– São Paulo 4×0 Rondonópolis e a invasão de área. Acertou ou não?

Fatos lamentáveis ocorreram pela Copa SP na sede de Mogi das Cruzes, envolvendo torcidas organizadas. Muito já foi debatido sobre o lamentável fato. Mas vamos falar de um lance da arbitragem?

Rodrigo Gomes Paes Domingues foi o árbitro da partida e acertou em 3 lances difíceis dentro da área. Foram duas simulações tricolores e posteriormente um lance legítimo. O árbitro acertou ao não marcar as duas primeiras e também por marcar o pênalti.

Porém, após a cobrança do tiro penal do jogador são-paulino que resultou em gol, o juizão mandou voltar a cobrança, alegando invasão de área.

Certo ou errado?

Vamos lá: pela Sportv, não se vê atleta do São Paulo invadindo a área. Pelo contrário, se vê um atleta do Rondonópolis! A não ser que apareça alguma imagem mostrando alguém na lateral direita do campo avançando para dentro da área e fora do campo da TV, errou o árbitro.

Esquecendo o jogo em si e se atentando ao lance, saiba que durante a cobrança de pênalti,

A- se o batedor fizer o gol e:

  1. – um adversário invadir a área ou o goleiro se adiantar, valida-se o gol;
  2. – um companheiro do batedor se adiantar, se voltará a cobrança;
  3. – se adversário e companheiro invadirem, se voltará a cobrança também.

B- se o batedor não fizer o gol e:

  1. – um adversário invadir a área ou o goleiro se adiantar, se voltará a cobrança;
  2. – um companheiro do batedor se adiantar, segue a partida normalmente (com tiro de meta, escanteio ou o jogo rolando).
  3. – se adversário e companheiro invadirem, se voltará a cobrança também.

bomba.jpg

– Por onde andam e o que dirão os apoiadores da “Cervejada do Arthurzinho”, evento com a quase-chancela do Cel Marinho?

Na última semana, caiu o presidente da Comissão de Árbitros da FPF, Coronel Marcos Marinho, por diversos motivos – desde a escala de árbitro suspenso mas que fazia parte do seu círculo de amigos até escândalo envolvendo denúncias de assédio moral e sexual do assessor da sua Comissão, Arthur Alves Júnior. Vide a história destes históricos, já abordada à exaustão, em: http://wp.me/p55Mu0-IR).

Mas não é sobre isso que falaremos. Como “recordar é viver”, vale relembrar o interesse de alguns árbitros e a pressão velada sofrida por outros da CEAF.

Às vésperas da Eleição do Sindicato dos Árbitros de Futebol em 2010, Arthur Alves Júnior, conhecido apenas como “Arthur”, promoveu uma radical mudança de imagem. Passou a se chamar “Arthurzinho” e distribuir sorrisos, coisa incomum. Ele era membro da CEAF-SP (subordinado ao Coronel), tesoureiro da Cooperativa e queria a presidência do Sindicato.

Na campanha eleitoral (era candidato único), vários árbitros (e aqui não importam os nomes) gravaram vídeos de apoio, gerados por um site retirado do ar chamado www.oarthurzinhovemchegando. Alguns deles se deram muito bem na carreira, chegando até mesmo a jogos do Brasileirão da Série A. Outros, mesmo tendo gravado, já demonstraram (ao menos, em depoimento a mim) arrependimento pela vinculação à imagem dele. Nas gravações, defendiam com unhas e dentes a eleição de Arthur e chegavam ao ponto de dizer que “ele houvera mudado a vida de muita gente”.

Estes árbitros, se pudessem voltar no tempo…

Como parte da campanha, foi promovido o evento “Cervejada do Arthurzinho”, onde o mailing de e-mails era usado para convidar árbitros a promoverem a campanha eleitoral através desses encontros de confraternização. Eu próprio recebi alguns desses nojentos eventos (um dos meus motivos de repulsa à relação de dependência do Sindicato e FPF). Felizmente, nunca tive o desprazer em participar, mas cansei de ver as fotos do Cel Marinho junto ao Arthur nesses encontros.

Confesso que fiquei com pena do Coronel Marinho. Estaria ele crente de que tudo isso era normal? Entrou de gaiato nessa furada? Talvez. Mas permitir a mistura das coisas maculou a arbitragem paulista. Quem, de fato, foi revelado como destaque do apito pela última administração? Os grandes árbitros de SP foram todos da geração de Gustavo Caetano Rogério e, pasmem, até pelo José Evaristo Manuel (estes, formados por Roberto Perassi).

Convido aos amigos a lerem os dois textos abaixo. Um deles escrito de maneira brilhante, em 15 de Outubro de 2010, pelo jornalista Wanderley Nogueira (Rádio Jovem Pan e TV Gazeta), em seu antigo blog no Terra e que pode antever muita coisa.

A INDEPENDÊNCIA DOS ÁRBITROS

Por Wanderley Nogueira

(Extraído de: http://wanderleynogueira.blog.terra.com.br/2010/10/15/a-independencia-dos-arbitros/)

Na próxima segunda feira (18) será realizada a eleição do novo presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol de São Paulo. É o maior sindicato de apitadores do Brasil. Existe apenas um candidato: Arthur Alves Junior. Ele integra a Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol e é assessor do presidente da Comissão, Coronel Marcos Marinho. Deu para entender? O candidato único à presidência do Sindicato é quem escala os árbitros. É o patrão. Os independentes árbitros paulistas vão eleger como presidente da agremiação existente para defender os interesses comuns da categoria, o patrão.

Para encorpar a entusiasmante candidatura, foram realizadas cervejadas em apoio ao candidato, com a presença dos patrões. O site da campanha tem vídeos de apoio ao futuro presidente e registrando depoimentos favoráveis daqueles que tem os árbitros sob comando. O futuro líder da categoria exerce funções de patrão e vai continuar a exercê-las. É uma candidatura cúmplice dos escaladores de árbitros. Não é exagero dizer que essa é uma candidatura “oficial”. E, claro, nenhum árbitro teve coragem de apresentar uma candidatura de oposição. Jamais apitaria novamente…

Como sabem, existem dois tipos de sindicatos: aquele que defende os trabalhadores e aquele que abraça as teses patronais ou empresariais. Cada um no seu lado. Claro, é possivel conviver com respeito, dignidade e independência. O ideal é um sindicato inteligente e nada radical.

Mas o Sindicato dos Árbitros de São Paulo está conseguindo eleger um “representante” do presidente da FPF para presidir o seu destino. O ideal para os árbitros, imagino, seria um sindicato de resultados. Nada vinculado a correntes perigosas.

A origem do sindicalismo no século XVIII foi a união dos doentes e desempregados. Daqueles que não tinham proteção e segurança. Eram os desrespeitados, humilhados e subservientes. Décadas depois os sindicatos dos empregados e dos patrões foram considerados “ilegais”.

A esperança para os árbitros bem intencionados é que, no futuro, o sindicalismo deles consiga reerguer-se das cinzas, como ocorreu com os sindicatos na Europa no século XIX.”

Na mesma data, o jornalista Fernando Sampaio reproduziu o mesmo texto em seu conceituado blog e acrescentou outras coisas interessantes:

VERGONHA DA ARBITRAGEM PAULISTA

Extraído de: (http://blogjp.jovempan.uol.com.br/fernandosampaio/2010/geral/vergonha-na-arbitragem-paulista/)

Adiciono ao texto do Wanderley algumas informações:

A FPF realiza eventualmente um teste físico chamado COFFES, normalmente na pista de atletismo do estádio de Caieiras ou no Centro Olímpico de São Caetano do Sul. Normalmente, o Coffes é uma corrida de 2.700m em 12 minutos, tiros curtos de 30, 60, 90 metros. Além disso, há a medição de gordura e dobras cutâneas.

Aproveitando que a eleição é dia 18, segunda-feira, a FPF CONVOCOU os árbitros para realizaram o COFFES na sede da FPF. Detalhe: a sede do sindicato faz fundo com a da FPF. Ela está trazendo todos os árbitros, de todos os pontos do estado, para poderem assim votar no Artur. Mas a gozação é o seguinte: o COFFES será realizado no salão nobre da FPF. Dá para acreditar? Como é que vai correr dentro da sede da FPF?

Incrível, só falta ir buscar o árbitro em casa para votar.

Até o fotógrafo da FPF está pedindo voto ao candidato do Marco Polo Del Nero. Leia o e-mail:

“Boa tarde caros amigos Árbitros de Futebol.

Gostaria de dizer a todos que tiveram seu trabalho registrado pela lente da minha câmera que recebo do Arthur muito apoio e incentivo nesse trabalho fotográfico que tenho feito e dedicado a Arbitragem. Por isso gostaria que todos o apoiassem nas eleições a presidência da SAFESP no próximo dia 18/10/2010.

Um grande abraço a todos e sucesso.

Eduardo – ECM PRODUÇÕES”

Só faltou dizer: “Quem não votar, não tem foto”. rsrsrsrs

Diferente do Brasileirão de pontos corridos, 380 jogos em 9 meses de competição, a fórmula do Campeonato Paulista tem uma enorme influência da arbitragem. O formato é dirigido para ter os quatro grandes nas finais. Para tristeza da FPF, isso só aconteceu uma vez. Em 2007, quase deu Bragantino x São Caetano. Foi um corre-corre para evitar o fracasso de mídia e público. Para que isso não aconteça, tabela e escala de arbitragem são dirigidas. Os grandes são sempre favorecidos. É turno único. O Tapetão Paulista é ainda pior que o STJD. Faz vista grossa para os tumultos e bombas nos estádios, gramados, cartões, suspensões e demais casos.

É uma pena. São Paulo está decadente. Os bons árbitros paulistas foram formados numa geração anterior. Há anos a FPF não revela novos bons árbitros. Há exceções é claro. Além disso, vale lembrar que os dois últimos escândalos surgiram na sede da FPF: Edilson e os tais convites da Madonna, estória mal contada pelo Marco Polo para influir no Brasileirão. Foi suspenso. Apesar do escândalo, Marco Polo continua presidente da FPF.

É uma vergonha. A Federação Paulista virou um lixo.

Em meu blog, dois dias antes das eleições e posterior a publicação acima, escrevi o seguinte:

ELEIÇÕES DO SAFESP VEM CHEGANDO. MAS É DEMOCRACIA TER CANDIDATO ÚNICO?

Na próxima segunda-feira, os árbitros de futebol terão uma prova de Democracia (talvez ás avessas). Haverá a eleição no Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP). E poderão prazerosamente escolher o único candidato ao cargo, Arthur Alves Júnior.

Nada contra o Sr Arthur, mas… só ele concorre? Não há na comunidade dos árbitros nenhuma outra opção para representá-los? Os árbitros FIFAs do estado de São Paulo aceitam esse nome em unanimidade? As centenas de outros árbitros do quadro profissional e amador não manifestam nenhum nome alternativo?

Não gosto da criação de currais eleitoreiros e nomes únicos para escolhas ditas democráticas. Arthur assumirá a presidência do Sindicato, é atualmente diretor da Cooperativa, membro da Comissão de Árbitros da FPF e secretário da ANAF. Tal acúmulo de funções não é prejudicial para o bom trabalho das mesmas? Não há outros nomes? Ainda: não são cargos incompatíveis?

O Sindicato é um órgão de negociação com a FPF, e na maioria das vezes, há delicados embates. Porém, o Arthur negociaria consigo mesmo? A Cooperativa, por exemplo, é uma entidade que representa os árbitros. Os árbitros o escolheram e o colocaram lá por iniciativa própria ou fomentados pela própria direção atual?

Custa a crer que os árbitros manifestem o desejo que uma única pessoa os representem em todas as searas e sejam ainda subordinados a ela mesma. Mas… vivemos uma democracia. Ou não?

