Pensa que “aborrecentes” – os adolescentes rebeldes – não tem uma santa protetora?
Conheça essa bela história (extraido da CancaoNova.com), abaixo:
SANTA ÂNGELA MÉRICI
Ângela Mérici nasceu no ano de 1474 no norte da Itália. De uma família muito honesta, materialmente pobre, mas espiritualmente riquíssima, amava muito Cristo e sua Igreja. Os filhos foram crescendo assim, com o testemunho dos pais, inclusive Santa Ângela que, desde pequenina, já tinha vida de oração e penitência, buscava amar, cada vez mais, Deus. Ela teve uma irmã e, com o tempo, seus pais vieram a falecer. Os filhos tiveram que sair de sua terra e morar com um tio. Ali, a irmã faleceu e, mais tarde, o tio. Quantas perdas! Mas Santa Ângela, mulher de oração, nunca acusou Deus, nunca se revoltou. Isso não quer dizer que não sentiu, não sofreu. Até Nosso Senhor, verdadeiro Deus, verdadeiro homem sofreu. Inspirada pelo Espírito Santo, retornou para a sua terra natal e ali começou a fazer um trabalho muito providencial, confirmado pelo céu, porque teve um sonho de ver jovens com coroas de lírios caminhando para o céu. Naquele discernimento, ela agarrou a inspiração e foi trabalhar servindo jovens que corriam riscos morais. O grupo daquele que se dedicavam a Deus foi crescendo, servindo no resgate à evangelização dos jovens e também na restauração das famílias. Ela foi com o coração aberto, cheio de amor para auxiliar, com as outras jovens, as famílias. Promoveu a restauração das jovens, das famílias, também foi ao encontro dos pobres e enfermos. O Papa aprovou esta nova congregação que foi consagrada a Santa Úrsula, por isso, eram chamadas ursulinas, pois a própria Santa Úrsula apareceu para Santa Ângela. Ela que, aos 66 anos, partiu para o céu, hoje intercede não só pelas ursulinas, mas por todos que são Igreja.
🙏🏻 Enquanto vou correndo, estou meditando com a Virgem Maria: “Ó Mãezinha do Céu, rogai por nós para que sejamos puros e dóceis como as crianças, confiando sempre na Providência Divina. Amém.” Rezando no clique 2 de 4:
Hora de desligar os equipamentos e se preparar p/ a Missa.
Quem chegou cedo, como a Estelinha, não aguentou à espera e resolveu tomar sua mamadeira kk (vide abaixo):
Até mais! Enquanto isso, peçamos perdão de nossas culpas e agradeçamos o dom da vida:
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!
14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!”
16E, passando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. 18E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. 19Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; 20e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados e partiram, seguindo Jesus.
_Palavra da Salvação: Glória a vós, Senhor.
(3o domingo do Tempo Comum: Segue-me e farei pescadores de homens, convida Jesus).
Olha só que bacana: um grupo de rock / pop católico, formado por jovens freirinhas de um convento do Peru e que faz sucesso nos países de língua espanhola do nosso continente.
Mais do que isso: a canção mais famosa, “Confía em Díos”, foi produzida por Joe Martlet e Francisco Murias, que produziram trabalhos do Foo Fighterse Nirvana.
Em tempos de ódio e de falta de perdão, num mundo tão competitivo, vale questionar: temos nos reconhecidos pecadores? Estamos cientes de quando erramos? E buscamos nos limpar espiritualmente, com o desejo ardente de buscar um dia-a-dia mais pleno, amoroso e ardoroso?
Bem direto: Temos nos confessado ou dado o devido valor à permissão de galgar tal presente dado pelo próprio Cristo?
Muitas vezes, ouvimos o termo Sacramento da Penitência e temos uma imagem sisuda de tal graça que nos é concedida por Deus. Ao contrário: a Igreja Católica nos convida a reconciliar com Deus, consigo e com o próximo, permitindo, através da Confissão, apagar nossas mágoas e faltas, remorsos e erros, ressentimentos e equívocos, buscando a abundância da alegria de uma vida plena.
Claro, deve-se estar arrependido de coração e ter o árduo desejo de não pecar mais. A importância e eficácia deste sacramento são abordados ao longo do CIC (Catecismo da Igreja Católica), mas destaco em particular:
“O Senhor ressuscitado instituiu este sacramento quando, na tarde de Páscoa, se mostrou aos apóstolos e lhes disse: ‘recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoardes os pecados serão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes serão retidos’ (jo 20, 22-23)”.
Tal preciosidade não pode ser colocada em dúvida, e nem devemos nos questionarmos se fomos “perdoados mesmos“. Creia na Misericórdia, sem vacilar!
Alguém disse (me perdoe a não citação, tenho anotado em meus rascunhos):
“Que direito eu tenho de ainda me sentir culpado, mesmo depois de me reconhecer pecador e buscar a absolvição de Deus que vem pela Igreja, se o Perdão ocorre pelo Sacramento instituído pelo próprio Cristo, que deu sua vida em favor da nossa purificação?”.
Dessa forma, não tenhamos medo de gozar da reconciliação que nos foi dada pelo mesmo Jesus Cristo, Filho do Pai, que morreu por amor a nós e vivo está ressuscitado! O perdão está aí: para nos ajudar a viver em paz; caindo e levantando, mas sempre confiando no Amor que reconstrói (que é o perdão).
O santo de hoje nasceu em Narbonne; os pais eram oriundos de Milão, na Itália, do século terceiro. São Sebastião, desde cedo, foi muito generoso e dado ao serviço. Recebeu a graça do santo batismo e zelou por ele em relação à sua vida e à dos irmãos.
Ao entrar para o serviço no Império como soldado, tinha muita saúde no físico, na mente e, principalmente, na alma. Não demorou muito, tornou-se o primeiro capitão da guarda do Império. Esse grande homem de Deus ficou conhecido por muitos cristãos, pois, sem que as autoridades soubessem – nesse tempo, no Império de Diocleciano, a Igreja e os cristãos eram duramente perseguidos –, porque o imperador adorava os deuses, enquanto os cristãos não adoravam as coisas, mas as três Pessoas da Santíssima Trindade.
Esse mistério o levava a consolar os cristãos que eram presos de maneira secreta, mas muito sábia; uma evangelização eficaz pelo testemunho que não podia ser explícito.
São Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e também como apóstolo dos confessores, daqueles que eram presos. Também foi apóstolo dos mártires, os que confessavam Jesus em todas as situações, renunciando à própria vida. O coração de São Sebastião tinha esse desejo: tornar-se mártir. E um apóstata denunciou-o para o Império e lá estava ele, diante do imperador, que estava muito decepcionado com ele por se sentir traído. Mas esse santo deixou claro, com muita sabedoria, auxiliado pelo Espírito Santo, que o melhor que ele fazia para o Império era esse serviço; denunciando o paganismo e a injustiça.
São Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus!
O imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e muitas flechadas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensarem que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, o conhecia e aproximou-se dele percebendo que ele estava ainda vivo por graça. Ela cuidou das feridas dele. Ao recobrar sua saúde depois de um tempo, apresentou-se novamente para o imperador, pois queria o seu bem e o bem de todo o Império. Evangelizou, testemunhou, mas, dessa vez, no ano de 288 foi duramente martirizado.
São Sebastião, rogai por nós!
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
Mãe de Deus, Virgem Maria, Nossa Senhora do Amparo, da Ajuda e dos Remédios. Senhora da Saúde, do Equilíbrio e da Paz; rogai por doentes e pelos pacientes, pelos seus familiares saudáveis e pelos moribundos. Socorrei-nos, querida Rainha. Amém.
🙏 🇪🇸 Oh Maria, ruega por nosotros que recurrimos a ti. Amén. 🇧🇷 Ó Maria, Nossa Senhora, rogai por nós que recorremos a vós. Amém. / 🇺🇸 O Mary, pray for us that we turn to you. Amen. / 🇮🇹 O Madonna, prega per noi che ci rivolgiamo a te. Amen.
Essa música é um louvor à Imaculada Conceição! Uma veneração justa à Virgem Maria, que nos mostra todo o seu amor. A letra da canção é uma Consagração maravilhosa.
A música “Acaso não sabeis” é uma consagração a Nossa Senhora, composta pela Comunidade Católica Colo de Deus. Esta Canção é tudo que meu coração quer dizer a minha Mãezinha.
Por Ana Júlia Pettini
Eu me consagro a Ti Mãe de Deus e minha Eu me consagro a Ti Mestra e Rainha
Acaso não sabeis Que eu sou da Imaculada? Acaso não sabeis Tenho uma advogada?
