– Por quê insistir no Carnaval Clandestino?

Eu não gosto do Carnaval (minha humilde opinião em outra oportunidade, aqui: https://wp.me/p4RTuC-oJ8), mas respeito quem curte a folia. Não é “minha praia”, definitivamente…

Porém, me assusto com a neurose (ou carência, ou insistência) em promover a farra a qualquer custo. Festas clandestinas se espalhando por diversos lugares até com senha para fugir da fiscalização.

Que loucura!

Abaixo, extraído de: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2021/02/13/local-secreto-e-venda-com-senha-festas-driblam-fiscais-no-carnaval-do-rj.htm

LOCAL SECRETO E VENDA COM SENHA: FESTAS CLANDESTINAS DRIBLAM FISCAIS NO CARNAVAL DO RJ

Produtores de festas lançam mão de diferentes táticas para fugir da fiscalização no Rio e promover eventos durante o Carnaval, oficialmente cancelado na cidade.

Venda de ingressos mediante senha e sem revelar o local do evento —informado somente horas antes da festa— estão entre as soluções de quem tenta burlar as regras.

Para conter blocos e festas clandestinas, a Prefeitura do Rio monitora redes sociais e sites de vendas de ingressos. Com o cerco mais fechado, a saída tem sido listas de transmissão e grupos no WhatsApp, além de mecanismos de segurança dos próprios sites de vendas de ingresso.

A empresa Party Industry, por exemplo, organiza entre sábado (13) e terça-feira (16) quatro eventos com ingressos de R$ 90 a R$ 700. As informações são repassadas pelo WhatsApp com informações básicas: horário, duração, artistas convidados, link de compra e uma senha de acesso.

Sem senha, não se consegue comprar ou sequer encontrar o evento no site de vendas. Nas páginas, vê-se que a maioria dos eventos omitiu informações de local ou descrição sobre os artistas convidados.

A única festa organizada pela Party Industry que tem mais detalhes na página de vendas é a Folklore, marcada para segunda (15). Com bebida liberada e ingressos de até R$ 400, os organizadores prometem 8 horas de evento. Entre os convidados anunciados está o Bloco 442, que assinou no início do ano manifesto pela não realização do Carnaval. Questionada pelo UOL, a produção da banda reforçou, na manhã de hoje, que não irá realizar nenhum evento no feriadão e pediu informações sobre a divulgação do evento em que consta seu nome.

A Secretaria Municipal de Ordem Pública informou ao UOL que não são todos os eventos no Rio que estão proibidos durante o Carnaval. Estabelecimentos que já tenham sido liberados para funcionar e cumprirem medidas de segurança, como distanciamento entre mesas e público reduzido, não precisam cancelar seus eventos no feriadão.

Para a pasta, eventos que omitem informações e exigem senha para venda de ingressos têm características de festa clandestina. Esses também estão sendo monitorados.

A Party Industry não respondeu à reportagem —poucos minutos após o primeiro contato, a empresa retirou seu nome da organização dos eventos no site.

Pagamento via PIX

Outros organizadores de eventos encontraram formas ainda mais difíceis de serem monitorados, fora dos sites tradicionais de vendas de ingressos.

O esquema é o seguinte: é criada uma página gratuita na internet, com os valores dos ingressos. O interessado tem que acessar a página, descobrir o valor, fazer um PIX para o número de celular disponibilizado e enviar para um e-mail os dados básicos para retirada de ingresso. O local do evento só é informado horas antes da festa.

Ao menos três festas usam o mesmo esquema para atrair pagantes. O UOL tentou contato com os três números disponíveis, mas somente um atendeu a ligação. Sem se identificar, a reportagem perguntou se seria possível informar ao menos a região da cidade em que o evento acontecerá. Um homem, que não quis falar o nome, pediu desculpas: “Não posso, meu amor, por questões de segurança. Se você comprar, a gente informa por e-mail duas horas antes do início da festa”.

Fiscalização

A prefeitura reforça que eventos poderão ser cancelados. Ainda não há um processo simples para reaver dinheiro transferido via PIX e, portanto, há o risco de prejuízo financeiro para quem comprar ingresso de festa clandestina.

Comboios com auxílio da Polícia Militar irão fiscalizar a cidade a partir de informações obtidas por esses sites, blogs e denúncias recebidas pela Central 1746.

A Guarda Municipal também estará nas ruas com a “Operação Caça Bloco”, com 490 agentes fiscalizando todos os dias ruas, praças e pontos tradicionais de festas para coibir blocos clandestinos.

– Os novos BBBs: respeite-se quem gosta, mas… eu não curto!

O Big Brother Brasil está de volta nesta semana, na sua 21ª edição. E haja fôlego para tantas edições brasileiras, já que em muitos países, a fórmula cansou.

Vejo muita gente comentando sobre o programa nas Redes Sociais, e às vezes me sinto um “alienígena” lendo nas timelines (ou melhor, rolando as telas) sobre o assunto.

Ouvi no “Morning Show” da Rádio Jovem Pan que, às vésperas da estreia, a Globo divulgou os “feitos dos participantes”, uma espécie de “marco relevante” do participante. E aí me assustei!

A apresentação começou com um mórmom, que abandonou em um primeiro momento a religião pois se descobriu gay, mas que voltou a ser missionário. Hoje, se considera um religioso homossexual que gosta de mulher (!!!)

A segunda revelação foi de uma moça que “ficou” com uma princesa negra lésbica africana (esse foi o grande feito).

Um terceiro: concilia a criação de uma calopsita e duas chinchilas. É sério mesmo?

Enfim, depois da sequência de anônimos com algo diferente / surpreendente / extravagante, vieram os famosos. Uma youtuber que confundiu Picasso com Romero Brito, outra que cuspiu na boca de um gato e foi “cancelada”(eca!) e outros artistas, destacando-se o galã cantor Fiuk, um cara em fase “Zen”, que perdeu os talentos de seu pai, Fábio Jr.

Ufa, para quem não assiste, sei muito, não? kk

A verdade é: a indústria do entretenimento promove eventos para todos os gostos. Se você curte BBB, delicie-se!

BBB21: saiba quem são os participantes | BBB21 | Gshow

Imagem: Divulgação TV Globo.

– Xhosa: você saberia falar essa estranhíssima língua?

Ela é falada por alguns poucos africanos, mas já pode ser ouvida em Holywood e em milhões de salas de cinema. Mais incrível do que isso: ela existe de verdade!

A língua chamada “xhosa” é uma das mais estranhas par se entender, para aprender e para, acredite, pronunciar seus sons com estalos.

Mais popularizada pelo herói Pantera Negra, da Marvel, ela tem tudo para ser discutida sobre suas exóticas características ao aparecer nas telonas. Conheça alguns detalhes curiosos sobre ela,

Em: https://super.abril.com.br/ciencia/conheca-o-idioma-africano-que-sera-falado-em-pantera-negra/

CONHEÇA O IDIOMA AFRICANO QUE SERÁ FALADO EM “PANTERA NEGRA”

O xhosa, língua de Nelson Mandela, tem 15 gêneros, palavras que mudam de significado conforme a entonação e consoantes-clique – feitas estalando a língua.

Por Bruno Vaiano

Pantera Negra, que estreia no Brasil em 15 de fevereiro, será o primeiro filme do Universo Marvel protagonizado por um negro. No longa, o príncipe T’Challa (Chadwick Boseman) luta para assumir o trono de Wakanda — um reino africano fictício — após a morte de seu pai, narrada em Capitão América: Guerra Civil.

Embora os diálogos, por motivos óbvios, aconteçam quase todos em inglês, volta e meia os fãs ouvirão uma frase em xhosa, a língua natal de Nelson Mandela e um dos onze idiomas oficiais da África do Sul. O público já teve uma palhinha disso em Guerra Civil, quando o ator sul-africano John Kani —  que faz T’Chaka, pai de T’Challa — convenceu a equipe a deixá-lo conversar com o filho em xhosa. “Eu perguntei aos diretores, ‘por que eu estou falando inglês com o meu filho? Não era para nós sermos da África?’”

O xhosa é a língua natal de 8,2 milhões de pessoas, e é falado como segunda língua por 11 milhões — a maior parte delas mora no sudeste do país de Mandela, mas você pode ver um mapa de distribuição geográfica mais detalhado aqui. Embora ele possa ser escrito com o alfabeto latino, suas semelhanças com o português param por aí.

A primeira característica bacana do xhosa é que ele é uma língua tonal. Isso significa que a entonação que o falante dá a uma palavra muda seu significado. Em português, não importa se você lê a palavra “carro” como uma exclamação (“carro!”) ou como uma pergunta (“carro?”). Ela continua se referindo a um veículo de quatro rodas. Em xhosa, essa pode ser a diferença entre pasta de dente e papel higiênico. Há outras línguas com mecanismos parecidos, como o chinês – em que tāng (湯) é “sopa”, mas táng (糖) é “açúcar”. O sinal gráfico, nesse caso, não indica a tônica da palavra, mas o tom da pronúncia.

Como a melodia da fala carrega tanto significado quanto as sílabas em si, é possível transformar recados em música. No século 19, missionários europeus notaram que muitos povos africanos falantes de línguas tonais (não necessariamente o xhosa) usam tambores para enviar mensagens por longas distâncias. A conversão de palavra em percussão é um truque bem mais sofisticado que o código Morse aplicado pelos telégrafos da época, e demorou anos para ser decifrada pelos colonizadores — a SUPER tem até uma matéria para explicar como funciona.

ELE, ELA, ELO, ELU, ELI, ELIS…

O português só tem dois gêneros: masculino e feminino, “ele” e “ela”. Isso nos leva a crer que gênero, para um linguista, tem alguma coisa a ver com sexualidade. Errado: gênero, na gramática, é usado no sentido de categoria, e o xhosa tem 15 categorias. Segundo este artigo científico, as categorias 1 e 2 costumam ser usadas com seres humanos. A 3 e a 4, com plantas. Ferramentas vão para 7 e 8, e coisas finas e compridas caem na 11. Pior: essas são só tendências estatísticas. Pode acontecer de uma ferramenta cair em uma categoria gramatical normalmente atribuída a plantas, e você precisa saber essas exceções de cor para não errar.

