– Análise da Arbitragem de Paulista 2×0 Atlético Sorocaba

Boa arbitragem de Flávio Rodrigues Guerra na noite desta 4a feira.

Sob efeito suspensivo da punição que sofreu pela mentira da Súmula de Corinthians x Santos, havia uma certa desconfiança sobre o ritmo de jogo do árbitro. Entretanto, já no aquecimento se percebia que estava com vontade, disposto, motivado.

Com a faca entre os dentes, entrou vibrante na partida (algo que costuma ser um problema a ele: a falta de vibração). Gostei do que vi. Correu bastante, esteve bem posicionado e não marcou faltas inexistentes. Nos primeiros 8 minutos, foram 8 disputas de bola nas quais os jogadores das duas equipes tentaram cavar faltas sem sucesso. E em nenhuma delas os atletas esboçaram reclamações fortes, pois, afinal, o árbitro tem nome.

Foram apenas 12 faltas no 1o tempo (26 ao todo). Jader fez 3 faltas de ataque e tentou cavar (sem sucesso) outras 3 a seu favor. Na última, foi advertido verbalmente pelo árbitro e, eis que na jogada seguinte ele sofre uma falta real não marcada. Claro, de tanto forçar o árbitro ficou na dúvida.

Os cartões amarelos (Edinho, Valmir e Dinho) foram bem aplicados. Porém, faltou expulsar pelo segundo cartão amarelo Valmir, pois já tinha cartão amarelo, era a 7a falta dele no jogo e agarrou o adversário pelo pescoço, durante o ataque. Teria sido acomodação pelo lance ocorrer aos 46 minutos do 2o tempo?

O jogo não teve exigências maiores, sendo que a péssima pontaria de Eltinho e Cladir, somada à cordialidade dos atletas de Jundiaí, com a onipresença do árbitro, fizeram a partida se tornar fácil.

O bandeira 1 Marco Antonio Andrade Mota Jr equivocou-se em dois laterais difíceis e inverteu um tiro de meta por escanteio (este lance, fácil). Só que nos impedimentos em lances ajustados, foi muito bem.

O bandeira 2 Rafael César Fernandes teve boa participação no gol de Ramalho, aos 14 minutos, em lance difícil de impedimento, acertando a posição legal do jogador. Também esteve bem nas jogadas em sua frente auxiliando o árbitro.

O 4o árbitro Maicon Osvaldo da Silva não teve exigências maiores e passou despercebido.

Destaque negativo para as contas do Paulista Futebol Clube. Afinal…

656 pagantes

Renda Bruta: R$ 8.630,00+

Renda Líquida: R$ 2928,52 –, sendo que a FPF levou 7% da Renda Bruta.

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– O Pênalti não marcado em Erick no River Plate 2×2 Palmeiras

Já houvera dito a amigos: o chileno Julio Bascuñan é um árbitro fraco. Foi suspenso no Chile após decidir com um pênalti fantasma a partida entre Colo Colo 2×1 Huachipato em Outubro. Em Novembro, pelas Eliminatórias da Copa, após apitar Peru 1×0 Paraguai, foi xingado de todos os nomes por amarrar o jogo.

Enfim: aparentando estar acima do peso, na partida entre River Plate (URU) x Palmeiras (SEP), manteve a média, ou seja, apitou todas as faltas e supostas faltinhas. Encostou, era falta. Entretanto, não marcou o pênalti de R. Conceição em Erick.

Concordo que o atacante palmeirense, ex-Goiás, se notabilizou no ano passado em cavar pênaltis no Brasileirão. Porém, na noite de 3a, ele vai driblar o zagueiro e aparentemente vai simular, pois durante o drible ameaça cair. Só que, antes disso, o adversário deixa a perna, há o contato e o desequilíbrio, e só aí ele recolhe a perna. Isso é pênalti.

E por quê o juizão não marcou?

Por experiência, digo: ele “anteviu uma simulação”, e aí foi o erro. Não sei se já conhecia a fama do jogador, mas o “jogo de corpo” de quem vai cavar pode ter ludibriado o fraco árbitro. O certo é que antes de concretizar a tentativa de simulação, há o contato real do zagueiro Conceição que o derruba.

Assim, procedem as reclamações palmeirenses.

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– A Farsa da Chefia dos Árbitros da Conmebol

Dias atrás, aplaudimos a iniciativa do novo presidente da Confederação Sulamericana de Futebol em escolher Wilson Luís Seneme com chefe dos árbitros. TVs, Rádios e Jornais repercutiram a boa iniciativa.

Só que não é bem assim…

De fonte fidedigna, soube que Carlos Alarcón, o nefasto cartola que por muito tempo reinou na Comissão de Árbitros da Conmebol, continua no poder. Alejandro Dominguez, o novo presidente da entidade (da mesma linhagem e amigo dos ex-presidentes presos), que supostamente queria mudar a cara da Confederação, não consegue tirá-lo do poder, mesmo com o anúncio de Seneme.

Após alguns telefonemas e bate-papos com amigos, de todos que pudessem dar alguma informação real sobre a situação, é perceptível por mim que Alarcón, por saber de muita coisa do submundo da Conmebol, “não quer largar o osso”. E é justamente essa a sua força: a de uma chantagem sobre Alejandro Dominguez!

As escalas dessas rodadas iniciais da Libertadores, com muitos árbitros novos, teria sim o dedo de Seneme, que ainda não tem carta branca. Mas para a próxima rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, Alarcón é quem escolherá os árbitros.

Faça a analogia do início do 1o mandato da presidente Dilma: eleita governante, ficou à sombra de Lula. Já nesse caso é um pouco mais contundente: Alarcón é o presidente informal, mas que reina de fato.

Sobre o caso Amarilla e tantos outros, sabemos que ele estava envolvido. O que mais fez de tão grave para ter essa força sobre tantos poderosos? Até onde usou de árbitros a serviço de picaretas? Quais são suas reais cartadas?

Enfim: se eu duvidava da lisura de Alejandro Dominguez por ser cria de Nicolas Leoz, não duvido mais. Tenho certeza de que é mais um do bando.

Me pesa ver a arbitragem sendo usada por picaretas. Para passarmos o futebol a limpo de VERDADE, precisamos oxigenar todos os cargos. Que reine a renovação (que teima em não acontecer).

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Atlético Sorocaba

Para a Rinha de Galo que ocorrerá em Jayme Cintra envolvendo os Galos de Jundiaí contra o de Sorocaba, apitará Flávio Rodrigues Guerra.

O árbitro de Penápolis, 36 anos, surgiu muito bem no cenário nacional, em um Palmeiras x São Paulo disputado em Ribeirão Preto, quando na oportunidade marcou 3 pênaltis para o Verdão. Depois disso, se firmou como árbitro de elite, embora a qualidade de suas atuações tenham regredido.

Recentemente, envolveu-se em duas polêmicas: a primeira, uma grande confusão na partida entre Corinthians x Santos, mentindo na súmula e sendo punido com 100 dias de suspensão (vide esse episódio em: http://wp.me/p55Mu0-z2). Posteriormente, foi escalado pelo Cel Marinho mesmo estando suspenso numa partida da Copa SP de Futebol Jr, culminando na demissão de todos (aqui: http://wp.me/p55Mu0-IR).

Questionado pelo jornalista Thiago Batista de Olim sobre estar escalado e suspenso, entrei em contato com a Comissão de Árbitros da FPF. O presidente da CEAF-SP, Ednilson Corona, me explicou que Guerra conseguiu um efeito suspensivo no STJD e estava liberado para apitar. José Henrique de Carvalho, vice-presidente da CEAF, já houvera me falado sobre o árduo trabalho de observação de todos os árbitros do quadro, e a inclusão dele, portanto, não seria novidade.

Esta nova comissão de árbitros, mais aberta e de maneira justa, está escalando com uma sequência de jogos todos os membros do quadro, a fim de não cometer injustiça em posicionar alguém acima ou abaixo do que pode apitar. Guerra estava suspenso e fora; agora, apto.

A questão é: à beira do término do seu gancho, por quê o árbitro não esperou findar sua punição? O efeito suspensivo neste momento levará a um novo julgamento, que poderá reduzir ou aumentar a sua pena (que para mim é branda, já que a mentira não pode existir no vocabulário de alguém que deve prezar pela lisura do jogo e legitimação da partida). Parece-me estranha, ou melhor, pouco inteligente tal medida.

Flávio Rodrigues Guerra costuma administrar as partidas, muitas vezes aplicando poucos cartões e deixando a bola rolar. Não vibra com o jogo, apesar da boa condição física. Entretanto, por tudo isso que citamos, creio que o árbitro estará com a faca entre os dentes, querendo mostrar serviço e provar à Nova Comissão de Árbitros da FPF que pode ser aproveitando em grandes jogos, estando redimido após seu erro.

Marco Antonio de Andrade Mota Jr será o bandeira 1 – boa escala, pois é jovem e tem muita experiência. Rafael César Fernandes, o bandeira 2, tem se destacado muito bem. Maicon Osvaldo da Silva será o 4o árbitro.

Desejo boa sorte ao quarteto de arbitragem e uma boa partida de futebol a todos.

Deixo aqui meu agradecimento ao Thiago Olim citado acima; ele que já havia oportunamente citado a equivocada “dupla escala” do árbitro da última semana. Sua matéria no seu site Esporte Jundiaí pode ser acessada em: http://www.esportejundiai.com/2016/02/flavio-guerra-com-efeito-suspensivo-e.html .

