– Há 7 anos, se discutia o Cartão Branco no futebol.

Aconteceu em 2016, mas é uma ideia perene: a aplicação de suspensão temporária para jogadores indisciplinados (de 5 a 10 minutos).

O que você pensa sobre isso?

Republico, deste mesmo blog, sobre o assunto naquela oportunidade:

O CARTÃO BRANCO 

Está acontecendo um  Congresso Mundial de Futebol em Portugal, o “Conversas de Futebol” (ou “Football Talks).

Dentre os muitos assuntos, a Arbitragem foi discutida. E Pierluigi Colina, ex-árbitro e agora dirigente da UEFA, sugeriu uma novidade: o Cartão Branco!

A idéia seria de que as faltas por indisciplina (simulação de infrações, chutar a bola para longe após o apito e reclamações contra o árbitro) sejam punidas, ao invés do Cartão Amarelo, com o Cartão Branco. O infrator ficaria de 5 a 10 minutos fora do jogo (tempo exato a definir em outros debates), servindo de exemplo para indisciplinados. Os Cartões Amarelo e Vermelho continuariam para as outras situações de jogo.

Particularmente, acho desnecessária tal medida. O Amarelo já é suficiente para os indisciplinados, sendo que a reincidência leva à expulsão.

Daqui a pouco, com o excesso de preocupação “politicamente correta“, teremos o Cartão Verde para atitudes de Fair Play (chutar a bola para a lateral para atender um adversário lesionado), o Cartão Lilás contra a homofobia, o Cartão Preto contra o Racismo, o Cartão Laranja para a Xenofobia, e por aí vai.

No Brasil, já testamos o Cartão Azul no antigo Campeonato Paulista de Aspirantes, uma espécie de intermediário entre o Amarelo e o Vermelho.

Não gosto de um suposto teste com o Cartão Branco por tal motivo: a indisciplina, por quais sejam os motivos como citados acima, já tem seus instrumentos de punição estabelecidos na Regra do Jogo.

A UEFA, a Conmebol ou a FIFA deveriam se preocupar mais em capacitar seus árbitros do que criarem tais invencionices.  

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

Há um cartão branco que está dar a que falar: árbitro elogia atitude de jovem jogador, pai fala em humilhação

Imagem extraída de: https://desporto.sapo.pt/futebol/artigos/ha-um-cartao-branco-que-esta-dar-a-que-falar-arbitro-elogia-atitude-de-jovem-jogador-pai-fala-em-humilhacao

– A Copa São Paulo é para revelar ou não?

O texto é de 5 anos, mas se faz atual para 2023: o CRAQUE precisa da Copinha para ser revelado? E o árbitro? 

Em tempo: o Santana, do Amapá, que está na chave do palmeiras, desistiu dois dias antes do torneio…

Abaixo, deste mesmo blog:

Começará a Copa São Paulo de Futebol Júnior 2018. A competição é apaixonante para quem gosta de esportes, e abre o calendário futebolístico do Brasil.

Porém, a “Copinha”, como é conhecida carinhosamente a competição, há tempos deixou de ter o propósito inicial: apresentar os craques do futuro e revelar atletas.

No começo, craques surgiam em grandes jogos de equipes de ponta. Clubes de expressão conseguiam mostrar o trabalho realizado nas categorias de base, enfrentando co-irmãos da mesma grandeza.

Hoje, equipes de todo o país, até mesmo as que não se sustentam durante o ano, disputam a Copa SP. Esquadrões formados às pressas, seleções regionais e combinados de atletas de empresários influentes acabam se envolvendo com clubes grandes. E como no futebol nem sempre o melhor vence, pode ocorrer de um grupo qualquer, por ser jogo único, eliminar um time sério que trabalha o ano inteiro. E isso não é bom para o futebol… Já tivemos o Roma de Barueri (de onde veio e para onde foi?) vencendo o torneio em cima do São Paulo FC.

Quem continua fazendo trabalho sério no esporte: o Roma ou o SPFC? O primeiro vende (ou vendia) atletas como mercadoria bruta, o outro forma jogadores (incluindo trabalho escolar e social). E, com frequência, esses mesmos combinados que por acaso vencem a competição, passam vexame: ou alguém não se lembra de times do Tocantins e Roraima levando goleadas com placares de mais de 10 X 0?

Em suma: perdeu-se o espírito esportivo e privilegiou-se o mérito financeiro. A Copinha deveria ser um torneio com os 12 grandes do Brasil (os 4 paulistas, os 4 cariocas, os 2 gaúchos e os 2 mineiros), somando os convites a um ou outro do Centro-Oeste e Nordeste (simplesmente privilegiando o mérito técnico), além dos tradicionais times paulistas que são reconhecidamente fortes nas categorias de base (incluo aqui os campineiros Guarani e Ponte Preta, a Lusa do Canindé, o Nacional da Capital, e, claro, o sempre forte Paulista de Jundiaí, de ótimas campanhas no Sub 19/Sub20). 

Além disso, não poderia deixar de tocar no assunto: e para a arbitragem, a Copinha vale o quê?

Vale muito! Para o árbitro iniciante, é a oportunidade de grandes jogos (para a sua carreira até aquele momento) e com casa cheia. É um debute em competição de importância. Serve para ele aspirar às séries mais altas no Estadual, como A3 e A2, além de ganhar ritmo de jogo para a temporada.

Há um problema nesse ponto: antes, a Copa SP era arbitrada por jovens árbitros durante todo o torneio, e quem se destacasse mais, chegaria à final. Hoje mudou: árbitros conhecidos nacionalmente apitam alguns jogos a fim de se prepararem ao Paulistão, tirando a oportunidade de revelar jovens talentos do apito. Na década de 90, quem apitava a final da Copinha conseguia chegar a série A1! Nos últimos anos, até FIFA atuou na Copa SP.

Fica a preocupação: qual o mote principal da Copinha aos árbitros, pela visão da Comissão de Árbitros da FPF: revelar gente nova ou treinar juiz da primeira divisão?

Quanto ao mote dos clubes, aqui a Federação Paulista não deixa dúvidas: é o de fazer negócios! Claro, quais talentos das últimas edições da Copa SP disputaram o Campeonato Brasileiro?