Assim como Serra virou verde e Dilma tornou-se carola, por que não o Arthur torna-se o mais querido? Boa sorte a ele e aos árbitros que apareceram dando depoimentos no site www.oarthurzinhotachegando.com.br. Façam bom proveito das decisões escolhidas. E festejem a vitória garantida!

Sugestão: cervejada para a comemoração é uma boa pedida.

Não para mim.

Mas bastante gente gosta…

A bom entender, meia palavra basta.

POR FIM: no COFFES citado por Wanderley Nogueira e Fernando Sampaio em seus textos, ninguém correu ou fez atividade física. Os árbitros apenas pesaram em uma balança (para cumprir protocolo) e de lá foram para a votação. Dos 261 eleitores, o placar foi: 260 para Arthur e 1 nulo (que imagino de quem seja). Dessa forma, foi iniciado e findado um capítulo triste da Arbitragem Paulista. Quem escreverá o outro?

Boa sorte ao Coronel Marinho e a Arthur Alves Júnior nos novos rumos profissionais e/ou pessoais.

bomba.jpg

– Demitido o Cel Marcos Marinho, segundo o UOL

Na manhã deste sábado, o UOL Esporte publicou que o Cel Marinho não é mais chefe da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol.

Justo. Concordo com tal saída. Segundo a publicação, a escalação do seu afilhado de casamento para o jogo da Copa São Paulo de Futebol Jr entre SPFC x Figueirense, Flávio Rodrigues Guerra, mesmo estando suspenso por 100 dias pelo STJD, foi o mote para a decisão de Reinaldo Carneiro Bastos.

A notícia pode ser acessada no link do UOL: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/01/16/apos-escalar-arbitro-suspenso-coronel-marinho-deixa-comando-da-arbitragem.htm

Minha opinião pessoal: a demissão do Cel Marinho foi a “bola que pingou” na frente de Reinaldo Carneiro, e ele não deixou de chutá-la. Quem foi árbitro tinha conhecimento da relação conturbada entre Marco Polo Del Nero e Reinaldo Carneiro Bastos e sabia que o primeiro depositava toda a sua confiança no Coronel. Tanto que ele acumulou (e acumula) diversos cargos dentro da FPF: Comissão Paz no Esporte, Cadastramento de Torcidas Organizadas, Segurança e Vistoria em Estádios, além da própria CEAF-SP. Já Reinaldo nunca foi muito próximo a Marinho e ao seu assessor direto, Arthur Alves Júnior.

Quando surgiram os escândalos envolvendo denúncias de assédio moral e sexual de Arthur, a situação começou a ficar constrangedora, principalmente com o depoimento de que a árbitra Regildênia de Moura fez por meio da ex-árbitra Sílvia Regina que a denúncia de assédio chegasse ao Cel. Veja em: http://wp.me/p55Mu0-Fg.

Posteriormente, novas denúncias de possível lobby e influência de pessoas próximas ao Sindicato dos Árbitros ajudaram a minar a sustentabilidade no cargo (vide em: http://wp.me/p55Mu0-GB).

Por fim, o estopim foi a errada escala do veterano Flávio Guerra, que apitou mal a partida  e que estava suspenso pelo STJD pela mentira relatada na súmula entre Corinthians x Santos (vide em: http://wp.me/p55Mu0-IG).

E agora?

Duas curtas observações de tendências:

  • a primeira, do natural convite para que Roberto Perassi seja o Presidente da CEAF, já que os árbitros paulistas estão em pré-temporada. Perassi é Diretor da Escola de Árbitros e trabalha em conjunto nas questões didáticas e técnicas com a Comissão. Especula-se (não é informação) de que Oscar Roberto Godoy houvera sido sondado anteriormente e rejeitado. Não sei se é verdade. Sálvio Spinola seria o outro nome, caso Perassi não aceite.
  • a segunda, de que caso a pressão sobre Sérgio Correa da Silva seja grande, Marco Polo Del Nero não hesitaria em levar o Cel Marinho para a CBF (em que pese a questão da competência).

Vamos aguardar!

bomba.jpg

– São Paulo 1×0 Figueirense em um Dia Negro do Futebol

Me dá nojo.

Ontem, dia 14, poderia ter sido marcado apenas por mais um dos inúmeros erros de arbitragem de futebol. Só que não…

Justamente na data na qual se celebrava “o Dia do Treinador”, que coincidiu com a descoberta de que o Cel Nunes recebeu quase R$ 250.000,00 de indenização e recebe mensalmente R$ 14.768,00 como “vítima da ditadura” (você não leu errado não, clique em: http://wp.me/p4RTuC-dQR); poucas horas após se revelar que o chefe sindical dos árbitros de SP e ex-membro da FPF, Arthur Alves Júnior, usava o cartão corporativo para pagar festas particulares e casas noturnas de mulheres de fama supostamente duvidosas (vide em: http://wp.me/p55Mu0-Ig), tivemos a partida entre São Paulo 1×0 Figueirense pela Copa São Paulo. E por que chamamos a atenção para tal jogo?

Não pelo erro do pênalti mal marcado: o zagueiro Brendo (FIG) deu um carrinho em Ignácio (SPFC) fora da área e o atacante caiu dentro. O árbitro, equivocadamente, marcou tiro penal.

Passaria batido se o árbitro não fosse Flávio Rodrigues Guerra, que está suspenso por 100 dias pelo STJD, devido a mentira que contou na súmula de Corinthians x Santos quando expulsou por engano David Braz (relembre o caso em: http://wp.me/p55Mu0-z2).

Se já falamos diversas vezes que a Copa São Paulo de Futebol Jr perdeu seu propósito real para jogadores e para a arbitragem (neste caso, o de revelar jovens árbitros – clique em: http://wp.me/p55Mu0-HM), há certas coisas que beiram a falta de bom senso: por quê o Coronel Marcos Marinho vai escalar Guerra em tal competição? Dizer que é para dar ritmo de jogo é “conversa fiada”, já que quantos árbitros ficam sem escalas durante os torneios e voltam a ser escalados sem ritmo.

Não adianta dizer que a Copa São Paulo Jr é competição amadora, pois lembremo-nos que a suspensão de 27 de novembro de 2015 é em dias para jogos oficiais. A Copinha não é um torneio oficial (embora não profissional) da FPF?

Muitas pessoas relembraram o fato do Cel Marinho ser padrinho de casamento de Guerra e supostamente beneficiá-lo em escalas. Discordo. Pra mim não é favorecimento, é incompetência.

bomba.jpg

– A Podridão de Bebedeiras e Assédio do líder sindical dos Árbitros denunciada pela Folha de São Paulo

Como justificar?

A Folha de São Paulo conseguiu depoimentos de que Arthur Alves Júnior, ex-braço direito do Cel Marcos Marinho e membro da Comissão de Árbitros da FPF (agora demitido), presidente do Sindicato de Árbitros (SAFESP) e vice da Associação Nacional (ANAF), gastava dinheiro dos árbitros em bebidas e visitas a casas noturnas como “Musas Night Club”. O jornal relata mais casos de assédios sexual e moral, além de outras novidades, como árbitros que estavam trabalhando em jogos e que, curiosamente, estavam ao mesmo tempo aprovando as contas do Sindicato na Barra Funda. As assinaturas eram posteriores…

E tem árbitro e bandeira conhecido nesta lista, hein? Muitos da A1 de SP, alguns que subiram de divisão rapidamente!!!

A pergunta passa a ser: os juízes se venderam ao dirigente para terem sucesso na carreira e mais escalas ou foram obrigados pelo assédio?

E se fizeram por ascensão à carreira, fariam outras coisas para chegarem a jogos maiores/ melhores e terem sequência de sorteios?

Abaixo, extraído de: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/01/14/cartola-do-apito-e-acusado-de-assedio-sexual-falsificacoes-e-desperdicio.htm

Cartola do apito é acusado de assédio sexual, falsificações e desperdício

  • Divulgação/Safesp
    O presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, Arthur Alves Junior

    O presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, Arthur Alves Junior

O presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, Arthur Alves Junior, é um homem na berlinda. No dia 2 de dezembro do ano passado, ele foi demitido do cargo que ocupava há dez anos na FPF (Federação Paulista de Futebol) após ter sido acusado de assédio moral e sexual pela árbitra Fifa Regildênia de Holanda Moura. A corregedoria da federação analisou a denúncia e acabou por recomendar a demissão de Junior, que nega ter feito qualquer coisa.

De lá para cá, mais mulheres relataram ao UOL Esporte que teriam sofrido assédio sexual por parte do dirigente. Além disso, o próprio vice-presidente do sindicato (Safesp), Leonardo Schiavo Pedalini, afirma que Arthur Alves utiliza o dinheiro da entidade para fins pessoais e que impede a diretoria a ter acesso às contas da entidade. Já um dos membros do Conselho Fiscal do sindicato diz que Arthur o compeliu a assinar o relatório de contas do ano passado sem ter tido acesso às notas correspondentes aos custos anunciados. 

Finalmente, conforme mostra documento a que o UOL Esporte teve acesso, Arthur Alves dirigiu uma assembleia do sindicato no dia 30 de setembro do ano passado e forjou a presença de 59 árbitros e auxiliares que, na realidade, não estavam lá, mas que tiveram suas assinaturas incluídas na ata da assembleia dias ou até semanas após a realização do encontro.

Veja, abaixo, os detalhes de cada uma das denúncias que pesam contra Arthur Alves Junior.

– Fraude em ata de Assembleia Geral

Safasp

Ata de assembleia afirma que 163 associados estiveram presentes, mas 59 deles não estavam e foram “convidados” a assinar posteriormente

No dia 30 de setembro do ano passado, Arthur Alves conduziu uma Assembleia Geral Extraordinária no sindicato dos árbitros. Nela, foi decidido, entre outras coisas, que a entidade iria adquirir um aparelho IPhone 6, “para uso da presidência”. Também foi definida a proposta de dissídio salarial coletivo para categoria que seria levada para negociação com o sindicato patronal, além de ter sido apresentado e aprovado o relatório de atividades da diretoria no ano. 

Conforme consta na ata, 163 árbitros e auxiliares estiveram presentes. Na realidade, porém, apenas 104 pessoas atenderam à reunião. Os 59 profissionais restantes tiveram seus nomes e assinaturas incluídos posteriormente.

A ata da assembleia geral, a que o UOL Esporte teve acesso, é acompanhada de cinco folhas de assinaturas. Os presentes assinam em ordem, cada um na linha abaixo ao anterior. A quarta folha de assinaturas tem início com o árbitro assistente Bruno Salgado Rizo, como mostra a imagem abaixo.

Safesp

Auxiliar de arbitragem Bruno Rizo assina presença em Assembleia realizada em São Paulo no dia 30 de setembro de 2015

Ocorre porém, que, na mesma data e hora (a assembleia teve início às 15h, e assim foi convocada, embora conste o horário de 17h na ata), Rizo estava na Vila Belmiro, em Santos, apitando uma partida amistosa do time da casa contra o Luverdense:

Arte/UOL

Conforme mostra documento da Federação Paulista de Futebol, Bruno Salgado Rizo apitava jogo na Vila Belmiro, em Santos, no mesmo horário da Assembleia Geral do sindicato dos árbitros de SP

Em conversa gravada com o UOL Esporte, o auxiliar de arbitragem admitiu a fraude, mas disse que “não teria por que contar” o motivo de ter feito isso. “Assinei depois, sim. Ele (Arthur Alves Junior) me mostrou a ata e eu assinei.”

Outro auxiliar em condição semelhante é Miguel Cataneo Ribeiro da Costa. Seu nome consta na lista de presença da assembleia, mas no mesmo dia da reunião ele estava atuando em uma partida em São José do Rio Preto, cidade do interior paulista a 454 quilômetros da capital.

Perguntado pela reportagem sobre como isso seria possível, ele disse: “Dessas coisas eu não quero falar. Eu sou do interior, não gosto disso de política.” O repórter insistiu, disse não se tratar de política, apenas de explicar como ele poderia ter estado presente simultaneamente em dois eventos que ocorreram em cidades distantes mais de 400 quilômetros uma da outra. A resposta: “Não vou comentar nada.”

Para o vice-presidente do Safesp, Leonardo Schiavo Pedalini, que rompeu com o presidente da entidade no meio do ano passado, os árbitros foram coagidos a assinar a lista de presença. “Acontece que o Arthur Alves tinha um cargo na comissão de arbitragem da FPF e influenciava nas escalas de árbitros para os jogos oficiais. Então, os árbitros assinaram a ata temendo serem prejudicados na confecção das escalas caso não o fizessem.”

 Em entrevista ao UOL Esporte concedida na última quarta-feira, Arthur Alves Junior não soube explicar o que teria acontecido. “Quem assinou, estava presente”, resumiu-se a dizer. A reportagem insistiu, dizendo que isso não era possível, pois dezenas de árbitros estavam atuando fora da cidade, e alguns deles admitiram que assinaram a ata posteriormente. A resposta: “Se assinaram, estavam presentes.”

– Ocultação de documentos contábeis 

Arthur Alves Junior também é acusado de esconder os documentos referentes à prestação de contas de 2015 do Safesp e de ter feito com que um dos três membros do conselho fiscal da entidade assinasse as contas mesmo sem ter tido acesso às notas fiscais que comprovariam as movimentações financeiras descritas.

Quem admite ter assinado a aprovação de contas sem tê-las visto é o próprio membro do conselho, Márcio Jacob. “Ele me chamou um dia na sala da FPF, onde também trabalhava, e me falou para assinar a aprovação de contas, disse que precisava mandar urgente para o Ministério do Trabalho. Eu disse que não tinha visto as notas referentes aos gastos que constavam ali, mas ele disse que estava tudo certinho. Eu fiquei intimidado, ele já tinha me ajudado bastante, me escalado para muitos jogos naquele ano, senti que não poderia recusar, e acabei assinando.”

Já o vice-presidente Pedalini acusa Arthur Alves de esconder os gastos da entidade porque ali constariam contas particulares do presidente que teriam sido pagas com o cartão corporativo da empresa. “Ele pagava bebidas, jantares e até festas com dinheiro do sindicato. Se tivermos acesso às contas, isso será provado”, afirma o vice-presidente, que já foi à Justiça para que Arthur Alves seja obrigado a apresentar a prestação de contas. A decisão deverá sair no mês que vem.

Ao UOL Esporte, Arthur Alves afirmou que não há qualquer irregularidade nas contas da entidade. Disse também que as notas referentes aos gastos da entidade estão à disposição de quem quiser consultá-las. Perguntado sobre qual teria sido a motivação do vice-presidente Pedalini em notificar judicialmente a presidência do sindicato para que apresentasse as tais notas, ele disse não saber. 

– Farras bancadas pelo sindicato, assédio moral e sexual

Arthur Alves Junior também é acusado de assédio moral e sexual. Sua demissão no final do ano passado se deu em virtude de uma acusação da árbitra Fifa Regildênia de Holanda Moura. Ela disse à corregedoria da Federação Paulista de Futebol que era assediada por Arthur, disse que o presidente do sindicato queria ser seu amante, que montaria uma casa para ela, e disse também que estaria sendo perseguida por Arthur Alves por não ceder a suas propostas.

Procurada pelo UOL Esporte, ela confirmou todas as denúncias que fez à corregedoria, mas que não falaria mais sobre o assunto: “O que eu tinha para dizer, eu já disse.” 

Uma ex-funcionária do sindicato dos árbitros, que pediu para não ter seu nome revelado, disse que também era assediada por Arthur, e que efetivamente chegou a se tornar sua amante e ir com ele a motéis, cujas contas seriam pagas com o cartão corporativo do sindicato. Além disso, ela afirma que recebia pelo tempo que passava com ele no motel como se fossem horas extras de trabalho, pagas pelo sindicato, conforme se pode ouvir no áudio abaixo, que foi primeiramente publicado no site jornalístico Blog do Marçal

O “Gustavo” referido nas falas da ex-funcionária é Gustavo Hirosse, ex-assessora da presidência no sindicato. Ele confirma o que diz a ex-funcionária, e acrescenta:

Ele bebia bebida alcoólica e ele ficava sem condições de dirigir, porque eram diversas coisas que ele bebia, muita cerveja, ele não tinha condições nenhuma de voltar pra casa. Uma das vezes, ele me ligou, eu não estava com ele, eu tive que buscá-lo em uma casa noturna porque ele não tinha condições de retornar para a residência.”  

Eu fazia todos os pagamentos de tudo isso aí, a pedido dele. Ele fornecia a senha, e tudo pago com o cartão corporativo do sindicato, o cartão é do banco Itaú, no cartão tem o nome dele, porém mas é um cartão corporativo, com o nome do sindicato dos árbitros de futebol do Estado de São Paulo. Ele gastava valores consideráveis por noite, R$ 700, R$ 800. Costumava ir de quinta, sexta, alguns finais de semana. Costumava ir muito a boate que fica localizada na região do bairro do Ipiranga, chamada Musas Night Club.

Sob a condição de não ter seu nome publicado, a ex-funcionária explicou o porquê de ter cedido aos desejos do presidente do sindicato. “Eu sabia que meu emprego estava em jogo, que se eu não cedesse, seria mandada embora, e eu dependia desse dinheiro”, disse. Segundo ela, sua demissão ocorreu quando a mulher de Arthur Alves teria descoberto o “romance”. “Ele me demitiu, sem nenhum motivo profissional. Depois, a mulher dele foi no sindicato, gritou com ele, brigou muito.”

UOL Esporte ouviu de mais duas árbitras que também teriam sido assediadas pelo cartola do apito. Ambas, no entanto, preferiram não dar qualquer declaração oficial, afirmando que temem sofrer represálias.

Arthur Alves nega todas as acusações. “Este áudio é uma fraude, uma montagem. Essa moça quer me prejudicar porque foi mandada embora, tanto que está movendo uma ação trabalhista contra o sindicato”, afirmou. Sobre a denúncia da árbitra Fifa Regildênia de Holanda Moura, Arthur Alves disse se tratar de nova invenção, e que ela estaria “querendo aparecer”.

– A Substituição de Goleiro na Copa São Paulo Jr. Poderia ou não?

Assisti a um pedaço do jogo entre São Paulo 2×2 Taboão da Serra pela Copa São Paulo Jr. E uma curiosidade da Regra poderia ter acontecido neste jogo. Vamos lá:

O goleiro da equipe do Taboão por várias vezes pediu atendimento médico, alegando desde câimbras até outras coisas. Porém, como a partida estava empatada e poderia ir para a cobrança de pênaltis (como foi e o placar se encerrou em 5×3), havia o risco do arqueiro não estar bem e ter que sair.

Até quase os 45 minutos do segundo tempo, o Taboão ainda não tinha feito a 3a e última substituição, e acabou a fazendo entre jogadores de linha.

Mas e se o time não tivesse feito a 3a substituição e durante a cobrança de pênaltis o goleiro tivesse se machucado mais seriamente?

Resposta: há alguns anos, alguém da linha deveria ir ao gol. Hoje, se pode substituir um goleiro lesionado mesmo após o apito final e durante a cobrança de um pênalti. Mas lembre-se: isso só vale para lesão de goleiro, desde que as 3 substituições não tenham ocorrido no tempo normal.

bomba.jpg

– Criatividade sobre Como se vê o Árbitro!

Criatividade do torcedor é algo incrível.

Veja só:

bomba.jpg

– O Diálogo Flácido do Workshop dos Árbitros, sem árbitros!

Quando José María García-Aranda, árbitro espanhol que apitou 3 partidas na Copa do Mundo da França em 1998 e 2 na Eurocopa 2000, resolveu pendurar o apito, se tornou Diretor de Árbitros da FIFA, chefiando e orientando os juízes.

Hoje, atua em consultoria de futebol e realiza trabalho como assessor da Real Federação Espanhola. E estará no Brasil para um workshop sobre arbitragem, entre 30 de janeiro e 02 de fevereiro.

O evento, chamado de “Planejamento Estratégico Plurianual da Arbitragem Brasileira”, organizado por Sérgio Correa da Silva, terá 3 momentos especiais, segundo a CBF. No primeiro, haverá palestras sobre planejamento estratégico, momento atual e diretrizes organizacionais (Missão e Objetivo). No segundo, o tema será “Como projetar e selecionar estratégias de ação e formas de monitorar e avaliar os processos”. No terceiro, os participantes vão assistir palestras de como viabilizar/incluir o intercâmbio e responsabilidade social (instituição/sociedade), debater o atual plano de carreiras, a arbitragem feminina e outros temas.

Gostou?

Sabe a quem se destina?

Aos 27 presidentes de Comissões de Arbitragem Estaduais.

Responda: diante de tamanha teoria e lenga-lenga burocrática, sem a presença dos árbitros (que estarão nos estaduais apitando), você tem noção de quanto, na prática, irá melhorar a arbitragem dentro de campo?

Possivelmente NADA. E se alguma coisa piorar, culparão Aranda como fizeram com Larrionda sobre os pênaltis de queimada.

Colocar gente competente para administrar a arbitragem, trazer alguém atuante na FIFA (nada contra Garcia-Aranda, ele poderia atuar até mesmo no cargo de Sérgio Correa) ou chamar Massimo Bussaca, o número 1 da arbitragem da FIFA, seria muito mais eficaz.

Aranda, hoje, não é voz oficial da FIFA, mas consultor remunerado. Para mim, pura demagogia e desperdício financeiro. Sem contar, claro, que tal evento irá para a conta dos serviços prestados pela CA-CBF.

Perguntar não ofende: já que é para gastar com cartolas administrativos e dizer que isso melhorará a arbitragem, por quê não se traz a cúpula da Comissão de Arbitragem da FIFA e convida OS ÁRBITROS, não os coronéis da vida (como Cel Marinho e tantos outros que ocupam cargos de presidência de CEAF) para participarem?

Incrível: a CBF teve Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, Marcos Vicente e em breve o Cel Nunes, e Sérgio Correa continua firme e forte em seu cargo, mesmo com reclamações dos clubes da Série A.

Ok, entendo. A presidência da Comissão de Árbitros é cargo de confiança de quem chefia a CBF. Se o chefe o quer, que assim seja.

bomba.jpg

– FIFA já pré-seleciona árbitro brasileiro para Copa de 2018!

Em Miami, entre 25 e 29 de abril deste ano, a FIFA realizará o primeiro encontro com os árbitros escolhidos em etapa inicial para a Copa do Mundo de 2018 na Rússia (masculina) e para a Copa do Mundo de 2019 na França (feminina).

Os juízes que lá estarão, se mantiverem um bom desempenho em seus jogos, testes escritos, práticos e físicos, serão os árbitros / árbitras das duas competições.

E quem representará o Brasil nas Copas do Mundo masculina e feminina?

Foram selecionados como árbitros titulares Sandro Meira Ricci e Regildênia Holanda de Moura. Também está pré-selecionado Wilton Pereira Sampaio como reserva imediato, caso Sandro não seja o escolhido.

Surpresa?

Mais ou menos. É sabido que Sérgio Correa da Silva, o chefe dos árbitros da CBF, canalizou todos os seus esforços para fazer o árbitro mineiro Ricardo Marques Ribeiro o árbitro para a Copa de 2018, sendo Dewson de Freitas, o árbitro do Pará, a segunda opção. Parece que nessa nova fase da FIFA, a CBF perdeu toda a sua força nos bastidores. E explico os motivos:

Ricardo Marques Ribeiro foi prestigiado pela CA-CBF o ano inteiro. Mesmo com erros grosseiros no Campeonato Brasileiro, o árbitro era insistentemente colocado a sorteio e sua bolinha caia favoravelmente. Em competições internacionais, quando escalado, Ricardo Marques não desempenhava bom trabalho.

