– O Democrático e Educado Hugo Chávez

Saiu o nome do candidato de oposição ao ditador venezuelano Hugo Chávez (na última semana): será Henrique Capriles Radonski.

Vejam a fineza das palavras do mandatário sobre seu oponente:

Dá no mesmo quem teria ganhado ou quem ganhou as chamadas primárias da oposição, se me colocam a este ou a outro, a uma capivara, a um burro ou a um ornitorrinco.

Democracia e Educação estão aí!

– Quem Vai Administrar a CBF e a que Custo?

Boatos dizem que Ricardo Teixeira sairá, após anos, do comando da CBF. Alguns dão conta que o fará em breve; outros, que sairá quando definir um sucessor.

Aí fica a questão: quem vai mandar na entidade?

Infelizmente, não ouvimos personalidades do esporte como Zico, Parreira ou Brunoro sendo ventilados como gestores. Mas temos na disputa Marco Polo Del Nero, Rubem Lopes, José Maria Marin, Fernando Sarney ou Reinaldo Carneiro Bastos, em nomes tirados dos jornais de hoje.

Meu Deus… Trocaremos Seis por Meia Dúzia!

Além da triste perspectiva de que não teremos novidade positiva na direção da entidade, fica a constatação: Ricardo Teixeira, por tudo o que fez e ouvimos falar, não saiu. Mas sairá agora, PORQUE QUER. Ou alguém duvida que se batesse o pé, se sustentaria até 2014?

Outro ponto polêmico: a que custo será a negociação dos candidatos dirigentes? Politicamente, o que esses players oferecerão? Algo que me assustou: o ótimo Ricardo Perrone, no seu blog pelo UOL, relatou que até a troca de árbitros entre Federações faz parte dos acordos!

Justamente nessa virada de ano, onde as vagas FIFAS foram tão discutidas (a troca do árbitro Gutemberg de Paula / Péricles Bassols e a ascensão de Francisco Carlos do Nascimento – AL, mesmo tendo realizado péssima temporada), novas negociatas políticas com a tão fraca categoria dos árbitros?

Aí fica a questão: recentemente Goiás importou árbitros de destaque; Pernambuco terá assessoria de SP; Matogrossense trocando de estado…

Xiii… tudo coincidência com o que o bem informado Perrone escreveu?

Será?

É como na Política, e em específico, no Congresso Nacional: mudam os nomes, mas os costumes se mantém…

DISPUTA POR PODER DA CBF TEM AMEAÇADA DE CORTE DE MESADA E LOBBY DE ÁRBITROS

Por Ricardo Perrone (extraído de: http://is.gd/MFF5cK )

A guerra pela cadeira de Ricardo Teixeira, que ainda nem está vaga, já tem golpes baixos. O blog ouviu relatos de pressões e ameaças veladas nos bastidores do conflito entre dirigentes em volta da presidência da CBF.

Presidente de uma das federações rebeldes afirmou, sob a condição de anonimato, que um recado sutil chegou aos ouvidos dos descontentes. Se um grupo se delcarar contrário à presidência, não fará sentido a confederação continuar repassando dinheiro às federações amotinadas. A “ajuda de custo” seria cortada.

Como já escrevi aqui, há uma ala que ameaça romper definitivamente com Ricardo Teixeira por achar que foi abandonada pelo presidente ao mesmo tempo em que o cartola adotou a Federação Paulista.

Publicamente, ninguém mostrou ainda os dentes para o chefe, mas o blog apurou que Rio Grande do Sul, Santa Catarina e algumas federações do Nordeste fazem parte do grupo entrincheirado.

A pressão por apoio na sucessão de Teixeira, caso ele peça licença ou renuncie, envolve até os homens do apito. Teve federação grande oferecendo jogos de seu campeonato para árbitros de Estados menores apitarem em troca de aliança política. Um exemplo claro de como a guerra nos gabinetes pode rapidamente ter reflexos em campo.

– Yoani Sánches não poderá vir ao Brasil

A blogueira que contesta mundo afora o regime castrista e a ditadura em Cuba, Yonai Sánches, não poderá visitar o Brasil. Seu país negou o pedido. Dilma, que esteve por lá nessa semana, também não a recebeu, embora deu visto de entrada.

É em nessa nação que o nosso Brasil quer investir? Tenha dó…

Extraído de: http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/02/03/cuba-nega-permissao-para-yoani-visitar-o-brasil/

YOANI TEM O VISTO NEGADO

A ditadura de Cuba negou o pedido da blogueira cubana Yoani Sánchez para viajar ao Brasil. A própria jornalista trouxe a novidade à luz por meio de nota veiculada em seu twitter.

Yoani anotou: “Não há surpresas. Voltaram a me negar a permissão de saída. É a ocasião de número 19 na qual me violam o direito de entrar e sair do meu país.”

A jornalista viria ao Brasil para participar, na Bahia, do lançamento de um documentário que inclui depoimento dela. Por ordem de Dilma, a embaixada brasileira em Havana concedera o visto de entrada.

É datado de 25 de janeiro. Uma semana depois, Dilma voou para Cuba. Na ilha, foi instada a comentar o caso. Saiu-se com uma frase protocolar: “O Brasil deu seu visto para a blogueira. Agora, os demais passos não são de competência brasileira.”

Àquela altura, a decisão já estava tomada. Embora divulgado apenas nesta sexta, o documento que formaliza a resposta negativa da ditadura é datada de 27 de janeiro. Quer dizer: foi expedida dois dias após a emissão do visto brasileiro. Antes da visita de Dilma.

Yoani solicitara uma audiência com Dilma. Não foi recebida. Esperava que a mandatária brasileira intercedesse por ela junto ao regime dos irmãos Fidel e Raúl Castro. Dilma não se animou a fazê-lo.

