contra a Covid
  • Menores de 12 anos que pertencem a grupos de risco para a Covid e ou condição de saúde de maior fragilidade

A mudança vale para todas as redes de ensino?

Resposta: Sim, a determinação é para as escolas privadas e públicas, mas começa a valer no dia 18 para a rede estadual.

As escolas privadas terão prazos e regras determinados pelo Conselhos de Educação.

Além disso, as cidades que têm conselho municipal próprio poderão ter outra regra, mas os municípios que são regulados pelo Conselho Estadual, que geralmente são os municípios pequenos do estado, deverão seguir a orientação estabelecida sobre o Conselho Estadual de Educação de SP.

A obrigatoriedade também vale para creches e ensino superior?

Resposta: Segundo o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, as regras para o ensino superior devem ser definidas pelo Conselho Nacional de Educação. Ainda será feita uma reunião com o órgão para definir como será feito nas universidades do estado.

Já no caso das creches, a regra deve ser definida pelas prefeituras.

O distanciamento entre carteiras será mantido?

Resposta: O distanciamento entre as carteiras será incialmente mantido, mas deixará de ser exigido a partir do dia 3 de novembro.

A determinação vale para todas as cidades ou as prefeituras têm autonomia para decidir?

Resposta: As cidades que têm Conselho de Educação próprios poderão definir as regras de retorno, como é o caso da capital paulista. As demais devem seguir a determinação da gestão estadual.

Como será essa obrigatoriedade nas escolas que não têm estrutura física para receber 100% dos alunos respeitando o distanciamento?

Resposta: Nessas escolas, o esquema de rodízio deverá ser mantido até o início de novembro, quando não será mais exigida a manutenção da medida.

Nas escolas particulares em que hoje o sistema é híbrido, os alunos terão de ir todos os dias à escola? Em todos os níveis de ensino?

Resposta: O governo orienta que a regra seja cumprida em todas as redes de ensino, mas os critérios e prazos serão definidos pelo conselho de educação de cada município.

O que acontece se uma pessoa testar positivo em uma turma? Os demais alunos devem continuar a ir às aulas presenciais?

Resposta: Governo não esclareceu a orientação, disse que os casos são informados à Vigilância em Saúde, que define se a escola deve permanecer aberta, e qual medida tomar com relação ao grupo.

Alunos, professores e demais funcionários deverão seguir usando máscara?

Resposta: O uso de máscara por parte de estudantes e funcionários permanece obrigatório para todos, assim como a utilização de álcool em gel nas escolas e equipamentos de proteção individual por parte de professores e demais funcionários.

Vacinação no estado de SP

Segundo dados do Vacinômetro atualizados até as 7h17 desta quarta (13), foram aplicadas 66,7 milhões de doses no estado, o que representa:

  • 99,37% da população adulta com uma dose
  • 80,27% da população adulta com esquema vacinal completo
  • 82,78% da população total com uma dose
  • 61,55% da população total com esquema vacinal completo

Em setembro do ano passado, o estado retomou as aulas presenciais durante a pandemia, mas manteve um percentual limitador de 35% dos alunos matriculados por dia.

Durante a fase emergencial, em março deste ano, as instituições ficaram abertas apenas para acolhimento de crianças em situação de maior vulnerabilidade e oferta de merenda.

Em abril, as escolas foram liberadas para voltar a receber alunos, desde que mantendo a capacidade máxima de 35%.

VOLTA ÀS AULAS EM SP: Alunos sentam em carteiras separadas na Escola Estadual Thomaz Rodrigues Alckmin, no bairro do Itaim Paulista, na Zona Leste da cidade de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (7) — Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo

VOLTA ÀS AULAS EM SP: Alunos sentam em carteiras separadas na Escola Estadual Thomaz Rodrigues Alckmin, no bairro do Itaim Paulista, na Zona Leste da cidade de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (7) — Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo

– Revistinhas são sempre ótimas!

Ler com as crianças é bom demais!

Desenvolve a criatividade, desperta a imaginação, traz alegria… e é um lazer barato.

Que tal um domingo com gibis?

Dos da Turma da Mônica e da Disney, a diversão é garantida !

📖 #leitura

– Lição de Matemática com cocaína?

Coisas ridículas de algum professor insensato: em Itaberaí, interior de Goiás, um professor do 8o ano passou exercícios de matemática baseando os cálculos em… pinos de cocaína!

Que “mestre da Educação“, não?

Extraído de: https://g1.globo.com/google/amp/go/goias/noticia/2021/10/08/pais-se-revoltam-com-licao-de-matematica-envolvendo-calculo-para-colocar-cocaina-em-recipiente.ghtml

PAIS SE REVOLTAM COM LIÇÃO DE MATEMÁTICA ENVOLVENDO CÁLCULO DE COCAÍNA

Questão era a primeira de uma página de exercícios para alunos do 8º ano. Secretaria de Educação de Itaberaí e escola se desculparam e disseram que vão tomar as medidas necessárias.

Por Vanessa Martins e Ludmilla Rodrigues

Pais de alunos da Escola Municipal Padre Elígio Silvestri, em Itaberaí, se revoltaram ao ver, na tarefa de casa dos filhos, uma questão envolvendo cálculo para colocar cocaína em pino de plástico. A pergunta era a primeira da lição de matemática enviada a duas turmas de 8º ano.

Por meio de nota, a escola pediu desculpas à comunidade e disse que a questão “foge do alinhamento do trabalho pedagógico”.

A Secretaria Municipal de Educação (SME) informou à TV Anhanguera, por telefone, que abriu um processo administrativo para apurar o caso e que, ao final da investigação, vai tomar as medidas cabíveis contra os responsáveis – professora, coordenadora e gestora da escola.

Indignado, um dos pais, que preferiu não ter a identidade divulgada, quer que o filho passe a estudar em outra unidade de ensino.

“Olha se tem como uma escola mandar para um menino de 14 anos resolver um problema baseado em pino de cocaína. […] Porque não baseou em outra coisa? Tinha que ser logo cocaína? Não pus meu filho lá para estudar sobre cocaína”, disse. Esse pai contou que alertou o Conselho Tutelar sobre a situação. O órgão disse à TV Anhanguera que está ajudando a família na possibilidade de transferência do adolescente de escola.

