– Quando “Pular” pode Valer uma Falta a favor?

Dias atrás, ouvi em uma rádio um jogador que sofreria uma falta e que resolveu pular dizer:

Se não pulo, me quebrava.”

É nesse ponto que devemos ter atenção quanto às marcações das faltas: Quando é que o fato do atleta “Pular” invalida ou não uma infração?

A Regra 12 (Infrações e indisciplinas) diz que todo ato faltoso (dar um pontapé, agredir, cuspir) independe se atingiu ou não o atleta. O jogador que DAR ou TENTAR praticar a infração deve ser punido.

Se na disputa de bola, um zagueiro pratica um carrinho e, na iminência de atingir as pernas do seu adversário, este atacante pula para não se machucar, deve-se considerar falta (a mesma marcação de como se tivesse atingido), por essa condição da regra. A Regra do Jogo permite isso, pois, logicamente, se o atleta permanecesse esperando as travas de uma chuteira, fatalmente se lesionaria gravemente.

Portanto, pular para não ser atingido pode; e ainda ganha a falta ao seu favor.

O que não pode:

– Pular depois de perder uma disputa de bola, simulando a infração, tentando ludibriar a arbitragem/torcedores.

– Pular antes da disputa de bola se efetivar, abdicando da tentativa de domínio, deixando de jogar para tentar cavar uma falta.

A primeira situação, a da simulação, é um problema cultural brasileiro, onde os jogadores preferem enganar a arbitragem do que disputar lealmente o jogo, fato que não ocorre em torneios como a europeia Champions League

A segunda situação, a da abdicação do jogo, é outro problema tupiniquim, o de achar que “tudo é falta”, onde “encostou tem que parar o jogo”. Remete até mesmo a uma certa frouxidão, não obervada em torneios como a sulamericana Libertadores da América.

Portanto, pular para se preservar no momento de ser atingido, pode.

Claro, os jogadores agem aqui no Brasil dessa forma não tão correta (abdicar do jogo), e nas partidas internacionais, mudam de comportamento. É visível. Também os árbitros procedem da mesma forma, diferenciando o comportamento em partidas domésticas e internacionais, infelizmente.

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– Grevistas Terceirizados ou Teatro na Paralisação dos Ônibus de Jundiaí?

Leio no Jornal Bom Dia de 3a feira: 40 pessoas detidas durante um piquete de motoristas e cobradores de ônibus em Jundiaí.

Mas na hora que o xilindró pareceu ser realidade… os parrudos manifestantes confessaram que não eram funcionários de nenhuma empresa de transporte coletivo, mas eram contratados para fazer bagunça e agitar o movimento grevista. Recebiam R$ 60,00 para o serviço e ganharam os uniformes para se vestirem como colaboradores.

E aí, o que pensar: foi o Sindicato quem fez isso para tumultuar ou algum espertalhão do patronato que quis desmoralizar a causa?

Suspeitíssimo…

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– Assistencialismo Versus Sustentabilidade

Passou batido, mas vale o registro: no ano passado, os vencedores do Prêmio Nobel de Economia praticamente refutaram o assistencialismo aos desempregados e carentes! A idéia de capacitação e sustento próprio premiou seus idealizadores.

Num país como o Brasil, cheio de bolsa-isso e bolsa-aquilo, seria um grande pecado…

Extraído de Revista Época, ed 648, pg 18, Coluna Primeiro Plano

PROTEÇÃO DEMAIS ATRAPALHA

Nem sempre quem procura emprego acha – mesmo que existam vagas disponíveis por aí. Esse raciocínio simples para qualquer cidadão que tenha se angustiado com o mercado de trabalho alguma vez na vida rendeu o Prêmio Nobel de Economia aos americanos Peter Diamond e Dale Mortensen e ao cipriota radicado em Londres Christopher Pissarides. O grande avanço dos três foi criar um modelo científico que explica esse desequilíbrio, chamado de “fricção” na lei da oferta e da procura.

Até a década de 1970, os analistas usavam apenas a relação entre oferta e procura para explicar o funcionamento dos mercados. Era simples: se havia 500 vagas de emprego e 500 pessoas desempregadas, uniam-se os dois polos e… problema resolvido. Então, por que não dava certo? Pelo mesmo motivo que juntar 15 homens e 15 mulheres numa sala, todos solteiros, não significa que se formarão 15 casais. Há variáveis como a opção sexual, a atração por um tipo físico, os interesses em comum. O mesmo desencontro entre a oferta e a procura acontece no mercado imobiliário e nas compras em geral. Mas o local onde a teoria dos três mais avançou foi o mercado de trabalho.

O ponto mais importante das teses – e que virou uma espécie de campo de estudos – é a Teoria da Busca. Ela analisa os custos (de dinheiro, tempo, energia) envolvidos na procura do empregado certo ou da vaga mais atraente. “Assim como você não compra o primeiro carro que vê, não deve aceitar a primeira oferta de emprego”, diz Aloisio Araújo, professor de pós-graduação da Fundação Getulio Vargas. “É bom para você e para a economia que haja procura, para haver um encaixe melhor entre suas habilidades e as necessidades do mercado.”

Da Teoria da Busca surgiram as primeiras conclusões interessantes, que se desviam do senso comum. Uma delas mostra que benefícios sociais como o seguro-desemprego, embora ajudem o cidadão que recebe a pensão, têm um efeito secundário perverso. Ao dar ao desempregado um salário, o benefício diminui os custos da procura. Com o estipêndio garantido, a pessoa pode prolongar demais a busca da “vaga ideal”. E, ao esperar demais, ela acaba com grandes chances de ficar defasada tecnicamente.

Um raciocínio similar vale para a legislação que protege demais o trabalhador, comum na Europa… e no Brasil. O sistema de proteção – com multas para quem demite, impostos para criar uma rede de segurança, encargos extras para o patrão – dificulta a demissão. Mas, por isso mesmo, freia as contratações: as empresas pensam duas, três, cinco vezes antes de se comprometer com tamanho custo. Como resultado, a rotatividade do mercado de trabalho cai, e quem está desempregado tende a demorar mais para conseguir vaga.

Esse é um dos temas mais polêmicos nos debates de políticas públicas em todo o mundo. O Nobel dá um pouco mais de força à visão liberal. E pode também garantir um emprego para Diamond. Ele havia sido indicado para conselheiro do Fed, o banco central dos Estados Unidos, e o Senado havia expressado reservas a sua “pouca experiência técnica”. Com o prêmio, sua aceitação ficou mais provável.

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– Descanse em paz, Rádio Eldorado / Estadão…

Que pena… A Rádio Estadão (outrora Eldorado 700AM) foi arrendada para a Igreja da Graça, do midiático R. R. Soares.

E os jornalistas de lá, como ficam?

Que o AM está morrendo, é sabido. Mas que as emissoras estão se suicidando, aí não dá!

O meu programa favorito das madrugadas é lá no 700, com o Geraldo Nunes. Quando seu parceiro Norberto Notari foi desligado do dial, já estava dando sinais da crise. Lamentável…
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– Salvem os animais feios, ao pé-da-letra!

Assunto interessante e delicado: inúmeras ONGs protegem animais considerados “bonitos”, mas poucas cuidam de espécies consideradas “feias”.

Alguém já viu entidade de defesa do Sapo Roxo, do Blobfish, ou do Macaco Proboscis?

Compartilho a matéria, extraída da Revista Isto É, ed 22/11/2012, pg 85-86

SALVEM OS FEIOS

Enquanto sobram ONGs e governos dispostos a proteger pandas, golfinhos e tigres, animais com problemas de aparência rumam para a extinção em vários pontos do planeta

Larissa Veloso

Em decorrência da ação humana, para que uma espécie sobreviva hoje, não basta mais ser a mais rápida, ter venenos letais ou montar o melhor esconderijo. Na nova lei da selva, e preciso também ter boa aparência. Bichos fofinhos como o urso polar, imponentes como os tigres ou graciosos como os golfinhos são os queridinhos de entidades ambientais, governos e publicitários. Enquanto isso, espécies como o blobfish não estão nem sequer no banco de dados da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), que classifica os animais de acordo com o grau de vulnerabilidade.

Os pesquisadores da associação britânica Evolutionarily Distinct and Globally Endangered (Edge), que protege as espécies mais, digamos, diferenciadas do planeta, sabem bem como os feios são desprezados. “Temos uma lista com 100 anfíbios que evoluíram de uma maneira singular. Destes, 85 recebem pouca ou nenhuma atenção”, diz a gerente de projetos da Edge, Carly Waterman. Por outro lado, não receber atenção seria uma bênção para o primata aye-aye. Seu visual é tão desfavorável que é caçado pelos habitantes da ilha de Madagascar, que acreditam se tratar de animal diabólico.