Fica ainda mais difícil quando você se dá conta de que vários elementos das frases precisam concordar com o gênero a que o substantivo pertence. É como se, além dos artigos “o” e “a” (como em “o telefone” e “a árvore”), também houvesse “u”, “i”, “g” etc. Em outras palavras, se você estiver aprendendo xhosa e se esquecer do gênero de uma palavra, você só tem 6% de chance de chutar a concordância e acertar. Nunca foi tão difícil passar de ano.

FICA MELHOR: CLIQUES

Como se tons e 15 gêneros já não fossem dificuldade suficiente, o xhosa tem mais uma carta na manga: consoantes clique. Sabe o som que você produz quando estala a língua nos dentes (como algumas crianças fazem para imitar cavalos?) Pois é, em xhosa isso pode ser uma consoante, com tanto significado quanto “b” ou “c”, e representada pela letra x. Neste vídeo, uma professora explica como treiná-lo.

O problema é que esse é o menor dos problemas: são, ao todo, 18 cliques (veja com seus próprios olhos), com diferenças sutis entre si – como o lugar dos dentes em que a língua encosta. Cada um é representado por uma grafia diferente, como ngq, ngx, gc e por aí vai.

FICA AINDA MELHOR: AGLUTINAÇÕES

15 classes gramaticais e 18 consoantes novas depois, o corajoso que decidir aprender xhosa ainda precisa lidar com o fato de que a língua, como o alemão, tem o hábito de transformar coisas que nós diríamos em três ou quatro palavras em uma só palavra, muito longa. “Eu te amo”, o exemplo mais bobo, vira ndiyakuthanda.

Essa enciclopédia de diferenças curiosas do xhosa pode ser entendida melhor se lembrarmos que línguas, como seres vivos, tem uma árvore genealógica que mapeia sua evolução ao longo de milhares de anos. Português e espanhol são ambas filhos do latim, que por sua vez, com o grego, deriva de uma língua extinta chamada proto indo-europeu. O proto indo-europeu deu origem a línguas muito diferentes entre si, como russo e hindi, mas ele não foi o único “proto-idioma”.

Há muitos outros grupos linguísticos, e cada um deles engloba um grande conjunto de línguas que derivou de uma língua mais antiga. O xhosa pertence ao grupo nigero-congolês, que abrange boa parte da África subsaariana, e tem algo como 1,5 mil línguas. Quase todas têm as mesmas características: um monte de gêneros, aglutinações, cliques e afins. Uma família complicada.

Ao incluir xhosa em Pantera Negra, portanto, a Marvel não está só fazendo o filme mais legal para um estudante de Letras desde A Chegada – mas também está apresentando ao mundo a língua natal de Nelson Mandela, algo de imensa importância histórica e social.

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– 17 anos que Leônidas nos deixou…

O dia 24 de janeiro é marcante para o futebol brasileiro (embora esquecido): em 2004, aos 90 anos de idade, o grande Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”, falecia em Cotia.

Talvez o primeiro craque marcante do Brasil, ele foi o inventor do “Gol de Bicicleta”. Leônidas foi artilheiro da Copa de 38 e escolhido o melhor jogador daquele Mundial.

Uma triste situação: Leônidas, depois de se aposentar, trabalhou como comentarista esportivo, e em 1974 interrompeu a carreira para cuidar da saúde, pois diagnosticou-se com Mal de Alzheimer. Pasmem: sofreu 30 anos com a doença!

Tomara que as autoridades do futebol se lembrem de tal data hoje e o homenageiem nos jogos desta noite.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer o autor, favor informar.

– #tbt2: Cadê você, Papai Noel?

Eu sou avesso aos excessos e festejos comerciais do Natal. Porém, é inegável que as crianças amam o Papai Noel!

Neste ano, devido a Pandemia, os “bons velhinhos” perderam o emprego. Não dá para bobear e submeter os idosos a esse trabalho, tampouco falar para os pequenos que “só podem vê-lo e não tocar”.

Tempos de COVID. Paciência.

O último colo de Santa Claus, abaixo:

– A origem do Dia de Ação de Graças!

O “Dia de Ação de Graças” nos EUA, o “Thanksgiving Day”, é uma data muito bonita! E, com tanta influência e globalização que sofremos, é de se admirar que algo bom como essa celebração não tenha caído no gosto do brasileiro, mas sim outras datas, como o Halloween.

Compartilho, extraído de: https://www.todamateria.com.br/dia-de-acao-de-gracas/

DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS: ORIGEM, HISTÓRIA E CURIOSIDADES

por Daniela Diana, Professora licenciada em Letras

O Dia de Ação de Graças, em inglês “Thanksgiving Day”, precede as comemorações natalinas, sendo celebrado nos Estados Unidos toda 4ª quinta-feira de novembro, e no Canadá, toda 2ª segunda-feira do mês de outubro.

Em ambos locais, o Dia de Ação de Graças é considerado feriado nacional.

Significado da Data

Essa data expressa a gratidão por todas as coisas boas que aconteceram ao longo do ano. Originalmente, a data decorria após a época das colheitas, justamente para agradecer a fartura da produção agrícola.

Por isso, as famílias se reúnem em comemoração manifestando carinho e agradecimento. Ao lado do Natal e do Réveillon, o Dia de ação de Graças é um dos feriados mais importantes dos Estados Unidos e do Canadá.

Curioso notar que este dia, que não está associado a nenhuma religião, se popularizou com o passar dos anos, sendo assim, comemorado por todos, independentemente do credo.

Comemorações e Tradições

A tradição nos Estados Unidos e no Canadá é agradecer pelos bons momentos, reunir a família em um jantar onde é servido abóboras, tortas de maçãs e de nozes, cookies, batatas-doces, purê de batatas, molho de cranberry e peru.

Ademais, o Dia de Ação de Graças é celebrado com festas, missas, orações e desfiles. A loja Macy’s é responsável pela maior parada que acontece no mundo no Dia de Ação de Graças. Conhecido como Macy’s Thanksgiving Day Parade, o desfile realiza-se em Nova Iorque desde 1924.

dia de ação de graças

Pintura de Jean Leon Gerome Ferris que retrata o primeiro Thanksgiving (The First Thanksgiving, 1621). Crédito: Imagem extraída de https://www.todamateria.com.br/dia-de-acao-de-gracas/

– 78 anos de Zé Carioca! O que ele tem a ver com Jundiaí?

Meu personagem favorito do mundo de Walt Disney não é nenhum americano como o Mickey ou o Tio Patinhas. Mas é alguém brasileiro da gema: o mais carioca dos Josés: o Zé Carioca.

Curiosidades:

  • o papagaio só surgiu pois o irmão de Walt Disney, Roy Disney, queria que o irmão criasse um personagem latino para a política da boa vizinhança.
  • quer mais incorreto do que não trabalhar, fazer dívidas e não pagar, dar golpes e fumar charuto? A patrulha do politicamente correto conseguiu que o papagaio não fumasse mais (o que concordo), mas ainda bem que o malandro ainda não despertou a vontade de trabalhar (para isso existe o Zé Paulista, seu primo de SP workaholic), nem pagou a Anacozeca (Associação Nacional dos Cobradores do Zé Carioca), tampouco cortou a Feijoada e a Jaca (coitado do Pedrão…) e muito menos deixou de manipular resultados do Vila Xurupita FC (abra o olho, juizada)! Se tirassem esses defeitos do Zé, perderia a graça… ah, esqueci: ainda bem que continua enrolando a periquita Rosinha e enganando o sogro Rocha Vaz!
  • por fim: na sua estréia no cinema com o Pato Donald e a Carmem Miranda, conhecemos a voz do papagaio, que foi emprestada do jundiaiense José do Patrocínio!

Qual figurino do Zé você prefere: o antigo, de gravata e guarda-chuva, o do final dos anos 80, com camiseta branca e calça azul, ou o mais novo, de boné e bermuda?

Extraído do Estadão (quando do aniversário de 70 anos): http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,setentao-louro-e-carioca,955398,0.htm

SETENTÃO LOURO E CARIOCA

Edição especial comemora sete décadas de malandragem e polêmicas do Zé Carioca

por Jotabê Medeiros

Papagaio! A exemplo de Gilberto Gil, Milton Nascimento, Caetano Veloso, o Zé Carioca tá fazendo 70 anos!

Trata-se de uma data importante para o “carioca way of life“. O personagem Zé Carioca, criado por Walt Disney em 1942, morava na favela. Vivia de pequenos expedientes, golpes em restaurantes de hotéis, diversão de penetra em clubes grã-finos. A periquita Rosinha, sua namorada eternamente enrolada, surgiu nos quadrinhos como uma das mais sexy pin-ups da era pré-Jessica Rabitt.

Zé Carioca não cumprimentava friamente, como os americanos, mas dava abraços “quebra-costelas” nos chegados, como no turista gringo Pato Donald. Nas primeiras tiras, ele era identificado como José (Joe) Carioca. Agora, para celebrar a data, sua história é tema de um especial da Editora Abril, que reedita todas as tiras iniciais produzidas entre 1942 e 1944, além de uma seleção especial de histórias até 1962 recoloridas digitalmente.

Por causa de sua faceta de malandro e inimigo do trabalho, Zé Carioca já foi alvo de campanhas politicamente corretas. “O Zé Carioca é um personagem antiético terrível, com todos os clichês negativos”, disse, em 1999, a autora Denise Gimenez Ramos, professora titular da PUC e coautora da tese Os Animais e a Psique (Palas Athenas, 284 págs.), na qual buscava restabelecer conexões simbólicas entre as pessoas e os bichos – incluindo suas representações ficcionais. “O personagem de Disney nunca trabalha, fica em geral deitado numa rede sonhando em ganhar na loteria – é um arquétipo falso, que perpetua o Macunaíma”, afirmou.

O pioneirismo de Disney com o Zé Carioca sempre foi questionado. Já havia precedentes simultâneos e até anteriores. O cearense Luiz Sá (1907-1980) criou, nos anos 40, um papagaio vestido de gente chamado Faísca, que apareceu muitos anos antes do Zé Carioca. E há a eterna desconfiança que a inspiração de Disney tenha partido de um trabalho do cartunista brasileiro J. Carlos.

Em agosto de 1941, Walt Disney visitou o Brasil (além de alguns outros países da América do Sul), estimulado pelo irmão Roy, como parte do esforço da Política de Boa Vizinhança do governo Franklin Roosevelt, que visava a estreitar as relações dos Estados Unidos com os países latinos.

