Quando se anunciou em São Paulo que poderíamos circular em lugares abertos ser máscaras, concordei. Mas dois dias depois, quando se liberou para lugares fechados, fiquei meio receoso.
Enfim: é muito estranho estar sem máscaras em alguns lugares. Continuo ainda, por prudência, indo ao mercado, à igreja, à feira ou ao comércio em geral com máscaras. Idem às minhas aulas. Pelo menos, por enquanto.
Mas algo que imaginei que aconteceria, está se realizando: mudei de cidade em meio à pandemia (faz um ano), e há pessoas (como a simpática Adriane, que trabalha no mercadinho do meu bairro) que eu nunca havia visto o rosto (e se eu a encontrasse na rua, não a reconheceria). Ou a doce Cidinha, supervisora da escola!
Já imaginaram depois de 1 ano, ver o rosto de alguém que você convive frequentemente, e nem imaginava ser daquele jeito? Não estou dizendo bonito ou feio, mas simplesmente, ver um rosto!
Coisas malucas provocadas pela pandemia… mas essa, pelo menos, menos dolosa do que as mortes que acompanhamos.

Imagem extraída de: https://www.wetdreamsstore.com.br/saude/kit-5-mascaras-anatomicas-tecido-lavavel-dupla-face-algodao
