Proibição feita para barbeiros na região de Helmande afirma que retirada dos pelos faciais é ‘infração à interpretação das leis islâmicas’
O Talibã, grupo fundamentalista que governa o Afeganistão desde o dia 15 de agosto, proibiu que cabeleireiros e barbeiros da província de Helmande, na região sul do país, raspassem as barbas de homens na região por “infração à interpretação das leis islâmicas”. A informação foi divulgada pela imprensa internacional nesta segunda-feira, 27, e teria sido imposta pela polícia religiosa do país. Segundo eles, avisos pregados nas paredes dos salões de beleza afirmam que “ninguém tem o direito de reclamar” e dizem que qualquer um que quebrar a regra sofrerá “punições”, que não foram detalhadas pelo governo. O aviso também teria sido colocado em algumas barbearias da capital, Cabul. A proibição da retirada de barbas e até mesmo de alguns estilos de cabelo no Afeganistão foram algumas das marcas do primeiro período no qual o Talibã governou o país, no fim da década de 1990. Segundo as interpretações extremas da lei islâmica, as barbas são uma forma dos homens ficarem mais próximos dos costumes de Maomé.
Ao rever as imagens que recordam o trágico 11 de setembro de 2001, me lembro do dia em que tudo aconteceu. Dá um angústia imaginar que o ser humano chega a isso…
E atentemo-nos:não foram só as Torres Gêmeas, mas também a tentativa no Pentágono!
Eu me assusto quando vejo alguém tentando minimizar as barbaridades cometidas pelos terroristas do Talebã(estou usando essa grafia, pois parece a mais utilizada até agora). Eles sucumbem a liberdade do povo, tiram pois direitos das mulheres e as proíbem até de frequentar a escola (além da imposição da burca). Malala, a corajosa paquistanesa, que o diga.
E o pior: alguns conseguem enxergá-los como oprimidos! Não, são terroristas! Aí vai surgir o cara alegando que as raízes disso foram os ingleses que colonizaram e exploraram o Afeganistão, e metem na história os Estados Unidos, a União Soviética, o Capitalismo, o Comunismo…
TERRORISMO não tem ideologia democrática, respeito religioso ou qualquer tipo de pudor. O ISIS, o Talebã e outros extremistas são grupos radicais de ódio, e não podem ser defendidos.
Os erros históricos que fizeram ao povo afegão sofrer não podem ser confundidos com ações de uma minoria que não representa aquele povo. Fico pasmo com isso!
Que desespero do povo do Afeganistão ao saber que o Talebã retornou ao comando, não?
As imagens assustadoras de hoje foram a de pessoas se agarrando no avião americano tentando fugir de lá. E a mais impressionante: duas delas que se agarraram NAS ASAS, sendo jogadas em pleno vôo…
Que Deus os ajude…e as autoridades mundiais também!
Achei que era sacanagem, montagem ou alguma Fake News, mas é verdade: o Partido da Causa Operária, o PCO, declaradamente comunista, publicou em seu Twitter apoio ao Talebã, que invadiu as principais cidades afegãs e retomou Cabul, após a saída dos EUA que libertaram o país há anos.
Liderados por Bin Laden, os talebãs promoveram os atentados terroristas do WTC que vitimaram milhares de inocentes por conta do “ódio contra a América”. Eles proíbem os Esportes, tiram os direitos das mulheres e as obrigam a usar a burca, censuram os seus dominados e promovem o caos.
Lamentável… tanto o Nazismo como os ideais do Talebã deveriam ser considerados atos de apologia a crimes contra a humanidade.
Abaixo, a publicação sem noção de “louvor” a quem oprime o povo (chamando-os curiosamente de “oprimidos”).
Não gostar dos EUA é uma coisa, mas achar que o Talebã é a solução… aí é burrice e má fé. É uma ditadura teocrática radical.
Com a retirada das tropas americanas do Afeganistão, o Talebã ressurgiu e já domina as principais do país, restando a capital, Cabul, como refúgio (por lá ter sido o centro dos trabalhos dos EUA).
Que tristeza… o que fazer? Radicais violentos e que fazer terror por onde passam. Pior: o país, pobre por natureza, imediatamente fica a passar fome pelas consequências desses ataques.
AFEGANISTÃO: O DRAMA DE QUEM FOGE DA OFENSIVA DO TALEBÃ
Para muitos, Cabul, a capital do Afeganistão, já é o último refúgio.
Milhares de pessoas fogem de diferentes partes do país em direção à capital para escapar do grupo extremista Talebã que, em poucos dias, retomou o controle de várias cidades em uma rápida ofensiva que o Exército afegão não consegue conter.
A ONU pediu aos países vizinhos do Afeganistão que mantenham suas fronteiras abertas à medida que aumenta o número de civis que busca abrigo fora do território.
A escassez de alimentos é “grave”, informaram funcionários do PMA (Programa Mundial de Alimentos) da ONU, alertando sobre uma catástrofe humanitária.
Ontem, o Talebã conquistou a segunda maior cidade do país, Kandahar, a mais recente capital de província a cair.
A cidade de 600 mil habitantes no sul já foi um reduto do grupo extremista e é estrategicamente importante devido ao seu aeroporto internacional e à produção agrícola e industrial.
O Talebã também retomou o controle da cidade vizinha de Lashkar Gah e agora passa a dominar cerca de metade das capitais regionais do Afeganistão.
A última avaliação da inteligência dos Estados Unidos aponta que o grupo extremista pode tentar avançar sobre Cabul em 30 dias.
Neste sábado, em um breve pronunciamento, o presidente afegão, Ashraf Ghani, disse que a remobilização das forças armadas é uma “prioridade máxima” e que está mantendo conversas com líderes locais e parceiros internacionais sobre os acontecimentos no país.
“Como seu presidente, meu foco é evitar mais instabilidade, violência e deslocamento de meu povo”, declarou ele.
“Na situação atual, a remobilização de nossas forças de segurança e defesa é nossa principal prioridade e medidas sérias estão sendo tomadas nesse sentido”, acrescentou.
Ghani disse que não permitiria que uma guerra “imposta” às pessoas “causasse mais mortes” e elogiou as “corajosas” forças de segurança que vêm tentando defender as cidades do Talebã.
O discurso foi feito em meio a especulações de que Ghani estava prestes a anunciar sua renúncia, o que, por enquanto, não aconteceu.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a situação no Afeganistão está saindo do controle e que os civis pagariam o preço mais alto se o conflito continuasse.
A ofensiva do Talebã ocorre em meio à retirada das tropas americanas e estrangeiras, após 20 anos de operações militares. Mais de mil civis morreram no Afeganistão apenas no mês passado, de acordo com as Nações Unidas.
‘Tempos sombrios’
Sahraa Karimi, uma cineasta afegã em Cabul, disse à BBC que sentiu que o mundo havia virado as costas ao Afeganistão e temia um retorno a “tempos sombrios”.
A vida sob o Talebã na década de 1990 forçou as mulheres a usar a burca — veste que cobre todo o corpo, e apresenta uma estreita tela, à altura dos olhos, através da qual se pode ver. Os islamistas radicais restringiram a educação para meninas com mais de 10 anos e punições brutais foram impostas, incluindo execuções públicas.
“Estou em perigo, (mas) não penso mais em mim”, disse Karimi. “Penso em nosso país, penso em nossa geração. Fizemos muito para que essas mudanças ocorressem.”
“Penso nas meninas… Existem milhares de mulheres bonitas e talentosas neste país”, acrescentou.
Freshta Karim, fundadora e diretora da biblioteca móvel Charmaghz em Cabul e defensora dos direitos das crianças, concorda.
“O Talebã não mudou. Eles nos consideram espólios de guerra. Então, aonde vão, obrigam as mulheres a se casar e acho que essa é a pior vingança que têm contra nós”, disse ela à BBC.
“Esta é a maior guerra contra as mulheres da atualidade. E infelizmente o mundo está assistindo em silêncio”, lamentou.
Mensagens desesperadas de mulheres jovens
Por Yalda Hakim, BBC News
Todas as noites, rapazes e moças enviam mensagens desesperadas para mim, pedindo ajuda. “Ore por nós”, diz um. “A situação é crítica, estamos preocupados”, diz outro.
Cabul está em estado de choque e perplexidade. A capital é o grande prêmio que falta ao Talebã.
Tenho feito reportagens do Afeganistão por mais de uma década. Fiz amizades com mulheres jornalistas, juízas, parlamentares, estudantes universitárias e ativistas de direitos humanos.
Todos elas me disseram que deram um passo à frente porque os americanos e seus aliados as encorajaram a fazê-lo. Por 20 anos, o Ocidente inspirou, financiou e nutriu essa nova geração de afegãs. Essas mulheres cresceram com as liberdades e oportunidades que agora o Talebã parece querer tirar delas.
Em minha última viagem a Cabul, conversei com comandantes do Talebã. Eles me disseram que estão determinados a reimpor sua versão da sharia, a lei islâmica, que inclui apedrejamento por adultério, amputação de membros por roubo e proibição de meninas com mais de 12 anos de ir à escola.
Esse não é o Afeganistão e Cabul que essas jovens conhecem ou desejam.
“Há rumores de que, quando eles recuperarem o poder, vão matar todos os que estão próximos do governo e dos Estados Unidos. Temos medo”, disse-me uma pessoa.
A única resposta dos Estados Unidos e de seus aliados ocidentais a esses pedidos de ajuda até agora foi o silêncio.
Sem abrigo
Muitos dos que buscam segurança em Cabul estão dormindo nas ruas.
Cerca de 72 mil crianças estão fugindo para a capital nos últimos dias, segundo a ONG Save the Children.
“Não temos dinheiro para comprar pão ou remédios para meu filho”, disse à BBC Asadullah, um vendedor ambulante de 35 anos que fugiu da província de Kunduz, no norte, depois que o Talebã colocou fogo em sua casa.
“Todas as nossas casas e pertences foram queimados, então viemos a Cabul e oramos a Deus para nos ajudar”, acrescentou Asadullah.
As filhas de Asadullah
As duas filhas de Asadullah, que junto com sua esposa tiveram que dormir na rua quando chegaram a Cabul.
Nos arredores da capital afegã, há acampamentos improvisados, enquanto muitos outros dormem em depósitos abandonados, informou a imprensa local.
Falando à BBC pouco antes da queda de Kandahar, Pashtana Durrani, diretora-executiva de uma ONG educacional que ajuda meninas afegãs, disse temer por sua vida por causa de seu trabalho na defesa da educação das mulheres.
“As meninas que ajudamos fugiram”, disse ela. “Não sei onde estão nossas alunas e pessoalmente estou com medo de salvar suas vidas. E se elas forem forçadas a se casar com um combatente do Talebã? Como será a vida delas?”
O que aconteceu e está acontecendo no Afeganistão?
Derrocada do Talebã: Em 2001, uma coalizão internacional liderada pelos EUA derrubou o governo do Talebã após os ataques de 11 de setembro planejados pelo líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, que estava baseado lá.
20 anos de ocupação e operações militares: os Estados Unidos e seus aliados supervisionaram as eleições e criaram as forças de segurança afegãs, mas o Talebã continuou seus ataques.
Acordo com o Talebã: Os Estados Unidos fizeram um acordo com o Talebã pelo qual o se retiraria do país se os militantes concordassem em não instalar grupos terroristas. Mas as negociações entre o Talebã e o governo afegão fracassaram. As forças lideradas pelos EUA retiraram-se neste ano e o Talebã retomou o controle de grande parte do país.
‘Aonde podemos ir?’
Por Yogita Limaye, BBC News, Cabul
As pessoas não conseguem acreditar no que aconteceu em um dia. Cinco capitais de províncias, incluindo grandes cidades, caíram nas mãos do Talebã na quinta-feira (12/8).
Milhares de pessoas já chegaram a Cabul, mas é um número que muda com o passar das horas.
Elas fugiram sem quase nenhum pertence. São pessoas que tinham casas e empregos, lojas e fazendas, e tiveram que deixar tudo para trás e tentar escapar para um lugar seguro.
Algumas delas demoraram dias para chegar a Cabul. São jornadas perigosas (que passam por postos de controle do Talebã e cruzam a linha de frente do conflito). A capital afegã é o último lugar para onde muitos delas pensam que podem ir. Dizem: ‘a partir daqui, aonde mais podemos ir?’
Elas estão com raiva do governo, porque tiveram que se defender sozinhas. O governo, por sua vez, promete que vai alojá-las em mesquitas e dar-lhes abrigo, mas não há espaço suficiente para todas as pessoas que chegam.
Debandada estrangeira
Também é indigno que os Estados Unidos e o Reino Unido estejam evacuando seus próprios cidadãos e deixando os afegãos entregues à própria sorte.
Os Estados Unidos enviaram cerca de 3 mil soldados ao aeroporto de Cabul para evacuar um número “significativo” de funcionários da embaixada em voos especiais.
Segundo informações da embaixada americana, há relatos de que o Talebã está executando tropas afegãs que se renderam — o que constituiria “crimes de guerra”, segundo as leis internacionais.
A Grã-Bretanha está enviando 600 soldados para apoiar os cidadãos britânicos que deixam o país. O número de funcionários da embaixada do país em Cabul foi reduzido a um patamar mínimo, suficiente apenas para garantir seu funcionamento.
Arre que a Polícia prendeu, após 20 dias, o bandido Lázaro Barbosa. Ela conseguiu chegar a ele após prender um ex-patrão que cuidou do meliante, e que ajudou nas investigações. Nesta manhã, conseguiu localizá-lo na região e após cerco, ele se rendeu.
O detalhe é: o cara havia criado perfis falsos nas Redes Sociais e acompanhava a repercussão sobre sua fuga, sabendo as informações do que a Polícia fazia ou não.
Para mim, uma surpresa o criminoso ser capturado vivo. Afinal, parece que ele “matava por aluguel” (ele poderia – hipoteticamente – estar aterrorizando a mando de especuladores fundiários, que queriam comprar terras baratas). Aguardemos mais detalhes dos motivos que o levaram a cometer tantas barbaridades.
IMPORTANTE: Após o anúncio da prisão, surgiu a informação na TV Record de que ele foi morto durante a prisão. Esperemos atualizações!
ATUALIZANDO, 10h20: Segundo a Rádio Bandeirantes, Lázaro foi baleado em combate e morreu (“Após troca de tiros, Lázaro chegou ao hospital com 3 perfurações na cabeça e outras no restante do corpo, segundo autoridades.”).
Esse Lázaro é uma espécie de “Rambo do Mal” (se é que o Rambo hollywoodiano era “do bem”)?
Com todo aparato de busca contra ele, centenas de pessoas e equipamentos de última geração, em meio a uma pandemia… e ele não é encontrado!
Estando no meio do mato, dorme onde? Nenhum bicho selvagem morde ele? E a alimentação para ter energia, de onde vem? Noção de localização, por exemplo, é resolvida com bússola? Recarregar celular nem pensar.
Certamente, sua “saga”, acompanhada dos horrendos crimes, virará filme. Mas fica uma pontinha de dúvida: ele é tão “liso” que se esconde com perfeição, ou há um pouco de incompetência na sua captura?
1- No ano passado, a torcida do Goiás invadiu o Centro de Treinamento do clube e “palestrou” ao elenco. O episódio foi marcado por palavras de ordem, assédio e truculência.
2- Logo após a conquista do título mundial de clubes contra o Chelsea, o Corinthians teve uma invasão ao CT onde os torcedores organizados barbarizaram e cobraram os atletas. As câmeras de segurança, na época, estavam desligadas.
3- Lembram, na reta final do Campeonato Brasileiro, da emboscada que a torcida do SPFC fez ao ônibus da delegação (mesmo com o trajeto tendo sido alterado por questões de segurança)?
4- Nestes últimos dias, os torcedores perseguiram Lucas Lima e Patrick de Paula(que estavam furando o toque de recolher). Não foram cobrados por comportamento adequado ao protocolo sanitário, mas pelo rendimento em campo.
5- Os jogadores da Ponte Preta, pela segunda vez no ano, sofreram ataques da sua torcida (uma pelo Paulistão e outra no Brasileirão). Nenhum agressor foi preso.
Diante de tudo isso, alguém já viu jogador / equipe intimidada melhorar o desempenho nas partidas após as ameaças?
Meu medo é: que vire moda a violência e a impunidade continue a reinar.
Sobre o bandido foragido Lázaro, de crimes absurdamente macabros, falamos dias atrás aqui: https://wp.me/p4RTuC-vxN.
O assunto agora é: como se dará a prisão, se é que ele será preso ou morto em confronto?
Antigamente, se esperava a hora do “Jornal Nacional” ou do “Fantástico” para aumentar a repercussão e noticiar o ocorrido de algo impactante. Não será assim dessa vez, mas certamente haverá uma espetacularização. E aí vem o medo: o “glamour” para um criminoso!
Não dá para esperar que, pelo que ele fez ou que faz, a coisa acabe bem… aliás, o trabalho que está dando para a Polícia é um típico roteiro de filme.
Não me sinto à vontade para falar sobre a morte de 28 pessoas (até agora) na Favela do Jacarezinho. Mas ao ler as notícias, não dá para deixar de observar:
Cultura do vitimismo fomentada pelo Tráfico de Drogas (como se a opção de “trabalhar para os bandidos” fosse única);
Polícia despreparada;
População sem acesso à Educação de Qualidade;
Sociedade / Família desestruturadas.
Esse conjunto de situações mostra: tá tudo errado! Deixaram os criminosos fazerem a população das Comunidades carentes como reféns, e agora não se sabe como “retomar o povo sequestrado”. É essa a verdade…
Lamento pelos inocentes que possam terem sido mortos. Triste.
O Palmeiras teve seus muros pichados após a derrota pela Recopa, por parte dos torcedores.
A Ponte Preta perdeu para a Internacional de Limeira e os torcedores apedrejaram o ônibus da Macaca, machucando jogadores.
O Santos perdeu para o Corinthians e soltaram rojões contra o apartamento do ex-treinador Ariel Holan.
Vandalismo, agressão e intimidação não ganham jogo. E, lembrando, são crimes. Então por que há gente que ainda faz isso?
A verdade é: quem faz essas coisas imbecis (que não “melhoram o ambiente do clube”, não faz o time render mais em campo e só atrapalham as coisas) são bandidos!
Até quando a impunidade permanecerá no futebol?
(na foto, o ônibus da AAPP chamado de “Gorilão” – ele ficou todo avariado após o apedrejamento sofrido).
Há exatos 99 anos, o brilhante escritor Lima Barreto (quem nunca leu a brilhante obra “Triste Fim de Policarpo Quaresma”?) escrevia sobre algo que persiste nos dias de hoje: a briga entre Torcedores de Futebol!
Incrível, parece atual, mas foi escrito em 1922! Extraído do acervo do Centro Cultura São Paulo, publicado na Revista “Careta”.
FOOT-BALL
Por Lima Barreto
Não é possível deixar de falar no tal esporte que dizem ser bretão.
Todo dia e toda a hora ele enche o noticiário dos jornais com notas de malefícios, e mais do que isto, de assassinatos.
Não é possível que as autoridades públicas não vejam semelhante cousa.
O Rio de Janeiro é uma cidade civilizada e não pode estar entregue a certa malta de desordeiros que se querem intitular sportmen.
Os apostadores de brigas de galos portam-se melhor. Entre eles, não há questões, nem rolos.
As apostas correm em paz e a polícia não tem que fazer com elas; entretanto, os tais footballers todos os domingos fazem rolos e barulhos e a polícia passa-lhe a mão pela cabeça.
Tudo tem um limite e o football não goza do privilégio de cousa inteligente.
Henry Borel, um garotinho de 4 anos, foi cruelmente morto pelo padrasto, vereador Dr Jairinho, com a conivência da mãe, Monique. Está em todo noticiário.
Não consigo escrever sobre isso. Dói demais. É triste, impiedoso, torturante ler sobre o assunto.
A única observação: não dá para entender que tipo de sentimento (ou falta de) os assassinos tiveram.Estariam drogados? Endemoniados? Sei lá o quê?
Humanamente, não é possível tal barbárie… Meu Deus…
Há exatamente 3 anos… muito diferente o ambiente hostil de hoje?
Parece que aGuerra Fria voltou, moldada com a tecnologia do século XXI.
Se não bastasse a confusão das Eleições nos EUA com a suposta intervenção de Putin no resultado que deu Trump, agora a ex-república soviética apresenta ao mundoo temido míssil nuclear intercontinental que pode atingir com precisão qualquer ponto do Planeta Terra: oSatã 2!
“Para resolver o problema dos presídios é só prender menos, para que se tenha mais dignidade e espaço suficiente!”.
A frase foi dita por uma defensora pública (ouvi na rádio, só peguei o primeiro nome: Vivian), e se refere à situação caótica dos presídios brasileiros.
A solução da crise carcerária, então, é “prender menos”??????
Não seria melhor educar o povo, coibir a bandidagem, fazer campanhas anti-drogas, desestimular a corrupção e a desonestidade…?
A ideia é de, em prendendo menos, dar mais conforto aos presos. Respeito que exista direitos humanos, mas não se pode confundir quem está pagando o preço da criminalidade com um hóspede mimado. Aí não dá.
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
Amigos, viram a tragédia em Borno, na Nigéria? Uma carnificina promovida pelos terroristas do ISIS, que se apropriam indevidamente do nome de Deus para matar.
Deixemos de lado a alcunha de “extremistas religiosos”. Eles usam tal discurso para cooptar radicais e cometerem barbáries. São gente má.
O que mais me assusta é: são mais de 100 vítimas pobres e negras cruelmente mortas no interior da África, mas o mundo se cala. Insisto: e se fossem cadáveres de Nova Iorque, Berlim, Londres…?
– Por quê? Racismo, pura e simplesmente (para a indignação de todos)?
– E se fosse um alemão de olhos azuis?
– Quem devolverá a vida do filho perdido aos pais?
É até complicado imaginar… um ser humano ser tão apático quanto ao outro, não dá para aceitar. Mas fica uma questão: e o PREPARO recebido pelos profissionais? O que dirá a empresa responsável?
Para quem não viu o horrendo caso da Justiça que absolveu um rapaz acusado de estupro por considerar “estupro culposo”(uma classificação ridícula de um promotor), desamparando a vítima Mariana Ferrer, vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-s3P.
Pois bem: Rodrigo Constantino, comentarista da Jovem Pan, fez uma live independente e no meio de seu comentário, disse:
“Se minha filha for estuprada nessas circunstâncias, ela vai ficar de castigo feio. Eu não vou denunciar um cara desse para a polícia”.
Que mundo ele vive? Será que ele entendeu realmente o que aconteceu?Ele tem filha?
Todo protesto que envolva violência é equivocado. E o vandalismo, a destruição e os incêndios ateados nas igrejas católicas de Santiago do Chile, são condenáveis!
O Chile discute uma nova constituição, e manifestantes radicais invadiram templos e os incendiaram em manifestação pró-constituinte. A queda da torre da Igreja da Assunção, com gritos de “viva”, impressionam (assista ao vídeo abaixo).
Você deve ter perguntado: por quê “descontar na igreja”?
Por três motivos, segundo os especialistas: herança da colonização, histórico de casos de pedofilia no país e fanatismo de extremistas políticos.
Parecem muito os violentos atos de black blocs no Brasil, anos atrás: descontava-se uma reclamação (no caso, a constituição) contra alguém que não está envolvido na causa (uma igreja).
Para se pedir paz, deve-se promover a paz! Que Deus perdoe esses cegos (lembrando: aqui não se está falando de Esquerda ou Direita, mas de cidadania).
Se todos nós trabalhamos com cautela sobre as questões envolvendo Robinho e a denúncia de estupro coletivo, procurando não fazer mal juízo antes das provas judiciais, ao ler a transcrição das conversas dele com os amigos você vê que tipo calhorda é o ser humano.
Se eu sou o Santos FC, cancelo a contratação imediatamente.
As gravações do caso Robinho na justiça italiana: “A mulher estava completamente bêbada”
A sentença da Justiça italiana que condenou Robinho e um amigo em primeira instância a nove anos de prisão por violência sexual de grupo contra uma jovem de origem albanesa mostra que as interceptações telefônicas realizadas contra os envolvidos ao longo da investigação foram cruciais para o veredito.
A decisão do Tribunal de Milão, de novembro de 2017, ainda não é definitiva e foi contestada pelas defesas do jogador do Santos e de Ricardo Falco, o outro acusado brasileiro no crime. Os advogados dos dois apresentaram recurso.
A Corte de Apelo de Milão vai iniciar a análise do processo, em segunda instância, no dia 10 de dezembro.
Capa da sentença de Robinho — Foto: Reprodução
O caso aconteceu numa boate de Milão chamada Sio Café na madrugada do dia 22 de janeiro de 2013. Além de Robinho e Falco, outros quatro brasileiros teriam participado do ato classificado pela Procuradoria de Milão como violência sexual. Como esses quatro deixaram a Itália no decorrer da investigação, eles estão sendo processados num procedimento à parte, disse ao ge o advogado Jacopo Gnocchi, que representa a vítima.
Robinho e Falco foram condenados com base no artigo “609 bis” do código penal italiano, que fala da participação de duas ou mais pessoas reunidas para ato de violência sexual – forçando alguém a manter relações sexuais por sua condição de inferioridade “física ou psíquica” (veja a íntegra do artigo no final do texto).
Ao ser interrogado, em abril de 2014, Robinho negou a acusação. Ele admitiu que manteve relação sexual com a vítima – mas disse que foi uma relação consensual de sexo oral – e sem outros envolvidos. No caso de Ricardo Falco, a perícia realizada por determinação da Justiça identificou a presença de seu sêmen nas roupas da jovem.
Diversas gravações de ligações telefônicas entre os acusados, feitas com autorização da Justiça, foram transcritas na sentença. Uma das mais decisivas para a condenação em primeira instância foi uma conversa de Ricardo Falco com Robinho que indicou ao tribunal que os envolvidos tinham consciência da condição da vítima.
A conversa aconteceu no carro de Robinho e em certo momento o jogador demonstra preocupação com a possibilidade de a vítima prestar depoimento. No diálogo, Falco aparentemente se contradiz a respeito da condição da vítima.
Falco: –Ela se lembra da situação. Ela sabe que todos transaram com ela.
Robinho: – O (NOME DE AMIGO 1) tenho certeza que gozou dentro dela.
Falco:– Não acredito. Naquele dia ela não conseguia fazer nada, nem mesmo ficar em pé, ela estava realmente fora de si.
Para a justiça italiana, as escutas realizadas a partir de janeiro de 2014 são “auto acusatórias”. Além dos telefones grampeados, a polícia instalou escutas no carro utilizado por Robinho na Itália. A sentença diz que “os conteúdos dão pleno conhecimento do que aconteceu”.
Logo no primeiro mês de monitoramento, por exemplo, uma interceptação mostrou o músico Jairo Chagas, que tocou naquela noite na boate, avisando a Robinho sobre a investigação. O jogador, segundo a transcrição, respondeu:
– Estou rindo porque não estou nem aí, a mulher estava completamente bêbada, não sabe nem o que aconteceu.
– Olha, os caras estão na merda… Ainda bem que existe Deus, porque eu nem toquei aquela garota. Vi (NOME DE AMIGO 2), e os outros foderam ela, eles vão ter problemas, não eu… Lembro que os caras que pegaram ela foram (NOME DE AMIGO 1) e (NOME DE AMIGO 2)…. Eram cinco em cima dela.
Ainda em janeiro de 2014, o músico e o jogador voltaram a falar sobre o episódio. O diálogo entre os dois transcrito na sentença é o seguinte:
Robinho:–A polícia não pode dizer nada, eu direi que estava com você e depois fui para casa.
Jairo: – Mas você também transou com a mulher?
Robinho:– Não, eu tentei. (NOME DE AMIGO 1), (NOME DE AMIGO 2), (NOME DE AMIGO 3)…
Jairo:– Eu te vi quando colocava o pênis dentro da boca dela.
Robinho: – Isso não significa transar.
A investigação também reuniu outras conversas entre os amigos do jogador presentes na boate. Um deles, aqui identificado como “Amigo 4”, demonstrou preocupação ao saber do início da investigação:
NOME DE AMIGO 4: – Irmão, tive dor de barriga de nervoso, eu me preocupo por você, amigo.
A resposta de Robinho, segundo a transcrição das gravações, foi:
– Telefonei a (NOME DE AMIGO 3), e ele me perguntou se alguém tinha gozado dentro da mulher e se ela engravidou. Eu disse que não sabia, porque me recordo que eu e você não transamos com ela porque o seu pênis não subia, era mole… O problema é que a moça disse que (NOME DE AMIGO 1), (NOME DE AMIGO 2) e (NOME DE AMIGO 3) a pegaram com força.
Em outra ligação transcrita no processo, esta com (NOME DE AMIGO 3), o jogador ressaltou que “não havia prova de que fizemos alguma coisa”. Os quatro amigos de Robinho saíram da Itália e retornaram ao Brasil durante a fase de investigação.
Segundo a sentença, numa das conversas monitoradas dentro do carro de Robinho, o jogador e Ricardo Falco combinaram as respostas que dariam à Justiça. Falco comentou que a “nossa salvação” era que não tinha na boate nenhuma câmera que flagrasse eles com a jovem.
Em outra gravação, do telefone do músico Jairo Chagas, ele conversa com uma amiga. A transcrição traz uma frase dela: “Isso é coisa de covarde, pessoas de merda que dão realmente nojo”. Jairo respondeu que o que aconteceu tinha nome: “se chama estupro”. Diante dos juízes, o músico disse não ter visto cenas de sexo naquela noite.
