– O rebaixamento de um dos maiores árbitros da Premier League para explicar a escala de Red Bull Bragantino x Corinthians:

Entenda esse panorama, e aí você entenderá a escala do Brasileirão para a próxima rodada: 

Na Inglaterra, os árbitros que trabalham na Premier League são profissionais e contratados por temporada. Ao final do seu contrato, podem ser rebaixados ou dispensados, se não forem bem.

Deles, Anthony Taylor é um dos maiores nomes da PGMOL (Professional Game Match Officials Board, a entidade que cuida da arbitragem da PL). Ele apitou a final da Liga Europa, esteve na Copa do Mundo e foi o árbitro no Mundial de Clubes. E por ter se equivocado em Wolverhampton 2×2 Newcastle (marcou um pênalti num contato físico normal de disputa de bola), foi rebaixado para apitar jogos da Championship (a segunda divisão).

Lá, isso é inadmissível. Um árbitro FIFA não pode marcar um pênalti inexistente e deve ser punido exemplarmente. E para o árbitro, é uma vergonha incomensurável.

Aqui no Brasil… vemos tais pênaltis a toda rodada sendo marcados. Árbitros são punidos ou não, afastados ou não, conforme a necessidade das escalas.

E por que isso ocorre?

Porque não temos bons e numerosos árbitros no quadro. Se Wilson Seneme afastar todo mundo que errar (como no erro de Taylor, que lá é exceção e aqui é corriqueiro), não teremos árbitros para apitar a Série A.

Vide: Bráulio Machado, afastado em Vasco x São Paulo, voltou em Botafogo x Palmeiras. E mesmo com todas as queixas, apitará Grêmio x Bahia. Daronco, outro contestado, no Fortaleza x Flamengo.

A estratégia é: afasta um ou outro árbitro por rodada (para dizer que houve punição), e resgata veteranos (Marcelo de Lima Henrique, Leandro Vuaden e Luiz Flávio de Oliveira), que estão quase aposentados, para tentar “segurar o rojão” nas rodadas finais.

Quando se tem um jogo importante, “se guarda” o árbitro uma rodada antes, a fim de ser preservado. É o caso de Raphael Claus, que foi poupado na anterior para estar nessa escala. Provavelmente, o árbitro de Flamengo x Palmeiras esteja descansando no próximo domingo (vou chutar que será Ramon Abel Abatti).

E sobre a escala em Bragança Paulista, toda ela, aqui:

Com Claus no apito nesse ano pelo Brasileirão, o Red Bull Bragantino não perdeu e o Corinthians não venceu. Mas não é culpa do árbitro, mas sim do desempenho natural das equipes.

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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 05/11, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Final da Libertadores: Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Fluminense x Boca Jrs.

Já havíamos falado anteriormente: Wilmar Roldán é sempre questionado pelos clubes brasileiros, sejam quais forem. E ele apitará Fluminense x Boca Jrs, a decisão da Libertadores da América.

A estatística dele entre clubes paulistas (de 2018 e 2023), era de 20 jogos por torneios da Conmebol, sendo apenas 7 vitórias (nenhuma em fase de semifinal ou final, o Palmeiras que o diga). Se pegar o histórico de clubes cariocas no mesmo período, em 12 partidas, foram 6 vitórias (números do Transfermarket)

Na semana passada, um lance inusitado pelo campeonato colombiano: Junior Barranquilla x Once Caldas foram jogar, Roldán autorizou o início, mas… havia esquecido a bola! Vide aqui: https://ge.globo.com/futebol/futebol-internacional/post/2023/10/26/juiz-da-final-da-libertadores-roldan-inicia-jogo-sem-bola-assista.ghtml

Será a 4ª final de Libertadores da América que Roldan apitará (lembrando: os títulos de Corinthians e do Atlético Mineiro foram apitados por ele). Também será o 8º jogo do colombiano em partidas do Flu. Nas outras 7:

É um árbitro que está muito irregular em suas atuações, e falamos detalhamento sobre ele recentemente aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/08/09/wilmar-roldan-no-olimpia-x-flamengo-o-que-esperar/

Por fim, é dele a frase de que “um árbitro não pode apitar uma partida como cordeiro, mas como um domador de leões”! Abaixo:

e

– 3 jogos, 4 VARs questionados…

Quando assistimos a Copa do Mundo do Catar 2022, vimos a “Inteligência do Sistema Semi-Automático de Impedimento” mostrar imagens perfeitas e precisas sobre lances de impedimento. Um sonho inimaginável no Brasil?

Aqui, além de não termos esse sistema, nossos árbitros de vídeo são ruins e as imagens péssimas! Pior: nem para a escolha de imagens somos competentes

Na 5ª feira, 4 lambanças em 3 jogos:

  • Cuiabá x Vasco da Gama: foram “6 minutos de indecisão” para tomar uma decisão, usando uma imagem não clara, desprezando uma outra (de outro ângulo) cuja impressão era de impedimento. O Dourado reclama com razão.
  • São Paulo x Cruzeiro: o milimétrico detalhe do gol anulado de Alisson leva a questionar se, com equipamento moderno, o lance não teria sido legal? Se no “Bruto” as imprecisões são nítidas, imagine no “Refinado”?
  • Goiás x Red Bull Bragantino: o que seria o 2º gol do Massa Bruta (e aí o placar 0x3) foi anulado por uma marcação de linhas muito mal feita. Talisson teve o gol anulado pois antes de receber a bola, o VAR traçou a linha no cotovelo de Vitinho. Não estava impedido, aquela região do corpo não se pode jogar, e a linha deveria ser traçada no ombro. Errou o VAR (vide abaixo o print). O interessante é que, pouco depois, nova trapalhada: o 3º gol do Bragantino (o 2º que valeu), foi validado corretamente – mas no telão mostrou a linha traçada com o jogador errado, levando a uma imagem curiosa no reinício do jogo: os jogadores mostrando que estava escrito “Não Impedimento”, mas congelada em Vitinho, impedido, que não estava no lance! Aí virou o “samba do criolo doido“, como diria o poeta…

Como o VAR não é uma obrigação da Regra do Jogo (e, portanto, você pode optar em utilizá-lo ou não), que tal abandonarmos no próximo Brasileirão o recurso?

– Expulsão de Adryelson e Não-Expulsão de Roni: tudo bem?

