– A lei da Cadeirinha: costume ou necessidade?

Hoje começa a vigorar a lei das cadeirinhas dos veículos automotores. A idéia é proteger as crianças nos bancos traseiros. O motivo é ótimo, mas há alguns problemas: o custo ainda é alto (será que tal equipamento deveria custar tanto?), a necessidade de modelos específicos conforme o tamanho (se você tiver 3 filhos: 6, 3 e 1 ano, como fará para transportá-los?) e, principalmente, o costume em usá-las.

Se a lei é para todos, por quê as vans escolares, ônibus e táxis estão dispensados? Porque seria inviável? Quem não tem dinheiro para comprar as cadeirinhas, ou cujas mães andam no banco de trás com seus filhos, podem também alegar tal motivo.

Gostaria de que a lei valesse para todos por coerência, ou que fosse revista com meios alternativos.

E você, o que acha da Lei das Cadeirinhas?

Aqui em Jundiaí, a lei promete ser cumprida. Ao menos, a fiscalização já está nas ruas. E como as autoridades gostam de uma receita de multa…

– Candidato Tiririca e sua declaração de bens

Coisas inacreditáveis de uma eleição: o candidato Tiririca, aquele mesmo humorista que está enfurecendo o Mercadante e alegrando a campanha na TV (cada um querendo o cargo como meio de vida… infelizmente!), vai gastar R$ 3,5 mi na corrida eleitoral! Não imaginava que tinha tanto dinheiro… Vai recuperá-lo como?

Vejo também que declarou não ter bens à Receita Federal e ao TSE. Motivo: se separou da mulher e colocou o patrimônio em nome de outras pessoas.

Nem se elegeu e já aprendeu bem…

– Você já foi entrevistado?

Você já foi pesquisado sobre intenção de voto à Presidência?

Se não, olha como é a Metodologia:

(Você sabia que há mais entrevistados em Itapissuma do que em Jundiaí, Itu e Sorocaba somados?)

 

VOCÊ SABE COMO É FEITA A PESQUISA DE INTENÇÃO DE VOTO?

 

Por Reinaldo Oliveira

 

Esta dúvida, diante dos números apresentados durante a presente campanha eleitoral, aparece na cabeça, de oito a cada dez eleitores. Por conta disso, esta informação encontra-se a disposição do eleitor no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De uma pesquisa recente, postada neste site, é importante observar os seguintes números:

Num universo de 2508 pesquisados, a proporção por região, ficou assim definida:

Região Norte/Nordeste – 840 pessoas pesquisadas.

Estado de São Paulo – 574 pessoas pesquisadas.

Minas Gerais – 256 pessoas pesquisadas.

Região Sul – 378 pessoas pesquisadas.

Rio de Janeiro – 278 pessoas pesquisadas.

Região Central – 182 pessoas pesquisadas.

E aqui entra algumas considerações. Qual o número de eleitores da região Norte/Nordeste? Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do País, entretanto, tem um número de pesquisados menor que a região Sul. O Rio de Janeiro também tem um número de pesquisados bastante reduzido.  A distribuição por Estado, número de cidades e de eleitores pesquisados, para esta pesquisa, ficou assim:

Acre – 1 cidade – 14 pesquisados. Amazonas – 2 cidades – 42 pesquisados.

Pará – 5 cidades – 84 pesquisados. Rondônia – 1 cidade – 14 pesquisados.

Roraima – 1 cidade – 14 pesquisados. Tocantins – 1 cidade – 14 pesquisados.

Alagoas – 3 cidades – 42 pesquisados. Bahia – 11 cidades – 158 pesquisados.

Ceará – 7 cidades – 98 pesquisados. Maranhão – 5 cidades – 70 pesquisados.

Paraíba – 4 cidades – 56 pesquisados. Pernambuco – 9 cidades – 112 pesquisados.

Piauí – 3 cidades – 42 pesquisados. Rio G. do Norte – 3 cidades – 42 pesquisados.

Sergipe – 2 cidades – 28 pesquisados. Espírito Santo – 3 cidades – 42 pesquisados.

Minas Gerais – 20 cidades – 266 pesquisados. Rio de Janeiro – 13 cidades – 224 pesquisados.  

São Paulo – 36 cidades – 574 pesquisados. Paraná – 10 cidades – 140 pesquisados.

Rio G. Sul – 10 cidades – 160 pesquisados. Sta Catarina – 6 cidades – 84 pesquisados.

Distrito Federal – 1 cidade – 28 pesquisados. Goiás – 6 cidades – 84 pesquisados.

Mato G. Sul – 2 cidades – 28 pesquisados – Mato Grosso – 3 cidades – 42 pesquisados.

A desproporção fica evidente quando cidades como Garrafão do Norte, Riachão do Jacuípe, Barbalha, Itapissuma e Garanhuns, têm 14 pesquisados, enquanto as cidades de Santos, Campinas, Ribeirão Preto e Florianópolis também têm 14 pesquisados. Aqui o eleitor já pode perceber que a condição de vida, renda e formação escolar dos pesquisados das primeiras cidades, são de quase total dependência das bolsas sociais do governo federal, enquanto nas segundas a condição de vida, renda e formação escolar são obtidas com o trabalho e oportunidades oferecidas pelo Estado. Ainda do total pesquisados 34% são da região Norte/Nordeste, ou seja: a desproporcionalidade a favor de candidato A, B ou C, se intensifica para mais, quanto mais ele estiver próximo do governo federal. Entretanto, independente disso, os percentuais de intenção de voto obtido são divulgados em todo o Brasil. Regiões e cidades com menor densidade populacional e econômica e, portanto mais dependentes dos programas sociais do governo federal, têm peso idêntico aos das regiões mais desenvolvidas. Visite o site do TSE.

– Mega Sena e Fundo Penitenciário

Você sabe para onde vai o dinheiro das apostas da Mega Sena? Leia o volante de apostas por inteiro para saber a destinação, e repare em algo interessante: 32% do valor total do arrecadado vira premiação. Entre outros destinos do dinheiro, dois me chamaram a atenção:

– 3% vai para a Cultura e 3,14% vai para o Fundo Penitenciário.

Precisa dizer algo? Quem investe menos em Cultura do que em Cadeia só pode estar nessa situação periclitante mesmo… (como se as ações das penitenciárias fossem boas!)

Ops: é claro que estou sendo irônico, pois o valor de apenas 3% para a Cultura é ridículo por ser irrisório…

Distribuição de arrecadação

Quem joga na Mega-Sena tem milhões de motivos para apostar e milhões de brasileiros para ajudar. Parte do valor arrecadado com as apostas é repassada ao Governo Federal, que pode, então, realizar investimentos nas áreas da saúde, educação, segurança, cultura e do esporte, beneficiando toda a população.

Distribuição de Arrecadação  
Prêmio Total 51,00%
Fundo Nacional da Cultura 3,00%
Comitê Olímpico Brasileiro 1,70%
Comitê Paraolímpico Brasileiro 0,30%
Prêmio Bruto 46%
Imposto de Renda Federal 13,80%
Prêmio Líquido 32,20%
Seguridade Social 18,10%
FIES -Crédito Educativo 7,76%
Fundo Penitenciário Nacional 3,14%
Desp. de Custeio e Manut. de Serviços 20,00%
Tarifa de Administração 10,00%
Comissão dos Lotéricos 9,00%
FDL – Fundo Desenv. das Loterias 1,00%
Renda Bruta 100,00%
Adicional p/ Sec. Nacional de Esportes 4,50%
Arrecadação Total 104,50%

(Extraído do site da CEF, link Loterias)

– O fim do Convênio CPFL e Lotéricas

Recebi uma importante matéria hoje, do amigo e jornalista Reinaldo Oliveira, a respeito da CPFL e o não-aceite de pagamento das faturas nas Casas Lotéricas. Observem a informação, e comentaremos mais abaixo:

 

“PAGAR A CONTA DE LUZ EM ITUPEVA FICOU MAIS DIFÍCIL

 

Os clientes da concessionária do serviço de energia elétrica da cidade de Itupeva, através de modificação no local de pagamento, a partir do dia 18 deste mês estão encontrando mais dificuldades para pagar a conta de luz. Antes desta modificação, apesar das longas filas, as contas eram pagas em casa lotérica no centro da cidade. A partir deste mês os locais credenciados a receber o pagamento, esta informação consta no rodapé da conta, são:

Rua Alfredo Domingos Retondo, 217 – Bº Rio das Pedras.

