– Crianças, Bichos e Jardins

Minha filha Marina adora estar no jardim. Desde cedo brincávamos na grama, observávamos os bichinhos e sentíamos o perfume das flores. Hoje, ela foge de casa para brincar no meio do mato.

Pesquisa mostra: As crianças querem e precisam da Natureza! E faz muito bem. E elas só não podem fazer muito isso devido aos… próprios pais!

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI181493-15228,00-ELAS+QUEREM+ESTAR+NA+NATUREZA.html

ELAS QUEREM ESTAR NA NATUREZA

por Kátia Melo

Pesquisa mostra que as crianças desejam ter mais contato com os bichos e as plantas – mas a falta de tempo e a insegurança dos adultos as impedem 

Pegar uma minhoca com as mãos pode ser nojento para alguns, mas não para a empresária paulista Tarsila de Souza Aranha, de 34 anos, e seus dois filhos – Theo, de 3, e Helena, de 6. Os três cuidam da horta caseira de onde saem, direto para a cozinha, maços de manjericão, alecrim e hortelã. Dentro de casa, Helena e Theo ajudaram a mãe a montar na sala “o cantinho da estação”, que muda a cada temporada. Nesta primavera, a decoração do cantinho consiste num tronco de árvore, três bonequinhas com flores, dois passarinhos de madeira e uma menina com uma borboleta.

Para Tarsila e seu marido, Lucas Weier Vargas, é muito importante que seus filhos estejam em constante contato com a natureza. A casa de veraneio da família fica em uma praia de Ubatuba, Litoral Norte de São Paulo. Para chegar lá é preciso pegar um barco e depois fazer uma pequena caminhada. Nem o pequeno Theo escapa dela. “Na natureza, vale o que você é. As crianças aprendem a respeitar ao outro e a si mesmas”, diz Tarsila. Um estudo dos pesquisadores americanos Dorothy e Jeromy Singer, da Universidade Yale, sugere que Tarsila e seus filhos configuram quase uma exceção entre as famílias.

A pesquisa Criança e Natureza – realizada com 2.233 entrevistados, entre mães e filhos de 8 a 12 anos, em 11 países, incluindo o Brasil – concluiu que, apesar de haver uma grande expectativa de contato com a natureza na infância, ele raramente se realiza. Quarenta e cinco por cento das crianças disseram que aprendem mais sobre a natureza no vídeo, nos filmes e na televisão do que vivenciando. Tanto os pais como os filhos reconhecem a importância e os benefícios de atividades fora de casa: 99% dos adultos apontam isso, e 97% das crianças têm a mesma opinião. Brincar fora de casa, porém, é uma realidade cada vez mais distante da vida familiar em todo o planeta. Hoje, 50% da população mundial vive em cidades, segundo dados das Nações Unidas. A previsão é que esse número salte para 65% em 2030.

A rotina longe dos quintais, das praças, dos parques e das áreas rurais pode trazer consequências sérias na vida de uma criança. A mais fácil de entender é o sedentarismo, que leva à obesidade. No Brasil, a obesidade infantil atinge 15% das crianças, segundo índice divulgado no mês passado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metodologia. A deficiência de vitamina D em crianças que não se expõem ao sol também é relatada pelos estudiosos. “Seria bom se os pais desligassem a televisão e incentivassem seus filhos a brincar fora de casa. Apenas 15 ou 20 minutos por dia já seriam suficientes”, diz a médica Juhi Kumar, da Faculdade de Medicina Albert Einstein, de Nova York, que fez uma pesquisa sobre o assunto. Problemas visuais também podem afetar meninos e meninas s que passam a maior parte do tempo em ambientes fechados. Um levantamento feito entre 2003 e 2005 em 51 escolas da Austrália relata que as crianças com menos contato com a luz natural têm maior probabilidade de apresentar miopia. E não são apenas os aspectos físicos que preocupam. Pesquisadores da Universidade Cornell, em Nova York, chegaram à conclusão de que crianças em contato com a natureza sofrem menos ansiedade, menos depressão e têm mais autoestima. As que observam animais e plantas também têm chances menores de apresentar déficit de atenção e hiperatividade.

Os pesquisadores de Yale acham que a falta de interação com as árvores e os animais pode levar as crianças a ter uma percepção distorcida da realidade. “Há programas de televisão que exageram as forças da natureza”, diz Dorothy Singer. “Provocam medo nas crianças ao falar de tempestades, vulcões e terremotos que acontecem com menos frequência do que são mostrados.” Nunca ter visto animais da zona rural, como vacas e galinhas, está se tornando comum entre as novas gerações, afirmam os pesquisadores. Ana Paula de Assis, de 34 anos, pedagoga paulista, diz que sua filha Catherine, de 2, nunca viu uma galinha ou um cavalo. Catherine, assim como muitas crianças da pesquisa de Yale, conhece os bichos apenas pelos livros ou pela TV. Ana Paula diz que, apesar de a família morar em frente a um parque, eles raramente o frequentam. Ana Paula está amamentando uma bebê de 7 meses e diz que não sobra tempo para atividades fora de casa. A pesquisa de Yale constatou que a falta de tempo, a ausência de áreas abertas ou parques nas cidades e a preocupação com a segurança são as principais explicações dos pais para a falta de contato dos pequenos com a natureza.

É natural que os pais tenham medo. Crianças brincando longe dos adultos, em lugares ermos, estão sujeitas a riscos maiores do que correriam na sala de casa. Segundo Stephan R. Kellert, professor em Yale e autor de um livro sobre a conexão humana com a natureza, é bom que as crianças corram riscos – uma pesquisa britânica mostrou que 51% das crianças não tinham permissão dos pais para subir em árvores sem a presença dos adultos. Mas subir em árvores, correr, levar tombos e se machucar são experiências essenciais para aprender a se relacionar com o mundo. “A natureza nos ensina a resolver problemas”, diz Kellert. Como resolver, então, a escassez do contato com o mundo natural? Dorothy Singer aconselha os pais a estabelecer um conjunto de regras:

separar um tempo do dia para estar ao ar livre com as crianças, controlar mais rigidamente o uso de videogames e televisores;

participar com os filhos de passeios, acampamentos e caminhadas;

escolher programas de TV que sejam educativos com respeito à natureza e vê-los com as crianças;

os pais deveriam preparar excursões em que os aspectos da natureza mostrados na TV pudessem ser vistos de perto. “Talvez seja mais fácil para os pais deixar as crianças dentro de casa e acreditar que elas preferem ver TV a brincar na rua”, diz a psicóloga de Yale.

O pesquisador americano Richard Louv, presidente da ONG Children and Nature e autor do best-seller Last child in the woods (A última criança nas florestas), disse a ÉPOCA que é impossível cuidar do meio ambiente sem conhecê-lo. “Como podemos proteger algo que não sabemos identificar, que não aprendemos a amar?”, diz ele. Louv afirma que não é o caso de sermos nostálgicos e evocarmos os tempos em que as crianças sumiam de casa pela manhã e só chegavam no início da noite, sujas e exauridas. Ele fala que é preciso acharmos soluções práticas para a situação moderna.

Em países como Canadá, Inglaterra, Estados Unidos e Austrália, os pais se revezam para levar as crianças aos espaços abertos. Algumas atitudes simples como deitar no chão e contar nuvens podem levar as crianças ao mundo essencial do imaginário. “O importante é que as crianças tenham tempo para fantasiar. Na natureza, elas podem fazer isso”, diz Louv.

– Multa por Velocidade Média?

A Prefeitura de São Paulo está testando equipamentos para multar o motorista que ultrapassa a velocidade média da via. Ou seja: se a via é de 60km/h, você não será multado por passar em frente ao radar a 70 km/h, mas sim pela média no trecho.

O viés é lógico: se eu trafegar 500 metros a 80 km/h e 500 a 40, não serei multado.

A sede em multar é tão grande, que ninguém quer saber de policiar o trânsito. O radar parará carro suspeito de roubo? Ou ele flagrará motorista embriagado? Mas para “meter o lápis” no talãozinho de multas…

– Como Salvar seu Casamento

O assunto foi publicado há meses, mas o tema é muito atual: como vencer as dificuldades do casamento e torná-lo um ato consumado de amor, felicidade e sucesso?

Extraído da Revista Época, ed 622, 19/04/2010, por Ivan Martins e Kátia Melo.

COMO SALVAR SEU CASAMENTO

O casamento. A boda. O matrimônio. O que essas palavras evocam são imagens tocantes e cenas de festa. Uma noiva sorrindo à beira de um lago, radiante em seu vestido branco de cetim que, embora ela não saiba, foi usado pela primeira vez pela rainha Vitória, da Inglaterra, em seu casamento com o príncipe Albert, em 1840. De lá para cá, as noivas no Ocidente vestem branco. E são rainhas por um dia.

Mas o casamento, a boda, o matrimônio – e mesmo a forma laica e informal de compromisso, a coabitação –, não se resume a uma festa. Depois da noite de núpcias, começa, para todos os casais, aquilo que o psiquiatra Alfredo Simonetti, ligado ao Hospital das Clínicas de São Paulo, descreve como “o sofrimento de viver a dois”: uma luta diária contra a natureza humana, que, ao mesmo tempo que atrai as pessoas para a vida conjugal, faz com que elas, rapidamente, se desapontem com as dificuldades do cotidiano a dois.

