– E apareceu a ganhadora da Mega da Virada?

Que coisa de louco! Muito se falou do “Prêmio da Mega Sena da Virada“, de mais de R$ 160 milhões, que não foi retirado pelo vencedor.

O ganhador perdeu o bilhete? Morreu? Não sabia que ganhou? O que houve?

Depois de tanto tempo, e após o prazo expirado, não é que a sortuda (sim, uma mulher com a identidade preservada) reclamou o prêmio, pois, segundo seu advogado, sofre de epilepsia e lapsos de memória?

Caramba…

A história em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/04/23/mulher-se-apresenta-em-sp-como-ganhadora-do-premio-esquecido-de-r-162-milhoes-da-mega-da-virada-procon-vai-periciar-bilhete.ghtml

– Bons tempos do futebol brasileiro…

Que foto! Está na capa do grupo “Esporte em Discussão” no Facebook: Botafogo e Santos nos áureos tempos. 

Pelé e Garrincha, além de uma constelação de craques, lado a lado…

Quando duas equipes nacionais fornecerão tantos jogadores para a Seleção Brasileira como essas, não?

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer, favor informar para crédito.

– Tiradentes e a “Derrama”.

José Wellington é autor de “Tiradentes e a “Derrama”” e da coluna “Fala José …” No século XVIII, devido à exploração desmedida, essa economia entrou (continua no link abaixo):

Tiradentes e a “Derrama”

– A Índia chora. E o Brasil?

A Índia está sofrendo demais com a Covid. Com quase 1,4 bi de pessoas, o país registrou 2.000 mortos aproximadamente nas últimas 24 horas. Se fala em lockdown em Nova Délhi, já que o chamado “tratamento precoce”, utilizado por lá, não funcionou (em especial, as altas doses de cloroquina).

O que dizer do Brasil que tem 1/5 da população indiana e mais de 3.000 falecimentos por dia?

Triste demais…

– Empresas Transformadoras!

Dona Luiza Helena Trajano, a dona do Magazine Luiza, está na capa da Exame na matéria a respeito de “empresas transformadoras durante a COVID-19”.

Justo! Tem feito por merecer, não só no Comércio, mas na agenda de Cidadania proposta em muitas ocasiões para o nosso país!

– Eu estou com saudade de muitas coisas. E você?

Tanta coisa que nos faz falta por conta das restrições impostas pela COVID-19, não?

Eu sinto saudade de muita coisa… e você?

Saudade de confraternizar com as pessoas que amo;

Saudade de sentar na mureta da casa da Vó Maria;

Saudade de conversar com meus primos;

Saudade de comentar um jogo de futebol na cabine do Jayme Cintra;

Saudade de cortar cabelo no meu amigo Cido Cabeleireiro (estou cabeludo – sou um careca que precisa de ajustes);

Saudade de sair sem máscaras;

Saudade de não achar que ficarei contaminado em todo lugar que vou;

Saudade de passear em parques, de ir ao cinema, de me sentar tranquilamente num restaurante;

Saudade de ir à Missa e comungar, de dar às mãos aos irmãos e rezar o Pai-Nosso;

Saudade de dar aulas presenciais, interagindo tranquilamente com os alunos e voltar a ter remuneração condizente;

Saudade de entender melhor as pessoas que falam comigo e não achar que sou surdo (o som abafado das máscaras é um tormento);

Saudade de apertos e cumprimentos fortes de mão, de tocar nas pessoas, de abraçar… 

Provavelmente, há quem tenha mais saudades do que eu, e “melhores e mais relevantes carências”: são aqueles que perderam parentes e amigos queridos. Desta saudade, felizmente, não passei e não espero passar em breve. Mas para isso, há de termos paciência e cuidados…

Fiquemos, nesse momento, somente com a saudade. Que logo possamos estar com nossos pais e outras pessoas tão importantes entre sorrisos e tranquilidade. 

Palavra para parede Saudade | Decohouse

– A Gravação do Senador Kajuru: combinada?

Há certas coisas que você precisa ter um olhar muito atento e questionar a veracidade ou não.

O polêmico Jorge Kajuru (por exemplo: se diz pai da filha do Túlio Maravilha, que namorou Adriane Galisteu e outras celebridades), e que se tornou Senador da República, divulgou um áudio gravado com o presidente Jair Bolsonaro à respeito da CPI da Pandemia.

Abaixo, de: https://oglobo.globo.com/brasil/em-conversa-com-senador-bolsonaro-defende-que-cpi-da-pandemia-investigue-tambem-governadores-prefeitos-24966384

“Em conversa divulgada neste domingo pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), o presidente Jair Bolsonaro defende que a CPI da Pandemia no Senado investigue também governadores e prefeitos. O objetivo da comissão, que teve a instalação determinada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), é investigar as eventuais omissões do governo federal no combate ao coronavírus. Um requerimento que pede a extensão da apuração para gestores estaduais e municipais já foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).
— Se não mudar o objetivo da CPI, ela vai vir para cima de mim. O que tem que fazer para ser uma CPI útil para o Brasil: mudar a amplitude dela, bota presidente da República, governadores e prefeitos — diz Bolsonaro, que afirmou não ter ‘nada a esconder’.”.

Nesta, o mote da conversa é válido: tem que investigar todo mundo mesmo – quem foi irresponsável e ao invés de dar bom exemplo, fez de tudo para provocar aglomerações e trazer dúvidas sobre o perigo da Covid, passando por quem desviou verba pública no combate a esse mal.

A questão é: Kajuru vazou de propósito, a troco de quê?

Por quê Bolsonaro não falou abertamente ao público sobre isso?

Ainda: não tem um “cheirinho de conversa combinada”, preparada para vazar?

Ô ignorância…

ATUALIZANDO: Ao programa do Datena (que é amigo do Kajuru), o Senador divulgou novas gravações.

– Natureza Verdejante!

🇺🇸 A portrait faithful to the beauty of the diversity of colors of nature in Brazil: the dawn in Jundiaí! Live its inspiration!

🇧🇷 Um retrato fiel à beleza da diversidade de cores da natureza do Brasil: o amanhecer em Jundiaí! Viva a sua inspiração!

📸 #FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– A diferença no trato à pandemia em Bauru e em Araraquara.

