– Design Inteligente, Papas e Revista

A Revista Época (em uma edição de 2014) trouxe uma matéria sobre aqueles que defendem o “Design Inteligente” na Criação. É um movimento que fala sobre a Formatação do Mundo por obra planejada, não desordenada e desejada. Ou seja, que por trás de tudo o que existe no Universo, há uma força maior responsável que o desenhou. Os cristãos acreditam que foi o Pai; os esotéricos, as forças cósmicas; enfim, algo ou Alguém por trás.

Porém, a reportagem da revista ironizou dizendo “que não poderíamos levar muito a sério” tal corrente de pensamento.

Por quê não? Cientista não pode ter fé? O ateísmo é condição “sine qua non” para a comunidade científica?

Bobagem.

Ciência e Religião ainda são taxadas como inimigas?

Há séculos, foram notórios os conflitos entre estudiosos e religiosos. Mas hoje, ao contrário!

O falecido Papa João Paulo II, no começo do seu pontificado, proclamava a belíssima encíclica de que “a Fé e a Razão são duas asas que nos elevam para o Céu”. Em 1996, declarou que:

A Teoria da Evolução das Espécies era mais do que uma hipótese”.

Isso não impede que o Livro do Gênesis deixe de ser respeitado, já que é uma versão poética inspirada à luz do Espírito Santo sobre a Criação do Mundo, mostrando que tudo foi formado por Deus a seu tempo, mostrando por Adão e Eva (referindo-se aos primeiros homens e mulheres) como o pecado entrou na humanidade.

Já o Papa Emérito Bento XVI demonstrou muita simpatia ao declarar que:

O Design Inteligente sustenta a evolução, já que a idéia de que a seleção natural por si só é insuficiente para explicar a complexidade do mundo”.

Seu mais próximo auxiliar, o Cardeal Schoenborn, em 2005, foi perfeito em sua objetiva mensagem, a qual comungo, escrevendo que:

A evolução no sentido da ancestralidade comum pode ser verdade, mas a evolução no sentido neo-darwinista – um processo não planejado e sem guia – não é”.

Recentemente, o Papa Francisco declarou que:

Deus não usa uma varinha mágica capaz de fazer tudo (…) Ele criou os seres humanos e deixou que eles se desenvolvessem de acordo com as leis internas que ele deu a cada um para que eles cheguem ao seu cumprimento. O Big Bang, que hoje temos como a origem do mundo, não contradiz a intervenção do Criador Divino, mas sim o exige”.

Em suma, podemos sintetizar numa única questão: tudo foi uma grande coincidência?

Me custa crer que uma força maior – e na minha fé, um Criador (Deus, Nosso Pai) – não tenha sido o grande responsável pelo Universo. Imaginar que os milhares de seres surgiram pela combinação aleatória de forças químicas, biológicas e inanimadas, é ser, até certo ponto, forçoso.

Para crer em evolução das espécies não precisa ser ateu. Ao contrário: aquilo que Deus construiu aos poucos, evoluiu conforme seus anseios. Ou foi um grande acaso que após milhões de anos o homem reina sobre a Terra?

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Imagem extraída da Web.

– Dia Nacional da Língua Portuguesa

Neste dia 05, data de nascimento de Rui Barbosa, celebra-se nota língua-mãe!

Cá entre nós, do Português Antigo ao Português do recente Acordo Ortográfico, muita coisa mudou no jeito que falamos e escrevemos. Inclua-se gírias, modismos e estrangeirismos. Ainda assim, em muitos momentos pensa-se em Língua Brasileira, ao invés da Língua Portuguesa

Sobre essa data, uma postagem bacana e simpática, em: https://inspiracoesparalelas.wordpress.com/2020/11/05/dc-dia-nacional-da-lingua-portuguesa/

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Fígados pequenos em 3D?

A ciência tem sido fantástica: veja esse caso impressionante da criação de “mini-fígados”!

O que mais se poderá fazer, não?

Extraído de: https://super.abril.com.br/ciencia/cientistas-brasileiros-criam-mini-figado-funcional-impresso-em-3d/

CIENTISTAS BRASILEIROS CRIAM MINI-FÍGADO FUNCIONAL IMPRESSO EM 3D

Eles são minúsculos, mas funcionam como um fígado normal e podem ser o futuro dos transplantes hepáticos.

Por Maria Clara Rossini

Depois que cientistas israelenses imprimiram o primeiro mini-coração 3D usando tecido humano, chegou a hora do Brasil entrar em cena. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) usaram células sanguíneas humanas para desenvolver organóides hepáticos — em português claro, mini-fígados.

Os mini-órgãos fazem as mesmas funções que um fígado normal: sintetizam proteínas, armazenam e secretam substâncias exclusivas do órgão, como a albumina. Mas a sua aparência é bem diferente de um órgão tradicional. Como você pode ver no vídeo abaixo, a versão 3D em miniatura parece uma espécie de rosquinha amarela.

Para produzir os fígados, os cientistas utilizaram amostras de sangue de três voluntários. As células sanguíneas são reprogramadas para se tornarem pluripotentes, ou seja, poderem se “transformar” em qualquer outro tecido humano (uma característica típica das células-tronco). Elas se diferenciam em células hepáticas e são misturadas à biotinta da impressora.

A grande inovação do grupo de brasileiros está em como incluir essas células na tinta. Normalmente, as impressoras 3D costumam imprimir células individualizadas, o que acaba prejudicando o contato entre elas e fazendo com que percam a funcionalidade.

Os pesquisadores desenvolveram uma técnica que agrupa as células antes de serem misturadas na biotinta, formando pequenos esferóides. Esses agrupamentos de células garantem que o contato entre elas não seja perdido. Assim, o órgão é capaz de funcionar por muito mais tempo.

A impressão em si demora alguns minutos, mas o processo não para por aí. Depois que o órgão foi impresso, ele ainda precisa passar por um período de maturação de 18 dias. Todo o processo, desde a coleta do sangue até chegar no órgão funcional, demora cerca de 90 dias.

O artigo que descreve a criação do mini-órgão foi publicado na revista Biofabrication. Os mini-fígados, é claro, estão longe de estarem prontos para serem transplantados em humanos, mas essa é uma possibilidade viável. Em entrevista à Agência FAPESP, o pesquisador e autor do estudo Ernesto Goulart disse que é fácil progredir para a produção de órgãos inteiros se houver interesse e investimento.

“Ainda existem etapas a serem alcançadas até obtermos um órgão completo, mas estamos em um caminho muito promissor. É possível que, em um futuro próximo, em vez de esperar por um transplante de órgão seja possível pegar a célula da própria pessoa e reprogramá-la para construir um novo fígado em laboratório. Outra vantagem importante é que, como são células do próprio paciente, a chance de rejeição seria, em teoria, zero” disse a pesquisadora Mayana Zatz, coautora do estudo.

Em: https://youtu.be/tKjUjFYWSGM

– Terraplanistas e seu Congresso!

É muito difícil levar a sério o pessoal que crê na ideia de um planeta Terra plano, não global!

Se você tentar dar atenção à eles, ficará louco. Compartilho uma entrevista (do ano passado) que me surpreendeu como esse pessoal acredita piamente no que fala, ao ponto de promover um Congresso sobre o assunto. Mais ainda: eles duvidam que o homem chegou à Lua!

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=cHHxxcH_T6o

– A Naprotecnologia: um método aceito pelo Catolicismo como opção à “fertilização in vitro”

Tenho muitos amigos que, quando casados, descobriram que não podem ter filhos. Uma das soluções mais simples foi o nobre e generoso método da adoção.

A Igreja Católica possui algumas restrições à reprodução artificial, e àqueles que não desejam ferir o preceito religioso, segue uma boa alternativa.

Extraído de:

https://padrepauloricardo.org/blog/fertilizacao-in-vitro-com-os-dias-contados?utm_campaign=informativo_out_2018_iii&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

FERTILIZAÇÃO “IN VITRO” COM OS DIAS CONTADOS!

Levando em conta a porcentagem de nascimentos entre casais que seguem os tratamentos, seu índice de êxito é o dobro em comparação à fecundação assistida; seu custo é onze vezes menor, apesar de ela ser realizada por poucos médicos em todo o mundo; ela foi boicotada pelos lobbies da proveta e tem sido ignorada pelos sistemas de saúde nacionais. A naprotecnologia nasceu nos Estados Unidos e chegou à Europa há alguns anos, mas segue enfrentando o preconceito de quem a considera uma abordagem confessional da medicina, condicionada por dogmas religiosos.

Nada mais longe da realidade. É verdade que as práticas da naprotecnologia conformam-se rigorosamente à bioética católica; todavia, está comprovado que sua abordagem do problema da esterilidade é científica e clinicamente mais rigorosa do que aquela praticada no âmbito da fecundação assistida. Até por isso ela é mais eficaz: as estatísticas o confirmam.

“A diferença entre a naprotecnologia e a fecundação in vitro consiste no fato de que na primeira a questão fundamental é o diagnóstico das causas de infertilidade”, explica Phill Boyle, ginecologista irlandês que ministra os cursos de formação em naprotecnologia para médicos de toda a Europa, em uma clínica da cidade de Galway. “O que se procura é uma explicação médica do por que um casal não consegue procriar, cuidando assim de eliminar o problema e ‘ajustar’ o mecanismo natural, devolvendo-lhe a harmonia.”

“No procedimento in vitro, ao contrário, o diagnóstico das causas não tem importância, os médicos querem simplesmente ‘ignorar o obstáculo’, levando a cabo uma fecundação artificial. Na naprotecnologia, o tratamento resolve o problema do casal, que depois pode ter outros filhos. Com o método in vitro, os cônjuges não se curam e seguem sendo um casal estéril, e para ter mais filhos deverão sempre confiar em um laboratório.”

“A naprotecnologia é a verdadeira fecundação assistida”, ironiza a ginecologista Raffaella Pingitore, a maior especialista de língua italiana no método, e que atua na clínica Moncucco, na cidade suíça de Lugano. “No sentido de que assistimos a concepção do início ao fim, ou seja, desde a fase de distinção dos marcadores de fertilidade na mulher até as intervenções farmacológicas e/ou cirúrgicas necessárias para permitir que o casal chegue de um modo natural à concepção.”

O nome do método deriva do inglês natural procreation technology, “tecnologia de procriação natural”. Mais que uma tecnologia, é um conjunto de técnicas diagnósticas e intervenções médicas que tem como objetivo discernir a causa da infertilidade e sua remoção específica.

Começa-se com as tabelas do modelo Creighton, que descrevem o estado dos biomarcadores da fecundidade durante todo o ciclo menstrual da mulher, e que se baseiam principalmente na observação do estado do muco cervical, feita pela própria mulher. O pilar que sustenta toda a naprotecnologia é a capacidade da mulher de se observar: ela é formada para isso na parte inicial do percurso. As tabelas corretamente preenchidas, com o estado do muco cervical dia após dia e os outros dados, são a base de todos os passos sucessivos. A partir disso já é possível diagnosticar carências hormonais, insuficiências lúteas e outros problemas passíveis de serem tratados com a receita dos hormônios que faltam.

Se a infertilidade persiste, prossegue-se com o exame detalhado do nível dos hormônios no sangue, a ecografia da ovulação e a laparoscopia avançada. Podem ser necessárias, então, intervenções de microcirurgia das trompas ou de laparoscopia avançada para remover as partes prejudicadas pela endometriose. O resultado final é uma porcentagem de nascidos vivos entre 50 e 60% do total dos casais que realizam os tratamentos durante no máximo dois anos (mas a maior parte concebe no primeiro ano), contra uma média de 20 a 30% entre os que recorrem aos ciclos da fecundação in vitro (em geral, seis ciclos).

“Uma das coisas que mais me escandaliza é a ampla negligência que existe no diagnóstico das causas de infertilidade”, explica Raffaella Pingitore. “Hoje, depois de poucos exames práticos, a mulher é encaminhada aos centros de fecundação assistida. Chegamos ao ponto de, há alguns anos, a ‘Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva’ (American Society for Reproductive Medicine) ter declarado a insuficiência lútea como inexistente, porque não podia ser ‘cientificamente’ diagnosticada. Nós temos condições de diagnosticá-la porque envolvemos a mulher e pedimos a ela que observe e descreva diariamente o estado de seu muco cervical. Esse procedimento nos permite diagnosticar a insuficiência lútea. Mas isso para muitos médicos é impensável: eles se limitam a colher uma amostra no 21.º dia do ciclo menstrual para medir o nível de progesterona. Mas só 20% das pacientes têm um ciclo perfeitamente regular, pelo que esse dado é quase sempre inútil para o diagnóstico.”

