– Quem é o militar com Cocaína no Avião da FAB

Causou espanto a prisão de um militar com 39 kg de cocaína no avião reserva da comitiva que levava o presidente Jair Bolsonaro à reunião de cúpula do G20 no Japão. Quando fizeram escala em Sevilha, descobriu-se na maleta dele 37 embalagens com pouco mais de 1kg do entorpecente.

O vice-presidente Hamilton Mourão classificou muito bem o caso: chamou o militar como uma mula bem qualificada (mula é o sujeito que transporta drogas a troco de dinheiro, não é o traficante propriamente dito – e sendo das Forças Armadas, a mula seria dificilmente reconhecida). Disse ainda que “o flagelo das drogas é um grande mal e que nem as Forças Armadas estão imunes a ele” – no que tem razão! As drogas (tráfico e uso) estão acabando com nossa sociedade.

Outro problema é que estão querendo politizar a coisa. Esse militar (o 2o Sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues) já viajou com o staff presidencial 29 vezes, com Dilma, Temer e o próprio Bolsonaro, dentro e fora do país.

No Portal da Transparência do Governo, conta que o sargento Manoel (classificado pela FAB como Comissário de Bordo na missão) recebe R$ 7.298,00. A Folha de São Paulo revelou que atualmente ele passava por dificuldades financeiras e estava com despesas do condomínio em atraso.

Todo mundo pode fraquejar, variando a intensidade, resistência e resiliência de pessoa para pessoa. Uns aceitam delitos, outros se deprimem, outros desistem e se suicidam. Há aqueles que se apegam à fé. Por fim: há os que ficam sem orientação alguma. É claro que, por ter formação militar, será cobrado bastante – mas isso não o faz um “super-homem”.

A reflexão dessa falta grave que quero fazer é a mesma do general Mourão: que maldito flagelo é esse das drogas!

Imagine como as autoridades devem estar irritadas… esse sargento vai sofrer bastante até delatar quem era o traficante a quem estava prestando o serviço. Mas vai contar? E o medo de represália contra a família dele?

Que sinuca de bico, amigos… eu não queria estar na pele deste militar.

– Por quê discutir a cadeirinha veicular?

Há certas discussões desnecessárias. Uma delas é sobre o uso da cadeirinha para as crianças nos veículos. Não é uma questão de lei – se ela é boa ou ruim – mas é de conscientização e de segurança no trânsito.

Todo papai e toda mamãe que tem preocupação com o seu filho deve usá-la, isso não se discute. É como o cinto de segurança: lembram da chiadeira quando o Maluf falou que iria obrigar os motoristas a usarem tal equipamento? A quantidade de vítimas fatais caiu, isso é fato. Então, qual o problema de não usar? No que incomoda tanto?

Sei que muitos alegarão que obrigar o uso é uma medida “da indústria da multa”. Ora, é só usar que não é multado! É como qualquer situação comum no trânsito: dirigir com prudência, respeitar os limites de velocidade, colocar as crianças na cadeirinha, nada disso é ruim. E se não for cumprido pelos maus motoristas, deve-se educá-los “na marra”, que é a multa.

Fico pasmo que muitos comemorem a equivocada manifestação do presidente Jair Bolsonaro em não multar os motoristas que imprudentemente desrespeitam questões de segurança como essa. Mesmo se existir a desobrigação, continue a usar. A segurança dos seus filhos agradece.

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– A Previdência não pode ser encarada como algo para manter padrão de vida!

Eu e meus primos começamos a trabalhar muito cedo, incentivados pelos nossos pais e tios. Aos 12 anos, já tínhamos carteira assinada e cumpríamos rigorosamente os horários e obrigações (e nunca isso fez mal).

Nas regras da época, nós poderíamos nos aposentar com 47 anos de idade, e com a média salarial dos últimos 3 anos pagos ao antigo INPS sobre o teto de 10 salários mínimos.

Isso mudou! Não poderei mais aposentar nessa idade e nem contribuir com o valor citado. Ainda bem que não quero parar de trabalhar…

Porém, algo importante: os valores recebidos por um aposentado não podem ser encarados como continuação de renda de quando trabalhava, mas um valor para sustento das necessidades básicas.

Sabemos que a Previdência Social está quebrada – e isso é culpa de TODOS os últimos ex-presidentes, pois Fernando Henrique Cardoso e Lula defenderam a Reforma da mesma de maneira parecida, e na hora de tentar aprová-las, tiveram medo da repercussão e jogaram a bomba para frente, arrebentando ainda mais com as finanças. Aliás, vide os discursos antigos no Google: tanto o tucano quanto o petista sabiam da realidade trágica e queriam fazer as mudanças – sem no fundo abrir mão dos privilégios e da popularidade da época.

Mas em consonância com o entendimento do que é “aposentadoria”, ouvi a fala de alguém que está trabalhando nesse processo, Bruno Bianco, que disse:

“A aposentadoria não é para manter o padrão de vida, mas é para sustentar a pessoa.”

Bruno Bianco Leal é secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho; funcionário público de carreira e que trabalhou nos Governos FHC, Lula, Dilma, Temer e agora no atual de Bolsonaro. Ele próprio confirmou que tanto PSDB e PT, enquanto Governo, tentaram e trabalharam pelas propostas atuais, barradas pelos privilégios “inegociáveis” de deputados e senadores.

Enfim: no mundo inteiro, a pessoa trabalha e faz uma poupança para a velhice, e a aposentadoria é para o sustento básico. Aqui no Brasil, sabemos que não é bem assim… O problema é que, do jeito que está, não se terá dinheiro nem para pagar o básico.

Dessa forma, cortar regalias que permitem surgir aposentadorias como as de R$ 68.000,00 de FHC, de R$ 66.500,00 de Lula ou de R$ 72.000,00 de Temer (valores arredondados) é fundamental! Um político deve se submeter às mesmas regras que a população.

O problema em si é: na ânsia de não perder suas benesses, vários grupos disseminam fake news de que “ninguém vai mais aposentar” ou outras bobagens de que a Nova Previdência vai prejudicar o pobre. Nada disso! Procure informações corretas e não em panfletos de radicais contrários – e nem de radicais favoráveis. Procure com pessoas sensatas, racionais e equilibradas.

A propósito, com a mudança do perfil populacional (mais cidadãos velhos do que novos no futuro, como ocorre em muitos locais na Europa), minha própria geração corre o risco de receber calote por conta de menor número de pagadores frente ao maior de beneficiários. Dessa forma, é necessário sim aprovar as Reformas da Previdência, sem fazer demagogia.

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– A recuperação judicial da Odebrecht

Sem a ajuda “por debaixo do pano”, e com todas as revelações de falcatruas praticadas pela Odebrecht, comprando com propinas o apoio de vários políticos de todas as ideologias e siglas, a empresa pediu a “concordata” (lembram desse termo) de quase 100 bilhões de reais!

Trabalhar honestamente sempre é difícil, mas não se corre o risco dessa vergonha…

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– O desejo e a proposta do Vaticano de Padres Casados na Amazônia (em circunstâncias específicas)

No ano passado, já havia sido discutida a situação precária de evangelização na Amazônia, e a missão de levar os sacramentos às comunidades longínquas.

Aqui na Diocese de Jundiaí-SP, existe um programa de ajuda através de missões onde padres locais vão ao coração da Região Norte do Brasil, relatando alguns sobre as horas de barco para visitar comunidades sedentas da Eucaristia (algo raro em alguns vilarejos).

Pois bem: o Papa Francisco está propondo que em circunstâncias muito especiais (relatadas no texto a seguir) permita-se que homens casados (com as observações necessárias) exerçam o sacerdócio.

Não caia no erro de entender que está ocorrendo o fim do celibato na Igreja Católica (isso é assunto para outra discussão), mas a importância é: ajudar a levar Palavra de Deus por meio de pessoas ordenadas e que podem ministrar sacramentos.

Compartilho, extraído da ANSA:

VATICANO PROPÕE ORDENAR PADRES CASADOS NA AMAZÔNIA

O Vaticano divulgou nesta segunda-feira (17) o documento preparatório para o Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia, que acontecerá de 6 a 27 de outubro e discutirá a evangelização de povos nativos e a preservação da floresta.

O relatório abre a possibilidade de laicos casados se tornarem padres, mas apenas sob determinadas condições. A ideia já era discutida desde o ano passado, após a convocação da assembleia episcopal pelo papa Francisco.

“Afirmando que o celibato é um presente para a Igreja, se pede que, nas zonas mais remotas da região, se estude a possibilidade de ordenação sacerdotal de idosos, preferivelmente indígenas, respeitados e aceitos por sua comunidade, ainda que já tenham uma família constituída e estável”, diz o documento.

A ideia seria estender o sacerdócio aos chamados “viri probati”, homens casados, de fé comprovada e capazes de administrar espiritualmente uma comunidade de fiéis. O objetivo seria aumentar o número cada vez menor de padres na Amazônia.

O documento ressalta que as comunidades amazônicas enfrentam dificuldade para celebrar a Eucaristia por falta de sacerdotes.

“Por isso, ao invés de deixar as comunidades sem Eucaristia, devem ser mudados os critérios de seleção e preparação de ministros autorizados a celebrá-la”, diz o Vaticano.