Compare os números de Araraquara e Bauru, que tomaram iniciativas bem opostas quanto ao combate da pandemia. Tire suas conclusões: 

Extraído de: https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/araraquara-x-bauru-dois-retratos-do-brasil-com-e-sem-lockdown/ar-BB1fqJFK?ocid=ob-tw-ptbr-All

ARARAQUARA X BAURU: DOIS RETRATOS DO BRASIL COM E SEM LOCKDOWNc

Ao mesmo tempo em que o Brasil enfrenta o momento mais mortal da pandemia sem um plano nacional para conter o avanço do coronavírus, governos locais vêm tomando suas próprias ações para lidar com a covid-19 e suas variantes.

Mas isso nem sempre acontece de forma coordenada.

Enquanto o governo estadual de São Paulo impôs uma série de restrições (veja mais abaixo), dois municípios chamam atenção por posturas opostas contra a pandemia. Bauru e Araraquara estão separadas por cerca de 100 km.

De um lado, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), decretou um rigoroso lockdown em fevereiro, depois de um aumento brusco em números de casos e ocupação de leitos de UTI. O município suspendeu todos os serviços que não têm relação direta com a área da saúde, incluindo transporte público e supermercados — que só podiam funcionar pelo sistema de delivery.

Já em Bauru, a prefeita Suéllen Rosim (Patriota) impôs restrições mais leves. Ela defende a abertura de lojas e tem declarado que lockdown não funciona. No Instagram, Rosim publicou vídeo de uma carreata que, em suas palavras, pedia a “abertura responsável do comércio local”. Em outra publicação em que aparece cantando em uma igreja, em fevereiro, a prefeita disse que “tudo deveria ser considerado essencial em quase um ano de pandemia”.

Em entrevistas, Rosim também criticou restrições impostas pelo governo estadual para tentar reduzir os casos de covid-19 e disse que o lockdown “não funcionaria em Bauru”.

“Araraquara é prova disso”, afirmou ao portal UOL.

Depois do lockdown, no entanto, Araraquara viu queda em casos diários e mortes. Já em Bauru, nas últimas semanas, tanto a média diária de mortes quanto a de casos subiram.

Veja, a seguir, como foi a evolução desses números e como eles podem ser interpretados, segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.

Antes, o que é lockdown?

Literalmente, a expressão em inglês significa algo como “fechamento total”.

Não existe definição única para “lockdown”, mas o termo se refere a medidas duras tomadas por governos para restringir radicalmente a circulação de pessoas. Isso inclui o fechamento por longos períodos de escritórios, serviços considerados não-essenciais (fora saúde e segurança, por exemplo) e locais públicos.

Em alguns países, decretos de lockdown incluíram multas e outras penas para quem insistir em sair de casa e desobedecer regras de isolamento.

O objetivo da medida é garantir o distanciamento social – uma defendida por cientistas, governos e pela Organização Mundial da Saúde para reduzir contaminações e mortes pelo coronavírus.

O efeito do lockdown

Araraquara registra média de 11,9 mortes por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. A taxa de Bauru, no mesmo período, é bem mais alta: 26,4 mortes por 100 mil habitantes, segundo dados de 7 de abril divulgados pelo governo estadual.

É importante notar que esta comparação revela a proporção de mortes nas duas cidades, e não seus números absolutos. Este paralelo permite um retrato mais fiel da realidade nos dois lugares, especialmente porque suas populações são bem distintas: Bauru tem 379 mil habitantes e Araraquara, 238 mil.

Para analisar a evolução dos casos, óbitos e internações em cada um dos municípios neste ano, também vale prestar atenção nos “caminhos” revelados pelos gráficos — eles sobem, caem ou seguem estáveis?

Os dados de casos diários de covid-19 mostram que Araraquara, que apostou em lockdown, teve queda de mais de 50% na média de novos casos diários, passando de quase 140 mortes no fim de fevereiro para pouco mais de 60 em meados de março.

No mesmo período, o número de casos em Bauru subiu, como mostra o gráfico abaixo.

Em março, a quantidade de mortes — que geralmente demora mais a refletir medidas restritivas, devido ao tempo natural que a doença leva para se desenvolver nas pessoas — subiu em Bauru e caiu em Araraquara.

Outro dado essencial para entender a situação da doença e a capacidade de atendimento das cidades é o número de internações.

As informações sobre fevereiro e março mostram alta na média diária de internações em Bauru, que se aproximou de 130 na segunda quinzena de março.

Em Araraquara, a média móvel de internações cresceu no início de fevereiro e, depois, se manteve relativamente estável. A prefeitura diz que os dados gerais de internação não refletem totalmente quedas em casos e óbitos no período porque, depois da desaceleração no ritmo de infecções locais, Araraquara passou a atender maior pacientes de fora do município.

Em entrevista à BBC News Brasil, o prefeito Edinho Silva disse que pacientes de Araraquara ocupam atualmente 36% dos leitos de UTI e 29% dos leitos de enfermaria. Já moradores de outras cidades ocupam, segundo ele, 53% dos leitos de enfermaria e 61% dos leitos de UTI.

Em fevereiro, no pico da contaminação, Silva diz que a maioria dos pacientes internados moravam na cidade.

“Inclusive, (na época) mandamos pacientes para outras regiões do Estado porque todos os nossos leitos estavam ocupados”, diz. “Agora completamos 30 dias sem nenhum paciente aguardando internação nas unidades do município. Para nós, é a principal demonstração de que estamos no caminho certo.”

Silva diz que “o lockdown é a última saída, quando você tem uma curva de contaminação altíssima como essa que enfrentamos no fim de janeiro e começo de fevereiro”. Ele considera o resultado das medidas restritivas “inegável”, apontando a redução de casos e mortes no município.

A BBC News Brasil procurou a prefeita de Bauru para entrevistas, mas sua assessoria de imprensa informou que ela não teria disponibilidade.

Por e-mail, a prefeitura disse que o aumento de casos no município “se deve à presença das novas variantes, o que acontece no país todo”.

A assessoria disse ainda que a prefeita “mantém o mesmo posicionamento sobre o lockdown, diante da realidade econômica e social do país”. A reportagem havia questionado se, diante do atual cenário, a prefeita mantinha a visão de que “lockdown não funciona”.

A nota aponta que a prefeitura considera que “o momento é crítico, como ocorre em praticamente todos os municípios”.

“A perspectiva é que, com o avanço na vacinação e com as medidas de enfrentamento, os casos e óbitos diminuam nas semanas seguintes.”

A prefeitura de Bauru disse ainda que, além das determinações estaduais, “a prefeitura de Bauru limitou a 30% a capacidade de ocupação dos supermercados, com a entrada de apenas uma pessoa de cada família” e proibiu venda de bebidas alcoólicas das 18h às 6h, em todos os dias da semana, além de ter ampliado a fiscalização.

