– Parabéns à Conquista do (Hexa?) Campeonato do Corinthians!

Bi, tri, tetra, penta… E o Corinthians é aclamado como Hexacampeão.

Mas é hexa mesmo?

Antes, recordo-me que a atribuição sempre se deu a campeonatos seguidos conquistados. O Náutico, por exemplo, já foi decacampeão em PE (ganhou 10 vezes seguidamente), embora tenha quase 40 títulos regionais. Convencionou-se, por causa da Copa do Mundo, chamar aquele que conquista algumas vezes o torneio pelos adjetivos citados. Só que a Copa do Mundo é muito mais esporádica do que os regionais/ nacionais.

Assim, o São Paulo é bicampeão paulista de 80/81 e o Corinthians de 82/83. Mas ambos tem quase 30 títulos em SP! Se fosse assim, teríamos equipes triacontacampeães (trinta vezes campeão não-consecutivamente)?

Daqui 100 anos, se o futebol não falir, aquele que ganhar o 40o título de campeão será chamado como?

Por fim: o Milan luta para conquistar seu 19O escudeto no Calcio. A torcida gritará: “eneadecacampeão” nas arquibancadas? No 20o: “É, icosacampeão!!!”

Para mim, deve-se dizer 6o título conquistado. Nada mais do que isso – e merecido! Afinal, os números, o futebol jogado e a campanha mostram e justificam o título. E não se impute à arbitragem, que errou pró e contra a todos.

Levir Culpi ainda critica o título chamando-o como “manchado” nas entrevistas. Discordo, sobre isso, já falamos em outra postagem: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/11/03/corinthians-sem-essa-de-apito-amigo-galo/

Só não gostei da camisa comemorativa. Que mal gosto! Vale mais a tradicional do que essa modelo “XV de Piracicaba versão Nike”

Tão criativos que os marqueteiros são, deram voz aos piadistas das redes sociais. Uma das brincadeiras que postam na Internet:

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– Flamengo x Ponte Preta terão a Regra 13B em campo?

Depois de Sérgio Correa da Silva avalizar a “boa” arbitragem de Dewson de Freitas em CAP 3×3 SEP (veja a análise dos lances clicando aqui: http://wp.me/p55Mu0-Dl), dizendo na TV que se pode cobrar um tiro livre desde que a distância seja para trás (contrariando as Regras do Jogo da FIFA, que orienta a tolerância de 1m em condições especiais), com tal gafe foi criada uma nova Regra: a Regra 13B (tiros livres à moda brasileira).

Sem dúvida, o Brasileirão desde ano é inovador. Temos os pênaltis de queimada (Regra 12B) e agora mais essa novidade…

Falando sério: depois de toda essa lambança, Dewson foi premiado com a escala para o jogão Flamengo x Ponte Preta!

Coitada da Macaca… foi prejudicada por um pênalti mal marcado (a bola bateu no rosto de Ferron) pelo Chicão de Alagoas na rodada passada por uma 12B (veja a análise deste jogo aqui: http://wp.me/p55Mu0-Dd), e agora entrará em campo com o árbitro pioneiro da 13B!

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– Atlético Paranaense 3×3 Palmeiras: erros ou acertos nas faltas?

Dois erros importantes na noite desta 4a feira na Arena da Baixada. Vamos a eles?

Dawson Freitas, o paraense que meteoricamente subiu ao quadro da FIFA no lugar do árbitro Chicão de Alagoas, deu motivo para as duas equipes reclamarem na partida entre Furacão 3×3 Verdão.

Não assisti ao jogo, mas li, ouvi e assisti os melhores momentos disponíveis da partida. E gostaria de fazer 3 observações:

1) Gol de Robinho: O lance surgiu de jogada irregular. Gabriel de Jesus divide com Eduardo, ameaça dominar no peito mas instintivamente fecha os braços para que a bola não fuja do seu domínio, batendo nos dois braços. É falta. Deste lance, surge o gol de Robinho. Era tiro livre direto a favor do CAP, sem a necessidade de aplicar o cartão amarelo. Mas por quê o árbitro não marcou? Simplesmente porque foi do lado cego dele. Ele está vendo apenas as costas do atleta, e se tivéssemos o AAA (os adicionais de linha de meta), poderia ter sido auxiliado a ver a infração.

2) Gol de Ewandro: Após falta cobrada rapidamente, surge mais um gol do Atlético, também de maneira irregular. Não por ter sido cobrada rapidamente, mas pelo local da cobrança. Vamos lá:

2a- Você pode cobrar uma falta sem a necessidade de autorização do árbitro. Basta ela estar imóvel e no local em que a falta ocorreu. Não precisa fazer a barreira, pois, afinal, ela não existe na Regra. O jogador pode abrir mão da cobrança rápida se achar que o adversário não está a 9,15m de distância a que tem direito. Se o fizer, aí sim deve esperar o apito do árbitro. Portanto, desmistifique: barreira quem pode pedir é o cobrador, não a defesa. O que acontece é que, na espera de arrumar a bola, se concentrar e mirar o gol, os jogadores se aglutinam formando a barreira. E como alguns batedores até mesmo a utilizam como referencial para chutes, acabam esperando. Porém, se o atleta quiser cobrar rápido e ela bater num adversário a menos de 9,15m, azar do cobrador, pois ele abriu mão da distância a que tem direito para agilizar o jogo. É diferente do lance em que, após arrumar uma barreira e autorizar a cobrança, alguém se avança e a bola bate nele – neste caso, volta a cobrança (se não resultar em um gol) e se aplica o cartão amarelo.

2b- O local da cobrança de uma falta deve ser exatamente no local em que ela ocorreu, caso exista o tempo de se fazer uma barreira e o aguardo do cobrador. Se ele quiser agilizar a cobrança, tolera-se aproximadamente o raio de 1 metro (portanto, para os lados, frente ou trás, exceto próximo à área – senão aconteceria a maluquice de se cobrar dentro da área penal). Alguém poderá dizer: “se ela for cobrada num local muito para trás, não há a vantagem“. Aí há duas situações: cobrou-se em local irregular (não tolerado uma distância tão grande de onde ocorreu de fato a infração) e a busca de outras vantagens diferentes da proximidade do gol: por exemplo, o “caminho livre” para o chute, como ontem.

2c- Se um jogador está levemente lesionado, o jogo deve seguir. É o que se vê neste caso: um jogador do Atlético, o time que pode cobrar rapidamente a falta, levanta imediatamente após a cobrança. Só se deve esperar a cobrança por jogador lesionado se realmente precisa de atendimento imediato (existe a orientação de que, como o árbitro não é médico, em caso de dúvida, permita a retirada do atleta em campo; não sendo esse caso, segue o jogo).

Dessa forma, por tudo isso, faltou malícia ao Palmeiras em “proteger a bola” ou “estar atento à cobrança”. Mas o mais importante: o lance foi irregular não pelo atleta no chão ou cobrança rápida, mas pelo local em que foi cobrada.

3) Disciplina em campo: no começo do Brasileirão, muitos cartões amarelos e vermelhos por questionamentos e reclamações à arbitragem. Não se podia falar nada que já se levava o cartão. Neste jogo, faltou peito ao árbitro.

OUTROS) Como, conforme reitero acima, não assisti ao jogo, tentei saber e não consegui sobre outras duas reclamações em que não há vídeo disponível:

1- A de uma cobrança rápida de falta não permitida ao Palmeiras (qual teria sido o motivo)?

2- O tempo de acréscimo e o real tempo do último gol (se há 5 minutos de acréscimos, quer dizer que o tempo legal deve ser entre 50’00 e 50’59”).

Para quem gosta, compartilho abaixo uma postagem com mesma temática (de 3 anos) para que os leitores possam fazer suas avaliações e outras considerações:

ESPERTEZA OU MOLEZA DOS JOGADORES EM COBRANÇAS DE FALTAS? 