Já Sandro Meira Ricci se tornou desafeto de Sérgio Correa da Silva, seu superior imediato. Mas veja que curioso: um ano antes de entrar no quadro da FIFA, Sandro fez um espetacular Campeonato Brasileiro, mas perdeu a vaga para Péricles Bassols no quadro internacional. No ano seguinte, com rendimento um pouco inferior, conseguiu a honraria.

Entretanto, nos jogos de Libertadores da América e na final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, Sandro foi espetacular, tendo impressionado os cartolas estrangeiros. Porém, nos jogos aqui no Brasil, uma má fase surpreendia, com atuações questionáveis.

Como Seneme teve problemas no joelho, Vuaden reprovou nos testes físicos, Heber e Paulo César preteridos, a vaga para o Mundial 2014 pingou na cara do gol para Ricci, que a agarrou com unhas e dentes. Fez uma participação muito boa na Copa do Mundo de Seleções no Brasil 2014, tendo a sorte de se tornar o primeiro árbitro a validar um gol pelo sistema eletrônico implantado em competição oficial. Só que de volta ao Brasileirão, a má fase continuava… E durante a Copa América 2015, o próprio Sérgio o “cornetou” dizendo que ele estava com problemas pessoais com a filha na Nova Zelândia, expondo uma situação particular que constrangeu o juiz.

A escolha de Ricci não surpreende pela questão técnica, mas sim pela política: ela foi certamente a CONTRAGOSTO da CBF. E a indicação de Wilton como suplente me impressionou: já estaria a frente de outros árbitros FIFA, como Daronco e Claus?

Por fim: justa indicação da árbitra Regildênia de Moura. Corajosamente, ela denunciou um esquema de assédio moral / sexual dentro da Federação Paulista de Futebol, derrubando o assessor do Cel Marcos Marinho, Arthur Alves Jr (que é atualmente presidente do Sindicato Paulista e vice-presidente da ANAF). O Coronel alegou que as denúncias eram infundadas e só havia conversado com a Regildênia quando ela reclamava de poucas oportunidades. Justamente após o caso, surge a indicação da FIFA – com justiça, pois acompanho o esforço dela e sei das qualidades da moça.

Enfim, se você pudesse, quem indicaria para a Copa do Mundo Masculina 18 Rússia e Copa do Mundo Feminina 19 França?

Deixe seu comentário: 

bomba.jpg

– A Copa São Paulo é para revelar ou não?

Começa a Copa São Paulo de Futebol Júnior, edição 2016! A competição é apaixonante para quem gosta de esportes, e abre o calendário futebolístico do Brasil.

Porém, a “Copinha”, como é conhecida carinhosamente o torneio, há tempos deixou de ter o propósito inicial: apresentar os craques do futuro e revelar atletas.

No começo, craques surgiam em grandes jogos de equipes de ponta. Clubes de expressão conseguiam mostrar o trabalho realizado nas categorias de base, enfrentando co-irmãos da mesma grandeza.

Hoje, equipes de todo o país, até mesmo as que não se sustentam durante o ano, disputam a Copa SP. Esquadrões formados às pressas, seleções regionais e combinados de atletas de empresários influentes acabam se envolvendo com clubes grandes. E como no futebol nem sempre o melhor vence, pode ocorrer de um grupo qualquer, por ser jogo único, eliminar um time sério que trabalha o ano inteiro. E isso não é bom para o futebol… Já tivemos o Roma de Barueri (de onde veio e para onde foi?) vencendo o torneio em cima do São Paulo FC.

Quem continua fazendo trabalho sério no esporte: o Roma ou o SPFC? O primeiro vende (ou vendia) atletas como mercadoria, o outro forma jogadores (incluindo trabalho escolar e social). E, com frequência, esses mesmos combinados que por acaso vencem a competição, passam vexame: ou alguém não se lembra de times do Tocantins e Roraima levando goleadas com placares de mais de 10 X 0?

Em suma: perdeu-se o espírito esportivo e privilegiou-se o mérito financeiro. A Copinha deveria ser um torneio com os 12 grandes do Brasil: os 4 paulistas, os 4 cariocas, os 2 gaúchos e os 2 mineiros. Se possível, o convite a um ou outro do Centro-Oeste e Nordeste (simplesmente privilegiando o mérito técnico).

Uma segunda opção seria a de transformar a Copa SP em um estadual sub20: equipes tradicionais e com bom trabalho em suas categorias de base disputariam – Paulista de Jundiaí, Guarani de Campinas, Ponte Preta, Nacional da Capital, entre outras, seriam indubitavelmente fortes equipes na competição.

Por fim: não poderia deixar de tocar no assunto: e para a arbitragem, a Copinha vale o quê?

Vale muito! Para o árbitro iniciante, é a oportunidade de grandes jogos (para a sua carreira até aquele momento) e com casa cheia. É um debute em competição de importância. Serve para ele aspirar a séries mais altas no Estadual, como A3 e A2, além de ganhar ritmo de jogo para a temporada.

Há um problema nesse ponto: antes, a Copa SP era arbitrada por jovens árbitros durante todo o torneio, e quem se destacasse mais, chegaria à final. Hoje mudou: árbitros conhecidos nacionalmente apitam alguns jogos a fim de se prepararem ao Paulistão, tirando a oportunidade de revelar jovens talentos do apito. Na década de 90, quem apitava a final da Copinha conseguia chegar a série A1! Nos últimos anos, até FIFA atuou na Copa SP.

Fica a preocupação: qual o mote principal da Copinha aos árbitros, pela visão da Comissão de Árbitros da FPF: revelar gente nova ou treinar juiz da primeira divisão?

Quanto ao mote dos clubes, aqui a Federação Paulista não deixa dúvidas: é o de fazer negócios! Claro, quais talentos das últimas edições da Copa SP disputam o Campeonato Brasileiro?

O craque, hoje, não precisa de Copinha para se revelar. Lembre que Neymar era reserva na edição em que disputou…

images.jpg

– Os 2 pênaltis de Real Madrid x Real Sociedad

Acompanhei o primeiro tempo de Real Madrid 1×0 Real Sociedad (placar parcial). E nos primeiros 45 minutos, dois pênaltis polêmicos.

No primeiro, Benzema entra na área, sente o seu marcador próximo e se joga. Não foi pênalti, mas o árbitro vê a queda e marca a penalidade. Errou.

No segundo, após o cruzamento de Bale, a bola bate na perna e na sequência no braço de Berchiche que dava um carrinho para interceptar a jogada. Pênalti corretamente marcado por movimento antinatural dos braços ou não?

Não podemos dizer que o atleta “correu o risco” da bola bater em seu braço, já que “correr risco” é ser imprudente, e uma das condições para se marcar uma infração por uso das mãos na bola é que obrigatoriamente deve ser um lance deliberado, nunca imprudente (muitos são levados a usar o termo incorretamente pelo mau uso da expressão por parte da Comissão de Árbitros da CBF – esqueça o “correu risco” e o substitua por “usar as mãos de maneira a buscar tocar a bola disfarçadamente“).

Enfim: houve o movimento antinatural dos braços do defensor? Por dar um carrinho com as mãos abertas, de maneira estabanada, você pode entender que no seu íntimo ele queria tocar a bola com as mãos, já que ampliou seu espaço com tal movimento dos braços. Mas considere: pelo fato da bola bater na perna do zagueiro e desviá-la, havia tempo para ele desviar o braço a fim de evitar o toque?

Se por um lado os braços excessivamente abertos trazem a dúvida da subjetividadepor outro o desvio da perna tira essa condição. A bola bateu rápida, sem tempo do desvio/ reflexo do jogador.

Eu não daria nenhum dos dois pênaltis, mas respeito quem interprete diferente o segundo lance. E você?

Em tempo: se Berchiche usou as mãos deliberadamente para interceptar o cruzamento, deveria ter recebido o cartão amarelo. E como já houvera recebido um cartão, deveria ser expulso.

Em tempo 2: a arbitragem espanhola sempre foi muito ruim. A chegada de estrelas que enriqueceram a Liga Espanhola não foi proporcional à pequena melhora dos árbitros. Mas quem somos nós, brasileiros, para falarmos isso hoje?

Convido aos amigos para assistirem aos vídeos FIFA 1, 4 e 7 que estão nesse link, e que ilustram melhor, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/10/16/penaltis-de-movimento-antinatural-entenda-a-diferenca-do-que-a-fifa-quer-e-o-que-a-cbf-inventou/

 

bomba.jpg

– Daronco, o melhor árbitro do Brasil segundo os jogadores! O pior é…

O Datafolha fez um levantamento junto aos jogadores dos principais clubes de futebol brasileiros sobre quem é o melhor árbitro hoje. E os resultados dos 3 primeiros colocados foram:

1- Anderson Daronco: 25,9%,

2- Heber Roberto Lopes: 22,2%,

3- Luiz Flávio de Oliveira: 17,5%.

Percebam que o árbitro brasileiro da última Copa do Mundo, Sandro Meira Ricci, que há tempos amargura uma fase ruim, não foi citado.

Já quanto o pior árbitro da atualidade, algumas curiosidades sobre os 3 piores colocados:

1- Ricardo Marques Ribeiro: 16,6%,

2- Heber Roberto Lopes: 10,1%,

3- Leandro Pedro Vuaden: 8,3%.

Repare que se para alguns Heber é o 2o melhor, para outros é o 2o pior. E que nosso árbitro que está sendo preparado para a Copa da Rússia 2018, Ricardo Marques Ribeiro, amarga a liderança negativa na opinião dos boleiros.

E a você: quem são os melhores e piores árbitros da atualidade?

bomba.jpg

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para River Plate x Barcelona

Como avaliar um árbitro que nunca fez jogo importante algum?

Apitará a final da Copa do Mundo de Clubes FIFA 2015 entre River Plater x Barcelona, o iraniano Alireza Faghani, auxiliado pelos bandeiras Reza Sokhandan y Mohammadreza Mansouri.

O River Plate queria Wilmar Roldan, o árbitro que é conhecido pelo apelido de “Castrilli da Colômbia”. Não conseguiu.

Parece que a morte de Grondona, o eterno cartola argentino, enfraqueceu os bastidores da AFA. Recordam-se de tempos de força da Associação Argentina sobre as outras entidades?

Na Copa do Mundo de Seleções 2014 no Brasil, a FIFA houvera divulgado o árbitro sueco Erickson como nome para a final entre Argentina x Alemanha. Os hermanos reclamaram muito e o escalado mudou! Na oportunidade, o italiano Nicola Rizzoli foi para a finalíssima.

Já no próprio Mundial de Clubes 2014, no Marrocos, a FIFA houvera indicado o árbitro português Pedro Proença para San Lorenzo x Real Madrid. Após reclamações públicas do presidente do time argentino contra arbitragem europeia, mudou-se a escala para o árbitro guatemalteco Walter Lopes.

Contrariando as últimas escalas em Copas de Mundo de Clubes, onde sempre o mais conceituado juiz era o escolhido para a final (desde que não fosse da mesma nacionalidade que o time da decisão), a FIFA mostra um total desrespeito à competência e meritocracia.

Pura política! Colocar um árbitro do Irã é demais.

Claro, lembremo-nos que nessas duas oportunidades em que a força e o lobby dos argentinos prevaleceram, ainda assim não conseguiram a vitória dentro de campo.

bomba.jpg

– Você acredita no discurso de Aidar?

Ouvi a entrevista do ex-presidente são paulino Carlos Miguel Aidar à Rádio Bandeirantes. Como ele discursa bem e é inteligente! O problema é nos convencermos de que o que ele fala é verdade…

Prova disso é a suposta comissão da Under Armour, cobrada por um amigo dele chamado Jack, que nem sobrenome ele sabe, que abriu mão de uma verba de quase R$ 15 milhões para não causar problemas pessoais a ele próprio, já que o São Paulo acha suspeita a transação.

