– A Boneca que é Amamentada pela Criança!

 

Há 2 anos, na Espanha, foi lançada uma boneca chamada “Glotón”, cuja característica principal é que ela mamava de verdade!

 

Agora, nos EUA, uma bonequinha similar faz sucesso. A criança coloca um sutiã postiço em que vai leite e “dá de mamá à sua filhinha”.

 

Adivinha se não deu confusão?

 

A polêmica gira em torno de: brincar de amamentar é sadio ou não?

 

Os americanos estão divididos: uns alegam que despertar o instinto da maternidade é bom e aflora os princípios da família; outros, rebatem que é um incentivo á sexualidade precoce.

 

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

– A Difícil Homilia sobre a Violência Gratuita

 

Volto da Missa desse sábado impressionado com a excelente homilia do Pe Ton.

 

Nesse final de semana, a Igreja celebra o 5º domingo da Quaresma, com o Evangelho da ressurreição de Lázaro.

 

Estive com a família na celebração das 18:30h, e o querido Pe Ton abordou a tragédia do Rio de Janeiro com a reflexão- ao invés de: “Deus, por quê”? pensarmos “Por quê Deus?”

 

Ou seja: ao invés de culparmos Deus pelo fato, pedirmos ajuda para entender as causas que levaram a isso.

 

Difícil. Muito difícil. Mas o sermão foi inteligente, profundo e reflexivo. O sacerdote uniu o fato à Palavra de Deus e lembrou as palavras de Cristo à Marta e Maria:

 

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”.

Bonito e importante.

– Um Chato de Galochas?

 

Já ouviu a expressão que se refere a uma pessoa “mala”, “inoportuna” ou “politicamente incorreta”? Pois “chato de galochas” é uma delas!

 

É o que senti de imediato ao ler a entrevista do humorista Rafinha Bastos à Revista Isto É desta semana (Ed 2160 de 06/04/2011). Ele se mostra arrogante, inconveniente e de péssimo humor. E o pior é que o cara não se importa com o respeito ao próximo, declaradamente!

 

Se você gosta de Rafinha Bastos, NÃO LEIA a entrevista dele na Isto É, pois poderá perder a simpatia por ele. Em: http://bit.ly/hdo3gV

– Bolsanaro está Rendendo…

 

Semana passada, o deputado conservador Bolsanaro e Preta Gil tomaram conta dos noticiários por suposta manifestação racista. O parlamentar houvera dito que não gostaria que seu filho fosse gay (primeiramente, houve uma certa confusão com a pergunta, que foi sobre negros e ele entendeu nitidamente errado. Tanto que Marcelo Tas, do CQC, programa que o abordou, percebeu isso de imediato).

 

Eu estou ouvindo as manifestações diversas, e os grupos homossexuais mais radicais estão detonando o deputado. Mas, embora eu não seja eleitor nem defensor de Bolsanaro, acho que ele está sendo vítima de uma grande injustiça: desde quando não-desejar que o filho seja homossexual, por exemplo, é ato discriminatório?

 

Há uma certa confusão em defesa dos direitos e apologia da causa. Respeito todas as manifestações religiosas, culturais, raciais, tribais ou sexuais. Entretanto, não quer dizer que eu deva promovê-las. Por exemplo: se sou católico, devo mesmo assim respeitar as pessoas que seguem o candomblé. Isso não quer dizer que eu pregue a prática religiosa dessa crença.

 

Qual o problema que há de um pai querer que seu filho seja heterossexual, se case com uma mulher e tenha filhos?

 

Claro que os homossexuais moderados estão entendendo perfeitamente meu ponto de vista. Respeitar não é fazer apologia. Se o cara é gay, tudo bem. Mas, dentro do conjunto de crenças pessoais e educacionais tal preferência sexual não seja a ideal para o indivíduo, qual o problema em dizer?

 

Se se pode dizer que é gay, não há pecado algum em dizer que não há. Assim, se se pode pregar valores homossexuais, por que não os heterossexuais?

 

Infelizmente, a hipocrisia e o excesso de regras politicamente corretas fazem com que crie-se antipatia por todos os lados. Tanto quanto o deputado Bolsanaro, desejo que meus filhos sejam heterossexuais e pregarei a eles os valores éticos e morais que aprendi; assim como tenho certeza que cada família prega o seu conjunto de valores aos seus filhos – até mesmo os de uma sociedade gay.

 

O que não podemos fazer é disseminar o radicalismo, a intolerância e a ridícula discriminação ao avesso. Do jeito que abordaram a coisa, parece que ser heterossexual é um crime contra a sociedade. Proselitismo e demagogia barata sobre o assunto não cabem mais.

 

E você, o que acha do assunto: de tanto defender o respeito à causa homossexual, pode se correr o risco de praticar a discriminação contra a causa heterossexual? Deixe seu comentário:

– Jundiaí terá mesmo a Apple?

 

O “Bom Dia Jundiaí” levantou que a Foxconn, uma espécie de “montadora” da Apple, deseja construir iPhones e iPads em uma nova unidade para exportá-las ao mundo todo. E que nossa Jundiaí é uma das grandes candidatas a tal planta!

 

Tal notícia causou muita repercussão na cidade, tanto que a IstoÉ desta semana trouxe 3 páginas sobre o assunto. Abaixo:

 

JUNDIAÍ: A ESPERA DA APPLE

 

Cidade Paulista vive alvoroço após ser apontada como possível destino de uma linha de produção do fabricante do iPad

 

por Patrícia Diguê

 

A “terra da uva”, como é conhecida a cidade paulista de Jundiaí, a 60 quilômetros da capital, só tem pensado em uma outra fruta. Desde a semana passada, o apetite local é pela maçã. Mas não a de comer. Aliás, a maçã dos sonhos dos jundiaienses já está até mordida. É aquele símbolo da marca mais cobiçada de produtos eletrônicos do mundo, a americana Apple, que poderá escolher a cidade, sede de 90 multinacionais, para instalar sua primeira fábrica brasileira.

A notícia veiculada por um jornal local (“Rede Bom Dia”) de que a Foxconn, empresa de Taiwan que já fabrica produtos das gigantes Sony e da HP em Jundiaí, quer ampliar suas instalações na cidade para produzir Macs, iPhones, iPods e iPads colocou o município nas páginas de jornais e sites tanto do Brasil quanto do Exterior. “‘O Bom Dia’ nunca foi tão citado, o Brasil inteiro noticiou, e chegou até na ‘Forbes’”, disse o jornalista Fábio Pescarini, que trouxe à tona a informação, sobre a conceituada revista americana de economia. Dezenas de jornais e sites reproduziram a matéria do jornal local ao longo da semana passada.

Desde então, não se fala de outra coisa na cidade de 380 mil habitantes. “Quem sabe o Steve Jobs (CEO da empresa) não vem para inaugurar a fábrica?”, sonha a assessora de imprensa da prefeitura, Cíntia Souza, que está se desdobrando para atender a enxurrada de ligações de jornalistas querendo saber da novidade. A prefeitura, porém, diz que só pode revelar que a Foxconn, que tem duas fábricas na cidade, solicitou estudos para instalar uma terceira planta. Foxconn e Apple tampouco confirmam, mas na cidade é dado como certo que a fábrica virá.

“A gente gostaria de dar esta notícia, porque os produtos da Apple, além de desejados, têm alto valor agregado, o que gera mais renda e empregos”, afirma o prefeito Miguel Haddad, que tem um tablet iPad, adquirido em uma viagem ao Exterior. Ele está confiante que a Foxconn, que já é a montadora da Apple na China, elegerá a terra da uva para fabricar seus produtos.

O principal atrativo, conforme o prefeito, é a infraestrutura urbana e a logística da cidade (próxima ao porto, aeroportos e polos consumidores e servida de estradas e ferrovias), facilidades que já atraíram quase mil indústrias de 30 diferentes segmentos nas últimas décadas, entre elas o maior centro de distribuição da Casas Bahia, Coca-Cola, Itautec, TAM e Siemens. “As empresas vêm para cá e já têm tudo na porta”, afirma Haddad, já sonhando com um iPad 2 (lançado mundialmente este mês) “Made with pride in Jundiaí” (feito com orgulho em Jundiaí), o slogan do Conselho Municipal de Relações Internacionais. A Foxconn, presente em 14 países e empregadora de 1,3 milhão de pessoas, a maioria na China, também tem instalações em outras três cidades brasileiras: Indaiatuba e Sorocaba, em São Paulo, e Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais. Em Jundiaí, abriu a primeira fábrica em 2007 e a segunda, em 2009, tornando-se a maior empregadora do município, com mais de três mil funcionários.

“A possibilidade de uma indústria como a Apple em Jundiaí tem mexido com toda a comunidade”, afirma o diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Jundiaí, Mauritius Reisky. “A instalação da empresa seria motivo de grande orgulho”, ressalta. Não é de hoje que a Apple, ícone de inovação no mundo digital, namora o Brasil para instalar mais uma linha de produção. O último flerte aconteceu quatro meses atrás, quando o empresário Eike Batista anunciou que negociava com montadoras da marca na Ásia e até anunciou o valor do investimento, US$ 1,6 bilhão. “Sim, a gente quer trazer (a Apple) porque a gente (o Brasil) tem de pagar duas vezes e meia o preço de um iPad”, declarou o megaempresário na ocasião.

Por causa dos rumores da semana passada, algumas publicações, incluindo a “Forbes”, relacionaram os planos do empresário, o oitavo homem mais rico do ano, à movimentação da Foxconn em Jundiaí. “Bilionário Batista pode realizar desejo de abrir fábrica da Apple no Brasil”, diz a reportagem. A assessoria de Eike não confirma a história, mas reafirmou que o grupo de Eike, o EBX, mantém o interesse em atrair fabricantes de tecnologia digital. Porém, ressalta que o local seria o Superporto do Açu, que a empresa está construindo em São João da Barra, no norte do Estado do Rio de Janeiro. Será que Jundiaí vai levar a melhor?

– Gays na Eurocopa 2012

 

O portal de futebol KiGol traz uma interessante matéria sobre a vontade de grupos gays desejarem assentos especiais na Eurocopa 2012 a ser realizada na Ucrânia e na Polônia.

 

Ao ler sobre o assunto, fico pensando: será que é necessária tal ‘regalia’? Tal medida não seria mais discriminatória do que inclusiva? Fico na dúvida.

 

Aqui no Brasil, lembro-me da Torcida Organizada Fla-Gay, do Flamengo, que ficava num cantinho do Maracanã. Não me recordo de ações preconceituosas contra ela.

 

O que você acha de tal pedido: exagero ou necessidade dos grupos gays poloneses? Deixe seu comentário:

 

Extraído de: http://kigol.com.br/blog/view/post/coloridos-grupo-de-torcedores-gays-pede-tratamento-especial-na-eurocopa-2012

 

GRUPO DE TORCEDORES GAYS PEDE TRATAMENTO ESPECIAL NA EUROCOPA 2012

 

Um grupo de torcedores poloneses está causando polêmica no país que sediará a Eurocopa, em 2012. Formado por gays, a turma exige que sejam colocados assentos exclusivos para acompanhar os jogos da competição que acontecerá na Polônia.

 

Caracterizados como a primeira torcida formada por gays na Polônia, o grupo teme agressões, caso fiquem espalhados nas arquibancadas. Chamados de Teczowa Trybuna 2012 (“Tribuna Arco-Íris 2012” em polonês), eles acreditam que com essa medida a violência contra os gays diminua no país. 

 

“Durante viagens para jogos de nossos clubes, infelizmente sofremos frequentemente com o assédio, violência e outras coisas desagradáveis destes ‘torcedores reais’. Sonhamos em relaxar nos estádios, nas arquibancadas, e não imaginamos que isso seja possível na Euro-2012, que será disputada em nosso país”, afirmou o grupo em comunicado oficial.

 

Porém, a ideia já foi negada por algumas sedes dos jogos. Em Gdansk, uma das sedes da competição, alegaram que a medida só faria com que o preconceito ficasse mais evidente. 

 

Gregory Czarnecki, um dos membros da Campanha contra a homofobia, em Varsóvia, também não concorda com a ideia.

 

“Não acredito que muitas pessoas tenham coragem suficiente não apenas para ir como também para se sentar neste setor especial”, comentou.

– Jirau: Crescimento é Sinônimo de Desenvolvimento?

 

Prestem atenção no seguinte cenário:

 

– Número elevado de meninas de 16 anos que engravidaram e as crianças não terão pai, pois eles sumiram;

 

– Explosão local de homicídios;

 

– Aumento e dependência do comércio de entorpecentes;

 

– Casas que servem de pronto-socorros com enfermos no chão;

 

– Comércio com mais bordéis do que qualquer outra atividade;

 

– Latrocínio latente.

 

Sabem que panorama apocalíptico é esse? É o das redondezas da construção da hidrelétrica de Jirau – RO, a maior obra do PAC e um dos locais mais catastróficos de não-civilidade do Brasil.