Para o pesquisador Celbi Vagner Pegoraro, jornalista, pós-graduado em Relações Internacionais e doutorando em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, há muitas inspirações que resultaram no papagaio folgazão de Walt Disney, e não só os desenhos de J. Carlos. “Mas é fato que Walt Disney ficou encantado com a obra do brasileiro”, afirma.

Pegoraro lembra que a saison brasileira de Disney o mostrou menos interessado em eventos diplomáticos e mais em atividades artísticas (foi ao lançamento do filme Fantasia no Rio e em São Paulo), e seu primeiro encontro com J. Carlos ocorreu numa exposição na Associação Brasileira de Imprensa. Na mostra havia obras de diversos brasileiros, mas os desenhos de J. Carlos retratavam a fauna brasileira, incluindo aí o papagaio. Seus traços chamaram tanta atenção que dois fotógrafos da equipe de Disney gastaram muito tempo registrando os quadros. Durante um almoço promovido pelo chanceler Oswaldo Aranha no Palácio do Itamaraty, Disney fez pessoalmente um convite para que J. Carlos trabalhasse em seu estúdio, mas o brasileiro recusou. Foi então que o artista presenteou Disney com um desenho de papagaio.

Após 70 anos, Zé Carioca permanece sendo publicado pela Editora Abril. As revistas aproveitaram o sucesso do personagem nos filmes dos anos 1940 e 1950. Em 1944, ele estrelou o filme Você Já Foi à Bahia?, da Disney (nos quais sua voz não era de um carioca da gema, mas do paulista de Jundiaí José do Patrocínio Oliveira, indicado por Carmen Miranda).

A partir daí, o gibi do Zé Carioca inicialmente alternou números com o Pato Donald até ganhar a própria publicação em janeiro de 1961, época em que cartunistas brasileiros começaram a ter sua chance. “Porém, seu auge ocorreu mesmo nos anos 1970, pelas mãos do gaúcho Renato Canini, que aproximou de forma mais latente o Zé Carioca da realidade brasileira, consolidando sua identidade de malandro”, conta Pegoraro.

Suas aventuras ocorrem na Vila Xurupita, um bairro fictício nos morros do Rio, e o personagem ganha uma série de amigos e parentes, caso do Zé Paulista, um primo louco por trabalho. Desde então, outros artistas brasileiros prosseguiram com o personagem e há um desafio da nova geração, como a do quadrinista Fernando Ventura, de desenvolver o Zé Carioca para uma nova geração. Especialmente agora que o volume 2 terá duas histórias inéditas feitas por brasileiros.

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Imagem extraída da Web.

– A Humanidade não merece a vida?

Há 12 anos, escrevi este post sobre Saramago. Republico pois a indignação que tive à época é a mesma. Abaixo:

Confesso que nunca morri de amores por José Saramago, o escritor português que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1998, e aclamado como um dos maiores do mundo na sua área.

Aos 86 anos, numa sabatina na Folha de São Paulo, o português deu respostas polêmicas, sinceras e diretas. Mas a força de suas palavras não me trouxeram empatia, apesar da qualidade de suas obras. Como escritor, genial. Como pessoa, não haverá unanimidade. Veja o que o autor diz sobre temas diversos:

A Humanidade não merece a vida, a história da humanidade é um desastre contínuo (…) Sou aquilo que se pode chamar de comunista hormonal. Assim como tenho no corpo um hormônio que me faz crescer a barba, há outro que me obriga a ser comunista (…) Por que eu teria de mudar [minha concepção de Deus após a minha doença]? Porque supostamente me salvou a vida? Quem me salvou foram os médicos e minha mulher (…) Não quero ofender ninguém, mas Deus simplesmente não existe. Inventamos Deus porque tínhamos medo de morrer. (…) A Bíblia não é um livro que se possa deixar nas mãos de um inocente. Só tem maus conselhos, assassinatos, incestos…”

De bestial à besta em uma sabatina.

– Globalizar ou Não?

Lembram-se que protestávamos, num determinado período, contra tudo? Na época em que George W Bush propôs a criação da ALCA, supostos protestantes promoveram grande vandalismo na Avenida Paulista.

Compartilho um texto brilhante sobre a inteligência daqueles que são contra ou se recusam a discutir a Globalização e acordos mundiais (na visão de um cidadão italiano global). Aliás, redescuti-se o Brexit novamente…

Extraído de MARANESI, Ezio. in AFFARI, Revista da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria, nº 90, pg 06-07.

GLOBALIZAR OU NÃO?

Globalização não é um palavrão. É um fato indiscutível, inevitável, como a alternância entre o dia e a noite… “quem pode parar o rio que corre para o mar?”, balbuciava Gigliola Cinquentti em uma famosa canção dos anos 60. Quem pode parar a globalização, um processo tão antigo quanto o mundo, movido pelo instinto, pela curiosidade, pelo egoísmo e pela fraqueza humana? Os gregos, os romanos, os árabes e muitos outros povos globalizaram os seus costumes no âmbito dos seus domínios; o tomate, a batata, e mais recentemente o kiwi e mil outros produtos da terra e da indústria provenientes de outros territórios invadiram o mundo. Por que é motivo de revolta a difusão mundial do Big Mac?

Até a pouco tempo, o processo, ainda que perenemente em atividade, não era percebido, e não havia a consciência de sua dimensão e suas conseqüências. Nos nossos dias, a velocidade dos transportes e das comunicações fez explodir o problema, com suas conseqüências benéficas ou maléficas. O novo medicamento que cura doenças antes incuráveis é distribuído em poucos meses nos 5 continentes, a última bolsa de Prada é exposta simultaneamente nas lojas das cidades mais ricas do mundo, a afta epizoótica expande-se rapidamente de um país a outro. Contra a globalização todos protestam, de modo mais ou menos incisivo de acordo com o credo político e o nível cultural. Protesta o filósofo nos debates culturais e protesta o energúmeno nas ruas de Seattle, de Nice, de Roma, e de modo mais amador, na Avenida Paulista. O protesto é confuso: inclui de fato a política econômica dos governos, o neo-liberalismo (outra palavra blasfema), os produtos modificados biologicamente, a poluição, etc.. São talvez causas santas mas, em geral, oportunamente instrumentalizadas. Não se protesta infelizmente contra a ignorância e o egoísmo que tornam possíveis os vários abusos que a globalização comporta.

Estamos nos contradizendo: nós que protestamos, desejamos ser globalizados! Depois da guerra, os italianos, individualistas como são, sonhavam em “fazer a América”. Nos anos 70 e 80, na Albânia, país hermeticamente fechado, seus habitantes sonhavam em ter um carro. Os chineses, no seu uniforme cinza e triste, sonhavam com os coloridos vestidos ocidentais. Hoje são todos, alguns mais, outros menos globalizados. Só os povos que morrem de fome ou de aids, que silenciosamente pedem para fazer parte da aldeia globalizada, não podem entrar. Eles de fato não podem pagar. Há uma outra exceção: o Taliban, mas esta é uma outra estória.

Protestamos portanto, se achamos que seja justo protestar, mas sem quebrar vidraças. Vamos nos sentir livres para escolher o fettuccine caseiro se detestamos o hambúrguer, recusemos alimentos geneticamente modificados se pensamos que sejam perigosos. Este tipo de liberdade não está ao alcance de todos: cansa e exige cultura. É muito mais cômodo e fácil deixar-se conduzir pelas estratégias da psicologia das massas, que conhecem a fundo as nossas fraquezas e nos dizem que gostamos e o que devemos fazer. Desse modo, nos sentimos livres para comprar tudo o que não nos serve.

O problema, aqui banalizado, é na realidade muito mais sério, e sob alguns aspectos dramático. Já que a natureza humana é o que é, e todas as religiões do mundo poderão só aplacar os seus aspectos menos nobres, a globalização seguirá o seu inexorável curso, glorioso sob certos aspectos, perverso sob outros. Se o mundo, tão diferente, tão belo e interessante, tende a tornar-se uniforme, plano, chato e triste, se os modelos de comportamento dominantes tendem a ser universalmente adotados, o único modo para manter a nossa identidade cultural é nos ligar aos nossos valores e adotar a nossa pequena “aldeia” cujos habitantes tenham afinidades autênticas e não formais. Esta aldeia deve ser defendida de todos aqueles que gostariam de vê-la igual a todas as outras aldeias da terra.

Neste nosso pequeno mundo, haverá sempre espaço para uma torre de Pisa que ninguém determinará que deve ser endireitada, sustentando que qualquer desvio da norma é conceitualmente perigoso. Haverá lugar para todas as manifestações culturais. Se os povos e tribos da Terra mão conseguem manter a sua identidade cultural, tudo será globalizado: alimentos, vestimentas, gostos e pensamentos. Sob o escuro estelar americano, espiados pelas câmeras e por outros “Big Brothers” que controlarão os nossos comportamentos, nos nutriremos tristemente com o único queijinho insosso mas asséptico que a indústria produzirá para todos. Até mesmo Orwell, um genial profeta terrorista, empalideceria perante essa perspectiva.

Nós italianos talvez soframos menos que os outros: no fundo o espaguete é nosso. Desde que supere o miojo.

– “Os Movimentos das Cidades”: que ótima produção!

A CCR tem produzindo mini-documentários dos municípios paulistas que estão entre importantes vias logísticas, chamados de: “Os Movimentos das Cidades”. Dicas culturais e históricas em alta qualidade, apresentadas por Marcelo Tas!

Achei brilhante o material de Bragança Paulista (em especial, a parte gastronômica). Mas fica o meu pedido à produtora: cadê o da minha cidade, Jundiaí?

Assista em: https://youtu.be/qKAPzbyX_6A (ôpa, contém uma gafe: reparem que quando falarem dos nomes dos sanduíches de linguiça, colocaram uma foto do Biro-Biro do Corinthians, não o do Bragantino…).

– Um Galo que maltrata seus amigos, torcedores e admiradores…

Sou jundiaiense e aprendi a gostar do Paulista FC, o Tricolor da Terra da Uva, ou, se preferir, Galo da Serra do Japi.

