Copa do Mundo
– O Fim da Festa Futebolística.

Estão definidas as duas seleções que disputam amanhã a terceira colocação, bem como as duas que no domingo definem campeã e vice da Copa do Mundo de …
Continua em: O FIM DA FESTA FUTEBOLÍSTICA
– A perda de foco pelas Redes Sociais:
Os “extracampos” serão sempre um problema, em qualquer setor de atividade.
A fala do Roberto Carlos é precisa:

– Tudo sobre a escolha da arbitragem de Szymon Marciniak para Argentina x França (Final da Copa do Mundo 2022).
Para o confronto entre a Albiceleste vs Les Blues, arbitrará o seguinte “time de 11 árbitros”:
Árbitro Central: Szymon Marciniak (Polônia)
Bandeira 1: Pawel Sokolnicki (Polônia)
Bandeira 2: Tomasz Listkiewicz (Polônia)
4º árbitro: Ismail Elfath (EUA)
5º árbitro: Kathryn Nesbitt (EUA)
VAR (árbitro de vídeo): Tomasz Kwiatkowski (Polônia)
AVAR 1 (assistente do árbitro de vídeo): Juan Soto (Venezuela)
AVAR 2 / OVAR (bandeira para impedimento no vídeo): Kyle Atkins (EUA)
AVAR 3 / SVAR (suporte do VAR): Fernando Guerrero (México)
AVAR 4 / SBAVAR (substituto do AVAR): Corey Parker (EUA)
AVAR 5 / SBVAR (substituto do VAR): Bastian Dankert (Alemanha)
Marciniak (41 anos, 1,80 de altura, natural da cidade de Plock) e dedica-se exclusivamente à arbitragem. Trabalhou na Copa da Rússia 2018, apitando Argentina x Islândia e Alemanha x Suécia. Ele tem 20 anos de carreira, sendo 11 no quadro da FIFA. Destaque para a atuação positiva dele em Barcelona 3×3 Internazionale, pela UCL.
No Catar 2022, apitou França 2×1 Dinamarca e Argentina 2×1 Austrália, ambos jogos sem problemas. Por conhecer as duas equipes e ter sido bem discreto (além de competente), foi premiado com a final.
- Curiosidade 1) Em entrevista ao site português RefereeTip, Marciniak confessou que se tornou árbitro pois era jogador do Wisla Plock, e que ao ser expulso, discutiu com o juiz que o desafiou:
“Não concordei com a decisão do árbitro e disse-lhe com palavras irreproduzíveis… Disse-lhe que era um dos piores árbitros que já tinha visto na minha vida. E ele respondeu: ‘Tudo bem. Se acha que é um trabalho fácil, então tente fazê-lo”, explicou Marciniak, que… aceitou o desafio e entrou na Escola de Arbitragem duas semanas depois.”
- Curiosidade 2) O bandeira 2 é filho de Michał Listkiewicz, que foi bandeira 2 na final da Copa de 1990, entre Alemanha 1×0 Argentina, na Itália.
Foto extraída da Federação Polonesa de Futebol: https://www.pzpn.pl/federacja/aktualnosci/2022-12-15/szymon-marciniak-poprowadzi-final-mistrzostw-swiata
– Szymon Marciniak apitará a Final da Copa do Catar 2022.
ACERTAMOS!
Conforme falamos no começo da semana, analisando rendimento e política, o polonês Szymon Marciniak apitará a final da Copa!
Tá escrito aqui desde o começo da semana, e como 1a opção: https://professorrafaelporcari.com/2022/12/13/e-o-arbitro-da-final-da-copa-do-mundo-sera-e-as-selecoes/
Deveria ter apostado… rsrs
Amanhã escrevemos um pouco mais sobre ele.
Imagem extraída de: https://twitter.com/realmadrid/status/1462858427223396355?lang=th
– Argentina x França decidirão a Copa de 2026. Quem é o favorito?
Lionel Scaloni, jovem e estudioso treinador, fez os hermanos engatarem na Copa, após perderem para a Arábia Saudita.