Acompanhe a transmissão de Paulista x Atlético Sorocaba pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Quarta-feira, às 20h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 18h00 dentro do Show de Bola, para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– Vale tocar a bola para um companheiro na cobrança de um pênalti?

Sim, vale. O lance passou a ser discutido bastante por ter sido protagonizado ontem por Messi e Suarez.

Vamos lá: O tiro penal deve ser cobrado por um jogador identificado (não vale um atleta fingir que vai cobrar e outro chuta). A bola deve ser tocada para a frente (por exemplo, um chute para o gol ou um toque para o companheiro). Todos os atletas devem estar fora da grande área, atrás da linha da bola e a 9,15 m de distância (é por isso que existe a meia lua, para mostrar que os atletas devem estar na distância adequada (recordando: o ponto penal está a 11 m de distância do gol).

Portanto, não importa se a bola foi tocada para alguém, mas sim se ela foi para a frente e se seu companheiro estava na distância adequada na hora do chute. Se o jogador tocar a bola para trás, deve ser marcado um tiro livre indireto em cima do ponto penal à favor da equipe adversária.

Lembrando: vez ou outra, vemos atletas fazendo isso. Cruyff o popularizou. Euller, o “filho do vento” fazia isso no América-MG.

Em tempo: Durante a decisão de um jogo por pênaltis, claro, o chute deve ser direito ao gol.

Veja o lance em: https://www.youtube.com/watch?v=HLgmHCIuZ3I

– Análise da Arbitragem de Corinthians 2×0 São Paulo

Difícil partida para ser arbitrada e que Luiz Flávio de Oliveira levou a contento nesse domingo na Arena de Itaquera.

O primeiro tempo foi extremamente tenso. Jogadores se provocando mutuamente e pouca bola rolando. Mas a firmeza necessária (e que as vezes falha nas arbitragens de LF) se fez presente logo no começo da partida, com advertência verbal a Arana e Centurion.

Tecnicamente, Luiz não precisou ser exigido, mas quando foi, tirou de letra. Por exemplo, aos 11 minutos quando Arana impediu o contra-ataque de Bruno e a bola sobrou para Centurion, e Luiz Flávio deu a vantagem corretamente. Na primeira saída de bola, acertadamente aplicou o cartão amarelo ao infrator.

Disciplinarmente, não vulgarizou os cartões, sabendo discernir as faltas mais viris das violentas. Aliás, manter um único critério disciplinar foi um desafio durante o jogo, tamanha a falta de colaboração dos atletas. E nisso o árbitro foi bem, destacando o cartão amarelo a Hudson por rodízio de faltas.

Fisicamente, Luiz Flávio leva 10! Como ele correu e esteve próximo das jogadas. Mesmo os comentaristas mais críticos não podem repreendê-lo nesse quesito.

Rogério Pablos Zanardo e Alex Ang Ribeiro estiveram muito bem, acertando praticamente tudo! Ótima atuação dos bandeiras, bem como do quarto-árbitro Salim Fende Chavez, que teve muito trabalho com os bancos de reservas.

Um detalhe interessante:

O árbitro chamou a atenção para as faixas de protesto contra CBF, FPF, Rede Globo e até por uma indireta ao Deputado Fernando Capez, supostamente envolvido na máfia da merenda. Antipática ou não, a FIFA proíbe manifestações políticas, religiosas, raciais ou de qualquer natureza (em especial ao organizador do evento). O árbitro cumpriu seu papel ao pedir a retirada, que não aconteceu pois, segundo relato na súmula, a Tenente Letícia evitou a ordem de tirá-las por motivo de tumulto.

Detalhe: há o relato de um arremesso de artefato de fumaça ao gramado. Será que o estádio será interditado?

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– Duas infrações inexistentes na Rodada de Sábado – sobre Palmeiras 1×2 Linense e Novorizontino 3×3 Santos

Não é birra, mas vejo erros em dois jogos com lances polêmicos de dois árbitros que não consigo assistir uma partida sequer em alto nível.

Vamos lá:

1) Palmeiras 1×2 Linense – Aos 35 minutos do 1o tempo, o experiente Alecsandro (SEP) recebe uma bola e vai girar o corpo. Como é um atacante bem rodado, percebe que o Marcão (LIN) vem pronto para tentar lhe roubar a bola e deixa o corpo mole. No contato inevitável, a trombada e a queda. O árbitro José Cláudio da Rocha Filho entende como carga faltosa e marca pênalti. Discordo, faltou malícia ao juizão. Compare com uma “cama de gato”: dois atletas que vão saltar para disputar a bola e um deles fica mais baixo (ou nem salta), derrubando o adversário. Se o árbitro não estiver atento, marca falta do cara que ficou no chão, entendeu que sofreu uma carga – embora a infração seja a contrária: é falta de quem não disputou a bola e forçou a própria queda. Errou!

2) Novorizontino 3×3 Santos – Serginho (SFC) está no ataque, avança e Paulinho (NOV) dá um carrinho certeiro na bola. O atleta do Santos caiu por força da jogada, não por ser tocado (até pelo fato de que, pela virilidade da jogada, se o adversário erra o tempo da bola e o atinge seria falta para cartão vermelho). Foi tudo no limite da legalidade. Entretanto, o árbitro Luiz Vanderlei Martinuccio entende como infração e marca a falta. Errou. Se fosse jogo perigoso (a popular “sola”), seria dois lances. Se entendeu carrinho faltoso (que não foi), deveria dar o cartão. E desta falta saiu o gol santista…

Lembremo-nos: a nova Comissão de Arbitragem está iniciando seu trabalho e observando os árbitros que apitaram no ano passado para avaliá-los. O trabalho dela está se iniciando…

Observação: se o carrinho fosse em direção ao adversário e este pulasse para não ser atingido, é falta e cartão vermelho (o atleta tem o direito de saltar para não se machucar) e a ação do árbitro é a mesma de quem atinge, pois a Regra fala em “atingir” ou “tentar atingir”. Diferente de ontem, quando o jogador atinge exclusivamente a bola, sem levar risco ao jogador.

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– Atlético Sorocaba 2×3 Votuporanguense e a vergonha do lateral Machão!

Janilson é lateral do time de Votuporanga, o caçula da A2. Mas protagonizou um papelão na última rodada…

Eis que ao final do jogo, discordando da marcação da bandeira Márcia Bezerra Caetano (a moça que era da Rondônia mas foi aceita pela antiga e demitida CEAF-FPF), disse a ela: “Futebol é para homem, não é coisa de mulher”.

Ato contínuo, foi expulso. Mas ainda teve o gosto de dizer para ela: “Vai pra cozinha lavar louça, bandeirinha”.

O jogador que toma um Cartão Vermelho desse jeito merece ser multado ou não?

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foto:UOL.com

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Votuporanguense x Paulista

Para o 5o jogo do Galo no certame da A2, domingo às 10h, apitará José Roberto Marques, 41 anos, piracicabano, personal trainer.

“Betão de Piracicaba” como é conhecido entre os amigos é um cara muito querido no meio da arbitragem. Já apitou a A1 mas não se firmou. Há anos transita entre A2 e A3. Sua carreira se divide em dois momentos: antes e depois de uma denúncia de que fora flagrado com mulheres e bebida alcoólica em excesso às vésperas de um jogo em Batatais, anos atrás. Sempre brincalhão, sabia apitar mas não mostrava concentração. Depois desse episódio, em que um dirigente local esbravejou que o juizão fora fotografado bêbado e com mulheres de “fama duvidosa” (e Betão ficou um bom tempo sem apitar), focou melhor a carreira e hoje está em ótima fase como árbitro, atuando com mais qualidade do que quando chegou à A1.

Suas características: está sempre próximo da jogada, sabe deixar o jogo correr e não aplica muitos cartões, prefere a conversa do que a advertência.

Entretanto, leio no site “Esporte Jundiaí”, do jornalista Thiago Batista de Olim, uma interessante observação: “Betão” será 4o árbitro de Rio Claro x Audax, sábado, às 19h… E aí, dona Federação? Juizão vai com sono para Votuporanga?

Seus bandeiras serão Alexandre Médice Gouveia e Leandro Almeida dos Santos. O quarto árbitro será Silvio Renato Silveira.

Boa sorte ao quarteto de arbitragem!

Em tempo: Betão já saiu da escala de Rio Claro, se dedicará exclusivamente ao jogo de Votuporanga x Paulista. Parabéns à FPF.

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– Análise da Arbitragem de Corinthians 2×1 Capivariano

Nesta 5a feira, CINCO situações difíceis para Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza decidir.

Vamos a elas?

1- PÊNALTI EM MARLONE?

Maycon (SCCP) lança a bola para Marlone (SCCP) que tenta passar por uma sequência de adversários e supostamente é tocado por Maguinho (CAPV), caindo na área. Toque do lateral direito ou simulação?

Nenhuma das duas coisas. Repare que antes dessa situação, na qual Maguinho vai apenas na bola, o capitão do Capivariano (que está na disputa de bola) empurra Marlone fora da área. É um leve empurrão, mas suficiente para desequilibrar quem está driblando e em velocidade. O atleta corinthiano tenta o equilíbrio e cai na área, na hora da disputa com Maguinho. Portanto: falta (fora da área) para o Corinthians que não foi marcada (e se registre: não foi pênalti de Maguinho, pois mesmo se Marlone fosse tocado, a infração anterior deveria ter sido marcada pois não houve vantagem). Errou o árbitro.