Duas situações a se debater:

  • Sobre a expulsão de Adryelson: é um lance muito interpretativo. Não foi pela violência, mas por parar um jogador que estava no ataque. Deve-se perguntar: se ele não sofre a falta, estaria livre para uma oportunidade clara e manifesta de gol? Ía para a meta? Alguém o alcançaria?
    Eu não daria o Cartão Vermelho, mas o Amarelo. Entretanto, não é loucura interpretar (com rigor) e expulsar.
  • Sobre o pênalti cometido por Roni: a  regra mandava expulsar antigamente, pois ali se comete uma infração numa oportunidade clara e manifesta de gol dentro da área. Porém, alegando ser algo muito rigoroso, a IFAB mudou: quando for pênalti, se aplica Amarelo, e não mais o Vermelho (somente se estiver em disputa de bola, pois em casos de mão na bola ou agressão, continua a valer a expulsão).

Me impressiona e me desagrada: o cerimonial do árbitro e do VAR!

A cada ida ao monitor, se faz um rito. A cada marcação de pênalti, um evento. Precisa querer fazer pose e se aparecer? Os atletas são os artistas, não o árbitro.

Botafogo x Palmeiras: escalações, desfalques, retrospecto, onde assistir,  arbitragem e palpites

Imagem extraída de Terra.com.br

– Parcial: Botafogo 3×0 Palmeiras.

Que baile que o Palmeiras está levando. Agora, 36m, perde de 3×0 para o Botafogo.

Não gostei do que fez o Endrick: simulou ter recebido uma cotovelada. Não foi nada, e o Bráulio ainda deu Amarelo ao zagueiro…

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Goiás x Red Bull Bragantino.

Para o confronto entre o Esmeraldino e o Massa Bruta, a CBF escalou:

Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima – PE
Árbitro Assistente 1: Kleber Lúcio Gil – SC
Árbitro Assistente 2: Francisco Chaves Ferreira Jr – PE
Quarto Árbitro: Anderson Ribeiro Gonçalves – GO
Assessor de Arbitragem: Adriano de Carvalho – TO
VAR: Daniel Nobre Bins – RS
AVAR1: Eder Alexandre – SC
AVAR2: Alexandre Vargas Tavares de Jesus – GO
Observador de VAR: Ricardo Marques Ribeiro – MG

Rodrigo tem 36 anos e é Guarda Municipal em Jaboatão de Guararapes / PE. No ano passado, teve a oportunidade de trabalhar na Série A pela 1ª vez. Nesse ano, está tendo mais escalas e atuando com certa regularidade. Entretanto, destoou negativamente em Vasco x Santos (não marcou nenhum lance polêmico, errando especialmente em um pênalti para o time da casa).

Quando trabalhou em seu primeiro jogo do Red Bull Bragantino na Série A, foi contra o Fluminense no Maracanã (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-3hn). Naquela oportunidade, se mostrou bem inseguro e distribuiu bastante cartões.

Aliás, um defeito desse árbitro é o excesso de cartões amarelos, que ele tenta diminuir rodada a rodada (muitas vezes, o uso indevido do cartão amarelo é por conta da falta de autoridade).

Lamentavelmente, Reinaldo foi mal também em Porto Alegre, causando em Grêmio x Fluminense a “revolta de Felipe Melo”, que virou um desabafo folclórico do jogador. Depois foi o mesmo árbitro que deu Amarelo para Pavón, num São Paulo x Atlético, por comemorar chutando a bandeira (e que não deveria ter recebido). Me recordo, ainda, de América x São Paulo, onde ele expulsou Mastriani injustamente e pouco tempo depois “compensou” expulsando também injustamente Arboleda.

Abra o olho com os cartões, Massa Bruta!

Torço para um bom jogo e uma ótima arbitragem.

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– O rebaixamento de um dos maiores árbitros da Premier League para explicar a escala de Red Bull Bragantino x Corinthians:

Entenda esse panorama, e aí você entenderá a escala do Brasileirão para a próxima rodada: 

Na Inglaterra, os árbitros que trabalham na Premier League são profissionais e contratados por temporada. Ao final do seu contrato, podem ser rebaixados ou dispensados, se não forem bem.

Deles, Anthony Taylor é um dos maiores nomes da PGMOL (Professional Game Match Officials Board, a entidade que cuida da arbitragem da PL). Ele apitou a final da Liga Europa, esteve na Copa do Mundo e foi o árbitro no Mundial de Clubes. E por ter se equivocado em Wolverhampton 2×2 Newcastle (marcou um pênalti num contato físico normal de disputa de bola), foi rebaixado para apitar jogos da Championship (a segunda divisão).

Lá, isso é inadmissível. Um árbitro FIFA não pode marcar um pênalti inexistente e deve ser punido exemplarmente. E para o árbitro, é uma vergonha incomensurável.

Aqui no Brasil… vemos tais pênaltis a toda rodada sendo marcados. Árbitros são punidos ou não, afastados ou não, conforme a necessidade das escalas.

E por que isso ocorre?

Porque não temos bons e numerosos árbitros no quadro. Se Wilson Seneme afastar todo mundo que errar (como no erro de Taylor, que lá é exceção e aqui é corriqueiro), não teremos árbitros para apitar a Série A.

Vide: Bráulio Machado, afastado em Vasco x São Paulo, voltou em Botafogo x Palmeiras. E mesmo com todas as queixas, apitará Grêmio x Bahia. Daronco, outro contestado, no Fortaleza x Flamengo.

A estratégia é: afasta um ou outro árbitro por rodada (para dizer que houve punição), e resgata veteranos (Marcelo de Lima Henrique, Leandro Vuaden e Luiz Flávio de Oliveira), que estão quase aposentados, para tentar “segurar o rojão” nas rodadas finais.

Quando se tem um jogo importante, “se guarda” o árbitro uma rodada antes, a fim de ser preservado. É o caso de Raphael Claus, que foi poupado na anterior para estar nessa escala. Provavelmente, o árbitro de Flamengo x Palmeiras esteja descansando no próximo domingo (vou chutar que será Ramon Abel Abatti).

E sobre a escala em Bragança Paulista, toda ela, aqui:

Com Claus no apito nesse ano pelo Brasileirão, o Red Bull Bragantino não perdeu e o Corinthians não venceu. Mas não é culpa do árbitro, mas sim do desempenho natural das equipes.

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– O erro dos anos 80 que ninguém viu em Athlético 1×1 SPFC:

Logo no começo dos acréscimos do 1º tempo, o Furacão está no ataque e numa dividida a bola sobra para o goleiro tricolor Rafael. Ele segura a bola, se equilibra e a tem dominada. Quando vai repor, o árbitro paralisa o jogo e permite o atendimento médico de dois jogadores que estão caídos. O reinício se dá através da nova regra do “bola ao chão”, que permite a posse de bola de quem a dominava, com distância de 4m dos demais adversários.