O relatório ainda evidencia a “contribuição decisiva” de homens e mulheres nativos para “dar impulso a uma autêntica evangelização do ponto de vista indígena, segundo seus hábitos e costumes”. “Trata-se de indígenas que pregam a indígenas com um profundo conhecimento de sua cultura e seu idioma, capazes de comunicar a mensagem do Evangelho com a força e a eficácia de sua bagagem cultural”, acrescenta o documento.

Além disso, o Vaticano pede aos bispos que discutam formas de garantir espaços de “liderança” às mulheres, especialmente na área de formação. Entre outras coisas, o relatório sugere que seja “identificado o tipo de ministério oficial que possa ser conferido às mulheres, tendo em conta o papel central que elas desenvolvem na Igreja amazônica”, diz o texto.

O documento também cita o “alarmante” número de “mártires” na Amazônia, especificamente no caso do Brasil, com 1.119 índios assassinados entre 2003 e 2017, segundo dados do relatório “Violência contra os Povos Indígenas”.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, já admitiu que o Sínodo sobre a Amazônia gera “preocupação” no governo Bolsonaro, que vem sendo criticado internacionalmente por afrouxar as políticas ambientais do país.

Crédito: AFP

– É hora de Greve? Mas promovida por quem e para o interesse de quem?

Greve geral? Ou Greve de grupos políticos?

Tenho muito cuidado quando o assunto é Greve. Ela deve partir sempre de quem se acha prejudicado, mas não deve prejudicar os outros que não tem nada relacionado com ela.

Digo isso pois surgiu a história de entidades sindicais quererem fazer uma Greve Geral amanhã, sexta-feira. Os motivos? Causas que os motivadores criticam, mas que nada fizeram enquanto foram poder.

Aqui, não é discurso de Esquerda e Direita, mas de pessoas sedentas ao poder. Ninguém está pensando na população, apenas na ânsia de conquistar votos futuros, lamentavelmente.

E quem quer trabalhar? Será obrigado a parar amanhã? Isso é democracia?

A Política do Brasil entristece o cidadão, que é obrigado a aguentar os raivosos que gritam em nome das radicais turmas de lulistas e bolosnaristas.

Sem fanatismo, mais sensatez. A sobriedade cidadã é necessária!

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– Cegos do Petismo e Malucos do Bolsonarismo: o cerne da discussão sobre a Honestidade Intelectual. Sobre o artigo de Padilha.

José Padilha é um diretor de cinema competente e polêmico, sem papas na língua. Ele se tornou amado e odiado por esquerdistas e direitistas radicais, por conta de filmes como “Tropa de Elite” e a série “O Mecanismo”, além de suas opiniões fortes e firmes. 

Mas o que ele escreveu em uma coluna da Folha de São Paulo hoje, é lúcido e pertinente aos dias atuais.

Não sou assinante do jornal, mas até onde o UOL me permite ler gratuitamente, antes de obrigar o acesso virtual da assinatura paga, destaco o seguinte trecho sobre a sociedade:

“Uma parte se recusa a admitir que caiu no conto do vigário de Lula, se recusa a aceitar que ele capitaneou a associação PT-PMDB com um cartel de empreiteiros que desviou bilhões de dólares dos cofres públicos. A outra finge não ver que Jair Bolsonaro, além de desqualificado, tem conexões com a esgotosfera da polícia do Rio de Janeiro. No que tange à honestidade intelectual, a direita pró-Bolsonaro e a esquerda pró-Lula se tornaram irmãs siamesas: nunca mudam de opinião.”

Não dá para corrigir nada (ao menos, insisto, no trecho que pude ler). Especialmente quando ele usa o termo honestidade intelectual!

Confesso: estou indo à banca somente para comprar a Folha por curiosidade de ler a íntegra!

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– Refletindo a #VazaJato: que não se confunda alhos com bugalhos, já que o erro de Moro é claro mas não transforma Lula em cidadão honesto.

Uma pequena introdução para dissertar sobre o vazamento das conversas da Operação Lava Jato:

  • Plantaram-se provas incriminando o decente Lula, e por isso ele está preso injustamente?

Nada disso. A Lava Jato erra em outros meios (revelados nesse escândalo do “The Intercept”), mas ainda assim (por vias tortas que não deveriam ser), corretamente um corrupto está no xilindró (de luxo, se observe).

Dito isso, vamos dissertar ampliando mais a reflexão (que não pode ser simplória, carece de razão e há de ser apartidária):

Sobre a “pisada na bola” das conversas do então juiz Sérgio Moro com os Procuradores da Lava Jato, divulgadas na noite de domingo: é indiscutível que um magistrado não deve dar consultoria para dizer onde pode ou não existir arestas num processo. Mas essas revelações fazem Lula se transformar de bandido a santo? Não. Mas podem transformar o julgamento questionável sim. 

A preocupação, para muitos, não está sendo a discussão ético-jurídica, mas político-partidária, que é um erro absurdo!

Mensalão e Petrolão foram os maiores crimes de corrupção do Brasil desde 1500, não há o que se discutir, mas a prisão pelo Triplex do Guarujá e pelo Sítio de Atibaia (coisas menores do que “o todo” que se sabe) fazem com que se debata incessantemente, sem levar em conta os demais bandidos que fizeram as delações e mostraram a cumplicidade total e deliberada de Luís Inácio.

Que separemos as coisas: se lê nas conversas vazadas que Sérgio Moro e a força-tarefa da Lava Jato queriam prender logo o petista quando conversavam sobre a fundamentação de tudo (aqui fica outro ponto pecaminoso de uma relação que deveria fazer o mesmo com Aécio e seus pares, por equidade). Entretanto, há acerto em não permitir que cela de cadeia vire palanque, quando questionado sobre Lula falar durante as Eleições de dentro da prisão.

Dessa forma, que o fanatismo não cegue nem a Direita e nem a Esquerda: Moro deveria ter se restringido às suas funções quando se relacionava com Dallagnol e a Lava Jato, assim como Lula deveria ser honesto e não ter praticado o maior esquema de corrupção, talvez, do mundo!

O triste é que ficaremos no seguinte debate nos próximos meses (ou anos): quem tem razão, o Justiceiro de Toga ou o Antonio Conselheiro dos dias atuais?

Pobre Brasil… cheio de paixões e precisando de sensatez.

(Para que nenhum fanático deturpe o entendimento: estou criticando Moro e o procedimento da Lava Jato, assim como a festa criada por radicais tentando vender a ideia de que Lula seja honesto).

Em tempo: fui recordado de outro grampo ilegal: o da ex-presidente Dilma Rousseff falando ao Lula sobre assinar o documento que o tornaria Ministro, evitando sua prisão e criando uma burla na Justiça. Sendo assim, todos os lados usam do maldito expediente de “passar por cima das leis”?

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– Neymar e a Moça do Suposto Estupro: quanto mais mexe, mais fede!

Caracoles, que novela virou a história do Neymar, não?

O que parecia um caso de irresponsabilidade de um jovem que bancou uma moça para transar em Paris, e supostamente ela aproveitou da fama do rapaz e/ou foi agredida e estuprada, tornou-se algo incontrolável na questão ENTENDIMENTO!

Quer saber por quê?

Porque agora surge a história de que o primeiro advogado da moça foi sócio do Neymar; que havia parceria em rede de restaurantes que seria do Andrés Sanches, presidente do Corinthians; que a moça mudou a versão que deu ao Cabrini no SBT e a história de “brigar por camisinha” não existe mais; que o vídeo comprometedor foi roubado na noite anterior do depoimento da acusada… Que “samba do crioulo doido”, como diria a poética lembra do enredo campeão da Sapucaí de décadas atrás.

Enfim: para tentar entender o que não está sendo entendido, duas publicações bem explicadas e bem informadas na sugestão:

1- Blog do Ricardo Perrone, na Folha de São Paulo, onde o jornalista mostra como até um juiz de direito entrou na “dança”.

Está em: https://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2019/06/acusacao-contra-neymar-vira-furacao-que-atinge-de-reporter-a-juiz/

2- Blog do Paulinho, onde se vê relações complicadas dos envolvidos.

Está em: https://blogdopaulinho.com.br/2019/06/07/advogado-que-traiu-najila-trindade-e-socio-de-neymar-e-tambem-de-andres-sanches/

A grosso modo, parece que TODOS são culpados… lamentável!

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– Peso Real? Seria Peso Morto…

Juro que pensei que era fake news, mas não era. Quer dizer que o presidente Jair Bolsonaro sugeriu uma moeda única na América do Sul?

Como?

Me recordo que quando a União Europeia lançou o Euro, o então presidente Fernando Henrique Cardoso sugeriu uma moeda nos mesmos moldes para o Mercosul. Depois Lula discutiu novamente essa bobagem. Agora é a vez de Bolsonaro retomar o assunto.

Pra quê? Para desestabilizar a economia dos países vizinhos e sentirmos o impacto?

Abaixo, compartilho o editorial do Estadão que brinca com a ideia do verdadeiro “peso real” que deve ter a atenção do Governo: a das atitudes na economia do país e a necessidade de reforma do quadro político!

Extraído de: https://opiniao.estadao.com.br/noticias/notas-e-informacoes,o-peso-real-de-um-delirio,70002861522

O PESO REAL DE UM DELÍRIO

Bolsonaro parece encantado com a ideia. De volta ao Brasil, afirmou que a criação de uma moeda única poderia se estender para toda a América do Sul

Se o governo parece, finalmente, dar sinais de ter alguma disposição para o diálogo político, tendo negociado a aprovação da Medida Provisória 871, que manda auditar os benefícios pagos pelo INSS, também é digna de nota a abertura da oposição para aceitar um acordo com os governistas. Em se tratando de um governo errático e muitas vezes hostil aos políticos, e de um Congresso repleto de neófitos despreparados para o duro trabalho parlamentar, não se deve comemorar antes da hora; no entanto, sobretudo diante do histórico de trombadas entre o Executivo e o Legislativo, é essencial registrar que houve, nos últimos dias, um inegável avanço.