Na quarta-feira (17), um lance inusitado na partida Porto (POR) X Arsenal (ING): Após um recuo de bola do time inglês ao seu goleiro, o árbitro sueco Martin Hansson (aquele mesmo de França X Irlanda, do gol de mão de Henry – que fase, hein juizão!) assinalou tiro livre indireto a favor dos portugueses. O esperto centroavante pegou a bola, colocou no chão e cobrou rapidamente, fazendo o gol. Naquele momento, o goleiro e a defesa do Arsenal estavam desarrumados e desatentos. O gol foi confirmado.

Veja o lance: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/portugues/0,,MUL1495243-9850,0.html

E a pergunta: pode?

Claro que pode, e aí uma curiosidade: Quem é que disse que precisa esperar a barreira? Onde está a barreira na regra? E o apito do árbitro, tem que esperar?

Vamos lá: o time que cobra a falta tem o direito de exigir as 10 jardas de distâncias (9,15m). Nada impede que ele abra mão desse direito. Se o fizer, e a bola atingir o defensor, segue o jogo. Afinal, o adversário não teve tempo de se posicionar a 9,15 metros. Não teve culpa. Não precisa esperar o apito.

Entretanto, se o adversário se posicionar em frente a bola, e impedir propositalmente a cobrança, ficando a menos de 9,15m, e a bola bater nele, repete-se a cobrança e aplica-se o cartão amarelo por não manter a distância regulamentar e/ou retardar o reinício de jogo.

Perceba que são situações diferentes: no primeiro lance, ele não teve tempo de se posicionar. No segundo lance, ele fez questão de não se posicionar.

Mas e quando o time que fez a falta “pede barreira“? Aí outro mito do futebol: o infrator não tem esse direito, ele tem o dever de dar a distância. O que acontece muitas vezes é que os batedores de falta exigem a distância de 9,15m, e as defesas se agrupam como “paredões”, “muralhas” ou, como conhecemos, “barreiras”. As barreiras não existem na regra; é que a própria regra não vê nada de ilegal no fato dos atletas se agruparem a 9,15m.

Outra curiosidade que você não costuma observar: se o atleta quer bater a falta rapidamente, e o adversário fica na sua frente, ele pode tirar grande proveito disso: a regra permite que ele “tabele’ com o adversário, ou seja, posso chutar nesse atleta que está me atrapalhando, a fim de recebê-la de volta e sair eu mesmo jogando! Quantas vezes você viu esse lance em campo? Dizem que Pelé fazia isso, mas com a bola rolando, não em lance de bola parada.

quando vemos o gesto do árbitro mandando esperar o apito para cobrar a falta?

Normalmente ocorre pela exigência da equipe que cobrará a falta em querer a distância. O árbitro indica que irá contar a barreira, e por estar de costas e o jogo paralisado, precisa indicar aos atletas quando o jogo deve ser reiniciado (ou melhor, a falta cobrada). Alguns batedores de falta exigem a barreira, por ela ser um ponto de referência a eles. Usam e treinam com esse artifício. Vale lembrar que também o árbitro poderá desautorizar a cobrança caso tenha que tomar alguma providência (como o atendimento a um atleta que se lesiona gravemente, por exemplo). O atacante não precisa esperar nem para a aplicação de cartão amarelo a um adversário, caso deseje cobrar rapidamente a falta (o árbitro aplica o cartão na primeira paralisação seguinte).

Tal texto pertence as diretrizes da regra 5, no texto USO DO APITO: “O apito não é necessário para reiniciar o jogo mediante um tiro livre (…) O uso do apito é necessário para reiniciar o jogo mediante um tiro livre após determinar a distância correta de uma barreira“.

Mas o que a zaga deve fazer? Resposta simples: estar atenta! Ou se arrisca em tomar um cartão amarelo de árbitro que cumpra fielmente as regras do jogo, permanecendo em frente a bola e torcendo para que o adversário exija a barreira (se o adversário chutar, toma o amarelo e aí tem que esperar a barreira e o uso do apito mesmo, não pode mais cobrar rapidamente).

Parece severo, mas atende ao Espírito do Jogo, que juntamente com as Regras, norteiam o futebol:nunca beneficiar o infrator!

Assim, vale a pena os atacantes estarem espertos e estudarem a regra. Poderiam marcar mais gols.

Especificamente, no lance do Porto X Arsenal: um amigo me perguntou se vale o gol, já que o árbitro não teve tempo de levantar o braço para indicar tiro livre indireto. Vale sim! É que quando há tiro livre indireto e a bola é chutada direto ao gol, sem o braço do árbitro estar levantado, volta a cobrança (pois, teoricamente, o atleta não foi informado pelo árbitro que era em 2 lances). Se o braço estivesse levantado e a bola entrar no gol diretamente, tiro de meta. (Claro, como o lance foi dentro da área e a bola foi tocada, tudo bem).

Vale a lúcida colocação do atacante do time londrino, Fábregas: “Nós estávamos desatentos…

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– Ponte Preta 0x1 Figueirense e o enésimo pênalti da Regra 12B

O sumido árbitro “Chicão de Alagoas” estava fora de jogos importantes há tempos. Francisco Carlos Nascimento, desde que perdeu o escudo FIFA para o paraense Dewson de Freitas (árbitro do polêmico jogo entre Atlético Paranaense 3×3 Palmeiras na Arena da Baixada) apitou muito pouco.

Na geopolítica esportiva da CBF é assim: para as regiões NO/NE, há a necessidade de dar o escudo internacional a alguém de lá, para fins políticos (nunca meritocráticos). Embora sejamos justos: isso acontece nas outras regiões também.

Sobre o lance: qualquer árbitro que não seja submetido ao rigor da orientação tupiniquim criada com exclusividade pela CBF sobre mão na bola e bola na mão, não marcaria esse “pênalti de queimada”. A FIFA sabiamente não mudou a regra, apenas orientou para que se reforçasse aos árbitros o cuidado com jogadores que disfarçadamente colocassem intencionalmente a mão na bola. Por aqui, virou “bateu-marcou“.

No lance desta 5a feira, o jogador do Figueirense chutou a bola que atingiu Ferron, para mim, no rosto do pontepretano. Mas o árbitro entendeu que foi na mão. Ora, se foi na mão, é a situação de proteção do atleta, nunca de intenção para tirar proveito da jogada (esqueça bobagens como “imprudência por estar com o braço aberto”). No futebol só vale mão por intenção (idem ao movimento antinatural dos braços, pois deve ser deliberado). Portanto, pênalti inexistente aos 13 minutos do 1o tempo, e que gerou o único gol da partida.

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– Neymar ofereceu a camisa e o árbitro não aceitou?

Não assisti ao jogo Brasil 3×0 Peru, mas leio que há uma polêmica sobre o árbitro e a camisa de Neymar, oferecida e não aceita depois do jogo.

Isso pode?

Respondo compartilhando uma postagem do Blog “Pergunte ao Árbitro” realizada há 4 anos, em uma situação quase parecida e que envolveu Neymar também. Abaixo:

ÁRBITRO PODE PEDIR CAMISA DE JOGADOR? 

Claro que não. Por motivos óbvios e exemplo práticos, explico:

 

Normalmente, as grandes equipes costumam entregar kits aos árbitros. Calma, nada de tentativa de suborno, mas souvenirs, lembranças da sua passagem por aquele estádio. Chaveiros, canetas ou camisas. Brindes, em geral.

 

Pequenas e médias equipes também fazem isso eventualmente, dependo da condição financeira. Certa vez, em Lençóis Paulista, tanto a equipe de arbitragem e os adversários ganharam cestas de chocolates do patrocinador local, que era o fabricante das guloseimas. Em outra oportunidade, em Americana (a equipe do Rio Branco sempre fazia isso), cortes de tecido (a cidade é conhecida como “tecelã”). Em São Carlos você ganhava toalhas. E por aí vai.

 

Até esse ponto, do oferecimento ser souvenir, tudo bem. Ou algum árbitro se venderá por uma camisa de clube? Claro que não.

Dar uma lembrança e aceitar/ou não, independente do placar, é até mesmo uma questão educacional.

 

O problema passa a ser o seguinte: PEDIR.