Alguns importantes papéis no ambiente são desempenhados por animais que não são atraentes. “Muitas espécies marinhas, por exemplo, não são consideradas bonitas, mas várias contêm substâncias com potencial valor industrial e medicinal”, disse à ISTOÉ Ernest Small, pesquisador do Ministério da Agricultura do Canadá e autor do artigo “A Nova Arca de Noé: Apenas Espécies Úteis e Belas”.

A evolução humana explica em parte nossa preferência por alguns bichos. Uma das estratégias evolutivas que desenvolvemos por milênios é o sentimento de afeição por bebês humanos, que resultou em maior proteção. Essa característica acabou se estendendo aos animais, e o resultado foi a vontade de defender aqueles que lembram nossos bebês, beneficiando principalmente os mamíferos. Mas, para preservar algumas espécies, precisamos controlar os efeitos dessa herança. Apesar de não ficarem bem como bichinhos de pelúcia, animais como o dragão de Komodo e o sapo roxo são importantes para o equilíbrio ambiental. Quanto mais desses bichos desaparecerem, maiores as chances de humanos, pandas e golfinhos ficarem sem ecossistema.

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– O Contrato Secreto da CBF!

E não é que, o que todos desconfiavam, realmente é verdade?

Na Seleção Brasileira, há ingerência de terceiros na convocação dos boleiros, provada pela matéria do premiado jornalista Jamil Chade, no Estadão do último sábado.

Ele trouxe os detalhes do “contrato secreto” com os árabes da Kentaro/ISE e provou a venda da autonomia da convocação do Escrete Canarinho.

Primeiramente Ricardo Teixeira, depois Marco Polo Del Nero, ganharam muito dinheiro permitindo cláusulas aos compradores dos direitos de comercialização dos jogos da Seleção de refutarem jogadores que não fossem midiáticos ou que não atendessem interesses de marketing. Dependendo da ausência de alguns nomes, as taxas pagas poderiam ser reduzidas a 50% como “penalidade”. 

Quer mais prova do que esse escândalo de que a Seleção Brasileira não é e nunca foi do povo, nem composta dos melhores? É uma Seleção Privada!

Com a palavra Mano Meneses, Felipão e Dunga, treinadores presentes nesse período do contrato. 

O pior é que os clubes ficam sem os seus atletas “para servirem” a CBF.

Não deveriam mais liberar os jogadores!

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– Boca Jrs x River e a Lei do Mais Forte

Ainda estamos no tempo em que o “mais bandido” ganha – ou ao menos tenta ganhar – no futebol sulamericano. Vide o último e lamentável episódio protagonizado pelos barrabravas argentinos, hooligans da pior espécie travestidos de torcedores de futebol.

Os membros da “La 12”, a maior e mais violenta torcida organizada do Boca Júniors, conseguiram atingir com uma mistura de gás pimenta e ácido muriático os adversários do River Plate. Sabidamente, os dirigentes argentinos  têm ciência que esses organizados são ligados ao narcotráfico e nada fazem. Pior: conseguem ingressos e benefícios junto a diretoria boquista (alguma semelhança com a relação entre as grandes torcidas organizadas do Brasil e seus cartolas?).

Duas pisadas de bola dos atletas do Boca Júniors:

1) Aplaudiram a torcida após o incidente;

2) Apoiaram o depoimento do ítalo-argentino Osvaldo, atacante do time, que declarou que “5 mafiosos gordos de terno eliminaram o Boca”, se referindo à Comissão da Conmebol que excluiu o time devido ao incidente.

A verdade é que os jogadores parecem não ter se sensibilizado de tudo isso. Para mim, a pena (eliminação do Boca Jrs na Libertadores-15 e multa de 200 mil dólares) é branda demais! Mas ainda assim há gente que defende a violência, a malandragem e o vale-tudo no esporte.
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– Saudade…

Hoje faz 18 anos que a senhora se foi…
Quem sou eu para questionar? Aí não há choro nem sofrimento.
Te amo, #mãe.
Um dia voltarei a te abraçar. Continue nos abençoando, ao lado da Virgem Maria!

🙏

#SaudadeSimMasTristezaNunca
#MinhaMãeÉumaSanta
#LáNoCéuExisteAmaisBelaFlorDoJardimDeDeus
#SantaMariaAparecidaPansarinPorcariRogaporNós
#CâncerDeMamaAconstantePre

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– Para quê serve a Pós Graduação?

Leio uma interessante matéria sobre a popularização dos cursos de Pós Graduação. E o que ela fala? Sobre o fato dos cursos não serem mais vantagem competitiva.

Isso nós já sabíamos: devido a competitividade do mercado, o administrador de empresas, por exemplo, tem obrigação em se especializar. Compartilho abaixo:

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/115548_MUITO+CANUDO+POUCO+RESULTADO

MUITO CANUDO, POUCO RESULTADO

Popularização faz dobrar o número de alunos de pós-graduação em dez anos, e o curso deixa de ser um diferencial na formação

por Luciani Gomes

Até há pouco tempo, os cursos de pós-graduação (stricto ou lato sensu) eram a melhor maneira de o profissional se destacar no mercado de trabalho. Mestrado e doutorado não eram tão comuns, MBA ainda era uma novidade e quem tinha um ou outro era exceção. Nos últimos anos, no entanto, os cursos se popularizaram demais e deixaram de ser diferencial. De 1999 a 2009, o número de alunos de mestrado, doutorado e mestrado profissional dobrou – pulou de 80 mil inscritos para 160 mil em todo o País, segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os jovens já saem das faculdades com algum curso engatado e com planos de outro na sequência. “A pós-graduação virou requisito básico. Por isso, já não é um diferencial tão forte”, constata Edson Rodriguez, consultor em gestão de pessoas.

Dois exemplos dessa nova geração são o advogado Pedro Cabral de Vasconcellos e a fisioterapeuta Charlene Boif, ambos de 28 anos. Vasconcellos fez primeiro uma pós-graduação em direito e processo no trabalho e, ato contínuo, em direto do trabalho. “É uma maneira de permanecer atualizado”, justifica o advogado. Charlene já tem um mestrado na Espanha e está concluindo a segunda especialização em ciência da performance humana. Seus planos são fazer mais um mestrado em 2011 e depois emendar com um doutorado. “Para mim, tão importante quanto o aprendizado é a troca com profissionais que os cursos possibilitam”, diz ela.

Mas, para quem quer ir além das pós-graduações tradicionais, há algumas alternativas, segundo especialistas. A primeira é uma experiência no Exterior. Foi a opção de Fernanda Cabral, 23 anos, que se formou em marketing e partiu para um curso de extensão nos Estados Unidos. “Eu queria ver as coisas de outra perspectiva. E a experiência de viver a profissão fora do País fará a diferença quando eu voltar”, acredita. Fluência em mais de um idioma estrangeiro é outro item essencial para quem quer ter o currículo no topo da pilha, segundo a gestora de carreiras Waleska Farias. “O Brasil é a bola da vez. É necessário ir muito além do inglês, que virou requisito básico.” Porém, o fundamental para quem busca o aprimoramento é se certificar da qualidade do curso oferecido. Assim como faculdades privadas proliferaram e a qualidade ficou em segundo plano, também há cursos de especialização e de pós-graduação que deixam a desejar. “É sempre bom avaliar bem o projeto pedagógico, o corpo docente, as instalações e as referências”, alerta o educador Efrem Maranhão, membro da Academia Brasileira de Educação.

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– #DoeSangue, #DoeHemoderivados

Publico a foto abaixo fazendo a costumeira doação de #plaquetas!

Lembre-se: #doeSangue, doe #Hemoderivados.

Meus motivos: http://instagram.com/p/2oS1ecnY5E/

Na última 4a feira, fez 18 anos que tentei e não consegui doar sangue p/ a minha #mãe, que faleceu 4 dias depois. Era a 1a vez que tentava doar #sangue e senti o “baque emocional”, visto o estado de saúde que ela se encontrava e o fato de “ser medroso”. Sim, caiu a pressão arterial e não deu certo.

Chateado, uma moça ao meu lado se prontificou a doar para a minha mãe. E eu, bobão, disse a ela que não era justo, que deveria doar para o parente dela. Aí veio a resposta:

– Parente? Eu sou doadora #voluntária, estou aqui para ajudar quem não conheço, e sempre faço as minhas doações aqui com frequência“.

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O que falar?

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Minha mãe não recebeu em vida meu sangue, mas muitos anônimos por aí, sim. Desde então criei coragem, arranjei tempo e conscientizei-me o quão belo e necessário é doar Sangue e seus componentes.

Mais do que isso: estar apto a ser doador nos faz pessoas mais corretas, pois são grandes as exigências. Isso massageia a #alma, pois nos faz ser #cidadãos e solidários.

Plaquetas se permite doar mensalmente; Sangue trimestalmente.

#DoeSangue #DoePlaquetas #Doação79 #Solidariedade #Saúde #Cidadania #HIAE
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– As Boas Idéias Propostas por Sálvio Spínola e Carlos Simon

Sempre aprendi: pior que não ler um jornal, é ler apenas um único! Assim, gosto de ouvir sempre várias opiniões sobre os assuntos que me interesso, filtrando o joio do trigo e com os bons conhecimentos solidificar uma opinião.