As estatísticas brasileiras são eloquentes a respeito tanto do fascínio quanto das agruras do casamento. Cerca de 1 milhão de pessoas se casam todos os anos no Brasil – e pouco mais de 250 mil se separam no mesmo período. Logo, de cada quatro casamentos, um termina em separação. Embora a estatística seja adversa, o risco não é suficiente para fazer as pessoas deixar de casar. Os números do IBGE mostram que a quantidade de uniões por 100 mil brasileiros aumenta um bocadinho a cada ano. Entre 1998 e 2008, o número de casamentos cresceu 34,8%, superando em 13 pontos porcentuais o crescimento vegetativo da população nessa faixa etária. Os divórcios e as separações, no mesmo período de dez anos, cresceram menos, 33%. A diferença é pouca, mínima na verdade, mas sugere que o sonho de casar está mais em alta que a vontade de se separar.

Há várias maneiras de olhar para essas estatísticas de casamento e separação. Uma delas é com otimismo: as pessoas se separam por que estão infelizes, e é bom que a lei facilite o afastamento. Antes de 2002, a separação judicial no Brasil, quando não era consensual, estava condicionada à comprovação de “culpa objetiva e específica” de uma das partes. Hoje em dia, qualquer motivo, mesmo fútil, é suficiente para que o juiz aceite a “impossibilidade de vida comum”. Os juízes entendem que, se uma das partes não quer, basta. Qualquer que seja a razão.

Outra forma de olhar para a mesma estatística é com alarme. Afinal, a cada casamento fracassado corresponde uma dose imensa de sofrimento humano. O divórcio, diz um estudo americano, só perde em termos de estresse para a morte de um cônjuge. É das piores experiências que as pessoas podem ter na vida. Para os filhos, a separação também é dolorosa. Cria períodos de terrível ansiedade. Quando se olha para além da família, a onda de separações tem como consequência social o empobrecimento das pessoas. Mães pobres que criam sozinhas seus filhos, como mostram pesquisas recentes, estão entre os poucos grupos sociais que não conseguiram se beneficiar da elevação geral da renda brasileira dos últimos anos. Parecem estar abaixo da possibilidade de ascensão.

As pesquisas sugerem que o sonho da maioria continua
sendo um único casamento, que dure a vida inteira

Tudo isso seria mais ou menos irrelevante se homens e mulheres estivessem perfeitamente confortáveis com a ideia de casamentos seriais. Eles seriam intercalados por períodos miseráveis de separação e pelo êxtase da descoberta de uma nova parceira ou parceiro. Não é isso que a pessoas querem. Mesmo nos Estados Unidos, país que tem uma longa tradição de convívio com o divórcio, onde metade das uniões termina em separação (o dobro da taxa brasileira!), as pesquisas sugerem que o sonho da maioria continua sendo um único casamento longo e feliz, que abarque a existência, produza filhos e dê à vida de cada um dos cônjuges uma riqueza de sentido que ela não teria sozinha. As pessoas não se separam por ter superado essa aspiração romântica. Ao contrário, elas se afastam amarguradas por não conseguir atingir esse ideal. Em geral, quem faz isso é a mulher. Nos Estados Unidos, elas são responsáveis por dois terços dos pedidos de separação. No Brasil, essa proporção é ainda maior, 72%. Ao que tudo indica, para essas mulheres o sonho de felicidade no casamento não mudou. A realidade é que tem se revelado mesquinha.

Ninguém tem escrito com mais propriedade e mais aceitação sobre os dilemas do casamento do que a americana Elizabeth Gilbert, de 40 anos, autora do superbest-seller Comer, rezar, amar. Nesse livro de 2006, que vendeu 7,5 milhões de cópias e foi traduzido em 30 idiomas, ela conta como rompeu um casamento juvenil desastroso, passou por um divórcio nauseante, mergulhou em depressão, viajou o mundo para tentar juntar seus próprios pedaços e, ao final dessa jornada quase épica, tendo jurado nunca mais se casar, se apaixonou em Bali, na Indonésia, por um charmoso expatriado brasileiro, 17 anos mais velho que ela, apresentado no livro como Felipe – e que, segundo o jornal The New York Times, chama-se, na verdade, José Nunes. As memórias de Gilbert venderam 300 mil cópias no Brasil. O filme com o mesmo título, que será lançado em setembro no país, tem elenco para ser outro sucesso. Gilbert será interpretada por Julia Roberts e Felipe-Nunes pelo espanhol Javier Bardem, o romântico cafajeste de Vicky Cristina Barcelona.

Em janeiro deste ano, pondo fim a uma monumental expectativa editorial, Gilbert lançou Committed, a skeptic makes peace with marriage. Na tradução brasileira, a ser lançada em agosto pela Objetiva, o título será Comprometida – Uma história de amor. A história autobiográfica começa onde a outra termina, apenas 18 meses depois. Ela e o namorado brasileiro, comerciante de pedras preciosas, chegam aos Estados Unidos de mais uma viagem ao Oriente, e ele é detido pela imigração. Motivo: excesso de entrada e saída no país sem a cidadania americana. Os dois, que já viviam juntos na cidade de Filadélfia, são informados de que ele não mais poderá entrar no país, a não ser que os dois se casem – o que só poderá acontecer, graças às complicações das leis americanas para imigrantes, depois de meses de espera e milhares de dólares gastos com advogados. Felipe é deportado para a Austrália (seu país oficial de residência) e começa, para o casal, um longo exílio fora dos Estados Unidos, durante o qual Gilbert hesita, pesquisa e pondera sobre as possibilidades de que esse novo casamento, ao contrário do primeiro, funcione. Committed é o resultado desse período de incerteza e investigação. Ele encerra um vigoroso “sim” para o casamento (apesar da incerteza inerente a ele). “Talvez a única diferença entre o primeiro casamento e o segundo é que, da segunda vez, você sabe que está apostando”, diz Gilbert.

Além do entretenimento de uma boa leitura, há no livro informações e ideias úteis para quem deseja iniciar ou preservar um casamento. A primeira coisa que ele atira pela janela é o romantismo. Casamento não é uma questão de paixão, afirma Gilbert. Bons casamentos não se ancoram numa erupção hormonal que desliga o senso crítico e faz do cérebro apaixonado algo parecido com o cérebro de um dependente químico (como está demonstrado por estudos de imagens de ressonância magnética!). Estatísticas americanas mostram que, quanto mais jovens as pessoas se casam, maior a chance de separação – e isso parece estar ligado à urgência e à instabilidade das paixões juvenis. Só depois dos 25 anos as estatísticas começam a ficar menos dramáticas. Tendo casado pela primeira vez aos 24 anos, depois de uma sequência de paixões avassaladoras, Gilbert parece saber do que está falando. Ela está separada desde 2002, mas ainda paga pensão mensal ao ex-marido, embora ele tenha se casado novamente, seja pai e vá lançar, em setembro, seu próprio livro de memórias, do qual se esperam grandes doses de veneno contra a ex-mulher e mantenedora. Ninguém com esse fardo biográfico é capaz de olhar para o casamento sem justificada má vontade.

Outra ilusão que o livro se empenha em destruir é a completude. Não há um homem ou mulher, diz ela, que seja capaz de preencher a vida de cada um de nós. A pessoa que porá nosso mundo no lugar ou fará com que ele permaneça à deriva somos nós mesmos. O outro é um companheiro de viagem, não um pedaço de nosso corpo ou uma fração de nossa alma. Muito menos um guia. “Eu me recuso a sobrecarregar Felipe com a tremenda responsabilidade de me completar”, ela escreve. “Já lidei o suficiente com minhas falhas para saber que elas pertencem apenas a mim. Mas foi preciso mais de três décadas e meia para chegar a isso.”

Embora não sejam realmente revolucionárias, e em alguns momentos até cortejem o lugar-comum, as conclusões de Gilbert estão afinadas com as ideias mais recentes dos especialistas em casamentos. O psiquiatra Simonetti, autor do livro O nó e o laço – Desafios de um relacionamento amoroso, é um deles. Ele acredita que o fator isoladamente mais importante para evitar a separação dos casais é, justamente, aprender a ser sozinho. “Se a pessoa aprende que ela sobrevive sozinha, o outro passa a ser um companheiro de jornada, e não uma necessidade absoluta”, diz ele. “Caso contrário, ela vai tentar prender o outro. É um paradoxo.” Outra estudiosa do assunto, a americana Michele Weiner-Davis, autora de livros sobre casamento que faz palestras no mundo inteiro, também diz que o romantismo é um problema, não uma solução. “Fomos educados a acreditar que o casamento é romântico, mas ele não é”, afirma. “O casamento é uma relação de conexão com o parceiro, é educar filhos e cuidar um do outro, é ser fiel.” O mesmo diz a antropóloga brasileira Mirian Goldenberg, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “A fantasia romântica destrói qualquer possibilidade de casamento”, ela afirma. “É preciso ter uma visão crítica daquilo que se vê nos filmes e se lê nos romances. A vida real não sustenta essas fantasias.”

Se o casamento é menos uma questão de sentimentos exaltados e mais a expressão de cuidados e atitudes cotidianos, talvez se possa aprender alguma coisa com a experiência de casais bem-sucedidos. A atriz Alexandra Plubins, de 46 anos, está casada há 15 com o engenheiro Mauro Rodrigues, de 51. Eles têm três filhos (os gêmeos Pablo e Diego, de 17 anos, e a caçula Laura, de 13) e vivem em Teresópolis, no Estado do Rio de Janeiro. Alexandra deu à luz aos 29 anos, seguiu morando com a mãe e casou-se com Mauro apenas dois anos depois. Eles têm vivido juntos desde então. “Mauro é supercompanheiro. Lava, passa, limpa a casa e, se eu preciso trabalhar, fica com as crianças”, diz. Esse tipo de comportamento prático e atencioso, que pode ser entendido como feminista, parece ser imensamente importante do ponto de vista da preservação do afeto das mulheres. Em seu livro, Gilbert conta que seu namorado brasileiro faz jantar todos os dias: ele fica no fogão, ela toma vinho, e os dois conversam. A escritora diz que em cinco anos de relacionamento nunca precisou ir ao supermercado comprar comida. E que isso não tem preço.