Didier Deschamps, treinador francês, perdeu vários atletas, em especial Karin Benzema. E o time parece nem sentir falta…
Para mim, a Seleção da França é melhor em material humano e em bola jogada. E tem Mbappé, que é espetacular – e por isso possui (claro que é um número simbólico) 51% de favoritismo para a vitória. A Argentina é bem treinada, mas em qualidade individual, perde para o adversário. Entretanto… Messi joga, e ele é de outro mundo (e além do talento, está com a garra de Maradona): por isso, as chances de título dos nossos vizinhos é de 49%.
Quem ganha a Copa para você?
Atualizando: Especula-se Benzema no jogo final. Será? Eu acho que os demais jogadores da França podem não gostar…

Imagem extraída de: https://www.goal.com/br/listas/os-jogos-entre-argentina-e-franca-na-historia-da-copa-do-mundo/bltc3e7ec2da0e354c5
– Não somos os Globetrotters do futebol!
Muitas vezes, a arrogância de alguns de nós (ou de bastante gente) faz com que imaginemos que a Seleção Brasileira seja o Dream Team do Basquetebol dos EUA. Não somos, e falamos sobre isso em: https://professorrafaelporcari.com/2022/12/14/a-soberba-do-torcedor-brasileiro-tem-reflexo-na-selecao/
Algumas considerações sobre essa soberba, em: https://youtu.be/x1D1P6wmlwk
– A soberba do torcedor brasileiro tem reflexo na Seleção?
Claro que depois de uma eliminação de Copa do Mundo, existe uma (contestável) “Caça às Bruxas”. Partindo do torcedor popular, de alguns jornalistas e até mesmo da cartolagem, um “culpado” tem que ser encontrado.
Mas cá entre nós: isso não acontece por quê, de maneira iludida, os brasileiros mais aficcionados acham que a Seleção Brasileira tem obrigação de ganhar cada Mundial que disputa?
Que soberba! Uma só equipe vence a Copa, e há outros bons jogadores, bons treinadores e bons conjuntos (e muitas vezes, os jogadores do nosso selecionado não se dão conta disso). Seja por um time “que encaixa” por um mês ou por um trabalho de longo prazo, alguém vencerá e todos os demais irão mais cedo para casa.
A Seleção Brasileira de Futebol Masculino NÃO É a Seleção Norte-Americana de Basquetebol (o famoso Dream Team), mas muitos pensam que é. O mais perfeito “Escrete Canarinho” (adoro usar esse termo) foi o de 1970, que tinha Pelé, Tostão, Rivelino, Gerson, Carlos Alberto… mas que foi vaiado em 1969 no Maracanã!
Precisamos entender que há outros ótimos adversários. A Argentina tem uma seleção de muitos atletas bons e alguns comuns, mas tem MESSI, que é alguém fora do normal. Não adianta cobrar que Neymar tenha a qualidade de futebol e o mesmo comportamento do argentino. Aliás, Lionel Messi faz a diferença em campo, assim como o treinador Lionel Scaloni fez fora das quatro linhas: sem ser “paparicado”, houve a humildade do técnico hermano em treinar esquemas alternativos e estudar a fundo o rival, mudando seu jeito de jogar conforme o adversário. É difícil para nós, brasileiros, reconhecermos tudo isso?
Quer outra soberba? A história de que somos o país do futebol. Compare:
O Brasil tem 214 milhões de habitantes, e 5 títulos mundiais. A Alemanha tem 83 milhões e 4 títulos. A Itália tem 59 mi e 4 títulos. O Uruguai tem 3,5 milhões e 2 Copas vencidas!
É claro que “quantidade de gente” não significa “quantidade de títulos”, caso contrário, a China e a Índia estariam entre os finalistas por sua população bilionária. Mas para os países com “cultura de futebol”, isso é relevante. Em proporção, nossos rivais fizeram mais do que a gente.
Outro dado enganoso: o de termos participado de todas as Copas (como se fosse mérito e diferencial para ganhar Copa)! Em 1950, muitos países abriram mão da Copa devido à 2ª Guerra, outros acharam que era longe demais e algumas equipes nem se interessaram. Aliás, lembremos que os primeiros mundiais eram por convites. E não nos esqueçamos: em 1962 tivemos o “passito” de Nilton Santos contra a Espanha, na não marcação de um pênalti, além da polêmica da escalação de Garrincha na final (ele houvera sido expulso na semi…). Em 2002, se tivéssemos VAR, o pênalti de Luizão contra a Turquia seria falta fora da área e o gol da Bélgica validado. Mas há quem não tenha a humildade de entender tudo isso.
