– Fé e Louvor no Bairro Medeiros de Itupeva

Por Reinaldo Oliveira

 

FÉ E LOUVOR À NOSSA SENHORA APARECIDA

 

A comunidade Nossa Senhora Aparecida, do Bairro do Medeiros, conhecida como da Igreja de Pedra, organizou celebrações em louvor à sua padroeira, desde o dia 9 e vai até o dia 17 de outubro. No dia 9 foi celebrada a Missa de abertura com a presença dos romeiros. No dia 10, foi realizado o 8º Desfile de Romeiros e Cavaleiros e bênção aos participantes na chegada à igreja. No dia 12 aconteceu o momento de Fé e Louvor, iniciado com a Procissão, com a imagem da padroeira sendo elevada por um percurso de 2 km, até a igreja, seguido de Missa e coroação de Nossa Senhora. Importante lembrar que esta comunidade, por estar situada no perímetro rural e, composta por famílias de antigos moradores, mantém a tradição religiosa de veneração a padroeira, com bonita participação na parte religiosa, seguida também de grande participação social/confraterna nas festas que são realizadas ao final das celebrações. Após a celebração, tem barracas servindo pastel, pernil, churrasco, costela, frango, doces e completo serviço de bar. O encerramento será no próximo fim de semana, dias 16 e 17, e a comissão organizadora convida a população de Itupeva e região à participar.

– Xuxa, Google e busca com encontros indesejados

 

Você já buscou o seu nome na ferramenta de buscas do Google?

 

Quando eu faço isso, encontro em boa quantidade de críticas a jogos apitados (faz parte do ofício…), temas publicados por outrém de minha autoria e assuntos do próprio blog.

 

Já a Maria das Graças Meneghel (Xuxa), proibiu o Google de relacionar buscas do seu nome com o tema Pedofilia. Havia 21400 fotos dela nua (provindas do filme pornográfico que fez em 1982, onde contracenava com um adolescente), e inúmeras referências eróticas ao seu nome. Foi a maior ação contra o Google no mundo, vencida pela apresentadora.

 

Agora, fico pensando: o que essas celebridades podem fazer com os fakes do Orkut e Twitter? Processar as empresas? O Twitter ainda dá um atestado de veracidade quando se encontra a pessoa real e notoriamente pública. Mas… é suficiente?

– Da Consciência ao Alcoolismo

Ontem morreu o Ceará. Um ilustríssimo morador do Bairro Medeiros, típico personagem do folclore local. Passaria batido se sua impressionante história não fosse descoberta no leito da sua morte.

 

Ceará era um servente de pedreiro que se mantinha alcoolizado 24h por dia. Sempre bebum, mas alegre! Não conseguia fazer uma tarefa bem feita. As vezes arrumava briga por aí. Torrava o pouco dinheiro que ganhava com pinga. Andava como um andarilho à noite, bem embriagado e sujo.

 

Sobreviveu tanto tempo graças a caridade do Jorge e sua família, um construtor que o empregava, e unicamente por interesse fraterno e solidário o acolhia, dando comida, emprego, e até pouso! Sem parentes e amigos, sem nada, sua história seria esquecida no anonimato se não fosse a descoberta no último dia de vida.

 

No derradeiro dia, conseguiu-se um telefone de um suposto vizinho de um suposto amigo de um suposto parente distante (que loucura, não?). Após um dia inteiro de telefonemas, descobriu-se que o Ceará ainda tinha a mãe viva e 8 irmãos, todos em Pernambuco. Possuía primos em Araras-SP, e há 14 anos era dado como desaparecido. O que acontecera?

 

Aconteceu que ele era, vejam só, administrador da chácara do ex-prefeito da cidade, e gozava a reputação de um sujeito respeitado, letrado e grande trabalhador. Homem sério e esposo dedicado. Entretanto, a mulher o abandonou, e desde esse dia caiu no alcoolismo e sumiu no mundo.

 

Aqueles que o conhecem jamais pensariam na sua história. O desaparecido apareceu no dia em que se foi. Que descanse em paz!

– O Brasil Estudado Pelo Futebol

Amigos, sabemos da importância social do Futebol no Brasil. Muitos estudos são realizados por diversos prismas; entretanto, um me chamou a atenção: o trabalho de Jober Teixeira Jr, reproduzido pelo site “Cidade do Futebol”, onde o futebol é visto por um ângulo sociológico muito interessante, o qual compartilho com vocês.

Extraído de : http://www.cidadedofutebol.com.br/site/vip/materias/vermaterias.aspx?idm=841

BRASIL PODE SER ESTUDADO PELO FUTEBOL

A sociologia é uma ciência que estuda as relações que se estabelecem entre as pessoas que vivem numa comunidade ou grupo social, ou entre grupos sociais diferentes que vivem no seio de uma sociedade mais ampla. Esta definição encontramos no Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa.O futebol, por ser uma atividade grupal e também social, tem merecido, de parte dos sociólogos, estudo mais profundo, para que entendamos melhor suas relações, quando se tem uma atividade social da mais alta relevância.

Em seu livro Dos Pés à Cabeça, Maurício Murad, 1997, nos mostra que “a sociologia no futebol, é especial se inscrevendo epistemológica e metodologicamente no campo do saber da sociologia do esporte”. No Brasil, começamos a dar os primeiros passos para o estudo acadêmico da sociologia do futebol, até porque em países como Alemanha e Inglaterra, as pesquisas universitárias tem sido um dos maiores e mais importantes patrimônios da cultura que servem de exemplo para nós brasileiros.

Murad relata na obra citada que “o futebol, como nossa paixão popular e esporte número um, encena um ritual coletivo de intensa densidade dramática e cultural, em consonância com a realidade brasileira. É a combinação de simbologias, por meio das quais podemos estudar o Brasil”.

Simbologia
Quase de forma antológica, Murad, diz que “o futebol é simbologia e metalinguagem, e como tal, revelador das culturas das coletividades e revelador expressivo das condições humanas. Albert Camus, Prêmio de Literatura de 1957, pensador e especialista e ainda goleiro titular do RUA de Argel, disse: “…o essencial para mim era jogar futebol: a bola era minha paixão e eu sapateava de impaciência…” E assim conseguiu transferir para sua vida prática, todos os conhecimentos obtidos no futebol, tais como: moral e obrigações que um homem deve ter.

Mauricio Murad, com muita lucidez e num momento sublime, define a bola, o objeto de desejo e instrumento de trabalho dos jogadores de futebol, como sendo:

“De forma geométrica, sua circunferência que, de acordo com a concepção clássica dos gregos, a forma geométrica perfeita, valor do inconsciente coletivo, suprema  representação espacial, à medida que enuncia a ética da igualdade de oportunidades, pelo critério da eqüidistância, uma vez que todos os pontos estão igualmente distantes do centro”.

Esta definição e até um conceito, expressa de forma fantástica o quanto a Grécia contribuiu para a sociologia do futebol. Este objeto tão fantástico inventado pelo homem é motivo de alegrias e frustrações dele mesmo. É tão fantástico este jogo, que qualquer um pode praticá-lo desde o “baixinho” (Romário) o “gordinho” (Maradona), pelo “alto” (Beckenbauer), pelo “torto” (Garrincha), pelo “perfeito” (Pelé), pelo “magrelo” (Sócrates), pelo “perfeito” (Didi), enfim por qualquer biótipo, por qualquer classe social, por qualquer etnia, provando e comprovando ser um esporte extremamente democrático.

Arte
O futebol, oriundo da Inglaterra, chega ao Brasil de forma elitista e racista. Proibido aos negros, mestiços e brancos pobres, teve uma resistência enorme das classes dominantes, porém teve que curvar-se à insistência da grande maioria menos favorecida, tornando-se o esporte-rei e mais que isso, pela habilidade e magia de nossos atletas, um estilo de arte. Passes, dribles, fintas, a malemolência à ginga, coisas buscadas nas danças, na própria capoeira, cultura nossa, nos diferenciaram dos demais atletas do mundo inteiro.

Mário de Andrade, em crônicas de 1939: “Eu é que já estava longe, me refugiando na arte. Que coisa lindíssima, que bailado mirífico um jogo de futebol! Era Minerva dando palmadas num Dionísio adolescente e já completamente embriagado… Havia umas rasteiras sutis, uns jeitos sambalísticos de enganar, tantas esperanças davam aqueles volteios rapidíssimos…”

O futebol, mais do que prática esportiva, é uma oportunidade prática de se exercitar a cidadania. ortanto, mais do que constatação, interpretação e paradigma do Brasil, o futebol é proposta, é projeto e desejo da coletividade.

Murad, destaca ainda, em sua obra, que “nada melhor que o futebol para totalizar o país, tanto na prática quanto na teoria.” Sendo que o conceito aqui exposto sobre totalidade, nada tem a ver com aquele que remete à ideologia da democracia racial, mascaramento simbólico da realidade e sim originário da tradição dialética. Desde Hegel, o conceito de totalidade inclui a contradição, o antagonismo e o conflito.

Integração social
Roberto Da Matta, em Antropologia do óbvio: notas em torno do significadosocial do futebol brasileiro, in Dossiê Futebol, Revista USP, jun/jul/ago 1994, diz “As raízes do futebol se espalham pelas esferas da realidade social, pois, diferentemente de outras instituições, o futebol reúne muita coisa na sua invejável multivocalidade. É uma estrutura totalizante em sua acepção teórica”.

Segundo Murad, para os deficientes, oferece uma gama extraordinária de chances de participação social, como meio de integração e reeducação.

Enfoca ainda outras experiências com o futebol no manicômio judiciário e sistema penitenciário, onde grandes craques do passado, tais como Jairzinho, Afonsinho, Reinaldo, Nilton Santos, Belini e Pelé, participaram, levando aos que ali estavam, lembranças agradáveis de momentos importantes.

Janet Lever, em A Loucura do Futebol, Editora Record, 1983, cita que “Em uma das obras clássicas da Sociologia, Émile Dürkheim sugere que a religião é menos importante como um conjunto específico de crenças e divindades do que como uma oportunidade para a reafirmação pública da comunidade… Apesar da ausência de vínculos sangüíneos, os homens da tribo sentem que estão relacionados entre si porque partilham um totem. O culto a uma equipe esportiva, como o culto a um animal, faz com que todos os participantes se tornem altamente conscientes de pertencerem a um coletivo. Ao aceitarem que uma equipe em particular os representem simbolicamente, as pessoas desfrutam um parentesco ritual, baseado neste vínculo comum”.

Individual e coletivo
O imprevisível e a improvisação, que parecem diferentes, são marcantes no futebol. Transportando para as relações sociais no Brasil, torna-se difícil a improvisação e as noções de imprevisibilidade na vida diária de nosso povo.

O futebol é para os brasileiros, um misto de necessidades imediatas e práticas de luta e obtenção de resultados e objetivos e ao mesmo tempo a expressão de alegria e da arte popular, expressando uma sintonia entre o individual e o coletivo, dentro e fora dos gramados. Para exemplificar o exposto acima, vejamos: “eu sou colorado” ou “eu sou gremista”.

Eu = individualidade
Sou = identidade
Time = coletividade

Na Copa do Mundo, a maior comprovação sociológica, é que o brasileiro é capaz, independente da camada social, de organizar-se nas ruas e espaços comunitários para numa ação conjunta mostrar toda a sua cidadania.  Como modalidade desportiva mais popular do mundo, o futebol cria espaços públicos permissíveis a experiências comunitárias sensacionais. A cultura da massa brasileira comprova que nenhuma outra manifestação tem paralelo com o futebol.

