– Dia 31 com quais Notícias?

Hoje não vou escrever nada profundo sobre Administração, Futebol, Política, ou qualquer assunto de debate. Como último dia do ano, vou dar uma geral na mídia, ok? Então vou pegar os jornais de hoje.

Tô abrindo.

Êta… Folha de São Paulo traz uma entrevista pós-morte do Christopher Hitchens. De novo ele ataca Deus e aos que acreditam nele. Esquece. Vou mudar de jornal

Estadão de hoje fala sobre os testes de mísseis de longo alcance no Irã e a Coréia do Norte fazendo ameaças. Esquece também.

No Diário: Sarney, em férias, declara que a vida pública traz sacrifício à ele. Kkkk Parece gozação, vamos mudar de assunto.

Outra? Tarô fala sobre 2012. Deixa pra lá, não levo fé em previsões.

Mais uma: Jovens agredidos na Paulista por homofobia (esse jornal é de ontem)

A de sempre: Corrupção no Brasil causa perdas de… ah, nem vou ler mais.

Esportes: leilão entre Corinthians e São Paulo por Montillo. Tenho mais o que fazer…

Entra ano, sai ano, e as notícias parecem não mudar. Chega logo, 2012! Vira o disco, diriam os mais antigos.

– Complexo de Vira-Lata, ou Cuidado com o Seu Dinheiro

por Reinaldo Oliveira

Nesta época de fim de ano quando aflora a cordialidade e sensibilidade de todos, devido a situação atual no país e no mundo, lembro da célebre frase do escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues, onde ele disse que o brasileiro sofre do complexo de vira lata e assim se coloca, voluntariamente, frente ao resto do mundo. Só que neste caso vejamos sobre o complexo de vira lata, por aqui mesmo: de brasileiro para brasileiro. Pois bem. Já há muitos anos, nesta época, levo aos leitores alerta sobre os cuidados com o seu dinheiro, com os gastos exagerados e futuras dívidas para todo o ano vindouro. Em 2008, neste período, com informações de um colega que todos os anos, durante as férias viaja para a Europa (ele tem parentes em Portugal, Espanha e França), alertei sobre as dificuldades que os países que adotaram o “euro” como moeda e já estavam em crise gerada pelo desemprego e endividamento daqueles países e suas populações. Infelizmente de lá para cá, a crise desandou de tal forma que, atualmente, o mundo todo está em crise. Pois bem. Em 2009 e 2010, já com a crise se acentuando utilizei este espaço para a consciência preventiva e controle dos gastos neste período. E o que tudo isto tem a ver com o complexo de vira lata? Simples. Desatento e alienado, iludido com a massificação da informação deste mafioso e corrupto governo que aí está – 7 ministros já foram cassados por malversação do erário público, de que a inflação está sob controle, o povo brasileiro, quando por direito deveria ter um justo reajuste salarial, tem seu poder aquisitivo defasado sem nunca acompanhar o real custo de vida. Por conta disso, segue como ilustração matérias publicada no jornal Bom Dia, nas edições dos dias 4, 13 e 17 de novembro e 2 de dezembro. Na edição de 4 de novembro – págs 2 e 3, é apontado que em pesquisa realizada sobre o custo da cesta básica, os itens que mais subiram foram a batata com 78,6% e o tomate com 20,2%, e assim por diante. Só uma dúvida: qual categoria teve aumento de salário nessa proporção?  Já na edição do dia 13 de novembro, com a manchete “O fantasma do custo de vida”, nas págs 2 e 3, estampa valores comparativos de vários itens básicos, em cidades da região e, novamente apresenta aumentos gritantes e superiores aos índices de correção salarial da população. Na edição do dia 17, com a manchete “Mais renda e desigualdade”, nas págs 2 e 3, estampa um perfil da renda da população das cidades de Jundiaí, Cabreuva, Itupeva, Jarinu, Louveira, Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista. Na matéria, como a própria manchete diz, a desigualdade entre a alta de preços e poder aquisitivo é terrível. Com grande destaque a manchete da edição do dia 2 de dezembro traz: “Preços sobem 17% para o Natal”. Nas págs 2 e 3, traz que o mês de dezembro começa com os preços salgados, com aumento no preço do alho de 110,7% e o filé mignon com 42,5%. Novamente o questionamento: quem, qual categoria profissional teve aumento nesta proporção? Nenhuma. Mas o governo mafioso e corrupto que aí está, não sabe, não sente e nem tem sensibilidade para o que a população sofre para equilibrar seu orçamento doméstico. E tudo isto sendo passiva e bovinamente aceito e sem expressar reação pela população. Que por seu lado vai se endividando, fazendo sacrifícios, enquanto o governo mafioso e corrupto, desvia dinheiro público e a corrupção aumenta assustadoramente. Mas para ilustrar essa mansidão passiva do brasileiro e a reativa de pessoas de outros países que aqui vêm a trabalho, cito o exemplo do GP Brasil de Fórmula 1, realizado no mês de novembro e, descrito no caderno de esportes da Folha de São Paulo do dia 26 de novembro, pág D8. Ali é reportado que o GP Brasil é um dos preferidos pelos pilotos e equipes. Porém neste ano a coisa mudou. A alta de preços freiou o que eles mais gostam: churrascarias, caipirinhas, malas cheias de presentes, etc. De tal forma que um jornalista espanhol que vem todos os anos disse que há três, quatro atrás consumia sem se preocupar com a conta. Neste ano cortou os gastos devido aos preços muito altos. Uma belga que trabalha de garçonete para uma das equipes e que costuma alisar o cabelo, achou os preços deste ano muito altos e, outros dois engenheiros – um italiano e um japonês reclamaram que o valor do taxi, aumentou em 100%. Resultado: todos os participantes diminuíram o consumo este ano, segundo a reportagem. Ou seja: quem tem consciência boicota os preços altos. Corte rápido. Conversando com um comerciante com loja no centro de Jundiaí, perguntei com estavam as vendas após a abertura do comércio à noite. Ele disse que não chegará ao total de vendas do ano passado. Que o brasileiro está muito endividado e que utilizou o dinheiro extra, normalmente dedicado às compras, para quitar dívidas. Citei para ele o exemplo dos visitantes do GP Brasil que se recusaram a pagar preços altos, e ele disse que o brasileiro (aqui explica um pouco o complexo de vira lata), faz tudo ao contrário. Ele passa na loja, vê um produto da mesma marca, mas vai ao shopping e paga muuiitto mais caro e acha que isso é status, poder. Volta para casa apertado no ônibus, mais orgulhoso exibindo uma sacola de marca. Nem que para isso ele tenha que se endividar, compra sem avaliação, sem critério e se o preço está inflacionado ou não. Então diante dos fatos descritos, citei as fontes, para que os meus leitores (5 ou 6 segundo as ultimas pesquisas), possam acessá-las se julgarem necessário. Enquanto isto este governo mafioso e corrupto que aí está, desconhece a situação escorchante que o povo vive. Acorda povão. Quem fica parado é poste. A todos muitas realizações no ano vindouro. É isso!!   

– A Enfermeira, o Animal e a Rede Social

Ontem, uma verdadeira febre nas Redes Sociais, principalmente no Facebook: uma enfermeira que agrediu um cachorro e toda a repercussão (para quem não viu, em: http://is.gd/NpaDPq)

Protestos de todas as partes, fotos com dados pessoais da moça, montagem de cães sobre uma possível vingança, e tudo mais ocorreram no mundo virtual. Não estarei defendendo a agressora, mas…

Há coisas curiosas no Brasil. Se rouba descaradamente no Congresso Nacional, se faz lobby de tanta empreiteira para ganhar dinheiro em leis escusas, permite-se tanto abono de crianças nas ruas, faz-se tanta vista grossa para a mendicância e outras particularidades, e não se tem o mesmo auê!

Repito: não estou defendendo a agressora, mas…

Quer coisa mais indigna do que uma mulher se sujeitar à prostituição para sobreviver? Ou do que um pai de família ter que roubar pão para sustento de sua casa?

Terceira repetição: não estou defendendo a agressora, mas…

O que dizer dos doentes que morrem em hospitais públicos, aguardando no canto ou nos corredores, sem assistência médica? Ou de cidadãos trancafiados em suas casas, vítima da violência social?

Nada, nada disso é levado em conta.

Última repetição: não estou defendendo a agressora, mas…

O que quero dizer é o seguinte: há tanta coisa mais importante para se mobilizar… Fóruns, grupos e manifestações foram montados para protestar contra a covarde agressão ao animalzinho. Concordo com tudo o que tem se dito, realmente foi uma covardia, um ato violento e condenável. Mas, amigos, cá entre nós: alguém faz ou tem feito a mesma movimentação por causas mais nobres?

Infelizmente, não.

É evidente que os defensores dos direitos dos animais reclamarão. Claro, estão corretos. As pessoas escolhem bandeiras para defender. Alguém tem que fazer isso! Mas fico indignado que enquanto somos assaltados pelos altos impostos, ou pessoas morrem por desatenção das autoridades médicas, ou ainda quando a dignidade humana é ferida descaradamente, pensamos num cachorro com a volúpia que pensamos…

Não irei repetir a frase dita e repetida acima por mais uma vez, entretanto… não estou defendendo a agressora, mas… lutar pelos direitos e dignidade humana é mais importante do que dos animais.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Somos Livres para as Nossas Escolhas?

Leio numa edição da Revista Época (708, pg 65-69, por Marcela Buscato e Bruno Segadilha), uma interessantíssima matéria intitulada “O Cérebro no banco dos Réus”. Nela, se questiona se realmente somos livres para decidir, ou seja, se somos responsáveis pelas nossas escolhas. O trabalho se baseia no livro do neurocientista Michel Gazzaniga, autor do livro “Who’s in charge”?, onde ele diz que:

A responsabilidade pelos nossos atos não é propriedade do cérebro, mas um acordo estabelecido entre as pessoas”.

A idéia central é: nem sempre estamos no comando de nossos atos; muitas vezes estamos iludidos que comandamos a nós mesmos, pois em diversas oportunidades a sociedade é quem comanda as nossas ações. Assim, teríamos culpa por determinados erros com essa visão de responsabilidade pessoal dos nossos atos, se não somos culpados por algumas ações?

Papo-cabeça, mas inteligente e curioso.

O conceito de “Responsabilidade” surge mais ou menos no ano 1700 a.C., com a lei de Talião: Olho por olho, dente por dente! A punição a um crime seria com a mesma forma da infração.

Porém, o conceito começa a mudar com a Lei de Aquilia, Século III), onde surge o conceito de culpa e o direito romano. A preocupação é responsabilizar em respeito à necessidade de se restituir danos a um prejudicado.

Por volta do ano 400, Santo Agostinho defendeu a idéia que: Deus nos deu autonomia, e nós somos responsáveis pelos atos que nós tomamos. Temos livre arbítrio, e não podemos jogar a culpa em outras coisas / pessoas.

A novidade vem em 1843, com a Regra M’Naghten: insanos mentais não podiam receber responsabilidades, pois, afinal, são pessoas perturbadas.

Agora, o dr Gazzaniga diz que muitas vezes podemos ser também inocentes de erros cometidos, pois somos forçados a praticar coisas por força da sociedade. O que você pensa sobre isso: tal argumento pode nos tornarmos livre de responsabilidades pessoais, ou é um grande exagero? Deixe seu comentário:

– Motoboys Paulistanos e as Novas Regras

A Revista Veja SP, Ed 49, ano 44, traz na matéria de Maurício Xavier, a discussão da nova regulamentação dos motoboys na capital paulista.

A idéia é que os 150.000 motociclistas que executam tal trabalho estejam seguros e não provoquem reclamações dos motoristas de carros. Propõe-se: capacetes com faixas refletoras, coletes específicos, baús com 70 cm X 60 cm, e pintura de todas as motos na cor branca.

Hoje, a idade de um motoboy varia entre 25 e 35 anos; eles trabalham 8 horas por dia, usam CG 125 cc, percorrem até 350 km/dia e ganham, em média, R$ 850,00.

E aí, gostam da proposta? Deixe seu comentário:

– Cabra Macho, sim Senhô? A polêmica sobre Lampião – o anti-herói!

Está ocorrendo uma grande discussão nas redes sociais sobre o livro de Pedro de Morais – “Lampião, o mata-sete”. O Juiz Aldo Albuquerque proibiu a comercialização da obra, pois a família do assassino Virgulino Ferreira da Silva, conhecido popularmente como ‘Lampião, o Rei do Cangaço’, entendeu ofensiva a narrativa onde se conta a infidelidade de Maria Bonita, sua esposa, e um suposto momento homoerótico do cangaceiro. Tal trecho envergonharia os descendentes de Virgulino, e a pedido de sua própria família, o livro foi censurado.

Pois bem: Eugênio Bucci, em sua coluna semanal em Época (Ed 05/12/2011, pg 21 – título: “Lampião é macho, macho por despacho”), escreveu o que realmente penso sobre isso:

Os historiadores podem dizer à vontade que Lampião estuprava garotas indefesas, que lhes marcava o rosto com ferro quente, que sangrava lentamente os desafetos, cravando-lhes o punhal entre a clavícula e o pescoço. Podem até dizer que arrancava olhos, línguas e orelhas. Até aí, não se vê ofensa nenhuma. Mas essa conversa de triângulo amoroso com pitadas homoafetivas, essa sim ultraja a honra familiar”.

Matou a pau! Você também tem a sensação de que o orgulho aqui é ser descendente de um sanguinário bandido, e a vergonha é a dúvida sobre ser ‘macho ou não’? Ô turma cabra da peste, que deturpa valores e sente prazer pelo errado…

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

– Marcelinho Paraíba e Mancini: apoio Psico-Social

Perceberam quantos casos de assédio sexual e outros culminando em violência maior no Esporte, nos últimos dias? No basquetebol americano, por exemplo, nos 15 dias passados, ao menos 2 casos. Aqui no Brasil, a condenação de Mancini (Atlético Mineiro) por estupro na Itália e a prisão de Marcelinho Paraíba (Sport/PE) em Campina Grande pela tentativa de violentar uma moça.

E aí, recordo meu amigo Chicão, que me disse ao comentar sobre o assunto:

É isso que dá jogador despreparado ganhar dinheiro demais. Se acha bonito porque tem grana e acha que pode tudo”.

Calma lá. O problema é outro: o preparo social e psicológico do atleta. Claro, a maior parte vem de família pobre, e ao ganhar muito dinheiro após equivalente sofrimento, passa a conviver com o assédio de “admiradoras”, empresários e “pseudo-amigos” interesseiros, além do próprio gozo da fama.

Sem dúvida, carecem de apoio de Assistentes Sociais, psicólogos, e por que não, Consultores Financeiros.

Os grandes clubes gastam tanto dinheiro com bobagens; custaria muito à eles gastarem com profissionais indispensáveis como estes?

É apenas uma questão de planejamento de carreira de seus atletas. Comportamento adequado também é indicador de valorização dos seus jogadores.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– O Boato do Recadastramento Biométrico & Perca do Benefício do INSS

Alguém plantou e muitos acreditaram.

Em Jundiaí, se realiza o Recadastramento Biométrico Eleitoral, visando o próximo pleito. E não é que soltaram o boato de que os aposentados que não fizessem tal recadastramento, perderiam a aposentadoria?

Que maldade… Título de Eleitor e Benefício do INSS independem. Não tem nada a ver.

Minha octagenária avó fez o recadastramento. E me disse que ficou assustada por causa da informação. Assim como ela, muitos foram enganados.

Supostamente a confusão teria ocorrido por uma notícia erroneamente divulgada pela TV Tem. Não creio, acho que deva ter sido aquelas fofocas disseminadas por adoradores de Teoria da Conspiração. E a confusão se avolumou.

Então, se você conhece algum velhinho desesperado, tranqüilize-o. É tudo boataria.

– Profissionais se Dedicam Conforme a Possibilidade

Intelectual aluga o cérebro, Trabalhador Braçal aluga os músculos, Prostituta aluga a fantasia

Ruth Escobar

Cada um faz o que pode na oferta de trabalho. Concorda ou discorda desta lógica?

– A Lei Federal do Fumo X Lei Estadual, vista pelo jundiaiense dr José Renato Nalini

O Dr José Renato Nalini, desembargador e doutor em Direito Constitucional, é aqui de Jundiaí. E como uma das pessoas mais respeitadas do meio jurídico, deu uma entrevista à Rádio Bandeirantes falando sobre a Lei do Fumo.

Indagado sobre qual deveria valer, já que em São Paulo já temos uma lei sobre a proibição do Fumo e se a Federal estaria acima dela, disse:

Valerá a mais rigorosa, já que se encara a questão como de saúde e de meio ambiente, e o meio ambiente é um direito fundamental futuro, que se preocupa com as novas gerações. Assim, vale a mais severa”.

Nem sempre a Lei Federal prevalece sobre a Estadual.

– Festival de dança Opostos mostra os opostos do Centro de Jundiaí.

Cultura e Educação mostrada pela arte da dança: em um bonito espetáculo no teatro Polytheama, diversos grupos mostraram seu talento em Jundiaí. Programa espetacular. Uma faceta da Jundiaí que dá certo: a que exala educação, bom gosto e dedicação.

Porém, ao sair do belíssimo Polytheama, a realidade assusta. Se você descer a contramão da Rua Barão de Jundiaí, se depara com a prostituição masculina; se contornar o Escadão, com a prostituição feminina; e se acessar a Rua Senador Fonseca, em direção à Avenida Jundiaí, outro susto: os travestis com suas intimidades à mostra.

Ontem, por exemplo, um homossexual com traços masculinizados de minúsculo biquíni preto numa esquina, bem “à vontade”. No semáforo da outra esquina, com o carro parado, você é obrigado a se constranger por estar com a família sendo observado por uma travesti com saia branca e Top praticamente inexistente, com seios fartos e fazendo bocas e caretas.

Como explicar às crianças no carro aquilo que se vê à noite no Centro e que escandaliza?

De fato, são os opostos de Jundiaí: o oposto da dignidade, da educação e da cidadania.

Complicado. A prostituição existe, é fato, e seria hipocrisia mascará-la. Mas permitir com roupas diminutas às 21h, em frente a escolas e outros lugares públicos, é demais!

– O Legado dos Rebeldes da USP

Depois da invasão dos estudantes que eram contra a presença da PM no campus da USP, e que tinham a bandeira a favor da plena liberdade em fumar maconha sem ser incomodados na universidade, ficam algumas perguntas importantes:

1) A invasão da reitoria: quem vai pagar os prejuízos? O local é mantido por recursos públicos. Eu e você já estamos pagando…

2) Os estudantes se diziam democráticos. Mas se encapuzaram e muitos estamparam cartazes dizendo que queriam a liberação da maconha (afrontando com baseados de mentira no tamanho gigante, fotos estampadas pelos meios de comunicação) ali no local. No Capão Redondo não pode, mas no espaço da “elite dos estudantes” pode?

3) Alguns se declaravam comunistas. Mas, conforme a Veja desta semana, os líderes possuem carros de alto valor e usam roupas de grife. Cadê o proletariado?

4) Quantos daqueles estudantes têm emprego fixo?

5) Os estudantes rebeldes serão expulsos por tudo o que fizeram?