– Dilma em Cuba

Dilma Roussef disse que:

Direitos Humanos só podem ser discutidos multilateralmente (…) todos violam os direitos humanos

E essa verdade é para ser aceita passivamente? Claro que não: uns violam mais, outros menos. E Cuba, que indubitavelmente viola bastante, foi poupada no discurso da presidente.

Aliás, como esses caras gostam de Cuba, hein? Ninguém do Governo Brasileiro fala que lá é uma ditadura? A quem interessa tal laço de amizade tão íntimo com um país pequeno, falido e comunista?

Deveríamos gastar tempo, recursos e fala com coisas mais úteis.

– A Dura Passagem de uma Jornalista na Coréia do Norte

Compartilho a ótima coluna da jornalista Ana Paula Padrão na Revista IstoÉ, Ed 2202, pg 130, sobre sua experiência na Coréia do Norte.

Depois da abertura da embaixada brasileira naquele país, ela foi uma das 3 pessoas que conseguiu visto de entrada como jornalista (os 3 únicos até hoje). Mas vejam como foi a recepção por lá:

NO REINO DOS KIM

Confiscaram nossos passaportes e passagens aéreas além de nos orientar a nunca tentar conversar com nenhum cidadão

Nesses tempos politicamente corretos, pode ser que alguém queira me pendurar num poste pelo que vou escrever agora. Correrei o risco. Fiquei, sim, bem alegrinha com a notícia de que não dividimos mais o mesmo planeta com o baixinho norte-coreano Kim Jong-il. Quando vi aqueles pobres coreanos num festival de desespero e luto nas ruas de Pyongyang, lembrei-me do quanto estão todos treinados para o grande teatro coletivo da revolução. 

Estive na Coreia do Norte em 2005. Depois de intrincadas negociações, conseguimos da recém-inaugurada Embaixada da Coreia do Norte em Brasília autorização para que o cinegrafista Edilson Rizzo, a produtora Mônica Gugliano e eu visitássemos o país. Estamparam em nossos passaportes os vistos de números 1, 2 e 3 emitidos ali para jornalistas. Foram os primeiros e os únicos.

Fomos recebidos no aeroporto por quatro cães de guarda do governo. Todos se chamavam Kim. Como Kim Jong-il. Como o pai dele, Kim il-Sung, que não morreu em 1994. Sim, ele não morreu, corrigiu-me um dos Kim quando citei o fato, tentando me lembrar da data exata.

O pai da Nação, Salvador dos Oprimidos, Estrela da Coreia, estará sempre vivo em nossos corações!, bradou ele com cara de pouquíssimos amigos.

Isso foi logo depois de um dos troglo-Kim ter confiscado nossos passaportes e passagens aéreas, além de nos orientar a nunca, sob nenhuma hipótese, tentar conversar com nenhum cidadão.

Eles são muito tímidos e detestam ser incomodados, justificou outro dos Kim. Os Kim eram incansáveis nas tarefas de mentir e de estar sempre por perto. Bem perto. Durante toda a madrugada, revezavam-se de plantão na portaria do hotel para garantir que jamais saíssemos desacompanhados. Durante o dia, nosso roteiro, elaborado por eles, incluía todo tipo de monumento histórico da capital-cenário. Até um Arco do Triunfo local, cinco metros mais alto que o de Paris, ressaltou um dos mala-Kim.

De um lugar a outro não gastávamos mais de cinco minutos trafegando nas avenidas largas e vazias. Sempre passando ao lado de obras impecáveis do stalinismo arquitetônico. Conjuntos habitacionais austeros, praças gigantescas e, no alto dos prédios, apenas propaganda partidária: “O Líder Kim il-Sung está conosco!”, brilham frases em neon vermelho.

A maratona só cessava na hora sagrada do dia: a hora do almoço. Nunca tive coragem de perguntar que carne seria aquela que eles devoravam nos restaurantes também vazios. Inclusive porque nunca vi nenhum cachorro perambulando pelas ruas. Fiquei só no arroz. Eles se fartavam.Tinham a fome do racionamento. Aliás, outro assunto proibido.

Os coreanos vivem na fartura, sentenciou um terceiro Kim, encerrando o assunto. Mas e o racionamento de energia?, perguntei eu depois de vivenciar o apagão que se repetia todas as noites.

As pessoas dormem cedo, temos energia de sobra nas nossas hidrelétricas!, respondeu Pinóquio-Kim.
Quantas hidrelétricas? Incontáveis! Incontáveis!

E ponto-final. É patológico, pensei eu. Concluo agora que era medo mesmo. Veja o caso do funeral do esquisito-Kim. Leio agora que quem não se descabelou o suficiente vai para um campo de trabalhos forçados no interior do país. Eu, com certeza, seria a primeira da fila. Desconfio que as altas autoridades coreanas não tenham gostado muito da série de reportagens que produzimos por lá. 

E que não gostariam nem um pouco deste artigo.

– Wilman Villar Morreu e Todos se Calam?

Semana Passada, Wilman Villar, cubano que fazia greve de fome contra o regime ditatorial castrista, faleceu.

Ninguém repercutiu?

Taí uma coisa que cada vez mais se torna perceptível: onde há dinheiro, os defensores da Democracia agem conforme os interesses. Onde há pobreza, se calam: Cuba, Eritréia do Sul, Centro da África, Albânia… todos esquecidos pelos Paladinos da Justiça Social.

Mas onde tem petróleo… lá ninguém esquece!

Ô mundinho interesseiro…

– Ainda bem que, vindo de Akbar, é elogio!

Ali Akbar, porta-voz do ditador iraniano Ahmadinejad, declarou que tem saudades do presidente Lula, pois Dilma Rousseff destruiu o bom relacionamento entre Brasil e Irã.