“Nos Estados Unidos, em Omaha, no estado de Nebraska, iam visitar o doutor Thomas Hilgers, o verdadeiro criador da naprotecnologia, mulheres às quais a endometriose havia sido descartada depois de uma laparoscopia. Mas, realizando-se uma laparoscopia mais avançada, descobria-se que em 90% dos casos a endometriose existia. Comigo aconteceu muitas vezes a mesma coisa. Uma laparoscopia avançada deveria ser uma prática padrão nos testes de esterilidade, mas, por se tratar de uma intervenção cirúrgica, a hostilidade é grande.”

Que o recurso indiscriminado à fecundação assistida esteja associado à negligência diagnóstica, é algo que se deduz também pelo elevado número de pacientes que recorrem com sucesso à naprotecnologia depois de ciclos fracassados de fecundação in vitro. O doutor Boyle afirma que nos últimos seis anos, no grupo de suas pacientes com menos de 37 anos que já haviam tentado dois ciclos de fecundação assistida, o percentual das que conceberam graças ao método de procriação natural é de 40%.

Raffaella Pingitore conta sua experiência pessoal:

“A paciente tinha 36 anos e desejava uma gravidez há oito anos; havia realizado no passado cinco ciclos de fecundação assistida sem êxito. Fiz com que ela registrasse a tabela dos marcadores de fertilidade, e notamos que havia uma fase satisfatória de muco fértil, mas os níveis hormonais estavam um pouco baixos, o que indicava uma ovulação um pouco defeituosa. Havia também sintomas de endometriose; realizei uma laparoscopia, encontrei a endometriose e coagulei os focos da doença no útero, nos ovários e nas trompas. Depois a submeti a uma terapia para que ela ficasse em menopausa durante seis meses: deste modo secavam-se bem todos os focos de endometriose que talvez ainda existissem; depois da terapia continuei com um fármaco, o Antaxone, com a dieta e com apoio da fase lútea com pequenas injeções de gonadotropina. Isso levou ao aumento dos hormônios, e no quarto mês de tratamento havia se alcançado um muco muito bom. No 17.º depois da ovulação realizamos o teste de gravidez, que resultou positivo.”

O cuidado do profissional eticamente motivado pode mais do que as técnicas artificiais. Prova-o a história da doutora Pingitore, e provam-no as estatísticas do doutor Boyle. Na Irlanda, ao longo de quatro anos, o ginecologista curou 1.072 casais que há mais de cinco anos lutavam para ter um filho. A idade média das mulheres era de 36 anos, e quase um terço delas já havia tentado ter um filho com a fecundação in vitro. Após seis meses de tratamento naprotecnológico, a eficácia do método foi de 15,9%. Após um ano, 35,5%. Após um ano e meio, 48,5% das pacientes havia ficado grávida. Se o tratamento durava dois anos, quase 65% das pacientes chegavam à gravidez.

Com uma base de pacientes muito menor, a doutora Pingitore, no biênio 2009-2011, obteve uma média de 47,3%. Nos Estados Unidos (país onde não existem leis limitando o número de embriões fecundados que podem ser transferidos para o útero), os índices de sucesso da fecundação assistida depois de seis ciclos são os seguintes: 30-35% para mulheres com idade inferior aos 35 anos; 25% para mulheres entre os 35 e os 37 anos; 15-20% para mulheres entre os 38 e os 40; 6-10% para mulheres com idade superior aos 40 anos.

Depois temos a questão (de modo algum secundária) dos custos, ainda que na Itália ela seja pouco discutida porque, à parte as pacientes com plano privado de saúde, as despesas da fecundação assistida correm a cargo do sistema público de saúde. Em tempos de austeridade econômica e de efeitos deletérios da dívida pública, no entanto, um olhar à relação de custo-benefício deveria valer também para nós. O fato é que, se comparamos os custos de dois anos de tratamento naprotecnológico com os de seis ciclos de fecundação assistida, a segunda custa onze vezes mais do que a primeira.

Um único ciclo de fecundação in vitro custa na Itália em torno de 3.750 euros, mais 1.000 euros de medicação, pelo que seis ciclos custariam 28.500 euros, aos quais se acrescentam outros 800 para o congelamento e a manutenção dos embriões, e 1.200 para a transferência dos mesmos, em um total de 30.500 (R$ 131.812, hoje). Por outro lado, ainda que se alargasse para dois anos o tratamento com a naprotecnologia, seus custos são modestos: 300 euros para o curso de formação nos métodos naturais, 800 para as consultas médicas e 1.500 para os medicamentos, em um total de apenas 2.600 euros. É provável que os parlamentos e os ministros da saúde europeus não sejam muito sensíveis aos temas bioéticos, mas eles dificilmente poderão fingir-se de surdos a pedidos para que se verifique a relação de custo-benefício entre os dois métodos.

“A naprotecnologia tem tudo para se difundir, ainda que seja só por um discurso ligado aos custos, nos quais vão incluídos também os efeitos colaterais da prática de fecundação assistida: não nos esqueçamos que as crianças que nascem com esta técnica têm mais probabilidade de malformações e problemas de saúde do que aquelas que nascem de forma natural”, recorda Raffaella Pingitore. “Em primeiro lugar, porém, é necessário vencer o lobby da procriação assistida. Trata-se de um lobby bilionário, que enriquece centenas de pessoas e que não deixará tão facilmente que se lhe coloque o bastão entre as rodas.”

– Encontro de Catequese para o Sacramento do Crisma: Ciência e Fé, ser Ateu e ser Crente, Religião e Ciência.

Já falava o saudoso Papa Peregrino, hoje carinhosamente São João Paulo II, em uma de suas mais belas encíclicas: “fé e razão são duas asas que nos elevam para o céu”!
Por que é tão difícil para alguns aceitar que a Ciência e a Fé são complementares, não rivais?
 
Qual o motivo que faz ateus serem cada vez mais racionais e antiteístas cada vez mais sedentos de “contra-catequizar” sobre Deus?
 
Grandes padres e grandes universidades católicas apoiaram a Ciência e por eles nasceram maravilhosos inventos e significativas descobertas. Isso não se lembra?
 
Enfim: tudo que circunda o infinito do Universo é por acaso, assim como a vida, na qual se crê por céticos cientistas que bilhões de combinações químicas a formaram, ao invés de ser um dom generoso pela Providência do Criador? Ou que esse próprio Deus moldou com sua criação o surgimento da célula vital?
 
Como é difícil falar da Fé e da Razão (de Religião e Ciência) a um mundo cada vez mais racionalista, materialista e descrente de esperança.
 
Abaixo, alguns tópicos criados para discussão com os crismandos da Paróquia São João Bosco, meses atrás, a respeito desses embates de “provar ou não” a existência do Criador:
​Enfim: é tão bom, estudar, aprender, pesquisar, descobrir e revelar a partir da Inteligência que nos é dada pelo Espírito Santo, fonte de Amor do Pai e revelada pelo Filho que em Comunhão estão!​ A figura abaixo com a frase de Einstein é perfeita:
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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– A Tecnologia “Emburrece” o Homem?

Dias atrás, Susan Greenfield, importante neurocientista reconhecida mundialmente, deu entrevista à Revista Veja, nas “Páginas Amarelas” (ed 09/01/13).

Sob o título de “O Lado Sombrio da Tecnologia”, ela dissertou sobre como estamos ficando menos inteligentes com o excesso dela, nos esforçando menos no aprendizado. Ela lembrou que:

É um suicídio viver em uma sociedade dependente de ciência e tecnologia e não saber nada sobre ciência e tecnologia [segundo Carl Sagan, divulgador científico](…) Não acho que a distribuição de tablets nas escolas possa ajudar a prender a atenção das crianças, que estão cada vez mais dispersas pelo excesso de estímulos digitais. Só bons professores são capazes de cativá-las.”

E então: concorda com a opinião da cientista?

– Reação adversa no teste da Vacina de Oxford traz medo quanto às russa e chinesa

A AstraZeneca e a Universidade de Oxford, que tem como parceira a Unifesp, suspenderam os testes para a Vacina contra o Covid_19 por conta do “adoecimento sem explicação de paciente”.

Mediante a reação adversa do voluntário, faz-se necessário ter calma para a continuidade dos trabalhos (é esse o procedimento de instituições sérias e responsáveis). E diante disso, lembro que abordamos em outra oportunidade: a vacina mais rápida da história da humanidade foi a da Caxumba, que levou 4 anos para ser desenvolvida (afinal, há a necessidade de ver os efeitos a longo prazo para saber se ela é segura ou não). Por conta deste fato, fico pensando: as vacinas russa e chinesa, tão “ligeiras”, poderão realmente ser tomadas com tranquilidade?

Hum… eu sou medroso. E você?

– Quem disse que o cão não entende o homem?

Quando contestarem que os cachorros não compreendem o que seu dono diz, alto lá! Isso não é verdade. Pesquisa comprova que eles entendem algumas palavras.

Extraído da Folha de São Paulo, ed 30/08/2016, Caderno Ciência, pg B7

CÃES CONSEGUEM ENTENDER A ENTONAÇÃO E AS PALAVRAS HUMANAS

Bichos usam regiões cerebrais semelhantes às usadas por humanos para captar a entonação da fala de seus donos.

Por Ricardo Bonalume Neto

“Lana, vamos passear?”

Os donos dessa cocker spaniel inglês, Anita e este repórter que vos escreve, acham que ela entende a frase, mas presumem que a entonação com que ela é dita surte mais efeito. No entanto, quando a palavra “passear” foi dita de modo neutro, a cachorrinha começou a saltitar em torno da gaveta onde fica sua guia.

É mais ou menos esse o teste que cientistas húngaros fizeram com 13 cães. A conclusão é que os pets entendem tanto o vocabulário quanto o tom da voz de humanos.

A pesquisa feita pela equipe de Attila Andics, da Universidade Eötvös Loránd, de Budapeste, Hungria, mostrou ainda que cães têm a capacidade de distinguir palavras de um vocabulário e captar a entonação da fala dos seus donos usando regiões cerebrais semelhantes àquelas usadas por seres humanos.

O estudo sairá na edição da próxima sexta na revista americana “Science”.

Para Andics, a aprendizagem do vocabulário “não parece ser uma capacidade exclusivamente humana que se segue a partir do surgimento da linguagem, mas sim uma função mais antiga que liga sequências sonoras arbitrárias a significados”.

Para chegar à conclusão do estudo, os pesquisadores mediram a atividade do cérebro dos cães, mas antes foi preciso treinar os cães para ficarem quietos dentro dos aparelhos de ressonância magnética. Eles ouviam então gravações de vozes de seus donos ou treinadores usando várias combinações de vocabulário e entonação, ou elogiando ou de modo neutro.

“A imagem por ressonância magnética funcional fornece um método não invasivo e inofensivo de medição de que os cães gostam”, diz Marta Gácsi, etóloga e coautora do estudo.

Independentemente da entonação, cães reconheceram cada palavra como algo distinto e o fizeram de uma forma similar aos seres humanos, usando o hemisfério esquerdo do cérebro.

Também como acontece com humanos, os pesquisadores descobriram que os cães processam a entonação separadamente do vocabulário, nas regiões auditivas no hemisfério direito do cérebro.

Andics e colegas observaram que o elogio ativa o “centro de recompensa” do cérebro dos cães –a região que responde a estímulos de prazer, como comida, sexo, ser acariciado. Mas o centro de recompensa só era ativado quando o cão ouvia tanto palavras de louvor e com entonação adequada.

Isso mostra que, para os cães, um elogio pode funcionar muito bem como recompensa, mas funciona melhor ainda se as palavras e a entonação baterem. Ou seja: os bichos não só separam o que dizemos e como dizemos, mas também podem combinar os dois para uma melhor interpretação do que aquelas palavras realmente querem dizer –de novo, algo bem similar ao que nós fazemos.

Foram estudados apenas 13 cães, por isso os resultados não indicam diferenças significativas entre raças. Foram usados seis border collies, cinco golden retrievers, um pastor alemão e um cão de crista chinês. “O único critério é que o cão tem de ser capaz de ficar imóvel para ser digitalizado”, disse Andics à Folha. “Mais tarde, poderemos comparar os padrões cerebrais através dos grupos.”