Também segundo o Conselho, a escola recebeu uma visita de agentes do órgão assim que soube do que aconteceu. Eles informaram que a diretora reconheceu que houve erro e que o objetivo de propor um problema na questão poderia ser alcançado usando outras substâncias como exemplo.

Mãe de outro estudante que recebeu a lição também achou um absurdo ver a droga ser usada em uma questão.

“A coordenadora disse que isso era um cálculo comum, como se fosse com arroz, feijão. Que não estão influenciando os alunos a vender ou a usar”, reclamou.

– 1 em cada 10 graduados recebem salário mínimo!

Que número assustador e desanimador: 11% das pessoas que fazem faculdade recebem pouco mais de R$ 1.000,00!

Compartilho, extraído de: https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2019/10/13/11-dos-trabalhadores-que-cursaram-faculdade-ganham-ate-1-salario-minimo.htm

11% DOS TRABALHADORES QUE CURSARAM FACULDADE GANHAM ATÉ 1 SM

Faz tempo que o diploma universitário não garante um salário mais alto no futuro. Desde a recessão, que tirou milhões de brasileiros de seus empregos e corroeu a renda das famílias, porém, só aumenta o número de trabalhadores que cursaram faculdade, mas tiveram de aceitar funções que pagavam, no máximo, um salário mínimo.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, colhidos pela consultoria IDados, apontam que 11% dos trabalhadores formais e informais que cursaram faculdade ganhavam até um salário mínimo (R$ 998) no segundo trimestre. É o maior patamar desde que a pesquisa começou, em 2012.

Entre abril e junho deste ano, eram 2,77 milhões de brasileiros nessa situação. É mais do que a população de Salvador e 1,07 milhão a mais de pessoas do que cinco anos antes, quando o País ainda não tinha entrado em recessão. Enquanto a crise foi se espalhando pelo mercado de trabalho, fechando vagas, aumentando a informalidade e reduzindo o rendimento das famílias, o número de graduados trabalhando por até um salário mínimo foi aumentando.

A assistente comunitária Valdelice Lima Nery, de 44 anos, faz parte desse porcentual de profissionais. Formada em administração de empresas, em 2010, ela hoje trabalha por cerca de um salário, em um posto de saúde na zona oeste do Rio de Janeiro. “Mesmo empregada, fiz dois anos de cursinhos preparatórios para concursos, mas a quantidade de seleções caiu e não consegui trocar de emprego. Queria tentar uma vaga com salário maior, mas tudo foi ficando difícil, pela piora da situação do País”, conta.

Ela, que presta atendimento a mais de mil famílias na região, diz que a preocupação agora é manter o emprego. “Mesmo com um número de assistentes abaixo do necessário na cidade, o contrato só vai até o fim do ano, e a Prefeitura ameaça não renovar o serviço.” Apesar de pouco, por dois anos, esse salário foi a única renda da família.

Precarização

“A verdade é que o trabalhador está em uma situação complicada”, avalia o economista Bruno Ottoni, da IDados. “O mercado não está gerando tantos postos e os que surgem são de baixa remuneração. Ele vê o que está disponível e, muitas vezes, acaba aceitando uma ocupação que paga bem menos do que gostaria.”

Para o economista, a situação atual do mercado de trabalho, com desocupação ainda elevada (de 12,6% em agosto) e poucas oportunidades com melhor remuneração, é o pior dos mundos para muitos ex-universitários. “Alguns deles tiveram finalmente a chance de entrar na faculdade nos anos anteriores à recessão, mas se depararam com um mercado que não consegue absorvê-los.”

Um efeito colateral preocupante da falta de boas oportunidades de emprego para quem tem mais anos de formação seria desestimular as pessoas a seguirem estudando, diz Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“Isso é ruim, principalmente para as famílias mais pobres, que investiram com sacrifício em formação superior, com a expectativa de ascender socialmente. Se o trabalhador sente que não precisava ter estudado tanto, pode cair em uma frustração difícil de superar”, diz.

Informalidade

A busca dos trabalhadores mais qualificados por vagas com remuneração melhor deve ser longa, na avaliação de economistas ouvidos pelo Estado. O mercado de trabalho tem se recuperado em um ritmo mais lento do que se antecipava no início do ano e tem se ancorado, sobretudo, no avanço do trabalho informal – que é recorde.

O avanço da informalidade ajuda a explicar o aumento do número de graduados em universidades que ganham um salário mínimo ou menos. A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua mostra que em um ano, até agosto, foram criados 1,4 milhão de postos sem carteira assinada ou CNPJ (que inclui profissionais liberais e microempreendedores, por exemplo) e apenas 403 mil vagas de carteira assinada.

Um outro levantamento da consultoria IDados, feito a partir dos números da Pnad Contínua, aponta que um terço dos trabalhadores informais ganhava menos de R$ 5 por hora. Desde o início da recessão, há quatro anos, esse porcentual não fica abaixo dos 30%.

“Se a maioria dos novos postos de trabalho é precária, isso gera uma dinâmica negativa no mercado de trabalho”, avalia Ganz Lúcio, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). “Isso precisa ser objeto de preocupação do poder público. O Brasil não pode se acostumar a ser um País de informais ou uma economia com trabalhadores de baixa remuneração.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Brian Snyder/Reuters

Imagem: Brian Snyder/Reuters

– Os Tipos de Comentaristas na Internet

Existe muita gente bacana comentando posts na Internet, não? Há os chatos, há os fanáticos e os malucos também.

Abaixo, uma classificação bem verdadeira:

(Extraído da Superinteressante, Ed Outubro/2014, pg 89).

COMO IDENTIFICAR OS BICHOS DIGITAIS

– Povo da Zoeira:

Posta conteúdos engraçados em discussões alheias, muitas vezes mudando o rumo da conversa para coisas anárquicas.

– Extremista Político:

De direita ou de esquerda, uns defendem o nazismo ou chamam de nazista quem discorda deles. Radicais.

– Sabichão:

Sommelier de qualquer coisa, tem opinião formada sobre tudo. Gosta de insultar a suposta ignorância ao seu redor.

– Ista:

Sonistas (fãs da Sony) e nintendistas (da Nintendo). Defendem suas marcas de games como torcidas organizadas. Ocorre também com Apple x Google x Windows.