Meu pai, alguns parentes e amigos compraram as cadeiras cativas na década de 80, as quais mantemos até hoje (pagas em dia) no Estádio Jayme Cintra. Ía no campo desde pequeno. Durante toda a minha carreira de árbitro de futebol (e foram 16 anos), quando escalado em jogos do Paulista, sempre consegui separar perfeitamente a questão da torcida / paixão e profissionalismo. Idem quando comento jogos do Galo nas diversas mídias, até porquê amigos da FPF muitas vezes confrontam possíveis relatórios duvidosos de alguns observadores com a reconhecida idoneidade de nosso trabalho.

Ser isento no comentário ou na atitude não quer dizer “não gostar do time”, é simplesmente saber ser honesto.

Vi as parceiras (algumas de sucesso e outras de fracasso) que o Paulista conseguiu fazer: Magnata, Lousano, Parmalat, Campus Pelé e Kah Sports / Fut Talentos. Vi golpes nos quais caiu (lembram do português do grupo monegasco?). Vi acessos empolgantes para a elite regional. Vi o inimaginável acesso para a Série A do Brasileirão “bater na trave” e quase se tornar realidade. Vi conquistas do Galo quando comandado por jundiaienses da gema com forças locais no clube, e derrotas também.

Do auge de 3 anos: do Vice-Campeonato Paulista de 2004, passando pela conquista da Copa do Brasil 2005 e disputa da Libertadores da América de 2006, vieram posteriormente rebaixamentos seguidos, vexatórios, calamitosos, com leilão do estádio à beira de ocorrer e processos trabalhistas aos montes.

De tudo isso, me assusta quando vejo o time cair para a última divisão estadual uma 2a vez. Entristece-me observar o clube envolvido nas páginas policias por suspensão a fim de investigar manipulação de resultados. E traz à reflexão: neste momento em que o futebol deixa de ser um lazer popular como outrora (é fato) e os gastos para as equipes sobreviverem são enormes, clubes tradicionais como o Paulista de Jundiaí, nesta toada, sobreviverão até quando?

O temor da conta não fechar e não ser mais viável vê-lo como equipe profissional em atividade é real. Triste.

Sobre toda a crise, um link em: https://globoesporte.globo.com/google/amp/sp/tem-esporte/futebol/times/paulista/noticia/campeao-da-copa-do-brasil-de-2005-paulista-e-rebaixado-para-4a-e-ultima-divisao-de-sp.ghtmlHá 15 anos, Paulista de Jundiaí conquistava a Copa do Brasil sobre o  Fluminense | paulista | ge

– 100 anos de Paulistano de São Paulo 5×4 Paulista de Jundiaí.

Uma partida histórica e pouco conhecida: o campeoníssimo CA Paulistano do craque Arthur Friedenreich, único tetracampeão consecutivo do estado de SP, fez um jogo festivo há exatamente 1 século contra o campeão do Interior, o Paulista FC.

Abaixo, um relato bem bacana deste confronto:

PAULISTANO 5×4 PAULISTA

Por Ivan Gottardo, historiador jundiaiense, extraído do seu Facebook:

Há exatos 100 anos, no dia 10 de outubro de 1920, o Paulista (Campeão do Interior) viajava até a cidade de São Paulo para enfrentar o Paulistano (Campeão Paulista) no campo da Chácara da Floresta para a disputa da Taça Competência.

O clube da capital havia acabado de conquistar o tetracampeonato estadual (o único até hoje a obter tal feito), enquanto o time jundiaiense acabara de conquistar o seu primeiro título oficial, o de Campeão do Interior de 1919.

O Paulistano tinha em seu time Friedenreich, maior jogador brasileiro da época, herói do primeiro título da Seleção Brasileira, o Campeonato Sul-Americano (atual Copa América), também de 1919.

Por causa da gripe espanhola, o Campeonato do Interior de 1919 só foi disputado no ano seguinte e como os clubes do interior não disputavam o Campeonato Paulista na época, esta era a chance de colocar frente a frente os campeões num embate para ver qual era o melhor time do estado.

Foi também o duelo individual entre Friedenreich e Camargo, centro-avante do Paulista, um dos maiores artilheiros do clube e considerado também um dos melhores jogadores da época.

Diz a lenda que o próprio Friedenreich cumprimentou Camargo antes do jogo garantindo que aquele jogo mostraria quem era realmente o melhor.

Cada um marcou três gols no jogo e apesar da torcida contra, o Paulista mostrou o seu valor e equilibrou o jogo que terminou 5 a 4 para o Paulistano, mas com uma polêmica que perdura até hoje.

Segundo alguns relatos de jornais da época, o gol da vitória do Paulistano teria sido marcado de mão por Friedenreich, que ao tentar uma cabeçada usou deste artifício que não foi visto pelo juiz e teve o tento validado.

O árbitro em questão, Sr. Leon Worward, dias depois tentou justificar em carta sua decisão no jornal “A Gazeta” de São Paulo, escrevendo que como os auxiliares não viram o toque irregular no lance, ele nada podia fazer a não ser validar o gol.

Um jornal usou a seguinte frase para descrever o jogo e a atuação do Paulista: “O Paulistano ficou com a taça, mas a competência foi do Paulista.”

Estas são as únicas imagens disponíveis da partida publicadas na revista Vida Sportiva, com os times posados e do público que assistiu a partida.

O lance polêmico ficou apenas na memória das pessoas presentes naquela tarde na Chácara da Floresta e nos relatos dos jornais, mas a bravura e a competência do Paulista jogando contra o melhor time brasileiro da época foi provada e jamais pode ser esquecida.

#AHistóriaNãoTeEsquece

– Linguiça e Ovo? Hum…

Hey! Sausage and egg? What a beautiful and Brazilian lunch … good quality and tasty food! /

Ôpa! Linguiça e ovo? Que belo e brasileiro almoço… comida de boa qualidade e bem saborosa!

– Provérbio Japonês Machista ou Feminista?

No Japão, existe um ditado antigo e muito respeitado:

Um bom marido é saudável e ausente“.

Machista?

Que nada! É Feminista!

Lá, se o marido fica fora de casa pelo duro trabalho para dar conforto à família, ele se torna exemplo para todos – mesmo que seja um pai e marido ausente.

Tudo gira no modo de como se interpreta as coisas. Aqui, a mulher ficar em casa já foi interpretado de diversas formas – machista ou não!

– Garota de 14 anos Ameaçada de Morte por querer… Estudar!

Aparece no meu Feed essa publicação que tem 8 anos, mas acho importante o repost dela: sobre Malala, a menina que se tornou símbolo da luta pelo direito das meninas poderem estudar! Para mim, de maior significância do que a garota Greta, que tem sido manchete em defesa do clima mas parece ter sido uma adolescente usada politicamente.

Abaixo:

MALALA YOUSUFZAI SERÁ UM SÍMBOLO?

Por mais que reclamemos das condições e acesso do Ensino no Brasil, ainda assim vivemos em condição privilegiada, se compararmos com alguns países.

No Paquistão, por exemplo, uma menina de 14 anos que criou um blog para defender o Acesso Universal das Mulheres nos Estudos foi baleada e continua sendo ameaçada de morte pelos Talebãs. Para eles, mulher ir para a escola é, acima de um crime, pecado!

Triste conduta de fanáticos terroristas…

Extraído de: http://is.gd/GWKpyg

MENINA PAQUISTANESA BALEADA PELO TALIBÃ ERA AMEAÇADA HÁ ANOS

A estudante paquistanesa de 14 anos baleada pelo Talibã desafiou ameaças contra ela durante anos, acreditando que o trabalho que fazia pela comunidade era a melhor proteção, afirmou o pai da jovem nesta quarta-feira. Malala Yousufzai foi baleada e ferida com gravidade na terça-feira, enquanto saía da escola em sua cidade natal no vale do Swat, a noroeste da capital Islamabad.

O Talibã reivindicou a responsabilidade pelo ataque, dizendo que a campanha da menina pela educação de moças era pró-ocidental. O ataque provocou a indignação da população em um país aparentemente acostumado com a extrema violência desde o aumento na militância islâmica após os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.

“Ela é uma vela de paz que eles tentaram apagar”, disse o paquistanês Abdul Majid Mehsud, 45 anos, a respeito da violência que afligiu a região do Waziristão do Sul.

No vale do Swat, que já foi uma lugar turístico mas acabou infiltrado por militantes vindos de bases na fronteira afegã há mais de cinco anos, a família da menina e a comunidade local rezam para que ela sobreviva. O pai da menina, Ziauddin Yousufzai, que dirigia uma escola de meninas, afirmou que a filha queria entrar para a política. Ele disse que, de todas as coisas que ele ama nela, o que mais gosta nela são os ideais democráticos e de justiça da filha.

Histórico de ameaças

Malala ficou famosa aos 11 anos, quando escreveu um blog sob um nome falso para a BBC sobre como era viver sob o governo do Talibã paquistanês. Os militantes, liderados por um jovem pregador radical do Talibã, tomaram o vale por meio de uma mistura de violência, intimidação e com o fracasso das autoridades em fazer frente.

Mesmo depois que os militares finalmente agiram, com uma ofensiva em 2009 que expulsou a maioria dos militantes do vale, o local permaneceu sendo perigoso. Malala não se calou. Ela fez campanha pela educação de meninas e depois recebeu a mais alta condecoração civil do Paquistão. A proeminência dela teve um custo.

“Estávamos sendo ameaçados. Algumas vezes, cartas eram jogadas em nossa casa, dizendo que Malala deveria parar de fazer o que fazia ou o resultado seria muito ruim”, disse o pai dela. Nesta quarta-feira, médicos paquistaneses retiraram uma bala alojada no corpo da menina, que continuava em estado crítico. Duas outras meninas também ficaram feridas.

– E a cápsula nazista do tempo?

NAZISMO NUNCA MAIS.

Já ouviu falar em cápsula do tempo?

É um cilindro que algumas autoridades costumam colocar documentos e fatos históricos de sua época, para serem abertos décadas depois! Dessa forma, as gerações futuras podem ter mais intimidade com os acontecimentos passados contados por viventes daquele período.

Pois bem: na Polônia, encontrou-se uma cápsula do tempo nazista, com 80 anos de idade, que houvera sido enterrada para perpetuar valores de Hitler à população que a encontrasse.