A oposição deu inestimável colaboração para a melhora do quadro político ao apoiar a medida governista em troca da inclusão de uma mudança no projeto de reforma da Previdência com vista a dar maior prazo para que os trabalhadores rurais se adaptem às novas regras. Ambas as partes consideraram os respectivos pleitos aceitáveis e estabeleceu-se ali um consenso mínimo – sem o toma lá da cá e sem a truculência que tanto marcaram a história recente das relações entre o governo e o Congresso.

O acordo, feito no Senado, foi articulado pelo líder da Minoria, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), com o líder do governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Não se pode atribuir ao senador Randolfe nenhum pendor governista – ao contrário, é ferrenho crítico do atual governo. Mas ele e o bloco que lidera parecem ter percebido que o caminho do diálogo pode dar melhores frutos que o confronto puro e simples.

Há outros parlamentares da oposição igualmente dispostos a negociar com o governo. É o caso dos deputados que subscreveram emenda para destinar à primeira infância parte da economia que resultar da reforma da Previdência. Entre os autores destacam-se os jovens deputados Felipe Rigoni (PSB-ES) e Tabata Amaral (PDT-SP). Mesmo sendo da oposição, ambos dizem reconhecer como necessária a reforma da Previdência e, malgrado serem parlamentares de primeira viagem, mostram maturidade para reconhecer que o caminho da negociação tende a ser o mais produtivo para seus projetos políticos.

Tudo isso contrasta, e muito, com o comportamento do PT e de seus satélites. Fiel à sua natureza autoritária, o partido do presidiário Lula da Silva desconsidera a legitimidade de qualquer governo que não seja o seu. Nem se dá ao trabalho de formular propostas alternativas às encaminhadas pelo presidente Jair Bolsonaro, já que não pretende, a sério, negociar nada com o governo. Sua única intenção é prejudicar a tramitação de tudo o que emanar do Palácio do Planalto. E seu único projeto para o País se resume ao slogan “Lula livre”, com o qual inclusive tentou capturar as manifestações estudantis contra os cortes orçamentários nas universidades federais. Assim, segue sendo o velho PT de sempre, que não apoiou o Plano Real, que pediu o impeachment de todos os presidentes sempre que esteve na oposição e que jamais se dispôs a negociar senão na base do grito ou do talão de cheques.

Felizmente, parece que os partidos que se dedicarem a esse tipo de oposição destrutiva tendem ao isolamento, pois várias lideranças oposicionistas se recusam a aderir ao método petista de sabotar governos e demonstram genuína disposição para conversar.

É fato que o governo, nas suas relações com o Congresso, demonstra frequentemente a tendência de considerar que a vontade do presidente Bolsonaro deve ser automaticamente convertida em lei, e isso cria ruídos mesmo com os parlamentares de inclinação governista. Por outro lado, há também uma tendência de parte da oposição de considerar necessariamente ruim tudo o que é encaminhado pelo Palácio do Planalto, sem nem ao menos conhecer os projetos. Um clima desses não é propício para o diálogo. Por isso, mesmo que tenha sido apenas um lampejo, a recente negociação entre governo e oposição é alvissareira, pois mostrou qual é o único caminho viável para o País. Espera-se que as lideranças políticas responsáveis tenham entendido que não há outra maneira de alcançar o entendimento necessário para começar a tirar o Brasil de sua profunda crise, com a qual só os delinquentes morais lucram.

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– Turismo decepcionante no Brasil

Um relatório assustador: o World Travel & Tourism Conceil (WWTC) trouxe alguns números sobre o turismo mundo afora.

O Brasil possui quase 6 milhões de turistas internacionais / ano. Só a cidade de Miami recebe 7 milhões de pessoas no mesmo período! O Coliseu romano, 4 milhões.

Entre os países, a França continua sendo o primeiro destino (83,7 milhões de visitantes), seguida pelos EUA (74,8 mi) e Espanha (65 mi). Nós estamos na 46a posição, com  5,8 mi.

Há algo errado, não?

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– De novo temos suspeita de manipulação de resultados no futebol brasileiro?

Olha… de tanto se falar, tô achando que é verdade mesmo.

Começo esse texto com ironia para novamente publicar: DE NOVO, uma suspeita de que apostadores compraram resultados em jogos “escondidos” do futebol profissional no Brasil.

E, pra variar, novamente uma acusação que vem de time da Paraíba!

Extraído de: https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2019/06/08/mp-vai-apurar-suspeita-de-manipulacao-de-resultado-em-goleada-na-serie-d.htm

MINISTÉRIO PÚBLICO APURA MANIPULAÇÃO DE RESULTADOS

A goleada do Campinense na noite da última quinta-feira (6) foi colocada em xeque por torcedores e apostadores. A Federação Paraibana de Futebol classificou como “grave” as suspeitas. O caso irá ao Ministério Público. Dentro de campo, o rubro-negro da Paraíba goleou o Vitória-PE, por 4 a 0, em Campina Grande.

Nos aplicativos de mensagens, torcedores relatam que integrantes de uma rede de manipulação de resultados “compraram o jogo do Campinense” (sic). Na conversa de áudio, um torcedor diz que a partida seria 4 a 0 e citou Pezão como um dos responsáveis pelo esquema.

José Pereira, o Pezão, assumirá na próxima semana o cargo de diretor de futebol do clube de Campina Grande. Em nota enviada pelo seu advogado, o dirigente disse desconhecer “as pessoas dos áudios divulgados e que é falsa qualquer informação que coloque seu nome nas acusações”.

Na nota, reproduzida no fim do texto, ele informa que “espera que tamanha desonra divulgada, de forma inconsequente, não comprometa sua contribuição ao Campinense Clube. Por fim, coloca-se à disposição para eventuais esclarecimentos”.

Em um dos áudios obtidos pelo UOL Esporte (escute ao longo da reportagem), uma outra pessoa informa que a partida estava bloqueada para apostas nos sites baseados em Campina Grande e comentava que um amigo jogou em uma casa de apostas no Pará e ganhou “dinheiro com força”.

Em um comunicado emitido na noite de quinta, a casa de apostas “Bets Esportes” informou que o resultado do jogo foi manipulado e informava aos seus clientes que devolveria o valor das apostas.

O “Bets Esportes” é mais uma das dezenas de bancas de apostas que operam ilegalmente no país. O domínio da empresa está registrado no Maranhão. A reportagem tentou obter contato com a empresa, mas não teve sucesso.

O Campinense é patrocinado por um site de apostas. O principal parceiro do clube é a “MixBet”, empresa hospedada no Arizona, nos EUA.

A suspeita deve ser investigada pelas autoridades locais. “Se trata de denúncias graves e devem ser investigadas e apuradas pelos órgãos competentes”, disse Michele Ramalho, presidente da Federação Paraibana de Futebol, eleita após o primeiro escândalo. Ela é a chefe da delegação brasileira na Copa do Mundo da França, que começou nesta sexta.

O caso será enviado ao Ministério Público.

Outro lado

Organizadora da competição, a CBF informou que apura informações antes de se manifestar. O Campinense não se pronunciou. Os dirigentes do Vitória foram procurados, mas não responderam aos contatos da reportagem.

Credibilidade em xeque na Paraíba

A suspeita de manipulação de resultados em Campina Grande agrava a credibilidade do futebol da Paraíba, que atravessa a maior crise da sua história.

No ano passado, dirigentes da federação e de clubes locais foram banidos do futebol acusados de integrarem um esquema de manipulação de resultados.

Gravações revelaram dirigentes negociando pagamentos para árbitros e adversários. Willian Simões, então presidente do Campinense, foi um dos banidos do futebol no ano passado pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).

Jogos vazios são alvos preferidos

Jogos sem apelo de público e com pouca importância na tabela da competição são os preferidos das máfias de manipulação de resultados. Com o estádio praticamente vazio, a partida de quinta-feira em Campina Grande teve apenas 305 pagantes e não mexeu na tabela da competição. Os dois times já estavam eliminados da Série D.

A equipe pernambucana terminou a competição sem nenhum ponto. Já o Campinense deixou a Série D com sete pontos.

A goleada foi a única do time paraibano no torneio. Em seis partidas, a equipe venceu somente duas e ainda teve um empate e três derrotas.

O mercado de apostas esportivas online foi liberado em dezembro do ano passado e aguarda a regulamentação no Congresso Nacional. Apesar de ser proibido no país, cerca de 500 sites baseados no exterior recebem apostas de brasileiros. Estima-se que as apostas feitas no Brasil movimentaram cerca de R$ 4 bilhões neste ano.