Além da divisão das tarefas da casa, parece haver mais coisas a ser aprendidas com os casamentos sólidos – como a decisão de criar espaços exclusivos para o casal, que não incluam os filhos. Todos os especialistas dizem que isso é essencial para manter a chama do desejo e reforçar a sintonia. O comerciante Alexandre Cavalcante, de 36 anos, e a mulher Andréa Cristina, dona de casa, fazem assim: tiram duas semanas de férias por ano, sem as crianças. Eles têm Vanessa, de 16 anos, e Mateus, de 10. Vivem em Natal, no Rio Grande do Norte. “Em janeiro passado, nós dois fizemos um cruzeiro”, diz ele. O sucesso desse casamento é um desafio às estatísticas. A união começou com a gravidez de Andréa aos 18 anos e tinha tudo para acabar rápido. “Todos apostavam que não duraria seis meses”, diz Alexandre. Já dura 16 anos. Andréa, que agora tem 35, atribui isso ao fato de os dois conversarem muito. Ele acha que o essencial é a consciência de estar casado. “Casar é saber que não é só você”, afirma.

Coincidentemente, esses dois casais defendem, no campo do sexo, uma atitude que a americana Michele Weiner-Davis chama de filosofia Nike: just do it. Em português, Faça logo. “Mesmo que você não esteja com muita vontade, comece. E se permita ser estimulado fisicamente”, diz ela. “Essa é a melhor forma de vencer o tédio sexual.” Para Andréa e Alexandre, o casal de Natal, esse truque tem funcionado há anos. “Mesmo que a gente não esteja com vontade, faz um esforço”, diz ela. A atriz Alexandra conta algo semelhante. “Se eu me acomodo, não vou mais sentir desejo. Não quero que Mauro seja meu ‘amiguinho’. Preciso me sentir cortejada.”

Os homens casados costumam olhar com ironia para essas “fantasias românticas” de suas mulheres, mas talvez não devessem. Mirian Goldenberg diz que sentir-se desejada é um imperativo da cultura feminina brasileira. “As mulheres se separam por isso e traem por isso”, afirma a professora. “Têm de provar que são desejadas, sensuais, bonitas. Assim se sentem valorizadas.” A antropóloga diz que em outros países as mulheres enfatizam aspectos diferentes da relação, como amizade e companheirismo. Mas aqui o sexo ocupa um papel preponderante. E pode determinar o fim do casamento.

Outra obsessão feminina à qual os maridos não costumam dar atenção é a intimidade. Para os homens, essa palavra tem uma conotação quase puramente física, enquanto no universo feminino intimidade significa um milhão de outras coisas. “Um nível profundo e psicológico de comunicação e reciprocidade”, por exemplo. Ou “um jeito de falar sobre si e de ser escutada pelo outro”. Ou, ainda, “um tipo de conversa especial, de entrega singular, de quem fala e de quem escuta”. Essa intimidade de atributos quase metafísicos, diz Mirian, está por trás de inúmeros pedidos de separação no Brasil. “A mulher casada há vários anos diz que não consegue mais ter intimidade com o marido”, afirma ela.

No livro de Elizabeth Gilbert, uma passagem sugere que a intimidade não é uma questão apenas das mulheres brasileiras. Ela relata um estudo americano sobre adultério no qual se mostra que, antes de trair, a mulher constrói, muitas vezes de forma inocente, um espaço de intimidade com outro homem. Em geral é um amigo ou colega de trabalho que, aos poucos, toma o lugar de confidente que o marido deixou de ocupar. Essa inversão cria cumplicidade, reforça a exclusão do marido e abre a porta para o sexo extraconjugal, que tem potencial para destruir até o casamento mais sólido. “No momento em que você se descobre partilhando com um novo amigo segredos que deveriam pertencer a seu marido, é hora de voltar para casa e falar abertamente sobre isso”, diz Gilbert.

A lista dos desafios que cercam o casamento moderno ilustra o óbvio: a instituição está em crise. Desde o final do século passado, quando as leis começaram a permitir a dissolução dos casamentos, as separações têm aumentado ano a ano. Gilbert enfatiza em seu livro que a multiplicação dolorosa das separações tem sido a outra face de uma das conquistas mais caras à humanidade: o casamento por amor. “Talvez o divórcio seja uma taxa que nós todos pagamos coletivamente, como cultura, por nos atrevermos a acreditar no amor – ou, pelo menos, por vincularmos o amor a um contrato social tão vital como é o casamento”, ela escreve. Tão logo as pessoas conquistam o direito de casar por amor, passam a exigir o direito de se separar quando o amor acaba. E conseguem. Isso está acontecendo na Índia e em outras culturas tradicionais neste preciso instante. Não há muito o que se possa fazer. A seta da cultura global avança na direção da liberdade de escolha, e a nós, como pessoas e como sociedade, resta conviver com a dor de nossos desejos realizados.

Tão logo as pessoas conquistam o direito de casar por amor,
passam a exigir o direito de se separar quando ele acaba

Lúcia Razera e Rubens Crispim Jr. sabem como é isso. Eles vivem juntos há 11 anos, desde que ela tinha 22 e ele 26. Casaram-se oficialmente em 2003 e, recentemente, tiveram duas separações. Breves. Agora estão juntos novamente, em São Paulo, com os filhos Vitor, de 10 anos, e Clara, de 6. “Eu sentia falta de ficar apaixonada, não tinha mais borboletas no estômago”, diz Lúcia. Rubens tinha outra queixa: “Para mim, separar era ter liberdade. Eu gosto de ficar sozinho”. A distância não resolveu as insatisfações e criou outras. Eles voltaram, depois de demoradas negociações, com algumas mudanças. Decidiram que vão falar sem tabus sobre seus desejos. Acertaram também que cada um deles vai fazer mais coisas sem o outro – sair, ver amigos, estar. Rubens, diretor de cinema publicitário, tem passado mais tempo em casa depois da volta. E Lúcia, que é administradora, passou a trabalhar com o marido. “A gente não tem necessidade, mas tem vontade de ficar casado e dividir as coisas”, diz ela.

Gilbert, a escritora que fez fama e fortuna demolindo a instituição do casamento em Comer, rezar, amar, também descobriu, em seu novo livro, que ainda é importante dividir a vida com quem se ama. Mesmo que a ameaça de dor e rompimento paire no horizonte. As garantias acabaram, mas o desejo humano de partilhar não terminou. É dele que vem o alento sempre renovado dos casamentos. “Quando comecei a estudar esse assunto, eu via o casamento como algo opressivo e anacrônico, terrivelmente destrutivo”, diz ela. “Ao terminar, concluí que é algo complexo e duradouro, que deve estar aqui por alguma razão, talvez porque está sempre evoluindo.” Como tantos apaixonados antes dela, a cética foi vencida pela esperança.

– Hikikomori: Triste Fenômeno Japonês

O Japão é um país onde a qualidade de vida é boa e a população consegue ultrapassar os 100 anos. Porém, prevê-se que com a baixa natalidade, daqui há 30 anos teremos o mesmo número de pessoas centenárias com o de nascimentos.

Assustador, pois lá não existe incentivo ao aumento de taxa de natalidade e, evidentemente, o Serviço Social não terá fundos para bancar muitos idosos com pouco jovens.

Soma-se a isso o fato do crescente número de hikikomori: adolescentes com comportamento depressivo que se trancam nos quartos e podem ficar dias sem sair de lá!

Até países que não tem problemas econômicos enfrentam graves outros males… De tão boa qualidade de vida atual, não seria loucura dizer que “a falta de problemas” leva à falta de desafios e provoca o desânimo…

– Sacolinhas da Discórdia

Desde ontem os supermercadistas não estão dando mais sacolinhas descartáveis, por questões ambientais!

Se de fato se preocupam com a natureza, por que eles não assumem a conta? O consumidor é quem deve pagar?

Claramente, a atual lei é redução de custos. Mas uma ressalva: aqui em Jundiaí, onde a experiência começou há muito mais tempo, tínhamos a opção da compra de sacolas compostáveis a R$ 0,19. Agora, as sacolas ofertadas mudaram, custam (no mínimo) R$ 0,59 e com uma curiosidade: segundo a Folha de São Paulo nesta quinta-feira, 88% delas trazem microorganismos, sendo que 59% possuem bolor e 3% coliformes fecais!

Quem foi ao mercado ontem, ficou furioso! Levar as compras em caixas de papelão não dá. Aliás, as caixas não são lixo reciclável?

Os supermercadistas não estão impedidos de distribuir a sacolinha antiga. Aqueles que as derem, eu vou!

É revoltante ver que o vendedor não deve se importar com a embalagem, mas sim o comprador. Já imaginou ir a uma lanchonete e ter que levar o guardanapo?

