– A força do trabalho sério de um clube-empresa.

Para quem duvida que as estruturas arcaicas do futebol estão mudando (e quem não mudou, terá que mudar para sobreviver), eis uma entrevista muito esclarecedora do CEO do Red Bull Bragantino, Thiago Scuro, ao Canal do Loredo no YouTube.

Na oportunidade, os jornalistas Sérgio Loredo e Sílvio Loredo exploraram bastante a questão do processo de mudança de um clube tradicional para a modernidade empresarial, além do presente e do futuro da equipe e sua gestão.

Me chamou a atenção: tanto que se fala que “clube-empresa só quer ganhar dinheiro”, mas o Toro Loko / Massa Bruta é muito mais comprador do que vendedor no Brasil! A propósito disso, lá nos anos 2000 (e gosto sempre de lembrar disso), quando tive a oportunidade de escrever minha dissertação de mestrado (“O novo processo administrativo do futebol brasileiro frente a profissionalização da gestão dos clubes”), pude abordar os modelos vindouros que, mais ou menos, se concretizam hoje: parcerias de clubes tradicionais com empresários (onde aqui o modelo pode ser viciado na escalação de atletas simplesmente para privilegiar negócios, prejudicando o clube que quer títulos), criação de clubes-empresas PME (apenas para transacionar atletas) ou ainda o modelo do time-empresa estruturado (cujo objetivo não necessariamente pode ser primeiramente o lucro líquido, mas o investimento em marketing, divulgação da marca e consequentemente a conquista de espaço na mídia e os títulos como fruto do trabalho sério – resultando, obviamente, em lucro).

Assistam, vale a pena conhecer mais, em: https://youtu.be/uPudhSqujh0

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Guarulhos, rodada 4 do Campeonato Paulista Sub23 da 2ª divisão.

Gostei da escala de árbitros da FPF para Paulista x Guarulhos: Kleber Canto dos Santos, 41 anos, professor de Educação Física e há 14 temporadas na FPF, será o juizão.

É um árbitro bem condicionado fisicamente e que vem trabalhando bastante. Apitou jogos de A3 e mais recentemente da A2. Em partidas envolvendo o Galo, trabalhou no inesquecível União Suzano 0x8 Paulista (boa atuação, embora tenha marcado um pênalti inexistente naquela oportunidade – talvez pelo fato de não estar “ligado” pelo fácil jogo e elasticidade do placar) e Paulista 3×1 Amparo (aqui, foi muitíssimo bem, já que o Paulista vinha de ruins arbitragens envolvendo partidas contra o Amparo, que eram sempre problemáticas).

Desejo uma grande arbitragem e um ótimo jogo!

Na imagem abaixo, a escala completa, Destaque para o bauruense Márcio Luís Augusto, o observador – um ex-bandeira que trabalhou comigo em várias escalas e que considero um dos melhores profissionais que conheci, além de excepcional ser humano.

Acompanhe a partida com o Time Forte do Esporte com Adilson Freddo na Rádio Difusora, nessa quarta-feira, às 15h (e desde às 14h30 direto do Jayme Cintra).

– Os treinos dos Árbitros e do VAR estão valendo a pena?

Nesta rodada do Campeonato Brasileiro, muitas queixas (de novo) contra a arbitragem

Tivemos pênalti mal marcado em Santos 0x4 Flamengo (vide aqui nossa análise: https://wp.me/p4RTuC-xbL), tivemos questionamentos no Grêmio 0x1 Corinthians (as polêmicas no link em: https://wp.me/p4RTuC-xcn) e outras reclamações em Juventude 1×1 São Paulo (não pude assistir a esse jogo).

Tudo isso depois de mais uma semana de intensos… treinos para a arbitragem, na cidade de Águas de Lindóia, onde a nata da arbitragem se reune.

Quando houve a última imersão, na rodada seguinte tivemos uma lambança em Chapecoense x América (falamos sobre esse treino em: https://professorrafaelporcari.com/2021/08/17/arbitro-e-var-em-chapecoense-1×1-america-mostraram-o-retrato-da-tragedia/).

  • A questão é: a cada treino, a coisa piora, ao invés de melhorar?

Repito o que tenho escrito há dias: a culpa não pode ser creditada ao Gaciba exclusivamente, mas às pessoas que há décadas (desde a gestão Ricardo Teixeira) transitam nos departamentos ligados à arbitragem (Comissão de Árbitros, Secretaria de Árbitros, Diretoria de Desenvolvimento de Novos Talentos da Arbitragem, Diretoria de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo, entre tantas outras secretarias e/ou cabides de emprego – e que nunca “saem de verdade” da entidade, pois nunca hei demissão, mas remanejamentos de cargos).

Me questiono: por quê essas pessoas são insubstituíveis? Nenhum presidente de CBF as tira. Incrível!

Por fim, um desabafo: o cerne da questão não é a qualidade em si do árbitro, mas dos treinadores e orientadores de árbitros (não dos ex-árbitros que fazem o trabalho de “minhoquinhas”, mas dos mais velhos que se tornaram proprietários de posições).

Em tempo: no Brasil, tivemos a queda de Guto Ferreira (o único treinador brasileiro dos clubes nordestinos no Campeonato da Série A). Se vier um estrangeiro, será o 8º treinador aqui. Que tal imitarmos os clubes e importarmos treinadores de árbitros também? Mas não valem os atuais da Conmebol: Jorge Larrionda, Ubaldo Aquino, entre outros. Tem que ser europeu de 1a linha. Que tal um Colina?

As dez principais dúvidas sobre o VAR | bastidores da arbitragem | ge

– W.O. em Barcelona Esportivo x Paulista de Jundiaí! É a 4a divisão…

Marcado para o Estádio Nicolau Alayon, o jogo entre Barcelona Esportivo da Capela do Socorro x Paulista de Jundiaí (válido pela 4a divisão paulista) não aconteceu.