Para tanto, ouço e leio das coisas boas às ruins, sempre tomando o cuidado de não me empolgar com aqueles que sou fã e admiro e, ao contrário, respeitando até mesmo àqueles que sei que escrevem com desprezo ou chapa-branquismo.

Pois bem: Sálvio Spinola escreveu (como sempre faz em seus bons textos na ESPN.com) algumas medidas para a melhora do futebol. Paralelamente, vejo algumas boas idéias semelhantes às que Carlos Eugênio Simon também escreveu em seu blog do canal concorrente, no FOXSports.com.

Vi nas páginas virtuais desses dois comentaristas de arbitragem que existem críticas sobre a posição deles, como as de Marco Antonio Martins (presidente da ANAF) e a de Marcelo Marçal (editor do ApitoNacional.com.br, em seu próprio site) que, em suma, discordam de que a CBF seja a responsável pelo patronato dos árbitros e tecem tênues críticas aos mesmos por terem sido, no caso de Simon, influente membro da vida sindical gaúcha, e no caso de Sálvio, ex-cartola da Conmebol.

Eu, na minha humilde opinião, SOU TOTALMENTE FAVORÁVEL ao conjunto de idéias desses dois ex-árbitros da FIFA.

Em especial, defendo incontestavelmente quanto a urgente profissionalização da arbitragem, que deveria ser assumida pela milionária CBF, pagando FGTS, 13o, INSS e assinando um contrato de médio prazo com os chamados “árbitros de elite”. E na mesma importância, sou crítico ao modelo adotado de mistura entre dirigentes sindicais e cartolas das comissões de arbitragens / vedores / observadores ou seja lá como for. Afinal, como o cara pode ser defensor do árbitro presidindo o Sindicato e ao mesmo tempo trabalhando para o patrão (CBF / Federações Estaduais)? E junte-se a eles a opinião do ex-árbitro Alfredo dos Santos Loebeling, que em recente entrevista à Rádio Jovem Pan criticou o fato de que gente incapacitada há muito comanda a arbitragem, citando, em especial o Coronel Marcos Marinho. Euclydes Zamperetti Fiori, ex-árbitro, escreve toda semana essa realidade no Blog do Paulinho.

O que mais me deixa indignado é que a cartolagem do apito, ao invés de receber humildemente as críticas, solta as mais manjadas pérolas e desculpas para a fuga do mea culpa, como: “quando estava lá não dizia isso”; “este que critica nunca fez nada”; “reclama mas é frustrado por não estar / ter chegado lá”, e outros subterfúgios de arrogância.

O certo é: há 10 anos são as mesmas pessoas que comandam a arbitragem paulista e ela perdeu em dignidade, sem revelar ninguém! E no cenário nacional, o mesmo grupo vive e sobrevive há perder de anos, nada fazendo de diferente ou revolucionário!

Para quem gosta do assunto, compartilho os dois textos que, confesso, gostaria de tê-los escrito tamanha a precisão nas feridas tocadas!

Abaixo, compartilho:

            A) Carlos Eugênio Simon

O APITO NO BRASILEIRÃO 2015

Extraído de: http://www.foxsports.com.br/blogs/view/199912-o-apito-no-brasileirao-2015

A bola começou a rolar nos gramados brasileiros no final de semana em mais uma edição do Campeonato Nacional, o Brasileirão. É certo que juntamente com a competição também retornarão as críticas e as polêmicas em relação ao trabalho de árbitros e assistentes, que este ano não mais poderão contar com a presença dos  árbitros assistentes adicionais, aqueles que ficavam atrás da meta, do gol.

É natural que ocorram reclamações contra a atuação dos homens e das mulheres do apito e das bandeiras, visto que o futebol é um esporte que envolve paixões intensas. Porém, é possível adotar algumas providências capazes de diminuir a ocorrência de erros e, também, preservar a autoridade e a integridade moral do árbitro. 

Em primeiro lugar, não pode ocorrer o que aconteceu no ano passado, quando a confusa orientação de bola na mão ou mão na bola acarretou várias penalidades marcadas equivocadamente. Também é imprescindível que a Comissão Nacional de Arbitragem da CBF dê respaldo total aos árbitros, posicionando-se a favor do profissional sempre que o mesmo for alvo de agressões e avaliações que vilipendiem a sua honra. Num mundo ideal, o árbitro deveria se preocupar apenas em apitar o jogo, e para que isto ocorra é preciso ter tranquilidade, apitar com alegria e gostar do que se está fazendo, (depois de 5 anos longe dos gramados, as vezes me imagino correndo na diagonal…). Assim sendo, é também no sentido de garantir minimamente esta tranquilidade que a Comissão de Arbitragem deve atuar. E não apenas ela. Igualmente a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) tem por obrigação ser mais atuante, presente e incisiva na defesa dos interesses da categoria. Entendo que sendo membro, diretor, secretário ou presidente da Anaf os mesmos não deveriam ter nenhum tipo de vínculo, como por exemplo delegado, observador, etc… da CBF – assim sendo teriam mais independência para encaminhar as reivindicações dos seus associados.

Buenas, amigos, apesar da fragilidade das condições favoráveis para que a arbitragem exerça o seu ofício com serenidade, torço para que os árbitros e assistentes realizem um bom trabalho no Brasileirão. A bola está rolando, boa sorte aos que estão no campo de jogo.

            B) Sálvio Spinola Fagundes Filho

17 MEDIDAS SIMPLES QUE A CBF PODE ADOTAR PARA MELHORAR A ARBITRAGEM BRASILEIRA

Extraído de: http://espn.uol.com.br/post/507343_17-medidas-simples-que-a-cbf-pode-adotar-para-melhorar-a-arbitragem-brasileira

São 17 as regras do futebol, e, por analogia, elenquei 17 ações de simples aplicabilidade que a CBF pode adotar para melhorar a arbitragem brasileira.

Dizer que está tudo bem na arbitragem é fugir do problema, é se esconder ou viver em outro mundo. Usar de dados estatísticos para mostrar eficiência na arbitragem é enganar a si mesmo.

A arbitragem precisa melhorar, se fortalecer e ganhar credibilidade do mundo do futebol.Erros acontecerão em qualquer lugar que tenha jogo de futebol, aliás, eu cometi muitos, não falo do árbitro e sim da instituição arbitragem.

Durante mais de 20 anos estive nos campos apitando jogos e hoje convivo com jornalistas, jogadores, treinadores e dirigentes, e, em todos os segmentos tem unanimidade: A arbitragem não está bem.

O futebol mudou, está mais veloz. A tecnologia evoluiu com muito mais câmeras e melhor resolução, e a arbitragem ficou estagnada.

Sim, ficou estagnada, nada foi feito nos últimos 20 anos, apenas mais cobrança aos árbitros, rigor no teste físico, alguns cursinhos, mas na estrutura nada foi feito.

Vamos às propostas, lembrando que sempre que uso o termo árbitro, serve para os assistentes e para as mulheres:

1) EXCLUIR DA RESPONSABILIDADE DO ÁRBITRO AS ROTINAS ADMINISTRATIVAS

A CBF tem que atribuir ao Delegado do Jogo as responsabilidades administrativas do evento, deixando o árbitro com a única função (que já é muita) de cumprir as regras, apitar o jogo. Funções administrativas com gandulas, mascotes, imprensa, câmeras, hino, minuto de silêncio, horário de entrada das equipes, faixas de protesto e muito mais, tem que ser da entidade e não do árbitro, como fez a FIFA na Copa do Mundo.

2) ARBITRAGEM COMANDADA POR PROFISSIONAIS COM CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DE PESSOAS

A arbitragem brasileira deve ser comandada por profissionais com dedicação exclusiva, profissionais estes com capacitação em gestão e principalmente na gestão de pessoas, não priorizando as técnicas militares, como se usa hoje. Atualmente a arbitragem brasileira é comandada por 2 ou 3 pessoas com dedicação exclusiva para gerenciar mais de 500 árbitros. Algumas federações estaduais tem a estrutura organizacional da arbitragem muito superior a da CBF.

3) CONTRATAR UM INSTRUTOR TÉCNICO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO PARA QUALIFICAÇÃO E CORREÇÕES TÉCNICAS

São tantos Instrutores técnicos no Brasil e nenhum com definição oficial para instruir e fazer correções diretamente com o árbitro. Com a definição do instrutor técnico chancelado pela CBF o árbitro vai ficar mais confortável para receber a informação e se empenhar para corrigir.

4) CONTRATAR UM PREPARADOR FÍSICO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO PARA MONITORAMENTO DA CAPACITAÇÃO FÍSICA DO ÁRBITRO

Cada vez mais o árbitro precisa ser atleta, estando com o preparo físico em dia. Com o monitoramento pela CBF, ela terá informações diárias das atividades realizadas por cada árbitro e a Comissão de Arbitragem terá subsídios para escalar o árbitro. O modelo atual de apenas fazer testes físico já está ultrapassado, a entidade tem que estar presente no dia a dia do árbitro e parar de pensar que o árbitro tem que ser auto didático, na sua cidade, no seu estado se preparando, isso não acontece.