As três instituições mais presentes na vida brasileira são um templo religioso a cadeia pública e o campinho de futebol, independente do lugar ser pequeno, médio ou grande. Às vezes falta a cadeia ou o templo religioso, porém o campo de futebol está sempre presente, sendo o espaço público mais perene da vida brasileira.

Encerrando este capítulo entre a sociologia e o futebol, não estamos encerrando o jogo, com certeza. O futebol tem tido uma estreita relação com a música popular brasileira em sua estética com os imortais: Noel Rosa, Lupicínio Rodrigues, Lamartine Babo, Tom Jobim, Gilberto Gil, Moraes Moreira e Chico  Buarque de Holanda que declarou: “Minha primeira paixão é o futebol”.

O futebol e a música popular brasileira andam juntos desde os anos 30, levando o futebol para o campo de sua poesia e fez dele protagonista ou coadjuvante de importantes letras. Músicas de Carnaval e marchinhas falaram de futebol, pois Carnaval e futebol além de possuírem identidade histórica, são manifestações populares das mais sérias que este país possui.

E assim podemos ainda citar o futebol na Literatura Brasileira, no cinema brasileiro, o olhar feminino no futebol, mitos do futebol brasileiro e nosso poeta maior, Carlos Drummond de Andrade sentenciou: “Como ficou chato ser moderno, eu agora quero ser mesmo é eterno”.

Jober Teixeira Júnior é professor e titular das cadeiras de Futebol e Futsal da Facos (RS)

– A Greve dos bancários em Jundiaí: Piqueteiros Profissionais versus Bancários da Labuta

 

Sou daqueles que vai ao banco diariamente. Em horários alternados, sempre estou nas agências. Um ofice-boy não tão boy…

 

Vejo com pesar o que fazem com os bancários. As moças e rapazes que trabalham no atendimento ao público dos grandes bancos privados, penam com o excesso de trabalho.

Mas ressalto: a minha compaixão é com os bancários, não com os banqueiros! A luta pela maximização pelo lucro é cruel. O banco me paga 0,60% de uma aplicação, usa meu dinheiro em benefício próprio, e empresta o mesmo dinheiro a clientes através de ‘crédito pessoal’ a módicos 12 a 13%.

 

Covardia, não?

 

Pois bem: na segunda e na terça-feira, metade das agências da cidade estavam abertas. Na quarta, a maioria fechou (em meio a dia de pagamento a trabalhadores e aposentados).

 

Eles sugerem alternativas, como caixa eletrônicos e a internet. Dá para sacar dinheiro pela Internet? E os caixas eletrônicos desabastecidos de cédulas?

 

Nesta quinta-feira, o cúmulo: uma ou outra agência aberta, abarrotada de gente, sem dinheiro em espécie para o público. Boa parte dos caixas eletrônicos estavam desligados e/ou em manutenção.

 

Entre as muitas que circulei, uma me chamou a atenção. Na Rua Rangel Pestana (não importa o banco), na porta da agência, de fronte a entrada aos caixas eletrônicos, um troglodita de 2 metros X 2,5 metros me abordou: “o que você quer?”. Ué, assustei com a abordagem. Tive que desviar do cara para entrar; um típico intimidador. E, claro, ele nunca deve ter sido bancário.

 

Aí vem minha bronca: os bancários não protestam e nem impedem os clientes de entrar nas agências. Mas os contratados por sindicatos, brutamontes e piqueteiros profissionais, estes tumultuam. Grossos, mal-educados e mal-encarados, destratam o cliente bancário que não tem nada a ver com isso. Pelo contrário, o cliente é vítima de arruaceiros que fazem baderna.

 

Os bancários estão numa luta justa. Trabalham, ganham pouco e sofrem na labuta diária. Eles têm minha simpatia. Já os profissionais da bagunça, não.

 

E você, o que pensa disso? Como está sua situação durante a greve dos bancos? Deixe seu comentário:

– Incoerência Eleitoral

Aqui no Bairro Medeiros, só temos uma escola como posto eleitoral. Sempre esteve super-lotada. Imagine agora que o bairro ‘explodiu’ populacionalmente falando?

 

As autoridades eleitorais deveriam estar mais atentas a isso. Aliás, duas ‘pisadas de bola’:

 

1) a Justiça Eleitoral só decidirá sobre os fichas-sujas depois da Eleição. Imaginem as especulações e polêmicas até lá… principalmente pelos puxadores-de-votos que serão preponderantes para o coeficiente eleitoral. Teremos 2 listas de eleitos até a decisão final?

 

2) E a cansativa polêmica do Título Eleitoral estar desacompanhado de documento com foto? Assim, se eu…

… Me apresentar com o RG, eu VOTO;

… mostrar a minha habilitação, eu VOTO;

… levar minha Carteira Profissional, eu VOTO;

… ou portar um crachá da minha empresa, também VOTO!

 

Só que se eu for com o título de eleitor, NÃO VOTO!

 

Ué, para que ele serve então??? Apenas para indicar o local de votação?

 

E você, o que acha de tal decisão do documento com foto ser obrigatório? Se é para garantir que não exista fraude, quer dizer que as outras não tiveram essa garantia e podem ter sido fraudadas?

Deixe seu comentário:

 

 

– Leilão Artístico-Solidário

Uma ação inusitada, mas solidária: artistas famosos estão leiloando a possibilidade de anônimos serem citados por eles em seus twitters. A campanha se chama “TwitChange”, conta com 180 artistas, e pode ser acessada pelo e-Bay. A famosa atriz Demi Moore, por exemplo, uma das madrinhas da campanha, promete citar o nome daquele que vencer o leilão de seu nome por 3 meses no Twitter. Você pode participar, caso tenha interesse, em: http://twitchange.com/#

 

A verba arrecadada irá para a construção de um centro de recuperação de crianças com deficiências físicas, sobreviventes do terremoto do Haiti.

 

É claro que muitos doadores irão fazer seus lances para a sua exposição no Twitter. Mas aproveitar esse ato de vaidade das pessoas em prol da solidariedade é uma ação inteligente e válida. Afinal, a causa é nobre.

 

O que você pensa de tal método para ajuda ao próximo? Deixe seu comentário:

– A Eleição ao Senado: um Desastre nas Urnas!

Leio na pesquisa do Jornal Bom Dia / Epesp deste sábado, que Marta Suplicy, Netinho de Paula e Aloísio Nunes Ferreira são os ponteiros na disputa pelas 2 vagas a Senador da República por SP (com pouco mais de 20% dos votos), seguidos por Moacir Franco e Ricardo Young.

 

Mas o que me admira é o número de pessoas que responderam ‘NÃO SABEM’. Cerca de 69% dos eleitores não tem candidato ao Senado! Ou seja, parece que a eleição ainda não começou… A qualidade do voto a este cargo será discutível ao extremo!

 

Diante desse número, imagine as pessoas que não tem familiaridade com a informática e que se atrapalharão na hora de votar. Calcule o tempo que esse eleitor levará para confirmar o voto e o tamanho das filas nas zonas eleitorais. Nem todos saberão distinguir quando se digita o número para presidente, governador, senador, senador de novo, deputado federal e deputado estadual. Imagine ainda que àqueles (e são muitos) que acham que devem escolher um único candidato ao Senado, ao confirmar seu voto, aparecendo a mesma tela pedindo outro voto, irão tentar votar de novo no mesmo nome, achando que deu erro na primeira tentativa.

 

Dia 03 de outubro será dia de muita, muita paciência mesmo…

 

A propósito, aqui no bairro Medeiros, em Jundiaí, a população triplicou de tamanho e continuamos na mesma apertada escola Rafael de Oliveira como sede eleitoral. Como faremos nesse ano?

 

E você, já decidiu a quem votar para Senador 1 e Senador 2?

– Jundiaí: uma cidade racista ou não? A origem do termo ‘Macaquitos’ utilizado pelos Argentinos.

Para chegarmos ao contexto local, vale o global-histórico. E falaremos de uma personagem importante. Antonio Palacio Zino: eis o culpado!

Quem é ele?

Zino foi jornalista do periódico A Crônica, de Buenos Aires. Em 1920, quando a Seleção Brasileira de Futebol foi se apresentar na Argentina, ele destilou todo o seu racismo e desconsideração ao Brasil. Chamou nossos atletas de macaquitos e ironizou a conduta moral de nossas mulheres. Eis o artigo:

E estão os macaquinhos em terras argentinas. Hoje temos de acender a luz às 4h da tarde, pois os temos visto passeando pelas ruas, aos saltos (…) No carnaval, os maridos se abrem e as mulheres vão para a festa, como lhes dá vontade. Por isso que, cada vez que nasce uma criança, o casal tenta descobrir com qual vizinho se parece (…) A uma hora e meia da bela capital brasileira, gente inocente é degolada, se assalta sem medo e é latente a escravidão em suas nuances selvagens”.

Dá para imaginar um artigo desse em jornal atual? Seria incidente diplomático na certa.

Ridículo imaginar que se julgam as pessoas pela cor da pele. Não só no século passado, mas ainda hoje.

Mas, justiça seja feita: ele levou o termo racista macaquitos ao futebol, resgatando uma antiga ofensa portenha aos negros brasileiros. Durante a Guerra do Paraguai, no século XIX, o exército de soldados puramente brancos da Argentina se uniu a uma tropa brasileira formada por escravos negros, que garantiriam sua plena liberdade em caso de vitória na Guerra. Revoltados por serem oficiais unidos a escravos, os nossos hermanos, a cada desentendimento, ofendiam-os com o termo racista.

Século XXI: o racismo persiste em todas as áreas e em todos os povos, lamentavelmente. Alguns lugares mais tolerantes, outros menos. E preconceito no quesito raça, sexo e religião. Assim, que tal dar sua opinião: na sua comunidade/cidade, o racismo/preconceito para quaisquer grupos é perceptível?

Ops: creio que nossa Jundiaí é uma cidade mais tolerante do que muitas por aí, mas ainda não ideal.

(Informações extraídas de: Revista ESPN, edição 11, setembro / 2010, Coluna Página2 , pg 16).

– O Pastor Extremista, Intolerante e Irresponsável

Costumamos ouvir muito sobre o tema “fanatismo religioso”, e na maior parte das vezes, em referência a extremistas islâmicos. Mas e o que falar sobre “radicais” cristãos?

 

Poucos o conhecem: Pastor Terry Jones, fundador da Igreja Dove World Outreach, da pequena cidade de Gainesville, na Flórida-EUA, e símbolo maior da intolerância religiosa. Esse pastor marcou para hoje, sábado 11/09, a queima de exemplares do Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos) em praça pública. Segundo ele, o islamismo é a religião do Demônio, e os cristãos devem extirpá-los.

 

Ora, é claro que ele fala algo que vem de suas opiniões pessoais, longe do Magistério da Igreja Católica ou da Comunhão de Outras Igrejas Protestantes. A propósito, a base do Cristianismo é a tolerância, o amor incondicional e o respeito. Assim, tal pronunciamento é contrário à própria doutrina cristã.

 

O mais interessante é que esse pastor, cujo culto levava 30 pessoas no máximo, hoje é uma das pessoas mais conhecidas no mundo e citado nos TT do twitter ou no topo das buscas do Google. Tornou-se uma celebridade!

 

Tal iniciativa irresponsável de queimar o livro que equivaleria a “Bíblia árabe”, além de ato irresponsável e discriminatório, poderia levar a atos violentos e respostas de fundamentalistas do islamismo. Depois de apelos realizados por autoridades políticas e até da segurança nacional americana, o pastor declarou que o ato estava suspenso (a intenção era fazê-lo hoje, simbolizando e responsabilizando a religião muçulmana pelos atentados terroristas ao WTC e Pentágono, cujo aniversário de 9 anos é lembrado neste sábado).