A nota oficial de Pezão

“José Pereira dos Santos vem, através desta nota, comunicar que desconhece as pessoas dos áudios divulgados e que é falsa qualquer informação que coloque seu nome nas acusações. A imprensa não foi cautelosa ao divulgar acusações graves com base em áudios aleatórios de pessoas (não identificadas) que, na verdade, se questionam pelos frustrados resultados de seus times, acusando-o sem qualquer tipo de fundamento. “Pezão”, como é de amplo conhecimento, ama futebol e, como qualquer torcedor, quer contribuir para ascensão do clube nos campeonatos e está compromissado com isso; sempre com ética e honradez! Por esse motivo, espera que tamanha desonra divulgada, de forma inconsequente, não comprometa sua contribuição ao Campinense Clube. Por fim, coloca-se à disposição para eventuais esclarecimentos.

João Luis Fernandes
Advogado”

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– O crime contra o pobre Rhuan Maycon já está esquecido?

Suzane von Richthoffen matou os pais e o Brasil parou para discutir o crime da moça e do seu namorado.

A família Nardoni arremessou cruelmente uma criança do apartamento. Idem ao clima de tristeza e consternação do país.

Porém, o menino Rhuan de 9 anos teve o pênis cortado pelo desejo das mães (uma biológica, a outra sua cônjuge) de que ele virasse menina! Depois, o casal de mulheres assassinas esquartejou o pobre garoto.

– Repercutiu da mesma forma?

Por quê alguns crimes bárbaros tem mais destaque do que outros?

Li no site da Folha de Londrina o artigo de Paulo Briguet (não o conheço, mas o respeito) que teve a mesma dúvida do que eu: se o ocorrido fosse cometido por um pai e uma mãe no Centro de São Paulo, e não por um casal de lésbicas no DF, a “importância da notícia seria outra”?

Insisto: aqui não se fala sobre a questão da homofobia (deve-se respeitar os homossexuais), mas faço uma explícita crítica à Ideologia de Gênero, que tanto força a ideia de sexualização e erotização precoce.

Criança deve ser criança, menino e menina. Se vai gostar de homem ou de mulher, já é outra história – e para adultos!

Extraído de: https://www.folhadelondrina.com.br/colunistas/paulo-briguet/o-martirio-do-menino-rhuan-2942399e.html

O MARTÍRIO DO MENINO RUAN

Em breve, relembrar a morte de Rhuan será considerado um crime contra a ideologia de gênero

Há vários dias não consigo parar de pensar no menino Rhuan. Qualquer outro assunto se torna menor e irrelevante diante do martírio dessa criança. Os detalhes do caso pareceriam inverossímeis mesmo em um filme de terror: o desaparecimento do menino; a decisão de transformá-lo em menina; o pênis da criança cortado pelas mulheres (uma delas, a própria mãe do menino!); o ano inteiro em que ele viveu com a ferida; a morte e o esquartejamento; a imagem do casal assassino; a dor do avô.

Rhuan tinha 9 anos, a idade do meu filho. Nos últimos dias, olho para o Pedro e vejo ao seu lado a imagem do menino sofredor. Penso em todos os bons momentos que vivi com meu filho ao longo do último ano, e sei que ao mesmo tempo, em algum lugar, Rhuan sofria em silêncio. Quantos Rhuans estarão sofrendo agora?

Muito se falou no casal Nardoni, muito se falou em Suzane von Richthoffen, mas estranhamente pouco se fala em Rosana e Kacyla, as assassinas de Rhuan. Uma das poucas pessoas públicas que demonstraram preocupação com o caso foi a ministra Damares Alves. Mas onde está a revolta dos formadores de opinião? Onde estão as entidades em defesa dos direitos humanos? Onde estão os nossos ativistas judiciais? Onde estão as análises de especialistas, os discursos indignados, as camisetas com o slogan RHUAN VIVE? Até o caso de Neymar merece mais atenção das nossas classes falantes. Que vergonha!

Nos últimos dias, terminei de ler o romance “Silêncio”, do escritor japonês Shusaku Endo. O livro fala sobre as torturas impingidas aos católicos japoneses pelos xóguns (senhores feudais), no século XVII. Em certa passagem, que muito me marcou, um padre está preso na masmorra e escuta o que parece ser o ronco de um carcereiro. Na verdade, não era um ronco: eram os gemidos dos cristãos supliciados.

Você consegue ouvir este som em meio à balbúrdia de nosso país? É a voz do menino Rhuan, que clama por nossa compaixão. Uma voz que os porta-vozes da ideologia de gênero não querem deixar ninguém ouvir. Rhuan atrapalha os planos dos ideólogos militantes, assim como “atrapalhava o relacionamento” de Rosana e Kacyla.

Agora, no STF, está sendo votada a criminalização das críticas à ideologia de gênero. Para os totalitários — sejam eles globalistas ou socialistas — é sempre assim: denunciar o crime torna-se crime. Prepare-se, portanto, para o dia em que relembrar o martírio de Rhuan será um crime contra a “igualdade de gênero”. Estaremos condenados ao silêncio.

Senhor, tende piedade de nós.

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– A Globo acerta ou erra em afastar Mauro Naves?

Mauro Naves foi afastado da Globo por envolvimento no caso Neymar. A emissora não gostou. Mas teria razão?

Entendendo: o então advogado do caso “Neymar e o suposto estupro”, Dr José Edgar Cunha Bueno, relatou que conseguiu entrar em contato com o pai do atleta graças ao telefone fornecido pelo jornalista Mauro Naves, da TV Globo. Neymar “Pai” disse que o próprio Mauro perguntou se poderia fornecer o número, e após autorização, o fez.

O advogado solicitar ao repórter, ele fornecer após pedir autorização ao pai; e tudo sem nenhum desvio: qual o pecado de Mauro Naves?

É lógico que provavelmente, por esse favor, conseguiria mais entrevistas exclusivas, por exemplo. Mas ainda assim: cadê o erro? Isso tira a isenção do jornalista?

Troca de contatos são comuns em todo o meio. Entendo que a Globo, que é “espancada diariamente” no cenário político e nas redes sociais (às vezes com e às vezes sem razão) toma seus cuidados éticos. Mas aqui não há excesso de zelo?

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– Os Melhores Países para se… Nascer!

A “The Economist”, através de diversos critérios, listou as melhores nações para alguém nascer e viver. Os dados foram tabulados por Economia, IDH, Segurança, Educação, Perspectivas Variadas, entre outros.

Pois bem: podemos dizer que serão sortudos os bebês que nascerem na Suíça! E os brasileirinhos se contentarão com o 37o lugar do ranking.

Curiosidade: a renda per capita da Suíça é de 83.383 dólares anuais, contra 12.594 do Brasil.

A lista dos 10 mais é: Suíça, Austrália, Noriega, Suécia, Dinamarca, Singapura, Nova Zelândia, Holanda, Canadá e Hong Kong (Brasil 37%, Síria 73%, Nigéria 80%).

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– A “Adoção na Passarela” repercute demais! Um ato com bom mote, mas de maneira infeliz?

Aqui, um assunto delicadíssimo para se discutir: houve em Cuiabá um evento chamado “Adoção na Passarela”, dentro do Shopping Pantanal, onde crianças à espera de adoção desfilavam para as pessoas.

Se por um lado você pode louvar o fato de iniciativas para que os menores abandonados / retirados da guarda tenham uma família que os ame, por outro você tem uma avalanche de críticas: a exposição dos vulneráveis, a frustração de quem não é “escolhido” e, talvez, a comparação de que são mercadorias humanas mostradas para clientes.

A coisa é complicada… compartilho abaixo e penso: o evento já era uma 2a edição! Como houve outra anterior e não se repercutiu?

Extraído de: https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Seguranca/noticia/2019/05/adocao-na-passarela-sociedade-brasileira-de-pediatria-pede-que-estimulo-adocao-respeite-leis-e-preserve-integridade-de-criancas-e-adolescentes.html

ADOÇÃO NA PASSARELA GERA REPERCUSSÃO

Após repercussão negativa do desfile que aconteceu na última terça-feira (21) no Pantanal Shopping, em Cuiabá (MT), a SBP se posicionou com alertas e orientações aos órgãos de apoio à adoção e instituições responsáveis por crianças e adolescentes nessa situação

O evento “Adoção na Passarela”, que aconteceu na última terça-feira (21) no Pantanal Shopping, em Cuiabá (MT), foi amplamente divulgado em veículos de comunicação na última quarta-feira (22) e recebeu diversas críticas nas redes sociais. Isso porque, a Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), em parceria com a Comissão de Infância e Juventude (CIJ) da Ordem dos Advogados do Brasil (Seccional Mato Grosso (OAB-MT)) decidiu realizar um desfile com crianças e adolescentes de 4 a 17 para dar visibilidade que elas estão adptas para adoção.

Nessa quinta-feira (23) a Sociedade Brasileira de Pediatra (SBP) divulgou uma nota de alerta à população sobre a necessidade de cautela no momento de se promoverem ações de estímulo à prática da adoção no País. Para a SBP, todas essas iniciativas devem respeitar a legislação vigente, em especial o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e o respeito à integridade física e emocional dos jovens. Em nota, a SBP fala sobre as críticas que a ação gerou ao “expor crianças e jovens a uma situação de vulnerabilidade social e suscetíveis ao sentimento de frustração e à perda da autoestima.” A presidente da SBP, Dra. Luciana Rodrigues Silva, disse que trata-se de uma situação delicada. “Não duvidamos da boa intenção dos promotores, mas essas iniciativas devem ser pautadas por uma série de cuidados para que crianças e adolescentes não sejam prejudicadas.”

Na nota, a SBP pede ainda que iniciativas do tipo não se repitam e solicita a todos os comprometidos com o objetivo nobre de estimular a adoção que tenham o cuidado de proteger a integridade psíquica e moral desses jovens, conforme determina o artigo 17 do ECA, ao desenvolverem ações com essa finalidade.