– Conspirador:

Culpa tudo na conta do Governo. Ou duvida de tudo o que a grande mídia diz.

– Monossilábico:

Limita a participação como “legal” ou somente “lixo”.

– Troll de raiz:

Usa o anonimato para assediar outros usuários, sutil ou agressivamente.

– Fofo:

Traz sempre novas informações as discussões e responde pacientemente a todos.

– Confuso:

Xinga, mas é difícil dizer o quê e por quê. Dispara um repertório de clichês e preconceitos, mas não dá para entender o que defende.

E aí, que tipo de comentarista você é na Internet?

– Falando de ética…

Com muita alegria, a convite do amigo, grande jornalista e professor Flávio Prado, hoje estarei falando aos alunos da Cásper Líbero (Pós-Graduação em Jornalismo) sobre a Ética na Arbitragem de Futebol.

Durante a semana, faço a postagem em meu blog dos conteúdos!

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– Empreender é crescer.

Mais uma turma encerrada!

Respeitando todos os protocolos sanitários, falamos de Empreendedorismo aos alunos do Senai, em parceria com o Sebrae.

Estudar é crescer.

– Finished.

Ufa! Terminando “o turno do dia”, com uma ótima aula sobre vendas e marketing.

Pegando a estrada, retornando à base, parando somente para uma água e uma “lavada de rosto”…

Até amanhã! Celular e volante não combinam!

– Quando as Redes Sociais cansam!

Já reparou como tem gente que escreve de maneira violenta, arrogante ou odiosa nas redes sociais? Ou que publica uma vida inexistente de beleza e felicidade?

Pra quê?

Muitos ofendem o próximo com palavrões via Twitter, coisa que pessoalmente não fariam. Outros usam do Facebook para destilar veneno por X ou Y (na política isso acontece demais). No Instagram, um mundo de belas paisagens, sorrisos e outras coisas que encantam – quando, vez ou outra, surge um idiota ameaçando você de qualquer coisa que nunca se imaginou!

Novamente: pra quê?

Parece que nesse âmbito, as Redes Sociais tornaram-se a arquibancada do século XXI, onde se permite e se pode tudo! Pensa-se que é terra de ninguém, maltrata-se por qualquer coisa, se difama por bobagem e desrespeita-se a opinião alheia.

Uma derradeira vez: pra quê?

Por muitas vezes, as Redes Sociais se tornam Antissociais, nos levando a pensar: por quê estamos inseridos nelas?

E você: por quê está? Precisa mesmo delas?

Conheço muita gente que está fora e não sente necessidade de estar. Muitas vezes, penso: vale a pena abandoná-las… mas aí você repensa sobre os contatos que tem, as atividades profissionais que possam ser exercidas através delas e pela comodidade / diversão de estar nesse mundo virtual. E desiste de sair!

Enfim: use com moderação, sem deixar que se torne um vício. Não as faça como algo obrigatório, desconfie das publicações que ali existam e cuidado com suas postagens, pois, afinal, dependendo do teor, haters podem surgir. E aí você se cansará delas.

– Vale a pena investir em Educação.

Que ótima iniciativa da Prefeitura de Bragança Paulista! As crianças de 4 anos receberam livros infantis para montarem as suas “primeiras bibliotecas”.

Material didático e de ótima qualidade

Por mais iniciativas assim Brasil afora…

📚 #educação #ensino #infância

– Vamos falar de Ética na Arbitragem de Futebol?

Finalizei um trabalho que me agrada muitíssimo: a preparação de uma aula sobre Ética na Arbitragem de Futebol, fruto de um convite para lecionar numa turma do curso de Pós-Graduação em Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero.

A honra irrecusável foi me concedida pelo amigo Flávio Prado, que é o professor desses pós-graduandos. Agradeço demais a lembrança, e, por ser um assunto que me agrada muito, a preparação de um tema com tal afinidade é por demais prazerosa…

Um pitaco:

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Os highlights estão bem legais e atuais:

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– Como se forma e como trabalha um bom professor?

A resposta a esse questionamento pode estar nesse ótimo arquivo de Arnaldo Niskier, membro da Academia Brasileira de Letras.

Compartilho abaixo, extraído da Folha de São Paulo, 19/09/2016, pg A3.

O BOM PROFESSOR

Pesquisas recentes demonstram que a habilidade de ensinar não é inata. Assim como treinadores ajudam atletas a melhorar em suas modalidades, professores também podem ter suas vocações aprimoradas.

Sabe-se que o segredo para notas excelentes e estudantes bem-sucedidos não são os colégios elegantes, turmas pequenas ou equipamentos mirabolantes. São os professores. É a principal conclusão da reportagem publicada na revista “The Economist”, de 11 de junho de 2016.

No mundo todo, poucos professores são suficientemente bem preparados. Em países pobres, muitos recebem pouco treinamento. Em países ricos, o problema é mais sutil. Os professores se qualificam, seguindo um curso longo que, normalmente, envolve discussões rasas sobre diversas teorias.

Alguns desses cursos, inclusive mestrados em educação, não têm nenhum efeito sobre quão bem os alunos dos seus graduados acabam sendo ensinados. As escolas negligenciam os seus alunos mais importantes: os próprios professores.

É preciso aprender como transmitir conhecimento e preparar jovens mentes para recebê-lo. Bons professores definem objetivos claros, aplicam padrões altos de comportamento e administram o tempo em sala de aula com sabedoria.

Usam técnicas comprovadas de ensino para garantir que todas as cabeças estejam funcionando todo o tempo -como, por exemplo, fazer perguntas na sala de aula, escolhendo o aluno que irá responder, em vez de perguntar e esperar uma resposta, o que sempre leva a ter os mesmos alunos ansiosos levantando as mãos.

A aplicação dessas técnicas é mais fácil em teoria do que na prática. Com o ensino, o caminho para a maestria não é uma teoria confusa, mas sim uma intensa prática orientada, baseada no conhecimento do assunto e métodos pedagógicos.

Os estagiários deveriam ficar mais tempo em sala de aula. Os países onde os alunos têm o melhor desempenho fazem professores inexperientes passar por um aprendizado exigente.

