– E se os efeitos do Sandy fossem perenes?

Para quem crê em final dos tempos apocalípticos e acha que o furacão Sandy é indício disso, vale a reflexão: Nova Iorque ficou sem energia elétrica e combustíveis por quase 3 dias e parou. Em algumas localidades, menos; em outras, mais!

As entrevistas mostravam o desespero das pessoas que não tinham transporte público disponível e nem encontravam gasolina para se locomoverem com veículo próprio. Outros, estavam desesperados por não conseguir recarregar o celular! Por fim, e os moradores que moravam em prédios altos e tinham que fazer uso de escadas na escuridão?

Desconfortável, claro. Mas esse é um dos menores problemas dos que realmente o Sandy trouxe, se contarmos as pessoas mortas e os desastres da natureza e urbanos (prejuízo de 50 bilhões de dólares estimado).

Mas pense: já imaginaram um mundo sem energia elétrica? Teríamos que nos reacostumar com tudo! Hoje não aceitamos ficar meia hora no apagão; imagine 3 dias!

– Sexo entre Deficientes Intelectuais: Difícil Tema!

Amigos, assunto de difícil trato: o sexo entre deficientes intelectuais.

Com um pouco mais de autonomia e liberdade para fazer as próprias escolhas, os deficientes intelectuais colocam uma nova questão para o país: a quem cabe decidir se eles podem fazer sexo e ter filhos? – por Solange Azevedo.

Compartilho interessante matéria publicada pela Revista Época dias atrás:

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI96551-15228,00-A+SEXUALIDADE+DOS+DEFICIENTES+INTELECTUAIS.html

SEXO SEM PRECONCEITO

Deitada no leito do consultório médico, Cíntia Carvalho Bento tira os óculos para enxugar as lágrimas. Era 6 de março. Ela acabara de ouvir, pela primeira vez, os batimentos cardíacos de seu bebê. “Graças a Deus, tem um neném na minha barriga.” Cíntia, de 38 anos, traz no rosto os sinais da síndrome de Down: olhos pequenos e amendoados, boca em forma de arco, bochechas proeminentes. E, na alma, desejos semelhantes aos das mulheres comuns: trabalhar, namorar, casar, ser mãe. Todos realizados. Cíntia nasceu numa família que aprendeu a dialogar e a respeitar, quando possível, suas escolhas. E que não encarou sua deficiência intelectual – característica dos Downs – como um obstáculo incontornável.

“Aceitamos bem os namoros e o casamento da Cíntia. Meu marido e eu sempre achamos que nossa filha deveria levar uma vida próxima do normal”, afirma Jane Carvalho. “A gravidez é que foi um susto. Tivemos medo de que a criança viesse com problemas de saúde. Mas logo descobrimos que não.” Augusto está com 3 meses. “Estou muito feliz. Pego ele no colo, mudo (as fraldas), dou banho”, diz Cíntia. A gestação não foi planejada. Mas Cíntia sempre quis ter um filho. Ela conheceu o marido, Miguel Egídio Bento, na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Florianópolis. Cíntia era aluna. Miguel, hoje com 42 anos, funcionário. A amizade virou namoro bem depois, numa colônia de férias. O casamento, em junho de 2006, foi como nos sonhos dela: vestido de noiva, igreja, festa e lua de mel.

A vida de Cíntia é uma exceção. As relações afetivas e sexuais são o tema mais controverso e cercado de preconceitos no universo da deficiência intelectual – um assunto que mexe com valores morais e culturais. “É necessário derrubar o mito de que as pessoas com deficiência intelectual são assexuadas ou têm a sexualidade exacerbada”, afirma Fernanda Sodelli, diretora do Núcleo de Estudos e Temas em Psicologia. “Elas não são anjos nem feras que precisam ser domadas. E têm o direito de viver a sexualidade.” Isso quer dizer não apenas o direito de transar, mas o de conhecer o próprio corpo e aprender como se comportar na intimidade: saber se cuidar, estabelecer relações, lidar com as emoções, construir a própria identidade.

Entre os deficientes intelectuais é comum querer namorar apenas para ter o prazer de beijar na boca. Ou de andar de mãos dadas. Manifestações normais da sexualidade ainda hoje são interpretadas como problema. Foi o que a psicóloga Fernanda viu no consultório quando um pai a procurou preocupado com o filho de 18 anos, que se masturbava pela casa. O pai contou que tentara explicar que aquele comportamento seria aceitável apenas quando o filho estivesse sozinho. “Pai, o que é sozinho?”, perguntou o rapaz. Ninguém lhe ensinara a diferença entre o público e o privado, e o que é adequado ou inadequado em cada um desses espaços. Na infância, o garoto era obrigado a usar o banheiro de porta aberta. O quarto nem porta tinha. Ele cresceu sendo espionado o tempo todo, sem noção de privacidade.

No caso de Cíntia, seus pais se deram conta de que era hora de o relacionamento com Miguel evoluir para o casamento quando ela pediu permissão para o namorado dormir na casa da família. No final da adolescência, Cíntia já sentia vontade de namorar. Abraçava árvores e fingia beijá-las como se fossem um príncipe. Viveu o primeiro romance no início da década de 1990, aos 21 anos, numa época em que os direitos sexuais e reprodutivos dos deficientes intelectuais nem sequer eram cogitados. A discussão é recente no país. O movimento de inclusão deu visibilidade aos deficientes e abriu frestas nas portas das escolas e do trabalho.

Pela lei brasileira, os direitos sexuais e reprodutivos dos deficientes intelectuais são os mesmos de qualquer outro cidadão. A garantia desses direitos, no entanto, vai além da capacidade do Estado. Depende do bom senso e da disposição das famílias – a maioria marginalizada durante toda a existência e sem o conhecimento necessário para lidar com a complexidade da questão. A principal dificuldade dos deficientes intelectuais é o pensamento abstrato. Como ensiná-los que atos idênticos podem ter intenções e significados diferentes? E que, por isso, alguns seriam permitidos e outros não? Se o namorado bota a mão no seio da garota, é carinho; quando a mão é do tio ou do vizinho, é abuso sexual. Se a mão é do ginecologista, trata-se de um exame de rotina.

Na dúvida, grande parte das famílias encara a superproteção e a repressão da sexualidade como o único caminho para afastar os filhos dos riscos. Deixar de pensar e decidir por eles é uma tarefa custosa e que exige desprendimento. E, se algo der errado, conseguirei conviver com a culpa? Qual é a medida certa da autonomia? A dependência, às vezes mútua, prejudica o desenvolvimento do deficiente. “Os pais precisam ser trabalhados para enxergar primeiro o filho e depois a deficiência”, diz a assistente social Mina Regen, coautora do livro Sexualidade e deficiência: rompendo o silêncio. “É fundamental que as pessoas com deficiência intelectual sejam ouvidas e aprendam a fazer escolhas desde a infância, por mais simples que sejam.” Isso inclui da roupa a vestir até o que comer.

Segundo especialistas, entre todas as deficiências, a intelectual é a mais temida pelas famílias e a mais discriminada pela sociedade. “Somos educados para acreditar que existe uma hierarquia entre condições humanas”, diz Claudia Werneck, superintendente da Escola de Gente, uma ONG baseada no Rio de Janeiro que desenvolve projetos de inclusão social. “No colégio, as boas notas fazem a alegria dos pais. A felicidade do filho fica em segundo plano.” A Escola de Gente mediu os níveis de intolerância aos deficientes intelectuais em mais de 300 oficinas feitas em dez países. Num determinado momento da exposição, uma pergunta é feita à plateia: “Quem daqui é gente?”. O palestrante segue fazendo questionamentos que provocam o público. “Pelo menos 90% dos presentes dizem que é humano quem tem o intelecto funcionando bem”, afirma Claudia.

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, há 3 milhões de deficientes intelectuais. São pessoas com “dificuldades ou limitações associadas a duas ou mais áreas, como aprendizagem, comunicação, cuidados pessoais, com a saúde e a segurança”. Não há um ranking das causas da deficiência no país. Mas há diversos fatores de risco: síndromes genéticas (como de Down e de Williams, que afeta as áreas cognitiva, comportamental e motora), doenças infecciosas como rubéola e sífilis, abuso de álcool ou drogas na gestação, desnutrição (da mãe ou da criança) e falta de oxigenação no cérebro.

“Crianças com deficiência criadas em ambientes que favorecem o desenvolvimento e a autonomia podem ser capazes de namorar e constituir família”, afirma Mina Regen. “Cada caso deve ser analisado de acordo com suas singularidades.” Cíntia, de Florianópolis, mora com o marido e o filho na casa dos pais. Em Socorro, São Paulo, cidade de 33 mil habitantes, o arranjo mais conveniente para um casal de deficientes e suas famílias foi diferente. Maria Gabriela Andrade Demate e Fábio Marcheti de Moraes, ambos de 29 anos, vivem com a mãe dele. A filha do casal, Valentina, mora com a avó materna. Todas as manhãs, Gabriela pula da cama e corre para ajudar a cuidar da menina. “Mamãe”, diz a falante Valentina, de 1 ano e meio, ao escutar o barulho da porta.

Quando Gabriela deu à luz, sua história repercutiu pelo Brasil. Na Associação Carpe Diem, na Zona Sul de São Paulo, uma das raras instituições para deficientes intelectuais que lidam com a sexualidade e os direitos reprodutivos, o assunto reacendeu discussões diversas: gravidez, métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis. “Tenho vontade de transar um dia. Mas tenho de estar preparada”, diz Mariana Amato, de 30 anos. “Eu queria engravidar. Gostaria de ser mãe.”