 

Muitos confundem crescimento & desenvolvimento. Nem sempre crescer é evoluir, ao menos nesse assustador caso. Abaixo:

 

A USINA QUE EXPLODIU

 

Esqueça a revolta das hidrelétricas do Rio Madeira. O verdadeiro drama das obras em Rondônia é o surto de mães solteiras, o aumento do uso de drogas, os hospitais lotados…

 

Por Aline Moraes e Rogério Cassimiro

(Revista Época, 28 de março de 2011, pg 46-50)

 

Quando o governo anunciou a construção das hidrelétricas do Rio Madeira, nos arredores de Porto Velho, capital de Rondônia, a cidade vibrou. Pelas ruas empoeiradas, dezenas de carros circulavam com adesivos azuis nos vidros estampando dizeres autoexplicativos: “Usinas já”. Os moradores da pouco abastada Porto Velho vislumbraram nas obras a possibilidade de novos empregos, geração de renda, crescimento econômico. “Os olhos das pessoas brilharam”, afirma Tania Garcia Santiago, promotora do Ministério Público estadual. E essa profecia se realizou. Os empreendimentos já atraíram para a região mais de 3.500 empresas. Com elas, a arrecadação de impostos da prefeitura saltou de R$ 340 mil para R$ 2,5 milhões – quase oito vezes mais – em apenas quatro anos. Neste momento, há 200 prédios sendo erguidos na capital. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) injetou R$ 1 bilhão em infraestrutura no Estado.

Há duas semanas, porém, o país foi apresentado à outra face do impacto das obras em Rondônia. Uma rebelião em uma das obras, a de Jirau, aterrorizou o Estado. Um grupo de vândalos ateou fogo no canteiro de obras e arrasou boa parte da infraestrutura de construção. Segundo uma primeira versão, a desordem foi provocada pela revolta de trabalhadores com a falta de pagamento de horas extras e até castigos físicos. Outra hipótese investigada pelo Ministério Público é de disputa entre sindicatos. Em meio à confusão, parte dos 22 mil operários fugiu – andando às vezes mais de 30 quilômetros – para as cidades vizinhas. Na sexta-feira, o cenário era de pós-guerra. Sob os escombros, quase nenhum indício de que ali funcionava a maior obra do PAC. Tropas da Força Nacional de Segurança faziam vigília, e os operários voltaram para casa. “A população ficou assustada. Eles estão percebendo que as usinas não trazem só progresso”, diz Tania.

Embora grave, a questão trabalhista é apenas uma pequena fração dos problemas da região. Muitos já existiam, mas vêm se agravando desde 2008, data do início dos projetos. De lá para cá, cerca de 45 mil pessoas migraram para Porto Velho em busca de oportunidades. A população da cidade cresceu em pelo menos 30%. A violência explodiu. O trânsito ficou caótico (cerca de 1.500 carros são emplacados por mês). Os serviços da rede pública ficaram ainda mais saturados. A média de espera por uma internação é de 40 dias. Na recepção do principal pronto-socorro de Porto Velho há doentes deitados debaixo de macas porque não existe sequer chão livre. Na última semana, dois homens se esticavam ali sobre pedaços de papelão. Quem tem um pouco mais de dinheiro compra o próprio colchão. Em vários aspectos, a promessa do Eldorado trouxe mais miséria.

Não é que as obras fossem dispensáveis. Juntas, as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio vão gerar energia suficiente para abastecer cerca de 23 milhões de casas – é quase a metade do que Itaipu pode gerar. O Brasil precisa, e muito, dessa energia para sustentar seu crescimento (e diminuir o risco de apagões). Mas o sistema de precificação do setor elétrico brasileiro apressa essas construções. Com prazo apertado para gerar energia, os empreendedores precisam colocar as máquinas nos canteiros quanto antes. “Ainda estamos vivendo no modelo antigo, sem planejamento e intervenção antecipados às obras”, afirma Mario Monzoni, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV). “É um problema sistêmico, crônico, que não se resume a esses empreendedores.” A solução seria chegar adiantado. Preparar os municípios para receber as grandes obras.

Não faltam críticos para dizer que a Amazônia não deveria abrigar obras desse porte. “O custo de oportunidades, se comparado com a energia produzida, é um absurdo”, diz Roland Widmer, coordenador do Programa Eco-Finanças da organização ambiental Amigos da Terra – Amazônia Brasileira. “Essas usinas não fazem sentido econômico.” A conta, diz Widmer, tem de incluir os impactos para a floresta e para as populações locais.

Marcada no passado pelos ciclos da borracha e do garimpo de ouro, a Rondônia futura será reflexo do ciclo econômico concebido pelas hidrelétricas do Madeira. Teremos uma geração inteira de filhos das usinas, convivendo com as inclemências e os lucros do progresso. As obras não deixam herdeiros só no sentido figurado. Elas geram também filhos de carne e osso. Está havendo, segundo profissionais da área de saúde, um aumento expressivo do número de mães solteiras. Especialmente jovens e adolescentes. Com o aquecimento econômico, as mães dessas garotas arrumaram emprego. Ótima notícia. Mas isso implica mais filhas longe dos olhos das mães, em uma vizinhança inflada de homens que chegaram para buscar trabalho. “As adolescentes estão mais vulneráveis”, afirma Ida Peréa, médica e diretora da maternidade municipal de Porto Velho. “O que está aumentando é a primeira gravidez. Não nos preparamos para esse crescimento gigantesco.”

Quando a maternidade foi inaugurada, em 2006, os partos de meninas de 10 a 19 anos representavam 28% do total. Uma taxa alta, diante dos Estados Unidos (6%), do Japão (1,3%) ou mesmo da média brasileira (23%). Depois de três anos de trabalho, muita campanha e conversa, esse índice chegou a 25% em março de 2010. Ida e a equipe comemoram. Um ano depois, no pico das obras com seus quase 40 mil homens, a estatística pulou para 33%. “É muita coisa. E a idade das meninas grávidas está caindo”, diz ela. A garota Jusivânia Oliveira dos Santos é uma das novas mães. Quando tinha 16 anos, engravidou de um garoto de Mato Grosso cuja família foi para Rondônia atrás de emprego na usina. O rapaz foi embora quando ela ainda estava com o bebê na barriga. Eles nunca mais se encontraram. “A gente se fala pela internet uma vez por mês”, diz Jusivânia. “No começo, eu ficava triste porque ele nem perguntava do filho. Agora me acostumei.”

A notícia do dinheiro farto chegou não só aos brasileiros de outros Estados. Tem chamado a atenção de estrangeiros. Há boatos de coiotes trazendo imigrantes da Bolívia, vizinha de Porto Velho. Os rumores de que Rondônia teria se transformado na capital das oportunidades alcançaram até o Haiti, devastado por um forte terremoto há pouco mais de um ano. No começo de março, 108 haitianos chegaram a Porto Velho para reerguer suas vidas. Jean Pierre Vivendieu, de 32 anos, é um deles. Tão logo ocorreu o tremor, ele traçou uma estratégia: juntar dinheiro para chegar ao Brasil. De avião, partiu para a República Dominicana, Panamá e depois Equador. Na América Latina, completou o trajeto de ônibus até o Peru, Acre, Brasília e, por fim, Rondônia. De um grupo de mais de 100, Vivendieu é um dos cinco que até a semana passada ainda não tinham emprego. “Quero trabalhar para ir buscar minha noiva”, diz.

Por natureza, a região de Porto Velho não é dos lugares mais seguros. A capital fica a pouco mais de 350 quilômetros da Bolívia. A cidade de Guajará-Mirim, a última em terras brasileiras, é um possível ponto de entrada de drogas no país. A estrada que liga ambas, a BR-364, abriga uma prisão federal de segurança máxima. Ali estão detidos Elias Maluco, mandante do assassinato do jornalista Tim Lopes, no Rio de Janeiro, e os envolvidos na invasão do Hotel Intercontinental em São Conrado, Zona Sul do Rio. Com baixo desenvolvimento socioeconômico, é um ambiente propício ao crime. Mais gente, num ambiente assim, fez a violência crescer. Os moradores reclamam de não mais poder sair de casa sem trancar as portas. O consumo de bebidas e drogas subiu. O número de homicídios em Porto Velho aumentou 44% entre 2008 e 2010. Os casos de estupro em Rondônia cresceram 76,5% no mesmo período. A quantidade de crianças e adolescentes vítimas de abuso ou exploração sexual foi 18% maior.

A vila de Jaci-Paraná, a caminho da hidrelétrica do Jirau, é um dos locais mais afetados. Antes do quebra-quebra de duas semanas atrás, os funcionários ocupavam as ruas esburacadas de Jaci em busca de algum lazer. Os botecos – muitas vezes fachadas para prostíbulos – agora estão esvaziados. “As p… estão de férias”, diz um taxista. “Em dia de pagamento, isso ferve. É brega (casa de prostituição) para todo lado.” Assim como os trabalhadores, as prostitutas chegam de vários lugares. Antes das obras, Jaci-Paraná tinha 4 mil moradores. Era uma cidadela tranquila, a maioria se conhecia pelo nome. Agora tem mais de 16 mil pessoas.

A pouco menos de 20 minutos dali, a realidade muda completamente. O lugarejo de Nova Mutum foi construído pela Energia Sustentável do Brasil (Enersus), consórcio responsável pela usina de Jirau, para receber os desalojados de uma localidade próxima que vai ser alagada pelo reservatório. É quase um Alphaville amazônico. Planejada, Nova Mutum tem imóveis de alvenaria, saneamento básico, água enca-nada. Lá, vivem funcionários da obra e 160 famílias que optaram por ganhar uma casa e um terreno para colocar a horta, em vez de indenização. Nova Mutum é a prova de que os impactos de uma obra gigantesca podem, sim, ser mitigados. O custo total, porém, ficaria maior – pelo menos no primeiro momento. No longo prazo, uma região desenvolvida pode produzir riqueza, em vez de espalhar miséria.

Ter lado a lado dois exemplos de cidade tão contrastantes é uma aula viva para futuras obras. “Melhorar as condições em Jaci-Paraná não daria o marketing necessário”, afirma Pedro Wagner Almeida Pereira Júnior, promotor do Ministério Público Estadual. “Então eles resolveram construir uma cidade nova.” A Enersus diz ter cumprido todas as medidas exigidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) antes de começar a hidrelétrica. “Fizemos uma série de investimentos em Jaci”, diz Victor Paranhos, presidente do consórcio. “E desde o início avisamos as autoridades sobre os problemas. Mas não cabe a nós acabar com as drogas e a prostituição.” (Procurado por ÉPOCA, o Ibama não se pronunciou.) As duas hidrelétricas vão alagar uma área próxima de 600 quilômetros quadrados. É menos de um terço do tamanho da cidade de São Paulo. Não é muito, comparado aos reservatórios de usinas construídas no passado (Tucuruí, inaugurada nos anos 80 no Pará, inundou quase 3.000 quilômetros quadrados). A redução dos reservatórios é possível graças à tecnologia de fio d’água, um avanço na engenharia. Mesmo assim, há problemas. Nas margens afetadas vivem cerca de 2.300 famílias. Estão ali há anos, próximas da floresta, de suas plantações e de igarapés. É um modo de vida singular – e difícil de ser reproduzido. Em muitas casas, o rio passava próximo ao quintal. O contato com o verde se dava em tempo integral. Há muitos relatos de moradores sobre a tristeza vinda com a mudança. Eles dizem que alguns idosos caíram em depressão. Uns foram embora. Outros morreram.

Para os pescadores, a obra representou uma dificuldade inédita. Segundo os ribeirinhos, o vaivém de barcos e a própria obra estão alterando os hábitos dos peixes. A pescadora Cecília de Lima, de 50 anos, vive com o marido, também pescador, em Jaci. Antes da chegada das máquinas, eles tiravam cerca de R$ 200 por pescaria. Na semana passada, o casal voltava para casa com um isopor minguado depois de pescar mais de 12 horas. “Pegamos uns R$ 50 e gastamos R$ 35 com combustível e gelo”, ela diz. “Antigamente era muito peixe. A gente mandava era peixe para fora daqui.” Eles terão em breve de deixar sua casa, avaliada pelo consórcio Santo Antônio Energia, responsável pela obra da usina Santo Antônio, em R$ 70 mil. A proposta da empresa, de acordo com Cecília, é dar uma moradia nova mais R$ 9 mil pelas benfeitorias do terreno, alguns pés de frutas que ela cultiva no quintal. “Esse povo veio acabar com a nossa paz, com a nossa vida”, afirma Cecília. As empresas dizem que, à medida do possível, tentam realocar essas famílias de pescadores mais próximo do rio.

É difícil agradar a todos. O grande desafio das usinas, fora os prazos apertados para a geração de energia, é obter uma licença social para ocupar aquele espaço. As empresas têm uma quantidade enorme de projetos para minimizar os impactos socioambientais: para retirar famílias, construir vilas, melhorar serviços públicos, aumentar escolas, presídios, delegacias. Juntos, os consórcios Enersus e Santo An-tônio vão investir R$ 2,5 bilhões em medidas compensatórias – quase 10% do valor total dos empreendimentos. Quase tudo já está destinado, mas as obras começaram depois do início das hidrelétricas. “O problema foi a falta de preparação da cidade”, afirma o promotor Hildon de Lima Chaves, do Ministério Público Estadual.