O craque, hoje, não precisa de Copinha para se revelar. Lembre que Neymar era reserva na edição em que disputou…

FPF divulga os grupos da próxima Copa São Paulo de Futebol Júnior; confira as 32 chaves com 128 times | LANCE!

Foto: Divulgação FPF.

– Os melhores e os piores árbitros do Brasileirão 2022.

Há certas pesquisas curiosas: o UOL entrevistou os jogadores do Brasileirão que responderam anonimamente quem eram os melhores e piores árbitros do Brasileirão.

Vejam os resultados:

Melhores:

1- Anderson Daronco,

2- Raphael Claus,

3- Wilton Pereira Sampaio.

Piores:

1- Anderson Daronco,

2- Raphael Claus,

3- Flávio Rodrigues de Souza.

Isso mostra o quanto é subjetiva a avaliação de um juiz de futebol dentro de campo

A pesquisa toda em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2022/12/29/pesquisao-2022-jogadores-elegem-daronco-como-melhor-e-pior-juiz-do-brasil.htm

Anderson Daronco apitou 27 partidas do Brasileirão neste ano - Miguel Schincariol/Getty Images

Imagem crédito de Miguel Schincariol / Getty Imagens

– O Comentarista de Arbitragem e a sua função.

Um repost desse artigo, que já tem algum tempo, mas é atual: comentarista de arbitragem não pode ser protagonista em uma transmissão de futebol; entretanto, não é alguém irrelevante – especialmente quando ocorrem situações inusitadas.

A receita certa é: definir os momentos-chaves da sua participação, não comentar o que é óbvio e respeitar a opinião alheia, mesmo divergente.

Abaixo, desse mesmo blog, em: professorrafaelporcari.com/2021/07/12/a-des-importancia-de-um-comentarista-de-arbitragem-durante-a-partida/

A (DES) IMPORTÂNCIA DE UM COMENTARISTA DE ARBITRAGEM

Se dentro de campo a cultura apaixonada do torcedor é xingar o juizão, e quando ele sai dos gramados e vai para a TV?

Não muda muito, dependendo do comentário. O mais fanático dirá: “O ‘Arnaldo’ [César Coelho] falou na Globo que foi pênalti mesmo, vai lá na televisão brigar com o cara. Ele apitou final de Copa do Mundo e você quer discutir com ele?” (se for a favor do seu clube). Ou: “O ‘Paulo César’ [Oliveira] não apitava nada dentro de campo e na televisão continua ruim” (se o comentário for desfavorável ao seu interesse).

A verdade é: o torcedor lúcido, que gosta do esporte em si, ou o jornalista estudioso de futebol, sabe quando o cara é bom ou não é. Ex-árbitro “de nome” tem mais credibilidade quando vai para a telinha pois é mais conhecido; se ele trabalhar bem a imagem, ganha carisma e a simpatia do público o torna mais “humanizado”.

Porém, quando o cara troca o apito pelo microfone e quer manter o tom autoritário da análise, com a fala firme em voz professoral-ditatorial, aí a antipatia só aumentará. Pior: e quando faz uma análise de lance duvidoso e não permite ao torcedor ter a dúvida, cravando sua opinião e desmerecendo a do outro?

“Nem ao Céu e nem ao Inferno”, diria o sensato. Se você comenta futebol na TV ou no rádio, mesmo que você saiba muito da teoria (não precisa ter sido um árbitro da FIFA), se faz imprescindível usar um vocabulário mais didático, humilde, acessível às pessoas. E dentro da sua análise, permitir o respeito à opinião de outras pessoas (que não apitaram futebol, mas podem entender de outras nuances mais do que você).

O grande problema dos comentaristas de arbitragem (não estou me isentando, faço sempre o mea culpa e procuro entender o ponto de vista contrário, sem ferir o direito do outro pensar diferente): achar que é a autoridade máxima FORA de campo…

Resumindo com um exemplo: “brigar com a imagem”, onde você sustenta um erro mesmo o torcedor vendo que não era bem aquilo. Pô, voltar atrás é demonstrar inteligência e humildade, não há problema. É ser honesto! Diferente de, a cada ângulo, você não ter competência e dizer: “foi pênalti, pegou a perna do Fulano” e, depois do árbitro em campo mudar a decisão, você se “solidarizar com ele” pois o VAR nada mostrou e criar longas histórias para dizer que não estava errado inicialmente…

A verdade é: precisa-se de comentarista de arbitragem numa transmissão?

SIM, se for para enriquecer a transmissão. Para participar a todo instante, sem ser em momentos de irreverência para cativar o telespectador num jogo meia-boca ou nos lances capitais, não precisa. Para falar que “foi lateral” ou “acertou no impedimento claríssimo”, não acrescenta em nada.

Boa parte das minhas atividades em comentários, quando estou na Rádio Difusora AM 810, por exemplo, é na cabine e sem VT. Aqui, uma confidência: se você ficar nas Redes Sociais durante a transmissão, “dançou”. O jogo é rápido, você poderá errar e ludibriar o torcedoro que não é correto. Me policio demais para tentar não ser “o dono da verdade”, opinar com correção e entender a interpretação diferente da minha, que pode me fazer enxergar o jogo diferente.

Enfim, pensemos: o comentarista de arbitragem não pode ser o PROTAGONISTA do jogo; ele tem certa relevância na transmissão, mas não deve ser “o cara”, respeitando as opiniões em contrário (mesmo que não concorde com elas). Talvez mais importante seja destinado ao ex-árbitro à função de “orientador de equipes”, tendo cargo nas Comissões Técnicas dos clubes, dando aulas de Regras do Jogo às categorias de base e orientando os atletas profissionais a não serem punidos e tirarem proveito dos detalhes da Regra.

E você: o que pensa sobre os comentaristas de arbitragem na televisão ou no rádio?

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Ah, Neymar…

Eu iria escrever sobre a ridícula simulação de Neymar, mas Tutty Vasques já fez por mim (abaixo).

Será que o “comprometimento” pré-Copa era temporário?