A abordagem da Carpe Diem é a do Projeto Pipa: Prevenção Especial, criado pelas psicólogas Lilian Galvão e Fernanda Sodelli. Conceitos sobre a manifestação da sexualidade são transmitidos, principalmente, em rodas de conversa. Os “jovens Pipa” aprendem, por exemplo, a identificar abuso sexual com o uso de bonecos. A pedagogia ajuda a transformar abstrações em ideias concretas. “Antes do Projeto Pipa, eu tinha um medo danado e ficava confusa”, afirma Ana Beatriz Pierre Paiva, de 32 anos. “O que é sexualidade? O que é namorar? O que é gostar de alguém?” Bia revela que descobriu o próprio corpo, que tem desejos e que os atos de uma pessoa têm consequências – algumas agradáveis, outras não. Também conseguiu se aproximar dos pais e dizer o que pensa. “A vontade de ter um compromisso sério é grande. Mas meus pais acham que sou nova.” A mãe de Bia, Ana Maria Pierre Paiva, reconhece que é “superprotetora” e que teria dificuldades de aceitar um relacionamento da filha.

Bia é de uma geração de deficientes intelectuais brasileiros que começou agora a se engajar num movimento de autodefesa. Junto com Mariana Amato e Thiago Rodrigues, de 22 anos, ela dá palestras sobre direitos sexuais e reprodutivos pelo país. Em agosto, os três estiveram num evento em João Pessoa, Paraíba. “Tem gente que olha para a nossa cara e pensa: ‘Esses garotos não sabem de nada, não crescem’”, diz Thiago. “Geralmente, a gente não pode viver a sexualidade por causa da falta de compreensão das pessoas.”

Certa vez, Mariana e o namorado foram ao cinema e tiveram de trocar de sala porque um casal se sentiu incomodado e chamou o segurança. “O segurança me disse que os dois estavam apenas se beijando”, afirma Glória Moreira Salles, mãe de Mariana. Agora, Mariana e o namorado só se comunicam por internet e telefone. Ela se mudou temporariamente para Lucena, na Paraíba. Durante seis meses, vai morar com a amiga Lilian Galvão, uma das criadoras do Projeto Pipa, e trabalhar numa ONG. “Chegou a minha hora. Vou conviver no mundo lá fora e seguir o meu projeto de vida”, diz Mariana. A mãe, Glória, afirma que, com o decorrer do tempo, passou a enxergar a filha de maneira diferente. “Aprendi que quem põe os limites é ela.”

O sucesso do Pipa é possível porque envolve as famílias. “Se o Pipa tivesse chegado antes, não teria levado minha filha para fazer laqueadura”, afirma uma mãe. A cirurgia seria evitada se a jovem já conhecesse os métodos contraceptivos e soubesse como se proteger de abusos. Ainda há famílias que recorrem à esterilização. “Não é crime. Mas é uma violação de direitos proibida pela convenção da ONU, ratificada pelo Brasil em 2008”, diz Izabel Maior, chefe da Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, ligada à Secretaria Especial dos Direitos Humanos.

“A gente tem condições de aprender a se proteger”, diz Mariana, “e, com o suporte da família, a gente pode ter autonomia.” Mariana demonstra ser uma mulher determinada. Bia é doce, fala sorrindo com os olhos. Suas palavras, pronunciadas de maneira calma e fluida, não são menos assertivas que as da amiga Mariana: “Somos seres humanos e nos sentimos como seres humanos, como todos vocês”.

imgres.jpg

– Geração Z (ou Geração @) vem aí!

Nós constantemente falamos sobre a Geração Y, que, afinal de contas, são os jovens executivos que estão tentando revolucionar a Administração de Empresas.

Mas e a Geração Z (chamada por muitos como Geração @)?

Compartilho um interessante material da Revista Exame, sobre quem são esses adolescentes / jovens que poderão revolucionar ainda mais o mundo dos negócios, e, por que não, a sociedade!

Destaque para as crenças e valores dessa moçada que vem por aí.

Extraído de: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/geracao-quem-sao-e-como-se-comportam

GERAÇÃO Z: QUEM SÃO E COMO SE COMPORTAM

Os teens de hoje que têm entre 13 e 18 anos em breve tomarão o poder do mercado de consumo, assim como os seus “antepassados”, a Geração Y. Eles nasceram e vivem na era digital, estão interconectados, super informados, têm um sentimento crítico elevado, são egocêntricos, precisam ser reconhecidos e procuram seus próprios momentos de fama. Para eles, as marcas continuam sendo relevantes em suas vidas para construir sua identidade, aponta a pesquisa “Geração @ e as Mudanças dos Consumidores Teens”.

O estudo realizado pela Enfoque Pesquisa de Marketing no Brasil e apresentado ontem, dia 22, na sede da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa mostra um adolescente cuja vida passa 24 horas por dia nas telas. Principalmente a do computador, para acessar a internet, em que 77% preferem passar o seu tempo, contra 66% da Televisão e 54% do celular. Mas eles não consumem uma mídia de cada vez.

Enquanto estão na internet, os teens multitarefa ouvem música, falam ao telefone e assistem à TV, nesta ordem. O ambiente digital é um território conquistado por eles e onde têm suas próprias linguagens. A disputa pela atenção deste público é cada vez mais feroz. Tudo que se passa na vida deles hoje tem uma tela. Eles não consomem mídia, mas sim conteúdo que os permite interagir e compartilhar, principalmente nas redes sociais.

Geração Display

As redes sociais são parte fundamental na vida dos adolescentes brasileiros para se socializarem, conhecer pessoas, ter reconhecimento e auto-estima. Em seus perfis, eles se mostram como querem ser vistos, geram e compartilham conteúdo constantemente. “Os teens de hoje são autores e protagonistas de seus momentos”, afirma Zilda Knoploch, CEO da Enfoque Pesquisa de Marketing (foto). “É uma geração display. São obcecados por se verem e serem vistos. Até o processo de paquera mudou. Primeiro ele se mostra e depois conhece”, explica.

Agora, as marcas precisam conhecer e interagir com esses jovens que Zilda chamou de Geração @, também denominada por Geração Z. Eles são adolescentes nascidos após 1995. A forma de fazer Marketing tem que ser diferente. “Temos que entrar na vida destas pessoas, acompanhar a vida delas e se relacionar. Não é mais um discurso da marca para o teen, mas uma conversa entre os dois”, diz a CEO da Enfoque.

É uma interação sem fim que tem como base o conteúdo. As marcas que não tiverem conteúdo e um propósito estarão fora do jogo. Elas precisam preencher um espaço que está vago na mente dos novos adolescentes que se mostram sem perspectivas, uma vez que 52% das mais de 1.500 pessoas entrevistas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, das classes A, B e C, se mostram abertos a morar em outro país. Elas não têm confiança nas empresas, nos políticos, nem no Estado, mas 70% dos garotos e garotas confiam na Igreja, seguida da Seleção Brasileira de Futebol, do Exército, da Rede Globo e dos Bancos.

Atitudes diferentes, mas nem tanto

Em meio a uma fase de transição, os novos teens se mostram materialistas e extremistas em relação às suas emoções. Assim como a Geração Y, querem tudo para ontem e alguns deles já sentem falta de tempo para fazer tudo que gostam. É um fenômeno decorrente da maior gama de atividades diárias além da escola, principalmente nas classes AB. Seus ídolos não estão no esporte, mas sim na família, sendo a mãe a principal.

Sobre o futuro, a maioria não tem ideia do que acontecerá a eles, apenas querem desfrutar o hoje. A diferença é que, na classe A, alguns desejam estudar e trabalhar no exterior. O vasto acesso a informação lhes permite sentir que o mundo cabe em suas mãos. Num ambiente de excessos, a opinião de seus amigos é confiável e mais influente que a das marcas.

A música está presente em todas as situações que este jovem passa, formando a trilha sonora da vida dele mais do que no passado. O que não muda, segundo a pesquisa, é que as marcas continuam representando os códigos de moda para esta geração, seja como pertencimento, para obter status ou até mesmo se diferenciar.

imgres.jpg

– Política para a Classe Média

Amigos, compartilho interessante crônica enviada pelo jornalista Reinaldo Oliveira, a respeito da Classe Média, hábitos e política.

VIVA A CLASSE MÉDIA BRASILEIRA

Pe. Alfredo J. Gonçalves, CS

João Ubaldo Ribeiro escreveu a obra “Viva o Povo Brasileiro”. Aliás, um trabalho de mestre: releitura fictícia da história do Brasil a partir da cultura negra. Neste momento de euforia por parte das autoridades governamentais e da publicidade, poderíamos parafrasear o escritor com a saudação de “Viva a classe média brasileira!”. Segundo os dados, já ultrapassa a casa dos 100 milhões de cidadãos! Sorrateiramente, porém, levanta-se uma pergunta incômoda e inquieta: qual o critério para medir a passagem da pobreza à classe média? Os beneficiados das políticas compensatórias, por exemplo, podem ser chamados de nova classe média? Classe média sujeita à ajuda permanente do Estado ou classe média capaz de caminhar com as próprias pernas? A pergunta pode ser feita de outra forma: onde está a tão alardeada classe média?

Grande parte desta, ao que parece, continua morando nas periferias das grandes e médias cidades, até mesmo em favelas e cortiços. Tem esgoto a céu aberto e nem sempre conta com água encanada; desloca-se como “sardinha em lata” no transporte coletivo, ou perde horas diárias no trânsito caótico. Vive sob o signo do medo e da violência, sem a proteção do Estado e muitas vezes conforme os ventos incertos do crime organizado. Dificilmente consegue matricular os filhos em escolas particulares e tem de contentar-se com o ensino público de qualidade nem sempre confiável… A isso chamamos de classe média! Mas essa nova fatia da população brasileira pode consumir! Aí está um dado que as autoridades e o mercado podem comemorar com grande euforia. Viva, pois, o consumo da classe média brasileira. Agora ela pode comprar carro, TV de não sei quantas polegadas, móveis, eletrodomésticos, e assim por diante. No entanto, aqui se erguem novamente uma série de dúvidas. Se o critério para vencer a fronteira entre uma classe e outra permanece o consumo individual e familiar, onde estão os investimentos do Estado em termos de infraestrutura?