Só quem já foi órfão Sabe o valor do amor de mãe Só quem já foi órfão Sabe o valor do colo de mãe
Eu me consagro a Ti Mãe de Deus e minha Eu me consagro a Ti Mestra e Rainha
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Durante o cooper da manhã, aproveito e vou correndo / meditando na Virgem Maria (uma devoção de todos os sábados na qual a Igreja Católica contempla com indulgência tal fé). “- Ó Mãe de Deus, rogai por nós que recorremos a vós. #Amém.”
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
Li a postagem de Guilherme Angra, um escritor que tem dois livros publicados e que mantém um blog muito bacana no link em: https://guilhermeangra.wordpress.com (clique e conheça mais sobre sua obra e seu trabalho), a respeito das suas inquietações de fé.
Ele aborda sua própria experiência de católico não-praticante (e disserta sobre o que é essa “característica de crença descompromissada”), sua fase de ateu e depois como agnóstico, até o momento em que buscou conhecer mais a fé católica – em momentos decisivos da sua trajetória de vida.
É bastante interessante, de leitura prazerosa e com uma mensagem de busca pelas coisas do Alto. Vale a pena a leitura, abaixo:
Comecei 2021 indo na primeira missa do ano. E fazia tempos que não pisava dentro de uma igreja. Eu usava a desculpa que o meu Deus era pessoal, eu não precisava visitar Sua casa, eu era Sua casa celestial, então bastava eu rezar um Pai Nosso antes de dormir e pronto, dívida paga com o sagrado. E, para ser sincero, raramente eu rezava. Sim, eu sou o legítimo católico não-praticante, ou seja, não sou nada. Por que diabos você diz ser católico se não pratica sua fé? E eu sempre fui este católico não-praticante. Desisti da catequese, não fiz a Sagrada Comunhão, nunca tomei a hóstia, nunca me confessei para um padre. Pelo menos fui batizado. Já é alguma coisa, eu acho.
Ali pelos meus vinte e um anos tornei-me ateu. Era fácil: “Eu vivo em um mundo sem sentido, repleto de sofrimento e maldade, e ainda vou morrer no final. Que tipo de Deus faria um mundo assim? Ou é um Deus mau, ou Deus não existe!” Fiquei com a segunda opção. E como eu me achava inteligente por ser ateu! Me achava o diferentão da galera. Lembro-me de ler Richard Dawkins, Sam Harris, Carl Sagan, Charles Darwin. Depois disso, quem iria me segurar? Tornei-me o ateu militante. Gozava em debates onde ateus massacravam cristãos com seus argumentos cientificistas irrefutáveis. Ficava a pensar, dentro de minha arrogância de jovem que acha que sabe tudo: “Imagine viver se reprimindo por causa de um Deus que não existe?” Esta ideia, vez ou outra, passava pela minha cabeça.
Não me entendam mal. Eu não era o sujeito que chegava na cara de um cristão e o chamava de “burro”. Eu nunca fui esse cara. Porém, por dentro, este pensamento pairava sobre minha consciência. O máximo que cheguei a fazer nesta época, foi entrar em um debate sobre o aborto, no qual, obviamente, defendi o aborto em qualquer fase da gestação, pois, na minha visão cientificista, colocar uma criança no mundo para passar fome, era pior do que lhe tirar a vida; ter um filho deficiente, era pior do que lhe tirar a vida; a mulher ter uma criança cujo nascimento fosse lhe causar mal-estar, era pior do que ceifar a vida do bebê. Lembrar disso me causa estranheza e pudor, graças a Deus.
Este pensamento de que “nada importa, somos todos um acidente da matéria”, me fez cair em hedonismo e niilismo, ou seja, nada tem sentido, preciso sentir prazer o máximo que eu puder. Na época traí minha namorada inúmeras vezes. Aquele namoro perdera o significado. Meu ideal de fidelidade fora destruído, assim como outros valores. Minha vida era uma bagunça. Morava em um apartamento, onde raramente eu o limpava. Escrevia pouco, lia pouco e estudava pouco. Passei a preencher meu vazio com pecados. E, de todos eles, a luxúria era o meu vício. Marcava encontros durante o dia para realizá-los à noite. Vez ou outra, eu precisava caminhar quilômetros para satisfazer o meu desejo. E eu caminhava, pois não tinha carro. Ao voltar para casa, sentia-me vazio, sentia-me em uma vida insignificante. Eu tinha consciência que estava me afundando, e pasmem! No outro dia eu fazia tudo novamente. Em meu livro, Ninguém Deveria Envelhecer Sozinho, explico em detalhes toda esta fase sombria da minha vida.
Resumindo: saí deste buraco. A vida me sorriu, ou eu sorri para ela, não sei dizer, só sei que foi uma troca mútua. Consegui sair daquele lugar sombrio e pude recomeçar a minha vida, pude ressignificá-la em outra cidade, com novas rotinas, novas pessoas, novas atitudes. Aquela fase de ateuzinho de internet havia passado, graças a Deus! Dizia-me que era um agnóstico: “Sei lá se Deus existe, é impossível provar, então ficarei aqui em cima do muro.” Nesta época eu comecei a ler de maneira obsessiva autores como Nelson Rodrigues, Santo Agostinho, Luiz Felipe Pondé e Dostoiévski. A visão destes autores diante do cristianismo, me enterneceu, principalmente a de Nelson e a de Dostoiévski.
A virada de agnóstico para um cristão aconteceu em uma terça-feira à noite. Juro! Estava finalizando uma biografia de Nelson Rodrigues. Aquela leitura confessional fez-me sentir coisas que eu nunca havia sentido antes. Eu só pude atribuir este sentimento a Deus. Eu senti Deus! Eu senti algo transcendente. E a cada frase lida era um soco na alma. Era como se o Nelson estivesse ali comigo, do meu lado; e através disto tudo, pairava um sentimento inexplicável, forte e insano. Não é demagogia, aconteceu, eu senti tudo, e foi uma das sensações mais profundas que tive na vida. “Ah, Guilherme, mas por que o Deus cristão?” Talvez porque o cristianismo tem, pelo menos, dois mil anos de existência no currículo. Talvez porque as pessoas mais admiráveis que conheci e que sigo atualmente, possuem uma relação direta com o cristianismo, talvez porque o cristianismo formou a cultura ocidental e nos deu um norte. Acho que é por isso.
Outro momento que marcou-me o espírito, foi quando eu e minha mulher fomos ao cemitério visitar o pai dela. O cemitério estava vazio, éramos apenas eu e ela andando entre os milhares de túmulos. Não há como não sentir a limitação da existência, não há como sair daquele lugar sem refletir sobre vida, morte e transcendência. Esta experiência gerou-me uma das melhores coisas que já escrevi na vida: Deus Visita Apenas Cemitérios Vazios. Quando puder, leia.
No fim de 2019, eu e minha mulher se juntamos com as famílias do bairro para a Novena de Natal. Eu nunca tinha participado de algo assim antes. Eu não conhecia quase ninguém que estava ali. A maioria das famílias eram de casais velhinhos, daqueles que fazem bodas de ouro. Rezávamos, refletíamos sobre algumas passagens da Bíblia, cantávamos e trocávamos experiências de vida. Aquilo me gerou um sentimento de união e paz de espírito. Era como se a esperança na humanidade renascesse dentro de mim. Mas o que marcou-me foram os casais de velhinhos, unidos, rezando. Eles olhavam para mim e para a Adeline com brilho nos olhos, como se estivessem se enxergando em nós, na juventude, quando se conheceram. Eram todos educadíssimos e com um bom senso de humor.
Eis o que eu queria dizer: comecei 2021 me propondo ir à missa todo o domingo. Já fui nas duas que aconteceram este ano. Ao adentrar na igreja, é impossível não admirar-se com a casa de Deus. Só de contemplá-la, você se sente bem. Há uma crônica em que Nelson escreve: “Dentro da igreja, mesmo a tosse, mesmo o pigarro, eram diferentes. O sujeito que ia à missa entrava em relação direta, fulminante, com o Sobrenatural. Até o mau-caráter prostrava-se em adoração.” É isso: nos prostramos em adoração a algo maior.
