– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Cuiabá.

E para o confronto entre o Massa Bruta e o Dourado, apitará (de novo):

Árbitro: Bruno Mota Correia – RJ
Bandeira 1: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa – RJ
Bandeira 2: Thiago Neto Correa Farinha – RJ
4º Árbitro: Gustavo Holanda de Souza – SP
Assessor de Arbitragem: Sérgio Cristiano Nascimento – RJ
VAR: Gilberto Rodrigues Castro – PE
AVAR: Clovis Amaral da Silva – PE
AVAR 2: Wagner Reway – PB
Observadora de VAR: Regildênia Buarque de Holanda – SP

Bruno Mota Correia, jovem árbitro carioca de 33 anos, é o mesmo que apitou Red Bull Bragantino x Goiás. Dos novatos da CBF, é o que parece ter agrado mais a Comissão de Árbitros, deixando o jogo fluir um pouco mais. Terá experiência para lidar com jogadores velhacos, como Deyverson?

Repare: árbitro e bandeiras, todos Correia e Correa. Coincidência ou escalados propositalmente?

Repare, parte 2: O 4º árbitro é sobrinho da Observadora: Coincidência ou, também escalados propositalmente?

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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo e comentários de Lucas Salema. Domingo,  27/08, 11h00. Mas desde as 10h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– A Regra Brasileira, contraditória:

No último programa da CBF sobre regras do jogo, quem conseguiu assistir inteiro (ufa, é difícil ir até o fim), viu um show de contradições.

Wilson Seneme (chefe dos árbitros) e Péricles Bassols (chefe do VAR), fazem um bate-bola sobre a orientação de dar cartão amarelo para comemoração de gol chutando a bandeira.

Resumidamente, a história é: a Comissão de Arbitragem entende que a Regra não permite dar amarelo, mas criou-se uma brecha interpretativa e vai ter que dar Amarelo.

Leia abaixo a fala confusa:

“Passamos a instrução dia 11 de agosto para que não se comemore chutando a bandeira, pois você inflama torcida adversária e jogadores adversários, e isso deve ser coibido (…). Ninguém quer proibir comemoração de gol, temos que entender a liberdade de comemorar o gol (…) Ninguém é autoritário aqui, mas deve existir o bom senso de que pode gerar violência, por isso o cartão amarelo. (…) Não podemos definir que chutar a bandeirinha é igual a cartão amarelo, pois a Regra não nos permite. Mas tem que ter bom senso (…) O próprio Raphael Veiga, que recebeu o Cartão Amarelo, talvez não devesse ter recebido, mas o árbitro entendeu que foi uma manifestação de incentivar a violência, e é isso que a gente precisa entender”.

Eu ainda continuo entendendo: estamos criando regras paralelas ao futebol, infelizmente. Respeito todas as pessoas envolvidas e citadas, sei que são honestas e querem o melhor para o futebol, mas vejo tudo isso como um grande equívoco.

– O erro de Wilton e Reway no Boca Jrs 0x0 Racing pela Libertadores.

E no Boca Juniros 0x0 Racing, uma pipocada feia do árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio: Marcos Rojo (BJR) dá uma cotovelada certeira em Romero (RAC), aos 20m. Sampaio está bem posicionado, visão aberta, e vê o golpe. Era para expulsar, sem qualquer contestação. 

Entretanto, ao aplicar o Cartão Amarelo, deveria ter sido chamado pelo VAR Wagner Reway. Não é um lance interpretativo de disputa de bola, pois se entende cotovelada como agressão (ou seja, abdicou de disputar a bola e a quis o domínio com uma conduta violenta).

Duas considerações: 

  • Wilton ficou afastado por considerações políticas das escalas nacionais. Assim como um jogador precisa de ritmo de jogo, um árbitro precisa também (falamos aqui: https://wp.me/p55Mu0-3kg). Voltou na série B do Brasileirão no último final de semana. E estar parado tanto tempo, faz com que você tenha a necessidade de voltar a ter “tempo de bola”, e só vai ter, com ritmo de jogo em grandes partidas. A CBF tem um pouco de culpa nisso.
  • Wagner Reway era o VAR que iria para a Copa do Mundo 2022, e a FIFA não quis levar ninguém do Brasil devido a condição técnica. Há 1 ano, ele se omitiu na horrível arbitragem de Flamengo x Atlético Paranaense e foi afastado com o árbitro Luiz Flávio (em: https://wp.me/p4RTuC-Fp4). Na Argentina, de novo se omitiu.

Exportamos nossos erros agora. Só dá para entender o erro do Wilton partindo do princípio de que ele foi com o “pré-conceito” de que jogador argentino é “milongueiro” e simula. Se fez isso, esse pré-conceito de arbitragem virou um preconceito, que o traiu em campo.

Vide o lance aqui e considere: só de tempo legal, o Racing jogaria 70 minutos (no mínimo) com 1 jogador a mais.

– O pênalti não marcado ao Timão em Corinthians 1×0 Estudiantes

Todo mundo sabe que, para a Conmebol, é muito ruim esse predomínio brasileiro nas fases decisivas das suas competições. O ideal, não só aqui mas também pela UEFA, é (comercialmente falando) a diversidade de países (a fim de maior audiência, interesse e dinheiro).

Sendo assim: dois brasileiros em uma final de Libertadores (de novo) ou em uma Sulamericana, é algo não tão desejável. É como na Champions League: se você tiver uma final entre ingleses, por melhor que seja o nível técnico, não é a mesma coisa que uma final entre Inglês vs Italiano.

Digo isso para alertar: abra o olho, Coringão! Nada de Wilmar Roldán ou nome desse naipe no jogo de volta, na Argentina.

O Estudiantes de La Plata é muito forte também politicamente (historicamente, sabe-se disso). Digo isso pois na fase de grupos, o Red Bull Bragantino estava se consolidando em primeiro da sua chave isoladamente, quando vencia os Pinchas em seu estádio. Eis que o árbitro peruano Kevin Ortega e o VAR equatoriano Bryan Loayza “inventaram” um pênalti, expulsando um atleta brasileiro e dando sobrevida aos argentinos na competição (classificaram em segundo, jogando o play-off contra o 3º time da Libertadores). Vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-3hu (a bola despretensiosamente bateu em Juninho Capixaba, à queima-roupa, em movimento natural, e virou pênalti com expulsão, a favor do Estudiantes).

Nesta 3ª feira, na Neo Química Arena, o Corinthians poderia ter tido sorte melhor se o placar fosse mais amplo, devido a um pênalti não marcado. Dois a zero na Argentina como vantagem, cá entre nós, é bem melhor do que apenas um gol de vantagem.

Aos 21m do 1º tempo, estando COR 1×0 EST, Maycon chuta a bola para o gol, que bate na mão do defensor 26 Luciano Lollo. Repare que não é a discussão de movimento natural ou antinatural, pois foi intencional (portanto, fácil de marcar). Ele leva a mão para tocar a bola e desviá-la, não tem muito o que discutir. Porém, repare que o árbitro venezuelano Jesús Valenzuela (que sempre mostra deficiência técnica, vide Argentina x Bolívia, Grêmio x Lanús, e tantos outros erros…) e o VAR chileno Ángelo Hermosilla (que não é “primeira linha” do continente) ficam atentos à sequência do lance, pois a bola passa muito próxima ao braço direito do atleta (em movimento natural, rápida – e que não foi infracional pois não há toque).

Portanto, numa mesma situação: pênalti (por movimento intencional da mão), que o árbitro equivocadamente não marcou e que aparentemente o VAR não se atentou, e na sequência, não-pênalti pela bola que não bateu no braço (e se tocasse, não teria que marcar também, pois não era movimento antinatural) – e foi justamente essa imagem repetida à exaustão.

As queixas dos corintianos são justas.