 

Vale ressalvar: nos EUA, a liberdade religiosa é plena, e todos têm direito à liberdade de expressão, ainda que uma religião seja ofendida.

 

Felizmente, aqui em Jundiaí, podemos observar o convívio harmônico de todas as crenças. Há um verdadeiro clima ecumênico e respeitoso, que, aliás, deveria servir de exemplo a outros intolerantes.

 

Todas as religiões defendem a paz. Atos hostis contrários a fé alheia vão em desencontro a qualquer orientação religiosa. Afinal, respeitar não é fazer apologia!

E você, o que pensa sobre tal assunto?

– Orgulho Branco, Orgulho Negro, Orgulho Gay… desorgulho humano!

O que podemos falar sobre movimentos neonazistas? Nada, só lamentar…

 

Os EUA vivem uma onda grande de racismo, principalmente contra negros e latinos. O problema maior é a argumentação, que acaba trazendo mais adeptos: alegam que se um negro utilizar uma camisa “100% Negro”, por que é imoral usar uma escrita “orgulho em ser branco”?

 

Quando tal discussão vem à tona, a coisa complica. Não existem raças, apenas uma raça: a raça humana. Uma pena que a intolerância, ignorância e excessos de pleito por causas tragam esse debate.

 

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/782996-eua-tem-ato-neonazi-anti-imigracao-e-a-favor-de-uma-nacao-de-puro-sangue-branco.shtml

 

EUA têm ato neonazi anti-imigração e a favor de uma “nação de puro sangue branco”

 

Por ANDREA MURTA

 

No meio da tarde, centenas de neonazistas e racistas da Ku Klux Klan marcham empunhando suásticas no centro de Knoxville, Tennessee. Não, não estamos na era da segregação. O evento está marcado para hoje.

 

O partido neonazista Movimento Nacional Socialista (NSM, na sigla em inglês) e os ultrarradicais da KKK –grupo que cometeu uma série de assassinatos e atrocidades contra negros no século passado, quando lutava contra o fim da segregação e o movimento de direitos civis– embarcaram juntos na onda do movimento anti-imigração que se espalha em solo americano, participando de uma série de atos pelo endurecimento das leis contra ilegais.

O tema da imigração não é novidade para os dois grupos, mas os holofotes crescentes induziram a um aumento no número de marchas nos últimos meses.

Só neste ano, o NSM afirma já ter feito cerca de 15 protestos em várias cidades americanas.

Para a marcha marcada para 15h de hoje em Knoxville (16h em Brasília), a expectativa é de 350 participantes.

Se a penetração não é significativa em termos populacionais, as ações chocam pela tranquilidade com que se pregam o racismo e a segregação à luz do dia, em pleno século 21. E chamam atenção no momento em que o debate sobre o que é “ser americano” esquenta.

“Não toleramos a invasão estrangeira de nosso país. Devolver os “criminosos” a seus países é a única coisa que aceitaremos”, diz o NSM.

PURO SANGUE BRANCO

Imigrantes indocumentados não são os únicos que o partido quer “devolver”. O principal objetivo do NSM é criar uma “nação de puro sangue branco”, em que apenas arianos de ascendência europeia seriam cidadãos.

O resto –negros, latinos, asiáticos etc.– seria enviado para a África, América Latina ou onde quer que os arianos julguem ser seu lugar.

Charles Wilson, porta-voz do NSM, manifestou vontade inclusive de deportar esta repórter. “Você não prefere voltar a seu país e ser governada por sua própria gente?”

O NSM também se disse “satisfeito” em anunciar que haverá uma cerimônia de hasteamento de suásticas.

“O que eu digo para quem critica a suástica é: vá estudar”, disse Wilson. “É um símbolo religioso, é como colocar uma cruz na rua. É muito anterior a Hitler.”

Não que tal associação seja um problema. O NSM diz que Hitler “estava certo em muitas coisas”.

– Reeducadores Sociais para Boleiros

“Juiz Ladrão, vai sair de camburão”

 

Ontem, após o jogo Vitória 4 X 2 Santos, o atleta santista Neymar colocou no micro-blog de relacionamento social twitter essa mensagem, em referência ao árbitro Sandro Meira Ricci, que houvera apitado a partida.

 

Se um atleta ofende o árbitro após a partida, ainda dentro do campo, pode receber o cartão vermelho. Se for na escadaria que dá acesso ao vestiário, o árbitro pode relatar o ocorrido, sem a aplicação do cartão (e terá o mesmo peso).

 

Claro que Neymar nem jogou ontem. Claro que estamos em uma democracia. Claro que a liberdade de expressão deve ser inquestionável. Mas… fico pensando: ninguém fala ao menino Neymar, cujo futebol vale 35 milhões de euro, que é prudente não falar isso?

 

Parece piegas ou discurso politicamente correto em excesso, mas cá entre nós: imaginem o clima na próxima partida em que se encontrarem (se se encontrarem…). Os árbitros são profissionais (embora não sejam reconhecidos como tais na lei), não devem ter espírito de vingança ou guardar mágoa. Entretanto, são humanos. Vai que…

 

Entenderam?

 

Custa muito o departamento de futebol do Santos contratar um profissional para orientar esses garotos? Valem tanto, e custaria tão pouco. Não uma babá, mas, digamos, um “reeducador social”?

 

A grande preocupação, não só válida para o futebol, é de que quando se ganha muito dinheiro sem preparo para tal, a pessoa perde a noção da responsabilidade e respeito ao próximo. Não tem limites sociais, e vale tudo! O deslumbramento é inevitável para despreparados.

 

Me parece que o Jorge Henrique também reclamou da arbitragem via Twitter. A moda está pegando?

 

O que você acha disso: Jogador pode ou não falar pelo Twitter o que ele queria falar pessoalmente ao árbitro? Deixe sua opinião!

 

Ops: sobre os lances de pênaltis a favor do Corinthians e contra o Santos:

 

– AVA X COR: Jorge Henrique caiu por força do toque do seu adversário? Se sim, é pênalti. Mas se ele sente o toque e abandona a jogada a fim de cavar o pênalti, mesmo podendo continuar o lance, não se marca nada. Lance chato para o Péricles Bassols Cortês (é verdade que o histórico do Jorge Henrique não ajuda muito, embora ninguém pode apitar fazendo mal julgamento do atleta).

 

– VIT X SAN: Edu Dracena tinha tempo de tirar a mão da bola na hora em que ela foi chutada? Ele pôs a mão na bola ou a bola bateu nele? Tinha distância suficiente para se esquivar da bola? Respeito o excelente Sandro Meira Ricci, mas em casa, do sofá, eu não daria. Mas como ele estava em campo, suado, sentindo o calor da partida e próximo do lance, não critico a sua decisão, embora não concorde.

– Sobre Twitteiros, Boleiros e Maloqueiros

Ter 18 anos é motivo para se esquivar de certas responsabilidades?

 

A pergunta acima é bem direta. Nosso exemplo provém da vexatória e constrangedora situação em que se meteram alguns jogadores do Santos FC através do microblog Twitter. O fato se tornou público e levou os dirigentes a punirem os atletas, bem como o pedido de retratação.

 

Qualidades futebolísticas a parte, já que o Santos venceu ontem a Copa do Brasil, nós vemos a questão comportamental cada vez mais degrada e tendo como subterfúgio a “pouca idade”.

 

Ora, o problema maior não é a idade dos atletas, mas sim a Educação dos mesmos. E Educação no sentido mais amplo: educação familiar, social, moral e cívica, financeira…

 

Será que os jovens estão preparados para ganhar tanto dinheiro? A fama, o sucesso e o alto poder aquisitivo deturpam os valores de mentes menos preparadas. Há tempos leio que esses jogadores se metem em confusões, e a justificativa é a de sempre: são jovens… Jovens que dirigem carrões de meio milhão de reais? Alguns desses já tem filhos e esposas. Podem fazer o que quiserem, sem ter comprometimento com a imagem do clube?

 

O atleta Madson, no infeliz vídeo do Twitter, exibe seu peito e simula cheirar cocaína. Será que ninguém orientou o rapaz para cuidar da sua própria imagem? E o pior é que o exibicionismo tem sido a marca dessa geração. Craques santistas de outrora (que jogaram muito mais bola do que os atuais) também tinham seus excessos, mas não descabidos como estes. Alguém imaginaria Zito “mostrando os peitinhos”, Pelé com 17 anos “fazendo gracinha” ou Clodoaldo “comparando o que gasta com a ração dos seus cachorros com salário de torcedor”, como fez o goleiro-reserva Felipe?

 

Aliás, isso me chama a atenção: como é que jogador profissional ainda discute com torcedor e se importa com críticas de fanáticos? Eu, enquanto árbitro, sempre fui surdo à chiadeira passional e todo ouvidos a aconselhamentos. Aliás, todos têm que ser. Boleiro também! Jogador profissional não pode “dar pilha” a torcida (como usualmente falam).

 

O Twitter, tão usado por esses mesmos atletas, é uma ferramenta de certo egocentrismo pessoal. Para relacionamento entre amigos, negócios profissionais ou até mesmo auto-promoção, a brincadeira virtual da moda ganhou muitas dimensões. Seu mau uso leva a desastres! Será que os atletas twitteiros não sabem que suas ações podem ser lidas e agora vistas (pela twitcam) pelo mundo inteiro?

 

Um amigo meu certa vez disse: “Nunca dê dinheiro a desmiolados. Eles querem ganhar o mundo e perdem a noção dos limites”. Concordo. Há gente que não sabe se conter nem usar os talentos que Deus dá a elas com parcimônia e inteligência.

 

Pergunto-me: será que o Santos FC ainda não percebeu que precisa regrar os garotos, contratar um psicólogo e um gestor de carreira aos seus atletas?

O que você pensa desse episódio? Deixe sua opinião!

– A Felicidade é Contagiosa!

O caderno “Vida & Ciência” do Estadão traz uma matéria da londrina BBC, a respeito da FELICIDADE. E olha que interessante: cientificamente, está ’quase’ provado: A Felicidade é contagiante!

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid288879,0.htm

 

FELICIDADE PODE SER CONTAGIOSA, APONTA ESTUDO

 

Pesquisa mostra que felicidade de indivíduo está conectada às pessoas com que se relaciona. 

 

Um estudo publicado na revista científica British Medical Journal aponta que a felicidade de uma pessoa não é só uma escolha ou experiência individual, mas que está ligada “à felicidade dos indivíduos aos quais a pessoa está conectada, direta ou indiretamente”.

Usando análises estatísticas, os pesquisadores Nicholas Christakis, da Escola de Medicina de Harvard, e James Fowler, da Universidade da Califórnia, mediram como as redes sociais estão relacionadas com a sensação de felicidade de uma pessoa.

Segundo os dados do estudo, a felicidade de uma pessoa pode “contagiar” aqueles com quem ela se relaciona.

“Mudanças na felicidade individual podem se propagar em ondas de felicidade pela rede social e gerar grupos de felicidade e infelicidade”, diz o estudo.

E mais, não são apenas os laços sociais mais imediatos que têm impacto nestes níveis de felicidade, o sentimento consegue atingir até três graus de separação (amigos de amigos de amigos).

A pesquisa aponta que estes grupos de “felicidade” resultam da disseminação desse sentimento, e não são apenas resultado de uma tendência dos indivíduos se associarem a pessoas com características similares.