2) PRIMEIRO PÊNALTI RECLAMADO PELO CAPIVARIANO:

Willians (SCCP) vai dividir a bola com Marlon (CAPV) e chuta o lombo do adversário. O árbitro estava muito próximo, mas com a visão encoberta pelo corpo do atleta do Corinthians. Foi pênalti, mas ele deu fora. O tiro penal virou tiro livre indireto. Errou de novo.

3) EXPULSÃO DE EDILSON:

O lateral esquerdo do Corinthians xinga o Marcelo Aparecido Ribeiro claramente. Não há o que discutir. Acertou o árbitro.

4) SEGUNDO PÊNALTI RECLAMADO PELO CAPIVARIANO:

A bola é cruzada na área do Corinthians. Ela passa pela zaga pelo alto e vai sobrar para Chico (CAPV). Entretanto, enquanto ela viaja e todos estão atentos na pequena área, o atacante Marlone (SCCP) está ajudando a zaga e empurra com o braço as costas de Chico, cometendo pênalti. Se fosse ombro a ombro, seria tranco legal, mas não foi o caso. Creio que ali houve desatenção do juizão, pois estava preocupado com o bololô na área (que é uma ação costumeira da arbitragem). Errou pela 3a vez.

5) GOL ANULADO DO CAPIVARIANO:

Após a cobrança de escanteio do Capivariano, o zagueiro do Corinthians cabeceia a bola para trás, que sobra para Carlão, em posição de impedimento, que prossegue a jogada e aí sai o gol. Entretanto, lembremo-nos: se uma bola vem da defesa e o atacante está avançado, não há impedimento, pois a bola veio do adversário. Só que ela resvala em Vilson, e esse resvalão faz com que nasça uma nova jogada no mesmo lance. Portanto, o desvio no companheiro do atacante do Capivariano faz com que essa posição de impedimento seja confirmada. Acertou o árbitro Marcelo Aparecido com a excelente participação do bandeira Emerson Augusto de Carvalho.

Foram 5 lances de grande dificuldade, com 3 erros e 2 acertos. Mas uma curiosidade: a bola cabeceada para trás do corinthiano batendo num atleta de Capivari colocou o atacante em impedimento. Ou seja, o desvio foi o fator preponderante. Só que se a situação fosse a inversa, ou seja, o cabeceio fosse do atleta capivariano e desviasse no corinthiano, o desvio não tiraria o impedimento, já que a bola era intencionalmente tocada para Carlão!

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Corinthians x São Paulo

Falamos e escrevemos em nossas searas que, por ser o primeiro clássico da nova Comissão de Arbitragem da FPF, dificilmente seria sorteado outro árbitro se não Luiz Flávio de Oliveira ou Raphael Claus – os dois FIFAS paulistas. Deu LF, o irmão do PC.

Boa ou má escala?

Tecnicamente, é bom árbitro, mas existe um grande problema: o questionamento sobre seu último Majestoso apitado, no mesmo Itaquerão em 2014: o 3×2 em que a bola bate despretensiosamente no braço do zagueiro Antonio Carlos (que busca evitar o contato e não consegue) e Luiz Flávio equivocadamente marca pênalti (recorde a análise daquela partida em: http://wp.me/p55Mu0-iJ). Na oportunidade, muita reclamação dos dois times no jogo.

A verdade é: a bolinha do globinho não quis arriscar! Preferiu um árbitro de nome do que um emergente.

E você, gostou da escala?

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de São Paulo x César Vallejo

Na primeira escala confeccionada pela Comissão de Árbitros da Conmebol sobre a chefia do brasileiro Wilson Luís Seneme, vejo muita coerência: árbitros mais experientes para confrontos mais parelhos, e árbitros novatos na FIFA para os jogos considerados “fáceis”. São Paulo x César Vallejo é um desses jogos que se pode testar melhor um juiz (já que, em tese, o Tricolor é muito melhor que o time peruano).

Para este confronto, apitará Christian Ferreyra, do Uruguai, 37 anos de idade, 2 anos e meio apenas na FIFA. Ele trabalha numa importadora e se formou em Gestão Desportiva recentemente. É assumidamente um ex-jogador de futebol que se frustrou na carreira e declaradamente diz que a arbitragem sempre foi o seu plano B.

Dentro de campo?

Uma “metralhadora de cartões”! Numa rápida pesquisa, vejo que sua média é de praticamente 1 cartão vermelho e 7 amarelos por jogo, seja ele brigado ou mais cadenciado. Bom desempenho físico em campo, muito embora dê a impressão de “falso gordo”.

Um fato curioso ocorreu em 2013: após comandar seu primeiro Nacional x Peñarol, as equipes partiram para as reclamações contra Ferreyra. Eis que um policial vai proteger o juizão e leva um nocaute devido a um soco do goleiro Jorge Bava.

Tomara que a lambança ocorrida em Montevidéu seja apenas um jogo para ser esquecido…

Veja o ocorrido em: http://youtu.be/rtsNqw7f2N8

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– Ceretta conseguirá apitar na MLS?

Guilherme Ceretta de Lima, árbitro de futebol, surgiu na carreira muito cedo.

Me recordo que ainda recém-formado, o Cel Marcos Marinho o adorava. O privilegia com bons jogos e boas escalas, dando ascensão e visibilidade, indicando-o ainda muito jovem à CBF. Por ter potencial e talento, aproveitou a chance de ouro.

Porém, algumas coisas faltaram ao Ceretta: respeito entre os colegas (sempre foi invejado por outros árbitros e criticado pela falta de simpatia no meio), excesso de intimidade com cartolas, despreocupação da criação de uma imagem independente à Comissão e aos clubes, além, claro, de carisma.

Desafeto de Sérgio Correa, apostou suas fichas na queda do cartola da CBF e a entrada de Marcos Marinho no cargo de presidente da CA. E tudo deu errado! Abandonou a CBF, mas Sérgio seguiu forte no cargo. E o Cel Marinho caiu em SP, onde esperava ser uma espécie de “FIFA sem escudo”.

Com a entrada de Ednilson Corona e uma maior cobrança dos regulamentos de arbitragem, Ceretta resolveu abandonar o Brasil e tentar a sorte nos EUA. Claro, não viverá prioritariamente do futebol por lá, embora queira estar no futebol – como árbitro na Major League Soccer ou como treinador.

Boa sorte ao amigo nos novos desafios.

Em tempo: leio no GloboEsporte.com que Ceretta justifica sua decisão também à impunidade ao caso Dudu, que teve sua punição reduzida pelo STJD. Discordo de tal fala, pois o aspecto político citado acima pesou muito mais do que tal insatisfação do Tribunal Esportivo.

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– Mexeram com o Neymar…

Trocar a pancadaria pela bola no pé! É isso que sempre defendo.

Na minha carreira de árbitro, cansei de ver jogador “cabeça-de-bagre” provocando craque adversário. E o provocado revidava com pancada e acabava sendo expulso.

Com exceção, alguns craques respiravam fundo e respondiam com dribles desconcertantes. E foi exatamente isso que eu vi na semana passada na partida entre Barcelona x Valência.

Neymar levou um safanão de um zagueiro que o mandou para fora de campo. O marcador lhe tirou um sarro, fazendo gesto de que ele “falava muito”.

Pra quê…

Irritado, o atacante brasileiro deu passe de letra, carretilha, chapéu, caneta e outras humilhações. Impressionante!

O vídeo está disponível no blog do Bom Dia no seguinte endereço: https://www.youtube.com/watch?v=AnrBM1hj2pA

Ou, se preferir, clique abaixo: 

– Análise da Arbitragem para Paulista 1×2 Portuguesa e expectativa do Árbitro para Taubaté x Paulista

Não gostei da postura de Adriano de Assis Miranda na partida deste sábado de Carnaval.

Poderia dizer que ele “marcou” Tony (PFC), ao não assinalar a carga sofrida aos 5’, a falta recebida aos 10’, o empurrão aos 12’30” e o toque aos 15’. Zagueiro podia fazer o que quisesse que ele não daria.

Poderia dizer que tecnicamente foi mal ao inverter a falta de Renan (POR) em Alan Bahia (PFC), e dessa falta surgiu o gol lusitano. Ou no pênalti a favor do Paulista, quando Mamadeira adiantou a bola e caiu.

Poderia dizer ainda que não soube advertir verbalmente se impondo, com o atacante Bruno Nunes e o capitão Renan o desafiando.

Poderia dizer que acertou ao dar os cartões amarelos no jogo, mas que errou disciplinarmente ao deixar outros 4 por motivos diversos.

Poderia até dizer que foi alvo de reclamações das duas equipes e desagradou a todos, mas não é isso que queria escrever.

Posso, devo e vou escrever: foi IRRESPONSÁVEL a não paralização da partida no Estádio Jayme Cintra, mediante a torrencial chuva e as descargas elétricas incessantes. Talvez nunca tenha se registrado tantos raios que caíram no Estádio e nas suas redondezas, com queda de iluminação e risco iminente no descampado.

Será que ele não viu os torcedores abrigados na área coberta, fugindo da exposição? Que os 1700 torcedores abandonaram as arquibancadas e se abrigaram debaixo de coberturas, dentro dos bares e outros lugares sem riscos?