– Zidane na Seleção Brasileira: outra especulação…

Aberta a temporada de chutes e “falta de notícias”: falou-se do italiano Carlo Ancelotti como treinador da Seleção Brasileira, depois do português José Mourinho e agora do francês Zinedine Zidane.

Na semana que vem, podemos “chutar” um espanhol e na outra um alemão. Ou quem sabe um holandês!

Falando sério: essa época, para o mundo do futebol, é muito chata…

Imagem extraída de “O Globo”, credito na mesma.

– A corte real do futebol, numa capa mexicana.

Que capa desse jornal do México, está perfeita!

O Rei Pelé e os dois príncipes, Maradona e Messi (aliás, aqui são chamados de “três reis):

– Acabou a Copa. Obrigado pela incrível experiência, Jovem Pan.

Eu só posso agradecer aos amigos da Rádio Jovem Pan pela experiência que ganhei nesse mês de Copa do Mundo. Seja nos estúdios do “Alto da Avenida Paulista” ou pelas diversas formas de interação on-line, ao vivo ou gravado; nos boletins em vídeos, áudios ou nos textos enviados; falando ou escrevendo sobre a arbitragem… pude fazer amigos e me tornar ainda mais fã dos brilhantes jornalistas que conheci e interagi – e que os ouvia e ouço.

Obrigado àqueles que me ajudaram a crescer e aprender um pouco mais, me permitindo dividir a companhia, seja presencial ou à distância: Nilson César, Fausto Favara, José Manuel de Barros e Gabriel Dias; Wanderley Nogueira, Diogo Mesquita, Márcio Reis, Kaíque Lima e Gabriel Sá; Flávio Prado, Bruno Prado, Mauro Betting, Mauro César Pereira, Fábio Piperno e Vampeta; Daniel Lian, Giovanni Chacon, Caíque Silva, Guilherme Silva, Pedro Marques, Tiago Asmar, Livian Weber, Raul Oliveira e a todos os outros que minha memória me furta e eu possa ter esquecido.

Foi MUITO BOM!!! Até a próxima (tomara), se Deus quiser! E se Ele permitir, em 2023 voltaremos para o futebol nacional, com o Time Forte do Esporte de Adilson Freddo na Rádio Difusora, comentando a arbitragem dos jogos do Paulista FC na sua luta para se reerguer, concomitantemente com a Rádio Futebol Total na companhia dos queridos Sérgio, Sílvio e Pietro Loredo, acompanhando as partidas do Red Bull Bragantino no Campeonato Paulista, Brasileiro e Sul-americano.

Na imagem acima, algumas fotos das nossas jornadas esportivas.

Abaixo, alguns comentários de jogos trabalhados (e separei 3 que me foram bem marcantes):

A – https://youtu.be/5jZEE0measg

B – https://youtu.be/JBjpDlk6uvU

C – https://youtu.be/ROpTNHHLQ4I

 

– Dia de Decisão do Mundial de Futebol Catar 2022!

Hoje é dia da final da Copa do Mundo de 2022!

Tudo sobre a arbitragem da decisão entre Argentina x França, no vídeo em: https://youtu.be/0D_syJFZNeo

Ou no texto em: https://professorrafaelporcari.com/2022/12/16/tudo-sobre-a-escolha-da-arbitragem-de-szymon-marciniak-para-argentina-x-franca-final-da-copa-do-mundo-2022/

– Qual o seu momento marcante da Copa do Mundo do Catar 2022?

Assisti muito futebol no último mês. E, confesso, nada foi mais gratificante do que ter tido a experiência de ter trabalhado comentando alguns jogos pela Rádio Jovem Pan. Mais tarde faço meu necessário agradecimento.

Mas eu tive 3 momentos que não esquecerei, que compartilho nos áudios abaixo (3’28”, 0’44″e 0’28″segundos respectivamente.

Compartilho, justamente pelo carinho recebido. E obrigado a todos que torceram por mim!

A – https://youtu.be/5jZEE0measg

B – https://youtu.be/JBjpDlk6uvU

C – https://youtu.be/ROpTNHHLQ4I

 

– Juizão do Catar em Croácia 2×1 Marrocos foi o destaque negativo.

O árbitro Abdulrahman Al-Jassim (Catar), “protegido do príncipe catari”, foi unanimidade em Croácia 2×1 Marrocos, desagradando as duas equipes.

Faltas não marcadas, pênalti ignorado, VAR omisso… tudo errado.

É isso que dá quando se faz média, e não se opta pela meritocracia.

– Um árbitro estuda as equipes?

Sim! Por mais que ele diga que não sabe nada sobre os times, a fim de não se influenciar, estudar uma partida é importantíssimo.

Por exemplo:

A) Comportamento dos atletas: se eu tenho um lance onde há dúvida se foi pênalti ou não, e os envolvidos são Gamarra e Marcelinho Carioca, o árbitro experiente vai saber: Gamarra dificilmente faz falta, e Marcelinho costumeiramente simula. Portanto, saber o histórico dos jogadores é importante.

B) Esquema de Jogo: “como atuam as equipes” hoje é um fator a mais para a arbitragem: por exemplo: em jogos de toque de bola e muita posse (como o “Dinizismo”), o juiz não se deve prender à diagonal tradicional, mas se preparar para ter uma distância segura e procurar mais espaços para não atrapalhar o andamento da partida, bem como estar pronto para situações como “bola perdida na saída do goleiro” e outras nuances.

C) Jogadas Ensaiadas: Em 2005, o São Paulo cansava de utilizar Aloísio Chulapa como pivô (deitando-se no zagueiro), a fim de conseguir uma falta e Rogério Ceni fazer um gol de bola parada. Saber o que um time faz é deveras útil para o árbitro não ser ludibriado ou para se preparar para uma situação.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– #REPOST: As previsões sobre Neymar se concretizaram ou não?

Há algum tempo…

Quando apareceu à grande mídia, ainda criança, o garotinho Neymar era uma promessa de sucesso. Na juventude, assombrou o Brasil com sua categoria indiscutível. E as previsões eram que: seria o número 1 do mundo; camisa 10 da Seleção Brasileira; quando maduro não cavaria tantas faltas nem simularia como estava fazendo até então; e, por fim, se tornaria um pop star.