Em minha ingenuidade, achei que chegaria lá e a igreja estaria vazia. “Ora, quem vai à missa ainda?” Ledo engano. Estava abarrotada de gente, gente de todas as cores, classes e até credos diferentes. Enfim, tive o mesmo sentimento da Novena de Natal: união e paz de espírito. É isso! O cristianismo une as pessoas. O nazismo também unia pessoas, o comunismo une pessoas até hoje, entretanto, o cristianismo as une e as coloca na busca do maior bem possível. Vez ou outra eu escrevo por aqui que temos de mirar neste “maior bem possível”. O cristianismo é um ótimo alvo: dois mil anos no currículo, lembram? Que alvo seria melhor que este? Há uma entrevista com Jordan Peterson, onde o entrevistador lhe faz a pergunta monumental: “— Você acredita em Deus?” E ele responde, lacônico: “— Eu ajo como se Deus existisse.” Isso martelou na minha cabeça. Ora, o que Peterson de fato quis dizer com sua resposta objetiva, foi algo como: você não precisa acreditar em Deus para seguir os valores cristãos. Há mais conhecimento humano na Bíblia do que em qualquer outro livro. Dois mil anos, lembram?
Deixe-me voltar à missa. Descobri que não sei bulhufas sobre a prática da igreja, sobre a prática de uma missa. Momentos onde todas as pessoas precisavam repetir aquelas frases prontas após a fala do padre, eu boiava; nas belas canções tocadas, eu boiava; perguntava-me o que diabos significa “Hosana nas alturas”, “Kyrie eleison” ou se o Cordeiro de Deus é Jesus Cristo. Enquanto eu estava lá, de joelhos sobre o estrado de madeira, com a cabeça baixa, passou todo este filme pela minha consciência. Eis o milagre: mesmo eu me dedicando tanto ao ateísmo, lendo os autores, entendendo os argumentos, vencendo debates; mesmo eu me dedicando ao agnosticismo, acreditando que o muro era o melhor lugar para se ficar; mesmo diante de tudo isso, o cristianismo me resgatou, mesmo eu tendo lutado contra ele durante anos, ele me resgatou. Por que eu não daria uma chance? Por que não me dedicar a ele como me dediquei a milhares de coisas fúteis e mesquinhas em minha vida?
Tô só pela próxima missa de domingo.
Publicado por Guilherme Angra
Me chamo Guilherme Angra, sou um escritor com dois livros publicados e diversos textos postados na internet. (Crônicas, artigos, contos, poemas). Me formei em Administração, pós-graduei-me em Gerenciamento de Projetos e atualmente estudo Psicanálise. Além disso, crio conteúdo nas plataformas do YouTube, Facebook e Instagram. Meu conteúdo baseia-se em reflexões filosóficas sobre as várias nuances da vida: relacionamento, felicidade, tristezas, angústias, trabalho, finanças, intelecto e etc. Espero poder ajudá-lo de alguma forma. Ver mais posts
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
Todos os dias faço minhas orações. Sou católico praticante, devoto de Nossa Senhora e recente apaixonado por Santa Luzia.
Hoje, especialmente, após rezar o Santo Terço (cotidianamente, falhando eventualmente mas nunca abandonando tal prática), pedi um favor especial à Virgem Maria, invocada como Nossa Senhora do Carmo. Carinhosamente, em minha prece, pedi também a intercessão por outra graça – agora à Santa Luzia de Siracusa.
E não é que, durante a jornada, consegui as duas?
Testemunho que Jesus concedeu-me os pedidos que fiz, pois Ele está com o Pai e nos envia o Espírito Santo, e ouviu meu clamor com a ajuda da sua Santa Mãe e da sua Santa Serva Luzia (justamente porque Deus é bom e amável).
Muitas vezes, não entendemos as cosias que acontecem na nossa vida. Afinal, o Senhor sabe o que é melhor para nós e nem sempre o que pedimos, seria salutar espiritualmente. Mas às vezes, como hoje, “calha” da nossa carência ser atendida pois era desejo do Criador nos ajudar.
Louvado e adorado seja Deus, na Trindade Santa, para sempre. Salve Maria, que veneramos com tanto amor. E nossa devoção à querida Santa Luzia.
O Papa Francisco, no último sábado, anunciou que começará a vacinação contra a Covid no Vaticano, e criticou o egoísmo de quem é contra as vacinas, chamando de negacionismo suicida.
Disse o Pontífice:
“Na próxima semana começaremos [a vacinação], já tenho minha data. Temos que fazê-la, pois há um negacionismo suicida que não consigo explicar. Acredito que do ponto de vista ético, todos devem ser vacinados, porque você não só põe em risco a sua saúde, a sua vida, mas também a dos outros. Não sei por que alguns dizem ‘não, a vacina é perigosa’, mas se os médicos a apresentam como algo que pode ser bom, que não apresenta riscos particulares, por que não fazê-lo?”.
Taí. Neste momento tão triste da humanidade, onde o mundo está parado e travado em alguns pontos do planeta, ter consciência no coletivo passa a ser uma questão humanitária.
Particularmente, insisto em questionar: os movimentos “anti-vacina” são incompreensíveis em nosso tempo e servem pra quê?
A liturgia desse final de semana nos fala do “Batismo de Jesus Cristo”por parte de João, seu primo, que ficou conhecido como “Batista” – o precursor, às margens do Rio Jordão. E nos traz um grande convite à reflexão: vivemos o nosso Batismo?
Estamos na última semana do “Tempo Litúrgico do Natal”. A partir de 2a feira, recomeça o “Tempo Comum”. E toda a celebração católica nos recorda hoje, derradeiro dia desse período, o que é ser, literalmente, cristão. Ser cristão significa: “ser novo Cristo”. E… de fato, estamos sendo?
Quanto tempo dedicamos à oração e a prática das boas obras?
Qual a “qualidade / intensidade” do exercício do nosso Batismo?
Como os cantos dessa Missa costumam dizer, Cristo é a Água Viva. E devemos ser essa água corrente, nunca parada ou turva. Devemos fazer a diferença para um mundo melhor.
“Que o Senhor abençoe, com a Paz, o seu povo”, diz o Salmo 28, deste domingo. Assim esperamos para que como fogo do Espírito Santo vivamos o nosso Batismo! E mais do que isso: quando crianças, recebemos esse fogo pelos nossos pais, e o confirmamos com a Crisma, para ajudar-nos ainda mais na missão salvífica. Diante disso, só podemos concluir: o quanto maravilhoso é nosso Deus, que capacita os seus filhos constantemente…
Compartilho abaixo:
SALMO 28:
— Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
— Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
— Filhos de Deus, tributai ao Senhor,/ tributai-lhe a glória e o poder!/ Dai-lhe a glória devida ao seu nome;/ adorai-o com santo ornamento!
— Eis a voz do Senhor sobre as águas,/ sua voz sobre as águas imensas!/ Eis a voz do Senhor com poder!/ Eis a voz do Senhor majestosa.
— Sua voz no trovão reboando!/ No seu templo os fiéis bradam: “Glória!”/ É o Senhor que domina os dilúvios,/ o Senhor reinará para sempre!
Capela São Paulo – celebração da Santa Missa no Bairro do Paiol Velho / Jundiaí-SP (2019). “Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!”, canta a Salmista!
Muito feliz por ver esposa e filha cantando para Deus. Que Nossa Senhora sempre as abençoe (assim como toda a equipe: Maria Edna, Mariane, Luís Henrique e Rivaldo) 🙏
De acordo com a tradição Católica, o sábado é dedicado à Maria Santíssima, porque no Primeiro Sábado Santo Ela esteve sem Jesus vivo e por isso este foi o dia de sua fé absoluta e perfeita. Dia no qual a fé permaneceu apenas na Virgem Maria, de tal maneira que somente Ela, naquele dia, foi a única Igreja. De fato, Maria foi naquele sábado a chama ardente, a lâmpada inextinguível que iluminou com sua fé a terrível noite da Paixão (Pv 31,18). Enquanto tudo ao seu redor vacilava com medo, Ela ficou como coluna imóvel: Junto à cruz de Jesus estava de pé sua mãe (Jo 19, 25). Neste dia de trevas profundas e do abandono mais cruel, também foi o dia em que Sua fé brilhou de maneira mais sublime.
Foi durante a paixão de Jesus que Maria conquistou a coroa e mereceu estar associada à Sua redenção e, apesar do sofrimento atroz que enfrentou, guardou o recolhimento mais perfeito e o silêncio mais inefável. O Primeiro Sábado Santo foi o dia mais amargo para Nossa Senhora, no qual ela participou no mais alto grau do mesmo abandono e da mesma aflição misteriosa do Filho no Calvário. Nunca, como neste dia, Maria fez próprias, as palavras de Jesus: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?” (Mc 15,34). Assim sendo, pode-se afirmar que as palavras de São Paulo: “o justo vive pela fé” (Rom. 1,17), se aplicam de maneira excelente a Nossa Senhora, pois é a mais perfeita das almas depois de Jesus Cristo.