O árbitro Rafael Rodrigo Klein faz o procedimento correto de bola ao chão para o goleiro Rafael (lembrando: ele tinha pleno domínio da bola). O arqueiro deixa a bola rolar no chão, a toca, mantém o domínio com os pés (e a partir daí, não pode mais voltar a pegá-la com as mãos, uma situação que ocorre desde o início dos anos 90). Ao ver a proximidade do atacante do Athletico, ele se agacha, e aí começa aquela situação comum dos anos 80: goleiro se aproxima para agarrá-la, fica ameaçando, enquanto o adversário ameaça dar o bote. E Rafael a agarra (o que não podia). Teria que ser marcado tiro livre indireto dentro da área para o Athletico Paranaense, por uso indevido das mãos do goleiro em momento que não lhe é possível.

Ninguém percebeu, reclamou ou falou. Claro, é um lance atípico e que por anos (se bobear, décadas) não víamos mais no futebol. Mas é a regra… Provavelmente, a paralisação por um bola ao chão fez com que se bobeasse; mas não há dúvida quanto ao domínio de bola antes da paralisação, a continuidade do domínio com os pés depois do reinício e o toque com as mãos irregular a posterior.

Fique atento, juizão.

Confira como foi a transmissão da Jovem Pan do jogo entre Athletico-PR x  São Paulo | Jovem Pan

Imagem extraída de: JP.com.br

– Não acredite na teoria da conspiração sobre os árbitros cariocas.

Depois de uma horrorosa arbitragem de Wagner Magalhães (FIFA-RJ), que deu motivos para reclamações do Santos FC, reforçou-se uma nova teoria da conspiração: a de que árbitros cariocas querem ajudar os times do Rio de Janeiro na parte de cima e na parte de baixo da tabela.

Não acredite!

Explico em: https://youtu.be/Cs1WSnwPvtQ?si=HEVsuq7vxExHQPZA

– É pra ir dormir… o pênalti para o Coritiba contra o Santos.

Infelizmente, escrevi nas últimas avaliações de arbitragem que os erros e o mau condicionamento físico do árbitro carioca Wagner Magalhães o faziam parecer um juiz de campeonato de veteranos.

Há pouco, com o braço colocado no corpo, a bola bate no jogador do Santos (Dodô) e ele marca pênalti.

Pior: tem VAR, e ele confirma!

Como justificar moviendo antinatural? Ou intenção? Ou qualquer coisa que o valha?

Não adianta ter uma ferramenta tão boa. O elemento humano, cada vez mais no Brasil, destrói o VAR.

Desliguei a TV.

– No futebol, conquistou um objetivo, se para? Sobre Palmeiras 5×0 São Paulo.

Está virando rotina por parte de alguns clubes: atinge-se um objetivo, tira-se o pé?

O São Paulo ganhou a Copa do Brasil e “largou o Brasileirão“. Outros clubes já fizeram isso: o Grêmio quando priorizava as Copas é outro exemplo. Ou ainda: a situação em que um clube faz 1×0 no começo do jogo e abdica de jogar para segurar o placar.

Fica a pergunta: tal relaxamento foi o culpado pelos 5×0 sofrido diante do Palmeiras, ou nada disso: foi um jogo de esforço mútuo onde o Verdão estava com sangue nos olhos e superou um adversário que queria jogar (mas não conseguiu)?

Montagem/TV Cultura

Arte: TV Cultura / UOL.

– 160 anos de Futebol e 11 curiosidades.

Em 26 de outubro de 1863, findava em Londres uma vitoriosa campanha encabeçada por universitários e pelo jornalista John Cartwright: a da padronização das diversas práticas de ‘football’.

Como o esporte era jogado sob a orientação dos diversos colégios e associações esportivas, não haviam regras únicas para o futebol. Há mais de um século e meio, na Freemason’s Tavern, dessa união de esforços nasceu a “The Football Association” (a FA é a ‘CBF inglesa’), que visava, como mote maior, divulgar um único conjunto de medidas para que o jogo de futebol fosse disputado uniformemente em toda a Grã-Bretanha.

Nascia assim o livro The Simplest Play, que nada mais eram as Regras do Jogo de Futebol, com 14 capítulos.

Vamos a algumas curiosidades? Selecionei 11 itens, já que em 1870 o futebol passou a ser jogado com esse número de atletas, definido pela regra 3 até hoje.

1) As traves (Regra 1) eram compostas apenas por postes; o travessão (ou seja, a parte de cima da meta) só surgiu 2 anos mais tarde, tamanha era a confusão para se determinar se os chutes muito altos tinham sido gol ou não;

2) Infrações (Regra 12) eram resumidas como: são proibidas rasteiras, caneladas e cotoveladas, bem como golpear ou segurar a bola com a mão; simples assim!

3) Não existia a figura do árbitro (Regra 5), que só surgiu em 1868, e ficava sentado numa cadeira, na sombra, servindo para tirar as dúvidas dos capitães das equipes (que eram as pessoas que decidiam se havia alguma falta ou não em comum acordo). Somente em 1878 é que surgiu o apito, mas ainda não servia para marcar faltas, mas para avisar sobre o começo e término dos jogos. Em 1881, enfim o árbitro entrou em campo e começou a decidir sobre infrações sem a consulta de capitães, fazendo parte da regra.

4) O tempo de jogo (Regra 7) é definido em 90 minutos (1893), com intervalo e acréscimos. Antes, se desse o tempo, encerrava a partida imediatamente, quer a bola estivesse no ataque ou não.

5) O pênalti (Regra 14) surge em 1891. Até então, nas faltas próximas ao gol, os jogadores se aglomeravam em cima da linha de meta e formavam um muro sobre ela.

6) Diversas infrações poderiam deixar de serem marcadas, caso a equipe que sofresse a falta achasse que não importava a marcação. Ou seja, nascia em 1903 a “lei da vantagem” (não era o árbitro quem determinava se seguia ou não o lance).

7) O goleiro podia segurar a bola com a mão por toda a sua metade do campo. Em 1907, radicalizou-se e o arqueiro só podia colocar as mãos dentro da grande área. Mas somente em 1921 alguém teve a idéia de que eles deveriam usar roupas diferentes dos jogadores de linha, para não confundir as pessoas.

8) Preocupada com a saúde dos atletas, decidiu-se em 1924 que, se o árbitro considerasse que um jogador estivesse contundido, deveria parar o jogo para que ele fosse atendido. Antes, o lesionado deveria se arranjar sozinho para deixar o campo e o jogo não deveria ser interrompido.

9) Uma revolução aconteceu em 1925: o impedimento (Regra 11) passou a exigir que ao menos 2 atletas (antes, eram 3) estivessem dando condição para que o jogo prosseguisse.

10) Em 1938, numa ‘reengenharia’ esportiva, definiu-se as 17 regras do futebol que persistem até hoje, com algumas alterações ao longo do século.