5) A CBF ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PELO ÁRBITRO

É a principal mudança e mais urgente. Desde 2003 o calendário do futebol brasileiro mudou drasticamente com o Estatuto do Torcedor. A CBF passou a ter campeonatos de abril a dezembro, e nada mudou na arbitragem brasileira, os árbitros continuam sendo formados pelas Federações e são “emprestados” para a CBF, para atuarem em jogos organizados pela entidade nacional. Passou da hora de inverter isso, os árbitros tem que ser da CBF e quando as Federações precisarem pede “emprestado”. A CBF precisa ter seus árbitros de janeiro a dezembro e passar a formar árbitro, não apenas qualificar.

6) DEFINIÇÃO NOMINAL DOS ÁRBITROS QUE ATUARÃO POR SÉRIE

O árbitro não sabe que campeonato vai apitar e o mundo do futebol não sabe quais árbitros vão atuar no campeonato. No ano passado, em 38 rodadas, na série A, 15 árbitros apitaram 1 jogo e, na série B, 23 apitaram somente 1. Por quê? Não tiveram boa atuação? Ninguém sabe. E pior, o árbitro que foi bem fica mais revoltado, porque fica esperando nova escala e ela não vem.

A CBF pode definir 50 árbitros e 100 Assistentes para Séries A e B. Utiliza-se 2/5 por rodada, sendo possível fazer rodízio e não repetir árbitros nas equipes.

Define-se outro grupo para séries C e D, e outro grupo para jogos Amadores.

7) MERITOCRACIA

É o melhor modelo, escala e acesso de divisão por mérito, capacidade, bom desempenho. Estando os árbitros sobre a responsabilidade da CBF, a entidade deixa de cumprir pedidos das federações para escalar seus árbitros e premia somente os melhores, com critério técnico, sem divisões por estados.

8) RODÍZIO NA ESCALA DOS ÁRBITROS

Definir o critério de escalas com ampla divulgação, onde o árbitro não pode atuar em jogos da mesma equipe, no máximo dois jogos na casa da equipe e outros dois fora.

9) FEEDBACK PÓS-RODADA COM TODOS OS ÁRBITROS USANDO SISTEMA DE CONFERÊNCIA

O modelo é adotado no México, país também com grande extensão territorial. Não adianta enviar e-mail exclusivo para o árbitro do jogo ou no grupo de watsapp, todos os árbitros precisam saber o que pensa a comissão e os instrutores.

10) TECNOLOGIA DA LINHA DO GOL

Já comprovado sua eficiência. São 20 estádios para Série A e a tecnologia não será utilizada. A justificativa para não implantar é o custo. Conversei com alguns profissionais de publicidade e todos falaram que várias empresas de tecnologia tem interesse em patrocinar este projeto, é apenas uma questão de querer, e colocar o departamento de marketing para trabalhar. Em conversa com o assistente da Copa Marcelo Van Gasse, primeiro árbitro assistente a ter gol validado com uso da tecnologia, no jogo França x Honduras, ele deu uma declaração muito importante: “A tecnologia não ajuda somente para validar ou não o gol, ajuda muito no impedimento e nas demais atribuições, porque tiramos das nossas costas a responsabilidade de ver se a bola entra ou não, ficamos mais leve e isso ajuda a acertar.” Por que não implantar?

11) ALTERAR A FORMA DE REMUNERAÇÃO DOS ÁRBITROS

O Brasil é o país que mais paga para um árbitro por jogo, mas é o que menos paga por ano. Para se ter uma ideia, um árbitro FIFA na série A ganha por jogo R$ 3.800,00, e este mesmo árbitro para apitar a Copa Libertadores ganha US$ 800,00, aproximadamente R$ 2.400,00. O árbitro precisa de segurança financeira para se organizar na vida. No mundo tem vários modelos de remuneração muito melhor que o adotado no Brasil. A CBF pode copiar, por exemplo, a AFA. Lá, os árbitros argentinos tem uma remuneração mensal e mais uma pequena taxa por jogo. Esse modelo dá mais tranquilidade aos homens do apito e da bandeira e permite a CBF adotar mais cobranças, mais eficiência, mais dedicação.

Pode-se também implantar remuneração indireta, como: pacote de tv por assinatura, academia de ginástica, suplemente alimentar, e outros. A vantagem desta remuneração é o retorno para o próprio futebol, porque qualifica o árbitro e melhora as atuações. Na dificuldade financeira o árbitro não assiste seu jogo porque não tem dinheiro para pagar tv por assinatura, não treina porque não paga academia, economiza onde pode. Este tipo de remuneração pode gerar economia de impostos, onde toda taxa do árbitro é tributada.

12) PRONUNCIAMENTO DA COMISSÃO DE ARBITRAGEM NO PÓS-RODADA


Um dos principais problemas da arbitragem brasileira é a credibilidade, todos desconfiam. A arbitragem brasileira é composta de pessoas honestas e a forma de mostrar esta credibilidade é acabar com a “caixa-preta”. A Comissão de Arbitragem deve se pronunciar oficialmente ou com habitualidade ou nos momentos críticos, nos grandes erros, nas grandes polêmicas. A FIFA utilizou deste expediente na Copa do Mundo, o Presidente da Comissão de Arbitragem deu pronunciamentos e respondeu perguntas dos jornalistas. Esta é a única forma de falar com o torcedor e conquistar a credibilidade e não atendendo a um veículo ou outro.

13) BUSCA DE TALENTOS

Sendo a CBF responsável por formar e capacitar, a entidade tem que ter “experts” em arbitragem para identificar talentos e desenvolver estes árbitros. Ninguém chega a ser árbitro de alto nível só por querer, depende da sequência nas escalas e crescimento na carreira. Não é aceitável que a CBF emita circular dizendo que não aceitará árbitros “fracos”, o árbitro não é um prestador de serviço que está na sociedade à disposição da entidade, o árbitro tem apenas um empregador: a CBF. E é a entidade que dá as oportunidades para o desenvolvimento do árbitro, se tem árbitro “fraco” é porque a escola, o instrutor e a comissão erraram.

14) DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE PARA GERENCIAMENTO DE ESCALAS

Dizem que tem. Nunca vi. E, se tem, está parametrizado com erros. Como pode o árbitro mineiro Claysson Veloso apitar a final do Campeonato Mineiro (jogo tenso) no dia 26 de abril, dois dias depois estava em Juiz de Fora como quarto árbitro no jogo Tupi x Atlético PR e dois dias depois no interior da Bahia apitando Jacupiense x Náutico (3 jogos em 5 dias), ou o caso do também mineiro Igor Benevenuto que apitou no dia 14 de abril, em Florianópolis Avaí x Operário MT e no dia seguinte estava em São José dos Campos, interior paulista, apitando Santos x Londrina, e o paulista Vinicius Furlan que no domingo apitou a final do Campeonato Paulista Palmeiras x Santos, com muitos questionamentos, e na quarta feira estava em Capivari, interior paulista, como quarto árbitro no jogo Capivariano x Botafogo (escala desproporcional, depois de apitar a final foi escalado como quarto árbitro em momento inoportuno). São muitos os exemplos que um software resolveria, fica a impressão que o controle é feito em um papel ou em um caderno, vai ter erro.

15) RESGATAR A ALEGRIA DE APITAR UM JOGO DE FUTEBOL

Cada vez mais o árbitro está tenso, apreensivo e com medo, e isso é o preâmbulo para o erro. Como sempre dizia o sábio Armando Marques: “o árbitro precisa gostar de ser árbitro” ou “apitar um jogo de futebol é desfrutar do que você gosta de fazer”. Para resgatar a alegria de apitar um jogo de futebol é necessário o fortalecimento dos árbitros, com apoio e não com temor ou ameaças, onde alguns instrutores se colocam mais importantes que os árbitros, causando medo antes dos jogos.

16) DEPARTAMENTO DE ARBITRAGEM COM INDEPENDÊNCIA E ISENÇÃO

A escala do árbitro tem que ser técnica, por mérito e a comissão de arbitragem não pode atender a favores ou pedidos de nomes para apitar jogos de determinadas equipes. Atuar com isenção, sem favores políticos.

17) TRANSPARÊNCIA NOS CONTRATOS DE PUBLICIDADE QUE ENVOLVA OS ÁRBITROS

Sim, a CBF é uma entidade privada, mas negociar o “corpo”, a “imagem” do árbitro e não trazer o árbitro para participar destas negociações ou deixa-los cientes dos valores pactuados é no mínimo exploração. O árbitro não fala nada porque teme retaliações, e as entidades representativas dos árbitros são fracas e comprometidas com a CBF, mas é um item de total desmotivação que cria uma relação de antipatia do árbitro com a CBF.