“Estou certo de que existem diferenças individuais, mas também acho que todas as raças têm essa capacidade”, conclui o pesquisador.

Os resultados indicam que os mecanismos neurais para processar palavras evoluíram bem antes do que se imaginava. Os autores afirmam que é possível que forças seletivas durante a domesticação do lobo possam ter ajudado a criar a estrutura cerebral subjacente a esta capacidade nos cachorros.

“O que torna itens léxicos [palavras] singularmente humanos não é a capacidade neural para processá-los”, dizem os autores. Seres humanos são únicos na sua capacidade de inventar palavras.

Para os amantes de gatos, Andics adianta: “Escolhemos cães para os nossos estudos, porque eles podem fazer isso… Mas assim que um gato for treinado e ficar imóvel, poderemos digitalizá-lo também”, brinca Andics.

– Pessoas Eletrossensíveis e o Mundo da Tecnologia

Muito se tem falado e questionado sobre consequências ruins de ondas de celular ou equipamentos eletrônicos na saúde dos usuários. Mas sabia que se os estudos não comprovam ou desaprovam os resultados, há os que comprovadamente mostram pessoas eletrossensíveis?

Extraído de: http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/380180_OS+ELETROSSENSIVEIS

OS ELETROSSENSÍVEIS

Por Mônica Tarantino

As informacões que você lerá a seguir foram extraídas da matéria que eu escrevi para a edição de ISTO__É que circula esta semana. Mas fiquei tão impressionada com a condição dessas pessoas eletrossensíveis (EHS é a sigla em inglês para designá-los) aos efeitos das ondas eletromagnéticas emitidas por torres de transmissão elétrica, antenas de televisão, celulares e Wi-Fi que decidi retomar o assunto aqui no blog. Há diversas organizações voltadas para o reconhecimento dessa condição como uma doença e para garantir a criação de locais limpos de ondas eletromagnéticas, as chamadas zonas brancas, para abrigar quem se descobre atingido pela EHS. 

Em geral, as pessoas afetadas precisam deixar suas casas e recolher-se por um algum tempo em áreas preservadas de ondas eletromagnéticas para se “desintoxicarem” dos efeitos da exposição. Você pode imaginar professores de tecnologia da informação, neurologistas, sociólogos e crianças deixando as cidades para viver em cavernas ou em vilas e abrigos projetados para bloquear ondas eletromagnéticas? Pois eles são cada vez mais numerosos. Quando expostos a campos de radiação eletromagnética, apresentam sintomas como dores de cabeça e no corpo, fadiga, estresse, distúrbios do sono. Seja qual for a sua causa, os sintomas de EHS são reais e, por vezes, incapacitantes. 

No mundo, portadores de EHS se mobilizam para que a condição seja declarada uma doença. Na semana passada, muitos se reuniram em uma zona criada para  eles na região de Saint-Julien-En-Beuchene, nos Alpes franceses. É uma área livre de antenas de telefonia e distante de linhas de transmissão de energia elétrica. Até aparelhos eletrodomésticos são evitados e as pessoas deixam o celular na entrada. 

Sob um toldo protetor, membros dessa comunidade e líderes como Phillipe Tribaudeau, da ONG Une Terre pour Les EHS, fizeram um balanço das conquistas e desafios. Há 15 dias, a Comissão de Deficientes de Essonne, na França, concedeu, pela primeira vez, ajuda financeira permanente a um indivíduo com diagnóstico de eletro-hipersensibilidade. Antes, outros haviam obtido auxílio para comprar equipamentos de proteção, como medidores de ondas eletromagnéticas. Na prática, a vulnerabilidade de cada indivíduo com EHS é variável. Vai desde quem é gravemente afetado pela exposição, como Triauadou, que precisou se mudar para uma caverna, até uma alergia por causa da proximidade com computadores ou linhas de energia. 

A medicina considera o tema controverso. Há quem julgue o conjunto de dados suficiente para caracterizar a doença, enquanto outros especialistas acreditam que os sintomas se misturam aos de outras patologias, como a intoxicação por metais pesados. Entre os estudos em andamento, um deles está sendo realizado pelas autoridades de saúde francesas e tem resultados previstos para 2015. Mas há países que já tomaram medidas com base nas evidências científicas disponíveis. Na Suécia, a hipersensibilidade elétrica é reconhecida como um comprometimento funcional. “Existem cerca de 250 mil suecos com essa deficiência”, disse à ISTOÉ o cientista Olle Johansson, do Instituto Karolinska, em Estocolmo. “Essas pessoas merecem respeito e tratamento. Jamais discriminação”, diz. Lá, a associação para hipersensíveis recebe subsídio governamental. Na Espanha, Alemanha e EUA o problema é classificado como deficiência. No Brasil, pesquisas são feitas na Universidade Federal de Minas Gerais.

Na América Latina, um caso grave é o do psiquiatra e neurologista colombiano Carlos Sosa. “Fui diagnosticado em 2006 e precisei mudar radicalmente de vida”, disse à ISTOÉ. Aos 47 anos, vive sozinho nos arredores de Medellín em uma casa na qual possui algo que chama de gaiola de Faraday, para se proteger das ondas eletromagnéticas. Sosa suporta cerca de 20 minutos de conversa pelo telefone ou computador até que apareçam sintomas como dores de cabeça e náusea. Em 2006, saiu de sua casa porque percebeu que a origem do mal-estar intenso que sentia havia três anos era a proximidade com uma antena de micro-ondas/Internet e Wi-Fi (sem fios). “Precisei me mudar quando a cidade em que vivia foi inundada por cerca de quatro mil antenas”, contou.O agravamento dos sintomas o levou a parar de trabalhar, lançando-o em uma vida de dificuldades financeiras. Ele não tem ajuda alguma.“Mas os estudos provarão que essas ondas são tão perigosas para a saúde como o tabaco e o amianto”, acredita. Para o cientista sueco Johansson, as ondas eletromagnéticas não são inócuas como muitos defendem. “Precisamos investigar em profundidade os efeitos desse novo fenômeno que se expande tão rapidamente pelo mundo por meio de dispositivos móveis.”

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Imagem extraída do link acima

– Ciência para ajudar o próximo!

Aqui no Interior Paulista, a Universidade São Francisco vem realizando experiências na validação dos resultados diagnosticados de Covid-19 pela técnica de Espectrometria de Massas.

Viva a Ciência! E parabenizo minha esposa, Dra Andréia Porcari, por fazer parte dessa equipe que busca inovação e ajuda ao próximo.

– Um ganhador de Prêmio Nobel da Química em assuntos difíceis.

Repost de 2017, mas com conceitos interessantes e atuais:

Sobre a Química versus a Bioquímica, Ativismo Político, Trump, e o “Difícil Espaço para Deus” – O depoimento interessante (mas polêmico) do Prêmio Nobel da Paz de 2016, Dr James Fraser Stoddart, à Folha de São Paulo (Caderno Ciência, página B5, 16/07/2017). Abaixo:

É HORA DE CIENTISTAS ASSUMIREM UMA POSIÇÃO POLÍTICA

por Gabriel Alves

Vencedor do Prêmio Nobel de Química de 2016 vê descrédito na Ciência com Temor

Para o escocês James Fraser Stoddart, 75, ganhador do do último Prêmio Nobel de Química, é hora dos cientistas “tirarem a cabeça de baixo da terra” e lutarem contra o desprestígio que a ciência vem sofrendo.

Crítico de Donald Trump e admirador de Angela Merkel, que é física, ele diz que gostaria de ver mais cientistas na vida política: “Chegamos a um ponto em que isso é absolutamente necessário”.

A láurea, que foi dividida com outros dois químicos, se deveu à pesquisa com nanomáquinas, moléculas formadas por poucos átomos e que podem funcionar como pequeníssimos elevadores ou como armazenadores de energia.

Outra possível aplicação decorrente do avanço da área é a construção de pequenos “veículos” capazes de levar drogas diretamente para tumores ou células doentes do organismo. Apesar disso, o químico tenta manter uma certa distância de “inspirações biológicas” para o desenvolvimento da química.

Uma das possíveis aplicações das nanomáquinas de Stoddart é na mineração de ouro: seria possível extrair o metal sem o uso de cianeto ou de mercúrio –ele criou uma start-up para aplicar a tecnologia

O nobelista esteve no Brasil para o Congresso da União Internacional de Química Pura e Aplicada, que aconteceu na última semana, em São Paulo. Na sexta (14), o químico conversou com a Folha e fez uma defesa apaixonada do ofício –para ele, algo que une ciência e arte.

*

Folha – Como nasceu seu interesse pela química?

James Fraser Stoddart – Sou filho único, cresci em uma fazenda. Era uma vida difícil, mas foi uma boa lição de como ser multitarefa e achar soluções para grandes problemas, como tempestades, doenças infecciosas no rebanho. É a “universidade da vida”. Cursei o ensino médio em Edimburgo (Escócia), e tive excelentes professores.
Na universidade, entrei em um grupo de pesquisa com salário baixíssimo. Imediatamente fui “picado” pelo insetinho da pesquisa –era algo viciante. Eu ficava até de madrugada no laboratório. Logo pela manhã, já estava de volta.

Hoje temos um arsenal molecular: elevadores, carros, rodas, carreadores de drogas… Como foi participar do alvorecer das nanomáquinas?

Não havia um caminho claro no começo. Ficou óbvio, penso, depois de 20 anos na academia. Aí já estávamos direcionados para fazer elevadores e alavancas moleculares. Para chegarmos às máquinas moleculares foi necessário muito esforço de design e estudos de performance.

O que mudou em sua vida após receber o Prêmio Nobel?

Muita coisa. Da noite para o dia você é uma celebridade e não foi treinado para isso como as pessoas da família real foram. Agora tenho muito respeito por qualquer membro de famílias reais.

Em qualquer lugar estou no holofote, há câmeras e pessoas fazendo perguntas. Mas estou preparado para aceitar. É algo que chegou tarde na vida e é só mais um desafio. Também é uma oportunidade de eu ajudar os mais jovens a assumirem posições mais fortes em nossa sociedade.

Que conselhos daria a eles?

Gostaria de ver mais cientistas na vida política porque chegamos a um ponto no Ocidente em que isso é absolutamente necessário. Parece que estamos voltando no tempo.

Há pessoas negando as mudanças climáticas e falando mal da ciência. Isso tem que ser debatido e os argumentos tem de ser contundentes.

Nos EUA há conflitos entre a administração Trump e os cientistas; no Brasil, cortes do orçamento federal para a pesquisa. Por que a ciência perdeu tanto prestígio?

Queria muito saber a resposta. Os cientistas têm de assumir responsabilidades. A gente tem escondido a cabeça na terra e não estávamos preparados para essa situação, na qual é necessário deixar nossa posição clara.

Se alguém gosta do que o Donald Trump tuíta todo dia, também podem gostar dos tuítes de Fraser Stoddart. Eu digo “isso aqui é ciência e ela é feita dia após dia”. Acho que cada esforço pode fazer a sociedade corrigir a direção para a qual vem caminhando.

Cientistas devem ser ativistas?

Sim, até certa medida. Ainda temos que fazer ciência, caso contrário nós estaríamos erodindo nossa própria base.

Em um futuro com nanomáquinas capazes de curar o organismo de dentro para fora, consertando o DNA e as células e combatendo a velhice, sobraria algum espaço para a existência de Deus?

Acredito que a raça humana pode tomar conta do próprio futuro. Não consigo achar uma razão para dar um passo atrás e entregar tudo nas mãos de um deus mítico ou algo do tipo. Há coisas acontecendo no planeta com as quais só nós podemos lidar. Não seremos resgatados por religião alguma quando o assunto são as mudanças climáticas ou problemas sociais e políticos.

Que áreas deveriam ser contempladas com o próximo Prêmio Nobel de Química?

Gostaria que o prêmio ficasse com a química, e não com algum aspecto da bioquímica ou da biologia, como foi feito por muitos anos.

Penso que a área das baterias de ion-lítio poderia ser premiadas, ou a área de energia solar.

Eu gostaria de ver reconhecido o trabalho fundamental que possibilitou a construção de estruturas organometálicas [que têm aplicações na área de semicondutores e na captura de carbono, por exemplo] -é uma área que se desenvolveu muito nos últimos 15 anos, liderada por japoneses.

Depois de uma carreira acadêmica de sucesso, como é se tornar um empreendedor e criar start-ups?

É algo que me deixa bastante empolgado. Você sabe… O que dá para fazer após ganhar o Prêmio Nobel?