O MUNDO pedia a paralisação da partida, onde só se viam e escutavam os numerosos raios e trovões. A emissora de TV que transmitia o jogo saiu do ar várias vezes.

Que falta de bom senso… Não passou pela cabeça do árbitro tal situação?

Coitado do 4o árbitro Douglas Marcucci. E aqui faço questão de registrar o que eu disse durante a transmissão do jogo: Douglas, o reserva, deveria ser o árbitro do jogo invertendo as posições. Tem muito mais experiência e condição técnica do que Adriano de Assis. E deixo o registro: há uma “forçação de barra” para alguns nomes nas escalas. Há de se fazer o árbitro comer muito feijão com arroz para apitar tais jogos. E o mesmo erro da Comissão anterior persiste: o de humilhar árbitros mais rodados como 4o árbitros de outros mais jovens e de menor qualidade técnica.

Douglas tem 43 anos de idade e quase 20 de FPF. Ser árbitro reserva em A2 nessa altura do campeonato é sacanagem.

Para a difícil partida contra o Taubaté, apitará Leonardo Ferreira Lima, experiente e bom árbitro da A1. Deixa o jogo correr, impõe respeito, não afina para cara feia. Enfim uma boa escala.

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– E se realmente os dois maiores do mundo estiverem em Manchester?

Para mim, os 4 maiores treinadores do planeta, pela ordem, são: Guardiola, Mourinho, Luís Enrique e Klopp.

Pep Guardiola estará no Manchester City na temporada 2016/2017. Especula-se (e creio que se concretizará) que José Mourinho irá para o Manchester United.

Alguém duvida que o endinheirado sheik que é dono dos Citizens, se ouvir um pedido do seu treinador, ofertará um poço de petróleo para Lionel Messi aportar no lado azul da cidade?

Em contrapartida, se Mourinho convencer que precisa de um craque midiático e referencial para seu time, e pedir Neymar, não será atendido pelo bilionário americano dono dos Red Devils?

Seria SENSACIONAL! Imagine essa disputa na Premier League, acrescentando o afortunado Chelsea que certamente não desejará ficar para traz? Acrescente o trabalho de Jurguen Klopp, que já está em Liverpool…

Aguardemos!

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– A China avança para o Futebol Europeu. Quanto ofereceria a Neymar, Messi ou Guardiola?

Depois de assombrar os times brasileiros, os poderosos dólares da China sobem a linha do Equador e chegam ao Velho Continente.

Ofereceram R$ 128 milhões para levar Hulk a Pequim (por essa grana, a piadinha é inevitável: dá para comprar o Thor, o Capitão América e se bobear até o Homem de Ferro – mas esse já é o milionário Tony Stark, não precisa de mais dinheiro).

Segunda grande loucura: Giuliano Bertolucci, agente do meia atacante Oscar, confirmou que o Chelsea rejeitou incríveis 75 milhões de euros (mais de 320 milhões de reais) oferecidos pelo Jiangsu Suning.

Terceira ousadia, agora concretizada: Alex Teixeira sai da Ucrânia e vai para o mesmo Jiangsu por 50 milhões de euros.

E se “der a louca” e a China tentar contratar nomes como Mourinho, Guardiola, Cristiano Ronaldo, Messi, Neymar…?

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Portuguesa

Mudou a Comissão de Arbitragem e por conseguinte mudou a metodologia de sorteio dos árbitros. Pelo modelo adotado, sorteia-se o jogo para o árbitro através de colunas. E Thiago Luís Scarascati, árbitro da final da penúltima Copa São Paulo (e que considerei árbitro-revelação no Paulistão da série A1-2015 pelas regulares e firmes atuações), foi a sorteio para Marília x Guarani e Paulista x Portuguesa. Ganhou o jogo do Estádio Bento de Abreu, uma pena…

Dessa forma, ficou o jogo Paulista x Portuguesa e União Barbarense x Independente para Adriano de Assis Miranda. A ele foi sorteado o jogo do Jayme Cintra. Uma pena também…

O árbitro do próximo jogo do Galo apitou em 2014 Mogi Mirim 4×4 Paulista (remarcado para Itapira), debaixo de um dilúvio, partida na qual o técnico Beto Cavalcante confessou aos microfones do Time Forte do Esporte da Rádio Difusora que nunca tinha visto tantos erros. Na ocasião, “assinei embaixo”!

Para conhecer melhor o juizão, convido aos amigos a visitarem a análise da arbitragem daquela referida partida. É de assustar!

Link rápido em: http://wp.me/p55Mu0-f8

O que me conforta é que, pelos critérios da Comissão de Árbitros, MARxGUA e PFCxPOR foram considerados “clássicos” na metodologia de sorteio da arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Portuguesa pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Sábado, às 17h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 16h00, para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– Fraude nas Eleições: um Golpe do Representante dos Árbitros?

Lamentável… Quanto mais mexe, mais fede!

O Uol traz como denúncia: as Eleições do Sindicato dos Árbitros da FPF, vencidas por Arthur Alves Jr, ex -membro da Comissão de Árbitros da FPF, foram FRAUDADAS.

Alguns árbitros supostamente teriam incluído seu nome e assinado como eleitor a presidente posteriormente? Se sim, que se apure quais árbitros foram enganados e quais foram coniventes.

Árbitro que topa participar de golpe pode apitar futebol? Fica a pergunta…

Abaixo, extraído de: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/02/04/lista-de-votos-para-presidente-de-sindicato-de-arbitros-de-sp-foi-fraudada.htm

PRESIDENTE DO SINDICATO DOS ÁRBITROS DE SP USOU VOTOS FRAUDADOS

A assembleia geral em que o presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo foi eleito para o cargo, em 12 de outubro de 2014, contou com, pelo menos, 14 votos fraudados, de árbitros ou auxiliares que não estavam presentes na sede da entidade no dia da votação. Seus nomes e assinaturas foram incluídos na lista de presença posteriormente, conforme mostram documentos analisados pela reportagem (veja abaixo). Alguns desses árbitros estavam atuando nos gramados em outras cidades do país na mesma data em que ocorreu a assembleia.

O presidente do sindicato dos árbitros (Safesp) é Arthur Alves Junior. Ele era candidato único, e ainda assim fraudou a lista de presença da assembleia em que foi eleito. Procurado pelo UOL Esporte para explicar o ocorrido, ele preferiu não se pronunciar.

Esta não foi a única vez em que Alves Junior fraudou uma ata de assembleia do sindicato que preside. Conforme revelou o UOL Esporte no dia 14 de janeiro, a ata da assembleia geral da entidade do dia 30 de setembro do ano passado traz a assinatura de 163 árbitros ou auxiliares. Desses, no entanto, 59 não participaram da reunião, e tiveram seus nomes incluídos dias ou até semanas após a assembleia.

No dia 22 de janeiro, em virtude das fraudes nas atas e outras denúncias que pesam sobre o cartola do apito, como uso de verbas do sindicato para benefício próprio (veja mais abaixo), o vice-presidente do Safesp, Leonardo Schiavo Pedalini, enviou um requerimento administrativo à diretoria executiva do sindicato solicitando a suspensão e posterior exclusão de Arthur Alves Silva do quadro social da entidade.

“O atual Presidente da SAFESP, Senhor Arthur Alves, tem sido alvo de série de denúncias gravíssimas, quanto a sua conduta como dirigente, com sucessivos escândalos. (…) A postura do dirigente supracitada, que é de conhecimento de todos, mostra grave violação as normas estatutárias desta entidade”, afirma o documento. 

Agora, caberá à comissão de ética apreciar a denúncia de que seu presidente teria ferido dois aspectos do artigo 6º do estatuto do Safesp:

c) zelar pelo patrimônio e serviços do Sindicato, cuidando de sua correta aplicação;

f) pautar sua conduta profissional conforme os princípios da ética

Caso seja considerado culpado, uma assembleia geral será convocada para votar sua expulsão da entidade. Caso também se comprove que Alves Junior utilizou dinheiro do sindicato para o pagamento de contas pessoais, poderá ser aberta uma queixa-crime contra o dirigente, que então teria que responder pelos seus atos na Justiça criminal. 

A votação para presidente

Consta na ata de eleição do Safesp de 12 de outubro de 2014 que “foram registradas as presenças de 195 votantes, constatando-se um total de 195 assinaturas de associados do sindicato”.

A ata é acompanhada de cinco folhas de assinaturas. Os presentes assinam em ordem, cada um na linha abaixo ao anterior (apenas uma linha – rasurada – não conta com qualquer assinatura).

Na quinta e última folha, a assinatura do árbitro Leandro Bizzio Marinho consta na linha de número 183. No dia da votação, no entanto, ele estava apitando um jogo em Salvador, na Arena Fonte Nova, entre Bahia e Criciúma. Como as assinaturas na lista de presença são colocadas em ordem, isso significa que, obrigatoriamente, todos os 13 árbitros que assinaram a lista depois de Marinho também não o fizeram na assembleia.

Leandro Bizzio Marinho falou com o UOL Esporte e confirmou que estava, sim, apitando um jogo em Salvador no dia da votação do sindicato. Perguntado sobre o que teria ocorrido para que seu nome e assinatura constassem na lista de presença da assembleia, ele disse: “Eu não sei o que ocorreu. Precisaria ver este documento, não sei dizer agora.”