Rua Geraldo Ferraz, 62 – Bº Rio das Pedras; e

Rua Julio Patelli, 219 – Vila São João.

.Esta modificação no local de pagamento traz dificuldades para o cliente da concessionária, provocando grandes deslocamentos por conta dos novos locais situarem-se fora do centro da cidade. Os dois primeiros endereços distam exatos 8 e 5 km do centro da cidade Importante lembrar que o cliente desta concessionária de serviços públicos, nos últimos anos vem sofrendo desrespeitos seguidos, a saber: num passado não muito distante os bancos se descredenciaram e não mais receberam os referidos pagamentos. A solução foi a migração destes pagamentos para a rede lotérica, que agora também não mais fará o recebimento. Por conta disso, um cliente da concessionária, residente no Bº Portal Santa Fé – Itupeva/SP ligou para o 0800.010.2570, que é o serviço de atendimento ao cliente da concessionária e foi informado de que realmente, para o município de Itupeva apenas estes três locais estão credenciados a receber os pagamentos.”

 

O que podemos falar? Sabidamente, a Energia Elétrica é um serviço essencial, e diferentemente de outros, não há opção prática na concorrência. Se você não comprar os serviços de luz da CPFL, de quem o fará? As grandes empresas poderiam buscar outras alternativas, mas o simples mortal não! Ela é absoluta, faz o que quer e ficamos de mãos atadas.

Não só em Itupeva, como citado, mas em qualquer outro município, a população sofrerá com tal absurdo. Onde estão as autoridades para que se pronunciem sobre o caso?

 

O que você pensa sobre essa medida da CPFL, em restringir o pagamento a pouquíssimas instituições credenciadas? Deixe o seu comentário:

– Horário Eleitoral ou Humorístico?

“Vote em Tiririca, pior que tá não fica! Vou ajudar os necessitados, inclusive minha família.”

 

Esse é o bordão de um dos candidatos mais inusitados. Parece gozação com a cara do eleitor. Aliás, não sei o que é pior: os candidatos ou os já eleitos!

Projeto do deputado federal Antonio Andrade: os restaurantes, lanchonetes e bares estarão obrigados a incluir leite em seu cardápio, devido os valores nutricionais.

 

Tão de brincadeira conosco, né?

 

E você, o que acha do horário eleitoral e dos já eleitos?

– Novas Cédulas: Como ficam os Caixas Eletrônicos?

As novas cédulas de Real entrarão em circulação em breve. Elas terão novos tamanhos e nova roupagem.

Tudo bem. Mas a pergunta que não quer calar: se as cédulas não são da mesma medida, como ficarão os caixas eletrônicos?

 

Hein? Cadê a resposta…

– Quanto Ganha um Deputado Federal

Em período eleitoral, algumas informações são curiosas: você sabe quanto ganha um deputado federal?

 

Veja a composição dos rendimentos:

 

·          Salário Mensal: R$ 16.512,09;

·          13º,+ 14º e 15º Salários;

·          Auxílio Moradia: R$ 3.000,00;

·          Cota Telefônica: R$ 4.000,00;

·          Passagens: R$ 9.000,00;

·          Assinaturas Mensais de Revistas: R$ 1.000,00;

·          Assistência Médica: R$ 8.000,00;

·          Verba Indenizatória: R$ 15.000,00;

·          Verba de Gabinete: R$ 60.000,00.

 

Emprego bom, não? E o trabalho não é de domingo a domingo, muito menos picam cartão de ponto…

 

Valores de maio / 2010, fonte: ONG Transparência Brasil, extraído da Revista Superinteressante, edição 281 de Agosto/2010, 46-47.

VALORES PARA 2011 ATUALIZADOS: clique aqui- http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2010/12/16/o-salario-de-deputado-federal-para-2011/

– Uma Ausência Planejada ou Simplesmente Coincidência?

Hoje teremos o primeiro debate entre os presidenciáveis. Mas algo me surpreende: por quê a candidata Dilma Roussef só não confirmou presença em um debate: o promovido pelo pool de emissoras católicas?

Minha intriga não é pela candidata em si e nem pela convicção religiosa, mas pela justificativa: o problema é da agenda!

Então tá…

 

CANDIDATA NÃO CONFIRMA PRESENÇA EM DEBATE DAS TVS CATÓLICAS

 

Por Reinaldo Oliveira

 

Os candidatos a Presidência da República, Marina Silva (PV), José Serra (PSDB) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), já confirmaram presença no debate do dia 23 de agosto promovido pelas emissoras católicas TV Aparecida e Rede Canção Nova de Comunicação. Além destes, o convite também foi feito para a candidata Dilma Roussef (PT), porém a petista ainda não confirmou presença. Ela declarou, que por questões de agenda, participará apenas dos debates agendados pelas Redes Bandeirantes, Globo, Record e Rede TV. O local do debate será no auditório da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo. Este será o primeiro debate, entre presidenciáveis, promovido por emissoras católicas. As duas emissoras instaladas no Vale do Paraíba, juntas abrangem mais de 100 milhões de espectadores. O debate terá quatro blocos, com duração de duas horas. Os candidatos responderão perguntas de um mediador, de jornalistas da TV Aparecida, Rede Canção Nova e de membros de pastorais católicas. Não haverá perguntas entre os candidatos. Eles não serão poupados de questões polêmicas, como o aborto, o uso de contraceptivos, a união homossexual, a manutenção de símbolos religiosos em repartições públicas e a utilização de células-tronco embrionárias para pesquisas científicas e tratamento. No primeiro bloco o mediador fará as perguntas  sobre saúde, educação, habitação e emprego. No segundo bloco três jornalistas perguntam aos candidatos. Por sorteio, um candidato responde e outro comenta, com direito a réplica e tréplica. No terceiro bloco membros das pastorais católicas perguntam a um candidato, outro comenta com direito a réplica e tréplica. No quarto bloco cada candidato responde a uma pergunta, feita pelo mediador, sobre um determinado problema do país. Em seguida os candidatos fazem suas considerações finais. O objetivo do debate, segundo os organizadores, é conscientizar o público cristão.

– Amanhã acontecerá o Primeiro Debate!

Amanhã é o dia do primeiro debate à Presidência. Como os candidatos são conhecidos (ao menos, os que têm mais chances), dificilmente um azarão vai ter torcida.

O que me espanta até agora é que ninguém tem novas propostas. Nenhuma idéia nova surge! É o blábláblá de sempre. Infelizmente, muitos brasileiros não cobram novidades num debate, mas querem ver discussão, barraco…

Me lembro de questões folclóricas em debates. Havia um imposto chamado Cide, que ninguém nem sabia que existia, mas que todos pagavam (ele estava incorporado em muitos produtos). Antony Garotinho,  candidato na última eleição, durante um debate foi avisado por um espartalhão sobre um desconhecido, perguntou ao Lula: “o que você fará com a Cide”? A resposta foi a padrão: “vamos estudar, se for boa manteremos ou se não for adequada vamos rediscuti-la”. E Garotinho riu, exclamando: “Lula nem sabe o que é a Cide…” Aliás, ninguém sabia, nem o próprio Garotinho saberia se não fosse avisado.

Momento hilariante de um sisudo encontro.