Motivo: W.O. Mas veja:

Estando as equipes em campo, não havia chegado a ambulância (o árbitro deve esperar PELO MENOS 30 minutos – antes disso não se pode cancelar a partida, mas pode se dar um prazo extra) . Mas com 23 minutos de atraso, ela chegou, e… o jogo não pode ser iniciado porque o Regulamento da divisão exige 2 ambulâncias – uma Tipo B e outra tipo D (a primeira, com motorista, dois enfermeiros e um médico; a outra, com um motorista e enfermeiro – ambas com uma série de equipamentos, incluindo desfibrilador). Está no artigo 33. Esperou-se quase 1 hora e a 2a ambulância não veio.

Pode-se questionar o exagero, mas está no regulamento. E, obviamente, a responsabilidade é do clube mandante de providenciar os veículos e profissionais. Não o fazendo, a partida não é realizada e vai para o Tribunal (onde se configurará WO – ou seja, 3×0 para o Paulista).

Duas observações:

1- Desde quando se vê duas ambulâncias com médico e enfermeiros à disposição dentro delas nessa divisão? Quantos jogos já ocorreram sem esse “padrão”? Fiquemos atentos nas próximas partidas.

2- O futebol está muito caro. Como bancar tamanhas despesas?

Acréscimo:

Amigos, não digam que o Paulista “está certo de se recusar a jogar” e que “fez bem em abandonar o campo”, como alguns estão fazendo pelas Redes Sociais. É mentira, quem inventou isso está distorcendo a situação e pode até prejudicar o time. Se fosse verdade isso, deveria esquecer os 3 pontos.
O Galo só foi para os vestiários pois o árbitro suspendeu a partida, pelo fato da 2ª ambulância demorar para chegar (não foi ato de rebeldia do time, mostrando que não queria mais jogar). Foi decisão da arbitragem de suspender o jogo!
Quando a 2a ambulância chegou não havia mais como credenciar os médicos e enfermeiros (se é que eles estavam ok).
Portanto: o Paulista foi para os vestiários pois o árbitro esperou o tempo regulamentar e o acréscimo dessa tolerância, onde o Barcelona não cumpriu as exigências para realizar a partida. Ele relatou tudo isso na súmula , que irá para o TJD e lá no julgamento deve configurar o WO , onde o Paulista terá vencido o jogo pelo placar administrativo de 3×0.
Se tivesse abandonando o jogo, o Paulista não só deixaria de ganhar os pontos como seria punido por tal fato.
Não sei quem tem o interesse de ficar dizendo que só não teve jogo pois o Paulista “bateu no peito e não quis jogar”. Se um advogado f. pega isso e consegue alguém mal intencionado para sacanear, vai dizer no TJD que o árbitro mentiu na súmula e que o Paulista é quem provocou o WO.

– O lance de Diego Souza e Cássio no Grêmio 0x1 Corinthians: vale tirar o cartão da mão do juizão?

Um lance polêmico no Rio Grande do Sul: Diego Souza (GRE) parte para o ataque, vai em direção ao gol e ao driblar o goleiro Cássio (COR), sofre a falta fora da área. Há dois corintianos defensores à frente do atacante gremista, além de um terceiro defensor ao lado.

Avalie: se Diego não fosse derrubado após o drible (Cássio não visou a bola, visou o corpo numa ação temerária),

1- era “certeza” que sairia o gol?

Se sim, ao cometer a falta, o goleiro era merecedor de cartão vermelho por impedir uma situação clara de gol.

2- era “possível” que algum dos 3 adversários pudesse evitar o gol ou ainda lhe roubar a bola antes do chute?

Se sim, ao cometer a falta, o goleiro merecedor de cartão amarelo por ação temerária.

Aí vem outro detalhe da regra: contestar insistentemente a marcação de um árbitro com gestos (desde que não sejam ofensivos) é para cartão amarelo. Arrancar sua ferramenta de trabalho (como Diego Souza fez com Ricardo Marques Ribeiro ao “roubar-lhe” o Amarelo) já ultrapassa o tolerável. Não é uma agressão ao trabalho do juizão? Sendo assim, teria que expulsar o gremista.

Confesso: a falta de meritocracia nas escalas de arbitragem é algo assustador…

Diego Souza pega o amarelo da arbitragem e reclama em derrota do Grêmio para o Corinthians — Foto: Eduardo Moura/ge.globo

– Em Santos 0x4 Flamengo, pênalti ou não em Michael?

Há certas situações no futebol nas quais você não consegue entender, por conta de “erro bizarro”. A elas, você justifica como apagão”. Quero crer que foi isso que aconteceu na Vila Belmiro ao juizão, logo no reinício da partida.

Me refiro ao pênalti de Wagner Leonardo (SFC) em Michael (CRF), aos 3 minutos do 2o tempo: Bráulio da Silva Machado fez justamente o que a orientação da regra NÃO MANDA fazer. Explico:

Desde 2019, a FIFA pede que em lances de empurrão ou puxão de camisa, que os árbitros verifiquem se a ação de quem empurra ou agarra realmente desequilibra ou impede o adversário de jogar. Repare: um puxão de camisa só vira infração (falta ou pênalti) se ele de fato não permite a continuidade da jogada e o adversário fica impossibilitado de avançar.

Portanto, já faz 2 anos que “puxar a camisa” por si só não é falta: só será se impedir o prosseguimento do lance. Dessa forma, como exemplo, se alguém está no ataque e tem a camisa puxada, se esse atacante parar de correr e pedir a falta, não deve ser marcada a infração, pois ele deveria prosseguir para, caso não conseguisse dar continuidade ao lance, ter o pênalti / falta marcada. Ao parar e pedir a marcação, ele abdicou de jogar.