Reconstituição e depoimento detalhado da vítima
Na reconstituição feita pela Justiça, a vítima de origem albanesa contou que foi ao Sio Café em 21 de janeiro de 2013 para comemorar seu aniversário de 23 anos ao lado de duas amigas. No dia, a programação da boate era dedicada à música brasileira.
Robinho estava na mesma boate com sua esposa e um grupo de quatro amigos. A violência contra a jovem teria ocorrido dentro do camarim usado pelo músico Jairo Chagas. Conhecido na comunidade brasileira em Milão, Jairo trabalhou no Sio Café por nove anos e disse ao ge que todos que estavam com Robinho eram brasileiros.
No julgamento realizado na 9ª Seção do Tribunal de Justiça de Milão, em novembro de 2017, o caso contra os dois brasileiros foi analisado por um colégio de três juízes, como praxe do sistema Judiciário Italiano. Eram duas mulheres e um homem.
Quem presidiu o julgamento foi a juíza Mariolina Panasiti, ainda hoje na 9ª Seção do Tribunal de Justiça de Milão. Ela não quis gravar entrevista mas afirmou, em conversa por telefone, que se tratou de um julgamento complexo, como costumam ser os relacionados a violência sexual, e que as peças do quebra-cabeça foram sendo montadas aos poucos.
Panasiti informou que as interceptações foram fundamentais para a condenação do jogador e seu amigo. É também o que diz a sentença: “As declarações [da vítima] encontraram na instrutória processual múltiplas confirmações, no relato das outras testemunhas e sobretudo nas conversas interceptadas”.
No depoimento à justiça, vítima disse que conheceu Robinho dois anos antes do crime – em 2011, em outra boate de Milão. Informou que também conhecia dois amigos do jogador. Acrescentou que no primeiro encontro, Robinho pegou a mão dela e colocou no seu abdômen. Depois, na segunda vez em que estiveram juntos, eles dançaram numa festa, e o jogador “tentou lamber o seu seio”. Mas ela disse que os episódios não a preocuparam.
Ainda segundo o depoimento, na noite do episódio no Sio Café, a vítima disse que foi ao local convidada por um dos amigos do Robinho, mas que, por SMS, ele a informou que ela só deveria se aproximar da mesa depois que a mulher do jogador fosse embora. Assim que isso aconteceu, ela e duas amigas se juntaram ao grupo de brasileiros, que depois passou a ter também a presença de Ricardo Falco. Segundo a vítima, os brasileiros ofereceram várias bebidas alcoólicas, mas apenas ela bebia, pois uma das amigas estava grávida e a outra estava dirigindo.
Por volta de 1h30 da madrugada, as duas amigas foram embora, e uma delas se comprometeu a voltar para buscá-la. Depois de dançar com os brasileiros, sem ar e tonta, ela contou ter ido para uma área externa da boate, momento em que um dos amigos do jogador (um dos acusados no processo que corre à parte) tentou beijá-la. Pouco depois, os dois foram para o camarim, onde o mesmo amigo continuou tentando beijá-la.
A vítima admitiu ter apenas “alguns flashes daquela noite”, acrescentando que não tinha condições de “falar” nem de “ficar em pé”. Segundo suas recordações, ela ficou no local sozinha por alguns minutos e “percebeu” que o mesmo amigo e Robinho estavam “aproveitando” dela.
– Acredito que no início estivesse fazendo sexo oral em [NOME DO AMIGO 3], e Robinho aproveitava de mim de outro modo, e depois eles trocaram de papel, dali não me recordo mais nada porque me encontrei rodeada pelos rapazes, não sabia o que acontecia – disse a vítima no depoimento
Ela ainda afirmou que ouviu Robinho pedir ao amigo uma “camisinha”. E que, ao fim, se lembrou de que começou a chorar e que Jairo apareceu para consolá-la.
A investigação não precisou o tempo em que os acusados mantiveram relações com a jovem. A vítima contou que começou a chorar após ter se dado conta do que havia acontecido. Segundo a investigação, ela deixou a boate carregada pelos brasileiros, primeiro no carro de Robinho e depois no veículo de Ricardo Falco. A sentença observou que as roupas que ela usava foram entregues à polícia e analisadas durante o processo.
Nos dias seguintes ao episódio, a jovem teve contato com Falco e com um dos outros brasileiros que estiveram na boate através de mensagens no Facebook e pelo telefone. Ao primeiro, disse que iria procurar um advogado. Ao segundo, ela chegou a dizer que estava grávida (com a intenção de “deixá-lo preocupado”).
Robinho alega que jovem não foi induzida
O advogado italiano de Robinho, Alexsander Guttierres, não quis comentar o teor das escutas telefônicas. Ele disse que vai sustentar na Corte de Apelo que a relação foi consensual.
– O artigo que enquadra meu cliente é claro: fala em induzir alguém a beber ou tomar droga com objetivo de usufruir dela sexualmente. Não há provas de que isso aconteceu. Fazer sexo com uma pessoa bêbada ou drogada não fere a lei. Não estou dizendo que ele [Robinho] é uma pessoa perfeita. Ele mesmo reconheceu ter tido uma conduta pouco séria, mas crime não cometeu.
Já Ricardo Falco é defendido no processo pela advogada Federica Rocca, uma espécie de defensora pública que disse ao ge nunca ter encontrado pessoalmente com o cliente.
– Eu o procurei em Milão, mas parece que ele já tinha ido embora”, contou.
Rocca afirma que o recurso apresentado pelos advogados discutirá se a relação da jovem com os seis homens, dentro do camarim da boate, foi ou não consensual.
– Não há prova de que eles deram bebida a ela para se aproveitarem sexualmente.
A advogada, contudo, reconhece que se trata de um processo muito difícil, “também em relação à vítima”.
O que diz a lei italiana
Artigos 609 octies e 609 bis do Código Penal Italiano:
609 octies A violência sexual de grupo consiste na participação, da parte de várias pessoas reunidas, a atos de violência sexual referidos no artigo 609 bis.
609 bis Qualquer um, com violência ou ameaça ou mediante abuso de autoridade, obriga outro a ter ou sofrer atos sexuais é punido com a reclusão de cinco a dez anos.