Na história do futebol, a Hungria de Puskas revolucionou e quebrou a hegemonia inglesa de não perder por décadas em Wembley por inventar o… aquecimento! E por muitos anos aquele time encantou, mas nada ganhou. Em 74 e 78, a maravilhosa Holanda de Cruyff fez outra revolução, e nada ganhou também. Quem vem se destacando, queiramos ou não, é a França, que se juntou aos “grandões históricos”. Tudo isso para dizer: o futebol vai mudando, e as potências são cíclicas. Especialmente com o advento da Globalização! Os grandes clubes europeus, ricos e bem estruturados, MATARAM boa parte dos clubes sulamericanos, que se transformaram de “rivais” para meros “fornecedores de pé-de-obra”. E com isso se tornaram empresas multinacionais, com jogadores de toda parte do mundo, compartilhando conhecimento pelo intercâmbio e disseminando futebol. Isso explica a evolução de equipes outrora subestimadas, e permite resultados “surpreendentes”: o Japão evoluindo, o Marrocos chegando bem mais à frente do que de costume, a Croácia alcançando uma 3ª semifinal em pouco tempo…
Por fim: menos passionalidade! Se o jogo Brasil x Croácia acabasse aos 114m (1×0), ninguém estaria tripudiando Tite e os jogadores como agora (não que estivesse tudo perfeito, mas o superdimensionamento passional assusta). Um gol sofrido mudou tudo. Comentários em cima de placar ou de… trabalho?
Aceitemos: os “bobos do futebol” diminuíram bastante, e se tornará bobo quem não acompanhar a evolução e entender esse fenômeno global.
Foto de 2014, extraída de Extra.com.br, por Marcelo Theobald (Não aprendemos nada com o 7×1?)
– Pitacos e Dúvidas sobre a Seleção Brasileira, depois da eliminação.
Faz tempo que estou a fim de escrever sobre isso: a Seleção Brasileira não aprende com os erros do passado?
Em 1998, perdemos a Copa e a polêmica foi: o acesso das famílias à concentração, as ligações de familiares de Ronaldo Nazário (da mansão que alugou para ela ao vestiário) e a falta de isolamento.
Em 2002, Felipão se fechou com um grupo e ganhou.
Em 2006, perdemos e a culpada foi: a farra de Weggis, que fez o “quarteto-mágico” sucumbir.
Em 2010, perdemos, e a culpa foi do “Dunga, que tentou imitar o Felipão” mas criou uma Seleção antipática (para alguns, arrogantes).
Em 2014, perdemos, e a culpa foi dos métodos de Felipão / falta de profissionais, como psicólogos e afins.
Em 2018, perdemos e o “culpado” foi Neymar e a sua prática do “cai-cai“, dividindo a “culpa” com o próprio Tite.
Em 2022… a culpa foi… do time que desceu ao ataque estando ganhando de 1×0? Da falta de variação tática do Tite? Da soberba em achar que iria ganhar a Copa?
Talvez um mix de tudo isso. Mas me irrita o seguinte: o ataque da Seleção parecia de um grupo de jogadores infantilizados, imaturos e despreparados. E olhe que todos são jogadores que jogam em time grande e têm experiência internacional…
A questão é: faltou seriedade dos atacantes brasileiros?
Em 2022, tínhamos atacantes que gostavam de “farrear”, mas dentro de campo, eram maduros e buscavam o gol. As fintas aconteciam objetivamente, nada de “pentear a bola” desnecessariamente.
O quem, de fato, aconteceu preponderantemente para a eliminação do Brasil?
Foto: AFP
– Pra quê a pressa de procurar um técnico para a Seleção?
Diniz? Mano? Dorival?
Abel Ferreira? Jorge Jesus? Ancelotti?
Sei lá. Só sei que a Seleção Brasileira foi eliminada “ontem” e se quer um treinador para assumir a vaga de Tite “amanhã“. Pra quê tal pressa?
Quando se toma uma decisão “com o frescor das emoções”, pode não ser a melhor. Calma!