– Cáritas Diocesana mobiliza Entidades para Formação de Rede Social

por Reinaldo Oliveira

A Cáritas Diocesana, que neste mês comemora 15 de atividades na diocese de Jundiaí, e sob a luz do tema da Campanha da Fraternidade de 2012; “Fraternidade e Saúde Pública” e com o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra” (cf Eclo 38,8), iniciou uma mobilização com entidades que assistem os dependentes químicos nas cidades abrangidas pela diocese. O objetivo desta mobilização é de conhecer a realidade do trabalho que estas entidades realizam no sentido de compartilhamento de experiências e união de esforços. No primeiro encontro, realizado dia 29 de março na Cúria Diocesana, estiveram presentes representantes de sete entidades: Comunidade Nascer de Novo da cidade de Salto; Projeto Lázaro da Casa do Senhor Bom Jesus de Campo Limpo Paulista; Comunidade Filhos da Esperança de Itupeva; Comunidade Neftai de Cajamar; Instituto Alerta de Cabreuva; Missão Belém e Comunidade Esperança e Vida; ambas de Jundiaí. Também participaram deste encontro o bispo Dom Vicente Costa, o coordenador da Ação Evangelizadora – padre Geraldo Bicudo Carneiro, o assessor diocesano da Pastoral da Sobriedade – padre Luiz Carlos Aranha e coordenando os trabalhos a Sra. Maria Rosangela Moreti, coordenadora da Cáritas. Durante o encontro o bispo Dom Vicente disse que “o vício é um atentado contra a vida e as entidades e as comunidades são a esperança de um recomeço”. O grupo foi denominado como “Rede da Sobriedade”, fará reunião ordinária a cada dois meses com o objetivo de promover maior integração entre a igreja e as entidades, na busca de soluções e propostas para ações concretas. O próximo encontro será no dia 31 de maio, às 9h, na Cúria Diocesana. Ainda com relação à realidade de dependentes químicos em Jundiaí e região, também o Movimento Voto Consciente de Jundiaí, em sua programação de atividades prepara uma série de entrevistas com autoridades dos municípios da região sobre o aumento assustador do número de ocorrências relacionadas ao álcool e drogas (com informações do http://www.dj.org.br)

– Introvertidos e Extrovertidos na Administração de Empresas

Susan Cain, escritora americana voltada à Administração & Negócios, dissertou recentemente sobre uma das piores invenções do século XX: a da “cultura da extroversão. Tanto que até escreveu um livro sobre o assunto: “Calado: o poder dos introvertidos num mundo que não para de falar”.

Para ela, o mundo é feito e desenhado para pessoas extrovertidas, onde quem quer ficar quieto sofre até mesmo preconceito social. A escritora disse que:

A solidão é como eu recarrego minha bateria

Para ela, Steven Spielberg (cineasta) e Larry Page (co-fundador do Google) são exceções de tímidos que venceram na vida! Afinal, o mundo os discrimina…

E você, o que pensa sobre isso? O mundo é para os extrovertidos ou isso é bobagem?

– A Discriminação contra Obesos é maior do que contra Homossexuais?

Aguinaldo Silva, autor de novelas da Rede Globo, dias atrás (Revista Isto É, Ed 2179, pg12) disse sobre ser ou não discriminado sobre sua condição de homossexual. E fez uma interessante consideração:

Já fui vítima de preconceito, mas de pessoas que ganham menos do que eu (…). Mas os gordos e feios são até muito mais discriminados e nem por isso pensam em formar ONGs ou criar cotas”.

Nitidamente, se referiu às ONGs gays e cotas negras, colocando ‘obesos e feios’ como problema maior.

E aí, concorda com ele? Deixe seu comentário:

– E se Tivéssemos um Plano B concreto na Vida?

A capa da Revista Época desta semana é um sonho de consumo: pessoas que conseguiram radicalizar em suas vidas, abandonando a vida de correrias e labuta nas cidades, indo morar no interior ou litoral, fazendo o que gosta.

É claro que sem dinheiro é muito difícil. Mas há pessoas que conseguem tal oportunidade, conciliando renda suficiente com qualidade de vida.

A maior parte dos brasileiros tem dificuldade em trabalhar no que gosta e ganhar bem. Porém, muitas vezes acaba sacrificando a qualidade de vida. Já imaginou viver no paraíso que você sonhou, gozando do convívio das pessoas que ama, ganhando dinheiro do ofício que te dá prazer?

Utopia para alguns, para outros iluminados, não.

– Hulk cala a boca dos Racistas!

No último dia 03/03/2012, Hulk, atacante do Porto, sofreu com o racismo, no clássico luso Benfica 2 X 3 Porto.

Neste vídeo que rodou o mundo, um senhor calvo, de vermelho, torcedor do Benfica, imita um macaco quando o brasileiro domina a bola (dá para escutar o som provocativo). Mas não é que no mesmo instante o centroavante marca um golaço?

Olha só o lance: http://www.youtube.com/watch?v=czxBnU-7WcY

Que ironia do destino…

– Toque de Recolher adaptado como “Toque de Estudo”

Ora, ora… na Bahia, o juiz José Brandão Neto criou o “Toque de Estudo”, baseado no “Toque de Recolher”. Se o estudante estiver fora da sala se aula durante o horário letivo…  até a PM pode agir!

Ocorrerá em Olindina, Itapicuru e Crisópolis, cidades onde o analfabetismo beira 30% da população!

O que você acha disso? Deixe seu comentário:

Extraído do UOL Educação: http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/03/14/juiz-cria-toque-de-estudo-em-tres-cidades-da-ba-e-manda-recolher-aluno-que-matar-aula.htm

JUIZ CRIA TOQUE DE ESTUDO E MANDA RECOLHER ALUNO QUE MATA AULA

Por Carlos Madeiro

A partir do dia 9 abril, os estudantes das cidades de Olindina, Crisópolis e Itapicuru (as três, na Bahia) que forem flagrados “matando” aula serão conduzidos ao Conselho Tutelar, onde os pais serão convocados e responderão a processos, que resultarão em aplicação de multa estipulada pela Justiça.

Segundo portaria publicada na terça-feira (13) pelo juiz José Brandão Neto –que responde pela comarca das três cidades–, conselheiros tutelares, agentes de proteção à infância e Polícia Militar estão autorizados averiguarem situação suspeita de evasão escolar. No caso de policiais, eles só poderão autuar em caso de acompanhamento de um dos integrantes de órgãos de defesa infantil. A portaria está sendo chamada de “toque de estudo.”

Brandão explicou ao UOL Educação que a medida foi tomada porque muitas das crianças e adolescentes matriculadas não estão comparecendo às aulas. Além disso, ele cita que a grande maiores dos jovens infratores são analfabetos ou não estudam.

“Solicitamos às secretarias de educação sobre evasão escolar, e descobrimos que aproximadamente 2.000 alunos foram matriculados, mas não estão indo às escolas nesses três municípios. Sabemos que um dos motivos da evasão escolar é justamente a falta de fiscalização dos poderes públicos e nós vamos cobrar os pais das suas obrigações. Se os pais matricularem os filhos e não zelarem pela frequência, pagarão multa de três a 20 salários mínimos, conforme dia o artigo 249 do Estatuto da Criança e do Adolescente. E nós vamos multar, especialmente os reincidentes”, afirmou Braga.

De acordo com o juiz, de 80% a 90% das portarias que baixa na cidade, são para cumprir leis que já existem. “Nós baixamos as portarias apenas para que elas sejam cumpridas” 

Pais de analfabetos presos

Mas as medidas não se restringem aos estudantes que escapam das aulas. A portaria prevê punições aos pais de crianças e adolescentes que não matricularem os filhos na escola e também aos pais de jovens analfabetos.

Segundo o juiz, um levantamento mostra que 40% da população de Itapicuru e 30% de Olindina é formada por analfabetos, o que apontaria para um abandono intelectual dos pais, sujeito a pena de prisão. A partir de agora, a Polícia Militar e órgãos de proteção aos jovens também terão autorização para abordar situações consideradas suspeitas.

“Os pais que deixarem de matricular o filho, entre quatro e 18 anos de idade incompletos, na rede de ensino pública ou privada, sem justa causa, responderá a processo por crime de abandono intelectual, nos termos do art. 246 do Código Penal, caso em que serão conduzidos para Delegacia de Polícia local”, diz a portaria. Medida semelhante valerá para os pais de jovens analfabetos, que também poderão ser detidos.

“Se forem encontrados [jovens] maiores de 18 anos analfabetos, os pais serão levados à delegacia em flagrante, por cometeram abandono intelectual. Eles podem ficar presos, dependendo da situação. Se ele não conseguir provar que teve dificuldade, como ser morador da zona rural e não ter transporte, poderá ficar detido”, explicou Brandão.

A medida foi elogiada pelos conselhos tutelares das cidades atingidas pelas novas determinações. “A gente vê como bastante positiva a iniciativa. Tudo que venha para contribuir com a presença da criança na escola será apoiada. Esperamos por uma reunião com o juiz para termos detalhes de como vão funcionar os detalhes dessa portaria. Mas sabemos que uma determinação vinda de um juiz vai fazer com que os pais pensem em colocar e acompanhar seus filhos na escola”, disse Hilda Santiago, conselheira tutelar de Olindina.

Segundo ela, o grande problema será a falta de estrutura do órgão para fazer valer os direitos da criança e adolescente. “Realmente é uma situação difícil, pois não temos mais carro e dependemos do carro da prefeitura, que só vem uma, duas vezes por semana”, afirmou Santiago.

– Só Nós Temos Água! Já se deu conta disso?

O Vice-Presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga, disse (na Isto É, Ed 2209, pg 08-11):

Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, tentou falar com uma multidão em Darfur, na África. Só foi ouvido quando prometeu trazer água”.

Nós, que somos abundantes em água, não nos demos conta da real situação mundial! Só nós temos água; os outros países sofrem com esse bem tão precioso…

– Príncipe Harry no Brasil

Toda vez que vejo a imagem do príncipe Harry, confesso que não consigo o levar a sério. Talvez pelas notícias das farras da adolescência, das bebedeiras e do episódio da roupa de Nazismo, fico com o pé atrás.

Tudo bem, amadureceu, está ciente da importância do seu cargo, mas… leva tempo para mudar de opinião.

Ontem, ele foi visitar uma favela pacificada. E não é que traficantes trocaram tiros com a Polícia horas antes? Isso é pacificação pra valer?

Aliás: todo estrangeiro parece ter como programa oficial visitar favela. Parece orgulho da nação! Não seria melhor tirar os favelados de lá e dar condições dignas àquelas pessoas?