Fazer vista grossa à ditadura, aos desmandos, as armas nucleares e à violação dos direitos humanos é “bom relacionamento”?

Tudo isso começou quando a presidente Dilma criticou o Irã por condenar uma mulher com morte por apedrejamento. Nessa Dilma Roussef foi bem!

Quanto mais distância tivermos de gente desse naipe, melhor para o Brasil.

– Coca-Cola da Democracia e da Ditadura

Numa exemplar ação de responsabilidade social e cidadania, na década de 1987, em protesto contra o regime racista da África do Sul (que separava do convívio social negros e brancos, o “Aparthaid”), a Coca-cola abandonou aquele país! Foi para a vizinha Suazilândia. Entretanto… agora, a empresa apóia politicamente o ditador Mswati, o Rei que fere a democracia nessa república africana.

Palmas e vaias para a empresa.

Extraído de: Isto É, Ed 2200, pg 28

A COCA-COLA DO ANTI-APARTHEID E DE AGORA

A Coca-Cola deu em 1987 uma importante contribuição ao movimento anti-apartheid na África do Sul boicotando o regime segregacionista: retirou-se do país para abalá-lo economicamente e moveu toda a sua estrutura produtiva para a vizinha Suazilândia.

A mudança que foi louvável, e seria temporária, acabou se tornando, no entanto, perene e condenável: organizações de direitos humanos estão acusando a multinacional de apoiar política e financeiramente o rei Mswati III, o último imperador absolutista do continente. A Coca-Cola nega as acusações.  

– Estimado Camarada?

O PC do B divulgou uma nota sobre a morte do ditador norte-coreano Kim Jong-il. Tudo bem, Partido Comunista vai fazer uma média com seu co-irmão de outro país, mesmo vivendo a crise que viveu com o Orlando Silva e Agnelo Queiróz.

Cá entre nós, respeitando todas as convicções políticas, mas não parece ser de outro mundo a nota abaixo? Falamos de um líder ditador, não de um democrata! Leia a seguir:

“Estimado camarada Kim Jong Um

Estimados camaradas do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coréia

Recebemos com profundo pesar a notícia do falecimento do camarada Kim Jong Il, secretário-geral do Partido do Trabalho da Coreia, presidente do Comitê de Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia e comandante supremo do Exército Popular da Coreia.

Durante toda a sua vida de destacado revolucionário, o camarada Kim Jong Il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coreia, da luta anti-imperialista, da construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares.

O camarada Kim Jong Il deu continuidade ao desenvolvimento da revolução coreana, inicialmente liderada pelo camarada Kim Il Sung, defendendo com dignidade as conquistas do socialismo em sua pátria. Patriota e internacionalista promoveu as causas da reunificação coreana, da paz e da amizade e da solidariedade entre os povos.

Em nome dos militantes e do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) expressamos nossas sentidas condolências e nossa homenagem à memória do camarada Kim Jong Il.

Temos a confiança de que o povo coreano e o Partido do Trabalho da Coreia irão superar este momento de dor e seguirão unidos para continuar a defender a independência da nação coreana frente às ameaças e ataques covardes do imperialismo, e ao mesmo tempo seguir impulsionando as inovações necessárias para avançar na construção socialista e na melhoria da vida do povo coreano.

Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB e Ricaro Abreu Alemão secretário de Relações Internacionais do PCdoB.”

Camarada Kim é surreal! As vítimas desse totalitarista que o digam!

– Alguém Gostaria de Viver na Coréia do Norte?

Morreu o ditador Kim Jung-il, o líder da Coréia do Norte que tornou aquele país um alvo mal visto do ocidente, devido a dura imposição do regime comunista, totalitário, e gastos absurdos com militarização e programa nuclear. Seu filho, Kim Jong-Um, de apenas 29 anos, será o novo ditador.

Hoje a paupérrima República Norte-Coreana proíbe uso de aparelhos celulares; só há TV estatal; carros apenas para executivos do partido comunista; todos devem se recolher para suas casas até as 21h; inexiste internet; roupas e comida são controladas pelo governo.

Abaixo, o relato detalhado:

O COTIDIANO NA CORÉIA DO NORTE

Estamos verdadeiramente em outro planeta, se compararmos a nossa vida com a dos norte-coreanos.

Leio na Superinteressante (Revista Superinteressante, Ed Outubro/2010, pg 42-43, por Alexandre Rodrigues, João Guitton, Samuel Rodrigues e Vanessa Reyes), um infográfico sobre como é o dia-a-dia na Coréia do Norte, que talvez seja a maior e mais fechada ditadura comunista do mundo, controlada ao extremo pelo PC local e pelo seu governo totalitário.

Ter celular dá cadeia; o figurino das ruas é sempre o mesmo e o Governo controla até o seu sono. Veja se você se habituaria a um lugar como esse:

DESPERTADOR COLETIVO – às 7h da manhã, alto-falantes despertam a nação. Em cada domicílio e escritório, uma caixa de som na parede toca a rádio estatal.

KIM FILHO – A cara do presidente Kim Il-Jung, herdeiro de Il-Sung, está em todas as ruas, casas, escolas, fábricas, repartições. Lojas têm fotos de Il-Jung fazendo compras ali.

COLETIVO – Os poucos carros vão para os funcionários públicos mais graduados. O comum é ir trabalhar a pé, de bicicleta, em ônibus elétricos e, principalmente, de metrô.

SEM SINAL – Não há semáforos, e nem fazem falta, pois há poucos carros. Policiais conhecidas como “damas do tráfego” direcionam o trânsito.

SUL MARAVILHA – Vindos da Coréia do Sul, balões com pacotes caem do céu. Eles trazem dinheiro, camisetas e panfletos contra a Coréia do Norte.

NOITE FRACA – Às 21h, todos já estão em casa. Não há vida noturna nem na capital, exceto uma boate e um cassino para estrangeiros.