O cenário da adoção no Brasil

Atualmente, no Brasil, 9540 crianças e adolescentes, com idades de zero a 17 anos, estão aptas para serem acolhidas. O número é pequeno diante das 46.008 pessoas que manifestaram, oficialmente, interesse em adotar. Os dados estão no Cadastro Nacional de Adoção (CNA), coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), uma ferramenta digital, lançada em 2008, que auxilia os juízes das Varas da Infância e da Juventude na condução dos procedimentos dos processos de adoção em todo o país. O quadro aparentemente favorável a desfechos felizes (há mais pessoas querendo adotar do que crianças e adolescentes aguardando adoção), no entanto esbarra na resistência entre os interessados em acolher crianças com mais idade, o que faz com que milhares de meninos e meninas ainda permanecem nas instituições à espera de uma família. “A adoção é responsável por muitas histórias de amor, superação e felicidade. Formar uma nova família exige preparação e disposição, além de seguir as normas legais vigentes”, destaca a Dra. Luciana Rodrigues Silva. Segundo ela, a adoção no Brasil é regida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que foi alterado, dentro do tema, pela Lei nº 13.509/2017, melhorando os prazos de cada etapa.

A Lei também mudou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), equiparando os prazos de licença, estabilidade e descansos especiais de pais biológicos e adotivos. Além disso, a lei reforçou a necessidade do acompanhamento das famílias pretendentes e das crianças disponíveis para adoção, pela Vara de Infância e Juventude (VIJ). “Esperamos que cada vez mais famílias aceitem esse desafio e essa missão”, finalizou a presidente da SBP.

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– Ao menos um nome já é certo para a corrida presidencial em 2022: João Dória Jr. Vingará na hora do “vamos ver”?

Goste dele ou não, é inegável que o governador João Dória Jr está trabalhando a todo vapor para ter uma vasta lista de realizações no Estado de São Paulo a fim de usá-la na campanha à Presidência na República em 2022. Você duvida que ele estará no páreo?

Quando foi eleito prefeito da capital paulista, pisou na bola ao pregar que não sairia da Prefeitura em hipótese alguma e saiu. Também aproveitou a onda populista de Jair Bolsonaro e criou os colantes de “BolsoDória”. Por fim, rachou seu partido na disputa de liderança interna.

Entretanto, enquanto se fala de contingenciamentos e cortes diversos no Governo Federal, o Governo Estadual tem apresentado um zoneamento de regiões desenvolvimentistas em São Paulo, criou pacotes de benefícios para investidores que gerem emprego e está lutando para que a fábrica da FORD que irá fechar tenha um comprador de fato e os trabalhadores continuem por lá.

É lógico que a política liberal de Dória contrasta com o liberalismo pregado pelo presidente Jair Bolsonaro na prática. Enquanto o primeiro conseguiu focar seu trabalho (tarefa menos árdua do que consertar um país), o segundo ainda se atrapalha com brigas entre os próprios pares com exposição desnecessária.

Tenho muitas dúvidas e ressalvas sobre João Dória Jr, mas, comparando com Bolsonaro, está largando na frente. Mas até 2022 tem tanta coisa ainda… quem serão os outros nomes até lá?

Agora, o “pastel de feira” da foto (abaixo) não combina nada com ele, hein? 

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– A Escolaridade do Trabalhador Brasileiro!

Segundo números do IBGE, publicados pelo Linkedin:

Cerca de 35% dos trabalhadores brasileiros não têm ensino fundamental, segundo dados referentes ao primeiro trimestre divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Nordeste, a porcentagem de pessoas com mais de 14 anos de idade que ainda não tem o diploma é de quase 38%, enquanto a porcentagem ultrapassa 44% na região Norte. A taxa é mais baixa no Sudeste (29,2%), seguida por Centro-Oeste (33,5%) e Sul (34%).

Preocupante demais, não? Estudo e trabalham se casam perfeitamente, e o desequilíbrio (ou a falta) entre eles acarretas prejuízos demais à nação.

Outros dados no link em:

https://g1.globo.com/google/amp/educacao/noticia/2019/05/16/35percent-dos-brasileiros-com-mais-de-14-anos-nao-completaram-o-ensino-fundamental-aponta-ibge.ghtml

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– Ecoterroristas querem matar o Presidente?

Pensei que nunca iria ver ou ler algo assim, como publicado no site da Veja (abaixo). O Brasil está enlouquecido (e cansando as pessoas sensatas e de bem, independentes de amarras ideológicas de direita ou esquerda)!

Extraído de: https://veja.abril.com.br/politica/policia-caca-grupo-terrorista-que-ameaca-bolsonaro-e-ministros/

POLÍCIA CAÇA GREUPO TERRORISTA QUE AMEAÇA BOLSONARO E MINISTROS

Documento sigiloso obtido por VEJA revela a preocupação das autoridades com as ameaças de ataque ao presidente da República

A divisão antiterrorismo da Polícia Federal está tentando descobrir a identidade dos integrantes de um grupo extremista que ameaça matar o presidente Jair Bolsonaro e dois ministros. Autointitulado “Sociedade Secreta Silvestre”, o movimento se diz “ecoterrorista” e “anticristão” e tem feito “ameaças a figuras públicas, notadamente ao presidente da República Jair Messias Bolsonaro”, segundo o documento obtido por VEJA.

As ameaças são postadas num site – e vieram à tona quando, em dezembro do ano passado, o grupo disse que poderia promover um atentado na cerimônia de posse presidencial. Na época, a polícia desarmou uma bomba colocada na porta de uma igreja que fica a cerca de 50 quilômetros do Palácio do Planalto.

Recentemente, a “Sociedade Secreta” incendiou dois carros numa das sedes do Ibama, em Brasília. No local, a polícia localizou fragmentos de uma bomba caseira. O grupo assumiu a autoria do atentado e anunciou que o próximo alvo será o ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente.

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– De novo não, Presidente. Deixa a Petrobrás quieta…

Da 1a vez na qual Bolsonaro interferiu na política de preços da Petrobrás, a fim de segurar o aumento do Diesel, a empresa perdeu bilhões (e teve que aumentar aos poucos e na surdina).

Depois desse episódio, o presidente disse que não interferiria mais. Porém, com a crise do Irã e a disparada nos preços no mercado internacional, é lógico que o preço vai aumentar.

Se Bolsonaro repetir o que Dilma fazia demagogicamente (interferir nos preços para não perder popularidade), as ações da Petrobrás despencarão de novo. Aliás, depois da fala dele numa Live do Facebook ontem à tarde, elas já começaram a perder valor. Pergunte para qualquer gerente de banco se vale a pena investir em Fundos DI atrelados à petroleira.

Jair Bolsonaro deveria fazer o que prometeu em campanha: deixar a empresa ser uma cia independente na gestão de preços. Já não basta o Petrolão desde os tempos de Lula, agora, mais essa?

Extraído de: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,bolsonaro-fala-em-rever-politica-de-preco-da-petrobras,70002832277

BOLSONARO FALA EM REVER POLÍTICA DE PREÇOS DA PETROBRÁS

BRASÍLIA E DALLAS (EUA) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 16, que pode rever a política de preços da Petrobrás se não houver prejuízos para a estatal. A declaração foi feita em Dallas, no Texas, durante a transmissão semanal ao vivo do presidente no Facebook.

“O pessoal reclama do preço da gasolina a R$ 5. E eles me culpam, atiram para cima de mim o tempo todo. O preço do combustível é feito lá pela Petrobrás. Leva em conta o preço do barril de petróleo lá fora, bem como a variação do dólar. Lógico que se a gente puder rever isso aí sem prejuízo para a empresa, sem problema nenhum, às vezes, a política pode ter algum equívoco”, disse o presidente.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que acompanhou Bolsonaro na transmissão, afirmou que o preço dos combustíveis no País só poderá ser reduzido quando houver “maior produção, quando não formos dependentes do petróleo que hoje ainda continuamos exportando e importando”.

Em abril, Bolsonaro admitiu ter ligado para o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, para que a estatal desistisse do aumento do preço do diesel nas refinarias. “Eu liguei para o presidente sim. Me surpreendi com o reajuste de 5,7%. Não vou ser intervencionista. Não vou praticar a política que fizemos no passado, mas quero os números da Petrobrás”, afirmou à época o presidente.

O reajuste foi cancelado e, depois do episódio, a empresa perdeu R$ 32 bilhões em valor de mercado.

A Petrobrás, em março, havia se comprometido a congelar o preço do óleo diesel por pelo menos 15 dias. Por causa da política de preços dos combustíveis, os caminhoneiros pararam o País, em maio do ano passado. Neste início de ano, com o petróleo em alta, o diesel voltou a ser uma ameaça.

2ª viagem de Bolsonaro aos EUA

– Os protestos pela Educação com e sem razão! O país está maluco…

A comunicação do Governo Bolsonaro tem sido péssima, é sabido. Primeiro, fez-se uma declaração raivosa anunciando corte de 30% nas Universidades Públicas e desincentivando-se vários cursos universitários de maneira generalista (nossa crítica aqui: https://wp.me/p4RTuC-nc6). Agora, refaz-se o discurso com os termos contigenciamento de recursos atingindo restrição de 3,45%.