Na América, as escolas com alto desempenho ensinam os estagiários em sala. Acertar nos incentivos também ajuda. Em Xangai, os professores ensinam somente de 10 a 12 horas por semana, menos que metade da média americana de 27 horas.

Estudos recentes da Universidade Harvard destacam o poder do bom ensino. Mas uma pergunta persegue os criadores de políticas: “Bons professores nascem bons ou se tornam bons?”. Preconceitos na cultura popular sugerem a última opção. Professores ruins são vistos como pessoas preguiçosas que odeiam crianças.

Edna Krabappel, de desenho “Os Simpsons”, trata as aulas como obstáculos para chegar aos intervalos. Enquanto isso, professores bons e inspiradores são vistos como pessoas dotadas de dons sobrenaturais.

Em 2011, um levantamento sobre atitudes em relação à educação verificou que essas visões indicam a crença das pessoas: 70% dos americanos acreditavam que a habilidade de ensinar resultava mais de talento inato que de treinamento.

As instituições que preparam professores precisam ser mais rigorosas. Mudanças nos sistemas escolares são irrelevantes se não mudarem como e o que as crianças aprendem. Para isso, importa o que os professores fazem e acham. A resposta, afinal, está na sala de aula.

O professor medíocre conta. O bom... William Arthur Ward - Pensador

– Quais as grandes consequências da não existência de diplomas nas empresas?

Muita gente comentou o fato do Google e de outras corporações não exigirem mais diploma para seus funcionários.

E o que isso pode significar?

O professor José Renato Santiago Sátiro responde com esse ótimo artigo que escreveu a respeito dessa questão:

O ADEUS AOS DIPLOMAS PODERÁ RENDER UMA GRANDE CONTRIBUIÇÃO

Tem causado certo borburinho e muitas discussões o fato de algumas organizações mundiais terem afirmado que deixaram de considerar a posse de um certificado de graduação e/ou similar como uma premissa essencial para a contratação de seus novos colaboradores. Foram inúmeras as opiniões controversas a respeito do tema sobretudo no que diz respeito a queda de um paradigma importante que diz respeito a exigência de uma formação superior. Sobretudo nos anos 1960 eram frequentes as empresas que possuíam apenas uma pequena parte de seus colaboradores possuídores de algum título formal de graduação. Naquele momento o motivo era a escassez. Ainda eram poucas as universidades se comparadas com a quantidade de pessoas presentes no mercado de trabalho. Sendo assim ter uma graduação concluída era um diferencial que poderia ser decisivo na escolha final da vaga. Este cenário começou a mudar sobretudo a partir do final dos anos 1970 e início dos 1980, quando se verificou um crescimento frenético no número de vagas universitárias. Não demorou para que os diplomas passassem a ser um requisito básico. Aos que não os possuíssem restariam subempregos.

Dentro da análise conceitual promovida pelo genial Peter Drucker, ainda nos anos 1960, havia o entendimento que “os trabalhadores do conhecimento” seriam aqueles que dominariam o mercado organizacional. Caberia a eles terem a plena compreensão sobre o processo de construção do conhecimento, desde a formação dos dados, sua contextualização em informações e, posterior, inserção ao dia a dia. A estruturação deste conhecimento seria possível, em parte, a partir de maneira explícita, muito por conta dos cursos de capacitação. Já a outra parte, aliás bem significativa, seria obtida de forma tácita, devida as experiências obtidas por conta do convívio com profissionais mais ‘antigos’. Não haveria, portanto, necessariamente a plena obediência aos métodos pedagógicos convencionalmente estabelecidos. Diante disso ‘aos bebedores’ dessa fonte a surpresa foi ver o quanto as organizações se afastaram dessa linha em direção as formalidades oferecidas pelos programas de ensino.

Também é fato que já faz muito tempo que os critérios convencionalmente escolhidos para a ocupação das vagas mais significativas no mercado de trabalho estejam sendo as indicações feitas por outros colaboradores e ex-colegas. A razão que costuma suportar esta prática não está relacionada apenas com o fato de se ter a referência qualitativa que costuma estar presente neste tipo de atitude, mas principalmente por conta dos currículos preparados com tanto garbo não costumarem representar nem por um parco momento qualquer sinalização de eficiência ou algo sequer próximo disso. O que se é explícito no papel tem se mostrado obscuro na prática. Outro fato que costuma também estar muito presente, diz respeito ao distanciamento cada vez maior dos conteúdos ministrados nas carteiras universitárias e nos vários cursos de extensão ministrados da realidade vigente no mundo corporativo, caracterizado pelo aumento sistemático da quantidade das informações disponíveis, da imprevisibilidade e da ambiguidade dos pontos de vistas vigentes.

Diante disso é de uma exatidão irrefutável que as empresas que anseiam alcançar os melhores resultados em suas atividades deixem de lado a frieza dos registros, certidões e certificados conquistados por potenciais colaboradores e em seu lugar busquem a identificação das características que realmente sejam as decisivas para a formação dos melhores profissionais. Estas certamente não passam por manuais e poucas vezes estão presentes nas atuais salas de aulas repletas com quase centena de alunos que se engafinham entre as carteiras donde comandam seus celulares durante as explanações dos seus professores, em boa parte deles ‘empoeirados’. O fortalecimento da formação tácita talvez venha a ser a maior contribuição que este mundo, dito como tão inovador, poderá dar à humanidade.

– Livros, não armas.

Nada de violência ou intimidação. Uma sociedade mais protegida precisa de escolas, não de armas.

Os livros, nesse momento, são o melhor caminho.

Gostei dessa imagem:

– Os Fingidos da Educação.

Sobre a Educação no Brasil, veja que frase de efeito:

Uns fingem que ensinam. Outros fingem que aprendem. E tudo termina em diploma.”

Eduardo Giannetti

Com dor no coração, tenho que admitir que esse panorama, em alguns locais, é verdadeiro.

– Sobre Crianças, Bichos e Jardins

Minha filha Marina adora estar no jardim. Desde cedo brincávamos na grama, observávamos os bichinhos e sentíamos o perfume das flores. Hoje, ela foge de casa para brincar no meio do mato.