“Bem-aventurada aquela que acreditou que se cumpriria o que lhe foi dito da parte do Senhor” (Lc 1,45)
De fato, nunca existiu nem haverá fé mais profunda que a dela: “Bem-aventurada aquela que acreditou que se cumpriria o que lhe foi dito da parte do Senhor” (Lc 1,45). Como no momento da Anunciação, também no da Paixão, seu ato de fé foi perfeito, visto que não deixou de acreditar que seu Filho fosse verdadeiramente o Filho de Deus, o próprio Deus, vitorioso sobre o diabo, sobre o pecado, sobre a carne. Entretanto, esse sublime ato de fé não terminou na Sexta-feira Santa, mas se estendeu e se intensificou durante todo o sábado, o dia em que a fé de Maria, como sua dor, atingiu seu auge.
Naquele Sábado Santo Maria compendiou em seu coração a fé da Igreja e, portanto, foi o Coração da Igreja, que vigiou com uma fé inabalável: naquele coração, naquele Sábado sagrado, diz São Boaventura, Deus construiu como em uma pedra mística sua Igreja. De acordo com inúmeros testemunhos de santos e doutores da Igreja, pode-se afirmar que, no terrível tríduo em que cessaram os batimentos do Coração do Redentor, toda a fé e toda a vida do Corpo Místico estavam encerradas no Imaculado e Sábio Coração de Maria e assim o Seu Imaculado Coração foi a Igreja. O Papa Leão XIII, afirma que Maria tem uma tarefa misteriosa de nos fazer alcançar a fé (Encíclica Adiutricem Populi, n. 5) e nela, como no fundamento mais nobre depois de Jesus Cristo – acrescenta São Pio X – repousa a fé de todos os séculos (Encíclica Ad diem illum laetissimum n. 5).
São Luís Maria Grignion de Monfort assegura que, com o consentimento do Altíssimo, Maria conservou a fé na glória, para mantê-la na Igreja militante em seus servos mais fiéis. Afirma que, entre os principais frutos da verdadeira devoção a Nossa Senhora, está precisamente a participação na fé de Maria: fé autêntica, viva e animada pela caridade, sólida e imóvel como uma rocha, ativa, penetrante e corajosa. É, portanto, a fé que será a tua tocha ardente, a tua vida divina, o teu tesouro secreto de sabedoria divina e tua arma todo-poderosa da qual você vai se servir para iluminar aqueles que jazem nas trevas e nas sombras da morte, para atear aqueles que estão mornos e que precisam do ouro ardente da caridade, para dar vida aos que estão mortos no pecado, para ferir e derrubar, com suas palavras doces e capazes os corações de mármore e, finalmente para resistir ao diabo e a todos os inimigos da salvação (MONFORT, 2014)
Pode-se constatar que o pedido de Nossa Senhora em Fátima para honrar o sábado (dia de sua perfeita fé), pela prática da Devoção Reparadora dos Cinco Primeiros Sábados, está relacionado com a terrível perda de fé do gênero humano nos dias atuais. Assim sendo, a fé da Igreja ensina que na “escuridão” hodierna, a fé de Maria permanece como aquela cidade localizada na montanha (Mt 5, 14), como o arco-íris nas nuvens (Gn 9, 13), como a bandeira levantada entre as nações (Is. 62, 10) e como a tocha que brilha em um lugar escuro (1 Pd, 1,19).
Peçamos ardentemente a Ela o dom da pureza e a integridade da fé para que a seu exemplo possamos permanecer incólumes na fé em Seu Filho e com Ele ressuscitar na glória. Que a fé de Maria brilhe cada vez mais nos nossos corações e o quanto antes, cumpra-se a maravilhosa promessa: No fim meu imaculado Coração triunfará!
Hoje, 06 de janeiro, o povo celebra osSantos Reis. A Bíblia não fala que eram reis, nem que eram três. Mas o povo sabe dar nomes a eles: Gaspar, Melquior e Baltasar. Talvez fossem sábios, estudiosos das Escrituras e das estrelas. Astrônomos, não astrólogos. Tendo visto uma estrela, de brilho diferente, confrontaram-na com o relato da Bíblia no livro dos Números (24,17): “Eu vejo, mas não é agora; eu avisto, mas não de perto: uma estrela sai de Jacó; um cetro surge de Israel. Oráculo de Balaão”.
Os magos viram naquela estrela o sinal da chegada do Messias e saíram à procura do pequeno rei, guiados por ela. Sua fé foi recompensada. Chegando, adoraram o Menino Deus e deram presentes de ouro, incenso e mirra, como era costume entre os reis.
E o povo rompe em folias, cantando em versos toda a peripécia dos santos reis. A poesia que envolve o ambiente natalino, favorece e cria toda uma epopéia, revestida de respeito e piedade. Viva os santos reis magos!
Hoje, 06 de janeiro, o povo celebra osSantos Reis. A Bíblia não fala que eram reis, nem que eram três. Mas o povo sabe dar nomes a eles: Gaspar, Melquior e Baltasar. Talvez fossem sábios, estudiosos das Escrituras e das estrelas. Astrônomos, não astrólogos. Tendo visto uma estrela, de brilho diferente, confrontaram-na com o relato da Bíblia no livro dos Números (24,17): “Eu vejo, mas não é agora; eu avisto, mas não de perto: uma estrela sai de Jacó; um cetro surge de Israel. Oráculo de Balaão”.
Os magos viram naquela estrela o sinal da chegada do Messias e saíram à procura do pequeno rei, guiados por ela. Sua fé foi recompensada. Chegando, adoraram o Menino Deus e deram presentes de ouro, incenso e mirra, como era costume entre os reis.
E o povo rompe em folias, cantando em versos toda a peripécia dos santos reis. A poesia que envolve o ambiente natalino, favorece e cria toda uma epopéia, revestida de respeito e piedade. Viva os santos reis magos!
Quem acompanhou o Fantástico da Rede Globo se assustou: o arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, foi manchete como suposto assediador de ex-seminaristas!
O assunto, obviamente, é delicado e complexo. As supostas vítimas se declaram assediadas moral e sexualmente. O religioso se defende como vítima de uma associação de pessoas que por maldade querem o prejudicar.
Que a Justiça dos homens consiga investigar e clarear tudo. Que o(s) culpado(s) seja(m) punido(s) e, principalmente, que o Espírito Santo aja em todos.
Lembremo-nos que a Igreja é santa por que vem de Deus, mas pecadora pois é formada por homens. Possa tudo ser elucidado, para o bem geral.
ARCEBISPO DE BELÉM É ACUSADO DE ABUSO SEXUAL POR EX-SEMINARISTAS
Quatro ex-seminaristas acusam Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém (PA), de usar seu poder para investidas sexuais não consentidas durante encontros privados. O suposto abuso sexual é alvo de inquérito aberto pela Polícia Civil a pedido do MP-PA (Ministério Público do Pará) e também é investigado pelo Vaticano.
Segundo relatos feitos pelas supostas vítimas ao “Fantástico”, da TV Globo, a casa onde vive Dom Alberto é o lugar onde eles passaram seus piores dias. O arcebispo costumava convidar os seminaristas para visitá-lo — e os jovens, impressionados, se sentiam privilegiados pela oportunidade. Mas foi ali que os abusos teriam acontecido.
“Ele dizia: ‘Quero conversar contigo tal dia, lá em casa’, lembra um ex-seminarista. “Parecia algo inalcançável. ‘Nossa! Eu fui chamado para ir à casa do arcebispo’. Você se sente importante naquele momento”, conta outro.
A pedido das vítimas, que temem sofrer represálias, seus nomes e rostos foram preservados pela reportagem. Assim como o “Fantástico”, o UOL usará letras — que nada têm a ver com as iniciais de cada um — para identificar os ex-seminaristas.
As histórias dos quatro jovens são muito parecidas: eles tinham de 15 a 18 anos quando teriam sofrido os abusos — moral e sexual —, entre 2010 e 2014. Parte dessas acusações já havia sido publicada pelo jornal El País em dezembro.
“Z” conta que conheceu o arcebispo em 2011, quando tinha 15 anos e era coroinha. Depois de uma primeira conversa, Dom Alberto encaminhou “Z” ao seminário menor, para iniciantes, onde ele também cursaria o Ensino Médio. A partir daí, segundo a vítima, eles começaram a se encontrar na casa do arcebispo.