A única política pública que vem se destacando por parte dos governos federal, estadual e municipal parece ser o incentivo ao consumo, através de um marketing apelativo, estridente e por vezes agressivo, para não dizer irresponsável. Disso resultam sinais preocupantes de uso e abuso de cartões de crédito, crescimento dos percentuais de inadimplência, devolução de produtos impagáveis, nome sujo na praça… Enfim, dívidas sobre dívidas! No fundo, uma robusta classe média requer um padrão de investimento público igualmente robusto. Condições de vida e trabalho sadias e duradouras: malha viária e ferroviária para o transporte público urbano e à distância; ensino fundamental de qualidade e gratuito, com perseverança dos alunos; sistema de saúde sem os acidentes quase diários de falta de atendimento, filas, demora, e erro médico; segurança sem os efeitos colaterais da truculência, tortura e extermínio de jovens e adolescentes; reforma agrária e política agrária no campo, com apoio ao pequeno produtor e à agricultura familiar; rede integrada de portos e aeroportos…

Não é isto o que se vê na sociedade brasileira. Há muito que fazer em termos de políticas públicas efetivas, voltadas para essa mesma classe média, que ainda amarga uma situação endêmica de carência e precariedade. Receber ajuda do Estado para o consumo é algo que evidentemente amplia os direitos do cidadão. Mas como fazê-lo tornar-se protagonista de sua própria trajetória de existência? Convém não esquecer que o pão da dignidade humana vem do suor do rosto, ao passo que “o pão da esmola vem regado pelas lágrimas da vergonha”, como costuma dizer, ainda em décadas passadas, o jornalista Mauro de Santayana. O consumo, em princípio não é bom nem mau. Todo cidadão tem suas necessidades e o direito aos bens do progresso. Mas, se e quando desacompanhado de uma infraestrutura de formação (em nível pessoal) e um horizonte de oportunidades (em nível social), o mesmo consumo pode tornar-se freneticamente febril, impulsivo, doentio. O estímulo às compras pressupõe uma base sólida de serviços públicos. Para isso servem os impostos cujo montante, no Brasil, nada deixa a desejar. O que deixa a desejar é o uso correto de tamanha carga tributária. O termo carga, neste caso, nada tem de metafórico e exige um retorno por parte dos governos.

– A Briga pela Herança da H Stern

A rede de joalherias H Stern, fundada por Hans Stern, vive uma pendenga: 2 filhos fora do casamento do falecido Hans querem o direito de partilhar a herança. E fica a pergunta, bem formulada pelo O GLOBO: o que é mais importante: a paternidade biológica ou socioafetiva? A resposta pode vir acompanhada da possibilidade de ”paternidade financeira”…

Extraído de: http://is.gd/lo3HJw

A HERANÇA PRECIOSA DE H STERN

O que é mais importante: a paternidade biológica ou a paternidade socioafetiva? A resposta para essa delicada questão dará o desfecho à ação de reconhecimento de paternidade que corre na 2ª Vara de Família e envolve uma batalha por uma herança bilionária. De um lado, dois irmãos, de 52 e 54 anos, que descobriram recentemente, por exame de DNA, serem filhos biológicos do miliardário Hans Stern, fundador da rede de joalherias H. Stern que morreu em 2008. Agora eles querem o direito à fortuna, literalmente preciosa. Do outro lado do ringue, os quatro filhos legítimos de Hans, que sustentam a tese da paternidade socioafetiva: o verdadeiro pai é o que cria e dá afeto, e não o biológico. O caso foi revelado pela revista “Carta Capital”.

A expectativa é que a sentença sobre a ação de reconhecimento da paternidade, movida pelo dentista Milton Rezende Duarte e seu irmão Nélson (incapacitado por uma deficiência mental), saia ainda este ano.

A briga pela divisão do império brasileiro formado por 180 lojas espalhadas pelo mundo também é movida por fofocas de bastidores. Ainda vivo, Hans teria reconhecido outra filha fora do casamento, Maria Lídia. O fato é que ela foi incluída no testamento do bilionário, junto com os quatro outros herdeiros, embora não seja denominada de “filha” no texto. As informações dão conta de que Maria Lídia vive na Suíça atualmente e faz parte do inventário de cifras volumosas.

Por correr em segredo de Justiça, os escritórios de advocacia Zveiter (que cuida dos interesses dos dois irmãos) e Andrade & Fichtner (contratado pelos herdeiros Stern) não se pronunciam sobre a ação. No entanto, sabe-se que os advogados de Milton e Nélson esperam apenas o juiz da 2ª Vara de Família reconhecer a paternidade para ingressarem com pelo menos mais três outras ações: a anulação do testamento atual (do qual Milton e Nélson não fazem parte), medidas judiciais para preservar os direitos dos dois novos herdeiros da rede de joalherias e medidas para garantir a participação dos dois na sociedade da empresa.

Os irmãos Stern não fazem declarações sobre o caso familiar porque, de acordo com seus advogados, a paternidade sequer foi reconhecida ainda pelo juiz. A tese que os herdeiros defendem é que, mesmo que isso aconteça, Milton e Nélson não teriam direito à herança, já que por toda a vida tiveram outro homem como pai, que ao morrer, há 15 anos, deixou, inclusive, herança para os dois. Na batalha judicial, a tese dos Stern é que a paternidade socioafetiva se sobrepõe à paternidade biológica.

— Todos têm o direito de saber quem é seu pai, mas daí a ter direito a herança vai uma grande diferença. Isso não cria um direito hereditário. Até a idade madura, eles achavam ter outra pessoa como pai, que os registrou e os criou. Como ninguém pode ter dois pais, eles vão anular esse registro e renegar um pai de uma vida inteira? — argumenta uma pessoa próxima à família Stern, que prefere não se identificar.

Imbróglio começou logo após morte de Hans

O enredo novelesco para essa disputa bilionária envolvendo uma das cinco maiores joalheiras do mundo começou logo após a morte de Hans. Adeiza Rezende, a mãe de Milton e Nélson, revelou aos dois que Nélson era fruto de um romance que tivera, por seis anos, mesmo já casada, com o empresário Hans Stern, um alemão que abriu sua primeira joalheria nos anos 40 no Brasil.

Na época do caso amoroso, entre as décadas de 30 e 40, Hans ainda era solteiro. O marido de Adeiza, Milton, morreu sem saber sobre o romance ou a possibilidade de não ser o pai de Milton (por ser o primogênito recebeu o nome do pai) e Nélson.

Ao saber do segredo que a mãe guardou por décadas, Milton decidiu entrar com uma ação de reconhecimento de paternidade do irmão, ainda em 2008. Dois anos depois, por desconfiar de que ele próprio poderia ser também filho do bilionário, o dentista pediu um segundo reconhecimento de paternidade.

Ricardo, Ronaldo, Roberto e Rafael, os quatro herdeiros de Hans Stern, se recusaram a se submeter ao teste de DNA.

Os advogados do dentista, então, conseguiram na Justiça, no último dia 26 de junho, o direito a exumar o corpo do empresário para comprovar a paternidade. Os quatro herdeiros, então, voltaram atrás e concordaram em se submeter aos exames. Assim, a exumação do corpo foi suspensa.

Resultado do DNA anexado ao inventário

O resultado positivo do teste de paternidade saiu poucos dias depois da realização do exame. Os advogados dos dois irmãos já comunicaram o resultado à vara onde corre o inventário do empresário.

Procurado na terça-feira pelo GLOBO, Milton não foi encontrado. De acordo com sua secretária, o dentista está num congresso durante toda esta semana. Ele mantém um consultório no Méier e é o responsável legal pelo irmão, Nélson. A mãe dos dois vive atualmente nos Estados Unidos.A rede de joalherias H Stern, fundada por Hans Stern, vive uma pendenga: 2 filhos fora do casamento do falecido Hans querem o direito de partilhar a herança. E fica a pergunta, bem formulada pelo O GLOBO: o que é mais importante: a paternidade biológica ou socioafetiva? A resposta pode vir acompanhada da possibilidade de ”paternidade financeira”…

– Ciclovias, Ciclofaixas e Dia Mundial sem Carro

Ontem foi Dia Mundial sem Carro, e se falou muito sobre o uso das bikes. Sou ciclista, defendo ciclovias e eventualmente ciclofaixas. Porém…

É inconcebível que se misture o trânsito de bicicletas com o de carros. As ciclovias são seguras. As ciclofaixas, eventualmente seguras. E totalmente inseguras são as alternativas criadas para privilegiar nós, ciclistas, em dias de lazer.

Digo isso pois me pesar ver a criação das ciclofaixas eliminando as faixas de carro. Ora, o trânsito caótico das nossas avenidas aumenta e só faz com que os motoristas fiquem embirrados com os ciclistas.

É burrice tal alternativa. As faixas de bicicletas devem ser acrescentadas às dos carros, não substitutas!

E você, o que pensa sobre isso?

– A Guerra Contra o Antiintelectualismo

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os ‘com-diploma’, começando com jornalistas e aqueles ‘que escrevem artigos em jornais’”

Refletiram a opinião acima? É do Consultor em Administração Stephen Kanitz, uma das mentes mais brilhantes do Brasil. Ele fala sobre o ódio de alguns sobre uma elite intelectual, a caça à classe média e a perseguição pelos órgãos de imprensa.

Quando ser inteligente torna-se repugnante (para alguns)…

A ONDA ANTIINTELECTUAL

por Stphen Kanitz

Por que o PT odeia tanto o PSDB, se ambos têm o mesmo ideário e adotam basicamente os mesmos programas?

Por que Lula rompeu com a ala intelectual de sociólogos, filósofos, antropólogos, historiadores e economistas de seu partido que lhe deram apoio total?

Quando Lula critica as elites, ele se refere à elite intelectual, não à elite empreendedora que ele admira. Quanto mais o PSDB batia na tecla de que Lula não tinha diploma, mais ele subia nas pesquisas eleitorais.

Tudo isso são sintomas de um perigoso antiintelectualismo que cresce na América Latina. A eleição de Hugo Chávez e Evo Morales mostra o mesmo fenômeno. O povo latino-americano se cansou do silêncio, da soberba e da incompetência de sua elite intelectual, que pouco cria e só copia teorias como Inflation Targeting, por exemplo.