Avalie:

1 – o lance do santista desequilibrou ou impediu o flamenguista de jogar?

2- a queda do atacante foi “natural” ou forçada por ele próprio?

Nas duas situações, se vê que não foi pênalti: não havia força para o desequilíbrio e a forma como caiu foi uma interpretação mambembe.

Claro que, com o futebol apresentado por ambas equipes, o placar foi justo. Mas árbitro da FIFA não pode ser ludibriado e errar de tal forma (e com VAR).

Santos x Flamengo: veja onde assistir, escalações, desfalques e arbitragem | brasileirão série a | ge

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Barcelona Esportivo x Paulista FC, Rodada 3 do Paulistão da 2a divisão Sub 23

Daniel Sottile, 14 temporadas na FPF, 43 anos de idade, natural de São Bernardo do Campo, será o árbitro de Barcelona Esportivo x Paulista FC. 

Velho conhecido do Estádio Jayme Cintra, Sottile veio trabalhar como quarto-árbitro em muitas partidas do Galo quando estava em divisões melhores. Na série A3, em 2017, apitou Flamengo 0x2 Paulista (atuando muito bem) e Paulista 1×0 Independente (aqui, foi bem até o final do jogo, quando bobeou e não expulsou um jogador de Limeira que arranjou confusão com o gandula, vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/03/19/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×0-independente/amp/). Em 2018, trabalhou sem problemas na Copa SP em Paulista 0x1 Sao José/RS.

Bem fisicamente e experiente, é árbitro para atuar na série A3 e A2. Pela idade e pela proposta da gestora dos árbitros na FPF, Ana Paula de Oliveira, não tem tido boas oportunidades. No ano passado, não apitou nenhum jogo profissional. Neste ano, alguns trabalhos na Segunda Divisão Sub 23 e campeonato de juniores.

Creio que fará uma boa arbitragem e torcerei por isso.

Os árbitros assistentes serão Thiago Ferro e José Jenilton dos Santos Vasconcelos, ambos jovens e atuando na Segunda Divisão e Sub 20 atualmente. O quarto árbitro será Leonel Marcos Fialho da Silva. O observador do jogo será Paulo Maffei, ex-árbitro, boníssima pessoa e ótimo profissional, que vem de Itu.

Acompanhe Barcelona x Paulista pela Rádio Difusora AM 840 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa às 10h neste domingo, mas desde as 9h30 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

 

– Athlético Paranaense 1×0 Santos: procedem as reclamações contra a arbitragem?

Dois lances polêmicos na Arena da Baixada pela Copa do Brasil, onde o VAR, curiosamente, não apareceu em nenhum deles. Teria o equipamento de vídeo falhado tecnicamente de novo?

Vamos à eles:

1- O Santos FC reclama de pênalti ao seu favor: aos 20 minutos do 2o tempo, Renato Kayser vai dominar a bola dentro da sua área e ela bate em seu braço num movimento (para mim) natural. Avalie: foi movimento antinatural? Ele teve uma intenção disfarçada de que a bola batesse no braço dele? Poderia estar com os braços grudados ao seu corpo (o que naquele momento não seria um movimento fisiologicamente normal)?

Insisto: para mim, nada de infração, acertou o árbitro (mas respeito quem interpretar diferente, usando coerentes argumentos). Entendo que não houve intenção nem antinaturalidade do movimento. Aliás, tal casualidade nem seria discutida na Europa (o problema é que os pênaltis mal-marcados aqui pelas equivocadas orientações antigas da CBFque inicialmente quase transformou o futebol em queimada com uma “Regra 12B tupiniquim” que causou tanta confusãodistorcem as discussões). Considere ainda: a FIFA normatizou o que seria “braço”, e determinou que fosse na região das axilas / manga da camisa o limite. Vide na ilustração da postagem em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/08/07/as-novas-regras-do-futebol-e-as-orientacoes-da-cbf-para-os-juizes-no-brasileirao/

2- O Atlhético reclama do gol de Mingotti, aos 38 minutos do 2o tempo, anulado por impedimento. Por todos os ângulos mostrados pela TV, impossível dizer que errou ou acertou com convicção. Lance demasiadamente ajustado, só com tecnologia para dizer.

– A reação inusitada do árbitro dinamarquês: ajoelhou e se desculpou!

Foi no último domingo e visualizou: Nils Heer, árbitro de Vendsyssel x Fredericia pelo Campeonato Dinamarquês da 2a divisão, deixou de dar uma vantagem para um ataque promissor e, inconformado, se ajoelhou e lamentou pelo erro!

Confesso: já tive a mesma vontade das vezes que “perdi um lance de vantagem” (foram pouquíssimas, pois nesse tipo de situação eu tinha boa leitura de jogo e preferia atrasar o apito para marcar ou não a falta). E confidencio outra coisa: quando o árbitro acerta a vantagem e sai o gol, dá vontade de comemorar junto com o atleta!

Abaixo, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/08/23/ja-viu-isso-arbitro-se-arrepende-de-marcacao-e-ajoelha-no-gramado.htm

ÁRBITRO SE ARREPENDE DA MARCAÇÃO E SE AJOELHA

Uma imagem inusitada do futebol dinamarquês correu o mundo neste final de semana. Na partida entre Vendsyssel FF e FC Fredericia, pela segunda divisão da liga local, que acabou empatada em 1 a 1, neste domingo (22/8).

Durante um ataque do Fredericia – de preto – o árbitro Nils Heer apita e instantaneamente ajoelha no gramado, reconhecendo o erro logo após parar a jogada.