Aí você vê os protestos dos estudantes (vivemos numa democracia, isso é válido) misturando os “assuntos a serem protestados”! De recursos para a Educação passaram para temas da Sociedade. 

Na sequência, o presidente Bolsonaro, de maneira extremamente infeliz, usa os termos do dia-a-dia de Olavo de Carvalho, como imbecis ou idiotas para aqueles que não se doutrinam à ele (a Direita Radical imitando exatamente a Esquerda Radical que governou esse país).

Fechando tudo isso com “chave-de-ouro”, cartazes de LULA LIVRE (o presidiário que surrupiou o país) acabaram por aparecer nas manifestações. E relembro que a mesma crítica ao corte de verbas do Governo Bolsonaro aconteceu no Governo Dilma / Lula (já relatei esse absurdo corte em 2015 aqui: https://wp.me/p4RTuC-cIs).

Não estamos vivendo um país maluco?

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– Salvando o Bicho-Preguiça e o inesperado agradecimento!

O Bicho-Preguiça ficou feliz e agradeceu o salvamento. Seria impossível atravessar a rua, com sua velocidade… 

Brincadeiras à parte, o vídeo é cativante (aconteceu na BR-101, em Angra dos Reis). Assista abaixo:

– Ninguém vai abrir a Caixa Preta do BNDES?

Todo mundo comenta, reclama, sabe e cobra a respeito do Banco Nacional de Desenvolvimento Social, o BNDES. Afinal, a instituição foi acusada (justamente) por soltar crédito muito barato “aos amigos do Rei”, ou seja, às grandes empresas aliadas em corrupção ao ex-presidente Lula. Nações como Venezuela, Angola e Cuba (ditaduras esquerdistas) receberam altos valores, e o retorno, até agora, nenhum.

Dito isso, lembro-me que na última eleição a população cobrou veementemente que o BNDES fosse investigado. Mas até agora… o que aconteceu com essa “caixa preta”? É tão difícil de se abrir ou não se pode?

Atualmente, de maneira correta não se solta crédito a empresas que não precisam  de dinheiro barato e nem aos aliados políticos. Só que a quem precisa, esse recurso está fechado também! O BNDES cortou TUDO, descriteriosamente.

Até quando o brasileiro vai ficar esperando que o banco seja bem administrado de verdade e os recursos liberados adequadamente? Já era hora para o atual Governo esclarecer tudo isso…

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– A Criativa Guerra de Memes no Brasil

A Direita e a Esquerda radicais batem-boca no país. Ou melhor: “batem-dedos nos teclados”, pois o mundo virtual é onde as pessoas “perdem o medo de ofender” e não percebem a razão dos limites. Quem consegue ser sensato, apenas observa.

E uma das coisas que mais prolifera são os “Memes”. Inegavelmente são criativos (descartando-se os de Fake News).

Na figura desta postagem (abaixo), um exemplo de como todos os lados querem ter razão:

1- Os Anti-Bolsonaros publicam uma matéria do “Sensacionalista”, fazendo alusão de que a famosa babá da TV, a Supernany, precisa dar um jeito nos “filhos travessos” do presidente.

2- Já os Bolsonaristas ironizam o corte de verbas de cursos de humanas, mostrando um casal de idosos carregando um jovem comunista, em uma cena de vagabundagem explícita do rapaz, escarnindo o presidente com o nome de “Bozo”.

Claro, existirão sempre os críticos, os gozadores e os manifestantes criativos. Todos podem se expressar e defender seu lado, é a democracia. O que não pode acontecer são mentiras ou injúrias, pois aí perdeu-se a razão.

– Por quê voltar atrás na questão do amianto?

Quem conhece a história do cimento amianto, sabe o quão ele é nocivo e como foi polemizado no Brasil.

As famosas “telhas e caixas d’água de amianto“, conhecidas da população pelo preço mais baixo, têm em seus fabricantes um lobby muito grande para a liberação, juntamente com as mineradoras do produto.

Sabidamente, o amianto é um cancerígeno que já foi proibido quase no mundo inteiro. Tempos atrás, já houve tentativa para que se liberasse a exploração dele em nosso país, alegando que tínhamos um “produto diferente” do resto do planeta. Lêdo engano…

Pergunte para o familiar que perdeu seu parente motivado pelo câncer (esse ainda incurável) adquirido do manuseio de amianto, o que ele acha da proposta de alguns políticos para voltar à permissão da sua comercialização. São milhares de pessoas segundo os órgãos de saúde brasileiros.

Algo que não deveria se dar atenção, infelizmente, volta à baila.

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– A Insistência das Lagostas e Vinho Caro para o STF não é uma afronta à sociedade?

Em um país onde faltam hospitais e leitos, escolas e creches, além de recursos financeiros para outras necessidades, o gasto do dinheiro público (que vem do meu, do seu e dos nossos impostos) deve ser algo muito cuidadoso, não?

Mas não é o que se vê: na semana passada, escandalizamo-nos com a licitação do Supremo Tribunal Federal para a compra de grandes quantidades de Lagosta, Camarão e Vinho Caríssimo, com a recomendação de que “o vinho, em sua totalidade, deve ter sido envelhecido em barril de carvalho francês, americano ou ambos, de primeiro uso, por período mínimo de 12 meses”.

A Justiça Federal suspendeu esse processo, num ato de bom senso, mas ontem o STF conseguiu derrubar a suspensão e fazer valer o edital de compra.

Tais mordomias não nos fazem desacreditar no Supremo?

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– Mudando o conceito de “radical e ponderado” do Governo

A eleição do presidente Jair Bolsonaro, um ultra-direitista de linha conservadora assumido, se deu por conta, sabidamente, do ranço proporcionado por anos de administração petista, iniciados de maneira populista e aparentemente eficiente nas questões sociais, mas que se mostrou ineficaz na solução dos problemas brasileiros (eram doses de resolução de problemas paliativos, temporários, não duradouros e “com previsão de vencimento”, mascarados por demagogia e turbinados com uma corrupção absurda, resultando na prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva).

Entendendo-se às claras: quem votou em Bolsonaro, em grande parte, votou contra o PT e a corrupção. Haddad, que já havia perdido a eleição paulistana, carregou as críticas à sua gestão em SP juntamente com a antipatia petista. Manuela abriu mão de sua candidatura, e Marina Silva nem decolou. Ciro estagnou. Dessa forma, a esquerda radical e a esquerda moderada sucumbiram. Alckmin (que no papel é de um partido de centro-esquerda, mas na prática não), se afundou de vez (aliás, detesto as definições de centro e de direita em nosso país, como se fossemos ainda dos tempos dos jacobinos e girondinos da Revolução Francesa, onde surgem essas definições). Tivemos ainda a direita liberal do Partido Novo, onde Amoêdo tinha ao menos ideias claras mas perdeu votos daqueles que optaram pelo voto útil (tipo: ele não vai ganhar, apesar de que eu votaria nele; então voto em outro com mais chances de vitória”. E sobrou ainda Meirelles e Cabo Daciolo, cartas fora do baralho.

Terminado o processo eleitoral, independente de quem ganhou, devemos torcer para o sucesso da sua administração, pois isso gera resultado positivo para nós, brasileiros. Torcer contra é burrice, seja quem for o eleito. A democracia, em tese, funciona assim, e você terá os instrumentos e a liberdade de cobrança: de cobrar o que prometeu por parte de quem votou esperançoso no nome vencedor, e de cobrar para que se faça algo bom, por parte de quem não votou no ganhador.

Todo esse grande preâmbulo é para dizer o seguinte: muitos tinham medo de que os militares que estavam próximos de Jair Bolsonaro fossem radicais, e a censura e a ditadura ganhassem corpo (eu, que não votei no segundo turno nem em Jair Bolsonaro e nem em Fernando Haddad – votei em branco – era um desses temerosos).

E o que aconteceu?

Descobrimos que os generais militares do atual governo é que são os ponderados! Os radicais são os influenciados pelo pseudo-filósofo Olavo de Carvalho, um homem que foi astrólogo, muçulmano esotérico (não sabia que existia essa profissão de fé), que vive na Virgínia falando palavrões e ostentando seus cachimbos e cigarros nos vídeos que grava, mas que tem absurda influência sobre Bolsonaro e seus filhos. Aliás, no Ministério da Educação, o desastroso ex-ministro Ricardo Vélez e o polêmico atual ministro Abraham Weintraub, são olavistas assumidos e foram indicados por ele próprio.

Os racionais (e não radicais) são: o vice-presidente Hamilton Mourão (vide o caso da Venezuela, sempre pedindo diálogo e a não-guerra), o general Villas Boas, cadeirante atualmente mas que não perdeu o juízo, o comandante da força de paz no Haiti e hoje chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o general Augusto Heleno (esse, em particular, penso ser um herói nacional, pois comandou o processo de paz sem ferir ninguém, defendendo sempre a diplomacia), e o general Carlos Alberto dos Santos Cruz (chamado por muitos de incorruptível, um cara sério, discreto e considerado intelectual – que sempre tem “jeitão de bravo” quando é fotografado).

Não é uma inversão de conceitos, mas uma constatação: os militares de hoje, que eu pensava serem radicais, são racionais e ponderados! E a turma dos aficcionados por Olavo de Carvalho, mostrando-se destrambelhados como ele, num cego fanatismo e radicalismo que assusta. E o pior: ambos são o Governo!

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– Generalizar é burrice: sobre o corte de verbas do MEC!