 

Vi muitas vezes colegas de arbitragem pedirem camisas. Nunca o fiz, pois sempre achei deselegante, e confesso que nunca tive motivos para pedir também. Ganhei, e confesso também, camisas de todos os grandes clubes de São Paulo, que foram por mim doadas. Sempre as recebi com os demais integrantes e nunca sozinho.

 

Em algumas situações como quarto árbitro, já passei pela delicada situação de árbitro me pedir para solicitar aos dirigentes camisas. Não o fiz por achar apelativo.

 

Quando a partida foi disputada sem problemas, se não houve polêmica, se tudo ocorreu bem, se por ventura o árbitro sacar da sua mala uma camisa para ser autografada pelo craque do time à um amigo torcedor, penso que tudo bem (embora não faria isso). Já presenciei isso também.

 

Algo complicado: árbitros que recebem camisas de brinde e as revendem. Isso também já aconteceu. Faturar em cima da gentileza de alguém. É mercenarismo.

                                                                                                                                

O problema em pedir é a contrapartida da equipe em caso de derrota. Já vi dirigente levando camisas antes do jogo e reclamando ao término da partida: “assalta o time e ainda leva camisa”. Difícil…

 

A FPF proíbe seus árbitros de receberem qualquer coisa em seus vestiários. Presentes e agrados nem pensar.

 

A CBF, por sua vez, regulou a proibição de aceite em 2004, após a polêmica do dirigente do Vitória, Paulo Carneiro, ter acusado o árbitro Edilson Soares da Silva (lembram-se dele, o famoso Michael Jackson do apito?) de pedir camisas do Santos, após o término da partida Vitória 1 X 2 Santos.

 

No último sábado, Francisco Carlos Nascimento supostamente teria pedido a camisa de Neymar no jogo entre Santos 4X1 Atlético Paranaense. Repito: para quem ganha taxas de arbitragem num valor considerável e apita uma grande sequência de jogos, o valor de uma camisa é irrisório… Porém, o valor de estima é de ser “a” camisa do Neymar, a roupa em que ele vestia numa atuação de gala, onde a loja não possui; só quem esteve no espetáculo poderia obtê-la com maior facilidade.

 

O árbitro negou em entrevista, dizendo que foi Durval quem pediu seu par de cartões como lembrança. Mas mesmo se Chicão tivesse pedido, pelos lances polêmicos, seria indevido. Em outras situações, poderia ser estranho, mas aceitável. Antonio Lopes, treinador adversário do Santos, pediu afastamento sumário do árbitro (em: http://ht.ly/7drX5)

 

É uma questão de cultura. Mas e você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

 

Sobre o jogo entre Santos X Atlético Paranaense, você pode ver a análise da arbitragem no site “Pergunte ao Árbitro”( http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2011/10/30/o-lance-de-alan-kardec-de-impedimento-passivo-como-defini-lo-analise-da-arbitragem-de-santos-x-atletico-paranaense/) ou no Blog do Professor Rafael Porcari (http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2011/10/30/analise-de-arbitragem-santos-x-atletico-paranaense-brasileirao-2011-29102011-pacaembu/)

 

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– Depois de DVD de jogador, agora temos DVD de árbitro?

A Comissão de Árbitros da CBF adora polemizar. Após tantas críticas dos lances de mão na bola/ bola na mão, eis que a C.A. gravou um novo vídeo na CBF-TV. Agora, somente com lances de “acertos” dos árbitros conforme a orientação da FIFA de movimento antinatural da mão.

Sabe aquele DVD de jogador “meia boca”, mas que no vídeo a edição o torna um craque?

Pois é. A diferença é que nesse, Manuel Serapião, braço direito de Sérgio Correa (e sucessor dele, caso Marco Polo Del Nero saia do cargo) relata os melhores momentos dos árbitros. E sabe o que é mais curioso? Há lances de carrinhos onde a bola despretensiosamente bate na mão, e que corretamente não se marcou pênalti, que contradizem outro vídeo da CBF-TV, de 1 ano atrás, apresentado pela Ana Paula de Oliveira, ex-bandeira e diretora da escola de árbitros.

O grande problema continuará sendo: bateu na mão, na dúvida, se marcará na cal pois essa é a velada orientação da Regra 12B. E nesses vídeos, se “força a coerência do que a FIFA pede ou não, com lances interpretados aqui como certos e comparados com lances estrangeiros”, dando a entender que os “pênaltis de queimada” estão corretos.

Já imaginaram se fosse produzido DVD dos pênaltis marcados erroneamente? Haja memória…

O vídeo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=oui5DR8Imvc

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Brasil x Peru

Ele é um árbitro comum. No ano passado, quase foi para a Copa do Mundo de 2014, mas perdeu a vaga para seu compatriota Wilmar Roldán.

Tecnicamente razoável, disciplinarmente ruim, fisicamente bom. Rigoroso em detalhes, e azarado em jogos de brasileiros. Esse é José Buitrago, árbitro do confronto entre Brasil x Peru pelas Eliminatórias da Copa!

José Hernando Buitrago Arango, advogado, 45 anos, colombiano, conhecido localmente como Mr Bean, é um árbitro apenas “regular” para a Conmebol. Nunca foi de 1a linha na FIFA, e está se despedindo da carreira no jogo desta 3a feira por limite de idade (curiosidade: Antonio Arias, árbitro do último jogo Argentina x Brasil, também se despediu da FIFA naquela partida).

Buitrago é persona non grata aos clubes brasileiros. Quer saber por quê? Veja o histórico:

No Jalisco: Chivas Guadalajara 3 x 2 Santos/SP (2008) – santistas reclamaram de “inversões de falta”.

No Palestra Itália: Palmeiras/SP 0 x 1 Argentinos Jr (2008) – anulou um gol legal de Léo Lima; depois anulou uma cobrança de pênalti de Diego Souza, alegando paradinha, deu amarelo ao palmeirense, e na sequência, Diego desperdiçou. Buitrago ficou bastante tempo nos vestiários pós-jogo…

Em Quito: Deportivo 1×1 Internacional/RS (2010)

No São Januário: Vasco/RJ 1 x 2 Nacional-URU (2010) – Buitrago relatou tentativa de invasão ao seu vestiário.

No Engenhão: Flamengo/RJ 3 x 3 Olímpia (2012)

No Bombonera: Boca Jrs 1 x 0 Fluminense/RJ (2012), com muito bate-boca e o time carioca pedindo “veto eterno” para o árbitro.

No RJ: Fluminense/RJ 1 x 0 Caracas (2013) – com muita confusão pós jogo, mesmo com a vitória (lembrando: o Flu achava que nunca mais o árbitro colombiano apitaria seus jogos).

No México: Leon 2×1 Flamengo/RJ (2014), com um jogador flamenguista expulso aos 10m em jogada controversa e dois pênaltis marcados para os mexicanos: um duvidoso e outro inexistente.

Mas a maior lambança foi em Quayaquil: Emelec 0x0 Corinthians (2012). Relembre o depoimento do presidente da época, Mário Gobbi, sobre a má atuação do juizão:

O Corinthians está indignado com a arbitragem que teve aqui hoje. Espero que não se repita mais isso. O que este homem, que se diz árbitro fez, é algo para o torcedor deixar de ir a campo. É uma vergonha. O grupo, a comissão e a diretoria estão revoltados. Eu sinceramente espero que o arbitro não tenha feito isso dolosamente. Espero, mas está difícil crer nisso. Isso é uma vergonha, varzeano. Só um incompetente para fazer isso que fez hoje (quarta). O Corinthians tem um time que custa milhões para disputar um varzeano. O Brasileiro é muito maior que a Libertadores. O Paulista é muito maior do que a Libertadores. O Corinthians não vai ser mais roubado como foi. A sensação da tribuna é que esse colombiano operou o time do Corinthians. Quero arbitragem séria para que ganhe aquele que jogar melhor. O que foi feito aqui hoje foi um desrespeito ao desporto mundial. É uma vergonha isso“.