Para muitos, Jack seria o próprio Aidar ou um laranja dele. Será?

Mas cá entre nós: que essa história é suspeitíssima, ô se é. Aliás, Aidar também disse que Abílio Diniz liga para os treinadores durante os jogos, sugerindo substituições. Mas como ele faz isso se é proibido telefone no banco de reservas? 

bomba.jpg

– A “Quase-FARSA” dos números da CBF sobre a arbitragem!

O acompanho desde a ESPN, passando pelos jornais que escreveu/ escreve e agora na FOX: Paulo Vinícius Coelho é um dos jornalistas que melhor analisa esquema tático de futebol no Brasil.

Justamente por ter simpatia pelo PVC (que não conheço pessoalmente), acho justo escrever essa postagem explicativa para que ele não seja enganado pelos números forçados e ilusórios de Sérgio Correa da Silva, da Comissão de Árbitros da CBF.

Pois bem: em seu blog no UOL, foram divulgados alguns números interessantes de melhora dos índices dos árbitros brasileiros. Vamos a alguns (extraídos de http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2015/12/15/para-a-cbf-arbitragem-do-brasileirao-melhorou-em-2015/?cmpid=tw-uolesp).

“Caro PVC,

Saiba que a CA-CBF gosta de trabalhar com números “frios”, determinando a qualidade dos árbitros por eles. Sem uma análise contextual, podemos até crer que eles melhoraram. Mas vamos lá:

– Os observadores que avaliam os árbitros têm grande dificuldade em dar notas conforme a real atuação. Se for “amigo do chefe”, as notas são melhores. E a própria escala dos observadores é duvidosa: quem os forma? Quem os orienta? São pessoas livres e desapegadas de outros cargos da CBF?

– Independente dos erros, há os árbitros sempre escalados. Não se esqueça das “geladeiras de mentirinha” ao longo do Brasileirão. Ricardo Marques Ribeiro errou e continuou nos sorteios.

– Redução de média de faltas: a causa é óbvia – faltas reais não foram marcadas, e isso foi motivo de discussão de muitos colegas de arbitragem, em especial as infrações que, a título de permitir maior quantidade de tempo de bola (outro índice observado como melhor), eram desprezadas.

O grande problema, amigo PVC, é que o chefe dos árbitros é um estatístico compulsivo. Desde os tempos que Sérgio Correa da Silva era presidente do Sindicato dos Árbitros e trabalhava concomitantemente na Comissão de Árbitros da FPF, perdia horas tabulando números. Assim, não acredite (como sei que não acreditou) nesses números gelados. Creia no que seus olhos viram no Brasileirão: orientação errada da normativa de 2013 (sim, elas são de 2013 – veja todas as alterações neste link: http://wp.me/p55Mu0-bW) de mão na bola e bola na mão que em 2014 se tornou polêmica e chegou até os dias de hoje com a burra insistência de que o mundo está errado e nós corretos (sobre o movimento antinatural da bola); relatórios mal feitos de árbitros; excesso de polêmicas criadas e, o mais grave: a salvaguarda de Marco Polo Del Nero a Sérgio Correa. E isso, nem os números dele conseguiram explicar: como, depois de tantos clubes e tanta gente criticar a má gestão do Sérgio, ele permanece firme e forte em seu cargo de confiança? O que Marco Polo viu de tão especial e valoroso no seu subordinado?

Claro, sei que você não precisava da minha carta pois já sabia/ ou imaginava tudo o que escrevi nela. Mas valeu para puxar assunto e escrever sobre esse tema tão apaixonante.

Abração,

Rafael Porcari”

Resumindo: a falácia de que a arbitragem do Brasileirão melhorou é uma fábula que alguns acreditarão; para outros, mais uma das fanfarronices de gente que há décadas vive dependurada em cargos como esses e que impede a oxigenação do departamento, colocando suas vaidades pessoais acima do real interesse do futebol. 

bomba.jpg

– Coronel Lula Marinho e o Secretário Arthur Dirceu

O futebol é um microuniverso da sociedade. De fato, o ambiente do Esporte se assemelha demais com alguns outros setores, como, especialmente, o da Política.

Leio que, pela 3a semana seguida, um 3o escândalo envolvendo o agora demitido membro da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF), Arthur Alves Júnior (e Presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo – SAFESP, tesoureiro da Cooperativa dos Árbitros (COAFESP) e vice-presidente regional da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF). Tudo divulgado pelo Blog de Marcelo Marçal (ex-funcionário da COAFESP e SAFESP) através do site de seu domínio, ApitoNacional.com.br.

Desta vez, o bandeira Márcio Jacob, um dos fiscais do Sindicato, admite ter aprovado todas as contas de 6 meses da entidade sem nunca ter visto uma Nota Fiscal de gasto sequer, tendo assinado os documentos NA SALA DO CORONEL MARINHO, na presença de Arthur e do Cel, de maneira constrangida e com medo de represálias.

Ao ouvir o áudio, há o imediato susto do espontâneo e sincero relato de Jacob, que declara ter assinado “pois era muito ajudado em escalas pelo Arthurzinho” e por estar dentro da FPF, de frente ao Coronel Marinho.

Certa vez, ouvimos o presidente Luís Inácio Lula da Silva se esquivar de José Dirceu dizendo que nada sabia sobre os atos de corrupção (sendo Dirceu seu Secretario da Casa Civil, trabalhando numa sala ao lado e se reportando a ele). Desta forma, Lula continuou no poder e Dirceu foi alijado do Planalto, trabalhando na surdina por outros interesses.

A diferença é que Arthur não trabalhava num departamento ao lado do Coronel Marinho, mas dentro da própria sala dele! O Coronel prossegue no cargo. Já Arthur, que foi demitido da FPF após denúncias de assédio moral e sexual, depois denunciado por “supostamente ‘pagar’ um relacionamento extra-conjugal” com dinheiro dos cofres do Sindicato e agora sendo acusado por membro do Conselho Fiscal do Safesp, continua forte em outros cargos.

Gravação e texto em: http://marcalneles.blogspot.com.br/2015/12/presidente-do-safespe-acusado-de-forjar.html

bomba.jpg

– Qual a novidade da FPF para os árbitros em 2016?

Leio que a FPF tem ouvido treinadores e jogadores para melhorar a relação de todos no mundo do futebol e transformar positivamente o Paulistão em 2016.

Ótimo. Parece que o presidente Reinaldo Carneiro Bastos está tentando dar sobrevida ao Regional de maneira correta. Mas… alguma novidade para os árbitros?

NENHUMA.

É vida que segue. Claro, como mudar se os árbitros não têm representatividade alguma? 

bomba.jpg

– Nenhum brasileiro no Mundial de Clubes da FIFA e o balanço final!

Preteridos em competições mundiais; ainda selecionados em algumas  continentais locais: assim está o panorama da arbitragem brasileira que passou por um processo violento de agonia em 2015.

No Mundial de Clubes da FIFA, nenhum árbitro ou bandeira  do Brasil foi selecionado pelo Mássimo Bussaca, o chefão mundial da arbitragem (é o segundo ano consecutivo que isso acontece). Irá representar a América do Sul Wilmár Rondán, da Colômbia.

Pudera, tão respeitada que nossa arbitragem foi, sofreu um processo regressivo de qualidade nos últimos anos, através do “emburrecimento da Regra” por parte da Comissão de Árbitros de Sérgio Correa da Silva, que procura criar estatística forçadas a seu favor do que capacitar de fato os árbitros.

Triste. E os clubes, acostumados aos erros, à Regra 12B (de qualquer bola na mão virar pênalti) e às péssimas atuações, apenas criticam Sérgio Correa que nunca cai do seu cargo – que é de confiança para o presidente licenciado Marco Polo Del Nero.

Enfim, que 2016 seja melhor para a arbitragem, pois 2015 foi horroroso

bomba.jpg

– Análise da Arbitragem de São Paulo 1×0 Liverpool

Calma, você não voltou ao tempo. É que nesta sexta-feira teremos o jogo de despedida de Rogério Ceni, um dos últimos jogadores a labutar por décadas em uma mesma equipe.

Sabe qual a curiosidade inusitada? O árbitro será o mexicano Benito Arcundia, o mesmo da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2005 e que arbitrou São Paulo 1×0 Liverpool.

Detalhe: o árbitro não foi bem naquela partida. Ele não deu um pênalti claro no lateral esquerdo Júnior, prejudicando os brasileiros; na sequência da jogada, armou-se um contra-ataque e Lugano quase quebrou as pernas de Gerard com um carrinho violento e certeiro, não sendo expulso e prejudicando os ingleses. Na época, Rafa Benítez, que era técnico do Liverpool (e que posteriormente perdeu outro Mundial Interclubes, para o Corinthians quando trabalhava no Chelsea) o criticou demais, creditando (injustamente) a derrota ao árbitro mexicano.

O interessante é que Benito Arcundia nem iria participar daquele mundial! Ele entrou na última hora como representante da Concacaf pois o guatemalteco que havia sido indicado lesionou o joelho.

Quem deveria ser convidado, o “bom do jogo” foi o bandeira Arturo Velazquez, que anulou corretamente 3 gols do Liverpool: 1 impedimento fácil, outro dificílimo e o outro por falta de Morientes quando ele tentava fazer a defesa.

bomba.jpg

– A incoerente Nova Lista dos Velhos Nomes de árbitros da FIFA

A CBF já encaminhou à FIFA a relação dos árbitros e assistentes para 2016. Haverá mudança nos nomes dos bandeiras, mas dos juízes, não. Ou seja: permaneceremos com os mesmos nomes de 2015.

Aqui uma consideração: fazia tempo que não se repetia a lista. E deveria-se mudar alguém?

Pela falta de opção e fraqueza dos aspirantes à FIFA, eu também não mudaria. Mas acho exagerado que a CBF ainda tenha o privilégio de ter o número máximo de árbitros no quadro internacional: 10 juízes.

Algo me incomoda: quando Sálvio Spinola saiu do quadro (ele encerrou a carreira pois sairia da FIFA) e Marcelo de Lima Henrique foi retirado da lista, ambos tiveram a mesma justificativa de Sérgio Correa: a de que a CBF estava renovando o quadro e que árbitros quarentões não tinham a idade para chegar à Copa do Mundo.

Heber Roberto Lopes, mais velho que ambos, permanecerá em 2016. Claro que a desculpa será de que agora a FIFA aceitará árbitros com até 50 anos ou mais (era 45), dependendo do seu desempenho. Ok, é uma justificativa. Porém, se hoje Heber sofre com os testes físicos, Sérgio Correa da Silva, o chefe dos árbitros, vai querer que acreditemos nessa história? Sabidamente, a CBF trabalha com o nome de Ricardo Marques Ribeiro para a Copa de 2018.

Nada contra os nomes re-indicados. Apenas uma questão de coerência.

bomba.jpg

– Camilo e as 1001 opções?

Um bom empresário de jogador muitas vezes é vendedor de ilusões. Digo isso pois ouvi Francis Leonardo, empresário do camisa da 10 da Chapecoense, o meio-campista Camilo, falando sobre seu comandado:

Disse ele:

Apesar de propostas financeiras muito boas da Europa, do Mundo Árabe, da China e de outros mercados asiáticos, existe a tentativa de contratação do jogador por parte do Santos, do Grêmio, do Corinthians, do Cruzeiro e do Flamengo. O São Paulo também consultou. Entretanto, como ele tem contrato em vigência com a Chape, a tendência é ficar por aqui mesmo pois ele gosta de cumprir os seus contratos. Se sair, só se for para o Botafogo, em homenagem ao pai que é botafoguense.”

Resumo de tudo: Camilo é o craque da vez, que humildemente ficará onde está abrindo mão de dinheiro e projeção.