11) Somente em 1970 permitiu-se substituições de atletas universalmente (Regra 3). Antes (desde 1966), eram permitidas somente em partidas que envolvessem clubes. Também temos a adoção dos cartões amarelos e vermelhos (Regra 12).

É claro que ao longo do século XX outras tantas modificações surgiram, como o tempo de 6 segundos da posse do goleiro com a bola nas mãos, mesma linha deixar de ser impedimento, 3ª substituição, área técnica, entre outras. E no século XXI, o VAR.

E você, teria alguma sugestão para mudanças de Regra do Futebol, no dia do seu aniversário de 159 anos?

Deixe seu comentário:

Conheça todas as regras para jogar futebol

Imagem extraída de: https://regrasdoesporte.com.br/conheca-todas-as-regras-para-jogar-futebol.html

– Red Bull Bragantino 1×2 Atlético Mineiro: por que Leo Ortiz não foi expulso?

Porque o árbitro Marcelo de Lima Henrique, de novo, errou (agora, a favor do Massa Bruta).

Que situação constrangedora para um árbitro veterano e que respeito… Dias atrás, o mesmo árbitro marcou um absurdo e incompreensível pênalti contra o Red Bull Bragantino (vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/09/20/o-penalti-inexistente-em-america-0x2-red-bull-bragantino-ate-veterano-fazendo-caca/).

Ontem, estando de frente para o lance, não viu o pênalti cometido por Leio Ortiz e, se não fosse o VAR, teria errado feio (como errou na oportunidade citada) não marcando a favor do Massa Bruta.

Compensação? Não, não posso pensar nisso. Erro técnico, creio.

Porém, a bola foi tirada do gol pelo braço de Ortiz (ele cai e levanta o braço, movimento intencional), na clássica situação de lance claro de gol. Era para Cartão Vermelho (não para Amarelo – e aí que residem as reclamações do Atlético Mineiro).

AMARELO só é em lance de disputa de bola dentro das condições especificadas na Regra, não pelo uso da mão.

Caso existam dúvidas, essa postagem é bem clara: https://professorrafaelporcari.com/2020/09/11/nao-confunda-a-orientacao-da-regra-de-nao-expulsar-um-atleta-que-evita-o-gol-em-disputa-de-bola-com-evitar-o-gol-usando-indevidamente-as-maos/

Red Bull Bragantino x Atlético-MG: escalações, desfalques, retrospecto, onde assistir, arbitragem e palpites

Imagem extraída de Terra.com.br

 

 

– Quando um gestor esportivo não manda (ou não entende) nada!

Repost há 1 ano:

O humorista Antonio Tablet publicou em seu twitter esse trecho da inusitada entrevista de um jogador criticando seu técnico. Hilário! Mas… será que muitos atletas, árbitros e subordinados no futebol não desejavam desabar como ele fez?

Que pena não ter mais detalhes das equipes, só sei que o boleiro se chama Anderson, reclamando que seu time, o Liberdade de Marabá, estava vencendo o jogo por 2×0 contra o Juventus / PA e deixou empatar. Vale assistir, abaixo: https://twitter.com/antoniotabet/status/1453129415395840002

https://platform.twitter.com/widgets.js

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Atlético Mineiro.

Para o confronto entre o Massa Bruta e o Galo, arbitrarão a partida:

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique – RJ
Bandeira 1: Rodrigo Figueiredo Henrique Correia – RJ
Bandeira 2: Márcia Bezerra Lopes Caetano – RO
Quarto-árbitro: Douglas Marques das Flores – SP
Assessor de Árbitros: Adriano de Carvalho – TO
VAR: Rodolpho Toski Marques – PR
AVAR 1: Helton Nunes – SC
AVAR 2: José Mendonça da Silva Jr – PR
Observador de VAR: Rodrigo Pereira Joia – RJ

Apesar dos seus 52 anos de idade (está há 21 anos na Série A do Brasileirão), o militar Marcelo de Lima Henrique (carioca, mas que está apitando pelo Ceará) continua bem fisicamente. Até pela necessidade de renovação no quadro, ele não tem apitado a mesma quantidade de jogos na Primeira Divisão do que outrora, mas nos jogos decisivos das outras divisões, ele se tornou uma atração. Mantém razoavelmente o bom nível técnico de antes. Porém, pisou feio na bola em América vs Red Bull Bragantino (vide aqui sobre o pênalti de queimada marcado, em: https://wp.me/p4RTuC-PSb).

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– Acompanhe conosco o SanSão de Veteranos.

Orgulho por fazer parte do Time Forte do Esporte da Rádio Difusora!

Acompanhe conosco pelo AM 810 e aplicativos, direto da Festa dos 50 anos do Sindicato dos Rodoviários, São Paulo x Santos (Legends).

Informações aqui: http://wp.me/p4RTuC-QFJ
.

– Godoi no Tiracaticast.

Bola e Carioca entrevistaram Oscar Roberto Godoi no Tiracaticast. E que baita entrevista!

Para quem não assistiu, aqui: https://www.youtube.com/live/evrlG5UCuuk?si=riiQd-aLxVhvY849

 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino vs Fluminense.

Para o importante jogo entre o Massa Bruta e o Tricolor Carioca, a CBF escalou:

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Bandeira 1: Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE)
Bandeira 2: Leone Carvalho Rocha (GO)
Quarto Árbitro: Fabiano Monteiro dos Santos (SP)
Observador de Campo: Francisco de Assis Almeida Filho (CE)
VAR: Daniel Nobre Bins (RS)
AVAR: André da Silva Bitencourt (RS)
AVAR 2: Jefferson Ferreira de Moraes (GO)
Observador de Vídeo: Alicio Pena Jr (MG).

Depois de apitar Corinthians 4×4 Grêmio e não marcar um pênalti claríssimo ao Grêmio, Wilton Sampaio foi para a geladeira (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-PQr). Ele já tinha ido mal no Grêmio x Bahia…

Nesse período, ele apitou a série B e série C, e fez uma lambança em Volta Redonda x Paysandu… para quem não soube, veja aqui: https://ndmais.com.br/futebol/video-arbitro-de-copa-do-mundo-volta-de-suspensao-e-faz-lambanca-na-serie-c/

A pergunta é: qual Wilton estará em Bragança Paulista? O da Copa do Mundo ou o da má fase do Brasileirão?

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– Análise da Arbitragem de Santos 1×3 Red Bull Bragantino.

Enfim assistimos uma “arbitragem à Europeia”, sem marcar faltinhas forçadas ou alastrar para jogadores. Claus estava ligadão, correu o tempo todo e mostrou-se respeitado. Apitou, felizmente, com vontade. Apesar do campo molhado, pouquíssimas faltas marcadas em um jogo onde os clubes procuraram o gol a todo momento. Agradabilíssima partida para quem gosta de futebol (ao menos, pelo primeiro tempo, pois no segundo o placar foi logo resolvido).