Corinthians x Estudiantes: retrospecto, escalações, arbitragem e onde assistir

Imagem extraída de Terra.com.br

– Os príncipes sauditas conseguirão colocar um time árabe na UCL? E sobre os árbitros na Saudi Pro League:

Segundo o Jornal Corriere Dello Sport (vide aqui: https://is.gd/EzJ2js), os dirigentes da Liga de Futebol da Arábia Saudita (Saudi Pro Liga) querem fazer um acordo com a UEFA para que o campeão local participe das fases iniciais da UEFA Champions League.

Os argumentos?

Visibilidade, dinheiro / patrocínio e importância dos jogadores.

Lembrando que já existem acordos entre a Federação Local, UEFA e Conmebol (como o envio de árbitros* para a Arábia Saudita – o brasileiro Ramon Abel Abatti, por exemplo, apitará o jogo do novo time de Neymar: Al-Hilal vs Al-Ettifaq, dia 28/08, segunda-feira, 15h).

Que não tenhamos “pênaltis de queimada” por lá… talvez os príncipes não gostem deles, se ocorrerem.

MAGOADO

De acordo com o twitter de “Cabine Desportiva”, o atacante Anderson Talisca “ficou de fora dos playoffs de acesso à Champions asiática por decisão de Luís Castro (…) O regulamento do torneio permite apenas cinco jogadores nascidos fora da Ásia e mais um jogador de um país membro da Confederação asiática, e Luís Castro optou por incluir: Cristiano Ronaldo, Sadio Mané, Seko Fofana, Marcelo Brozovic e Alex Telles.

* Nos bastidores, dá-se conta de que a taxa de arbitragem circula em torno de 38.000 riyals sauditas (um pouco mais de R$ 50.000,00 – pagos em dólares para árbitros da Conmebol e em euros para os da UEFA). Quando o Catar tinha um acordo parecido, o valor era menor: 18.000 riyals cataris, equivalente a R$ 25.000,00). Em Santa Catarina (terra de Ramon Abel Abatti), um árbitro recebe R$ 4.000,00 / jogo. No Brasileirão, R$ 6.500,00. Na Libertadores (pelo câmbio atual) R$ 6.200,00. Para a final da Copa do Brasil, um recorde: R$ 20.000,00. Na Premiere League (onde é profissionalizada a arbitragem), o topo é de Michael Oliver, com 100.000,00 reais mensais mais adicional de R$ 8.000,00 por escala.

Imagem: Saudi Pro League, Divulgação.

– Análise da Arbitragem para Bahia 4×0 Red Bull Bragantino.

Uma tarde que nada deu certo para o Red Bull Bragantino: jogadores lesionados desfalcando o time, morte da mãe do Lucas Evangelista, atletas numa tarde ruim, e, lógico, um dia de mau futebol coletivo.

Algo positivo na partida: a boa arbitragem de Arthur Gomes Rabelo, do ES. Correu bastante, se posicionou muito bem, foi discreto e deu a sorte de não existirem lances polêmicos. Apesar de uma partida faltosa e com muitos amarelos (2×5), não foi violenta.

Com 31 anos, tendo pulado da Série C no ano passado para o seu segundo jogo na Série A, aproveitou a oportunidade.

Que a CBF saiba trabalhar esse jovem árbitro, e que tenha boa cabeça na carreira.

Abaixo, alguns dos comentários da partida:

Após dar com correção uma vantagem aos 11m, o árbitro aplicou cartão amarelo a Kanu por deixar o braço em Luan Cândido. É o be-a-bá da orientação em tais lances, e cumpriu com perfeição.

Aos 15m, Aderlan para o ataque baiano fazendo um paredão em Ademir.

30m: até agora, o árbitro está muito bem. Deixa o jogo correr, é discreto e não fica falando com os jogadores. O jogo não é difícil, mas ele vai aproveitando a oportunidade.

31m: Taciano entra forte em Jadson, pegando bola e atleta. O árbitro não marca a falta e depois tem que paralisar para atendimento médico. Primeiro erro do árbitro.

42m: Luan Patrick agarra adversário e leva amarelo. Acertou o árbitro.

Cartão Amarelo a Jadsom: correto também.

49m: Andrés Hurtado mereceu o Amarelo pela entrada perigosa.

53m: Gustavinho beirou o cartão amarelo na entrada mais viril, acertou o árbitro na advertência verbal.

55m: Rezende mata a bola na canela e quando tenta dominar, comete falta em Jadsom. Corretamente recebe amarelo.

73m: Matheus Gonçalves, que entrou há pouco, já tomou amarelo.

Bahia x Bragantino: onde assistir ao vivo, horário e escalações |  brasileirão série a | ge

Imagem extraído de GE.com

– O chute na bandeira e o Cisma da CBF com as Leis do Jogo.

Meu amigo Zé Boca de Bagre me ligou, fulo da vida por conta do cartão amarelo recebido por Raphael Veiga, contra o Cruzeiro, pela comemoração do gol:

Disse a mim: “Ô Porcari, tem que ser uma regra só pra chutar a bandeira. Na Libertadores o Veiga não tomou, no Brasileirão tomou. Desde que fizeram uma reunião na CBF para punir com Amarelo, virou essa bagunça”.

Surpreso, perguntei: “Mas a regra fala em comemoração exagerada, debochada, que possa incitar violência. Na Europa, chutar a bandeira é normal. Por quê ninguém soube dessa reunião?”.

E a resposta, óbvia: “Ué, se estivesse na Regra, não precisava fazer reunião, era só cumprir a Regra. Você não queria que chamassem a imprensa e falassem que temos uma Regra só nossa, né Energúmeno?”.

Apesar do mau humor do Zé, a informação é:

⁃  A Comissão de Árbitros não quer ver mais comemoração com “chute na bandeira”. Entende que é excessiva e pediu aos árbitros para punirem. Irá, além disso, solicitar na próxima reunião da International Board a inclusão explícita desse item.

Fico pensando: aqui nós temos uma espécie de “Cisma”, como se fosse uma dissidência. Existe a Regra Oficial do Futebol e a Regra Paralela do Brasil: chutou a bandeira é Amarelo, bateu na mão vira pênalti, entre outras.

Do jeito que vai, crie-se um outro esporte.

– Mais uma rodada do Brasileirão, e…

… e tomara que não tenhamos erros de arbitragem.

Toda rodada ocorrem equívocos graves. Alguns repercutem mais do que os outros, dependendo da audiência e do time. Mas cansa falar disso.

O esporte mais popular do Brasil, tão apaixonante que é, deve viver da emoção e das jogadas, não de tais protagonistas do apito e do vídeo.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Bahia x Red Bull Bragantino.

Para o confronto entre o Bahêa e o Massa Bruta, apitará:

Árbitro: Arthur Gomes Rabelo – ES
Bandeira 1: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa – RJ
Bandeira 2: Márcia Bezerra Caetano – RO
4º Árbitro: Bruno Pereira Vasconcelos – BA
Assessor de Arbitragem: Simone Xavier de Paula e Silva – RJ
VAR: Rodolpho Toski Marques – PR
AVAR: Silbert Faria Sisquim – RJ
AVAR 2: Maguielson de Lima Barbosa – DF
Observador de VAR: Ricardo Marques Ribeiro – MG

Será o 2º jogo do jovem árbitro capixaba de 31 anos no Brasileirão da Série A. Ele só apitou Athletico Paranaense x Cuiabá. Aliás, de novo um novato em jogo do Massa Bruta. Está virando praxe: Maguielson, Yuri Elino, Paulo Zanovelli, Policarpo…

No ano passado, ele apitou apenas série C e D. É mais um árbitro que está sendo, “na marra”, colocado como parte do processo de renovação.

Torçamos para uma boa arbitragem e um ótimo jogo!

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– E não é que Lucas realmente fez gol com a mão?