Essa onda antiintelectual não é resultado do obscurantismo nem do populismo, como acham alguns. É resultado dos mirabolantes planos elaborados às pressas por professores de fala difícil que nunca pisaram num chão de fábrica (ao contrário de Lula), que nunca ouvem ninguém e tanto sofrimento e confusão trouxeram à nação. A classe média, normalmente responsável pelo crescimento de uma nação, foi alijada do poder por intelectuais de gabinete, e por isso ela vota maciçamente no PT.

Na China, os intelectuais foram ativamente perseguidos durante a famosa Revolução Cultural. As universidades permaneceram fechadas por praticamente dez anos, para o desespero deles. Hoje, o povo chinês acredita que foi justamente isso que colocou o país no eixo. “Os intelectuais foram obrigados a fazer algo que nunca fizeram, a trabalhar no campo como nós”, disse-me um porteiro de hotel em Beijing. “Os líderes de hoje são justamente aqueles que por dez anos não foram educados por intelectuais”, comentou nosso taxista em Xangai. A história do mundo está repleta de “revoltas das massas”, queimando livros e intelectuais.

Nos Estados Unidos, a intelligentsia é malvista, como gente que somente usa o intelecto e nada mais, que só critica e nada produz de prático ou pragmático.

Definir-se como “intelectual”, como muitos fazem, é visto como uma atitude elitista e arrogante. Afinal, todo ser humano, por mais humilde que seja, tem de usar o intelecto para desempenhar sua função, desde o porteiro do prédio até o motorista do ônibus escolar de seu filho.

Essa é a verdadeira questão por trás da atual crise do PSDB. Desde 2004, há uma divisão declarada no partido entre “os que trabalham e os que escrevem artigos de jornal”, como disse em público um de seus mais destacados membros do baixo clero.

Quais as conseqüências práticas de tudo isso?

Em primeiro lugar, a América Latina não está dando uma guinada para a esquerda, como acreditam alguns, mas uma perigosa guinada contra a intelligentsia nacional, ou seja, justamente o contrário. É o feitiço virando contra o feiticeiro, o que tantas vezes ocorre na história, a começar pela Revolução Francesa.

Em segundo, os investidores internacionais percebem que não correm perigo na América Latina, tanto que o risco Brasil nunca esteve tão baixo, justamente porque eles acreditam que Lula não fará loucuras em seu segundo mandato presidencial, se for reeleito. Eles têm certeza de que ele não usará teorias heterodoxas nunca antes testadas, e sim o bom senso, na medida do possível.

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os “com-diploma”, começando com jornalistas e aqueles “que escrevem artigos em jornais”. Seria o fim da imprensa como a conhecemos.

Deixar de lado os intelectuais, como muitos países fazem, obviamente não é a solução. Exigir que sejam mais pragmáticos, mais realistas, menos dogmáticos é uma forma mais acertada de resgatar a verdadeira função deles.

Toda nação precisa de centenas de milhares de pessoas que analisem seus problemas corretamente e apresentem não dogmas do passado, mas soluções para o futuro. Mas, se essa onda sair do controle, quem irá defender nossos intelectuais contra um movimento que muitos deles ajudaram a iniciar?

– Adultizar precocemente as crianças ou não?

Uma polêmica para os pais; uma novidade para as crianças e uma oportunidade financeira para os fabricantes: a venda de Cosméticos para crianças!

A Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária) estuda liberar a venda de maquiagens e desodorantes para crianças a partir de 3 anos, provocando preocupação e discussão sobre a precoce “adultização” dos pequenos por culpa da pressão dos grandes fabricantes.

Eu não gosto dessa antecipação do culto a vaidade. E você?

Extraído de Folha de São Paulo, 07/09/07, pg C7 (por Johanna Nublat).

ANVISA DEVE LIBERAR VENDA DE SOMBRA E DESODORANTE INFANTIL

Vigilância Sanitária lança hoje uma consulta pública com novas regras para cosméticos feitos para crianças. Dermatologista diz que criança não precisa desses produtos; agência diz que há demanda social.

Uma consulta pública lançada hoje pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pretende liberar a entrada no mercado de desodorantes e sombras infantis.

De acordo com a proposta, desodorantes para axilas e pés podem ser ofertados para crianças a partir de oito anos, desde que não sejam antitranspirantes ou em aerossol -forma cuja toxicidade para crianças não está definida, segundo a agência.

Substâncias antissépticas estão liberadas, desde que sejam de “uso consagrado”. Já os componentes alcoólicos, normalmente presentes nos desodorantes, devem ter índices mínimos.

A sombra, diz a proposta, pode ser aplicada por adultos em crianças de três e quatro anos e pelas próprias crianças a partir dos cinco anos de idade.

Produtos como blush, batom e brilho labial já têm regras específicas e são liberadas para o público infantil. O mesmo vale para xampus, sabonetes, esmaltes, protetores solares, entre outros.

Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa, afirma que demandas da sociedade e do mercado levaram à revisão da norma anterior sobre cosméticos infantis, de 2001.

“Brevemente você vai encontrar, em farmácias e supermercados, desodorantes para crianças. Hoje não existe, não havia um marco normativo que permitisse às indústrias lançarem um desodorante para uso infantil.”

BOM-SENSO
Sérgio Graff, médico da Unifesp especializado em toxicologia e que participou da elaboração dessa consulta, afirma que a proposta avança ao regular melhor o setor.

“A falta de alguns produtos destinados a crianças fazia com que as mães usassem produtos de adulto nos filhos”, diz. O problema, diz Graff, é que cosméticos para crianças precisam passar por testes de maior sensibilidade e não podem ter determinados componentes.

O médico argumenta que é justificável a entrada no mercado de desodorantes infantis, porque algumas crianças -principalmente meninas que menstruam mais cedo- podem precisar do produto por volta dos dez anos.

A coordenadora de dermatologia pediátrica da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Silmara Cestari, diz que esses casos são raros e que o odor pode ser minimizado com sabonetes antissépticos.

“Por que a criança passa maquiagem? Porque vê o adulto passar. Com o desodorante é igual, a criança transpira mais, tem um cheirinho azedinho, a mãe acha que precisa passar desodorante.”

Alberto Keidi Kurebayashi, presidente da ABC (Associação Brasileira de Cosmetologia), diz que a norma pode proteger as crianças ao evitar propagandas equivocadas. Mas defende o bom-senso.
“Será que é preciso usar sombra na criança? Não pode ter exagero, a criança tem de ser bonita como ela é.”

A proposta fica disponível para sugestões no site da Anvisa por 60 dias.

MÃES DIVERGEM SOBRE MAQUIAGEM INFANTIL

Clara, 6, e Laís, 8, quando se juntam com as amiguinhas, costumam se pintar com os produtos da mãe, Veridiana Corbaro, 35.

A médica conta que as meninas pegaram seu estojo de maquiagem pela primeira vez sem perguntar a ela primeiro, mas que, agora, elas pedem para usar.

“Eu deixo. Se a criança é tratada como criança, usa numa brincadeira, não vejo problema. O problema é se vestir como adulto, com roupas justas”, diz Veridiana.

Mesmo usando produtos para adultos, as meninas nunca tiveram problemas, mas a mãe diz que preferiria comprar sombras para crianças, se houvesse. Desodorante, não. “Não precisa.”
Já a empresária Daniela Themudo Lessa, 37, se diz “supercontra” e não gosta quando a filha Carolina, 7, é maquiada nas festinhas dos colegas de escola.

Daniela diz que a filha costuma pedir para pintar as unhas com esmalte escuro, por exemplo, argumentando que as amiguinhas pintam.

“Tento conter essa pressão. Se vestir de princesa, pôr coroa, tudo bem, mas usar maquiagem, unha vermelha, deixar a criança adulta, não gosto. Isso é pular etapas.”

Para Daniela, criar linhas de sombras para crianças é um excesso. “Não é necessário. Uma criança de seis anos de sombra azul, para quê? Acho até feio criança maquiada. Mesmo sendo antialérgico, próprio, acho péssimo.”

Ela também não compraria um desodorante para a filha, mas não veria problema em deixá-la usar se ganhasse. “Criança é muito da empolgação. Usa por três dias, depois deixa guardado.”
A psicóloga e colunista da Folha Rosely Sayão diz que o uso da maquiagem como brincadeira é normal, mas acha que não é preciso haver uma linha específica de produtos para isso.

“Só se for para adultizar, ajudar a destruir a infância.” Para Rosely, há uma dificuldade hoje em suportar que é preciso segurar a criança na infância. “A gente não pode só dizer: ‘Eles gostam’. Eles não têm ideia de que isso vai ser prejudicial depois.”

– Células de Dinheiro com Dificuldade de Descontaminação

Já imaginaram quantas pessoas põe a mão no dinheiro, do trajeto da Casa da Moeda até as nossas mãos? E do nosso bolso pelo comércio afora, quantas e que tipos de pessoas as pegam? E em que ambiente elas passam? E como se contaminam?

Pois bem: Universidade comprova que 80% das cédulas de Real que circulam no Brasil contém resíduos de COCAÍNA. Nas notas de dólar, nos EUA (especificamente Washington), o número atinge impressionantes 95%.

Assustador, não? Mas acalme-se: a quantidade é insignificante para trazer danos graves à saúde, segundo o mesmo estudo.

Abaixo, a matéria extraída da Folha de São Paulo, 08/06/2011, Caderno cotidiano, pg 1

NOTAS DE REAL TEM TRAÇOS DA DROGA, DIZ ESTUDO

Um estudo realizado pela Universidade de Massachusetts em 2009 em mais de 30 cidades de cinco países concluiu que 80% das cédulas de dinheiro que circulam no Brasil têm traços de cocaína.
Foram avaliadas dez notas no país. O Brasil foi superado apenas por Canadá, que, de acordo com o teste, tem 85% das notas contaminadas, e Estados Unidos.