Nossas anotações abaixo:

O pênalti a favor do Red Bull Bragantino: corretamente marcado, não houve qualquer dúvida.

Pênalti reclamado aos 32m por mão na bola: nada a se marcar, estava bem posicionado o árbitro.

42m: Lucas Braga entra na área, tem a chance do drible e ao perceber o carrinho de Lucas Cândido, cai. Nada marcou Claus, corretamente.

43m: Jean Lucas está partindo para o ataque, sente a proximidade de Luan Patrick e se joga descaradamente. Acertou o árbitro ao marcar simulação e dar cartão amarelo ao santista.

48m: Luan Patrick impede o contra-ataque de Marcos Leonardo e recebe Amarelo. Correto.

65m: Dodi apela e agarra Lucas Evangelista na entrada da área. Cartão Amarelo bem aplicado.

A pergunta é: é tão difícil para os clubes buscarem o jogo de maneira limpa, esquecendo a arbitragem? Quando os árbitros não são pressionados, eles se comportam melhor e os lances duvidosos diminuem.

Santos x Red Bull Bragantino: prováveis escalações, desfalques, arbitragem,  onde acompanhar e palpites

Imagem extraída de Terra.com,br

– Ana Paula Oliveira não é mais a chefe dos árbitros da FPF.

A Federação Paulista de Futebol confirmou o desligamento de Ana Paula da Silva Oliveira, que era a presidente da Comissão de Arbitragem.

Em seu lugar, assumirá (ao menos interinamente) Silvia Regina de Oliveira.

Os grandes problemas foram: a dificuldade de relacionamento com seus pares (como o episódio Edina Alves, no jogo Inter de Limeira e Red Bull Bragantino), a exposição (lembram das fotos no camarote do Morumbi, que precisou de pedido de desculpas?)  e os riscos que aceitou correr no processo de renovação da arbitragem (insistência com nomes que não vingavam, árbitro de 23 anos em Derby)…

Particularmente, penso: Reinaldo Carneiro prepara algo impactante.

– Quando o Fair Play é discutido: o lance de dias atrás de Shaktar x Porto.

Dias atrás, jogaram Shaktar x Porto. Eis que a equipe portuguesa estava no ataque, e um defensor ucraniano se contundiu sozinho. O atacante do Porto, percebendo o fato, ao invés de se aproveitar da situação, colocou a bola para fora (abaixo, o lance citado em vídeo).

Tal gesto foi aplaudido por muitos. Por outros… duramente criticado.

Compartilho abaixo um artigo do ex-árbitro FIFA Duarte Gomes, onde ele aborda: no futebol, há ainda o Fair Play que deve ser incentivado, mesmo que isso possa parecer ruim para muitos.

Abaixo, extraído de: https://amp-sicnoticias-pt.cdn.ampproject.org/c/s/amp.sicnoticias.pt/desporto/2023-09-23-Quando-o-fairplay-de-uns-esbarra-na-insanidade-de-outros-07e45f0b

QUANDO O FAIR PLAY DE UNS ESBARRA NA INSANIDADE DE OUTROS

Por Duarte Gomes

Por cada comportamento mais acalorado ou irresponsável, há sempre duas ou três dúzias de exemplos positivos, atitudes nobres e valentes, que sublinham o caráter dos seus autores e a essência do que realmente se espera num desportista de eleição.

Mas… há sempre um mas.

Sempre que somos presenteados com momentos desses, que devemos valorizar e aplaudir insistentemente, logo surge quem tente diminuí-los e ridicularizá-los, como se essa coisa de ter atitudes dignas fosse algo nosense, incompatível com as exigências desportivas e financeiras da alta competição.

A luz quando nasceu, nasceu para todos, mas infelizmente há quem insista em viver na sombra.

Esse padrão, essa forma cinzenta e magoada de estar na vida e no desporto, não tem culpa apenas própria. Provém também de uma determinada formatação cultural, de hábitos incutidos desde cedo, que impede pessoas boas de verem coisas bonitas e elogiáveis. Há quem realmente não tenha capacidade para reconhecer feitos nem elogiar ou aplaudir tudo o que de bom é produzido por outros.

Queria dar-vos apenas três exemplos recentes, entre tantos outros que poderia aqui citar:

1. No jogo da passada 3ª feira entre Shakthar Donetsk e FC Porto, Galeno, jogador da equipa azul e branca, teve um gesto que mereceu até rasgados elogios do clube derrotado (!): ao ver que um defesa contrário estava em evidentes dificuldades físicas, o avançado azul e branco abdicou da jogada de ataque que conduzia (e que era prometedora), colocando a bola fora das quatro linhas, de forma a que lhe fosse prestada assistência médica. Além de alguns jogadores do Shakthar, até o árbitro lhe agradeceu a atitude bonita.

Adivinhem a reação dos mais indefectíveis? ” Se estivesse a perder, não fazia… Eu queria era ver se fosse no início do jogo… Aquilo que ele faz cá é bem pior… São gestos da tanga, não valem nada…”Este é um grande artista”…

Vale a pena dizer mais alguma coisa? Este tipo de comentários não dizem quase nada sobre a atitude fantástica do extremo brasileiro, mas dizem quase tudo sobre quem pensa e fala dela assim. Certo?

2. No dia seguinte, António Silva, jovem central encarnado, reconheceu publicamente que tinha tido opção técnica infeliz no decorrer do jogo com o Salzburgo, penalizando a equipa com a sua expulsão, além do pontapé de penálti que resultou em golo para o adversário.

Querem mesmo ler algumas das reações imediatas a esse mea culpa espontâneo?

” Se fosse um jogo em Portugal, não te deixavam abrir a boca… Não percebo porque é que teve necessidade de falar, calado era um poeta… Estás é com medo de perder o lugar no onze… Se fosse contra X ou Y não abrias a boca, assim é fácil”…

É como é. Poucochinho mas elucidativo.

3. No jogo de abertura desta jornada (Famalicão/Arouca), o avançado arouquense Mujica viu cartão vermelho direto após pisar deliberadamente o corpo de um adversário que estava no solo. O momento foi feio, a sanção foi justa, mas foi a sua reação que ficou na retina: o jogador espanhol acatou a decisão, pediu desculpa, cumprimentou o árbitro e abandonou o terreno de jogo com a resignação de quem sabe ter errado.

Algumas das coisas que se escreveram sobre esse momento foram tão más que nem vale aqui pena citar. Digamos que ficaram na linha dos comentários anteriores.

A capacidade que algumas alminhas têm em transformar ouro em chumbo, só é possível quando há lacunas evidentes nas suas cabecinhas e corações.