– Jingle Surreal ou Cara-de-Pau?

“É Lula apoiando Collor, é Collor apoiando Dilma, pelo bem dos mais carentes. É Lula apoiando Dilma, é Dilma apoiando Collor, e os 3 pelo bem da gente”

 

Esse é o jingle da campanha de Fernando Collor de Melo em Alagoas.

Tão de brincadeira, né? Collor não é aquele de 89, o anti-Lula, o ex-presidente…

Todos farinha do mesmo saco. E tenho dito.

Na Política, confundem negociar com negociata. Em determinada eleições, se matam. Em outras, se abraçam. E ideologia ou preocupação com a sociedade fica para segundo plano.

Qual o maior absurdo político da sua cidade recentemente?

– Cala Boca, Stallone. Ou: – Tampe os ouvidos, Brasil?

Sylvester Stallone filmou recentemente o longa-metragem “Mercenários” aqui no Rio de Janeiro (estreará em breve).  Ontem, num programa de entrevistas americano, o ator desdenhou da simplicidade do povo brasileiro, levando a condição do carioca de ingênuo à de ignorância extrema; falou com escárnio da simpatia local; e, finalmente, falou muitos desaforos sobre a violência no país, além do medo que passou com sua equipe de filmagem. Entre algumas pérolas, disse: “Gravar no Brasil foi bom, pois pudemos matar pessoas, explodir tudo e eles (os brasileiros) dizem obrigado (…) “ [Eles dizem:] Obrigado, Obrigado e leve um macaco (…) Os policiais de lá usam camisetas com uma caveira, duas armas e uma adaga cravada no centro; já imaginou se os policiais de Los Angeles usassem isso? Já mostra o quão problemático é aquele lugar. (…) Lá poderíamos ter explodido vários prédios e todos ficaram felizes e ainda trariam cachorros-quentes para aproveitar o fogo”.

É pura ironia e piada de mau gosto. Mas para quem não está costumado com uma cidade violenta, será que ele não se impressionou? Pense ainda: o que achamos de normal em questões de criminalidade, é porque nos acostumamos com o dia-a-dia dessas ações de banditismo?

Claro que ele rebaixa a condição intelectual do povo brasileiro. Entretanto, não há um fundo de razão nas críticas urbanas?

Corroborando com os TT do Twitter de hoje: Cala Boca Stallone. Mas será que o que ele falou é aquilo que nós teríamos que ouvir?

E você, o que pensa disso: a violência que assustou Stallone no Rio de Janeiro já é a mesma da nossa cidade? E estamos tão acostumados com ela que nem percebemos mais?

Aguardo sua opinião!

– O que Você faria com 25 milhões de dólares?

O Presidente Lula sancionou a doação de 25 milhões de dólares para a Faixa de Gaza.

Gaza, no Oriente Médio, precisa ser ajudada por brasileiros, ou o Governo deveria usar essa quantia para resolver os problemas internos?

Sabe o que essa doação equivale em obras, por exemplo? A quase 8 Hospitais Regionais de Jundiaí(o Hospital Regional custará próximo de 7 milhões de reais).

Doar com o dinheiro dos outros (sim, afinal essa quantia provém dos nossos impostos) é muito fácil.

O que você faria com 25 milhões de dólares?

– Um Vice-Governante Atuante?

Vice no Brasil não vale muita coisa.

Ser vice-campeão é fria. Como diria Nelson Piquet, é o primeiro perdedor.

Na política, vices recentes se tornaram os verdadeiros governantes, pela ausência dos eleitos (vide Sarney, Itamar…)

Quando o presidente é realmente o “dono da cadeira”, o vice-presidente vira apenas uma mera figura representativa. Entretanto, vemos uma novidade nas próximas eleições: Guilherme Leal, o dono da Natura e admirado pelo empresariado (e que é o vice de Marina Silva-PV à presidência), tem mostrado que quer ser atuante. Repare em seus discursos: ele quer ser uma espécie de “Co-presidente”!

Mas cá entre nós: de maneira realista, será difícil a chapa de Marina Silva chegar ao Segundo Tempo….

– A Lei da Calamidade Pública no Futebol

Os Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro, realizados há pouco tempo, deixaram um legado de dívidas e complicações: o Engenhão, estádio de futebol com uma das mais modernas pistas de atletismo do país, sucumbiu ao pré-abandono. O Complexo de Natação Maria Lenk, idem. Mas a pior parte deste desastre moral-organizacional do Pan-RJ foi o custo: dos R$ 520 milhões orçados, ele chegou ao final no valor de R$ 4 bilhões!

Agora, 6 anos precedendo as Olimpíadas do RJ e 4 da Copa do Mundo, o Governo Federal está usando uma brecha na lei: a possibilidade de contratação de funcionários sem concurso público, por motivo de calamidade pública!

Funciona assim: quando há algum desastre natural (alagamentos, deslizes de terra), há a possibilidade de contratar emergencialmente qualquer pessoa, a fim de agilizar o uso da mão de obra e o serviço. Salários e tarefas são definidos pelo contratante, sem burocracia.

Atraso em “obras da Copa do Mundo” é motivo para enquadrar como “calamidade pública”?

Evidente que não. Simplesmente estão adiantando o abominável “contrato emergencial”, sempre usado em atraso de obras e que não requer licitações. Vai que as obras não atrasem…

 

Imaginem o que vai rolar até 2014 e 2016! Haja dinheiro para impostos a fim de custear tudo isso…

 

Informações baseadas em: (matéria da FSP com citações abaixo): http://www1.folha.uol.com.br/esporte/766549-cabide-de-emprego-ronda-os-jogos-olimpicos-do-rio-2016.shtml

 

CABIDE DE EMPREGO RONDA RIO-16

 

Por Filipe Coutinho

 

O governo federal usou a lei de calamidade pública para abrir uma brecha que pode tornar a Rio-2016 um cabide de emprego olímpico, sem concurso público ou quantidade de cargos definida.

A seis anos dos Jogos, o governo já usa o expediente de evitar atrasos para nomear quantas pessoas quiser, com o critério que julgar mais apropriado, pelo tempo que achar necessário e com o salário que considerar justo.

A possibilidade de contratação temporária foi inserida em projeto de lei enviado à Câmara dos Deputados. A proposta cria a APO (Autoridade Pública Olímpica), órgão responsável pelo acompanhamento dos Jogos.

Pelo texto, a contratação será baseada na lei de calamidade pública, de 1993, que permite fazer nomeações temporárias em casos como crises no sistema de saúde e outras situações de emergência –o governo agora quer enquadrar atrasos nas obras.

Apesar de provisórios, os contratados poderão trabalhar por até três anos “excepcionalmente”. E mais: os contratos podem ter “sucessivas prorrogações”.

Os salários serão baseados em valores da administração pública ou de mercado.

O projeto de lei afirma que o custo com pessoal não pode passar do limite orçamentário da APO. A contratação deve ser feita por “processo seletivo simplificado”, com critérios a serem definidos.

Os deputados da Comissão de Administração Pública tiveram quase um mês para enviar emendas à proposta do governo. Só uma alteração foi sugerida, mas sem relação com os temporários.

A emenda, elaborada pelo deputado Walter Feldman (PSDB-SP), pede um integrante da Câmara e outro do Senado no conselho que comandará a APO.

 

COMISSIONADOS

 

A APO servirá ainda para criar 484 cargos comissionados, sendo 84 exclusivos do órgão, e outras 300 pessoas do serviço público serão convocadas, com remuneração extra de até R$ 5.000.

Os cargos poderão custar R$ 369 milhões até 2018, quando a APO será extinta.

A média salarial dos comissionados contratados pela APO é de R$ 16 mil. O chefe do órgão será nomeado pelo presidente da República e ganhará R$ 22 mil por mês. O mandato é de quatro anos, permitida a recondução.