A história das hidrelétricas no Brasil é pontuada por pelo menos três fases. A primeira é das grandes obras construídas pelos militares da ditadura, num período em que o governo federal queria levar desenvolvimento a qualquer custo para a Região Norte. A segunda é a era dos licenciamentos. A legislação obrigou as empresas a dar satisfações à sociedade e cumprir uma série de exigências. Agora é a vez das regras do mercado. Os investidores, principalmente os estrangeiros, voltam-se para suas carteiras com olhar crítico. Todo mundo procura fontes de energia limpa, e as hidrelétricas são uma das melhores opções, inclusive para fazer a vida dos moradores locais melhorar. “Vamos deixar para a região mão de obra qualificada, desenvolvimento. Se você visse Porto Velho antes, ia entender a transformação”, afirma Carlos Hugo Annes de Araújo, diretor de sustentabilidade da Santo Antônio Energia. Mas, para isso, é preciso haver preocupação com a pós-construção: com a defesa da floresta e das pessoas que já viviam lá. Num país tão necessitado de obras como as do Rio Madeira – e como a futura usina de Belo Monte, no Pará –, é essencial voltar os olhos para a região de Porto Velho. É essencial conversar com a pescadora Cecília de Lima, com a médica Ida Peréa, com a jovem mãe solteira Jusivânia dos Santos.

– Jogadores Produzindo Provas Contra Si pelo Twitter

 

Um bom advogado sempre dirá que seus clientes não podem produzir provas contra eles próprios. Mas os jogadores de futebol parecem não se importarem com isso…

 

A moda, agora, é chorar e espernear via Twitter. O micro-blog, originariamente uma brincadeira para as pessoas responderem aos seus amigos o questionamento “O que você está fazendo agora?”, tomou outros rumos. Hoje, empresas utilizam dessa rede social para interagir com os seus clientes e divulgar seus produtos. Celebridades se autopromovem. Professores sugerem debates e trocam conhecimentos. Adolescentes trocam dicas de baladas e brincam entre si. Jornalistas divulgam informações e experiências. Enfim, usos diversos, banais ou interessantes.

 

Recentemente, os jogadores de futebol descobriram no Twitter uma forma de demonstrarem o que pensam utilizando o livre arbítrio da rede. Entretanto, esquecem do principal detalhe: eles são vistos, lidos, ou melhor, seguidos (que é o termo dos twitteiros) por milhares de pessoas nas suas mensagens, ou melhor, em seus tuítes! Parecem ignorar o fato das repercussões futuras, escrevendo no computador algo que não diriam com o microfone aberto.

 

Jorge Henrique, Dentinho e Neymar já fizeram o uso do Twittter para reclamar da arbitragem em suas partidas, inclusive com termos fortes e palavrões. Depois que todos lêem, eles apagam, claro. Ou dizem ainda que suas contas no Twitter foram invadidas por hackers…

 

Ronaldo Fenômeno, no Twitter, não disse ainda logo após o jogo do Tolima, que não iria parar para não dar esse gosto aos seus críticos? Exatos quatro dias depois se aposentou…

 

Até mesmo o árbitro Carlos Eugênio Simon deu um “furo” ao divulgar a escala do japonês de Brasil X Holanda na Copa do Mundo da África do Sul antes da FIFA. Coincidentemente, voltou para casa depois disso.

 

Nesta última semana, dois episódios: Jucilei, domingo, ironizando o resultado ruim da Gaviões da Fiel no Carnaval e sugerindo cobranças de vitória como a agremiação fez a ele e ao seu ex-time, o Corinthians. Ontem, o caso mais impactante: Kleber Gladiador criticou sem pudor o seu treinador, Luiz Felipe Scolari, alegando que reclama demais do time, dos próprios jogadores, das suas atitudes e que não se calaria mais (agora, 08:00, ainda está no ar as reclamações e o seu desabafo: http://twitter.com/kleberglad30)

 

Não é o caso dos clubes repensarem certas situações e permissões a seus atletas? Não digo censurar, lógico, vivemos numa democracia. Mas não deveriam orientar atletas a tomarem devidos cuidados? Olha só que ambiente o danado do Twitter do Kleber causou no Palmeiras, que está classificado como um dos ponteiros do Paulistão! Ele diria as coisas que escreveu à imprensa com os microfones no ar? Talvez sim, talvez não…

 

Por fim, parece que agora, ao invés dos clubes se preocuparem com assessor de imprensa, assistente social, psicólogo e outros profissionais para os atletas, terá que arranjar orientador de tuítes politicamente correto ou até mesmo redator!

 

E você: acha que o clube deve interferir na vida dos jogadores dentro das Redes Sociais como Twitter, Facebook e Orkut? Deixe seu comentário:

– Cidadãos de Categoria Diferente? A Frente Parlamentar Gay vem aí!

 

Ouço que o Congresso cria a Frente Parlamentar Gay, visando aprovar projetos em defesa da causa homossexual.

 

Acho justo. Vivemos um país livre e democrático, onde todos são iguais frente à Constituição.

 

Agora, IGUAIS não quer dizer diferentes em alguns aspectos.

 

Detesto o termo “minorias”, usado tentando defender alguma categoria ou classe. Isso soa como discriminação, embora o propósito seja o contrário. Mas vou dar um exemplo: Dom Dimas, da CNBB, disse que a Igreja Católica respeita tais projetos da FPG (liderada pelo deputado Jean Willys, PSOL-BA – outrora BBB), desde que não criem “super-categorias”. Ou seja, privilegiem cidadãos em detrimento de outros.

 

E ele não está coberto de razão?

 

Nesta semana, uma das revistas (Veja ou Época ou IstoÉ), traz a entrevista de um líder ativista negro americano, que detona a política de cotas brasileiras, desvirtuando o propósito de busca ao respeito ao negro. Idem aos gays, às mulheres ou qualquer outra categoria.

 

Respeitar não quer dizer fazer apologia. Este é o problema e a confusão d emuitos ativistas! Qualquer raça ou grupo sexual deve ter os mesmos direitos, desde que não firam os direitos dos outros, nem sejam considerados melhores. É a democracia.

 

Por fim, lembremo-nos que não existem raças, apenas uma raça humana! E respeitar a individualidade de cada membro é fundamental para uma sociedade melhor.

 

(Ontem, o Papa Bento 16 divulgou um documento falando sobre o Sacramento do Matrimônio, a ser ministrado entre homens e mulheres exclusivamente. Tudo bem, não se falou de Código Cível mas de questão de fé. Infelizmente já há críticos exercendo o patrulhamento. Ora, não falamos em respeitar a individualidade e a expressão de cada um? Se se pede ao respeito a causa homossexual, por que a Igreja não pode fazer o mesmo á causa hetero?)

– Idiotices Carnavalescas

 

Quase 200 pessoas mortas nas estradas. Esse é o saldo negativo nas rodovias no feriado do Carnaval. Boa parte dos acidentes produzidas pelo excesso do consumo de álcool dos motoristas.

 

No Rio de Janeiro, quase 100 pessoas presas por fazerem xixi nas ruas, hábito cada vez mais freqüente nos cordões carnavalescos.

 

Em São Paulo, a Gaviões da Fiel Torcida jogou o que podia do alto das arquibancadas sobre os adversários sambistas. E porretada em cima da Polícia!

 

Infelizmente, a desatenção, o vandalismo, a libertinagem e o desrespeito superam hoje a alegria do Carnaval. Uma pena.

 

Veja que interessante: no próximo ano, a Dragões da Real (ligada ao São Paulo FC) desfilará ao lado de Gaviões e Mancha Verde. Como evitar o iminente e imbecil confronto de torcidas?

 

A propósito, escrevi ontem e repito hoje: a posição ruim da Gaviões da Fiel permite que os jogadores do Corinthians, outrora agredidos por ela, se manifestem contra o péssimo resultado dos sambistas?

– Um País sem Pobres?

 

O slogan do governo Lula era:

 

“Brasil – um país de todos”

 

Agora, Dilma terá como slogan:

 

“Brasil – um país sem pobres”

 

Sinceramente, o slogan é de uma picaretagem e de uma demagogia tão grande… Queria que os dois slogans fossem verdade, lógico! Mas sabemos que são utopias. O país realmente é de todos e não existem pobres?

 

Claro que sabemos do sentido dito “esperançoso”. Mas mesmo assim fica a minha ressalva.

 

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Resolvendo o Problema da Pobreza Próximo às Sedes da Copa

 

As agências internacionais informam: em Março, haverá a Copa do Mundo de Críquete em Bangladesh.

 

Tradicional e popular esporte no Sudeste Asiático, o Críquete visitará um dos locais mais pobres do mundo, com aproximadamente 700 mil pessoas esmolando nas redondezas de Chittagong, a região metropolitana que será sede do evento (lembremo-nos que Bangladesh é um país extremamente pobre e populoso).

 

Para resolver o problema da mendicância durante a competição, a Prefeitura local encontrou uma saída: doará US$ 2.00 para que cada mendigo circule por outras praças… (lembrando que 2 dólares aos bengaleses tem um poder aquisitivo diferente do que a nós).

 

É ou não “tapar o sol com a peneira”?

 

Talvez algum dirigente faça isso também em alguma cidade-sede para a Copa do Mundo de 2014…

E você, o que acha de tal inusitada resolução de problema? Deixe seu comentário:

– Professores Exemplificando Maus Casos em Aula?

 

O que podemos dizer: Em Santos, um professor usa exemplos em sala de aula utilizando temas do tráfico de drogas e da criminalidade, aplicando exercícios em sala sobre quantidade de carros furtados e outros elementos da bandidagem. Os pais são contra; os alunos, a favor.

 

Sob a alegação de que o método traz a realidade aos alunos, e a contra-argumentação de que tal método é uma apologia ao crime, fica a matéria abaixo para o espírito crítico:

 

Extraído de: Época, Ed 28/02/2011, por Luiz Maklouf Carvalho

 

TRAFICANTES NA AULA DE MATEMÁTICA

 

Zaroio, Chaveta e Pipoco saem da internet e arrumam problemas para um professor de escola pública de Santos

“Vem armado para a escola?”, “A que facção pertence?”. Essas perguntas estão no cabeçalho de uma prova de matemática ficcional que circula na internet pelo menos desde 2007. É uma sátira bem-humorada – humor negro, bem entendido – tanto à criminalidade do Rio de Janeiro como à política que aboliu a reprovação, o que em tese obrigaria os professores a ser mais criativos, para chamar a atenção dos alunos. Em suas dez perguntas, a prova aborda tráfico e consumo de drogas, prostituição, assassinato por encomenda e roubo de veículos. Exemplo: “Zaroio tem um fuzil AK-47 com carregador de 80 balas. Em cada rajada ele gasta 13 balas. Quantas rajadas poderá disparar?”.

No dia 14, uma segunda-feira, Dara, uma garota santista de 14 anos, viu essas e outras perguntas ser desenhadas na lousa de sua classe pelo tranquilo e circunspecto professor de matemática Lívio Celso Pini. Ele tem 55 anos, três filhos já formados, quatro cursos universitários. “Ele disse que era uma prova para resolver durante a aula e escreveu as perguntas no quadro, sem outra explicação”, disse Samuel Evangelista de Campos Oliveira, de 16 anos, um dos 40 alunos que assistiam à aula. Oliveira contou que as perguntas não lhe provocaram reação maior. “Tudo isso é da nossa realidade, está na internet, no rap, nos videogames. Eu tratei foi de resolver os exercícios.” Achou mais difícil, matematicamente falando, a quinta questão: “Chaveta recebe R$ 500,00 por BMW roubado, R$ 125,00 por carro japonês e R$ 250,00 por 4×4. Como já puxou dois BMW e três 4×4, quantos carros japoneses terá que roubar para receber R$ 2.000?”.

Dara não conseguiu resolver todas as questões. Foi a única da classe a levar o teste para casa. “Esse professor está ficando louco”, disse a mãe da garota, a manicure Fabiana Aparecida de Albuquerque, quando a filha lhe pediu ajuda para responder aos problemas. “Louco e irresponsável”, afirmou seu marido, Jaibe da Silva, padrasto de Dara. Silva é eletricista de carros. Eles moram, com uma pequenina de 5 anos, numa casa simples no bairro de Vila Progresso, um dos mais altos de Santos.

No dia seguinte, Jaibe e Fabiana foram à escola. Reclamaram com a diretora, Madalena Serralva. Ela chamou o professor Pini e pediu que se explicasse. “Ele só disse que não tinha a intenção de criar problema”, diz Fabiana. Não satisfeitos, os dois levaram o caso, e a folha do caderno de Dara, à Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise). Quando o caso veio a público, Pini pediu licença médica da escola. A Secretaria Estadual de Educação, que não quer falar sobre o assunto, o afastou por 120 dias.

Na quarta-feira passada, uma semana depois de tomar o susto, Fabiana ainda estava aborrecida com o professor. “O que ele fez é muito negativo, muito errado”, disse, na porta de sua casa. “Ela vai a uma escola pública para aprender, e recebe uma aula de crime. Tem absurdo maior? Ele faria isso se fosse uma escola particular?”

“O tráfico faz parte da realidade dos alunos. É o método do Paulo Freire”
LUCIANO CASTELÃO, professor de geografia da escola

O titular da Dise é o sisudo delegado Francisco Garrido Fernandes, “uma mistura de índio com espanhol”, como ele próprio se define. Tem 52 anos e 33 de polícia. No ano passado, sua Dise apreendeu, na Baixada Santista, 1,7 tonelada de maconha, 15 quilos de cocaína e 4 quilos de crack. Parte dessa droga foi apreendida nos morros de Santos, inclusive no São Bento, onde fica a escola do professor Pini. “Estou averiguando se o caso se enquadra no Artigo 287 do Código Penal, apologia ao crime”, disse o delegado.