Para os olhos dos árbitros, Neymar piorou em alguns momentos (na questão das faltas), melhorou em outros, mas na Copa de 2018 virou meme da Internet.

E nos outros quesitos?

Poderá vir a ser número 1 do mundo ainda (bola ele tem!); camisa 10 da Seleção ele já é; idem a celebridade e, cá entre nós, falta reconquistar a simpatia que muitos perderam para com ele.

Veja, abaixo, essa capa da Revista Placar, às vésperas de Barcelona x Santos no Japão, prevendo que Neymar rivalizaria com Messi sobre o reinado de melhor do mundo.

Em tempo: há uma matéria de que os príncipes catarianos do PSG estariam de olho na Arena Corinthians, ou como citado na matéria, Itaquerão (o nome mais popular).

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– Tudo sobre a escolha da arbitragem de Szymon Marciniak para Argentina x França (Final da Copa do Mundo 2022).

Para o confronto entre a Albiceleste vs Les Blues, arbitrará o seguinte “time de 11 árbitros”:

Árbitro Central: Szymon Marciniak (Polônia)
Bandeira 1: Pawel Sokolnicki (Polônia)
Bandeira 2: Tomasz Listkiewicz (Polônia)
4º árbitro: Ismail Elfath (EUA)
5º árbitro: Kathryn Nesbitt (EUA)
VAR (árbitro de vídeo): Tomasz Kwiatkowski (Polônia)
AVAR 1 (assistente do árbitro de vídeo): Juan Soto (Venezuela)
AVAR 2 / OVAR (bandeira para impedimento no vídeo): Kyle Atkins (EUA)
AVAR 3 / SVAR (suporte do VAR): Fernando Guerrero (México)
AVAR 4 / SBAVAR (substituto do AVAR): Corey Parker (EUA)
AVAR 5 / SBVAR (substituto do VAR): Bastian Dankert (Alemanha)

Marciniak (41 anos, 1,80 de altura, natural da cidade de Plock) e dedica-se exclusivamente à arbitragem. Trabalhou na Copa da Rússia 2018, apitando Argentina x Islândia e Alemanha x Suécia. Ele tem 20 anos de carreira, sendo 11 no quadro da FIFA. Destaque para a atuação positiva dele em Barcelona 3×3 Internazionale, pela UCL.

No Catar 2022, apitou França 2×1 Dinamarca e Argentina 2×1 Austrália, ambos jogos sem problemas. Por conhecer as duas equipes e ter sido bem discreto (além de competente), foi premiado com a final.

  • Curiosidade 1) Em entrevista ao site português RefereeTip, Marciniak confessou que se tornou árbitro pois era jogador do Wisla Plock, e que ao ser expulso, discutiu com o juiz que o desafiou:

“Não concordei com a decisão do árbitro e disse-lhe com palavras irreproduzíveis… Disse-lhe que era um dos piores árbitros que já tinha visto na minha vida. E ele respondeu: ‘Tudo bem. Se acha que é um trabalho fácil, então tente fazê-lo”, explicou Marciniak, que… aceitou o desafio e entrou na Escola de Arbitragem duas semanas depois.”

  • Curiosidade 2) O bandeira 2 é filho de Michał Listkiewicz, que foi bandeira 2 na final da Copa de 1990, entre Alemanha 1×0 Argentina, na Itália.

Foto extraída da Federação Polonesa de Futebol: https://www.pzpn.pl/federacja/aktualnosci/2022-12-15/szymon-marciniak-poprowadzi-final-mistrzostw-swiata

– Szymon Marciniak apitará a Final da Copa do Catar 2022.

ACERTAMOS!

Conforme falamos no começo da semana, analisando rendimento e política, o polonês Szymon Marciniak apitará a final da Copa!

Tá escrito aqui desde o começo da semana, e como 1a opção: https://professorrafaelporcari.com/2022/12/13/e-o-arbitro-da-final-da-copa-do-mundo-sera-e-as-selecoes/

Deveria ter apostado… rsrs

Amanhã escrevemos um pouco mais sobre ele.

Imagem extraída de: https://twitter.com/realmadrid/status/1462858427223396355?lang=th

– A soberba do torcedor brasileiro tem reflexo na Seleção?

Claro que depois de uma eliminação de Copa do Mundo, existe uma (contestável) “Caça às Bruxas”. Partindo do torcedor popular, de alguns jornalistas e até mesmo da cartolagem, um “culpado” tem que ser encontrado.

Mas cá entre nós: isso não acontece por quê, de maneira iludida, os brasileiros mais aficcionados acham que a Seleção Brasileira tem obrigação de ganhar cada Mundial que disputa?

Que soberba! Uma só equipe vence a Copa, e há outros bons jogadores, bons treinadores e bons conjuntos (e muitas vezes, os jogadores do nosso selecionado não se dão conta disso). Seja por um time “que encaixa” por um mês ou por um trabalho de longo prazo, alguém vencerá e todos os demais irão mais cedo para casa.

A Seleção Brasileira de Futebol Masculino NÃO É a Seleção Norte-Americana de Basquetebol (o famoso Dream Team), mas muitos pensam que é. O mais perfeito “Escrete Canarinho” (adoro usar esse termo) foi o de 1970, que tinha Pelé, Tostão, Rivelino, Gerson, Carlos Alberto… mas que foi vaiado em 1969 no Maracanã!

Precisamos entender que há outros ótimos adversários. A Argentina tem uma seleção de muitos atletas bons e alguns comuns, mas tem MESSI, que é alguém fora do normal. Não adianta cobrar que Neymar tenha a qualidade de futebol e o mesmo comportamento do argentino. Aliás, Lionel Messi faz a diferença em campo, assim como o treinador Lionel Scaloni fez fora das quatro linhas: sem ser “paparicado”, houve a humildade do técnico hermano em treinar esquemas alternativos e estudar a fundo o rival, mudando seu jeito de jogar conforme o adversário. É difícil para nós, brasileiros, reconhecermos tudo isso?