Só para a APO começar a funcionar, o governo prevê gastar R$ 94 milhões.

Os 484 servidores terão como função fiscalizar obras e selecionar projetos.

A APO é um consórcio formado pelos governos federal, do Rio e prefeitura carioca. O projeto deve ser aprovado no Legislativo dos três governos. A criação do órgão foi uma garantia dada pelo Brasil ao Comitê Olímpico Internacional para a candidatura do Rio. A sede será na cidade.

 

MINISTÉRIO DO ESPORTE

 

O Ministério do Esporte nega que a APO (Autoridade Pública Olímpica) terá gastos excessivos com pessoal em razão da contratação de funcionários temporários. Para o ministério, esse expediente evita inchaço da máquina.

“A contratação ocorrerá apenas pelo período necessário. Com isso, evita-se inchaço no quadro com profissionais que terão função somente por determinado período de tempo”, diz a nota.

O ministério avalia que o salário dos cargos comissionados foi baseado em pesquisas de mercado e defende ainda que contratações temporárias serão necessárias.

“A APO terá necessidade de especializações em diversas áreas, e elas serão supridas por profissionais a serem contratados por períodos determinados, para o trabalho em certas fases do projeto.”

Segundo a assessoria do Ministério do Esporte, o modelo para o funcionamento da APO foi inspirado em outras edições dos Jogos.

“A quantidade de cargos está referenciada em experiências de outras cidades que organizaram os Jogos Olímpicos.”

O comitê Rio-2016 diz que não responde sobre a APO, já que o órgão é de responsabilidade dos governos federal, estadual e municipal.

– A Segurobrás vem aí mesmo?

Por que o ministro Guido Mantega insite tanto em uma nova estatal, a SEGUROBRÁS, para vender seguro no Brasil?

Dá para explicar mais um monstrengo na economia?

– Ufanismo Esportivo X Patriotismo

Amigos, compartilho ótimo artigo de Vinícius Braccini, do blog Futebol – Paixão e Profissão, a respeito do ufanismo esportivo versus ação política. Para quem gosta da temática, ótima leitura para reflexão!

 

Extraído de: http://vbraccini.blogspot.com/2010/07/patriotismo-temporao.html

 

PATRIOTISMO TEMPORÃO

 

Depois de uma calorosa e desgastante, porém interessante discussão com meu filho adolescente sobre a paixão do brasileiro durante a Copa do Mundo, resolvi exteriorizar minha opinião sobre o assunto.

Durante a Copa 2010, muita discussão surgi, ou melhor, ressurgi em torno da hipocrisia patriótica. Isto é normal num País apaixonado por futebol. Paixão esta que chega ao ponto de parar a nação inteira, gostando ou não de futebol, cada brasileiro pára (por opção ou obrigação) para assistir aos jogos.

Defensores do patriotismo saem de seus esconderijos cobrando uma postura ética em relação ao verdadeiro sentido da palavra Patriotismo, como se exteriorizar uma paixão fosse uma afronta à nação. E bradam: “Porque não colocam a bandeirinha no carro o ano inteiro? Porque não colocam a bandeira na janela de casa sempre?”

Mas o que é Patriotismo? Segundo o Dicionário Aurélio, Patriotismo significa (s.m.) Amor à pátria.

Só como citação, Samuel Johnson (escritor, crítico e jornalista inglês) cita: “O patriotismo é o último refúgio de um canalha”.

Não vejo o futebol como patriotismo temporão, apenas como um esporte cativante, apaixonante e que faz seus fãs torcerem e acompanharem seus clubes e seleção com uma entrega superior aos outros esportes ou demais assuntos. Mal acabou esta Copa para nós, já se fala em 2014, no novo treinador, nas possibilidades, no conforto de não precisarmos de enfrentar as Eliminatórias, pois somos País sede. Apenas não faz sentido, sair pela rua afora, gritando de cara pintada, bandeirinha a tira colo, vuvuzela na mão.

É apenas futebol, acalmem-se! Nada que ferirá nosso senso patriótico, pois quando precisa, estamos à disposição! E não venham com papo de eleições, pois o falta de cultura, memória, ou caráter do brasileiro se vendendo para corruptos não nos faz menos patrióticos, apenas não sabemos votar! E quem sabe?

Torcemos para a seleção como torcemos para nossos clubes. Existem aqueles que viajam para assistir aos jogos de seus clubes para outras cidades, estados e país, existem aqueles que se pintam, fantasiam e fazem de tudo para torcer a incentivar seus clubes. Cantam o hino, gritos de incentivo, quando ganham tiram sarro com os amigos adversários, quando perdem sofrem com os rivais, enfim, este é o futebol, que alucina os brasileiros (uns mais outros menos), sejam com seus ídolos, clubes ou seleção. Analisando com calma, vemos que não é questão de patriotismo temporão, ou falso patriotismo, é questão de paixão, amor, entrega.

Aliás, vendo as imagens da Copa, nota-se que uma multidão de pessoas apaixonadas de todos os cantos do mundo acompanham e defendem as cores de sua bandeira, se pintam e pagam mico com uma naturalidade espantosa. E mais, um torcedor do Brasil, é torcedor sempre, seja na Copa, seja nas Eliminatórias, seja em amistoso, seja no vôlei, basquete, automobilismo, natação, ginástica, Olimpíadas, enfim, aonde tiver uma competição envolvendo um brasileiro, estão torcendo para o êxito de nossos representantes. Obviamente, guardando o que culturalmente cada um aprendeu, suas preferências, seu entendimento e sua paixão.

Brasil na Copa é a pátria de chuteiras, demonstramos nosso amor à pátria sim, mas quando precisamos ir às ruas de cara pintada lutar contra a repressão no final da década de 60, a favor das eleições diretas no fim da década de 80, estamos lá, presentes. Defendemos nossas riquezas, nossas divisas, nossas reservas, sempre. Apenas não agimos com a mesma paixão que sentimos pelo futebol, afinal, é paixão. Torcemos pelos atletas que jogam ou jogaram em nosso clube de coração, e torcemos o nariz para aqueles que vestem (ou vestiram) a camisa do rival. É natural, não se pode cobrar uma postura diferente, Copa do Mundo transcende barreiras, é um momento mágico. Há de se respeitar quem goste e quem não goste e ponto final!

Lembrem-se: Patriotismo, s.m. Amor à pátria.

Abraços e fiquem com Deus!

– As Melhores e as Piores Escolas estão na cidade de…

(Para números da cidade de Jundiaí, clique em: http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari/comentarios.php?codpost=3222&blog=6&nome_colunista=963)

 

Nesta segunda-feira, a Folha de São Paulo divulgou o ranking das melhores escolas públicas do país. E as 3 melhores pertencem ao município de… Cajuru/SP!

As melhores instituições de ensino são as de pequenas cidades do interior paulista, sempre com poucos alunos em sala de aula e boa base familiar. Nelas, os pais estão acompanhando com mais freqüência os seus alunos. As piores estão no Nordeste Brasileiro.

 

Abaixo, matéria com informações adicionais reproduzidas pela Revista Época (citação no link)

 

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI152574-15228,00-IDEB+DAS+ESCOLAS+PUBLICAS+NAO+ALCANCAM+METAS+NOS+ANOS+FINAIS+DO+ENSINO+FUND.html

 

35% DAS ESCOLAS PÚBLICAS NÃO ALCANÇAM METAS NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

 

Os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2009, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), nesta segunda-feira (5), mostram que, apesar do avanço nas médias nacionais, 35% das escolas públicas do país não atingiram a meta estipulada pelo governo federal para cada uma delas nos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano). Nos anos iniciais (1º ao 5º ano), ficaram abaixo da meta 26% das escolas.

Dos 5.404 municípios avaliados, 15,1% não atingiram as metas estabelecidas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no ano passado, levando em conta as séries iniciais do ensino fundamental das escolas da rede pública.