Parece a situação em que o Flamengo ou o Corinthians estão no meio do campeonato, perdem o treinador e nos próximos dias têm um clássico importante contra o Fluminense ou o Palmeiras, e precisam ter um nome no banco. Não é essa a realidade da CBF!
Espere alguns dias, estude-se os nomes, mantenha a sobriedade. Estamos há muito tempo de qualquer competição oficial.
Arte extraída de CBF.com
– O que vi na arbitragem da Copa até agora?
Não fale dos árbitros brasileiros para os ingleses!
Depois de Raphael Claus apitar Inglaterra 6×2 Irã (foi o jogo onde ele deu nos dois tempos 24 minutos de acréscimos, e em uma partida fácil para se arbitrar, foi questionado pelo English Team por não marcar um pênalti no começo do jogo), os ingleses viram Wilton Pereira Sampaio apitar Inglaterra 1×2 França, com queixas (em: https://wp.me/p55Mu0-39W).
Mas essa foi a toada da Copa, de arbitragens contestadas?
Não! Tivemos até agora um Mundial de bons jogos arbitrados, de um ou outro lance discutível, de poucos erros (e quando eles surgiram, de árbitros onde os países não têm campeonato forte – como os erros dos VARs do Canadá ou da Argélia). Dos países com campeonatos fortes, muito boa arbitragem de Daniel Siebert (ALE), Clemente Turpin (FRA), Daniele Orsato (ITA), Antônio Mateu (ESP), Michael Oliver (ING), além de outros nomes como Szymon Marciniak (POL) e Dany Makellie (HOL). Wilton Sampaio, esquecendo sábado, estava entre esses bons nomes.
Repare que tivemos pouquíssimas expulsões por lances de jogo brusco grave na Copa (os atletas estão colaborando e a arbitragem preventiva funcionando). Depois de um exagero nos tempos de acréscimos, a coisa está voltando à normalidade (a FIFA quer tempo de bola rolando ao máximo). Além disso, reparemos na atenção máxima dos árbitros nos lances de choque de cabeça.
O ponto principal: não vemos o uso desregrado do VAR, nem sua função protagonista, casos comuns no Brasil; tampouco os lances de bola de “queimada” virarem pênaltis. Inúmeros lances de mão involuntária que aqui viram equivocadamente pênalti por movimento antinatural, lá não são marcados. Com um detalhe: comentaristas de arbitragem que concordavam no Brasileirão com os pênaltis errados, mudaram seu discurso também…
Especificamente, sobre o Wilton Sampaio: ele vivia com atuações irregulares no Campeonato Brasileiro, e sua convocação para a Copa do Mundo o fez ter confiança! É isso que o fez ir tão bem nos 3 primeiros jogos: transmitia segurança aos atletas (sobre esse novo Wilton, abordamos aqui: https://wp.me/p55Mu0-31M). Entretanto, há 35 dias, não nos esqueçamos do lance relevante de Ituano x Vasco da Gama… (em https://wp.me/p55Mu0-37A). Essa mesma irregularidade foi o que complicou a arbitragem do brasileiro, no último jogo: a demonstração de vacilo no lance de Harry Kane.
Enfim: vida que segue para a arbitragem. Lamento apenas que 3 árbitras (a francesa, a africana e a japonesa) tenham ido à Copa e somente Sthepanie Frappart tenha apitado um único jogo. Todas as outras escaladas foram como coadjuvantes…
Não sei de quem é a autoria dessa foto do jogador inglês fazendo uma careta de susto para o Wilton Pereira Sampaio, mas não foi para tudo isso também:
– “Solidarizando” com Hernanes.
Dias atrás, “Hernanes Profeta”, ex-SPFC, viralizou por sugerir que a Copa de 2022 seria conquistada pelo Brasil pelas coincidências dos números. Dê um Google e veja que confusa relação feita por ele.
Eu não tenho superstição alguma, mas para “consolar” Hernanes, já aparecem os culpados: não são os números, mas as letras!
Olhe aí abaixo o que já descobriram… que a Seleção não enfrente a Dinamarca em 2026 nos mata-matas!
Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.
– Que pena, Wilton.