Eu teria grande satisfação se minhas start-ups tivessem sucesso e conseguissem gerar lucro para que eu conseguisse criar uma fundação e seguir os passos de outros, como o próprio Alfred Nobel, e retribuir à comunidade científica, seja financiando diretamente a pesquisa ou criando prêmios.

A área preferida seria a química -sendo honesto, aquela sem muita conexão com a biologia.

Quais as virtudes de um bom químico?

Digo que não cheguei aonde estou com inspiração na biologia, mas sendo bem treinado em matemática, física, topologia, teoria dos grafos.

Eu queria ver o reconhecimento de pessoas que vestem a camisa da química e que mostram do que ela se trata: a criação de seus objetos de estudo por meio de síntese, o que torna o químico parecido com um pintor, um escultor ou um compositor. Nós temos essa característica única –somos criadores de coisas.

Raio-X

NOME
James Fraser Stoddart

NASCIMENTO
24.mai.1942 (75 anos) em Edimburgo, Escócia

FORMAÇÃO
Químico e doutor (PhD e DSc) pela Universidade de Edimburgo

TRAJETÓRIA
Foi professor nas universidades de Sheffield e de Birmingham (Reino Unido), na Universidade da California em Los Angeles e hoje está na Northwestern (EUA)

PRÊMIO NOBEL DE QUÍMICA
Em 2016, pelo trabalho com máquinas moleculares

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Danilo Verpa/Folhapress

– Mais dinheiro para a Defesa e menos para a Educação?

Segundo o jornal “O Estado de São Paulo”, que teve acesso aos dados do Orçamento de 2021 da União a ser enviado ao Congresso,

“A Defesa terá um acréscimo de 48,8% em relação ao orçamento deste ano, passando de R$ 73 bilhões para R$ 108,56 bilhões em 2021. Enquanto isso, a verba do Ministério da Educação (MEC) deve cair de R$ 103,1 bilhões para R$ 102,9 bilhões. Os valores, não corrigidos pela inflação, consideram todos os gastos das duas pastas, desde o pagamento de salários, compra de equipamentos e projetos em andamento, o que inclui, no caso dos militares, a construção de submarinos nucleares e compra de aeronaves.”

Como se vê, um aumento considerável nos gastos com as Forças Armadas e um decréscimo na Educação. Também ontem, à Rádio Jovem Pan, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, declarou que sua pasta poderá ter um corte de até 18% em pesquisa científica.

A repercussão destes dados importantes, como se vê, não foi tão barulhenta. Será que esses rearranjos financeiros são adequados?

O ministro da Ciência,Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, disse que corte será dentro do "nosso orçamento que já é baixo" - Kleyton Amorim/UOL

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, disse que corte será dentro do “nosso orçamento que já é baixo”. Imagem: Kleyton Amorim/UOL

– Sputnik 5, a Vacina da Rússia contra o Covid_19, será produzida no Brasil.

A vacina mais rápida da história foi a da Caxumba, desenvolvida ao longo de 4 anos. Não é uma tarefa fácil assegurar que algo preventivo e importante não tenha efeitos colaterais relevantes e que se comprove a eficácia.

A Rússia anunciou que conseguiu produzir uma vacina contra o Novo Coronavírus. Levou 2 meses para produzir e não divulgou os dados e etapas de testes. A chamou deSputnik, o satélite pioneiro da União Soviética, em referência ao pioneirismo da medicação.

Conhecida por alta tecnologia no doping e na obscuridade de divulgações científicas, o anúncio trouxe dúvidas para a comunidade científica internacional que se questiona: essa vacina contra o Covid_19 é segura?

Assim como as que estão em desenvolvimento, da inglesa Oxford / AstraZaneca / Unifesp e da chinesa Sinovac / Instituto Butatan (a 1a apoiada pelo Governo Federal e a 2a pelo Governo do Estado de SP), a vacina russa do Instituto Gamaleya será produzida em solo brasileiro, no Paraná, com o apoio do Governo local.

Fica a pergunta: você confiará nela?

– O sacrifício maternal das pesquisadoras nestes tempos difíceis

CIÊNCIA – Uma pesquisa muito interessante aponta: em meio à pandemia, as mulheres cientistas (mães) são as que mais sofrem no trabalho devido a ausência dos filhos (e a natural pressão).

Sobre isso, em: https://www.youtube.com/watch?v=DIQEZijJsvE

– O Estudo de correções de genes e o debate ético!

Embriões com genes modificados para curar doenças estão se tornando uma realidade no campo das pesquisas. Só que o mesmo trabalho pode permitir a escolha de crianças que nasçam com características físicas específicas escolhidas pelos pais.

Até onde a ciência irá?

Extraído de: http://istoe.com.br/pesquisadores-corrigem-genes-defeituosos-em-embrioes-humanos-pela-primeira-vez/

CORREÇÃO DE GENES DEFEITUOSOS: A MEDICINA ENTRE A ESPERANÇA E O DEBATE ÉTICO

Genes portadores de uma doença cardíaca hereditária foram modificados -com sucesso- em embriões humanos pela primeira vez graças a uma técnica que gera esperanças e questões éticas.

Esta pesquisa foi publicada na quarta-feira (02/08) na revista Nature. Embora ainda esteja em fase preliminar, abre potencialmente o caminho para grandes avanços no tratamento de doenças genéticas.

No entanto, surgem sérias questões éticas dignas do “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, já que esta técnica poderia, em teoria, ser utilizada para produzir bebês geneticamente modificados com o objetivo de escolher a cor de seus cabelos ou aumentar sua força física.

A pesquisa sobre embriões humanos conta com uma regulação estrita, e não se trata de implantar os utilizados no estudo no útero de uma mulher para iniciar uma gravidez. Por isso, os cientistas não os deixaram se desenvolver mais do que alguns dias.

Este método, que ainda precisa de mais pesquisas, “pode potencialmente servir para prevenir a transmissão de doenças genéticas às futuras gerações”, comentou durante coletiva por telefone uma das autoras do estudo, Paula Amato.

Mas esta perspectiva ainda está distante. “Antes dos testes clínicos, serão necessárias pesquisas suplementares e um debate ético”, afirmou Amato.

– Corrigir um erro –

O estudo foi realizado na Universidade de Saúde e Ciência de Oregon (OHSU), nos Estados Unidos, por cientistas americanos, chineses e sul-coreanos. A ferramenta utilizada é a técnica CRISPR-Cas9, grande achado revelado em 2012.

É baseado em uma enzima que age como uma “tesoura molecular”. Ela pode retirar partes não desejadas do genoma de forma muito precisa para substituí-las por novas partes de DNA.

A equipe de pesquisadores usou esta ferramenta revolucionária para corrigir, em embriões humanos, o gene portador da cardiomiopatia hipertrófica. Esta doença cardíaca hereditária pode provocar a morte súbita, especialmente durante a prática de esporte.

Os pesquisadores realizaram uma fecundação in vitro de ovócitos normais com espermatozoides portadores do gene defeituoso. Simultaneamente com o esperma, os cientistas introduziram as ferramentas de edição genética.

O objetivo: cortar o DNA defeituoso para provocar a sua reparação.

O resultado foi indiscutível. Cerca de 72% dos embriões (42 de 58) foram corrigidos, enquanto esta taxa teria sido de 50% sem as famosas “tesouras genéticas” – de maneira natural os embriões teriam tido uma chance em duas de herdar um gene saudável.

– Precedente na China –

“Estas ferramentas ainda podem melhorar para chegar a uma taxa de sucesso de 90%, ou até de 100%”, previu outro autor do estudo, Shukhrat Mitalipov.

Em 2015, foi realizada uma experiência similar na China, mas com resultados menos conclusivos. O fenômeno de “mosaicismo” (presença simultânea de genes saudáveis e defeituosos no embrião) não foi impedido, o que foi conquistado pelos cientistas no novo estudo.

“A questão mais debatida será a de saber se o princípio de modificar os genes de um embrião in vitro é aceitável”, analisou um especialista independente, o professor Darren Griffin, da Universidade de Kent, citado pelo Science Media Centre.

Agora, segundo ele, “outra questão deve entrar em debate: é moralmente justo não agir se tivermos tecnologia para prevenir estas doenças fatais?”.

Em dezembro de 2015, um grupo internacional de cientistas reunidos pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NAS, em inglês) em Washington considerou que seria “irresponsável” usar a tecnologia CRISPR para modificar o embrião com fins terapêuticos enquanto os problemas de segurança e de eficácia não tenham sido resolvidos.

Mas em março, a NAS e a Academia Americana de Medicina estimaram que os avanços neste âmbito “abriam possibilidades realistas que mereciam sérias considerações”.

– Método Inovador para Diagnosticar Covid_19:

Vamos torcer para que os cientistas brasileiros consigam esse feito: um melhor método de diagnóstico para Covid_19 a preço baixo e com rapidez!

Compartilho a reportagem, em: https://youtu.be/3YcCMgjYrM4

– Uma múmia de Cílios e Cabelos?

Repost desta publicação curiosa (há dois anos):

Incrível e real: encontrada mumificada uma mulher de 900 anos, mas com cabelos e cílios preservados!

Olha abaixo a pessoa e a matéria, em: http://curiosamente.diariodepernambuco.com.br/project/corpo-mumificado-ha-900-anos-e-encontrado-com-cilios-e-ate-cabelo/

CORPO MUMIFICADO HÁ 900 ANOS É ENCONTRADO COM CÍLIOS E CABELOS

O corpo de uma mulher foi encontrado em estado impressionante de conservação em uma área de Permafrost no Ciclo Ártico, próximo á Rússia. Ela tinha sido enterrada em uma espécie de “casulo”, coberto de peles de animal e cobre, o que acidentalmente mumificou o corpo, deixando cabelo e até mesmo os cílios intactos. Mesmo que vestígios de cobre tenham esverdeado a pele dela, o rosto ficou tão conservado que foi uma das únicas evidências do sexo do corpo. “Alguns ossos ficaram mal preservados, dificultando saber o gênero, mas pela face conseguimos ver claramente que é uma mulher”, afirmou o arqueologista Alexander Gusev, do Centro de Pesquisa do Ártico, em entrevista ao jornal russo The Siberian Times.

A idade da mulher, segundo cálculos dos cientistas, era de 35 anos. Ela foi enterrada junto a mais de 30 homens, o que leva a acreditar que fazia parte de uma civilização medieval de caça e pesca da região polar já estudada pelo centro de pesquisa. O fato de ser a única mulher no meio de tantos homens, além da maneira como foi internada, leva a crer que ela tinha algum tipo de poder em relação aos outros. Próximo à ela, o corpo de um pequeno bebê foi encontrado. Os pesquisadores descartam, porém, qualquer possibilidade de parentesco entre ambos. Agora, junto a um time de universidade da Coréia do Sul, os especialistas buscam reconstruir o rosto da múmia e entender melhor como funcionava aquela cultura.

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Imagem extraída da Web, em: http://curiosamente.diariodepernambuco.com.br/project/corpo-mumificado-ha-900-anos-e-encontrado-com-cilios-e-ate-cabelo/

– Novo Teste de Covid_19 em até 10 segundos? É isso que uma inovadora pesquisa científica brasileira tem buscado!

Imagine só um novo teste para o diagnóstico do Novo Coronavírus que valide o resultado do exame em até 10 segundos?

É isso que alguns cientistas brasileiros estão tentando, numa inovadora inciativa envolvendo a Universidade São Francisco de Bragança Paulista, a Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo e a Universidade do Texas – EUA.

Conheça mais nas palavras de uma das cientistas que faz parte deste projeto, a Dra Andréia de Melo Porcari, em um áudio de entrevista em:

Extraído de: https://franciscanos.org.br/noticias/pesquisadora-da-usf-integra-projeto-financiado-pela-capes-para-diagnostico-inovador-da-covid-19.html#.XxmACEOMK-o.twitter&gsc.tab=0

PESQUISADORA DA USF INTEGRA PROJETO FINANCIADO PELA CAPES PARA DIAGNÓSTICO INOVADOR DE COVID_19

por Ana Paula Moreira

A pesquisadora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências da Saúde da Universidade São Francisco (USF), dra. Andreia Porcari, é uma das responsáveis por um projeto que propõe um método inovador para detecção da Covid-19. Este projeto foi um dos 30 selecionados, entre mais de 600 projetos, pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) no edital de seleção emergencial, que tem como tema “Prevenção e combate a surtos, endemias, epidemias e pandemias”, com resultado divulgado neste mês.