Os verdadeiros estudantes, aqueles de bem, certamente queriam (e querem) a PM na Cidade Universitária. O problema é engolir o discurso de que “os rebeldes são perseguidos, que é ditadura e outras bobagens desses arruaçeiros….”

– Facebook repleto de Amigos, Colegas ou Contatos?

Que o Brasil é um país simpático, povo acolhedor e que gosta de interagir, é fato. Mas esse número é interessante: segundo estatísticas do próprio Facebook, o Brasil é o país onde as pessoas têm o maior número de amigos na sua página: 231. A média mundial de amigos no Facebook é de 130. Na Alemanha, é de 78.

Explicação: aqui, conhecidos ou contatos antigos viram “amigos” diretamente.

Amigo, pra valer, é coisa rara…

– Brasil é o 82º na Igualdade entre Homens e Mulheres

Esse é um índice no qual temos que nos envergonhar: em pesquisa que envolveu até Havard, com 135 países, ficamos com a posição 82 em igualdade prática de direitos das mulheres em relação aos dos homens!

Os primeiros são, pela ordem: Islândia, Noruega, Finlândia e Suécia.

Os últimos são, pela ordem: Arábia Saudita, Mali, Chade e Iêmen.

Extraído de: http://is.gd/H2UF17

BRASIL É O 82º NA IGUALDADE ENTRE OS GÊNEROS

O Brasil tem agora uma presidente mulher, mas continua mal na fotografia da disparidade entre os gêneros: dos vizinhos na América do Sul, só o Suriname está pior na lista lançada ontem pelo Fórum Econômico Mundial.

Em 82.º lugar entre 135 avaliados, o país subiu três posições em relação a 2010, ano em que tivera seu pior posto desde que o estudo começou a ser feito, em 2006. Em parte a melhora se deve à eleição de Dilma Rousseff, em par­­te à oscilação positiva na renda das mulheres comparada à dos ho­­mens que exercem a mesma função.

Paradoxalmente, atuação política é o critério em que o Brasil tem sua pior performance: fica em 114.º – apenas 21 países são piores; a maioria delas, islâmicos que diferem as mulheres na lei.

A nota recebida por nós – 0,668, numa escala até 1 – é pior que a de 2008 e 2009.

“A participação das mulheres na força de trabalho [no Brasil] ainda é de 64%, abaixo da dos homens (85%). E elas são só 36% dos legisladores, autoridades pú­­blicas de primeiro escalão e gerentes”, afirma o texto.

“O que elas ganham ainda está abaixo de dois terços da renda dos homens; e no Congresso, são apenas 9%.”

O Brasil vai muito bem em acesso à saúde e expectativa de vida (o abismo entre os gêneros é considerado fechado nesse quesito, assim como em outras 37 na­­ções) e fica no meio da lista em educação (66.º) e em oportunidade econômica (68.º).

Representatividade política é um problema da América Latina e do Caribe, região que só não se sai pior do que o Oriente Médio. De forma geral, porém, o subcontinente fechou 68% do abismo.

– FFLCH (tá feia a coisa, Parece Guerrilha!), Drogas e a Palavra de Içami Tiba

Quer dizer que os manifestantes da FFLCH/USP invadiram a reitoria na madrugada e estendem faixas no prédio?

Esses caras são a mente pensante e futuro da nação?

Lutam pelo direito de fumar maconha livremente no Campus?

Não querem a PM por lá?

E o resto da USP discorda de tudo isso… quem está certo?

Ouvi o respeitadíssimo dr Içami Tiba dizer em uma recente entrevista:

São filósofos, não médicos, que defendem a legalização da maconha. Não é um problema social para sociólogos discutirem, mas um problema de saúde, reservado pela autoridade médica. E os médicos acham um absurdo legalizar a maconha.”

Falar o quê? Estou com o dr Içami Tiba! E você?

– 7 bilhões de habitantes. Cabe?

A população mundial atingirá nessa semana 7 bilhões de habitantes.

Teremos espaço para todos? Dignidade para todos? Alimento para todos?

Em 300 anos, a população multiplicou por 7. Na Europa, ela envelhece mais. O que fazer?

– Mundo Cão no Nordeste Brasileiro…

Ora essa! Um estudo aponta: o aumento na taxa de natalidade no NE do Brasil, se deve, entre outras coisas, à PROSTITUIÇÃO.

Triste. E saber que nenhuma política pública faz algo significativo para mudar esse cenário…

Extraído do UOL: http://is.gd/47Ue0R

PROSTITUIÇÃO NA BR 101 IMPULSIONA GRAVIDEZ

Por Carlos Madero

Em 15 anos, o número de jovens com até 19 anos que engravidaram caiu proporcionalmente no país. Em 1994, 504 mil crianças e adolescentes tiveram filhos, contra 574 mil em 2009. Nesse período, o crescimento no número de gravidez juvenil foi de 13%, pouco mais da metade do aumento da população dos 15 anos, que chegou a 24%.

Mas os dados apresentaram diferenças regionais significativas. Enquanto Sul, Sudeste e Centro-Oeste comemoraram uma redução absoluta nos números, Norte e Nordeste apresentaram uma alta de 58% e 55%, respectivamente, bem acima do aumento populacional. Segundo dados do DataSus, de cada cem grávidas no país em 2009, 19,9% eram crianças ou adolescentes –contra 19,8%, 15 anos antes. Já no Nordeste, essa média passou de 21,9% para 22,9%.

E é no Nordeste que os números apontam que a gravidez na adolescência caminha lado a lado com a prostituição às margens das rodovias, em especial a BR-101, a mais movimentada da região. O UOL Notícias analisou os dados de todos os municípios nordestinos cortados pela rodovia, que liga as capitais de seis dos nove Estados da região –BA, SE, AL, PE, PB e RN. Em mais de 80% dos casos, esses municípios apresentaram índices de gravidez na adolescência maiores que a média do respectivo Estado. O problema ainda é mais grave nas cidades das divisas e naquelas consideradas dormitórios.

No final de 2010, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) publicou um estudo onde identificou 1.820 pontos de prostituição de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras. Desses, a maioria –545 ao todo– estava no Nordeste. Por questões estratégicas, a PRF não informou os locais com principais focos de atuação dos criminosos.

Os dados da exploração infanto-juvenil nas rodovias também são apontados por outra pesquisa, do Instituto Childrood. A pesquisa “O perfil do caminhoneiro” apontou que, entre 2005 e 2010, houve queda no número de adultos que se disseram envolvidos com a exploração sexual de crianças e adolescentes. Mesmo assim, 17,9% dos caminhoneiros entrevistados naquele período admitiram que já saíram com crianças e adolescentes. Mais uma vez, o Nordeste é apontado como região preocupante. “As regiões Nordeste e Norte do país continuam sendo as mais citadas pelos caminhoneiros como locais onde há predomínio de crianças e adolescentes sendo explorados”, diz o estudo.

Dados pelos Estados

São muitos os municípios às margens da BR-101 com números que chamam a atenção pela diferença na comparação com dados regionais. Um exemplo é Xexéu, no extremo sul de Pernambuco. A cidade, que faz divisa com Alagoas, é ponto de parada fiscal de caminhões e, em 2008, registrou a maior média de gravidez de todo o Estado, com índice de 33,6% de grávidas com menos de 20 anos. Todas as demais cidades que são cortadas pela BR, com exceção daquelas na região metropolitana do Recife, apresentam índices superiores à média estadual, que fica em 22,2%.

Na Bahia, onde a BR-101 tem início vinda do Sudeste, 15 cidades cortadas pela BR têm médias superiores a 25%, bem acima do registrado no Estado –21,9%. Em Itapebi, cidade no entroncamento da BR-101 com a BA-275, por exemplo, o índice de gravidez na adolescência chega 34,9% do total de mulheres. Já em Teolândia, cortada pelas BRs 101 e 420, o índice é ainda maior: 35% das grávidas eram crianças ou adolescentes. As cidades de Buerarema, Ubaitaba, Itabela, Itamaraju, Itajuípe e Ubaitaba também apresentaram índices superiores a 30% de gestantes com menos de 20 anos.

Deixando a Bahia, chega-se a Sergipe, que também não foge à regra e, apesar de ser o menor Estado do país, também tem suas cidades nas divisas com índices acima da média. Em Cristianópolis, na entrada sul do Estado, o índice de gravidez na adolescência chega a 26% do total. Já na saída norte, a cidade de Propriá registra um dos mais altos índices do Estado: 30,1%.

A situação de Alagoas não é diferente. O Estado possui um índice de gravidez na adolescência de 23,8%, o maior entre os seis Estados cortados pela rodovia, mas as cidades apresentam médias bem acima. É o caso de Pilar, considerada cidade “dormitório”, e que fica num entroncamento de mais duas rodovias: BR 316 e AL 210. O município, que é um dos cinco mais ricos do país, tem índice de 30,9%.

Na Paraíba e no Rio Grande do Norte, os índices seguem a mesma lógica. As cidades de Canguaretama (RN), com índice de 33,2%, e Alhandra (PB), com percentual de 30,1%, são destaque no ranking da gravidez na adolescência nos respectivos Estados.

Especialistas veem relação

Especialistas consultados pelo UOL Notícias afirmaram desconhecer pesquisas que mostrem o impacto da gravidez na adolescência em cidades cortadas por rodovias de grande fluxo, mas, ao serem apresentadas aos dados colhidos pela reportagem, admitiram a possível existência de uma relação entre os fatos.

Segundo a coordenadora do Instituto Childhood, Rosana Junqueira, a prostituição infanto-juvenil ainda se caracteriza como um problema “grave” nas rodovias brasileiras. Segundo ela, apesar do aperto da fiscalização nos últimos anos, o crime é dinâmico e migra de local para despistar a atuação das autoridades.