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– Os Executivos “Dois-em-Um”!

A onda na Administração de Empresas agora é essa: executivos com Dupla Responsabilidade no Gerenciamento.

Ser hábil em uma área e “dar conta de outra” é cada vez mais necessário…

Sobre os “Executivos Dois-em-Um”, abaixo,

extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/05/1455826-companhias-agora-buscam-por-executivos-dois-em-um.shtml

COMPANHIAS AGORA BUSCAM POR EXECUTIVOS ‘DOIS-EM-UM’

Empresas reduzem salários e benefícios para pessoal do alto escalão, além de preferir profissionais que liderem mais de uma área.

por Joana Cunha

O desaquecimento do mercado de trabalho e o fraco desempenho da economia brasileira se refletem agora no alto escalão das empresas, que estão reduzindo remunerações e benefícios de executivos e preferindo profissionais que abracem mais de uma área.

É o “dois em um” na busca por “sinergias” e “habilidades para cada momento econômico”, segundo Carla Rebelo, diretora da empresa de recrutamento Hays.

No nível diretivo, dos salários que superam R$ 30 mil, já se verifica queda de até 10% no volume de contratações no primeiro trimestre deste ano ante igual período de 2013, segundo a empresa de recrutamento PageGroup.

“A expressão é reestruturar e deixar a operação mais enxuta para reduzir custo e aumentar a produtividade, ganhar rentabilidade. É um retrato do momento econômico”, afirma Sócrates Melo, diretor de operações da recrutadora Robert Half.

“Estão substituindo profissionais que não estavam ajustados por outros de perfil mais completo. Em algumas áreas de suporte, substituem dois por um”, diz Carla.

A unificação de áreas é mais difícil de ser implementada em companhias de grande porte devido à complexidade dos processos. Mas as pequenas e médias já começaram a subordinar departamentos de recursos humanos e tecnologia a um diretor administrativo-financeiro.

Telma de Mônaco, do laboratório SalomãoZoppi, foi contratada há pouco mais de um ano para tocar apenas o departamento de marketing, mas acabou assumindo neste ano a área de produtos. “A empresa certamente fará mais movimentos como este nos próximos meses.”

Na incorporadora Maxhaus, Luana Rizzi responde pelas áreas de marketing, relacionamento com clientes e recursos humanos.

“Esse movimento de acúmulo de responsabilidades busca perfis mais empreendedores do que técnicos. É uma visão sistêmica e a questão econômica acaba forçando mais esse modelo.”

O pacote de remuneração fixa e variável dos diretores contratados caiu em média 35% desde o período de maior aquecimento dos salários inflacionados, segundo a Michael Page. A maior parte da queda está nos bônus.

“Notamos que uma parcela importante das contratações agora é consequência da necessidade de substituição por performance, ou seja, as empresas estão se cobrando mais por eficiência devido à redução dos fatores de crescimento da economia”, afirma Marcelo de Lucca, diretor-geral da Michael Page no Brasil.

Existem três pilares que motivam trocas de diretores e costumam ser um retrato do momento econômico: criação de novos projetos, mudanças societárias e substituição por performance.

Neste ano, o principal motor de trocas de diretores é a busca por melhor performance, que cresceu de 55% para 65% das contratações realizadas, segundo Lucca. Juntos, os recrutamentos de diretores devido a mudanças societárias ou para investimento em novos projetos somam agora 35%.

Quando se abrangem os cargos de diretoria e gerência há registros de queda de 25% no recrutamento nos últimos três anos. “O volume de oportunidades era muito maior entre 2010 e 2011. Era um período de expansão maior do PIB, em contraponto ao PIB tímido de hoje”, diz Lucca.

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– Deus x Diabo jogaram pela Libertadores?

Corinthians e São Paulo foram eliminados na Copa Libertadores da América. O Timão justifica mal futebol e alguns dizem que a culpa é no atraso do pagamento dos salários. Já o Tricolor não manteve o ritmo do jogo de ida e sucumbiu nos tiros penais.

E quem classificou? Deu mérito a quem?

O Guaraní paraguaio, algoz corinthiano, creditou ao conjunto e desenho tático do seu treinador espanhol. Mas o Cruzeiro…

Em entrevista à Fox Sports, o goleiro Fábio, capitão da equipe mineira, em toda e qualquer pergunta repetia que a vitória foi do Senhor, dizendo incansavelmente “Glória a Deus que me curou a todo o questionamento. Chegou a ser hilário o repórter perguntar derradeiramente o que ele achava da vitória cruzeirense marcar a despedida do seu colega de ofício Rogério Ceni e ele não responder a questão, entoando um discurso religioso e louvores ao Céu.

RESPEITO TODA E QUALQUER RELIGIÃO, mas se você ouvir a fala de Fábio, se assusta com tamanho fanatismo e se questiona: Quer dizer que “quem rezou mais ganhou”? Esqueça os esquemas táticos, treinos físicos ou capacitações: o que valeu foi a fé?

Repito: respeito toda e qualquer religião, mas tal discurso leva-se a entender que Deus é quem marca gols ou defende os chutes no futebol, em demérito ao “maldito, diabólico e inimigo” adversário.

Ora, esse deus é o Deus do amor ou um deus de conveniência?

O discurso proselitista do goleiro Fábio impressiona pelo fanatismo que cega: se Deus faz um time ganhar o jogo, ele menospreza e faz perder seus filhos que rezaram/ oraram a ele do outro time?

O futebol está ficando chato nas entrevistas. Parece que Deus abençoou Fábio e amaldiçoou Lucão, Luís Fabiano e Souza.

Fiz 4 anos de teologia no Centro Catequético da Diocese de Jundiaí. E um dos nossos professores, Padre Lucas, sempre correlacionava os 10 Mandamentos com o Pai Nosso, trazendo o questionamento:

Se eu rezo ‘santificado seja o vosso nome’ e sei que ‘não devo tomar o Santo Nome de Deus em vão’, tenho que tomar cuidado para não se atribuir ou proclamar equivocadamente um falso Deus ou um Senhor manipulável, avacalhando a sagrada fé.”.

Será que com tanta guerra, pobreza, discórdia e intolerância, Deus (tão bondoso e generoso), agirá para que um time de futebol perca em campo? Certamente ele se preocupa muito mais com coisas necessárias do que as fúteis como o futebol.

Talvez, na lógica de Fábio, seja por isso que nenhum clube hinduísta, muçulmano, budista ou até mesmo ateu tenha vencido uma importante competição. E viva Salvador /BA, onde todo BaVi (em tese) termina empatado. Ou não termina?

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– Atrasar salário não é estar bem!

Historicamente, o São Paulo FC se gaba – e com razão – de ser um clube organizado, profissional e com ótima infraestrutura.

Entretanto, às vésperas do importante jogo contra o Cruzeiro pela Libertadores da América, soube-se que os jogadores estão com os salários atrasados em 45 dias.

Mas a resposta da diretoria soa com um pouco de arrogância (como a maioria dos times que devem salários), pois, segundo ela, “são apenas os direitos de imagem atrasados em 45 dias por culpa do fluxo de caixa”.

Ora, atrasado um dia, atrasado de fato! Salário é algo sagrado e custa-me crer que, em pleno século XXI, alguns clubes tenham como diferencial o pagamento em dia. Qualquer atraso deve ser condenável.

Com altíssimos salários pagos e gastos muitas vezes indevidos, incluindo-se neles as comissões legais mas imorais pagas a empresários, os 4 grandes clubes paulistas dão um tiro no pé em suas gestões. Hoje, os noticiários falam de “meses de atraso no direito de imagem” de Santos e Corinthians, além do palmeirense Cleiton Xavier reclamar de não-pagamento. MESES! E, sabemos, o Direito de Imagem é na maior parte das vezes o verdadeiro salário dos atletas.

Negocia-se mal e depois a torneira seca. De onde pingar mais dinheiro?
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– Árbitros de Corinthians x Guaraní (PAR) e Cruzeiro x São Paulo

Imagine só: se você tem um árbitro muito jovem e outro veterano, sendo o primeiro inexperiente e o outro muito rodado, tendo um clássico e um jogo de grande contra pequeno, em qual jogo você os escalaria?

Pois bem: para Corinthians x Guaraní do Paraguai, no Itaquerão, teremos o experientíssimo chileno Enrique Ósses, de inúmeras decisões internacionais e clássicos da América do Sul. Já para Cruzeiro x São Paulo, no Mineirão, teremos o novatíssimo uruguaio Andrés Cunha, jovem e desconhecido para a maioria.

Cá entre nós: a lógica e o bom senso não mandariam a inversão desses árbitros? No clássico brasileiro, árbitro habituado a tal jogo. No jogo entre grande e pequeno, árbitro mais jovem.

E você, o que acha dessas escalas?

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– Qual “Dia Santo” a Família Castro restaurará?