Abaixo, extraído de BBC Brasil:

A CÁPSULA DO TEMPO NAZISTA ENCONTRADA NA POLÔNIA APÓS 80 ANOS

Um grupo de arqueólogos armados com martelos derrubou parte da estrutura de uma antiga adificação nazista até dar de cara com uma cápsula de cobre há 82 anos enterrada na cidade polonesa de Złocieniec.

“Foi muito emocionante finalmente encontrar o lugar onde ela estava escondida”, disse à BBC a arqueóloga Alicja Witowiak, que participou da descoberta.

Ela conta que as primeiras buscas foram iniciadas na década de 70 por soldados da antiga União Soviética que ocupavam a construção – um antigo campo de treinamento nazista.

Porém, as tentativas fracassaram. “Fizemos uma investigação documental exaustiva para identificar o local preciso”, disse Witowiak.

O mais surpreendente, segundo Witowiak, foi encontrar documentos que descreviam com detalhe a criação da escola de Krössinsee, erguida no mesmo local antes da Segunda Guerra Mundial.

O cilindro guardava jornais datados de 21 e 22 de abril de 1934, que divulgavam a inauguração do instituto – um dos três fundados para formar os futuros combatentes nazistas.

Foram preservados um convite para a abertura do local e um programa com as celebrações que foram realizadas na então cidade de Falkenburg – a hoje Złocieniec -, no noroeste da Polônia.

E por que os nazistas queriam enterrar objetos e documentos daquela época?

A arqueóloga explica que o objetivo era aprisionar o tempo no qual a ideologia nazista começava a ser posta em prática. A cidade de Zlocieniec fez parte da Alemanha até a derrota nazista em 1945.

Na cápsula também estavam fotografias de Adolf Hitler, várias cópias do seu manifesto Minha Luta (Mein Kampf, no original em alemão), moedas e fotos da cidade, assim como um folheto publicado por ocasião dos seus 600 anos e um caderno ilustrado que incluía informação sobre a mesma.

O conteúdo foi divulgado recentemente pelo Museu Nacional de Złocieniec, onde as peças históricas foram exibidas.

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Independência do Brasil: o Amante Dom Pedro!

Hoje é comemorado o Dia da Independência do Brasil. Mas algo curioso sobre nosso libertador: Descobriu-se que a Hispanic Society of America, em Nova York, possuía algumas cartas do imperador brasileiro Dom Pedro I. E eram inéditas!

Tais cartas agora são divulgadas. E não é que as cartas eram para a amante do imperador, a Marquesa de Santos? E nosso libertador usava nomes como “Demonão” ou “Fogo foguinho”, chamando a amante de “Titília”.

A Imperatriz Leopoldina, sua esposa, deve se revirar ao túmulo ao saber de tais relatos. Leiam o que Dom Pedro escrevia:

Ontem mesmo fiz amor de matrimônio para que hoje, se mecê estiver melhor e com disposição, fazer o nosso amor de devoção. Aceite, meu benzinho, meu amor, meu encanto e meu tudo, o coração constante. Deste seu fiel amante, o Demonão.”

Desde aquele tempo não dá para confiar em político, não? O imperador dizia a amante que fez sexo só por compromisso com a esposa e que o fogo estaria com a amante! Cara-de-pau o Dom Pedro!

Imagem extraída da Web (autoria desconhecida, quem souber, informar para crédito na postagem).

– O Gigantismo do nosso país!

Essa imagem mostra o quão difícil é administrar um país como o Brasil. Sendo de tamanho continental tão diverso culturalmente, várias nações caberiam dentro dos nossos estados.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem souber, informar para crédito.

– Rebouças: a ética, a coerência e a burocracia

André Rebouças foi um homem à frente de seu tempo. Ele era negro (estamos falando de eventos do século 19, onde ainda existia escravidão), engenheiro, professor, abolicionista e monarquista.

Para quem é paulistano, conhece a importante avenida que o homenageia (Av Rebouças), mas não sabe o quão cheio de virtudes é o personagem.

Veja só que história incrível na qual ele foi vítima de burocracia (mas manteve seus princípios e coerência), contada pelo Dr José Renato Nalini.

Extraído de: https://renatonalini.wordpress.com/2020/08/07/burocracia-a-mais-brasileira-das-instituicoes/

BUROCRACIA: A MAIS BRASILEIRA DAS INSTITUIÇÕES

Empenham-se as raras consciências lúcidas de que o Brasil dispõe, no sentido de eliminar praxes procedimentais ritualísticas, calcadas numa visão labiríntica de administração pública e que martirizam os empreendedores.

A teia robusta de exigências formais é um obstáculo intransponível para quem quer produzir. Atormenta a todos. Representa desvaliosa perda de tempo e alimenta o generalizado desânimo em relação ao governo.

O fenômeno é atemporal. Persiste no século 21, a despeito da imersão do mundo civilizado nas tecnologias da Quarta Revolução Industrial. Encontra fecundo terreno na algaravia de um ordenamento excessivo, produzido em abundância que torna o direito uma ferramenta da Inquisição, em lugar de facilitar a vida cidadã.

Herança lusa? Mas como é que Portugal, principalmente após seu ingresso na União Europeia, acertou o passo com a contemporaneidade? O que justifica a permanência de praxes anacrônicas, de império do princípio da presunção de desonestidade, em sentido frontalmente inverso à proclamação constitucional de prevalência da não culpabilidade?

Não conforta saber que brasileiros ilustres, no decorrer da História, também foram vítimas da mais inclemente e ignorante burocracia.

O exemplo de André Rebouças é emblemático. Baiano culto, engenheiro que estudou na Europa e se tornou autoridade universalmente respeitada, construiu as Docas do Rio, planejou obras grandiosas para todo o território continental de sua terra, saiu escorraçado do País na noite de 17.11.1889, acompanhando o Imperador Pedro II, banido pelo golpe republicano.

A essa altura, já estava com seu tempo de magistério na Escola Politécnica inteiramente cumprido. Só que os proventos de sua jubilação não chegavam ao exílio. Vivia desse mísero recurso e recebeu informação do Tesouro Brasileiro que não podia mais pagar, enquanto não fosse declarada a data da licença do Governo para residir na Europa.

Surreal! Kafkiano! Foi expulso do Brasil e tinha de comprovar “licença para morar no exílio”?. Mas teve de se submeter às exigências burocráticas. Provar que foi jubilado por decreto de 23.1.1892, quando ausente da Pátria. O decreto reconhecia, implicitamente, que poderia continuar a residir no estrangeiro. Assim o entendeu o Tesouro Nacional de 1892 a 1895. Como questionar a jubilação, assim chamada a aposentadoria à época, direito por serviços prestados durante 35 anos, desde 15.3.1854 até 15.11.1889? Até o dia da malfadada “Proclamação da República”, esteve na Escola Politécnica a lecionar e a examinar seus alunos.

Ao esboçar sua defesa e requerer o reconhecimento de seus direitos, afirmava aos amigos: “Repito que vivo aqui fazendo prodígios de abstenção, de clausura, que não me seriam permitidos no Brasil. No estado revolucionário, em que vivem permanentemente, não é possível nem abstenção, nem neutralidade”.

Não o consolou o telegrama que recebeu de Afonso Taunay, em 19.12.1895, a comunicar que o Engenheiro Paulo de Frontin o mandava consultar se a Congregação Politécnica poderia propor sua reintegração na Cadeira em que jubilado.

Ele recusou, embora contristado. Era amigo de Frontin e de Taunay. Mas, ponderou: “A jubilação é um direito meu: a reintegração seria um favor do Governo. Aceitando, eu ficaria moralmente morto. Sabe quanto é forte em mim o sentimento da gratidão; ficaria escravizado ao Governo a quem devesse tamanho favor”.

Era um homem de escrúpulos, reconhecia e explicitava: “Ter escrúpulos; ter muitos escrúpulos. É exatamente o que ora me acontece. Tenho escrúpulos; tenho muitos escrúpulos que me impedem de voltar ao Brasil. Tenho escrúpulos de faltar à coerência; tenho escrúpulos de aviltar a dignidade pessoal; tenho escrúpulos de quebrar a integridade do meu caráter. É terrível o tribunal da nossa consciência. Não há sofisma possível. A linha reta; a linha reta absoluta. Nada de curvas e vacilações. Eu creio que esta lição prática de caráter vale mais do que todas as lições da Ciência, que eu pudesse dar na Escola Politécnica”.

A quantos e a quais líderes contemporâneos ocorreria esta reflexão escrupulosa? O que responderiam a um convite do Governo? Têm pronta a resposta de que os tempos são outros e que não foram vítimas da burocracia. Ainda bem!

_ José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2019-2020

– Não desista, ainda há tempo!

Um belíssimo poema publicado por Bia Perez, do blog oterceiroato.com (citação abaixo)!

Compartilho (no link abaixo da figura, clique para a íntegra):

Não desista, ainda há tempo Para chegar e começar de novo, Aceitar suas sombras, Enterrando seus medos, Soltar o lastro, Vôo de regresso. Não desista…

NÃO DESISTA, AINDA HÁ TEMPO!

– Coisas maravilhosas das artes em Sampa.

Há pouco encontrei esse senhorzinho sentado num lounge paulistano (foto abaixo). Jeitão de maluco, cara de louco, um pouco teimoso. Mas parece ser gente boa. Apelido de “Bertinho”.

Acho que tem alguma coisa acima da média nele… Talvez o QI?

#AlbertEinsteinestátua do Hospital Israelita Albert Einstein, no bloco A, no Morumbi.

– Realidade Alternativa EUA X Brasil?

Leio que Fernanda Lima, modelo e atriz da Rede Globo, levou tempos atrás os seus filhos para passearem nos EUA. Ao contrário do que possa ser uma viagem de lazer familiar, o motivo era outro, segundo a moça:

Eu queria mostrar para as crianças uma realidade sem medo, para que elas vissem que existem lugares onde há regras e as pessoas se respeitam”.

Não podemos criticá-la. Afinal, por mais que sejamos patriotas, é inegável que a violência é alta (lembrando que estamos falando de assaltos e outros crimes).

– Churrasco, churrasqueira e tradição gaúcha!

Este vídeo está sendo publicado especialmente para o meu pai e o meu tio Nelson, que gostam da cultura do Rio Grande do Sul (e eu também).