VERSÃO OFICIAL – A mídia admite problemas no país, mas é tudo ‘culpa do imperialismo americano e seus lacaios sul-coreanos’. Ninguém tem acesso à internet para checar os fatos.

LOOK BÁSICO – A maioria das roupas são dadas pelo Estado. Homens ganham conjuntos estilo Mao, azuis ou pretos. Mulheres, blusas brancas e beges, saias pretas e azuis. Crianças, o uniforme escolar.

RAÇÃO – A comida é racionada, e é preciso ir buscá-la todos os dias em lojas do governo. Cigarros, bebidas e congelados são contrabandeados da China.

CIRCO SEM PÃO – Estádios lotam com os participantes da ‘diversão coletiva’. São espetáculos coreografados, parecidos coma abertura dos Jogos Olímpicos – só que sem os jogos.

SE TRUMBICA – Na rua, não se vê celulares – até pouco tempo atrás, quem tivesse um podia pegar pena de morte. Há poucos orelhões, pouco usados. Ligar para quem, se ninguém tem telefone?

– Dr Sócrates e a Democracia Cubana. Democracia?

Sócrates: Respeito por tudo o que jogou e como cidadão que lutou pelas Diretas Já. Mas o que eu li na Revista Espn, Ed 25, Nov/2011, pg 61-64… Ele disse, sobre política, ao Luís Augusto Símon e ao Ubiratan Leal:

Cuba não é ditadura. Tem a estrutura mais democrática das Américas. Existe um parlamento que escolhe seu chefe, que por coincidência, foi o Fidel (…).”

Tá bom…

– Infiltrados e Torturadores

Agentes duplos, informantes, infiltrados… A excepcional matéria da Revista Época dessa semana (Ed 706), fala sobre os Arquivos Secretos da Marinha. Tudo sobre como funcionava a delação e a infiltração de pessoas em meio aos revolucionários e rebeldes da Ditadura.

Deus nos livre de um dia vivermos aquele triste período da história…

– Método Kadafi de Trato às Suas Escravas Sexuais

Ditadores abusam da privação à vida e da liberdade de qualquer um, certo?

Compartilho o “método de escravização sexual” do Kadaffi, extraído da Isto é (ed 23/11/2012, citação clique aqui)

Deprimente e revoltante!

BUNGA BUNGA DE KADAFI

Depois da revelação de uma jovem que aos 15 anos se tornou escrava do ex-ditador, desvenda-se agora na Líbia o mundo de orgias, drogas e violência dentro do poder

A bela morena de 22 anos não esconde o nervosismo ao recordar o passado recente. “Muamar Kadafi roubou minha vida”, afirma, referindo-se ao ditador que manteve por 42 anos um regime de violência sem precedentes no país africano. Instalada em um hotel de Trípoli, a capital da Líbia, a morena identificada apenas como Safia tem dificuldade para relatar seu drama. Afinal, durante cinco anos ela foi escrava sexual de Kadafi. Em entrevista à conceituada jornalista Annick Cojean, do jornal francês “Le Monde”, Safia conta que tinha 15 anos quando foi escolhida para entregar flores a Kadafi, durante visita que o ditador faria à escola em que ela estudava, em Sirte, no leste do país. Convicta de que era uma “grande honra” oferecer as flores em nome da escola, Safia não estranhou quando Kadafi acariciou seus cabelos lentamente, depois de colocar as mãos sobre os seus ombros. Ela não sabia que se tratava de um código do ditador para que seus guarda-costas localizassem seu endereço. “Como suspeitar de alguma coisa? Ele era o herói de Sirte”, explica Safia.

No dia seguinte, três mulheres de uniforme – Salma, Mabrouka e Feiza – apareceram no salão de beleza da mãe de Safia e levaram a garota, com o argumento de que Kadafi queria lhe dar “alguns presentes”. Em seguida, as mulheres levaram Safia para o deserto, onde Kadafi, então com 62 anos, passava uma temporada de caça. No acampamento, o ditador perguntou-lhe sobre a família, a vida que levava em Sirte, e, na sequência, convidou-a a viver com ele. “Você terá tudo o que deseja, casas, carros”, prometeu Kadafi, de acordo com o relato de Safia. “Eu garanto que seu pai vai compreender”, continuou Kadafi, antes de colocar Safia sob os cuidados de Mabrouka. Na prática, a garota não teve a opção de voltar para a casa dos pais.

Enquanto estavam acampados no deserto, Mabrouka tratou de providenciar roupas sensuais para Safia, além de lhe ensinar a dançar. Ainda no deserto, onde se encontravam pelo menos outras 20 mulheres, segundo Safia, ela foi obrigada a dançar para o ditador. Depois de observá-la, sem tocá-la, ele foi direto: “Você será minha puta.” Terminada a temporada de caça, Safia foi levada ao palácio, onde foi estuprada pelo ditador. “Ele continuou nos dias seguintes. Ele me estuprou por cinco anos”, diz Safia. Pelo seu relato, além de ser submetida à violência sexual, ela foi obrigada a adotar hábitos como fumar, tomar uísque e cheirar cocaína. Em junho de 2007, conta Safia, Kadafi a colocou na comitiva que o acompanharia durante uma viagem de duas semanas pela África, passando por Mali, Guiné, Serra Leoa, Costa do Marfim e Gana. Durante a viagem, ela era apresentada como integrante do corpo de guardas do ditador e usava um uniforme cáqui como disfarce. “O uniforme azul era o reservado às verdadeiras guardas”, diz Safia. Apesar de a garota não pertencer ao quadro de seguranças, Mabrouka a ensinou a usar um fuzil Kalashnikov, uma arma de fabricação soviética.