O título do trabalho é “Validação multicêntrica de biomarcadores diagnósticos e prognósticos de Covid-19 utilizando a nova caneta analítica MasSpec Pen e espectrometria de massas”. Este projeto ocorre através de uma parceria internacional com a Universidade do Texas, através da premiada dra. Livia Eberlin, inventora de uma caneta capaz de detectar assinaturas químicas do câncer, chamada de Masspec Pen, reconhecida pelo Genius Award 2019, da MacArthur Foundation (EUA). A ideia é utilizar esta caneta para realizar o diagnóstico da Covid-19 de forma simples, rápida, de baixo custo e com alta eficiência.

A USF, responsável pela etapa de coleta de amostras e dados clínicos, estabeleceu uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Bragança Paulista, através da qual irá coletar amostras de pacientes hospitalizados por suspeita ou diagnóstico de Covid-19. O projeto conta ainda com a colaboração da Unifag. Além da USF, da Unifag, da SMS de Bragança, e da Universidade do Texas, participa também a Universidade Presbiteriana Mackenzie, através dos pesquisadores Prof. Dr. Marcos N. Eberlin, Prof. Thiago Canevari e Prof. Manuel Salustiano.

Esta parceria possibilitará a admissão de alunos de doutorado, além de trazer recursos para viabilizar os insumos da pesquisa. Projetos como este demonstram o empenho e compromisso de nossos cientistas e pesquisadores para encontrar melhores soluções para o enfrentamento da pandemia que afeta a todos nós.

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– Uma mulher de valor é sempre um presente de Deus! A volta ao lar após uma 1a etapa na pesquisa contra o Novo Coronavírus.

Eu fiquei alguns dias sem minha esposa Andréia. Ela é cientista, doutora em Química e está trabalhando em uma missão na qual existem riscos: a pesquisa de validação de diagnósticos de Covid_19 pela Espectrometria de Massas, junto a outros químicos e médicos.

Para entender o que é essa importante pesquisa científica, clique aqui: https://wp.me/p4RTuC-quf.

Ficar isolada em laboratórios / hospitais, estar em contato frente a frente com células contaminadas pelo Novo Coronavírus, abdicar por um tempo considerável do convívio do lar e se relacionar com as filhas somente à distância, é, de fato, uma escolha de quem assume enfrentar o perigo por um mundo melhor.

Devo todos os dias da minha vida agradecer a Deus por ela. E pedir que ilumine-a (bem como seus companheiros de trabalho) na busca de uma melhor forma de se identificar e tratar este mal que tanto assola a humanidade nestes últimos dias. Claro, estendendo nossas preces às famílias de cada um, pois não é fácil o distanciamento e as restrições.

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– As dificuldades das mães cientistas em meio à pandemia.

A Pandemia trouxe dificuldades ao trabalho de muita gente. Mas uma situação não abordada como se deveria: o trabalho das mulheres cientistas que são mães!

Muito curioso, extraído de: https://g1-globo-com.cdn.ampproject.org/c/s/g1.globo.com/google/amp/bemestar/coronavirus/noticia/2020/07/18/pandemia-de-covid-19-afeta-mais-o-trabalho-de-cientistas-que-tem-filhos-aponta-estudo.ghtml

PANDEMIA DE COVID-19 AFETA MAIS O TRABALHO DE CIENTISTAS QUE TÊM FILHOS, APONTA ESTUDO

Efeito se intensifica para as mulheres que são mães. Pesquisa feita com 4,5 mil cientistas foi publicada na revista ‘Nature Human Behavior’, do grupo da revista ‘Nature’. Outro estudo ainda não publicado, feito no Brasil, também aponta a mesma tendência.

Por Lara Pinheiro

A pandemia de Covid-19 está afetando mais o trabalho de cientistas que têm filhos do que daqueles que não os têm, aponta um estudo publicado nesta semana na revista “Nature Human Behavior”, do grupo da revista “Nature”, uma das mais importantes do mundo.

O efeito é ainda maior para as cientistas mulheres cientistas que são mães, diz a pesquisa, feita por cientistas das universidades de Harvard, Yale, Northwestern e outros institutos nos Estados Unidos.

“Cientistas do sexo feminino e cientistas com dependentes jovens relataram que sua capacidade de dedicar tempo à pesquisa foi substancialmente afetada, e esses efeitos parecem aditivos: o impacto é mais pronunciado para as mulheres cientistas com dependentes jovens (…) Existe uma lacuna de gênero persistente e bem documentada na ciência. Descobrimos que existem realmente diferenças substanciais entre nossos entrevistados, homens e mulheres, em como a pandemia afetou seu trabalho”, continua o texto.

Eles chegaram às conclusões depois de conduzir um questionário com 4.535 pesquisadores nos EUA e na Europa, em abril, cerca de um mês depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar a Covid-19 uma pandemia.

Menos tempo de pesquisa

O estudo constatou que, para 55% dos cientistas pesquisados (homens e mulheres, com ou sem filhos), a carga horária de trabalho semanal média caiu de 61 para 54 horas, cerca de 11%.

O tempo dedicado à pesquisa foi o que mais diminuiu: houve uma queda de 24% em média (o tempo de trabalho dos cientistas inclui outras atividades, como as administrativas, as de angariar recursos e as de ensino).

Só que, no caso das mulheres, a queda no tempo de pesquisa foi 5% maior que a dos homens. Isso foi visto mesmo quando ambos respondem o mesmo a todas as outras perguntas (como idade e área de atuação). Por exemplo: uma mulher geóloga, de 40 anos, perdeu 5% a mais do tempo de pesquisa do que um homem geólogo de 40 anos.

Para cientistas (homens ou mulheres) que tinham filhos de 5 anos de idade ou menos, a queda no tempo de pesquisa chegou a ser 17% maior do que para aqueles nas mesmas condições e sem filhos. Ter mais de um filho foi associado a uma queda adicional de 3% nesse tempo.

No caso de mulheres com filhos, então, explica Kyle Myers, professor da Universidade de Harvard e um dos autores do estudo, o tempo dedicado à pesquisa durante a pandemia foi 22% menor do que o de homens sem filhos.

“Portanto, se você quer saber como o grande declínio está associado a cientistas que são do sexo feminino e têm um filho pequeno como dependente, nas mesmas condições, adicione os 5% (do sexo feminino) e os 17% (ter dependentes pequenos) para chegar a um declínio geral de 22% no tempo de pesquisa em comparação com um homem que não tem um dependente pequeno” – Kyle Myers, professor de Harvard
“De fato, ‘proteger-se em casa’ não é o mesmo que ‘trabalhar em casa’ quando os dependentes também estão em casa e precisam de cuidados”
, pontuam os cientistas no estudo.

Myers alerta, entretanto, que a pesquisa aponta que há uma correlação entre esses fatores, mas não é possível dizer que o gênero e o cuidado com os filhos são a causa da redução de horas.

“Fizemos o possível para explicar outras diferenças entre os cientistas, mas este estudo é apenas um começo para melhorar nossa compreensão de como a pandemia e políticas como distanciamento social e ficar em casa estão afetando os cientistas”, explica o professor de Harvard.

(CONT NO LINK ACIMA)

Técnicos de laboratório conduzem testes sorológicos para Covid-19 em um laboratório em Or Yehuda, Israel, no dia 16 de julho.  — Foto: Jack Guez/AFP

Técnicos de laboratório conduzem testes sorológicos para Covid-19 em um laboratório em Or Yehuda, Israel, no dia 16 de julho. — Foto: Jack Guez/AFP

– Pesquisadores que fazem a diferença em um mundo de pandemia!

Abdicar do convívio familiar por dias em nome da Ciência? Correr riscos em prol da descoberta de novos métodos médico-científicos para o bem das pessoas? Dedicar-se a uma causa incontestavelmente importante?

Esses são os verdadeiros pesquisadores brasileiros, dotados de vocação e espírito humanitário.

Muito me orgulha, particularmente, que a cientista desta matéria abaixo, a Dra Andréia Porcari, seja a minha esposa que amo muito

Em: https://www.usf.edu.br/noticias/noticias-historico-exibir/164788025/pesquisadora+da+usf+integra+projeto+financiado+pela+capes+para+diagnostico+inovador+da+covid19+em+parceria+internacional.htm

PESQUISADORA DA USF INTEGRA PROJETO FINANCIADO PELA CAPES PARA DIAGNÓSTICO INOVADOR DA COVID EM PARCEIRA INTERNACIONAL

A pesquisadora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências da Saúde da Universidade São Francisco (USF), Dra. Andreia Porcari, é uma das responsáveis por um projeto que propõe um método inovador para detecção da COVID-19. Este projeto foi um dos 30 selecionados, entre mais de 600 projetos, pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) no edital de seleção emergencial, que tem como tema “Prevenção e combate a surtos, endemias, epidemias e pandemias”, com resultado divulgado neste mês.

O título do trabalho é “Validação multicêntrica de biomarcadores diagnósticos e prognósticos de COVID-19 utilizando a nova caneta analítica MasSpec Pen e espectrometria de massas”. Este projeto ocorre através de uma parceria internacional com a Universidade do Texas, através da premiada Dra. Livia Eberlin, inventora de uma caneta capaz de detectar assinaturas químicas do câncer, chamada de Masspec Pen, reconhecida pelo Genius Award 2019, da MacArthur Foundation (EUA). A idéia é utilizar esta caneta para realizar o diagnóstico da Covid-19 de forma simples, rápida, de baixo custo e com alta eficiência.

A USF, responsável pela etapa de coleta de amostras e dados clínicos, estabeleceu uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Bragança Paulista, através da qual irá coletar amostras de pacientes hospitalizados por suspeita ou diagnóstico de COVID-19. O projeto conta ainda com a colaboração da UNIFAG. Além da USF, da UNIFAG, da SMS de Bragança, e da Universidade do Texas, participa também a Universidade Presbiteriana Mackenzie, através dos pesquisadores Prof. Dr. Marcos N. Eberlin, Prof. Thiago Canevari e Prof. Manuel Salustiano.

Esta parceria possibilitará a admissão de alunos de doutorado, além de trazer recursos para viabilizar os insumos da pesquisa. Projetos como este demonstram o empenho e compromisso de nossos cientistas e pesquisadores para encontrar melhores soluções para o enfrentamento da pandemia que afeta a todos nós.

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– A ética na divulgação dos resultados e os cientistas!

Essa pesquisa realmente preocupa. Veja esta questão que envolve os cientistas: será que todos os experimentos podem ser considerados válidos?

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u413926.shtml

QUASE 10% DOS CIENTISTAS JÁ NOTARAM DESVIOS ÉTICOS EM LABORATÓRIOS

Uma série de entrevistas realizadas com 2.212 cientistas da área biomédica nos Estados Unidos indica que a falta de ética pode ser um problema subestimado no meio.

Segundo o resultado do levantamento, divulgado pela revista “Nature”, 9% dos cientistas disseram já ter testemunhado algum caso de falsificação de resultados, plágio ou invenção de dados. Entre os 267 episódios relatados para a pesquisa, 37% nunca foram denunciados a instâncias superiores para investigação, por medo de represálias ou de comprometer orçamentos coletivos.

Se o levantamento for uma amostra representativa, dizem os autores, mais de 3.000 casos de desvio ético podem estar ocorrendo anualmente nos EUA.

– Cobaias do 3o mundo em nome da ciência?

Para Vacinas e Medicamentos chegarem às prateleiras, depois de vários testes laboratoriais, etapas de estudo e testes em animais, chega a vez da pesquisa em pessoas, correto?

Um retrato horrendo: as cobaias são ‘terceirizadas’.

Assustador.

Extraído de: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI269853-17773,00-TERCEIRIZANDO+COBAIAS.html

TERCEIRIZANDO COBAIAS

Farmacêuticas de países ricos usam cada vez mais nações pobres para testar seus remédios — e são acusadas de experimentos antiéticos

por Felipe Pontes

“Eticamente impossível.” Esse é o nome do relatório divulgado em 12 de setembro pela Comissão de Bioética da Presidência dos Estados Unidos sobre testes científicos conduzidos pelo governo do país que infectaram com sífilis e gonorreia 700 pessoas na Guatemala entre 1946 e 1948. Não foram apenas os abusos do passado que preocuparam os especialistas convocados por Barack Obama para investigar o caso. A comissão admite que é necessário mais transparência e melhor regulação para garantir os direitos de pessoas que participam dos testes de medicamentos. Especialmente os voluntários de países pobres, cada vez mais usados como cobaias por empresas das nações mais ricas.