A Inglaterra reclamará do lance contra a França: pela primeira câmera, falta fora da área. Pela segunda, me parece dentro.
O certo é: lance para cartão amarelo e algo a se marcar. E o Wilton Pereira Sampaio nada deu…
Na ânsia de não ser o Wilton da CBF e manter-se o Wilton da FIFA, deixou de marcar até o que foi! Errou o árbitro.
– Que gesto! Aplaudamos o carinho de Neymar.
Você pode reclamar de várias coisas do Neymar, mas não da atenção dele aos fãs.
Após o jogo em que o Brasil foi eliminado, dentro de campo, triste, o jogador viu um garotinho croata invadir o campo, e um segurança o interpelou. Neymar foi lá e deu o que o pequeno fã queria: um abraço!
Claro que naquele momento, o próprio Ney queria ser abraçado… mas fica o cumprimento pela paciência em acolher um admirador (que vestia a camisa do algoz) para abraça-lo!
(em tempo, o menino é Leo Perisic, filho do adversário)
– A pergunta que perturbará Tite!
Com pesar, Tite ouvirá a vida inteira: “sabendo que a lista de batedores de pênaltis não é mais pré-definida (e que pode mudar a qualquer momento), por quê colocou Neymar para ser o último batedor, e não antes, sabendo da chance de não chegar ao último penal?”
Para mim, esse foi o grande erro de Tite na Copa. Talvez o único equívoco! Do resto, não vejo nenhum fantasma ou coisa absurda. E lembrando: no Holanda x Argentina, Messi foi o primeiro batedor…
– A eliminação do Brasil, arbitragem e pênalti não batido.
Dois minutos de resenha, em: https://youtu.be/aYRyOednADI
– Boa sugestão!
A FIFA já ganhou muito dinheiro com a escolhida da sede no país do Emir. Sendo assim, que tal uma final inusitada?
Abaixo:

– Liquidando produtos do Hexa!
Faz mais ou menos uma hora que o Brasil foi eliminado da Copa do Mundo. Acabei de passar em uma loja de utilidades, e me deparei com os produtos fazendo alusão à Seleção já sendo retirados das prateleiras.

A liquidação da Copa já começou.. é queima de mercadoria mesmo.

– No Holanda x Argentina, Paredes ficou “de graça” em campo.
#HOL X #ARG – Paredes deveria ser expulso. Deu “pra pegar” no adversário, e depois chutou a bola indisciplinadamente contra o banco holandês.
No mínimo, Cartão Amarelo seguido do Segundo Amarelo. Vacilou o juizão.

– Análise da Arbitragem de Croácia 1 (4)x(2) 1 Brasil.
Em um jogo faltoso (CRO 15×13 BRA no tempo normal, e CRO 22×24 BRA nos 120 minutos – primeiro jogo em que o Brasil comete mais infrações do que o adversário), e sendo também a primeira vez que a Seleção Brasileira toma mais cartões do que o oponente neste Mundial (CRO 2×3 BRA), boa arbitragem do árbitro inglês Michael Oliver (e eu nunca tinha reparado na semelhança física dele com o senador Flávio Bolsonaro…).
Deixando o jogo correr, praticamente não tivemos polêmicas, embora tenha sido um jogo chato para se apitar. Duas situações mais discutidas: uma bola que bate involuntariamente na mão de um defensor croata (não foi pênalti, mas no Brasileirão algum VAR protagonista ficaria meia hora no áudio sugerindo a cal…) e a simulação de Antony, que sofre um contato físico e salta. Em ambas, o árbitro nada marcou.
Um momento crítico da arbitragem (e foi a exceção) aconteceu entre o segundo e o terceiro minuto da prorrogação: faltas claras em Paquetá e em Antony, ambas não marcadas. Creio que, por outras situações do jogo, em dúvida o árbitro não marcou (ou até mesmo, sem dúvida, não deu de propósito).
Em tempo: que belíssimo gol de Neymar, ele chutou “com raiva” para o gol após ótimo drible no goleiro. A Seleção, quer queiramos ou não, é muito dependente do “Menino Nem”.
Até 2026 na Copa da América do Norte, Brasil.

Imagem extraída de CNN.com
– Quem é Michael Oliver, juizão de Brasil x Croácia?