“Era sempre sobre sexualidade”, diz “Z” sobre os encontros no quarto de Dom Alberto. “O primeiro ponto que ele sempre tocava era sobre a masturbação. Era sobre toque, se eu sentia desejo, por quem que eu sentia desejo”.
Os ex-seminaristas dizem que também encontravam o arcebispo na capela, onde a conversa costumava ser sobre vocação religiosa, e na sala, onde o assunto era focado na família e nos estudos.
Quando ele me tocou, na minha parte íntima, disse que aquilo ali era normal, coisa do homem. Mas, assim, eu não via maldade, porque confiei muito, por ele ser uma autoridade, também não tinha experiência. Mas aquilo foi se tornando já permanente e já mais agressivo. Ele já me recebia na porta e já ia logo pegando. “Z”, sobre abusos de Dom Alberto
Abuso moral
Com “S”, os abusos teriam começado assim que o ex-seminarista conheceu Dom Alberto, em 2010, na Cúria Metropolitana, onde ficava o escritório do arcebispo. Além do assédio sexual, ele relata ter sido vítima de assédio moral.
“Quando eu comecei a falar que eu queria sair do seminário por isso, isso e isso, comecei a chorar. Ele mudou o humor repentinamente. Bateu na mesa, me xingou de ‘viado’, disse que chorar era coisa de ‘viado’, que eu tinha que ser homem, que eu tinha que ser forte. E isso tudo gritando, assim, de maneira que até chegou a me assustar”, contou à reportagem.
Neste mesmo dia, lembrou, Dom Alberto o abraçou e apalpou seus órgãos genitais, além de ter lhe dado um beijo perto da boca. “Disse que gostava muito de mim, que queria me ver ordenado padre”, completou.
Outra situação que se repetia, segundo os jovens, eram as conversas sobre uma suposta cura para a homossexualidade. Os ex-seminaristas relatam que o arcebispo lhes entregou um livro em que são descritos procedimentos para o que ele chamava de “tratamento”.
“Você lia o livro e dizia assim, que ser homossexual é uma doença, que a gente precisava ser tratado e ajudado”, disse “V”.
Investigação e defesa
Os ex-seminaristas procuraram a Polícia Civil e o MP-PA em agosto do ano passado. Em nota ao “Fantástico”, o MP disse ter recebido as denúncias e encaminhado à polícia, que confirma ter instaurado inquérito para investigar o caso. Como o processo corre em sigilo, ninguém pôde dar entrevistas.
A reportagem do “Fantástico” teve acesso a informações que indicam que um bispo representante da Santa Sé, no Vaticano, esteve em Belém para apurar as acusações contra Dom Alberto. Ele teria conversado com os ex-seminaristas e com os padres que acompanharam o caso, além do próprio arcebispo.
Dom Alberto chegou a publicar um vídeo para se defender do que chama de “falsas acusações de imoralidade”, mas não citou o teor das denúncias.
Digo a vocês que recebi com tristeza há poucos dias informações da existência de procedimentos investigativos com graves acusações contra mim, sem que eu tenha sido previamente questionado, ouvido, ou tido qualquer oportunidade para esclarecer esses pretensos fatos postos nas acusações. Dom Alberto, sobre as acusações de abuso
Ao “Fantástico”, o advogado do arcebispo, Roberto Lauria, disse que ele ainda não foi ouvido pela polícia ou pelo MP, mas “está à disposição”.
“Obviamente que a primeira coisa a ser dita é a negativa e o repúdio a essa denúncia”, afirmou. “Nós vamos provar ao final desse inquérito que, diferentemente do que se pensa, os denunciantes não são quatro pessoas isoladas. São um grupo de pessoas que têm um profundo recalque, um profundo sentimento de vingança por Dom Alberto.”
Suposto abuso sexual é investigado pela Polícia Civil a pedido do MP-PA; Vaticano também estaria apurando caso Imagem: Reprodução/TV Globo
Neste domingo, a Igreja Católica celebra afesta da Epifania de Jesus, ou seja, a manifestação da divindade de Cristo como Senhor do Universo.
Compartilho, abaixo, o Evangelho desta bela solenidade dominical:
(SÃO MATEUS 2, 1-12)
Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: ‘Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.’ Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado assim como toda a cidade de Jerusalém. Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. Eles responderam: ‘Em Belém, na Judéia,pois assim foi escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo algumés a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefeque vai ser o pastor de Israel, o meu povo.’ Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a Belém, dizendo: ‘Ide e procuraiobter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo.’Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.
Hoje é dia de São Silvestre. Mas calma lá: ele não foi atleta ou coisa que o valha. Apenas a data da sua festa coincide com a tradicional corrida de rua.
Silvestre foi o Papa que defendeu Jesus como 2a pessoa da Santíssima Trindade no Concílio de Nicéia. Naquele tempo, questionava-se a natureza divina de Cristo.
Embora seu nome se confunda com a própria história da #corrida de #rua mais famosa do #Brasil, poucas pessoas sabem quem foi o #santo, cuja festa acontece no último dia do ano. Natural de Roma, #São #Silvestre foi #papa e governou a #Igreja de 314 a 355 d.C, ano em que morreu, exatamente no dia 31 de dezembro. A #IgrejaCatólica escolheu esta data para canonizá-lo. Em seu pontificado, São Silvestre estabeleceu novas bases doutrinais e disciplinares colocando a Igreja em um novo contexto social e político. Ocorreu o entrosamento entre o clero e o Estado. Com o Edito de Milão, o #cristianismo passou a ser a religião oficial do #Império #Romano, na época governado por Constantino Magno. Com essa aliança, os cristãos puderam professar abertamente sua crença e a Igreja saiu de um período de perseguição que já se arrastava por 300 anos.
Uma das grandes realizações do papa Silvestre foi o #concílio #ecumênico de Nicéia, em 325, que definiu a divindade de Cristo. O curioso é que a assembleia foi convocado pelo próprio Constantino, o que mostra sua influência nos assuntos eclesiásticos. Foram elaborados ainda os de Arles e Ancira. São Silvestre foi um dos primeiros santos não-mártires cultuados pela Igreja. Ele é lembrado por promover a renovação do espírito e como protetor dos seguidores mais fiéis de Cristo.
Os feitos do santo do último dia do ano em defesa da #fé não param por aí. Com a ajuda do imperador, São Silvestre construiu as basílicas de São Pedro sobre o túmulo do apóstolo, a Lateranense – que se tornou a residência dos papas – e a de São Paulo.
Existem apenas três paróquias dedicadas a São Silvestre no Brasil. A maior delas está localizada no distrito de São Silvestre, que faz parte de Jacareí, no Vale do Paraíba (SP); as outras ficam em Viçosa (MG) e Maringá (PR)
Neste dia 31, a Igreja Católica celebra Jesus, Maria e José – a Sagrada Família de Nazaré!
Que possamos nos espelhar n’Ela para vivermos o dia-a-dia com a nossa.
Da Liturgia, gosto muito dessa Leitura: Eclesiástico 3,3-7.14-17 (abaixo):
“Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe. Quem honra o seu pai alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração quotidiana. Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros. Quem honra o seu pai terá alegria com seus próprios filhos; e, no dia em que orar, será atendido. Quem respeita o seu pai terá vida longa, e quem obedece ao pai é o consolo da sua mãe. Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com ele; não o humilhes em nenhum dos dias de sua vida: a caridade feita a teu pai não será esquecida, mas servirá para reparar os teus pecados e, na justiça, será para tua edificação.
Há certos momentos da nossa vida em que tudo parece dar errado. Nesses tempos de crise, de turbulência econômica, financeira, social e moral, tendemos a perder a esperança.
Cuidado! Abramos os olhos e o coração. Não podemos nos desesperar!
São muitos os intervalos da batalha em que deixamos nos levar. Pode ser por culpa do cansaço da luta, mas não podemos desistir. Levantemos a cabeça! Se apegue em algo ou em alguém.
Quando oscilo ou vacilo, busco a FÉ. Não que a abandone quando tudo está bem, mas me socorro à Força que vem do Alto!
Compartilho algumas mensagens revigorantes, de ânimo e de esperança:
1- Retirada da postagem no Facebook da amiga Maria Castilho de Andrade:
A respeito da Oração de Recolhimento, no livro “Intimidade Divina” do Padre Gabriel de Santa Maria Madalena, OCD,
De São João da Cruz (C 1, 8):
“Goza-te e alegra-te em teu interior recolhimento com Ele, pois o tens tão próximo! Aí O deseja, aí O adora, e não vás buscá-LO fora de ti, porque te distrairás e cansarás sem poder encontrá-LO… nem tê-LO mais perto do que dentro de ti.”