Não vale tripudiar quem bateu o pé ontem e disse que Lucas fez um gol legal, afinal, horas (muito tempo depois) é que essa imagem apareceu: pelas câmeras da SPFC TV (veja que ironia), quando o atacante são-paulino está caindo, a bola bate em sua mão e entra em definitivo.

Antes, seria gol legal pois foi sem querer, mas desde que a regra de “mão no ataque” mudou, isso se tornou ilegal (ela deixou de ser interpretativa: bateu, não vale).

Veja só:

 

 

– A proposta de Renato Gaúcho a Seneme:

Irritado por ter sido marcado um pênalti contra a sua equipe no jogo de volta da Copa do Brasil (Flamengo 1×0 Grêmio, falamos sobre o lance aqui: https://wp.me/p55Mu0-3kj), o treinador Renato Gaúcho resolveu “aconselhar” Wilson Luís Seneme, o presidente da CA-CBF: mudar o programa da CBF TV, onde o chefe da arbitragem explica os lances polêmicos.

A sugestão de Renato seria de um debate entre Seneme, jogadores e treinadores envolvidos nos lances, a fim de que ele veja o lado deles também. Abaixo:

“O Seneme fica lá, analisando o que foi e o que não foi… Quem é ele para falar isso? Ele pode dar opinião dele, mas tem que escutar quem entende de futebol também. Se ele entende de regras, nós, que viemos do futebol, entendemos também — ou mais do que ele. É muito fácil chegar lá porque não tem ninguém do lado para ‘bater’ nele com palavras. Sempre a arbitragem está certa para ele (…). Os jogadores me perguntam: ‘Renato, que regra é essa?’. Eu falo: ‘liga lá para o Seneme’. Depende do final de semana, de qual é o jogo… Fica difícil de entender. Eu não estou nem reclamando do pênalti de hoje, mas vejo todos os jogos. E olha que eles têm as ferramentas, imagina sem. Mas ele é dono da verdade. Seneme, faz o seguinte, quando você for opinar, leva três ou quatro treinadores e deixa eles opinarem também. Faz isso ao vivo.”

É claro que em alguns pontos da fala, há muita ironia. Mas uma coisa sempre defendi: o árbitro vê o jogo diferente do que os jogadores (e isso não quer dizer que um está certou e o outro errado, é a forma de se encarar o esporte). O ideal é que a empatia entre as partes disse muito maior, pois o espírito desportivo prevaleceria e os erros de ambas as partes poderiam ser minorados.

Imagem: Crédito a Maxi Franzoi/Agif/Gazeta Press, extraída de: https://www.terra.com.br/esportes/futebol/mercado-da-bola/renato-gaucho-revela-conversas-com-presidente-do-gremio-sobre-possivel-retorno-de-luan,669a5501368d2f8b2b054cc935ea55b5vcjii0pq.html

– São Paulo 2×0 Corinthians: para o bem do espetáculo, o VAR não conseguiu aparecer.

Lamento como o VAR quer ser protagonista no futebol brasileiro. Ao invés de ser discreto, aqui ele procura os erros imperceptíveis, cria problemas e busca imperfeições invisíveis até mesmo pelo olho eletrônico.

No Morumbi, ontem, em uma partida onde não tivemos lances polêmicos, me chamou a atenção o VAR Igor Junio Benevenuto de Oliveira, no segundo gol do São Paulo. Ali, não havia aparentemente impedimento. À primeira impressão, pensei que ele estava avaliando uma possível falta de Lucas Moura no goleiro Cássio. Mas não: ele estava procurando uma possível mão na bola de Lucas Moura. Para isso, em uma jogada com imagens tão claras da emissora geradora, levou-se muito tempo parado, criando suspense, para ver que foi tudo normal.

Estamos criando uma geração onde o VAR quer investigar detalhes ocultos? Por essa lógica, dispensa-se o árbitro de campo e apita-se da cabine, parando o jogo a cada instante.

Por fim, uma observação: o jogo teve 7 de acréscimo, depois mais 1. E nesse 1, Claus conversou com jogadores do SPFC, ouviu pacientemente Gil reclamar (e depois lhe deu um amarelo), e encerrou a partida. Não queria se comprometer, já que foi tudo bem até os 52 minutos. Vai que ocorre um lance polêmico no minuto 53… Árbitro NUNCA se consagra em acréscimos!

Em tempo 1: Luxemburgo cunhou a sábia frase: “O medo de perder tira a vontade de ganhar”, mas ontem praticou o que outrora condenou…

Em tempo 2: Já imaginaram o elenco do Flamengo com a vontade que mostrou o elenco do SPFC? Se tecnicamente o time tem suas limitações (exceto Lucas), sobra disposição.

Em tempo 3: A premiação por ir à final foi de R$ 30 milhões, além da renda de R$ 8,5 mi. Não dá para deixar de colocar os salários em dia, né?

Em tempo 4: Antes, se falava “Soberano”, por parte da própria diretoria. Agora, o clube criou a hashtag “O mais popular”. É uma mudança de postura?

São Paulo x Corinthians: acompanhe o placar do clássico AO VIVO

Imagem extraída de: https://www.torcedores.com/noticias/2018/07/sao-paulo-x-corinthians-ao-vivo-placar

ATUALIZAÇÃO –

Não é ironia que quase 24h depois, a imagem que mostra a irregularidade do gol de Lucas por uma câmera que ninguém viu, seja do próprio SPFC???
Em: https://professorrafaelporcari.com/2023/08/18/e-nao-e-que-lucas-realmente-fez-gol-com-a-mao/

– Afinal, foi pênalti ou não em Flamengo 1×0 Grêmio (semifinal, jogo de volta da Copa do Brasil)?

Brincamos antes do jogo do Maracanã que, se Renato Gaúcho quisesse classificar sua equipe, teria que orientar seus atletas para que chutassem a bola na mão dos zagueiros flamenguistas; afinal, tal ironia tem fundamento: no Brasil, diferente do restante do mundo, qualquer toque no braço vira “movimento antinatural” e se é marcado pênalti. Bráulio, por exemplo, foi o mesmo que marcou rodadas atrás no Morumbi uma bola espirrada, a queima-roupa num são-paulino, pênalti ao Internacional. Um desrespeito às Regras do Jogo!

Enfim: os gremistas reclamam da marcação de um pênalti ao Flamengo na bola que bateu na mão de Rodrigo Ely. Têm razão ou não?

Entenda: aos 68′, é cobrado um escanteio para o Flamengo e Leo Pereira (FLA) pula junto com Rodrigo Ely (GRE). O goleiro Gabriel Grando defendeu e o jogo seguiu. Depois o VAR avisa o árbitro da revisão, e após 3 minutos de análise, marcou-se o tiro penal.

Quem conhece o texto, sabe de todas as nuances. Mas para o leitor, vale usar os termos mais didáticos, claros, sem a tecnicidade ou frescuras literárias. Sendo assim:

Primeiro, se avalia INTENÇÃO. E vem a pergunta: Rodrigo Ely quís tocar a mão na bola intencionalmente? E claramente não foi isso.

Segundo, se avalia MOVIMENTO ANTINATURAL. Para isso, esqueça os mitos populares como “desviou a trajetória da bola”, “evitou o domínio” ou “ía direto para o gol”. Isso não existe na Regra, e pode confundir na avaliação do que é natural ou antinatural. O que existe é: tirou proveito por ampliar o espaço?
Só que aqui reside a confusão: esse “tirou proveito pela ampliação do espaço” tem que ser pelo movimento antinatural, e não pelo natural! Ou seja: se a bola bateu na mão dele, estando os braços em um salto com movimento natural, não é infração. Se saltou com os braços em movimento fisiológico antinatural, aí é infração.

Pelas imagens que pude ver pela TV Globo, nos ângulos da emissora, eu não marcaria. Primeiro, foi sem intenção; segundo, foi movimento natural, pois Leo Pereira cabeceia a bola que bate imediatamente na mão do jogador que saltava. Repare que ambos saltam e ambos têm o braço naturalmente aberto pelo impulso. Não há tempo hábil para “desaparecer” aquela mão, pois a proximidade é grande.