Fico pasmo como o radicalismo (de esquerda e de direita) impera nesse país, calando as pessoas sensatas e prejudicando a nação.

Digo isso após a declaração do Ministro da Educação, Abraham Weintraub, de que iria “acabar com a balbúrdia” nas universidades. Claro, é necessário colocar ordem nas instituições e não permitir que universidade seja local de descalabro social.

Entretanto, há um grande problema: a generalização! Se existe problemas em uma sala de aula, por exemplo, não se pode punir todos os alunos, porque há os bons estudantes que querem adquirir e replicar o conhecimento – e que dividem espaço com os baderneiros que existam. Da mesma forma, em uma faculdade não existe 100% de alunos bons e 100% de alunos ruins. Punir, simplesmente, como se todos fossem anarquistas, está errado.

Compartilho a triste constatação de que o corte de verbas chamado pelo nome disfarçado de “contingenciamento”, reduz importantes áreas de pesquisas, afetando mestrandos e doutorandos sérios que lutam para o desenvolvimento da pesquisa e ciência do país – e que muitos não estão nem aí para os fanatismos políticos das diversas ideologias que contaminam o Brasil.

Extraído de: https://istoe.com.br/bloqueio-do-mec-atinge-mestrado-e-doutorado/

BLOQUEIO DO MEC ATINGE MESTRADO E DOUTORADO

Os reflexos do contingenciamento de R$ 7,4 bilhões do Ministério da Educação já começam a ser sentidos nos cursos de mestrado e doutorado. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vai congelar neste semestre bolsas que estão ociosas e reduzir aquelas que são concedidas em instituições mal avaliadas. Associações das áreas de ciência e educação devem começar hoje a se mobilizar para reverter bloqueios no Congresso.

Além do aperto na oferta de bolsas, a Capes vai encerrar o programa Idiomas Sem Fronteiras, que havia sido criado na esteira do Ciência sem Fronteiras. A coordenação não informou quantas bolsas serão atingidas com as medidas, mas a conta é reduzir inicialmente R$ 150 milhões dos R$ 3,4 bi destinados para a atividade.

Será preservado neste primeiro momento o pagamento de bolsas para formação de professores de educação básica. Atualmente, são 107.260 bolsistas. Nos registros da Capes, havia em fevereiro deste ano 92.253 bolsistas na pós-graduação. Os auxílios repassados estão há anos sem reajuste. Para mestrado, o valor mensal é de R$ 1,5 mil; para doutorado, é de R$ 2,2 mil.

Diante dos cortes, pesquisadores vão iniciar uma movimentação no Congresso, com o objetivo de tentar blindar a área e obter, por meio de emendas parlamentares, recursos para o setor. Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Academia Brasileira de Ciência e Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) pretendem a partir de hoje fazer um trabalho de convencimento entre parlamentares, para mostrar o risco que envolve a redução de investimentos em pesquisas no País. “A ciência está com a corda no pescoço”, resumiu o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu Castro Moreira.

Apreensão

Os cortes na Capes eram esperados com apreensão por pesquisadores. Helena Nader, do Conselho da Capes, afirmou que, na última reunião do grupo, em abril, integrantes já haviam sido informados de que era certa a redução de investimentos. “Os prejuízos a médio e longo prazo são incalculáveis. Mais do que isso, vêm na contramão do que ocorre em outros países”, completou a pesquisadora. Ela citou como exemplo a África do Sul. “Um país que há pouco tempo lutava contra o apartheid investe de forma expressiva na educação e na ciência”. “Estamos diante não da estagnação, mas do retrocesso.”

A pesquisadora diz haver um consenso de que investimentos em bolsas pós-doutorado são indispensáveis para impulsionar a economia do País e melhorar a balança comercial. “Escolas de agricultura, como Embrapa, são essenciais para o agronegócio.” Outro exemplo citado por ela foi a Embraer. “Ela nasceu do Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Outra mostra de que a pesquisa não é um custo, mas um investimento.”

Castro Moreira observa que os cortes ocorrem em um momento em que a produção científica vivia uma boa fase. “Todas as instituições publicando, com bons trabalhos, com referência”, completou. “Os cortes não se resumem à Capes. Também foram registrados em agências como CNPq e Finep. No CNPq, os recursos para pagamento de bolsas são suficientes somente até setembro.”

“Nessa situação, começa a haver canibalismo nas pesquisas”, explica Moreira. Diante de recursos minguados, pesquisadores começam a pagar do próprio bolso alguns insumos. “E recursos que eram de uma pesquisa eventualmente são deslocados para outra, já em andamento. Tudo para não parar as atividades.” A interrupção de uma pesquisa pode representar perda de parte dos recursos até então investidos. “Em muitas análises, o tempo é essencial.”

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Em nota, o MEC informou que todos os órgãos e instituições da pasta serão atingidos pelo contingenciamento do governo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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– Vicente Cândido chama os contrários da Copa 2014 de “míopes”?

Há 7 anos… olha só o que publicávamos neste blog. Uma pérola de 2012! Abaixo:

E o artigo do deputado Vicente Cândido (PT-SP) na Folha de São Paulo desta terça-feira, 04/05 (pg03)? Ele reclama dos críticos da Copa de 2014, falando sobre as benesses do Mundial e a soberania do país sobre a FIFA.

Para quem é leigo, pode até acreditar que a Copa do Mundo, daqui a 2 anos, será a salvação de todos os males do país. Demagogia pura… Parece que ele subestima nossa inteligência. Abaixo:

MIOPIA CONTRA LEGADO DA COPA

Não faz sentido dizer que o país virará protetorado de interesses mercantis da Fifa. Cada acordo com ela está sendo amplamente discutido.

Por Vicente Cândido

É consensual que o maior desafio de sediar a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014 é otimizar as possibilidades de deixarmos um legado positivo e permanente, que reverta benefícios à sociedade e, especialmente, às populações mais carentes.

Como relator do projeto de lei 2.330/2011, a chamada Lei Geral da Copa, sempre mantive esse objetivo no grau mais elevado. Muitos dos demais envolvidos também trabalham nesse sentido.

A leitura do artigo do deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), publicado nesta Folha no último dia 15 (“Estado Futebolístico de Exceção”), pode causar impressão contrária.

Essencialmente, porque o deputado parece ser, por princípio, contra a Copa no Brasil. Só isso pode explicar o teor de suas críticas, influenciadas pela desinformação sobre o arcabouço legal que vem sendo construído.

Chico Alencar acusa um suposto “servilismo contumaz” brasileiro, além de cobrar transparência nas informações. Mas os assuntos da Copa de 2014 talvez sejam os de maior visibilidade hoje, com ampla cobertura dos órgãos de imprensa.

Por isso, são de conhecimento público os compromissos assumidos com a Fifa. Cada ponto é largamente discutido no Congresso Nacional, na mídia e na sociedade -afinal, nosso povo respira futebol.

Além disso, tudo é acompanhado em detalhes pelo Tribunal de Contas da União, pela Controladoria Geral da União e pelos veículos de comunicação.

A afirmação de que a Lei Geral da Copa produz “um despejo de famílias” sem construção ou entrega de moradias substitutas não tem amparo na realidade.

Afinal, o país conta com o maior programa social de Habitação da nossa história -o Minha Casa, Minha Vida-, que exige o desenvolvimento de infraestruturas complementares às obras de estádios. Ora, esses avanços são evidentes passos de promoção da cidadania.

Dizer que o país virará um “protetorado de interesses mercantis” é igualmente despropositado.

Nossa soberania jamais será objeto de transação política -aliás, o noticiário revela a firme posição do governo nesse sentido.

Da mesma forma, afirmar que o Inpi vira um “cartório particular” é ilação infeliz. Como relator, aprendi muito em matéria de direitos autorais e tenho certeza de que só defenderemos as empresas nacionais, na concorrência, se modernizarmos a Lei da Propriedade Industrial.

Contrariamente ao que disse o deputado, em nenhum momento ferimos a Lei das Licitações, que prevê mecanismos para agilizar o processo de contratação em situações específicas. A lisura é também garantida pela fiscalização dos órgãos responsáveis.

Finalmente, é risível a imaginária “afronta a princípio defendido pelos liberais de todos os matizes: o da iniciativa privada”, mencionada por Chico Alencar, bem como o efeito de “nutrir a caixa registradora da Fifa”.

Ele diz isso simplesmente porque boa parte do lucro destina-se às seleções participantes, à formação de atletas e ao desenvolvimento do futebol brasileiro. E porque estão previstas zonas de exclusividade comercial, de defesa do direito dos patrocinadores a uma possível concorrência predatória nos locais dos eventos, sem violar o direito de estabelecimentos circundantes. Isso é defender a propriedade privada.

A miopia de alguns impede a visão de futuro e bloqueia iniciativas propositivas, obscurecendo a oportunidade ímpar de aproveitar a sinergia para construirmos legados permanentes para o esporte e a economia nacional. Infelizmente, é preciso lutar contra isso também.

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– Estou assustado com o novo Ministro da Educação. Que rumo é esse?

Há aqueles que são vocacionados em disciplinas Humanas. Outros em Exatas. Outros na Saúde. Portanto, se a pessoa tiver a condição de estudar e trabalhar no que tem aptidão, os profissionais resultantes dessa graduação farão bem para o país. Em especial na diversidade de profissões dos novos tempos.