De Santa Teresa D’Ávila (Cm 28, 2):
“Por baixinho que fale, está Ele tão perto que o ouvirá. Para ir buscá-lo não precisa de asas: basta que se ponha em solidão e o contemple dentro de si.”
Bonito, não?
2- Retirada deste Blog na Postagem intitulada “Motivos para fazer valer a vida”:
Diante desses textos dos livros do “Provérbios” e da “Sabedoria”, extraio um lembrete de valorização da vida. Quando se sentir deprimido, cansado, cobrado ou desesperançoso, vale a pena dar uma lida!
Abaixo:
ODE À VIDA
Refleti sobre tudo,
e compreendi que os justos, os sábios e suas ações estão todos nas mãos de Deus.
O homem, por si só, não conhece nem o amor nem o ódio, embora tudo isso se desenvolva diante dele.
Tudo têm o mesmo destino,
Tanto o mau como o bom,
O puro e o impuro,
Quem se sacrifica e quem não se sacrifica (…).
Todos eles se dirigem para junto dos mortos.
Enquanto há vida, há esperança, porque é melhor um cão vivo do que um leão morto.
Portanto, vá!
Coma o seu pão com alegria e beba seu vinho com satisfação,
Porque com isso Deus mostra que é bondoso para você (…).
Goze a vida com a esposa que você ama, durante todos os dias da vida fugaz que Deus lhe dá.
Faça-o enquanto tem forças,
Porque no mundo dos mortos, para onde todos irão, não existe ação, pensamento ou ciência.
O mais veloz nem sempre vence a corrida, nem o mais forte vence a batalha.
O pão não é para os mais sábios, nem as riquezas para os mais inteligentes, nem o favor para os mais cultos, porque tudo depende do tempo e do acaso.
Além disso, o homem é como os peixes, que são pegos na rede!
Ou como os pássaros, que caem presos em arapucas.
Pois assim, da mesma forma, pode lhe cair a desgraça surpreendendo-o. (Prov 9, 1-12 c/ adapt).
Portanto, viva! Viva em abundância! Trabalhe, mas viva.
Preocupe-se, mas não se esqueça de viver. Olhe para a sua volta e agradeça por mais um dia de vida.
E, simplesmente, viva!
3- Salmo 37 (com adaptações):
TEMPORÁRIA A FELICIDADE DOS PERVERSOS
Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade.
Pois eles dentro em breve definharão como a relva e murcharão como a erva verde.
Confia no SENHOR e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade.
Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração.
Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará.
Fará sobressair a tua justiça como a luz e o teu direito, como o sol ao meio-dia.
Descansa no SENHOR e espera nele, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios.
Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal.
Porque os malfeitores serão exterminados, mas os que esperam no SENHOR possuirão a terra.
Mais um pouco de tempo, e já não existirá o ímpio; procurarás o seu lugar e não o acharás.
Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz.
Trama o ímpio contra o justo e contra ele ringe os dentes.
Rir-se-á dele o Senhor, pois vê estar-se aproximando o seu dia.
Os ímpios arrancam da espada e distendem o arco para abater o pobre e necessitado, para matar os que trilham o reto caminho.
A sua espada, porém, lhes traspassará o próprio coração, e os seus arcos serão espedaçados.
Mais vale o pouco do justo que a abundância de muitos ímpios.
Pois os braços dos ímpios serão quebrados, mas os justos, o SENHOR os sustém.
O SENHOR conhece os dias dos íntegros; a herança deles permanecerá para sempre.
Não serão envergonhados nos dias do mal e nos dias da fome se fartarão.
Mas o SENHOR não o deixará nas suas mãos, nem o condenará quando for julgado.
Vem do SENHOR a salvação dos justos;
O SENHOR os ajuda e os livra; livra-os dos ímpios e os salva, porque nele buscam refúgio.
4- Oração de Nossa Senhora Desatadora dos Nós
Maria, mãe de Jesus, interceda por nós a seu Filho, nosso único Deus e Senhor:
Virgem Maria, Mãe do Belo Amor,
Mãe que jamais deixa de vir em socorro a um filho aflito,
Mãe cujas mãos não param nunca de servir seus amados filhos, pois são movidas pelo amor divino e a imensa misericórdia que existem em teu coração, volta o teu olhar compassivo sobre mim e vê o emaranhado de nós que há em minha vida.
Tu bem conheces o meu desespero, a minha dor e o quanto estou amarrado por causa destes nós.
Maria, Mãe que Deus encarregou de desatar os nós da vida dos seus filhos, confio hoje a fita da minha vida em tuas mãos.
Ninguém, nem mesmo o maligno poderá tirá-la do teu precioso amparo.
Em tuas mãos não há nó que não poderá ser desfeito.
Mãe poderosa, por tua graça e teu poder intercessor junto a Teu Filho e Meu Libertador, Jesus, recebe hoje em tuas mãos este nó………
Peço-te que o desates para a glória de Deus, e por todo o sempre.
Vós sois a minha esperança.
Ó Senhora minha, sois a minha única consolação dada por Deus, a fortaleza das minhas débeis forças, a riqueza das minhas misérias, a liberdade, com Cristo, das minhas cadeias.
Ouve minha súplica.
Guarda-me, guia-me, protege-me, ó seguro refúgio!
Maria, Desatadora dos Nós, roga por mim.
5- De súplicas e ensinamentos diversos:
Extraído de Isaías 33, 2
“Ó Senhor Deus, tem compaixão de nós pois esperamos que nos ajudes.
Sê o nosso protetor todos os dias,
Sê o nosso Salvador em tempos de dificuldades.”
Extraído de Santa Teresa Benedita da Cruz:
“Quanto mais escuridão se faz ao nosso redor, mais devemos abrir o coração à Luz que vem do alto”.
Extraído do Evangelho de São João Batista 16,33:
“No mundo vocês vão sofrer, mas CORAGEM, eu venci o mundo”.
Após performance que rompeu a bolha dos jovens católicos, viralizou e gerou memes, DJ Zeton fará nova apresentação neste dia 25
DJ Zeton viralizou nas redes sociais Foto: DIVULGAÇÃO/DJ ZETON
Mesmo os católicos que frequentam a Paróquia Nossa Senhora das Graças, no Jardim Reimberg, zona sul de São Paulo, teriam dificuldade para saber quem é José Antônio da Silva Coelho. Mas basta falar em padre DJ Zeton, como ele é conhecido, e pronto: todo mundo sabe quem é.
No último dia 11, por conta de uma live promovida pelo canal católico de televisão Rede Vida em prol da Fazenda da Esperança, centro de recuperação de dependentes químicos em Guaratinguetá, interior paulista, esse insólito padre DJ ganhou as redes sociais.
“E você agora está aqui na Fazenda da Esperança com a balada santa”, disse ele, no evento. “E é um momento para ninguém ficar parado. É para todo mundo dançar. Descontração de Cristo. Balada santa!”
E assim teve início o putz-putz techno, com o padre no comando das pick-ups.
Ele abriu o set fazendo uma versão eletrônica da tradicional canção católica Reunidos Aqui — que fez muito sucesso na adaptação de padre Marcelo Rossi, lançada em 1998. Na plateia, freiras, outros padres e cantores cristãos que também se apresentaram na live batiam palmas. Visivelmente empolgado, Zeton emendou com uma releitura do hit Erguei as Mãos.
“Balada santa agita jovens do mundo inteiro dançando para Deus”, comentou ele. Sua performance evangelizadora rompeu a bolha dos jovens católicos, viralizou e gerou memes.
‘Viralizou. Viralizou. Repercutiu bastante, foi para meios não cristãos também’, diz Zeton Foto: Divulgação
À BBC News Brasil, o sacerdote conta que, quando o evento estava sendo preparado, cerca de um mês antes, estava “um pouco preocupado” sobre como seria sua participação. “Jamais imaginava que na hora que eu tocasse ia dar toda a reverberação que aconteceu”, afirma.
“Viralizou. Viralizou. Repercutiu bastante, foi para meios não cristãos também”, avalia Zeton. “Mas houve muita receptividade. Achei louvável o grau de receptividade. Lógico que sempre surgem críticas, zoação… Surgiram memes e eu lido muito bem com isso. Acho engraçado, dou risada.”
Entre os memes que mais bombaram, há montagens como se o padre estivesse discotecando hits de Pabllo Vittar e a música ‘Judas’, de Lady Gaga.