Quem induz alguém a ter ou sofrer atos sexuais está sujeito à mesma pena:
1) Abusando das condições de inferioridade física ou psíquica da pessoa ofendida no momento do fato;
2) Enganando a pessoa ofendida ao substituir o culpado por outra pessoa.
Robinho acertou a volta ao Santos na semana passada — Foto: Ivan Storti/Santos FC
É revoltante alguém atrapalhar o seu trabalho para “protestar”. Isso acontece demais no futebol, e está errado.
Os times são clubes. Portanto, quem pode criticar são os sócios e cobrar a administração. Torcedor comum deve protestar com vaias nas arquibancadas, pois local de trabalho é sagrado.
Se o jogador é ruim, demita-o. Se frequentemente eles são ruins, demita quem os contrata. Mas nada de violência ou “valentão no CT de treinamento.”
As bobagens vistas em Goiás são incríveis. E pior: parecem chapa-branca, pois o brucutu que intimida os jogadores “elogia a diretoria”!
Leio que um moço foi acusado de tacar fogo em um pobre andarilho na cidade de Louveira. Por tristeza, parei a leitura com os detalhes.
Não é o primeiro caso assim no Brasil. Com pesar, a frequência de casos assim é relativamente grande (lembram-se dos playboys que queimaram vivo um índio pataxó que dormia numa praça em Brasília)?
A troco de quê?
Por quê?
Para quê?
É insensível e inexplicável tal ato desumano, demoníaco e doentio. Atear fogo contra um coitado, que sofre sem lar vivendo nas ruas e que está no limbo por… prazer?
Aparece no meu Feed essa publicação que tem 8 anos, mas acho importante o repost dela: sobre Malala, a menina que se tornou símbolo da luta pelo direito das meninas poderem estudar! Para mim, de maior significância do que a garota Greta, que tem sido manchete em defesa do clima mas parece ter sido uma adolescente usada politicamente.
Abaixo:
MALALA YOUSUFZAI SERÁ UM SÍMBOLO?
Por mais que reclamemos das condições e acesso do Ensino no Brasil, ainda assim vivemos em condição privilegiada, se compararmos com alguns países.
No Paquistão, por exemplo, uma menina de 14 anos que criou um blog para defender o Acesso Universal das Mulheres nos Estudos foi baleada e continua sendo ameaçada de morte pelos Talebãs. Para eles, mulher ir para a escola é, acima de um crime, pecado!
MENINA PAQUISTANESA BALEADA PELO TALIBÃ ERA AMEAÇADA HÁ ANOS
A estudante paquistanesa de 14 anos baleada pelo Talibã desafiou ameaças contra ela durante anos, acreditando que o trabalho que fazia pela comunidade era a melhor proteção, afirmou o pai da jovem nesta quarta-feira. Malala Yousufzai foi baleada e ferida com gravidade na terça-feira, enquanto saía da escola em sua cidade natal no vale do Swat, a noroeste da capital Islamabad.
O Talibã reivindicou a responsabilidade pelo ataque, dizendo que a campanha da menina pela educação de moças era pró-ocidental. O ataque provocou a indignação da população em um país aparentemente acostumado com a extrema violência desde o aumento na militância islâmica após os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.
“Ela é uma vela de paz que eles tentaram apagar”, disse o paquistanês Abdul Majid Mehsud, 45 anos, a respeito da violência que afligiu a região do Waziristão do Sul.
No vale do Swat, que já foi uma lugar turístico mas acabou infiltrado por militantes vindos de bases na fronteira afegã há mais de cinco anos, a família da menina e a comunidade local rezam para que ela sobreviva. O pai da menina, Ziauddin Yousufzai, que dirigia uma escola de meninas, afirmou que a filha queria entrar para a política. Ele disse que, de todas as coisas que ele ama nela, o que mais gosta nela são os ideais democráticos e de justiça da filha.
Histórico de ameaças
Malala ficou famosa aos 11 anos, quando escreveu um blog sob um nome falso para a BBC sobre como era viver sob o governo do Talibã paquistanês. Os militantes, liderados por um jovem pregador radical do Talibã, tomaram o vale por meio de uma mistura de violência, intimidação e com o fracasso das autoridades em fazer frente.
Mesmo depois que os militares finalmente agiram, com uma ofensiva em 2009 que expulsou a maioria dos militantes do vale, o local permaneceu sendo perigoso. Malala não se calou. Ela fez campanha pela educação de meninas e depois recebeu a mais alta condecoração civil do Paquistão. A proeminência dela teve um custo.
“Estávamos sendo ameaçados. Algumas vezes, cartas eram jogadas em nossa casa, dizendo que Malala deveria parar de fazer o que fazia ou o resultado seria muito ruim”, disse o pai dela. Nesta quarta-feira, médicos paquistaneses retiraram uma bala alojada no corpo da menina, que continuava em estado crítico. Duas outras meninas também ficaram feridas.
Ao rever as imagens que recordam o trágico 11 de setembro de 2001, me lembro do dia em que tudo aconteceu. Dá um angústia imaginar que o ser humano chega a isso…
E atentemo-nos:não foram só as Torres Gêmeas, mas também a tentativa no Pentágono!
A Câmara dos Deputados quer cassar o mandato da Deputada Pastora Flordelis, que mandou matar o marido. E a cada dia, surge mais “um podre” da história desta senhora.
Já se sabe que ela combinou com alguns filhos a morte do Pastor Anderson, com quem ela era casada; que ele e ela mantinham relações sexuais com filhos adotivos (e lembremo-nos que ambos pregavam a unidade e o louvor à família…) e que tentou envenenar aos poucos o seu esposo antes do assassino acertá-lo com 30 tiros. Agora, surge a informação que antes do assassinato estavam numa casa de swing!
Existe um filme rodado sobre a “história de superação da pobre moça Flordelis”, romanceado como modelo de vida e vitória. Mas depois de tudo o que se viu, imagino o sucesso do roteiro de um suposto “filme 2″…
A única certeza: deputados de todas as siglas não querem mais a pastora no Congresso. Um milagre alcançado por ela?
Parece história de filme, mas acaba sendo u conto que representa o fim de mundo: depois de chorar copiosamente pela morte do marido, a Polícia descobriu que sua esposa, a deputada Flordelis, foi a mandante do crime.
Foi preso em Sorocaba um dos idiotas que se passa pelo personagem “Homem-Pateta”na Internet, onde ele assusta adolescentes com os dados pessoais da vítima e as ilude a praticar desafios suicidas.
Segundo a Polícia ao UOL:
“Como outros ‘jogos’ cibernéticos que ganharam mais notoriedade a partir de 2017 — como ‘Baleia Azul’ e boneca ‘Momo’—, os perfis falsos de nome Jonathan Galindo e com a foto do ‘Homem Pateta’ podem induzir crianças à automutilação e ao suicídio por meio de ‘desafios’. (…) O jovem detido foi atrás de colegas com os quais não tinha muita intimidade, mas de que tinha informações como onde moravam e onde estudavam. Dessa forma, ele se passou pelo ‘Homem Pateta’ e começou a assustá-las, fazendo menções como ‘eu sei onde você mora’ e ‘sei em qual escola você estuda’.”
É muita gente maldosa e de mau caráter nas Redes Sociais, não? A troco de quê? E o pior é que existem vários perfis fazendo esses crimes.
Não dá para deixar de comentar sobre as tristes cenas mostradas no Fantástico, da Rede Globo, sobre erros e excessos da PM. Uma senhora negra imobilizada chamou demais a atenção. Era necessário o oficial fazer aquilo?
Claro que a repercussão é grande (principalmente após o triste episódio de George Floyd que comoveu o mundo). Mas se destaque: as pessoas que cometeram essas atrocidades devem ser identificadas e punidas, os comandantes devem treinar mais os seus subordinados (pois um único erro pode ser fatal) e que não se tome esses casos como “regra da corporação”, pois os maus profissionais não podem macular uma categoria inteira.
Tenho certeza que os bons policiais se revoltaram com essas imagens e comungam das mesmas ideias de que os que erraram devem ser reeducados. E, claro, vidas negras, amarelas, vermelhas, pobres e de outras turmas que sofrem importam muito.
Em todas as atividades existem os bons e maus profissionais, é fato. Não se demonize a PM, que é, em geral, amiga da população.
Leio que Fernanda Lima, modelo e atriz da Rede Globo, levou tempos atrás os seus filhos para passearem nos EUA. Ao contrário do que possa ser uma viagem de lazer familiar, o motivo era outro, segundo a moça:
“Eu queria mostrar para as crianças uma realidade sem medo, para que elas vissem que existem lugares onde há regras e as pessoas se respeitam”.
Não podemos criticá-la. Afinal, por mais que sejamos patriotas, é inegável que a violência é alta (lembrando que estamos falando de assaltos e outros crimes).
CASO HOMEM-PATETA: COMO MANTER SEU FILHO PROTEGIDO DOS PERIGOS DA INTERNET
Nos últimos dias, diversos perfis surgiram nas redes sociais com o nome de Jonathan Galindo, apelidado Homem-Pateta, incentivando crianças e adolescentes a praticarem desafios perigosos e suicidas. O caso lembra outros que já deixaram pais e mães bastante preocupados, como o jogo da Baleia Azul, de 2017.
Autoridades já investigam as intenções e os possíveis crimes cometidos por esses perfis. Na segunda-feira (29), a mãe de um garoto disse ao programa “Encontro com Fátima Bernardes”, da Globo, que o filho estava conversando com uma pessoa, por meio de um perfil nas redes sociais com o nome Jonathan Galindo, que insinuava que a criança se jogasse de um prédio.
É um caso que traz à tona, mais uma vez, a discussão sobre a exposição dos pequenos à internet, o que muitas vezes é difícil de monitorar e controlar. E, de novo, também vem a pergunta: como proteger as crianças dos perigos das redes sociais, que podem incluir assédios, cyberbullying e pedofilia? Veja, abaixo, algumas respostas.
Diálogo é fundamental
O primeiro passo para fazer um acompanhamento de perto é estabelecer o diálogo. Os pais devem conversar com os filhos com o intuito de orientar sobre os riscos que a internet oferece. E, nessa conversa, vale estabelecer uma relação transparente e de confiança, com os adultos alertando sobre os conteúdos digitais acessados e sobre as possíveis pessoas que possam entrar em contato com as crianças.
“Os pais devem ter livre acesso aos dispositivos eletrônicos dos filhos, que precisam saber disso. É um combinado que deve ser estabelecido desde o início, pois a própria privacidade é uma conquista gradual”, afirma a psicóloga Bia Sant’Anna*, especialista em Neuropsicologia pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).
Supervisionar sempre
Em um mundo ideal, as crianças deveriam estar conectadas à internet apenas sob o olhar dos pais. Na vida real, no entanto, o tempo é cada vez mais escasso e poucos são os adultos que conseguem monitorar os pequenos tão de perto. Nesses casos, é possível instalar nos dispositivos, gratuitamente, ferramentas que verificam as páginas visitadas e bloqueiam certos conteúdos.
“Sem supervisão de um adulto, elas ficam expostas a conteúdos inapropriados à idade e ao nível cognitivo e emocional. Isso pode criar pensamentos e crenças distorcidas na forma de organizar seu mundo tanto interno quanto externo. Além disso, cria-se o hábito de elas se entreterem de modo solitário e passivo”, afirma a psicóloga Bia Sant’Anna.
Denuncie perfis inadequados às autoridades
Uma maneira fácil de denunciar ou pedir ajuda é por meio do Disque 100, que hoje está vinculado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), e recebe relatos de todo tipo de violência contra a criança, gratuitamente, de qualquer localidade do Brasil.
Se for o caso de procurar uma delegacia, veja se há, em sua cidade, uma especializada em crimes digitais. Em São Paulo, por exemplo, há a Delegacia de Delitos Cometidos por Meios Eletrônicos (DIG/DEIC) e, no Rio de Janeiro, a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).