Para Junqueira, regiões pobres e com rodovias movimentadas, como a BR-101 no Nordeste, podem agravar o problema. “Percebemos que esse tipo de crime muda de lugar e de atuação. Existem dois tipos de casos: de adolescente que procuram e de adolescentes que são aliciadas. Às vezes a jovem tem essa cultura na própria família. E existe uma tendência de esses casos ocorrerem em regiões mais pobres”, disse.

A coordenadora afirma que o papel do caminhoneiro é fundamental para tentar reduzir esses índices, por isso o instituto tem campanhas de conscientização para utilizar esses profissionais como disseminadores de informações. “Mas o poder público precisa de um enfrentamento disso de forma integrada. Não podemos subestimar essa rede. Ela é grande e anda sempre muito perde do tráfico de drogas e do roubo de carga”, afirmou.

A diretora do Instituto Kaplan, Maria Helena Vilela, afirmou que também não conhece estudos específicos que apontem para uma relação direta entre a gravidez na adolescência e a prostituição nas rodovias. Mas a especialista em Saúde Pública e Sexualidade Humana assegura que as cidades de passagem e turísticas sempre apresentam índices mais significativos.

Para Vilela, as rodovias propiciam oportunidades para que as jovens conheçam homens, normalmente sós, e assim iniciem precocemente a vida sexual. “Pode se dizer, pela pouca maturidade que ainda se tem, que a gravidez na adolescência entre os 10 e 15 anos está relacionada com o abuso sexual. E isso acontece realmente em cidades onde os moradores têm poucas perspectivas, como essas cortadas pela BR. Não posso dizer cientificamente que é por conta da prostituição, mas deve haver uma relação direta nesses dados, sim”, disse Vilela, que coordena o projeto Vale Sonhar, que trabalha com orientação sexual de jovens em escolas do país. O UOL Notícias entrou em contato, no início da semana, com a Polícia Rodoviária Federal, para questionar sobre fiscalização na rodovia e combate de ações à prostituição infanto-juvenil nas rodovias do Nordeste, mas até a publicação desta matéria não havia recebido resposta.

– Facebook com Mudanças Proveitosas ou Impróprias?

O Caderno Tecnologia do UOL (http://is.gd/aSAGO1) traz uma matéria bacana sobre as reclamações dos usuários do Facebook contra as mudanças promovidas recentemente. Algumas, segundo a reportagem, bem pertinentes; outras, criticadas apenas por quem se acostumou de um jeito e não quer saber de se atualizar com as novidades.

Abaixo a matéria e fica a questão: gostou ou não das mudanças recentes do Facebook?

ENTENDAM AS MUDANÇAS QUE DESAGRADAM NO FACEBOOK

O Facebook redesenhou recentemente seu site, mudando as coisas de lugar e adicionando novos elementos. É claro, o Facebook mexe frequentemente em suas funções e essas mexidas frequentemente enfurecem seus fãs.

Desta vez, entretanto, as mudanças fizeram mais do que desagradar.

Uma pesquisa realizada pelo blog de notícias de redes sociais Mashable apontou que 75% dos fãs do Facebook “odiaram” as mudanças. O novo Facebook se saiu ainda pior na pesquisa do site Sodahead, onde 86% reprovaram as mudanças.

É claro, toda vez que uma empresa com 800 milhões de clientes ativos fizer uma mudança, um percentual previsível deles ficará irritado. Os gritos de protesto se transformam apenas em outra fase apreciada do ciclo. Se você não gosta de mudanças, tecnologia pode ser o campo errado para você

As mudanças do Facebook justificam tanta reclamação? Aqui está uma lista do que surgiu recentemente e do que virá em breve — e o veredicto de um homem para a validade das reclamações em cada uma.

O Timeline

O novo Facebook Timeline ainda está em teste privado; você, o público, ainda pode demorar algumas semanas para vê-lo. Mas pode vir a se transformar em um exemplo de reclamação infundada, porque é (a) ótimo, (b) opcional e, portanto, não digno de reclamação.

Basicamente, é uma linha do tempo de sua vida, descrita em uma página de rolagem vertical. O presente está no topo; seu nascimento está na base. O Facebook o gera automaticamente, usando suas notícias recentes e eventos de sua vida para preenchê-lo. Quanto mais tempo passa, mais o Facebook condensa os eventos. Você pode expandir ou comprimir manualmente várias fases de sua vida, além de adicionar ou remover eventos manualmente (isso é bom. Caso contrário, todo o período antes de você ingressar no Facebook seria uma grande lacuna tediosa.)

Como a linha do tempo exibe fotos ao lado das notícias e eventos de sua vida, ela pode vir a se transformar em um rico registro visual de sua vida – ao menos as partes que você deseja tornar pública.

Agora, se você é o tipo de pessoa que não vê o apelo do Facebook – “Por que vou querer tornar público detalhes íntimos de minha vida pela Internet?”– então a linha do tempo apenas aumentará seu desconforto.

Mas para os usuários regulares do Facebook, a linha do tempo tem um propósito real. Por exemplo: se você ficou noivo há poucos meses, apenas os usuários regulares do Facebook saberiam. Bem, eles poderiam ficar clicando Mais, Mais, Mais para acessar postagens mais antigas – mas como saberiam para fazê-lo?

Agora, há uma forma de eles verem o arco de sua vida de uma forma divertida e visual – uma ferramenta online genuinamente útil que ninguém ofereceu desse modo antes.

Top Stories

A nova função de histórias importantes, por outro lado, não é igualmente bem-sucedida.

Se você não visita sua página do Facebook há algum tempo, você terá perdido muitas atualizações de seus amigos – algumas podendo até ser importantes. A preocupação do Facebook era que, assim que essas atualizações ficavam para trás, você nem mesmo sabia que elas existiam.

Portanto, quando você acessa o site agora, o Facebook coloca as histórias que considera importantes bem no topo – as grandes histórias que você não viu, independente de quão velhas sejam. Abaixo dessas postagens “importantes”, você encontrará a rolagem infinita tradicional da lista cronológica de notícias (antes existiam duas listas semelhantes – as histórias principais e as histórias recentes– mas era preciso alternar entre elas manualmente. Muitas pessoas nem se importavam e acabavam perdendo informações importantes).

Os fãs do Facebook fazem objeção ao esquema das histórias principais de várias formas. Primeiro, o que é “importante”? O Facebook diz que seleciona as histórias principais com base em coisas postadas por seus amigos, quantos Gostaram e Comentários receberam, e assim por diante. Mas alguns fãs do Facebook não gostam da ideia de outro – os algoritmos do Facebook– escolher que histórias estarão presentes na área no topo da página.

Segundo, o conceito das histórias importantes significa que você pode ver histórias postadas há três dias acima de histórias do momento, o que não parece certo.

E terceiro, é simplesmente confuso em um site que já é confuso. Você tem que descobrir que há dois lados diferentes de sua própria página do Facebook: o mural (onde você posta as notícias para seus amigos e fãs e eles deixam recados para você) e o feed de notícias (onde você lê as postagens dos outros). Não há botões com esses nomes, então como você chega a essas páginas? Você clica em seu próprio nome para ver seu mural; você clica no logo do Facebook para ver o feed de notícias.

E agora o feed de notícias está ainda mais subdividido entre histórias principais e histórias recentes: ugh.

Ticker

No lado direito da tela do feed de notícias, há uma nova lista de rolagem de atualizações leves, em tempo real, postadas por seus amigos (ou pelos aplicativos do Facebook que eles instalaram). O ticker permite que você saiba que músicas seus amigos estão ouvindo, quem fez amizade com quem e que amigos clicaram no botão Gostei e do quê. Você pode responder a essas atualizações em uma janela que abre quando você aponta para o ticker, de modo que você não precisa sair de sua página principal.

Em vez de apenas clicar “Gostei” aqui, você também pode dizer que “Assistiu”, “Leu” ou “Ouviu” –fornecendo dados ao Facebook que são bem mais específicos do que o genérico “Gostei”, portanto mais atraente para seus anunciantes.

O ticker pode ser interessante para os chocantemente numerosos usuários do Facebook que passam horas por dia no site. Mas se você não dá importância para isso –por exemplo, se você considera que a constante animação de rolagem é uma distração desagradável quando está tentando ler– você pode ocultá-lo com um clique (a menos que não consiga. Às vezes ele apenas se movia para cima quando eu tentava ocultá-lo; o Facebook confirmou que é um bug, que será consertado em breve).

Assinaturas

Muitas das mudanças são apenas atualizações do Facebook. Antes você não podia ver minhas postagens a menos que você fosse meu amigo. Agora, eu posso permitir que as massas “assinem” meus discursos sem a necessidade de conhecê-las ou de ser amigo delas –uma ideia que o Facebook alegremente copiou do Twitter.

Listas de amigos

O Facebook também esteve ocupado copiando ideias do Google.

Independente de quantas vezes o Facebook alterasse seus controles de privacidade, eles sempre eram complexos e controversos. O Google explorou recentemente essa fraqueza quando lançou o Google+, seu concorrente do Facebook. Lá, toda vez que você posta alguma notícia, surge um menu pop-up que controla quem verá: família, melhores amigos, colegas de trabalho, todo mundo ou outros. Talvez exija mais esforço, mas é bem claro.

Agora o Facebook funciona da mesma forma. Um novo menu pop-up aparece à direita na caixa “o que passa pela sua cabeça?”, listando todas as listas de amigos que você criar (as listas estão presentes no Facebook há algum tempo, mas em uma forma pouca usada).

O Facebook também inicia com algumas poucas listas inteligentes, composta de pessoas que cursaram a mesma universidade, trabalham na mesma empresa ou pessoas que você marcou como sendo seus melhores amigos.

Assim como no Google+, as listas de amigos são uma ideia simples, excelente. Elas não apenas deixam claro quem verá a atualização, como permitem que o Facebook refaça seus ajustes de privacidade –mas, desta vez, resultando em verdadeira simplicidade.