– Cairo 678: História Real de Mulheres que sofrem em Pleno Século XXI

Quer um filmão para esse fim de semana? Cairo-678 é a pedida!

O que dizer da história real de uma mulher muçulmana que, em pleno século 21, se torna a primeira a mover um caso de Assédio Sexual no Egito?

Parece surreal, não? Como as mulheres de lá devem sofrer…

Extraído de: http://www.cinema.com.br/filmes/cairo-678.html

CAIRO 678

Seba é uma jovem moderna que é violentada durante um jogo de futebol. A partir de então, ela se torna ativista dos direitos femininos e ensina autodefesa para mulheres. Fayza é uma dona de casa obediente aos costumes do seu país, mas não escapa de ser assediada no ônibus que pega todo dia.

Nelly é uma aspirante a comediante que se torna a primeira mulher na história do Egito a processar alguém por abuso sexual. Apesar das diferenças de classe, social e idade, essas três mulheres revelam traços em comum por serem vítima da violência e do preconceito contra mulher.

ANÁLISE DO EDITOR

O arquétipo do cinema egípcio nunca foi uma maravilha, mas, ocasionalmente, algumas obras não tão convencionais são realizadas nesse país transcontinental. Cairo 678 é uma dessas obras que ultrapassam o nível médio com características admiráveis e que podem chacoalhar a vida cinematográfica da sua região.

Traçando as histórias paralelas de três mulheres, a narrativa caminha por um assunto delicado, proposto corajosamente pelo roteirista e diretor Mohamed Diab. Expondo os direitos que os machos (?) egípcios julgam ter, o filme expõe a bolinação promovida por aqueles homens contra o sexo oposto, seja dentro de um ônibus (o 678) ou em qualquer ambiente público.

Ao, então, terem suas histórias cruzadas, as três mulheres resolvem tentar criar uma lei que coíba os atos libidinosos, entremeando em uma trama ardilosa, dolorida e que traz à tona uma tradição venosa e que expõe a força do sexo feminino numa cultura fundamentalmente machista.

Diab, além de ser um sujeito audacioso ao se atirar contra uma enorme parcela masculina dos seus compatrícios, faz um belo trabalho na direção, especialmente ao focar a dor que nasce dentro dos olhos das mulheres antes de qualquer reação contrária. Para isso, seus grandes closes nos rostos, auxiliados por uma fotografia muito crua, que transparece uma realidade feia, tornam-se dados basilares para o intento geral. Vale destacar, igualmente, a utilização das sombras como elemento capital de várias sequências (e é interessantíssimo perceber a não utilização da explicitude como um tipo de arma – tola – comercial).

A sinceridade que se pode ver nas expressões das protagonistas (lindas atrizes por sinal) quase elimina certo grau de amadorismo à frente das câmeras, que fica ainda mais oculto devido à causa transcorrida. Destaco, especialmente, a atuação da Nelly Karim como Seba.

A trilha sonora, que não foge do estilo musical africano e que, ao mesmo tempo, alude a um piano melodicamente ocidental, parece querer ligar as conquistas das mulheres do oeste à luta por liberdade daquelas retratadas e, possivelmente, das suas conterrâneas.

Por fim, é louvável essa expressão vinda de uma equipe egípcia (até por se tratar de uma história real). Quando um povo, dentro de si, luta contra as suas tradições (sem interferência de uma cultura dessemelhante), mostra-se, aí, que uma transformação é necessária e que, mesmo passível de um delongado tempo, aquele povo encontrará seu próprio caminho.

– A luta do MPF contra o Dicionário Houaiss

Excesso de preocupação em ser politicamente correto ou pura bobagem?

Uma patrulha do Ministério Público Federal quer recolher o dicionário Houaiss das prateleiras, pelo motivo de ‘supor sentidos pejorativos’!

Por exemplo: o verbete cigano, de tantos sentidos, contém entre eles no Houaiss: “que ou aquele que trapaceia; velhaco; burlador”.

A questão é: tal sentido não existe e nunca existiu nem nos mais escondidos rincões do país, ou o MPF está exagerando?

A acusação de que o Houaiss inventa sentidos, denegrindo imagem, é pura bobagem! Ele explica as expressões mesmo preconceituosas. Não são os dicionários que criam; eles explicam os conhecidos e desconhecidos sentidos.

– Moradores de Rua de Jundiaí

É impressão minha, ou aumentou sensivelmente os moradores de rua na cidade de Jundiaí?

No centro, próximo a Catedral, muitas pessoas dormindo na rua e que não são “habituais” da região. Hoje cedo, a quantidade de miseráveis impressionava. Uma pena.

Triste realidade brasileira. E, por mais incrível que possa ser, muitos não querem mudar de vida! Acostumaram-se à rua e aos vícios.

– O Falecimento de Eliana Tranchesi

Há certas coisas que não escolhem idade, sexo ou renda. Eliana Tranchesi, a empresária e socialyte conhecida como “dona da Daslu”, famosa boutique de luxo e envolvida em recente episódio polêmico culminando em prisão por importações ilegais, faleceu vítima de câncer de pulmão. Ela estava internada há tempos no Hospital Albert Einstein (um dos melhores do Brasil), e era paciente do Dr Sérgio Daniel Simon (o melhor na área).

Por mais recursos financeiros que se possa ter, a cura do câncer é um grande desafio. Prevenção e hábitos saudáveis são as melhores práticas. O dinheiro e a boa disposição podem prolongar a vida do paciente (vide José Alencar), mas ainda assim não são suficientes muitos casos.

Extraído de: http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201202240616_TRR_80898251

MORRE EM SÃO PAULO ELIANA TRANCHESI

De acordo com a assessoria de imprensa do hospital Albert Einstein, morreu no início da madrugada desta sexta-feira, em São Paulo, Eliana Piva de Albuquerque Tranchesi, 55 anos, herdeira da butique de luxo Villa Daslu. Ela lutava contra um câncer de pulmão desde 2006.

Segundo as primeiras informações, o velório acontecerá no hospital até às 12h desta sexta e o enterro está marcado para às 15h, no cemitério do Morumbi.

A empresária esteve no comando da Villa Daslu por vários anos. Fundada por Lucia Piva, mãe de Eliana, a butique multimarcas foi uma das pioneiras no mercado de luxo brasileiro. Responsável por trazer para o País lojas do porte de Dolce & Gabbana, Giorgio Armani, Louis Vuitton, Christian Dior, Prada, Chanel, Burberry, Salvatore Ferragamo, Gucci, Fendi, Chloé, Cacharel, Yves Saint Laurent, Goyard, Tom Ford e Tods.

Eliana Tranchesi foi presa pela Polícia Federal em 26 de março de 2009 após a condenação a 94 anos de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, contrabando e falsificação de documentos, descobertos na Operação Narciso, deflagrada em 2005. No entanto, a empresária deixou a Penitenciária Feminina de São Paulo um dia após sua prisão graças a um habeas-corpus concedido pela Justiça Federal.

– Os Membros da Sociedade da Intimidação: a Iraquiana e o Sambista!

Cada vez mais a intolerância, a força bruta e a intimidação extravazam nas festas populares. Dois patrimônios culturais do nosso país, o Futebol e o Carnaval, sofrem com esse modelo odioso de violência e assédio moral.

Se muitas famílias abandonaram os gramados por culpa das torcidas organizadas e seus embates entre si, o que dizer da próxima fronteira: o samba?

Lamentável que os mesmos violentos torcedores organizados de futebol tenham se infiltrado nas agremiações de samba a fim de se travestirem de carnavalescos. Juntaram-se a outras tropas organizadas, as dos pseudos-sambistas profissionais, que se usam das Escolas de Samba para desfrutarem do poder – correlacionando com bicheiros, traficantes e máfias diversas (no Rio de Janeiro, 11 escolas estão sendo investigadas por associação com entidades criminosas).

O que dizer de um dirigente de escola invadir a apuração e rasgar as notas, promovendo que outros fizessem arruaça e incitando atos de vandalismo? Sua ficha criminal era extensa, e o criminoso estava a solta!

Cenas de pessoas que nem de longe demonstravam espírito de folião, nem representavam o congraçamento da corte do Carnaval foram vistas na Marginal Tietê! Bandidos (não há outro termo) chutavam grades, quebravam instalações públicas e ateavam fogo em carro alegórico, além, claro, de assustar a população.

Imagine o motorista que não gosta de Carnaval ao se deparar com esses elementos na saída do Sambódromo, o susto que não levou com sua família?

Escrevo isso após ler a entrevista de Chris Kyle à jornalista Mariana Barbosa, na Revista Isto É dessa semana. Kyle é considerado “A Lenda” pelos Seal’s (a elite das forças armadas americana). Recentemente, escreveu sua biografia contando sobre as 255 pessoas que matou e que se tornou best-seller nos EUA, alegando que nunca teve remorso pois matou aqueles que matariam um número maior de inocentes.

O que isso tem a ver com o Carnaval?

Tal frase, abaixo, se fizermos uma analogia:

[Os que matei] chamo de selvagens terroristas e insurgentes, e alguns deles são iraquianos. A 1ª pessoa que matei foi uma mulher, em março de 2003, em Nasiriya. Ela carregava uma criança na mão e uma granada em outra, e andava na direção de um pelotão da Marinha. Ela estava tão cega pelo demônio que só queria matar americanos, não se importava se a explosão da granada mataria seu filho ou outras crianças que estavam por ali. Não acho que isso seja civilizado, é coisa de selvagem”.

Qual a diferença de um sambista que joga uma cerca no meio da Marginal contra os carros que estão na via e da iraquiana citada? Talvez apenas a geopolítica. São terroristas urbanos que tiram a paz do cidadão de bem, sem pensar nas consequências.