A cada churrasco, uma churrasqueira maior e uma engenhoca diferente (mas ouçam com o som, pois a música é boa).

E, logicamente, palmas para os gaúchos…

Em: https://youtu.be/771Aekw_0N8

– A Arte da Fotografia!

Puxa, que sensibilidade do autor do texto / fotógrafo, na postagem abaixo!

Sigam esse blog do jornalista e fotógrafo Fernando Razano (ChronosFeR2) e se encantem: o cara é bom! Vale a pena.

Extraído de: https://chronosfer2.wordpress.com/2020/06/17/fotografia-quem-olha-quem-who-looks-who/

FOTOGRAFIA: QUEM OLHA QUEM… (WHO LOOKS WHO…)

Viver as ruas de uma cidade é colecionar momentos, criar memórias e respirar o ar do lugar, de suas gentes, de sua cultura, do seu jeito de ser. E encontrar os olhos de quem também nos olha e procura outros olhares. A vida do dia a dia é assim, repleta de vida e olhares.

To live the streets of a city is to collect moments, to create memories and breathe the air of the place, of its people, of its culture, of its way of being. Everyday life is like this, full of life and looks.

Vivir las calles de una ciudad es recoger momentos, crear recuerdos y respirar el aire del lugar, de su gente, de su cultura, de su forma de ser. La vida cotidiana es así, llena de vida y miradas.

Foto: Chronosfer. Buenos Aires.

Peço desculpas por não estar presente em todos os sites, nos últimos dias tenho retornado à rotina médica de consultas e exames de controle. Como este Chronos tem acolhido mais seguidores, uma pequena explicação: há pouco mais de um ano fui diagnosticado com câncer no intestino e então passei por cirurgia, e outros procedimentos além de quimioterapia. os primeiros exames efetuados pós tratamento foram negativos para a doença. Com a pandemia, estou três meses atrasado para o novo período de controle, que começou na semana passada e termina na próxima terça-feira. Depois, apenas os resultados e as consultas. Continuarei presente. apenas com menos tempo. Muito obrigado e continuamos sempre juntos.

I apologize for not being present on all websites, in recent days I have returned to the medical routine of consultations and control exams. As this Chronos has welcomed more followers, a small explanation: just over a year ago I was diagnosed with bowel cancer and then went through surgery, and other procedures besides chemotherapy. the first post-treatment tests were negative for the disease. With the pandemic, I’m three months late for the new control period, which began last week and ends next Tuesday. Then only the results and queries. I’ll stay there. only with less time. Thank you so much and we are always together.

Me disculpo por no estar presente en todos los sitios web, en los últimos días he vuelto a la rutina médica de consultas y exámenes de control. Como este Chronos ha dado la bienvenida a más seguidores, una pequeña explicación: hace poco más de un año me diagnosticaron cáncer de intestino y luego pasé por cirugía, y otros procedimientos además de la quimioterapia. las primeras pruebas post-tratamiento fueron negativas para la enfermedad. Con la pandemia, llego tres meses tarde al nuevo período de control, que comenzó la semana pasada y termina el próximo martes. A continuación, solo los resultados y las consultas. Me quedaré allí. sólo con menos tiempo. Muchas gracias y siempre estamos juntos.

– Baby Fusion versão kids!

Pessoal, a Maria Estela mandou avisar que vai “dar uma mamazinho para a sua bebê e arrumar seu sling”. Daqui a pouco ela volta para brincar de dançar Baby Fusion!

Brincadeiras à parte, é muito bom ver as crianças com brincadeiras puras e longe dos tablets. E sobre “sling” e o termo “Baby Fusion”, você sabe o que é?

Olhe que legal esses conceitos aqui sobre eles: https://professorrafaelporcari.com/2020/05/25/baby-fusion-sling-e-exterogestao/

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– O ineditismo de uma pandemia em meio a globalização!

Nas festas de final de ano 2019, quem imaginou que 2020 seria um ano tão travado? Aliás, o “ano novo” não começou mesmo, e, pelo jeito, não começará de verdade do jeito que gostaríamos já que estamos em meados de junho.

Quantas pessoas você conhece que passaram por uma pandemia e se recordam como ela foi? As mais idosas vivas (centenárias) eram crianças quando ocorreu a última, a da Gripe Espanhola, que durou de 1918 a 1920 (portanto, há 100 anos).

Repare nesses números: crê-se que a Influenza tenha atingido meio bilhão de pessoas, com 50 milhões de mortos. Mas considere:

– O mundo estava saindo da Primeira Guerra Mundial, então as economias pegaram o efeito da pandemia já cambaleadas;

– A Globalização era algo muito ínfimo. De tal forma, a doença “não viajava” como ela faz hoje, se concentrando nos centros mais populosos próximos de onde ela ganhava corpo.

– A desinformação era diferente da falta de informação. Explico: hoje, morre-se menos porquê temos mais informação de boa qualidade e as pessoas sabem corretamente como se precaver (caso pesquisem). Naquele tempo, não tínhamos “informação via satélite” e nem sonhávamos com a Internet e por esse motivo, a falta de cuidado e de alertas era maior. Boatos, como os de hoje, existiam também (na versão de Fake News daquele período de época). Porém, pela falta de recursos tecnológicos, era mais difícil desmentir. Hoje, temos informação de boa qualidade duelando contra as mentiras. Naquela época, a pouca informação lutava contra a desinformação (a informação errada, mas não proposital) e a boataria (nossas Fakes News de hoje).

– A Medicina, evidentemente, é muito mais avançada hoje do que há 100 anos – não só pelas drogas descobertas mas também pelo intercâmbio de médicos e troca de pesquisas em tempo real.

Diante de tudo isso, vemos uma questão político e social que nos traz medo e incertezas, com empresas quebrando e simultaneamente ocorrendo revoltas de lados ambíguos da população (contra ou não o isolamento).

O problema do capital de giro e prejuízos do Mercado nunca vai se equilibrar com o dano das mortes. Não existe “preço pela vida”, mas deveria se existir o bom senso de otimizar e se programar para a pausa das atividades. Diante desse impasse (ou melhor, dessa imprudência das autoridades), ninguém conseguiu resolver a contento.

Todos os setores hoje são atingidos. Talvez depois da Segunda Guerra Mundial, tenha sido a primeira catástrofe global que vivemos. Se ela não for, certamente é na questão de acompanhamento e debates on-line.

Por curiosidade: a APEA, que era a “Federação Paulista de Futebol de então”, anunciou a suspensão do Campeonato Paulista de 1918 devido à epidemia de Gripe Espanhola citada anteriormente (e que matou 35 mil brasileiros). Os jogos foram retomados no fim do ano, e o campeonato foi concluído no início de 1919, com o Paulistano-SP campeão. E importante: o presidente Rodrigues Alves foi uma das vítimas.

Se o Brasil parou por quase 1 ano há 102 anos, tendo 35 mil mortos totalizados e com as condições precárias de saneamento básico e saúde da 2ª década do século XX, compare com o número de vítimas atuais em nosso país.

É lógico que temos culpados por tudo isso: o descuidado em impedir a entrada do vírus no país (quando houve as notícias dos primeiros casos da Itália, a Argentina fechou imediatamente a entrada de italianos e voos procedentes de lá). Nosso Presidente da República pouco ajudou nos exemplos de prevenção e debochou por diversas vezes da pandemia (sem contar que não evitou aglomerações); em contrapartida, os Governadores não se esforçaram em tomar cuidado com a compra de respiradores ou na montagem de Hospitais de Campanha a preços honestos, permitindo (consciente ou não) a corrupção. Por último, ninguém preparou as empresas para dias de fechamento: fizeram as pessoas ficarem em casa antes do pico e as liberaram durante esse período mais crítico (deveria ser exatamente o contrário). Fizemos tudo errado (mesmo tendo outras nações que começaram antes com o Novo Coronavírus e que poderiam ter servido de modelo para nós).

Contra o Covid, precisamos sem dúvida de Ciência, de boa Gestão da Saúde Pública, de Cidadania, de Solidariedade e para não enlouquecermos.

Repare nos conselhos contra a Pandemia da Gripe Espanhola há 100 anos:

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Por último, acrescente algumas notícias dos jornais da época:

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Images extraídas da Web, autoria desconhecida.

– Regina Duarte entrou e já saiu!

Deve ser difícil trabalhar sem ingerência em Brasília. Ao menos, é o que aparenta a cada saída de membro do Governo Bolsonaro.

Dessa vez, foi a vez de Regina Duarte desembarcar da Secretaria de Cultura.

Quem será o próximo?

Aliás, Regina só perdeu: deixou a Rede Globo, se indispôs com colegas de profissão e protagonizou um papelão na CNN… e, infelizmente, deixará as portas abertas para os terraplanistas que ali estavam conhecidamente.

Será que Regina Duarte se apaixonou por Bolsonaro?, pergunta ...

– Pandemia da Gripe Espanhola versus Pandemia de Covid-19

Depois de 100 anos aproximadamente, a humanidade revive o que é co-existir com uma pandemia.

Mas como foi em 1919, com a Gripe Espanhola?

Veja que legal, abaixo, extraído do Facebook de Alexandre Versignassi, diretor de redação da Revista Superinteressante:

PANDEMIA

Ela é o melhor farol que temos. A Gripe Espanhola, de 100 anos atrás, durou um ano e meio, e foi especialmente mortal num período mais curto, de seis meses.

Seu índice de letalidade era inferior a 1%. Calcula-se, porém, que 70% da população mundial tenha pegado, e que o número de mortos ficou entre 20 milhões e 50 milhões (se hoje subnotificação é um problema, imagina lá atrás).

Seja como for, ela deixou lições importantes. Num mundo não só “sem internet”, mas sem sequer rádio, o uso de máscaras se tornou universal. E as cidades que mais quarenteneram foram as que tiveram menos vítimas – o que mata a “tese” do “E daí? Se todo mundo vai pegar mesmo, vamos fazer churrasco”.

A (linda) imagem abaixo, feita na Califórnia da época, me chegou via Sergio Figueiredo.

O cartaz que a moça exibe diz “Use máscara, ou vá para a cadeia”. Não sei se é um protesto, ou só o registro de um momento que o pessoal da foto entendia (acertadamente) ter dimensão histórica. Fico com a segunda interpretação – até porque posar para uma foto, em 1918/1919, não era algo banal. Valia como posar para um quadro.