“O tráfico faz parte da realidade dos alunos”, afirmou o professor de geografia Luciano Silva Castelão, da mesma escola. Ele contou que há dois casos recentes de alunos detidos por envolvimento com drogas. “O Lívio só quis trazer para a escola uma discussão crítica sobre a realidade que os alunos já vivem”, disse Castelão. “É o método do Paulo Freire.” Castelão usaria aquelas perguntas para dar uma aula? “Talvez. Mas elas caíram como uma luva na disciplina geografia do crime, que faz parte da grade da Secretaria Estadual de Educação.” Pini conversou a respeito, antes do teste, com ele, com a diretoria ou com qualquer outro docente? “Não”, afirma. “Ninguém sabia que ele ia fazer isso. E nem ele próprio imaginou o tamanho da encrenca. Ficou todo vermelho, com hipertensão, no dia em que os pais da menina vieram aqui. E se desculpou com a turma pelo transtorno.”

Dara depôs na terça-feira. Na quarta-feira, foi a vez do professor Pini. Ele chegou com o advogado Thiago Serralva Huber, de 24 anos, parente da diretora da escola (não quis declarar em que grau). Não quis dar entrevista nem ser fotografado. “Ele tem medo de que esse episódio manche toda uma longa carreira no magistério”, diz o advogado. Pini afirmou ao delegado que passou aquele teste, copiado da internet, com o objetivo de “despertar os alunos para a questão da criminalidade”. Falou, ainda, para a cara impassível do delegado que aquele teste era apenas o início de “uma semana de debates sobre aquelas questões”. A diretora Madalena Serralva, a primeira a depor, disse que em nenhum momento o professor expôs a ela suas intenções pedagógicas. Joyce Silva, de 15 anos, outra colega de Dara, disse que ele não falou sobre debate quando passou as questões no quadro-negro.

Das dez perguntas que estão na internet – o que também não informou aos alunos –, Pini emprestou seis, com pontuais modificações. “Teorias educacionais modernas dizem que se deve aproximar dos alunos o conteúdo da realidade – e isso vale, inclusive, para a matemática”, diz a professora Ângela Soligo, da Universidade de Campinas (Unicamp), doutora em psicologia da educação. “Mas é preciso tomar cuidado, porque os conteúdos não são neutros. Nesse caso, pode ter havido o risco de tornar natural, para os alunos, a realidade criminosa que as perguntas contêm, como se ela fosse válida e aceitável.” Questões dessa complexidade, segundo a professora Soligo, devem passar, antes, por uma discussão na coordenação pedagógica, na direção da escola e até entre os pais. Mas não houve crime, na opinião dela, porque a formulação das perguntas não implica apologia.

No final da manhã da quarta-feira passada, mesmo dia em que o professor Pini iria depor, cerca de 100 alunos da escola alvoroçaram a pracinha em frente, no Morro São Bento, com uma manifestação favorável à volta do professor. Ela foi convocada pelo Twitter do aluno Davidson Welber Rocha, de 17 anos, do 2º ano do ensino médio, e teve apoio da diretora e dos professores. Nas contas do advogado de defesa, “400 alunos” participaram da manifestação. Um dos cartazes dizia: “O professor Lívio nos trouxe a realidade… E a realidade é que perdemos um ótimo professor”. Em outro: “Não se jogam no lixo anos de trabalho por uma aula mal interpretada”. A única a discursar, apelando para não haver tumulto, foi a mãe de um aluno de Pini, Sandra Cristina Ferreira. “Ele é um excelente professor e tem de voltar”, disse.

Dara estava na escola naquele dia, mas voltou para casa antes da manifestação. Sua mãe disse que ela está sendo hostilizada. “Metade da escola não está nem falando com ela.”

– Sexo sem Preconceito entre Deficientes Intelectuais

Amigos, assunto de difícil trato: o sexo entre deficientes intelectuais.

Com um pouco mais de autonomia e liberdade para fazer as próprias escolhas, os deficientes intelectuais colocam uma nova questão para o país: a quem cabe decidir se eles podem fazer sexo e ter filhos? – por Solange Azevedo.

Compartilho interessante matéria publicada pela Revista Época dias atrás:

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI96551-15228,00-A+SEXUALIDADE+DOS+DEFICIENTES+INTELECTUAIS.html

SEXO SEM PRECONCEITO

Deitada no leito do consultório médico, Cíntia Carvalho Bento tira os óculos para enxugar as lágrimas. Era 6 de março. Ela acabara de ouvir, pela primeira vez, os batimentos cardíacos de seu bebê. “Graças a Deus, tem um neném na minha barriga.” Cíntia, de 38 anos, traz no rosto os sinais da síndrome de Down: olhos pequenos e amendoados, boca em forma de arco, bochechas proeminentes. E, na alma, desejos semelhantes aos das mulheres comuns: trabalhar, namorar, casar, ser mãe. Todos realizados. Cíntia nasceu numa família que aprendeu a dialogar e a respeitar, quando possível, suas escolhas. E que não encarou sua deficiência intelectual – característica dos Downs – como um obstáculo incontornável.

“Aceitamos bem os namoros e o casamento da Cíntia. Meu marido e eu sempre achamos que nossa filha deveria levar uma vida próxima do normal”, afirma Jane Carvalho. “A gravidez é que foi um susto. Tivemos medo de que a criança viesse com problemas de saúde. Mas logo descobrimos que não.” Augusto está com 3 meses. “Estou muito feliz. Pego ele no colo, mudo (as fraldas), dou banho”, diz Cíntia. A gestação não foi planejada. Mas Cíntia sempre quis ter um filho. Ela conheceu o marido, Miguel Egídio Bento, na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Florianópolis. Cíntia era aluna. Miguel, hoje com 42 anos, funcionário. A amizade virou namoro bem depois, numa colônia de férias. O casamento, em junho de 2006, foi como nos sonhos dela: vestido de noiva, igreja, festa e lua de mel.

A vida de Cíntia é uma exceção. As relações afetivas e sexuais são o tema mais controverso e cercado de preconceitos no universo da deficiência intelectual – um assunto que mexe com valores morais e culturais. “É necessário derrubar o mito de que as pessoas com deficiência intelectual são assexuadas ou têm a sexualidade exacerbada”, afirma Fernanda Sodelli, diretora do Núcleo de Estudos e Temas em Psicologia. “Elas não são anjos nem feras que precisam ser domadas. E têm o direito de viver a sexualidade.” Isso quer dizer não apenas o direito de transar, mas o de conhecer o próprio corpo e aprender como se comportar na intimidade: saber se cuidar, estabelecer relações, lidar com as emoções, construir a própria identidade.

Entre os deficientes intelectuais é comum querer namorar apenas para ter o prazer de beijar na boca. Ou de andar de mãos dadas. Manifestações normais da sexualidade ainda hoje são interpretadas como problema. Foi o que a psicóloga Fernanda viu no consultório quando um pai a procurou preocupado com o filho de 18 anos, que se masturbava pela casa. O pai contou que tentara explicar que aquele comportamento seria aceitável apenas quando o filho estivesse sozinho. “Pai, o que é sozinho?”, perguntou o rapaz. Ninguém lhe ensinara a diferença entre o público e o privado, e o que é adequado ou inadequado em cada um desses espaços. Na infância, o garoto era obrigado a usar o banheiro de porta aberta. O quarto nem porta tinha. Ele cresceu sendo espionado o tempo todo, sem noção de privacidade.

No caso de Cíntia, seus pais se deram conta de que era hora de o relacionamento com Miguel evoluir para o casamento quando ela pediu permissão para o namorado dormir na casa da família. No final da adolescência, Cíntia já sentia vontade de namorar. Abraçava árvores e fingia beijá-las como se fossem um príncipe. Viveu o primeiro romance no início da década de 1990, aos 21 anos, numa época em que os direitos sexuais e reprodutivos dos deficientes intelectuais nem sequer eram cogitados. A discussão é recente no país. O movimento de inclusão deu visibilidade aos deficientes e abriu frestas nas portas das escolas e do trabalho.

Pela lei brasileira, os direitos sexuais e reprodutivos dos deficientes intelectuais são os mesmos de qualquer outro cidadão. A garantia desses direitos, no entanto, vai além da capacidade do Estado. Depende do bom senso e da disposição das famílias – a maioria marginalizada durante toda a existência e sem o conhecimento necessário para lidar com a complexidade da questão. A principal dificuldade dos deficientes intelectuais é o pensamento abstrato. Como ensiná-los que atos idênticos podem ter intenções e significados diferentes? E que, por isso, alguns seriam permitidos e outros não? Se o namorado bota a mão no seio da garota, é carinho; quando a mão é do tio ou do vizinho, é abuso sexual. Se a mão é do ginecologista, trata-se de um exame de rotina.

Na dúvida, grande parte das famílias encara a superproteção e a repressão da sexualidade como o único caminho para afastar os filhos dos riscos. Deixar de pensar e decidir por eles é uma tarefa custosa e que exige desprendimento. E, se algo der errado, conseguirei conviver com a culpa? Qual é a medida certa da autonomia? A dependência, às vezes mútua, prejudica o desenvolvimento do deficiente. “Os pais precisam ser trabalhados para enxergar primeiro o filho e depois a deficiência”, diz a assistente social Mina Regen, coautora do livro Sexualidade e deficiência: rompendo o silêncio. “É fundamental que as pessoas com deficiência intelectual sejam ouvidas e aprendam a fazer escolhas desde a infância, por mais simples que sejam.” Isso inclui da roupa a vestir até o que comer.

Segundo especialistas, entre todas as deficiências, a intelectual é a mais temida pelas famílias e a mais discriminada pela sociedade. “Somos educados para acreditar que existe uma hierarquia entre condições humanas”, diz Claudia Werneck, superintendente da Escola de Gente, uma ONG baseada no Rio de Janeiro que desenvolve projetos de inclusão social. “No colégio, as boas notas fazem a alegria dos pais. A felicidade do filho fica em segundo plano.” A Escola de Gente mediu os níveis de intolerância aos deficientes intelectuais em mais de 300 oficinas feitas em dez países. Num determinado momento da exposição, uma pergunta é feita à plateia: “Quem daqui é gente?”. O palestrante segue fazendo questionamentos que provocam o público. “Pelo menos 90% dos presentes dizem que é humano quem tem o intelecto funcionando bem”, afirma Claudia.

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, há 3 milhões de deficientes intelectuais. São pessoas com “dificuldades ou limitações associadas a duas ou mais áreas, como aprendizagem, comunicação, cuidados pessoais, com a saúde e a segurança”. Não há um ranking das causas da deficiência no país. Mas há diversos fatores de risco: síndromes genéticas (como de Down e de Williams, que afeta as áreas cognitiva, comportamental e motora), doenças infecciosas como rubéola e sífilis, abuso de álcool ou drogas na gestação, desnutrição (da mãe ou da criança) e falta de oxigenação no cérebro.

“Crianças com deficiência criadas em ambientes que favorecem o desenvolvimento e a autonomia podem ser capazes de namorar e constituir família”, afirma Mina Regen. “Cada caso deve ser analisado de acordo com suas singularidades.” Cíntia, de Florianópolis, mora com o marido e o filho na casa dos pais. Em Socorro, São Paulo, cidade de 33 mil habitantes, o arranjo mais conveniente para um casal de deficientes e suas famílias foi diferente. Maria Gabriela Andrade Demate e Fábio Marcheti de Moraes, ambos de 29 anos, vivem com a mãe dele. A filha do casal, Valentina, mora com a avó materna. Todas as manhãs, Gabriela pula da cama e corre para ajudar a cuidar da menina. “Mamãe”, diz a falante Valentina, de 1 ano e meio, ao escutar o barulho da porta.

Quando Gabriela deu à luz, sua história repercutiu pelo Brasil. Na Associação Carpe Diem, na Zona Sul de São Paulo, uma das raras instituições para deficientes intelectuais que lidam com a sexualidade e os direitos reprodutivos, o assunto reacendeu discussões diversas: gravidez, métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis. “Tenho vontade de transar um dia. Mas tenho de estar preparada”, diz Mariana Amato, de 30 anos. “Eu queria engravidar. Gostaria de ser mãe.”

A abordagem da Carpe Diem é a do Projeto Pipa: Prevenção Especial, criado pelas psicólogas Lilian Galvão e Fernanda Sodelli. Conceitos sobre a manifestação da sexualidade são transmitidos, principalmente, em rodas de conversa. Os “jovens Pipa” aprendem, por exemplo, a identificar abuso sexual com o uso de bonecos. A pedagogia ajuda a transformar abstrações em ideias concretas. “Antes do Projeto Pipa, eu tinha um medo danado e ficava confusa”, afirma Ana Beatriz Pierre Paiva, de 32 anos. “O que é sexualidade? O que é namorar? O que é gostar de alguém?” Bia revela que descobriu o próprio corpo, que tem desejos e que os atos de uma pessoa têm consequências – algumas agradáveis, outras não. Também conseguiu se aproximar dos pais e dizer o que pensa. “A vontade de ter um compromisso sério é grande. Mas meus pais acham que sou nova.” A mãe de Bia, Ana Maria Pierre Paiva, reconhece que é “superprotetora” e que teria dificuldades de aceitar um relacionamento da filha.