Quer outra soberba? A história de que somos o país do futebol. Compare:

O Brasil tem 214 milhões de habitantes, e 5 títulos mundiais. A Alemanha tem 83 milhões e 4 títulos. A Itália tem 59 mi e 4 títulos. O Uruguai tem 3,5 milhões e 2 Copas vencidas!

É claro que “quantidade de gente” não significa “quantidade de títulos”, caso contrário, a China e a Índia estariam entre os finalistas por sua população bilionária. Mas para os países com “cultura de futebol”, isso é relevante. Em proporção, nossos rivais fizeram mais do que a gente.

Outro dado enganoso: o de termos participado de todas as Copas (como se fosse mérito e diferencial para ganhar Copa)! Em 1950, muitos países abriram mão da Copa devido à 2ª Guerra, outros acharam que era longe demais e algumas equipes nem se interessaram. Aliás, lembremos que os primeiros mundiais eram por convites. E não nos esqueçamos: em 1962 tivemos o “passito” de Nilton Santos contra a Espanha, na não marcação de um pênalti, além da polêmica da escalação de Garrincha na final (ele houvera sido expulso na semi…). Em 2002, se tivéssemos VAR, o pênalti de Luizão contra a Turquia seria falta fora da área e o gol da Bélgica validado. Mas há quem não tenha a humildade de entender tudo isso.

Na história do futebol, a Hungria de Puskas revolucionou e quebrou a hegemonia inglesa de não perder por décadas em Wembley por inventar o… aquecimento! E por muitos anos aquele time encantou, mas nada ganhou. Em 74 e 78, a maravilhosa Holanda de Cruyff fez outra revolução, e nada ganhou também. Quem vem se destacando, queiramos ou não, é a França, que se juntou aos “grandões históricos”. Tudo isso para dizer: o futebol vai mudando, e as potências são cíclicas. Especialmente com o advento da Globalização! Os grandes clubes europeus, ricos e bem estruturados, MATARAM boa parte dos clubes sulamericanos, que se transformaram de “rivais” para meros “fornecedores de pé-de-obra”. E com isso se tornaram empresas multinacionais, com jogadores de toda parte do mundo, compartilhando conhecimento pelo intercâmbio e disseminando futebol. Isso explica a evolução de equipes outrora subestimadas, e permite resultados “surpreendentes”: o Japão evoluindo, o Marrocos chegando bem mais à frente do que de costume, a Croácia alcançando uma 3ª semifinal em pouco tempo…

Por fim: menos passionalidade! Se o jogo Brasil x Croácia acabasse aos 114m (1×0), ninguém estaria tripudiando Tite e os jogadores como agora (não que estivesse tudo perfeito, mas o superdimensionamento passional assusta). Um gol sofrido mudou tudo. Comentários em cima de placar ou de… trabalho?

Aceitemos: os “bobos do futebol” diminuíram bastante, e se tornará bobo quem não acompanhar a evolução e entender esse fenômeno global.

Foto de 2014, extraída de Extra.com.br, por Marcelo Theobald (Não aprendemos nada com o 7×1?)

– E o árbitro da Final da Copa do Mundo será… (e as Seleções)?

Sem especulações, usando a razão: tirando os árbitros das semifinais e seus 4º árbitros (que por motivos óbvios não apitarão a final), sobraram em terra catari apenas 6 árbitros para a final da Copa do Mundo (aqui, não vale contar os 4ºs árbitros, pois eles não apitarão a decisão.

A lista dos árbitros para a final, excluindo os dispensados, é de:

  • Abdulrahman Al-Jassim (Catar)
  • Anthony Taylor (Inglaterra)
  • Danny Makkelie (Holanda)
  • Ismail Elfath (EUA)
  • Szymon Marciniak (Polonia)
  • Wilton Pereira Sampaio (Brasil)

Repare: 3 da UEFA, 1 da Conmebol, 1 da Concacaf e 1 da Ásia. Os europeus realmente foram muito bem no Mundial; mas a FIFA precisa fazer o trâmite político e deixar um da América do Sul na lista (Wilton foi o melhor do continente) e um da América do Norte/Central. Por fim, o catari já “está em casa”.

Qual deles será o escolhido? Depende da proposta da FIFA em agradar alguma confederação. Lembremo-nos quem 2014, o sueco apitaria a final e a AFA conseguiu vetá-lo e em seu lugar entrou o italiano Rossetti.

Por escolha técnica, eu apostaria (em primeiro lugar) no polonês, depois no inglês e no holandês. Se for fazer uma média com os americanos (já que a FIFA andou morrendo de medo deles depois do FIFAgate), apitará Ismail Elfath (desde que o Marrocos não esteja na final, pois ele é marroquino naturalizado americano). Sampaio ou Al-Jassim dependeriam do aceite dos finalistas (o brasileiro, pela sua atuação derradeira; o catari, pela inexperiência, embora tenha sido o árbitro de Flamengo x Liverpool em 2019).

Raphael Claus, que permanece no Catar, poderá ser utilizado como 4º árbitro da decisão de 3º e 4º lugares ou até na final. Apitar, não mais (ficará com os dois jogos da primeira fase no Curriculum, o que já é ótimo).

Quanto às seleções finalistas: eu gostaria demais de ver o Messi como Campeão de uma Copa do Mundo! Mas, confesso, não gostaria de ver os argentinos levantarem a taça… o unfair-play dos mesmos contra a Holanda foi um insulto ao futebol. 

Será que teremos a repetição da final de 2018, com França x Croácia? Ou o jogo dos sonhos da FIFA: Argentina x França? A zebra seria Croácia x Marrocos…

Aguardemos!

Em tempo: no final as contas, as mulheres do apito, infelizmente, foram meras figurantesmuito pouco escalar em apenas 1 jogo a francesa, e não aproveitar a japonesa e a africana como árbitras centrais.

– O que vi na arbitragem da Copa até agora?

Não fale dos árbitros brasileiros para os ingleses!