Já o árbitro auxiliar Rogerio Pablos Zanardo, que assinou a lista de votação na posição 186, e que também estava atuando na Fonte Nova, no mesmo jogo de Marinho, tem uma explicação para o ocorrido: “Realmente, eu não estava na assembleia. Mas, um tempo depois, eu fui no sindicato, e o Arthur (Alves Junior) me passou uma série de documentos para assinar. Entre eles, acredito que estava o desta votação, eu devo ter assinado por engano”.

Repare assinatura de Rogerio Pablos Zanardo (nº186) na lista de presença da assembleia em SP; no mesmo dia em que ele estava apitando em Salvador

Arte/UOL

Como se pode constatar no site da Federação Paulista de Futebol, o auxiliar Rogerio Pablos Zanardo atuava em Salvador no dia da eleição do sindicato de árbitros de São Paulo. Ainda assim, seu nome e assinatura constam na lista de presença (linha 186) da assembleia em que Arthur Alves Silva foi eleito presidente do Safesp

Outras denúncias e pedido de afastamento

A fraude em atas de assembleia não é a única denúncia que pesa contra o presidente do Safesp. Conforme o UOL Esporte também revelou no dia 14 de janeiro, o cartola do apito foi demitido do cargo na comissão de arbitragem que ocupava há dez anos na FPF (Federação Paulista de Futebol) após ter sido acusado de assédio moral e sexual pela árbitra Fifa Regildênia de Holanda Moura. A corregedoria da federação analisou a denúncia e acabou por recomendar a demissão de Junior, que nega ter feito qualquer coisa.

Além disso, o próprio vice-presidente do sindicato (Safesp), Leonardo Schiavo Pedalini, afirma haver indícios de que Arthur Alves utilizou o dinheiro da entidade para fins pessoais. Diz também que o presidente da entidade impede a diretoria a ter acesso às contas da entidade. Já um dos membros do Conselho Fiscal do sindicato diz que Arthur o compeliu a assinar o relatório de contas do ano passado sem ter tido acesso às notas correspondentes aos custos anunciados.

Após a publicação da reportagem do dia 14 de janeiro, Arthur Alves Silva – por meio de seu advogado – convidou os repórteres do UOL Esporte para uma visita à sede do sindicato, onde seriam exibidos documentos contábeis que provariam a improcedência das acusações, e também as atas de assembleia sob suspeita de fraude.

Quando a reportagem chegou no local, porém, o presidente do sindicato disse não estar de posse dos documentos contábeis. Afirmou que seu tesoureiro tivera que sair, e ele não sabia onde estavam. Já a lista de presença da assembleia eleitoral foi exibida. Quando, no entanto, os repórteres pediram para fotografar o documento (a fim de confrontar os nomes dos presentes com o calendário oficial de jogos de futebol), Arthur Alves Silva não permitiu, alegando que aquele documento seria apresentado para a Justiça e que, por esse motivo, não deveria ser publicado. Depois deste episódio, Silva não atendeu mais as ligações do portal.

Ocorre que atas de assembleias de sindicatos são documentos públicos, e o UOL Esporte obteve uma cópia junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo, que instaurou um inquérito para verificar a lisura do pleito.

– Sobre o gol não marcado de Cesar Vallejo 1×1 São Paulo e a Copa do Mundo dos Latinos

Se a FIFA utiliza o que há de melhor na sua competição máster – a Copa do Mundo – por quê a Conmebol não faz isso com a sua Copa do Mundo particular, a Libertadores?

Nesta 4a feira, uma bola bateu na trave e no chão, ultrapassando em 100% a meta do gol na partida do São Paulo FC no Peru. Lance rápido e difícil. Na Rede Globo, falou-se que o bandeira havia corrido como gesto característico “de que confirmava o gol”. O árbitro não deu. Mas ficou apenas na informação, sem imagem ou confirmação disso.

O certo é: por quê não se utiliza a tecnologia da linha do gol em tal importante torneio? Dinheiro não falta à entidade, visto os milhões de corrupção que por lá passaram.

Detalhe: sobre Roddy Zambrano, o árbitro de ontem, sempre ouvi a crítica de que ele era “auto-suficiente”, individualista demais sem aceitar cooperação dos bandeiras. E leio uma declaração do treinador do Nacional de Quito sobre ele:

Trata los partidos de manera dictatorial y hitleriana”.

Não precisa de tradução!

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– Seneme e os Ares Novos na Conmebol!

Ufa! Enfim uma boa notícia que vem de Assunção: Wilson Luís Seneme é o novo presidente da Comissão de Árbitros da Conmebol, substituindo Carlos Alarcon, o nefasto dirigente que por décadas habitou o submundo da arbitragem.

Alejandro Dominguez, o novo chefe da Conmebol, parece que quer deixar para trás os últimos elementos das gestões passadas.

Tomara que o cartola Seneme seja idêntico ao árbitro e homem Seneme. E creio que é.

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– E quem paga suas taxas em dia, não se manifestará sobre o SAFESP?

Tudo muito calmo, tudo muito parado. Assim parece estar os ânimos dos Árbitros de Futebol que são associados ao Sindicato da Categoria (SAFESP), após as denúncias da Folha de SP de sócios que confessaram a burla na aprovação das contas da presidência.

E os demais associados que pregam ética e moral? Não pedirão explicações mais contundentes ao presidente e aos colegas que assinaram (e confessaram)?

Fui questionado, dias atrás, sobre o que penso sobre a seguinte situação:

“Se um árbitro que assinou a mando do chefe uma prestação supostamente fajuta de contas, e fez isso de maneira consciente, não aceitaria também manipular resultado de partida de futebol, já que topou fazer algo errado com dinheiro envolvido?”

Ô pergunta delicada. Para mim, a resposta é cristalina (e reservada, já que não sou mais associado). Para outros, tenha-se o seu próprio juízo.

Só não se pode deixar cair no esquecimento… e que muitos desses árbitros e bandeiras estão trabalhando na série A1.

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– Quem poderá sentar no banco de reservas do Paulista FC na 4a feira?

A FPF criou um artigo no regulamento do Paulistão que proíbe a troca de treinadores que atuaram entre as equipes da competição e a substituição dos mesmos sem acordo rescisório homologado

Trocando em miúdos: se o treinador for demitido por uma equipe, essa equipe não poderá colocar outro treinador em campo sem acertar financeiramente a sua saída e provar isso junto à Federação. É uma “lei de estabilidade / anti-calote”.

E logo no primeiro dia após terminar a Rodada 01 de seus torneios, um caso surge: a demissão de Paulo Fernandes, treinador do Paulista Futebol Clube na série A2. 

Um preâmbulo para quem não é de Jundiaí: em crise econômica, o Galo aceitou uma parceria com um grupo de investidores europeus com a promessa de injetar R$ 100.000,00/ mês no time, trazendo jogadores e arrendando o futebol profissional. Para isso, o parceiro impôs o português Paulo Fernandes como treinador. O dinheiro não veio, a imprensa local descobriu que Paulo possuía passagens pífias no mundo do futebol (5 jogos apenas no Nogueirense da 3a divisão de Portugal) e o presidente do Avaí-SC, ao saber quem estava envolvido, alertou o clube jundiaiense que seu time sofreu tentativa de estelionato por esse grupo aventureiro de falsos investidores

Após a estréia de Paulista 1×4 Bragantino, Paulo e sua comissão foram demitidos (nem CREF o preparador físico dele possuía!). A questão é: quem sentará no banco de reservas como treinador na quarta-feira à noite, para o jogo entre Penapolense X Paulista? 

A rescisão será amigável?

Como resolver?

Uma preocupação de alguns amigos tem sido: pode ter jogo sem treinador?

Sim, torcedor, pode. Para que o jogo se realize em condições mínimas, é necessário que o Paulista tenha 6 atletas de linha e 1 goleiro em campo (alguém dos 7 identificado como capitão). Não precisa de reservas, nem de treinador (e nem de médico, pois o do adversário pode atender um atleta lesionado).

A outra pergunta: Beto Cavalcante, o treinador da casa que deve ser efetivado, poderá dirigir a equipe como treinador se Paulo Fernandes se recusar a assinar amigavelmente até a hora do jogo?

NÃO. Não poderá e o seu lugar ficará vago na partida. E aqui algumas coisas importantes:

Além dos jogadores reservas, poderão estar no banco 5 elementos: Treinador, Assistente Técnico, Preparador Físico, Médico e Massagista. Em uma partida de futebol que transcorre normalmente, o treinador pode ficar à beira do gramado, em pé, orientando o time. Se ele for expulso, alguém da Comissão Técnica pode eventualmente durante o jogo passar a instrução e voltar ao banco (não pode ficar em pé os 90 minutos). E como a lei é nova e há ineditismo no caso, fica a dúvida: e se Beto Cavalcante for relacionado na súmula como assistente técnico, já que fatalmente a FPF proibirá o preenchimento da função TREINADOR na súmula e impedirá 5 elementos no banco?

É uma sugestão! O árbitro não tem poderes para afirmar que Beto é treinador de fato, pois na súmula estará inscrito como assistente. Apenas caberá ao 4o árbitro fiscalizá-lo durante o jogo para que não fique em pé durante a partida (ou seja, como treinador), pois na documentação ele será o assistente de um cargo vago. 

  • Isso é uma burla? 

Não, apenas uma dica dentro da lei, pois no papel Beto só poderá ser o treinador de verdade após a homologação de Paulo Fernandes. 

Vai sobrar para o Valter Lopes, assistente técnico do Beto, que ficará de fora do banco. 