Recordemos de Massimo Bussaca, chefe da arbitragem da FIFA, em 2014, numa entrevista ao Estadão, dizendo sobre esses lances brasileiros:

“Um jogador precisa de sua mão e de seu braço p/ correr, se equilibrar e saltar. Não se pode jogar sem a mão. O árbitro precisa fazer a leitura correta do lance. Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo.”

Como se vê, parece que quem orienta ou apita, não entende o futebol e sua dinâmica em si, pois a leitura dos lances é péssima. Alguns, eu diria, são “Analfabetos do Espírito do Jogo”, além de entenderem equivocadamente os textos da Regra.

Aqui, existe uma observação importante: quando o VAR chama, os árbitros têm medo de contrariar a decisão dos seus colegas (que são assistentes, tem o mesmo peso que os bandeirinhas, mas estão sentados em frente a uma TV). Eles transferem a responsabilidade para a cabine, com o argumento de que estão mais frios, descansados e com imagens. E isso é uma constante no Brasil: o árbitro central só se entende como autoridade máxima quando lhe convém. E mudam de opinião muito fácil – embora, exista todo aquele ritual na frente do monitor, criando suspense e ostentando os patrocinadores…

Se o leitor argumentar que viu vários lances desses que são marcados, saiba: foram equivocados.

Em tempo: imagino que, por mais que esse pênalti não fosse marcado (não deveria), seria difícil reverter o placar. Pela bola jogada, o jogo foi decidido em Porto Alegre, no primeiro tempo em que o Flamengo jogou muito e o Grêmio não jogou nada.

Flamengo x Grêmio: onde assistir, horário e escalação das equipes

Arte extraída de Terra.com.br

– Flamengo x Grêmio com o Bráulio?

Bráulio da Silva Machado é um dos árbitros FIFAs mais irregulares do quadro. Pode fazer uma boa atuação (ótima, dificilmente…) como pode fazer uma péssima atuação.

Já dissemos: ele tem aplicado muitos cartões em seus jogos, especialmente amarelos por motivos diversos (indisciplina, reclamações e outros). Mas tem apitado menos faltas do que de costume, tentando fazer o jogo correr mais, seguindo a orientação da FIFA. Das várias partidas que assisti dele, vejo algumas oscilações, sendo que muitas vezes há graves erros técnicos. Por exemplo: qualquer chute que batia no braço, involuntário ou não, ele tendia a marcar pênalti. Melhorou nesse quesito…

O ano de 2023 não começou bem para Bráulio, que pela mesma Copa do Brasil apitou Sergipe x Botafogo e foi agredido. Falamos sobre esse episódio aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/03/03/sobre-as-queixas-contra-a-arbitragem-de-sergipe-1×1-botafogo/

Logo após o pedido de Tolerância Zero, vi Bráulio apitando Red Bull Bragantino 0x3 Cruzeiro, onde o árbitro ficou mais preocupado com os bancos e seus treinadores, do que com o próprio jogo! E olhe que o Caixinha não fala de arbitragem e, por enquanto, não recebeu um cartão sequer no Brasileirão. Vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/30/o-mau-momento-dos-arbitros-da-fifa-no-brasil/

Recentemente, Bráulio esteve no Morumbi e deu o ridículo pênalti de queimada a favor do São Paulo contra o Internacional, na vitória do Tricolor por 2×0. Foi mal mesmo… E 3 dias depois, apitou Palmeiras x Grêmio, com vitória do Verdão por 4×1.

Torçamos por uma boa arbitragem, nesse jogo que tem um ingrediente a mais: o clima conturbado do Mengão!

– Os árbitros goianos sem escala e os gritos de Felipe Melo: mais problemas ao Seneme…

O Goiás teve grandes prejuízos com a arbitragem nesse ano: seja na expulsão de Halter num lance desproporcional apitado por Wagner Magalhães (FIFA-RJ) contra o Palmeiras, ou pelo também FIFA carioca Bruno Arleu no pênalti inexistente em Joaquim, contra o Santos (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-3iA). Acrescente também a má atuação de Caio Max no Cruzeiro x Goiás.

Acontece que a Federação Goiana, em meados de Julho, enviou um ofício à CBF reclamando da arbitragem contra o seu filiado Goiás. Depois desse episódio, coincidentemente ou não, NENHUM árbitro ou bandeira de Goiás foi escalado para apitar nas 4 divisões nacionais, tampouco jogos de base! E inclua-se Wilton Pereira Sampaio, que foi à Copa, e os seus bandeiras. Fará 1 mês do episódio.

Seria represália?

Segundo o site “Apitonacional”, dos “dois sindicatos nacionais de arbitragem”, ANAF e ABRAFUT, apenas um se posicionou: a ANAF, que ameaçou denunciar o presidente da Comissão de Arbitragem Wilson Seneme ao STJD. (vide aqui: http://marcalneles.blogspot.com/)

Um outro assunto que se conecta com o tema “bastidor do apito”: Felipe Melo ficou revoltado com os erros de arbitragem de Rodrigo José Pereira de Lima (falamos sobre os vários jogos em que ele estava tendo oportunidade e sua irregularidade, em outras postagens), na partida Grêmio 2×1 Fluminense, dizendo:

Roubaram o Fluminense! O Fluminense foi roubado! O Fluminense foi roubado! Esse juiz tem que ser preso! Porque é isso que fazem comigo quando eu sou expulso ou acontece qualquer coisa! É isso que acontece comigo! Comentarista de arbitragem… Ninguém vai falar nada!? Eu quero escutar o que vocês têm a falar.

Agora, quem se manifestou foi a outra a entidade, a ABRAFUT, que fez denúncia ao STJD, alegando que:

Felipe Melo, lamentavelmente, confunde por completo a liberdade de expressão — que é uma discordância de opinião, feita de forma equilibrada e sem ofensas — com uma suposta liberdade no uso de palavras para atingir a honra e a dignidade de profissionais, acusando-os inclusive de roubo.

Dois pepinos no Tribunal, envolvendo os árbitros, se já não se bastassem os erros ocorridos.

Ficou pensando: Duas entidades nacionais de arbitragem? Programa de TV da CBF para falar sobre erros? As mesmas queixas que nunca se cessam? VAR com linhas tortas? Brigas com imagens?

Não seria a hora de se repensar a estrutura da arbitragem brasileira, com outros nomes e outra mentalidade?

– A polêmica em Flamengo 1×1 São Paulo.

Eu não vou ficar em cima do muro: para mim, houve pênalti infantil cometido pelo São Paulo (sem a necessidade de cartão). Mas estava impedido (na minha humilde opinião).

Nessa imagem exdrúxula do VAR, penso: já que não se usa bem o equipamento que temos (que é bem meia-boca), por que não fazer uso do impedimento semi-automático da FIFA, utilizado na Copa do Catar, que funcionou tão bem?

Dinheiro, a CBF tem para adquiri-lo.

Imagem: print de tela.

– Um árbitro “Pavão”?

Felipe Fernandes de Lima, árbitro mineiro, teve ótimas oportunidades na Série A do Brasileirão. Ele seria o substituto de Ricardo Marques Ribeiro no quadro da FIFA, e as desperdiçou.

Assisti ele em Red Bull Bragantino x São Paulo, onde quis aparecer e conversou demais. Uma pura vaidade.

Dias depois… lembram de Vasco da Gama x Vila Nova, onde ele menosprezou atletas por estarem na Série B e foi afastado? Relembre aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/08/11/o-arrogante-arbitro-de-vasco-x-vila-nova/

Pois é. Em Paysandu 4×2 Náutico, assim como um pavão abre as asas para aparecer, o árbitro até imitou Gabigol na expulsão de jogadores e fez um tremendo teatro para apitar o fim de jogo.