Sabem quem era o treinador? Tite, que disse:

Eu me senti envergonhado com a arbitragem. Fiquei profissionalmente envergonhado. Puta que pariu.”

Será que em seu último jogo internacional, Buitrago deixará qual lembrança na memória dos torcedores?

Mais: se a CBF estivesse forte nos bastidores, Marco Polo Del Nero deixaria acontecer uma escala como essa?

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– Cruzeiro 3 x 0 Sport Recife e mais um pênalti de queimada!

Doze minutos do segundo tempo: Manoel (CRU) cabeceia a bola e ela bate sem qualquer tipo de intenção no braço de Ronaldo (SPO). Equivocadamente, o árbitro Marielson Alves da Silva entende como movimento intencional e antinatural dos braços, e marca pênalti

Errou!

Se você tem dúvida sobre a Regra de Mão na Bola / Bola na Mão, leia a Regra, veja os vídeos confusos criados pela CBF que são contraditórios ao da FIFA. Eles estão nesse link: http://wp.me/p55Mu0-Bi .

Importante: mundo afora, esses erros são diminutos. Acontecem com árbitros fracos e inexpressivos vez ou outra. Repare: qual grande clássico nacional europeu, jogo de Libertadores da América ou UEFA Champions League, acontece tal erro?

Lembrando: na Copa do Mundo FIFA já existia tal orientação, e não vimos nenhum lance assim…

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– A bandana proibida “do Jabá” de Neymar passou batida!

Mais do que um jogador, Neymar, o craque brasileiro, é um outdoor ambulante. Uma espécie de homem-placa, aqueles que carregam cavalete com a inscrição: “vende-se ouro” nos centros das cidades.

Na realidade dele, as praças urbanas são os estádios. Digo isso pela bandana da Nike (sua patrocinadora pessoal) usada no jogo entre Argentina x Brasil.

Aliás, Neymar poderia usar o apetrecho?

NÃO. E explico: O equipamento de um atleta, segundo a Regra, é constituído de: camisa, calção, meias, caneleiras e calçados. Qualquer coisa extra deve ser avaliada.

Exemplos? Claro: shorts térmicos visam melhorar o conforto do jogador; são permitidos desde que da mesma cor dos calções.

Bonés? Somente ao goleiro, se este estiver jogando contra o sol.

Bandanas? A Ronaldinho Gaúcho, David Beckham ou qualquer outro cabeludo, sim, pois é uma forma de segurar o cabelo para jogar mais confortavelmente.

E a bandana de Neymar?

Não é permitida, pois hoje ele usa um corte de cabelo curto, sendo desnecessária a função dela. Tudo que esteja sem função prática e necessária, é proibido. Parece óbvio que é o marketing de emboscada sendo usado, para expor seu patrocinador que está estampado em tamanho grande.

Lembrando: no Campeonato Espanhol e na Liga dos Campeões da Europa, Neymar entrou em campo com ela e teve que retirar o acessório. Já nas Eliminatórias da Copa do Mundo, fez-se vista grossa…

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– São Vicente e Granadinas 2×0 Aruba e o pênalti do escorregão!

Mais um jogo interessante com lances polêmicos de arbitragem, novamente enviado pelo amigo Leandro Teixeira.

Futebol alternativo mundo afora é muito legal, se acha situações bacanas para discutir e ilustrar.

Aqui nesta partida válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia 2018, na zona da Concacaf, (vídeo abaixo) há dois pênaltis: o 1o é claro, embora o juizão tenha demorado um pouco para marcar. O 2o não é nada, o jogador força a queda.

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=HEhWbPuAq0Q

– Cazaquistão 2×1 Ilhas Faroe: Pênalti de “trupicão” ou não?

O jogo ocorreu há dois anos, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, mas vale a curiosidade: enviado pelo amigo Leandro Teixeira, neste vídeo há um lance de um pênalti muito duvidoso.

Clique no link abaixo e veja: no meio de um bololô, aparentemente, não é o zagueiro que atinge intencionalmente o atacante, mas o atacante que tropeça no zagueiro. Nessa caso, não é imprudência do defensor, é casualidade do atacante. Segue o jogo sem marcar nada. 

Na cobrança, perceba que há invasão. Não deveria ter marcado o pênalti. Mas se o árbitro entendeu que foi, deveria ter mandado bater de novo.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=YeqBKRadlTU

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Antonio Arias para Argentina x Brasil

Nesta 5a feira teremos um jogaço pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Republico o que há dias falamos sobre a arbitragem – que não está no mesmo nível da partida. Abaixo:

Clique em: – Arias ganhou um presente de despedida ao ser escalado para Argentina x Brasil?

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– Corinthians 2×1 Coritiba: pênalti ou não pro Coringão?

Carlinhos (CFC) estava correndo atrás do lateral Edilson (SCCP), que fugira da marcação. O atleta coxa branca tenta fazer a falta no adversário, ameaça empurrá-lo/ deslocá-lo e nada faz. Por cima, não foi pênalti. Mas pela velocidade que estava, cai e consequentemente derruba o corinthiano (ambos dentro da área).

Pênalti ou não?

  • Sim, tiro penal.

Explico: quando você corre atrás de um adversário, tropeça, e sem intenção de fazer a falta acaba o derrubando, é pênalti por imprudência. No caso deste lance, o penal não é por empurrão, mas por “atropelão”. Em 1995, jogaram Portuguesa x Atlético Mineiro pela semifinal do Brasileirão (salvo engano, no Morumbi). Me recordo como se fosse hoje (pois o professor da Escola de Árbitros da FPF Gustavo Caetano Rogério ilustrou o lance que citarei por meia hora): um jogador do Galo corria atrás do atacante da Lusa (talvez o Rodrigo Fabri), tropeçou nas próprias pernas e derrubou o adversário. O juizão era Sidrack Marinho dos Santos, que marcou pênalti. Alguns interpretaram como CASUALIDADE, mas a Regra manda marcar INFRAÇÃO POR IMPRUDÊNCIA (correu mais do que aguentava e atingiu o adversário).

Sendo assim, neste lance (não assisti o jogo), a equipe de arbitragem acertou.

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– Figueirense 0x1 Atlético Mineiro e a nova desexpulsão no Brasileirão!

De novo um atleta é expulso e depois “desexpulso” em um jogo do Campeonato Brasileiro?

Novamente em Santa Catarina?

Com auxílio dos bandeiras?

Claro que a entonação é “prato cheio” para os adeptos das teorias conspiratórias alegarem que a CBF não quis acabar tão cedo o torneio e outras bobagens. Mas uma coisa é inegável: dá para questionar se tudo não ocorreu supostamente pela enésima vez com o auxílio de informação externa, pelo tempo da demora.

Creio que não (é minha opinião particular). Confio na categoria e experiência do ótimo bandeira Emerson Carvalho. Mas o certo é que o bom árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro equivocou-se e entendeu que a bola que bateu no estômago de Leonardo Silva tinha sido mão intencional. Não foi. Sorte que o erro foi corrigido (espero, de maneira legal).

Insisto: de novo em Santa Catarina? O que acontece por lá?

Recorde outros casos, clique em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/10/05/sobre-chapecoense-5×1-palmeiras-e-as-corretas-e-injustas-mudancas-nas-decisoes-dos-arbitros-no-campeonato-brasileiro/

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– Internacional 1×0 Ponte Preta: é para devolver a bola ou não?

Li e ouvi opiniões das mais puritanas até as mais agressivas quanto ao polêmico lance do sábado à tarde no Beira-Rio, em Inter x Ponte.

Biro Biro (AAPP) caiu próximo a linha lateral, sentindo um desconforto. Cãibra? Talvez. Seu companheiro Alexandro Macacão colocou a bola para fora a fim do atleta ser atendido e retirado de campo. Na cobrança do arremesso lateral por parte do Internacional, o treinador Argel (SCI) ordenou que a bola não fosse devolvida à equipe campineira (justificando que Biro Biro simulou e que a prova disso seria o fato do jogador levantar rapidamente depois que saiu de campo). Quase um minuto após e 15 passes, o Colorado fez o gol (41 minutos do 2o tempo) e venceu a Macaca, numa partida de interesse de ambas equipes em busca da vaga para a Libertadores da América.