Na entrevista ao “Le Monde”, Safia não entra em detalhes com relação à guarda feminina de Kadafi, que chegou a reunir 400 mulheres. Quando estava no poder, o ditador costumava dizer que preferia guarda-costas mulheres, por serem mais “confiáveis”. Na cidade de Bengazi, no leste da Líbia, o psicólogo Sehram Sergewa está preparando um relatório para o Tribunal Penal Internacional que deve mostrar outras razões para a preferência de Kadafi. De acordo com Sergewa, as guardas eram recrutadas virgens e tinham de se manter assim até que o ditador, um de seus filhos ou alguma alta autoridade do regime mantivesse relações sexuais com elas. Cinco antigas guardas já prestaram depoimento ao psicólogo e estão dispostas a testemunhar no tribunal, que tem sede em Haia, na Holanda. “Uma delas, além de ser estuprada, foi chantageada. Disseram que, se ela não virasse guarda-costas de Kadafi, seu irmão passaria o resto da vida na prisão”, afirma Sergewa, acrescentando que um irmão dessa testemunha era acusado de tráfico de drogas.

Questionada se estaria disposta a prestar depoimento num tribunal, Safia diz que gostaria, mas sabe que ficaria marcada para sempre. “A mulher é sempre considerada a culpada”, acredita Safia. “E Kadafi ainda tem seus seguidores.” Quanto ao passado de escrava sexual, quanto mais recorda, mais diz que gostaria de esquecer os tempos sob o jugo do ditador, que com frequência organizava para seus convidados festas à moda bunga bunga – o mesmo estilo que ensinou ao ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi. Safia diz que não participava das festas, nas quais era comum a presença de modelos italianas, belgas e africanas. Ela afirma também que Kadafi mantinha relações sexuais com outros homens e estava sempre sob efeito de cocaína: “Ele não dormia jamais.” Safia não esclarece esse ponto, mas há relatos de que Kadafi também era usuário contumaz de Viagra.

Durante os cinco anos em que viveu como escrava sexual de Kadafi, Safia conseguiu visitar a família em quatro ocasiões. Na última, em 2009, com a ajuda do pai, ela fugiu do país rumo à França, disfarçada de anciã. Um ano depois, voltou clandestinamente à Líbia, mas acabou fugindo de novo, em abril de 2011, desta vez para escapar da mãe, que queria casá-la com um parente idoso, viúvo. Abrigada na Tunísia, se casou em segredo com um rapaz jovem. O casal pretendia viver em Malta ou na Itália, mas os conflitos que sacodem o mundo árabe os separou. Sem notícias do marido e com o futuro incerto, Safia relembra sua reação à morte do ditador: “Quando vi o cadáver de Kadafi exposto à multidão, senti um breve prazer. Depois, veio um gosto amargo na boca.” Hoje, Safia não tem dúvidas: seria melhor que o ditador não tivesse sido executado no momento da captura, mas sim preso, para ser julgado por um tribunal internacional.

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– Intolerância Religiosa e Perseguição aos Cristãos no século XXI

E o que podemos falar das retaliações egípcias aos cristãos? Não ser muçulmano parece ser crime por lá… Lamentável!

A dor de quem carrega um crucifixo, extraído da Revista IstoÉ, abaixo: (Ed 2188, 19/10/2011, por Rodrigo Cardoso)

CRISTÃOS PERSEGUIDOS

Morte de egípcios que protestavam contra atentado a uma igreja expõe o ódio aos seguidores de Jesus Cristo, algo que vai além do Oriente Médio

Imagine um país onde a filiação religiosa deva constar no documento de identidade de todos os cidadãos, onde sua crença implique restrições para ocupar postos de trabalho, ter acesso à educação e se casar. No Egito, predominantemente islâmico, isso acontece e as principais vítimas da intolerância religiosa são os cristãos, que representam 10% da população. Na semana passada, o mundo testemunhou um derramamento de sangue no país. Vinte e cinco pessoas – a maioria fiéis coptas, como são chamados os cristãos que não seguem o Alcorão – morreram no domingo 9, no Cairo, em confronto com outros civis e o Exército. Tanques passavam por cima dos manifestantes sem dó. Carregando cruzes e imagens de Jesus, milhares de pessoas estavam nas ruas em um protesto inédito contra a opressão histórica patrocinada pelos muçulmanos. Os representantes do cristianismo se revoltaram depois de mais um incêndio sofrido por uma igreja copta. “A primavera no mundo árabe parece que acordou muita gente, inclusive os coptas”, diz o sacerdote católico Celso Pedro da Silva, professor emérito da Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, de São Paulo.
Com o estado de insegurança que domina o Egito após a queda do ex-presidente Hosni Mubarak, em fevereiro, grupos muçulmanos tentam demarcar mais territórios em meio à indefinição do poder público. E os coptas, historicamente marginalizados pelo governo, estão levantando a voz. Há severas restrições – só para citar uma fonte de discriminação – para a construção e reformas de templos cristãos, patrulha que não ocorre entre os muçulmanos. Em solo egípcio há apenas duas mil igrejas perante as 93 mil mesquitas. Na quinta-feira 13, o papa Bento XVI manifestou-se no Vaticano: “Uno-me à dor das famílias das vítimas e de todo o povo egípcio, desgarrado pelas tentativas de sufocar a coexistência pacífica entre suas comunidades.” O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu proteção à minoria copta e afirmou estar profundamente preocupado com o Egito.

A intolerância religiosa contra os cristãos não ocorre só no Egito. Um levantamento feito, em maio, pela Comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos mostra quanto a violência anticristã está disseminada mundo afora. Na China, segundo a comissão, pelo menos 40 bispos católicos estariam presos ou desaparecidos. Na Nigéria, cerca de 13 mil pessoas teriam morrido em conflitos violentos entre muçulmanos e cristãos desde 1999. Mais: na Arábia Saudita, lugares de cultos não muçulmanos são proibidos e livros escolares seguem pregando a intolerância a outras etnias. Irã e Iraque também são citados. No primeiro, mais de 250 cristãos teriam sido presos arbitrariamente desde meados de 2010. Já o país vizinho registra uma das maiores quedas no número de cristãos da sua história – em oito anos, esse grupo caiu pela metade e soma, hoje, 500 mil. “Os atos de violência têm como objetivo pressionar a população a abandonar suas terras”, explica Keith Roderick, secretário-geral da Coalizão para a Defesa dos Direitos Humanos.

Infelizmente tem funcionado. O Oriente Médio, berço do cristianismo, era constituído, no início do século XX, por cerca de 20% de seguidores de Jesus Cristo. Estimam os especialistas que o povo cristão atualmente não represente nem 2% dos habitantes daquela região. O papa Bento XVI chama a investida dos muçulmanos de “conquista à base da espada”. No ano passado, o Sumo Pontífice manifestou-se a favor da libertação de uma paquistanesa cristã condenada à forca por blasfêmia, no Paquistão, país onde mais de 30 pessoas foram assassinadas com essa justificativa. Asia Bibi, então com 45 anos, teria dito ao ser insultada por mulheres muçulmanas: “O que Maomé fez por vocês? Jesus, pelo menos, sacrificou-se por mim”. Graças à pressão internacional, a pena não foi cumprida, mas Asia aguarda novo julgamento. Ela é a primeira mulher na história a receber uma pena de morte por conta de perseguição religiosa. Um título que nenhum país deveria se orgulhar. 

– Kadaffi e sua Morte: um desfecho esperado. Quem é o seguinte da fila?

Alguém duvidava que os rebeldes líbios ou a própria Otan encontrariam o ditador sanguinário Kadaffi?

As fotos e vídeos que os sites têm mostrado são assustadores. E por mais horrível que possa ser, será que tal fim condiz com as atrocidades que o ditador cometeu?

Violência gera violência. Infelizmente. E nessas imagens e fotos vemos uma coisa que assusta tanto quanto o horror da ditadura: os olhos embebidos pela vingança.

Triste.

Parece que os terroristas-ditadores da era moderna (Bin Laden, Saddam, Kadaffi) estão tendo o mesmo fim. Quem será o próximo?

– Cuba Liberal? Pero no mucho…

Enfim a ditadura castrista está aliviando. Mas não muito.

A partir de Outubro, os cubanos poderão comprar carros! É. A charmosa mas sucateada frota do tempo anterior a revolução comunista de lá vai ganhar a companhia, depois de mais de 50 anos, de carros 0 km.

Mas calma lá: para o consumidor cubano, além do imposto de 4% obrigatório, terá que comprovar renda, origem do dinheiro e condições de manutenção do veículo.

Tava pensando que eles liberaram geral? Lêdo engano… Ditadores não se deixam levar por apelos.

E você? Crê que a ilha está mais democrática ou não? Deixe seu comentário:

– A Briga PT X Veja: agora é oficial!

É público que a Revista Veja faz um excepcional jornalismo investigativo e denuncia muitas mazelas no país. E também é notório que os principais escândalos deste Governo foram denunciados pela Revista. Como represália, frequentemente se fala em nova regulamentação da mídia, uma espécie de censura disfarçada.

E não é que agora o “caldo azedou” de vez? O PT, através de um diretório paulista, conclama seus simpatizantes a boicotarem a Revista Veja!

Extraído da Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/politica/o-pt-reage-a-veja

O PT REAGE À VEJA

por Gabriel Bonis

Cerca de duas semanas após a revista Veja estampar em sua capa uma reportagem acusando o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu de confabular contra a presidenta Dilma Rousseff com ministros, senadores e deputados em um hotel de Brasília, o PT reagiu com uma campanha em seu site Linha Direta, administrado pelo diretório do partido em São Paulo.

No portal, a legenda destaca um banner com as frases: “Você quer um jornalismo de mentira e falta de ética? Não seja manipulado. Não leia a Veja”. No link, há uma nota de convocação para um protesto contra a revista no sábado 17, na Avenida Paulista.

“Essa é uma campanha de blogueiros que pediram a divulgação do partido, então estamos dando espaço. Mas fazemos o mesmo com outros movimentos sociais, justamente por considerar essa ação um movimento social”, diz o presidente do PT paulista, Edinho Silva.

A reportagem sobre Dirceu causou polêmica e gerou uma investigação da polícia, pois o repórter da revista teria tentado invadir o quarto do petista no hotel.

A publicação da Editora Abril reservou mais um espaço para o PT na mesma edição. Em outra matéria, apontou que o partido apoiou um projeto de lei do deputado estadual Campos Machado (PTB-SP) para retirar a Corregedoria da Polícia Civil do gabinete do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto. O projeto era criticado pela revista, já que,  após a mudança da instituição, em 2009, houve melhora significativa na fiscalização de oficiais corruptos, com mais de dois mil inquéritos abertos e a exoneração de 223 policiais em 2010, contra 67 do ano anterior.

No entanto, o partido apoia a autonomia da Corregedoria e as investigações, explica Silva, mas questionava o fato da mudança ter sido realizada por meio de um decreto do governo. “Isso deveria ter sido feito por um projeto de lei, mas o governo tem usado cada vez mais o decreto e não se governa desta forma”, afirma. “Não somos contrários à mudança, mas não se pode passar por cima da Assembleia Legislativa, o Executivo não pode legislar e não podemos impor atos administrativos.”

A campanha petista ocorre no momento em que o partido lidera no Congresso uma proposta para regular a mídia. No 4º Congresso Nacional do PT, realizado na última semana, o assunto foi debatido com foco na proibição da propriedade cruzada de meios de comunicação.  Uma medida que deve desagradar a parlamentares donos de rádios, jornais e emissoras de televisão simultaneamente.