Nada contra carnavalescos ou torcedores de futebol, mas tudo contra os “alguns iraquianos” de SP, para parafrasear Kyle. E provavelmente muitos estarão hoje a noite no Pacaembu, contando com alegria seus feitos na tarde de ontem…

– My Little Pony é sensação entre… Homens Adultos?

Minha filha Marina, de quase 3 anos, adora! Mas tipicamente é um desenho bobinho para crianças de 4 anos.

Estamos falando de “My Little Pony”, um desenho inocente de pôneis femininas feito para inocentes menininhas. Entretanto…

As ‘poneizinhas” conquistaram homens adultos!

Como explicar o fato da audiência alta do Discovery Kids nos EUA para esse desenho ser composta por 85% de homens adultos, heterossexuais e com nível superior?

Extraído de: http://is.gd/EMCk4J

POR QUE MARMANJOS GOSTAM DE PÔNEIS

Uma animação infantil destinada a meninas conquistou homens adultos

Por Tônia Machado

O aniversário do paulistano Gabriel Morato teve um tema inusitado para um homem prestes a completar 32 anos: pôneis coloridos. Morato, que dividiu a festa com a mulher, Melissa, de 31, foi quem escolheu a decoração. Havia pelúcias no formato dos bichos – personagens do desenho animadoMy little pony – A amizade é mágica – e projetor para exibir os episódios. Morato é fã da animação que conta a história de seis pôneis fêmeas que, durante suas aventuras na cidade de Ponyville, mostram a importância da amizade. Sim, a animação, transmitida no Brasil desde novembro pelo canal a cabo Discovery Kids, foi criada para entreter meninas entre 4 e 6 anos. Mas acabou conquistando uma geração de homens barbados. Eles têm até nome: bronies, uma junção das palavras inglesas brother, irmão, e ponies, pôneis. Nos Estados Unidos, onde a onda dos marmanjos que gostam de pôneis começou, uma pesquisa feita pelo site Herd Census, criado por um fã, concluiu que 85% dos admiradores do desenho são homens. Eles têm, em média, 21 anos, a maioria cursou faculdade e é heterossexual. “A série trata de assuntos que muita gente já viveu”, diz Morato. “Você se reconhece nas situações e, muitas vezes, nos personagens.”

A imagem de pôneis coloridos é familiar a quem viveu a infância nas décadas de 1980 e 1990. Os pôneis de que Morato é fã são uma nova versão do desenho que fez sucesso há 25 anos na televisão e nas brincadeiras das meninas, na forma de bonecos. A animação já teve três gerações. Foi a mais recente, a quarta, lançada em 2010 nos EUA, que conquistou o público masculino. O mistério parece insondável: por que homens adultos, esse mesmo tipo que gosta de futebol e cerveja, se interessariam pela história de uma fêmea de pônei estudiosa com dificuldades de socialização, a Twilight Sparkle (algo como Brilho do Crepúsculo)? Ela é enviada à cidade de Ponyville por sua mentora, a Princesa Celestia, para aprender sobre amizade. Lá, conhece Applejack, Rarity, Fluttershy, Rainbow Dash e Pinkie Pie. Tão enigmático quanto o motivo para o desenho ter uma legião peculiar de admiradores é a origem dos nomes. Não haveria algo mais fácil de lembrar?

Os fãs dizem que a animação não tem nada de bobinha. “Cada episódio passa uma mensagem interessante”, diz o estudante e brony Igor de Moraes, de 24 anos. “O humor é adulto e cada personagem tem uma característica bem definida”, afirma o programador paulistano Vitor Takayanagi, de 27 anos, outro brony. Applejack representa a honestidade. A tímida e delicada Fluttershy, a bondade. Pinkie Pie é a mais alegre da turma, encarna o bom humor. A valente Rainbow Dash mostra lealdade, e Rarity generosidade. Os bronies creditam o sucesso da nova versão dos pôneis à americana Lauren Faust, criadora de outras animações de sucesso, comoMeninas Superpoderosas. Lauren modernizou os traços das personagens e criou histórias mais elaboradas.

uem não se convenceu dos motivos de admiração dos bronies pode buscar explicações na psicologia. Identificar-se com um desenho infantil pode ser uma maneira de expressar emoções reprimidas pela vida adulta. “Isso permite manifestar sentimentos sem comprometer a identidade”, diz o psicólogo Oswaldo Martins Rodrigues Junior, do Instituto Paulista de Sexualidade. Outra hipótese é o desenho funcionar como catarse para purgar séculos de emoções abafadas pela máxima “meninos não choram”. “O homem cansou de ser super-herói e está valorizando elementos considerados femininos”, afirma a psicóloga Yvette Piha Lehman, da Universidade de São Paulo (USP). O psicólogo Florêncio da Costa Junior, da Universidade Estadual Paulista, também atribui a existência dos bronies à fluidez dos papéis de gênero. “Os homens têm mais espaço para manifestar emoções tidas como femininas.”

Os bronies sofrem preconceito. Muitos não assumem para seus amigos e familiares que gostam do desenho por medo de ser considerados infantis ou gays. Para driblar ofensas na internet, onde mantêm blogs e fóruns de discussão desde antes de a animação estrear no Brasil, adotaram uma atitude “paz e amor”. Ou, como eles chamam no universo brony, “amor e tolerância”. “Achamos que a melhor maneira de responder era não reagir”, diz o estudante de ensino médio Felipe Martins Fontes, de São Paulo (ninguém pode dizer que os ensinamentos do desenho não surtem efeito). Fontes organizou, em novembro, o primeiro encontro de fãs no país, o BRonyEncontro, no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na capital paulista. Um segundo encontro está previsto para acontecer no Rio de Janeiro, em março.

Veja o vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=QH5j52Z-ugA&feature=player_embedded

– Preconceito Social sobre Obesos?

Organizações podem colocar cláusulas contra algumas situações em defesa da própria causa?

Funcionários da GM poderiam ser obrigados a não compraram veículos de outra marca? Promotores da Ambev estariam proibidos de tomar Coca-cola?

Pois bem: a ONG “Vigilantes do Peso”, que cuida do problema da obesidade, demitiu uma funcionária por ter engordado 20 kg. Em seu contrato de trabalho, ela tinha uma cláusula que proibia o aumento de peso.

A empresa tem direito de demitir por justa causa ou tal detalhe é preconceituoso?

Extraído de: http://www.agora.uol.com.br/trabalho/ult10106u1048355.shtml

DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA DE GORDINHA VAI PARAR NA JUSTIÇA

Por Thâmara Kaoru, Maria Aparecida Silva e Cristiane Gercina

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) deverá julgar, nesta semana, se a demissão por justa causa de uma mulher que engordou 20 kg é válida.

A trabalhadora Lourabil Cepera Groke foi funcionária do Vigilantes do Peso entre os anos de 1992 e 2006, período em que seu peso subiu de 74 kg para 93,8 kg.

O caso começou a ser julgado na semana passada.

O relator do processo, ministro Guilherme Caputo Bastos, foi favorável à empresa.

Segundo ele, a mulher descumpriu as cláusulas contratuais.

Já o ministro José Roberto Freire Pimenta foi a favor da ex-funcionária, dizendo que a cláusula é abusiva, pois fere os direitos da pessoa.

– Travestis cobrando Caloteiros do Fisco!

Sabemos que a sonegação fiscal é um problema mundial. Mas uma resolução inusitada veio do Paquistão. Lá, as autoridades resolveram provocar constrangimento aos devedores colocando travestis para cobrá-los!

Como se sabe, eles são islâmicos e o homossexualismo é algo que refutam muito. Veja o que aconteceu abaixo…

Extraído de: http://super.abril.com.br/cotidiano/travestis-combatem-sonegacao-impostos-598669.shtml

TRAVESTIS COMBATEM A SONEGAÇÃO DE IMPOSTOS

Paquistão pede ajuda de transexuais para elevar a arrecadação

por Juliana Cunha

Algumas usam jeans e camiseta, outras preferem vestido e lencinho na cabeça. Todas bem arrumadas, com maquiagem e cabelos impecáveis, elas saem prontas para arrasar… a evasão fiscal. O Paquistão, um dos países campeões mundiais em sonegação de impostos (apenas 2% da população declara imposto de renda), decidiu tomar uma medida inédita. A prefeitura de Karachi, maior cidade do país, recrutou grupos de travestis que saem às ruas para coletar impostos atrasados. Os transexuais vão até lojas e residências, de porta em porta, batendo palmas e gritando – a proposta é chamar bastante a atenção e, aproveitando o machismo do país, constranger os devedores a pagar suas dívidas.

A inspiração veio de uma iniciativa parecida: em 2006, a Índia empregou eunucos para cobrar impostos atrasados (que ficavam cantando na porta dos inadimplentes até que eles se convencessem a pagar). E não agrada a todos. “Os impostos são o calcanhar de aquiles da política paquistanesa”, diz o parlamentar Jahangir Tareen. “Enquanto o governo não tomar providências sérias para acabar com a sonegação, haverá esse tipo de medida desesperada e inócua.” Apesar das críticas, os defensores da ação alegam que ela também é uma forma de incluir os transe-xuais na sociedade. Para a maioria deles, o trabalho de arrecadar impostos é o primeiro emprego fixo e registrado. Os “travestis do governo”, como são chamados pela população, já estão trabalhando há 9 meses e arrecadaram US$ 100 mil em tributos atrasados. Mas a cidade de Karachi ainda tem cerca de US$ 5 milhões em impostos a receber. Ainda será preciso brilhar muito mais.

– Greve da PM na Bahia retrata a triste realidade de um Povo Desonesto

Em alguns casos, tenho a impressão de que as pessoas de bem são minoria no mundo. Com a greve da Polícia Militar na Bahia, fico com mais certeza disso. Vejam só: com os policiais parados, a onda de saques, roubos, furtos e de toda espécie de crime aumentou absurdamente. Comerciantes fecham as portas, escolas não abrem… Tudo porque os bandidos estão aproveitando a ausência da PM nas ruas.