A pesquisa diz que cerca de 95% das notas de dólar que circulam em Washington têm vestígios de cocaína. Em Boston, Baltimore e Detroit, os índices são de 80%.
Ainda de acordo com dados da pesquisa, a China e o Japão foram os países que apresentaram o menor nível de cocaína no dinheiro em circulação.
De acordo com os cientistas, as cédulas conservam restos da droga quando são usadas como “canudo” para inalação. Essas notas podem acabar contaminado outras que não serviram para consumir cocaína.
Segundo Yuegang Zuo, o autor da pesquisa, de maneira geral aumentou o número de cédulas com vestígios da droga nos últimos anos.
“Não sabemos com certeza por que houve esse aparente aumento, mas ele pode estar relacionado à crise econômica mundial, que fez com que mais pessoas estressadas recorressem à cocaína”, disse.

– Miséria, Indignidade e Solidariedade

O que pensar sobre o tema: 1/5 do planeta passa fome; só no Brasil, cerca de 11 milhões de pessoas vivem com R$ 70,00 por mês.

Viver indignamente é um dos grandes males da sociedade do Século XXI. E entenda-se por indignidade o desrespeito a vida humana, preconceito, incompreensão do próximo, e, principalmente, a miséria. Dela, outros males sugem.

Compartilho texto da Arquidioceses de Porto Velho, publicado há 1 ano, mas extremamente atual, que fala sobre os males e a necessidade de ações para mudar o quadro.

Extraído de: http://is.gd/qOrkCo

A SOLIDARIEDADE QUE SE MULTIPLICA

Um quinto da humanidade passa fome (mais de um bilhão de pessoas) e não tem perspectivas de um futuro mais digno. Na América Latina, em uma população de 565 milhões, são mais de 209 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza. Em nível mundial, 29 países apresentam níveis alarmantes de fome, de acordo com relatórios sobre a situação.

Muitas pessoas sofrem por não terem o que comer, onde morar, água potável, saneamento básico, atendimento à saúde, educação, transporte, emprego etc. Todos esses elementos fazem parte das necessidades básicas para uma vida com o mínimo de dignidade. A ausência deles fere a vida humana. Geralmente, quando há a situação de pobreza, todas essas carências aparecem interligadas.

Pe. Alexandre A. Martins, camiliano, afirma que nesse contexto, a pobreza é a grande responsável pelo sofrimento de uma imensidão de pessoas dos nossos povos. Se por um lado a pobreza é a causa da vida indigna, por outro ela já é a consequência da injustiça, da exploração e da desigualdade existente no nosso continente. Uma vez na pobreza, as pessoas ficam em uma situação de fragilidade e vulnerabilidade, entregues à própria sorte.

A Liturgia dessa semana evidencia que multiplicar cinco pães e dois peixes, mais do que um ato mágico, é sinal de que, onde há partilha ninguém passa necessidade (Mt 14, 13-21).

Jesus, fiel à missão de servir ao seu povo, reúne e alimenta as multidões sofredoras, realizando os sinais de um novo modo de vida e de anúncio do Reino. A Eucaristia é o sacramento-memória dessa presença de Jesus, lembrando continuamente qual é a missão a que nós, cristãos, fomos chamados.

A multiplicação dos pães quer nos ensinar que, se partilharmos, ninguém mais vai ter necessidade. Nisso reside o milagre. A comunidade é chamada a não ficar parada, mas ir além. Deus não quer a pobreza, mas a igualdade social (Frei Jacir F.Farias).

Os dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir da linha de extrema pobreza definida pelo governo federal serviram como parâmetro para a elaboração das políticas sociais, como os planos sociais lançados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Cerca de 16,2 milhões de brasileiros são extremamente pobres, o equivalente a 8,5% da população. Para levantar o número de brasileiros em extrema pobreza, o IBGE levou em consideração, além do rendimento, outras condições como o acesso à rede de esgoto e água e energia elétrica. O IBGE também avaliou se os integrantes da família são analfabetos ou idosos. Dos 16,2 milhões em extrema pobreza, 4,8 milhões não tem nenhuma renda e 11,4 milhões tem rendimento per capita de 1 a 70 reais.

As entidades que formam o Mutirão Nacional para a superação da miséria e da fome, dentre elas a Cáritas Brasileira, Comissão Brasileira de Justiça e Paz, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, Pastoral da Criança, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, Pastorais Sociais da CNBB, CRB, CERIS e CESE,  FASE, IBASE e outras, ao manifestar a sua posição visando à superação da Miséria e da Fome no Brasil e ao reafirmar o Direito Humano à Alimentação e à Nutrição, na sua universalidade e indivisibilidade, declararam que a fome e a miséria são manifestações e parte integrante de um modelo de desenvolvimento que reproduz e se sustenta das desigualdades econômicas e sociais que flagelam o nosso povo. Este modelo vem utilizando de forma predatória os nossos recursos naturais e humanos, colocando em risco nossa soberania alimentar. Este processo faz parte de uma estratégia de inserção do Brasil de forma submissa ao mundo globalizado.

Não acreditamos no mercado como a via capaz de promover a segurança alimentar e nutricional, no contexto de uma sociedade justa e eqüitativa. Este modelo está esgotado, seja do ponto de vista ambiental e econômico, como do ponto de vista ético e social. Sua manutenção irá apenas aprofundar o quadro de crise e exclusão social que vivemos.

O êxodo rural e o inchaço das cidades, sem infraestrutura urbana adequada, associada à inexistência de oportunidades de inserção no mundo do trabalho, vem servindo de combustível para verdadeira explosão de conflitos e violência, tanto na área urbana como na área rural. A banalização da violência e a naturalização das desigualdades sociais e econômicas levam à falta de mobilização da sociedade por seus direitos, por um lado, e por outro, ao desenvolvimento de políticas públicas de caráter fragmentado e compensatório, que não enfrentam o problema na sua essência, gerando no campo e na cidade ações repressivas e de criminalização dos movimentos sociais.

A sociedade brasileira precisa responder aos graves desafios que se colocam à sua existência civilizada a partir de critérios éticos que reponham a precedência do bem comum e do interesse público sobre o interesse privado; da defesa da vida sobre os interesses individuais; da prioridade dos direitos humanos sociais sobre os contratos privados e acordos comerciais internacionais; da ética pública sobre o individualismo, o clientelismo e o corporativismo. O direito humano à vida assume na presente situação histórica a clara prioridade de propiciar acesso a bens essenciais hoje negados à maioria da população, como: o alimento, o teto, a terra, a água, o trabalho, a informação, a saúde e a participação política. Estes bens ou energias vitais estão hoje bloqueados, ou fortemente mitigados, ao acesso das populações mais pobres, reproduzindo, por esta via, o caldo de cultura da miséria social e da violência.

A construção de uma civilização brasileira solidária passa pelo resgate do acesso a estes bens públicos e sociais, mediante o qual se inaugurará uma nova cultura de paz e não de exclusiva repressão da violência. Um dos caminhos a percorrer para esta civilização solidária requer a reafirmação universal de todos os direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais expressos na Constituição Brasileira. O compromisso público com a afirmação dos direitos humanos sociais requer prioridades políticas incontestáveis na construção de um modelo de desenvolvimento. Isto vai muito além da retórica. Requer políticas públicas com controle público, nas esferas: federal, estadual, municipal, recursos orçamentários para suprir as dívidas sociais, com correspondentes obrigações sociais claramente identificadas, e instrumentos públicos de garantia de direito, e de petição e reclamo. Requer participação na elaboração, gestão e monitoramento destas políticas. E, finalmente, um reordenamento geral do sistema econômico que passaria a investir pesadamente nos bens sociais escassos.
O Direito Humano à Alimentação e Nutrição, no conjunto de direitos sociais que a Constituição reconhece passaria a cumprir um papel chave na nossa política de Segurança Alimentar e Nutricional sustentável. Neste contexto, há que reconhecer não apenas problemas, mas valores e saberes das comunidades, respeitando seus hábitos e estratégias de alimentação e nutrição.
Por outro lado, constata-se a real capacidade instalada de produção de alimentos capaz de atender às necessidades brasileiras, se for reorientada e controlada por um Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional sustentado por uma legislação apropriada (Lei Orgânica).

O Mutirão Nacional para a superação da miséria e da fome destaca na prioridade do direito humano à alimentação, dentre as situações de máxima vulnerabilidade, aquela que afeta as crianças, desde a fase da concepção até a vida adulta, e suas mães.

Destaca dentre as suas iniciativas e mobilizações, resgatar os Direitos Sociais e o Direito Humano à alimentação no contexto da força e da legitimidade da Constituição em sua priorização do combate à miséria e à fome enquanto eixo do Desenvolvimento Humano, por meio de uma Política Social abrangente, integrada à Política Econômica; lutar pela Reforma Agrária ampla e irrestrita; fortalecer a agricultura familiar sustentável, recuperando os hábitos e práticas alimentares que garantam uma nutrição saudável às próprias famílias e para a população do país; investir na agroecologia no âmbito rural e urbao.

– Rede de Boataria ataca mais um: Renato Aragão

Uma grande injustiça ao Didi Mocó!

Cada vez mais assusta a força das pessoas mal-intencionadas usando a Internet. Agora, a febre da vez é atacar Renato Aragão. Algum gaiato inventou que ele faria um novo filme chamado “O Segundo Filho de Deus”, onde terminaria a missão não finalizada por Jesus.

Pelo Twitter e Facebook, DETONARAM Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novagilno Mufumbo!

Porém, como era lógico… ninguém faria uma filme com temática tão descabível, principalmente um humorista!

Abaixo, Publicado originalmente no site “Os Trapalhões” (clique ao lado, em itálico) 

RENATO ARAGÃO NEGA FILME POLÊMICO CRISTÃO

Nos últimos dias, o comediante Renato Aragão foi, mais uma vez, vítima de boatos em sites da internet.

Dessa vez, foi divulgado que ele lançará um filme, intitulado “O Segundo Filho de Deus”, onde o personagem Didi viverá um suposto filho de Deus enviado à Terra com o objetivo de cumprir uma missão que Jesus Cristo não foi capaz de terminar.