Depois de Raphael Claus apitar Inglaterra 6×2 Irã (foi o jogo onde ele deu nos dois tempos 24 minutos de acréscimos, e em uma partida fácil para se arbitrar, foi questionado pelo English Team por não marcar um pênalti no começo do jogo), os ingleses viram Wilton Pereira Sampaio apitar Inglaterra 1×2 França, com queixas (em: https://wp.me/p55Mu0-39W).

Mas essa foi a toada da Copa, de arbitragens contestadas?

Não! Tivemos até agora um Mundial de bons jogos arbitrados, de um ou outro lance discutível, de poucos erros (e quando eles surgiram, de árbitros onde os países não têm campeonato forte – como os erros dos VARs do Canadá ou da Argélia). Dos países com campeonatos fortes, muito boa arbitragem de Daniel Siebert (ALE), Clemente Turpin (FRA), Daniele Orsato (ITA), Antônio Mateu (ESP), Michael Oliver (ING), além de outros nomes como Szymon Marciniak (POL) e Dany Makellie (HOL). Wilton Sampaio, esquecendo sábado, estava entre esses bons nomes.

Repare que tivemos pouquíssimas expulsões por lances de jogo brusco grave na Copa (os atletas estão colaborando e a arbitragem preventiva funcionando). Depois de um exagero nos tempos de acréscimos, a coisa está voltando à normalidade (a FIFA quer tempo de bola rolando ao máximo). Além disso, reparemos na atenção máxima dos árbitros nos lances de choque de cabeça.

O ponto principal: não vemos o uso desregrado do VAR, nem sua função protagonista, casos comuns no Brasil; tampouco os lances de bola de “queimada” virarem pênaltis. Inúmeros lances de mão involuntária que aqui viram equivocadamente pênalti por movimento antinatural, lá não são marcados. Com um detalhe: comentaristas de arbitragem que concordavam no Brasileirão com os pênaltis errados, mudaram seu discurso também

Especificamente, sobre o Wilton Sampaio: ele vivia com atuações irregulares no Campeonato Brasileiro, e sua convocação para a Copa do Mundo o fez ter confiança! É isso que o fez ir tão bem nos 3 primeiros jogos: transmitia segurança aos atletas (sobre esse novo Wilton, abordamos aqui: https://wp.me/p55Mu0-31M). Entretanto, há 35 dias, não nos esqueçamos do lance relevante de Ituano x Vasco da Gama… (em https://wp.me/p55Mu0-37A). Essa mesma irregularidade foi o que complicou a arbitragem do brasileiro, no último jogo: a demonstração de vacilo no lance de Harry Kane.

Enfim: vida que segue para a arbitragem. Lamento apenas que 3 árbitras (a francesa, a africana e a japonesa) tenham ido à Copa e somente Sthepanie Frappart tenha apitado um único jogo. Todas as outras escaladas foram como coadjuvantes…

Não sei de quem é a autoria dessa foto do jogador inglês fazendo uma careta de susto para o Wilton Pereira Sampaio, mas não foi para tudo isso também:

– O atento bandeira!

Ligue o áudio do vídeo abaixo (pela narração didática) e assista: apenas 20 segundos de inteligência de quem estudou a Regra (e de um pouco de malandragem também).

O árbitro assistente estava esperto:

(enviado pelo ex-árbitro e comentarista de arbitragem Euclydes Zamperetti Fiori)

– Que pena, Wilton.

A Inglaterra reclamará do lance contra a França: pela primeira câmera, falta fora da área. Pela segunda, me parece dentro.

O certo é: lance para cartão amarelo e algo a se marcar. E o Wilton Pereira Sampaio nada deu…

Na ânsia de não ser o Wilton da CBF e manter-se o Wilton da FIFA, deixou de marcar até o que foi! Errou o árbitro.

– A eliminação do Brasil, arbitragem e pênalti não batido.

Dois minutos de resenha, em: https://youtu.be/aYRyOednADI

– No Holanda x Argentina, Paredes ficou “de graça” em campo.

#HOL X #ARG Paredes deveria ser expulso. Deu “pra pegar” no adversário, e depois chutou a bola indisciplinadamente contra o banco holandês.

No mínimo, Cartão Amarelo seguido do Segundo Amarelo. Vacilou o juizão.

– Análise da Arbitragem de Croácia 1 (4)x(2) 1 Brasil.

Em um jogo faltoso (CRO 15×13 BRA no tempo normal, e CRO 22×24 BRA nos 120 minutos – primeiro jogo em que o Brasil comete mais infrações do que o adversário), e sendo também a primeira vez que a Seleção Brasileira toma mais cartões do que o oponente neste Mundial (CRO 2×3 BRA), boa arbitragem do árbitro inglês Michael Oliver (e eu nunca tinha reparado na semelhança física dele com o senador Flávio Bolsonaro…).

Deixando o jogo correr, praticamente não tivemos polêmicas, embora tenha sido um jogo chato para se apitar. Duas situações mais discutidas: uma bola que bate involuntariamente na mão de um defensor croata (não foi pênalti, mas no Brasileirão algum VAR protagonista ficaria meia hora no áudio sugerindo a cal…) e a simulação de Antony, que sofre um contato físico e salta. Em ambas, o árbitro nada marcou.

Um momento crítico da arbitragem (e foi a exceção) aconteceu entre o segundo e o terceiro minuto da prorrogação: faltas claras em Paquetá e em Antony, ambas não marcadas. Creio que, por outras situações do jogo, em dúvida o árbitro não marcou (ou até mesmo, sem dúvida, não deu de propósito).

Em tempo: que belíssimo gol de Neymar, ele chutou “com raiva” para o gol após ótimo drible no goleiro. A Seleção, quer queiramos ou não, é muito dependente do “Menino Nem”.

Até 2026 na Copa da América do Norte, Brasil.

Jogo da Copa Ao Vivo: Croácia x Brasil

Imagem extraída de CNN.com

– Quem é Michael Oliver, juizão de Brasil x Croácia?

Já escrevemos do árbitro de hoje em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/12/08/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-croacia-x-brasil/

Em vídeo, um pouco mais do “árbitro bem mais pago do mundo”, em: https://youtu.be/FM6zsREII0E

– Parabéns, Wilton (e não é post repetitivo).