Ridículo. Ser discreto é uma necessidade aos árbitros.

Veja isso, em: https://www.youtube.com/watch?v=4I4Zn7uo4Gw

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Vasco da Gama.

E para o confronto entre Red Bull Bragantino x Vasco da Gama, apitará (de novo):

Árbitro: Anderson Daronco – RS
Bandeira 1: Maurício Coelho Pena – RS
Bandeira 2: Maíra Mastella Moreira – RS
4º Árbitro: Thiago Luís Scarascati – SP
Assessor de Arbitragem: Ana Karina Valentim – PE
VAR: Emerson de Almeida Ferreira – MG
AVAR: Frederico Vilarinho – MG
AVAR 2: Paulo César Zanovelli – MG
Observador de VAR: Rodrigo Pereira Joia – RJ

Daronco continua numa fase irregular. Já falamos de tantos erros dele durante o ano, mas uma partida boa foi Red Bull Bragantino 4×0 Flamengo (onde marcou incríveis 7 faltas somente). Entretanto, apitou mal Palmeiras 1×2 São Paulo, com polêmica (vide em: https://wp.me/p4RTuC-O4J). Dois dias depois, voltou a ser escalado em Red Bull Bragantino x Botafogo. É o 3º jogo do Massa Bruta contra carioca que Daronco é escalado.

Acompanhe conosco o jogo do Red Bull Bragantino x Vasco da Gama pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo e comentários de Lucas Salema. Segunda-feira,  14/08, 21h00. Mas desde às 20h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– O erro crasso da arbitragem que eliminou o Red Bull Bragantino da Sulamericana 2023.

Errar no começo do jogo, dependendo da natureza do erro, é possível reverter o prejuízo. Mas quando o árbitro erra no último lance, não há o que fazer.

Aos 49m do segundo tempo, quando o Red Bull Bragantino vencia o América Mineiro por 3×2, uma bola é cruzada na área bragantina, sendo possivelmente o momento final da partida. Um atacante a domina e o goleiro Cleiton defende o chute.

Porém… quando todos esperavam o apito final do árbitro colombiano Jhon Ospina, surpreendentemente o VAR pede para esperar. Em um primeiro momento, ninguém vê irregularidade no lance. Repare no vídeo abaixo que a única dúvida era se Leo Ortiz, que pula com o braço levantado, teria tocado a bola ou não (e seria movimento antinatural). Mas a imagem mostra que não há qualquer contato.

Aos 53m, o árbitro ainda está decidindo no monitor, e entende que Aderlan cometeu pênalti por mão na bola. Reveja uma segunda vez no vídeo: Aderlan é o último defensor, que está de costas para a jogada, e a bola bate no OMBRO. Não é infração.

A propósito, em 2020, a FIFA definiu o que é mão / braço infracional, delimitando o limite das axilas, e esclarecendo que ombro não é infração. Vide aqui nesse link e veja a ilustração da International Board abaixo: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/08/07/as-novas-regras-do-futebol-e-as-orientacoes-da-cbf-para-os-juizes-no-brasileirao/

Você só pode marcar mão na bola se:

  • ela for intencional (quis colocar a mão na bola); ou
  • foi por movimento antinatural (deixou a bola bater no braço, ampliou o seu espaço para tirar proveito).

Resumidamente (já cansamos de escrever isso), uma bola que bate acidentalmente não é infração. E o detalhe: a bola bate no ombro* (vide acréscimos abaixo, atualizando), reforço, estando de costa. E mesmo que aparecer uma imagem melhor, mostrando que não foi ombro mas braço, ainda assim é movimento antinatural.

Se você tiver dúvida do que é o movimento antinatural, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/30/interpretando-corretamente-os-casos-de-mao-na-bola-e-bola-na-mao/

Portanto, NÃO FOI PÊNALTI, e com esse gol que aconteceu aos 54’56” de jogo, levou a partida para a cobrança de pênaltis.

Lembrando: falamos que o colombiano Jhon Ospina era inexperiente (tinha apenas 6 anos de campeonato colombiano) e que era um dos mais jovens no quadro da FIFA. Lamentavelmente, ele foi no embalo do VAR Yadir Acuña, que não é “primeira linha” da Conmebol, e sucumbiu à sua sugestão de revisão.

Teria a Confederação Sulamericana menosprezado o jogo ao escalar tão novato juiz? Vide que nomes famosos apitaram outras partidas nessa fase, e tanto no jogo de ida quanto o de volta entre o Red Bull Bragantino x América, apenas jovens sem experiência.

*ACRÉSCIMO: apareceu uma imagem da Paramount bem mais clara: não bate no ombro, mas na mão de Aderlan – estando de costa, em movimento natural. Portanto, não houve intenção, nem movimento disfarçado antinatural. Errou mesmo a arbitragem.

ACRÉSCIMO 2:

Para quem questionar a mão como infração, isso é perfeito:

BUSSACA, Chefe dos Árbitros da FIFA:

“Um jogador precisa de sua mão e de seu braço p/ correr, se equilibrar e saltar. Não se pode jogar sem a mão. O árbitro precisa fazer a leitura correta do lance. Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo.”

Em: https://professorrafaelporcari.com/2023/03/12/o-problema-e-desconhecer-a-regra-sobre-o-penalti-de-marcos-rocha/

– Acertou ou errou o juizão?

Sobre o lance confuso na Neo Química Arena, compartilho no vídeo em: youtube.com/watch?v=QzdZFP 

– O lance polêmico de Palmeiras 0x0 Atlético Mineiro e a necessidade de mudança de costumes no futebol brasileiro.

Scolari reclamou de um pênalti não marcado na bola que bateu no braço de Gabriel Menino (aos 23m do 2º tempo). Hulk foi além: disse que deveria ter marcado pois a “bola mudou de trajetória”.

Aqui, sabemos que acontecem duas coisas:

1 – As reclamações (infundadas ou com fundamento) são um hábito do nosso futebol.

2 – Jogador (e se bobear até alguns árbitros) não conhece a regra.

Foi um lance totalmente involuntário, sem intenção e, principalmente, de reflexo por movimento NATURAL (ou seja: não há movimento antinatural dos braços / mão na bola, a fim de tirar vantagem), até porque ela veio “no susto” após tocada por Mayke (que é seu companheiro). Dessa forma, acertou o árbitro Fernando Rapallini ao não marcar (e se você já viu lances assim serem marcados, saiba: foram equivocados e já falamos disso em outras oportunidades nesse espaço).

Mas algo que irrita profundamente: o unfair-play do nosso futebol. Se quer ganhar contra as regras, contra a desportividade e contra a ética. Dois exemplos, fora as reclamações já citadas pelo Galo de MG:

1 – Abel Ferreira: logo no começo do jogo, Gabriel Menino cometeu uma falta pesada em Hyoran e recebeu Cartão Amarelo corretamente. Não é um lance para se questionar, foi erro do garoto. Mas Abel foi flagrado “possesso” contra o árbitro. Dois minutos depois, Zé Rafael sofre uma falta comum de jogo, e novamente as câmeras mostram Abel Ferreira totalmente nervoso, gesticulando e berrandopedindo um Cartão Amarelo ao adversário (como uma “compensação”). Não era lance para tal advertência (e provavelmente ele sabe disso), mas a mania / costume / vício de reclamar se fez presente.

Aqui, um acréscimo: Abel foi contido por… João Martins. No último sábado, contra o Fluminense, a cena foi exatamente a contrária: João esbravejou, xingou e foi contido por um calmo Abel. A diferença é que João foi expulso. Estaria existindo um revezamento planejado de reclamações?

2 – Rony, aos 48m, está no ataque e um marcador faz falta nele, desequilibrando-o com a mão em seu peito. Ele cai e como reflexo põe as mãos no rosto simulando ter sido agredido na cara. O árbitro não entrou na sua malandragem. Mas não é um comportamento reprovável, condenável é que fere os princípios do esporte?