Outra beleza da imagem é a sensação de indo e vindo infinito que ela passa. A de que a vida, e a história, andam em ciclos, e que é importante revisitar o ciclo passado para entender melhor o presente.

O jornalista Alexandre Carvalho faz essa revisita em uma reportagem memorável sobre a Gripe Espanhola na Super deste mês (link nos comentários). Vale por um filme.

Outro ponto que faz valer uma revisita: ela nos dá uma noção mais clara do poder de resiliência da humanidade.

Os anos 20, que seguiram-se à Gripe Espanhola, foram um dos mais produtivos até hoje – na tecnologia (rádio), na indústria (massificação do automóvel), nos serviços (as primeiras cias aéreas são dessa época – KLM, Qantas e Avianca, da Colômbia, seguem ativas desde lá), nas artes (Fitzgerald, Semana de 22…). Porque tudo passa. Tudo, sempre, passará.

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– Que feio, Regina Duarte! Um dia de fúria?

Quando eu li que a responsável pela pasta da Cultura, a atriz Regina Duarte, teve um “dia de fúria” ao vivo na CNN, procurei ler em diversas mídias o ocorrido, para que não fizesse um mal julgamento. E ao assistir, o real motivo: um depoimento atual, gravado para o programa CNN 360º, da também atriz Maitê Proença com críticas pertinentes ao trabalho de Regina. E com isso me decepcionei com a Secretária!

Não aceitar críticas é sempre algo ruim (e todas elas tinham razão de serem feitas), mas promover um quiprocó como ela fez, abandonando a entrevista (e cometendo a gafe de dizer que era um vídeo antigo “desenterrado”) foi de um vexame muito maior que um simples comportamento arrogante.

Que triste… para onde os rumos e a falta de sensatez estão levando o Brasil? Se você vai para um programa ser entrevistado, é lógico que poderá ouvir elogios e cobranças! Ou vai querer pautar as perguntas?

Assista no link em: https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2020/05/07/regina-duarte-se-irrita-com-video-de-maite-proenca-na-cnn-brasil.htm

Regina Duarte se irrita com vídeo de Maitê Proença na CNN Brasil ...

– Qual o melhor livro que você já leu?

Eu não consigo me adaptar a e-books, prefiro livros impressos! Virar páginas e viajar na imaginação é muito bom…

Hoje é Dia de Mundial do Livro. Qual a melhor publicação que você já leu?

Um que me marcou quando tinha 6 anos (na verdade, o “1o livro de verdade” que li sozinho) foi: “No Reino Perdido do Beleléu”! Ganhei da Dora e do Carlão… inesquecível!.

23 de Abril – Dia Mundial do Livro |

– 123 anos de Pixinguinha!

No dia 23 de abril de 1897 nascia Pixinguinha, o pai de um dos ritmos mais prazerosos de se ouvir: o Chorinho! Por isso, hoje se celebra o Dia do Chorinho!

Carinhoso é o carro-chefe das suas obras-primas. Mas sabia que a letra da canção só veio anos mais tarde, com o compositor João de Barro?

Ouça essa maravilha: http://www.youtube.com/watch?v=EGWg4YpS1ls

– Repost: A cronologia para assistir Vingadores Ultimato e as críticas da Folha de São Paulo.

Há 1 ano, a Folha de São Paulo detonava “Vingadores: Ultimato”. Depois de ter assistido ao filme, você concorda com as críticas? Abaixo, o repost:

A BBC divulgou a exata cronologia dos 20 filmes de heróis da Marvel para os fãs da “Casa de Ideias” assistirem, antes de irem ao cinema para o aguardado novo Vingadores, que encerra a “Saga do Infinito” (abaixo, uma ilustração precisa).

Os críticos do mundo inteiro estão elogiando a produção. O G1, por exemplo, trouxe uma relação de comentários (aqui em: https://g1.globo.com/google/amp/pop-arte/cinema/noticia/2019/04/23/vingadores-ultimato-primeiras-impressoes-dos-criticos-falam-em-final-epico-da-saga.ghtml). Porém, a única critica mundial veio da… Folha de São Paulo! Para ela, Vingadores Ultimato é o filme mais chato de 2019! 

Não acreditou? Pois olhe só o que o avaliador disse em sua avaliação: 

“[Embora tenha ótima trilha sonora], não é o suficiente para considerar o filme apenas ruim. Ele é péssimo mesmo.”

Extraído de : https://www1.folha.uol.com.br/amp/ilustrada/2019/04/vingadores-ultimato-e-o-filme-mais-chato-de-2019.shtml

VINGADORES ULTIMATO É O FILME MAIS CHATO DE 2019 (Cuidado: contém Spoillers!)

Lento e piegas, longa que vem acumulando superlativos não se compara aos três primeiros e desperdiça grandes atores

Por Ivan Finatti 

A segunda parte da história iniciada no ano passado, com “Vingadores: Guerra Infinita”, concorre a vários superlativos. Maior filme do ano. Mais salas no Brasil. Maior número de super-heróis já reunidos. Filme mais chato de 2019.

Isso mesmo. “Vingadores: Ultimato”, que estreia nesta quinta (25), é uma bomba mais poderosa que a manopla que Thanos usou para matar metade da população do universo na primeira parte da história. É piegas. É lento. É escuro. É barulhento.

É preciso dizer que o problema aqui não são os longas da Marvel. Os dois primeiros filmes dos Vingadores, de 2012 e 2015, tinham encanto. Mesmo “Guerra Infinita” (2018), apesar de sofrer um pouco com diversas histórias correndo em paralelo, apresentava um vilão extremamente carismático, angustiado e atormentado, em busca de um genocídio cósmico para satisfazer sua estranha ideologia.

Além disso, “Guerra Infinita” conseguiu impressionar no final, quando morreram Homem-Aranha, Doutor Estranho, Pantera Negra e uma série de outros personagens, deixando os espectadores reféns dessa continuação.

Nada dessa sutileza ou carga dramática está presente em “Ultimato”. Logo no começo de suas três horas de filme, já sabemos como vai se dar a revanche. Se você não quiser spoiler, pule o próximo parágrafo.

Estamos falando de viagem no tempo. Para ressuscitar meio mundo, é preciso que os heróis façam algo antes que os eventos mostrados em “Guerra Infinita” aconteçam.

O blá-blá-blá científico que resulta dessas discussões é risível, no mau sentido. Importante sublinhar isso porque o riso é tema caro na maioria dos filmes da Marvel.

Neste, descamba para o exagero. Após duas horas de um roteiro praticamente sem ação ou lutas, percebemos que estamos diante de uma comédia. Praticamente todos os diálogos querem arrancar gargalhadas do público. Muitos funcionam, outros não.

O público, aliás, é outro personagem de “Ultimato”. Quando Capitão América dá uns tabefes em Thanos, já na terceira e mais movimentada hora, a plateia aplaude e urra. Depois dessa, a cada pequena vitória de nossos heróis será saudada com gemidos de felicidade e bateção de palmas.

Tem gente que acha isso parte da experiência do cinema, uma vivência coletiva. Para outros, é um incômodo.

No caso da exibição para a imprensa nesta terça (23), lotada, foi constrangedor ver e ouvir colegas jornalistas e críticos se darem assim, como se fossem fãs. Talvez porque blogueiros e influenciadores digitais estejam tomando conta da situação —e das sessões de imprensa. Sentado atrás de mim tinha um cara com a manopla de Thanos (de plástico), pelo amor de Deus!

Parece que os diretores Anthony e Joe Russo, além dos roteiristas produtores, consideraram que os Vingadores já eram aposta ganha e pouco se esforçaram neste último título da franquia. Chris Evans (Capitão América) e Robert Downey Jr. (Homem de Ferro) já vinham reclamando há tempos que estavam cheios dos personagens.

Além deles, o que aparece de grande ator em “Ultimato” não está escrito. Scarlett Johansson, Brie Larson, Evangeline Lilly, Bradley Copper (voz do guaxinim), Mark Ruffalo, Jeremy Renner e Gwyneth Paltrow são alguns dos heróis. É um desperdício.

As participações especiais impressionam ainda mais: Robert Redford, Michelle Pfeiffer, Michael Douglas, Tilda Swinton, Natalie Portman, William Hurt, talentos de primeiríssima grandeza. O problema é que a maioria só aparece mesmo, não interpreta nada nessa história de trovões, clarões e explosões sem fim.

Para não dizer que tudo em “Ultimato” é de má qualidade, salvam-se as canções da trilha sonora: “Dear Mr. Fantasy”, do Traffic, abre o filme com categoria. Depois temos The Kinks com “Supersonic Rocket Ship” e Rolling Stones com “Doom and Gloom”. “Hey Lawdy Mama”, do Steppenwolf, fecha o quarteto de boas canções.

Não é o suficiente para considerar o filme apenas ruim. Ele é péssimo mesmo.

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– Cresce Unschooling no Brasil.

Falamos sobre esse assunto tempos atrás. Mas com tanta gente em casa, precisando lidar com as crianças fora da sala de aula presencial, o tema volta à tona. Abaixo:

Nos EUA, os pais podem tirar os filhos da escola e ensiná-los em casa. Isso se chama Homeschooling. Aqui em nosso país, existe o Unschooling, que é algo bem diferente e polêmico.

Conheça (extraído de Folha de São Paulo, Caderno Cotidiano, Pg B8, 12/02/2017)

FAMÍLIAS ADEPTAS DA ‘DESESCOLARIZAÇÃO’ TIRAM FILHOS DO COLÉGIO EM SÃO PAULO

Por Ângela Pinho

Elas estão em bairros paulistanos como Aclimação ou Vila Madalena. Em cidades do interior como Joanópolis e Piracaia, ou do litoral, como Ubatuba. São filhos de artista, médica, economista, cabeleireiro, entre outras profissões. Em 2017, não vão tirar férias, matar aula, repetir ou passar de ano.

Mais de cinco séculos após o surgimento de escolas nos moldes atuais, pais de classe média e alta optam por tirar os filhos do colégio ou nem sequer matriculá-los.