Já escrevemos do árbitro de hoje em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/12/08/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-croacia-x-brasil/
Em vídeo, um pouco mais do “árbitro bem mais pago do mundo”, em: https://youtu.be/FM6zsREII0E
– Parabéns, Wilton (e não é post repetitivo).
Já escrevi em outras oportunidades: Wilton Sampaio está apitando muito bem na Copa do Mundo, se impondo e rezando na cartilha da FIFA. Excelente!
Confiante, é um Wilton diferente daqui, de atuações irregulares. Quem se lembra de Botafogo x São Paulo, pelo Brasileirão-22? Não teve jogo…
Sem a preocupação de veto, com um comportamento diferente dos atletas, e bem confiante, está fazendo uma excelente Copa do Mundo.
Ontem abordamos: para o confronto dos dois gigantes sulamericanos (Brasil x Croácia e Argentina x Holanda), dois árbitros europeus (Mateu-ESP e Oliver-ING). E para os jogos dos grandes europeus nos dias seguintes (Portugal x Marrocos e Inglaterra x França), dois sulamericanos (Sampaio-BRA e Tello-ARG). Acabou a escala “por neutralidade de continente”, só por mérito.
A questão é: quando a seleção do país avança para a semifinal, o árbitro daquela nação volta para casa. Uma pena, pois acho que a final será Brasil x França.
Aliás… há 1 ano, um xarope me mandou estudar quando disse que o Brasil avançaria bem na Copa e que venceria Sérvia e Suíça. Tô aguardando ele pedir desculpas…
– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Croácia x Brasil.
Para o confronto entre o Escrete Canarinho x os Vatrenis, arbitrará o seguinte octeto:
Árbitro: Michael Oliver (Inglaterra)
Bandeira 1: Stuart Burt (Inglaterra)
Bandeira 2: Gary Beswick (Inglaterra)
4º árbitro: Mustapha Ghorbal (Argélia)
VAR (árbitro de vídeo): Pol Van Boekel (Holanda)
AVAR 1 (bandeira de vídeo): Massimiliano Irrati (Itália)
AVAR 2 (bandeira para impedimento no vídeo): Kathryn Nesbitt (EUA)
AVAR 3 (assistente p/ suporte): Juan Soto (Venezuela)
Acabou a preocupação da FIFA em escalar árbitros de continentes “neutros” nas partidas, como estava fazendo até então. Por exemplo, Brasil (Conmebol) x Suíça (UEFA) apitou árbitro de El Salvador (CONCACAF). Agora, entram somente os melhores, independente da sua confederação (vide Holanda x Argentina, com o espanhol Mateu no comando da arbitragem).
O inglês Michael Oliver, natural da pequena cidade de Ashington, é um dos mais respeitados da Europa, e veja alguns dados: ele tem 37 anos, e apita desde os 25 na Premier League. Está no quadro da FIFA há 10 anos, sendo que apitou mais de 500 jogos profissionais na Inglaterra (330 somente na PL). Nesta Copa, apitou Japão 0x1 Costa Rica e Arábia Saudita 1×2 México, sem qualquer problema.
Como característica (marcante na maioria dos árbitros ingleses), deixa o jogo correr bastante e permite o contato físico. Porém, Michael Oliver destoa dos seus demais colegas por não tolerar indisciplina (ele tem um alto número de cartões por esse motivo, tanto amarelos quanto vermelhos).
Curiosidade: Michael Oliver é o mais bem pago árbitro da Inglaterra (lá, o árbitro é profissional), recebendo (pasmem) um contrato de 200.000 libras / ano para apitar, além de um adicional de 1.500 libras por jogo (a libra está valendo mais de R$ 6,00…).
Creio em um bom jogo, além de uma ótima arbitragem.
Foto extraída de Getty Images.
– O excesso do Politicamente Correto com o… gato da Seleção!
Há excessos em todos os setores da sociedade (sem exceção). Um exemplo:
Um gato invadiu a entrevista oficial dos jogadores da Seleção Brasileira. Um membro da Comissão Técnica o tirou da mesa e o mandou embora, cuidadosamente. Mas… ativistas dos direitos animais criticaram o cidadão por maus tratos!