Pós-jogo, o “pau comeu”! Campineiros reclamando de falta de fair play e gaúchos alegando que era cera.

E aí, para você: o Internacional deveria devolver a bola ou não?

Considere:

1- “Devolver uma bola colocada para fora por uma equipe com a finalidade que seu companheiro seja atendido” não implica que o adversário tenha que devolver a posse de bola. Não existe isso na Regra, existe nos “usos e costumes” e é uma recomendação subentendida no Espírito de Jogo.

2- Se o árbitro entende que um jogador se lesiona levemente, deve continuar a partida até uma paralisação para permitir a retirada do atleta do campo de jogo. Se o árbitro entende que há necessidade prioritária para o atendimento de um jogador que está caído, ele, árbitro, é quem deve paralisar a partida e tomar as providências. O jogo deverá ser reiniciado com bola ao chão.

3- Dentro da coerência do estilo brucutu de Argel, é claro que a bola não seria devolvida. Mas será que Biro Biro realmente estava simulando uma contusão?

Enfim: nessa, não dá para criticar o árbitro Ricardo Marques Ribeiro. E nada justifica a violência…

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– A Ridícula Insinuação da FERJ sobre os árbitros!

A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro realmente é nonsense.

Depois do presidente Rubens Lopes falir moralmente com o Cariocão (campeonato com proibição de críticas, má arbitragens e acusações da dupla FLA-FLU sobre favorecimentos a Vasco e Botafogo), a FERJ resolveu deixar em seu site uma “curiosidade” publicada com destaque: “deixa no ar” suspeitas sobre a escalação do árbitro Luiz Flávio de Oliveira e o bandeira Alex Ang para Flamengo x Goiás no Maracanã. Nela, relata suposto favorecimento por má atuação ao Goiás na partida em que o Vasco jogou no Serra Dourada e perdeu de 3×0.

Para quê uma Federação Estadual faz tal comentário? Não confia na CBF? Totalmente desnecessário e deselegante…

Aliás, se a FERJ reclama a favor de seu filiado, a FPF deveria se pronunciar e defender seu árbitro!

Veja a publicação, extraída de: http://www.fferj.com.br/Noticias/View/11091

O assistente paulista Alex Ang Ribeiro foi sorteado em mais uma partida do Goiás no Campeonato Brasileiro. Ele vai trabalhar no jogo entre Flamengo x Goiás, neste domingo, no Maracanã, pela 34ª rodada. 

Alex Ang Ribeiro é o mesmo que marcou pênalti polêmico a favor do Goiás, na partida contra o Vasco, pela 20ª rodada, e ainda deu um tapa na mão do zagueiro Rodrigo. Após várias rodadas sem trabalhar na Série A, Alex é escalado justamente para mais um jogo do Goiás.

Outro detalhe: O árbitro de Flamengo x Goiás neste domingo é Luis Flávio Oliveira, o mesmo que apitou Goiás 3 x 0 Vasco, na 20ª rodada da competição.

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– Arias ganhou um presente de despedida ao ser escalado para Argentina x Brasil?

Em diversas análises de arbitragens que fizemos, confesso nunca me recordar de uma boa arbitragem do paraguaio Antonio Arias. Na memória, uma lambança de péssima atuação em Tigre-ARG x São Paulo-BRA. E é justamente ele quem apitará Argentina x Brasil no dia 12.

Curiosamente, a Asociación Paraguaya de Fútbol retirou seu nome da lista de 6 árbitros locais que compõe o quadro da FIFA por DEFICIÊNCIA TÉCNICA. Dessa forma, o clássico sulamericano pela Eliminatórias da Copa do Mundo será o seu último jogo como árbitro FIFA.

A pergunta é: o juizão é desclassificado em seu próprio país e a Conmebol lhe dá um jogaço como esse para apitar?

Respondam os entendidos…

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– Corinthians: sem essa de apito amigo, Galo…

O Corinthians é praticamente Campeão Brasileiro de 2015, merecidamente. Assim como após a eliminação na Libertadores da América para o Tolima da Colômbia (onde Tite refez o time e ganhou o Brasileirão daquele ano), faz o mesmo após a eliminação frente ao Guarany do Paraguai.

Muitos questionam os erros de arbitragem. Ora, quem acompanha nosso blog viu a quantidade incrível de erros bisonhos nesse ano – a maior parte por orientações equivocadas da péssima Comissão de Arbitragem. Mas nada em dizer que se errou somente a favor de um time e não para outro.

Quem está em evidência, repercute mais. O Corinthians é um time de massa, então um erro a favor, disputando a liderança, dará muito mais notícia e fomentará reclamações dos adversários. Se o Flamengo tivesse mais qualidade técnica e o Corinthians menos, estaríamos falando dos “erros decisivos pró-Mengão”.

O Atlético Mineiro também teve erros a favor, mas repercutiram pouco pelo clima criado. O Santos idem (uma sequência incrível de pênaltis inexistentes). O Palmeiras também. E por aí vai. E se fosse colocar na balança, sabe quem teve muitos erros prol e que passou batido? O Avaí! Mas aqui em SP ele virou um mero coadjuvante do torneio, já que não tem time paulista brigando para fugir do rebaixamento.

Os erros contrários, assim como os a favor, aconteceram para todos! Mas pela liderança folgada, passam despercebidos (como o pênalti sofrido por Elias e não marcado contra o Flamengo).

Quando se está como vidraça, tudo é mais difícil. É assim no futebol, na política e na vida. Aliás, como o Levir, treinador atleticano que tanto admiro, quis disfarçar seu discurso na semana passada falando de “erros das outras rodadas”! Ora, o Corinthians venceu em Itaquera por 1×0 e no Independência por 3×0. Não dá para discutir. Lembrando ainda que o técnico se esqueceu de que o título contra a Caldense, em mata-mata, foi com erros de arbitragem a favor da sua equipe.

Por fim: e as cusparadas contra Tite? Em um país sério, esses imbecis mal educados seriam banidos dos estádios e a praça esportiva interditada.

Aliás, o que fez o treinador Tite para receber cuspe de outrém?

É a ignorância de uma sociedade analfabeta e que trata o futebol como uma guerra.

Em tempo: em respeito às teorias da conspiração, a CBF ou a Globo seriam “burras” se mandassem que os árbitros errassem a favor do Corinthians para o campeonato acabar quase 40 dias antes…

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Brasil sem árbitro no Mundial de Clubes!

Fase brava no futebol do Brasil…

Quer uma prova? O Mundial de Clubes da FIFA (Japão 2015) não terá clubes nem árbitro brasileiros!

Wilmar Roldán, colombiano, representará a Conmebol. Será que Marco Polo Del Nero não teria força para emplacar nenhum juiz daqui? Não tem ido a Assunção fazer lobby para nós?

Acabaram com o futebol brazuca jogado dentro de campo; agora, com o apito tupiniquim também. É isso que dá criar Regra 12B, inventar dois delegados em jogo, e tantas outras bobagens!

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– O Árbitro Gay da Final da Copa!

Em um esporte preconceituoso como o futebol, tal fato seria discutido (e muito): na Copa do Mundo de Rugby, no próximo sábado, o galês Nigel Owens, único árbitro assumidamente homossexual, apitará a final entre Nova Zelândia x Austrália!

Veja que curioso: Nigel é reconhecidamente competente, mas quase cometeu suicídio por “estar no armário”. Após revelar que era gay, declarou:

Minha vida mudou, minha arbitragem mudou. Se tem uma coisa que apitar exige, é que você esteja completamente concentrado nos 80 minutos. Se algo está mexendo com a sua cabeça, atrapalha. Um árbitro feliz é um árbitro bom.

E se fosse no futebol? E se um árbitro FIFA se revelasse homossexual?