Bia é de uma geração de deficientes intelectuais brasileiros que começou agora a se engajar num movimento de autodefesa. Junto com Mariana Amato e Thiago Rodrigues, de 22 anos, ela dá palestras sobre direitos sexuais e reprodutivos pelo país. Em agosto, os três estiveram num evento em João Pessoa, Paraíba. “Tem gente que olha para a nossa cara e pensa: ‘Esses garotos não sabem de nada, não crescem’”, diz Thiago. “Geralmente, a gente não pode viver a sexualidade por causa da falta de compreensão das pessoas.”

Certa vez, Mariana e o namorado foram ao cinema e tiveram de trocar de sala porque um casal se sentiu incomodado e chamou o segurança. “O segurança me disse que os dois estavam apenas se beijando”, afirma Glória Moreira Salles, mãe de Mariana. Agora, Mariana e o namorado só se comunicam por internet e telefone. Ela se mudou temporariamente para Lucena, na Paraíba. Durante seis meses, vai morar com a amiga Lilian Galvão, uma das criadoras do Projeto Pipa, e trabalhar numa ONG. “Chegou a minha hora. Vou conviver no mundo lá fora e seguir o meu projeto de vida”, diz Mariana. A mãe, Glória, afirma que, com o decorrer do tempo, passou a enxergar a filha de maneira diferente. “Aprendi que quem põe os limites é ela.”

O sucesso do Pipa é possível porque envolve as famílias. “Se o Pipa tivesse chegado antes, não teria levado minha filha para fazer laqueadura”, afirma uma mãe. A cirurgia seria evitada se a jovem já conhecesse os métodos contraceptivos e soubesse como se proteger de abusos. Ainda há famílias que recorrem à esterilização. “Não é crime. Mas é uma violação de direitos proibida pela convenção da ONU, ratificada pelo Brasil em 2008”, diz Izabel Maior, chefe da Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, ligada à Secretaria Especial dos Direitos Humanos.

“A gente tem condições de aprender a se proteger”, diz Mariana, “e, com o suporte da família, a gente pode ter autonomia.” Mariana demonstra ser uma mulher determinada. Bia é doce, fala sorrindo com os olhos. Suas palavras, pronunciadas de maneira calma e fluida, não são menos assertivas que as da amiga Mariana: “Somos seres humanos e nos sentimos como seres humanos, como todos vocês”.

– Torcedores X Árbitros: Processo contra o Juizão?

 

Se a moda pega…

 

Leio, até mesmo com certa surpresa, que a Justiça Brasileira ainda dá respaldo a chororô de torcedores. A mesma Justiça que nada faz em relação a torcedores armados nas arquibancadas na Paraíba (no jogo Treze X são Paulo), que fecha os olhos para os atos violentos de torcedores corinthianos contra a sua própria equipe, e por fim, que deve estar sem processos judiciais mais importantes para analisar.

 

Digo isso pois, segundo o site mineiro “Superesportes” (citação abaixo), o árbitro Sandro Meira Ricci está sendo processado por torcedor cruzeirense devido a sua atuação na partida Corinthians X Cruzeiro, pelo Brasileirão 2010.

 

João Carlos Fonseca, torcedor de Belo Horizonte, viajou à SP a fim de acompanhar a partida. Descontente com a atuação do árbitro, o processou baseado no Estatuto do Torcedor e Código de Defesa do Consumidor. Pede reembolso das passagens aéreas e do ingresso, além de um valor a ser estipulado por danos morais.

 

Márcio Rezende de Freitas passou por este mesmo perrengue, respondendo a processos de vários pontos do país em referência à partida Corinthians X Internacional, no fatídico lance que envolveu a expulsão de Tinga. Todos, logicamente, deram em nada.

 

Sugestão utópica ao amigo Sandro Meira Ricci: que tal um processo a todos os torcedores que o ofenderam, aos dirigentes que o caluniaram e aos comentaristas que o criticaram?

 

Claro que sugiro de brincadeira, apenas para mostrar o seguinte: se a lei permite que um torcedor processe um árbitro por discordar da sua marcação, faz ele sair de casa, arranjar advogado, viajar, perder dia de trabalho, por que não o árbitro fazer o torcedor mal-educado passar pela mesma situação, se sentir ofendido pelo xingamento da arquibancada?

 

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

 

Abaixo, a matéria do Superesportes (http://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/cruzeiro/2011/02/18/noticia_cruzeiro,177438/arbitro-sandro-meira-ricci-comparece-a-audiencia-em-bh-e-apresenta-sua-defesa.shtml)

 

ÁRBITRO SANDRO MEIRA RICCI COMPARECE A AUDIÊNCIA E APRESENTA SUA DEFESA

 

O árbitro Sandro Meira Ricci, do quadro da Fifa, compareceu nesta sexta-feira ao Juizado Especial das Relações de Consumo, em Belo Horizonte, e participou de audiência de conciliação marcada pelo juiz Paulo Barone Rosa relativa à ação movida pelo torcedor do Cruzeiro João Carlos Fonseca.


O cruzeirense se sentiu lesado pela atuação de Sandro Meira Ricci na partida realizada em 13 de novembro do ano passado, no Pacaembu, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro, em que o Cruzeiro saiu derrotado pelo Corinthians por 1 a 0, com gol de pênalti de Ronaldo. Naquele dia, o árbitro e seus auxiliares tiveram uma atuação muito contestada pelo clube mineiro e pela imprensa.


Para mover a ação, João Carlos Fonseca se baseou no artigo 30 do Estatuto do Torcedor e no artigo sexto do Código de Defesa do Consumidor. Por ter se deslocado de Belo Horizonte a São Paulo para assistir à partida, ele exige indenização por danos materiais de R$ 110 (passagens e ingressos) e morais, cujo valor seria arbitrado.


Sandro Meira Ricci compareceu à audiência de conciliação com o seu advogado e permaneceu calado. Por escrito, ele apresentou uma defesa, em que considera o torcedor parte ilegítima para questionar a sua arbitragem na partida em questão. Além disso, o árbitro entende que não poderia ser incluído como réu no processo, com base no Estatuto do Torcedor e no Código de Defesa do Consumidor.


Como não houve acordo na audiência, o juiz Paulo Barone Rosa deu prazo de cinco dias úteis para o autor da ação se manifestar. O advogado Fabrício Reis, que representa o torcedor João Carlos Fonseca, vai apresentar prova testemunhal para reforçar sua tese.


A princípio, nova audiência foi marcada para 26 de abril, às 16h10.


”Eu pedi um prazo de cinco dias para apreciar essa preliminar. Se o juiz entender que, de fato, o Sandro  não pode ser acionado, ele extingue o processo e cai a audiência. Se o juiz entender que procede, a audiência será mantida”, disse o advogado Fabrício Reis ao Superesportes.


Na saída da audiência, Sandro Meira Ricci se recusou a dar entrevista.


Em dezembro, o árbitro se dizia tranquilo em relação ao trabalho feito na polêmica partida entre Corinthians e Cruzeiro, pelo Brasileiro. “A gente está com a consciência bem tranquila, principalmente quando a gente viu depois as imagens na televisão”, comentou Sandro Meira Ricci. (UAI)

– Analfabetismo Científico latente nos EUA

O que dizer: Universitários acreditam que as pirâmides foram construídas por ETs?

Esse é um dos muitos exemplos de ignorância dos estudantes americanos… veja outros absurdos abaixo, retratada pela Folha de São Paulo em pesquisa recente:

 

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/802161-universitarios-acreditam-que-et-fez-piramides-analfabetismo-cientifico-nos-eua-preocupa.shtml

 

ANALFABETISMO CIENTÍFICO PREOCUPA

 

Após ouvir cerca de 10 mil alunos de graduação nos EUA, pesquisadores descobriram que só 35% discordavam da ideia de que ETs teriam visitado civilizações antigas da Terra e ajudado a construir monumentos como as pirâmides do Egito.

Poucos se manifestaram contra outras teses sem base, como o suposto status de ciência da astrologia (não confundir com a astronomia) e a ideia de que existem números da sorte -22% e 40%, respectivamente.

Além disso, mais de 40% disseram que antibióticos matam tanto vírus quanto bactérias –na verdade, só as bactérias são vulneráveis a esse tipo de medicamento.

Para o autor do estudo americano, o astrônomo Chris Impey, os números refletem um problema do país: os alunos de ensino médio não precisam fazer cursos de ciência. A maioria estuda biologia, mas menos de metade tem aulas de química e só um quarto estuda física.

“O ensino médio americano é forte em história, conhecimentos gerais, esportes, computação, mas bastante fraco mesmo em ciências”, diz Renato Sabbatini, biomédico e educador da Unicamp.

“Mas as perguntas que fizeram são hiperelementares, um adolescente minimamente informado que assista televisão saberia responder.”

Preocupante, diz Impey, é que o pior desempenho foi justamente o dos alunos de cursos na área da educação.

Não há números parecidos que indiquem qual a realidade brasileira. Embora aulas de ciência sejam obrigatórias no ensino médio por aqui, a baixa qualidade do ensino não garante muita coisa.

Conspirando contra a compreensão científica no país, diz Sabbatini, há o fato de que cerca de 70% dos brasileiros só conseguem ler textos curtos e tirar informações esparsas deles. “Têm letramento insuficiente. É impossível serem bem informados sobre a ciência moderna.”

Tal analfabetismo, diz Impey, não deixa de ser um problema político: “Esses conhecimentos são importantes para avaliar posições políticas sobre mudança climática ou células-tronco.”

– Os Nomes mais Populares de 2010

 

Apenas por curiosidade: leio ‘sabe-lá-Deus-onde’ uma lista dos nomes de crianças mais populares de 2010:

 

No Brasil, os 5 nomes de meninos e meninas mais batizadas foram: Gabriel, Davi, Miguel, Arthur e Mateus; Júlia, Sophia. Isabella, Maria Eduarda e Giovanna.

 

Mas sabe o que é curioso?

Segundo o site BabyCenterBrasil, os nomes de batismo são influenciados principalmente pelas novelas da Rede Globo, pelos desatques do ano e pela religiosidade popular. Assim, motivado pela exposição da candidata do PV (Marina Silva) e pela mocinha da novela Insensato Coração (Marina), adivinha qual nome feminino será bola da vez em 2011?

– O “Legal” é ser Big Brother? Conteúdo e Inteligência versus Banalidade e Entretenimento

 

Amigos, muito boa a matéria do Terra Magazine sobre o programa Big Brother Brasil e seus participantes. Nela, um professor da Universidade Federal da Bahia falou sobre a idolatria e o sucesso instantâneo desses “artistas” frente a labuta de professores, críticos e outros segmentos da cultura ou do estudo. Ainda, aborda a exploração do mundo gay no programa da Rede Globo (a propósito, há 2 ex-alunos dele no BBB).

 

Confira, extraído de: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4884786-EI6581,00-Professor+Com+subcelebridades+ficou+chato+ser+inteligente.html

 

COM SUBCELEBRIDADES, SER INTELIGENTE FICOU CHATO

 

Por Cláudia Leal

 

A nova edição do Big Brother Brasil (BBB) despejará na mídia 17 subcelebridades que, daqui a alguns meses, lutarão por flashes em tentativas de sexo na praia, em desquites estrepitosos e nas visitas de praxe às padarias do Leblon.

Observador desse Olimpo de deuses afobados, o professor de comunicação da Universidade Federal da Bahia, Maurício Tavares, doutor pela PUC-SP, já se vacinou para sobreviver à temporada.

– Hoje em dia, a pessoa ser inteligente é até ofensivo em alguns meios, em alguns veículos. Ser inteligente ficou chato. Você tem que ser superficial, bonito e engraçado. … Uma mulher loira, mais ou menos bonita, vira uma pessoa mais importante que João Ubaldo Ribeiro – ironiza.

Crítico do “mundinho” de celebridades, Maurício Tavares aponta a “audiência massacrante” da Rede Globo e as artimanhas do diretor Boninho como os dois principais motivos da sobrevivência do BBB em onze edições. Estudioso do universo gay, Tavares avalia o uso de homossexuais na fórmula dos reality shows:

– Os gays são elementos ligados ao mundo da fofoca, embora Jean Wyllys tenha feito o papel da “boazinha”. Os gays vivem num mundo em que eles precisam muito estar lidando com coisas que envolvem a traição, um mundo menos “normal”.

O raio caiu duas vezes sobre o professor da Ufba. Ele é ex-professor do BBB Jean Wyllys, eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, e integrou a banca de conclusão de concurso do novo gladiador de Pedro Bial, o jornalista Lucival França.

Confira a entrevista.

Terra Magazine – Como o mundo de subcelebridades é alimentado pelos reality shows? Qual o efeito das últimas dez edições do BBB sobre a mídia?
Maurício Tavares – Você acompanha um fenômeno engraçado: o aumento do número de revistas que tratam de subcelebridades, “Contigo” e não sei o quê mais. Essas revistas, mais do que o jornalismo “normal”, têm falta de assunto. O BBB é um pouco uma fábrica dessas pequenas celebridades, para alimentar durante algum tempo essa rodinha. Até porque são pessoas ávidas pela fama, aquela fama imediata, não é aquela que você vai conseguir com o trabalho. Eu me incomodo muito, de maneira radical, com quem está trepando com não sei quem…

Por que se incomoda? Mais pela exposição ou pelo vazio da exposição?
Pelo vazio da exposição e pela desimportância de quem está comendo quem, quem está chupando quem. E daí, cara? Gostaria que essa imprensa de subcelebridades fosse mais atrevida: quem tá bebendo urina, coisas assim mais bizarras (risos).