 

Proximidade

 

Assim, um amigo que viva a uma distância de cerca de uma milha (1,6 km) e que se torna feliz, aumenta a probabilidade de que uma pessoa seja feliz em 25%. Efeitos similares foram observados entre casais que moram na mesma casa (8%), irmãos que vivam a menos de uma milha de distância (14%) e vizinhos (34%).

Surpreendentemente, essa relação não foi observada entre colegas de trabalho, o que sugere que o contexto social pode afetar na disseminação no sentimento de felicidade.

O estudo também aponta que a proximidade geográfica é essencial para a disseminação da felicidade. Uma pessoa tem 42% mais chances de ser feliz se um amigo que viva a menos de 800 metros de distância se torna feliz. O efeito é de apenas 22% se o amigo morar a mais de 2,2 quilômetros.

 

Dados

 

Para chegar a essas conclusões, os autores analisaram dados coletados em um outro estudo que reuniu informações de 5.124 adultos entre 21 e 70 anos na cidade de Framinggham, no Estado americano de Massachusetts, entre 1971 e 2003.

Originalmente iniciado para pesquisar riscos de problemas no coração, este estudo também coletou dados sobre a saúde mental dos entrevistados.

Em diversos momentos, os entrevistados foram convidados a responder se concordavam ou discordavam de quatro afirmações: “Me sinto esperançoso em relação ao futuro”; “Eu fui feliz”; “Eu aproveitei a vida” e “Eu me senti tão bem como as outras pessoas”.

Para chegar ao conceito de “felicidade” usado em sua pesquisa, Christakis e Fowler levaram em conta a resposta afirmativa às quatro sentenças.

Segundo o professor Andrew Steptoe, especialista em psicologia da University College of London, faz sentido intuitivamente que a felicidade das pessoas à nossa volta tenham impacto em nossa própria felicidade”.

“O que é um pouco mais surpreendente é que essa felicidade parta não apenas daqueles muito próximos a você, mas também de pessoas um pouco mais distantes.”

Segundo ele, a pesquisa também pode ter implicações em políticas de saúde pública.

“A felicidade parece estar associada a efeitos protetores à saúde.”

“Se a felicidade realmente for transmitida por conexões sociais, ela poderia, indiretamente, contribuir para a transmissão social de saúde”, disse ele. 

 

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– Fim do Sonho (ou da Ilusão) da África

A Copa do Mundo muda mesmo um país?

Será???

Compartilho uma interessante matéria do Estadão do último domingo (citações abaixo), onde, aparentemente, a ilusão acabou!

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,fim-da-copa-devolve-africa-do-sul-a-sua-realidade-de-pobreza-e-violencia,582593,0.htm

 

FIM DA COPA DEVOLVE ÁFRICA DO SUL À SUA REALIDADE DE POBREZA E VIOLÊNCIA

 

Governo sul-africano volta a se preocupar com ataques xenófobos, desemprego e desigualdade social crescente

 

Poucas horas depois de Iker Casillas levantar a taça de campeão do mundo, há exatos sete dias em Johannesburgo, o governo sul-africano ordenava que tropas ocupassem algumas das regiões mais miseráveis da cidade para frear uma tensão latente de ataques xenófobos contra imigrantes estrangeiros. No dia seguinte, funcionários de empresas de energia confirmavam a intenção de entrar em greve.

Passada a euforia, milhões de cidadãos continuavam desempregados e a África do Sul voltava à sua dura realidade. Depois que o circo da Copa do Mundo deixou o país, ficaram a pobreza, a aids, a violência, a desigualdade social e, principalmente, uma divisão profunda entre os líderes sobre qual deve ser o projeto de país para a África do Sul.

Para o mundo exterior, o presidente Jacob Zuma usou a Copa para mostrar uma nova imagem da África do Sul, capaz de realizar grandes eventos. Seu governo não esconde que quer receber os Jogos Olímpicos de 2020 e, principalmente, um lugar no Conselho de Segurança da ONU. Sem poder calcular os ganhos reais do Mundial, Zuma optou por um discurso ambíguo. “Não há preço para o que ganhamos ao abrigar essa Copa.”

Para ativistas sociais e parte da população, o que Zuma fez foi usar a Copa para criar uma espécie de cortina de fumaça sobre a real situação sul-africana. Analistas acreditam que a falta de serviços públicos, corrupção e discórdia entre os líderes está em seu ponto mais alto nos 16 anos de democracia do país.

Segundo o Conselho de Pesquisas de Ciências Humanas da África do Sul, “a proporção de pessoas vivendo na pobreza na África do Sul não mudou de forma significativa desde 1994”. “Na realidade, a camada mais pobre está mais pobre e a diferença social entre pobres e ricos aumentou”, diz a entidade num relatório que pretende “evitar o ufanismo na Copa” e “mostrar as coisas como são”.

A tensão entre as classes não desapareceu. A primeira euforia que tende a sumir é o sentimento pan-africano que Zuma tentou estabelecer com a Copa. Com a África do Sul eliminada, televisões, governo e rádios insistiam que a população local deveria torcer para Gana. Mas, com 25% de taxa de desemprego e atraindo imigrantes de países vizinhos, os sul-africanos vivem em conflito com os estrangeiros, lutando por espaço nas favelas e nos trabalhos. Explosões de violência contra estrangeiros foram registrados em 2008 e 2009. Agora, a “nação arco-íris” já teme o pior de novo.

Para grupos de direitos humanos, o fim da Copa deve intensificar os confrontos. Pelo menos 130 mil empregos temporários criados para o Mundial deixaram de existir. Tanto a Fundação Nelson Mandela como a ONG Pulse, da África do Sul, admitiram em declarações nesta semana que o risco de violência aumentou com o fim do evento.

“As ameaças de violência maciça relacionada como xenofobia voltaram”, admitiu Duncan Breen, do Consórcio para Refugiados e Migrantes na África do Sul. “Está na hora de o governo parar com o discurso de que a Copa nos uniu e passar a agir para evitar mortes”, disse.

Para a Anistia Internacional, o governo “limpou” as cidades de seus problemas, transferindo desabrigados e impedindo a entrada de estrangeiros.

Se não bastassem os problemas com estrangeiros, a insatisfação de trabalhadores de vários setores aumenta. Antes e durante a Copa, sindicatos ameaçaram entrar em greve como forma de pressionar por melhores salários. A gigante de energia Eskom evitou o pior, mas não descarta a hipótese de haver apagões ainda este ano.

Lilian, uma moradora do Soweto, ironizou o evento e o discurso do governo. “Nem percebi que a Copa era aqui”, disse. “As promessas eram que nossa vida mudaria. Agora, a Copa acabou e continuo desempregada. Se o governo teve dinheiro para gastar com estádios, por que não abriu um hospital para sua própria população”.

Dados oficiais mostram que o custo da Copa foi multiplicado por 11 entre 2004 e 2010. Segundo um grupo de ONGs locais, o dinheiro usado para o Mundial pelo governo seria suficiente para construir casas para 12 milhões de sul-africanos que vivem em favelas. Do outro lado, a Fifa arrecadou US$ 3,2 bilhões em renda com o evento e sem pagar um centavo sequer em impostos ao país sede. Para o CEO da Copa, Danny Jordaan, ver o Mundial dessa maneira é uma “prova de miopia”. “No longo prazo, todos vão ganhar”, garantiu.

O escritor sul-africano Rian Malan é de outra opinião. “A Fifa encorajou o governo a gastar bilhões que não tínhamos em estádios que não precisamos. Agora, infelizmente, ficaremos com dívidas por anos”, disse.

– Famílias Desestruturadas Carentes de Educação

Tornou-se de grande repercussão o caso da menina de 16 anos que matou o irmãozinho de 8 em Várzea Paulista (caso não tenha lido, clique no link do jornal Bom Dia, – aqui).

Não vamos entrar em detalhes, é um caso assustador. Nem escreveria um post sobre esse assunto, tamanha é a tristeza de ouvir ou ler as matérias desse crime. Aliás, confesso que não li nenhuma íntegra.

Mas cá entre nós: o pai da moça é alcoólatra; a mãe tem certos problemas pessoais que não vêm ao caso. Atípico seria esperar uma família bem estruturada, lamentavelmente.

Isso faz com que pensemos no cerne do problema: a desestruturação familiar. Pessoas que não tem condições sócio-morais em criar uma família, e que geram crianças carentes de afeto e educação, por melhor e mais esforçados que sejam os seus pais.

É duro escrever sobre o assunto e chegar a essas conclusões. Mas é a realidade! Há famílias que precisam urgentemente de capacitação familiar. Viver uma religião, se relacionar com pessoas adequadas, educar-se mais para a sociedade…

O que podemos desejar a esses infelizes? Que Deus os conforte e que a moça possa recomeçar depois desse erro gravíssimo.

Quer falar algo sobre o assunto? Deixe um comentário:

– Só pode Cabelo Curto no Irã!

Isso mostra o que é ser um país com ingerência absurdamente descontrolada e irracional na vida das pessoas: o presidente iraniano Ahmadinejad determina até como os homens devem cortar o cabelo!

 

Extraído de: Revista Época, 12 de julho de 2010, Ed 634, pg 16, Seção Primeiro Plano, por Juliano Machado

 

SÓ PODE CABELO CURTO

 

O governo iraniano lançou na semana passada um guia para cortes de cabelo masculinos, seguindo os princípios da cultura e religião do país. Muitos barbeiros vinham sendo detidos por oferecer aos clientes estilos “ocidentais” de corte. Cabelos compridos com rabos de cavalo, franjas e moicanos estão vetados. O gel pode ser usado moderadamente (…) No começo do ano, um clérigo declarou que mulheres usando roupas que deixam uma parte do corpo à mostra são responsáveis por desastres naturais.

– Ufanismo Esportivo X Patriotismo

Amigos, compartilho ótimo artigo de Vinícius Braccini, do blog Futebol – Paixão e Profissão, a respeito do ufanismo esportivo versus ação política. Para quem gosta da temática, ótima leitura para reflexão!

 

Extraído de: http://vbraccini.blogspot.com/2010/07/patriotismo-temporao.html

 

PATRIOTISMO TEMPORÃO

 

Depois de uma calorosa e desgastante, porém interessante discussão com meu filho adolescente sobre a paixão do brasileiro durante a Copa do Mundo, resolvi exteriorizar minha opinião sobre o assunto.

Durante a Copa 2010, muita discussão surgi, ou melhor, ressurgi em torno da hipocrisia patriótica. Isto é normal num País apaixonado por futebol. Paixão esta que chega ao ponto de parar a nação inteira, gostando ou não de futebol, cada brasileiro pára (por opção ou obrigação) para assistir aos jogos.

Defensores do patriotismo saem de seus esconderijos cobrando uma postura ética em relação ao verdadeiro sentido da palavra Patriotismo, como se exteriorizar uma paixão fosse uma afronta à nação. E bradam: “Porque não colocam a bandeirinha no carro o ano inteiro? Porque não colocam a bandeira na janela de casa sempre?”

Mas o que é Patriotismo? Segundo o Dicionário Aurélio, Patriotismo significa (s.m.) Amor à pátria.

Só como citação, Samuel Johnson (escritor, crítico e jornalista inglês) cita: “O patriotismo é o último refúgio de um canalha”.

Não vejo o futebol como patriotismo temporão, apenas como um esporte cativante, apaixonante e que faz seus fãs torcerem e acompanharem seus clubes e seleção com uma entrega superior aos outros esportes ou demais assuntos. Mal acabou esta Copa para nós, já se fala em 2014, no novo treinador, nas possibilidades, no conforto de não precisarmos de enfrentar as Eliminatórias, pois somos País sede. Apenas não faz sentido, sair pela rua afora, gritando de cara pintada, bandeirinha a tira colo, vuvuzela na mão.

É apenas futebol, acalmem-se! Nada que ferirá nosso senso patriótico, pois quando precisa, estamos à disposição! E não venham com papo de eleições, pois o falta de cultura, memória, ou caráter do brasileiro se vendendo para corruptos não nos faz menos patrióticos, apenas não sabemos votar! E quem sabe?

Torcemos para a seleção como torcemos para nossos clubes. Existem aqueles que viajam para assistir aos jogos de seus clubes para outras cidades, estados e país, existem aqueles que se pintam, fantasiam e fazem de tudo para torcer a incentivar seus clubes. Cantam o hino, gritos de incentivo, quando ganham tiram sarro com os amigos adversários, quando perdem sofrem com os rivais, enfim, este é o futebol, que alucina os brasileiros (uns mais outros menos), sejam com seus ídolos, clubes ou seleção. Analisando com calma, vemos que não é questão de patriotismo temporão, ou falso patriotismo, é questão de paixão, amor, entrega.

Aliás, vendo as imagens da Copa, nota-se que uma multidão de pessoas apaixonadas de todos os cantos do mundo acompanham e defendem as cores de sua bandeira, se pintam e pagam mico com uma naturalidade espantosa. E mais, um torcedor do Brasil, é torcedor sempre, seja na Copa, seja nas Eliminatórias, seja em amistoso, seja no vôlei, basquete, automobilismo, natação, ginástica, Olimpíadas, enfim, aonde tiver uma competição envolvendo um brasileiro, estão torcendo para o êxito de nossos representantes. Obviamente, guardando o que culturalmente cada um aprendeu, suas preferências, seu entendimento e sua paixão.

Brasil na Copa é a pátria de chuteiras, demonstramos nosso amor à pátria sim, mas quando precisamos ir às ruas de cara pintada lutar contra a repressão no final da década de 60, a favor das eleições diretas no fim da década de 80, estamos lá, presentes. Defendemos nossas riquezas, nossas divisas, nossas reservas, sempre. Apenas não agimos com a mesma paixão que sentimos pelo futebol, afinal, é paixão. Torcemos pelos atletas que jogam ou jogaram em nosso clube de coração, e torcemos o nariz para aqueles que vestem (ou vestiram) a camisa do rival. É natural, não se pode cobrar uma postura diferente, Copa do Mundo transcende barreiras, é um momento mágico. Há de se respeitar quem goste e quem não goste e ponto final!

Lembrem-se: Patriotismo, s.m. Amor à pátria.

Abraços e fiquem com Deus!

– Governo dito Antibagista pratica incentivo ao Fumo?

Nossos governantes estão de brincadeira, não?

Ao mesmo tempo em que os esforços para se reduzir os males provocados pelo consumo do cigarro pela sociedade são maximizados com impostos e lei anti-fumo, o Governo Federal, na contra-mão, anuncia um pacote de incentivo para a indústria do fumo!

 

Demagogia com o setor (que não precisa de incentivo), incoerência dos dirigentes ou burrice mesmo?

 

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/economia/noticias/comissao-aprova-plano-incentivo-producao-fumo-577717.html

 

COMISSÃO APROVA PLANO DE INCENTIVO À PRODUÇÃO DE FUMO

 

A política antitabagista sem rumo adotada pelo Brasil ganhou mais uma decisão contraditória com a aprovação de um documento para turbinar a produção do fumo no País. Formulada pela Câmara Setorial do Tabaco, ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a Agenda Estratégica, aprovada no final do mês passado, sugere a adoção de ações que contrariam ou neutralizam o esforço para colocar em prática a Convenção-Quadro do Tabaco – acordo ratificado em 2005 pelo Brasil com regras para reduzir e prevenir o tabagismo.

 

“O que mais chama a atenção no momento são as ações em contraposição às medidas da Convenção-Quadro. As medidas antitabagistas são tratadas como ataques exagerados e sem fundamento ao fumo”, avalia a secretária executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro do Tabaco, Tânia Cavalcante.O documento prevê a captação de recursos públicos para um programa de desenvolvimento e inovação do fumo e a criação de linhas de crédito para o setor com taxas de juros semelhantes ao do Pronaf, voltado à agricultura familiar. O documento ainda sugere a redução de impostos para a fabricação de charutos e o retorno de embalagens de 10 cigarros – por ser mais barato e ter apelo junto ao público jovem esse maço está proibido desde 1998.

 

O coordenador geral das Câmaras Setoriais do MAPA, Aguinaldo José de Lima, reconhece que sua pasta votou favoravelmente à Agenda Estratégica. “Não achamos necessário votar contrariamente. Não nos cabe coibir a discussão. A simples aprovação não significa que o assunto irá para frente”, avaliou.

 

A concessão de crédito para ampliar a área de plantação de fumo vai no sentido inverso de uma política assinada em 2005: o programa de apoio à diversificação produtiva de áreas com fumo. Assinada por seis ministérios, a iniciativa tem como objetivo auxiliar fumicultores a mudar de produção. A ideia é proteger os produtores de uma redução futura do mercado e preservá-los de prejuízos. “A ONU estima que o consumo individual atingirá o pico em 2010. Depois haverá uma redução da demanda”, conta Tânia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

– Sorteiam-se Maridos durante a Copa!

Você já ouviu falar sobre o Second Sexe?

 

É um site francês, dedicado a mulheres e seu universo, como qualquer outro site voltado ao mundo feminino. Mas uma curiosidade: o Second Sexe promoverá o sorteio de 100 modelos masculinos para trocarem “inocentes beijos e carícias” com as esposas que se sintam abandonadas pelos seus maridos durante os jogos da Copa do Mundo. Com o patrocínio de um fabricante de desodorantes, a campanha foi lançada com o slogan: “tenho outras intenções para passar os 90 minutos”.

 

Para sorte dos franceses, a França foi eliminada. E para sorte dos brasileiros, a promoção só vale para eles!

– Saramago e Suas Provocações Persistentes Pós-Morte

Morreu José Saramago na última sexta-feira. Por falta de tempo, só hoje pude escrever. E ao invés de falar algo novo sobre ele e suas polêmicas (Saramago era ateu, comunista, único prêmio Nobel de Literatura da língua portuguesa e defendia que Portugal deveria se tornar parte do território espanhol), resolvi republicar um artigo que reproduzi em 28/11/2008. Abaixo:

A HUMANIDADE NÃO MERECE A VIDA, SEGUNDO SARAMAGO

Confesso que nunca morri de amores por José Saramago, o escritor português que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1998, e aclamado como um dos maiores do mundo na sua área.

Aos 86 anos, numa sabatina na Folha de São Paulo, o português deu respostas polêmicas, sinceras e diretas. Mas a força de suas palavras não me trouxe empatia, apesar da qualidade de suas obras. Como escritor, genial. Como pessoa, não haverá unanimidade. Veja o que o autor diz sobre temas diversos:

 “A Humanidade não merece a vida, a história da humanidade é um desastre contínuo “.

“Sou aquilo que se pode chamar de comunista hormonal. Assim como tenho no corpo um hormônio que me faz crescer a barba, há outro que me obriga a ser comunista”.

 “Por que eu teria de mudar [minha concepção de Deus após a minha doença]? Porque supostamente me salvou a vida? Quem me salvou foram os médicos e minha mulher (…) Não quero ofender ninguém, mas Deus simplesmente não existe. Inventamos Deus porque tínhamos medo de morrer. (…) A Bíblia não é um livro que se possa deixar nas mãos de um inocente. Só tem maus conselhos, assassinatos, incestos…”

 De bestial à besta em uma sabatina.

– A Data Comercial do Amor…

Hoje é Dia dos Namorados! O Comércio de Jundiaí abriu até as 18h, os restaurantes ficaram lotados (e cobraram mais caro, afinal, é “a lei da oferta e da procura”) muitos casais fizeram juras de amor e provavelmente até marcaram casamento! Mas de onde surgiu a data? Você sabe a origem?

 

Nosso Dia dos Namorados (12 de junho) foi criado para ser uma data comercial, contrariando o tradicional Dia dos Namorados mundo afora (14 de fevereiro). Seu idealizador foi João Dória (pai do apresentador João Dória Jr,), que trabalhava na agência de publicidade Standard, e teve como missão bolar um evento comercial para a rede de lojas Cliper, grande varejista da época que sempre se queixava das poucas vendas do mês de junho. Aproveitando a véspera do dia de Santo Antonio em 13 de junho, (que tem a fama de ser casamenteiro no Brasil, muito embora não exista essa fama no exterior), criou o slogan: “não é só de beijos que os namorados vivem”. Tal bordão se popularizou, e outras empresas passaram a comercializar com base no dia dos namorados.


A propósito de São Valentino, ele foi um bispo que viveu em Roma e morreu como mártir, pois durante o império de Claudius II, o governante impôs uma lei proibindo o casamento, já que acreditava que soldados solteiros eram mais despojados em combate, pois os casados acabavam pensando em seus familiares e não “renderiam” como desejado. E Valentino, ocultamente, ajudava os casais a celebrarem o Matrimônio. Foi preso e morto cruelmente.


Nesta data, na Inglaterra, é costume os casais trocarem doces. Na Itália, ocorrem jantares românticos. Na Dinamarca, os homens empastam rosas e pétalas e dão um buquê de flores conhecido como “flocos de pétalas”. No Japão, são as mulheres que presenteiam seus parceiros com chocolate. Opa, quero comemorar a data no melhor estilo japonês!!!!!

 

E o seu Dia dos Namorados, foi bom?

– Violência vem de Berço?

Vamos utilizar uma frase solta de um Coronel da PM para fazer analogia a um problema social?

 

Ok, sei que você topou o desafio! Pois bem: o novo Corregedor da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Cel Admir Gervásio Moreira, quando perguntado sobre o crescente número de casos de excesso de violência da corporação, respondeu hoje que: “O problema é que a violência vem do berço”, se referindo à instituição que pertence a uma família, complementando que “pelo tipo de formação que dá aos soldados, a PM corre esses riscos.”

 

Concordo com a afirmação. Mas não é a violência da PM que quero tratar, mas da violência social, fruto geralmente de uma má-educação de muitas crianças que se tornam jovens problemáticos e péssimos cidadãos quando adultos.

 

Violência vem de berço mesmo?

 

Pais e mães violentos, agressivos ou intolerantes produzirão filhos com as mesmas características?

Pais e mães dedicados, de boa formação e boa índole, sempre produzirão filhos com bom caráter?

 

A lógica diz que sim. Mas e na realidade? Vejo que também existem exceções. Quantas vezes observamos boas pessoas com filhos problemáticos tentando descobrir onde erraram na formação de seus filhos. E aí podemos discutir: será que no fundo, no íntimo, souberam mesmo educar?

Talvez sim e talvez não. Difícil uma resposta objetiva.

 

Via de regra, uma boa videira dará ótimos frutos. É a base familiar. E isso nos possibilita a pensar que se violência vem de berço, cidadania também, caridade idem, e daí por diante… Mas leve em conta outras realidades: o número de famílias não-nucleares por desarranjos, pobreza e má-formação educacional. Diante disso, os desvios de conduta podem ocorrer… infelizmente.

 

E você, concorda que “Violência vem de berço”? Gostaria da sua opinião!

 

Você também pode acessar esse post no meu blog do Jornal Bom Dia: http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari/comentarios.php?codpost=2823&blog=6&nome_colunista=963

– Crescer é diferente de progredir

Todos nós desejamos o progresso. Mas o que é, em si, o progresso?
Crescer é progredir? Em partes.

Crescimento populacional não é sinônimo de progresso. Vide favelas cariocas ou os núcleos suburbanos de Jundiaí e região, onde não existem infraestrutura ou qualidade de vida.

Progredir implica, necessariamente, em melhorias. Crescer na vida é progredir. Crescer no trabalho, idem. Mas gostaria de tratar de uma relação mais específica do crescimento: a progressista Jundiaí e a estruturação da cidade!

Nossa Jundiaí é desenvolvimentista, isso é notório. Muitos falam do crescimento em diversos setores da atividade econômica e social. Outros ainda alertam sobre os pólos de desenvolvimento, se destacando a Zona Oeste, que compreende Retiro, Eloy Chaves e Medeiros, atingindo a divisa com o município de Itupeva. De fato, o crescimento ali é grande: muitas indústrias e muitos condomínios residenciais, trazendo empregos e gerando riquezas.

Tudo isso seria muito bom se não tivéssemos um problema alarmante, que é a debilitada infraestrutura local. Tente sair do Centro de Jundiaí e ir até Itupeva, por exemplo. Faça o caminho de volta. O que você encontrará? Um gargalho rodoviário pavoroso! A rodovia vice-prefeito Hermenegildo Tonoli é a única grande via de acesso para Itupeva, e ela não suporta tanto trânsito. O asfalto é de péssima qualidade, com buracos em todos os trechos, mal sinalizada e com rotatórias que impressionam pela burra engenharia. Uma carreta que saia da Sadia, localizada no Parque Industrial (que aliás, são muitas), atravessam as duas faixas da via, param o tráfego, e lentamente seguem à rotatória. Quando se chega a Itupeva, aí vira terra sem dono, pois quem mora nos residenciais que beiram a estrada ficam aguardando por tempos no acostamento.

Não há uma única passarela, nem caminhos alternativos. Quem mora do Parque Eloy Chaves e Jardim Ermida, ainda tem como opção a Avenida Antonio Pincinato. Mas até essa opção é ruim, pois o trânsito pára no trevo da Avenida Jundiaí. Aliás, como ficará esse trevo com os novos empreendimentos na região?

Alguém já calculou o custo dessas perdas de tempo e dificuldades de acesso? Nossa Jundiaí é um centro logístico por excelência, nossas rotas e rodovias permitem isso. Estamos numa localização privilegiadíssima. Mas a infraestrutura ainda é falha nesse quesito.

Vejamos até quando a cidade suporta esses gargalhos. Afinal, não há nenhuma perspectiva de obras. E você que mora nessa região? Quer relatar alguma “aventura” do trecho Itupeva-Jundiaí? Deixe seu comentário!

– Curitiba Pode Proibir Uso de Celular em Banco

Você já deve estar careca de ouvir falar da história do “golpe da saidinha de banco“. Um bandido fica dentro da agência, observando o movimento, disfarçado como cliente. Quando percebe alguém que fez retirada saindo do local com uma quantia significativa de dinheiro, liga para seu comparsa e passa as características. O cliente é abordado pelos meliantes e assaltado na rua.

Esse tipo de assalto infelizmente se tornou rotineiro em muitas cidades. Próximo dos dias de movimento bancário (05,10,20), observa-se um grande número de golpes dessa natureza.

Para coibir essa situação, a Câmara de Vereadores de Curitiba aprovou um projeto proibindo o uso de celulares em agências bancárias. A Assembleia Estadual de Minas Gerais estuda um projeto igual.

Sabe o que parece? Aquela história do marido traído que flagra a mulher no sofá com outro, e para resolver o problema, descarta o sofá…

Como impedir que os clientes não usem seus celulares nas abarrotadas agências bancárias? Louve-se o intuito de coibir o crime, mas condene-se o método usado. A questão é de segurança pública, não medidas de privação social.

– Consciência Eleitoral com Inconsciência Criminal

Triste e desolador ver nos noticiários a história do “Poderosinho”. Para quem não leu, esse apelido é de um garoto de 10 anos, chefe do tráfico de drogas em São Manuel/SP.

É, você entendeu certo: só 10 anos. Estamos vivendo tempos do mundo-cão! Cada vez mais observamos as drogas entrando na vida dos adolescentes e das crianças, mas é descabido imaginar que uma criança possa chefiar uma quadrilha.

Mas será que é exclusividade de São Manuel um caso como esse, ou poderíamos crer que aqui mesmo em Jundiaí e em diversas localidades do Brasil existam casos semelhantes? Talvez não de liderança criminal-infantil, mas de dependência precoce das drogas?

O problema é que não existe uma solução plausível e simplória: se o menino é dependente, interne-o. Mas e no caso do “Poderosinho”? Cadeia? Fundação Casa?

O que assusta mais ainda é que ele é apenas uma criança. O que alguém de 10 anos sabe sobre a vida? Sabe discernir o que é certo ou errado? Deve ter noções, mas 10 anos é muito mais infantilidade do que racionalidade.

E vamos incorrer em outra questão tão séria quanto: o limite da maioridade penal. Quando a pessoa se torna realmente responsável em seus atos, na prática? Sabemos da lei dizer que é 18 anos. Mas vejam por aí jovens de 15 anos de bigode e barba fazendo cada coisa e depois dizem “sou de menor!”

O problema é profundo. Se um jovem de 16 anos pode escolher o Presidente da República, por que alguém de 17 anos não pode responder por seus crimes?

É claro que o menino de 10 anos não pode se encaixar nesse caso. O vício e certamente a não-educação o levaram a isso. É uma criança. Mas insisto na questão: o que fazer com esse garoto?

 

– Delegacia é depredada. Fruto da impunidade…

Na última semana, um fato impressionou a população: bandidos tiveram a audácia de assaltar dentro de uma delegacia em Salto/SP, e os policiais nada fizeram. O caso ganhou repercussão nacional.

Agora, a mesma delegacia foi depredada, e o caso continua repercutindo negativamente. No último dia 13, matéria no Jornal Nacional. Hoje, é a Folha de São Paulo quem retrata o lamentável desfecho da impunidade:

Extraído de: Folha de São Paulo, 18/05/2010, pg C4, Caderno Cotidiano.

BANDO INVADE E DEPREDA DELEGACIA EM SALTO

Criminosos invadiram na madrugada de ontem o 13° DP de Salto, local em que uma comerciante foi assaltada na semana passada. Segundo a Polícia Civil, o gupo que invadiu a delegacia quebrou a porta de entrada e revirou as salas do prédio. Não se sabe se foram roubados objetos ou documentos.(…)

A delegacia que funciona ao lado de um posto médico e uma creche, não funciona aos finais de semana. Nenhum suspeito havia sido identificado. (…) Na quinta feira passada, Nadir Aparecida Parasso, 52 anos, foi assaltada naquela unidade de polícia (…). Nadir reagiu e chegou a lutar com os criminosos, que levaram R$ 13.500,00 que estavam na bolsa.

– Ladyboys, Meninos e Meninas

Para quem leu a Folha de São Paulo dias atrás, deve ter se impressionado com a indústria do Turismo Sexual da Tailândia. Casas que oferecem massagem talandesa com ou sem sexo; mulheres, homens e transexuais na vitrine como mercadorias (e com etiquetas de preço e características). Algo próximo do mundo-cão… Quem quiser, o link com vídeo está em:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u664922.shtml

INDÚSTRIA DO SEXO MOVIMENTA BILHÕES DE DÓLARES NA TAILÂNDIA

por MARCELO NINIO

Um corredor estreito de paredes azulejadas, um lance curto de escadas ocupado parcialmente por uma oferenda budista, e uma porta se abre.

Em meio à penumbra recortada por faixas de néon colorido, uma mulher na casa dos 50 e jeito de dona de casa recebe o potencial cliente com uma calculadora na mão. É ele, o pequeno aparelho de números gastos, que traduzirá a negociação prestes a começar.

Estamos no andar superior de um pequeno sobrado de Patpong, principal área de prostituição de Bancoc. A capital da Tailândia, conhecida por seus templos, budas gigantes e exuberantes palácios, também atrai milhares de pessoas todos os anos pela fama, em todo o mundo, de capital do turismo sexual, como mostra o vídeo abaixo: LINK PARA VIDEO, CLIQUE AQUI

Apressadas por frases curtas disparadas pela recepcionista, sete meninas saídas de um cômodo interno atravessam uma cortina e se aninham nos dois andares de uma pequena arquibancada acarpetada. Aparentam 20, 22 anos no máximo.

A mistura de perfumes rapidamente se confunde com o cheiro de álcool gel que dominava o ambiente, lembrete da gripe suína.

Com seu inglês escasso e alguma pantomima, a recepcionista explica os serviços e usa a calculadora para informar os preços: 2.000 bahts o período “curto” (três horas, R$ 112) e 3.000 o “longo” (a noite inteira, R$ 170).

Impaciente com a demora na escolha, ela chama uma das meninas para uma avaliação mais de perto. A número oito se levanta, dá cinco passos até o sofá em semicírculo, junta as palmas das mãos na tradicional saudação budista e senta-se colada no interessado.

Veste um microvestido vermelho e se esforça para manter um olhar sexy, mas o ar é juvenil. O cliente, homem de poucas palavras e cerca de 60 anos, de algum país árabe, pergunta a idade da moça. A resposta, mais uma vez, é digitada na calculadora: 17. Negócio fechado.

Com variações de preço e tratamento, esse é o método mais comum do mercado sexual da Tailândia. Bancoc é o maior centro, mas a prostituição também é intensa em outras partes do país, sobretudo em suas ilhas paradisíacas.

Na capital, além de Patpong, duas outras áreas concentram o turismo, Nana e Soi Cowboy, com bares, saunas, karaokês e casas de massagem exclusivamente usados por estrangeiros.

Comércio e sobrevivência

Embora ilegal, a prostituição na Tailândia gera renda de até US$ 27 bilhões [R$ 48 bilhões] por ano, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), e é apadrinhada por algumas das personalidades mais poderosas do país.

Grandes empresários com boas ligações no poder controlam bares, boates e casas de massagem repletas de jovens –a maioria forçada pela pobreza a deixar o norte rural para ganhar a vida em Bancoc.

O dinheiro que recebem dos estrangeiros em troca de sexo sustenta milhares de famílias. A OIT estima que as remessas cheguem a US$ 300 milhões por ano, um volume que muitas vezes supera os programas de assistência oficiais.

“Meninas acima de 25 já começam a ser consideradas velhas. Preciso faturar enquanto posso”, diz Nut, 20 anos, depois de oferecer uma “soapy” (massagem com sabão) “com tudo” por 1.500 bahts. “Meus pais não sabem o que faço, mas contam com o dinheiro que mando toda semana para [que possam] comer.”

Vestidas com trajes minúsculos de marinheira em que mal cabem as etiquetas com o número que as identifica, Nut e outras duas meninas servem de isca para os estrangeiros que passam na porta da boate “Doll House”, a mais conhecida na fileira de bares de Soi Cowboy.

Saa, 18, conta que há dois anos deixou sua cidade, quase na fronteira com o Laos, depois que o pai adoeceu, ficando impossibilitado de sustentar os seis filhos no cultivo de arroz. Prefere os estrangeiros mais velhos, “que têm mais dinheiro e dão menos trabalho”.

Dentro da boate, europeus de 25 a 70 anos formam a maioria do público. Há ainda indianos, russos e australianos. Peter, advogado inglês de 41 anos, é um dos mais animados.