Quer dizer que se não há trabalho da Polícia, há a permissão para roubar?

Ser honesto é obrigação do cidadão. Se as pessoas tivessem boa índole, num utópico mundo não necessitaríamos de esquadrões policiais. Gente de mau caráter, que não costuma roubar, se aproveita do saqueamento e pratica crimes também! Tem cabimento? O que não é seu, não deve ser mexido. É educação, honestidade, valores morais, respeito.

Triste realidade…

E aqui acrescento: um policial ganhar R$ 2.000,00 para trocar tiros com bandidos também é covardia. O governador petista Jacques Wagner deveria tomar providências urgentes!

– Uma Novidade aos Paulistanos, conhecida por Jundiaienses

Começou a lei que proíbe a distribuição de sacolas de plásticos nos mercados para a cidade de São Paulo. E a grita é geral.

Aqui em Jundiaí, há pouco mais de um ano vivemos a experiência. Na verdade, nem lei é, mas sim um acordo com a Associação que congrega os Supermercados.

No início, a grita foi geral! Reclamações e mais reclamações, que diminuíram com a mudança de hábito (forçada em muitos casos). Surgiu um número de que 77% dos moradores de Jundiaí aprovaram o fim das sacolas de plásticos. Não é a impressão que eu tenho, mas respeito a pesquisa.

Basicamente, o cliente hoje leva sacolas de ráfia ou de outro material qualquer, aquelas do “tempo da vovó”. Outros se utilizam de caixas de papelão (em muitos casos, cedidas pelos próprios supermercadistas – mas não são todos). Outros ainda, fazem uso do mesmo expediente que eu: compram as sacolas compostáveis, biodegradáveis, vendidas no caixa por R$ 0,19.

Quem é a favor argumenta que pensa em Sustentabilidade. Quem é contra, usa de um maior número de argumentos: de que o benefício a natureza é ínfimo; de que os custos de sacolas foram repassados pelos supermercados aos clientes; de que há gente por trás disso ganhando dinheiro com a mudança de hábito.

Sinceramente? Tudo o que for para preservar o planeta deve ser avaliado e levado em conta, mas sem nunca esquecer de algo importante: o custo-benefício. Quem usava as sacolinhas antigas para usar nas lixeiras domésticas, agora terá que comprar saquinhos de lixo do mesmo material. O que mudou?

E você, o que acha das sacolinhas? Deixe seu comentário:

– Redes Sociais e Arbitragem: o Uso e Desfruto das Ferramentas Eletrônicas

Dias atrás, a FIFA determinou que seus árbitros encerrassem as contas em Redes Sociais Eletrônicas, como Twitter e Facebook (informações disso em: http://is.gd/0x921a). E isso é bom ou ruim?

Ninguém melhor que os árbitros para falarem sobre o assunto. No meu Facebook, tenho cerca de 230 árbitros e ex-árbitros. Sabe como a notícia repercutiu entre os árbitros atuantes? Péssima, de mau gosto, e com muita chiadeira. Já os árbitros aposentados, nenhuma objeção.

Os motivos de quem critica a medida são de que o árbitro é um ser comum e elemento do futebol que deve ser visto sem diferenciação na sociedade. Conversei com muitos sobre o assunto, e a maior parte deles alega o seguinte: nas redes sociais, os árbitros não comentam assuntos de jogo e nem temas polêmicos.

Já os ex-árbitros alegam que o árbitro é um ser diferenciado, mais visado e que todos os cuidados para se preservar a imagem são necessários. Os desabafos indesejados pelas entidades desportivas seriam evitados.

E o que eles escrevem atualmente nessas redes sociais? No Orkut, não tão usado pelos árbitros hoje (puxa, parece até que a rede caiu em desuso –e caiu mesmo), os árbitros atuantes ali escreviam nomes disfarçados e se escondiam para opinarem sobre lances de jogo e situações de desagrado da carreira; algumas comunidades foram criadas em defesa da categoria, mas poucas prosperavam. No Facebook, há a divulgação das escalas e torcida entre os árbitros entre si; como exemplo, o jogo Corinthians X Palmeiras, onde os clubes ficaram de lado e fotos de Seneme e louvores à sua arbitragem foram destacados. Por fim, no Twitter, há muito menos árbitros do que se possa imaginar, e ali não há muita polêmica no Brasil. Mas vale o lembrete: Carlos Eugênio Simon, na África do Sul, divulgou via microblog a escala do japonês que apitaria Brasil X Holanda antes da divulgação da FIFA; no Paraguai e na Colômbia outros problemas ocorreram. Seriam essas situações determinantes para a entidade decretar a proibição?

Há exemplos de árbitros que se utilizam da ferramenta para sua promoção fora do futebol, buscando destacar seus trabalhos. O paulista Guilherme Ceretta de Lima e o baiano Diego Pombo, bons árbitros, são modelos profissionais, e estão não só nas redes sociais mas também na TV e em outras mídias. A recomendação os proibiria de tais ações, mesmo que não misturassem as atividades? Se sim, oficializaríamos a questão de ofícios indesejados pela FIFA na conciliação com a arbitragem?

Muitos criticam o uso de tais ferramentas como escada para outros interesses: ou seja, do uso da atividade e da imagem do árbitro para promoção particular. Ué, é só profissionalizar os árbitros e promover plano de carreira, que as atividades paralelas minimizariam. Portanto, a proibição das Redes Sociais tem dois objetivos não claros, mas perceptíveis, aos olhos da FIFA: evitar polêmicas geradas pelos próprios árbitros na Web e a não promoção particular dos árbitros em outras atividades utilizando a imagem da FIFA.

O que penso? Que a proibição oficial é uma atitude antipática, além de grande bobagem. Claro, bobagem, afinal o árbitro sabe que se polemizar, não apitará. E aquele que não tiver inteligência para saber do seu limite nas redes, cá entre nós, deve estar fora da atividade.

E você, o que pensa sobre tudo isso? Deixe seu comentário:

– Boateng: Craque contundido por… Excesso de Sexo

O ganês do Milan, Boateng, não se consegue firmar na equipe rossonera. Sempre se contunde nas mais diversas localidades do corpo, desfalcando seu time no Campeonato Italiano de Futebol.

Os motivos de tantas lesões foram explicados pela namorada do atleta, Melissa Satta (ex-namorada de Vieri e de Totti, ambos jogadores do cálcio), ao site Sport Total:

Acredito que a razão para ele estar sempre machucado é que fazemos sexo de sete a dez vezes por semana

A moça se valorizou, não?

Repararam que o jogador realmente anda meio acabadão, cabisbaixo… Gemada é bom para essas ocasiões!

Brincadeiras a parte, Boateng certamente está tendo um grande prejuízo na carreira, já que só tem 24 anos e perde uma grande chance de se firmar no time.

– Uma Terra de Gente Bandida com Pequenos Bolsões de Honestidade?

Cada vez mais me abala uma observação de um amigo sobre Honestidade. Ele sempre me dizia que:

Ser honesto, no Brasil, era ser diferente”.

Ora, não deveria ser uma regra?

Digo isso pois leio que Lâmpadas de Led foram roubadas na Ponte Estaiada, na Marginal Pinheiros. Não é o cúmulo?

Muitas vezes nós vemos atos de honestidade serem divulgados como manchete, como se fossem coisas raras. NÃAAAAAOOO. Ser honesto deve ser constante, no dia-a-dia, coisa normal, lógica e corriqueira. Ser honesto NUNCA pode ser diferente.

Isso, infelizmente, deve ocorrer porque muitos de nós nos acomodamos em ver corrupção, roubo, bandidagem, desonestidade.

Triste quando um país trata a honestidade como uma virtude, não como uma obrigação.

– O Conto da Grávida de Taubaté

Dias atrás, a mídia falava da mega-grávida de quadrigêmeos, moradora em Taubaté, com 4 univitelinos! Caso raro e que ganhou destaque.

Minha mulher falou de pronto: “Credo, que barriga esquisita!”

Esquisita mesmo… afinal, não estava grávida! Seu advogado confirmou o golpe.

Desequilibrada ou picareta?

Imagine a quantidade de doações que já deve ter recebido. A troco de quê deu o golpe? Para gozar das pessoas? Para faturar em cima? Para aparecer na mídia?

Um caso de loucura ou de burrice. Não consigo definir. E você?

Extraído de: http://is.gd/VzyYw9

GRAVIDEZ DE QUADRIGÊMIOS DE TAUBATÉ É FALSA

A mulher que dizia estar grávida de quadrigêmeos em Taubaté, no interior de São Paulo, mentiu. O advogado dela confirmou, nesta sexta-feira, que a gestação é uma farsa.

Enilson de Castro contou que Maria Verônica Santos, de 25 anos, usou uma barriga falsa de silicone, coberta com tecido. Ela estaria arrependida. E ainda segundo o advogado, o marido também foi enganado.

O motivo que levou a mulher a inventar a história não foi revelado. O caso da suposta gravidez ficou famoso nas últimas semanas, depois que Maria Verônica concedeu diversas entrevistas e posou para fotos, exibindo a imensa barriga.

Mas a gravidez passou a ser contestada. O médico da mulher já havia confirmado que um ultrassom realizado em agosto descartava a possibilidade de gravidez. Maria Verônica dizia estar na trigésima quinta semana de gestação.

– Samba Perigoso

Perceberam quantos presidentes de escola de samba têm sido presos?

Hoje, Ribamar de Barros, presidente da Camisa Verde e Branco foi preso. Ele era procurado por tráfico de drogas, roubo e formação de quadrilhas!