Tanto Bauru quanto Araraquara informaram que seguem o calendário de vacinação do governo estadual e que nesta etapa (em 5 de abril) vacinam pessoas a partir de 68 anos e começam a imunização de profissionais da segurança pública.

Especialistas têm apontado que o Brasil não pode apostar exclusivamente na vacinação, sem outras medidas de controle. O ritmo de imunizações no país é menor que o esperado e, mesmo países com vacinação mais acelerada, como Israel e Reino Unido, fizeram lockdown enquanto imunizavam boa parte de suas populações.

‘Ainda não estamos vivendo o estrago total’

O epidemiologista Davi Rumel, que foi vice-diretor da Anvisa e professor de saúde pública da USP, diz à BBC News Brasil que o lockdown promovido por Araraquara “foi pra valer”, e não um “faz de conta” — termo que ele usa para descrever a situação em cidades que usaram o termo lockdown, mas não pararam ou reduziram as atividades e circulação de fato.

Rumel avalia que os números mostram sucesso, mas alerta que a medida, aplicada apenas uma vez, não é garantia de controle da situação.

“Como a velocidade da taxa de imunização da população não acompanhou esse lockdown, você vai voltar a ter a mesma situação já já”, alerta.

“Araraquara fez muito bem em sair na frente, mas uma vez só não é suficiente. E Bauru corre o risco de querer adiar o lockdown e chegar em uma circunstância em que nem vai adiantar mais porque já é tarde. E aí vai enxugar gelo em situação de alta transmissibilidade”, diz.

“Essa é a diferença entre Bauru e Araraquara. Bauru está indo para o desastre e Araraquara sinalizou a saída, mas só sinalizou”.

A epidemiologista Adélia Marçal dos Santos, especialista na dinâmica de transmissão de doenças infecciosas e professora de Medicina da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, diz que “ainda não estamos vivendo o estrago total que vai acontecer com a P1”, em referência à variante descoberta em Manaus.

Ela destaca que é importante comparar a realidade de diferentes cidades não necessariamente no mesmo intervalo de tempo, mas nos mesmos “momentos epidemiológicos”.

Nesta fase da pandemia, isso significaria, segundo ela, avaliar o momento de chegada de variantes a esses locais.

“O tempo que a P1 leva para dobrar sua capacidade de espalhamento é menor que o tempo que as variantes anteriores demoravam. Então ela antecipa e a curva fica mais acentuada, considerando as mesmas circunstâncias”, diz.

O monitoramento das variantes no Brasil, no entanto, fica aquém do que desejariam os pesquisadores. “Seria importantíssimo ter esse monitoramento de variante para ajustar medida da resposta”, ela aponta.

Em Araraquara, a variante P1 foi identificada inicialmente em 12 de 22 amostras coletadas entre 29/01 e 09/02. Mais tarde, ela apareceu em 64 de 139 amostras coletadas entre 15 e 23 de fevereiro, segundo a prefeitura.

Já em Bauru, a prefeitura confirmou no início de março a identificação de três casos da variante P1, junto a 23 casos de outras variantes. Até agora, segundo a prefeitura, só essas amostras foram analisadas, “uma vez que não ocorreram mudanças epidemiológicas significativas”.

Os dois médicos apontam que, além de fazer ciclos de lockdown, é necessário promover um trabalho de conscientização da população e adaptar estabelecimentos comerciais e transporte público à nova realidade, com ampliação das condições de ventilação.

Santos diz que “uma coisa que dificultou muito a contenção da doença no mundo inteiro foi a dificuldade de admitir a transmissão aérea do vírus”.

Ela aponta que, até hoje, governos e empresas tentam conter uma transmissão que acontece pelo ar – e portanto se espalha com facilidade – com barreiras limitadas de transmissão por contato.

“A gente fica apostando o tempo inteiro que ela (a pandemia) vai acabar, mas não vai acabar”, completou Rumel.

Em boletim divulgado em 6 de abril, a Fiocruz aponta que “as medidas de bloqueio (lockdown) constituem um remédio amargo, mas que são absolutamente necessárias em momentos de crise e colapso do sistema de saúde como a que o país vive agora, evitando mais mortes”.

No mesmo texto, a fundação aponta que medidas de bloqueio precisam durar pelo menos 14 dias e, em algumas situações, podem demandar mais tempo, dependendo de quão ampla e rigorosa for a aplicação.

“Estudos internacionais mostram que pode haver uma redução da ordem de 40%, se (as medidas) forem combinadas e aplicadas rigorosamente. Neste contexto, é fundamental que todos os que não realizam atividades diretamente relacionadas aos serviços essenciais fiquem em casa e que o Estado, por meio de medidas emergenciais de auxílio e assistência social, garanta isso.”

A Fiocruz também aponta que o momento de crise exige medidas combinadas e complexas, o que torna fundamental “coerência e convergência dos diferentes poderes do Estado brasileiro (Executivo, Legislativo e Judiciário), bem como dos diferentes níveis de governo (municipais, estaduais e federal) em favor das medidas de bloqueio”.

Falta de coordenação

A falta de um plano nacional de medidas restritivas para combater a covid-19 é visto como um fator que dificulta o cumprimento de regras estaduais e municipais pela população. O presidente Jair Bolsonaro tem criticado repetidamente medidas de lockdown, normalmente sob o argumento de que muitos brasileiros precisam sair para trabalhar e sustentar suas famílias.

O governo federal, no entanto, passou os três primeiros meses de 2021 sem pagar o auxílio emergencial. A retomada acontece em abril.

A cientista política e professora na Universidade de Oxford Andreza Aruska de Souza Santos pesquisa sobre medidas tomadas por prefeituras no Brasil contra a covid em 2020.

À BBC News Brasil, ela diz que “os governos locais ficaram com uma grande responsabilidade” e aponta que eles são os agentes com maior contato direto com a população local.

Ou seja, “estão mais próximos para receber a pressão social”, explica Santos.

Sem comentar especificamente sobre Bauru e Araraquara, a professora diz que, em geral, um fator que dificulta é que “nem todas as prefeituras e cidades têm centros de epidemiologia e pesquisa avançados para acompanhar a situação local com exatidão”.

A influência de outros municípios da mesma região também é apontada por epidemiologistas como um fator que afeta as tentativas de controle dos casos. Isso também ilustra a importância de ações coordenadas: é muito comum, por exemplo, que pessoas trabalhem em uma cidade e vivam em outra, transitando diariamente entre locais com regras diferentes e potencialmente levando consigo o vírus.

As orientações divergentes também podem confundir a população, diz a cientista política.

“É possível que as pessoas se confundam com as regras por lerem jornais regionais, se informarem em programas de TV nacionais, mas terem regras locais a cumprir. Mesmo os pesquisadores têm dificuldade em acompanhar um país continental com milhares de ações distintas sendo tomadas em tempos distintos, com nomes distintos, e duração distintas”, diz.

Fase emergencial

Os dois municípios, assim como as demais cidades do Estado de São Paulo, estão hoje na chamada fase emergencial do plano do governo estadual de combate à pandemia.

Essa fase, que reúne as medidas mais rígidas de restrição de circulação e atividades, está em vigor para todas as cidades do Estado desde 15 de março e terminaria no fim daquele mês, mas foi prorrogada pelo governo estadual até 11 de abril para as mais de 600 cidades do estado.

O objetivo é frear transmissão e mortes, além de reduzir a sobrecarga em hospitais públicos e particulares.

Entre as medidas de restrição previstas pelo governo estadual nessa fase estão o toque de recolher todos os dias, de 20h às 5h, a proibição do acesso a praias e parques, além da abertura das escolas da rede estadual exclusivamente para entrega de materiais e distribuição de merenda a alunos mais pobres.

Pessoas também estão proibidas de retirar pessoalmente produtos em restaurantes e lanchonetes e receberem atendimento presencial em lojas de material de construção. Celebrações religiosas coletivas e atividades esportivas em grupo também estão vetadas até 11 de abril.

– Piora, mas afrouxa?

Incompreensível.

Ontem, o Estado de São Paulo quebrou o recorde de mortos por COVID. 

Hoje, o Governo Estadual relaxou algumas medidas e trouxe da Zona Emergencial para a Vermelha. 

Entendeu?

A coerência aparenta não existir. Ou os setores específicos beneficiados, que pressionaram pela volta das suas atividades, são os responsáveis por tal medida. 

Oficialmente, a justificativa é que se tem maior oferta de leitos…

Te convenceu?

– Henry.

Henry Borel, um garotinho de 4 anos, foi cruelmente morto pelo padrasto, vereador Dr Jairinho, com a conivência da mãe, Monique. Está em todo noticiário.

Não consigo escrever sobre isso. Dói demais. É triste, impiedoso, torturante ler sobre o assunto.

A única observação: não dá para entender que tipo de sentimento (ou falta de) os assassinos tiveram. Estariam drogados? Endemoniados? Sei lá o quê?

Humanamente, não é possível tal barbárie… Meu Deus…

Sobre o desenrolar do caso, aqui: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/04/08/policia-diz-que-baba-sabia-que-henry-havia-sido-agredido-por-dr-jairinho.ghtml

– Sobrevoando a Praia do Embaré, em Santos!

Felipe Salaro publicou seu trabalho que ficou sensacional: um sobrevôo de drone no entardecer multicolorido a partir da Praia do Embaré, em Santos.

Vejam só a beleza do Litoral, além da magnífica Basílica de Santo Antonio do Embaré.

No link em: https://www.youtube.com/watch?v=EG5AyPTtpI8

– O Consumo on-line ficará como herança destes tempos de Pandemia, comercialmente falando?

Com toda essa confusão envolvendo o Novo Coronavírus e o fechamento do Comércio, evidentemente que as empresas precisaram se reinventar!

Sabidamente, as pessoas estão com dificuldade econômica e precisam trabalhar – pois as empresas também quebram. Entretanto, diante do dilema financeiro-sanitário, não pode-se esquecer de que a Saúde vem em primeiro lugar (virá o bordão de que teremos “mais falidos do que falecidos”, uma infeliz invenção social). Delivery, Home Office e outras modalidades bem usadas nesse momento deixarão de ser alternativas para se consolidarem como costume.

O equilíbrio entre Trabalho e Bem-Estar é difícil, mas há de existir o quanto logo, para que as organizações não quebrem. Por isso, se faz relevante o apoio do Governo (ninguém quer que se #FiqueEmCasa eternamente, nem que se deixe de trabalhar).

Não confundamos relaxar a prevenção pela preocupação econômica, isso precisa ficar claro. Precisamos nos resguardar para o quanto antes sairmos da Quarentena e retomar a vida, que será, logicamente, diferente.

– Carlos França, o Chanceler da Lucidez!

Arre um elogio pertinente: a troca do chefe do Itamaraty, Ernesto Araújo, por Carlos França, foi ótima!

O embaixador nomeado para cuidar das Relações Exteriores foi corretíssimo no seu discurso: as 3 preocupações dele, no momento, serão: Insumos e Vacinas para conter a Pandemia, Economia e Meio Ambiente.

Como discordar dele? É um tripé que incomoda o Brasil hoje, que precisa ser levado a sério no seu trato com as outras nações. Para resolvê-lo, “construir pontes” é muito melhor do que “chutar o pau da barraca”, como o seu antecessor.

– Há 1 ano, a Covid matava 20 vezes menos no Brasil e estávamos assustadíssimos. Mas hoje…

No ano passado, em Abril, nos escandalizávamos com 200 mortes por dia na pandemia – que era desdenhada por Fake News. E hoje, com quase 4000 falecimentos, qual a reação?

Relembrando: https://professorrafaelporcari.com/2020/04/16/prevenir-se-se-faz-ainda-mais-necessario-contra-o-novo-coronavirus-viram-os-numeros-de-hoje/

COVID

E há quem não leve a sério as mortes pelo Covid-19, desdenhando dessa maldição. Somente hoje, quase 200 mortos. E a conta só cresce…

Lembrando que, dias atrás, alguns números oficiais desmentiram as fake news de que “morre mais gente de dengue e H1N1 do que do Novo Coronavírus” (aqui: https://is.gd/3fVuh9)… ou, pior: “é só uma gripezinha” (e aqui, sem juízo político, mas observação de imprudência).

Abaixo, os números: 

mortes-16.png

– NY começa a vacinar pessoas com 16 anos! E nós perdemos a chance de tê-la desde antes…

Os novaiorquinos a partir dos 16 anos de idade começaram a receber a vacina da Pfizer hoje! E aqui no Brasil perdemos a grande chance de recebê-la em Dezembro, após a recusa do presidente em Agosto.

Confesso estar muito triste, pois todos os dias vejo conhecidos morrendo. Ontem, com tristeza, a querida colega professora Silaine Touro – jovem que deixou duas filhas… um pecado, ela era uma pessoa amável e de ótimo coração!

Com pesar, estamos colhendo os frutos do negacionismo e da birra, vaidades que prejudicaram a população. Por isso, somos obrigados a nos esconder em nossas tocas, trabalhar com inúmeros equipamentos de proteção quando estamos na rua, ou, ainda, evitar contato perenemente.

Lamentável. Triste. Sem palavras. “Menos mal” que parece ter “caído a ficha” do presidente Bolsonaro, que parou de falar bobagens e começou a incentivar a vacinação.

Quando as pessoas de 16 anos serão vacinas aqui?

Tenhamos paciência: hoje poderemos (com muita dor escrevo isso e torcendo para que não se concretize) passar de 4000 mortos /dia.

– A água tônica é o grande remédio?

‪Cada pérola que se acha na Internet... e a moça não fica nem vermelha?‬

Quer dizer que a água tônica é boa contra o Covid-19? E a informacao secreta enfim foi revelada!

Só pode ter gravado essa barbaridade para aparecer… tal insanidade não é possível.

‪Em: https://twitter.com/WalfridoWarde/status/1250228747732647936/video/1‬

 

 

– Começa hoje 2021 ou não? Pelo jeito…

Antigamente, se falava jocosamente que o “Brasil começava a trabalhar depois do Carnaval”, e não do Reveillon. Para muitos, a labuta só se inicia depois da Páscoa!

Entretanto, em SP, o Plano Emergencial impossibilita a normalidade agora. Até o dia 11, o Comércio e as Escolas estão “em espera”. A rotina é outra, diferente, complicada…

Tomara que a próxima semana seja mais calma, a pandemia menos severa e, a partir da outra Segundona, as coisas comecem “a entrar no eixo”.

Aguardemos!

CALENDÁRIO DOS FERIADOS NA ITÁLIA EM 2021

– Maragogi? Eu iria, se…

Maragogi é um lugar maravilhoso no Brasil, onde a natureza presenteou a paisagem com belas praias. Mas aqui (abaixo), uma região de água doce tão bela quanto à beira-mar.

Poxa, como eu queria ter a normalidade de volta (e dinheiro, lógico) para retornar a esse paraíso e passear…

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– 3864 mortes por Covid nas últimas 24 horas: o desafio de viver em meio a pandemia e sobreviver na crise financeira.

Texto de ontem, com roupagem (infelizmente) atualizada para hoje. Que tristeza… dia após dia, mais mortes!

Já faz mais de um ano que estamos vivendo em meio a este inferno pandêmico. Cansa. Cansou. Já deu. Mas…

Mas precisamos resistir!

A VIDA é a coisa mais importante que existe para nós. Em muitos casos, não a nossa própria existência, mas as vidas de nossos filhos, cônjuges e pais. E como ela / elas pode (m) ser mantida(s)?

Precisamos ter saúde. E, infelizmente, estamos perdendo dia-a-dia a condição saudável e vendo nossos amigos partirem. E aqui amplio a reflexão: perdemos muitos amigos pela Covid, vitimados por essa cruel doença que é desdenhada por muitos insensatos. E estamos perdendo outros tantos amigos para a depressão, pelo desespero, por angústia de não ter mais a saúde da mente e, em muitos casos, a saúde financeira. Afinal, não se pode desconsiderar a quebradeira e a falência comercial, o desemprego e a falta de recursos de muitos que acabam resultando na falta de comida.

Já não é mais redução de custos, mas falta de condição de sobrevivência. Aí vem a amargura, a discórdia e a revolta.

Todos nós estamos sofrendo. E neste triste recorde de mortos hoje (desta matança inenarrável), precisamos nos preservar. Não saiamos à toa de casa, façamos somente o necessário. E se não tiver jeito, usemos as máscaras, álcool gel e todas as medidas preventivas quando estivermos ausentes do lar. Mas mais do que isso: COBREMOS as autoridades para que sustente os empregos e dêem o auxílio necessário.

Nos EUA, Trump mandou cheques às pessoas físicas e jurídicas. Na Inglaterra, o lockdowm foi compensado por reembolso do Governo. Aqui há dificuldades para se entender a necessidade de conciliação – e isso deturpou as relações das pessoas, vivendo o radicalismo do #FiqueEmCasa sem qualquer discussão e/ ou #Negacionismo estúpido e inconsequente.

Por ora, nos cuidemos e tentemos ajudar a salvar vidas. Mas tenhamos empatia por todos.

Obs: aqui, lembremos de puxar a orelha dos irresponsáveis que saem para as festas clandestinas e não se cuidam, tornando-se multiplicadores de contágio.

Acréscimo: no último domingo, uma interessante homilia do Papa Francisco onde ele alerta sobre o desespero das pessoas com as vidas perdidas e a crise econômica, fazendo com que o “Inimigo de Deus se aproprie da desesperança para gerar discórdia entre as pessoas”. A quem interessar, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/03/29/o-papa-o-maligno-e-a-pandemia/).

– O desabafo do Prefeito de Mongaguá.

Um triste momento, extremamente impactante: o choro do prefeito de Mongaguá, Marcio Melo Gomes, que perdeu o pai e o irmão para a Covid.

Pressionado pelos comerciantes locais para não fechar a cidade, ele, que foi criado no Comércio, explicou os motivos do lockdown proposto de uma forma espontânea. É de se emocionar…

– A falta de empatia do cidadão, em plena pandemia:

Se algumas cidades criaram um mega-feirado para que as pessoas ficassem em casa, a fim de diminuir a disseminação do novo coronavírus, por quê o sujeito tem que insistir em ir passear mesmo quando o lugar de destinado sabidamente está bloqueado?

Alguns exemplos de falta de empatia, egoísmo ou despreocupação com comprometimento social abaixo,

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2021/03/27/turistas-descumprem-restricoes-por-feriadao-na-praia-quem-ia-nos-parar.htm

TURISTAS DESCUMPREM RESTRIÇÕES POR FERIADÃO NA PRAIA

“Qual é o problema de a minha família vir para o litoral? Estou pagando para usar o apartamento”, diz o empresário Waldir Gonçalves, 44.

Ele decidiu ir com a mulher e os filhos passar o feriadão decretado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) em um apartamento de frente para a praia, no bairro do Boqueirão, em Santos (SP). Ele o alugou por R$ 600 por dia.

Andei lendo que estavam fazendo lockdown para a gente não conseguir chegar aqui. Mas eu queria ver quem ia nos parar. Eu e a minha família vamos para onde quisermos, o dinheiro é nosso. A lei garante isso e não vai ser um governadorzinho ou um prefeitozinho de araque que vai nos impedir.
Waldir Gonçalves, empresário

Mesmo com as proibições e restrições decretadas pelos municípios litorâneos, turistas como Gonçalves descem a serra desde anteontem. A medida de antecipar os feriados adotada por Covas tinha por objetivo restringir a circulação e esvaziar a cidade.