A verdade é que cada um de nós, todos nós, devemos aproveitar todos estes bons exemplos para fazer pedagogia, para mostrar o lado melhor que o desporto tem, para contagiar outros atletas e agentes desportivos a fazerem exatamente o mesmo.

Boas práticas nunca são demais, sejam menores ou maiores, venham do norte ou do sul.

Fairplay não tem clube nem rivais. Não entra em campeonatos, não compete nem rivaliza com ninguém. É maior, muito maior do que tudo isso.

É a favor disso e contra pensamentos rasteirinhos que devemos continuar a lutar, não que isso vá mudar quem está demasiado velho para se livrar de raciocínios brejeiros, mas porque pode afetar positivamente a forma como os seus filhos e netos estarão no desporto e na vida.

Por mais e mais gestos como o dos Galenos, Antónios e Mujicas.

O lance em: https://www.youtube.com/watch?v=G2aaJ8-5CzQ

 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Santos FC x Red Bull Bragantino, Rodada 27 do Brasileirão da Série A.

Para o importante jogo entre o Peixe e o Massa Bruta, a CBF escalou:

Árbitro: Raphael Claus (SP)
Bandeira 1: Alex Ang Ribeiro (SP)
Bandeira 2: Daniel Paulo Ziolli (SP)
Quarto Árbitro: Thiago Lourenço de Matthos (SP)
Observador de Campo: Antonio Pereira da Silva (GO)
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)
AVAR: Frederico Soares Vilarinho (MG)
AVAR 2: André Luís Skettino Policarpo Bento (MG)
Observador de Vídeo: Hilton Rodrigues Moutinho (RJ).

Uma escala bem conservadora, afinal é jogo grande: Claus dispensa apresentações, é árbitro de Copa do Mundo, renomado e respeitado. Pelo status alcançado pelo Red Bull Bragantino e pela sua posição na tabela, nada a contestar na escala (enfim, fora de casa, um não-novato escalado, o que é bom). Idem aos seus experientes bandeiras.

Me chama a atenção o AVAR 2: apitou vários jogos da Série A para ganhar experiência, e André Luís Skettino Policarpo Bento vai para o monitor? Não entendo… aliás, nessa rodada temos Leandro Pedro Vuaden, Marcelo de Lima Henrique e Luiz Flávio de Oliveira escalados. Desse jeito, não vai ser fácil renovar o quadro (e talvez a CBF nem saiba fazer isso, pela forma como os jovens árbitros são lançados).

Por fim: não gostei do VAR. Igor Benevenuto, que respeito demais, não está lá na melhor de sua fase, mas quero crer que vá bem nesse jogo.

Desejo boa sorte à equipe de arbitragem e uma ótima partida de futebol!

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Uruguai x Brasil.

Com todo respeito, o juizão venezuelano que apitará no Estádio Centenário pelas Eliminatórias é sofrível... Alexis Herrera tem 33 anos, natural de Carabobo, com 12 anos de carreira como árbitro e há apenas 6 temporadas no quadro da FIFA.

Quando entreou para o quadro  internacional (bem jovem), logo de cara apitou Jr Barranquilla x Flamengo, onde Teo Gutierrez deu uma cotovelada em Felipe Luiz e nem recebeu cartão amarelo. Passou batido.

No ano passado, quando o SPFC foi prejudicado por uma péssima arbitragem no Chile pela Sulamericana , ao reclamar na Conmebol, o Tricolor teve a escala de Herrera na volta “como compensação”, e falamos do conjunto de erros dele naquela oportunidade: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/07/08/e-pra-cumprir-a-orientacao-ou-nao-sobre-o-penalti-de-sao-paulo-4×1-universidad-catolica/

Nesse ano, o Bolivar ganhou do Palmeiras pela Libertadores, com muita reclamação de Abel, que disse: “jogamos contra a altitude e contra o árbitro” (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/06/os-lances-reclamados-de-bolivar-3×1-palmeiras/).

Lembrando: Herrera apitou Colo-colo x River Plate, e neste jogo permitiu um carrinho criminoso de Paulo Díaz (RIV) em Alexander Oroz (COL), aplicando apenas o Cartão Amarelo (veja a entrada aqui: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2022/04/28/sem-var-juiz-permite-falta-violenta-antes-de-gol-do-river-na-liberta-veja.htm)

Enfim: não gostei da escala.

Arte GZH

Arte: GZH

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Uruguai x Brasil.

Com todo respeito, o juizão venezuelano que apitará no Estádio Centenário pelas Eliminatórias é sofrível... Alexis Herrera tem 33 anos, natural de Carabobo, com 12 anos de carreira como árbitro e há apenas 6 temporadas no quadro da FIFA.

Quando entreou para o quadro  internacional (bem jovem), logo de cara apitou Jr Barranquilla x Flamengo, onde Teo Gutierrez deu uma cotovelada em Felipe Luiz e nem recebeu cartão amarelo. Passou batido.

No ano passado, quando o SPFC foi prejudicado por uma péssima arbitragem no Chile pela Sulamericana , ao reclamar na Conmebol, o Tricolor teve a escala de Herrera na volta “como compensação”, e falamos do conjunto de erros dele naquela oportunidade: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/07/08/e-pra-cumprir-a-orientacao-ou-nao-sobre-o-penalti-de-sao-paulo-4×1-universidad-catolica/

Nesse ano, o Bolivar ganhou do Palmeiras pela Libertadores, com muita reclamação de Abel, que disse: “jogamos contra a altitude e contra o árbitro” (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/06/os-lances-reclamados-de-bolivar-3×1-palmeiras/).

Lembrando: Herrera apitou Colo-colo x River Plate, e neste jogo permitiu um carrinho criminoso de Paulo Díaz (RIV) em Alexander Oroz (COL), aplicando apenas o Cartão Amarelo (veja a entrada aqui: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2022/04/28/sem-var-juiz-permite-falta-violenta-antes-de-gol-do-river-na-liberta-veja.htm)

Enfim: não gostei da escala.

Arte GZH

Arte: GZH

– O fenômeno dos jogadores que “recobram” suas qualidades quando se troca o treinador

Como explicar:

1- O Santos FC, com o mesmo elenco, começou a jogar um bom futebol com Marcelo Fernandes. Não jogava antes pois era culpa dos treinadores anteriores?

2- O Botafogo venceu o clássico contra o Fluminense. Mérito do técnico Lúcio Flávio, que fez algo que Bruno Lage não fazia: contentar o elenco?

3- O Bahia ganhou do Goiás lá em Goiânia, tendo Rogério Ceni como treinador. Os resultados ruins eram por culpa de Renato Paiva, o ex-treinador, pois é o mesmo elenco que está jogando?