“Observei um rapaz, um garoto que estava falando [nas redes sociais] muita zoação com o vídeo porque colocaram uma música secular e ficou muito engraçado. Mas quando ele viu o vídeo original, ele disse que se arrependia de ter zoado tanto, que era tão bonito, ‘que padre ungido é esse’, ‘que coisa linda’, ‘eu me apaixonei por essa igreja'”, relata.
“Então é assim: evangeliza mesmo. E o intuito é esse”, prossegue. “Ir além das fronteiras, para evangelizar. A gente fica feliz por isso, vê que nosso trabalho está chegando ali onde está precisando chegar. E acredito que sim, que evangeliza até aqueles que não são do meio católico. A semente é lançada, às vezes a pessoa ri, mas depois fica curiosa e vai ver quem é esse padre.”
E ele faz questão de frisar que é um padre como qualquer outro. “Vivo minha vida sacerdotal com muito esmero e dedicação, celebro missa. Sou pároco”, explica.
O sucesso foi tanto que o DJ tem outra apresentação marcada para o próximo dia 25, no Natal, às 20h30, em mais uma live em prol da Fazenda da Esperança.
Antes de ingressar no seminário, José Antônio da Silva Coelho atendia pelo nome artístico de DJ Tony Simple Foto: Divulgação
Das boates do Rio para a balada santa
Antes de ingressar no seminário, José Antônio da Silva Coelho atendia pelo nome artístico de DJ Tony Simple. Nascido em Campos dos Goytacazes, no interior do Rio, ele começou a discotecar aos 16 anos — hoje ele tem 49 anos.
“Foi por curiosidade. Gostava de música eletrônica e era uma época em que nem existia direito computador nem nada”, recorda.
“Mas uma banda fazia uma música toda cheia de efeito, muito bem dançante, era a Sigue Sigue Sputnik [grupo britânico new wave criado em 1984]. Eu me atraí muito por aquele ritmo e tudo. Quando lá por fins dos anos 1980 foram surgindo músicas mais voltadas para esse ritmo, eu fui me encaixando ali, fui aprendendo a fazer mixagem, ouvindo programas de rádio…”
A estreia profissional foi numa boate de sua cidade natal. Ele passou a comandar o som nas domingueiras, como eram conhecidas as baladas de domingo.
“Acabou que engendrei uma carreira que perdurou uns nove, dez anos, até minha entrada no seminário”, diz ele. “Toquei em todas as boates famosas da cidade, algumas boates fora da cidade também, alguns lugares no Rio de Janeiro. Muitas festas, aniversários, casamentos, formaturas, festas particulares, festas temáticas. É, a gente badalou bastante, por longos períodos.”
Autodidata, ele comenta que aprendeu a ser DJ “perguntando aqui, perguntando ali” e “vendo como os outros faziam”.
José Antônio decidiu se tornar padre em 1999 Foto: Divulgação
Em 1999, decidiu se tornar padre. “Decisão, não”, corrige ele. “É uma vocação. Foi um grande chamado de Deus.”
Mudou-se para São Paulo e ingressou então no seminário da Fraternidade Jesus Salvador, na diocese de Santo Amaro. Ele conta que, nesse processo de conversão, achou por bem deixar todo o passado como DJ para trás.
“Abandonei tudo, larguei tudo: materiais, discos, tudo. Dei tudo e fui para o seminário”, lembra.
Mas o passado parecia persegui-lo. Logo no primeiro ano como seminarista, começou a trabalhar com jovens em uma paróquia da região. Nas conversas, eles comentaram que gostariam de ter uma discoteca na igreja.
“Já existiam músicas eletrônicas católicas. E aí eles descobriram que eu já tinha sido DJ. Pediram para eu tocar”, conta o padre.
Segundo ele, foi um evento bastante precário. Colocaram uma iluminação mambembe, conseguiram um aparelho de discotecagem “bem velhinho”. Para a molecada, funcionou — a festa começou à 19h30 e durou até meia-noite.
“Eu me senti numa situação muito complicada”, relembra Zeton. “Achava tudo muito parecido com o que eu tinha largado porque havia me convertido. Fiquei com muito medo. Medo de estar voltando para aquela vida, mesmo que tocando música cristã. Fui ficando com medo.”
Mas o sucesso da “cristoteca” foi grande e, estimulado pelos jovens e com sinal verde de seus superiores no seminário, não teve jeito: no ano seguinte os eventos passaram a ser encarados como um projeto evangelizador. Se já não era mais DJ Tony Simple há algum tempo, José Antônio da Silva Coelho agora estava se tornando o padre DJ Zeton.
‘Decisão, não’, corrige ele. ‘É uma vocação. Foi um grande chamado de Deus’ Foto: Divulgação
“Chamamos o projeto de balada santa e passamos a realizá-la de dois em dois meses. Eu ainda tinha uma briga interior muito grande sobre se deveria tocar ou não tocar, se isso era de Deus. Mas tinha o aval do meu reitor de seminário e isso foi se encorpando”, conta.
“No carnaval daquele ano, fizemos a balada santa dentro do retiro que promovemos para os jovens. Eu tinha medo, estava decidindo não fazer. Afinal, tinha entrado no seminário para me tornar padre, não para continuar como DJ.”
Ele conta que naquela época as baladas eram feitas no improviso, com “uns CDzinhos de algumas músicas que eu conseguia na época” e “até fita cassete”.
E as dúvidas sobre seguir ou não discotecando foram dissipadas ao mesmo tempo em que o sucesso vinha. Para Zeton, foi um sinal de Deus, que “queria mesmo que eu fosse para esse caminho”, quando numa noite ele viu na pista uma “dança muito sadia”.
“Eram velhinhas, freiras, seminaristas, padres, jovens, pais, crianças, todo mundo entrou na dança, em clima de muita paz, tranquilidade. Decidimos usar música eletrônica para evangelizar e isso deu muito certo”, entusiasma-se.
Zeton acredita que é possível usar seu talento musical para ‘atrair os jovens para a Igreja’ Foto: Divulgação
Nova evangelização
Zeton lembra os apelos do antigo papa João Paulo 2º (1920-2005) para justificar seu método diferente de evangelização. “Quando tudo começou, eram jovens querendo algo assim para se divertir, mas que fosse sadio. Eles não queriam ir para uma balada que tivesse drogas, bebidas. Queriam um lugar para dançar música conversando com Deus, mesmo que dançando. E ali eu fui enxergando que Deus queria isso”, afirma o padre.
“Até que me encontrei com a pregação do papa João Paulo 2º, que dizia que a gente deveria evangelizar com novos métodos, nova linguagem”, comenta. Cunhado pelo papa Paulo 6º (1897-1978) em exortação apostólica de 1975, o termo “nova evangelização” acabou sendo popularizado mesmo por João Paulo 2º.
“A evangelização ganhará toda sua energia se for um compromisso, não de reevangelizar, mas uma nova evangelização. Nova em seu ardor, métodos e expressão”, afirmou o papa em discurso a bispos latino-americanos em 1983.
Apelos semelhantes apareceriam em outros documentos de seu pontificado, como a encíclica ‘Redemptoris Missio’, de 1990, e a carta apostólica Tertio Millennio Adveniente, preparada para celebrar a chegada do ano 2000.
Zeton passou a acreditar que seria possível usar seu talento musical para “atrair os jovens para a Igreja”. “Isso não resolve a vida deles, mas começa a resolver”, afirma. “O feedback é muito grande, recebo muitos testemunhos.” Ele enumera casos de ex-dependentes químicos que hoje são músicos católicos e jovens que acabaram se tornando seminaristas. “Muitos gostam, muitos mesmo”, garante. “São tantas coisas boas, tantos fluidos bons que eu vejo que vem de cada jovem.”
De sua parte, ele diz que gosta de deixar claro que está na festa sempre como um sacerdote. Por isso não abre mão de vestir batina nesses eventos, “para passar mesmo que é um padre que está ali tocando e evangelizando”.
Legião
Na vida pessoal não são só hits cristãos que tocam no fone de ouvido do padre. Ele conta que é “bem eclético” na hora de relaxar. “Mesclo muito músicas católicas, mas gosto também de músicas seculares, como a gente chama. Músicas dance e flashback: sou apaixonado por músicas dos anos 80. Vivi muito essa época, foi toda a minha adolescência e juventude. Curto de tudo um pouco”, revela.