No Congresso, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse que o domínio midiático “por alguns grupos econômicos tolhe a democracia” e criticou a “parcialidade” dos veículos de comunicação. O ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff mostraram-se a favor de Dirceu no caso e também alfinetaram a imprensa.

O projeto apresentado pelo PT não menciona censura, mas pede a responsabilização da mídia quando houver falseamento ou distorção dos fatos e aponta o domínio midiático de grupos econômicos como “silenciadores de vozes” e “marginalizadores de multidões”.

No entanto, a ideia da regulação não foi bem recebida pela oposição, para a qual a medida poderia acabar com a liberdade de imprensa. “Toda vez que algum malfeito petista aparece nas páginas dos jornais e das revistas, a cúpula do PT se apressa em ressuscitar o chamado ‘marco regulatório da mídia’”, alfinetou o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).

Contudo, ele recebeu o apoio do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante.

– Cuba: uma desolação absurda

Essa veio pelo Facebook do ótimo jornalista Jota Júnior:

Noticia triste do esporte e que passou meio despercebida:
Jogadores da seleção cubana de basquete pediram aos brasileiros que dessem seus pares de tênis não utilizados, dadas às péssimas condições de seus calçados.
Isso tudo no pré-olimpico de Mar del Plata

Não dá nem para comentar…

– Corrupção na Arbitragem: se SIM/NÃO, vale a reflexão: estaríamos na hora de um choque de Gestão?

Há certos momentos na história política do país que “termos fortes” foram utilizados para marcar um novo momento: Certo dia, o ex-presidente FHC, a fim de referendar a política neoliberal, criou o termo “desenvolvimento sustentável”, o qual a ONU começou a usá-lo com certa freqüência. O também ex-presidente Lula enfatizava suas ações para destacar o ineditismo dizendo “nunca antes nesse país”. O atual Governador Geraldo Alckmin pregou, quando candidato à presidência, a necessidade de um “choque de gestão”. Dilma, em meio à corrupção assustadora, defende a “faxina geral”.

Todos esses termos foram usados como marco. Não seria o momento adequado para desenvolvermos sustentavelmente o futebol, praticar um choque de gestão nas estruturas arcaicas e ditatoriais, para uma faxina geral nunca antes vista nesse país?

Digo isso pelas graves acusações que assolaram o futebol carioca nessa semana, e que não espantaria a maciça opinião pública se ocorressem em outros estados: Árbitros de futebol dizem negociar resultados em troca de ascensão na carreira (artigo em: http://bit.ly/nXU8au).

O dito escândalo, a ser ainda provado e comprovado (afinal são denúncias, e não provas) não espanta mais. Será que nos acostumamos tanto com a corrupção, a ação desmedida e antiética dos favorecimentos escusos e com a picaretagem, que não nos escandalizamos mais?

Árbitros de futebol submetidos aos mandos e desmandos de dirigentes de conduta duvidosa, segundo a matéria da TV Record. Pior: entidades com ar de chapa-branquismo, pois afinal, os dirigentes da Federação local são aqueles que representam os árbitros em forma de Sindicato e Cooperativa! Não é inconcebível que o patrão represente a entidade que defende os empregados contra os interesses dele próprio?

Só resta parabenizar os árbitros cariocas por tais iniciativas. Não é fácil ter essa coragem, pois, afinal, o risco de tiro no pé é grande. Estar de fora é mais fácil, pois quem está atuando sabe que as represálias são prováveis. Não dá para ser ingênuo em acreditar que o árbitro critique o dirigente e tenha respaldo do seu sindicato ou cooperativa, já que lá está o mesmo dirigente que terá que o defender. Haverá auto-acusações da cartolagem? Impossível.

Não sou mais árbitro atuante, portanto escrevo como cidadão e observador desta categoria que pertenci e tanto amei por 16 anos. Os árbitros e dirigentes que estão atuando são os mesmos de quando eu atuava. Conheço-os, relacionava com eles, sei das virtudes e os critiquei sobre os defeitos (defeitos, a propósito, que todos temos). Mas claro que a luta solitária é inglória.

Em 2005, participei da minha primeira pré-temporada com os árbitros da 1ª divisão de SP. O então presidente da CEAF, José Evaristo Manuel, socava a mesa do hotel Della Volpe, na Frei Caneca, e dizia: “Não quero ouvir falar de favorecimento ao Corinthians, ao Palmeiras ou a qualquer time grande”. Ele era de Taubaté, e os árbitros morriam de medo de estarem escalados lá. Mas…o Taubaté conseguiu algum acesso nas divisões de baixo nesse período?

Costuma-se falar muita bobagem sobre favorecimento ou não a determinados clubes. Real ou irreal é outra história. A pressão não é o pedido escancarado ao árbitro, pois isso seria facilmente perceptível. Mas você já levantou a hipótese (atenção: HIPÓTESE não é afirmação, é apenas suposição de um fenômeno a ser discutido) de que:

a simpatia percebida pelos árbitros por determinados clubes na relação com a Federação poderia fazer com que se errasse, na dúvida, contra esse ou aquele time? (a antipatia teria o mesmo valor…)

árbitro que erra contra time grande some do mapa. Mas errou contra pequeno…

árbitro caseiro em time amigo que precisa ganhar e joga em casa? Na mesma proporção, “sorteia-se” árbitro disciplinador quando a situação é inversa.

árbitro sente o assédio moral?

Levantei suposições. Nada de cartola querer pegar telefone para ameaçar processo. Afinal, isso não acontece comprovadamente, como disse anteriormente.