Como nenhum site oficial de Renato Aragão noticiou a informação, o site OsTrapalhões.com resolveu confirmá-la entrando em contato com a filha do comediante, Lívian Aragão.

Por meio dela, o comediante negou todas as informações que foram publicadas nas matérias e disse que nunca cogitou lançar esse tipo de filme. Tudo não passou de boatos inventados na internet para denegrir a imagem de Renato Aragão, assim como fazem com outros artistas.

“Normalmente eu não respondo a esse tipo de boato, mas sempre que vai ao ar um programa de sucesso como o ‘Criança Esperança’ surgem os invejosos de plantão”, comentou Renato Aragão ao site UOL – que também o procurou para falar sobre uma suposta demissão de um funcionário que o teria chamado de “Seu Didi”.

CARTA PUBLICADA EM SEU BLOG

Antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer o carinho, apoio e envolvimento do povo brasileiro na Campanha Criança Esperança 2012 – uma parceria da TV Globo e UNESCO. Nestes 27 anos, o engajamento do público que assiste ao programa tem provado que somos um povo sensível às carências e necessidades dos nossos semelhantes.

Infelizmente, meu coração tem se entristecido ao ler e ouvir tantas mentiras que estão circulando na mídia com respeito a minha pessoa e minha família. Só posso creditar este comportamento à inveja. Fico triste, pois minha família é uma família de bem, com defeitos sim, como qualquer família, mas que veste a camisa em prol de uma causa na qual acreditamos – o programa Criança Esperança.

Em minha casa e minha empresa, meus funcionários são tratados com respeito e os direitos humanos e trabalhistas de todos são garantidos. Embora não precise expor isto, a maioria dos meus funcionários tem mais de 10 anos de convivência conosco.

Jamais demiti, demitiria qualquer motorista ou funcionário por ter me chamado de Did. Absurdo tão grande, uma vez que nem eu mesmo consigo mais separar o Didi do Renato Aragão. Afinal, já são 50 anos de convivência entre os dois… Isto e as demais notas, boatos e afirmações, não passam de lendas urbanas que sempre são trazidas à tona na época do Criança Esperança, o que realmente me faz crer que são apenas frutos da inveja.

Minha empresa já produziu mais de 45 filmes, todos voltados para o entretenimento da família brasileira, respeitando nossos valores e nossa cultura. Sou católico e temente a Deus. Jamais abriria mão de minha fé incondicional em Jesus, o Filho Único de Deus. Gostaria, entretanto de relembrar que fé e ficção são áreas completamente distintas, mas que sempre despertaram polêmicas, desde Milton, em “Paraíso Perdido” até José Saramago em seu “Evangelho Segundo Jesus Cristo”. Mesmo estes gênios literários e suas polêmicas obras não foram capazes de rebaixar a Bíblia e as histórias de vida ali contidas a meros personagens de obras literárias ou de ficção. Por que digo isto, porque realmente escrevi um roteiro provisoriamente intitulado “O Segundo Filho de Deus”, obra de ficção com registro público na Biblioteca Nacional, a qual vem sendo deturpada, dizendo inclusive que eu teria a pretensão de ser o “novo” Jesus!, ABSURDO. O Didi é um grande atrapalhado, e em todos os filmes essa será sempre sua característica. Só para esclarecer, este roteiro inclusive já teve o título alterado para “O Segredo da Luz” e não há previsão para sua realização. Acredito que estas pessoas, que nem sequer tiveram acesso à obra, querem apenas incitar os incautos a juntarem-se a eles nesta invejosa empreitada de denegrir meu nome e desacreditar uma campanha séria que já comprovou sua atuação e eficácia em 27 anos de resultados positivos. Registro que nestes 27 anos isso sempre acontece… infelizmente.

Amigos, desculpem-me pelo desabafo. Mas há horas em que precisamos alçar a voz e proclamar a verdade, principalmente quando o alvo das mentiras passa a ser aquilo que mais prezamos: nossa família e nossa fé.

Mais uma vez, obrigado pelo apoio.

Renato (Didi) Aragão

– Drogas & Poder Decisivo

“O grande perigo das Drogas é que elas matam a coisa mais importante de que você vai precisar na vida, que é o poder de decidir. A única coisa que você tem na vida é o seu poder de decisão”.

 

Paulo Coelho, escritor, à Revista Veja Ed 08/06/2011, pg 153.

– Um Exemplo de Como se Preocupar Precocemente com a Sexualidade

Que coisa mais sem sentido… Uma Comissão da Ucrânia avaliou desenhos de sucesso, e determinou que “Bob Esponja” é gay, “Os Simpsons” pode incentivar o consumo de drogas e “Teletubbies” deixa a pessoa alienada.

Cá entre nós? Quem deve regular isso são os pais! Se fosse assim, Pica Pau, Tom & Jerry e Chaves deveriam ser proibidos pela violência.

Falta do que fazer, não? Aliás, que excesso de preocupação com a sexualidade! O próprio criador do personagem já disse publicamente que o Bob Esponja é um simples personagem infantil assexuado…

Extraído de: http://is.gd/mZ9ILd

COMISSÃO DE DEFESA DA MORAL UCRANIANA DIZ QUE BOB ESPONJA É GAY

O popular personagem de animação Bob Esponja é homossexual, aponta um estudo elaborado pela Comissão Nacional sobre assuntos para a defesa da moral ucraniana citado nesta quarta-feira pelo jornal local Ukraínskaya Pravda.

A Comissão analisou algumas das principais séries de animação que estão na grade televisiva do país para propor a proibição daquelas que representam “uma ameaça real para as crianças”. De acordo com o estudo, séries como Os Simpsons, Uma Família da Pesada, Pokemon, Teletubbies eFuturama são “projetos especiais dirigidos à destruição da família e à propaganda do vício em drogas”. Essas animações representariam, assim, “um claro exemplo de propaganda do sexismo”, segundo o artigo publicado em um dos principais jornais ucranianos.

Para a psicóloga Irina Medvédeva, citada pelo estudo, as crianças com idades entre 3 e 5 anos que assistem a essas séries “tendem a imitar os trejeitos dos personagens e a fazer brincadeiras diante de adultos que não conhecem”. Neste sentido, Irina aponta que a série Teletubbies, por exemplo, segue “a criação proposital de um homem ‘subnormal’, que passa o dia todo diante da televisão com a boca aberta e engolindo qualquer informação” que conforme a “psicologia dos perdedores”.

Divulgação

– Os Homens que Ficam em Casa pelos Filhos

Olha que bacana: é cada vez maior o número de homens que abrem mão da vida profissional para a dedicação à criação dos filhos. Nesses casos, a mãe vai ao trabalho fora de casa e o pai faz as tarefas do lar, numa inversão social aceitável nos dias atuais (embora, inaceitável anos atrás).

Extraído de: http://is.gd/AqXoa8

PAIS DO LAR

Aos poucos, os parques infantis, as reuniões escolares e os consultórios pediátricos conhecem um novo frequentador: o homem que fica em casa para criar os filhos

por Rachel Costa

Todo dia ele faz tudo igual: prepara o café da manhã, leva e busca na escola a filha Alice, 3 anos, dá banho na menina e, enquanto a mulher, Lúcia Farias, 32 anos, está no trabalho, prepara o jantar. Pilotar fogão, trocar fralda, contar história para a filha dormir, nada disso parece estranho ou incômodo ao fotógrafo gaúcho Ricardo Toscani, 32 anos, que cumpre sem fazer cara feia todas essas atividades, que no passado eram delegadas à mãe. “Não existe barato melhor que buscar seu filho depois da aula”, diz. Na casa dele e da mulher é assim: papai fica em casa enquanto mamãe vai trabalhar. “Quando ele falou: ‘depois dos quatro meses de licença maternidade, eu assumo’, eu fiquei mais tranquila e topei a gravidez”, conta Lúcia, que não pensava em ser mãe.

Configurações como essa ainda são pouco comuns no Brasil e causam certo estranhamento. Expressões como “mas homem não sabe trocar fralda” ou questionamentos como “seu marido não vai trabalhar nunca mais?” não raro são ouvidos pelas famílias onde existe “dono” de casa. Mas não se engane: esses homens são apenas os primeiros de um novo modelo de pai que está em gestação, resultado direto da busca por igualdade entre os sexos. E se aqui ainda são raros, o mesmo não ocorre em outras partes do mundo. Na Suécia, por exemplo, ficar em casa é um direito adquirido pelo pai, que pode dividir, do modo como quiser, os 480 dias de licença dados ao casal – desde que no mínimo 60 dias sejam para o homem.

“Para o meu avô, o mais importante era ganhar dinheiro para sustentar a família”, disse à ISTOÉ o jornalista americano Jeremy Smith, que trocou o emprego pelo filho Liko quando ele tinha um ano de vida. “Dos pais do século XXI, é esperado que eles ajudem com as tarefas domésticas e no cuidado emocional e psicológico dos filhos, não ficando mais só por conta de sustentar financeiramente a casa”, diz. A escolha de Smith lhe rendeu momentos inesquecíveis. “Estava com ele quando aprendeu a andar”, conta o pai, que transformou a experiência no livro “A Jornada do Papai” (tradução livre, Beacon Press, 2009) e no blog Dialética do Papai (daddy-dialectic.blogspot.com). Escolado na arte de cuidar do rebento, Smith garante que, embora não sejam muitos os homens como ele, nunca se sentiu solitário nos Estados Unidos. “É comum encontrar outros pais com seus filhos pelos parquinhos aqui na cidade de São Francisco. Somos uma minoria, mas estamos aí”, declara.

Mesma constatação é feita nas clínicas pediátricas. “Cada vez mais vejo homens sozinhos com a criança no meu consultório”, diz o pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital São Luiz, em São Paulo, que garante que os pais são tão bons cuidadores quanto as mães. Defensores dos pais do lar também têm se proliferado entre os cientistas. Um deles, o psiquiatra americano Kyle Pruett, da Universidade de Yale, defende que a tendência masculina de desenvolver brincadeiras físicas com as crianças ajuda em muito no desenvolvimento e a presença paterna na infância forma adolescentes mais seguros sobre sua sexualidade.