Então tá!
bomba.jpg

– O pênalti não marcado em Coritiba 0x0 Vasco da Gama, 3 frases polêmicas de Eurico Miranda e uma ameaça de virada de mesa

Nenê está na cara do gol, vai chutar e… o lateral direito do Coritiba Leandro Silva o empurra e o calça. DOIS PÊNALTIS EM UM SÓ LANCE! E o árbitro Anderson Daronco estava em cima da jogada, próximo demais do bololô. A única explicação seria que o próprio corpo do atleta paranaense encobre a visão do juiz no empurrão no atacante vascaíno. Outra desculpa não há! Dessa forma, Daronco interpretou como tranco legal (erroneamente), pois se tivesse interpretado como simulação, deveria advertir Nenê com cartão amarelo.

Portanto: pênalti ao Vasco, com aplicação de cartão amarelo (não é vermelho pois havia a chance da bola ser chutada por Nenê e na sequência ser defendida pelo goleiro).

Relembro: Anderson Daronco, como dito algumas vezes aqui, apitou a maior parte dos jogos de TV. Forte, com boa postura, atuou bem nas partidas, mesmo não sendo acima da média na parte técnica. E ressalto o que tenho escrito com insistência: não havia sido testado em jogo com dificuldade elevada! Todas as boas partidas apitadas não foram difíceis. Se escalado fosse para a final da Copa do Brasil, seria o jogo mais complicado a ser avaliado. Neste Coritiba x Vasco, foi o seu primeiro “teste de jogo difícil”. Falhou em lance capital.

Claro, o rebaixamento não se deu a essa partida mas ao torneio todo. E é curioso saber que foram pouquíssimas derrotas no 2o turno e ainda assim, devido ao péssimo início o Vasco caiu.

Aliás, duas observações: a passagem do treinador Jorginho Pastor foi sua ressurreição, pois depois de trabalhar na Seleção Brasileira em 2010, não havia feito um trabalho convincente; a outra: a qualidade do futebol dos rebaixados. Os 4 que caíram não jogam tão diferente do que os 4 que subiram. Dessa forma, não seria repensar que 20 clubes é exagero na Série A?

Recordando 3 frases do presidente do Vasco da Gama, Eurico Miranda:

  1. O respeito voltou, referindo-se à conquista do Campeonato Carioca sobre o Botafogo, mesmo com nítidos erros desproporcionais e numerosos da arbitragem sofridos pela dupla Fla-Flu;
  2. Se o Vasco cair eu vou para a Sibéria, disse ele há 4 meses. Pagou mico… (sobre isso, em: http://wp.me/p4RTuC-cOE).
  3. Tenho uma carta na mão mas não a usarei pois o Vasco tem 10 jogos ainda, dizendo em entrevista à Rádio Tupi AM 1280 sobre disputar ou não a série B – e aí, que reside o perigo. Seria uma “virada de mesa”, aproveitando a atual fragilidade da CBF? O texto está em: http://wp.me/p4RTuC-cQO.

Temo que tenhamos os 24 times (anulando-se o rebaixamento) divididos em 2 grupos jogando entre si com mata-mata na final, como Eurico andou trabalhando nos bastidores.

E você, o que acha? Qual a cartada sinistra do presidente vascaíno?

bomba.jpg

– A Marmelada da AFA, a Presepada na CBF e a Barrigada da LIGA

Foram 3 fatos tristes e ruins para as pessoas que querem um futebol independente e transparente.

1) Na Argentina, a AFA (Associação de Futebol da Argentina) foi eleger em voto secreto o presidente para os próximos 4 anos. E o resultado foi empate entre os dois únicos candidatos: Luis Segura e Marcelo Tinelli levaram 38 votos, sendo… 75 ELEITORES!

A “CBF dos Hermanos”, aparentemente, teve o 76o voto do fantasma do falecido Grondona (ex-presidente notado pela corrupção), que veio do Inferno para tumultuar o pleito.

2) Nesta última 6a feira, a CBF realizou sua festa de confraternização! O presidente da Federação de Futebol do Sergipe, José Carivaldo, declarou ao Globoesporte.com como estava o licenciado Del Nero:

Marco Polo está normal, está alegre. Foi um almoço de confraternização. E eu estou acreditando muito que não tem nada a ver as acusações. Está alegre pela confraternização com todos seus amigos”.

O mais interessante é que o presidente interino da CBF, o deputado Marcus Vicente, convocou eleições para o dia 16/12, a fim de escolher o sucessor de José Maria Marin, preso nos EUA, e que assim como o próprio deputado, ocupava uma das vice-presidências da entidade, junto com o prefeito de Boca da Mata/AL Gustavo Feijó, o presidente da Federação Catarinense Delfim Peixoto e Fernando Sarney, filho do ex-senador, ex-governador e ex-presidente da República José Sarney. E, a mando de Del Nero, sugeriu o Coronel Nunes, presidente da Federação Paraense, para novo vice-presidente.

Como Marco Polo está licenciado, pode escolher um dos seus vices de confiança para substitui-lo “a altura”. Só que se a FIFA pedir a cassação do mandato, entra Delfim Peixoto, seu desafeto e, de acordo com o estatuto da CBF, o vice mais velho e que teria direito ao cargo. Eleito o Cel Nunes, outro homem de confiança de Del Nero, por ser 5 anos mais velho que Peixoto, ele assumiria o cargo de chefe da CBF.

Como diria Bezerra da Silva: “Malandro é malandro e Mané é Mané…”.

3) Já a Liga Sul Minas Rio, que ousa peitar a CBF e ser uma alternativa (mas que possui nomes contestáveis como o polêmico Alexandre Kalil à sua frente), começa mal: divulgou que a ANAF escalará os árbitros.

Só para entender: a ANAF é presidida por Marco Antonio Martins, o catarinense que prometeu greve pelos direitos dos árbitros e que é um dos observadores mais escalado pelo Sérgio Correa da Silva (presidente da CA-CBF) no Brasileirão. A mesma entidade que tem como secretário geral Arthur Alves Júnior, o dirigente do Sindicato e da Cooperativa de SP, que era membro da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista e que essa semana foi demitido por acusações de suposto assédio moral e sexual.

Começa mal a Liga… Kalil adora criticar a arbitragem. Quero ver agora!

bomba.jpg

– Qual o jogo mais difícil para se arbitrar na última rodada do Brasileirão?

Um (raro e justo) elogio à Comissão de Arbitragem da CBF. Sérgio Correa sorteou muito bem os árbitros da última rodada do Brasileirão.

Em que pese não há nenhum “árbitro revelação” com oportunidade em jogo morno na Rodada que fecha o torneio, ainda assim os jogos estão bem servidos.

E aí: qual o jogo mais difícil para se arbitrar neste final de semana?

CAMPEONATO BRASILEIRO DE FUTEBOL – SÉRIE A

– Análise da Arbitragem de Palmeiras 2×1 Santos

Vamos falar da arbitragem de Heber Roberto Lopes na decisão? Basicamente, existem duas avaliações:

  1. Perfeita tecnicamente, apitando forte/firme, tendo uma colaboração muito maior dos atletas do que Luís Flávio teve na Vila Belmiro; ou
  2. Cômoda, permitindo todo o tempo do mundo para atendimentos, contagem de barreira, ansioso para ir aos pênaltis com apenas1 minuto de acréscimo, evitando complicações nos minutos finais.

Excelente trabalho dos bandeiras Marcelo Van Gassen e Emerson Carvalho; este último, preciso no 1o gol palmeirense, que estava em mesma linha (a referência são as partes jogáveis dos atletas; mão e braço de atacante não contam).

Três coisas me chamaram a atenção:

  1. o choro incontrolável de Dudu;
  2. o ritual religioso-fanático dos atletas (Deus abençoa um time e amaldiçoa o outro?);
  3. os pênaltis mal batidos desperdiçados.

Parabéns ao Palmeiras pela Conquista. O treinador Marcelo Oliveira evitou um “tetra vice-campeonato da Copa do Brasil“. E Dorival Jr vai aguentar a “fumaça” por abandonar o Brasileirão pela Copa e perder a classificação para a Libertadores nas duas frentes.

Curiosidade: o Paulista de Jundiaí continua sendo a única equipe da Copa do Brasil a vencer o torneio enfrentando em todos os seus jogos somente equipes da Série A do Brasileiro. Infelizmente, depois da conquista, caiu da Série B para a C até estar fora de qualquer divisão nacional, além de ser rebaixado da série A1 para a A2 no estadual. Com o Santo André, outro time pequeno a vencer, aconteceu o mesmo.

bomba.jpg

– Caiu Arthur. Não caiu o Cel. Mas muda algo?

Me dá nojo! Escrevo abaixo com o estômago embrulhado.

Caiu Arthurzinho. Arthur Alves Júnior, secretário-geral da ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol, presidente do SAFESP (Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo), tesoureiro da COAFESP (Cooperativa dos Árbitros do Estado de São Paulo) e braço direito do Coronel Marcos Cabral Marinho na CEAF-SP (Comissão de Árbitros de Futebol da Federação Paulista).

Após denúncias levantadas por Marcelo Marçal no site “Apito Nacional” de que Arthur praticava Assédio Moral e Sexual nas árbitras, Reinaldo Carneiro de Bastos, presidente da FPF, achou por bem demiti-lo.

Sempre foi incompatível patrão ser sindicalista. Como o cara que escala os árbitros na Federação pode ser o mesmo cara que defende os árbitros no Sindicato das injustiças de quem os escala? Foi sempre assim também com Sérgio Correa da Silva e a pergunta inevitável é: o Sindicato é um braço da Federação? Mas atenção: Arthur continua em todas as outras funções.

Marçal, o denunciante, foi defensor de Silas Santana e Arthur Alves Júnior; ou melhor: dos trabalhos em prol da categoria dos árbitros desses respectivos presidentes da Cooperativa e do Sindicato. Trabalhava como Webmaster na Cooperativa, e demitido, se rebelou e mostrou sua insatisfação em algumas postagens. Posteriormente, foi contratado por Arthur para ser o responsável pelo site do Sindicato.

Não importa os motivos e as relações profissionais/ pessoais dos aqui citados. Marçal recebeu denúncias de que havia assédio moral e/ou sexual das árbitras e bandeirinhas da FPF. Em 2009, tornou-se público que uma árbitra, à beira de um testemunho contra Arthur sobre esse fato, fraquejou na porta da emissora de TV. O caso só ficou como boato e nunca provado.

Agora, vêm a tona a história de que Regildênia de Holanda, árbitra FIFA de SP, havia comunicado o assédio a então membro da CEAF Sílvia Regina que repassou a informação ao Cel Marcos Marinho, presidente da CEAF. O Coronel apenas argumentou que Regildênia somente pedia escalas, e nunca houve nada de seu conhecimento. Há a suspeita de outros 10 casos.

Será que pelo fato de Arthurzinho ser seu braço direito na Comissão de Árbitros e também padrinho do seu último casamento, o Coronel fez vista grossa? E a credibilidade dele agora?

Aliás, curioso: pessoas que elogiavam Arthur, se FOTOGRAFAVAM com ele, TRABALHAVAM para ele e sabiam de tudo isso, agora se dizem surpresas ou acusadoras.

RIDÍCULO! Muitos se voltam contra Arthur só agora que perderam poder. Alguns que, após a queda, o acusam e o fazem depois que perderem mordomias, pois estavam com ele. A esses, meu lamento.

Aliás, aqui cito a relação umbilical de Arthur e a FPF, desde o tempo que houve marcação de um teste físico no Salão Nobre da FPF (sim, árbitros tiveram que se deslocar de todas as cidades do estado para um suposto treino DENTRO DO PRÉDIO da FPF), onde, chegando lá, havia uma balança para que os juízes se pesassem e o pedido para que votassem em Arthur na coincidente data de Eleição dos Árbitros, no mesmo dia e horário da pesagem, com a urna e o candidato único ali. Não deu outra: 260 votos a 0 foi o resultado (sobre o engodo, leia 3 artigos aqui: http://wp.me/p4RTuC-20o )!

Creio que árbitros jovens, que gravaram os vídeos nos eventos “Cervejada do Arthurzinho” dizendo que Arthur mudou suas vidas devem detestam lembrar desse episódio. Um deles, que apita clássicos na série A1, testemunhou a mim o arrependimento. Só que foram 5 árbitros “cabos-eleitorais” que participaram das gravações…

Importante: nesse imbróglio não há tantos mocinhos. Cuidado com suas impressões… É como Cunha pedir o impeachment de Dilma!

Aliás, o Cel Marinho continuará na presidência da CEAF e o Arthur na presidência do SAFESP, um vizinho de fundo de prédio do outro. Nada mudará!

A matéria aqui e uma das cartas abaixo: http://marcalneles.blogspot.com.br/2015/12/caiu-apos-graves-denuncias-de-assedios.html

bomba.jpg
bomba.jpg

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Palmeiras x Santos

O paranaense (que apita pela Federação Catarinense) Heber Roberto Lopes apitará a finalíssima da Copa do Brasil no Allianz Parque. O que esperar dele?

Entre os árbitros, Heber é muito querido. Boa praça, low profile, começou com trejeitos espalhafatosos e qualidade técnica duvidosa. Evoluiu demais na carreira, chegando questionado à FIFA mas se firmando bem!

Observações de destaque para o árbitro nesta quarta-feira são:

o condicionamento físico: Heber sempre teve dificuldades em manter a forma, e se esforça muito nos testes físicos. Se não chover, creio que não terá problemas.

disciplinarmente: não é rigoroso, mas é respeitado pelos jogadores, o que ajuda muito devido ao clima criado. Heber sabe conversar; sendo assim, não espere muitos cartões amarelos por reclamações – e também não por jogadas mais viris, já que ele não costuma expulsar ou amarelar à toa. Por seu estilo, foi rotulado por alguns de caseiro, o que seria uma falsa impressão, pois os visitantes se dão tão bem como os mandantes em seus jogos.

tecnicamente: razoável, e aqui não há nada de excepcional.

Sendo assim, por quê Heber foi escalado?

A resposta é simples: pela EXPERIÊNCIA. Poderá tornar a condução do jogo de maneira cautelosa, segurando os ânimos exaltados com paralisações e promovendo muito bate-papo após entradas mais fortes. Não espero jogo corrido.

Quatro curiosidades:

1- Heber apitou 3 jogos do Santos neste ano (todos na Vila Belmiro), sendo empate contra o Flamengo e vitórias contra Atlético e Internacional. Não apitou nenhum jogo do Palmeiras em 2015.

2- Modesto Roma Jr, presidente santista, queria Luiz Flávio no 2o jogo (mas foi sorteado no 1o). Queria Daronco no 2o, mas deu Heber. Modesto foi o ÚNICO CARTOLA a estar presente nos sorteios da CBF.

3- Emerson Augusto Carvalho e Marcelo Van Gassen, os bandeiras da última Copa do Mundo e que foram muito bem no jogo de ida na Vila Belmiro, estarão novamente no 2o jogo. Tudo bem que são ótimos, mas tão melhores assim do que outros bandeiras? É desprestigiar os demais assistentes.

4- Que moral está o Heber: apitou a “decisão” do Brasileirão (Atlético Mineiro x Corinthians em MG) e agora apita a decisão da Copa do Brasil.

Creio em um jogo difícil de se arbitrar e torço por uma boa arbitragem!

bomba.jpg

– Vasco 1×0 Santos: Simulação ou Infração no pênalti decisivo?

Um lance polêmico em São Januário: aos 43 minutos do 1o tempo, Nenê (VAS) está dentro da área e o goleiro Vanderlei (SFC) tenta alcançar a bola, erra o tempo do carrinho e acaba indo em direção ao atacante adversário. Na proximidade, o vascaíno pula e por fim acaba não ocorrendo o contato do santista.

PÊNALTI OU SIMULAÇÃO?

Pênalti, mesmo sem contato físico. Acertou o árbitro Leandro Pedro Vuaden. Explico:

Dar ou tentar dar um pontapé; desferir ou tentar desferir um golpe; tocar ou tentar tocar o adversário estão no mesmo rol de infrações na Regra do Jogo. São situações diferentes de colocar ou tentar colocar a mão na bola.

Na infração da mão na bola, só existe a intenção do ato que deve ser consumado. Ou seja: há de tocar de fato deliberadamente.

Na infração de um carrinho contra o adversário, não há a necessidade da consumação do contato físico. Ou seja: não é preciso atingir o adversário, pois já é infração a tentativa ou a iminência do toque. E isso deve ser avaliado como: imprudência (tentou a bola mas pegou/ pegaria o adversário), ação temerária (teve intenção de matar/ mataria a jogada) ou uso de força excessiva (não mediu as consequências de que foi grave/ seria grave a jogada). Respectivamente, você deve aplicar a advertência verbal (sendo imprudência), cartão amarelo (na ação temerária) ou cartão vermelho (uso da força excessiva). Repare que o tempo condicional do relato é para expressar que não precisa ter atingido e que vale a mesma coisa no caso de que “poderia atingir”.

Mas nem sempre você pode pular. O atleta não pode:

1) Pular depois de perder uma disputa de bola, simulando a infração, tentando ludibriar a arbitragem/torcedores.

2) Pular antes da disputa de bola se efetivar, abdicando da tentativa de domínio, deixando de jogar para tentar cavar uma falta.

A primeira situação, a da simulação, é um problema cultural brasileiro, onde os jogadores preferem enganar a arbitragem do que disputar lealmente o jogo, fato que não ocorre em torneios como a europeia Champions League.

A segunda situação, a da abdicação do jogo, é outro problema tupiniquim, o de achar que “tudo é falta”, onde “encostou tem que parar o jogo”. Remete até mesmo a uma certa frouxidão, não observada em torneios como a sulamericana Libertadores da América.

– No lance específico de domingo: Vanderlei fatalmente atingiria Nenê. Percebendo que poderia se machucar, o jogador pode pular a fim de evitar uma lesão grave. Seria um contrassenso da regra exigir que o jogador esperasse o contato para se tornar infração.

Dessa forma, vale o lembrete: toda jogada em que um atleta inevitavelmente for atingir o adversário caso ele se mantenha de pé, o atleta tem o DIREITO de saltar/ desviar/ cair para evitar o golpe. E o árbitro o DEVER de marcar a infração.

Em especial no lance de Vasco 1×0 Santos, há uma outra situação: Nenê alegou contusão e rolou no chão de dor. Se o fez por culpa da queda (caiu de mau jeito, estava mal equilibrado ou qualquer outra coisa do tipo), não há porque advertir o atleta e deve-se permitir o atendimento médico. Mas se Nenê alegou que a dor é fruto do toque do goleiro, fica comprovada uma simulação de contusão.

E qual o procedimento do árbitro?

Marca o pênalti (pois de fato foi) e adverte o atacante com cartão amarelo, pois quer ludibriar a arbitragem com um fato não ocorrido, levando a crer que o goleiro cometeu uma infração mais grave do que a realidade).

A Regra é fantástica por esses detalhes. Mas lembre-se: nem todos os jogadores a conhecem com a intimidade necessária…

Me recordo de um jogo no Pacaembu, em 2012, entre Santos x Juan Aurich, pela Libertadores da América. Na fase em que Neymar ainda exagerava nas simulações e era chamado de “cai-cai” (felizmente isso mudou), um jogador peruano foi para “quebrar” o atacante. Na iminência de uma lesão grave, Neymar saltou e o árbitro corretamente marcou o pênalti. Ao sair de campo, entrevistado se ele “cavou o pênalti”, respondeu:

“- Se não pulo, estaria no hospital”.

Em tempo: tal situação não é “jogo perigoso”, que nada mais significa que um jogador disputa uma bola, à distância próxima, de maneira a levar perigo a seu adversário, sem a chance do contato. Ou seja: há o perigo e o risco que não se consome pela distância que impede o toque. No caso de Nenê, não foi a distância natural da disputa de bola, mas a distância criada por ele na hora do salto. Sendo assim, tiro livre direto (na área, pênalti).

bomba.jpg

– As acusações de Delfim contra Eurico têm fundamento?

Eurico Miranda, presidente do Vasco da Gama, denunciou Delfim Peixoto, vice da CBF, alegando que ele visitava vestiários de árbitros pressionando-os, deixando no ar que existia assédio moral, já que Delfim é também presidente da Federação Catarinense de Futebol e tal fato (a visita a vestiários de árbitros é proibida pela CBF) seria a prova de tentativa de ajudar os clubes catarinenses na luta contra o rebaixamento (na qual o Vasco se encontra). Agora, Delfim Peixoto deixa no ar a ideia que o clube vascaíno é artífice de alguma coisa estranha e ilegal no Brasileirão:

Disse Delfim ao programa Bate Bola da ESPN:

Não sou eu quem vai dizer que os campeonatos da CBF não têm lisura. No meu estado, pelo menos, há lisura. Pode estar acontecendo umas coisas meio diferentes no atual campeonato… Está um negócio meio forçado para que tal clube não caia. Mais até na parte de baixo do que em cima. Estou falando do Vasco.

Ora, se o VICE PRESIDENTE DA CBF levanta uma queixa como essa, que clareie a denúncia!

Ou é algo vazio?

Se é apenas chororô, que a Promotoria puxe a orelha dele. Afinal alguém com tal cargo precisa ter responsabilidade.

bomba.jpg

– A Comissão Externa de Avaliação da Arbitragem é uma ideia a frutificar?

Há algum tempo, o Conselho Nacional de Clubes, o órgão representativo dos times de futebol junto à CBF para ideias e discussões, tem direcionado suas críticas à Comissão de Árbitros da CBF.

Dois meses atrás, escrevemos nesse espaço que os presidentes do Grêmio e Atlético Mineiro (Romildo Bolzan e Daniel Nepomuceno) desejavam que se criasse um organismo externo da CBF para fiscalizar Sérgio Correa e os observadores de árbitros.

Pois bem: leio no blog do jornalista Ricardo Perrone que na última 6a feira, através da sugestão do Flamengo, esses mesmos clubes apresentaram a Marco Polo Del Nero um projeto de “CONTROLE EXTERNO” das ações da Comissão de Árbitros.

A idéia é a criação de um grupo de especialistas independentes que avaliem as atuações dos árbitros dando notas a eles; e por essas notas os árbitros mais bem avaliados fossem para os sorteios dos jogos mais importantes. Tudo isso com auditoria sobre a CA-CBF.

Ótimo! E ao mesmo tempo vem a questão: não deveria já ser assim?

Ué, a lógica é que Sérgio Correa da Silva já colocasse para sorteio os melhores árbitros devido as melhores notas. E aí reside outro problema ainda: os avaliadores de hoje!

Será que todos entendem do ramo?

Conheço muitos ótimos observadores de árbitros, mas quando escrevem sua impressões, simplesmente seus relatos são ignorados. E conheço também outros péssimos avaliadores, que só pertencem ao quadro por politicagem.

A proposta flamenguista é ótima, mas existe o empecilho: quem pagará a conta dos avaliadores independentes e das auditorias que fiscalizarão a Comissão de Arbitragem?

Não deveríamos estarmos preocupados com dinheiro. Afinal, um mísero amistoso da Seleção Brasileira já bancaria todo o custo dessa operação. O problema é a CBF gastar dinheiro para ações de lisura…

bomba.jpg

– A hercúlea tarefa de respeitar a opinião: sobre (ainda) Santos 1×0 Palmeiras. E se tivéssemos tecnologia ao Luiz Flávio?

Parece que o primeiro jogo da Copa do Brasil não acabará tão cedo. As discussões nas redes sociais vão do debate respeitoso à manifestação xiita. Tudo por um lance de difícil interpretação: o pênalti reclamado pelo Palmeiras por Lucas Barrios!

