– Escolinha do Romualdo?

Romualdo Arppi Filho, árbitro brasileiro que apitou a final da Copa do Mundo de 1986, foi escolhido para ilustrar / representar a arbitragem do nosso país na coluna “Canhota”, de Sérgio Xavier Filho (Revista Placar, pg 39, Ed Julho 2012).

O mote foi falar sobre o fim da “arbitragem picada” (que segura jogo e que aceita o atleta que cava cartões), por um novo momento da realidade brasileira, influenciado por jogadores que buscam se manterem em pé ao invés de tentar simulações e de árbitros que deixam o jogo correr.

O artigo é bom, pertinente e atual. Os cartões estão deixando de serem vulgarizados (embora, claro, existam árbitros que ainda se escondem atrás dele).

Quando se fala em não-vulgarizar cartões, não é desleixo em não cumprir a regra, mas utilizá-los nos momentos exatos e corretos. E deixar o jogo correr não é, necessariamente, deixar de marcar faltas. Se é falta e não existe a vantagem, o jogo tem que parar. O que não pode é entrar do golpe da queda forçada de atleta.

Mas a matéria tem um pecado: o bom jornalista diz que a FIFA, na final da Copa de 86 e após a partida apitada por Romualdo no México (a decisão entre Argentina X Alemanha), entendeu que:

jogo amarrado era sinal de estelionato”.

Discordo. Não é bem assim. Há clubes que jogam para picar o jogo e cometem inúmeras faltas no meio de campo. E isso faz com que o jogo fique amarrado. Ou também leve em conta o árbitro medroso, fraco, que segura a partida com rigor ímpar.

Em ambos os casos não é estelionato, mas estilo (ruim, é verdade). Só não podemos aceitar a ideia de que aquele maravilhoso time de Maradona venceu o Mundial por culpa do Romualdo…

Como não tenho o acervo digital, postei a imagem da matéria. Clique sobre ela e amplie. A seguir, responda: concorda ou discorda do autor?

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