Eu tenho gato e cachorro em casa, e não vi nada de errado da cena. Entretanto, precisou-se que o Conselho Regional de Medicina Veterinária se pronunciasse, a fim de que garantisse que não houve violência ao bichano e não se cancelasse o profissional.
Que coisa…

– Pitacos da Manhã / Madrugada 2: Van Gaal.
Louis Van Gaal, treinador da Holanda, fez um excelente trabalho no Barcelona. Mas Rivaldo, que jogou com ele naquela época, o detesta… (já disse isso publicamente).
Agora, o argentino Di Maria disse que o holandês foi o pior treinador com quem ele já trabalhou. É mole?
O que acontece com Van Gaal? É só questão de relacionamento com sul-americanos? A propósito: reza a lenda que ele não gosta de trabalhar com brasileiros…

Imagem extraída de: Alex Grimm/Getty Image
– Cadê as escalas dos árbitros das 4ªs de finais da Copa?
Agora: quase 5ª feira no Catar, e nada das escalas dos jogaços de 6ª…
Antigamente, se trocava árbitro mesmo depois de escalado (a AFA que o diga em 2014, sacando o sueco e colocando o italiano para apitar).
Será que o componente político pesará, ou a dupla Bussaca e Colina terá “carta branca”?
ATUALIZANDO: o espanhol apita o Jogo da Argentina e o Inglês o do Brasil.– Ter poupado na Copa, fez bem!
França, Brasil e Portugal pouparam suas equipes na terceira rodada da Copa do Mundo (alguns mais, como o Escrete Canarinho, outros menos, como nossa Pátria Mãe Lusa).
Na primeira eliminatória (oitavas-de-final), justamente essas 3 seleções conseguiram placares mais elásticos e, curiosamente, foram muito bem contra adversários que tiveram que dar o máximo na última perna da fase 1 (já que não estavam classificados e não puderam poupar).
Tite, criticados por alguns por poupar contra Camarões, deve estar se confortando com esse fato…
– Fernando Santos: de Besta a Bestial!
Corajoso, o treinador de Portugal sacou Cristiano Ronaldo e fez o astro ficar no banco de reservas. Em seu lugar, colocou o jovem Gonçalo!
Depois de ser criticado… eis que o atacante novato marcou 3 gols e todos aplaudiram a decisão.
De 8 a 80, as coisas mudam demais!
– Bye, bye, Espanha.
Luís Henrique, o fanfarrão!
Suas palavras dizem muito…
A geração espanhola de hoje pode ser para 2026, mas não para 2022. Eliminada por Marrocos.

– A liderança de Tite, demonstrada pelos atletas.
Insisto: Tite é um grande gestor de grupo!
A felicidade do Weverton entrando em campo mostra isso. Ao colocar todos os atletas para jogarem a Copa (e isso não é desrespeito algum ao adversário), permite que os reservas possam curtir esse momento, doando-se inteiramente.

Imagem extraída do Twitter de “Futebol da zoação”.
– Hajime Moriyasu, o treinador respeitado e respeitador.
Roda o mundo a imagem do treinador da Seleção Japonesa, Hajime Moriyasu, cumprimentando os torcedores após a derrota contra a Croácia. Algo corriqueiro para eles, não tão comum para nós. Afinal, o reconhecimento dos fãs pelo trabalho do técnico e o reconhecimento do mesmo pelo carinho demonstrado, não costuma ser uma via de mão recíproca no Brasil.
No Japão, aquele que está à frente de um grupo sempre é respeitado e demonstra ser respeitador: um professor, um chefe ou qualquer outro cargo de liderança. É questão de cultura.
Limpar a sujeira produzida no estádio pela torcida, organizar o vestiário por parte dos atletas, ou outro gesto de organização e respeito, também são hábitos culturais que precisamos aprender…
Imagem extraída de: Getty Images, em: https://www.goal.com/en-in/news/tragedy-to-ecstacy-japan-coach-hajime-moriyasu-redemption-in-doha-after-stunning-win-over-spain/blt6987d38a94dd413f
– Momento de corte.
– Suíça e Sérvia? Cadê?
E pensar que tinha xarope ofendendo o outro porquê dizia que “Suíça e Sérvia” seriam dificílimos na Copa…
Brasil e Portugal que o digam!