Em tempo: se existir algum impedimento por parte da equipe de arbitragem quanto à situação que exponho, será incorreto. Há alguns que insistem na tese de que “auxiliar técnico está no mesmo pacote do treinador” nessa lei. Não está, é só ler o regulamento. 

– E se estivesse?

Aí se deveria inscrever o Beto Cavalcante como preparador físico, com seu CREF, sendo que ele poderia orientar eventualmente a equipe durante o jogo, tendo permissão apenas para ficar em pé durante o trabalho de aquecimento dos atletas e o banco estaria composto de apenas 3 integrantes. 

De fato, o início da A2 está sendo difícil para o Paulista FC. 

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– Futebol com Roteiro de Filme Épico: pênalti mal marcado com desfecho justo!

São por jogos (ou situações incríveis) como a do vídeo abaixo que o futebol é o esporte mais apaixonante (e alienante) do planeta!

Se fosse um filme, levaria nota 10 pelo roteiro: pênalti inexistente (veja e responda: força no empurrão ou simulação?), dupla defesa do goleiro (com pé e peito), contra-ataque mortal com golaço do adversário e emoção à flor da pele.

Vale assistir, apenas 2’57” (Inglaterra – Watford 3×1 Leicester, em 2013).

Em: https://www.youtube.com/watch?v=kJYtDPcd-fU

– SCCP 1×0 XV de Piracicaba: Entendendo o Gol do Corinthians à Luz da Regra do Jogo

Para alguns, um jogador que estava impedido e aproveita uma sobra do ataque da sua equipe e faz o gol deve ser sancionado. É natural que isso aconteça, pois o que menos se lembrará no exato momento é o nascimento de uma nova jogada no mesmo lance de jogo e que pode ser impedimento mesmo ou não!

Confuso?

Sim, afinal as Regras do Futebol não são tão claras assim (ou bem explicadas) como se popularizou.

Vamos ao lance reclamado pelo XV de Piracicaba e que determinou a vitória do Corinthians em Itaquera:

A bola é lançada por Rodriguinho ao ataque do Corinthians. Romero está em posição de impedimento – mas só estará “impedido de fato” quando o árbitro atender ou não a sinalização do bandeira, se ele a fizer por entender que participou ativamente da jogada. Para que isso se concretize, Romero deve dominar a bola, o que não acontece, pois Elias vem em condição legal e participa da jogada. Este “participar de Elias” faz nascer uma nova situação comparativa de impedimento, mesmo estando ainda num mesmo lance de ataque.

REPITO: é um mesmo lance de ataque, mas com situação nova da jogada.

Elias avança e a linha da bola fica à frente de Romero (guarde esse momento para novas explicações), ele tenta o gol e na sequência há rebote do goleiro Bruno. Romero coloca para dentro do gol. E o gol é legal, pois quem está atrás da bola, agora, é Romero.

Para tirar a dúvida: Romero estava impedido passivamente num primeiro momento (não há o que discutir), e no segundo momento não está mais, pois nasceu uma nova situação do mesmo lance.

Lembram do “momento que pedi para guardar” logo acima? Vamos a ele: e se Elias domina a bola e a toca de lado imediatamente a Romero?

Também seria lance legal! Elias veio de trás, e estando do lado de Romero, poderia tabelar normalmente com ele, desde que no toque da bola ele estivesse na mesma linha.

Incrível a Regra, não? Já imaginaram um gol tabelado assim?

Sabe como seria invalidado esse gol? Se Elias não TOCASSE na bola quando fosse dividir com o goleiro, pois o domínio do lançamento seria concretizado por Romero, que estava anteriormente impedido e continuou impedido pois Elias não a dominou quando podia. O rebote do goleiro, naquele caso, não tiraria o impedimento pois Romero se aproveitou de um lançamento do seu companheiro Rodriguinho, não de uma sobra tocada por Elias.

Ops: Parabéns ao bandeira Miguel Cataneo que acertou esse lance explicado acima e também pela correta anulação do gol do XV de Piracicaba. São situações distintas: quando ocorre o 1o. cabeceio do jogador do XV nasce uma nova jogada, onde há outro piracicabano à frente da linha da bola. Cássio reboteia e a bola sobra para este, em posição de impedimento (já que rebote não tira impedimento de quem estava no lance).

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×4 Bragantino. Como foi o árbitro?

Placar elástico significa arbitragem tranquila?

Nem sempre, José. Algumas coisas importantes a se relatarem.

Antes da bola rolar, vale o registro: percebemos que houve atraso de 5 minutos para o cerimonial da entrada das equipes. Agora, os clubes são obrigados a entrarem juntos em campo, para que seja tocado o Hino da Federação durante a entrada e fiquem postados para o Hino Nacional. Sabemos que a entrada deve acontecer com 8 minutos de antecedência; porém, verificamos da cabine da rádio que o Paulista estava pronto, aguardando o Bragantino. Em súmula, foi corretamente informado que o time de Bragança Paulista entrou atrasado e que por isso o Paulista não pode ser responsabilizado. Dessa forma, o Massa Bruta responderá pela multa de 5 minutos de atraso.

Dentro de campo, um começo de jogo eletrizante, e o árbitro Marcelo Pietro Alfieri muito bem ligado: 1 minuto de jogo e Ramalho tenta e alcança a bola com virilidade, Jobinho cai e pede falta. O árbitro nada marca (corretamente) e usa o mesmo critério nos minutos 2 e 3 em situações idênticas.

Aos 4 minutos, Cleber (PFC) faz um pênalti infantil em Lincoln (BRA) e Alfieri marca pênalti, sem aplicar o cartão amarelo. Correto também. Só que aí… Faltou a atenção: na comemoração do gol, o atleta sai de campo, fica abraçado aos reservas e treinador e o jogo se reinicia. Lincoln voltou com a bola rolando, sem a percepção do 4o árbitro Leomar Oliveira Neves que poderia ter ajudado.

O maior lance polêmico do jogo surgiu aos 9 minutos: Erick Mamadeira (PFC) faz grande jogada, entra na área e o goleiro Felipe (BRA) o derruba. Pênalti com aplicação de Cartão Vermelho, pela situação iminente de gol. O último recurso do goleiro foi derrubar o atacante após sofrer o drible, pois Mamadeira estaria sozinho para empurrar a bola para as redes. Mas Alfieri só deu amarelo…

Ficará a dúvida: o que mudaria no jogo se a partida fosse disputada entre 11 x 10 jogadores por 80 minutos? Claro que a má apresentação do Paulista no segundo tempo impede o exercício de futurologia, mas vale o registro do erro.

Oito minutos depois, o Bragantino está no ataque e a bola é cruzada na área. O defensor Lucão (PFC) estava com o braço aberto, em um posicionamento discutível de movimento antinatural da mão na bola, que o atinge. Pênalti ou não? Lance difícil… Na hora, tive dúvida e fiquei com o árbitro. Mais tarde, tenderia a marcar o pênalti – mas se registre a dificuldade para o juizão interpretar a jogada com a visão encoberta pelo corpo do jogador.

Após a parada para hidratação, mudou um pouco o jogo. Ao perceber que o árbitro (que estava muito bem tecnicamente no jogo, apesar do deslize disciplinar do lance de Felipe versus Mamadeira) não estava marcando tentativas de falta, os jogadores começaram a entrar mais rispidamente e o jogo ficou tenso, com faltas reais não marcadas.

Existiram duas reclamações contra o assistente 2 Luís Felipe Prado Silva, de dois impedimentos inexistentes a favor do Paulista FC  marcados e mostrados pela TV. Entretanto, lances rápidos e difíceis para o assistente. Não pode ser condenado com rigor.

Boa participação do bandeira 1 Eduardo Vequi Marciano, que acabou ficando “vendido” no começo do segundo tempo após anotar um escanteio no segundo tempo por ter visto com precisão o toque do zagueiro do Bragantino, sendo que o árbitro não entendeu assim e preferiu marcar tiro de meta. Estava certo o assistente.

Um único erro de “malícia” do árbitro: aos 46 minutos: Renan (BRA) atingiu com um carrinho Arthur (PFC). O árbitro ficou esperando uma vantagem, que demorava a se concretizar. Quando um jogador do Paulista conseguiu o domínio, Arthur, que sofrera a falta e já estava de pé armando o contra-ataque, o árbitro marcou a falta de maneira atrasada, matando a jogada e pior: beneficiando o infrator, que recebeu cartão amarelo no chão! Sabedor que iria tomar a advertência, o jogador ficou caído esperando provavelmente a vantagem e um possível “esquecimento do cartão”. O correto seria a vantagem e a aplicação o do Amarelo na primeira oportunidade de paralisação da bola.

Enfim: um começo de jogo tecnicamente perfeito do árbitro, com péssima decisão disciplinar em um lance importante. Após a metade do 1o tempo deu uma relaxada e no 2o tempo apitou o “feijão com arroz”, visto a facilidade que a partida se tornou para a arbitragem.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Bragantino – Abertura da A2 – 2016!

O cara é boa gente, esforçado, trabalha como taxista e é filho do ex-árbitro Clóvis Alfieri.