Causou frisson a visita do ditador Raul Castro ao Vaticano. Em audiência com o Papa Francisco, declarou que:

Eu li todos os discursos do Papa, seus comentários, e, se Francisco continuar desta forma, vou voltar para orar e voltar para a igreja, e eu não estou brincando“.

Mas essa não foi a frase de impacto. A maior afirmação foi:

Eu sou do Partido Comunista de Cuba, que não permite que religiosos cumpram suas missões, mas agora nós estamos permitindo isso. É um passo importante“.

Quando João Paulo II conversou com Fidel Castro, Havana permitiu que os cubanos guardassem o dia 25 de Dezembro como feriado natalino (era um dia normal de trabalho, até então). Na recente conversa com o Papa Bento XVI, a família Castro liberou a 6a feira da Paixão como dia de descanso. Já que o Papa Francisco deve ir à Cuba em breve, pode-se especular: qual benesse aos cristãos cubanos ocorrerá?
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– O assassinato da Série A

Acompanho em gênero, número e grau as idéias do jornalista Heitor Freddo sobre o Brasileirão e a importância que a CBF deu (ou melhor, não deu) a ele.

Segue texto e link para o post e blog de Heitor (abaixo):

Avatar de Heitor FreddoHeitor freddo

Grandes clubes dependem de ídolos. A torcida precisa para se animar e a história exige, para fazer jus ao peso daquela camisa.

Grandes jogadores formam as seleções nacionais. Logo, se o seu time tem um ídolo, nada mais natural do que torcer para que ele dispute os principais torneios entre países.

O problema é que no Brasil isso significa a morte do Campeonato Brasileiro.

Vem aí a Copa América. Ontem foi o último dia para os técnicos entregarem as listas dos convocados. Última chance de dar uma facada no peito do torcedor de grandes clubes brasileiros.

A seleção de Dunga já era conhecida e o torcedor do Santoa já sabe o peso de ter Robinho entre os convocados. P Peixe vai perder seu melhor jogador, o cara que ganhou o Paulistão, por 8 jogos. E veja quais são os adversários: Sport, São Paulo, Ponte Preta, Atlético-MG, Corinthians, Internacional, Fluminense e…

Ver o post original 220 mais palavras

– Times Paulistas Ciganos versus Magnatas Europeus

É sabido que grandes investidores – empreendedores, malucos ou mafiosos – gastam muito dinheiro no futebol da Europa.

O francês PSG se agigantou com os petroeuros de um príncipe catari; o inglês Manchester City cresceu com os dólares de um emir; diga-se o mesmo do seu co-irmão Chelsea (antes, uma “Portuguesa da Inglaterra”) com o bilionário russo Abramovich; e por aí vai.

Aqui o cenário é diferente: empresários compram pequenos times do futebol para fazer negócios. Vide o mineiro Tombense, de Eduardo Uram. Lembram do Iraty de Juan Figger?

Agora, vemos tal fenômeno no Estado de São Paulo: tivemos o Guaratinguetá virando Americana FC, saindo do Ninho da Garça no Vale do Paraíba e pousando na Princesa Tecelã. Depois assistimos o Grêmio Barueri se transformar em Grêmio Prudente e do ABC migrar para o Noroeste Paulista. E, em breve, outra situação inusitada: o Oeste da quente e agrícola Itápolis se tornará mais um time da Região Metropolitana de São Paulo, trocando a terra da laranja e da goiaba por Osasco.

Mário Teixeira, executivo de sucesso do Bradesco e apaixonado por futebol, tentou fazer outrora uma parceria com a Portuguesa de Desportos. Não deu certo. Findado o Paulistão e sem possibilidade de manter ativo o seu clube, o Audax de Osasco (ex-Pão de Açúcar Esporte Clube) por culpa de falta de campeonato (não pense no sacrilégio de acreditar que fosse por falta de dinheiro), resolveu encerrar o vínculo com seus atletas e dissolver sua equipe até o ano que vem. Dessa forma, arrendou o time do Interior para disputar a Série B do Brasileirão, remontando o Oeste, agora em Osasco.

O interessante é que tudo isso é feito, felizmente, de maneira honesta e dentro da lei. Claro, com dinheiro.

Enquanto isso, nenhum magnata, mecenas apaixonado ou árabe afortunado resolve brincar de futebol com outros times… nosso Paulista de Jundiaí que o diga, tentando arranjar fundos e boas idéias para a disputa da Copa Paulista com as forças vivas da cidade.
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– Os 3 pontos da Rodada 1 valem tanto quanto os da 38

No Campeonato Brasileiro de pontos corridos, há alguns detalhes que passam despercebidos. Um deles é a questão das vitórias nas primeiras rodadas, quando o torneio “ainda não pegou” e podem “acumular gordura”.

Vide São Paulo e Corinthians: arriscaram com seus times reservas/ mistos e conseguiram 3 pontos. E é inevitável não refletir a decisão do Cruzeiro em levar o jogo para Cuiabá. Entenda: mesmo jogando em casa (com time reserva), perdeu para o Corinthians e levou um pequeno número de torcedores cruzeirenses. Marcelo Oliveira, o treinador, reclamou que havia mais torcedores do Timão na Arena Pantanal do que do time mandante.

Já imaginaram se na Rodada 38 do Brasileirão estiverem empatados na liderança o Cruzeiro e o Corinthians? Os 3 pontos necessários para um título na última rodada valerão a mesma coisa dos 3 pontos da Rodada Inicial. Aí vai doer no coração ter jogado com time reserva e ter vendido o mando de jogo…

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– Trabalhar honestamente vale a pena!

Recebemos, hoje, prazerosamente a visita da Fiscalização sem prévio aviso da ‪‎Ipiranga, vistoriando tanques (Diesel S500 sem acúmulo de água e ‪‎Diesel S10 sem a borra no reservatório), bem como a análise da ‪‎Gasolina e do ‪‎Etanol retirada dos bicos de ‪combustíveis.

‪‎Qualidade 100% aprovada, tudo feito aos olhos dos clientes!

Agradecemos aos amigos pela eterna ‪‎confiança. Nós, do Auto Posto Harmonia, temos o compromisso e a responsabilidade em fazer o melhor aos nossos parceiros.

Att


Rafael / Priscila Porcari
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– Protesto tem limite. Ou não?

Faço parte do número de brasileiros indignados com a corrupção no país. Sou politizado, mas apartidário. Pago meus (muitos) impostos e me dói ver nosso dinheiro roubado pelo crime do colarinho-branco.

Está na moda o “Panelaço”. Ok, é democrático e válido. Mas para tudo deve existir o bom senso.

No último sábado, Dilma, Lula, Alckmin, Dr David Uip e Serra foram padrinhos de casamento do médico Dr Roberto Kalil com a médica Cláudia Cozer. Ao sair da festa, as panelas de manifestantes soaram o seu barulho.

Sinceramente… no momento de lazer dela, num evento como esse, acho desrespeito.

E você?

Em tempo: como a presidente emagreceu! Viu a foto?

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– Quase dois anos de Mudanças nas Orientações na Regra de Futebol…

1- Vanderley Luxemburgo discutiu com o gandula no Morumbi, no jogo entre São Paulo x Flamengo, pois a bola não foi dada na mão do seu jogador (ela foi rolada pelo chão).

2- Rafael Silva comemorou um gol no Maracanã subindo as escadarias que levavam à arquibancada e não foi punido.

3- As dúvidas entre bola na mão e mão na bola continuam agitando os programas esportivos, graças ao tal do “movimento anti-natural” que apareceu numa recomendação e aqui se entendeu tudo errado!

4- Na final do Mineirão, Jô recebe em impedimento uma boa desviada e a polemica nasce. Tirou ou não a condição ilegal? E tantas outras discussões ocorreram nos últimos dias…

Tudo isso por um único problema: a COMUNICAÇÃO da FIFA!

Entenda: em 01 de julho de 2013, um “pacotão” de alterações foi promovido no futebol, mas pouco foi debatido sobre elas. Jogadores, treinadores, jornalistas e até árbitros demoraram um pouco para assimilação (alguns, até hoje não assimilaram).

São 9 destaques que resumo abaixo:

1- Está proibido que atletas zombem da torcida adversária em comemorações de gol; bem como nos estádios em que não há alambrados separando a torcida e do campo (onde existem as escadas de segurança) ocorram comemorações exaltadas (como a proibição, por exemplo, de um jogador que sai do campo de jogo e vai comemorar na torcida). Para essas situações: cartão amarelo

2- Há tempos a FIFA autorizou a permanência de até 12 reservas no banco de suplentes, mas somente em 2014 o Brasil adotou a medida. Nos estádios da 1a divisão do Brasileirão, há as adaptações pertinentes pois os espaços eram diminutosMas e no interior do Brasil? Convocar 23 atletas para uma partida muitas vezes não tem sido tarefa fácil. No Paulistão, continuou-se com 18.

3- Numa circular da FPF de 22/07/13, uma curiosidade: a Comissão de Árbitros sugere cuidados com os acréscimos, pois “5 ou 10 segundos em excesso podem modificar o jogoOra, quando se aponta 3 minutos de acréscimos, significa que não se pode acabar a partida antes desse tempo, e que o jogo vai ter NO MÍNIMO 3. Acabar o jogo entre 3’00 e 3’59” é o correto. Se precisar de mais 10 segundos, avise ao quarto-árbitro que terá mais um minuto de acréscimo, para que seja possível acabar o jogo entre 4’00 e 4’59”.

4- No mesmo documento citado no item acima, está avisado que os árbitros estão PROIBIDOS de pedir a bola para encerrar o jogo. Deve-se apitar o final a partida, simplesmente. Para mim, pura bobagem tal orientação.

5- Qualquer faixa ofensiva (racista, homofóbica, religiosa, xenófoba, política, que faça apologia à violência ou que cause constrangimento) deve ser retirada pelo policiamento. Se não for possível, a partida deverá ser interrompida. Fica a pergunta: e se existir uma faixa escrita: “Fora Marco Polo”, e o torcedor insistir com ela, não terá jogo?

6- Antes dos jogos, os árbitros deverão se reunir com os gandulas, que agora têm um procedimento padrão: devem rolar a bola somente pelo solo aos atletas. Os gandulas estão proibidos de jogar a bola pelo alto ou de colocar ela no local do reinício do jogo.

7- Uma das mais importantes modificações: está proibido rádio ou telefone celular em campo. Acabou a comunicação eletrônica entre treinador fora de campo e assistente técnico no banco de reservas. Se um treinador for expulso, não poderá se comunicar com aparelho junto com seu auxiliar (e em qualquer situação, treinador expulso ou que dê preferência por assistir ao jogo na arquibancada, não poderá se comunicar por qualquer modalidade: seja por telefone, por email, por bilhete ou gritando com seus atletas); mas… e se for na Rua Javari ou na Comendador Souza, onde os bancos de reservas ficam ao lado dos alambrados? Fernando Diniz, pelo Audax, dirigiu sua equipe aos berros na arquibancada em 2013, após ser expulso nesse ano num jogo pelo Paulistão da A2. Recentemente, um assistente técnico do Palmeiras foi expulso pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro na partida contra o Atlético Paranaense em Curitiba, pela Copa do Brasil, por fazer uso do rádio. Sem contar que Osvaldo de Oliveira, expulso no Paulistão, deu orientações aos seus jogadores que se aproximavam dele na arquibancada, contra o Santos.

8- A mudança da interpretação de mão na bola: lances de atletas que pulem com os braços extremamente abertos propositalmente e que a bola bata neles não devem ser considerados involuntários. A idéia, segundo uma corrente, é de: quem “se faz por descuidado” tende a querer interferir na jogada. Sendo assim, não seria um acidente de trabalho ou casualidade, mas sim uma intenção faltosa disfarçada. Portanto, deve-se avaliar o movimento anti-natural dos braços que vise ludibriar o árbitro. NÃO CONFUNDA COM IMPRUDÊNCIA (mão na bola continua valendo somente a intenção). Aqui, não mudou a Regra, mas sim acrescentou-se o alerta para que o árbitro fique atento ao jogador malicioso, que deixa o braço bater na bola ao invés de tirá-lo ou ainda que, por exemplo, numa barreira pule com eles erguidos tentando bloquear a bola (lembrando que bola que bate na mão que protege o rosto ou partes íntimas, incluindo-se os seios no futebol feminino, NÃO É INFRAÇÃO). Infelizmente, no Brasil a orientação foi confusa e creditada a um suposto erro de entendimento do instrutor Jorge Larrionda, que houvera dito que a maioria dos lances de mãos seria pênalti. No final de 2014, em um simpósio da CBF, tentou-se minimizar tais situações. Os erros diminuíram, mas não acabaram.

9- O novo entendimento de “impedimento ou não” em lances desviados em adversários: Se um atacante chutasse para o gol e a bola desviasse num adversário, mas sobrasse para seu companheiro que estivesse do outro lado do campo, ele estava impedido por tirar vantagem de uma posição. Agora, bola desviada que sobre para um atleta que não participava originalmente da jogada, mesmo ele estando mais próximo da linha de fundo do que dois adversários e a bola (a definição clássica de impedimento), é lance legal. Mas atenção: aqui, a bola foi desviada e caiu para alguém que não participava do lance, sendo diferente da situação na qual um jogador esteja sozinho e receba uma bola de rebote de goleiro, ou ainda quando lhe é lançada uma bola e ela bate no zagueiro (pois, afinal, a bola era para ele e ele a recebeu mesmo após bater no adversário). Para ambas situações continua sendo impedimento. Continua valendo a máxima: desvio não tira impedimento (com exceção ao lance modificado).

E aí, há quase dois meses com tais modificações, você já sentiu muitas diferenças? Tem visto dificuldade em interpretá-las?

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– Domingo em família

Chega por hoje. É hora de curtir a Família!

Depois da labuta, só estou presente para minhas mulheres!

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– Hoje não era dia para ter a Abertura do Brasileirão!

Em um calendário utópico e ideal, hoje não era para ter “Rodada de Abertura” do Brasileirão.

Justo no Dia das Mães?

Pense: Quantas pessoas estariam indispostas a deixar o convívio do seu lar para ir a uma partida de futebol?

Almoço mais tarde, confraternização mais longa, tudo levando à diminuição de público. Mais: logo na Rodada 1, por culpa da Libertadores, São Paulo, Corinthians; Cruzeiro; Atlético Mineiro e Internacional jogando com equipes reservas.

A Primeira Rodada deveria ser com festa, pompa, com todos os clubes mostrando força máxima e em dia ideal. Nunca hoje!
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– O Saudosismo da F1: Nelson Piquet, Ayrton Senna, Fittipaldi…

Estou assistindo ao GP de Fórmula 1 na Globo. É deprimente não ter brasileiros para se torcer por vitória, já que Massa nada aspira e Nasr ainda é iniciante.

Acho que só melhorarei quando colocar vídeos do YouTube com Senna, Piquet…

Que saudade desses caras! 

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– Dias das Mães

Dia das mães é uma data mágica. Mas, claro, todo dia deveria ser dia das mães.

A minha mãe está no Céu; no próximo domingo, fará 18 anos que ela resolveu habitar na Morada Divina.

Nada em ficar triste. Ao contrário: sou privilegiado, pois ela me criou até a fase adulta e, depois disso, resolveu me ajudar lá de Cima, na Comunhão dos Santos, velando por nós “do ladinho” da Virgem Maria, intercedendo por mim, pela minha irmã, pelo meu pai, pela sua neta, genro, nora… enfim, por todos nós junto a Cristo.

Aí do Alto, beijão no coração, mãe!

Te amo e sempre te amarei. E é assim que quero te lembrar: feliz!

FELIZ DIA DAS MÃES!

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– O Departamento de Ética do Futebol Brasileiro!

Cruz-Credo… A CBF criou uma diretoria de Ética e Transparência. Para chefiá-la, convidou o deputado federal Marcelo Aro.

E ele é um bom nome?

Avalie: Marcelo é filho do José Guilherme Ferreira e sobrinho de Elmer Guilherme, cartolas que reinaram na Federação Mineira de Futebol por muitos anos.

O detalhe é que seu pai e seu tio foram afastados de seus cargos em 2003 pelo Ministério Público, que pediu prisão preventiva a eles, denunciados então por formação de quadrilha, falsificação de documentos e apropriação indébita.

Pelo parentesco, parece que as referências não são boas. Aliás, é mais um da bancada da bola a assumir cargo na CBF.
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– Encontros da Catequese do Crisma: Os Dez Mandamentos correlacionados com o Pai Nosso

Em nossos encontros semanais para a Catequese do Crisma, neste sábado, trabalharemos com os crismandos sobre como a Oração do “Pai Nosso”, deixada por Jesus à nós, é nada mais do que a meditação e o pedido para o cumprimento dos 10 Mandamentos da Lei de Deus, revelados a Moisés. Abaixo:

OS 10 MANDAMENTOS E A ORAÇÃO DO PAI NOSSO

Fontes: Extraído de: Padre Zezinho “Porque Deus me chamou…” (Ed. Paulinas. S. Paulo, 1986.  (p.73-74) e de : http://paroquiadesolanea.blogspot.com.br/2012/06/pai-nosso-e-os-10-mandamentos.html

Não sei se você já percebeu que na Oração do Pai Nosso que se encontra em Mt 6, 9-14 Jesus repassa os dez mandamentos da Lei. Coincidência ou não, o fato é que quando Jesus é solicitado pelos  discípulos para que lhes ensine a rezar, praticamente rezou um por um os dez mandamentos. Era como se dissesse:

Recorde os 10 mandamentos:

1o – Amar a Deus sobre todas as coisas.

2º – Não usar o Santo Nome de Deus em vão.

3º – Santificar domingo e festas de guarda.

4º – Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).

5º – Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo)

6º – Não pecar contra a castidade

7º – Não furtar

8º – Não levantar falsos testemunhos

9º – Não desejar a mulher do próximo

10º- Não cobiçar as coisas alheias

 Agora, medite:

1 – Digam a Deus, a quem se deve amar acima de tudo e a quem não se pode nem sequer imaginar, PAI NOSSO, QUE ESTAIS NOS CÉUS.

2 -Digam a ele, que não quer que se desrespeite seu santo nome com juramentos inúteis, SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME.

3 – Digam a ele, que exige respeito que se reserve um dia de descanso, especialmente para que haja mais tempo para  a oração, VENHA A NÓS O VOSSO REINO.

4 -Digam a ele, que exige respeito pela pessoa dos pais como seus representantes na terra, SEJA FEITA VOSSA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU.

5 e 6 – Digam a ele, que exige respeito à vida e ao corpo, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU.

7 – Digam a ele, que proíbe o roubo,  ENTÃO, PAI  DAÍ-NOS HOJE O PÃO NOSSO DE CADA DIA.

8 -Digam a ele, que não admite que se manche a honra do próximo e manda que se respeite o nome dele, PERDOAI-NOS NOSSAS OFENSAS ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS OS NOSSOS DESAFETOS.

9 e 10 -Digam a ele que proíbe até o desejo mau, tanto com relação às pessoas já comprometidas quanto com relação aos bens dos outros, E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO. MAS LIVRAI-NOS DO MAL”.

Como vê, o Pai-nosso é uma oração de maturidade. É como se Jesus ensinasse no Pai-nosso que cada um de nós dissesse ao Pai: “que vossos mandamentos sejam respeitados, Pai. Ensinai-nos a viver de acordo com eles”.

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– Planejamento é com a CBF! Gallo que o diga…

E não é para criticar?

Marco Polo Del Nero bancou Alexandre Gallo na Seleção Sub20. O fortaleceu ainda na gestão Marin. Disse que ele estava garantido no cargo quando balançou no final do ano e, justo agora que o treinador convocou a equipe para o Mundial da Categoria, às vésperas da competição, demitiu-o.

Isso é planejamento?

O gozado é que o novo técnico (seja ele quem for) vai para a Copa do Mundo Sub 20 com jogadores que ele não convocou.

Fica valendo o sentimento: #GER7x1BRA.
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– Provérbio de Van Gogh sobre Perdas

O genial pintor holandês Vicent Van Gogh (1853-1890), certa vez disse:

Se você perdeu dinheiro, perdeu pouco. Se perdeu a honra, perdeu muito. Se perdeu a coragem, perdeu tudo”.

Sábio, não?

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– Sem salário mas ganha; sem salário mas perde?

Há coisas no futebol que merecem semanas de discussão.

Santos e Corinthians estão com salários atrasados – e não é de “só” um mês.

O Peixe jogou muito, se doou em campo e conquistou o Paulistão.

O Timão deixou de ser vibrante, se acomodou e jogou sonolento na Libertadores.

1) Será que os fatores “final de campeonato”, “bom papo da diretoria” e “clima do vestiário” ajudaram o time da Vila Belmiro, fazendo com que o atraso do pagamento fosse deixado de lado nesse momento?

2) Ao mesmo tempo, será que o imbróglio da renovação de Guerrero, o estádio a pagar e conflitos com a diretoria do time do Parque São Jorge estão sendo determinantes para que o atraso no pagamento fosse levado à discussão nesse momento?

Em tese, pode ser isso. E será que é?

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– Itau sumiu da Web e o cliente…

Valeu, Itau!

O banco ficou fora do ar na tarde de quinta, “ajudando os clientes” em dia de pagamento… Nenhuma transação no Banking, nem os cartões de débito funcionando, “nadica de nada”.

Já perceberam que neste mundo eletrônico e de dinheiro virtual, somos reféns da tecnologia e não conseguimos mais viver sem ela?

Acostumamo-nos com um conforto que não abrimos mais mão…

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– O Paradigma das escalas será quebrado?

Se der problema, a fumaça vai ser grande…

Sempre defendi que nas escalas do Campeonato Brasileiro devem estar os melhores, sejam de onde for. A CBF pensa diferente: busca talentos de estados não tão importantes para o cenário da 1a divisão, a fim de permitir maior quantidade de árbitros “neutros”. Vide Sidrack Marinho, juiz do Sergipe que, pelo fato de morar em um estado em que não tínhamos times na elite, podia apitar qualquer confronto que não existiria crítica.

Pois bem: quando começaram a fazer a experiência dos Adicionais (AAA), eles eram do mesmo estado do clube mandante. As críticas surgiram por ser uma “economia burra”. Até que, após algumas contestações, eles passaram a ser de estados vizinhos dos clubes mandantes.

Agora, logo na Rodada 1, no Morumbi, teremos uma surpresa: para São Paulo x Flamengo, teremos como árbitro Marcelo de Lima Henrique (Carioca e que hoje apita pelas Federação Pernambucana) e como bandeira o paulista Marcelo Van Gassen.

Nada que os desabone, ao contrário, eles são competentíssimos! A questão é: essa quebra de paradigma será por toda a competição? É um teste ou é pra valer?

Tomara que não tenhamos lances polêmicos. Já imaginaram se dá um azar e há um pênalti pró-Flamengo ou um gol impedido pró-SPFC?

Confio na honestidade e na qualidade da arbitragem de ambos. Mas que tal fato é curioso, ô se é!

Em tempo: nas redes sociais, já ressuscitaram uma fotomontagem ridícula em que o Marcelo está vestindo uma camisa do Mengão. NÃO É FOTO REAL, esqueçam isso. Infelizmente, mais um troll aprontando por aí…

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– Surpresa? Quem pediu Amarilla no São Paulo x Cruzeiro?

Falamos dias atrás sobre o fato de ser muito difícil escalar dois árbitros brasileiros para os confrontos de ida e volta entre o Tricolor e a Raposa pela Libertadores da América. Habilitados, teríamos apenas Héber, Péricles e Wilton Sampaio (vide tal assunto em: http://wp.me/p4RTuC-ctg).

Porém, surpreendentemente, a Conmebol escalou o paraguaio Carlos Amarilla para o confronto no Morumbi. Ele é o mesmo árbitro que apitou Corinthians x Boca Jrs, no momento em que as relações políticas entre Andrés Sanches & CBF eram péssimas, além do imbróglio que envolveu o próprio Timão e a Confederação Sulamericana em decorrência da morte do garoto Kevin Spada em Oruro e a perda de mandos de jogo. Na oportunidade, Amarilla era constantemente escalado nos amistosos da Seleção Brasileira com trânsito constante no Brasil (ele é casado com uma brasileira). Sua atuação foi absurdamente desastrosa, principalmente em lances capitais que um árbitro do seu gabarito não costuma errar, prejudicando e eliminando a equipe brasileira com dois gols anulados e dois pênaltis não marcados (relembre a análise da arbitragem daquela partida contra o Boca Juniors em: http://wp.me/p4RTuC-b0).

Entretanto, ontem, à Rádio Bandeirantes em seu programa esportivo noturno, o presidente Carlos Miguel Aidar, ao vivo, disse que em conjunto com o Cruzeiro, acordaram em pedir à Conmebol um árbitro estrangeiro, já que:

Um árbitro de fora é melhor pois não sente a pressão de ter apitado jogos aqui. Antes a Conmebol era pobre e precisa colocar árbitros do mesmo país; agora, ela é rica e não tem mais esse problema. Inclusive estará no Regulamento da Libertadores no ano que vem que em confronto de equipes do mesmo país a arbitragem será estrangeira.

Mas por quê justamente o Amarilla, malquisto aos olhos dos torcedores? Será que a Conmebol, pressionada e criticada pelas equipes anteriormente, quis demonstrar força e escalar justo o paraguaio (que nunca mais apitou por aqui desde aquele dia) como provocação?

Fica a dúvida: será que teremos Wilmar Roldán, o chamado “Castrilli da Colômbia” no jogo de volta, de tantas boas arbitragens na América do Sul mas de azares e má atuações em jogos envolvendo brasileiros?

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– Como assim, Aécio e PT?

1) Como assim PT?

O Partido dos Trabalhadores anunciou que expulsará seus membros envolvidos em corrupção. Mas só vale a partir de agora. Portanto: Genoíno, Dirceu, Vaccari e tantos outros permanecem numa boa na legenda. 

Cadê o PT da fundação, da ética e da moral? Nessa, Marta Suplicy está com a razão em reclamar sobre esses princípios (se bem que ela abandonou o partido por falta de espaço político).

2) Como assim Aécio?

A Folha de SP noticia que, mesmo depois de deixar o governo do estado de MG, Aécio Neves continuou a usar o “avião do governador”, tudo bancado com dinheiro público

Cadê o Aécio da campanha, da ética e da moral? 

                       …É por isso que não me iludo com políticos…
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