Susan Reverby, a historiadora responsável por descobrir os arquivos que mostram os experimentos nos quais 83 guatemaltecos morreram, alerta que o perigo da “importação” dos voluntários de estudos continua. “É muito preocupante ver a globalização dos testes clínicos. É mais fácil encontrar pessoas que aceitem participar fora dos Estados Unidos porque elas são ingênuas.” Para ela e outros estudiosos de bioética, testes eticamente questionáveis que expõem a população de nações subdesenvolvidas a grandes riscos continuam ocorrendo.

Não faltam denúncias contra esse tipo de prática. Nos últimos 7 anos, um hospital na Índia testou remédios de multinacionais farmacêuticas em pacientes que dizem não ter sido informados que participavam de um experimento, causando pelo menos 10 mortes. Em 2008, 12 crianças morreram na Argentina após participarem de experimentos para a fabricação de uma vacina contra pneumonia, enquanto os pais, analfabetos, diziam não ter sido avisados sobre o teor da pesquisa. No Brasil, comunidades ribeirinhas do Amapá foram deliberadamente picadas com mosquitos infectados pela malária como parte de um estudo de uma universidade dos EUA, em 2006. Em 1996, 11 crianças nigerianas em estado de saúde precário morreram e outras sofreram danos cerebrais após testarem uma droga contra meningite. A principal diferença entre esses casos e os relatos históricos na Guatemala é que, agora, em vez de governos, os acusados pelos abusos são grandes empresas farmacêuticas.

COBAIA IMPORTADA

As denúncias aparecem num contexto de crescimento do uso de estrangeiros em testes de medicamentos nos Estados Unidos e países europeus. Só em 2008 (último ano com dados compilados), 78% dos pacientes que participavam de pesquisas para drogas aprovadas pela agência americana responsável por fiscalizar remédios (FDA) estavam fora dos EUA. Naquele ano, houve 20 vezes mais testes conduzidos em países estrangeiros que em 1990.

Na Europa, entre 2005 e 2009, 61% dos testes clínicos eram de locais fora do continente. “Tanto o FDA quanto a Emea (agência europeia) inspecionam menos de 1% dos lugares onde são feitos os testes clínicos. As autoridades locais podem não ter os recursos e expertise técnica para cuidar dos problemas”, alerta David Ross, professor de medicina da George Washington University que trabalhou durante 10 anos no FDA analisando remédios.

Essa regulação falha pode estar por trás de uma briga judicial de 13 anos entre a Pfizer e o governo da Nigéria. A farmacêutica testou em 1996 um antibiótico contra meningite em crianças nigerianas com a doença em estado avançado. Durante a experiência, 11 morreram e outras desenvolveram problemas cerebrais. A companhia não obteve o consentimento de todos os participantes por escrito, foi acusada em reportagem do jornal Washington Post de ter falsificado documentos para conseguir a aprovação dos estudos e foi processada pelo governo nigeriano. Em 2009, pagou US$ 75 milhões ao país para arquivar a disputa, sem admitir culpa. A empresa afirmou a Galileu que a droga não matou, pelo contrário, salvou vidas e foi mais efetiva que o tratamento existente na época para a doença. Quanto à falta de autorização dos participantes, diz que “por conta das altas taxas de analfabetismo da Nigéria, nem sempre foi possível obter consentimento por escrito”. Os argumentos não convencem David Ross. “É arriscado experimentar em crianças cronicamente doentes que fazem parte de uma população vulnerável. Um teste desses dificilmente seria aprovado nos EUA.”

A falta de consentimento também foi denunciada em testes clínicos realizados de 2004 a 2011 na cidade de Bhopal, na Índia. O local foi vítima de um dos maiores desastres químicos da história, quando 40 toneladas de gases letais vazaram de uma fábrica de agrotóxicos em 1984, matando 8 mil pessoas e deixando 150 mil com doenças crônicas. O Bhopal Memorial Hospital Research Centre, criado especialmente para tratar os afetados pelo desastre, é acusado por pacientes de receber dinheiro de companhias farmacêuticas como a AstraZeneca para testar remédios nos indivíduos debilitados sem que eles tivessem sido avisados. Dos participantes, pelo menos 10 morreram, de acordo com o jornal indiano IBN. Em documentário sobre o tema lançado em julho pela TV Al Jazeera English, um indiano chamado Ramadhar Shrivastav (em foto na pág. anterior) alega que médicos pediram para que assinasse um documento em inglês e depois lhe entregaram duas garrafas de pílulas de remédios desconhecidos para tomar. “Se gastar meu dinheiro processando o hospital não terei como alimentar meus filhos”, disse à Al Jazeera.

LEI DO MELHOR PREÇO

A razão pela qual as farmacêuticas têm aumentado a terceirização de testes em países onde há menor escolaridade e maior concentração de pobres é financeira. Em 2008, Jean-Pierre Garnier, então executivo da GlaxoSmithKline (GSK), escreveu na revista Harvard Business Review que uma companhia que faz uso de 60 mil pacientes em testes clínicos poderia poupar até US$ 600 milhões por ano ao relocar 50% das suas pesquisas para locais como a Índia e a América Latina. Segundo Garnier, um centro médico de altíssima qualidade na Índia cobraria “apenas” US$ 1,5 mil a US$ 2 mil por paciente em cada teste, enquanto o mesmo sairia por US$ 20 mil num lugar de segunda linha nos EUA.

Há outro grande atrativo nos países pobres: uma burocracia menos rígida, que reduz o tempo de uma pesquisa e aumenta a chance de ela ser aprovada. Bioéticos dizem que um exemplo disso são testes feitos com grávidas portadoras do HIV em Uganda durante a década de 1990, com financiamento do governo americano.

Enquanto um grupo recebeu o antiviral AZT, outro recebeu placebo, mesmo já sabendo que o AZT poderia proteger os recém-nascidos. “Onde existe uma terapia médica que funciona comprovadamente, testes controlados com placebo são antiéticos”, afirma Kevin Schulman, diretor do instituto de pesquisas clínicas da Duke University e autor de dois relatórios sobre ética de pesquisas.

“É muito mais fácil convencer pacientes de países pobres a se submeterem a esse tipo de coisa. Para as farmacêuticas, pessoas de outros países são vistas como materiais crus que podem ser garimpados”, complementa David Ross. A questão vai além do consentimento. “Mesmo que uma pessoa entenda os riscos, ela pode não ter escolha. Muitos não têm dinheiro para pagar o tratamento padrão”, afirma o médico Amar Jesani, fundador do Centro para Estudos em Ética e Direitos da Índia. Assim, diz Jesani, viram cobaias para ter acesso a médicos, por mais que seja por um tempo reduzido (de semanas ou meses) ou por dinheiro.

ÀS CLARAS

Os testes clínicos são essenciais para o desenvolvimento de remédios efetivos e devem continuar. “Mas os países capazes de oferecer um bom atendimento de saúde devem tomar a frente. Não lugares como a Índia, que falhou em oferecer o acesso mínimo de educação e saúde ao seu povo”, diz Jesani.

O Brasil tenta evitar esse problema proibindo que voluntários sejam pagos. “As pessoas participam por altruísmo ou por entender que não existem mais recursos para a sua saúde fora do mundo da pesquisa”, afirma Gyselle Saddi Tannous, coordenadora da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Os pesquisadores somente podem pagar as despesas que o voluntário tem nos dias em que ele participa dos testes, como transporte e alimentação.

Mesmo assim, problemas acontecem. Em 2006, foi descoberto que moradores das comunidades ribeirinhas de São Raimundo do Pirativa e São João do Matapim, no Amapá, recebiam até R$ 30 por dia para serem picados por mosquitos com malária em pesquisa elaborada pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.

O caso foi denunciado no Ministério Público Federal e não houve punição até agora, e o estudo foi interrompido pelo Conep. “E muitos protestaram porque queriam o dinheiro oferecido”, diz Gyselle, sublinhando a importância de leis para proteger candidatos a cobaias em países pobres. Ela afirma haver pressão da indústria internacional para que o Brasil afrouxe suas normas. “É preciso pesar o avanço da ciência, mas não devemos fazer isso à custa de vidas.”

– Brasil possui 11 famílias com sangue Bombaim e exportou “vida”!

Aconteceu há dois anos, mas é muito curioso: eu nunca tinha ouvido falar de Sangue O Negativo Bombaim! Raríssimo, uma vida na Colômbia foi salva por brasileiro que enviou o sangue do nosso país para lá (não havia nenhum colombiano com tal sangue, apenas a pessoa que recebeu a doação).

Extraído de: http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,sangue-de-cearense-salva-bebe-colombiana,70001889706

SANGUE DE CEARENSE SALVA BEBÊ COLOMBIANA

Criança precisou de doador estrangeiro por ter tipo raro; Brasil exportou material pela 1ª vez

O sangue de tipo raríssimo de um jovem cearense salvou a vida de um bebê de 15 meses na Colômbia nesta semana. Desde a criação do Cadastro Nacional de Sangue Raro, essa foi a primeira vez que o País exportou material para outra nação, segundo o Ministério da Saúde brasileiro.

A transfusão foi feita na quarta-feira, 12, em Medellín. As autoridades locais não haviam conseguido encontrar um colombiano com o mesmo tipo de sangue da criança, conhecido como fenótipo Bombaim e fizeram um alerta à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Essa história começou na terça-feira da semana passada, quando a menina chegou ao hospital com vômitos e falta de ar. A equipe médica descobriu que ela tinha baixo peso, anemia e hemorragia no trato digestivo superior. A transfusão era urgente.

Os testes iniciais concluíram que o tipo de sangue necessário era O negativo, mas nenhuma amostra era compatível. Os exames especializados concluíram que a criança não tinha sangue A ou B, ou AB, mas o fenótipo Bombaim. No Brasil, só há 11 famílias com esse tipo de sangue.

O corpo da menina não reconhecia nenhum dos tipos de sangue mais tradicionais e transfusão com o tipo errado poderia causar danos nos rins e até mesmo a morte, explica María Isabel Bermúdez, coordenadora da Rede Nacional de Bancos de Sangue da Colômbia.

Mas, diz ela, o fenótipo Bombaim não foi a causa da doença. “As pessoas com este tipo de sangue são geralmente saudáveis e, portanto, não necessariamente são identificadas.” O governo colombiano não informou quem era a família ou deu detalhes sobre o caso, como prevê a legislação local. O Estado apurou que a mãe da menina é pobre e bastante jovem.

Após o alerta, a rede de bancos de sangue no Brasil foi a única a identificar doador. Era um morador de Fortaleza, de 23 anos, que não teve o nome divulgado. No último sábado, ele doou 370 mililitros de seu sangue – quase o equivalente a uma lata de refrigerante.

Isso só foi possível pelo método refinado de análise de sangue do centro hematológico de onde veio a doação, que pesquisa anticorpos irregulares. “Há quase quatro anos, o Hemoce (Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará) adotou novo método na busca de doadores raros que permite detectar diferentes tipos sanguíneos, até raríssimos”, explica Denise Brunetta, coordenadora do laboratório de Imuno-hematologia do Hemoce.

Percurso longo. Depois do desafio de encontrar o doador, as autoridades ainda batalharam para obter licenças de autoridades competentes – como o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – para exportar o sangue e garantir que chegasse em bom estado ao destino.

“Saí para trabalhar na segunda-feira achando que seria um dia normal e no entanto acabei o dia embarcando com uma maleta de sangue para a Colômbia”, conta Natalícia Azevedo Silva, enfermeira do Hemoce, que protegeu o saco de sangue durante as mais de 20 horas de voo – contando o tempo de espera em aeroportos.

Para transportá-lo, foram seguidas as recomendações de transporte das legislações brasileiras e internacionais, explica Natalícia, que há 18 anos trabalha com o Hemoce.

“Colocamos a bolsa em recipiente rígido, envolta em material absorvente, com substância para refrigerar e controle de temperatura. A caixa foi lacrada e identificada como material biológico de risco mínimo. Não se pode passar a caixa no raio X nem transportar no compartimento de mala de bordo, pelo risco de danificar o conteúdo da bolsa”, descreve ela.