No país em que a bandeira Ana Paula de Oliveira parou sua carreira após fotos sensuais na Revista Playboy e que o árbitro Guilherme Ceretta de Lima foi (segundo ele) prejudicado pela carreira de modelo (entre outras coisas), certamente se aqui exercesse seu ofício, Nigel teria consumado sua tentativa de tirar a vida, lamentavelmente…

E você, o que acha? O Futebol é ainda excessivamente conservador ou não?

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– Palmeiras 2×1 Fluminense e os Acertos de Daronco

Por vias diretas e indiretas, boa arbitragem de Anderson Daronco no jogo de volta da Copa do Brasil. Um “porém”: pareceu-me louco para acabar o jogo e ir para os pênaltis. Vai que algo confuso acontece nos acréscimos…

Importante: dentro do tempo regulamentar, pode-se acabar o jogo em qualquer situação, exceto no aguardo da cobrança de um pênalti. Se os acréscimos foram de 4 minutos, significa que a partida pode ser encerrada entre 49’00’ e 49’59’.

1- Pênalti de Wellington Silva em Gabriel de Jesus: perfeito! Toda infração deve ser marcada no lugar em que se consome; se um zagueiro fora da área dá uma cusparada e atinge seu adversário dentro da área, é pênalti. Se um atleta agarra seu adversário fora da área e continua o segurando dentro, é pênalti também. Isso é o princípio da falta continuada. Nada em se criticar o árbitro (como o presidente Peter Siemsem e o goleiro Diego Cavaglieri fizeram).

E era para Amarelo ou Vermelho?

Se o árbitro interpretasse que o gol era inevitável, Cartão Vermelho por impedir uma situação clara e evidente de gol; como entendeu que a bola seria defensável, Cartão Amarelo por agarrar adversário.

2 – 2 minutos de acréscimos no 1o tempo e Barrios pede um pênalti, alegando ter sido empurrado por Bruno Lopes. Nada foi marcado; entretanto, o atleta estava em posição de impedimento. Um acerto por vias tortas.

3 – Aos 90 minutos Dudu faz um gol em posição de impedimento, bem anulado.

Nos lances técnicos, nada para o Fluminense reclamar, diferente do pênalti mal assinalado em Zé Roberto no jogo de ida (vide aqui: http://wp.me/p55Mu0-BQ).

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– Palmeiras x Fluminense e a HORA e VEZ de Daronco!

Reforço o que tenho dito há dias: o árbitro Anderson Daronco está indo bem no Campeonato Brasileiro; superexposto pelo excesso de escalas da Comissão de Arbitragem, quando não está na série A apita a série B. Quase não folgou no ano.

Entretanto, tudo está dando certo: bons jogos e partidas de poucas dificuldades. Não entrou ainda em polêmica relevante. A postura “bombadona” (uma brincadeira ao corpanzil) acaba intimidando algumas reclamações de atletas. Mas e quando tiver um jogo realmente complicado a apitar?

A HORA chegou: Palmeiras x Fluminense, no qual está escalado pela Copa do Brasil, tem tudo para ser um jogo chato, desde os erros de Vuaden (que foram classificados como corretos pelo Sérgio Correa, presidente da CA-CBF) até as reclamações de ambas equipes na semana passada.

A VEZ é essa: Daronco pode ser firmar como árbitro de elite (embora já seja da FIFA) e se tornar candidato a melhor juiz de futebol do Brasil nesse ano, já que parece que nenhum árbitro quer tal conquista.

O jogo será um inferno. Tomara que Anderson Daronco não tenha medo de cumprir a Regra do Jogo e resista às pressões de ambas equipes e cartolas. Aliás, uma brincadeira: que não apareça nenhuma aranha em campo… (em referência à matéria que a Revista Veja trouxe sobre ele [O Fortão que tem medo de Aranha], onde confessou que morre de medo de aranha).

Em tempo: no dia 16 de setembro, Daronco apitou Fluminense 1×4 Palmeiras no Maracanã. Será que o Flu ousará chiar?

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– Corinthians 1X0 Flamengo e o pênalti em Elias

Elias, do Corinthians, reclama de um suposto pênalti não marcado na partida contra o Flamengo. E aí, foi ou não foi?

Vi o lance de longe, por uma TV 14″. Na 1a vez, me pareceu duplamente duvidoso, pela rapidez do lance e pelo “bololô” de jogadores que estavam na área. Revendo somente hoje, com mais calma e imagem melhor, concluo: lance duplamente faltoso!

Na jogada estavam César Martins de um lado e Márcio Araújo do outro. Na primeira disputa com um flamenguista, há o desequilíbrio pelo lado esquerdo do corinthiano e ali já se poderia marcar a infração (e sendo dentro da área, pênalti). Mas creio que o árbitro Wilton Pereira Sampaio foi atrapalhado pela quantidade de jogadores cariocas à sua frente. Ato contínuo, há um novo contato, por baixo, pelo lado direito do outro defensor. Se existia alguma ressalva, cessou nessa infração. Portanto, pênalti não marcado. 

É claro que a vitória convincente, a liderança folgada no campeonato e o “aceite” dos clubes adversários de que o Brasileirão “quase acabou”, minimizam as queixas da torcida do Corinthians. Mas se o jogo estivesse 0x0, com Corinthians X Flamengo disputando a liderança do torneio, tal lance seria discutido a semana inteira…

Mais uma vez, configura-se erro em jogo importante. Um dia contra alguém, outro a favor de outrém, hoje para Fulano, amanhã para Ciclano… E por aí vai! Nada de colocar na conta má intenção de ninguém, os erros são puramente por ruindade de quem apita e pela incompetência de quem gerencia a Comissão de Arbitragem. 

Nesse ano, parece-me configurar uma repetição de 2007, onde Ricardo Texeira odiava a diretoria do São Paulo (e vice-versa), mas mesmo assim (com erros a favor e contra) Muricy Ramalho levou sua equipe ao título nacional. Dez anos depois, troque os nomes dos atores por Marco Polo Del Nero, Corinthians e Tite. 

OPS: leve em conta o prejuízo de Elias, que levou cartão amarelo por reclamação, e como era o terceiro, está suspenso do próximo jogo. Cartão fruto do equívoco do juizão e do descontrole emocional do jogador (poderia ter evitado a insistência na queixa)…

 

– Aidar te convenceu? Mas a Regra não permite sobre o que ele acusa…

Leio que no Estadão o ex-presidente são-paulino Carlos Miguel Aidar declarou algumas coisas sobre a sua renúncia e episódios do dia-a-dia. Entre eles, a crítica que supostamente Abílio Diniz ligava para Milton Cruz durante as partidas.

Ué, como Milton atenderia o telefone celular, se a comunicação entre rádios, celulares, emails ou qualquer comunicação externa está proibida pela FIFA há algum tempo, e vez ou outra vemos árbitros coibindo o uso?

Fica a dúvida… Aidar falou a verdade ou jogou ao ar?

Sobre a proibição desses equipamentos, destaco o seguinte texto de alterações das Regras do Jogo (item 7 da postagem), em: http://wp.me/p55Mu0-wR.

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– Jesus Cristo, The Referee of God, para iluminar Sérgio Correa?

Estou cansando de escrever sobre Sérgio Correa da Silva, o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF e suas peripécias no futebol.

Gostaria de não abordar mais esse senhor, cujo tema se torna repetitivo muitas vezes, mas parece que ele próprio instiga. Disse Sérgio hoje sobre a arbitragem e melhorias sugeridas a ela:

Sem vídeo, só Jesus Cristo resolve”.

– Ora, os árbitros de outros países usam vídeo?

– Estaria ele defendendo o vídeo por ser proposta dele enviada à FIFA?

– Com vídeo, os pênaltis de queimada que ele avalizou seriam desmarcados, mesmo dizendo a imprensa que foram corretamente assinalados?

Sua gestão melhoria? Árbitros e instrutores incompetentes mudariam de postura?

Sou a favor do uso moderado e pontual da tecnologia no futebol, mas as palavras do comandante são pura demagogia.

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– Erros de Arbitragem e de Escalas, além de Denúncias, agitaram a 4a feira de futebol!