“Minha primeira viagem à Tailândia, há uns quatro anos, foi a trabalho. Mas, depois que descobri as mulheres tailandesas, só passo as férias aqui”, diz ele, enquanto balança a dose de uísque tailandês com uma das mãos e acaricia a coxa de uma jovem de biquíni com a outra.

Apesar da fama de seus fervilhantes centros de diversão adulta, pela facilidade em obter sexo pago e pela lendária hospitalidade de suas profissionais, a Tailândia está longe de ser um bordel a céu aberto.

Só uma pequena parte da população atua no setor: a maioria das mulheres está na indústria têxtil, onde trabalha até 16 horas por dia, dorme no trabalho ou em favelas na periferia da capital e nunca ganha mais de R$ 300 por mês.

Fora das áreas de prostituição, em Bancoc o flerte é discreto e o assédio obedece ao nível de interesse demonstrado pelo cliente.

No saguão de desembarques do aeroporto internacional de Suvarnabhumi, é preciso olho clínico para detectar algum vestígio do festival de excessos que é marca registrada da cena erótica local.

Mas a oferta começa no percurso de táxi do aeroporto até o centro. Enquanto uma pequena TV de tela plana exibe um show do guitarrista Santana, o motorista mostra folhetos de casas de massagens. Em qualquer viagem de táxi ou tuc-tuc (triciclo), a proposta é quase inevitável quando os passageiros são estrangeiros do sexo masculino. E eles são muitos.

A Tailândia recebe anualmente cerca de 15 milhões de visitantes do exterior, três vezes mais do que o Brasil. Seis em cada dez são homens, muitos em busca de sexo fácil e barato. Um deles foi Frédéric Mitterrand, ministro da Cultura da França, que numa autobiografia de 2005 [“La Mauvaise Vie”, A Vida Má, ed. Robert Laffont, 360 págs., 2005, 20 euros, R$ 52) contou ter pago para fazer sexo com “jovens garotos” no país.

A confidência, que recentemente gerou polêmica e pressão política para que Mitterrand renunciasse, também jogou luz sobre as motivações dos turistas sexuais.

“A abundância de jovens garotos muito atraentes e imediatamente disponíveis me coloca em um estado de desejo que já não preciso esconder”, escreveu o sobrinho do ex-presidente François Mitterand (1981-95). “A moral ocidental, a culpabilidade de sempre, a vergonha que arrasto somem.”

– Projeto de Lei visando redução de IPVA

Os carros bicombustíveis poderão pagar o IPVA com alíquota menor. Hoje esses carros são cobrados como se fossem a gasolina; agora, com a lei entrando em vigor (se aprovada) poderão ser cobrados com a mesma do álcool.

No Estado se São Paulo, os carros a Gasolina pagam 4%, Bicombustíveis 4% e Álcool 3% (em referência ao valor do veículo). Em Tocantins, a alíquota única é de 2%.

Extraído de: http://www.dgabc.com.br/News/5806792/ipva-pode-ficar-mais-barato-para-carro-flex.aspx

IPVA DE CARRO FLEX PODE TER DESCONTO

Um projeto em discussão na Assembleia Legislativa de São Paulo pode tornar mais barato o pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) para os carros flex ou bicombustíveis. Atualmente, a alíquota cobrada desses veículos é de 4% — mesmo percentual dos automóveis a gasolina —, mas caso o texto seja aprovado, haverá uma redução para 3%, igual à imposta aos carros a álcool.

Segundo o autor da proposta, o deputado estadual Waldir Agnello (PTB), o intuito é aliviar o peso da carga tributária de quem opta por um carro menos poluidor. “A principal vantagem do projeto é a questão da economia para o consumidor. O proprietário de um carro flex vai pagar um imposto menor e isso servirá também como incentivo para a compra desse tipo de veículo, que reduz os malefícios ao meio ambiente”, justifica.

Para exemplificar, o proprietário de um veículo Fiat Uno Mille Economy Flex (carro popular com o custo mais baixo do mercado), pagou neste ano o equivalente a R$ 802 de IPVA, considerando uma alíquota de 4% sobre o valor venal de 2009, que era de R$ 20.050. Se o projeto for aprovado, esse mesmo motorista pagaria R$ 601,50 pelo imposto, uma diferença de R$ 200,50.

A proposta, entretanto, está na pauta de discussão do plenário e ainda precisa seguir uma série de trâmites burocráticos. Após cinco sessões na Assembleia, o texto passará por todas as comissões da Casa, como Finanças e Orçamento e Direito do Consumidor. Se for aprovado em todas, voltará ao plenário para ser votado pelos deputados.

“Acredito que, na semana que vem, o projeto já estará correndo nas comissões. Nessa instância, a tramitação gira em torno de 60 a 90 dias, e depois ele entra em uma fila de projetos a serem votados no plenário. Se for aprovado, seguirá para o governador, que pode sancionar ou vetar. Por fim, caso seja sancionado, o projeto entrará em vigor na data da publicação”, explica Agnello.

O deputado está otimista quanto à aprovação da proposta, uma vez que o Estado do Rio de Janeiro já reduziu de 4% para 3% a alíquota do imposto sobre veículos flex no início deste ano. “Acredito que será aprovado, principalmente pelo apelo do beneficio ambiental. O Executivo, evidentemente, terá que fazer as contas porque perderá um pouco de receita, mas o custo-benefício é muito grande”, acredita.

Mais desconto – Quem não recebeu multas de trânsito também poderá pagar menos IPVA. Um projeto do deputado estadual Rogério Nogueira (PDT) em discussão na Assembleia prevê desconto anual no imposto ao motorista que não tiver cometido infração no intervalo entre 1º de novembro e 31 de outubro do ano seguinte.

Os mais cautelosos poderão pagar 10% a menos caso não tenham recebido multa no último período anterior ao exercício de competência do tributo. O desconto pode chegar a 15% caso o motorista não tenha cometido infração nos dois últimos períodos anteriores ao ano de vigência do IPVA. O texto ainda está em tramitação nas comissões da Casa.

– Jogadores, Homens ou Imbecis?

Lamentável o episódio ocorrido ontem no Parque Antártica, envolvendo os atletas Danilo e Manoel. Não me alongarei, a polêmica pode ser entendida neste link: PALMEIRAS x ATLÉTICO. Entretanto, algumas reflexões são extremamente necessárias:

– Um homem que dá uma cabeçada em outro para intimidá-lo, é, verdadeiramente, um cidadão?

– Um homem que dá uma cusparada no rosto de outro é realmente homem?

– Um homem que distingue pessoas pela cor da pele pode ser respeitado (já que existe apenas uma raça: a raça humana. Cor da pele não quer dizer nada…)?

– Um homem que agride com pisões seu semelhante é justo?

Pior de tudo: esses ‘homens’ são atletas, jogadores de futebol de clubes de expressão, que ganham muito bem financeiramente, pessoas públicas e que deveriam dar o exemplo em suas condutas, principalmente pelas crianças.

Tudo bem que o futebol é viril, tem contato físico. Mas é esporte simplesmente. Os dois imbecis estão errados. Agredir seu semelhante física ou moralmente por idiotice é clássico exemplo de falta de educação e cidadania.

Aliás, racismo é crime. Agressão também! AMBOS TÊM QUE PEDIR DESCULPAS PÚBLICAS À SOCIEDADE.

– Fim de Mordomia de Boleiros causa Revolta para Alguns

Comer em restaurantes luxuosos e não pagar? Ser VIP em todos os lugares? Paparicado e cortejado? Andar de jatinho? Para alguns jogadores de futebol, esse era o dia-a-dia em suas equipes galáticas. É assustador o relato de Mônica Bérgamo sobre as reclamações dos atletas que vieram das mordomias europeias de volta ao futebol brasileiro. Algo que eles não se conformam: ter que pagar o almoço em churrascarias. Para eles, por serem famosos, é inaceitável!

Extraído da Coluna de Mônica Bérgamo, FSP, 11/04/2010, E2.

MINHA NADA MOLE VIDA

Depois que ganhou o Campeonato Brasileiro, em dezembro do ano passado, o Flamengo foi recebido pelo presidente Lula em Brasília. Jogadores e comissão técnica viajaram juntos a Brasília, em avião de carreira. Mas um deles preferiu fazer um roteiro próprio. “O Adriano chegou lá de jatinho, 15 minutos antes da audiência com o Lula”, conta o ex-presidente do clube, Delair Dumbrosck, umas das pessoas que, em abril de 2009, viabilizaram a contratação do Imperador, apelido do atacante, para a equipe rubro-negra.

Craques que, como o Imperador, ganharam fortunas em temporadas fora do Brasil (ele abriu mão de contrato de R$ 8,5 milhões na Internazionale de Milão) e voltaram ao país -Ronaldo, do Corinthians, Vágner Love, hoje no Flamengo, Robinho, do Santos, Cicinho, do São Paulo, e Roberto Carlos, também no Timão- tentam manter os luxos da vida antiga ao mesmo tempo em que se adaptam à nova vida brasileira.

De volta a São Paulo depois de 15 anos, desde que deixou o Palmeiras rumo à Europa, o lateral Roberto Carlos tenta se acostumar ao trânsito da cidade. Se, nos tempos de Real Madrid, ele morava a “oito, dez minutos” do treino, hoje ele leva uma hora para ir de sua casa, na rua Oscar Freire, até o Parque São Jorge, sede do Corinthians. “Aquela Radial Leste é uma confusão danada”, diz, sobre a avenida que se tornou parte de seu caminho diário. O lateral são-paulino Cicinho faz coro contra o trânsito: “São Paulo não tem mais horário de pico. Pô, o rádio [gravador do repórter] tá ligado aqui, mas vou falar mesmo assim. Em São Paulo horário é tudo pica.”

Outra reclamação dos boleiros é com os donos de restaurantes da capital. No tempo em que era habituê do Asador Donostiarra, churrascaria considerada “point” dos jogadores do Real Madrid, Roberto Carlos não precisava botar a mão no bolso. “Era sentar para comer, levantar, ir embora e dizer “muito obrigado”. Aqui em São Paulo todo mundo cobra, rapaz!”, diz ele, que frequenta A Figueira Rubaiyat, o Gero e a cantina Lellis Trattoria, nos Jardins, e costuma tomar “um cafezinho” nos hotéis Maksoud Plaza e Renaissance.

Cicinho, que voltou ao Brasil em fevereiro, emprestado pela Roma, calcula que, nos primeiros 15 dias em SP, foi oito vezes a churrascarias. “Minha comida na Itália, nos últimos dois anos, era só macarrão, macarrão, macarrão. Não tive problema, mas falta o tempero brasileiro, o arroz, o feijão.”

O lateral estreou no SPFC no mesmo dia em que desembarcou em Cumbica. Com o ritmo de concentrações impedindo que saísse para procurar casa, foi morar no centro de treinamento. O quarto número 4 da concentração, na Barra Funda, que divide com o goleiro Bosco, tem televisor com DVD, mesinha com telefone, banheiro e armários. Bem diferente da casa de três andares e quatro quartos em que morava, nos arredores de Roma, onde pagava 6.000 de aluguel.

Os craques voltam ao Brasil já como objeto de cobiça de patrocinadores. Adriano, cuja maior parte do salário de R$ 450 mil é paga pela Olympikus, fornecedora de material esportivo do Flamengo, fechou cinco patrocínios depois de chegar. “Antes ele não queria. Na Copa de 2006, deixou de ganhar cachê de US$ 1,2 milhão do Santander, porque teria que ficar dois dias gravando o comercial. Colocaram o Cafu no lugar dele. Agora o Adriano está mais aberto”, diz Gilmar Rinaldi, empresário do jogador.