O trajeto do sangue não foi fácil: saiu de Fortaleza, passou por São Paulo, Panamá, Bogotá e Medellín, superando 4 mil quilômetros. Confirmada a compatibilidade, o material biológico foi fragmentado: 80 centímetros cúbicos foram destinados para transfusão do bebê, e o restante foi conservado caso haja nova necessidade.

“Esta história, sem precedentes para os dois países, confirma que a rede de colaboração que foi criada pelas autoridades de saúde na região está funcionando de maneira permanente, eficaz e solidária”, disse ao Estado o ministro da Saúde da Colômbia, Alejandro Gaviria. “É emocionante saber que os brasileiros tomaram como sua própria causa a vida da menina de Medellín”, acrescentou o ministro.

Histórico. A Coordenação-Geral de Sangue Hemoderivado (CGSH) oferece consulta ao Cadastro Nacional de Sangue Raro. Essa atividade é feita pelo Hemocentro da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que centraliza as informações dos doadores de sangue considerados raros de todo o País.

Entre 2015 e este mês, a CGSH recebeu 25 solicitações de consulta ao cadastro. Em 2017, até agora, foram nove pedidos, com 100% de atendimento.

EM APENAS 0,1% DA POPULAÇÃO

Descrito pela primeira vez em Mumbai, na Índia, o sangue do fenótipo Bombaim – o nome se refere à cidade indiana – está presente em apenas 0,1% da população. Ele é caracterizado pela ausência do antígeno H, presente em 99,9% das pessoas. Os indivíduos com sangue do fenótipo Bombay tem um gene raro que dá a eles um anticorpo contra esse antígeno. Se receberem um sangue que não seja Bombay, podem ter grave reação e até morrer.

No Brasil, já foram encontradas pessoas com esse subtipo no Ceará, em São Paulo e em Estados da Região Sul. Em 2014, o Ministério da Saúde criou o Cadastro Nacional de Sangue Raro. Depois disso, 25 solicitações de consulta já foram atendidas em território nacional.

– A parceria para validar diagnóstico e prognóstico de COVID-19 a partir de brasileiros engajados!

Há de se aplaudir quem faz a diferença!

Através da espectrometria de massas com a tecnologia da caneta analítica MasSpec Pen, somada com os esforços dos cientistas da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Universidade São Francisco (USF), uma incrível iniciativa para ajudar a diagnosticar o COVID-19 está nascendo. E a baixo custo, com uma característica a ser aplaudida: desenvolvida por brasileiros!

Quem disse que não vale a pena incentivar a pesquisa científica no Brasil? Temos pessoas capacitadas, que contribuem com projetos mundialmente inovadores como este citado.

Sobre ele, clique em: https://www.mackenzie.br/noticias/artigo/n/a/i/projeto-de-professores-do-mackenzie-e-aprovado-em-edital-preliminar-da-capes/ (e aqui faço um elogio pessoal à minha querida esposa Andréia, que faz parte deste grupo de pesquisadores).

PESQUISA TEM COMO OBJETIVO DETECTAR UM NOVO TESTE RÁPIDO PARA O COVID-19

O projeto desenvolvido e enviado pelos professores da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Marcos Eberlin, coordenador do Discovery Mackenzie; Thiago Canevari, coordenador do curso de Engenharia Química; e Manuel Salustiano, do curso de Farmácia; foi aprovado em edital preliminar da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). O título do trabalho é Validação multicêntrica de biomarcadores diagnósticos e prognósticos de COVID-19 utilizando a nova caneta analítica MasSpec Pen e espectrometria de massas e é um dos 30 trabalhos selecionados no edital de seleção emergencial, que tem como tema “Prevenção e combate a surtos, endemias, epidemias e pandemias”. O projeto dos professores da UPM tem como objetivo desenvolver um novo teste diagnóstico para covid-19, simples, rápido, de baixo custo e alta eficiência, baseado na detecção de alterações de perfil metabólico. O trabalho será baseado em uma parceria com a pesquisadora associada do projeto, Livia Eberlin, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, que tem usado uma “caneta” inovadora, chamada de MasSpec Pen, como uma ferramenta que é aplicada com grande sucesso em diagnósticos rápidos e altamente confiáveis de diversos tipos de câncer. O trabalho já recebeu inúmeras premiações como o Genius Award, da MacArthur Foundation. De acordo com Thiago Canevari, o projeto utilizará estratégias semelhantes no diagnóstico de doenças já conhecidas no Brasil, como Zika, Dengue e Chikungunya. “Serão utilizados no diagnóstico e prognóstico da covid-19 em urina, secreção nasal ou diretamente pelo toque na língua de pacientes, sendo essa a primeira aplicação da caneta em diagnósticos de microrganismos”, explicou. Canevari comenta também que será desenvolvido um teste remoto, acoplado ao smartphone para diagnóstico rápido, barato e confiável, que será baseado no desenvolvimento de biossensor, empregando nanomateriais modificados com material genético do vírus que terão sua eficácia comprovada usando a caneta MasSpec. Essas amostras serão coletadas e os dados tratados estatisticamente em parceria com a Dra. Andreia Porcari, da Universidade São Francisco (USF). Já o professor do curso de Farmácia da UPM, Manuel Salustiano, desenvolverá métodos de derivatização, técnica utilizada para transformar uma substância em outra, de estrutura semelhante, por meio reações orgânicas que possam melhorar a detectabilidade e confiabilidade dos diagnósticos. O projeto concorreu com mais de 500 propostas e foi um entre os 30 contemplados, por ter recebido nota 10, nota máxima dos avaliadores em todos os seus quesitos. “Esse feito reflete a qualidade da pós-graduação em engenharia de materiais e nanotecnologia, e deve contribuir para a expansão do programa e sua melhor avaliação pela CAPES”, comemora Canevari. Além da relevância que a pesquisa tem para este momento que vivemos, ela ainda contribui para o desenvolvimento da ciência de forma geral e investe na educação, pois o projeto contempla 14 bolsas, sendo seis de pós-doutorado e oito de doutorado.

– O mau negócio da “Segurança Psicológica” em não opinar no Trabalho

Você se omite em opinar durante as reuniões de trabalho? Essa “segurança psicológica” é uma omissão a ser evitada.

Boa matéria que compartilho, extraído de Época Negócios, Ed 111, Caderno Inteligência, Pg 26

NÃO TENHA VERGONHA DE OPINAR

Ficar quieto para obter “segurança psicológica” é mau negócio. 

Você talvez já tenha vivido essa situação: durante uma reunião, não expressou críticas ou fez propostas possivelmente melhores que as de outros participantes por receio de ofender alguém ou mesmo ser repreendido pelo chefe por uma suposta inconveniência. Essa opção pelo silêncio é o resultado, segundo Amy Edmondson, professora da Harvard Business School, de um fenômeno que ela chama de “segurança psicológica”. Nosso cérebro segue a programação de sempre se preocupar com o que os outros pensam sobre nós e as consequências disso. É algo que remonta a milênios da civilização humana: na pré-história, entrar em conflito com os outros poderia significar a expulsão da tribo, ameaçando diretamente a própria sobrevivência, daí o instinto de evitar tais situações.

Mas a omissão e o recato em nada ajudam seu progresso profissional – ao contrário. E a falta de participação também afeta diretamente o desempenho geral da equipe. Por isso, aconselha a professora de Harvard, devemos ter consciência desse fenômeno e superá-lo, sem medo de ter opiniões ou propostas diferentes basta saber expressá-las com habilidade. Isto também nos garantirá a tal “segurança psicológica” que, segundo estudo divulgado pelo Google People Operations (seu setor de RH), é o principal dos cinco traços característicos das empresas mais bem-sucedidas (os outros são confiabilidade mútua, clareza de metas, significado do trabalho e impacto do trabalho).

– O ministro astronauta em entrevista bem humorada.

Marcos Pontes, o Ministro da Ciência e Tecnologia, deu uma entrevista interessante ao Programa Pânico, da Rádio Jovem Pan.

Goste ou não do Governo Bolsonaro, vale a pena assitir a fala de Pontes (que notabilizou-se nacionalmente por ser o primeiro brasileiro a viajar pelo espaço, junto à Nasa).

Bem humorada, a fala está em: https://youtu.be/AimyFQK6R4k

– Camarão Pink Floyd!

Você gosta de camarão?

Eu adoro! E feito de qualquer jeito. Saudável e gostoso, pode ser pescado no mar ou criado em cativeiro.

A mais nova descoberta (na costa do Panamá) é de um camarão de garras “rosa-choque”, que solta vibrações com um volume muito alto, capaz de matar outros peixes, batizado de Pink Floyd.

O que falta para a Ciência descobrir, não? E quantos outros seres vivos que ainda não conhecemos…

Extraído de: http://superabril.com.br/ciencia/nova-especie-de-camarao-e-batizada-com-nome-de-pink-floyd/

NOVA ESPÉCIE DE CAMARÃO É BATIZADA COM NOME DE PINK FLOYD

Crustáceo progressivo usa sua garra rosada para criar vibrações supersônicas e matar presas no fundo do mar

Por Guilherme Eler

Foi mais forte do que os próprios cientistas. Fãs de rock nas horas vagas, o grupo viu na descoberta de uma nova espécie de camarão a chance perfeita para homenagear uma de suas bandas preferidas. E a referência deixaria o Pink Floyd orgulhoso: assim como a histórica banda inglesa, o pequeno crustáceo faz também um barulho, digamos, conceitual. Com cerca de 5 centímetros, ele é capaz de paralisar e matar suas presas à distância, munido de sua arma supersônica – uma estilosa garra na cor rosa.

A escolha do nome da criança, Synalpheus pinkfloydi, une o útil ao agradável: com “pink”, tem-se uma referência perfeita à garra rosada do bicho. “Floyd”, que já vem no pacote, teve de ganhar o “i” ao final, em uma tentativa de ajustar a alcunha ao formalismo da taxonomia, que pede que novas espécies tenham nomes em latim. A variedade integra a família dos camarões-pistola, também conhecidos como camarões-de-estalo.

Sammy De Grave, pesquisador do Museu de História Nacional de Oxford, disse ser fã da banda inglesa desde a adolescência. “Ouço desde que o ‘The Wall‘ foi lançado em 1979, quando eu tinha 14 anos”, declarou à BBC. À NPR, o pesquisador revelou seu conhecimento aprofundado da banda. Segundo De Grave, a referência ao nome “é feita na linha ‘By the way, which one of you is Pink?’ da canção ‘Have A Cigar‘”, que integra o álbum Wish you were here.

Para completar a lista de coincidências, a espécie descoberta também tem sua veia sonora – utilizada para a sobrevivência. E a habilidade de produzir “música” (tecnicamente, ondas supersônicas) vem de sua garra rosada: o ato de abrir e fechá-la rapidamente causa um estouro na casa dos 210 decibéis, volume que, de tão alto, é capaz de matar até peixes pequenos que estiverem passeando desavisados pela região.

O ruído deixa no chinelo, por exemplo, o som causado pelo disparo de uma arma de fogo, uma turbina de avião ou mesmo shows de rock, que podem alcançar meros 120 dB“Shine on, S. pinkfloydi” – diria, provavelmente, Roger Waters.

A espécie é nativa da costa do Pacífico do Panamá. Sua descoberta foi descrita no periódico científico Zootaxa, e tem, inclusive, participação brasileira. Dentre os autores, estão uma equipe da Universidade Federal de Goiás, além de cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e de Seattle, nos EUA.

E o melhor: não é o primeiro crustáceo identificado pelos pesquisadores que leva um nome de astros do rock. Vocalista da banda Rolling Stones, o azarado Mick Jagger tem também no currículo uma variedade de camarão que faz referência ao seu nome. Explicar o porquê da Elephantis jaggerai ter ganhado esse nome, no entanto, parece ser uma tarefa ainda mais difícil. Quem sabe a espécie arrisque um ou outro passinho estranho de dança no fundo do mar.

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem souber, informar para publicar o crédito.

– Quando ser esforçado vale a pena…

EDUCAÇÃO -‬ Gustavo Cabral: sou fã do cara!‬

‪Pobre, trabalhador, jovem, esforçado e que se tornou o grande nome do Brasil na busca da vacina contra o Coronavírus em Oxford!‬

‪Sobre ele, em: https://youtu.be/qrmiow8u3Bo

– Gustavo Cabral, o pesquisador de Oxford, e a pesquisa da vacina para Covid-19

Gustavo Cabral: já ouviu falar dele?