Resumindo: as mudanças recentes do Facebook realmente tornam as coisas tanto melhores (Timeline, listas de amigos, assinaturas) quanto piores (histórias principais, ticker).

Se você andou participando da gritaria online, bem, você tem certa razão. Por outro lado, se você odeia a cara nova, veja o lado positivo: é apenas uma questão de tempo até o Facebook mudar de cara de novo.

– Wikinomia

Li uma entrevista de Don Tapcost numa edição antiga da Revista Veja (Ed 2212, Páginas Amarelas). Ele é um consultor em Economia e Tecnologia e abordou um tema interessante: a Wikinomia.

O que seria isso?

Seria a Economia Colaborativa, termo usado para falar no aprendizado e na colaboração de compartilhamento de conhecimentos de diversos setores da sociedade no mundo corporativo. Com o advento das redes sociais, há muita interação e comunicação; as pessoas aprendem mais e difundem seus conhecimentos, muitas vezes gratuitamente.

Quer um exemplo prático? Se você acabou de aprender algo novo neste post ou em qualquer outro assunto do blog e compartilhou com alguém, acaba de ser uma agente wikinômico. E como li sobre esse assunto e escrevi, também eu me tornei um ator da wikinomia.

Inteligência e comunicação são coisas fantásticas, não?

Segundo Tapcost, a sociedade tende a ser cada vez mais wikinômica. E você, concorda com isso? Deixe seu comentário:

– Casal Gay do Clube Jundiaiense: Lei, Moral ou Aceitação?

Um dilema no Clube mais famoso aqui de nossa Jundiaí, segundo o colunista Val no Bom Dia de sábado: o Clube Jundiaiense analisa a venda do equivalente a um título familiar de casal à um casal gay.

Cá entre nós? Gostem ou não gostem, são os novos tempos da Sociedade. Quem garante que se o casal reclamar na Justiça não terá o direito assegurado? Claro, a recusa será pela justificativa de que o casal tradicional é Marido e Esposa.

Situação complicada e assunto delicadíssimo… O que fazer? Deixe seu comentário:

Sinceramente, acho que o aceite do casal seria uma obrigação legal do Clube. Agora, fique bem claro que isso não deve virar apologia… respeitar a condição sexual não quer dizer concordar. Afinal, vivemos num país democrático.

– Casamento no México de 2 em 2 anos, com data de validade

E essa agora?

O México está estudando a proposta de casamento com prazo de validade. A idéia é a seguinte: como o número de divórcios é grande, e o processo de separação é burocrático, um contrato de dissolução pré-estabelecido seria vantagem, segundo as autoridades. Caso o casal quiser continuar o contrato por mais 2 anos, ele se torna auto-renovável por mais 2. Caso contrário, ele deixa de existir automaticamente.

E aí: Idéia absurda ou, para os dias atuais, Inteligente? Deixe seu comentário:

– Pessoas mais Bonitas são mais Egoístas?

Sabem aqueles estudos que beiram o preconceito? Este é um deles.

As universidades de Barcelona, Madri e Edinburgo resolveram pesquisar a relação Beleza x Comportamento, e chegaram a conclusão que pessoas atraentes cooperam com o próximo em 45,7%; já os menos atraentes cooperam em 67,3%.

Conceito de beleza: simetria facial!

Cá entre nós: que grande bobagem, não? Como os reitores deixam o dinheiro dessas instituições escoarem pelo ralo…. além do conceito de “belo” ser subjetivo, o que deve valer é a beleza interior!

(informações extraídas da Revista Superinteressante, out/2011, pg 18,por Fernando Badô)

E aí, você tem a mesma impressão ou não? Deixe seu comentário:

– Dia Mundial sem Carro. Vai aderir?

Nesta quinta-feira, o mundo faz campanha para que as pessoas deixem seus carros em casa. É o Dia Mundial Sem Carro!

Na sua cidade é possível depender tranquilamente do transporte público ou de meios alternativos? O que as autoridades fazem para incentivar o motorista a trocar o seu meio de transporte?

– Por R$ 418,00, monte uma Igreja e se livre dos Impostos!

Compartilho com os amigos uma interessante matéria do colunista da Folha de São Paulo Hélio Schwartsman. Para provar que abrir uma igreja e ficar isento de impostos através dela no Brasil, era muito fácil, abriu a sua própria: Igreja Heliocêntrica do Evangelho.

Para isso, gastou quase R$ 418,00, não precisou de nenhuma prova doutrinária ou base teológica. Simplesmente abriu a “empresa”.

Assim, igrejas charlatanistas se misturam com as Igrejas sérias e ludibriam o povo, o Estado e, claro, a economia. Dessa forma, a Igreja Católica, as Protestantes, e outras confissões religiosas sérias são colocadas em cheque por culpa dos picaretas!

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/helioschwartsman/ult510u660688.shtml

O PRIMEIRO MILAGRE DO HELIOCENTRISMO

Eu, Claudio Angelo, editor de Ciência da Folha, e Rafael Garcia, repórter do jornal, decidimos abrir uma igreja. Com o auxílio técnico do departamento Jurídico da Folha e do escritório Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo Gasparian Advogados, fizemo-lo. Precisamos apenas de R$ 418,42 em taxas e emolumentos e de cinco dias úteis (não consecutivos). É tudo muito simples. Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para criar um culto religioso. Tampouco se exige número mínimo de fiéis.

Com o registro da Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio e seu CNPJ, pudemos abrir uma conta bancária na qual realizamos aplicações financeiras isentas de IR e IOF. Mas esses não são os únicos benefícios fiscais da empreitada. Nos termos do artigo 150 da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a todos os impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda ou os serviços relacionados com suas finalidades essenciais, as quais são definidas pelos próprios criadores. Ou seja, se levássemos a coisa adiante, poderíamos nos livrar de IPVA, IPTU, ISS, ITR e vários outros “Is” de bens colocados em nome da igreja.

Há também vantagens extratributárias. Os templos são livres para se organizarem como bem entenderem, o que inclui escolher seus sacerdotes. Uma vez ungidos, eles adquirem privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (já sagrei meus filhos Ian e David ministros religiosos) e direito a prisão especial.

A discussão pública relevante aqui é se faz ou não sentido conceder tantas regalias a grupos religiosos. Não há dúvida de que a liberdade de culto é um direito a preservar de forma veemente. Trata-se, afinal, de uma extensão da liberdade de pensamento e de expressão. Sem elas, nem ao menos podemos falar em democracia.

Em princípio, a imunidade tributária para igrejas surge como um reforço a essa liberdade religiosa. O pressuposto é o de que seria relativamente fácil para um governante esmagar com taxas o culto de que ele não gostasse.

Esse é um raciocínio que fica melhor no papel do que na realidade. É claro que o poder de tributar ilimitadamente pode destruir não apenas religiões, mas qualquer atividade. Nesse caso, cabe perguntar: por que proteger apenas as religiões e não todas as pessoas e associações? Bem, a Constituição em certa medida já o fez, quando criou mecanismos de proteção que valem para todos, como os princípios da anterioridade e da não cumulatividade ou a proibição de impostos que tenham caráter confiscatório.

Será que templos de fato precisam de proteções adicionais? Até acho que precisavam em eras já passadas, nas quais não era inverossímil que o Estado se aliasse à então religião oficial para asfixiar economicamente cultos rivais. Acredito, porém, que esse raciocínio não se aplique mais, de vez que já não existe no Brasil religião oficial e seria constitucionalmente impossível tributar um templo deixando o outro livre do gravame.

No mais, mesmo que considerássemos a imunidade tributária a igrejas essencial, em sua presente forma ela é bem imperfeita, pois as protege apenas de impostos, mas não de taxas e contribuições. Ora, até para evitar a divisão de receitas com Estados e municípios, as mais recentes investidas da União têm se materializado justamente na forma de contribuições. Minha sensação é a de que a imunidade tributária se tornou uma espécie de relíquia dispensável.

Está aí o primeiro milagre do heliocentrismo: não é todo dia que uma igreja se sacrifica dessa forma, advogando pela extinção de vantagens das quais se beneficia.

Sei que estou pregando no deserto, mas o Brasil precisaria urgentemente livrar-se de certos maus hábitos, cujas origens podem ser traçadas ao feudalismo e ao fascismo, e enfim converter-se numa República de iguais, nas quais as pessoas sejam titulares de direitos porque são cidadãs, não porque pertençam a esta ou aquela categoria profissional ou porque tenham nascido em berço esplêndido. O mesmo deve valer para associações. Até por imperativos aritméticos, sempre que se concede uma prebenda fiscal a um dado grupo, onera-se imediatamente todos os que não fazem parte daquele clube. Não é demais lembrar que o princípio da solidariedade tributária também é um dos fundamentos da República.

Hélio Schwartsman, 44, é articulista da Folha. Bacharel em filosofia, publicou “Aquilae Titicans – O Segredo de Avicena – Uma Aventura no Afeganistão” em 2001. Escreve para a Folha Online às quintas.

– Big Brother dos Boleiros

Antigo, (1 ano atrás), mas curioso e atual… Abaixo:

Comportamento adequado, preservação do corpo, resguardo e descanso. São essas algumas características que os profissionais do futebol devem ter. Ou melhor, deveriam!

Uma moda que pode se tornar costumeira: a espionagem da vida pessoal dos jogadores, a fim de descobrir o que fazem nas horas vagas!