Em 2009, 50,2% das cidades ficaram acima da média nacional, que foi de 4,6 pontos, em uma escala de 0 a 10. Na avaliação anterior, em 2007, 47% dos municípios conseguiram superar a média, que era de 4,2 pontos.


O Ideb foi criado em 2005 para medir a qualidade do ensino público no país e é calculado a cada dois anos, levando em conta as notas da Prova Brasil e os índices de reprovação. O Inep estabeleceu metas de qualidade que devem ser atingidas pelo país, pelos Estados, municípios e pelas escolas. O objetivo é que a média nacional chegue a 6, em uma escala de 0 a 10, em 2021.


O pior resultado da avaliação realizada no ano passado foi registrado pelo município de Apuarema, com nota 0,5. A cidade fica no sul da Bahia, a 320 quilômetros de Salvador. Procurada pela Agência Brasil, a secretária de Educação do município, Zaira dos Santos, mostrou-se surpresa com o resultado, mas não quis comentar os motivos do baixo desempenho.

 

A nota mais alta foi no município paulista de Cajuru, no nordeste do Estado, a 360 quilômetros da capital. Lá, a média das notas das escolas da rede pública ficou em 8,6.Dos 11 municípios com as piores notas nas séries iniciais do ensino fundamental, seis estão na Bahia, dois no Piauí, dois na Paraíba e um no Pará. Dos 13 municípios com as notas mais altas, sete estão em São Paulo, cinco em Minas Gerais e um no Rio Grande do Sul.

No ranking das médias estaduais, o Pará ficou em último lugar. A nota do Estado, considerando-se a avaliação das escolas urbanas públicas e privadas, foi de 3,6. A maior nota, com os mesmos critérios, foi registrada no Distrito Federal e em Minas Gerais, que ficaram com 5,6.

 


Na avaliação das séries finais, de 5ª à 8ª, o pior desempenho foi o de Alagoas, com nota 2,9, e o estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, que obteve a nota 4,5. Para o ensino médio, o pior classificado foi o Piauí, com nota 3 e o melhor colocado foi o Paraná, com 4,2.


Na amostragem por região, o Norte e o Nordeste ficaram com a pior classificação nas séries iniciais: 3,8. No outro extremo está a Região Sudeste, com 5,3. A Região Sul ficou com 5,1 e a Centro-Oeste com 4,9.


Entre as capitais brasileiras, a que obteve a pior média foi Maceió (AL), com nota 3,6 para as séries iniciais e 2,6 para as séries finais do ensino fundamental. Pela segunda vez, Curitiba teve a maior nota para as séries iniciais, com nota 5,7. Na avaliação de 2007, a capital paranaense também obteve o melhor resultado na avaliação, com 5,1. Para as séries finais, Palmas ficou na frente entre as capitais, com nota 4,6.


Para o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Eduardo Sanches, a melhora nos resultados, especialmente nas séries iniciais, é reflexo de fatores como o estímulo à frequência na educação infantil, com maior investimentos, e a implantação do ensino fundamental de nove anos, que aumenta o tempo para a alfabetização, garantindo melhor desempenho na trajetória escolar.


Segundo ele, as regiões com melhor desempenho no Ideb são aquelas que contam com uma boa infraestrutura de prédios, biblioteca e acesso à internet, além de melhores salários e carreira adequada. “Quando há esses insumos, é possível colher resultados melhores. Há uma relação direta entre padrão mínimo de qualidade e resultado do Ideb. Isso está comprovado pela terceira vez”, avalia o dirigente.

 

Distância entre as redes pública e privada

 

Apesar da diminuição na distância entre os resultados das redes pública e privada no Ideb, entre 2005 e 2009, ainda é grande a diferença no desempenho dos alunos das escolas particulares em relações às públicas. Reportagem da Folha de S.Paulo desta segunda-feira (5) mostra que um estudante que termina o ensino fundamental em escola partciular sabe mais que um formando do ensino médio público. Ou seja, a comparação das avaliações do Ideb leva à conclusão de que a rede pública está três anos atrás da particular.

– O Custo Brasil

E o custo-Brasil na soja brasileira?

 

Leio que o frete do Mato-Grosso, maior estado produtor de soja do país, até o porto de Paranaguá/PR, é mais caro do que o frete do porto à China (proporcionalmente falando).

Inversamente, temos o custo-China: quanto custa na fonte um CD pirateado chinês vendido na Rua 25 de Março por R$ 1,00?

– Fazendo Caridade como o Dinheiro Alheio…

Que nosso presidente Lula é especialista em demagogia, não resta dúvida.

Mas vivendo num país repleto de impostos, de desvios de verbas e com regiões ainda miseráveis, o que você acha disso: o Brasil irá doar dinheiro para a Faixa de Gaza!

 

Extraído de: http://wp.clicrbs.com.br/cacaumenezes/page/2/?topo=42%2C2%2C%2C%2C%2C42

 

E NÓS?

 

O Senado está estudando a aprovação, ainda esta semana, de um projeto que pretende doar R$ 25 milhões à Palestina, para reconstrução da Faixa de Gaza. É fato que a região precisa de ajuda, assim como é fato, o trabalho do governo brasileiro para mediar o conflito entre palestinos e israelenses.

 

Lula tem se mostrado um excelente diplomata, buscando (e ganhando!) destaque internacional… É “O Cara!” do Obama! O amigo de infância de Ahmadinejad! No Haiti, nem se fala, é adorado. É certo que o nome do Brasil vai junto e as ações presidenciais refletem positivamente na economia brasileira, mas os números doados em 2010 extrapolam os limites de qualquer filantropia. Enquanto que, no ano inteiro de 2009, o Brasil doou US$ 67 milhões para causas humanitárias internacionais… em 2010 (e ainda estamos em junho) já foram doados US$ 354 milhões. Destes, 340 milhões só para o Haiti.

 

Em ano eleitoral, a diferença fica mais significativa ainda! Seria tudo lindo… se não vivessemos num país sustentado por “Bolsa Família”. Seria lindo… se nós, brasileiros, estivéssemos tão bem, ao ponto de doar grandes valores aos países e regiões que ainda não tivessem encontrado seu caminho. Mas vendo a situação do Nordeste, as cenas de destruição… pessoas usando máscaras (porque o cheiro já está insuportável), sem ter pra onde ir, desabrigadas, feridas e famintas, penso que essa ajuda internacional podería esperar um pouco. Num momento de calamidade pública, o governo deve voltar todas as suas ações para garantir a saúde e o bem estar de seu povo. Como um pai, que primeiro socorre os filhos e depois ajuda os vizinhos. Lula devia pensar nisso, já que votar mesmo, quem vota é o povo!

 

Que São Pedro, tenha piedade de nós!

– Anatel e As Sugestões para a Telefonia

Já possuímos mais linhas telefônicas celulares do que fixas. Assim, chegará um momento em que se esgotarão as possibilidades e combinações numéricas. Ou seja, poderá haver repetição de número.

Para solucionar o problema, a Anatel está fazendo uma consulta pública: acrescentar um dígito a mais nos telefones celulares (sua linha passaria a ter 9 números), ou mudar o DDD de São Paulo de 11 para 10 com exclusividade.

Para participar da consulta pública, acesse: http://www.anatel.gov.br/Portal/exibirPortalInternet.do

– A Cinquentona Amada e Odiada

Hoje Brasília faz 50 anos. Ao mesmo tempo em que é sinônimo de arrojo e exemplo em questões urbanísticas, ou ainda símbolo da esperança, pujança e do empreendedorismo dos anos 60, a capital federal também leva a pejorativa analogia de lugar onde a corrupção e os desmandos imperam.

De qualquer forma, parabéns Brasília.