Aliás, os atletas brasileiros estão com esse péssimo hábito: fingem agressões, rolam no chão como se tivessem sido atropelados e sem nenhum pudor querem enganar a todos. No domingo, em Cuiabá x Flamengo, Deyverson caiu no chão, fingiu ter machucado gravemente a mão, e a TV o flagrou em meio aos gemidos, parando, sorrindo e piscando para seu companheiro. Ato contínuo, como num passe de mágica, voltaram as dores e a contusão.

Precisamos repensar tudo isso em nosso país.

Imagem extraída de Techtudo.com.br

– Wilmar Roldán no Olímpia x Flamengo: o que esperar?

Quando foi divulgada a escala de Wilmar Roldán para Olímpia x Flamengo, tive a mesma sensação quando soube que apitaria San Lorenzo x São Paulo: xiii…

Outrora chamado de “Castrilli Colombiano” (ele é admirador do ex-árbitro argentino), hoje ele se tornou um nome controverso: abusa do excesso de autoridade e deixa a pancada correr solta.

Para quem assistiu sua atuação no Nuevo Gasómetro, percebeu quantas faltas claras foram cometidas pela duas equipes e que não foram marcadas. O risco de alguém se lesionar com ele no apito é grande.

Sobre o que escrevemos antes do jogo do São Paulo (e que serve para o jogo em Assunção), aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/08/01/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-san-lorenzo-x-sao-paulo-copa-sulamericana/.

Reza a lenda que ele não costuma dar sorte aos clubes brasileiros. Como não gosto de mitos, mas fatos concretos, prefiro dizer: com ele no apito, os atletas dos times brasileiros ficam irritados pelo excesso de permissão às entradas mais viris e acabam se descontrolando emocionalmente, resultando em resultados ruins.

Aguardemos.

Foto: ENM Esportes.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x América (Copa Sulamericana).

E para o confronto do Massa Bruta contra o Coelho, valendo a vaga para as Quartas de Final da Copa Sulamericana, a Conmebol escalou a seguinte equipe colombiana de arbitragem:

Árbitro: Jhon Ospina.
Bandeira 1: Sebastian Vela.
Bandeira 2: Jhon Gallego.
VAR: Yadir Acuña.

Jhon Alexander Ospina Londoño, 31 anos, estreou na primeira divisão colombiana há apenas 6 temporadas. Em 2019, se tornou um dos árbitros mais jovens do quadro da FIFA. Paulatinamente, a Conmebol tem dado oportunidades a ele na Libertadores e na Sulamericana, a fim de ganhar experiência.

Nesse ano, teve oportunidade de trabalhar no Mundial Sub 20, apitando França 1×2 Coreia do Sul e Iraque 0x3 Tunísia.

No Campeonato Colombiano, em quase todos os jogos tem aplicado Cartões Vermelhos. No seu último jogo pela Libertadores (Libertad 1×2 Athletico), foram 7 Amarelos. Antes disso, em River Plate 4×2 Sporting Crystal, muitos cartões também.

É jovem e quer mostrar serviço. Como o time do Red Bull Bragantino não é uma equipe violenta (ao contrário, mais sofre faltas do que pratica), não haverá problemas com isso. E como leio que Fábian Bustos é o novo técnico do América-MG, fico mais tranquilo, já que quando esteve no Santos FC montou uma equipe que “batia muito”, além de reclamar demasiadamente todo jogo. Portanto, é um bom perfil de arbitragem para 5ª feira.

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– Sobre a nova expulsão do João:

Não assisti o jogo, mas vi toda a polêmica da nova expulsão do assistente técnico palmeirense. Vamos lá:

Primeiro tinha “sistema” (mas nos erros a favor, o sistema “não apareceu”). Agora, o “sistema voltou” por estar “condicionando os árbitros” (como João Martins sugeriu)?

O mesmo árbitro de Fluminense x Palmeiras, Ramon Abel Abatti, não deu um pênalti para o Flamengo contra o Verdão. João se calou. Agora, João falou. 

Três hipóteses:

A) Ele sabe algo que não sabemos, e desafia o “sistema”;

B) Ele tem cabeça quente, é sanguíneo e não tem papas na língua; ou

C) Ele simplesmente é folgado e acha que pode ofender qualquer um. 

Afinal, como classificar as atitudes do João Martins, com as alternativas acima?

Observação 1: Falamos, dias atrás, sobre uma trégua entre a Comissão de Arbitragem e a Comissão Portuguesa do Palmeiras. O “acordo de paz” durou pouco?

Observação 2: O que Abel Ferreira quis dizer na coletiva ao soltar: “sei o país onde estou”, preferindo não falar da expulsão? Estaria ele fazendo alusão ao que foi visto no país dele na Operação “Apito Dourado”, ou outra coisa?

Tá mais fácil reclamar da arbitragem do que falar da opção de usar time alternativo

Imagem: GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDO

– Outro cartão (equivocado) por chutar o mastro da bandeira?

Em qual lugar na Regra do Jogo está escrito que é proibido comemorar o gol chutando o mastro da bandeira de escanteio?

Isso é feito há anos por Aloísio Boi-Bandido, é fato comum na Europa e vários outros atletas têm esse hábito. Só se advertirá se ele danificar o equipamento e o jogo tiver que ser paralisado para arrumá-lo.

O texto abaixo é a Regra Oficial do Jogo 2023/2024, e não fala de aplicação de amarelos como se vê aqui. No Brasil, orienta-se “à parte” (quase uma Regra Paralela) para que os jogadores comemorem junto à sua torcida e, em jogos de torcida única, com seus companheiros de banco.

Fica a questão: Luciano foi punido por Amarelo e na súmula registrado por Wilton Sampaio que o motivo foi ter chutado o mastro (não deveria por tal razão). Raphael Veiga não foi punido pelo árbitro FIFA Facundo Tello pelo mesmo motivo na Libertadores (corretamente). Ontem, o árbitro Rodrigo José Pereira de Lima deu amarelo a Pavón (que chutou o mastro também) por, segundo a súmula, “comemorar de forma provocativa”.

Fica a pergunta: nesse relato “meia-boca”, qual foi a provocação cometida? Se o árbitro escrevesse “chutar a bandeira”, não seria para cartão. O termo “provocativa” dá uma subjetividade enorme, e talvez seja a forma que a CBF encontrou para explicar os cartões e o excesso de rigor.

Creio que o árbitro tenha feito isso pela sequência dos fatos, a fim de justificar o comportamento da torcida, já que escreveu também:

“Informo que aos 23 minutos do segundo tempo, durante a comemoração do gol da equipe visitante, foram arremessados vários copos de plástico contendo líquidos para dentro do campo de jogo na direção dos jogadores da equipe visitante , cabe ressaltar que nenhum jogador foi atingido e os copos vieram da arquibancada da torcida mandante”.

Sendo assim, ele entendeu que se Pavón não comemorasse de tal forma, não teria arremesso de copos?

Será que não estamos “engessando” demais a todos? A culpa não é da regra do jogo, mas de quem a orienta.

– Análise da Arbitragem de Coritiba 0x1 Red Bull Bragantino.

Não gostei da arbitragem de Yuri Elino Ferreira da Cruz, que infelizmente cumpriu o que falamos na nossa análise pré-jogo: deu muitos cartões e se perdeu na falta de autoridade. Só no primeiro tempo, foram 26 faltas marcadas e 5 amarelos (total: 43 faltas e 8 amarelos) – muitas vezes, faltas ocorridas pelo fato dos jogadores não respeitarem o árbitro.

Inseguro, deu Amarelo a Andrei aos 35m por uma falta muito forte em Sorriso. Dois minutos depois, o mesmo Andrei deu um tapa em Lucas Evangelista (seria expulso, mas não foi). Nada mostrou ao jogador, que foi imediatamente substituído pelo atento treinador do Coxa Branca.