O juiz viu uma falta a favor da equipe visitante e apitou antes da conclusão da jogada, quando a bola sobrou para o atacante que tinha chance clara de fazer o gol, caracterizando vantagem. Àquela altura, o Fredericia perdia por 1 a 0 para o time da casa, o Vendsyssel.

Os jogadores do Fredericia até esboçaram reclamar, mas percebendo a reação do árbitro e o seu claro arrependimento por ter errado no lance, desistiram. Heer continuou lamentando, com a mão no rosto, e recebeu “tapinhas” nas costas dos jogadores ‘perdoando’ a falha.

Veja o lance abaixo:

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Colorado Caieiras x Paulista, Rodada 2.

Para Colorado x Paulista, apitará um árbitro que não vem atuando no futebol profissional há um bom tempo: Luiz Renato Cafundó, de 40 anos, há 15 anos na FPF (trabalhando predominantemente em Sub 15 e Sub 17). Em 2021, apenas 2 jogos trabalhados, no Sub 20.

Diferente de outros anos, onde o Sub 23 da 2a divisão era usado para observar talentos, a Comissão de Árbitros opta por escalar quem estava parado. E cá entre nós, sejamos realistas: como está no quadro, tem que ser escalado. Mas pela idade, não haverá investimento nele para divisões maiores. Culpa do inchaço da lista de árbitros, dos excessivos cursos ofertados e de má gestão dos cartolas do apito.

Tomara que o árbitro não tenha problemas físicos e técnicos na partida – que são possíveis, infelizmente, pelo conjunto de fatores (falta de atividade, histórico, ritmo de jogo, etc).

– A entrada de Thiago Heleno em Adson no Athlético 0x1 Corinthians.

Perdeu o tempo da bola? Dançou!

Não tem muito o que dizer: o jogador do Furacão Thiago Heleno correu o risco e entrou de sola com as travas na canela do corintiano Adson. É um “be-a-bá” da arbitragem, onde a dúvida é quase nula. Aplica-se o Cartão Vermelho.

A questão é: como o árbitro, inicialmente, nem falta deu? Precisou do VAR para tal lance?

Esse é um dos problemas do nosso mau uso do árbitro de vídeo: na dúvida, deixa a cabine chamar…

Vídeo: Adson leva entrada dura de Thiago Heleno em vitória do Corinthians e sofre corte na canela | corinthians | ge

– Que cáca, bandeirinha.

Se a arbitragem está ruim no Brasileirão da Série A, imagine na quarta divisão paulista…

Veja o erro crasso desse bandeira. Falamos antes da partida que, sem ritmo de jogo por conta da pandemia e sem treino, os árbitros se equivocariam mais (alguns estavam há mais de um ano sem trabalhar). Durante o jogo, sem VAR, piorou. E o resultado é esse, do tuíte abaixo (a partida foi Paulista de Jundiai 1×1 Flamengo de Guarulhos, analisada aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/08/21/analise-da-arbitragem-de-paulista-fc-1×1-aa-flamengo/).

Profissionalizar a arbitragem e melhorar a qualidade dos “cartolas do apito” é fundamental. Sem dirigentes melhores e condições de trabalho adequadas, nada adiantará.

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– Análise da Arbitragem de Paulista FC 1×1 AA Flamengo.

O jogo “ajudou” muito o árbitro Caio César Mello neste sábado. Partida disciplinarmente tranquila, com pouquíssimas faltas e nenhuma polêmica. Sendo assim, ele deu conta do recado.

Com o forte calor no Jayme Cintra, a exigência física foi grande. E o juizão correu bastante, está “fininho” e se posicionou muito bem.

Tecnicamente, foi razoável, com alguns erros entendíveis (nem sempre aceitáveis). Destacando aos 43 e 44 m do primeiro tempo, dois lances de “bola que bate despretensiosamente na mão / braço”; um em atacante do Paulista e outro no defensor do Flamengo – onde ele corretamente mandou seguir, fez a leitura correta de casualidade. Mas um erro: aos 33m do 2º tempo, marcou um “perigo de gol” no goleiro flamenguista… o esperto arqueiro não foi tocado e a falta foi marcada.

Disciplinarmente,  algumas considerações:         

Aos 46 minutos do 1º tempo: Humberto (FLA) cometeu falta temerária em Marquinhos (PFC), e ele poderia ter aplicado o Amarelo.

Aos 8 minutos do 2º tempo, falta não marcada em Carioca (PFC), e que virou contra ele. Errou.

Aos 21m do 2º tempo: Cartão Amarelo correto para o goleiro Matheus Cabral (FLA) por retardamento. Idem aos 28m para Ítalo (FLA) por falta em Carioca (PFC). Ibidem ao Kadu (PFC) aos 30m.

Do restante, nada a acrescentar.

Observações táticas e técnicas do Galo:

– Aos 7 minutos, no escanteio para o Flamengo, todo mundo da defesa do Paulista agarrou alguém na grande área. Parecia rugbi, e nenhum atacante flamenguista conseguiu dominar a bola. Mas aos 9 minutos, na bola cobrada em um arremesso lateral para a área, ninguém marcou ninguém (exatamente o contrário do lance anterior) e saiu o gol. Há de se ter atenção…

– O Paulista foi um time “fair play demais” no 1º tempo – nem aquelas faltinhas “técnicas”, de jogo, para parar a partida, foram cometidas. O primeiro tempo, cá entre nós, foi para esquecer. No 2º tempo, voltou mais vibrante e quase “passou do ponto” após os 30 minutos com excesso de faltas.

– No gol de empate do Paulista, o chute foi na barreira que abriu e “matou o goleiro”. Um chutaço! Repare que um defensor fica desesperado com medo da bola bater em seu braço e se marcar a infração.