Roberto Carlos diversificou os investimentos. Investe cerca de R$ 1,7 milhão por ano na equipe de Stock Car de que é sócio. Tem a grife RC3, reativou seu escritório de agenciamento artístico -onde empresaria a dupla Rionegro e Solimões, a banda de axé Psirico e o grupo Só pra Contrariar, do cantor Fernando Pires, seu padrinho de casamento- e abriu uma empresa para captar patrocínios pessoais. Mas, mesmo com tudo isso e um salário estimado em R$ 300 mil, ele tem saudade de algumas vantagens dos contratos europeus. Quando jogava no Real Madrid, Roberto só circulava de Audi, dado pela montadora que patrocina o clube. “Aqui cada um tem o carro próprio. As empresas poderiam patrocinar não só o clube, mas também os jogadores. O Corinthians poderia ser o pioneiro nessas coisas boas também.”

Eliminado do Campeonato Paulista, ele espera poder se atualizar sobre a noite paulistana comemorando algum título do Timão no futuro. “Na minha época de Palmeiras, a gente ia às boates boas. Lembra da Limelight? Acho até que já fechou.” E quer gastar parte do patrocínio de R$ 35 milhões que a vinda de Ronaldo e a dele ajudaram o Corinthians a faturar. “Se formos campeões, o presidente Andrés [Sanchez] tem que levar a gente para hotéis bons, restaurantes bons, porque agora o Corinthians tá com dinheiro.”

“Jogando na Rússia [no CSKA de Moscou], a visibilidade diminui bastante”, diz Vágner Love, explicando a decisão de voltar. “Em Moscou, eles têm muita estrutura, mas não têm os profissionais corretos para trabalhar. Aqui a preparação é melhor”, diz. Mas é fora de campo que a vida mudou. “Lá eu ficava muito em casa, assistindo televisão. Ia muito em shopping, restaurante, mas não era muito de sair. Aqui você pode ir no cinema, num teatro e curtir um pagode.” Ele diz que os shows de “amigos” do meio, como os cantores Belo e Zeca Pagodinho e os grupos Exaltasamba e Revelação, são seus programas preferidos no Rio. Recentemente, depois de uma noitada, ele teve até que prestar depoimento à polícia por ter participado, na Rocinha, de um baile funk em que apareceu ao lado de traficantes armados.

Era sentar [numa churrascaria espanhola] para comer, levantar, ir embora e dizer “muito obrigado”. Aqui em São Paulo todo mundo cobra, rapaz!”
ROBERTO CARLOS
jogador do Corinthians

“O presidente Andrés [Sanchez, do Corinthians] tem que levar a gente para hotéis bons, restaurantes bons, porque agora o Corinthians tá com dinheiro”
IDEM

“Aquela [avenida] Radial Leste é uma confusão danada”
IDEM

Reportagem DIÓGENES CAMPANHA

– 30% das Mulheres Grávidas da África do Sul estão com Aids!

Quase 30% das grávidas tem Aids na África do Sul. Assustador pensar nesse número. O país da próxima Copa gasta com estádios… mas e a VIDA, que é o que importa, como fica?

Extraído de: http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?cod=8993290&indice=0&canal=404

Cerca 29% das grávidas sul-africanas são portadoras do HIV, diz ministro

A África do Sul tem quase seis milhões de adultos seropositivos, o que representa 21,5% do total dessa parcela da população, segundo números da ONU.

Johanesburgo – Um total de 29,3% das mulheres grávidas na África do Sul são portadoras do vírus HIV, que provoca a Aids, informou em Pretória o ministro da Saúde sul-africano, Aaron Motsoaledi.Segundo um relatório feito com base em dados de 2008 e após estudos com 33. 927 mulheres de entre 15 e 49 anos que utilizaram hospitais públicos, o número de grávidas afetadas pelo vírus se estabilizou, já que em 2007 essa taxa era de 29,4%, informa a Angop .
Dos grupos estudados, o mais afetado é o de mulheres grávidas na idade de 30 e 34 anos, no qual a percentagem de portadoras do vírus HIV aumentou de 39,6% em 2007 para 40,4% em 2008.

O grupo mais jovem, de grávidas entre 14 e 24 anos, é o menos afectado. Em 2007, eram 22,1% com Aids, enquanto em 2008 essa cifra passou para 21,7%.

O ministro Motsoaledi disse que a presença do HIV entre mulheres grávidas está em “níveis inaceitáveis” e que este relatório serve para dar uma ideia da situação e “aumentar o compromisso do Governo” na luta contra a Aids.

As províncias do norte e nordeste da África do Sul são os locais onde a proporção de grávidas contaminadas pelo vírus HIV é maior, passando dos 30%.

País de 46 milhões de habitantes, a África do Sul tem quase seis milhões de adultos seropositivos, o que representa 21,5% do total dessa parcela da população, segundo números da ONU.
 

 

– Que Destino terá o Cadeião de Jundiaí?

Leio no site da Rádio Cidade AM 730 Jundiaí, que o Cadeião localizado no Anhangabaú será doado à Prefeitura Municipal após a abertura da Nova Cadeia (extraído do site do deputado estadual Pedro Bigardi, segundo a rádio).

Ótima iniciativa. Será melhor ainda se o prédio (ou o que sobrou dele, já que a cadeia é um verdadeiro ‘queijo suiço’) for transformada em alguma benfeitoria para os munícipes. Especialmente aos moradores do Anhangabaú, que tanto sofreram pelo vizinho indesejado.

Em São Paulo, o extinto Carandiru virou um parque. Claro que as proporções são outras, mas a ideia seria muito boa.

Alguma sugestão?

– Mundo Desigual

Amigos, compartilho texto de extrema importância sobre a realidade social dos nossos dias.

Tão avançada tecnologicamente, nossa sociedade ainda não consegue resolver os problemas mais antigos, como a fome, miséria e violência (que levam a outros males: doenças, guerras e discórdias).

Abaixo, material escrito por Marcio Demari / Diretor Presidente do Planeta Voluntários – Brasil

MUNDO DESIGUAL

por Planeta Voluntários

“O maior assassino do mundo e a maior causa de doenças e sofrimento ao redor do golfo é a extrema pobreza.”

Desigualdade Social

21 países retrocederam em seu Índice de Desenvolvimento Humano, contra apenas 4 na década anterior. Em 54 países a renda per capita é mais baixa do que em 1990. Em 34 países a expectativa de vida ao nascer diminuiu, em 21 há mais gente passando fome e em 14 há mais crianças morrendo antes dos cinco anos;

No Brasil, 10% brasileiros mais pobres recebem 0,9% da renda do país, enquanto os 10% mais ricos ficam com 47,2%. Segundo a Unicef, 6 milhões de crianças (10% do total) estão em condições de “severa degradação das condições humanas básicas, incluindo alimentação, água limpa, condições sanitárias, saúde, habitação, educação e informação”.

A pesquisa ainda mostra que 15% das crianças brasileiras vivem sem condições sanitárias básicas. As áreas rurais do Brasil concentram a maioria das crianças carentes, com 27,5% delas vivendo em “absoluta pobreza”.

Segundo a OIT, os dados de trabalhadores domésticos infantis é espantoso: no Peru, 110 mil; no Paraguai, 40 mil; na Colômbia, 64 mil; na República Dominicana, 170 mil; apenas na Guatemala, 40 mil; no Haiti, 200 mil; e no Brasil – o campeão de trabalho doméstico na América Latina e talvez no mundo – 500 mil.

. Com 53,9 milhões de pobres, o equivalente a 31,7% da população, o Brasil aparece em penúltimo lugar em termos de distribuição de renda numa lista de 130 países. É o que mostra estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, divulga hoje em Brasília.

Das 55 milhões de crianças de 10 a 15 anos no Brasil, 40% estão desnutridas. 1,5 milhão entre 7 e 14 anos está fora da escola. A cada ano, 2,8 milhões de crianças abandonam o ensino fundamental. Das que concluem a 4ª série, 52% não sabem ler nem escrever.

Mais de 27 milhões de crianças vivem abaixo da linha da pobreza no Brasil, e fazem parte de famílias que têm renda mensal de até meio salário mínimo. Aproximadamente 33,5% de brasileiros vivem nessas condições econômicas no país, e destes, 45% são crianças que têm três vezes mais possibilidade de morrer antes dos cinco anos.

A cada 12 minutos, uma pessoa é assassinada no Brasil. Por ano, são registrados 45 mil homicídios no País. No entanto, a probabilidade de um assassino ser condenado e cumprir pena até o fim no Brasil é de apenas 1%.

O Brasil é, segundo a ONU, o país onde mais se mata com armas de fogo. Todos os anos são mortos 40 mil brasileiros;

1,9% do PIB brasileiro é consumido no tratamento de vítimas da violência;

A Aids já deixou mais de 11 milhões de órfãos na África; o devastador avanço desta doença fará com que, em 2010, pelo menos 40 milhões de menores em todo o continente tenham perdido pelo menos um de seus pais, segundo a UNICEF.

A cada minuto, uma criança morre de AIDS.

Mais de 1,1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável no planeta, segundo dados da ONU. Outros 2.4 bilhões não têm saneamento básico. A combinação do dois índices é apontada com a causa de pelo menos 3 milhões de mortes todo ano. Um europeu consome em média entre 300 e 400 litros diariamente, um americano mais de 600 litros, enquanto um africano tem acesso a 20 ou 30 litros diários.

Um em cada seis habitantes da Terra não tem água potável para beber e dois em cada cinco não dispõem de acesso a saneamento básico.

Até 2050, quando 9,3 bilhões de pessoas devem habitar a Terra, entre 2 bilhões e 7 bilhões de pessoas não terão acesso à água de qualidade.

A fome no mundo, depois de recuar na primeira metade dos anos 90, voltou a crescer e já atinge cerca de 850 milhões de pessoas. A cada ano, entram nesse grupo mais 5 milhões de famintos.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 160 mil pessoas estão morrendo por causa do aquecimento global, número que poderia dobrar até 2020 – contabilizando-se catástrofes naturais e doenças relacionadas a elas.

Além da morte, a desnutrição crônica também provoca a diminuição da visão, a apatia, a atrofia do crescimento e aumenta consideravelmente a susceptibilidade às doenças. As pessoas que sofrem de desnutrição grave ficam incapacitadas de funções até mesmo a um nível mais básico.

Muitas vezes, são necessários apenas alguns recursos simples para que os povos empobrecidos tenham capacidade de produzir alimentos de modo a se tornarem auto-suficientes. Estes recursos incluem sementes de boa qualidade, ferramentas adequadas e o acesso a água. Pequenas melhorias nas técnicas de cultivo e nos métodos de armazenamento de alimentos também são úteis..

Muitos peritos nas questões da fome acreditam que, fundamentalmente, a melhor maneira de reduzir a fome é através da educação. As pessoas instruídas têm uma maior capacidade para sair deste ciclo de pobreza que provoca a fome.

Fontes: Documentos internacionais, principalmente da ONU, UNICEF, OMS, FAO e UNAIDS.

– Médias e Demagogias

Taí a prova de que político faz média até com a desgraça alheia. Morreu o brilhante Armando Nogueira nesta última segunda-feira. Netinho de Paula, PC do B, colocou no Twitter: “lamento a morte de Armando Marques“. Armando Marques não morreu, tá vivo, dando palpites na Conmebol em Assunção. Foi árbitro de futebol.

O cara nem deve saber quem foi Mestre Armando Nogueira… lamentável. Agora, coloque no Twitter: “Armando Marques que tinha morrido, não morreu mais!