A falta de normalidade no futebol dentro e fora de campo tem espantado. Mas vamos dissertar sobre isso?

1) Na partida entre Fluminense 2×1 Palmeiras, Zé Roberto vai dividir a bola com Gum, cai e o árbitro Leandro Pedro Vuaden (que há tempos está em má fase) marcou pênalti. Não foi nada… Aliás, quando Vuaden apareceu no cenário nacional positivamente, foi extremamente criticado por deixar o jogo fluir pelo então presidente da Comissão de Arbitragem daquela época, Sérgio Correa da Silva.

Agora, depois da mudança negativa de estilo (onde marca tudo, até queda sem infração) o atual presidente da CA-CBF, Sérgio Correa da Silva, o escala sistematicamente… Um comentário utópico: se Zé Roberto dissesse ao árbitro que não sofreu falta, levaria (se na Itália) o prêmio do Cartão Verde por atitude desportiva…

Se o lance a favor do Palmeiras era fácil para a arbitragem e o erro bisonho, diga-se o contrário para o gol anulado de Amaral: pela imagem (assisti pelo UOL), não consigo saber se foi erro ou acerto; e isso nem importa, pois o lance foi dificílimo para a arbitragem e aí não vale a crítica caso errou, somente o elogio se acertou.

2) Já Raphael Claus, que estava na Argentina na 3a feira a noite em Huracan x Defensor como quarto-árbitro, foi escalado para a Copa do Brasil, no SanSão, na 4a, junto com o bandeira Rogério Pablos Zanardo, que foi pivô da expulsão de David Braz no clássico Corinthians x Santos. Tudo foi muito bem na partida, mas o risco de dar confusão era grande, com escala imprudente e provocativa da Comissão de Arbitragem.

3) Eurico Miranda foi denunciado pelo STJD por reclamações contra Sérgio Correa e Delfim Peixoto; agora, Rogério Ceni também foi pelas reclamações do lance do pênalti inexistente marcado contra sua equipe; Peter Siemsem deverá ir também. E todos eles serão julgados por estarem com a razão (assim como também já foi Modesto Roma Jr). Aliás, só não vai ao STJD aquele que é o elemento comum dos reclamantes: Sérgio Correa.

4) Franz Beckenbauer investigado na Europa por compra de votos na Escolha da Copa de 2006; Tribunal espanhol recebe queixa de bandeirinha que se sentiu aliciado pela Comissão de Árbitros da Espanha para “meter a mão” no Barcelona em jogo a ser realizado contra o Real Madrid…

Onde pararemos? É o #GER7x1BRA nosso de cada dia…

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– A escala provocativa da arbitragem para São Paulo X Santos 

Parece picuinha. E deve ser mesmo…

O bom árbitro Raphael Claus, que marcou equivocadamente o pênalti de “queimada” em Palmeiras 0X1 Ponte Preta, será o árbitro do SanSão no Morumbi pela Copa do Brasil. Mas e o bandeira? Será Rogério Pablos Zanardo, o mesmo da confusão com Zeca e que resultou na expulsão do David Braz contra o Corinthians no Itaquerão.

Bandeira não é sorteio, é escala direta. Sérgio Corrêa quis provocar o Peixe, já que certo dia Modesto Roma Júnior pediu publicamente o “escalpo” dele e sua substituição pelo Cel Marinho?

Provavelmente sim, pois poderia evitar a polêmica. Aliás, por que não escala Zanardo na Vila Belmiro no jogo de volta?

Se existir erro pró-SPFC, se dirá que é perseguição. Se for pró-Santos, se dirá que é compensação. Por que escalar de propósito tais nomes? 

A declaração do presidente do Santos pode ser lida aqui: http://wp.me/p55Mu0-tn.

A punição que levou pelo STJD, aqui: http://wp.me/p55Mu0-uh.

 

– Boato ou Verdade sobre os Árbitros da Primeira Liga e do Brasileirão?

Pipocam informações sobre quem apitará a Liga Sul-Minas-Rio (Primeira Liga). Primeiro, Alexandre Kalil disse que traria árbitros da Conmebol. Depois, quando Marco Polo Del Nero deu aval ao torneio, disse que seriam árbitros da CBF e ligou para Marco Antonio Martins, o catarinense presidente da ANAF, para lhe dizer que na Primeira Liga se pagará Direito de Imagem. Agora, no momento em que Kalil rompe com a CBF por Marco Polo ter mudado de idéia, surge a informação de que como o torneio não será reconhecido pela CBF, nenhum árbitro da Comissão de Sérgio Correa poderá apitar.

O certo é que, se Kalil como CEO da Liga por um lado tenta agradar os árbitros brasileiros com a ideia de maior remuneração (mesmo não os contratando), outros integrantes, como Mário Cesar Petraglia, detonam pelo Twitter alegando que árbitros das federações contrárias poderiam prejudicar seu time. Aliás, foi dele o tuíte sobre o juiz carioca Wagner Magalhães:

A voz do povo é a voz de Deus, o povão ontem revoltou-se com a arbitragem deste carioca que trabalha para a FCF que luta conta a 1a Liga!”

Portanto, fiquemos atento com as pressões extra-campo: teremos o grupo que luta contra o rebaixamento que dirá muita coisa sobre Delfim Peixoto, o vice-presidente da CBF e que há 30 anos preside a Federação Catarinense (que nessa semana está acompanhando o Chapecoense para o jogo contra o River Plate na Sulamericana), alegando favorecimento aos seus filiados; e, de outro, aqueles que alegarão perseguição em seus jogos por se tornarem oposição na CBF.

O momento é conturbado, evidentemente!

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– Macacão não gostaria de Cartão Verde? Sobre o gol de mão no jogo Ponte Preta 3×0 Coritiba

Parece que a Ponte Preta voltou ao mesmo ritmo do início do Brasileirão: vitória seguida de vitória!

Mas nesse domingo, o árbitro Pablo dos Santos Alves bobeou e não viu um claro gol de mão do atacante Alexandro Macacão. Gol irregular, claro. Ele não foi determinante para a vitória da Ponte Preta, pois a Macaca jogou muito melhor do que o Coxa Branca e o placar foi elástico. E, infelizmente, não foi dessa vez que vimos fair-play.

Comentamos dias atrás sobre o fato da Série B italiana ter criado o “Cartão Verde”, instrumento positivo a ser aplicado para os jogadores que confessassem lances errados marcados pela arbitragem. Será que se tal novidade fosse implantada no Brasil, Alexandro se sentiria tentado a avisar o árbitro que seu gol foi irregular só para receber a premiação?

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– O Pênalti de São Paulo x Vasco da Gama com a cronologia da burrice!

De 05 a 13 de Outubro, não vimos nenhum pênalti de queimada, regra 12b ou de braço colado sendo marcado no Campeonato Brasileiro. Claro, não tivemos árbitros brasileiros apitando Brasileirão. Entretanto, tivemos árbitros brasileiros experientes nas Eliminatórias da Copa do Mundo (os que não foram moldados aos ensinamentos de Sérgio Correa da Silva) e nenhum lance bizarro como os que vemos aqui foi marcado.

Dia 14, quarta-feira, vimos pênalti inexistente na Regra da FIFA sendo marcado pela Regra CBF, em Palmeiras 0x1 Ponte Preta. Vide aqui: http://wp.me/p55Mu0-B5.

Dia 15, quinta-feira, vimos outro pênalti que não existe na Regra 12 da FIFA, mas que consta na orientação da Regra 12B da CBF, em Vasco 1×1 Chapecoense. Vide em: http://wp.me/p55Mu0-Bf.

Dia 16, sexta-feira, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro fez uma defesa veemente do seu chefe, Sérgio Correa da Silva, com discordantes conceitos. Vide-a em outra publicação, em: http://wp.me/p55Mu0-Bp.

Dia 17, sábado, publicamos um artigo elucidando a polêmica mostrando os vídeos nos quais a FIFA explica o que é movimento antinatural da mão e os lances que incoerentemente a CBF ensina aos árbitros. Assista-os em: http://wp.me/p55Mu0-Bi.