Pesquisa mostra: As crianças querem e precisam da Natureza! E faz muito bem. E elas só não podem fazer muito isso devido aos… próprios pais!

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI181493-15228,00-ELAS+QUEREM+ESTAR+NA+NATUREZA.html

ELAS QUEREM ESTAR NA NATUREZA

por Kátia Melo

Pesquisa mostra que as crianças desejam ter mais contato com os bichos e as plantas – mas a falta de tempo e a insegurança dos adultos as impedem

Pegar uma minhoca com as mãos pode ser nojento para alguns, mas não para a empresária paulista Tarsila de Souza Aranha, de 34 anos, e seus dois filhos – Theo, de 3, e Helena, de 6. Os três cuidam da horta caseira de onde saem, direto para a cozinha, maços de manjericão, alecrim e hortelã. Dentro de casa, Helena e Theo ajudaram a mãe a montar na sala “o cantinho da estação”, que muda a cada temporada. Nesta primavera, a decoração do cantinho consiste num tronco de árvore, três bonequinhas com flores, dois passarinhos de madeira e uma menina com uma borboleta.

Para Tarsila e seu marido, Lucas Weier Vargas, é muito importante que seus filhos estejam em constante contato com a natureza. A casa de veraneio da família fica em uma praia de Ubatuba, Litoral Norte de São Paulo. Para chegar lá é preciso pegar um barco e depois fazer uma pequena caminhada. Nem o pequeno Theo escapa dela. “Na natureza, vale o que você é. As crianças aprendem a respeitar ao outro e a si mesmas”, diz Tarsila. Um estudo dos pesquisadores americanos Dorothy e Jeromy Singer, da Universidade Yale, sugere que Tarsila e seus filhos configuram quase uma exceção entre as famílias.

A pesquisa Criança e Natureza – realizada com 2.233 entrevistados, entre mães e filhos de 8 a 12 anos, em 11 países, incluindo o Brasil – concluiu que, apesar de haver uma grande expectativa de contato com a natureza na infância, ele raramente se realiza. Quarenta e cinco por cento das crianças disseram que aprendem mais sobre a natureza no vídeo, nos filmes e na televisão do que vivenciando. Tanto os pais como os filhos reconhecem a importância e os benefícios de atividades fora de casa: 99% dos adultos apontam isso, e 97% das crianças têm a mesma opinião. Brincar fora de casa, porém, é uma realidade cada vez mais distante da vida familiar em todo o planeta. Hoje, 50% da população mundial vive em cidades, segundo dados das Nações Unidas. A previsão é que esse número salte para 65% em 2030.

A rotina longe dos quintais, das praças, dos parques e das áreas rurais pode trazer consequências sérias na vida de uma criança. A mais fácil de entender é o sedentarismo, que leva à obesidade. No Brasil, a obesidade infantil atinge 15% das crianças, segundo índice divulgado no mês passado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metodologia. A deficiência de vitamina D em crianças que não se expõem ao sol também é relatada pelos estudiosos. “Seria bom se os pais desligassem a televisão e incentivassem seus filhos a brincar fora de casa. Apenas 15 ou 20 minutos por dia já seriam suficientes”, diz a médica Juhi Kumar, da Faculdade de Medicina Albert Einstein, de Nova York, que fez uma pesquisa sobre o assunto. Problemas visuais também podem afetar meninos e meninas s que passam a maior parte do tempo em ambientes fechados. Um levantamento feito entre 2003 e 2005 em 51 escolas da Austrália relata que as crianças com menos contato com a luz natural têm maior probabilidade de apresentar miopia. E não são apenas os aspectos físicos que preocupam. Pesquisadores da Universidade Cornell, em Nova York, chegaram à conclusão de que crianças em contato com a natureza sofrem menos ansiedade, menos depressão e têm mais autoestima. As que observam animais e plantas também têm chances menores de apresentar déficit de atenção e hiperatividade.

Os pesquisadores de Yale acham que a falta de interação com as árvores e os animais pode levar as crianças a ter uma percepção distorcida da realidade. “Há programas de televisão que exageram as forças da natureza”, diz Dorothy Singer. “Provocam medo nas crianças ao falar de tempestades, vulcões e terremotos que acontecem com menos frequência do que são mostrados.” Nunca ter visto animais da zona rural, como vacas e galinhas, está se tornando comum entre as novas gerações, afirmam os pesquisadores. Ana Paula de Assis, de 34 anos, pedagoga paulista, diz que sua filha Catherine, de 2, nunca viu uma galinha ou um cavalo. Catherine, assim como muitas crianças da pesquisa de Yale, conhece os bichos apenas pelos livros ou pela TV. Ana Paula diz que, apesar de a família morar em frente a um parque, eles raramente o frequentam. Ana Paula está amamentando uma bebê de 7 meses e diz que não sobra tempo para atividades fora de casa. A pesquisa de Yale constatou que a falta de tempo, a ausência de áreas abertas ou parques nas cidades e a preocupação com a segurança são as principais explicações dos pais para a falta de contato dos pequenos com a natureza.

É natural que os pais tenham medo. Crianças brincando longe dos adultos, em lugares ermos, estão sujeitas a riscos maiores do que correriam na sala de casa. Segundo Stephan R. Kellert, professor em Yale e autor de um livro sobre a conexão humana com a natureza, é bom que as crianças corram riscos – uma pesquisa britânica mostrou que 51% das crianças não tinham permissão dos pais para subir em árvores sem a presença dos adultos. Mas subir em árvores, correr, levar tombos e se machucar são experiências essenciais para aprender a se relacionar com o mundo. “A natureza nos ensina a resolver problemas”, diz Kellert. Como resolver, então, a escassez do contato com o mundo natural? Dorothy Singer aconselha os pais a estabelecer um conjunto de regras:

separar um tempo do dia para estar ao ar livre com as crianças, controlar mais rigidamente o uso de videogames e televisores;

participar com os filhos de passeios, acampamentos e caminhadas;

escolher programas de TV que sejam educativos com respeito à natureza e vê-los com as crianças;

os pais deveriam preparar excursões em que os aspectos da natureza mostrados na TV pudessem ser vistos de perto. “Talvez seja mais fácil para os pais deixar as crianças dentro de casa e acreditar que elas preferem ver TV a brincar na rua”, diz a psicóloga de Yale.