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BRASÍLIA FAZ 50 ANOS COMO SÍMBOLO DE CONTRASTES DO BRASIL

A cidade de Brasília completa 50 anos nesta quarta-feira como o principal símbolo do imaginário político brasileiro na atualidade, avaliam especialistas ouvidos pela BBC Brasil. O sucesso da transferência da administração do Rio de Janeiro para o interior do País, que à época chegou a ser visto com descrédito, hoje já não é mais contestado.

“Sob esse ponto de vista, podemos dizer que Brasília deu certo, sem sombra de dúvidas”, diz o sociólogo Brasilmar Nunes Ferreira, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), que durante mais de 35 anos fez da cidade sua moradia e seu objeto de estudo.

Segundo ele, Brasília não apenas se transformou em uma capital política – “na prática e no imaginário” – como também “cumpriu” o papel de contribuir para o desenvolvimento do interior do País. “Pode-se dizer que esse objetivo maior foi cumprido. Ou seja, do ponto de vista político, Brasília correspondeu às expectativas”, diz Ferreira.

Projeto
Já do ponto de vista urbanístico, Brasília desperta as mais variadas avaliações entre os especialistas. Os grandes espaços vazios, os prédios padronizados e as quadras numeradas são apenas algumas das características do projeto de Lúcio Costa que costumam colocar urbanistas em lados opostos.

Os mais críticos argumentam, por exemplo, que o projeto foi “ingênuo” por não ter previsto o crescimento populacional e urbano com base em uma expansão que já vinha ocorrendo em outras grandes cidades do mundo. Para o arquiteto José Galbinski, da Universidade de Brasília (UnB), Brasília deve ser analisada no “contexto histórico” em que foi criada, e não com as informações de que dispomos hoje.

“Quando Lúcio Costa apresentou seu plano, os automóveis eram importados e pouquíssimas pessoas tinham um. Não é à toa que as quadras têm poucos estacionamentos”, diz.

O desafio, na avaliação de Galbinski, é respeitar Brasília como um projeto histórico, mas ao mesmo tempo criar mecanismos que atenuem os problemas da vida moderna.

“Desenvolver as cidades satélites, investir em transporte público e permitir prédios mais altos em regiões como Sudoeste e Noroeste seriam algumas saídas”, diz.

Desigualdade
A Brasília que se popularizou como centro dos acontecimentos políticos e principal exemplo de planejamento urbano do País muitas vezes acaba por esconder outras faces. Uma delas é a da riqueza. Na média, o morador do Distrito Federal é o mais rico do país, na comparação com outros Estados da federação. Seu salário é o dobro da média nacional (R$ 2,6 mil), segundo dados do IBGE referentes a 2007.

O Produto Interno Bruto per capita da região – número próximo ao conceito de renda – também é o maior do País: em 2007, esse valor era de R$ 40 mil, o triplo do restante do Brasil e quase o dobro do registrado no Estado de São Paulo.

Essa renda, porém, é extremamente mal distribuída. De acordo com o IBGE, o Distrito Federal é a unidade da federação mais desigual do País. Galbinski diz que o próprio desenho da capital – segundo ele, “uma ilha cercada por satélites” – resultou em um alto índice de segregação.

“A segregação em Brasília é integral. Ela ocorre no espaço físico, na questão cultural, na saúde”, diz o arquiteto. Segundo ele, o resultado é um “pequeno pedaço” muito rico, representado pelo Plano Piloto, e o restante da região, “geralmente segregado e esquecido”.

“Muita gente chega a pensar que Brasília é só o Plano Piloto. Na verdade, Brasília é todo esse conjunto, enquanto o Plano é uma pequeníssima fração”, diz.

– Arnaldo Jabor e sua Firme Posição Antilulista

Arnaldo Jabor é polêmico. Bestial para alguns, besta para outros. Entretanto, em sua coluna que circula por diversos jornais no Brasil, ele reproduziu um texto interessante sobre “o narcisismo de Lula, vivente de um reality show estrelado por ele próprio”. Se você é pró-Lula, certamente odiará este artigo. Aos antilulistas, ele é a mais pura expressão da verdade.

Independente da sua posição partidária ou política, algo é inegável: a qualidade de redação e alguns ditos sobre os cuidados que se tem que ter com o sucesso.

Extraído de: http://www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdEdicao=1629&IdColunaEdicao=11373

O PERIGO DA GRANDE MARCHA… A RÉ

por Arnaldo Jabor

Lula é um “reality show” permanente. Lula está em “fremente lua de mel consigo mesmo”, como dizia Nelson Rodrigues.

Mas, em sua viagem narcisista começam a aparecer os sintomas do erro. A sensatez do velho sindicalista virou deslumbramento. Um dia, abraça o Collor , no outro está com o Hamas e o Irã.

Freud (não o Freud Godoy dos “aloprados”…) tem um trabalho clássico, “O Fracasso Após o Triunfo”, no qual mostra que há indivíduos que lutam e vencem, e, depois da vitória, se destroem, porque muitos carregam no inconsciente complexos inibidores do pleno sucesso. Quanto mais medíocre é o dirigente, mais ele despreza a inteligência e a cultura e se transforma numa ilha cercada de medíocres.

Será que foi por isso que Lula escolheu uma senhora sem tempero, uma “gaffeuse” sem prática e com “olhos de vingança”, como me disse um taxista? Parece um sintoma.

A grande ironia é que Lula foi re-eleito por FHC. Sem o Plano Real, o governo Lula seria o pior desastre de nossa história. E, ajudado também pela economia mundial em bonança compradora, ele hoje diz que é responsável pelos bons índices econômicos que o governo anterior organizou. E não cai um raio do céu em cima…

Afinal, o que fez o governo Lula, além de se aproveitar do que chamava de “herança maldita”, além do Bolsa Família expandido e dos shows de TV? Os primeiros dois anos foram gastos no “assembleísmo” vacilante dos “conselhos” que ele nunca ouviu. Depois, a briga com a gangue dos quatro do PT, expulsos. Depois, a aventura da quadrilha de corruptos “revolucionários” que Roberto Jefferson desbaratou – para a sua e nossa sorte -, livrando-o do Dirceu e de seus comunas mais ativos. Aí, Lula pôde voltar a seu populismo personalista.

Lula continua o símbolo do “povo” que chegou ao poder, mascote dos desvalidos e símbolo sexual da Academia. Lula descobriu que a economia anda sozinha, que basta imitar o Jânio Quadros, o inventor da “política do espetáculo”, e propagar aos berros o tal PAC, esse plano virtual dos palanques. Lula tem a aura sagrada, “cristã”, do mito de operário ignorante e, por isso, intocável. Poucos têm coragem de desmentir esse dogma, como a virgindade de Nossa Senhora…

Por isso, vivemos um importante momento histórico, que pode marcar o Brasil por muitos anos. Agora, com as eleições, vai explodir a guerra com o sindicalismo enquistado no Estado: 200 mil contratados com a voracidade militante de uma porcada magra que não quer largar o batatal. Para isso, topam tudo: calúnias, números mentirosos, alianças com a direita mais maléfica. Tudo para manter o terrível “patrimonialismo de Estado”. Não esqueçamos que o PT combateu o Plano Real até no STF, como fez com a Lei de Responsabilidade Fiscal, assim como não assinou a Constituição de 88. Esse é o PT que quer ficar na era pós-Lula. Seu lema parece ser: “em vez de burgueses reacionários mamando na viúva, nós, do povo, nela mamaremos”.

Os “companheiros” trabalham sincronizados como um formigueiro. O sujeito pode até bater na mãe, que continua “companheiro”. Só deixa de sê-lo se criticar o partido, como o Paulo Venceslau, que ousou denunciar roubos nas prefeituras, depois confirmados na tragédia de Celso Daniel.

FHC resumiu bem: se continuar o “lulismo” com sua tarefeira Dilma, “sobrará um subperonismo contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão”.