– O excelente comentário de Luís Castro a Roy Keane, o chato:
Disse o irlandês Roy Keane ao canal britânico ITV (ele comenta a Copa do Mundo nessa emissora) sobre os gols brasileiros serem comemorados com dança:
“Eu não consigo acreditar no que vejo. Nunca vi tanta dança. É como assistir ao Strictly [Come Dancing, espécie de Dança dos Famosos]. (…) Eu sei que tem o ponto da cultura, mas acho realmente desrespeitoso com o adversário. São quatro (gols) e eles fazem toda vez. A primeira dancinha ou seja lá o que façam, tudo bem. E então o técnico se envolve. Não fico feliz com isso. Não acho isso nada bom“.
Não me consta que o ex-jogador e atual comentarista Roy Keane tenha sido um atleta exemplar, defensor do Fair Play e engajado em causas politicamente corretas (aliás, quando jogava, ele “quebrou” com um pontapé violento Alf-Inge Haaland – o pai do atual atacante do Manchester City – que teve que encerrar a carreira). E ainda reclama de uma dancinha de comemoração de gol. Que cara chato!
Vamos lá: qual o problema em comemorar seu gol numa Copa do Mundo dançando? É o momento de extravasar! Sem ter ofendido ninguém, tudo bem.
Não houve deboche ao adversário, houve festa de quem conseguiu seu objetivo! E aqui vai um ponto positivo a Tite: um gestor de grupo que sabe demonstrar aos seus liderados que confia neles (todos os jogadores convocados entraram em campo, além da própria dança realizada). O treinador soube ser elegante quando questionado, defendendo a comemoração e diplomaticamente não atacando Roy Keane. Foi excelente! Aliás, participando dela, Tite se mostrou um líder participativo e carismático.
Pela lógica do reclamante: quando sair o gol, que o atleta grite: “Viva, que desenlace bem afortunado da nossa jogada”; que os seus companheiros aplaudam polidamente o marcador do tento; que os torcedores levantem-se e possam saudar educadamente o acontecimento, e que todos se policiem em não proferir palavrões! Ah, e não nos esqueçamos: que o artilheiro vá até o goleiro e peça desculpas pelo gol obtido, que prejudica o trabalho do adversário.
Claro que todo o país tem a sua cultura e ela deve ser respeitada. A Seleção Brasileira, ao dançar, não desrespeita ninguém (é até uma bobagem insistir nesse tema). A Seleção Inglesa, mais séria, pensa diferente. Mas… será que no seu íntimo, Roy Kaine não queria se confraternizar como os brazucas fazem?
Quando você não consegue namorar a moça bonita que tanto sonhou, desdenha dela e vê defeito. Talvez seja isso…
Começo a torcer para um Brasil x Inglaterra nesse Mundial! E que a próxima música seja um Chorinho ao rival.
Em tempo: sensacional o comentário do treinador do Botafogo FR, Luís Castro, que está no Reino Unido com o Fogão (empatou com o Crystal Palace em amistoso por 0x0) e que foi entrevistado pelo Sportv:
A primeira coisa que faço quando chego a um país é observar a cultura do país. Roy Keane não percebe a cultura do futebol brasileiro, da Seleção Brasileira, então se pronuncia de forma deselegante. Todos nós sabemos que não é desrespeito, é uma grande união entre treinador e jogadores, um conjunto de sinergias que pode catapultar a grandes conquistas. Ficaria muito admirado se Tite ficasse quieto, não comemorasse e os jogadores não passassem confiança. Todo o povo brasileiro estaria preocupado. Agora, isso (a comemoração) deixa muito otimista todos que gostam da Seleção Brasileira. Roy Keane não entende a cultura do país. Quando cheguei aqui, quis entender a cultura do Brasil e do Botafogo, para me adaptar o mais rapidamente. Quando cheguei ao Oriente Médio e a Kiev, fiz ao mesmo. É algo que não deve perturbar minimamente o mundo do futebol, porque o Roy Keane nos habituou a manifestações pouco elegantes e até muito arrogantes. É mais uma que faz ao longo da sua carreira.

Imagem extraída de: Shaun Botterill Collection Getty Images Sport