O Vasco da Gama de Ramon Diaz passou por algo parecido, mas diferencia-se pois chegaram novos jogadores. Assim, fica a dúvida: há atletas (ou grupos de jogadores) que rendem menos com determinado treinador, ou são os treinadores que orientam mal?

Brasileirão 2023: veja os números mágicos para título, Libertadores, Sul-Americana e fugir da queda | brasileirão série a | ge

Imagem extraída de GE.com

– Análise da Arbitragem de Athlético Paranaense 1×1 Red Bull Bragantino.

Não comemoramos empate, só devemos comemorar a vitória”.

Essa foi a frase de Juninho Capixaba, após o empate do Bragantino na Arena da Baixada, relembrando o que Pedro Caixinha já houvera falado: “no futebol, precisamos buscar os 3 pontos. O empate nunca é um bom resultado”.

Sobre a arbitragem do jogo:

Pelo nível brasileiro dos juízes, o Yuri Elino fez um trabalho aceitável. Mas poderia ser melhor.

Se mostrou mais seguro do que em outras oportunidades, mas ainda um pouco vacilante. Precisa melhorar na advertência verbal. Por exemplo: com o comportamento de Canobbio, que falou o jogo inteiro e só recebeu amarelo nos acréscimos do 2º tempo. Deu 4 vantagens, acertando em três e errando em outra (vide esse lance equivocado nas anotações abaixo).

Enfim, um árbitro jovem tem que saber ganhar experiência, e faltou isso ao Yuri Elino. Explico: aos 8 minutos, Cuello intercepta uma bola com o peito, e o juiz estava exatamente atrás do athelticano, encoberto pelo corpo dele. Eis que ele marca falta, sinalizando que dominou com a mão. E a pergunta é: como ele viu isso, se ele estava sem a visão aberta? Deveria deixar o jogo seguir e, em caso de gol, o VAR o avisar. Errou.

Demais notas aqui:

Aos 9m, Helinho perde o tempo da jogada e acerta Cuello. Cartão Amarelo bem aplicado.

Aos 13m, Juninho Capixaba impede o contra-ataque de Canobbio e corretamente recebe o Cartão Amarelo.

Aos 16m, Vitinho percebe os zagueiros se aproximando dele e, quando poderia ter sofrido uma falta, desaba. Acertou o árbitro ao não marcar.

Gol de empate do Athletico: lance difícil, ajustado, e que precisou do VAR. Acertou a arbitragem ao validá-lo.

Aos 47m: Cartão Amarelo a Fernandinho, por falta em Helinho, bem aplicado.

Aos 51m, Fernandinho empurra seu oponente com as duas mãos, comete falta e arma o contra ataque. Errou o árbitro ao não marcar infração.

Ao longo do 2º tempo, cartões amarelos bem aplicados.

No primeiro tempo, duas vantagens bem aplicadas pelo árbitro Yuri Elino, onde resultaram em ataques promissores. No segundo tempo, errou ao dar vantagem a Nacho, pois sofreu duas faltas e ficou desequilibrado, mas acertou no lance de Canobbio. Foi razoável nesse quesito.

Athletico-PR x RB Bragantino: onde assistir, horário e escalação das equipes

Imagem extraída de: Terra.com.br

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Athletico Paranaense x Red Bull Bragantino.

Para o confronto entre o Furacão e o Massa Bruta, apitará:

Árbitro: Yuri Elino Ferreira da Cruz – RJ
Bandeira 1: Luiz Cláudio Regazzone – RJ
Bandeira 2: Thiago Rosa de Oliveira – RJ
4º Árbitro: Lucas Paulo Torezin – PR
Assessor de Arbitragem: José Mocelin – RS
VAR: Rodrigo Nunes de Sá – RJ
AVAR: Antonio Adriano de Oliveira – MA
AVAR 2: Michel Patrick Costa Guimarães – MG
Observador de VAR: Péricles Bassols Cortez– RJ

Yuri apitou Coritiba 0x1 Bragantino e foi muito mal (deixando de expulsar Andrei no 1º tempo, vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-3jT). Das vezes que o vi apitando, se mostrou muito inseguro em campo, marcando faltas demais e mostrando-se sem critério nos cartões.

O curioso é que os primeiros jogos de Yuri na Série A foram justamente apitando partidas contra Athletico e Red Bull Bragantino. Voltou para a série B, fez reciclagem e retornou para a Série A.

Veremos se mudou seu estilo… (tomara). Torçamos para uma boa arbitragem e um ótimo jogo!

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– A escala do árbitro para Fortaleza x Corinthians.

Andrés Rojas, da Colômbia, apitará Fortaleza x Corinthians. 

Me surpreende: ele não é “primeira linha”, não apita jogos importantes e apenas está escalado em jogos fáceis. 

Aliás, o jogo mais importante que ele já trabalhou foi aquele Atlético Mineiro x Boca Jrs, quando anulou um gol legítimo dos argentinos e foi suspenso  (Libertadores 2021).

Já repararam que quando um time é prejudicado fora de casa, a Conmebol escala um árbitro mais fraquinho no jogo de volta? Vide aqui o ocorrido na ida, em: https://professorrafaelporcari.com/2023/09/27/os-3-lances-polemicos-em-corinthians-1×1-fortaleza-pela-sulamericana/

– Sávio no Flamengo x Bahia: que erro na expulsão de Kanu…

Há 5 anos, a FIFA foi veemente: pediu aos árbitros que se atentem a situações onde um atleta sentem um puxão de camisa ou um toque no corpo e desabem, tentando cavar falta. Não é para marcar a infração!

Se o jogador pode continuar a jogada e abdica, é uma tentativa de ludibriar o árbitro, pois tem que existir o desequilíbrio real ou impedir que ele avança.

Gerson sente a mão de Kanu, que não tem força para derrubá-lo ou impedir de jogar. Ele cai. O árbitro, vacilante, dá falta.

Para piorar a situação do Bahia, eis que o VAR chama Sávio Pereira Sampaio, e sugere o Vermelho. Kanu é expulso, e não deveria.

Primeiro – não foi falta.

Segundo – se falta fosse, estava em diagonal, não em direção ao gol. Seria Amarelo.

Ah, nossa triste arbitragem… E em tempo: o jogo ficou 4 minutos parado.

Flamengo x Bahia: escalações, desfalques, retrospecto, onde assistir,  arbitragem e palpites

Imagem: Terra.com.br

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Palmeiras.