Basta, portanto, encarar o desafio de peito aberto para o papai descobrir que é um grande mito aquele papo de que homem não “leva jeito” com criança. “Claro que tem umas coisas que dão muito desespero”, admite o jornalista paulista Ricardo Brandt, 36 anos, pai das bebês gêmeas Beatriz e Helena. Ele não se esquece das primeiras cólicas das filhas e das crises de choro noturnas sem nenhuma razão aparente. “Cansa a gente muito, mas não existe coisa mais gratificante que ver o sorriso delas”, diz o pai, autor do blog O Papai, as Gêmeas e a Mamãe. Quando a mulher, Taís, engravidou, Brandt resolveu entrar de cabeça na experiência paterna. “Voltei para o interior e tirei um ano sabático para ficar com as meninas”, conta ele, que largou o emprego em São Paulo e foi para Araras, interior do Estado. Ter de inventar uma solução para ficar com os filhos, como fizeram Brandt e Toscani, é comum no Brasil, uma vez que a licença-paternidade prevista em lei é de apenas cinco dias. “Ainda estamos bem atrasados, vai demorar para a Constituição absorver essa mudança que já está acontecendo na sociedade”, considera o assessor legislativo da Sociedade Brasileira de Pediatria, Dioclécio Campos Júnior. Mas, tudo indica, é uma questão de tempo.

– Enfermeiras contra a Erotização da Imagem

Ora essa! As enfermeiras estão em pé de guerra com qualquer tipo de alusão pejorativa à atividade delas. Já conseguiram que os programas de TV não utilizem mulheres com fetiche de enfermeiras, além de programas de humor que utilizam de tal expediente. Agora, até o Google terá que retirar páginas pejorativas. Estão em defesa da imagem da sua atividade…

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI76111-15220,00-ENFERMEIRA+NAO+PODE+SER+EROTIZADA.html

ENFERMEIRAS CONTRA EROTIZAÇÃO DA IMAGEM

Os conselhos de enfermagem processam artistas e televisões que perpetuam o imaginário erótico em torno da enfermeira

por Nelito Fernandes

Se existe uma coisa que deixa as enfermeiras doentes é personagem de televisão mostrando enfermeira sexy. Aí não há remédio: é processo na certa. Pelo menos 15 ações movidas por associações profissionais da categoria já tiraram do ar figuras que reforçam o fetiche. A última vítima da fúria das profissionais foi Luciana Gimenez. Uma liminar impediu o Superpop de exibir qualquer reportagem mostrando strippers fantasiadas de enfermeira. Agora, o Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ) estuda uma ação contra o Google. Quer que o buscador pare de exibir imagens de enfermeiras sensuais e não indexe mais sites que façam referência a elas com conotação sexual. Mas isso não deixa a liberdade de expressão dodói?

“Qualquer proibição é uma forma de cerceamento da manifestação artística e cultural, garantidas pela Constituição”, diz o superintendente da Rede TV!, Dennis Munhoz. A presidente do Coren-RJ, Rejane de Almeida, diz que a exibição desse tipo de personagem reforça o fetiche. “As enfermeiras acabam sofrendo assédio sexual por causa disso. Principalmente no caso em que o doente não está debilitado, como pacientes de ortopedia. Há vários casos em que a enfermeira vai fazer a higiene e o paciente fica excitado”, diz ela.

É complicado, mas o fetiche vem mesmo da televisão. Para o psicólogo social Bernardo Jablonski, o desejo nada tem a ver com as personagens que aparecem. “A enfermeira cuida, pega e toca no paciente. Existe também uma tendência de desejo a profissionais que servem, como o pedreiro, o encanador. Quando você está doente, quem fica na beira da cama, cuidando? Sua mãe. Em última análise, é uma reaproximação edípica”, diz Jablonski, que também é autor do humorístico Zorra total. Como redator, ele considera a proibição absurda. “Há um cerceamento. Hoje na TV os vilões só podem ser empresários, senão alguma classe reclama. Isso é um exagero, uma radicalização”, diz. Presidente do Coren de São Paulo, Cláudio Porto discorda. “Entendemos o direito à liberdade de expressão, mas não podemos ser coniventes quando esse direito induz a sociedade a pensar de uma forma distorcida sobre uma profissão”, diz.

A Justiça, que é cega, não quer mesmo ver enfermeiras eróticas: até agora as associações não perderam sequer um processo. Na lista dos proibidos estão Alexandre Frota (não, ele não se fantasiava de enfermeira, ainda bem, mas criou uma personagem feminina), Flávia Alessandra, Tom Cavalcante e muitos outros (leia abaixo). E não é preciso nem mesmo ser enfermeira para ser vetado. Tom Cavalcante teve de abandonar o bordão “Chama a enfermeira”. A personagem de Flávia Alessandra que fingia ser enfermeira, mas era stripper, teve de inventar outra desculpa para o marido e deixou de sair de casa vestida de uniforme branco. Frota matou sua Enfermeira do Funk, que estava prestes a sair na Playboy fantasiada. Já Scheila Carvalho, que mostrava o tchan vestida de enfermeira na música “Turma do batente”, também teve de parar. A canção falava sobre várias profissões e Scheila disse que escolheu vestir a roupa para homenagear amigas e parentes que são enfermeiras. A letra da música dizia o seguinte: Ela pega na cabeça e o dodói passa/e o dodói passa e o dodói passa/e ela pega na cintura e o dodói passa.

O dodói pode até passar, mas a ira das enfermeiras não. As associações também ficam fulas com DVDs pornôs. O filme Hipertensão sexual, cheio de cenas eróticas com enfermeiras, teve de ser recolhido e a produtora Sex Sites Editorial se comprometeu a não fazer mais nada com o tema. Três sites de venda de produtos eróticos também foram obrigados a tirar do ar fantasias de enfermeirinhas. Um deles foi condenado a pagar R$ 20 mil de indenização por desrespeitar a ordem judicial. O dinheiro, segundo a associação, foi usado em cursos para enfermeiras. Frota teria de desembolsar R$ 1 milhão se desobedecesse. É dinheiro suficiente para deixar qualquer um doente.

– As Invenções de 2015

Estamos em 2012. E como todo aquele que foi adolescente na década de 80, já devo ter assistido inúmeras vezes a trilogia “De Volta para o Futuro”, com Michael J Fox e Christoffer Lambert.

Sabe o que é curioso? Por acaso, assisti o filme 2 (aquele em que Marty McFly vai para o futuro). O filme é ambientado em 1985, e a trama pula 30 anos à frente. Olha o sarro: em 2015, os carros voam! Os skates flutuam! Os tênis se auto-amarram, entre outras tantas coisas…

Fico pensando: as invenções malucas dos roteiristas de 1985 não aconteceram. Porém, estamos em 2012 e outras ainda mais malucas surgiram, as quais eles nem imaginavam…

– Vida Sexual & Problemas Intestinais: uma correlação curiosa

Vejam só: a Revista Época (citação abaixo), trouxe uma matéria curiosa sobre problemas intestinais e a vida sexual. Segundo pesquisa, 57% das mulheres evitam relações sexuais por culpa de males do intestino, que afetam a libido e o lazer. A causa seria o excesso da progesterona, hormônio feminino que poderia atrapalhar a função gastrointestinal.

Extraído de Época, pg 84-85, Ed 30/07/2012

NÃO É DOR DE CABEÇA. É DE BARRIGA

por Nathalia Ziemkiewicz

A dor de cabeça – desculpa universal das mulheres para dispensar o parceiro, virar para o lado e dormir – pode ser um eufemismo para outro tipo de desconforto, tão constrangedor que elas preferem nem nomeá-lo. E ainda abrem mão do prazer por ele. Um levantamento inédito sobre a saúde feminina revela que distúrbios intestinais, como a prisão de ventre, afetam a vida sexual de 57% das entrevistadas. Muitas dizem perder o apetite sexual (22%). Algumas deixam de ter relações sexuais (17%). Os dados são de um estudo com 3.500 mulheres, realizado em dez cidades pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) com a Danone Research, centro de pesquisa da empresa multinacional de produtos lácteos.

Os desconfortos causados pela prisão de ventre – dores, cansaço, inchaço – estendem a preguiça do intestino à libido. Elas ficam irritadas, sentem-se feias e ainda temem que algum efeito colateral do problema se manifeste justamente na hora H. “Tenho medo sim”, diz a dentista Renata Vasconcelos, de 31 anos. Ela diz que chega a “esquecer” o banheiro por uma semana. Nesses dias, sexo é impraticável. O receio de Renata é o mesmo de 24% das mulheres entrevistadas durante o estudo. A dona de casa Severina Ferreira, de 50 anos, também prefere fugir das investidas do marido. “Fico tão inchada e deprimida que fazer sexo nem passa pela minha cabeça”, diz. Ela avisa o marido de que está “naqueles dias”, e ele logo entende o recado: não se trata de tensão pré-menstrual. São poucas as mulheres que falam sobre o problema com os parceiros. A paisagista Kátia Teixeira, de 45 anos, prefere as desculpas convencionais, como dor de cabeça. “Por maior que seja a intimidade, acho que falar sobre o assunto quebra o encanto.”

O tabu só contribui para piorar o problema, a que as mulheres estão naturalmente mais propensas. Descargas de um dos hor-mônios femininos, a progesterona, diminuem os movimentos intestinais. Como o intestino é uma das áreas com mais enervações do corpo, é muito suscetível à ação de outros hormônios. “O tubo digestivo acaba sendo um catalisador das tensões. Elas podem se manifestar na forma de doenças”, diz o gastroenterologista José Galvão, presidente da FBG.