E perversas…
Perversas. Mundo cão. Mas, pô, quem tá comendo quem? E a gente sabe que muitas dessas fofoquinhas são inventadas para alimentar essa mídia. É um processo circular: você inventa uma história porque vai sair na mídia, a mídia compra a história porque sempre tem alguém interessado em ler. Fico impressionado quando vou ao supermercado e tem aquela fila de revistas. Fico olhando quais as revistas que as pessoas pegam para olhar pelo menos a capa. Quase sempre são essas revistas. Lá tem Veja, Istoé, Época – uma vez ou outra alguém pega. Mas as revistas ligadas às novelas todo mundo pega. E o Leblon virou assim a Hollywood brasileira. Aquela coisa dos paparazzi lá na praia, no restaurante… E os próprios artistas que querem aparecer, outros não.

Outro dia saiu Caetano Veloso comprando mamão num supermercado do Leblon.
Tem umas coisas assim de um ridículo atroz.

Isso não cria um problema para as celebridades mais ligadas ao talento, à produção artística? Para aparecer, não vão ter mais dificuldade?
Claro que sim, claro que tem. É um problema de queda de valores. Hoje em dia, a pessoa ser inteligente é até ofensivo em alguns meios, em alguns veículos. Ser inteligente ficou chato. Você tem que ser superficial, bonito e engraçado. E alguns professores até caem nisso. As pessoas loiras que estão aparecendo… Uma mulher loira, mais ou menos bonita, vira uma pessoa mais importante que João Ubaldo Ribeiro. (risos) Há esses critérios meio malucos.

Por que, apesar de estar na 11ª edição, a fórmula do BBB não se esgotou totalmente?
Achei que no terceiro, no quarto, se esgotaria. É impressionante. Mas tem também um pouco das artimanhas desse Boninho (diretor do BBB). Ele é diabólico, inventa coisas. Li alguns textos sobre o BBB e, numa época, até escrevi sacaneando um pouco com Pedro Bial: há o fascínio de ver as pessoas no dia-a-dia. É insuportável. No ano passado, tentei ver uns pedaços, mas não deu. Foi uma artimanha dele botar dois gays, aquelas pintosas lá pra animar o negócio. E eu: meu Deus, como é que pode, é de uma banalidade, é de um nada total. Agora ele vai inventar sabotadores. Primeiro, a estrutura do BBB é de uma novela. Tem o vilão, caracteriza as pessoas. Depois, tem pessoas reais e uma parte dos espectadores gostaria de estar ali. Uma boa parte, aliás, mandou vídeos e nunca conseguiu.

Você tem dois ex-alunos no BBB…
É, o segundo agora, fui da banca dele, Lucival (França). Era da faculdade Jorge Amado. Ele fez um trabalho de conclusão de curso sobre um pai-de-santo gay que matou a garota que era namorada do namorado dele. O livro reportagem é interessante. Depois ficamos amigos.

Como avalia essa tendência de ter gays nos reality shows?
É fundamental. Tem um fascínio da ambiguidade sexual de alguns, porque os gays são assumidos. E os gays são elementos ligados ao mundo da fofoca, embora Jean Wyllys tenha feito o papel da “boazinha”. Os gays vivem num mundo em que eles precisam muito estar lidando com coisas que envolvem a traição, um mundo menos “normal”. Não tem “mundo normal”, mas eles carregam um pouco isso. Até o comportamento do gay Serginho, do outro BBB, tinha essa facilidade de transitar de um lado para outro, não se envolver muito. Tem elementos fortes.

Nesse segmento de reality show, há mais abertura para homossexuais do que nas novelas. Por quê?
Porque é ficção. Paradoxo maluco. Até agora, não teve beijo, só teve bitoca, não teve ainda um romance gay. Não sei se Lucival vai proporcionar isso… Ele já falou que só debaixo dos edredons. Às vezes tem uma linguagem que numa novela não sairia. Isso tem um dedo de Boninho. Não é ele que jogava ovo nas pessoas?

Você acompanha o fenômeno das subcelebridades em outros países?
Tive recentemente na Argentina. A televisão de lá consegue ser pior do que a daqui e tem esse mundinho de celebridades. O modelo português (Renato Seabra, ex-participante de reality show) que matou o amante dele (nos Estados Unidos) é um fenômeno mundial. Mas, no Brasil, algumas coisas ganham uma dimensão que é desproporcional. Garanto que alguns lugares devem ter, de alguma maneira. Nos Estados Unidos, a quantidade de reality show é muito maior do que aqui, nas tevês a cabo. Você tem de cabeleireiros a top models, uma quantidade gigantesca. Por que aqui ainda é tão desproporcional? A Globo tem uma audiência massacrante em relação ao resto dos canais. O buchicho que “A Fazenda” provoca é muito pequeno em relação ao BBB. E “A Fazenda” usa até o recurso das semicelebridades. As pessoas não vão se tornar subcelebridades, elas já são e tentam sair do limbo.

– Festa de São Sebastião de Itupeva

 

Amigos, uma das mais tradicionais celebrações do interior paulista acontecerá nos próximos dias: a Festa de São Sebastião em Itupeva / SP.

 

O evento é tipicamente familiar e vale a pena participar. Abaixo, a matéria do jornalista Reinaldo Oliveira:

 

ITUPEVA FESTEJA O SEU PADROEIRO

 

A cidade de Itupeva realiza nos dias 15, 16, 20, 22 e 23 de janeiro a Grande Festa de São Sebastião, padroeiro da cidade. Ela acontece no salão de Festas da Igreja Santo Antonio e, por conta disso foi elaborado um calendário de celebrações, com a missa de abertura no dia 15 às 18h na igreja de Santo Antonio. No dia 16 tem o tradicional Desfile de Cavaleiros, com início às 10h30, chegada na Igreja Santo Antonio às 12h, com bênção aos cavaleiros, seguido de almoço com macarronada, leilão de prendas das 14h às l7h, missa às 18h. Do dia 17 ao dia 19 tem as celebrações do Tríduo preparatório na Igreja Matriz de São Sebastião, com missa todos os dias, às 19h30, celebrada por padres convidados. No dia 20, data jubilar de São Sebastião, o pároco de Itupeva, padre Adilson Amadi, preside a celebração solene às 18h. A festa prossegue nos dia 22 e 23, com celebração de missa às 18h. No dia 22, a partir das 12h, haverá almoço de rizzoto. Todas as noites haverá shows e completo serviço de bar com as barracas de pastel, frango frito, polenta, batata frita, churrasco, porções, cachorro quente, frutas e doces. A comissão organizadora convida e espera a presença da comunidade de Itupeva e demais cidades da região.

– Jovens Proibidos e Cerceados pela Lei

 

Fernandópolis foi pioneira em uma lei que ficou conhecida como “Toque de recolher para menores”. As crianças e adolescentes não podem ficar nas ruas após as 23h, desacompanhados dos pais.

 

Cidades aderiram; instituições chiaram. A polêmica, na época, foi criada.

 

Agora, a lei se tornou mais abrangente: desde o dia 04 de janeiro, menores de idade não podem permanecer em lanchonetes, bares, restaurantes ou em quaisquer lugares que vedam bebidas alcoólicas, caso estejam sem um adulto.

 

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

– Reveillon na Avenida Paulista e Carnaval de Jundiaí

 

Muito se fala sobre eventos na Avenida Paulista. Manifestações de professores, Parada Gay, greve dos bancários, e outras tantas coisas. O problema é que a Avenida é um corredor de hospitais, não pode fechá-la, pois, afinal, “São Paulo não pode parar”.

 

Mas, cá entre nós: se tanta coisa não pode, por que a festa do Reveillon tem que ser lá?

 

Temos que ser coerentes: ou pode todo mundo ou não pode ninguém.

 

É como o Carnaval em Jundiaí: onde seria o espaço perfeito para não atrapalhar a população? Qualquer lugar se torna um grande incômodo.

 

Assim como em São Paulo uma opção seria o Sambódromo ou o Autódromo, teríamos que nos reinventar em Jundiaí. Que tal adaptar o Parque da Cidade, por exemplo, para celebrações assim?

 

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário.

– Presídios Lotados e Aumento da Violência no Interior

 

Por Reinaldo Oliveira

 

Se você fizer uma visita a pagina da Secretaria de Administração Penitenciária, vai encontrar lá os seguintes números, que mostram a superlotação dos presídios no Estado de São Paulo. A penitenciária de Dracena/SP construída para abrigar 768 detentos está abrigando 1199, a de Flórida Paulista/SP para 768 está com 1262, a de Irapuru/SP para 768 está com 1234, a de Junqueirópolis/SP para 792 está com 1253, a de Lucélia/SP para 792 está com 1248, a de Martinópolis/SP para 792 está com 1218, a de Osvaldo Cruz/SP para 672 está com 1080, a de Pacaembu/SP para 792 está com 1240, a de Pracinha/SP para 768 está com 1264, a de Tupi Paulista/SP para 768 está com 1235 e o Centro de Progressão Penitenciária de Pacaembu/SP para 672 está com 1004. Além destes presídios, em alguns destes municípios há também unidade de presídios femininos e unidades da Fundação CASA (antiga FEBEM), que abriga as mulheres e menores infratores. O ponto em comum destas cidades é de que estão num raio de mais ou menos 100 km e a população destes municípios é relativamente baixa, como exemplo as cidades de Pracinha com pouco mais de 2 mil habitantes, Irapuru por volta de 7 mil habitantes e assim por diante. Logo são municípios com baixo efetivo de segurança e saúde pública entre outros, mas que têm que atender a demanda desta população carcerária. Visitando a página do www.avozdeirapuru.com.br, da pequena e acolhedora cidade de Irapuru/SP, os últimos três editoriais postados ali, diz bem da realidade que o município enfrenta, com relação ao aumento da violência, após a instalação destes “presentes de grego” nela e demais cidades próximas, tendo em vista que uma dista da outra em média pouco mais de 20 km. No editorial “O perigo mora ao lado”, informa que: “Infelizmente, a insegurança já está rondando a nossa região e, as pessoas de bem, já não podem mais viver tranquilas como em tempos atrás. Quer queiram ou não, com a chegada das penitenciárias e unidades da FEBEM, houve uma inversão de valores e, pensar em andar com segurança, já é assunto ultrapassado”. Isso devido o grande número de penitenciárias instaladas na região. O problema de violência e medo não está restrito apenas aos presos, mas também aos parentes que vêm visitá-los todo fim de semana, disseminando o tráfico de drogas. Também descreve que um casal retornando da cidade de Presidente Prudente/SP, quando em trânsito pelas ruas da pequena Flora Rica/SP, ao diminuir a velocidade do veículo num obstáculo, quase foi roubado por um indivíduo armado que os ameaçou. Escaparam imprimindo maior velocidade no veículo. Em outro editorial “Chance perdida”, relata o caso de uma família da cidade que foi rendida por dois bandidos que saíram beneficiados pelo feriado do Dia da Criança. Neste caso, percebido por vizinhos que alertaram a polícia, os bandidos foram presos e voltaram para as grades. Porém ali está um alerta de que a violência sempre aumenta durante os feriados prolongados, pois os presos favorecidos pela “saidinha” para visitar a família, aproveitam para praticar uma série de crimes. No editorial “Menor, problema maior”, relata que os menores destas cidades, antes pacíficos e freqüentando as escolas, agora depois da bebida e do cigarro, chegou a vez das drogas. Por conta disso algumas ocorrências já foram registradas de assaltos e roubos praticados por menores. Relata também o caso de menores em cumprimento de pena na unidade da Fundação CASA, quando em aula numa escola do município, se negaram a consumir a merenda oferecida pela escola, pois alegaram que na umidade em que estão cumprindo pena, as instalações como quadra esportiva, sala de diversão e comida servida, era de melhor qualidade do que as que eram servidas naquela escola. O editorial conclui que tal colocação por parte dos infratores, incentiva outros menores da escola a delinqüirem para ter atendimento igual os que estão cumprindo pena. Muitos outros exemplos do aumento da violência no interior, por conta da instalação e transferência de detentos para estes pequenos municípios, podem ser encontrados nas páginas dos jornais locais. De maneira hipócrita, as autoridades responsáveis pelas áreas afetadas pelo aumento da violência, sempre que instados a falar do assunto negam que esteja havendo aumento da violência. Enquanto isso, a população sofre e vê gradativamente o crescimento do problema, porém é impotente para reivindicar solução para o problema. A coluna “Contexto Paulista” publicado em vários jornais, tem abordado, inclusive com dados estatísticos recentes, que a situação, principalmente com relação ao aumento do uso de drogas, é crescente e alarmante. É Isso!

– Tem Pai que é Mãe: os efeitos do hormônio OCITOCINA na paternidade

 

Quando o Papai vira Mamãe? Quando alguns hormônios acabam deixando o pai com o mesmo comportamento da mãe, exceto o ato de dar mamar.

Olha que legal: provado cientificamente que os pais acabam sendo verdadeiras mães, graças a OCITOCINA.