Deu Amarelos discutíveis e deixou de dar outros. Mas o defeito maior: demonstrou fragilidade aos jogadores. Precisa fazer mais cara feia e se impor mais, pois em alguns momentos os atletas não o respeitaram. Um exemplo disso: a simulação de Diogo Oliveira no final da partida, onde vacilou em dar amarelo e ficou esperando o VAR. Depois disso, todo mundo foi reclamar com ele e “choveram vermelhos“.

Os lances anotados ao longo da transmissão, abaixo:

Aos 3m, Natanael fez falta em Vitinho e o juizão não deu. Não gostei…

Aos 4m: um jogo perigoso praticado pelo zagueiro e nada foi marcado… juizão deixou de marcar duas faltas. Depois aguentará o “rojão”?

Aos 21m, Cartão Amarelo para Cipriano. Errou, foi uma falta leve de jogo, e a impressão é que o porte físico do atleta faz com que o árbitro entenda ser jogada desproporcional.

Aos 25m: Matheus Bianchi segura um atleta e não há o mesmo critério para Amarelo como aplicado anteriormente. Juizão está assustado.

Aos 27m: Bruno Gomes dá uma entrada forte e atinge Matheus Fernandes. Cartão Amarelo bem aplicado. O árbitro tentou dar uma vantagem que não se concretizou.

Aos 30m: Vitinho passa do ponto e atinge o adversário. Agora, o árbitro usou o mesmo critério e aplicou o Amarelo.

Aos 35m: Andrey atinge Sorriso de maneira temerária e recebe amarelo.

Aos 37m: Andrey (CORITIBA) deu um tapa no rosto de Lucas Evangelista (RBB). Era para receber cartão (dois minutos antes foi amarelado) e o árbitro não deu. Imediatamente o treinador Thiago Koloski o substituiu. Fraquinho o árbitro Yuri Elino.

Aos 30, Cartão Amarelo correto para Andrés Hurtado por matar uma jogada de ataque.

Aos 43m: Sorriso sofreu uma falta e o árbitro não marcou. Depois Sorriso desforrou, e ele compensou e não marcou também.

26 faltas no 1º tempo e 5 amarelos. Caramba!

8m do 2º tempo: Yani (RBB) dá um tapa na cabeça de Bruno (Coritiba), e deveria receber Cartão Amarelo. Não recebeu, errou o árbitro.

27m do segundo tempo: Luan Candido empurra seu adversário matando um contra-ataque e recebe amarelo. Um minuto depois, foi a vez de Jamerson tomar Amarelo pelo mesmo motivo. Ambos corretos.

46m do 2o tempo: Correto Cartão Amarelo para Capixaba, foi pela reincidência de faltas.

54m: Diogo Oliveira se joga descaradamente na área e pede pênalti. O árbitro ouve o VAR e corretamente não marca. Entretanto, deveria ter dado cartão amarelo pela simulação.

Coritiba x Red Bull Bragantino: onde assistir, horário e escalação das equipes

Imagem extraída de Terra.com.br

– O goleiro mágico: vale tal catimba?

Essa dúvida veio do Flávio Prado, e é muito pertinente. Vejam só o lance abaixo e a conversa a seguir:

Flávio: O goleiro Nahuel Guzman do Tigres do México fez uma MÁGICA, antes de uma cobrança na decisão por pênaltis na Leagues Cup do México. E deu certo. Pela nova regra da Fifa, pode? Mágica está no pacote? E aí @rafaelporcari?

Minha resposta: A regra fala em catimbar na hora da cobrança. Se entende que é desestabilizar o batedor… Para mim, o que ele fez, não pode. Porém, alguém achará uma burla. A primeira coisa que vem à minha cabeça: “a regra só valeria depois do árbitro autorizar”, dirão alguns. Ah, o futebol…

 

– A lambança no final de Santos 1×1 Athletico Paranaense.

Dois lances involuntários de bola que bate no braço em Santos x Athletico.

Pablo desvia o braço mostrando que não queria o toque. Thiago Heleno se assusta e tenta tirar o braço. DOIS LANCES DE MOVIMENTO NATURAL.

E o árbitro André Luiz Skettino Policarpo Bento, que não marcou no campo, foi iludido pelo VAR.

Esse é o erro que muda a história de um jogo. Erro aos 50m não se reverte. E depois anulou um gol legítimo do Santos aos 53m. Teria compensado?

Santos e Athletico-PR se enfrentam nesta terça-feira na Vila.

Imagem extraída de Estadão.com.br

– E o Abel reclamará do Abel, caso existir erro no Fluminense x Palmeiras? Explico:

Ramon Abel Abatti, depois do pênalti não marcado em Everton Ribeiro no Palmeiras x Flamengo, voltará a apitar um jogo do Verdão, agora contra o Fluminense.

O treinador Abel Ferreira não se manifestou após aquele erro. Aliás, existe uma informação de que nos bastidores houve um acordo entre a Comissão de Árbitros e a Comissão Técnica do Palmeiras para se respeitarem mais.

Um pensamento inevitável: Abel Ferreira não reclamou de Ramon Abel quando o erro foi a favor. Reclamará se existir em erro contrário?

Aguardemos.

Fluminense x Palmeiras: onde assistir, escalações e arbitragem | OneFootball

Arte extraída de OneFootball

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Coritiba x Red Bull Bragantino.

Para o confronto entre o Coxa Branca e o Massa Bruta, apitará:

Árbitro: Yuri Elino Ferreira da Cruz – RJ
Bandeira 1: Kléber Lúcio Gil – SC
Bandeira 2: Luiz Cláudio Regazoni – RJ
4º Árbitro: Paulo Roberto Alves Jr – PR
Assessor de Arbitragem: Simone Xavier de Paula e Silva – RJ
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga – RJ
AVAR: Silbert Faria Sisquim – RJ
AVAR 2: Diego Pombo Lopez – BA
Observador de VAR: Márcio Eustáquio – MG

Será apenas o 3º jogo do jovem carioca de 31 anos no Brasileirão da Série A. Ele apitou Fortaleza 0x1 Cuiabá e Athletico 3×3 Cruzeiro. Aliás, os novatos da rodada passada foram escalados novamente nessa.

Nesse ano, ele teve uma ascensão meteórica na carreira, cometendo erros como qualquer árbitro inexperiente. Em fevereiro, por exemplo, num jogo Sub 17 do Botafogo cometeu um gafe muito grande, não marcando pênalti e expulsando o atacante. Veja só: https://twitter.com/MuseuBFR/status/1557137737857245185.

Enfim: é um árbitro que deixa o jogo correr e que tem aplicado muitos cartões amarelos. Imagino que esteja sendo orientado a ser mais ponderado.

Torçamos para uma boa arbitragem e um ótimo jogo!

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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo 06/08, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Com Roldán, seria difícil dar sorte…

Não é pegar no pé, mas… dissemos que com Wilmar Roldán o São Paulo não venceria o San Lorenzo. E isso se concretizou: 1×0 para os hermanos.

Deixou de marcar faltas para as duas equipes, irritou alguns atletas e manteve a escrita: gosta de aparecer… Não é desonestidade, é não “casar” com o estilo de jogo mesmo.

Sobre o que falamos antes, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/08/01/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-san-lorenzo-x-sao-paulo-copa-sulamericana/

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Caio Paulista em San Lorenzo x São Paulo

Imagem: Staff Images / Conmebol

– A diferença do “chute na bandeira” de Veiga e de Luciano? Observações:

Muita comparação entre as comemorações chutando o mastro da bandeira nos gols de Luciano (São Paulo) e Raphael Veiga (Palmeiras). Qual foi a grande diferença?