E para o confronto entre o Massa Bruta e o Verdão, trabalharão na arbitragem:

Árbitro: Wagner dos Santos Magalhães – RJ
Bandeira 1: Bruno Raphael Pires – GO
Bandeira 2: Luiz Cláudio Regazzone – RJ
4º Árbitro: Fabiano Monteiro dos Santos – SP
Assessor de Arbitragem: Márcio Luís Augusto -SP
VAR: Daiane Muniz – SP
AVAR: Silbert Faria Sisquim – RJ
AVAR 2: Rodrigo Batista Raposo – DF
Observador de VAR: Regildênia de Holanda Moura – RJ

Não gostei dessa escala. Wagner dos Santos Magalhães foi decepcionante em Cruzeiro x Red Bull Bragantino, andando em campo, travando a partida e segurando ao máximo os cartões. Uma péssima arbitragem, com um lance polêmico que prejudicou o Massa Bruta onde falamos aqui: https://wp.me/p55Mu0-3l1. Isso já houvera acontecido no horroroso jogo Ypiranga x RBB.

Ao contrário, Wagner foi mal em dois jogos do Palmeiras, mas que acabou beneficiando o Verdão: no Goiás x Palmeiras onde expulsou equivocadamente Halter, além do “pênalti fantasma” em Palmeiras x Fortaleza pela Copa do Brasil. Relembre aqui: https://wp.me/p55Mu0-3gn.

Tomara que não tenhamos confusão, mas o árbitro “promete”…

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– Boca x Palmeiras? Palpite e Arbitragem:

Eu vou no óbvio: teremos na Argentina um clássico 0x0, com muita reclamação de arbitragem e pouco “jogo jogado”.

Sobre Wilmar Roldan, o árbitro, falamos aqui: https://youtu.be/3of40d2I4e8?si=n_43qRXCtmnBXp0o

Se preferir, em texto, no link em: https://professorrafaelporcari.com/2023/09/27/wilmar-roldan-no-boca-jrs-x-palmeiras-cuidado-supersticiosos/

Continuar lendo

– Os 3 lances polêmicos em Corinthians 1×1 Fortaleza pela Sulamericana.

O árbitro Esteban Ostojich Daniel Vegah, 41 anos, há 7 temporadas no quadro da FIFA, foi o nome “trapalhão” na Neo Química Arena no jogo Corinthians 1×1 Fortaleza.

Me impressiona como ele está mal, pois quando entrou para o quadro internacional, se destacou positivamente: a Conmebol apostou muito nele, e apitou inclusive a final do Mundial de Clubes da FIFA entre Bayern-ALE x Tigres-MEX. 

Em 2021, ele apitou Palmeiras x River e não comprometeu, pois fez um trabalho de equipe muito bom com o VAR Nicolás Gallo (um dos melhores do quadro). Tanto que no mesmo ano apitou a final da Copa América (Brasil x Argentina). No ano passado, voltou a apitar o Palmeiras: 2×2 contra o Athletico Paranaense, em um jogo polêmico mas que ele foi bem.

Por fim, ainda em 2022, apitou o jogo de volta da Libertadores entre Flamengo x Corinthians, e embora não tenham ocorridos lances polêmicos, cometeu vários erros bobos (dando a impressão de que não estava em boa fase). Dali pra diante, começou a ter ruins atuações.

Ontem, três lances discutíveis e que Esteban Ostojich errou:

  • Gol do Fortaleza: Zé Welison faz um gol após cobrança de escanteio de Marinho, mas o árbitro anula alegando falta em Fábio Santos. Não foi nada (na várzea, é o chamado “perigo de gol”, para ironicamente dizer que inventou algo). O ótimo VAR Leodán González corrigiu o erro do árbitro (Leodán é o mesmo de River Plate 0x3 Palmeiras, onde acertou tudo naquela oportunidade).
  • Pênalti de Gil em Bruno Pacheco: num primeiro momento, fiquei em dúvida se a infração era de uma carga faltosa do braço direito do zagueiro nas costas do adversário, mas uma outra câmera mostrou a real infração: a perna direita de Gil trava o jogador do Fortaleza, e pisa em seu pé direito. Pênalti não marcado.
  • Pênalti em Marinho: Fábio Santos dá um carrinho e atropela Marinho. Atente-se à perna erguida do defensor corintiano, bloqueando a passagem depois da tentativa do corte (ele não pega a bola em momento algum). Ali, imagino que o árbitro não marcou pois Marinho, após sofrer a infração, força a queda com uma cambalhota. Ele sofreu o pênalti, e se cai naturalmente, não ficava dúvida. Mas ao “enfeitar’ a queda, trouxe à cabeça do árbitro a impressão de simulação. Errou a arbitragem ao não marcar.

Vale lembrar: esses dois lances são decisões interpretativas de campo, por isso que o VAR não chamou. Aqui no Brasil, vemos “VARs protagonistas” caçando lances infracionais, e não os erros crassos claros não-interpretativos, como deveria ser.

Imagem: print de tela do pênalti cometido por Gil.

 

– Wilmar Roldán no Boca Jrs x Palmeiras? Cuidado, supersticiosos…

Em 2018, nessa mesma fase da Libertadores, o Palmeiras foi eliminado pelo Boca Jrs com Wilmar Roldán no apito (2×2, semifinais). Na oportunidade, era um jogo de volta. Agora, é jogo de ida.

Eu não tenho superstições, mas clubes paulistas tem dificuldade de vencer com Roldan no apito, quando fora do país.

Entre 2018 e 2023, ele apitou 19 jogos de times de SP pela Conmebol, sendo apenas 7 vitórias ( nenhuma em fase de semifinal ou final).

É um árbitro que está muito irregular em suas atuações, e falamos detalhamento sobre ele aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/08/09/wilmar-roldan-no-olimpia-x-flamengo-o-que-esperar/

Árbitro colombiano apitará Boca Junior X Palmeiras na semi da Libertadores - BS9

Imagem extraída de: https://www.bs9.com.br/esportes/arbitro-colombiano-apitara-boca-junior-x-palmeiras-na-semi-da/17985/

 

– Maidana e a agressão a Vegetti no América 0x1 Vasco: por que a indignação?

Claro que para fugir do rebaixamento, “vale tudo”. Mas fica feio para a diretoria do América-MG reclamar do lance que resultou na expulsão de Maidana.

Não fica dúvida ao ver a imagem: o jogador do time mineiro (Maidana) deixa de disputar a bola e vai intencionalmente atingir o rosto do seu oponente (Vegetti). Isso se chama “conduta violenta” no be-a-bá da arbitragem, resultando num clássico Cartão Vermelho.

A indignação deveria ser: o árbitro precisou de VAR para expulsar numa jogada como essa?

América-MG x Vasco: onde assistir, horário e escalação das equipes

Imagem extraída de Terra.com.br

– São Paulo x Flamengo, Copa do Brasil.

Hoje é dia de final!

Sobre a arbitragem, em texto: https://wp.me/p4RTuC-PTY

Ou vídeo, em: https://youtu.be/GGbQkr3Qj-c?si=Tya1mSYOrF4WXXpZ