– Neném Prancha, o poeta do futebol, disse uma das maiores máximas do futebol: “treino é treino, jogo é jogo”. E o Tricolor Jundiaiense fez ótimos treinos, e hoje jogou mal. Torçamos para que tenha sido uma jornada atípica, um dia ruim do Galo, apenas, e que se apresente melhor nas próximas rodadas.

Acréscimo de erro crasso: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/08/22/que-caca-bandeirinha/

– Que pena, Safesp…

Eu sempre lamentei os caminhos que o Sindicato dos Árbitros tomou, quando eu era filiado e comecei a entender seu funcionamento. Nunca senti “independência dele” e também não quis me envolver, pois só era sindicalizado já que a FPF obrigava o árbitro a sê-lo.

Cansei de escrever que havia incompatibilidade de cargos entre o antigo presidente Arthur Alves Jr e o membro da CA-FPF Arthurzinho. Não dá pra ser duas pessoas diferentes, trabalhando em entidades que, em tese, tinham interesses distintos. O mesmo Arthur do SAFESP com o Arthur da FPF sucumbiram, resistindo às Eleições até o último momento. Aí veio… Aurélio!

Aurélio Santanna Martins e Regildênia de Holanda venceram o pleito, e estão sofrendo do mesmo mal que Arthur sofreu: a tentação de continuarem ativos na FPF, CBF e FIFA – mesmo estando no Safesp e prometendo que isso não aconteceria (ou “dando a entender”, e todos pensaram errado, como defendeu certa vez Daniel Destro do Carmo, que foi um dos apoiadores).

O que foi feito com a entidade? Cadê a auditoria prometida nas contas? Ou foram, assim como os políticos fazem, promessas de campanha que não seriam cumpridas?

Lamentável tudo isso…

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista FC x AA Flamengo, Rodada 1 do Paulistão da 2a divisão Sub 23.

Ao ver as escalas das partidas do Campeonato Paulista Sub 23 da 2a divisão, ao menos nesta primeira rodada, percebemos árbitros jovens e outros bem experientes – onde ambos não trabalharam nas principais divisões e estavam parados, seja pela pandemia ou por opção da FPF – escalados para um “reinício” de carreira.

Para Paulista x Flamengo, a Federação Paulista escalou:

Árbitro: Caio Cesar da Costa Mello, 34 anos, 13 temporadas na FPF.
Árbitro Assistente 1: Ademilson Lopes da Silva Filho, 34 anos, 12 temporadas.
Árbitro Assistente 2: Alison Alberto dos Santos, 26 anos, 04 temp.
Quarto Árbitro: Alef Feliciano Pereira, 27 anos.
Analista de Vídeo: Luiz Vanderlei Martinucho, 50 anos.
Caio Cesar, apesar de ter muito tempo no quadro da FPF, não apita um jogo profissional desde 2017 (trabalhou apenas em 3 jogos no Paulistão Sub 23 naquele ano). Foi constantemente escalado nas categorias amadoras em 2018, 2019 e 2020, e neste ano, apitou só um jogo no começo do mês, pelo Paulistão Sub 20.
Em tese, vem totalmente sem ritmo de jogo (já que apitar jogos de várzea – se é que ele tem apitado neste tempo de pandemia – é completamente diferente do que partidas profissionais). Você fica com dificuldade no posicionamento dentro de campo e na leitura de jogo. É um desafio que o árbitro terá para se superar. Tecnica e disciplinarmente, até pelas partidas que ele trabalhou não terem visibilidade, é difícil dizer como ele está.
Aos bandeiras, diga-se o mesmo: estão estreando em jogos profissionais nesta partida. E para quem está acostumado com partidas pela TV, onde os assistentes perdem importância devido ao VAR, deverão se reacostumar com disputas onde essa função é vital para a boa arbitragem do juiz principal (já que não temos árbitro de vídeo neste campeonato).
Ops: o “Analista de vídeo” da escala oficial é o antigo “observador do árbitro”, que não estará in loco mas analisando o árbitro pela TV, já que os protocolos contra “aglomeração” precisam ser cumpridos.
Acompanhe Paulista x Flamengo de Guarulhos pela Rádio Difusora AM 840 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa as 15h, mas desde as 14h30 o Tome Forte do Esporte já estará no ar.

– Repost: Por homofobia, pela 1a vez partida é interrompida na França pelo Protocolo FIFA.

Há 2 anos, pela primeira vez uma partida de futebol era interrompida por homofobia! Relembrando abaixo:

Lembram quando postamos sobre o Protocolo FIFA que deveria ser executado em caso de discriminação (das diversas naturezas) quando ocorresse?

(Para recordar, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao/)

Pois bem: ocorreu o 1o caso, e foi na França.

Extraído de: https://jamilchade.blogosfera.uol.com.br/2019/08/17/na-franca-arbitro-interrompe-jogo-diante-de-cantos-homofobicos/

NA FRANÇA, ÁRBITRO INTERROMPE JOGO DIANTE DE CANTOS HOMOFÓBICOS

Por Jamil Chade

O jogo da segunda divisão do campeonato francês, entre os modestos Nancy e Le Mans, entrou na sexta-feira para a história do futebol do atual campeão do mundo. Trata-se da primeira vez que, por conta de um comportamento homofóbico por parte da torcida, um árbitro decide suspender o jogo, ainda que por apenas alguns minuto. Os torcedores do Nancy devem ser punidos e o clube pagará uma multa. Mas foi o gesto do árbitro Mehdi Mokhtari que se transformou numa referência e abriu um amplo debate. A ministra dos Esportes, Roxana Maracineanu, foi a primeira a comemorar a decisão, tomada depois de uma pressão de governos para que a Uefa modificasse suas leis para permitir que uma partida pudesse ser alvo de uma interrupção, em caso de incitação ao ódio ou homofobia.