Um baiano que levantava às 3h da manhã, trabalhava num açougue e… dormia na aula de tanto cansaço. Reprovou 3 vezes a 8a série, não desistiu e ingressou na faculdade. Formado, depois de muito esforço, se tornou um renomado pesquisador. É ele um dos integrantes do grupo de trabalho que estuda uma vacina contra o Covid-19 em Oxford.

Ele deu uma entrevista muito interessante falando sobre o Novo Coronavírus, vacina, ensino e pesquisa; também elogiou no Brasil a FAPESP e tratou de outras coisas, como:

“Se há troca de informações para desenvolver vacina entre laboratórios? Esquece. Somente pesquisadores de universidades públicas fazem isso”.

“Malária não tem vacina. Lembram da promessa de uma vacina para o Zika Vírus. Cadê?”

‘Tomar hidroxicloroquina é um perigo! Se você tem um coração que funciona bem, toma isso para ver o que acontece. Ela tem muitos efeitos colaterais.”

“Pedi um reagente em Oxford às 11h e tive ele às 15h. No Brasil, quando fiz a mesma coisa, pedi no meio do mês de Abril e chegou em Maio!”

“Reinfecção do Novo Coronavírus? Se existe? Lembre que o vírus da gripe muda. Os vírus são mutáveis. E se fizer a vacina e o vírus mudar, tem que mudar a vacina.”

Em tom bem descontraído, vale assistir o inteligente, esforçado e espirituoso pesquisador. Um exemplo de persistência na vida!

Está em: https://www.youtube.com/watch?v=a7IK1pgYftc

– O ineditismo de uma pandemia em meio a globalização!

Nas festas de final de ano 2019, quem imaginou que 2020 seria um ano tão travado? Aliás, o “ano novo” não começou mesmo, e, pelo jeito, não começará de verdade do jeito que gostaríamos já que estamos em meados de junho.

Quantas pessoas você conhece que passaram por uma pandemia e se recordam como ela foi? As mais idosas vivas (centenárias) eram crianças quando ocorreu a última, a da Gripe Espanhola, que durou de 1918 a 1920 (portanto, há 100 anos).

Repare nesses números: crê-se que a Influenza tenha atingido meio bilhão de pessoas, com 50 milhões de mortos. Mas considere:

– O mundo estava saindo da Primeira Guerra Mundial, então as economias pegaram o efeito da pandemia já cambaleadas;

– A Globalização era algo muito ínfimo. De tal forma, a doença “não viajava” como ela faz hoje, se concentrando nos centros mais populosos próximos de onde ela ganhava corpo.

– A desinformação era diferente da falta de informação. Explico: hoje, morre-se menos porquê temos mais informação de boa qualidade e as pessoas sabem corretamente como se precaver (caso pesquisem). Naquele tempo, não tínhamos “informação via satélite” e nem sonhávamos com a Internet e por esse motivo, a falta de cuidado e de alertas era maior. Boatos, como os de hoje, existiam também (na versão de Fake News daquele período de época). Porém, pela falta de recursos tecnológicos, era mais difícil desmentir. Hoje, temos informação de boa qualidade duelando contra as mentiras. Naquela época, a pouca informação lutava contra a desinformação (a informação errada, mas não proposital) e a boataria (nossas Fakes News de hoje).

– A Medicina, evidentemente, é muito mais avançada hoje do que há 100 anos – não só pelas drogas descobertas mas também pelo intercâmbio de médicos e troca de pesquisas em tempo real.

Diante de tudo isso, vemos uma questão político e social que nos traz medo e incertezas, com empresas quebrando e simultaneamente ocorrendo revoltas de lados ambíguos da população (contra ou não o isolamento).

O problema do capital de giro e prejuízos do Mercado nunca vai se equilibrar com o dano das mortes. Não existe “preço pela vida”, mas deveria se existir o bom senso de otimizar e se programar para a pausa das atividades. Diante desse impasse (ou melhor, dessa imprudência das autoridades), ninguém conseguiu resolver a contento.

Todos os setores hoje são atingidos. Talvez depois da Segunda Guerra Mundial, tenha sido a primeira catástrofe global que vivemos. Se ela não for, certamente é na questão de acompanhamento e debates on-line.

Por curiosidade: a APEA, que era a “Federação Paulista de Futebol de então”, anunciou a suspensão do Campeonato Paulista de 1918 devido à epidemia de Gripe Espanhola citada anteriormente (e que matou 35 mil brasileiros). Os jogos foram retomados no fim do ano, e o campeonato foi concluído no início de 1919, com o Paulistano-SP campeão. E importante: o presidente Rodrigues Alves foi uma das vítimas.

Se o Brasil parou por quase 1 ano há 102 anos, tendo 35 mil mortos totalizados e com as condições precárias de saneamento básico e saúde da 2ª década do século XX, compare com o número de vítimas atuais em nosso país.

É lógico que temos culpados por tudo isso: o descuidado em impedir a entrada do vírus no país (quando houve as notícias dos primeiros casos da Itália, a Argentina fechou imediatamente a entrada de italianos e voos procedentes de lá). Nosso Presidente da República pouco ajudou nos exemplos de prevenção e debochou por diversas vezes da pandemia (sem contar que não evitou aglomerações); em contrapartida, os Governadores não se esforçaram em tomar cuidado com a compra de respiradores ou na montagem de Hospitais de Campanha a preços honestos, permitindo (consciente ou não) a corrupção. Por último, ninguém preparou as empresas para dias de fechamento: fizeram as pessoas ficarem em casa antes do pico e as liberaram durante esse período mais crítico (deveria ser exatamente o contrário). Fizemos tudo errado (mesmo tendo outras nações que começaram antes com o Novo Coronavírus e que poderiam ter servido de modelo para nós).

Contra o Covid, precisamos sem dúvida de Ciência, de boa Gestão da Saúde Pública, de Cidadania, de Solidariedade e para não enlouquecermos.

Repare nos conselhos contra a Pandemia da Gripe Espanhola há 100 anos:

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Por último, acrescente algumas notícias dos jornais da época:

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Images extraídas da Web, autoria desconhecida.

– Os Jovens comportados e responsáveis são aqueles que alcançam o sucesso!

Neste mundo de muita confusão comportamental e de valores deturpados, uma matéria muito bacana sobre os jovens que alicerçam sua vida na família, na religião, no trabalho e no estudosem perder a alegria.

Nada de excessos, distância das drogas e muita vontade de vencer: esse é o “jovem diferenciado”, que deveria não ser a “exceção”, mas a regra da sociedade!

A ótima matéria está no Jornal de Jundiaí (www.jj.com.br), caderno Cidades, na edição de alguns domingos atrás, por Mauro Utida (mutida@jj.com.br)

EM TEMPOS MODERNOS, JOVENS SE DESTACAM COM COMPORTAMENTO DIFERENCIADO

Pensar no futuro é uma das ocupações das quais os jovens mais se dedicam a fazer, porém nem todos conseguem se planejar para alcançar seus objetivos e sonhos e, com isso, se frustram. Em tempos modernos, onde há muita informação e liberdade, muitos novos adultos conseguem se destacar, buscando mais expressão com a maturidade e sem abandonar os valores da família.

Eles podem até ser considerados ‘caretas’, inocentes e até mesmo, conservadores, mas uma boa parte desta nova geração não está preocupada com baladas, como a maioria, mas sim na estabilidade financeira por meio de um bom emprego na área em que eles se formaram e na construção de uma família tradicional.

Para a psicóloga Maria de Fátima Maion Cosarin, a geração atual é mesclada, enquanto há aqueles que não estão nem aí para nada, há outros muito responsáveis, decididos e maduros.

Ela se preocupa apenas quando o jovem coloca a estabilidade financeira como prioridade. “O mais importante é o jovem se encontrar e alcançar o autoconhecimento, não só pensar na parte financeira. Conheço muitas famílias realizadas financeiramente, mas infelizes”, alerta.

Para ela, a liberdade pode ser vista de diversas maneiras, porém quando é associada ao álcool, drogas e sexo, se torna libertinagem. “Hoje o jovem tem a liberdade de expressão, mas falta maturidade. Não existe liberdade sem maturidade”, avisa.

Rock’n Roll
Quem olha para Daniel Pacheco da Silva, 23 anos, tocando baixo com sua banda de heavy metal, com camiseta preta, não imagina que ele é um administrador de banco de dados, formado pela Faculdade de Tecnologia (Fatec Jundiaí) em análise de sistema, bebe socialmente, costuma ir às missas frequentemente e é um dos mais tranquilos da turma.

Para ele, o relacionamento sério é mais “bacana” e procura alguém com quem tenha afinidade. Drogas? Nem pensar. “Não tenho nada contra, mas não me misturo”, declara. Ele não se considera uma pessoa diferente da sua geração por ser mais conservador do que a maioria dos jovens de sua idade, porém procura focar mais no seu trabalho e na música, já que também toca violão e gaita. “Cada um é cada um, não discrimino a opinião de ninguém”, desabafa.

Sonho de criança
Desde criança, Stephânia Vilela, 23 anos, sonha em se formar, conseguir um bom emprego e depois casar. Foi sempre uma aluna disciplinada e hoje, aos 23 anos, já faz pós-graduação em Direito do Trabalho, na Faculdade Padre Anchieta, em Jundiaí.

Ela se formou em Direito pela PUC-Campinas e no 5º ano de faculdade, conseguiu passar no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para poder exercer sua profissão. “Em cinco anos de faculdade, se fui a cinco festas foi muito”, diz.

Ela namora há quatro anos com um jornalista, que também está iniciando na profissão, porém os sonhos do casamento foram prorrogados para que os dois consigam uma estabilidade financeira e profissional primeiro. Na opinião dela, o próximo passo do casal será conseguir um imóvel e, só então, realizar a cerimônia matrimonial.

“Nosso namoro deu certo porque nós dois somos bem tranquilos, saímos mais para comer fora e se reunir com os amigos, ou ficar assistindo Netflix em casa (risos)”, revela.

O que chama a atenção em Stephânia são as suas tatuagens e um piercing no nariz, nada comum para uma advogada. Mas ela afirma que não gosta de estereótipos e quer ser uma profissional sem abandonar seu estilo. “Adoro tatuagens e piercing, quero ter minha liberdade de escolha dentro da minha profissão, não gosto de estereótipos”, declara.

Lado espiritual
A psicóloga Fátima Maion Cosarin também destaca a importância dos jovens terem uma espiritualidade forte, seja qual for a religião. Para ela, jovens com este perfil, costumam alcançar a maturidade mais rápido, pois de alguma forma a religião costuma trabalhar com as frustrações.

O analista de suporte, Thiago Hernandes Cardoso da Silva, 30 anos, foi influenciado pela avó a frequentar as missas católicas. Ele gostou de participar deste ambiente e, dentro do grupo de jovens, conheceu sua namorada, com quem está há 3,5 anos. Eles já planejam o casamento dentro da Paróquia São João Batista, na Ponte São João, em 2019. “Estamos praticamente noivos”, declara.

Silva afirma que os bons costumes não aprendeu na igreja, mas sim dentro de casa. Para ele, a educação tem que vir da família e a igreja, como um direcionamento para a espiritualidade. “Os meus princípios e minha educação foram passados pelos meus pais, a igreja é meu suporte espiritual”, diz ele, que é formado em informática.

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– Quando a Medicina se une com a Fé!

Há dois anos…

Achei muito interessante a entrevista do Dr Cláudio Lottenberg, presidente do Hospital Israelita Albert Einstein às Páginas Amarelas da Revista Veja dias atrás. Questionado sobre o judaísmo estar intrisecamente ligado à filosofia do importante e famoso hospital (que é mantido pela comunidade judaica), declarou:

Tenho aqui as melhores ferramentas da lógica e da ciência para comandar esse hospital, mas uso a fé como instrumento fundamental de gestão. É acreditar em coisas não tangíveis, e isso é fundamental para buscar a qualidade no Albert Einstein”.

Muito bom! Tal declaração serve para qualquer religião e mostra como Fé e Ciência devem andar de mãos dadas.

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– Space X acoplada na Estação Especial. E aí, Terraplanistas?

Como há gente que pode acreditar em pleno século XXI que o Planeta Terra é plano?

Mesmo com o sucesso da parceira entre Nasa e SpaceX, possibilitando um show de transmissão na aventura espacial (mostrando que nosso mundinho é redondo, ao vivo e em cores), há aqueles que duvidam de tudo isso!

Não há muito o que dizer…

Em conquista histórica, SpaceX acopla cápsula para humanos na ...