Já escrevi em outras oportunidades: Wilton Sampaio está apitando muito bem na Copa do Mundo, se impondo e rezando na cartilha da FIFA. Excelente!

Confiante, é um Wilton diferente daqui, de atuações irregulares. Quem se lembra de Botafogo x São Paulo, pelo Brasileirão-22? Não teve jogo…

Sem a preocupação de veto, com um comportamento diferente dos atletas, e bem confiante, está fazendo uma excelente Copa do Mundo.

Ontem abordamos: para o confronto dos dois gigantes sulamericanos (Brasil x Croácia e Argentina x Holanda), dois árbitros europeus (Mateu-ESP e Oliver-ING). E para os jogos dos grandes europeus nos dias seguintes (Portugal x Marrocos e Inglaterra x França), dois sulamericanos (Sampaio-BRA e Tello-ARG). Acabou a escala “por neutralidade de continente”, só por mérito.

A questão é: quando a seleção do país avança para a semifinal, o árbitro daquela nação volta para casa. Uma pena, pois acho que a final será Brasil x França.

Aliás… há 1 ano, um xarope me mandou estudar quando disse que o Brasil avançaria bem na Copa e que venceria Sérvia e Suíça. Tô aguardando ele pedir desculpas…

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Croácia x Brasil.

Para o confronto entre o Escrete Canarinho x os Vatrenis, arbitrará o seguinte octeto:

Árbitro: Michael Oliver (Inglaterra)
Bandeira 1: Stuart Burt (Inglaterra)
Bandeira 2: Gary Beswick (Inglaterra)
4º árbitro: Mustapha Ghorbal (Argélia)
VAR (árbitro de vídeo): Pol Van Boekel (Holanda)
AVAR 1 (bandeira de vídeo): Massimiliano Irrati (Itália)
AVAR 2 (bandeira para impedimento no vídeo): Kathryn Nesbitt (EUA)
AVAR 3 (assistente p/ suporte): Juan Soto (Venezuela)

Acabou a preocupação da FIFA em escalar árbitros de continentes “neutros” nas partidas, como estava fazendo até então. Por exemplo, Brasil (Conmebol) x Suíça (UEFA) apitou árbitro de El Salvador (CONCACAF). Agora, entram somente os melhores, independente da sua confederação (vide Holanda x Argentina, com o espanhol Mateu no comando da arbitragem).

O inglês Michael Oliver, natural da pequena cidade de Ashington, é um dos mais respeitados da Europa, e veja alguns dados: ele tem 37 anos, e apita desde os 25 na Premier League. Está no quadro da FIFA há 10 anos, sendo que apitou mais de 500 jogos profissionais na Inglaterra (330 somente na PL). Nesta Copa, apitou Japão 0x1 Costa Rica e Arábia Saudita 1×2 México, sem qualquer problema.

Como característica (marcante na maioria dos árbitros ingleses), deixa o jogo correr bastante e permite o contato físico. Porém, Michael Oliver destoa dos seus demais colegas por não tolerar indisciplina (ele tem um alto número de cartões por esse motivo, tanto amarelos quanto vermelhos).

Curiosidade: Michael Oliver é o mais bem pago árbitro da Inglaterra (lá, o árbitro é profissional), recebendo (pasmem) um contrato de 200.000 libras / ano para apitar, além de um adicional de 1.500 libras por jogo (a libra está valendo mais de R$ 6,00…).

Creio em um bom jogo, além de uma ótima arbitragem.

Foto extraída de Getty Images.

– Cadê as escalas dos árbitros das 4ªs de finais da Copa?

Agora: quase 5ª feira no Catar, e nada das escalas dos jogaços de 6ª…

Antigamente, se trocava árbitro mesmo depois de escalado (a AFA que o diga em 2014, sacando o sueco e colocando o italiano para apitar).

Será que o componente político pesará, ou a dupla Bussaca e Colina terá “carta branca”?

ATUALIZANDO: o espanhol apita o Jogo da Argentina e o Inglês o do Brasil.

– Momento de corte.

Das 8ªs-de-final para as 4ªs da Copa do Mundo, provavelmente ocorrerá o corte de muitos árbitros.
Motivos:
1- Excesso de oficiais para poucos jogos restantes,
2- Dispensa de quem não foi bem,
3- Liberação (provável) de árbitros de países que podem decidir o Mundial.

– Análise da Arbitragem de Brasil 4×1 Coreia do Sul. Como foi o juizão?

Uma arbitragem tranquilíssima do francês Clément Turpin no 974 Stadium. Em determinado momento, estando 4×0, pensei: “E o cara ainda está recebendo para apitar? Foi um privilegiado expectador de luxo”.

Brincadeiras à parte, o jogo não exigiu, e o juizão fez a parte dele. Posicionou-se bem, apitou atentamente, e aplicou corretamente o único amarelo do jogo a Jung (5 – COR).

Foram 21 faltas (8 cometidas pelo Brasil, 13 pela Coreia). Neymar sofreu apenas 2 faltas, e como previsto, os coreanos não foram violentos e não caçaram ninguém, pela educação esportiva que têm.

O VAR?

Ninguém quase lembrou dele. Ótimo.

Brasil x Coreia do Sul: onde assistir, horário do jogo e escalações | Copa  do Mundo | ge

Imagem extraída de GE.com

– Turpin e Neymar: o juizão protegerá o brasileiro no Brasil x Coreia do Sul hoje?

Já falamos das qualidade de Clément Turpin, arbitro escalado (e bem escolhido pela FIFA) para Brasil x Coreia do Sul. Vide em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/12/03/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-brasil-x-coreia-do-sul/

Por conhecer boa parte dos atletas em campo hoje (apitou a final da UCL entre Real Madrid x Liverpool, “recheado de brasileiros” e recentemente Uruguai vs a própria Coreia), isso é uma grande vantagem. Em especial a Neymar (que ele conhece também do Campeonato Francês), saberá discernir as supostas faltas cavadas (que diminuíram bastante com o amadurecimento e experiência do atacante). Mas o ponto principal: coibirá o rodízio de faltas.