Em abril, o jogo entre Dijon e Amiens já havia sido suspenso por alguns minutos, desta vez por conta de ataques racistas. A decisão, naquele momento, foi dos jogadores. Agora, aos 27 minutos, foi a vez do árbitro assumir a decisão.

Jean-Michel Roussier, o presidente do Nancy, admitiu que a regra deve ser aplicada e afirmou ter ido encontrar, ainda durante a partida, com os representantes das torcida organizadas para alertar sobre a situação. Na França, a lei permite que um clube proíba a entrada de um torcedor que tenha sido identificado como autor de uma provocação homofóbica, racista ou que promova o ódio e violência.

Se na França a nova lei começa a ser aplicada, na Fifa o assunto já foi alvo de um acalorado debate. Com as seleções sul-americanas acumulando multas milionárias aplicadas pela Fifa, em diversos jogos das Eliminatórias, a Conmebol tentou explicar à entidade máxima do futebol que os cantos homofóbicos eram “culturais”. A Fifa se recusou a aceitar a explicação e continuou a multar as federações.

Resultado de imagem para Homofobia no futebol

– Árbitro e VAR em Chapecoense 1×1 América mostraram o retrato da tragédia…

Se fosse um Flamengo x Corinthians, um Gre-Nal ou algo dessa grandeza (de apelo Nacional), repercutiria muito mais; só que como tem apelo Regional, o jogo Chapecoense x América nesta segunda-feira passou “meio batido”, mas pode ter sido considerado o pior jogo do uso do VAR no Campeonato Brasileiro 2021.

Sobre as lambanças, compartilho aqui: https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/9067894/brasileirao-chapecoense-empata-com-o-america-mg-e-segue-sem-vencer-em-noite-de-arbitragem-conturbada?platform=amp

O que eu quero chamar a atenção é: nesta última semana, os árbitros passaram por imersões, treinamentos intensivos e concentrações TREINANDO o uso do VAR em Águas de Lindoia-SP, no espaço onde a CBF aluga para o “desenvolvimento do uso do árbitro de vídeo” (aliás, as fotos da confraternização dos términos do evento são muito bacanas). Também faz 15 dias que inaugurou-se o Centro de Excelência da Arbitragem, na sede da CBF.

Se tanto dinheiro está sendo gasto; se treinamento existe – mas os resultados não aparecemconclue-se que:

  • A mão de obra é ruim (os árbitros);
  • O dinheiro está sendo mal gasto;
  • Quem treina os árbitros, não sabe ensinar.

Já é hora de repensarmos o uso do VAR ou não no Brasil (o que é permitido pela FIFA), com a seguinte justificativa: está valendo a pena ou não?

Do jeito que está, é mais barato e mais justo esportivamente falando não usá-lo.

Acréscimo: sobre treinamento e custo do VAR, nos itens 4 e 5 deste link: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/08/03/var-vale-a-pena-repensa-lo-em-7-topicos/

– O que esperar de Wilmar Roldán para Palmeiras x São Paulo no jogo de volta da Libertadores?

Wilmar Roldán está escalado para apitar Palmeiras x São Paulo pela Libertadores da América na próxima 3a feira.

Quando Talleres x São Paulo foram jogar a Pré-Libertadores em 2019, falamos sobre o histórico de más atuações de Roldán contra o Tricolor e em outras disputas recentes. Leia atentamente na postagem em: https://professorrafaelporcari.com/2019/02/06/wilmar-roldan-no-talleres-x-sao-paulo-mas-ele-ainda-e-top/

O Verdão também já foi prejudicado por Roldán: lembram-se de Tigre x Palmeiras? Refrescando a memória: https://professorrafaelporcari.com/2020/03/05/os-dois-erros-de-arbitragem-nos-jogos-do-palmeiras-e-flamengo-na-libertadores-se-tivessemos-o-var/

Em tempo: ele foi tão criticado por desprezar o VAR, especialmente após ser dispensado da Copa do Mundo da Rússia (Tunísia x Inglaterra, onde ignorou completamente o vídeo), que começou a usá-lo até demais. Aliás, andou pedindo VAR até em partida que nem existia o recurso… veja só: https://professorrafaelporcari.com/2019/04/11/wilmar-roldan-pagando-micoem-bucaramanga-2×1-santa-fe/

Por fim: o “Castrilli colombiano”, como ficou conhecido (ele é confesso admirador do ex-árbitro argentino Javier Castrilli, de má memória à Portuguesa) tem muitíssima experiência, mas está numa má fase há algum tempo…

Palmeiras x São Paulo: saiba onde assistir à partida do Campeonato Paulista - Gazeta Esportiva

– O bandeira comemorou o gol anulado do Atlético? Não divulgue fake news… E se o árbitro fizer um adendo?

O árbitro assistente 1 Rodrigo Figueiredo Henrique Correa – FIFA/RJ (que errou no jogo Atlético Mineiro 2×0 Palmeiras) está sendo vítima de Fake News. Explico:

No ano passado, num jogo entre Santos x Atlético Mineiro, ele acertou num dificílimo lance ao marcar impedimento do ataque santista e anular o gol do Peixe contra o Galo. Porém, como o VAR tem que dar aval de que o lance estava irregular, e houve muita demora e expectativa da confirmação ou não, quando o vídeo mostrou que Rodrigo tinha acertado… ele discretamente vibrou com seu acerto! Não foi comemoração pelo gol anulado favorecendo o Atlético Mineiro, mas contentamento da sua competência.

Entretanto, irritados com o erro do bandeira na noite de sábado (ele ajudou o árbitro Bruno Arleu a expulsar pelo segundo cartão amarelo o atleta Patrick de Paula em Atlético Mineiro 2×0 Palmeiras), alguém associou uma manchete (vide abaixo ela) com a história de que ele era “atleticano”, dando a entender que favoreceu o Atlético por simpatia ao time mineiro.