Compartilho abaixo, extraído da Folha de São Paulo, Caderno Cotidiano, 25/08/2010, PG 09.

 

TEM PAI QUE É MÃE

 

POR Iara Biderman

 

Pela primeira vez, um estudo mostrou o papel do hormônio ocitocina na criação de vínculos afetivos entre o pai e o filho recém-nascido.Essa substância já é conhecida por estimular as contrações uterinas no trabalho de parto, a ejeção do leite na amamentação e a criação de laços entre mãe e bebê.

 

Mas a nova pesquisa, publicada no periódico “Biological Psychiatry”, avaliou o efeitos do hormônio da maternidade em homens que eram pais pela primeira vez.

As conclusões são estimulantes para essa geração de homens que participa mais na criação dos filhos.

 

SEM DAR DE MAMAR

 

Os pesquisadores descobriram que, embora a lactação seja um poderoso estímulo à produção de ocitocina, não é preciso dar o peito para que isso ocorra.Os níveis de hormônio foram medidos nos 160 participantes do estudo (80 casais) seis semanas após o nascimento do bebê e logo após ele completar seis meses.

 

Constatou-se que a concentração de ocitocina nos homens era igual à das mães de seus filhos. Isso sugere, segundo os pesquisadores, que os mecanismos que regulam os níveis do hormônio também estão ligados ao relacionamento do casal.

Além disso, o estudo mostrou uma forte associação entre os níveis de ocitocina e a capacidade paterna de se relacionar com seu bebê.

 

Não se sabe se o aumento de hormônio é causa ou efeito do comportamento. Mas foi verificada a relação entre a ocitocina e as atitudes dos pais com as crianças.

Elas são diferentes para pais e mães. Nelas, troca afetuosa de olhares, carinhos e palavras maternais são os comportamentos associados ao aumento da ocitocina.

Nos pais, a alta do hormônio ocorre quando ele estimula o filho -por exemplo, mostrando objetos ou fazendo com que agarre sua mão.

 

“Isso é lindo. Mostra que a ocitocina é quase um medidor biológico da capacidade de um homem permanecer cuidando de sua família”, diz a endocrinologista Vânia Assaly, membro da International Hormone Society.

 

O endocrinologista Luís Eduardo Calliari, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, conta que alguns estudos em animais já indicavam algo semelhante.

Foram observados dois tipos de ratos: um que cuidava de sua prole, “constituía família”, e outro que abandonava a fêmea depois do acasalamento. Os animais fiéis tinham concentrações de ocitocina bem maiores do que as dos ratos canalhas.

 

CAUSA OU EFEITO?


“Teoricamente, [o hormônio] pode estar relacionado ao envolvimento do pai. Mas,como em outros estudos sobre ocitocina e comportamento humano, esse não é conclusivo. Não dá para saber se o aumento da substância é causa ou efeito do comportamento”, diz Calliari.Vários estudos feitos com o hormônio (leia acima) sugerem que ele age como modulador do comportamento. O aumento da ocitocina deixa a pessoa mais generosa, compreensiva, amorosa.

 

Calliari pondera: “Isso pode indicar que vale a pena deixar o pai mais perto do recém-nascido, para facilitar a criação de vínculos”.

– Sem Sexo não se Vive?

Demagogia, Folclore ou Caso de Saúde Pública?

Na pequenina Parnamirim/RN, um vereador local quer distribuir gratuitamente remédios para disfunção erétil. Ele é Rosano Taveira, e se diz alicerçado nas idéias do psicólogo americano Maslow.

Ora, leciono na área de Administração de Empresas, e conheço bem a obra de Maslow. Abraham Maslow criou nos anos 40 uma teoria comportamentalista (ele era um dos pais do movimento behaviorista, adaptado à administração). Sua obra consistia na criação de uma Hierarquia das Necessidades às pessoas, e que através da satisfação ou frustração dessas necessidades o homem poderia ter reações previsíveis, e assim poderia ser administrado conforme sua carência pelos seus superiores (a chamada visão do Homem Probabilístico/Administrativo). Essas hierarquias eram divididas em dois grupos: Primárias, as mais importantes (fisiológicas e de segurança) e Secundárias (social, estima e auto-realização).

Teoricamente, a primeira necessidade humana é a de atender as necessidades do corpo, como comer, beber, dormir e descansar. Sexo é uma necessidade fisiológica; mas ela seria incontrolável, como as demais?

Ou o nobre vereador se equivocou com a necessidade primária da população, ou é um abnegado em atender a saúde pública. Tenho meus receios; afinal, os remédios de disfunção erétil tem suas contraindicações, principalmente para os cardíacos! Tomá-los sem prescrição médica é um perigo (aliás, qualquer automedicação é perigosa). Dar de graça esse tipo de medicamento me parece irresponsabilidade.

Em tempo: tal projeto não é novidade: em Novo Santo Antonio/MT, os idosos acima de 60 anos tem direito a 4 comprimidos de Viagra ou Ciallis garantidos pela prefeitura local, numa ação social chamada de “Projeto Pinto Alegre”. Parece gozação tal nome, não é? Trocadilho infame das autoridades de lá…

– O Ouro do Tráfico

 

É de arrepiar (e ao mesmo tempo de entristecer) a matéria de Wilson Aquino na Revista Istoé dessa semana sobre o Ouro utilizado pelos bandidos no tráfico de drogas no Complexo do Alemão.

 

Você sabia que a grossura e formato das correntes significavam níveis de autoridade diversos nos morros? Até filhos de bandidos, com 3 anos de idade, eram “forrados” de jóias!

 

Abaixo, extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/114877_O+OURO+DO+TRAFICO

 

O OURO DO TRÁFICO

 

Bandidos sempre gostaram de ostentar poder com joias – de preferência grossas, enormes e bastante brilhantes. As peças costumam ser tão caras quanto excêntricas. Com a tomada do Complexo do Alemão pelo poder público, pôde-se ter uma ideia do fascínio que o ouro exerce neles. A Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu um CD com fotos de traficantes, parentes e amigos exibindo um verdadeiro arsenal de ouro e pedras preciosas por todo o corpo. Esse CD é mais uma comprovação da riqueza escondida em mansões disfarçadas entre as residências pobres do Alemão, célula central do tráfico de drogas do Rio. As imagens mostram alguns dos 600 homens que integravam (ou ainda integram porque muitos fugiram) as facções criminosas da comunidade usando peças que nenhum cidadão carioca se sentiria seguro de exibir. Mas eles ostentavam tranquilamente a riqueza.

O professor Paulo Storani, que também é ex-capitão do Batalhão de Operações da PM do Rio (Bope), não se surpreendeu com o que viu. Segundo o homem que inspirou o personagem Capitão Nascimento de “Tropa de Elite”, o cordão de ouro virou símbolo de ostentação dos traficantes há cerca de dez anos. Antes disso, eles preferiam a prata. “Quanto mais grossa for a corda (forma como os bandidos se referem aos cordões de ouro), maior o status. De acordo com o delegado Roberto Gomes, chefe da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), muitas dessas joias são produto de assaltos a joalherias. Gomes explica que, em diversos casos, o tráfico age indiretamente no roubo, seja fornecendo armamento para as quadrilhas, seja com apoio logístico, permitindo que o bando se esconda em seus redutos após o assalto. Os traficantes também atuam como receptadores e usam o ouro como moeda para aquisição de entorpecentes e armas nas fronteiras ou para o pagamento de propinas.

Outra parte das joias é levada às bocas de fumo por viciados que furtam os bens da família para consumir drogas. Os traficantes têm ourives de confiança para derreter as peças e transformá-las em joias personalizadas. “Essa ostentação acaba seduzindo muitos jovens. Fascinados pela demonstração de poder, ingressam nas fileiras do crime”, lamenta o delegado Gomes. “A expectativa de vida deles é curta, então querem viver intensamente, transferindo o conforto de quem vive no asfalto para as favelas”, diz o professor Storani.
A pedido de ISTOÉ, o joalheiro e designar de joias Alfredo Grosso analisou as fotos e, do alto de sua experiência de mais de 40 anos no ramo, se disse “boquiaberto” com a quantidade de ouro que os criminosos carregavam no corpo. “Não se encontra isso em lojas. É coisa de rapper americano milionário”, compara o joalheiro. Grosso identificou pedras preciosas como rubis, águas-marinhas, topázios e ametistas encravadas em anéis, pulseiras e cordões de ouro maciço. “Parece que ele tem um quilo de ouro no pescoço”, espantou-se o joalheiro diante da foto do traficante que a polícia diz tratar-se de Gaguinho. O designer não tem dúvida de que os objetos são de ouro 18 quilates e estima o preço de alguns deles entre R$ 10 mil e R$ 35 mil somente de metal, fora os brilhantes e o trabalho artístico. “Só tem mastodonte”, diz o joalheiro, referindo-se ao tamanho das medalhas penduradas no pescoço dos bandidos. Ele nem se atreve a fazer uma avaliação financeira delas.

No entanto, especialistas disseram que, se as joias forem realmente verdadeiras, alguns bandidos estavam adornados com mais de R$ 300 mil em ouro, pedras preciosas e brilhantes. No álbum de fotos do tráfico, percebe-se que os bandidos não tinham a menor preocupação com a chegada da polícia. Estão rindo, bebendo e ao lado de mulheres bonitas. “Muitas moram na zona sul carioca e também se encantaram com o poder exibido pelos traficantes, seja através das armas, seja do ouro”, garante o professor Storani, mestre em antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

As fotos mostram também que os traficantes não tinham nenhum cuidado em preservar a família. Um menino aparentando 3 anos, identificado como filho do traficante Bacalhau, aparece com uma corrente e um medalhão de ouro com as inicias JN. Outro, praticamente da mesma idade e que seria filho do traficante Macarrão, está com o corpinho praticamente coberto de correntes e medalhões de ouro, sendo um com o desenho de uma coroa. Até um bebê, descrito na foto como filho do chefe do tráfico no Alemão, o traficante Fábio Atanásio, o FB, que conseguiu escapar milagrosamente do cerco montado pelas Forças de Segurança, é exibido cheio de cordões de ouro.

O inspetor Jorge Gerhard, que durante anos chefiou o Serviço de Inteligência da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), diz que o uso de ouro pelo corpo faz parte do folclore da bandidagem, mas somente dentro das comunidades. “Se botar o pé para fora da favela ostentando uma medalha de um palmo pendurada no pescoço vai ser preso”, diz. “É um freio de camburão.”

– A Exemplificação Infeliz de Sérgio Cabral em Relação ao Aborto

 “Quem nunca teve uma namoradinha que teve que abortar ?”

 

Essa foi a infeliz frase do governador fluminense Sérgio Cabral, ontem, durante evento com empresários. Ao criticar a atual lei sobre o aborto, fez essa veemente justificativa para defender o aborto.

 

Tal infelicidade me parece tão imbecil quanto a do ex-goleiro Bruno, quando atuava pelo Flamengo, que disse: “Quem nunca bateu na sua mulher?”

 

Sinceramente, a estupidez e a vulgarização dos valores é crescente. O respeito para a vida é diminuto e as exemplificações impróprias. Assim, agüentemos nossos políticos.

 

Respeitando as opiniões, discordo totalmente dessa visão a favor do aborto. Defendo a vida, e aceitar passivamente tal pronunciamento é uma grande omissão.

 

Se Sérgio Cabral é a favor do aborto, deveria se expressar bem diferente do que fez. Poderia ter ficado quieto.

 

E você, o que pensa disso? O governador Sérgio Cabral errou ao falar de tão delicado tema da forma que fez ou não? Deixe seu comentário:

– A Lista dos “100 mais Influentes Brasileiros” traz Importantes Novidades

 

Todo final de ano temos algumas listas pontuando fatos marcantes ou elegendo personalidades. Nesta semana, a Revista Época traz a sua relação dos 100 brasileiros mais influentes de 2010. Tudo normal e mais ou menos esperado: os da Política são os esperados: Lula, Serra, Dilma… dos Esportes, Celebridades, Ciência e outros também são mais ou menos bola cantada.

 

Mas gostaria de destacar uma anônima que felizmente apareceu na lista: Irmã Vera Lucia Altoé. Sabem quem é essa ilustre desconhecida? A sucessora de dona Zilda Arns na Pastoral da Criança. Dei uma pesquisada sobre sua obra na Internet, e me espantei! Ela tem a vida pautada em ser “sal da terra e luz do mundo”, tal é a grandiosidade do seu trabalho em favor dos pequenos. E poucos ouviram falar do nome dela.

 

A melhor definição dela pode ser o rótulo dado por Dom Dimas Lara Barbosa, bispo auxiliar do RJ, na mesma publicação: “Marcam sua vida a sensibilidade pelo sofrimento do povo e pelas injustiças sociais, bem como a alegria por estar no meio das comunidades”.

 

Ainda sobre a lista, fiquei preocupado pelo meu desconhecimento total sobre musicalidade atual. Explico: claro que já ouvi os nomes Pe Lanza e Fiuk. Sei que o primeiro é o líder de uma banda que faz sucesso entre os adolescentes e o outro é o filho do Fábio Jr (não estou tão por fora…rsrs) Mas nunca vi nenhum dos dois na TV, nem ouvi entrevistas deles e nem sei uma canção!

 

Será que tô por fora???

– As Agências Bancárias no Complexo do Alemão. E em Jundiaí?

