Edina Alves Batista, depois do sucesso da virada de ano em jogos no final de 2020 / começo de 2021, vive um inferno astral.
Mesmo tendo apitado Derby, ido à Copa do Mundo de Clubes 2020 (a primeira mulher a conseguir essa façanha em um evento masculino) e ter sido cotada até mesmo para o Mundial de Seleções no Catar 2022 (abordamos isso aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/07/14/e-qual-arbitro-brasileiro-ira-para-a-copa-do-catar/), tudo começou a “virar ao contrário para a moça”.
Primeiro, a confusão envolvendo Internacional 0x2 Red Bull Bragantino. Para relembrar, clique aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/05/02/a-confusao-entre-os-arbitros-paulista-apos-o-episodio-de-vaidade-na-bolha-sanitaria/.
Tal episódio trouxe à tona a questão do ciúme (envolvendo homens e até mesmo mulheres entre si na carreira). Abordamos em: https://professorrafaelporcari.com/2021/05/03/existe-ciume-entre-arbitro-e-arbitra-na-carreira-e-nas-escalas-no-futebol/.
Diante de tudo isso, Edina sofreu com depressão (e assumiu a dificuldade) após errar em lance importante no jogo Novorizontino x São Paulo (Vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/09/27/o-recomeco-de-edina/). Precisou de auxílio terapêutico! Além de problemas de saúde e outros emocionais de ordem particular (que não devem ser expostos publicamente), não vi apoio das entidades em dar suporte psicológico (e por quê não, até mesmo psiquiátrico – e quem conhece psiquiatras sabe o quão são valiosos seus cuidados) a fim de ajudá-la. Como muitos árbitros, muitas vezes o apitador se torna apenas “mais um” do quadro.
Entretanto…
Se você, na carreira de juiz de futebol, não está bem, outros serão prejudicados por seus erros. Vide neste ano, quando Edina voltou a apitar um jogo de destaque: Santos 0x3 São Paulo, onde não deu dois pênaltis (inclusive, a FPF reconheceu publicamente os erros). Em: https://professorrafaelporcari.com/2022/02/21/os-dois-penaltis-reclamados-em-santos-0x3-sao-paulo/. Ou, recentemente, nos mata-matas da série A2, envolvendo Primavera de Indaiatuba 0x1 Portuguesa de Desportos, onde Marzagão (LUSA) cometeu pênalti em Tiago (PRIMAVERA), e mesmo com VAR, a árbitra não marcou o claro penal.
Óbvio que os clubes que tiveram lances contrários estão bravos, e tal histórico não pode ser justificativa ou pedido de desculpas, pois os prejuízos muitas vezes são irreparáveis. Mas a questão é: o que a FPF faz de concreto para ajudar um funcionário (que não é colaborador de verdade, é “prestador de serviços autônomos aos clubes de futebol filiados, sem vínculo empregatício”, conforme o documento que é assinado na inscrição anual dos juízes – uma artimanha para não ter um quadro profissional)?
Tirar um(a) juiz(a) de futebol que foi mal na A1 e colocá-la na A2 (como de praxe se faz), não é punir o(a) soprador(a) do apito, mas sim o clube envolvido. Se está mal, treine, oriente, trate e recupere, e se escale assim que estiver ok.
Com carinho (e preocupação), escrevo: olhem para a saúde mental da Edina, pois os erros estão acontecendo e, no prazo de um ano e meio, uma moça com potencial e especulada até em Copa do Mundo tornou-se mais um “número”.
O lance reclamado (e com razão) pelo Fantasma da Ituana, abaixo:
