– Rogério Ceni acertou no detalhe, mas errou no discurso.

Aplausos e vaias para o observador treinador Rogério Ceni ao dizer, em referência ao gol de Rony:

“Tivemos a infelicidade de o Diego tomar aquela bolada no rosto, ter que deixar o campo, e nesse tempo que ele ficou fora… ele entrou pelo lado errado do campo, o médico devia dirigi-lo pela esquerda do campo, já que ele joga pelo setor defensivo esquerdo, e não pela direita, já que ele teria que atravessar o campo inteiro. Um pouco de atenção também do médico, que tem que estar atento a isso. No tempo que ele ficou fora, a gente tomou o gol do Palmeiras. E o Palmeiras estava melhor naqueles primeiros minutos do jogo”

Aplausos, pois percebeu que sofreu o gol do Palmeiras pela falta de um jogador que estava recebendo atendimento médico e voltou atrasado do lado do campo mais distante. Poucos conseguem ser sensíveis com tais detalhes.

Vaias, pois percebeu que poderia jogar a culpa no médico Dr Tadeu Moreno, que não é treinador de futebol mas profissional de Medicina, e que não tem obrigação nenhuma de enxergar detalhes como os citados pelo insensível treineiro.

Naquele momento da entrevista, recordei-me do goleiro que não admitiu o erro quando era dirigido por Vanderlei Luxemburgo no “frango” em Barcelona 2×2 Seleção Brasileira. Ou nas coletivas pós-jogo em que insistia em números frios para justificar “derrotas com bom jogo”. Ou, ainda, a birra com os jornalistas na demora com suas palavras.

Gênio na carreira, mas de “gênio forte” como profissional e pessoa. Não tinha que expor o médico injustamente como ele fez. 

Imagem extraída de: https://spfc.net/news.asp?nID=214286

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