Na Rede Globo, o comentarista Leonardo Gaciba entendeu que foi pênalti. Como a emissora tem a maior audiência, leva-se a crer que a maior parte dos torcedores concorde. Respeito as explicações, mas não entendo ter ocorrido infração. A análise da arbitragem deste lance e do jogo estão disponíveis no Blog “Pergunte ao Árbitro” neste link: http://wp.me/p55Mu0-Ed.

Na Fox Sports, o comentarista Carlos Eugênio Simon entendeu, assim como eu, que não foi pênalti. Na ESPN Brasil, Sálvio Spínola entendeu que foi. Na Rádio Jovem Pan, grande parte dos jornalistas entendeu que não foi. E por aí vai.

Qual o problema em concordar ou discordar? Nenhum! O faça respeitosamente.

Entretanto, com o advento da inclusão digital qualquer mal educado chega a você rapidamente, contrariando sua opinião com as ofensas mais grosseiras possíveis e tratando quem pensa diferente como bandido, criminoso, corrupto e maquiavélico torcedor do outro time!

É comum ver um mesmo comentarista ser tachado de corinthiano, palmeirense, santista ou são-paulino; só depende da visão do imbecil – ou melhor, do “intolerante fanático” que repudia, tripudia e calunia.

No site GloboEsporte.com, há uma câmera de ângulo invertido mostrando Lucas Barrios tropeçando nas próprias pernas e aí se desequilibrando. Não há, na imagem, toque qualquer de David Braz que o tenha tirado do prumo. Mas para os mais críticos o vídeo é editado e manipulado, entre tantas outras coisas. Alguns alegam que existe um toque anterior a esse. Não o vejo, e se há, não está disponível para visualização. Mas para isso há um contra-argumento: se Barrios foi tocado por Brás, manteve o equilíbrio e continuou a jogada – e isso não é falta, pois a queda em si somente se dá pelo fruto do seu próprio toque. A imagem é essa: https://youtu.be/BsU_NVXO7qE.

Claro, cada um terá o seu próprio entendimento. O que não pode é o exagero desmedido. Respeito o craque Edmundo e sua opinião, mas me assusta declarar ao Milton Neves na Band (minuto 2’00” até 2’20” do link abaixo de que foi “triplamente pênalti”, explicando 3 faltas cometidas no lance!

A explicação dele está em: http://esporte.band.uol.com.br/futebol/copa-do-brasil/2015/noticias/?id=100000782960&t=barrios-diz-que-resultado-nao-foi-justo-e-reclama-de-penalti .

Vi e revi imagens, assisti, ouvi e li opiniões: para mim, não foi pênalti pelos motivos citados na Análise da Arbitragem do 1o link disponibilizado neste texto. O que não dá para negar é: qualquer decisão marcada pelo árbitro seria polêmica, tal o grau de dificuldade para ele em seus míseros segundos a fim de apitar ou não o lance.

É covardia crucificar alguém. Mas imagine: e com a implantação do (necessário) recurso de imagens para auxiliar o árbitro? A polêmica seria menor?

Ao contrário: hoje falaríamos se o árbitro “brigou com a imagem ou não”.

bomba.jpg

– Análise da Arbitragem de Santos 1×0 Palmeiras

O jogo foi atípico: 2/3 apitado por Luís Flávio de Oliveira, que sentiu uma contusão, e 1/3 por Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, seu substituto imediato.

Vamos à participação de Luís Flávio: dentro do clima do jogo visto na Vila Belmiro, foi bem tecnicamente. Mas disciplinarmente, ao “pé-da-regra”, apenas razoável, sendo mais mediador do que árbitro em alguns momentos. Arbitragem que pode ser classificada como “cautelosa”, pois houve muito nhe-nhe-nhém na partida, com jogadores que não colaboraram dos dois lados e cartões poupados propositalmente, evitando que os atletas pendurados para a finalíssima levassem a advertência. Como previsto, Luiz Flávio conversou bastante.

Os dois lances mais difíceis para LF:

1) Pênalti marcado ao Santos: O escanteio vai ser cobrado, Ricardo Oliveira e Arouca estão se empurrando. Não se pode marcar nada pois a bola não está em jogo (apenas se pode dar advertência verbal). Cobrado o tiro de canto, Ricardo Oliveira corre para a pequena área e é puxado por Arouca. Aparentemente, o puxão na camisa não tem força suficiente para derrubar Ricardo Oliveira, mas por ser explícito e claramente ter a intenção de atrapalhar a tentativa de domínio do atacante, é infração. Dentro da área, pênalti. Lance infantil do defensor palmeirense, valorizado pelo atacante santista. Acertou Luís Flávio de Oliveira.

2) Pênalti não marcado ao Palmeiras: Lucas Barrios tem a oportunidade para chutar ao gol e há David Brás grudado nele. Quando se arma para chutar, perceba que já está desequilibrado, e é durante o desequilíbrio que há o contato do santista. Não foi por esse toque que Lucas caiu. Resta saber: caiu por ter se jogado intencionalmente ou se desequilibrou antes? Acertou também Luís Flávio de Oliveira.

Sobre a atuação de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza: entrou descansado, com a faca entre os dentes! Mudou o critério disciplinar de Luís Flávio, aplicando os cartões necessários. Em especial, soube discernir a violência da falsa impressão de jogada viril devido aos escorregões. Somente um porém: Lucas Lima, após sofrer falta de Lucas, o provoca com a mão no rosto. Era lance para Cartão Amarelo, não aplicado. Na sequência, Lucas desforra com um pontapé, e recebe Cartão Vermelho corretamente. Se não houvesse essa falha do árbitro, Lucas Lima estaria fora do segundo jogo da final…

Duas observações derradeiras:

1- Lance triste da contusão de Gabriel de Jesus. O choro do jovem atleta por ter caído de mau jeito aos 30 segundos e ter que sair do jogo foi comovente. Quem trabalha com esporte e procura manter a saúde, sabe o que é perder tão bestamente uma oportunidade. Além do menino ser “boa praça”.

2- Parabéns ao desprendimento de Luís Flávio, nenhum árbitro quer sair durante um jogo, em especial numa final. LF não foi vaidoso em querer se manter em campo e para o bem da partida, sabendo da dificuldade em estar em cima das jogadas devido ao gramado pesado e chuva, procurou a substituição.

Ops: para quem tem dúvida no lance de Lucas Barrios, veja que ele TROPEÇOU na própria perna. Segue:

bomba.jpg

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Santos x Palmeiras – Final da Copa do Brasil

Para a primeira partida da final da Copa do Brasil 2015, apitará o paulista Luiz Flávio de Oliveira.

Bom árbitro escolhido por sorteio?

Sim, bom nome pelos árbitros que se tem no quadro na atual geração. Mas há algumas coisas interessantes a serem discutidas. Vamos a elas?

1- LF leva o estigma do sobrenome Oliveira, tão repudiado por santistas e palmeirenses devido ao histórico de discussões marcadas na carreira de seu irmão Paulo César (algumas críticas justas, outras não). O problema sempre foi: a comparação!

2- Paulo deixava o jogo, no auge da carreira, fluir muito mais. Quando viu o sonho de apitar a Copa do Mundo se desmanchar, tornou-se comum. Luiz paralisa mais as partidas, tenta controlar o jogo marcando as faltas mais leves.

3- PC ouvia as queixas dos atletas, que entravam por um ouvido e saíam pelo outro. LF as ouve, filtra e dá satisfação aos jogadores.

4- PC e LF, se comparados, são iguais na condição tecnico-física, mas opostos nas disciplinar.

E isso é bom para quem?

Avalie você mesmo: para um time de jogo truncado, com mais reclamações e onde a bola não rola tanto (pela condição ou tamanho do gramado), Luiz Flávio é melhor. Assim, seu estilo não se encaixa para equipes velozes e que jogam mais para o ataque.

Trocando em miúdos: em tese, teoricamente, para o Palmeiras, time mais marcador, que toca a bola mais de lado e possui jogadores que falam muito e estão pilhados, LF é uma boa pedida.

Se eu fosse dirigente do Santos, torceria para que a bolinha sorteada (pelo estilo de arbitragem, não por pressão, afinidade ou qualquer bobagem que o valha) fosse de: Vuaden, Daronco, Claus – que gostam do jogo mais corrido e não permitem reclamações.

E se eu fosse dirigente do Palmeiras, torceria para árbitros como: Luiz Flávio, Ricardo Marques Ribeiro, Péricles Bassols e Wilton Sampaio – árbitros que “picam mais o jogo”, aceitam conversa e não tão rigorosos disciplinarmente.

Claro, tudo isso pensando no jogo sendo na Vila Belmiro, pelas suas características próprias.

Tenho certeza que se a final fosse em 3 jogos e Sérgio Correa da Silva, o chefe dos árbitros, pudesse escolher 3 árbitros por pura indicação, escalaria: Dewson Freitas-PA (jogo 1) e Anderson Daronco-RS (jogo 2), escalados à exaustão e apostas que ele faz, dando a finalíssima a Ricardo Marques Ribeiro, que mesmo com tantos erros no Brasileirão é prestigiado – sendo ele o nome trabalhado hoje pela CBF para a Copa do Mundo de 2018 na Rússia.

Espero que Luiz Flávio faça uma grande partida; afinal, está maculado pelo erro bisonho de um “pênalti de queimada”, daqueles da “Regra 12B”, no jogo Corinthians x Sport pelo Brasileirão. É a oportunidade para mostrar que superou o equívoco!

Aliás, tomara que não tenhamos tais lances polêmicos de mão na bola e bola na mão; e se ocorrerem, que se aplique a Regra da FIFA, não a da CBF.

Em tempo:

1- Luiz Flávio precisa de mais exposição em jogos internacionais. Sendo FIFA e com 38 anos, está pouquíssimo aproveitado fora do país.

2- Os bandeiras Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen são incontestáveis hoje. Eu os escalaria tanto nos jogos de ida e de volta.

bomba.jpg

– Flamengo 1×1 Ponte Preta e a Mão Inexistente

É incrível como toda parte do corpo está virando mão intencional na bola neste Brasileirão. Dessa vez, foi no Mané Garrincha.

Aos 4 minutos, a bola foi cruzada na área do Mengão e o pontepretano Cristian tenta o domínio, a bola bate no peito e TALVEZ no braço. Repare no texto: a bola é quem bate, se é que bateu. Do lance resulta o gol, que foi anulado pelo árbitro Dewson de Freitas. Errou.

Mesmo que a bola tenha batido no braço, foi de maneira natural, sem intenção e, portanto, legal. Não dá para interpretar intenção no lance (foi nítido que o lance foi “sem querer”), tampouco alegar movimento antinatural dos braços (como fazer o braço desaparecer em jogada tão rápida, após bater no peito?).

Segundo erro seguido de Dewson de Freitas (que apitou Atlético Paranaense 3×3 Palmeiras) e segundo prejuízo da Ponte Preta (que teve um pênalti ridiculamente marcado por Chicão de Alagoas contra o Figueirense).

bomba.jpg

– Arbitragem do Clássico Corinthians x São Paulo bem escolhida?

Não gosto de certas atitudes desprestigiosas. Uma delas: durante o ano todo se buscou árbitros desconhecidos e/ou novatos para terem oportunidades. Alguns foram bem, outros fizeram lambanças.

Pois bem: para Corinthians x São Paulo em Itaquera apitará o carioca Péricles Bassols, com bandeiras paulistas.

Por quê não árbitro paulista?

Por quê não testar um nome emergente de SP mesmo?

Vinícius Dias Gonçalves Araújo, que foi tão bem no Paulistão, sumiu. Flávio Rodrigues Souza, quando exigido, deu conta. Vinícius Furlan e Thiago Duarte Peixoto foram preteridos. O que acontece com os árbitros novos que pertencem à FPF na CBF?

Quando é para dar um jogo bom, a Comissão de Árbitros não dá chances. Renovar como?

bomba.jpg