É bem experiente, completou 18 anos de carreira; porém, dentro de campo, ai ai ai…

Esse é Marcelo Pietro Alfieri, 37 anos, que tem um histórico confuso de jogos apitados quando lhe dão oportunidade na Série A1. Foi assim na sua estréia, em um desastroso Barueri 1×1 Corinthians há 8 anos. Ou, mais recentemente, uma das suas piores apresentações no fatídico Corinthians 2×1 Botafogo em 2015, jogo no qual lhe custou a suspensão de escalas. Se quiser relembrar as lambanças, clique na análise da arbitragem daquele jogo aqui: http://wp.me/p55Mu0-mQ

O grande problema é que Alfieri não consegue se impor com advertências verbais contundentes, necessitando disparar cartões para segurar o jogo. Some-se à condição técnica regular. Se bem focado, leva o jogo a contento. Pressionado, não confio no seu equilíbrio emocional.

Temo pelo nervosismo do jogo em tal indicação, pois quem é do interior sabe do desafio que é apitar tal clássico caipira, embora, sejamos justos, as confusões dentro de campo e nas arquibancadas diminuíram.

Eduardo Vequi Marciano (38 anos de idade e 16 de carreira, contador) e Luís Felipe Prado Silva (34 anos de idade e 9 de carreira, professor) serão os bandeiras (ambos com boa experiência na A2). Leomar Oliveira Neves, 36 anos, será o 4o árbitro.

Torço para uma ótima arbitragem do quarteto.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Bragantino pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Sábado, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 9h00, para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Destaques da minha coluna no Bom Dia Jundiaí

Compartilho com meus amigos e leitores a minha coluna impressa desta quinta-feira nos jornais da Rede Bom Dia /Diário de São Paulo.

Hoje, dois assuntos em destaque: “Os campeonatos jabuticabas“, sobre os estaduais; além de “10 dicas para jogadores não se ‘darem mal’ com os árbitros no Paulistão. Confira esta coluna e outros assuntos também no Blog do jornal, 

link em: http://www.redebomdia.com.br/blog/109/rafael-porcari/1

– O mundo do futebol e suas voltas; Deivid no Cruzeiro e uma pequena história…

É interessante como as coisas caminham no futebol. Vejo a estréia de Deivid, ex-jogador do Santos, Corinthians, Flamengo e outros times mundo afora, agora como treinador do Cruzeiro/MG. Artilheiro que foi “imortalizado” injustamente por um gol imperdível no final de carreira, ele começa um novo momento no futebol.

O detalhe é: Deivid era centroavante em Santa Catarina, e foi contratado pelo Santos. Antes de estrear na equipe profissional, jogou na equipe Sub20. Curiosamente, eu apitei seu primeiro jogo: Santo André 2×2 Santos (Paulistão Sub 20), no Estádio Bruno José Daniel. Estava 2×0 para o Ramalhão e Deivid, que estava no banco, entrou. Fez os dois gols, e quando iria fazer o terceiro, com a bola entrando, o bandeira assinalou impedimento.

Imaginaram logo na primeira partida sair da reserva e fazer os 3 gols da vitória do Peixe?

Ato contínuo, o atacante reclamou “pra chuchu“, sendo inevitável o cartão amarelo. O meu susto foi a gagueira dele, que eu não tinha compreendido em um primeiro momento. Mais ou menos assim:

“- Cê tá-ta-tá lo-louco proffffessor, vim de-de-de trás!”

Não é bullying, é caso verídico! Relatei só um trechinho, mas e se ele me xinga, o expulso e tenho que relatar em súmula os palavrões proferidos?

Vixi…

Ainda bem que a gagueira foi bem tratada com ótimos profissionais. Pensou treinador gago à beira do campo, gritando e orientando o time?

(Reforço: não é discriminação, apenas uma constatação).

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– Federação Paulista de Futebol (FPF) divulga oficialmente os novos nomes da Comissão de Arbitragem (CEAF-SP).

Normalmente, a Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol é formada por um presidente e 3 membros auxiliares. Por hora, Reinaldo Carneiro Bastos resolveu mudar o modelo para o início do Paulistão 2016 (já que até agora não havia confirmação de quem mandaria na nova CEAF) e nomeou como presidente interino Ednilson Corona; para vice-presidente José Henrique de Carvalho e como auxiliar Sílvia Regina de Oliveira.

Corona bandeirou Copa do Mundo, talvez tenha sido o melhor árbitro assistente da FIFA em determinado período. Sobra-lhe experiência dentro do campo. Fora dele, foi secretário de esportes de Ilha Comprida/SP.

Zé Henrique trabalhou como aspirante à FIFA, sendo sempre um árbitro promissor e dedicado. A carreira foi curta devido as lesões físicas. Falta-lhe ainda alguma experiência extra-campo, mas a compensa com a jovialidade. É empresário em Americana/SP.

Sílvia Regina de Oliveira, para mim, uma surpresa, já que estava na Escola de Árbitros da FPF e é remanescente do grupo que assumiu a Federação Paulista com o Coronel Marcos Marinho e Arthur Alves Jr. Foi árbitra da FIFA e é professora de educação física em Santo André/SP.

A lógica diz o seguinte: se o Paulistão começar morno, sem reclamações, esta Comissão interina se efetiva. Mas se os clubes reclamarem, houver pressão ou qualquer outro fator externo, anuncia-se um nome político, de fora do futebol e que agrade os cartolas. É melhor aguardar.

O que espero desta Comissão? Muito trabalho, lógico. Não sei se suportariam a questão de vetos e politicagem (sem contestar aqui a honestidade deles, que é muito grande e torço pelos mesmos). Mas me preocupa a inexperiência no cargo que exercerão. Claro, se queríamos renovar, onde achar esse nome experiente e que seja polido, educado e independente como Corona e José Henrique? Eles ganharão a experiência no andamento dos trabalhos. Quanto à Sílvia, penso que não terá tanta voz ativa, já que está há um bom tempo em setores administrativos da Federação Paulista. Nada contra ela, acho que estará como membro integrante de um processo de transição, mas creio que seria melhor oxigenar o departamento como um todo.

Boa sorte à nova Comissão.

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– Árbitros da 1ª Rodada da Liga Sul Minas Rio sorteados com cuidado!

Não é de tom pejorativo: ao contrário, de elogios!

O sorteio de árbitros da Primeira Liga foi “público de verdade”, de maneira transparente, e soube escolher os nomes certos para se evitar maiores dores de cabeça.

Para os 6 jogos iniciais, foram designados:

Erick Giovanni Fernandes (MG) para Avaí x Grêmio,

Arilson Bispo da Anunciação (BA) para América x Figueirense,

Ronan Marques da Rosa (SC) para Internacional x Coritiba,

Célio Amorim (SC) para Fluminense x Atlético Parananese,

Charles Martins Lemos (RS) para Criciúma x Cruzeiro,

Heber Roberto Lopes (SC) para Atlético Mineiro x Flamengo.

O detalhe é o seguinte: árbitros que não vingaram na CBF, como Célio Amorim e Arilson da Anunciação estão escalados; Erick e Charles não são do quadro nacional; Heber e Ronan são os melhores e pertencem ao quadro da Federação Catarinense, do desafeto de Marco Polo, Delfim Peixoto.

Não tenho dúvida: se existir alguma punição da Comissão de Árbitros Nacional (não creio que ocorra), não há muito o que se preocupar: Heber se garante como FIFA e, pela idade, já almeja algum cargo administrativo. Ronan, que é muito bom árbitro, pode aparecer ainda mais no cenário nacional e, caso exista uma reviravolta na presidência da CBF, se dar bem com Delfim Peixoto.

Enfim: a Comissão da “Liga Sul Minas Rio”, formada pelo catarinense Marco Antonio Martins (presidente da ANAF), o ex-bandeira da Copa do Mundo Roberto Braatz e Sálvio Spinola Fagundes Filho, começa de maneira positiva.

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– Análise da Arbitragem de Corinthians 2×2 Flamengo e o Gol Anulado

Foi dentro do esperado: o árbitro Rafael Gomes Félix da Silva trabalhou dentro das suas limitações. Deixou o jogo correr e segurou os cartões amarelos. Porém, em alguns momentos a dosagem foi ruim e quase se perdeu.

Destaque para o gol anulado do Flamengo no começo do segundo tempo. imaginaram se estivesse 2×2 e o erro fosse aos 45 minutos da etapa final? Penso que o sol atrapalhou a visão do assistente, que marcou equivocadamente impedimento do atacante flamenguista.

Enfim: razoável arbitragem. Sempre defendo novatos na final da Copa SP para serem revelados, mas a coerência de que estes novatos tenham apitado algumas partidas. Neste caso, pecou-se pela inexperiência de um árbitro que atuou em apenas uma partida (São Paulo 7×0 Tiradentes) e foi cru demais para uma decisão.

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– Em reinício de jogo vale gol contra?

A pergunta de um internauta, diz atrás, foi bacana: “tiro de meta vale gol contra”? E aqui estendemos essa dúvida um pouco mais para uma boa discussão de Regra do Jogo: e de escanteio? E de Tiro de Saída? E de lateral?

Vamos lá:

1) Tiro de saída (que é quando começa o jogo com o apito inicial, ou recomeça a partida após um gol): se um jogador chutar a bola para trás e entrar no seu próprio gol (gol contra), o gol é invalidado, pois ela não entrou em jogo. A bola só entrará em jogo se for tocada para a frente (e neste caso, foi chutada para trás). O Tiro de Saída deverá ser repetidoLembrando que se um cobrador fizer um gol na meta contrária com um chute direto do tiro de saída, o gol é válido.