Nenhuma! Ambas “a la Aloísio Boi-Bandido”, sem infringir a regra e nem danificar o equipamento do campo de jogo.

O problema é que o árbitro Wilton Pereira Sampaio, equivocadamente, amarelou o são-paulino e escreveu na súmula que foi por chutar a bandeira. Facundo Tello, árbitro de Atlético 0x1 Palmeiras, simplesmente cumpriu a regra – que fala de comemorações debochadas que possam incentivar a violência / provocar tumulto e outras consequências.

Aqui no Brasil, a orientação é mais complicada por conta de jogos de torcida única, onde o árbitro se torna um “fiscalizador de comemorações”, onde, conforme sua avaliação, entenderá se foi “excessiva” ou não. Claro, aqui há um certo abuso de autoridade e falta de bom senso.

Se Wilton tivesse relatado em súmula que o Cartão Amarelo foi por “provocar a torcida corintiana e incitado a violência num estádio sem separação entre torcida e gramado”, mesmo com algumas restrições de alguns, seria mais “aceitável” do que a absurda justificativa do chute na bandeira.

Mas percebamos o seguinte: a nova geração de árbitros brasileira é formada diferente! Não apita várzea, nem jogos-treinos profissionais, e nem passou por um estágio que as outras passaram: apitar em presídio! O antigo Carandiru era berço dos jovens árbitros que ingressavam na FPF, por exemplo. Hoje, se começa direto em categorias fraldinha e chupetinha (e se for “fortão”, o árbitro já vai para o profissional). E, claro, apitando Sub 11 e Sub 13, não terá a mesma experiência do que apitar Pavilhão 6 vs Ala dos Detentos de Crime X.

Por fim: perceberam que Abel Ferreira está mais comportado nos últimos jogos? Aqui vem uma informação: houve um “meio-campo” para apaziguar os ânimos entre a Comissão Técnica palmeirense e a Comissão de Arbitragem da CBF. E isso significa: um cuidado maior nas escalas de arbitragem em troca de menos acusações infundadas e queixas demasiadas dos portugueses do Palmeiras.

Raphael Veiga chuta a bandeira de escanteio na comemoração do gol

Foto: César Greco / Palmeiras

– Por quê o Corinthians leva tanto Amarelo por tirar a camisa?

Todo mundo sabe que, se você tirar a camisa para comemorar um gol, é Cartão Amarelo (motivo: desconfigurar o uniforme). E muitos atletas insistem nisso…

Já falamos sobre essa desinteligência de jogadores no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/07/26/a-comemoracao-de-gol-de-luciano-o-rigor-da-regra-o-fundamentalismo-da-orientacao-e-a-desinteligencia-de-jogador/

Mas observo: tanto na Copa do Brasil, como no Brasileirão e pela Sulamericana: vários jogadores do Corinthians, em repetidos atos, estão tirando a camisa, recebendo Cartão Amarelo, e… tudo bem!

O que acontece? Sabem que tomarão amarelo, e fazem isso. A sequência seguida é muito esquisita… Em todos os casos, fica à mostra o patrocinador do GPS (Catapult). Não tem camisa com mensagem por baixo ou algo que o valha. O patrocinador master deve estar descontente, não?

O Zé Boca de Bagre, meu amigo de língua afiada, perguntou se não seria um “jabá” para os atletas (ou ação de marketing combinada até com o clube). Não quero crer nisso…

Imagem: print de tela.

– O lance em que Marcelo acidentalmente quebra a perna de Luciano Sánchez: não era para expulsão.

No Estádio Diego Armando Maradona, jogaram Argentinos Jrs vs Fluminense pela Libertadores da América, e um lance grave aconteceu: Marcelo, sem querer, pisa na perna de Luciano Sánchez, quebrando-a.

Vamos lá: a imagem é muito forte, e todos nós ficamos consternados. Toda a solidariedade e orações ao atleta lesionado, que tem 29 anos e ficará um bom tempo em recuperação. Mas creio que o árbitro chileno Piero Maza e o VAR Rodrigo Cravajal se equivocaram na expulsão do brasileiro, tomados, evidentemente, pelo susto da cena tão impactante.

Reveja abaixo no vídeo e perceba: Marcelo tem a bola dominada (portanto, ele não vai disputar nenhuma posse). Quem vem roubar a bola é Sanchéz, que estica demais a perna (sem conseguir alcançá-la), e imprudentemente corre o risco dele cometer a infração no atleta do Fluminense (falta por imprudência, sem cartão amarelo). Acidentalmente, ao enfiar a perna ali, em movimento natural (justamente por estar driblando) ocorre o pisão involuntário.

Marcelo não foi imprudente, não praticou ação temerária ou força excessiva. Não teve conduta violenta. Nada que fizesse por merecer sequer a marcação de uma falta. Quem quase cometeu uma falta foi o próprio argentino, que infelizmente sofreu essa fratura tão assustadora.

Insisto: foi um cartão vermelho provocado pela forte imagem, e imagino que se o Fluminense tentar, conseguirá anular a expulsão – até porque o próprio árbitro se mostrou assustado e “palestrou” na aplicação do cartão.

Enfim: puro acidente de trabalho, infortúnio gigantesco do jogador do Argentinos Jrs e erro do juizão. E tecnicamente: o árbitro teria que ter paralisado com bola ao chão, feito o procedimento de atendimento médico e reiniciado com a posse de bola ao Fluminense.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para San Lorenzo x São Paulo (Copa Sulamericana).

Um velho conhecido da torcida tricolor apitará o primeiro jogo da fase de “mata-mata” da Copa Sulamericana. Abaixo, a escala completa:

Árbitro: Wilmar Roldán (COL)
Bandeira 1: Wilmar Navarro (COL)
Bandeira 2: John Leon (COL)
4º árbitro: Carlos Betancur (COL)
VAR: Juan Lara (CHI)
AVAR: Edson Cisternas (CHI)
Assessor dos Árbitros: Victor Carrillo (PER)
Quality Manager: Dario Ubriaco (URU)

Há adversário que não “casa” com um time. Vide, por exemplo, a França em relação à Seleção Brasileira. O mesmo ocorre com árbitros. Lembremo-nos de Paulo César de Oliveira com o Palmeiras: ele poderia apitar o melhor que pudesse, mas sempre algo acontecia em seu jogo e o clube reclamava. O mesmo se diga com Roldán e o SPFC.

Se compararmos com as escalas para a Libertadores da América, não há árbitros tão renomados quanto Roldan, que está na Sulamericana. Claro, o jogo no Nuevo Gasómetro é o mais importante para a Conmebol na rodada desse torneio. E sobre seu histórico, vamos lá:

Wilmar Alexander Roldán Pérez está com 43 anos de idade e há 15 temporadas está no quadro da FIFA. De acusações de racismo a discussões acaloradas com jogadores são-paulinos, passando por cartões bisonhos, coroando com excesso de autoridade: esse é o passado de Roldán em jogos do Tricolor. De fato, não há boa sorte com ele (pois quando não acontece algum fato polêmico, o time perde – vide Palmeiras x São Paulo pela Libertadores de 2021).

Várias situações conturbadas de jogos do time do Morumbi com Roldán, vide aqui nessa postagem, que resume tudo o que falamos: https://professorrafaelporcari.com/2019/02/06/wilmar-roldan-no-talleres-x-sao-paulo-mas-ele-ainda-e-top/

Lembrando: Wilmar Roldán apitou a final da Copa Sulamericana 2022, entre São Paulo 0x2 Independiente Del Valle (falamos sobre ela aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/09/24/analise-pre-jogo-da-arbitragem-de-wilmar-roldan-para-sao-paulo-x-independiente-del-valle-final-da-copa-sulamericana-2022/).

Nada contra Roldán, ele sabe apitar. Mas em jogo do São Paulo, a Conmebol deveria evitar. Ou não há outro nome?

Imagem extraída de Conmebol.com