Tempos atrás o problema era “apenas” o jogo do bicho no meio…

– Comandante Italiano e sua Desculpa Esfarrapada

Lembra do João Alves, aquele deputado que na cara-lavada disse que não havia enriquecido por corrupção, mas pela coincidência de ter acertado ‘trocentas vezes a Loteria Esportiva? Pois é: o Comandante italiano do Cruzeiro que afundou na Itália agiu igual. Disse que não abandonou o barco, tampouco fugiu para se salvar. Mas que por uma incrível coincidência escorregou e caiu dentro do bote salva-vidas que o levou até a praia, num lugar seguro.

Você acreditou?

– Pontos em Carteira no Cartório

Para se acabar com fraudes em pontos da CNH, o governo decidiu: para transferir os pontos das multas de trânsito, caso o motorista não seja o proprietário do veículo, terá que transferir em cartório, com firma reconhecida.

Hoje, o grande golpe é: motoristas que tem os pontos à beira de estourar o limite, transferem para quem já estourou e negociam um valor.

E olha que curioso: dois casos- um em Pindamonhangaba, onde o motorista levou 85.000 pontos na carteira (deve ser multado de minuto em minuto nos pontos mais distantes do Brasil); outro em Jundiaí, onde um motorista falecido em 2009 continua recebendo infrações até hoje (motorista fantasma).

E você, o que acha disso? O Governo está certo ou errado em fazer tais exigências?

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– Mágicos e Médiuns: um Povo Que Gosta de Acreditar

As pessoas gostam de ser enganadas

Michael Shermer, renomado escritor e psicólogo americano, criou polêmica em seu último livro: “Por que as pessoas acreditam em coisas estranhas.

Para ele, as pessoas assistem a um mágico e sabem que é um truque. Mas quando um médium fala das coisas do além, acreditam sem questionar.  Uma frase de efeito dita:

Crer é mais fácil do que pensar”.

E aí, a profunda afirmação do psicólogo, dita convictamente por ele, ofende as religiões, independente de qual seja, ou não?

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– As Grávidas da Cracolândia

A Folha de São Paulo de hoje traz uma matéria impressionante sobre as mulheres grávidas viciadas em crack.

Uma delas deu um depoimento assustador:

Meu bebê fica agitado, fumo uma pedra e pronto. Ele fica bonzinho”.

Senhor Jesus… Que fim do mundo! O que as malditas drogas fazem na vida de alguém…

– 20 anos para o País Enriquecer de fato?

Olhem que interessante matéria de Exame.com, por Nicholas Vital: o prazo para sermos uma nação desenvolvida seria de 20 anos!

Extraído de: http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/0980/noticias/vinte-anos-para-ficar-rico

20 ANOS PARA O BRASIL FICAR RICO

Está em curso um fenômeno novo para o país: o amadurecimento em massa da população. Mas é preciso correr, pois a janela de oportunidades tem data para fechar

Ronaldos e Giseles à parte, a maioria dos mortais segue um roteiro de vida semelhante. Primeiro experimentamos as delícias da infância e da adolescência. Depois, chega a hora de começar a trabalhar, um momento marcado por muito esforço e pouco dinheiro. Com o tempo, as oportunidades vão surgindo e o desafio é conseguir garantir um descanso tranquilo no período final. E assim passamos de geração em geração. Também os países seguem uma trajetória semelhante, com graus diferentes de sucesso. Numa fase inicial, nações jovens têm uma fatia grande da população abaixo da idade de trabalho. Com o tempo, as crianças crescem e começam a trabalhar. É um período ideal para aproveitar o impulso e crescer. Depois vem a fase do envelhecimento, em que o ímpeto econômico se esvaece. Se tudo der certo nesse caminho, haverá, então, riqueza suficiente para financiar o sossego dos idosos.

O Brasil já foi uma nação jovem. E seremos, no futuro, um país velho. A boa notícia é que estamos — agora — no auge do período produtivo. Encontra-se em curso um fenômeno demográfico e social novo para o país: o amadurecimento em massa da população. O crescimento populacional vertiginoso ficou para trás. Após crescer geometricamente por dois séculos, o número de brasileiros aumenta cada vez menos e não deve ultrapassar a marca de 220 milhões. Ao mesmo tempo, com expectativa de vida de 73 anos, o país tem hoje dois terços da população entre 15 e 64 anos — a faixa etária considerada economicamente mais produtiva. A proporção dos que estão em idade de produzir vai continuar a crescer até 2022, quando atingirá um pico de 71%. A previsão é que nessa data o número de brasileiros em idade ativa passe dos atuais 130 milhões para 147 milhões. As chances de negócios abertas por essa transformação silenciosa são enormes. “Se em dez anos não abrirmos 100 milhões de novas contas, é porque algo deu errado”, diz Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco. Segundo estimativa da Federação Brasileira de Bancos, o número de agências bancárias no país deve crescer 50% na próxima década, o que significa a criação de cerca de 150 000 postos de trabalho. O crescimento no setor bancário é apenas um exemplo do salto esperado em inúmeros mercados na próxima década.

“Essa é uma chance única na história de qualquer país”, disse a EXAME Ronald Lee, diretor do departamento de demografia e economia da Universidade de Berkeley e membro da Comissão Americana para Estudos do Envelhecimento. A chance a que Lee se refere é batizada pelos especialistas de bônus demográfico — a fase com o máximo possível de gente trabalhando. Uma projeção realizada pelos professores Cássio Turra e Bernardo Queiroz, da Universidade Federal de Minas Gerais, mostra que o Brasil tem um potencial de crescimento de 2,5% ao ano gerado exclusivamente pelo bônus demográfico. Outra conta, feita por Marcelo Neri, pesquisador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas, sugere um aumento de até 2,7% ao ano na renda média dos brasileiros em função do bônus e do aumento da escolaridade, iniciado nos anos 90. No cenário elaborado por Turra e Queiroz, o Brasil, se crescer apenas à média anual de 2,5% propiciada pelo bônus demográfi co, chegará a 2030 com um produto interno bruto de 3,3 trilhões de dólares, 50% maior que o atual. Mas o país tem crescido mais que isso — e os economistas avaliam que será possível manter um ritmo de 4,5%. Isso elevaria, no mesmo prazo, o PIB para 4,8 trilhões de dólares, o sufi ciente para alcançar um padrão de renda equivalente ao que Portugal tem atualmente. Numa hipótese mais otimista, de o bônus ser aproveitado para impulsionar reformas mais profundas, em duas décadas o Brasil atingiria o nível de renda per capita atual da Espanha e teria um PIB de 7 trilhões de dólares. “Os brasileiros estão diante de uma oportunidade de ouro, mas ela é temporária. Após duas décadas, o envelhecimento da população inverterá a curva e fará a proporção de inativos subir. Por isso, para tirar o máximo proveito até lá, o Brasil deve investir fortemente nas novas gerações, em especial provendo boa educação básica”, diz Lee. O recado é claro: temos mais 20 anos para fazer a lição de casa, modernizando a economia e melhorando a qualidade da educação, e, assim, nos tornar uma nação rica. Caso contrário, estaremos no pior dos mundos. Corremos o risco de envelhecer sem ter conseguido integrar o clube dos desenvolvidos — e aí será muito mais difícil chegar lá.

– Mundo Igual e Respeitoso

Perante Deus, todos somos iguais. E, cansamos de escrever tal verdade aqui, qualquer forma de preconceito é burra, seja racial, sexual ou econômica.

Tal foto diz tudo:

Precisa acrescentar algo?

– Brasil de Primeiro Mundo? Você Acredita?

Dias atrás, debatemos no blog sobre o fato do Brasil ter superado o Reino Unido e alcançado o posto de 6ª economia do mundo (em: http://is.gd/xSlTDv). Agora, leio uma coluna de Elaine Catanhêde na página 2 da Folha de São Paulo de hoje. Sensacional! Ela vai no “X” da questão: que potência é essa com tantos problemas?

QUE POTÊNCIA É ESSA?

por Elaine Cantanhêde

A grande (e ótima) novidade anunciada durante as minhas férias foi que o Brasil passou o Reino Unido e é agora a sexta economia do mundo. Uau! Somos uma potência! Mas que potência é essa?

A infraestrutura é sofrível. Os “apaguinhos” são quase rotina, os portos estão cheios de gargalos, as estradas são péssimas, ferrovias praticamente inexistem.

Chegar de uma viagem internacional é um inferno no Galeão e em Guarulhos, as grandes portas de entrada, e até mesmo em aeroportos menores, como o de Natal, onde há três (isso mesmo: três) esteiras de bagagem até que a ampliação seja concluída.

uanto à educação: Será que o país tem boas escolas para a maioria e profissionais de ponta para enfrentar os desafios do crescimento e da competitividade em todos os setores? Há dúvidas.

E o país consegue ser a sexta economia mundial com um IDH ainda vexaminoso. Quando você passeia pelo interior do Nordeste, onde as coisas vêm melhorando, é verdade, assusta-se com os ainda extensos bolsões de miséria atolados em dois ou três séculos atrás.

Povoados sem asfalto, um atrás do outro, com crianças barrigudinhas e descalças correndo na poeira, entre mulheres de ar sofrido e pele encarquilhada e homens trôpegos pela cacha e pelo cansaço de uma vida inteira de trabalho duro, debaixo de sol a pino e em regime de semiescravidão.

Não consta que haja gente e cenários assim no Reino Unido e na França, o próximo país a ser, bem antes do que se previa, ultrapassado pela economia emergente do Brasil.

O que está em pauta não é (só) o ritmo da economia e o complexo equilíbrio entre crescimento mais baixo e inflação debochada, mas principalmente a qualidade do desenvolvimento. Há que se discutir por que, para que e para quem o Brasil assume ares de potência.