O pesquisador americano Richard Louv, presidente da ONG Children and Nature e autor do best-seller Last child in the woods (A última criança nas florestas), disse a ÉPOCA que é impossível cuidar do meio ambiente sem conhecê-lo. “Como podemos proteger algo que não sabemos identificar, que não aprendemos a amar?”, diz ele. Louv afirma que não é o caso de sermos nostálgicos e evocarmos os tempos em que as crianças sumiam de casa pela manhã e só chegavam no início da noite, sujas e exauridas. Ele fala que é preciso acharmos soluções práticas para a situação moderna.

Em países como Canadá, Inglaterra, Estados Unidos e Austrália, os pais se revezam para levar as crianças aos espaços abertos. Algumas atitudes simples como deitar no chão e contar nuvens podem levar as crianças ao mundo essencial do imaginário. “O importante é que as crianças tenham tempo para fantasiar. Na natureza, elas podem fazer isso”, diz Louv.

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– Homens do Lixo ou Homens da Limpeza?

Auto-explicativa tirinha:

– Educação se vê no Orelhão.

Parece brincadeira (pois o equipamento quase inexiste nos dias atuais), mas é a pura verdade: autoridades do Rio de Janeiro querem que a OI, que presta o serviço de telefonia fixa nas ruas cariocas, retire todas as menções pornográficas dos orelhões.

Explicando: tornou-se costume colar cartazes com propagandas de prostitutas, travestis e garotos de programa nos aparelhos!

Cada oportunista… aliás, depredar orelhão ou enchê-lo de poluição é falta de cidadania. E a prestadora de serviço mantê-lo limpo é obrigação!

O detalhe é que isso mostra a Educação do povo… querer tirar vantagem em tudo (no caso, fazer do telefone público um “classificado do sexo”) é o que maltrata a nação.

– Pobres mulheres afegãs…

E o Talebã permitiu o reinício das aulas no Afeganistão. Mas…

As mulheres devem ser separadas em sala! Vide abaixo, da Reuters:

– #tbt 3: Para Prefeito de Jundiaí, votarei em… Marina Porcari, 7 anos.

Há 5 anos…

Uma ótima atividade na escola da minha filha, que me deixou muito orgulhoso com seu desempenho (pai coruja, mas com justo motivo). Com seus errinhos de português, mas com grande sabedoria e sinceridade, disse um pouquinho do que faria se fosse prefeita da nossa cidade. Abaixo:

TATO ECOLÉGIO, 2o ano, profa. Maria Edith:

PERGUNTA: Muitos jovens pedem esmolas para comprar um simples pãozinho. Mas o que fazer para resolver esse problema tão sério de falta de moradia, emprego, comida e escola para as pessoas? Imagine que você é o prefeito da cidade e resolverá esse problema. A partir do seu mandato ninguém mais dorme na rua, todos têm o que comer e uma escola para estudar. Escreva algumas soluções encontradas por você para resolver tudo isso.

RESPOSTA: Eu dividira o dinheiro dos impostos em 8 partes, uma para cada coisa:

1- Escola,

2- Hospital,

3- Casas,

4- Orfanato,

5- Emprego,

6- Fatecs,

7- Etecs,

8- Creches.

Com isso acredito que o mundo pode melhorar. O Governo tem esse papel. Se o Governo não faz, nós, as crianças, vamos fazer! É um grande passo! Jesus disse: “vinde a mim as criancinhas, porque a elas pertence o Reino do Céu”.

Devemos começar essa atitude! Podemos mudar isso! Vamos tomar essa atitude? Vamos fazer isso?

Vamos mudar o mundo? Não sei, mas se tentarmos é isso que importa. Mas uma coisa eu tenho certeza: sozinhos, isso não podemos fazer. Os números falam que as crianças não têm o direito de governar [pela idade], mas isso não está certo. As crianças não são corruptas. Isso depende de você, de mim, de nós! Vamos conseguir porque a união faz a força. Então vamos lá! Nós vamos fazer isso sim! E nós vamos conseguir porque não tem ninguém mais honesto que as crianças. Vamos!!!

Ah se nossos políticos fossem puros como nossas crianças…

Um detalhe: ela criou o PHP – Partido da Honestidade Presente, e declarou que “vai ter que entrar na Política para acabar com a corrupção. Mas enquanto ela não pode ser candidata a nada, vai ajudar do jeito que puder”.

Meu voto é para ela (e o coração também).

– O maior Chefe de Estado brasileiro foi…

Sem dúvida, Dom Pedro II, nosso último imperador. Mas sabe por quê?

Dom Pedro foi o governante que sonhava em tornar o Brasil um país avançado na Educação e nas Ciências. Construiu escolas, laboratórios, museus e bibliotecas. Ao morrer, doou seu amplo acervo ao Museu Nacional. Como havia muita coisa, o Museu Nacional virou a sua casa, o Paço de São Cristóvão (pois era uma quantidade incrível de artefatos e documentos para levar)!

Dom Pedro II era apaixonado por fotografia e por astronomia (foi ele quem bancou as pesquisas que descobriram a origem do meteorito de Bendegó na Bahia; até então, achavam que era uma mineral gigante desconhecido e que nada caía do espaço).

O imperador falava: inglês, espanhol, alemão, francês, italiano e latim. Estudou e tinha noções de tupi-guarani, hebraico, grego e árabe. Ficou amigo de Graham Bell, e foi ele quem testou o telefone quando exposto publicamente numa feira de invenções nos EUA. Visitou a casa de Darwim em suas andanças e financiou todos os estudos de Louis Pasteur, criando a fundação do mesmo nome.

O primeiro projeto público de financiamento de cientistas foi criado por ordem de Dom Pedro II: o “Ciência sem Fronteiras” de 1885. Foi declarado antiescravagista e tinha vergonha, segundo os relatos, da resistência dos anti-abolicionistas. Por fim: sempre foi tido por um intelectual que não gostava de formalidades quando se encontrava com autoridades estrangeiras.