Extraído de: Revista Isto É, ed 2138 de 01/01/2010, pg 82-83, por Rodrigo Cardoso

MARCAÇÃO FORA DE CAMPO

Barcelona contrata detetives para espionar a vida privada de seus jogadores, algo que os clubes fazem informalmente no Brasil

No filme “Boleiros”, de Ugo Giorgetti, o ator Lima Duarte interpreta um treinador de futebol que faz marcação cerrada a um boêmio jogador, craque de seu time, no hotel onde os jogadores estão concentrados. Em uma das cenas, enquanto o treinador passa de quarto em quarto para se certificar de que os atletas estavam na cama, descansando, um membro da comissão técnica vigiava a recepção do hotel, já suspeitando que o tal jogador armava uma noitada às escondidas. Era assim, de forma primária, que muitos clubes tentavam até pouco tempo atrás controlar as atividades extracampo de seus boleiros-problema. O Barcelona, da Espanha, porém, profissionalizou o expediente. À frente de seu tempo na forma de jogar futebol, o clube catalão mostrou-se pioneiro também fora das quatro linhas ao contratar uma agência de detetives particulares para fazer marcação cerrada em seus craques.

A mando do então presidente da agremiação, Joan Laporta, a agência Método 3 passou o outono de 2008 seguindo os passos dos brasileiros Ronaldinho Gaúcho e Deco, do camaronês Samuel Eto’o e do espanhol Gerard Piqué. De acordo com a revista espanhola “Interviú”, que revelou o caso, o trabalho custou o equivalente a R$ 11,8 mil. O zagueiro Piqué foi espionado 24 horas por dia durante uma semana. Os outros três foram investigados da seguinte forma: o clube informava as festas que ocorriam na cidade e os detetives apareciam nos locais. O espanhol foi o único que teve a ficha limpa no relatório enviado ao Barcelona – apenas Piqué ainda defende o time azul-grená. Já os brasileiros e o africano teriam cometido atos de indisciplina que ferem o regimento interno do clube. Meses depois, Ronaldinho e Deco foram negociados. Eto’o ficou até o final daquele ano, quando foi vendido.

Hoje meia do Fluminense, Deco, pego de surpresa com a notícia, negou ser baladeiro e explicou que a espionagem teve motivação política. “O Sandro Rossel, atual presidente do Barcelona, foi quem me contratou e os outros três ­jogadores. Ele era vice do Laporta antes, mas os dois brigaram”, diz. “Curioso que o único que não teve problema seja justamente o que continua no clube.” Além dos atletas, a esposa de Rossel e o antigo treinador da equipe, Frank Rijkaar, também teriam sido espionados.

No Brasil, a marcação extracampo não chega a ser tão profissional, mas existe. Além de treinadores, que controlam a vida afetiva de seus comandados com o auxílio de outros atletas do elenco, torcedores fanáticos fazem as vezes de espiões. Para tanto, têm como informantes seguranças, barmen, caixas e recepcionistas de casas noturnas. “Gente da comissão técnica e até diretores já pediram para a gente ficar de olho em jogador”, afirma André Guerra, presidente da Mancha Alviverde, torcida organizada do Palmeiras.

Segundo ele, o ex-atacante palmeirense Vagner Love esteve na mira de cartolas e torcedores, no ano passado. Dois dias antes de uma partida decisiva, em novembro, o jogador foi flagrado por imagens do circuito interno de uma boate, em São Paulo. Uma cópia da gravação chegou até a Mancha, que a enviou para diretores palestrinos. “Eles viram as imagens. O Love estava embriagado, às 6h da manhã. Quatro horas depois, o time embarcou para o Rio de Janeiro e ele andou no jogo”, diz Guerra. O atacante, hoje na Rússia, deixou o Palmeiras depois de brigar na porta de um banco com torcedores, que cobravam dele, dentro de campo, o mesmo entusiasmo nas baladas.

Este mês, o atacante Jóbson de Oliveira, 22 anos, do Botafogo, passou a ser monitorado 24 horas por dia. Em julho, ele retornou ao futebol após seis meses suspenso por doping – havia consumido cocaína antes de uma partida. Depois de iniciar um tratamento contra a dependência química, teve uma recaída e foi visto em algumas festas. Como há o receio de que a bebida seja um chamariz para a cocaína, uma pessoa passa o dia ao lado do jogador, o leva aos treinos e chega a dormir no apartamento de Jóbson. Gislaine Nunes, advogada que gerencia a carreira de jogadores de futebol, vê com indignação o fato de clubes ou torcedores vigiarem a vida particular dos atletas. “Casos como o do Barcelona mostram como os jogadores são tratados como coisas, dementes, e provam o quanto o futebol é arcaico, provinciano.” O filme “Boleiros” passeia por esse universo. Nele, o treinador Lima Duarte fracassou como detetive e o craque do time tem uma noite de prazer com uma maria-chuteira vivida por Marisa Orth.

– Sócrates: apenas mais um Alcoólatra entre muitos…

Claro que todos se compadecem com a triste situação em que vive Sócrates, o craque que hoje sofre de alcoolismo e permanece internado. Mas ele é apenas mais um entre tantos anônimos que sofrem desse vício: 11 mil pessoas morrem de cirrose por ano, num país de 15 milhões de alcoólatras (números da Associação Brasileira de Estudos do Álcool)!

Felizmente Sócrates tem muitos recursos. E os que não tem?

Boa sorte à essas pessoas e aos seus familiares. Triste realidade…

E aí: o alcoolismo, que é uma doença, é desprezado em nosso país ou as devidas atenções são dadas? Deixe seu comentário:

– Sessentões: Para se ter Pleno Equilíbrio Emocional, há idade certa?

Um estudo da Universidade de Berkeley chegou a conclusão que aos 60 anos de idade as pessoas podem controlar mais as suas emoções, pois, de fato, estão em plena atividade quanto à “inteligência emocional”.

 

De certo, a experiência de vida pode ajudar as pessoas; tem sua lógica, é claro. De tanto calejar a pessoa aprende. Mas eu, particularmente, cada dia que envelheço fico mais sem paciência… e dizem a mim: “é a idade”.

Brincadeiras a parte, tal resultado é questionável por um simples motivo: o respeito à individualidade às pessoas. 

E você, o que pensa sobre isso: quanto mais velhas, as pessoas estão emocionalmente melhores? Deixe seu comentário:

– Arriscar a Vida pelo Próximo: A ameaça dos Bispos Paraenses!

Anote esses nomes: Dom Ewin Krauter (bispo de Altamira), Dom José Luiz Ascona (bispo de Marajó) e Dom Flávio Giovenale (bispo de Abaetetuba).

Sabem o que esses 3 septuagenários religiosos do interior paraense têm em comum? Lutam contra o crime organizado de exploração da prostituição infantil em suas Dioceses. E, por isso, são jurados de morte pelos bandidos e cafetões.

Embora corram riscos por parte dos criminosos, o grande problema a se somar é outro: “a conivência dos pais”, que encaram a prostituição de suas filhas como um trabalho e uma fonte de renda a mais em suas casas.

Triste mundo…

Extraído de: Revista IstoÉ, Ed 2182, por Francisco Alves Filho (pg 62-64)

BISPOS AMEAÇADOS

Por lutarem contra a exploração sexual de crianças e adolescentes, religiosos do interior do Pará viram alvo de quadrilhas que aliciam as meninas.

Nos últimos anos, as denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil têm se multiplicado. Como resposta, o poder público, as organizações não governamentais e os religiosos se uniram em campanhas contra as quadrilhas. Esse embate, no entanto, não é fácil e em pelo menos um recanto do País enfrentar o problema representa sério risco de vida: o interior do Pará. Ali, em pequenas cidades onde a pobreza torna mais fácil o trabalho dos aliciadores de menores e os matadores de aluguel cedem sua mão de obra por poucos reais, os principais porta-vozes da luta contra as quadrilhas são bispos católicos. Instalados há décadas na região, os religiosos sabem muito bem que quem atravessa no caminho dos criminosos vira alvo. No episódio mais recente, há quatro meses, o bispo de Marajó, dom José Luiz Ascona, 71 anos, foi avisado pela Polícia Federal que bandidos articulavam uma ação contra ele. Apesar disso, dispensa a segurança que os agentes lhe oferecem. “Que direito eu tenho de colocar em risco um pai de família?”, questiona o bispo. “Diante da morte, que pode chegar a qualquer momento, Deus me dá coragem.” Além de Ascona, também os bispos de Abaetetuba, dom Flávio Giovenale, e Altamira, dom Erwin Krautler, lutam contra a exploração sexual e sofrem ameaças por isso.

Como se não bastasse o crime, a faixa etária das crianças que sofrem abusos ou se prostituem tem baixado cada vez mais. Em um dos últimos episódios, descobriu-se uma menina de 8 anos que sofria violência sexual. Algumas vezes, as crianças e adolescentes trocam dinheiro por sexo com a aprovação das próprias famílias, que geralmente sofrem com a pobreza. “Há pais que sabem e outros que fingem não saber, pois se beneficiam da renda que as adolescentes levam para casa”, conta dom Flávio Giovenale, 57 anos, bispo de Abaetetuba, que fica a 60 quilômetros de Belém. Na cidade, formada por várias ilhas fluviais, o tráfego descontrolado de barcos favorece o tráfico de pessoas. Muitas jovens são levadas para o Amapá e depois cruzam a fronteira para o Suriname e para a Guiana, onde são submetidas à prostituição e ao trabalho escravo. Dom Giovenale não tem dúvida quanto à periculosidade das quadrilhas. “Aqueles que promovem a exploração sexual e o tráfico de pessoas são os mesmos que traficam drogas e armas”, diz. Apesar disso, segue o padrão de seu colega de Marajó e, mesmo denunciando constantemente a ação desses criminosos, não lança mão de segurança. “Não gostaria de morrer, mas não acho que seja o caso de andar cercado de agentes”, argumenta. A última ameaça clara contra ele aconteceu no ano passado.