Já perceberam que quando se fala contra a entidade o cara vira inimigo? Conversei com uma dúzia de árbitros nessa semana. Alguns evitam o bate-papo, pois por dizer que acho incompatível dirigente de Federação controlar o Sindicato dos árbitros e a Cooperativa passo a ser “persona non grata”, pela minha tese. Normal. Quando elogia, vira “amigão”. É o mesmo sentimento que talvez o jornalista Paulinho sinta quando denúncia mazelas no Corinthians em seu blog, ou Juca Kfouri sente quando critica a CBF. Falar que ouviu a Rádio Jovem Pan então? Esqueça, isso é profanar a casa. Como disse um amigo árbitro via telefone (que não importa o nome): “comentar que é amigo do Fernando Sampaio ou do Rogério Assis? Pede pra sair do quadro” – e o pior é que não foi apenas 1 árbitro, foram alguns… (detalhe: esses jornalistas defendem os árbitros. Irônico, não?)

Nesse país, defender a democracia é satanizar àquele que manifesta tal vontade. Claro, afinal, estar à frente de federações, sindicatos, clubes, é sentir o gosto duvidoso do poder vitalício e a influência exercida sobre aqueles que aceitam a troca deliberada.

Uma pena. Com toda a confusão no Rio de Janeiro, o tema poderia ser amplamente debatido. Mas não será.

E deixo uma reflexão aos amigos, de uma humilde opinião: Para que os árbitros precisam de Cooperativa e Sindicato administrados por dirigentes das Federações? Tal situação acontece em muitos estados desse país, e ninguém faz nada. Pra quê tê-las, se moralmente a independência não é explícita?

Novamente: Parabéns aos colegas do Rio de Janeiro. Os rebeldes egípcios derrubaram Mubarak e contaminaram o espírito revolucionário na África árabe e parte da Ásia: vide Iêmen, Bahrein, Síria, e, recentemente, Líbia.

Que os Kadafis do futebol que impedem a democracia (e que são aclamados por dirigentes políticos e puxa-sacos de plantão) também caiam de seus pedestais até então inabaláveis.

Ops: sei que as rádio-escutas e os trolls invadiram a minha caixa de comentários. Tudo bem. O que vale é olhar para os filhos e orgulhar-se do que fez, falou ou deixou. Muitos não podem fazer isso…

E aí: Concorda com esse artigo? Deixe seu comentário:

– A Farra na Líbia

Depois da fuga do ditador Kadafi de Trípoli, capital da Líbia, rebeldes e a população em geral descobrem excentricidades impressionantes de Kadafi.

Das propriedades suntuosas às extravagâncias, vê-se que, além de tirano, Kadafi era um maluco. Um sofá com a “proa” de sereia em ouro maciço com a imagem de sua filha, além de um avião com assentos costurados com fios também de ouro, por exemplo, foram encontrados.

Imaginem o que não será encontrado…

– China censura Kate Parry, Lady Gaga, Britney…

… e qual a novidade?

Todos nós sabemos que não existe democracia na China, e pela força econômica, os Direitos Humanos (infelizmente) são mais comedidos com eles.

Agora, inúmeras canções foram proibidas por lá e até dia 15 de setembro devem ser retiradas da Internet e proibidas de comercializá-las no país. Motivo? Vão contra a “Segurança Cultural”.

Quer comentar? Deixe seu recado:

Extraído de: http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/musica/china+censura+musicas+de+lady+gaga+katy+perry+e+britney+spears/n1597174581074.html

CHINA PROÍBE MÚSICAS EM NOME DA SEGURANÇA CULTURAL

O Ministério da Cultura da China publicou, pela terceira vez neste ano, uma lista de 100 músicas proibidas para os internautas do país, restringindo nomes do pop internacional como Lady Gaga, Katy Perry, Britney Spears, Backstreet Boys e Take That. As músicas devem ser retiradas da internet chinesa até 15 de setembro.

Entre elas, a lista bane “Judas”, de Lady Gaga, “Last Friday Night”, de Katy Perry, “I Want It That Way”, dos Backstreet Boys, e “Burning Up”, de Britney Spears, além de hits chineses e de Taiwan.

Segundo um comunicado do Ministério em seu site oficial, as músicas não cumprem o regulamento necessário e “prejudicam a segurança cultural do país”, eufemismos com os quais as autoridades chinesas costumam censurar obras cujo conteúdo é considerado erótico demais ou de “mau gosto”.

Em janeiro, as autoridades de Cultura da China já haviam publicado uma lista similar, que naquela ocasião vetou oito obras de Christina Aguilera, quatro de Kylie Minogue, cinco de Eminem e três de Bruno Mars, entre outros artistas. Em março, uma nova lista proibia na rede “Hold My Hand” de Michael Jackson e três músicas de Avril Lavigne (que já fez show na China).

A China é o país com mais internautas do mundo, com quase 500 milhões, mas também é um dos que exerce maior controle sobre os conteúdos na rede. Muitas vezes, no entanto, esta censura tem poucos efeitos práticos, e as músicas “proibidas” continuam sendo ouvidas nas rádios do país ou são baixadas com facilidade em sites nacionais ou estrangeiros.

 

– Dilma e Hugo Chávez Falando de… O QUÊ???

 

Ora essa! Dilma se reuniu com Chávez e pregaram respeito aos Direitos Humanos.

 

Por mais que sua história de guerrilheira mostre erros do passado, podemos dizer que Dilma Roussef é de fato democrática. Goste ou não de sua ideologia política, a verdade é essa.

 

Mas Hugo Chávez? Ele que censura a imprensa, que financia FARCs, que é amigo de ditadores?

 

Tenha dó. Vou dormir.

– Senhores da Guerra não vão à Guerra…

 

O Iêmen clama por democracia. E o Governo ataca os manifestantes.

 

Só em Abril, já são 26 crianças mortas em confronto!

 

Meu Deus…