Ou seja, o velho Brasil volta a seu pior formato tradicional, renascendo como rabo de lagarto. O país tem um movimento “regressista” natural, uma vocação populista automática. Será o início da Grande Marcha a ré …

Com a eventual vitória do programa do PT, teremos a re-estatização da economia, o inchamento maior ainda da máquina pública, a destruição das agências reguladoras e da Lei de Responsabilidade Fiscal; em busca de um getulismo tardio, uma visão do Estado como centro de tudo, com desprezo pelas reformas, horror pela administração e amor aos mecanismos de “controle” da sociedade – essa “massa atrasada” inferior aos “revolucionários”. A esquerda psicótica continua fixada na ideia de “unidade”, de “centro”, de Estado-pai, de apagamento de diferenças, ignorando a intrincada sociedade com bilhões de desejos e contradições.

A tarefa principal da campanha de Serra será explicar qual é o “pensamento tucano”. Como ensinar a população ignorante que só um choque democrático e empresarial pode enxugar a máquina podre das oligarquias enquistadas no Estado? Como explicar um programa de “mudanças possíveis” na infraestrutura e na educação, contraposto a esse marketing salvacionista de Lula?

Esse é o desafio da campanha do PSDB. Aécio Neves fez bem em se indignar com a demagogia de Dilma no túmulo de Tancredo – ele nos lembrou que o PT não apenas não apoiou Tancredo em 85, como expulsou seus três deputados que votaram nas eleições pela democracia.

A maior “realização” desse governo foi a desmontagem da razão. Podemos decifrar, analisar, comprovar crimes ou roubos, mas nada acontece. Ninguém tem palavras para exprimir indignação, ou melhor, ninguém tem mais indignação para exprimir em palavras.

Aécio Neves devia ir além e ser vice, sim. Seria um gesto histórico que lhe daria riquíssimos frutos, para além do interesse pessoal de uma política imediata. Aécio ganharia uma rara grandeza na história do país. Seu avô aprovaria.

Só uma alternância de poder, fundamental na democracia, pode desfazer a sinistra política que topa-tudo pelo poder e que planeja, com descaso, transformar-se numa espécie do PRI mexicano, que ficou 70 anos no poder. Durante o poder do PRI, as eleições eram uma simulação de aparente democracia, incluindo repressão e violência contra os eleitores. Em 1990, o escritor peruano Mario Vargas Llosa chamou o governo mexicano, sob o PRI, de uma “ditadura perfeita”. Será que isso nos espera?

– O Descaso e Impunidade na Tragédia de Luziânia

Ainda não me conformo com o desfecho do episódio onde 6 jovens foram mortos em Luziânia (GO) pelo pedreiro Admar de Jesus. Ele era um presidiário com problemas psicológicos, que ao sair da cadeia alertou “eu tenho vontade de matar, não me deixem sair que eu vou matar“.

Não é motivo para responsabilizar também quem o soltou?

O cara é doente, avisou que iria assassinar mesmo (inclusive pediu tratamento e ajuda) e ficou soltou na rua? Aliás, confesso não ler nenhuma notícia de presos que cumpram integralmente sua pena. Isso é preocupante. Os crimes são lembrados na hora, depois que perdem repercussão, esquecem-se e a impunidade impera.

– Bipolarização da Campanha Eleitoral

O PT já decidiu: a campanha para a Presidência da República comparará os 8 anos de FHC com os de Lula.

O PSDB já se decidiu também: comparará a experiência política de Serra com a de Dilma.

A eleição promete ser uma guerra de nervos, de propaganda e promoção enganosa. E o Zé Povinho vai se iludir novamente. Com tudo e com todos.

– Incoerência, Demagogia ou Trapalhada?

E aí? O presidente Lula declarou ontem que “ninguém gosta mais dos aposentados do que eu“, e falou, falou, falou… Entretanto, disse sem muito destaque: quando os deputados e senadores votarem por aumento para os aposentados, quero ver de onde eles vão tirar dinheiro“.

Quer dizer que no discurso “ama muito“, mas na hora do aumento joga a responsabilidade para os outros?

É só cortar a gastança desenfreada e acabar com a corrupção, que sobra muito!

– Pobreza X Delinquência, Olimpíadas e Nação Olímpica

Sabem aqueles emails que normalmente chegam por correntes, contendo lições de moral ou casos que impressionam? O texto abaixo poderia ser mais um desses, de autoria as vezes anônima e criado por fatos fictícios.

Entretanto, não só o autor é muito conhecido, mas também o assunto é atual, verídico e escrito com maestria e propriedade. Uma aula sobre noção de sociedade e separação do que é demagogia e realidade nas políticas sociais, principalmente às voltadas para o ramo educacional e esportivo.

Vale a pena dar uma conferida, e refletir: somos ou não um “país de faz de conta”?

Extraído de: http://blogs.jovempan.uol.com.br/fernandosampaio/geral/brasil-e-o-pais-do-faz-de-conta/

BRASIL É O PAÍS DO FAZ DE CONTA

por Fernando Sampaio

Enquanto Duke enfrentava Butler na final do basquete universitário, diante de 70 mil pessoas, a Unilever do técnico Bernardinho, o melhor do mundo, enxugava a quadra do Maracanãzinho. Ontem, estudantes da Carolina do Norte comemoraram o quarto título do NCAA em Indianápolis e atuais campeãs da Superliga dormiram no ginásio alagado.

Sorte que era um treino. Não havia público. Já imaginou o pânico que seria?

Não adianta ter Olimpíada. Antes, é preciso ter uma nação olímpica.

A primeira semifinal Solly’s x Pinheiros, em Osasco, também teve problema com a chuva. A final será no Ibirapuera, um ginásio com problemas estruturais, inclusive goteira. É incrível. São Paulo, a maior cidade da América Latina, não tem um ginásio decente. E não tem porque não existe mercado. É simples.

O Brasil é um país sem cultura esportiva.

Estudei no Santo Américo, colégio de padres húngaros que valoriza o esporte. Fui federado no basquete, fui chamado para treinar handball no Banespa, competia no salto em altura e joguei futebol no juvenil do São Paulo. Passava o dia, muitas noites e finais de semana, estudando, treinando e competindo.

Estudar e praticar esporte é um privilégio.

Ganhei bolsa na Universidade de Berkeley para jogar futebol. Não pude ficar, mas meu coração ficou. Recomendo para os juvenis brasileiros o caminho do tênis universitário. Henrique Cunha e Alan Michel estão em Duke. Pedro Zerbini está arrebentando em Berkeley. Nos Estados Unidos, as Universidades da Divisão I têm estrutura olímpica.

É a Disneylânida dos esportes universitários e profissionais.

Ontem, numa escola carioca, a diretora foi separar uma briga entre alunos. Apanhou. Os pais, revoltados, voltaram e depredaram a escola. Não estamos falando de um psicopata que entra atirando, um ato isolado que acontecer num cinema em São Paulo. Estamos falando de uma coletividade que destrói a escola dos filhos. É uma vergonha.

Pobreza não é explicação para a delinquência. O problema é educação. Nossos adolescentes estão desamparados. O Brasil precisa fazer urgentemente um mutirão pela educação. A verdadeira Olimpíada não está nos ginásios, mas sim nas escolas.

O Brasil é o país do faz-de-conta.

– Tragédia Carioca

Como choveu no Rio de Janeiro, não? Estou espantado com a força das águas e com o despreparo para uma situação como essa. Mas dá para eleger 3 culpados tranquilamente:

1) São Pedro o culpado-mor (claro, para àqueles que não querem se responsabilizar pela falta de estrutura), devido a quantidade absurda de chuvas.

2) Governos Municipal e Estadual, já que não estão nem um pouco preocupados em realocar moradores em área de riscos. Eles fazem apologia à favela, pregam urbanização e estruturação… mas na hora de arregaçar as mangas, ficam no discurso.