São adeptos da chamada “desescolarização”, ou “unschooling”. Diferente do que ocorre na educação domiciliar, ou “homeschooling”, essas famílias não ensinam em casa a grade curricular. A ideia é, justamente, fugir de objetivos e regras da vida da escola.

As duas práticas costumam ser rejeitadas quando questionadas nos tribunais, por causa de artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente que diz: “os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”.

A interpretação jurídica do tema, porém, está sob análise do STF (Supremo Tribunal Federal), que julga ação sobre o ensino domiciliar e suspendeu a tramitação de processos em 2016.

PRECURSORA

A “desescolarização” não era um assunto para a educadora Ana Thomaz, 49, quando, nove anos atrás, seu filho, aos 13, pediu para sair do colégio. “Ele disse que sentia ter algo dentro dele que ele queria fazer, mas não tinha tempo”, diz ela. Um ano depois, Ana aceitou o pedido.

Na época, era a única entre seus conhecidos. Hoje, isso está longe de ser verdade. Na última quarta (8), mais de uma dezena de pais que tiraram ou pensam em tirar os filhos do colégio pegaram 7 km de estrada de terra para um encontro no sítio onde ela vive, em Piracaia (a 88 km de SP).

Ali, além de Ana, moram seu marido, suas duas meninas caçulas (o mais velho virou mágico e foi viajar) e outra família com dois filhos. Com idades de 5 a 10 anos, as quatro crianças nunca foram a uma escola. Aprenderam sozinhas a ler e escrever.

Com exceção de alguns compromissos fixos, como uma refeição no fim da tarde, não têm rotina pré estabelecida. A expectativa é desenvolver o potencial de criação e o que ela chama de “auto-responsabilidade”. Algo como um contraponto à atitude de esperar que outro pessoa –um professor ou chefe– determine a sua atuação. Isso, diz, vale para adultos e crianças.

NA CIDADE

Para ela, sair da escola é consequência da busca por outro modo de vida. Talvez por isso, quando o filme “Capitão Fantástico”, em cartaz, foi lançado, amigos lhe escreveram. A história mostra um pai que educa os filhos em uma floresta nos EUA. Ela rejeita a comparação com o personagem. “Ele é um escravo na luta contra o sistema. Não acho que meus filhos são melhores do que os que vão à escola. Não sou ativista”.

A realidade das famílias que praticam a “desescolarização” em São Paulo também é diferente da que mostra o filme. Exemplo é um grupo de crianças que se encontra semanalmente na Aclimação, na capital. Ele reúne 10 meninos e meninas de 3 a 16 anos, filhos de profissionais como médica, cabeleireiro, empresária e massagista.

Formada pela Faculdade de Educação da USP, Bia Conde faz uma espécie de tutoria para os “unschoolers”. Chegou a viver a experiência como mãe. Conta que tirou as filhas da escola quando tinham 4 e 6 anos, mas matriculou-as novamente sob risco de perder a guarda, após seu ex-marido entrar com uma ação.

No grupo que atende, ela dá orientações a partir dos interesses das crianças. Observa dimensões emocionais e intelectuais, diz, mas não segue um currículo escolar.

Uma das mães que a procurou é a médica Maria (nome fictício), que não quer ser identificada por medo das consequências judiciais. “Sempre fui boa aluna e gostava disso. Por isso, para mim, foi uma grande novidade quando vi que meus filhos não gostavam de ir à escola”, diz.

Quando ofereceu a eles a possibilidade de sair do colégio, o mais velho, adolescente, recusou. Está agora na faculdade. O mais novo, então com 8 anos, aceitou.

Faz aulas de música, programação e, a seu pedido, português e matemática com professor particular. Se quiser seguir o exemplo do irmão, precisará de um diploma de ensino médio. Para isso, ou terá de fazer supletivo, ou estudar para obter certificado.

Até o ano passado, uma nota mínima no Enem servia como certificação para maiores de 18 anos. Mas, para este ano, o governo vai retirar essa função do exame e criar uma prova específica para isso.

Se o conteúdo curricular até pode ser aprendido depois, a experiência de socialização da escola é única, dizem educadores contrários ao “unschooling”. “A grande vantagem da escola é a possibilidade de sair da família”, diz o filósofo e ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro.

O convívio, porém, pode levar a conclusão diferente. A artista Leila Garcia, 53, tirou o filho da escola, em São Paulo, após episódios de bullying. “Não acho que a escola socialize. É um grupo de crianças juntadas aleatoriamente. Você sofre e no dia seguinte tem que estar de novo com o agressor.” Hoje, ela vive com o garoto, de 12 anos, em Ubatuba.

Os dois seguem uma programação de estudos, na qual ele escolhe o que vai aprender. Seu caso ilustra um consenso entre adeptos da “desescolarização” e críticos à prática: a necessidade de adulto por perto e de um ambiente que possibilite o desenvolvimento das crianças.

“Para recusar a escola e seguir no meu modo de criação, eu tenho que trabalhar menos e ganhar menos”, diz Leila. “Não é o mundo da fantasia.”

JUSTIÇA

Desde novembro do ano passado, todas as ações judiciais sobre educação domiciliar no país estão suspensas por determinação do ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A medida é válida até o julgamento de um processo na corte, do qual ele é relator. A ação opõe o município de Canelas (RS) a pais que querem ensinar os filhos em casa.

Embora não trate do “unschooling”, a decisão pode dar uma sinalização jurídica para a prática. Os ministros do STF irão decidir se a educação pelas famílias pode ser tida como meio lícito para garantir o direito à educação. Diz o artigo 205 da Constituição: “a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade”.

Muitos dos pais que optam por tirar os filhos da escola dizem que a decisão tem mais a ver com a opção por um modo de vida diferente do que com a discordância em relação ao modelo tradicional de ensino.

“Minhas escolhas sempre tiveram o pressuposto da liberdade e, de repente, minha filha entrou em uma cadeia de comportamento em massa”, diz Dúnia La Luna, que prefere ser identificada pelo nome artístico, ao explicar por que desmatriculou a filha, com quem vive em Joanópolis, interior de SP.

De fato, o ensino formal molda uma socialização que ultrapassa a instituição escolar, diz a professora Carlota Boto, da Faculdade de Educação da USP. “Por exemplo, a ideia de colocar as pessoas em fila é um procedimento do qual a escola se vale e que organiza outras instâncias da vida social.”

“A escola se coloca como o anteparo entre a família e a vida social”, afirma. “Trata-se de uma instituição de transição entre a vida privada familiar e o mundo público.”

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– Regina Duarte começa muito bem na Secretaria da Cultura, ao demitir Dante Mantovani.

Lembram do Presidente da FUNARTE, Dante Mantovani, que é contra a concepção de que o Planeta Terra é redondo (fez chacota chamando as pessoas sensatas que acreditam em “globo” e não em “pizza” de Terrabolistas), disse que os Beatles foram criação da URSS e que o Rock é coisa do capeta?

Se não se recorda, aqui o link: https://wp.me/p4RTuC-ooC.

Pois bem: Regina Duarte o demitiu assim que tomou posse da Secretaria Especial da Cultura. Tomara que ela continue assim: tomando atitudes corretas e colocando as coisas no eixo, sem maluquices ou ideologias na sua pasta.

Regina Duarte e Dante Mantovani

– Magazine Luiza compra o Estante Virtual!

Se você gosta de livros e faz uma busca bem refinada nos preços antes de comprá-los, provavelmente já conhece o Estante Virtual, que vende livros novos e usados através de parceiros de todo o Brasil.

Pois bem: o Estante Virtual passa a ser mais uma das empresas do Magazine Luzia, que está rumando para bater de frente com os gigantes do e-commerce cada vez mais. Abaixo:

A VEZ DOS LIVROS: MAGAZINE LUIZA COMPRA ESTANTE VIRTUAL POR R$ 31 MILHÕES

Por Carolina Riveira

A varejista Magazine Luiza concluiu nesta quinta-feira a compra do site de livros Estante Virtual, que pertencia à Livraria Cultura e é conhecido sobretudo no segmento de livros usados. O negócio custou 31,1 milhões de reais.

O Magalu arrematou a Estante Virtual em um leilão feito em São Paulo, como parte do plano de recuperação judicial da Cultura. EXAME apurou que a proposta da varejista já foi completamente aceita pela Cultura e que, agora, o negócio tem de 5 a 20 dias para ser oficialmente fechado. O Cade, conselho de defesa da concorrência, também havia aprovado em dezembro uma eventual compra da Estante Virtual pelo Magalu.

Fundado em 2005 pelo administrador de empresas carioca André Garcia, a Estante Virtual reúne mais de 16 milhões de livros vendidos por terceiros, entre novos e usados. O site foi comprado pela Livraria Cultura no fim de 2017.

O movimento do Magalu era esperado pelo mercado desde o fim do ano passado. A compra faz parte do plano da varejista de oferecer uma maior diversidade de categorias em seus canais de vendas, indo além de eletrônicos e eletrodomésticos. A empresa começou a vender livros em abril de 2019 e tem um sortimento de mais de 240.000 títulos.

O Magazine Luiza não se pronunciou sobre o leilão ou sobre como pretende integrar as operações da Estante Virtual a seu site e aplicativo. Uma das possibilidades é que a empresa integre a logística da Estante Virtual a seu sistema de distribuição próprio.

Na Estante Virtual, que funcionava como um marketplace (com vendas feitas por terceiros), a entrega dos livros era até então de responsabilidade dos vendedores, gerando longos e caros prazos de entrega. Com os livros que vende atualmente, o Magalu usa parceiros próprios para as entregas e suas mais de 1.000 lojas no Brasil como espaço de retirada de itens comprados online — essa modalidade, chamada de “Retira Loja”, conta com frete gratuito ou mais barato e entrega mais rápida.

A Estante Virtual é uma espécie de “sebo” na internet, onde amantes de livros, estudantes e outros clientes podem encontrar edições antigas ou mesmo raras e comprá-las de vendedores de diferentes lugares do Brasil. A empresa afirmava em agosto de 2019 ter mais de 2.600 vendedores registrados e mais de 23 milhões de livros vendidos desde a fundação.

A venda do site estava no plano de recuperação judicial da Cultura, aprovado em abril do ano passado. Afetada pela crise das livrarias (que também levou a concorrente Saraiva a recuperação judicial), a Cultura tem uma dívida de 285 milhões de reais.