Dia 18, neste domingo, Dewson Freitas marcou o enésimo pênalti inexistente no Campeonato Brasileiro, que além de resultar em um gol causou a expulsão de Matheus Reis. Foi lance de cotovelo involuntário em um carrinho de movimento natural. Jogada NORMALÍSSIMA segundo os vídeos da FIFA relatados acima. Mas para a Comissão de Árbitros da CBF, de acordo com a Diretora da Escola de Árbitros Ana Paula Oliveira (no mesmo post dos outros vídeos), INFRAÇÃO CORRETAMENTE MARCADA.

Não há como não pensar: depois de tudo o que foi dito, o árbitro sentiu a pressão e devolveu um lance a favor do Vasco?

Penso que não. Creio que é simplesmente cumprimento da Regra 12B inventada pela CBF. Aliás, percebeu que os árbitros que apitam FORA do Brasil, nas competições internacionais, não marcam nada disso?

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– Testemunhal do Árbitro sem ser 1o de Abril!

Registre-se: essa publicação não é brincadeira de mau gosto tampouco pegadinha. Vamos lá:

Ricardo Marques Ribeiro, árbitro FIFA-MG e que foi muito mal na partida entre Vasco 1×1 Chapecoense na 5a feira (e que depois do erro crasso no último FlaFlu onde foi anunciado como suspenso mas continuou a ser escalado), resolveu falar!

Liberado pela Comissão de Arbitragem da CBF, presidida por Sérgio Correa da Silva, o árbitro teve autorização (pela 1a vez no Brasil) de falar sobre erros técnicos e situações de jogo de uma partida que apitou (os árbitros são vetados de falar sobre os jogos que atuam). Em entrevista ao Diário Lance para o jornalista Felippe Rocha, justificou todas as decisões contestadas explicando didaticamente (mas não convencendo), reafirmando que em todas houve decisão correta.

O que mais me chama a atenção foi a seguinte louvação gratuita ao seu chefe:

A Comissão de Arbitragem tem total autonomia para escalar árbitros, é idônea, séria e quer o bem do futebol (…) Somos comandados por um homem sério, de bem. O Sérgio Correa está transformando a arbitragem brasileira. O Sérgio vem fazendo um trabalho pioneiro no Brasil, junto com os instrutores e procuramos seguir a filosofia”.

Quem lê, pensa que estamos tendo uma revolução positiva! Não questiono a honestidade da Comissão, mas algo quase tão importante quanto ela: a competência.

E aí, o que você pensa sobre tudo isso?

Deixe seu comentário:

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– Vasco 1×1 Chapecoense e outro Pênalti da Regra 12B

De novo voltamos às marcações de pênaltis inexistentes gerados por bola na mão (e não mão na bola). Dessa vez, Ricardo Marques Ribeiro (que houvera sido suspenso de mentirinha pela Comissão de Árbitros por NÃO MARCAR um lance de mão de Wallace no último Fla-Flu), marcou mão intencional por movimento antinatural de Rodrigo, contra o Vasco e a favor da Chapecoense, na partida desta 5a feira no Maracanã (que estava com o braço colado ao corpo!).

Ridículo. Na 4a feira, tivemos o mesmo erro cometido por Raphael Claus no Palmeiras 0x1 Ponte Preta (vide esse jogo aqui: http://wp.me/p55Mu0-B5). Nos 10 dias sem futebol no Brasil, não vimos nenhum pênalti desse jeito nas Eliminatórias da Sulamericana nem na Classificatória da Euro. Aqui, a Regra 12 ganhou um parágrafo a parte: bateu na mão é falta, criando a Regra 12B.

O interessante é o que Eurico Miranda falou após o jogo:

Muita gente fala que compraram o árbitro. Não é nada disso. Ele vai para uma partida de futebol e recebe alguns comunicados antes. Esse presidente da Federação Catarinense [Delfim Peixoto], ele vai com a maior tranquilidade aos vestiários dos árbitros, que em tese é coisa proibida. O que ele vai dizer aos árbitros? Para ele apitar bem? Ou que em breve ele vai estar na CBF e pode indicar para o quadro da Fifa? O que aconteceu hoje foi um escândalo”.

De fato, nos jogos em Santa Catarina, Delfim Peixoto sempre vai aos vestiários “desejar boa sorte”, mas os árbitros sabem que isso é uma ligeira intimidação. Agora que ele é vice presidente da CBF, não sei se nos jogos no Rio de Janeiro tem feito isso.

A verdade é: algum clube terá peito em alegar ERRO DE DIREITO, ou seja, interpretação equivocada da regra (que é diferente de ERRO DE FATO, que é a interpretação equivocada do lance)?

Erro de direito anula jogo… vale a pena pensar nisso.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Rio Branco x Paulista

Luiz Renato Cafundó Soares, 34 anos, que apitou apenas 1 jogo da Copa Paulista (Penapolense 3×0 Rio Preto há 2 meses) e que estava apitando jogos das Categorias Sub 20 e Sub 17, apitará o importante e decisivo jogo do Paulista contra o Rio Branco em Americana.

Não o conheço, pois o árbitro nem sequer chegou à série A2 (embora esteja escalado em um jogo equivalente da divisão citada).

Marco Antonio de Andrade Motta e Ricardo Pavanelli Lanuto serão os bandeiras. Ao contrário do árbitro, são muito experientes e já trabalharam em jogos de grau de dificuldade elevado.

Curioso: na partida entre São Bernardo x Mirassol, apitará Marcelo Rogério, árbitro de ponta da série A1.

Qual o critério da FPF?

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– Palmeiras 0x1 Ponte Preta e mais um pênalti da Regra 12B

De novo, um pênalti marcado por bola que bate na mão (e não mão que bate na bola). No Allianz Parque, Felipe Azevedo (PON) cruza a bola e ela bate no braço de Victor Ramos (PAL). Nada a marcar, mas Raphael Claus equivocadamente assinala pênalti.

Lembre-se: a única infração da Regra 12 em que se avalia EXCLUSIVAMENTE a intenção, é a mão na bola. Em todas as outras, se avalia imprudência e força excessiva.

Assim, não existe pênalti por ter sido uma “mão na bola imprudente”. O problema é que há 2 anos a FIFA pediu para que os árbitros tivessem atenção para o movimento antinatural do braço, ou seja, uma intenção disfarçada do jogador em colocar a mão na bola. Com pesar, essa orientação da Regra 12 foi interpretada diferente pela CBF, única no mundo a mandar marcar quase tudo como pênalti (a Regra não mudou, só houve esse aviso na orientação). Vide nos jogos Classificatórios para a Eurocopa e das Eliminatórias Sulamericanas para a Copa de 2018… houve algum lance assim?

Visite o tópico 2 do link a seguir e verá os vídeos FIFA sobre o que é movimento antinatural, e os vídeos CBF, deturpando o que a FIFA ensina e criando a Regra “12B”. Estão em: http://wp.me/p55Mu0-vE.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×1 Nacional

Não gostei da atuação do árbitro Emiliano Alves da Costa, nesta 4a feira no Jayme Cintra. Nenhum erro relevante, mas algumas bobeadas: mau posicionamento em campo, permissão para retardamento do jogo (o Amarelo por cera ao goleiro foi apenas aos 45m do 2o tempo), demora para retirar atletas lesionados com a permissão da maca, entre outras coisas que atrapalharam o bom rendimento da arbitragem. Houve também desentendimento nas marcações entre árbitro e bandeira 1.

Lembrando: o 4o árbitro, na vistoria no vestiário, deveria ter observado que ambas equipes estavam com uniformes de cores escuras e listradas. Como é o mandante que escolhe o seu fardamento, o adversário é quem deve usar outro uniforme. Sendo assim, o Nacional deveria usar todo de branco.

Como a providência só foi tomada no 2o tempo, por 45 minutos os torcedores, a imprensa, além dos próprios atletas e a arbitragem sofreram para distinguir alguns lances. Desnecesserário…

Enfim, arbitragem nota 5 que não teve influência no resultado.

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