Segundo a Ecovias, apesar da suspensão da Operação Descida no sistema Anchieta-Imigrantes, a redução de veículos foi de apenas 20%. No último final de semana (de 19 a 21 de março), passaram pelas duas rodovias 206 mil veículos, em contraponto aos 256 mil registrados na semana anterior (de 12 a 14 de março).

Diante do alarmante crescimento das contaminações e mortes pela covid-19, as nove cidades da Baixada Santista decretaram lockdown rigoroso, com fechamento de praias, restrições no comércio e fiscalização nas ruas.

“Isso é um exagero, pra que tudo isso?”, questionou o especialista em tecnologia da informação Renato Sousa, 42, cuja família possui apartamento no mesmo andar alugado pelo amigo Waldir Gonçalves.

“Falei para ele alugar no mesmo prédio porque assim a gente pode ficar junto, jogar cartas de noite, já que não vai ter para onde ir. Mas amanhã cedo a gente vai tentar pegar uma praia. Eu soube que vai dar para aproveitar em Guarujá ou na Praia Grande. Vamos ver.”
Renato Sousa, técnico em TI

Assim como o amigo, Sousa mora em um bairro nobre de São Paulo, com a esposa e uma filha de 12 anos. Costuma passar quase todos os finais de semana em Santos. Indagado se não tinha receio de contrair a doença, foi enfático: “Se eu ficar com medo, minha esposa ficar com medo, minha filha vai ter medo também. E não queremos isso para ela. Ela tem que ser forte, a vida não é moleza, ainda mais para uma mulher”, diz.

“E não vai ser uma gripe qualquer que vai assustar a gente. Essa história de tanta gente morrendo de covid é um exagero. Eles inflam os números, trocam a causa da morte para ganhar uma grana. Meu médico já disse que só morre quem é velho e doente.”
Renato Sousa, técnico em TI

COM LOCKDOWN E CHEIO DE TURISTAS

Proprietária de uma das sorveterias mais tradicionais da cidade, Camila Duarte Andreazzi, 38, tenta manter o negócio. Ela e o marido, Alexandre, 51, atendem o público no mesmo endereço no bairro do Boqueirão há muitos anos.

“Estamos em pleno lockdown e o bairro está cheio de turistas. Até no meu prédio, muitos apartamentos estão ocupados por gente que não conhecemos. Quando podíamos atender no sistema de ‘take away’ [pegar e levar], aparecia muita gente de fora, inclusive sem máscara.“

Camila conta que, certa vez, teve de obrigar uma cliente a se retirar do salão. “A mulher, além de não querer usar a máscara, ainda começou a gritar comigo e me ofender, dizendo que quem usava máscara era covarde, que ‘lambia as bolas’ do [governador João] Doria.”

Com uma dívida de R$ 65 mil e um movimento que caiu mais de 90%, a comerciante está vendendo bolos e tortas.

Já o marido, que também é fotógrafo, presta serviços capturando imagens com drones. As filhas tiveram que trocar de escola por falta de pagamento das mensalidades. O único carro da família foi vendido nesta semana para pagar dívidas trabalhistas. Mas Camila é a favor do lockdown.

“Acho que, se tivéssemos feito um lockdown de verdade, com todo mundo colaborando, poderia dar certo. Ainda mais se tivesse sido feito no ano passado, quando o vírus ainda estava começando a se espalhar. Agora a gente está endividado e com medo. Perdendo amigos e familiares para essa doença. Se tivermos que esperar ainda mais por uma solução, acho que acabaremos morrendo de fome.
Camila Duarte Andreazzi, comerciante

– 3780 mortes por Covid nas últimas 24 horas: o desafio de viver em meio a pandemia e sobreviver na crise financeira.

Já faz mais de um ano que estamos vivendo em meio a este inferno pandêmico. Cansa. Cansou. Já deu. Mas…

Mas precisamos resistir!

A VIDA é a coisa mais importante que existe para nós. Em muitos casos, não a nossa própria existência, mas as vidas de nossos filhos, cônjuges e pais. E como ela / elas pode (m) ser mantida(s)?

Precisamos ter saúde. E, infelizmente, estamos perdendo dia-a-dia a condição saudável e vendo nossos amigos partirem. E aqui amplio a reflexão: perdemos muitos amigos pela Covid, vitimados por essa cruel doença que é desdenhada por muitos insensatos. E estamos perdendo outros tantos amigos para a depressão, pelo desespero, por angústia de não ter mais a saúde da mente e, em muitos casos, a saúde financeira. Afinal, não se pode desconsiderar a quebradeira e a falência comercial, o desemprego e a falta de recursos de muitos que acabam resultando na falta de comida.

Já não é mais redução de custos, mas falta de condição de sobrevivência. Aí vem a amargura, a discórdia e a revolta.

Todos nós estamos sofrendo. E neste triste recorde de mortos hoje (desta matança inenarrável), precisamos nos preservar. Não saiamos à toa de casa, façamos somente o necessário. E se não tiver jeito, usemos as máscaras, álcool gel e todas as medidas preventivas quando estivermos ausentes do lar. Mas mais do que isso: COBREMOS as autoridades para que sustente os empregos e dêem o auxílio necessário.

Nos EUA, Trump mandou cheques às pessoas físicas e jurídicas. Na Inglaterra, o lockdowm foi compensado por reembolso do Governo. Aqui há dificuldades para se entender a necessidade de conciliação – e isso deturpou as relações das pessoas, vivendo o radicalismo do #FiqueEmCasa sem qualquer discussão e/ ou #Negacionismo estúpido e inconsequente.

Por ora, nos cuidemos e tentemos ajudar a salvar vidas. Mas tenhamos empatia por todos.

Obs: aqui, lembremos de puxar a orelha dos irresponsáveis que saem para as festas clandestinas e não se cuidam, tornando-se multiplicadores de contágio.

Acréscimo: no último domingo, uma interessante homilia do Papa Francisco onde ele alerta sobre o desespero das pessoas com as vidas perdidas e a crise econômica, fazendo com que o “Inimigo de Deus se aproprie da desesperança para gerar discórdia entre as pessoas”. A quem interessar, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/03/29/o-papa-o-maligno-e-a-pandemia/).