Dos três, o bispo de Altamira é o único que recorre a policiais para manter longe os bandidos. Isso acontece porque dom Erwin Krautler, 72 anos, sempre fez questão de marcar sua posição em várias questões candentes. Ele denunciou conflitos agrários ao lado de Dorothy Stang, foi um dos primeiros a se posicionar contra a construção da usina de Belo Monte e fez, há alguns anos, a acusação de que crianças e adolescentes eram vítimas de exploração sexual por parte de políticos importantes da região. Isso lhe rendeu ameaças de todos os tipos que continuam até hoje e o obrigam a lançar mão de quatro policiais para garantir sua integridade. “Meus inimigos têm desejo de enriquecimento rápido e não duvido que não hesitariam em passar por cima do meu cadáver”, diz ele.

A luta dos bispos tem rendido frutos. Nos últimos anos, a ação da polícia se tornou mais frequente e vários setores da sociedade paraense estão se engajando no combate. Na última semana, os empresários do ramo hoteleiro do Estado criaram um código de conduta para evitar o chamado turismo sexual, prática que pode aumentar bastante durante a realização da Copa de 2014. Outra iniciativa importante vem do governo federal. A Secretaria de Direitos Humanos prepara um pacote de ações para prevenir a exploração sexual em áreas como Belo Monte, já que normalmente a migração intensa de operários em obras de grande porte resulta no aumento da prostituição. “Nossa atitude é totalmente preventiva, estamos planejando ações de fortalecimento dos conselhos tutelares e há uma operação já organizada para a região”, adiantou a ministra Maria do Rosário. A SDH é responsável pelo Disque 100, número que recebe reclamações de violações de direitos humanos e principalmente de exploração sexual. A ideia é boa, mas no Pará ainda não pegou. “É difícil fazer divulgação desse tipo de serviço aqui. Em muitos lugares do interior o telefone simplesmente não funciona”, explica dom Flávio Giovenale.

Como solução para o problema, os religiosos sugerem duas providências: prevenção e repressão. A primeira parte ficaria por conta das políticas de educação e criação de emprego e renda. A segunda, por conta da polícia. “De qualquer forma, notamos que as pessoas estão mais atentas ao problema. Antes muitos fingiam que não viam”, afirma dom Ascona. Para ele, esse é o primeiro estágio para a solução: “Sem conhecer a verdadeira dimensão do problema, não há como remediá-lo.”

– Fim da Fome? Triste Utopia…

O Fim da Fome é Impossível. Ponto”.

Triste realidade observada pelo médico-chefe da ONG “Médicos Sem fronteiras”, Unni Karunakara, sobre a fome na Somália.

Com tanto desperdício no mundo, é revoltante saber que direta ou indiretamente não conseguimos fazer do planeta um lugar melhor para se viver…

– A Moça Apaixonada por Tevez…

Que o amor é cego, tudo bem. Mas uma musa argentina diz que Tevez é “quase um símbolo sexual”…

Será? Olha só, retirado do Uol (http://uolesporte.blogosfera.uol.com.br/2011/09/03/musa-argentina-diz-tevez-me-encanta-e-quase-um-simbolo-sexual/ )

TEVEZ ME ENCANTA, É QUASE UM SÍMBOLO SEXUAL

Podemos dizer que acontece uma verdadeira inversão de valores quando a musa argentina Vanina Escudero diz que o atacante Carlitos Tevez é “quase um símbolo sexual”, não? Pois é a mais pura verdade.


Foto: Reprodução

Em entrevista ao jornal “Olé”, a modelo e atriz, também formada em arquitetura, e casada com o humorista uruguaio Alvaro Navia, o Waldo, afirmou qual é o tipo de homem que ela gosta, dando um indicativo dos motivos pelos quais ela tem uma quedinha por Tevez.

“Não gosto de homem que faz uma superprodução e que olha no espelho mais do que eu. Se fosse meu marido, eu me preocuparia. O homem tem que ser macho, e ser macho não tem nada a ver com depilação. Hoje você vê um jogo e parece um salão de cabeleireiro.”


Vanina, a loira, em ensaio sensual com sua irma, Silvina – Foto: Divulgação

Talvez o jeitão “macho” seja um chamariz para Vanina. “Tevez me encanta, ele melhorou sua imagem e quase se tornou um símbolo sexual, mas transcendeu a sua imagem porque tem coisas que vão além. Ele é um doce.”

Ela ainda deu uma dica para o atacante no assunto “idioma inglês”, no qual ele ainda dá muitas derrapadas mesmo depois de cinco anos na Inglaterra. “Ele vai acabar ensinando inglês para as filhas! Carlitos gosta de cantar, então eu pediria para traduzir as letras, que seria uma boa técnica.”


Vanina e sua irmã Silvina no “Bailando por un Sueño” – Foto: Divulgação

Vanina foi semifinalista do “Bailando por un Sueño”, o “Dança dos Famosos” argentino, em 2010. Durante a disputa, em dezembro, ela sofreu uma queda e bateu com a cabeça violentamente no chão. Foi parar no hospital, mas não teve nenhuma lesão. Neste ano, ela voltou ao programa ao lado de sua irmã, Silvina, protagonizando o primeiro casal apenas de mulheres na história da competição. Antes, as duas já haviam feito um ensaio sensual. Será que Tevez aprova o desempenho da moça?

– A Lei dos festejos em Fortaleza/CE e a situação de Jundiaí

Aqui em Jundiaí temos muitas chácaras de eventos e festas em geral. Tudo bem organizado e fiscalizado, embora há sempre as exceções. Felizmente, as raves, tão questionadas, não mais existem por aqui.

Entretanto, ainda existe perturbação pelos horários impróprios e barulhos excessivos em alguns eventos, principalmente pelos queixosos vizinhos de propriedades que alugam seus espaços para esses acontecimentos.

Em Fortaleza, um projeto de lei visa regular os horários de permissões de festas e limitar sua duração em até 10 horas. A idéia é que os eventos não adentrem à noite, zelando pelo sono dos moradores da capital cearense.

E aí? Cairia no gosto popular tal medida em Jundiaí? Deixe seu comentário:

– Acidente com o Bonde de Santa Teresa: Fatalidade ou Descaso?

Triste o acidente com o tradicional bondinho de Santa Teresa, no RJ, lesionando mais de 50 pessoas e fazendo uma vítima fatal (até essa madrugada).

Mas algumas coisas precisam ser questionadas:

Como é a manutenção desses antigos bondinhos?

Quem permitiu que um veículo com capacidade de 32 pessoas transportasse quase o dobro?

Quantas situações idênticas e que por Deus não sofreram acidentes iguais acontecessem por dia no país?

Vivemos uma sociedade do jeitinho e da “Lei de Gérson”, onde regras costumam ser desrespeitadas. Superlotação é uma dessas normas desprezadas.

Quer um exemplo próximo à nós? Verifique a superlotação dos ônibus intermunicipais das linhas Cabreúva (Jacaré) à Jundiaí e Itupeva à Jundiaí! Nos horários de pico, nas perigosas estradas que trafegam, a situação é periclitante e não se faz nada de concreto. Quando ocorrer um grave acidente, será tarde para providências.

E você, quer comentar sobre o assunto? Deixe seu comentário:

– Menores tomados pelas Drogas

E as crianças que assaltaram um hotel em São Paulo e foram presas?

É o verdadeiro mundo-cão. Tomadas pelas drogas, sem futuro e nem esperança, aparentemente.

Deus, o que fazer/ como fazer?

Confesso que as imagens que passaram ontem no Jornal Nacional mostrando a violência proporcionadas por aquelas crianças dá vontade de chorar de tristeza…

– Madames-Chuteiras X Marias-Chuteiras

 

No futebol, é recorrente o termo “Maria-Chuteira” à moça que luta de todas as formas para arranjar um jogador de futebol como namorado. O título se popularizou pelo fato da maioria, às vezes, nem se importar com a pessoa ou o comportamento do atleta, mas sim pelo status (há várias situações assim na sociedade: Maria-breteira, Maria-gasolina…).

 

Mas a Revista Época desta semana, Ed 690 (pg 90-91), trouxe um novo perfil nesse meio: as madames-chuteiras, que teriam mais classe do que as primeiras.

 

Tenho certeza que as moças citadas na matéria abaixo não se sentiram lisonjeadas com o título de madame…

 

MADAME CHUTEIRA

 

Finas, educadas e donas de prestígio e traquejo social, beldades como Bia Antoni e Deborah Seco representam o novo perfil da mulher de craque.

 

Por Bruno Segadilha

 

É um roteiro manjado. Mulher bonita e sensual se insinua para um jogador famoso em meio a uma balada qualquer. Eles ficam, fazem farra, saem em todas as capas de revista. Se não conseguir engatar um namoro, a bela, normalmente nascida em berço popular, aproveita os 15 minutos de fama para emplacar algum ensaio sensual e faturar uns trocados. Caso emplaque um romance ou engravide, o Olimpo: dinheiro, mordomia, fama. Ricas e alçadas à condição de celebridades, aproveitam para desfilar na imprensa a cabeleira loira e alisada, calças de cintura baixíssima e tops justos.

Esse foi o caminho da ascensão social seguido por muitos anos pelas “marias chuteiras”, apelido das garotas que fazem de tudo para descolar um polpudo casamento com os atletas dos campos. Mas, a julgar pelo comportamento de consortes como Bia Antoni, senhora Ronaldo Fenômeno, e Deborah Secco, senhora Roger Flores, o perfil das antigas marias chuteiras mudou. Finas, bem-educadas e donas de sua própria posição social, elas têm seguido um caminho iniciado pela ex-spice girl Victoria Beckham. Em vez de pegarem carona na fama do marido, são elas que, de certa forma, emprestam seu prestígio a atletas que costumam ter fama de inconsequentes. “Elas são fundamentais na construção da imagem pública de seus maridos, seja pelo traquejo social que esbanjam ou simplesmente pelo talento para se manter longe de confusões”, diz o pesquisador esportivo Celso Unzelte. “Essa fluência social é essencial para os jogadores, porque hoje em dia eles não vivem só do futebol, mas de contratos publicitários.”

Descolada e dona de uma agenda privilegiada, Bia é uma figura festejada na alta sociedade paulistana e carioca. Formada em engenharia e com pós-graduação na França, ela costuma causar alvoroço com seus eventos, como o almoço organizado por ela, em fevereiro, em homenagem ao badalado Yehuda Berg, mestre de Madonna na cabala. Os convidados dividiram a mesa com Ashton Kutcher e Demi Moore, que estavam de passagem por aqui por causa da São Paulo Fashion Week. Ao contrário das marias chuteiras, Bia tem a capacidade essencial de manter a fleuma diante do vexame. O melhor exemplo aconteceu em 2008, quando Ronaldo foi flagrado com travestis em um motel do Rio de Janeiro. Ela arrumou as malas e saiu de casa. Mas não soltou uma só palavra. No ano passado, deu nova demonstração de nobreza ao apoiar que o marido assumisse a paternidade de Alex, filho concebido durante a Copa do Mundo do Japão, em 2002.

Caroline Celico, de 24 anos, também vive em sintonia com o marido, Kaká. Mãe e dona de casa por vocação, como ela costuma dizer, Caroline só deixa a rotina de cuidados com os filhos Luca, de 3 anos, e Isabella, de 3 meses, pelos estúdios musicais. Há um mês, Caroline lançou um DVD só com músicas religiosas. Shows e turnês, nem pensar. A prioridade são os filhos e a família, como sempre pregou o comportado Kaká, craque que afirma ter casado virgem. Filha de Rosângela Lyra, diretora da grife Dior no Brasil, e do empresário Celso Celico, Caroline vem de uma família de posses. “Os jogadores estão mais espertos em relação à fortuna deles e são bem assessorados pelos seus empresários”, diz o comentarista esportivo Mauro Betting. Casar com uma mulher bem-nascida diminui substancialmente as chances de golpe do baú. Roger Flores, atualmente no Cruzeiro, que o diga. Antes de conhecer a atriz Deborah Secco, com quem está casado desde 2009, o jogador namorou por dois anos a apresentadora Adriane Galisteu. Tanto Deborah quanto Adriane são exemplos de mulheres independentes e bem-sucedidas. Galisteu teria declarado, inclusive, que Roger seria sovina.

Casar com jogador famoso já foi sinônimo de vergonha no Brasil. Nas décadas de 1950 e 1960, os atletas eram associados à boemia. Estavam na mesma categoria dos sambistas. Iniciar um romance com um tipo desses era motivo de desespero para a família, como foi para a de Rachel Izar Neves. Filha de libaneses ricos, Rachel conheceu o ex-goleiro Gylmar dos Santos Neves em 1958, quando ele era o titular da Seleção. Ela se apaixonou, mas esbarrou na resistência do pai, que deixou a filha trancada em casa por seis meses. A solução – fugir – custou-lhe a exclusão do testamento do pai e um exílio familiar de dez anos. “Era muito difícil um pai aceitar que a filha casasse com um jogador”, diz o empresário Marcelo Izar Neves, filho do casal. “Hoje em dia, talvez a história fosse diferente.”

Hoje, o que era vergonha se transformou em orgulho. O exemplo mais notório é Barbara Berlusconi. Filha do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, ela (aparentemente) não teve problemas em casa por assumir seu romance com Alexandre Pato, atacante do Milan, o time do pai. O político tem mandado recado pelos filhos de que Pato “já é da família”. Pelo visto, em breve veremos um casamento com um pacto pré-nupcial daqueles. Difícil saber quem vai se proteger mais.

– Carros Econômicos serão Obrigação pela Lei Americana

 

Os EUA pegaram pesado no consumo de combustíveis dos carros gastões. Por lei, os carros que consomem mais (como as SUV’s), terão que fazer no mínimo 23kms/litro.

 

Cá entre nós: uma revolução, não? Bom para o consumidor e para o meio ambiente.

 

Extraído de Veja, Ed 03/08/2011, pg 82-84

 

MAIS CHÃO COM MENOS PETRÓLEO

 

Os carros americanos, por lei, terão de gastar menos combustível. A medida é boa para a economia e também para o clima do planeta.

Hoje um carro anda 12 Km

Meta para 2016 – 15Km

Meta para 2025 – 23 Km

 

por Alexandre Salvador

 

Um acordo firmado na semana passada entre o governo e a indústria automobilística dos Estados Unidos sinaliza, num futuro próximo, grandes transformações nos carros americanos. O objetivo é diminuir a hegemonia dos automóveis possantes e beberrões pelos quais os motoristas daquele país têm predileção. Pelo acordo, os fabricantes de veículos se comprometem a investir bilhões de dólares em tecnologia para reduzir o consumo de combustível dos carros que produzem, seguindo um plano de metas. Hoje, a frota americana de veículos de passeio e caminhões leves novos rodam, em média. 12 quilômetros com l litro de gasolina. Em 2016, os carros deverão percorrer 15 quilômetros com a mesma quantidade de combustível e, em 2025.23 quilômetros. Os índices se referem à média da frota – o consumo dos carros que gastam muito será compensado pelo baixo consumo de novos modelos que as fábricas serão agora obrigadas a desenvolver. A regulamentação sobre o consumo dos veículos nos Estados Unidos, chamada de Café (sigla em inglês para Economia Média Compartilhada de Combustível), existe desde 1975 e foi criada em reação à crise causada pelo embargo dos países árabes à exportação de petróleo, dois anos antes. Desde 1985 os índices obrigatórios de consumo não sofriam alterações. No ano passado, o presidente Barack Obama transformou a redução do consumo dos veículos numa bandeira de sua administração.

A princípio, a indústria automobilística reagiu com desagrado. A alegação era de que os investimentos necessários para produzir carros menos sedentos iriam encarecer os modelos e tomá-los inacessíveis a boa pane da população. O governo retrucou que a economia que os motoristas fariam com combustível compensaria o dinheiro a mais desembolsado na compra do carro. Seguiu-se uma longa negociação para estabelecer as metas de redução. O acordo da semana passada, estabelecendo metas a meio caminho entre as que cada parte propunha, encerrou a discussão. Não é a primeira vez que a indústria automobilística americana reage mal a uma regulação proposta pelo governo. O mesmo ocorreu quando se tornou obrigatório o uso de catalisadores nos escapamentos dos veículos – medida que diminuiu tremendamente a poluição do ar nas cidades – e dos airbags, que hoje salvam vidas.

O governo Obama tem três bons motivos para se empenhar na redução do consumo de combustível dos veículos. O primeiro é diminuir a dependência do petróleo que os Estados Unidos importam, boa pane dele proveniente de países com governos pouco confiáveis, como a Venezuela. O país consome diariamente quase 20 milhões de barris de petróleo e metade de seu déficit comercial, de 497 bilhões de dólares, é causada pela importação do produto. O segundo motivo é reduzir as emissões de gases do efeito estufa e, dessa forma, dar a contribuição americana aos esforços para frear o aquecimento global. Nos Estados Unidos. 29% da emissão desses gases provém da circulação de veículos. O terceiro motivo, de mais longo prazo, é preservar energia para as gerações futuras. Os Estados Unidos têm os piores índices de eficiência de consumo dos automóveis entre os países desenvolvidos. Boa pane da Europa e o Japão atingiram a meta de 18 quilômetros por litro em 2008. Os europeus pretendem chegar à meta de 25 quilômetros por litro em 2020.

Uma saída para reduzir o consumo de gasolina seria elevar os impostos que incidem sobre ela. Os Estados Unidos têm uma das gasolinas mais baratas do mundo – litro custa l dólar na bomba, quase metade do preço cobrado no Brasil. Aumentar impostos, porém, poderia ter um custo político muito elevado para o governo Obama. Some-se a isso o fato de que, nos Estados Unidos, pelo tamanho do país e pelo modo de vida de sua população, a gasolina precisa ter um preço acessível. Os americanos percorrem grandes distâncias de carro para trabalhar, ir à escola, fazer compras ou se divertir. Um aumento de impostos iria castigar as famílias menos favorecidas.

A dificuldade de investir em tecnologias que diminuam o consumo de combustível é que o motor a combustão é uma máquina limitada. Os motores que equipam os carros de hoje não diferem muito do primeiro modelo criado em 1876 pelo engenheiro alemão Nikolaus Bkolaus Otto. Em mais de 100 anos, nenhum fabricante conseguiu aumentar de forma expressiva o aproveitamento da energia obtida da queima do combustível: hoje ela é de 30% nos motores a gasolina e álcool, 50% nos motores a diesel. O restante da energia se perde em forma de calor. Explica o engenheiro automobilístico Celso Arruda, da Unicamp: “O motor a combustão interna é uma máquina térmica, que necessariamente transforma parte da energia em calor. Ele chegou muito próximo ao limite de sua evolução”.

A Europa atingiu seu patamar atual de redução de consumo com carros menores e movidos a diesel. No Japão, os híbridos são muito populares – o Toyota Prius é o carro mais vendido do país. Já nos Estados Unidos, a picape Ford F-150 ainda é o modelo preferido dos motoristas e, na sua versão mais econômica, faz apenas 9 quilômetros por litro. Disse a VEJA o engenheiro americano Paul Ronney, da Universidade do Sul da Califórnia: “Além dos desafios tecnológicos, existe nos Estados Unidos uma questão cultural de repúdio aos carros muito econômicos. As pessoas estão acostumadas a dirigir grandes caminho nestes SUVs, e não existe tecnologia que faça com que os SUVs alcancem os 23 quilômetros por litro”.