 

Se a ação das Forças de Segurança no Complexo de Favelas do Alemão mudará permanentemente a região, ninguém sabe. Mas algo curioso é o fato do Itaú Unibanco querer abrir agências bancárias nos Morros Cariocas, sendo que o Complexo do Alemão receberá a primeira ação de implantação de novas agências da instituição bancária.

 

O Bradesco foi pioneiro nessas ações, abrindo uma unidade na Favela de Paraisópolis.

 

Fico pensando: guardadas as proporções, que tal uma agência na região do São Camilo? Já que a Prefeitura Municipal de Jundiaí vem se empenhando em modificar aquela comunidade, que tal as ações nãos e limitarem à construção de praças e incentivar tais empreendedores (bancos, lojas, entre outros)?

 

E já que o assunto é agência bancária, que tal os bancos olharem com carinho para outros bairros da cidade? Vejam o caso da região do Parque Eloy Chaves, composta pelo Eloy 1 e 2, Jardim Tannus, Jardim Ermida 1 e 2, Condomínios Morada da Serra, do Barão, Primavera… e muitos outros tantos! Não há uma agência bancária! Qual seria o motivo? Clientes (e clientes em potencial) sobram na região! Uma agência ali beneficiaria outros bairros ainda, como Medeiros e até mesmo a cidade de Itupeva.

 

E você, o que pensa disso? Os bancos estão mal distribuídos em nossa cidade ou o número de agências é suficiente? Deixe seu comentário:

– Renascer dia-a-dia, Reinventar-se, Repensar-se.

Disse Jesus a Nicodemus: “Necessário vos é nascer de novo”. Jo 3, 7b.

Essa passagem bíblica é oportuna para vários pontos de discussão: religiosa, social e profissional.

RELIGIOSA, pois mostra que a conversão é necessária para mudanças de condutas e práticas antes condenáveis ou indevidas;

SOCIAL, pois nos permite repensar em determinados comportamentos frente amigos, sociedade e até intimamente;

PROFISSIONAL, pois, cá entre nós, administradores: práticas como learning organizacions, destruição criativa e dentre outras tantas, não há esse princípio cristão de renascer (ou tecnicamente, ‘reinventar-se’?)

– Cuidados com o 13º Salário

 

Por Reinaldo Oliveira

 

FIM DE ANO. CUIDADO COM O SEU DINHEIRO

 

O fim do ano chegou. Este é um período que, suscitado pelo clima de fraternidade, as pessoas ficam mais sensíveis, afetivas. Há uma mudança nos costumes, tudo é enfeitado com cores que traduzem alegria. Porém, é necessário cautela com os gastos de fim de ano. É preciso ter cuidado com o uso do dinheiro para que, o início e todo o novo ano, sejam de acordo com os votos que costumeiramente desejamos uns aos outros: de feliz ano novo. E porque este cuidado, esta prudência com os gastos? Simples. Como está cheio de exemplos por aí, e como diz o dito popular, às vezes dá-se o pulo maior do que a perna; ou seja: se gasta mais do que ganha. Logo, é importante lembrar que só a poupança garante o futuro. Dados recentes informam que a população, a massa de trabalhadores está endividada. Uma pesquisa informa que 60% dos assalariados vão usar o 13º para pagar contas atrasadas, que são contas muito caras – porque normalmente nelas estão embutidos muitos juros. Para se ter uma idéia, o cartão de crédito chega a 240% de juros ao ano. E é comum muitas pessoas estarem com o pagamento do cartão atrasado. Outro que come boa parcela do dinheiro, em forma de juros é o cheque especial: 140% ao ano. E o 13º salário que foi criado como um bônus, um prêmio com direito ao ócio, está sendo incorporado no orçamento do trabalhador hoje, apenas para pagar contas atrasadas. Apenas 12 de cada 100 trabalhadores vão guardar o 13º para o pagamento de impostos de início de ano e despesas escolares e, apenas 3% vão usar para reforma ou aquisição da casa própria. No ano passado e neste, a crise no mundo afligiu países como Islândia, Espanha, Grécia e mais recente Irlanda e Portugal. Durante estas crises no mundo, internamente a área econômica do governo pediu para que a população brasileira continuasse produzindo, comprando, consumindo e foi atendida neste pedido. Parece que, de acordo com as pesquisas, aos poucos a conta foi aparecendo, e agora no fim do ano tem uma grande parcela da população com dívidas quase impagáveis. O alívio é o 13º.  Logo ele não é mais do trabalhador, mas sim, para pagamento de tudo aquilo a que ele é ou foi induzido a consumir. TV analógica? Que coisa antiga. Compre uma HD. Seu colega de serviço comprou carro novo? Que vergonha, você com o mesmo carro já há vários anos. Celular? O negócio é deixar o antigo de lado e comprar sempre o modelo mais recente. E assim vai. As tentações são grandes. E você cai que nem patinho. Com isso o comércio lucra, o povo se endivida e os banqueiros, que trabalham como o seu, meu e o dinheiro de todo mundo, ficam cada vez mais ricos. Então esteja atento e economize seu suado, mas importante dinheirinho. Ano novo e governo novo. A mudança de ano e de governo não espanta a crise, nem aumenta seu poder aquisitivo. Logo cuidado com o seu dinheiro. É isso!!

– Como se Livrar das Culpas

Em maio de 2010, a Revista Isto É trouxe uma brilhante matéria sobre como vivem e como devem viver pessoas que sentem culpadas por tudo na vida e no mundo!

O assunto foi muito bem abordado, e trata de uma forma sutil daquilo que muitos de nós sentimos: culpa por não sermos perfeitos, por deixar de ajudar alguém, por não sermos ecologicamente corretos, e outras tantas coisas que muitas vezes são cobranças necessárias e outras vezes demasiadas.

Cobramo-nos demais ou somos mesmo culpados por imperfeição?

O acesso à brilhante reportagem encontra-se clicando acima: COMO SE LIVRAR DAS CULPAS

– Em qual Instituição você confia?

 

A Escola de Direito da Getúlio Vargas divulgou uma interessante pesquisa: em quais instituições a população confia.

 

O resultado, pela ordem, foi:

 

1) Forças Armadas – 66%

2) Igreja Católica – 54%

3) Emissoras de TV – 44%

4) Grandes Empresas – 44%

5) Imprensa Escrita – 41%

6) Governo Federal – 41%

7) Judiciário – 33%

8) Polícia – 33%

9) Congresso Nacional – 20%

10) Partidos Políticos – 8%

 

E você, em qual instituição tem confiança? Deixe seu comentário:

– Vocação Política é algo sensacional!

 

Romário, artilheiro de muitos clubes e da seleção, realmente é um vocacionado à política!

 

Na Revista Veja desta semana (ed 2190, pg 136 a 137), em entrevista à Malu Gaspar, o ex-atleta e agora deputado federal disse sobre seus costumes:

 

“Vou trabalhar de 3ª a 5ª como todo deputado, nada mais do que isso. Sair do RJ, nem pensar. Não vou deixar de fazer o que eu gosto: meu futvôlei, a pelada com os amigos, as noitadas. (…) Meu horário-padrão de sair da cama é tipo 1 da tarde (…) [A razão por entrar no partido?] Eles que me escolheram, acho que é porque sou famoso”.

 

Estamos bem de deputado, não? E nós que pagamos mais essa conta…

 

Responda: o brasileiro sabe votar? Deixe seu comentário:

– O “Rodeio das Gordas” e o sentido torto, imbecil e repugnante do ambiente acadêmico.

 

Sempre defendo que as instituições de ensino onde leciono devem incentivar o espírito e ambiente acadêmico. A integração universitária deve ser fundamental para o entrosamento e sucesso dos universitários.

 

Mas o que dizer dos idiotas que ainda insistem em praticar “trotes acadêmicos” a fim de integrar os novatos? Ou ainda o constrangedor episódio ocorrido semana passada na UNESP de Araraquara, chamado de “Rodeio das Gordas”, onde a montaria em cima de alunas obesas era a “brincadeira”?

 

Custa a crer que esses alunos serão a mente pensante da nação…

 

Faço minha as palavras de Ruth de Aquino, na Revista Época dessa semana, Coluna Nossa Antena, de 01 de novembro de 2011, pg 130. Abaixo:

 

O RODEIO DOS IMBECIS

 

Universitários que “montam” à força em colegas gordas, numa competição para ver “qual peão” fica mais tempo sobre as meninas, são o retrato cru de uma sociedade doente e sem noção. O “rodeio das gordas” aconteceu em outubro em jogos oficiais de uma universidade importante, a Unesp, em São Paulo – não em algum rincão remoto. Não envolveu capiau nem analfabeto. Foi a elite brasileira, a que chega à universidade. Estamos no século XXI e assistimos perplexos à globalização da ignorância moral.

 

Mais de 50 rapazes, da Universidade Estadual Paulista, organizaram o ataque às gordas num evento esportivo e cultural com 15 mil universitários. Uma comunidade no Orkut definiu as regras: “Todo peão deve permanecer oito segundos segurando a gorda”; “gordas bandidas são mais valiosas”; “o corpo da gorda tem de ser grande, bem grande”. Os estudantes se aproximavam das meninas como se fossem paquerá-las. Aproveitavam para agarrá-las e montar nelas, e as que mais lutavam contra a agressão eram apelidadas de “gordas bandidas”. Uma referência ao touro Bandido, personagem da novela América. “A cada coice tomado, o peão guerreiro ganha 1 ponto”, anunciava o site de relacionamento.

 

A repercussão assustou os universitários. Roberto Negrini, um dos organizadores do torneio e filho de advogada, chamou tudo de “brincadeira”, mas pediu desculpas à diretoria da Unesp e se disse arrependido. Tentou convencer a todos de que “não houve preconceito”. Sites e blogs foram invadidos por comentários indignados. Mas havia muitos homens aplaudindo “a criatividade” dos estudantes. O internauta Arnaldo César Almeida, de São Paulo, propôs transformar a competição num “esporte olímpico”. Outro, que se identificou como Alexandre, escreveu: “Me divirto vendo esses kibes (sic) humanos dando coice! Vou até instalar uma baleia mecânica para treinar”.

Quem são os pais e as mães desses rapazes? A maior responsabilidade é da família. O que fez ou onde estava quem deveria tê-los educado com valores mínimos de cortesia e respeito ao próximo? Jovens adultos que agem assim foram, de alguma maneira, ignorados por seus pais ou receberam péssimos exemplos em casa e na comunidade onde cresceram.

O “rodeio das gordas”, promovido nos jogos da Unesp, é o retrato de uma sociedade doente

Não foi uma semana edificante. Meninas adolescentes, numa escola paulista em Mogi das Cruzes, trocaram socos. A mais agredida, de 14 anos, disse: “Alguns têm dó, mas outros ficam rindo porque eu apanhei”. Em Brasília, uma estudante usou a lâmina do apontador para navalhar o rosto e o pescoço da colega. No Rio de Janeiro, uma professora foi presa por manter relações sexuais com uma aluna de 13 anos. A loura da Uniban, Geisy Arruda, posou pelada, sem o microvestido rosa-choque, mostrando que tudo acaba na busca de fama e uns trocados.

 

Está na hora de adultos pensarem com cautela se querem colocar um filho no mundo. Se querem cuidar de verdade dessa criança. Ouvir, conversar, beijar, brincar, educar, punir, amparar, dedicar um tempo real para acompanhar seu crescimento, suas dúvidas e inquietações. Descaso, assédio moral e físico contra crianças, brigas entre pai e mãe, separações litigiosas podem levar a tragédias como a que matou a menina Joanna. Submetida a maus-tratos e negligência, Joanna talvez tenha simplesmente desistido de continuar no inferno em que se transformara sua vida aos 5 anos de idade.

 

Não sou moralista. Mas a sociedade mergulhou numa disputa de baixarias. As competições escancaradas na TV aberta, sob a chancela de “entretenimento”, estimulam a humilhação pública e a indignidade humana. Comer pizza de vermes e minhocas vivas, deixar ratos e cobras passear pelo corpo de uma moça de biquíni, resistir a vômitos, como prova de determinação e bravura – isso é exatamente o quê? Expor pessoas ao ridículo, enaltecer o lixo, a escória, em canais abertos a crianças e adolescentes… não seria inaceitável numa sociedade civilizada? Diante de alguns programas televisivos, o “rodeio das gordas” pode parecer brincadeira. Mas não é.

– Os malefícios da Geração “Nem-Nem”

 

Você já ouviu falar sobre a geração “nem-nem”?

 

Tal termo deriva do espanhol ni-ni, que quer dizer “nem estudam e nem trabalham”. Quase ¼ dos jovens entre 18 e 20 anos estão nessa situação (segundo a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD – levantamento do pesquisador Naercio Menezes Filho, do Centro de Políticas Públicas do Insper).

 

Quais seriam os efeitos disso para o Brasil? Graves, certamente. Antes, quem não podia estudar trabalhava. E agora, qual a causa desta abstenção?

 

O que fazer com ¼ de uma geração jovem-adulta que nem trabalha e nem estuda? O que esperar dela?

 

Talvez a eleição de Tiririca explique isso… JÁ estaríamos sentindo os efeitos disso?

 

E você, o que acha sobre esse assunto: os jovens que não trabalham e nem estudam fazem isso por quais motivos?

 

Deixe seu comentário: