– E a Greve dos Caminhoneiros?

Parece que ainda “não pegou” a Greve dos Caminhoneiros, iniciada ontem. Pouca adesão, aparentemente.

Me recordo do cenário caótico em maio de 2018. Lembram-se como foi? Eu era dono de um Posto de Combustível e senti na pele…

Recordando em: https://professorrafaelporcari.com/2018/05/24/atualizando-a-crise-dos-combustiveis/

Mas o problema da crise dos combustíveis não é simplesmente preço. É mais profundo! Compartilho o que foi escrito na época, e que se faz atual. Abaixo, extraído desse mesmo blog:

A INSENSIBILIDADE DOS PROTESTOS

Sinceramente, eu não imaginava que essa paralisação dos caminhoneiros durasse tanto tempo. Talvez nem os próprios motoristas de caminhão (e/ou patrões, se provado um locaute) imaginavam a força que tinham.

Agora apareceram os “entendidos” do custo do mundo petrolífero, com as mais diversas teses da paralisação, que vão desde: aumento do custo devido à crise internacional; rompimento do acordo nuclear entre EUA x Irã, diminuindo a oferta de petróleo do país persa (em especial à França); aumento do preço no Exterior devido a abertura da embaixada americana em Jerusalém (causando tensão no Oriente Médio); alta do dólar no Brasil; e, principalmente, escassez de produto.

De tudo isso, saiba: a verdade é que o problema REAL se deve à política de equiparação de preços brasileiros ao mercado internacional, promovida pela Petrobrás, ocasionando reajustes diários no preço dos combustíveis.

O Brasil privilegia o transporte rodoviário, movido ao Óleo Diesel. Assim, tudo que se transporta em caminhões sofre o impacto da alta do frete, e a diferença de preço precisa ser repassada. Nos últimos 10 meses, o Óleo Diesel subiu 60%! Imagine a revolta dos motoristas de caminhão ao ouvir que a inflação oficial é menor do que 1%…

Cito alguns exemplos: no dia 02 de maio, paguei R$ 3,02 da distribuidora pelo Diesel S10 (sou sócio-proprietário de um posto de combustíveis). No dia 19, quando recebi a última carga de diversos produtos, o preço por litro era de R$ 3,596!

Como administrar (e aceitar) um aumento de R$ 0,57 no litro, promovido sucessivamente nesses 17 dias, sem reclamar?

Pior do que tudo isso é o percentual de impostos! Veja só: na tabela de composição de preços oficial da Petrobrás, sem os diversos tributos, a Gasolina custava no mesmo dia 19 o valor de R$ 2,068. Eu paguei R$ 4,0255 para revender a R$ 4,299 (margem bruta de R$ 0,274, insuficiente para a rentabilidade do negócio, que deve girar na base de R$ 0,33 brutos a fim de “empatar os custos”). O Diesel S10 custava, na mesma data, R$ 2,3488 sem impostos, chegando ao posto revendedor a R$ 3,596. Neste produto, a margem adequada para a revenda é de R$ 0,26.

Não é imposto demais? Entendo a Petrobrás precisar cobrir seu déficit (causado pelos desmandos desde o Governo FHC, ampliados pelo Petrolão do Governo Lula e escancarado na gestão Dilma Roussef, cujo vice era Michel Temer, o atual chefe de Estado). POR QUÊ O GOVERNO NÃO CORTA SUAS DESPESAS E DIMINUI OS IMPOSTOS, ao invés de forçar que o consumidor final – a população – pague a conta da corrupção?

Infelizmente, vivemos coisas distintas nesses últimos dias: o anúncio do incompetente Pedro Parente, o executivo da Petrobrás (que já foi Ministro de Estado) de que havia acordo e a greve acabado. Mentira! Forçou-se uma situação que não estava acontecendo, pois, afinal, nessa reunião estavam vários envolvidos, MENOS OS GREVISTAS

Agora, fala-se da utilização da autoridade militar para resolver a situação. Não vai ocorrer, pois são duas coisas bem distintas:

A 1a, é o uso da Força Nacional para desobstruir as estradas, tirando os caminhões do acostamento e coibindo os manifestantes que ateiam fogo em pneus. Na prática, os soldados chegarão até os motoristas que forçosamente estão parados (sim, alguns são intimidados mesmo) e permitirão que possam chegar ao seu destino final.

A 2a, é entrar na base e liberar os tanqueiros! Os motoristas de caminhões-tanque estão em greve dentro de propriedades privadas, como a REPLAN (Refinaria de Paulínia), onde ficam as bases de um conglomerado de empresas de distribuição de petróleo. Que ninguém imagine um soldado “trepando na boleia” e dirigindo o “Bruto” de alguém. São esses motoristas – os que levam caminhões especificamente de combustíveis – que travam a saída dos produtos. Esses, estão exercendo o direito de greve dentro do recinto. Não se pode fazer nada, a não ser chegar em um acordo com eles.

A verdade seja dita: a causa é justíssima! O Modus Operanti, aí é outra discussão (em especial quando acontece a possibilidade de escassez de mantimentos). Mas por quê Michel Temer não desce do seu pedestal e aceita reduzir os impostos SEM TRANSFERÊNCIAS de carga tributária (que é o que foi proposto, e com redução de 15 dias apenas)? Cadê o bom senso das autoridades?

As consequências são graves: Transporte Coletivo suspenso no domingo e ponto facultativo na segunda-feira aqui na minha cidade, Jundiaí.

Eu, que sou proprietário, tomei medidas de contenção pessoais: gastar combustível? Neca. Só para emergências e necessidades inadiáveis.

Aliás, um verdadeiro pandemônio por aqui! O Etanol e a Gasolina acabaram no meio de semana, o Diesel S10 ontem e o Diesel Comum ainda tenho 1000 litros em estoque (obviamente, como as transportadoras estão paradas e as vans + camionetes novas não utilizam mais esse produto, chamado também de S500, era esperado que sobrasse).

Vendemos todos os nossos produtos ao preço da bomba aos nossos clientes, sem explorar nem ser oportunista, ao valor de: E – R$ 2,799, G – R$ 4,299, D – R$ 3,799 e S – R$ 3,899. Infelizmente, vimos relatos em nossa cidade de maus concorrentes que “sacanearam” os fregueses vendendo Gasolina a mais de R$ 6,00 e o Etanol a R$ 4,00. É necessário o consumidor lembrar que o produto não subiu nesses dias e o estoque vendido era o do preço normal.

Às 08h, vejo que, consultando os preços cadastrados à minha empresa (Auto Posto Harmonia) caso o produto chegasse hoje, estaria na bomba para venda a: E – R$ 2,899, G – R$ 4,354, D – R$ 3,679 e S – R$ 3,755.

ATUALIZADO – A última mensagem recebida às 08h30 da IPIRANGA (sou revendedor desta bandeira) diz que as bases continuam todas paralisadas, como aconteceu nos dias desta semana. Tudo imprevisível! Pode resolver a tarde, amanhã ou segunda-feira. O certo é: quanto mais tarde, pior!

Vista da REPLAN – Paulínia / SP

– Gaste-se o dinheiro público com responsabilidade.

Uma nação honesta e justa não pode ter corrupção (como foi na época do engodo com os crimes da gestão Lula / Dilma / PT); assim também um país dito “quebrado” (foi o presidente quem disse) não deve gastar dinheiro com luxos, vaidades ou coisas desnecessárias.

Essa opinião do amigo Quartarollo é perfeita. Abaixo:

– Como evitar o aumento do Diesel?

De Outubro a Dezembro, seguindo a equiparação de preços da Petrobrás estabelecida na gestão Temer, o Diesel já subiu 20,2%. Nesta semana, novo reajuste de 4,4% nas refinarias (a Gasolina, em 2021, já teve aumento de 13,4%).

A verdade é: com a alta dos preços dos alimentos, mais um aumento no frete é prejudicial à Economia (pois ele é repassado integralmente à comida). Desatrelar os reajustes com o parâmetro estrangeiro faz com que a estatal possa ter prejuízos. Assim… como resolver esse problema com os caminhoneiros, que ameaçam entrar em greve?

Mais sobre o aumento em: https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2021/01/4902683-petrobras-anuncia-reajuste-de-5–na-gasolina-e-de-44–no-diesel.html

– A volta às Zonas Vermelha e Laranja se deve à (ao)…

Na minha opinião, a culpa do enriquecimento das medidas de isolamento se deve à parcela irresponsável de pessoas que contradiz os que estão se cuidando. Pense:

  • Precisa ir às festas clandestinas?
  • Precisa deixar de usar máscaras?
  • Precisa relaxar no uso de álcool?
  • Precisa ir a lugares de aglomeração?

A verdade é: a Segunda Onda da Pandemia de Covid, acompanhada de uma variante do vírus mais agressiva (7 vezes mais contagiosa), pegou todos de surpresa pela forma que foi. Com os caros hospitais de campanha desmontados em sua maioria, somada à falta de preocupação em prevenção de muitos, toda a sociedade (incluindo quem se previne e não comete atos irresponsáveis) é obrigada a passar por tal complicação social.

Em Manaus, por exemplo, nesta 6a feira já atingiu-se o número de 544 pessoas esperando internação, contaminadas por Covid-19 e à espera de leitos desocupados. No exercício de “achismo”, se as autoridades tivessem convencido as pessoas (e as pessoas, de maneira cidadã, fazendo sua parte) a se resguardarem, o processo de contágio seria mais lento e não saturaria o sistema hospitalar. E para que não ocorra isso em São Paulo, com pesar, somos obrigados a passar por novas restrições.

CUIDADO: muita gente está iludida imaginando que, por ter começado a vacinação, o “perigo acabou”. Nada disso! Leva-se 21 dias para a imunização e há a necessidade de 2a dose. Sem contar que a quantidade de doses ainda é tímida, se comparada com o tamanho do país. 

A nação que mais vacinou proporcionalmente até agora (população / doses) foi Israel: 10% do povo. Afinal, é de dimensão bem menor… Aceitemos que demora-se produzir para um planeta de bilhões de pessoas!

Vamos nos previnir!

– O que pensar dos Fura-Filas da vacinação? Enquanto isso, em Manaus…

Brasil afora, se vê espertalhões “furando a fila” para tomar a vacina contra a Covid-19. Médicos que foram “recém-formados” e nem trabalhando estão, profissionais da área da Saúde nomeados na véspera do início da campanha, ou, na maior cara-de-pau, políticos se apresentando para tomar a dose preventiva.

Como justificar isso? O que pensam esses oportunistas? Não têm empatia com as pessoas prioritárias?

Talvez não seja o fanatismo político, a ignorância ou a subserviência, mas sim o egoísmo que arrebenta a nação…

Enquanto isso, Manaus (que políticos não deixaram fazer o lockdown no final do ano, quando sugeriu-se), registrou 118 mortes por dia. Pessoas implorando oxigênio nos corredores e falta de leitos. Para se comparar, o Estado de São Paulo, bem mais populoso, registrou 236 mortes hoje pelo Novo Coronavírus.

Imaginou se o caos da Região Norte estivesse acontecendo em São Paulo, Rio de Janeiro ou até mesmo em Brasília? Talvez as providências das autoridades fossem mais rápidas.

– A solução para a crise é o número menor de prisões?

Ouviram essa?

Para resolver o problema dos presídios é só prender menos, para que se tenha mais dignidade e espaço suficiente!”.

A frase foi dita por uma defensora pública (ouvi na rádio, só peguei o primeiro nome: Vivian), e se refere à situação caótica dos presídios brasileiros.

A solução da crise carcerária, então, é “prender menos”??????

Não seria melhor educar o povo, coibir a bandidagem, fazer campanhas anti-drogas, desestimular a corrupção e a desonestidade…?

A ideia é de, em prendendo menos, dar mais conforto aos presos. Respeito que exista direitos humanos, mas não se pode confundir quem está pagando o preço da criminalidade com um hóspede mimado. Aí não dá.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Dia D e Hora H?

“Grande” declaração do General Pazzuello, o Ministro da Saúde que um dia disse não entender a ansiedade das pessoas pela vacina…

Disse ele, questionado sobre os atrasos da vacinação em relação ao mundo, que aqui no Brasil ela ocorrerá no “Dia D” e na “Hora H”.

Pode?

É pra rir ou pra chorar?

– A Saída da Ford do Brasil!

Importar carros da Argentina para o mercado brasileiro: com essa decisão, a FORD, que já sinalizava que sairia do Brasil há tempos, concretiza sua vontade.

Nada de escolher um culpado exclusivo (no caso, o Governo Atual). A coisa é muito mais complexa.

Abaixo, extraído de: https://www.infomoney.com.br/negocios/ford-fecha-fabricas-anuncia-fim-da-producao-de-carros-no-brasil-em-2021-e-demite-mais-de-5-mil-funcionarios/?fbclid=IwAR2MgpIIFUQ-OQbAmcdj_avvsWF6tOLOQ6zFut9dGTWRzJFj8x8U0uloZDc

FORD ANUNCIA FIM DA PRODUÇÃO DE CARROS NO BRASIL

A Ford anunciou, nesta segunda-feira (11,) o fechamento de suas fábricas no Brasil, como parte do plano de reestruturação da empresa na América do Sul. Em nota, Jim Farley, presidente e CEO da Ford, afirmou que a decisão foi “muito difícil”, mas necessária para a criação de um negócio saudável e sustentável.

A assessoria de imprensa da Ford confirmou ao InfoMoney que serão encerradas as operações nas plantas de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e da Troller (em Horizonte, CE) ainda em 2021. Também informou que as vendas dos modelos Ka, EcoSport e do Troller T4 serão interrompidas quando acabarem os estoques dos veículos.

A assessoria afirmou ainda que a montadora manterá apenas as fábricas na Argentina e no Uruguai na América do Sul, além do Centro de Desenvolvimento de Produto, na Bahia, o Campo de Provas, em Tatuí (SP), e sua sede regional em São Paulo. Os serviços de assistência ao consumidor seguem funcionando nas operações de vendas, peças de reposição e garantia para os clientes no Brasil.

Com a decisão, a empresa disse que vai demitir 5 mil funcionários no Brasil e na Argentina. A Ford não especificou quantas demissões serão feitas em cada país, mas afirmou que os brasileiros respondem pela maior parte dos desligamentos. A montadora declarou que vai trabalhar “em estreita colaboração com os sindicatos e outros parceiros no desenvolvimento de um plano justo e equilibrado para minimizar os impactos do encerramento da produção”.

“Estamos mudando para um modelo de negócios ágil e enxuto ao encerrar a produção no Brasil, atendendo nossos consumidores com alguns dos produtos mais empolgantes do nosso portfólio global. Vamos também acelerar a disponibilidade dos benefícios trazidos pela conectividade, eletrificação e tecnologias autônomas suprindo, de forma eficaz, a necessidade de veículos ambientalmente mais eficientes e seguros no futuro”, diz a nota divulgada pela Ford.

Crise na indústria automotiva brasileira?

Sergio Vale, economista-chefe e sócio da MB Associados, avalia que a indústria automotiva está passando por grandes desafios nos últimos anos, motivados tantos por fatores estruturais, como o menor desejo das pessoas por automóveis, até questões mais pontuais, como a crise econômica de 2015 e a pandemia.

“Na saída desta crise, especificamente, será certo o aumento da desigualdade de renda e a demora para a queda do desemprego. Haverá menos espaço para compra de automóveis no ritmo que se viu na primeira década do século. Por isso, continuaremos a ver reestruturações na indústria como nesse caso”, diz Vale.

Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, comenta que a Ford já vinha sinalizando que pretendia encerrar a produção no Brasil. “Tanto que em 2019 a empresa encerrou as atividades da fábrica de caminhões no ABC Paulista, mas a pandemia acelerou a saída do país. É uma notícia extremamente ruim para o mercado brasileiro, não só por conta dos empregos diretos que a Ford gera, mas também pelos indiretos, por meio das empresas-satélite, como os fornecedores de autopeças. O impacto vai ser bem significativo”, diz.

Ainda que a Ford tenha mencionado 5 mil demissões, apenas a fábrica de Camaçari tem mais de 4 mil funcionários. Nas três fábricas brasileiras, são 5,3 mil. O governo da Bahia já procura uma nova dona para a fábrica, e está de olho nas empresas chinesas.

Agostini destaca ainda que a montadora deve passar a importar mais veículos para o Brasil de fábricas instaladas em países vizinhos, que possuem ambientes de negócio mais favoráveis que o brasileiro. “A Ford anunciou que vai continuar produzindo carros na Argentina, que tem custos menores de produção, principalmente porque nossos encargos trabalhistas e custos de energia são muito altos. Então, ela deve manter operações no Uruguai e Argentina e os carros da Ford devem passar a ser ainda mais importados desses países”, completa.

Para Milad Kalume Neto, diretor de novos negócios da consultoria automotiva Jato Dynamics, a decisão da Ford tem como principal objetivo manter operações que tenham finanças melhores – como as de Argentina e Uruguai. O grande complicador nas contas brasileiras são fábricas que não operam com capacidade plena, segundo ele.

“Argentina e Uruguai têm produções menores, então vemos uma maior acomodação em termos de volume. Não é mais necessário ter plantas no mercado brasileiro. A indústria automotiva não tem mais o volume das décadas anteriores, ainda que seja bastante relevante”, diz Kalume Neto, que acrescenta que o mercado automotivo brasileiro tem capacidade para produzir 5 milhões de veículos anualmente – mas a projeção de vendas internas de veículos novos está em cerca de 2,4 milhões para 2021. As demissões vêm acontecendo no setor há algum tempo.

A pandemia afetou o mercado automotivo principalmente entre março e abril de 2020 – mas o segmento já ensaiou uma recuperação no final do último ano. “Temos uma tendência satisfatória, então não creditaria essa decisão apenas à pandemia. A Ford vem perdendo fatia de mercado, com uma gama de lançamentos bastante desatualizada. Sim, ela ainda vende modelos como o Ka, mas é uma venda principalmente para a pessoa jurídica [como locadoras]. Não é uma venda tão lucrativa como a para a pessoa física.”

Decisão inédita

Em 2020, a Ford representou 7,4% do mercado de automóveis no Brasil, segundo dados da Fenabrave, entidade que representa as concessionárias de veículos.

O Ford Ka foi o 5º carro mais vendido no Brasil em 2020. Se somados os emplacamentos das versões hatch e sedã (Ka Plus) do Ka, o modelo teria sido o 2º mais vendido do país no ano passado. A marca torna a notícia ainda mais impressionante, já que é uma das primeiras vezes na história da indústria automotiva brasileira que uma montadora anuncia o fechamento da produção no país, mesmo com seus modelos figurando entre os top 5 mais vendidos no Brasil.

Ainda segundo os especialistas, o EcoSport, que também não será mais produzido em território nacional, foi um dos carros que inaugurou no Brasil e no mundo o conceito de SUV compacto – um dos modelos de maior sucesso de vendas na atualidade, não só no caso da Ford, como de outras montadoras.

Para Raphael Galante, economista que trabalha no setor automotivo há 14 anos e consultor na Oikonomia Consultoria Automotiva, apesar das sinalizações anteriores da Ford, conforme mencionou Agostini, uma decisão dessa magnitude não era esperada. “Havia uma série de conversas de concessionários e empresários com diretores da Ford sobre expansão, com a chegada de produtos como a van comercial Transit e o SUV Bronco. A impressão da indústria é que foi uma decisão de cima para baixo, vinda de Detroit [sede da montadora nos EUA] e que ninguém por aqui estava esperando”, afirmou.

Além disso, ele comenta que o impacto nas redes de concessionários será gigante. “São cerca de 350 concessionárias da Ford no país, que viram hoje seus negócios naufragarem. A grande maioria deles vende o Ka sedan e hatch e a EcoSport. Haverá um enxugamento radical dessas redes”, diz.

Em nota enviada à imprensa, o Ministério da Economia lamentou a decisão da Ford. “A decisão da montadora destoa da forte recuperação observada na maioria dos setores da indústria no país, muitos já registrando resultados superiores ao período pré-crise. O ministério trabalha intensamente na redução do Custo Brasil com iniciativas que já promoveram avanços importantes. Isto reforça a necessidade de rápida implementação das medidas de melhoria do ambiente de negócios e de avançar nas reformas estruturais”, diz o comunicado.

O que muda para o consumidor?

Para Kalume Neto, é difícil dizer se os preços dos carros da Ford irão subir e quanto. “Ficamos sujeitos à variação cambial e aos custos internacionais de logística agora. Ao mesmo tempo, temos um mercado extremamente competitivo para automóveis no Brasil. Não dá para colocar preços descolados da concorrência.”

Em termos de estoque, existe o risco de faltar veículos no curto prazo, até o fluxo proveniente de Argentina e Uruguai se estabelecer. “Pode haver um tempo de espera. Mas a tendência é termos veículos suficientes para o mercado em médio e longo prazo”, diz o diretor da Jato Dynamics. Vale lembrar o que o estoque de venda de veículos no país já está no menor nível da história.

Ações da Ford sobem em Nova York

As ações da Ford, listadas na Nyse, a bolsa de valores de Nova York, apresentavam alta de mais de 3% por volta das 17h20, em meio à queda dos principais índices acionários do mercado americano.

Andres Castro, analista de ações da Berkana Patrimônio, afirma que a receita gerada pela Ford na América do Sul vinha caindo ao longo dos últimos anos. “Já chegou a representar quase 10% em 2010 e hoje em dia não passa de 3% do total gerado pelo grupo. Além disso, a rentabilidade operacional das operações na América do Sul é muito volátil e baixa quando comparada à rentabilidade da unidade da América do Norte. Logo, como uma operação pequena e baixa rentabilidade, os investidores gostaram da medida”, comenta.

Apesar do ânimo dos investidores, com o fechamento das operações, a Ford prevê um impacto de aproximadamente US$ 4,1 bilhões em despesas não recorrentes, incluindo cerca de US$ 2,5 bilhões em 2020 e US$ 1,6 bilhão em 2021.

Próximos passos

A Ford seguirá atendendo a região com seu portfólio global de produtos, incluindo alguns dos veículos mais conhecidos da marca, como a nova picape Ranger produzida na Argentina, a nova Transit, o Bronco, o Mustang Mach 1, e planeja acelerar o lançamento de diversos novos modelos conectados e eletrificados.

“Os consumidores na América do Sul terão acesso a um portfólio de veículos conectados, e cada vez mais eletrificados, incluindo SUVs, picapes e veículos comerciais, provenientes da Argentina, Uruguai e outros mercados, ao mesmo tempo em que a Ford Brasil encerra as operações de manufatura em 2021”, disse a empresa em nota.

O InfoMoney contatou a Anfavea, a associação que representa as montadoras, mas a entidade apenas respondeu que não vai fazer comentários sobre a saída da Ford no Brasil. “Trata-se de uma decisão estratégica global de uma das nossas associadas. Respeitamos e lamentamos. Isso corrobora o que a entidade vem alertando há mais de um ano sobre a ociosidade local, global e a falta de medidas que reduzam o Custo Brasil”.

– Não quer a Coronavac? Então libera Pfizer, Sputinik, Moderna…

Que vergonha estamos passando. O mundo civilizado se vacinando, e nós, brasileiros, esperando as birras de Brasília se acalmarem!

Vejam só: dezenas de países tomando as diversas vacinas permitidas, e aqui ficamos no bla-bla-blá. Qual é a do presidente?

O pior é que as desculpas acabaram: Moderna e Pfizer nos EUA, por exemplo, já alcançaram mais de milhões de pessoas nos postos de saúde. A própria Pfizer, que se ofereceu inicialmente no Brasil, levou um chá de cadeira da ANVISA, enquanto era aprovada pelo FDA (que, cá entre nós, é mais gabaritado, não?).

Ontem: acima de 1100 mortos em nosso país. Mas “a gente está com pressa à toa”, como disse o Ministro-General não?

É a primeira vez que escreverei isso: saímos de um corrupto que era o Lula, passamos por uma mulher descabeçada que era a Dilma, aguentamos outro corrupto que era o Temer, e agora estamos com um maluco que é o presidente Bolsonaro. POBRE BRASIL… dá vontade de rasgar o título de eleitor!

E antes que os xaropes “babadores de ovo” de políticos questionarem, aqui em São Paulo sofremos com o vaidoso João Dória, que mete um revezamento imbecil de fases e tenta fugir para Miami.

– Inclusão Digital URGENTE!

Dr José Renato Nalini abordou um tema deveras importante: a necessidade de promover a inclusão digital como Política de Estado, devido às várias urgências!

Confira que visão importante, extraída de: https://renatonalini.wordpress.com/2020/12/28/era-da-inclusao-digital/

ERA DA INCLUSÃO DIGITAL

O mundo pós-pandemia será cada vez mais digital. A luta contra o coronavírus obrigou à tomada de providências drásticas, dentre as quais o confinamento da maioria das pessoas. Verdadeiro pânico se estabeleceu e nos primeiros meses observou-se o distanciamento social e um severo capítulo de medidas de higiene.
Aos poucos, o Brasil vai se acostumando com as seiscentas mortes diárias e mais de vinte mil novas contaminações. Isso significa que a epidemia continua e que teremos de conviver com ela nos próximos anos. Sem prejuízo da vinda de outras novas, associadas ao maltrato da natureza e à extinção da biodiversidade em todo o planeta.
Tal cenário impõe a absorção plena da cultura digital. Ela mostrou-se capaz de minorar os males decorrentes da peste. As aulas continuaram e a transmissão de conteúdo mostrou-se a tábua de salvação para milhões de estudantes. O contato virtual com familiares foi uma constante. As lives mostraram-se instrumento eficiente e idôneo de comunicação grupal. Ouvi de amigos conferencistas que nunca tiveram tanto auditório como nesses tempos.
Bancas para a arguição de dissertações e teses puderam funcionar. As compras online já eram exitosas e mostraram-se cada vez mais eficazes, assim como a movimentação financeira pelos bancos e demais instituições.
Isso evidencia a urgência de políticas sérias de inclusão digital de todos os brasileiros. Os millenials já dominam com desenvoltura as modernas tecnologias e descobrem funcionalidades de forma espontânea, desnecessária qualquer formação técnica específica. Eles podem ser de imensa serventia para treinar os adultos e aqueles da geração analógica, às vezes perdidos na parafernália dos mobiles.
Levar a inclusão digital a sério, como política de Estado, mas não condicionada a iniciativas de governo, é missão que se atribui a todo brasileiro lúcido e capaz de enxergar com acuidade a situação em que a Terra se encontra.
Todas as maiores empresas globais integram esse universo das tecnologias da comunicação e informação. O capital intangível da informação mostrou-se hábil a satisfazer a ânsia capitalista por amealhar fortunas e por dominar uma sociedade mundial cosmopolita, que aspira ter acesso ao que é mais atual e mais contemporâneo em termos de mercado.
Uma nação com desenvolvimento assimétrico, na verdade periférica em grande parte e emergente – talvez a mais atrasada dentre as BRICs – precisa imergir nessa cruzada de treinamento da cidadania, com empenho, garra e audácia.
A Quarta Revolução Industrial mudou profundamente a sociedade e os países que ficarem na rabeira dificilmente alcançarão aquelas que tomaram a dianteira. Não há progresso per saltum, o que significa a necessidade de percorrer todas as etapas do processo, mas em ritmo bastante acelerado.
Os municípios, entidades da Federação brasileira, precisam ser inteligentes e tentar suprir a ausência de planejamento que caracterizou o desordenado crescimento e a insensata conurbação que caracteriza grande parte do território brasileiro. As escolas não podem se resignar a transmitir conhecimento convencional, mas têm de entrar para valer no mundo digital. Ensinar os alunos a extrair consequências úteis para o uso híbrido de múltiplas tecnologias. Aprender programação. Criar aplicativos para a resolução de problemas aparentemente insolúveis.
Com a desenvoltura que os millenials têm, eles poderão se converter em tutores dos adultos. Nunca mais se poderá dispensar esse uso benéfico da internet, que multiplicou a produtividade de um setor emperrado e constantemente acusado de lentidão, que é o Judiciário. Os bancos e instituições financeiras já não dependem de comparecimento de seus clientes a sedes que serão drasticamente reduzidas e o PIX está aí, para facilitar ainda mais as coisas.
Tudo pode ser feito pelas redes sociais, que precisam ser instrumentos civilizatórios e abandonar esse desvio nefasto da produção de fake News e de disseminação de discórdia, ira, ódio e violência verbal.
Não se espere que governo seja o condutor de um processo que deve inspirar empresários e empresas, ONGs, Universidade, educadores e escolas, organizações, clubes, associações, entidades e pessoas físicas providas de empenho em transformar – para melhor – este sofrido Brasil.
Talvez chegue um dia em que até a vetusta Justiça venha a se comover e promova eleições pela internet, poupando recursos escassos, tempo e a obrigação de trabalho escravo requisitado à cidadania, assim como o uso de dependências privadas, numa grande e perigosa aglomeração de pessoas em plena crise da Covid19.
Já possuímos toda a estrutura para colher a manifestação da cidadania pelos seus mobiles. Com grande ganho em eficiência e rapidez, sem a invocação falaciosa de que uma eleição digital é mais perigosa do que a eleição convencional.
Inclusão digital movimenta a economia e habilita as pessoas ao exercício pleno de uma cidadania que foi prometida, mas que não virá como dádiva estatal, senão como conquista de quem quer participar dos destinos de sua Pátria e não ser massa de manobra para interesses nem sempre claros, nem sempre os mais legítimos.

_ José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2020-2021.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Índice Big Mac mostra empobrecimento da população.

A última divulgação do índice Big Mac (saiba mais abaixo) mostrou: o brasileiro está 16% mais pobre!

Extraído de: https://jovempan.com.br/opiniao-jovem-pan/comentaristas/samy-dana/pelo-indice-big-mac-brasileiro-esta-mais-pobre.html

ÍNDICE BIG MAC MOSTRA BRASILEIRO MAIS POBRE

Para fazer o cálculo, pega-se o preço do Big Mac aqui no Brasil ou em outro país e se divide pelo preço do Big Mac nos Estados Unidos, o país da moeda de referência

por Samy Dana

O que aconteceu com a economia brasileira durante a pandemia? O brasileiro está mais rico ou mais pobre? E em relação aos demais países? Para ter uma resposta, vamos apelar a um Big Mac. O sanduíche do McDonald’s é usado pela revista britânica “The Economist” desde 1986 para comparar o custo de vida nos países e se a sua moeda está valorizada ou desvalorizada em relação ao dólar. O princípio é o da paridade do poder de compra, teoria econômica que prevê que as taxas de câmbio de um país tendem a se desvalorizar na mesma proporção do aumento do preço de um determinado produto que, no caso, é um Big Mac.

De início, pode parecer complicado, mas é uma conta simples: pega-se o preço do Big Mac aqui no Brasil ou em outro país e se divide pelo preço do Big Mac nos Estados Unidos, o país da moeda de referência. Medir dessa maneira o poder de compra é possível porque o sanduíche da rede americana é feito de modo padronizado, com os mesmos ingredientes, dois hambúrgueres, alface, queijo e cebola, etc, não importa o país. Se a receita é padrão, também deviam ser os preços. Isto é, o Big Mac devia custar o mesmo em todo lugar. Mas não custa, porque o aluguel da loja, salários dos funcionários e publicidade, entre outros custos, mudam de país para país.

Big Mac
Brasil R$ 20,90
EUA US$ 5,71

Dólar
20,91 ÷ 5,71 US$ 3,66
Dólar em 7/2020 US$ 5,34
Diferença +31,5%

No Brasil, em julho, um Big Mac custava R$ 20,90. Nos Estados Unidos, custava US$ 5,71. Convertido o preço em reais pelo preço americano, dá US$ 3,66. Esse deveria ser o valor do dólar no Brasil. Só que neste mesmo o mês o dólar estava em R$ 5,34, próximo do patamar atual, aliás. Ou seja, custava 31,5% a mais do que o valor ideal. O que permite dizer que é o percentual em que o real estava subvalorizado em relação à moeda americana. Nosso poder de compra é menor na mesma proporção. Como em janeiro a diferença estava em torno de 15%, dá para dizer que o poder de compra do brasileiro caiu 16 pontos percentuais em seis meses.

– Bambu

Entre o bambuzal do trecho entre Itatiba e Morungaba, nuvens de chuva se aproximam.

Como tem sido praxe nos últimos dias, lá vem água

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– A “bandeira 2” da Energia Elétrica.

No auge da pandemia, o Governo Bolsonaro reduziu a tarifa de energia elétrica, já que o consumidor residencial estava gastando mais por ficar em casa.

Leio que a tarifa de Energia Elétrica vai passar para a tarifação “Bandeira Vermelha 2”! Confesso que não sabia que existia algo além da Bandeira Vermelha…

O resumo de tudo isso é: “não existe almoço grátis”: reduziu-se naquela oportunidade e agora desforra-se tudo de uma vez…

– O resultado final do Processo Eleitoral 2020

E os resultados das Eleições 2020?

Nenhuma surpresa no 2o turno. Talvez a única: os institutos de pesquisa que não fizeram a sondagem de boca de urna. Seria medo de errar?

O detalhe é: o número de abstenções (pessoas preocupadas com a pandemia) e o dos votos brancos e nulos (desacreditados com a política) foi em alguns municípios maior que o vencedor.

Isso é um fator preocupante…

– As pessoas acima de 50 anos aumentam a presença em universidades!

Um número bom, mas que pode ser alarmante também: as instituições de ensino estão recebendo alunos mais velhos, que quando jovens não tiveram oportunidade para estudar. Por outro lado, fica a questão: os jovens de hoje estão priorizando o Estudo (ou só o farão quando mais idosos)?

Abaixo, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/11/faculdades-do-pais-recebem-cada-vez-mais-alunos-acima-dos-50-anos.shtml

FACULDADES DO PAÍS RECEBEM CADA VEZ MAIS ALUNOS ACIMA DOS 50 ANOS

Em 2017, 73 mil estudantes nessa faixa etária entraram no primeiro ano do ensino superior

Por Elaine Granconato

Universidade não é lugar só para jovens, mas também para a turma dos cinquentões para cima. Em 2017, 73.048 alunos com 50 anos ou mais ingressaram no primeiro ano do ensino superior no país, dos quais, 62% optaram pelo ensino a distância, modalidade que tem despertado interesse dos estudantes nos últimos anos.

O levantamento é do Quero Bolsa, plataforma na internet para inclusão de estudantes no ensino superior. A empresa se baseou no Censo de Educação Superior 2017, realizado anualmente pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão ligado ao Ministério da Educação, e divulgado recentemente.

De 2010 a 2017, o número de alunos com 50 anos ou mais que entraram em faculdades cresceu 73,6%. Se observadas as modalidades de ensino, o a distância registrou alta de 162% entre este público no período, contra 9,82% do presencial.

Desde 2014, ano em que o governo federal reduziu a oferta de vagas no Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante), tem caído o número de alunos nessa faixa etária em cursos presenciais. Dos 73.048 universitários acima de 50 anos inscritos no primeiro ano no ano passado, 37,5% representaram essa modalidade.

MAIS FLEXÍVEL

Para Marcelo Lima, diretor de relações institucionais do Quero Bolsa, o ensino a distância, realizado pela internet, tem despertado o interesse do público acima de 50 anos por vários motivos, entre os quais, a flexibilidade do tempo e o preço mais baixo. “O aluno pode escolher o melhor horário para estudar em sua casa, além do que, em média, o valor cai 65% no valor da mensalidade”, afirma Lima.

Afrânio Mendes Catani, professor da Faculdade de Educação da USP, diz que, a rigor, não é favorável ao ensino a distância. “Se for como primeira graduação, então, acho condenável”, afirma. Mas, para os estudantes acima de 50 anos, pode ser uma opção aceitável. “Nos casos daqueles que já têm outras graduações ou mesmo visam uma aposentadoria com valor mensal melhor. Até por satisfação pessoal.”

O MEC afirmou que apoia a educação a distância e diz que a ideia é democratizá-la. Disse que ela é inclusiva e propicia a inserção de tecnologia e novas ferramentas de aprendizagem.

SONHO DE JUVENTUDE

O fim de ano será para lá de especial para Jucineide Farias da Cruz, 54 anos, moradora no Jardim Helena (zona leste). Após décadas de luta, realizará finalmente o sonho da conquista do diploma em pedagogia.
Nascida em Tucano, distante 252 km de Salvador (BA), a ex-funcionária do Mappin, entre outros empregos, concluirá a graduação presencial na Universidade Cruzeiro do Sul em São Miguel Paulista (zona leste).

Seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) será sobre dificuldades de aprendizagem. Mãe de quatro filhos, entre 18 e 26 anos, ela conciliou trabalho e estudo, incluindo um estágio obrigatório em escola municipal, ao longo dos últimos três anos.

“Sempre tive uma vida difícil financeiramente, com pais de origem humilde”, diz Jucineide, ao contar que, aos 19 anos, se viu obrigada a trancar o curso de economia, ainda no segundo semestre.

Mais velha da turma de pedagogia, Jucineide já tem planos futuros. “Quero dar aulas para crianças de educação infantil”, afirma a futura pedagoga, que acaba de ter a notícia que será avó em junho de 2019.

DIREITO A DISTÂNCIA

Ao longo da vida foram 19 profissões, entre marceneiro, torneiro mecânico, soldador e pintor, mas, futuramente, o hoje aposentado Vanderlei Sasso, 72 anos, morador na Vila Esperança, na Penha (zona leste), terá uma mais que especial: advogado.

Para isso, basta concluir o curso de direito na Unip, onde está matriculado no ensino a distância. Ele faz o quinto semestre, ou o terceiro ano de graduação.

O gosto pela área de direito entrou em sua vida quando teve de provar – e provou – a união estável, ao longo de 26 anos, de sua mãe, América Leandro Sasso, com seu padrasto. Foram idas e vindas na Defensoria Pública, segundo Sasso, pai de quatro filhos e avô de sete netos.

Já a opção pelo ensino a distância foi por conta da mãe, hoje com 91 anos. “De casa, consigo cuidar dela e estudar com as aulas que recebo e vejo pelo computador”, diz o mais experiente da turma, que, pelo menos uma vez por semana vai até o campus da faculdade.

– Afinal, a Seleção Brasileira está bem ou está mal?

Por conta do pouco interesse que a Seleção Canarinho tem trazido ao torcedor, pelas dificuldades de exibição na TV aberta, por não conhecer a fundo determinados jogadores e até mesmo pela falta de simpatia e carisma da CBF, não tem sido minha prioridade assistir os jogos.

Lendo o resumo das atuações, fico em dúvida:

– Contra a Venezuela, muitíssimas críticas de um jogo sonolento, apesar dos elogios de um padrão tático definido.
– Contra o Uruguai, muitos elogios ao consistente time, apesar das críticas à atuação do goleiro adversário.

E olhe que, mesmo sendo líder das Eliminatórias, traz dúvidas se o time é bom ou ruim. Como entender?

Aliás: quando voltaremos a ter aquela empolgação que parava o país? Nunca mais nestes novos tempos?

– Economia em Pequenas Coisas para Lucros Maiores

Veja que conta interessante (antiga, mas atual): segundo a Revista Veja (Ed 28/07/2010, pg 98), 1 quilo a menos transportado por um avião faz com exista uma economia de 11.500 galões de combustíveis por ano, ou US$ 23,000.00. Numa empresa com 100 aviões, isso representa 2,3 milhões de dólares.

Conta rápida: um forno de avião pesa cerca de 100 quilos. Assim, apenas no equipamento de uma única aeronave, uma empresa economiza 2 milhões. Se tiver 100 aviões, deixa-se de gastar US$ 200,000,000.00.

Dá para entender por que não se serve mais comida quente mas lanche frio em avião?

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– E o presidente do Brasil não parabenizará Biden?

Me assusta (ou melhor: me impressiona) que o MUNDO tenha parabenizado Joe Biden, novo presidente eleito dos EUA (e aqui não julgo se ele é bom ou ruim para os americanos e para o mundo), mas o presidente brasileiro Jair Bolsonaro não o tenha feito.

Seria…

  • Arrogância?
  • Falta de Diplomacia e Educação?
  • “Esquecimento”?

Até agora: China, Turquia, México e Rússia não deram os parabéns mas avisaram que aguardam o desfecho de uma manifestação final. CORÉIA DO NORTE e BRASIL são os únicos que não se pronunciaram.

– E se tivéssemos um lockdown no final do ano (o 1o do país)? Qual seria a reação?

Algumas nações europeias estão adotando o lockdown para conter a 2a onda de Covid_19, mesmo tendo sofrido economicamente durante a pandemia, com a finalidade de minimizar prejuízos humanitários (e econômicos também, por conta de outras nuances que podem ser trabalhadas em um próximo artigo).

Aqui no Brasil, não vivemos lockdown em momento algum, mas uma quarentena de alguns dias em lugares específicos. Pelas projeções comparativas, se seguirmos o calendário europeu da doença, possivelmente a segunda onda se aproxime no final de 2020.

  • Teria clima, entre Natal e Reveillón, de nova quarentena ou lockdown?

Claro, inimaginável pela cultura e pelos padrões da nossa população. O melhor é: prevenir-se, a fim de evitar tal evento em nosso Brasil.

Cada vez mais países europeus retomam lockdown contra nova onda de covid-19  | Notícias internacionais e análises | DW | 01.11.2020

– Brasis dentro de um Brasil: esqueceram do Amapá?

Imagine se a Capital Paulista ficasse dois dias sem energia elétrica? Que caos! Geladeiras com comida estragando, pessoas humildes sofrendo, água tendo que ser aquecida no fogão a gás e tantas outras coisas.

Pense agora: e se esse cenário caótico fosse no Estado de São Paulo todo? Os municípios estariam em desespero!

O Amapá, estado mais pobre que SP, vive um apagão elétrico há dois dias. Qual a grande repercussão que tivemos no Sul / Sudeste?

É um Brasil à parte de outro Brasil.

– Mariana Ferrer e o caso de Estupro Culposo!

É assustador ver a história de Mariana Ferrer, que foi estuprada mas o praticante do ato absolvido, já que o promotor declarou que ele praticou “estupro culposo” e o juiz concordou (algo como “homicídio culposo”, quando você mata “sem querer”).

Existe “estupro sem querer”, onde não há dolo? Claro que não! Foi uma invenção do homem togado, que revoltou a todos.

Pior: a moça foi literalmente humilhada, conforme mostra o vídeo durante o julgamento!

Que mundo insensível estamos vivendo?

Assista e entenda em: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2020/11/03/caso-mariana-ferrer-ataques-a-blogueira-durante-julgamento-sobre-estupro-provocam-indignacao.ghtml

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– 8 anos sem o JT…

Já faz 8 anos que acabou o JT!

Que saudade do Jornal da Tarde… Criativo, prático e direto! Nenhum conseguiu o substituir…

– O Senador corrupto e o Filho Suplente.

Praticamente ninguém se preocupa com “nome de suplente de senador” quando vai à urna votar. Todo candidato ao Senado tem “um vice” (ou, mais claro, um substituto). E aí moram as coisas complicadas: quase nunca eles são sabidos pelo eleitor!

O senador Chico Rodrigues, que era o vice-líder do Governo Bolsonaro no Congresso – e foi flagrado com dinheiro fruto de corrupção escondido na cueca – pediu licença de 121 dias e será substituído por… Pedro Arthur, que é seu FILHO.

Contra o suplente que assumirá o cargo de Senador da República, existe a cobrança de mais de 1 milhão de reais em impostos não pagos para a União.

Esse é o nosso triste Brasil.

– O São Paulo 29×0 Taboão da Serra retrata o futebol feminino brasileiro…

O futebol feminino, todos sabemos, engatinha no Brasil (e sempre foi assim). Falta patrocínio adequado, existe pouco incentivo e não temos um campeonato verdadeiramente profissional. 

Alguns clubes e federações tentam fazer algo sério, mas esbarram em todos esses fatores citados. E quem sofre, evidentemente, são as atletas que se desdobram em conseguirem sobreviver.

Neste cenário, há disparates impressionantes: por exemplo: o bem estruturado São Paulo FC que jogou contra o quase amador CA Taboão da Serra, e venceu por 29×0!

O depoimento da jogadora Nini, do Taboão, à TV FPF,  é um retrato perfeito para se entender o momento:

“A gente sabia que seria difícil, o São Paulo vem treinando há muito tempo, inclusive durante a pandemia, enquanto nosso time é um elenco muito jovem e praticamente nós não tivemos treino. Nós conseguimos um campo recentemente, treinamos três dias antes do início do Campeonato Paulista, nesta semana tivemos mais dois dias de trabalho no campo, então é muito difícil jogar e posicionar taticamente contra um time do nível do São Paulo. Mas em momento nenhum vamos desanimar. Infelizmente a gente usa a camisa do CATs, mas em pouca coisa o clube nos ajuda. É mais a vontade da comissão técnica mesmo, as atletas estão sem ganhar nada, ninguém tem salário, ninguém tem condução, a gente não tem roupa de treino, não tem apoio nenhum do clube. A gente simplesmente usa o nome do clube para participar do Campeonato Paulista porque acredita que é uma oportunidade para as meninas mais novas.”

Mais cristalina do que essa realidade, impossível…

– Você conhece as pessoas mais ricas do Brasil?

Você sabe quem são as 10 maiores bilionários brasileiros hoje, segundo a Forbes?

Em: https://www.youtube.com/watch?v=nnQ_I0b4hrY

– Falésias

Recordando…

🇺🇸 Colored sand cliffs in Morro Branco, in the state of Ceará (BRAZIL). An incredible landscape worked by nature. /

🇧🇷 #Falésias de areias coloridas em #MorroBranco, no estado do Ceará (#BRASIL). Uma #paisagem incrível trabalhada pela #natureza.

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– SP que não para!

São Paulo, definitivamente, é a megalópole que não pode parar. E prova disso é que curiosamente tanta gente vem pra cá, que… fica parada!

Ironia, não?