Se fosse contra argentinos ou uruguaios, na primeira oportunidade alguém tentaria atingir a lesão de Neymar. Contra sul-coreanos, uma escola que preza pelo Fair Play, isso felizmente não acontecerá.

Abordo com alguns outros detalhes no vídeo em: https://youtu.be/aZqcR5vyEfU

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Brasil x Coreia do Sul .

Para o confronto entre o Escrete Canarinho x os Tigres Asiáticos, arbitrará o seguinte octeto:

Árbitro: Clément Turpin (França)
Bandeira 1: Nicolas Danos (França)
Bandeira 2: Cyril Gringore (França)
4º árbitro: Slavko Vincic (Eslovênia)
VAR (árbitro de vídeo): Jérôme Brisard (França)
AVAR 1 (bandeira de vídeo): Alejandro Hernandez (Espanha)
AVAR 2 (bandeira para impedimento no vídeo): Roberto Diaz (Espanha)
AVAR 3 (assistente p/ suporte): Benoit Millot (França)

O francês apitou Senegal x Equador e Uruguai x Coreia do Sul, indo bem nos dois jogos. E por repetir a escala em um jogo da própria Coreia, é sinal que a FIFA gostou muito dele. Turpin trabalhou em 12 jogos na temporada 2022/2023 (3 jogos da UCL, 2 da Liga das Nações e 7 pelo Campeonato Francês, com apenas 1 expulsão por Cartão Vermelho Direto). Ele pertence ao quadro da FIFA desde seus 28 anos de idade (está com 40), e é o árbitro da última final da Champions League, entre Real Madrid x Liverpool. Para muitos, ele é um dos melhores do mundo na atualidade (pois além de jovem e ter boa condição física, tem ótimo discernimento técnico).

Um ponto positivo na escala: a equipe de VAR é composta por compatriotas franceses, o que ajudará o árbitro.

Por fim, um detalhe: Turpin apita com elegância! Dá gosto vê-lo em campo.

Foto: Issouf SANOGO / AFP

– O Wilton da FIFA é bem melhor que o Wilton da CBF.

É para escrever um artigo inteiro em outra oportunidade, mas a grosso modo: terminado o 3º jogo apitado por Wilton Pereira Sampaio na Copa do Mundo, não tenho dúvidas em afirmar: sem medo de veto, de futuras escalas ou implicações, o Wilton da FIFA é bem melhor do que o Wilton da CBF!

Claro, o comportamento dos jogadores e dos técnicos ajuda muito (alguém viu jogador correndo com o árbitro na cabine do VAR?). Mas que suas atuações estão acima do que faz aqui, ô se estão!

– O Futebol e as Regras: temos polêmica onde não deveríamos ter?

Lucidíssima coluna do Marcelo Damato na Folha de São Paulo, a respeito de regras e costumes interpretativos.

Compartilho abaixo:

– Análise da Arbitragem de Camarões 1×0 Brasil.

Ótima arbitragem de Ismail Elfath. O árbitro dos EUA se posicionou muito bem em campo, correu bastante, e foi extremamente criterioso. Nenhum cartão em excesso ou com pouco rigor. Claro, por não ter lances polêmicos, a partida ajudou (embora foi um jogo extremamente faltoso: 28 faltas).

Números de Camarões x Brasil:

Em Cartões Amarelos-  5×2 (todos bem aplicados).

Em Cartões Vermelhos- 1×0 (correto, por 2º amarelo).

Em Faltas cometidas – 14×14 (o mais faltoso do jogo: Daniel Alves, 4 faltas).

Curiosidade – um único impedimento no jogo, sem necessidade de VAR (que ninguém lembrou da sua existência…)

Sobre o resultado, a derrota pode servir de algo positivo: tirar da cabeça dos atletas que “são imbatíveis”, “fazer descer do salto” e conscientizar-se de que é balela a história de que temos dois times competitivos.

Imagem extraída de Jovem Pan. com.

– O Pentelhésimo de Mauro Cézar é uma realidade que precisamos admitir!

Achei excelente o texto do Mauro Cézar Pereira, onde ele aborda a “justiça injusta do VAR”, criando o pentelhésimo como medida de correção! É uma verdade que precisamos admitir: o VAR está sendo “mais realista que o rei”.

Texto em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/mauro-cezar-pereira/2022/12/02/como-ferramenta-nociva-var-da-copa-do-mundo-cria-futebol-por-pentelhesimo.htm

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COMO FERRAMENTA NOCIVA, VAR DA COPA DO MUNDO CRIA FUTEBOL POR PENTELHESIMO

Na quinta-feira o VAR da Copa do Mundo mostrou o quão nocivo pode ser para o futebol. Duas grandes decisões foram tomadas por questões mínimas, imperceptíveis, uma concedendo vantagem a quem dela enormemente se beneficiou, outra sem que houvesse qualquer benefício real a quem pela tecnologia foi punido.

Sim, no segundo gol do Japão sobre a Espanha, técnica e microscopicamente a bola NÃO saiu, mas na verdade ela SAIU. Sim, saiu. O jogador puxa para dentro do campo uma pelota que já estava fora dele, exceto por um pentelhésimo. Isso o beneficiou.

Não podemos ver o futebol dessa forma, pentelhésima, pois essa tecnologia não estará disponível em todos os jogos, o que causará mais distorções. O que vale hoje pode não valer amanhã. Um perigo para o futebol.

Fato: o Japão levou vantagem, pois a bola estava 99,999999999999% fora do campo. Já a Croácia foi prejudicada pela tecnologia. Seu atleta estava 0,00000000000001% impedido. Isso não deu a ele, na prática, benefício algum.

Mas o pênalti contra a Bélgica foi cancelado por esse pentelhésimo. Em suma: gol validado com a bola saindo quase que em sua totalidade, ficando um trecho microscópico dentro do campo, penalidade máxima anulada por uma diferença corporal que não gerou qualquer benefício.

Estamos diante da injustiça do VAR.

Imagem digitalizada do VAR em lance de decisão sobre pênalti no jogo entre Bélgica e Croácia na Copa do Mundo do Qatar. Imagem: Reprodução