——-MORTES POR COVID NO MUNDO HOJE——

1º Brasil – 3.780

2º EUA – 563

3º Itália – 529

4º Polônia – 461

5º Rússia – 409

6º Índia – 355

7º França – 348

8º Ucrânia – 286

9º Hungria – 274 1

0º Alemanha – 234

11º México – 203

Ou então: Brasil – 3.780 versus 10 países seguintes – 3.662

Por que ficar em casa é a melhor maneira de controlar o vírus? - Ciência na  rua

– Que exemplo de vacinação, NY!

A partir de hoje, todas as pessoas acima de 30 anos poderão se vacinar contra a Covid-19 em Nova Iorque. Na semana que vem, começa a vacinação para as pessoas acima de 16!

Que isso seja uma realidade em breve no Brasil também…

– Autogolpe?

Tenho algumas restrições aos textos dele, mas Mário Sabino foi cirúrgico ao escrever este, abaixo, que compartilho: sobre a troca dos Ministros de Bolsonaro – em especial ao da Defesa, que não queria fazer apologia pública ao Governo – fica a constatação: o presidente quer um “Pazzuello” no comando?

Abaixo, sobre a resistência de politização das Forças Armadas e o conceito de “autogolpe” (se resguardar com os militares, jeans estando no poder), extraído de: https://www.oantagonista.com/opiniao/bolsonaro-acha-que-pode-ameacar-com-um-autogolpe/

BOLSONARO ACHA QUE PODE AMEAÇAR COM UM AUTOGOLPE

Como dissemos, Jair Bolsonaro está dinamitando as últimas conexões que mantinha com a realidade, ao mesmo tempo que se vê obrigado a ceder espaço ao Centrão, que passou a encarar o impeachment como possibilidade.

Está claro que, ao demitir Fernando Azevedo e Silva do Ministério da Defesa, o presidente da República mostra a cara de capitão insubordinado. Ele acha que pode ameaçar o mundo da política e da Justiça com um autogolpe sustentado por militares da sua confiança e adjacências. O limite da fidelidade de Fernando Azevedo e Silva (e a fidelidade se mostrou cheia de manifestações extemporâneas) foi a cabeça do general Edson Pujol, comandante do Exército contrário à politização das Forças Armadas. O agora ex-ministro não quis entregá-la na bandeja da traição — preservou as FA como instituições de Estado — e foi despachado. Bolsonaro viu aí também a chance de atenuar a imagem de fraqueza diante do seu gado, depois de ser obrigado a tirar Ernesto Araújo do cargo de chanceler.

É no sentido da fantasia bolsonarista do autogolpe que devem ser entendidos os tweets de Bia Kicis e Eduardo Bolsonaro em homenagem ao policial militar da Bahia que entrou em surto psicótico e foi morto depois de dar tiros para o ar e disparar contra integrantes do Bope daquele estado. Os dois deputados catapultaram o rapaz a mártir na luta contra a “ditadura” dos governadores que impõem medidas restritivas — e ambos incitaram policiais militares do país todo à sublevação. Expressaram, assim, a visão de mundo aloprada do próprio Bolsonaro.

Essa gente realmente acredita que as Forças Armadas terão um surto psicótico e se entregarão a um sociopata que considera algo natural a morte de centenas de milhares de cidadãos brasileiros por Covid.

Eles não passarão.

– Pai Vacinado! 💉

E o seu Lili tomou a vacina contra a Covid 19. Viva!

Olhar desconfiado 👀 , pois tem medo de agulha 🪡 (não é corajoso como eu), mas ainda assim confiante (não virou jacaré 🐊 ).

O que importa é: resguardar-se até a 2a dose (e meu pai fará isso, certamente). E depois dela… todos nós respiraremos aliviados! 🥲 

– Copa Rio de Janeiro de Futebol Profissional em Março ou Copa DF em Abril?

No começo de Janeiro, o Interior Paulista recebe clubes de todo o Brasil para a costumeira “Copa São Paulo de Futebol Júnior”. As cidades pequenas que não costumam ter tanto futebol ao longo do ano, assistem partidas interestaduais. Por exemplo: Leme, Espírito Santo do Pinhal, Louveira, Indaiatuba, Andradina, Vinhedo…

Neste ano, devido à Pandemia e acordos políticos, isso aconteceu com algumas cidades fluminenses (além de Cariacica, no Espírito Santo e algumas cidades paranaenses). Vide os jogos deslocados do Paulistão e as partidas da Copa do Brasil!

Alguns exemplos de malucos trajetos geográficos para se ter futebol (às custas dos… próprios clubes): o simpático Goianésia saiu de Goiás para jogar contra o alagoano CRB no estádio Giulite Coutinho, na Região Sudeste! Ou o Palmas, do Tocantins, que foi enfrentar o Avaí/SC em Cascavel, interior do Paraná!

Outros exemplos:

Palmeiras/SP 1×1 São Bento/SP em Volta Redonda/RJ.
Corinthians/SP 1×1 Retrô/PE em Saquarema/RJ.
Porto Velho/RO 0x1 Ferroviário/CE em Duque de Caxias/RJ.
Jaraguá/GO 1×4 Manaus/AM em Niterói/RJ.
Ypiranga/AP 0x4 Santa Cruz/PE em Mesquita/RJ.
Marília/SP 0x0 Criciúma/SC em Cariacica/ES.

“Como” ou “onde” as outras fases acontecerão, só Deus saberá dizer… afinal, muitas cidades estão se fechando. Prevê-se que muitas partidas serão levadas para o Estádio Mané Garrincha, em Brasíllia.

Dará certo? Aguardemos.

– Você sabe que feriado é hoje?

Por conta da pandemia, muitas cidades estão vivendo um mega-feriado prolongado para que fiquem em casa. Mas sabe qual é o dia de comemoração?

Hoje, Segunda-Feira, dia 29/03, em…

Bragança Paulista – Feriado adiantado de Corpus Christi (03/06).
São Paulo – Feriado adiantado da Consciência Negra (20/11).
Rio de Janeiro – Feriado adiantado de Tiradentes (21/04).
São Luís – Feriado adiantado da Adesão do Maranhão à Independência do Brasil (28/07).
Campo Grande – Feriado adiantado do Aniversário da Cidade (26/08).
Taubaté – Feriado adiantado do Padroeiro São Francisco (04/10).
São Caetano do Sul – Feriado adiantado da Emancipação Municipal (28/07).
Jundiaí – dia normal de trabalho (dia útil).

E na sua cidade, as pessoas estão respeitando as normas preventivas?

– Parabéns, Ministro da Saúde Dr Marcelo Queiroga! Mas o Presidente aprovou o discurso?

Que ótima surpresa!