Um clique de um dia qualquer, cinzento, parado na Capital Paulista. De tão ruim a situação, a foto em cinza ficou boa para mostrar a grandiosidade dessa cidade. Abaixo, na Marginal Pinheiro:

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– A Administração foi deixada de lado na Constituição de 1988

Li e achei interessante: sobre como a “Administração” não foi valorizada na Constituição de 1988 (me lembro perfeitamente das emissoras de TV transmitindo sua promulgação com o Dr Ulisses Guimarães), extraído do tuíte de Daniel José (economista do Insper e mestre em Relações internacionais por Yale):

“32 anos da nossa Constituição de 1988. No texto aparece:

– 76 vezes a palavra ‘direito’.

– 4 quatro vezes a palavra ‘dever’.

– 2 vezes a palavra ‘produtividade’.

– 1 vez ‘eficiência’.

Em resumo, nos preocupamos em dar DIREITOS, sem DEVER algum e sem saber como vamos fazer isso.”

Ou seja: ela, a Constituição, que parecia um avanço na época (já que vínhamos de uma ditadura), mostrou-se ao longo dos tempos apenas um documento necessário para aquele momento, necessitando valorizar ações progressistas para o futuro, calcadas em registro. Por outro lado, será que “o como fazer” e/ou praticar o “exercício da Administração” deveria estar contido nesta Carta de Leis?

Vale a pena refletir tudo isso, em especial pensando nas próximas gerações e, talvez, numa nova Constituição.

 

– Analfabetos do Brasil!

No Brasil, existem (pasmem) 11 milhões de analfabetos (6,6% da população). No Nordeste, a taxa de analfabetismo sobe para 13,9%!

Se esse número é assustador, há outro pior: quase ⅓ dos brasileiros são analfabetos funcionais.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=QvjTsg-nbDA

– A Estátua de Eike Batista.

(TEXTO DE 2012) – Eike até esteve em prisão domiciliar e teoricamente falido. Que volta o mundo dá!)

O bilionário Eike Batista quer investir em usinas termoelétricas, remando contra a maré da energia limpa. Disse à Folha de São Paulo de hoje:

Alguém vai ter que construir uma estátua pra mim, pois vou evitar o apagão de energia

Ousado, não? Não seria o Governo, por obrigação, quem deveria investir melhor em energia elétrica  e de forma ecologicamente correta?

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Imagem extraída da Web.

– A manhã virou noite!

Que manhã diferente. O dia virou noite por algum tempo. Ou melhor: a manhã escureceu!

Uma imagem de São Paulo às 9h00 da matina. Impressionante:

Dia vira noite em SP por conta de temporal  — Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO

Extraído do G1.com. Dia vira noite em SP por conta de temporal — Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO

– A Operação Lava Jato deveria ser permanente!

A Operação Lava Jato foi um marco positivo na história do Brasil. Nunca tantos políticos importantes foram presos, e com ela isso ocorreu e em grande quantidade. “Sangrou-se feridas” disfarçadas, não poupando partido ou ideologia.

Entretanto, disse o presidente Jair Bolsonaro:

“É um orgulho, uma satisfação que eu tenho de dizer a essa imprensa maravilhosa nossa, que eu não quero acabar com a Lava Jato… Eu acabei com a Lava Jato, porque não tem mais corrupção no governo. Eu sei que isso não é virtude, é obrigação. Para nós, fazemos um governo de peito aberto.”

Um erro falar isso, presidente. A Lava Jato deveria ser uma instituição. E vangloriar-se que não há corrupção no Governo atual soa de uma arrogância grande, pois o próprio senador Flávio Bolsonaro está enfrentando pendengas que se arrastam.

Aliás, o último político que se endeusou com auto-elogios foi Lula, quando disse “não existir viva alma mais honesta no Brasil do que a dele”

– Jovem ateia fogo em morador de rua. Como explicar?

Leio que um moço foi acusado de tacar fogo em um pobre andarilho na cidade de Louveira. Por tristeza, parei a leitura com os detalhes.

Não é o primeiro caso assim no Brasil. Com pesar, a frequência de casos assim é relativamente grande (lembram-se dos playboys que queimaram vivo um índio pataxó que dormia numa praça em Brasília)?

A troco de quê?

Por quê?

Para quê?

É insensível e inexplicável tal ato desumano, demoníaco e doentio. Atear fogo contra um coitado, que sofre sem lar vivendo nas ruas e que está no limbo por… prazer?

Deus seja misericordioso com tudo isso.

– Linguiça e Ovo? Hum…

Hey! Sausage and egg? What a beautiful and Brazilian lunch … good quality and tasty food! /

Ôpa! Linguiça e ovo? Que belo e brasileiro almoço… comida de boa qualidade e bem saborosa!

– O que é “ser time grande”?

Texto de 1 ano, mas perfeito para a atualidade:

A RECUSA DOS TREINADORES MEDALHÕES

Li que Felipão foi consultado para assumir o Fluminense, após a demissão de Oswaldo de Oliveira, e nem abriu conversações (Marcão foi efetivado). Agora, Cuca faz o mesmo com o Botafogo, após a saída de Eduardo Barroca.

A questão é: precisamos redefinir a grandeza dos ditos “12 grandes clubes do Brasil”?

A história de muitos clubes é fantástica, ninguém apaga seus feitos. Mas a realidade atual permite-nos tal discussão?

O Nottingham Forest foi bicampeão da UEFA Champions League, e onde está agora? O Nuremberg era, até pouco tempo, o maior campeão da Alemanha. E hoje?

Nos ciclos do futebol, nem todos se mantém em alta e novas forças surgem, enquanto outras somem. Vide o Athlético Paranaense, como deu uma guinada interessante com a conquista de títulos. Mas repare também que os ditos grandes que apregoamos historicamente em nosso país são, em sua maioria, viventes de campeonatos estaduais. POUCOS são perenes no Nacional!

Digo isso pois veremos com mais frequência técnicos “TOP” e a recusa em dirigir certos clubes com medo dos problemas financeiros e da bagunça administrativa. E cairemos na discussão: o que é ser “time grande”? Ter numerosa torcida, história de vitórias ou ter títulos conquistados recentes?

Para mim: o grande lota estádios, sempre é uma atração, ganha com frequência e não vive apenas das conquistas passadas. Ele assusta a CBF, tem força nos bastidores e apavora o árbitro molenga. É desejado pelos jogadores e dá audiência para a mídia. Ou não?

A verdade é: os treinadores estão pensando bem em seus projetos de carreira quando escolhem um grande clube; ou melhor, “um clube”.

Temo que os respeitados (mas em crise) Fluminense e Botafogo passem a ter em suas fileiras treinadores medianos, por conta do orçamento e da gestão conturbada. Ou isso não acontecerá?

E você: o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

ESPN: Veja as finanças dos 12 grandes clubes brasileiros em 2017 - Flamengo  | Coluna do Fla