Leio que o novo Ministro da Educação, o economista Abraham Weintraub, foi indicado por Olavo de Carvalho (não se esqueça: ele é um ex-astrólogo; que foi esotérico e depois muçulmano; se converteu para o Cristianismo em determinado período e se intitulou filósofo – mesmo tendo estudado até a 6a série – e que nas entrevistas se autoproclama o maior escritor brasileiro contemporâneo). Já é um ponto a se questionar…

O problema maior é: o presidente Jair Bolsonaro, em seu tuíte, declarou que:

“O Ministro da Educação @abrahamWeinT estuda descentralizar investimento em faculdades de filosofia e sociologia (humanas). Alunos já matriculados não serão afetados. O objetivo é focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como: veterinária, engenharia e medicina.”

Eu respeito todas as profissões. Todas são necessárias! Mas imagine o susto que um aluno de Humanas deve ter ao ler essa mensagem!

Não consigo entender para onde esse país vai… em tese, de maneira irônica, teremos menos Professores de História para resgatar nossa identidade, comparar com o presente e olhar o futuro; em compensação, muito mais veterinários para cuidar dos nossos animais.

Pobres estudantes… terão que escolher o que o suposto “Olavete” acha mais importante, não o que é mais necessário à nação.

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– Memórias do dia 21! Zé Joaquim, Brasília, Tancredo e Senna

Nos bancos escolares, aprendi que o dia 21 era cívico, marcado pelo precursor José Joaquim (Tiradentes) e por Tancredo de Almeida Neves, o 1o presidente depois do fim do militarismo.

Não existia Internet, celular ou outro meio mais rápido de comunicação do que o rádio. Era aluno da 3a série da Escola da Caic, e, ao entrar na classe, veio a notícia: Tancredo morreu!

Mas me lembro também que no dia 21 se exaltava o empreendedor governante JK pela construção de Brasília, nova capital e cidade do futuro.

Entretanto, além de heróis nacionais da política, o dia 21 é marcado por outra vitória: a 1a de Ayrton Senna da Silva em circuitos de Fórmula 1 (há 30 anos).

Que falta fazem bons exemplos no país…

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– O Racismo do conselheiro do Santos FC: #ExpulsaORacista

Que nojo! Racismo não cabe mais, pois somos somente uma raça: a humana!

Viram a declaração racista e totalmente condenável do conselheiro do Santos FC, Adilson Durante Filho? 

O áudio está disponível em: https://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/times/santos/noticia/conselheiro-do-santos-faz-declaracoes-racistas-clube-repudia-e-torcida-pede-expulsao.ghtml

Pois bem: o que eu penso sobre isso foi de encontro com a coluna abaixo de Juliano Costa (no GloboEsporte.com), que compartilho, 

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/times/santos/noticia/opiniao-santos-pode-fazer-historia-na-luta-contra-o-racismo.ghtml

SANTOS PODE FAZER HISTÓRIA NA LUTA CONTRA O RACISMO

Declaração racista de conselheiro expõe o clube, que não pode se omitir diante da gravidade do caso

A hashtag “ExpulsaORacista” foi uma das mais comentadas no Twitter no mundo todo nesta quinta-feira, mas a mobilização dos internautas – santistas ou não – foi insuficiente para fazer com que ao menos 20 membros do Conselho Deliberativo do Santos protocolassem um pedido de expulsão de Adilson Durante Filho.

Até agora, nada foi feito pelo clube além de uma nota de repúdio, que, apesar de bem escrita, é muito pequena diante da gravidade das declarações desse homem de meia-idade, filiado a um partido político e funcionário da Prefeitura de Santos, uma das cidades mais ricas e tradicionais do estado de São Paulo.

É dever de todos nós – jornalistas, torcedores, gente que se importa com gente, autoproclamadas “cidadão de bem” ou não – combater o racismo.

Manter Adilson Durante Filho no seu Conselho Deliberativo é uma vergonha indescritível para a história do Santos. Não há como passar pano. Ele mesmo já admitiu que gravou o áudio.

Ora, então o que os nobres conselheiros estão esperando? Não importa se é feriado.

O Santos precisa dar uma resposta não só aos seus torcedores, mas à sociedade como um todo. E precisa fazer isso rápido.

Trata-se de uma oportunidade de fazer história – assim como o Vasco fez nos anos 20, ao bancar a escalação de jogadores negros, e como o Bahia tem feito hoje, dia após dia, na luta pelas minorias.

O Santos se tornou conhecido no mundo todo (e ainda é o clube brasileiro mais famoso) com um time nos anos 60 que contava com quatro negros em seu ataque titular, incluindo o maior de todos, o Rei. O Santos continuou sendo reconhecido por revelar meninos como Robinho, Neymar, Rodrygo. Mais incrível: o Santos parou uma guerra na África, porque combatentes de duas etnias rivais queriam ver o time de Pelé jogar.

Pegando essa deixa, escrevo agora particularmente para o presidente José Carlos Peres e os membros do Conselho Deliberativo do Santos: sabem aquela foto do menino pobre na África, com uma camisa do Santos, brincando com uma bola improvisada? Aqui na Globo SP imprimimos essa foto há um tempo e a colocamos na nossa sala de reuniões – é a única coisa destoando em uma parede pintada de “branco corporativo”. Ela nos inspira. Gostamos da ideia de pensar que trabalhamos para atender gente como aquele menino sorridente – e não como Adilson Durante Filho.

Aquele menino mora em Moçambique, uma ex-colônia portuguesa, como o Brasil. Ele se chama João. É o mesmo nome do meu filho de três anos. Há um oceano separando os dois. Mas ambos torcem pelo mesmo time, o Santos Futebol Clube.

O João de Moçambique é negro. O meu João é branco. É a união dessas duas cores que faz o Santos ser o “Glorioso Alvinegro Praiano”, um “orgulho que nem todos podem ter”.

Então, senhor presidente, senhores do Conselho, é hora de vocês fazerem história, é hora de vocês mostrarem que “não é só futebol”, é hora de mostrar que o Santos está acima de qualquer questão política. É uma questão de princípios. É a oportunidade perfeita para mostrar que esse tipo de atitude não é mais aceitável, tolerável. Para que o meu João, o João de Moçambique e tantos outros Joões cresçam num mundo sem racismo.

*Juliano Costa, 38, é editor-executivo do GloboEsporte.com

Santos multicampeão dos anos 60: Pelé era um dos quatro negros do ataque titular — Foto: Divulgação / Conmebol

Santos multicampeão dos anos 60: Pelé era um dos quatro negros do ataque titular — Foto: Divulgação / Conmebol

– Foi há algum tempo. Mas é tão atual…

Re-post da publicação que fiz há exatamente 2 anos. Veja como é atual o assunto e o texto, em especial com a denúncia contra Dias Tóffoli e a propina de Emílio Odebrecht, ocorrida semana passada:

ODEBRECHT, A DONA DO BRASIL E SEUS POLÍTICOS MANIPULADOS

Leio que em 11 anos a Odebrecht gastou mais de 3,3 bilhões de reais em propina aos políticos para brigarem por seus interesses. Sendo que ninguém suborna para receber algo menos valioso do que o dinheiro oferecido, imagine quantos outros bilhões de reais a empresa faturou!

Mais do que isso: em todas as obras públicas existia corrupção, e dessa forma, o dinheiro pago sempre era nosso; ou seja, o contribuinte quem pagava. 

Imagine ainda quantos reais cada cidadão brasileiro perdeu do seu salário para a sujeira dessa relação entre a Odebrecht e os 415 políticos até agora descobertos. A conta seria astronômica, não?

Numa rápida divisão, em 11 anos, a Odebrecht gastou R$ 16.500,00 por brasileiro. Então, creiamos que perdemos mais do que isso no mesmo período, já que foi “investimento sujo” para ter lucro. 

Mais do que isso: PT, PSDB, PMDB, PR, PDT e tantos outros (até os comunistas) mamaram na mesma teta. E nas telas de TV, brigam entre si num teatro de interesses escusos, iludindo o eleitor.

Já escrevi outras vezes e insisto: são bobos os fanáticos que brigam em redes sociais por tucanos ou petistas! Se desgastam, criam atritos e acabam se passando por idiotas dessa bandidagem de colarinho branco.

E há ainda quem ouse defender Lula, Aécio, Temer, Dilma, Serra… é gente alienada ou que não aceita a traição dos seus estimados políticos?

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– E Muzema?

Torna-se cada vez mais horrorosa a tragédia na comunidade de Muzema, no Rio de Janeiro. Contabilizou-se 19 mortos entre os escombros. Terão outros corpos sobre o que caiu?

Não causa certo espanto que notícias de todos os lados – do esporte, da política e de outras áreas – estejam fazendo com que esse desastre (ou crime) se torne secundário nas manchetes? Ou será que nós estamos cada vez mais acostumados a ver barbaridades como essas e isso não nos chama mais a atenção?

Triste pensar assim…

Bombeiros retiram mais um corpo dos escombros da Muzema — Foto: Reprodução/TV Globo

– O quanto você está pagando hoje de impostos nos combustíveis!

O preço da gasolina – e em especial do diesel – viraram motivo de discussão nesses últimos dias. Até onde a Petrobrás tem independência suficiente para regulá-los sem a interferência das decisões do Governo?

Fora isso, veja: o quanto custou o preço médio dos combustíveis e sua variação na fonte, SEM IMPOSTOS.

Depois de compará-los, lembre o quanto você pagou nas bombas… olhe que absurdo a carga tributária! Abaixo:

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