Repito: errou o bandeira ao orientar equivocadamente o árbitro, entendendo ser jogada temerária (que mereceria cartão amarelo) e não lance imprudente (que dispensaria advertência). Mas isso não pode ser motivo para criarem tal narrativa falsa.

Importante: o VAR não pode revisar cartões amarelos, mas o bandeira tem o DEVER de ajudar o árbitro em lances que ele supostamente não tenha visto.

Falamos aqui deste lance (que realmente levou o Palmeiras ao prejuízo), em: https://professorrafaelporcari.com/2021/08/15/a-expulsao-de-patrick-de-paula-em-atletico-mineiro-2×0-palmeiras-erro-ou-acerto/

Em tempo: Abel Ferreira disse que o árbitro pediu desculpas aos jogadores. Respeitosamente, não creio que o fez, pois seria punido se o fizesse. Aliás, seria muita ingenuidade do árbitro… Parece mais discurso “para aliviar pena no julgamento” (a não ser que o árbitro confirme tudo isso em público).

Se o árbitro reconhecesse o erro (não necessariamente o de ontem, mas o de “não dar um cartão ou dar equivocadamente um cartão”), deveria ter a coragem de fazer um adendo a súmula, como fez certa vez Raphael Claus com Petros. Lembram-se disso?

Refrescando a memória, em: https://professorrafaelporcari.com/2014/08/12/adendos-a-sumulas-de-futebol-sobre-raphael-claus-e-o-corinthiano-petros-os-tipos-de-anotacoes-e-correcoes-2/

Se Bruno Arleu fizer um adendo, o cartão de Patrick de Paula pode ser anulado.

Uma coisa que me perturba: quando o erro é contra um time, treinador reclama e diretoria vai à Comissão de Árbitros reclamar. Quando é a favor, se fazem de mudos.

– A expulsão de Patrick de Paula em Atlético Mineiro 2×0 Palmeiras: erro ou acerto?

Assisti neste domingo de manhã o lance tão reclamado pelo Verdão contra o Galo: e há de se concordar com as queixas. Vamos lá:

Sobre o lance de Patrick de Paula sobre Jair: o camisa 8 foi atingido após um escorregão do palmeirense. A impressão que eu tenho é que, após a pressão dos atletas experientes atleticanos que foram para cima do árbitro Bruno Arleu, é que surgiu o segundo cartão amarelo e consequentemente o vermelho. Eles sabiam que o meia do Palmeiras estava pendurado e o “bololô” mostrou isso – levando o juizão a sucumbir (o que é inadmissível a quem está no quadro internacional).

Atenção: não era um lance permitido para a interferência do VAR, pois seu uso não contempla analisar a interpretação de um Cartão Amarelo ou não.

E acertou o árbitro ao punir com essa Advertência?

Não. Ele colocou na súmula que foi por ação temerária, sendo que foi por imprudência (o infrator escorregou). Numa linguagem popular da Regra:

1. Imprudêncianão queria fazer a falta, mas acabou fazendo. Não há cartão.
2. Ação temerária – foi disputar a bola e houve a intenção de cometer a infração. Cartão Amarelo.
3. Força excessiva – “passou do ponto” e cometeu o chamado jogo brusco grave. Cartão Vermelho.

Estamos vivendo dias difíceis com a arbitragem… um juiz da FIFA dar uma bobeada dessa é demais!

Em tempo1: os clubes, tão grandes que são, não orientam as Regras para os seus jogadores evitarem riscos de levar cartão? Ser “amarelado” no começo da partida faz o atleta jogar preocupado o restante do jogo, pensando: “tiro o pé para não receber o segundo amarelo ou corro o risco”? Defendo sempre ex-árbitros nos Departamentos de Futebol das equipes, montando “escolinhas” para as bases e dicas para os profissionais.

Em tempo 2: Bruno Arleu é bom árbitro, mas independente dele, pensemos: um FIFA significa estar apto para apitar qualquer jogo no mundo. Nossos FIFAs “aguentam” um Boca x River, Inter x Milan, Argentina x Uruguai?

– Poupar ou não?

Considere:

  • Os clubes de futebol gastam salários astronômicos para atletas estrelados: Daniel Alves, Hulk, Dudu, Diego Costa…
  • Os 3 pontos da Rodada 1, ou da Rodada 10, ou da Rodada 38, valem igualmente 3 pontos no Brasileirão.
  • Gasta-se muito com Categorias de Base, e se discute-se na hora de confiar oportunidades aos jovens se é possível escalá-los ou não.

Diante de tudo isso, sabendo que temos dois jogões neste sábado pelo Campeonato Brasileiro: Atlético Mineiro x Palmeiras (que poderia ser a final do Brasileirão) e São Paulo x Grêmio (que precisam fugir da luta do rebaixamento), vale questionar:

  • Poupa-se ou não o elenco para a rodada do meio-de-semana da Libertadores da América?

Se sim, desvaloriza-se o torneio. Se não, pode-se ser questionado lá pra frente qual a prioridade do clube.

O que você faria?

Brasileirão: veja quantos pontos seu time precisa para ir à Libertadores

– Explicando porque, pela orientação da FIFA, Arrascaeta deveria ser expulso.

Pelo histórico, Arrascaeta não é um atleta maldoso ou violento (embora, a primeira coisa que eu recebo dos meus leitores ao escrever isso, é a consideração de que o lateral-esquerdo Leonardo também não era em 1994, referindo-se à cotovelada na Copa do Mundo contra o seu marcador da seleção norte-americana). Entretanto, precisamos fazer as considerações sobre o que aconteceu entre ele e Salazar, do Olímpia (que está internado com traumatismo craniano), na noite de ontem.