Dito tudo isso, fico pensando: e a gente vê tanto fanático brigando por Lula ou Bolsonaro? Tenha santa paciência…

Em tempo: A Proclamação da República, em 1889, sabidamente foi o acúmulo de uma série de fatores que se transformou em uma medida drástica na Convenção de Itu. O certo é: não se tinha um herdeiro à altura para Dom Pedro II, devido seus ideais. (Os marechais Deodoro e Floriano Peixoto, lembremo-nos, unicamente asseguraram a nova forma de Governo e a unidade do país, cessando os investimentos da Coroa na Educação e Ciência).

– Ufa! Que saudade desse ritmo de aula.

Chegando em casa agora, quase 23h30. Saí às 12h e praticamente lecionei por todo o período.

Que falta (e que saudade) desse ritmo alucinado de aulas… amo ensinar, e o contato presencial era algo que me trazia intensa satisfação. Aos poucos, o ensino virtual vai dando lugar ao real!

– Sebrae e IBS Américas em ótima oportunidade.

Chega de lero-lero por hora. S’imbora trabalhar preparando conteúdos importantes. E a boa labuta acontecerá na parceria da IBS Américas + Sebrae com o Senai (e eventualmente com o Senai).

Levamos aulas de conhecimento empreendedor, ajudando a mover o Brasil!

Um pouco mais aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/01/20/o-empreenda-facil-do-sebrae-ibs-americas-governo-de-sp-e-uma-boa/

– Escola sem Partido: o que você pensa sobre isso?

De novo ele vem à tona? E você sabe a que se refere?

Muita gente polemizando (como sempre) sobre o Projeto de Lei Escola Sem Partido (como já aconteceu no ano passado e no anterior). Em tese, os professores não poderiam emitir opinião política no ensino.

  • Quem é contra, afirma ser censura e que está sendo cerceada a liberdade de expressão.
  • Quem é a favor, alega que se evite a “doutrinação partidária” em sala de aula.

Ambos tem certa razão. O ensino deve ser pleno e adequado. Devemos expor a realidade político-social em sala de aula sim, mas sem partidarismo. E aí é que eu prefiro a ideia de uma Escola sem Partido (apartidária), mas politizada (com espírito crítico independente).

Aqui um testemunho: já tive professores que eram verdadeiros cabos eleitorais. Não acho isso ético tampouco correto. É muito chato perceber que um lado só da situação é exposto. Isso seria “Escola COM Partido”.

Não vacilo em afirmar: o pluralismo de ideias é válido, sou contra doutrinadores. O que um professor fala é de extrema influência na formação do adolescente / jovem. Dessa forma, deve-se abordar todos os lados e incentivar o espírito crítico/analítico.

– Ensinar é prazeroso.

Terminamos mais uma “jornada empreendedora” com a turma do Senai – em parceria com o Sebrae e IBS Américas!

Orgulho de levar conhecimento a esses esforçados sonhadores.

✏️ #Educação #Empreendedorismo

– Cursos gratuitos do Sebrae em parceria com a IBS Américas: leve-os para a sua empresa / comunidade / local de trabalho.

Cursos gratuitos do Sebrae em parceria com a IBS Américas: leve-os para a sua empresa / comunidade / local de trabalho.

Noções de Empreendedorismo, Controle Financeiro, Ideias de Negócio, Marketing e Formalização – de maneira prática para MEIs e interessados.

Aproveite essa oportunidade (infelizmente pouco divulgada). Se tiver interesse em montar turmas, escreva para mim: rafaelporcari@gmail.com.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=sYt4FGruIQA

 

– Estudar (e preparar aulas) é muito bom!

Sábado também é dia de atividade acadêmica!

Preparando aulas para a semana aos cursos do Sebrae / IBS Américas a respeito de Empreendedorismo!

Coisa boa é para de divulgar: https://professorrafaelporcari.com/2021/01/20/o-empreenda-facil-do-sebrae-ibs-americas-governo-de-sp-e-uma-boa/

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– A fala do Ministro da Educação e os cuidados em ser compreensível.

Na semana passada, Milton Ribeiro, Ministro da Educação, polemizou dizendo que “as Universidades deveriam ser ‘espaços para poucos’ e que os institutos federais de ensino técnico sejam os verdadeiros protagonistas no futuro.”

Seu antecessor Abraham Weintraub, quando Ministro, disse a mesma coisa com outras palavras.

A questão é: Ribeiro exemplificou ainda que tem “muito engenheiro dirigindo Uber”, e na lógica dele, explicada em outras oportunidades, há bastante gente fazendo faculdade para pouca oferta de emprego. Ao invés de bacharéis em “alguma coisa”, seria mais propício que se fizessem cursos técnicos para conseguir trabalho.

É uma linha de pensamento – na qual discordo completamente. Defendo sim os cursos técnicos como ETAPA para se alcançar a faculdade, não como paliativo à empregabilidade.

Aliás, o problema não é a graduação para se conseguir trabalho! É “ter” o trabalho ofertado para a pessoa.

– Presencial ou Virtual?

As empresas começam a voltar para o “batente” de maneira presencial. Algumas, com a continuidade do que for possível, via Home Office. Outras, como “era antes”.

Nas universidades, o ensino híbrido continua. Quem não deseja o presencial pode fazer à distância por enquanto. Mas aí fica a questão: e a qualidade do ensino?

Diferente das atividades comerciais (onde existe negociação), as acadêmicas exigem APRENDIZADO – e cabe ao professor ter a sensibilidade de observar se o aluno está aprendendo ou não. 

Como professor, sei das vantagens do ensino virtual, que vão da facilidade e comodidade ao discente passando à economia das mantenedoras (afinal, descobriu-se que é mais barato colocar um professor com várias salas do que presencialmente, em alguns casos…).

Particularmente, prefiro o presencial! A interação, o olho-no-olho e a relação mais íntima ajudam o professor a conquistar o estudante e fazê-lo “vestir a camisa” do esforço estudantil.

E você, o que prefere?

– Educando filhos como…. netos?

Uma verdade incontestável: “crie os filhos para no futuro mimar os netos; caso contrário, mimando os filhos, você terá que criar os netos…”.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=lJY7pYAgECI

– Polêmica Forma de Educar Crianças!

Mania ou modismo? Compartilho uma matéria bem interessante sobre pais que utilizam técnicas de adestramento de cães para educar seus filhos!