O novo Ministro da Saúde Marcelo Queiroga, em live ontem (sábado), pediu para as pessoas:

  • não viajarem no feriado, reforçando a necessidade de ficarem em casa;
  • usarem máscaras pois elas são importantes; e,
  • em hipótese alguma se aglomerarem, mantendo distanciamento social.

Bem diferente do que o discurso (e os atos praticados) do Presidente Jair Bolsonaro, ao longo dos últimos 12 meses.

Tomara que não leve um puxão de orelha dele. É ótimo ver um cara técnico no comando.

– Brasil: 3650 mortes por Covid nas últimas 24 horas.

Perdemos a capacidade de nos indignarmos. Quando víamos 1000 mortos por dia na Itália, nos espantávamos. Agora, um ano depois, quando a Segunda Onda está a todo vapor, vemos 3650 falecimentos num dia no Brasil e “aceitamos”.

Meu Deus… O que fazer para mudar isso?

Lamento muito que, somente agora, algumas pessoas que negavam a gravidade da coisa e soltavam bobagens como “morre-se mais disso do que de aquilo”, tenham mudado de opinião por conta da perda de ente(s) querido(s). E são muitos os casos assim em nosso país.

O pior é que, a cada medida de restrição e pedido para se isolar (ao menos, emergencialmente), a chiadeira é grande, voltando o debate Economia vs Saúde.

É lógico que as empresas estão quebrando e o desemprego disparou. Mas, por hora, todos nós estamos perdendo (eu que o diga em minhas atividades acadêmicas e esportivas…). Porém, as finanças são recuperáveis, mas a vida perdida, não.

Aqui não discutirei com negacionista. A gravidade é séria, e as paixões políticas deturpam o debate. Vamos nos previnir.

– Arre! Enfim alguém orientou o Presidente Bolsonaro num discurso… (bem no dia do recorde de mortes).

Os Pontos Positivos do discurso do presidente Jair Bolsonaro, há pouco, em cadeia nacional:

  • Lamentou as mortes de brasileiros e não desdenhou da força do Novo Coronavírus (coisa que habitualmente fazia);
  • Deu importância às vacinas, independente da origem (até da outrora desdenhada Coronavac);
  • Falou sobre a necessidade de conciliar Saúde e Economia (demonstrava anteriormente importar apenas com a segunda).
  • Não deu uma de “Dr Tiozão do WhatsApp” receitando remédio sem ser médico (lembram da corrida atrás das emas do Planalto?).

O Grande Ponto Negativo:

  • Só agora tivemos a “segurança da compra de vacinas”? Poderíamos ter as da Pfizer muito antes, assim como o incentivo à produção das demais. Mas somente quando o mundo começou a vacinar e ficamos “chupando o dedo”, é que se deu importância por parte do Governo Federal.

Com mais de 3000 mortes em nosso país nas últimas 24 horas, muita gente (mas muita gente mesmo) vai morrer e não vai ser vacinada… Pelo cronograma do Governo Federal, eu, por exemplo, com 45 anos, não espero ser vacinado antes de agosto. Ou melhor: a gosto de Deus!

– RIP 1021 SP. Quanto será ao final do dia?

Meu Deus… somente no Estado de SP, nas últimas 24 horas, morreram 1021 pessoas por COVID!

Quanto será o número trágico do país todo ao final do dia?

Está difícil… Alguma medida drástica deverá ser tomada. Do jeito que está, não pode mais.

Em tempo: só falta aparecer (e vez ou outra acontece) negacionista dizendo que os números são falsos e que é um dado “forçado” para aplicar lockdown!

– Irisation (Rainbow Clouds) / Irisação (Nuvens Arco-Íris).

NATUREZA 🇧🇷- Hoje conseguimos, pela primeira vez, presenciarmos o fenômeno das “nuvens arco-íris”! Sensacional! Não tem como não se inspirar…
Ele se chama IRISAÇÃO (quando os raios do sol atravessam as nuvens e refletem em pequenos cristais de gelo que estavam nelas, funcionando como um prisma).

NATURE 🇺🇸- Here the “rainbow clouds” phenomenon! Sensational! There’s no way not to be inspired …

NATURA 🇮🇹- Ecco il fenomeno delle “nuvole arcobaleno”! Sensazionale! Non c’è modo di non essere ispirato …

🌈📸 #FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

(Clique do Aeroporto de Bragança Paulista / Brasil).

– O Cabaré aberto e as Igrejas fechadas: o discurso do vereador de Alhandra (PB).

Viram o discurso do vereador Jeremia Santos, do (PP/PB)?

Sua cidade no litoral sul-paraibano, Alhandra, fechou tudo devido a pandemia, mas ele constatou que há permissão para prostíbulos. Na sessão da Câmara local, fez um discurso exaltado que, apesar de aparentar ser folclórico pela espiritualidade que o faz, merece reflexão.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=j8R2Op3ogOU

– Maju Coutinho com o infeliz “O choro é livre” teve a mesma conotação de Bolsonaro e o “E daí”.

Lembram quando o presidente Jair Bolsonaro, durante uma pergunta sobre as mortes elevadas por COVID 19, soltou um insensível “e daí” (no contexto, tentou mostrar que não era o responsável), revoltando parentes de vítimas e pessoas engajadas no combate ao Novo Coronavírus?

Foi de uma falta incrível de empatia… desrespeitou a dor das pessoas.

Agora, é a vez da jornalista Maria Julia Coutinho que, na mesma proporção de infelicidade, soltou um “o choro é livre” em referência às pessoas que reclamam das dificuldades financeiras e impossibilidade de trabalhar nesta época difícil da pandemia, recusando-se a ficarem em casa.

Igualmente, uma falta muito grande de empatia pelas pessoas que estão falindo e se desesperando por recursos financeiros.

Um erro não justifica o outro, e ambos erraram. As dores de cada indivíduo devem ser respeitadas. Nada apaga a dor de quem perdeu um ente querido, e igualmente deve se respeitar a agonia de quem vê a vida ruir e nada poder fazer, chegando a faltar mantimentos em seu lar.

O grande problema é: parece-se que é 8 ou 80, e sentir a dor de um lado torna-se proibitivo no sentido de consolar o outro. Entendo perfeitamente o desespero de todos neste momento tão conturbado e sofrido. As mortes estão em um número assustador, algo se deve fazer para freiá-las. Entretanto, deve-se pensar no auxílio / socorro de quem está perdendo empresas, emprego, desempregando e passando necessidades alimentícias reais.

Negar qualquer um desses sofrimentos é ser radical. Socorra-se a todos, no que for possível – mas nunca desrespeite-se a dor alheia (seja qual for).