3) Os próprios moradores de encostas e lugares inseguros. O cara sabe que pode acontecer uma tragédia, mas insiste em ficar, alegando que não tem para onde ir. Mas justo ali?

Me impressionou a sinceridade do prefeito Eduardo Paes: a cidade do RJ é incompetente para lidar com situações como essa”. Ora, e o que ela tem feito para adquirir competência?

É a Cidade Maravilhosa, agora Cidade Olímpica, perdendo mais de 100 vidas devido as chuvas…

– A Visão sobre a Imprensa, na Análise de Thomas Jefferson e Lenin

Incrível como volta e meia a censura oficial ameaça a liberdade de imprensa. A imprensa é essencial para a democracia! Não me venha com a história de que a irresponsabilidade de alguns jornalistas é ruim; em todas as atividades há os bons e maus, e um enganador não dura muito tempo.

Digo isso pois leio uma matéria de alguns dias atrás, da Revista Veja, 27/01/2010, ed 2149, por Fabio Portela, com o título “A Obsessão Totalitária“. Nela se compara duas frases emblemáticas de dois grandes líderes. Apenas reproduzo, pois ela se auto-explica:

UM TEMA, DUAS VISÕES

No século XVIII, o futuro presidente americano Thomas Jefferson já enxergava a liberdade de imprensa como um dos pilares da democracia. No século XX, o bolchevique Lenin inaugurou a doutrina esquerdista que vê no jornalismo independente uma ameaça a ser combatida.

“Se eu tivesse de decidir entre ter um governo sem jornais e ter jornais sem um governo, eu não hesitaria nem por um momento antes de escolher a segunda opção” – Thomas Jefferson, em 1787

“Dar à burguesia a arma da liberdade de imprensa é facilitar e ajudar a causa do inimigo. Nós não desejamos um fim suicida, então não a daremos” – Vladimir Lenin, em 1912

De fato, deve-se parabenizar o jornalista Fabio Portela por tal matéria, que mostra como uma verdadeira democracia tende a ganhar com a liberdade de imprensa, como defendida por Thomas Jefferson. Àqueles que têm algo a esconder e querem impedir o necessário trabalho da imprensa, e que se alinham perfeitamente ao pensamento lenista que desejam transformar Brasília em uma Nova Caracas, meus pêsames. Essa mesma imprensa e a população estão alertas, em nome do país.

– Manifestações ou Farra no RJ?

Ontem foi “meio feriado” no Rio de Janeiro. Motivada pelas autoridades locais, a população foi incentivada a protestar contra a emenda Ibsen, que visa a redistribuição do dinheiro do petróleo (leia explicações no post sobre este assunto na última terça-feira – Clique Aqui).
Detalhe: o carioca não foi às ruas para protestar, mas sim para curtir os shows contratados para animar o protesto, como Xuxa e Neguinho da Beija Flor. É mole? Protestinho cheio de farra… Como fica o dinheiro público?

– Salam Fayad, Brasileiro da Gema

“O Brasil goza de prestígio universal e afeição imediata. É um atributo único (….) O peso do Brasil não pode ser ignorado”

Tal discurso ufanista é de Salam Fayad, premiê palestino, buscando a simpatia do Brasil em defender a criação do Estado da Palestina.

E não é que ele tem razão na fala acima, onde coloca o Brasil como importante mediador para a paz?

– A Emenda Ibsen

Como o dinheiro do Pré-Sal causa alvoroço, não? Nem foi explorado, e já há briga de foice por ele!

Há uma emenda no Senado (formulada por Ibsen Pinheiro), que muda a distribuição dos royalties da exploração do Petróleo. A ideia é de que o Petróleo não tenha a maior parte dos dividendos para os Estados, mas sim para a União. Assim, o conteúdo achado em reservas do RJ e ES não seria em grande parte revertido em dinheiro para eles, mas sim para o país (colocando como mote o fato de ser uma riqueza nacional)

Os Estados estão bravos… No Rio de Janeiro, ameaçam até cancelar as Olimpíadas. O COB entrou na parada com chantagem psicológica. Que auê!

– Madalena, Madalena… O Bem-Querer na Academia Brasileira de Letras

A Academia Brasileira de Letras está com uma cadeira disponível, após o recente falecimento de José Mindlin. E os candidatos são “diferentes” do que os habituais. A cadeira que um dia foi ocupada por Machado de Assis poderá ser ocupada por Fernando Henrique Cardoso ou pelo sambista Martinho da Vila.

O trocadilho é inevitável: “Letra por letra”, prtefiro as do sambas de Martinho. A Vila Isabel agrdecerá!

Extraído de: IG – Último Segundo (clique aqui para citação)

SEIS NOMES LANÇAM CANDIDATURA PARA OCUPAR CADEIRA DE JOSÉ MINDLIN

Agora é oficial: declarada vaga, nesta quinta-feira, a cadeira 29 da Academia Brasileira de Letras (ABL), ocupada até o último domingo pelo bibliófilo e empresário José Mindlin, seis nomes se candidataram a substituí-lo. Conforme o iG antecipou, Ziraldo, Martinho da Vila, Eros Grau, Geraldo Holanda Cavalcanti, Muniz Sodré e Marco Lucchesi enviaram ao presidente da Academia, Marcos Vilaça, a inscrição de candidato.

Pela liturgia da Casa, as candidaturas são abertas após a chamada “sessão da saudade”, que ocorre tradicionalmente no Salão Nobre do imponente Petit Trianon, no centro do Rio, na primeira quinta-feira após a morte de um membro da ABL. A sessão homenageou Mindlin no fim da tarde desta quinta-feira e abriu oficialmente a corrida eleitoral.

O número de candidatos, porém, não deve se resumir aos seis citados. As inscrições ficarão abertas durante 30 dias. Mas a campanha começou logo depois de anunciada a morte do bibliófilo. Pelo menos um deles não esperou sequer 24 horas da morte de Mindlin para começar a trabalhar na campanha. Outros enviaram aos acadêmicos um “telegrama de intenções”.

O nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também era cogitado para entrar na disputa. Na quarta-feira, no entanto, ele ligou para o presidente da ABL, Marcos Vilaça, avisando que não entraria na corrida. Não agora. “Desejo ser acadêmico, mas não serei candidato agora. Ainda não”, disse-lhe FHC.

Conforme um observador avaliou ao iG, o ex-presidente só entrará numa disputa para uma vaga na ABL se vislumbrar no horizonte uma aclamação por unanimidade. A eleição presidencial deste ano também adia a candidatura de FHC.

 

– Futilidade em Utilidade

Detesto programas como Big Brother Brasil. Mas confesso que uma futil discussão (comentei isso a amigos na última segunda-feira) está tomando um rumo interessante.

Um dos participantes desse programa, Marcelo Dourado, foi acusado de ser homofóbico. Ao mesmo tempo, ele reclama ser vítima de heterofobia.

E não é que isso é algo a ser discutido? Fazer apologia ao homossexualismo não é crime; mas à heterossexualidade é (para alguns) ?

Ser heterossexual não é ser contra o homossexual. São coisas diferentes. E, infelizmente, para alguns, prevalece a “competição da opção sexual”. Que bobagem… Defender a opção heterossexual não implica em desrespeitar os que não a tem; e vice-versa. O problema é um só: INTOLERÂNCIA. E das duas partes!

– Quanto Custa Mesmo???

Nota de Mônica Bérgamo, na Folha de São Paulo de hoje, pg E2:

Um dirigente partidário já calcula que um candidato a deputado federal deverá gastar entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões, em SP, só para COMEÇAR a campanha.

De onde vem esse dinheiro? Quanto custará a campanha toda, já que esse valor é para o início? Como se recupera o investimento?

Sinceramente, é difícil acreditar em honestidade de políticos que gastam esse dinheiro em campanha…