Sinceramente, essa eu dispenso…

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EMI115204-15228,00.html

QUE TAL EDUCAR CRIANÇAS COMO CÃES?

Pais recorrem a técnicas do adestrador de cães Cesar Millan para disciplinar as crianças. E garantem que funcionam

por KÁTIA MELLO

O que leva pessoas aparentemente normais a adotar em casa, com seus filhos, formas de adestramento recomendadas por um treinador de cachorros? Nas últimas semanas essa pergunta vem sendo feita por veículos como o jornal americano The New York Times e o britânico The Guardian. Por meio de blogs, Twitter e redes sociais, a mídia anglo-saxã detectou uma onda de seguidores do programa de televisão O encantador de cães que dizem ter adotado técnicas de adestramento canino no cotidiano de seus filhos. No Brasil, o programa, apresentado pelo mexicano radicado nos Estados Unidos Cesar Millan, é veiculado no canal Animal Planet e, aparentemente, ainda não teve o mesmo efeito – ao menos por enquanto não se sabe de brasileiros que resolveram tratar seus filhos com a pedagogia pavloviana de esfregar o nariz sobre as poças de urina ou premiar com biscoitos as manifestações de obediência.

Bem, não são ordens como senta, levanta, deita ou dê a patinha que os pais americanos e europeus adeptos da canisterapia estão esbravejando para os filhos. Basicamente, o treinador Millan se apoia em três elementos para a “educação” de um cão: exercício, disciplina e afeto. Para ele, o mais importante é demonstrar quem está no comando. Se o cão não obedece, é porque ele não sabe quem é o chefe da matilha. Se ele é agressivo, a agressividade está diretamente ligada ao excesso de energia de seu dono. Com algum senso de humor, é possível perceber nas ideias de Millan as linhas gerais de um novo freudianismo, capaz de explicar, simultaneamente, a psicologia do animal e de seu cuidador.

A psicoterapeuta de crianças americana Brenna Hicks, autora do blog The Kid Counselor (A Conselheira de Crianças), afirma que adotou as ideias centrais de Millan, mesmo sabendo que um Canis lupus familiaris é muito diferente de um filhote de Homo sapiens. Em seu texto Raising kids: wisdom from the dog whisperer (Educando crianças: sabedoria de um encantador de cães), Brenna conta que, depois de assistir ao programa por causa de seus dois cachorros da raça beagle (Toby e Daisy), conseguiu encontrar aspectos em comum no comportamento de crianças e cachorros. Um deles seria a percepção sentimental. Ela diz que animais e pessoas são capazes de perceber como realmente nos sentimos em relação a eles, “mesmo se não expressarmos verbalmente nossos sentimentos”. Ou seja, se você está bravo, não adianta falar manso porque o cachorro e a criança vão notar. Ela ainda afirma que, tanto no treinamento de cachorros como na educação dos filhos, três princípios são fundamentais: determinação, respeito e segurança.

Assim como Brenna, a educadora inglesa Judy Reith começou a ver o programa por causa de seu cachorro – no caso dela, um terrier chamado Ollie. Agora, Judy usa as mesmas técnicas ensinadas pelo treinador Millan em seus três filhos de 18, 15 e 10 anos, entre elas a imposição de limites. “Os pais querem se tornar amigos dos filhos porque raramente os veem. Mas às vezes é preciso ser impopular e impor regras”, diz Judy. Nem todo mundo, claro, concorda que crianças e cachorros merecem a mesma pedagogia. O psicanalista inglês Aric Sigman, autor do livro The spoilt generation (Geração de mimados), diz que é “ridículo” pensar em educar filhos como cães. Ele até consegue traçar um paralelo entre o modo como alguns mamíferos tratam seus filhotes e a maneira com que as mulheres cuidam de seus bebês – mas as semelhanças terminam aí.

Sigman e outros especialistas suspeitam que os pais perderam tanta autoridade sobre os filhos que ficaram totalmente sem referências sobre seu comportamento – e por isso agarram qualquer tipo de receita, por mais maluca que seja. O psicanalista inglês também aponta outra explicação para a falta de controle desses pais: o desaparecimento da hierarquia familiar. Sem noção de autoridade, as crianças passaram a desrespeitar as mais elementares regras caseiras. É aí que entra o charme eficiente de Cesar Millan. Ao tratar com animais de inteligência inferior – os cachorros –, ele adota procedimentos simples e diretos, que tentam fixar na mente limitada dos cães uma única percepção essencial: quem manda neles. A produtora americana de televisão Jenny Hope diz que adota as lições de Millan tanto para o cachorro da família, Heide, como para seu filho Rowan, de 3 anos. “As crianças adoram limites, assim como os cachorros”, diz ela. É possível que também adorem biscoitos de cachorro, banhos mensais e um cantinho no chão da cozinha para dormir apenas quando tiverem vontade – mas os pais que cederem a essas predileções poderão ter problemas com o Juizado de Menores.

Para os especialistas, o fascínio das famílias por soluções fáceis para seus problemas educacionais é consequência de vários fenômenos: pais que geram tardiamente seus filhos, redução no número de crianças nas famílias, aumento no número de pais que criam seus filhos sozinhos e, finalmente, pai e mãe que trabalham fora e delegam a educação de seus filhos a terceiros, às vezes por tempo integral. Por chegarem cansados do trabalho e por ter pouco tempo de lazer com os filhos, eles sentem-se constrangidos em punir as crianças quando os limites são ultrapassados. Ou então procuram recompensá-las com presentes pelo tempo em que não estiveram com elas. A psicoterapeuta Brenna Hicks diz que esse sistema de recompensas não funciona com as crianças – nem serve para os cães.

Autora do romance I don’t know who she does it (Eu não sei como ela faz), cujo tema é o estresse da maternidade moderna, a escritora americana Allison Pearson tem outra explicação para a dificuldade dos pais com as crianças. “Somos de uma geração em que a obediência era inimiga do amor. Não queríamos que nossos filhos tivessem medo da gente.” Resgatar a autoridade não significa, como muita gente imagina, ser menos doce, sensível ou amoroso em relação à criança. Allison diz que há uma lição a ser aprendida com os adestradores: “Diferentemente de pais modernos, os treinadores de cães não acreditam que a disciplina seja uma coisa ruim”.