“Gosto de MPB, de um sambinha de raiz, gosto de música que tenha letra para refletir, que passe alguma mensagem”, conta. “Gosto do rock brasileiro dos anos 80. Sou apaixonado pela banda Legião Urbana. Curto Paralamas [do Sucesso], Titãs, Engenheiros do Hawaii, Biquini Cavadão, Capital Inicial, Barão Vermelho, curto tudo isso e escuto muito. Roupa Nova também. Gosto de Michael Jackson, essas coisas sadias de se ouvir. U2, Information Society… Gosto muito de música clássica, muito mesmo. Sou bem versátil no que escuto.”
Hoje é véspera de Natal, e os católicos do mundo inteiro esperam as celebrações onde durante a Eucaristia se relembrará de Nossa Senhora dando a luz ao Menino Jesus.
Assim, reservei um louvor à Maria feito em 2018, na Missa Solene na Capela Nossa Senhora Aparecida, na Fazenda Ermida (Celebração da Padroeira do Brasil – Momento da Coroação da Virgem Maria).
Canção: “Perfeito é quem te criou”.
Vídeo MUIIIITO BONITO com as crianças em:
O presépio montado com sua singeleza também deve ser publicado:
Puxa, que alegria ver o querido Padre Salathiel (que foi seminarista por muito tempo nas paróquias de Jundiaí, nos ajudou em alguns encontros da catequese da Crisma e hoje é sacerdote em Salto-SP) falando na Rádio Jovem Pan.
Bem maduro, com grande espiritualidade e ao mesmo tempo espirituoso no humor, foi entrevistado e falou sobre assuntos atuais dos nossos dias: fé, esperança, depressão e outros problemas sociais.
Apresentando como “Padre Salla”, contou ainda que está indo para uma missão na Roraima por… 3 anos!
Vale a pena assistir e matar a saudade de quem não o vê por algum tempo.
Um decreto de martírio do Papa Francisco pode ajudar na canonização do agora beato Rosario Livatino, um jovem juiz italiano assassinado por bandidos pertencentes a grupos mafiosos que ele condenava.
Será que teremos um Patrono dos Juízes “Honestos”(como se precisasse acrescentar esse termo nos dias atuais…)?
PAPA DECRETA QUE JUIZ ITALIANO ASSASSINADO PELA MÁFIA PODE SER BEATIFICADO
O papa Francisco decretou nesta terça-feira (22) que o juiz italiano Rosario Livatino, assassinado pela máfia na Sicília em 1990, é um mártir da fé e pode ser beatificado ou declarado como “abençoado”.
Livatino, que era um católico devoto, foi morto a tiros depois que um esquadrão da máfia forçou seu carro para fora da estrada enquanto ele dirigia por uma rodovia siciliana.
Conhecido como o “juiz moço”, já que parecia ter menos de 37 anos, Livatino liderou muitas investigações sobre a máfia numa época em que os clãs sicilianos estavam envolvidos em uma guerra total.
O decreto de martírio proposto pela Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano e aprovado pelo papa significa que não há necessidade de um milagre ser atribuído à intercessão de Livatino junto a Deus para que ele seja beatificado.
Um milagre deveria ser atribuído a Livatino para que ele fosse declarado santo.
A Igreja Católica Romana ensina que somente Deus realiza milagres, mas que os santos que se acredita estarem com Deus no céu intercedem em nome das pessoas que oram a eles. Um milagre é geralmente a cura inexplicável – do ponto de vista médico – de uma pessoa.
Uma Reflexão do Padre Zezinhoé precisa quanto às pessoas que servem na Igreja e, “por descuido espiritual”, deixam-se levar pelas vaidades:
“Quando a comunidade é cheia de solistas e carente de gente solidária, ela acaba em divisões incontornáveis. Nem poderia ser diferente. É o ‘Eu demais’ e ‘Deus de menos’.”
Conhece lugar assim? Cuidemo-nos, pois podemos nós mesmos agirmos de tal forma.
Aliás, a ilustração de São João Maria Vianney com seu ensinamento iluminado é perfeito! Abaixo:
Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem souber o autor, favor informar.
Um pastor no Ceará pregou durante um culto que a vacina chinesa Coronavac transmite câncer e aids. Questionado pelas provas e disseminação de Fake News, disse que “não afirmou essas coisas”, mas apenas… INFORMOU aos fiéis.
Não estamos vivendo um mundo “maluco” e irresponsável?
SEM PROVAS, PASTOR DIZ QUE CORONAVAC CAUSA CÂNCER E POSSUI HIV
Centros e promotorias do Ministério Público do Ceará (MPCE) solicitaram, nesta terça-feira (15), por meio de dois ofícios, que o pastor Davi Goés, do Ministério Canaã da Assembleia de Deus, em Fortaleza, seja responsabilizado civil e criminalmente por disseminar notícias falsas sobre a vacina chinesa CoronaVac. Em um vídeo que circula nas redes sociais, o religioso afirma que a vacina pode causar câncer e possui o HIV dentro dela.
O vídeo foi divulgado pela reportagem, mas foi retirado do ar, nesta quarta, pelo YouTube por “ferir a política de informações médicas relacionadas à COVID-19″.
Em entrevista ao Sistema Verdes Mares, o pastor declarou estar sendo vítima de Fake News proposital. “Alguém de muito má vontade alterou uma aula de 40 minutos em um vídeo sem os embasamentos que eu usei. Não afirmei nada, apenas informei à Igreja”, relatou.
Davi Góes cita matérias científicas internacionais que justificam a fala realizada durante o vídeo. O Pastor diz “ter feito uso de seu direito constitucional de liberdade de expressão, emitindo sua opinião pessoal, cabendo a cada um dos membros analisar e ponderar as informações repassadas, inclusive as científicas”.
A Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa), a quem o ofício da esfera civil enviado, confirmou o recebimento do ofício do Ministério Público e que, após análise do expediente, responderá a solicitação do órgão dentro de sua competência.
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“Muitas pessoas vão morrer de câncer, achando que foi câncer porque comeu alguma coisa, porque foi hereditário, porque tem família, por causa de um tumor, mas na verdade foi por causa da vacina. Depois que essa substância entrar no nosso organismo vai atingir o nosso DNA, um cientista francês disse que até HIV tem dentro dela”, disse o pastor no vídeo.
De acordo com o MPCE, a conduta do líder religioso fere a lei de contravenções penais sobre provocar alarde, anunciar desastre ou perigo inexistente, praticar ato capaz de produzir pânico ou tumulto além de descumprir uma lei estadual que responsabiliza quem dissemina notícias falsas relativas à pandemia de Covid-19 regulamentada em maio deste ano.
O MP afere também que o pastor cita, na ocasião em que foi filmado o vídeo, matéria científica vinculada em alguns portais e canais de vídeo da internet. O promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Cidadania (CAOCidadania), Enéas Romero de Vasconcelos, explica que o promotor titular que acatar o ofício da esfera criminal deve decidir, mas ainda sem previsão de data.
Em caso de responsabilização por contravenção, o acusado é punido com multa ou prisão que pode variar de 15 dias a seis meses.
Para Enéas, é preciso lembrar o papel social de cada um. “Se eu preciso de auxílio na saúde, devo procurar um médico. Se preciso de auxílio espiritual, procuro um pastor. Quem não sabe da área de outro, não fala”, defende.
“Se uma única pessoa ali presente na Igreja durante a gravação concordar com o dito por ele, deixar de se vacinar e ficar doente, isso é gravíssimo. É preciso ter muita responsabilidade. E acho que o pastor, antes de qualquer coisa, deveria se retratar, assumir. Não existe nenhuma evidência científica séria de que a vacina contra o Covid-19 altere DNA, ou transmita doenças”, conclui o promotor.
Para Caroline Parahyba, membro da Comissão de Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), mesmo que a fala tenha sido embasada, deve ser levada em consideração o ato de falar para muita gente, podendo influenciar negativamente pensamento coletivo a respeito da vacina.
Esse procedimento que se refere à esfera criminal foi elaborado pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Defesa da Cidadania, do Idoso, da Pessoa com Deficiência e da Saúde Pública (Caocidadania), Centro de Apoio Operacional Criminal (Caocrim) e pelas Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde.
O segundo ofício, encaminhado à Sesa, cita que a conduta do pastor fere a Lei Estadual nº 17.207/2020, regulamentada pelo Decreto 33.605, de 22 de maio de 2020 e que trata da responsabilização para quem dissemina notícias falsas relativas à pandemia.
O pastor afirma não ter recebido ainda nenhuma notificação oficial dos órgãos, e frisa que seus advogados cuidarão do assunto.