A Regra e a Orientação podem ser acessadas na postagem que fiz ontem (vide aqui, com o link para a modificação de 01/07/2020: https://professorrafaelporcari.com/2021/08/11/salazar-vs-arrascaeta-em-olimpia-x-flamengo-como-interpretar/).

Abaixo, gravei os motivos pelo qual o árbitro deveria avaliar o lance: mão firme / mão solta, ir de encontro / tirar o braço, casualidade / temeridade / agressão e outras coisas. Tudo isso para dizer: hoje, esse tipo de situação (que preocupa demais a FIFA pelo excesso de lances de braços e mão no rosto) é para expulsão.

Ops: respeito toda e qualquer opinião em contrário / interpretação diversa. 

Em: https://youtu.be/BfeaU6AFksI

 

– O #tbt do VAR. Tudo o que começa errado…

No mundo virtual, às 5as feiras, ocorre a brincadeira do #tbt (“throwback thursday”), que trocando um miúdos, na prática, é postar alguma recordação desse dia. E no campo esportivo, uma que me surgiu, de anos atrás: das promessas de implementação do VAR brasileiro!

O VAR, prometido para 2016, já nascia errado – e só entrou em campo no dia 28 de abril de 2019 no Brasileirão, oficialmente. Rememore na postagem desse mesmo blog:

MUDOU DE NOVO?

Em 08 de março de 2016, a CBF divulgou que usaria o árbitro de vídeo (VAR) no Campeonato Brasileiro daquele ano. Na oportunidade, de pronto, escrevemos que isso era impossível, tratando-se de um ato demagogo de quem sempre promete e nunca cumpre.

O motivo da entidade tergiversar? Logicamente, o de mudar o foco das críticas quanto a ausência de Marco Polo Del Nero de compromissos internacionais e de abafar as reclamações dos clubes no Campeonato Brasileiro. Além, claro, a falta de tempo para implantação e de não puder alterar a regra. Leia atentamente a crítica feita na oportunidade em: http://wp.me/p55Mu0-QM.

Em Abril de 2016, a CBF prometeu a implantação do árbitro de vídeo para no máximo em Maio do ano passado. Novamente, era clara a mentira e fizemos questão de registrar tal incredulidade aqui neste outro link: http://wp.me/p55Mu0-QM. E não é que depois a data mudou de novo, para Agosto de 2016, e ainda em OFF? Se recorde, pois está registrado aqui que nem em 2017 teríamos tal experiência, vide em: http://wp.me/p55Mu0-X5.

Pois bem, acabou o Brasileirão e em Dezembro de 2016 escrevemos sobre o fiasco de tudo isso na postagem VAR DA FIFA É REAL, VAR DA CBF É BALELA. O árbitro de vídeo brasileiro nunca foi visto atuando “prá valer” em um trabalho oficial no Campeonato Brasileiro. Comprove aqui nesta postagem: http://wp.me/p55Mu0-1eI.

Enfim, quando saiu a tabela do Brasileirão de 2017, eis que a CBF mudou de novo a data da implantação do vídeo para a arbitragem: 2018, por ser muito caro (justo a endinheirada entidade…). Também fizemos pertinentes observações aqui: http://wp.me/p55Mu0-1lG, em especial, a de que a CBF havia remanejado há tempos o comandante da arbitragem Sérgio Correa da Silva para um exclusivo departamento de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo. Só frutificaram duas experiências malsucedidas na final do Campeonato Pernambucano, reclamadas até hoje.

Agora, ao Programa Redação Sportv, a data mudou pela enésima vez: foi para 2019! O ousado projeto tupiniquim no qual se queria até mesmo pautar a FIFA (lembram-se da viagem de Manoel Serapião à entidade e o glamour do anúncio da CBF do pioneirismo em seu site?), parece mesmo ser diálogo flácido para acalentar bovino*.

O link do anúncio pode ser acessado aqui: http://sportv.globo.com/site/programas/redacao-sportv/noticia/2017/08/cbf-so-deve-aderir-ao-arbitro-de-video-no-campeonato-brasileiro-de-2019.html

Respeitosamente, para quem fez promessa no começo de 2016 e adiou tantas vezes, não acredito em data alguma. Um dia ocorrerá, mas não sei quando.

E você, acha que o árbitro de vídeo, lá em 2019, funcionará?

*conversa mole para boi dormir.

bomba.jpg
foto da experiência do vídeo árbitro em Pernambuco, extraída do blog do Diário de Pernambuco.

– Salazar vs Arrascaeta em Olímpia x Flamengo: como interpretar?

Que jogo cheio de “casos” no Paraguai, não? Como só vi o lance discutido de Arrascaeta x Salazar, vamos a ele: era para Cartão Amarelo ou Vermelho? Intencional ou não?

Quando Salazar se aproxima, ao invés de Arrascaeta tirar o braço para evitar o contato (há tempo para isso), ele vai de encontro ao rosto do paraguaio.

Se até 2020 discutiria-se agressão ou não, hoje, pela orientação, é Vermelho Direto. A FIFA quer evitar a todo custo lances de braços e mãos no rosto do adversário, fazendo com que tapas e braçadas, voluntárias e/ou imprudentes, sejam contidos (igualmente quando acabou com os carrinhos frontais e/ou por trás).

Aliás, compartilho neste link o item 10 (aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/07/15/fique-atento-as-mudancas-das-regras-do-futebol-e-as-orientacoes-aos-arbitros-para-o-campeonato-brasileiro-2020/) justificando a necessária expulsão que não ocorreu. Ou seja: se for um tapa / golpe / braço certeiro no rosto (com ou sem intenção, mas que era evitável por quem desferiu), deve-se mostrar Cartão Vermelho.

Sobre a confusão do Cartão Vermelho de Felipe retirado, se eu conseguir assistir, atualizo.

22h10: atualizando:

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