2) Arremesso lateral: se o cobrador colocar a bola em jogo através de um arremesso lateral e a bola entrar direto no próprio gol, sem toque de ninguém (gol contra), deve ser marcado um escanteio ao adversário. Se entrar no gol da equipe contrária, se marca tiro de meta.

3) Tiro de canto: se for cobrado e entrar no gol adversário diretamente, logicamente é gol. Mas se entrar na própria meta sem tocar em ninguém (gol contra), será marcado um escanteio ao time adversário.

4) Tiro de Meta: lembre-se que a bola só entra em jogo se ela sair da grande área. Vamos a várias situações –

4.1) Se o goleiro (ou qualquer outro jogador) cobrar o tiro de meta e um companheiro ou um adversário a tocarem antes dela sair da grande área, deverá se repetir a cobrança.

4.2) Se o goleiro (ou qualquer outro jogador) cobrar o tiro de meta e fizer um gol na meta contrária, o gol é válido.

4.3) Se o goleiro (ou qualquer outro jogador) cobrar o tiro de meta e fizer um gol na própria meta (gol contra sem ter saído da grande área), o tiro deverá ser repetido.

4.4) Se o goleiro (ou qualquer outro jogador) cobrar o tiro de meta e fizer um gol na própria meta (gol contra tendo saído da grande área – se a bola pega um efeito, por exemplo), deve se marcar tiro de canto ao adversário.

4.5) Se o goleiro cobrar o tiro de meta, ela sair da área e ele voltar a tocar nela dentro da área (caso pegue um efeito e volte), deve se marcar tiro livre indireto (falta em dois lances) para a equipe adversária.

4.5) Se o goleiro cobrar o tiro de meta, ela sair da área e um companheiro a tocar nela dentro da área, segue o jogo (caso pegue um efeito e volte). Se esse companheiro a tocar com as mãos, deve se marcar tiro penal.

4.6) Se um jogador da linha cobrar o tiro de meta, ela sair da área e ele voltar a tocar nela dentro da área (caso pegue um efeito e volte), deve se marcar tiro livre indireto (falta em dois lances) para a equipe adversária. Se tocar com as mãos, pênalti. Se for fora da área, respectivamente tiro livre indireto e tiro livre direto.

A Regra do Jogo é incrível devido a esses detalhes, não?

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem da Final da Copa SP de Futebol Jr 2016: Corinthians x Flamengo

Surpreendente e incoerente: é assim que se pode classificar a escala final da Copa São Paulo deste ano.

Rafael Gomes Félix da Silva, 10 anos de carreira, professor de Educação Física, apitará a decisão entre Corinthians x Flamengo. O que esperar dele?

Já o vi apitando Paulista x Rio Branco pela Copa Paulista em 2015. Boa condição física, não teve dificuldades em levar o jogo a contento – embora a partida não tivesse lances polêmicos e nem trazido dificuldades para a arbitragem. De longe, me lembrou o estilo de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (já escrevi sobre isso na análise daquela partida) com a preocupação em deixar o jogo correr. Disciplinarmente razoável, tecnicamente bom.

Entretanto, uma crítica à sua escalação: enquanto o Coronel Marcos Marinho e Arthur Alves Jr escalavam árbitros rodados e veteranos como Flávio Guerra (e aqui neste blog eram criticados por mim, diante da necessidade da Copinha em revelar árbitros também), a Comissão de Arbitragem da FPF em caráter interino (já que ela foi destituída e contratados Ednilson Corona e José Henrique de Carvalho, que ainda não foram oficializados – e nem o presidente da comissão foi escolhido) resolveu ousar demais! Explico:

O ideal e a coerência mandam que árbitros jovens e que tenham realizado boas partidas nas fases iniciais sejam premiados com semifinais e final. Porém, Thiago Duarte Peixoto e Márcio Roberto Soares (ambos de A1 e que já trabalharam em clássicos) apitaram as semifinais. Rafael Gomes só apitou um único jogo na Copinha (São Paulo 7×0 Tiradentes), partida fácil para qualquer iniciante. Ademais, trabalhou como Quarto-Árbitro em outros dois jogos. Para mim, a final deveria ser apitada por um jovem promissor como ele, e que tenha se destacado em maior número de arbitragens na Competição. Ou quer me convencer que uma única partida de goleada o credenciou?

E aí vem a incoerência maior: Danilo Simon e Daniel Ziolli, ótimos bandeiras à beira de jogos da FIFA, serão seus assistentes. Não deveriam ser também dois bandeiras jovens e de destaque na competição?

Thiago Scarascati, bom árbitro que apitou a série A1 em 2015 e trabalhou na finalíssima do mesmo ano, será o quarto-árbitro.

Nada contra o quarteto de arbitragem. É o jogo da vida para o emergente Rafael Gomes Félix, mas acho injusta sua escala pelos motivos acima (bem como dos bandeiras).

Provavelmente, teremos boa atuação do quarteto de árbitros. Esse é o meu desejo e a minha expectativa.

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– Os novos nomes da Comissão de Árbitros da FPF

A qualquer momento, a Federação Paulista de Futebol divulgará a nova CEAF-SP, seu departamento que cuida das escalas de árbitros.

Dois nomes já estão confirmados: o ex-bandeira FIFA Ednilson Corona e o ex-aspirante da FIFA José Henrique de Carvalho.

Bons e simpáticos nomes.

Corona esteve em Copa do Mundo, foi em alguns momentos um dos principais nomes da FIFA (talvez o melhor árbitro assistente em determinado ano). Sobra-lhe experiência.

Zé Henrique quase chegou ao quadro internacional da FIFA, com comportamento sempre discreto e polido, respeitado pela grande educação e bons jogos. A carreira foi curta devido as lesões físicas. Falta-lhe alguma experiência extra-campo, mas a compensa com a jovialidade.

E quais os outros nomes?

Há muita especulação, não tanto para o 3o nome que comporá a Comissão de 4 pessoas, mas a do nome que a chefiará.

Ouve-se de tudo! É a boataria que rola solta.

  • Alfredo dos Santos Loebeling poderia ser convidado. É um nome cascudo, necessário ao cargo. A mim ele disse que só aceitaria caso tivesse carta branca de Reinaldo Carneiro Bastos, o presidente da FPF. Tanto eu como ele duvidamos que existiria essa permissão livre…
  • Oscar Roberto Godoi supostamente fora convidado e rejeitou. Também aqui fica no campo do boato. Não sei se foi.
  • Sálvio Spínola Fagundes Filho seria um nome natural. Porém, trabalha como comentarista na ESPN, tem outros compromissos profissionais e estará envolvido na Comissão de Arbitragem da Primeira Liga (Liga Sul Minas Rio), que tem pouca duração no calendário de início de ano. Provavelmente não aceitaria.
  • Dionísio Roberto Domingues foi citado. Seria um erro! Desde a péssima atuação nas atividades que exerceu com Sérgio Correa da Silva na CBF até os problemas particulares que teve no campo amoroso o impedem de dar confiança aos seus subordinados. Há a necessidade de alguém que possa chegar sem críticas. Além disso, outro militar no lugar do ex-militar Cel Marinho não dá!
  • José Aparecido de Oliveira (sim, o ex-árbitro que um dia sofreu uma cusparada de Neto) foi colocado em pauta na Web. Descarto totalmente. A qualquer erro de árbitro, seria lembrado e ironizado com as histórias de “esquema Parmalat” e outras bobagens. Além disso, está fora do meio há algum tempo.
  • Wilson Luís Seneme e Cleber Wellington Abade, ex-árbitros, seriam bons e independentes nomes para a Presidência da CEAF. Têm experiência dentro e fora de campo e isso é importante. Conhecem as Regras do Jogo nas 4 linhas e a força das Regras dos Bastidores nos Encontros de Cartolas. Mas não ouvi seus nomes sendo citados com força.

Particularmente, o que penso?

Com dor no coração, teremos outro burocrata presidindo. Não sei quem, mas imagino que alguém alinhado com a política dos clubes. Não me surpreenderia se fosse chamado novamente José Evaristo Manuel, o ex-presidente do Taubaté e que era o chefe dos árbitros no episódio Máfia do Apito envolvendo Danelon e Edilson. Não nos esqueçamos que ele é amigo pessoal do Reinaldo Carneiro e ambos estavam em cargos importantes quando surgiu o escândalo. Se Reinaldo que era amigo pessoal do Edilson está no comando da FPF, por quê não crer que “Zé Manuel” possa voltar?

Apenas um porém: nem sempre um ótimo árbitro em campo será um excelente dirigente. Vejamos os inúmeros casos de jogadores craques que se tornaram comuns/ruins treinadores ou vice-versa. Não cobremos de Corona e José Henrique a mesma desenvoltura do que tinham enquanto atuavam! E que Reinaldo Carneiro seja mais feliz nas escolhas do que seu ex-parceiro de FPF, Marco Polo Del Nero.

OPS: eu não sou postulante a cargo algum, como um certo blogueiro noticiou, tampouco estou em campanha, por 4 motivos. O primeiro motivo é o desapego de tal vaidade; o segundo é a falta de tempo e não abro mão dos meus compromissos particulares e profissionais; o terceiro é a minha incompetência (sou humilde em admiti-la) e o quarto é por não compactuar com os nomes que dirigem a FPF, por questão de coerência.

Passarinho, de tanto andar com morcego, dirão que um dia dormiu de ponta cabeça (mesmo que não durma)…

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