Como as mulheres têm vergonha de falar de assuntos intestinais, minimizam a importância do desconforto e não procuram ajuda. “A mulher está ligada à ideia de pureza, e a evacuação contrasta com essa imagem estereotipada”, afirma a psicóloga Pâmela Magalhães, especialista em clínica hospitalar. “No inconsciente feminino, ela deixará de ser desejada se fizer `essas coisas sujas`.” A vergonha explica por que 20% das entrevistadas afirmaram esperar que o problema passe sozinho, sem buscar orientação médica. “A mulher trata o intestino na terceira pessoa, como se não fizesse parte dela”, diz o bioquímico de alimentos Guilherme Rodrigues, pesquisador da Danone Research.

Seguindo a lógica da inibição, muitas mulheres adotam um comportamento que agrava a prisão de ventre: ignoram os chamados da natureza. “Elas costumam repelir a vontade de ir ao banheiro se estão no trabalho porque têm vergonha dos colegas”, diz Rodrigues. Se estão na rua, fazem o mesmo porque têm asco aos banheiros públicos. Quando estão viajando, a quebra na rotina e a companhia de outras pessoas são o suficiente para afastá-las do banheiro. A medida que elas desprezam os estímulos do intestino, eles vão se apagando. Quando finalmente se sentem confortáveis – sem ninguém por perto, em seu banheiro de estimação -, é o intestino que não quer trabalhar. A memória do organismo registrou que ele deve segurar os estímulos. O bloqueio cultural se transforma numa doença crônica.

Os impactos dessa retenção indesejada vão além da vida sexual. Pioram a qualidade do sono e afetam a produtividade no trabalho (leia o quadro abaixo). Mulheres que dizem com muita frequência “hoje não, querido” devem prestar atenção em seu intestino. A cabeça pode estar ok.

– Protesto Incabível

Coisas incompreensíveis: um caminhão atropelou um garoto de bicicleta na Avenida Roberto Marinho, em São Paulo. Moradores, revoltados, queimaram um ônibus que passava por perto em protesto.

Que raio de manifestação é essa? O usuário do transporte coletivo e a empresa de ônibus, que nada têm a ver com isso, “pagam o pato”?

É claro que deve existir preocupação com esses tristes fatos. Mas proteste-se contra quem deva!

– Racismo da Saltadora Grega em plena Olimpíada

Loiríssima, bela e de olhos azuis estonteantes: ela é a saltadora olímpica da Grécia, Paraskevi Papachristou.

Pois bem, a atleta contrastou sua lindeza externa por uma feiura interior. Declarou no seu twitter que:

Com muitos africanos na Grécia, ao menos os mosquitos do Nilo Ocidental vão comer comida caseira”.

Mesmo pedindo desculpas, ela foi cortada pelo Comitê Olímpico Grego, pelo claro racismo.

Sinceramente, não consigo entender como as pessoas conseguem ser preconceituosas a tal ponto de se cegarem nas declarações. Absurdo!

– Truvada pode ter efeito Reverso na Sociedade?

O Truvada, primeiro medicamento reconhecidamente eficaz na prevenção contra a AIDS, é indicado para parceiros sadios de pessoas infectadas. A ideia é: se o preservativo falhar, o Truvada seria um medicamento que funcionaria como segunda “barreira” para evitar que o vírus HIV contamine o parceiro.

Claro que a droga poderá ser o marco para uma vacina eficaz e/ou medicamento de cura. Porém, o risco avaliado por estudiosos é que as pessoas comecem a utilizá-lo, descartando o uso da camisinha, funcionando como Vacina, mesmo entre grupos de risco.

Para as pessoas mais cultas, tal atitude pode ser uma tremenda burrice. Mas não podemos nos esquecer que há muita gente que não busca informações de fontes confiáveis, e acabam indo para o lado dos modismos.

– Custo Brasil e Indicadores Sociais Deprimentes

Medir a competitividade e discutir alguns índices sociais pode nos entristecer. A Revista Veja dessa semana trouxe a matéria “a Mão forte do Estado e o que ela deveria fazer”, citando questões estratégicas. Para isso, trouxe a baila alguns números:

Pessoas com/no ensino universitário

Coréia do Sul: 60%

Chile: 30%

México: 20%

Brasil: 10%

Desempenho de estudantes com 15 anos (entre 65 países)

China: 1º lugar

Coréia do Sul: 2º

Chile: 44º

Brasil: 53º

Custo em Dólares por Contêiner para exportação

Malásia: 450

China: 500

México: 1450

Brasil: 2215

Custo da Eletricidade em Euros por kWh

Argentina 0,04

México 0,05

Europa 0,06

Brasil 0,10

Investimentos em Pesquisa em relação ao PIB (%)

Israel 4,9

Japão 3,5

Coréia do Sul 3,2

China 1,5

Brasil 1

Hora Trabalhada com Impostos/Encargos Sociais (em Euros)

Índia 1,2

China 1,3

México 2,6

Brasil 5,3

Número de Dias para Abrir uma Empresa

Nova Zelândia 1

México 9

China 38

Brasil 119

Como deve ser diferente viver em países que não sejam burocráticos, que investem em Pesquisa e na Educação, com carga menor de impostos, não?

– Fatores que Incentivam a Desonestidade e Atos de Influência da Honestidade

A Revista Época desta semana traz uma interessantíssima matéria, intitulada “Somos todos um pouco trapaceiros”, por Daniel Venticinque. Nela, se discute o livro “A mais pura verdade sobre a desonestidade”, do psicólogo israelense Dan Ariely.

O livro recém lançado fala sobre o fato de todas as pessoas terem uma queda, em certo momento da vida, para a desonestidade. E a culpa vem das situações cotidianas, que trazem naturalmente à tona esse defeito humano. Seriam 5 fatores para a desonestidade e outros 5 para a honestidade. Abaixo:

5 FATORES QUE NOS FAZEM TRAPACEAR DEMAIS

1- CAIR NA PIRATARIA: as pessoas que usam produtos falsificados tendem a ser mais desonetas em outros aspectos da vida. O sucesso desse pequeno deslize nos torna propenso a arriscar deslizes maiores.

2- SER MALTRATADO: para quem sente que não foi respeitado, a desonestidade pode ser uma revanche. Quem não é bem tratado por um vendedor raramente devolve o dinheiro se ele errar o troco para mais.

3- DAR ASAS À CRIATIVIDADE: além de ter uma tendência a questionar regras, as pessoas cujas profissões exigem criatividade são melhores para inventar desculpas e para bolar maneiras de desobedecer às leis.

4- FAZER O BEM PARA OUTROS: quando o desonesto beneficia outros além do trapaceiro, trapacear fica ainda mais fácil. O mal-estar da trapaça é compensado pela sensação de fazer o bem.

5- LIDAR COM VALORES VIRTUAIS: ver alguém cometer um ato desonesto aumenta muito as chances de fazermos o mesmo naquela situação. É a regra do “todo mundo faz”, que já entrou para o folclore da política brasileira.

5 ATITUDES QUE NOS TORMAM MAIS HONESTOS

1- DAR SUA PALAVRA: É antiquado, mas funciona. Assinar um temo de responsabilidade ou se comprometer a seguir um código de ética é um bom lembrete mental para evitar a tentação da trapaça.

2- TER FÉ: discursos e símbolos religiosos nos tornam menos propensos à trapaça, por estar associados à boa conduta. Não é por acaso que a música gospel é pouco atingida pela pirataria.

3- CRIAR UMA CULTURA DE HONESTIDADE: quando a desonestidade é malvista e há poucos maus exemplos maus exemplos a seguir, trapacear fica mais difícil. Isso explica por que a trapaça é mais difundida em alguns países.

4- MANTER A TRANQUILIDADE: como a trapaça é uma tendência natural, ser honesto exige esforço. Evitar o cansaço mental ajuda a manter a compostura diante de uma oportunidade de trapacear.

5- CONTRATAR FISCAIS DESINTERESSADOS: Trapaceamos menos quando somos fiscalizados. Mas os fiscais precisam ser isentos. Quanto maior o contato deles com quem fiscalizam, maiores as chances de que todos caiam na trapaça.

E aí: concorda com eles ou não? Deixe seu comentário:

– Pessoas mais Bonitas são mais Egoístas?

Sabem aqueles estudos que beiram o preconceito? Este é um deles.

As universidades de Barcelona, Madri e Edinburgo resolveram pesquisar a relação Beleza x Comportamento, e chegaram a conclusão que pessoas atraentes cooperam com o próximo em 45,7%; já os menos atraentes cooperam em 67,3%.

Conceito de beleza: simetria facial!

Cá entre nós: que grande bobagem, não? Como os reitores deixam o dinheiro dessas instituições escoarem pelo ralo… além do conceito de “belo” ser subjetivo, o que deve valer é a beleza interior!

(informações extraídas da Revista Superinteressante, out/2011, pg 18,por Fernando Badô)

E aí, você tem a mesma impressão ou não? Deixe seu comentário:

– Como Lidar com Gente Difícil no Dia-a-Dia

Um artigo bacana publicado no Caderno “Inteligência”, na Época Negócios: como se relacionar com gente de personalidade forte, instável ou antissocial. Dicas que extrapolam a Administração de Empresas e vão ao cotidiano da sociedade.

Abaixo, extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Inteligencia/noticia/2012/06/gente-e-problema.html

GENTE É PROBLEMA

E você tem que saber lidar com os tipos.

O primeiro é o colega “Mel Gibson”, o tipo hostil, que leva tudo para o lado pessoal quando é contrariado; o segundo é o colega “Marilyn Monroe”, suscetível à rejeição, preocupado com a desaprovação alheia, real ou imaginária; o terceiro é o “Woody Allen”, neurótico, que faz uma tempestade diante de qualquer conflito; por fim, há o colega “Paris Hilton”, o egoísta que só enxerga o próprio umbigo. Sim, são estereótipos. Mas cada vez mais encontrados no mundo do trabalho, segundo a revista Psychology Today.

Lidar com eles é uma habilidade necessária. Para fazer isso, mantenha as interações curtas e objetivas. A comunicação deve ser lógica, pois é infrutífero – e perigoso – tentar fazer uma comunicação emocional com o interlocutor emblemático. Outra dica: mantenha o foco na conversa nele, não em você. É a forma mais segura para que, mais tarde, suas palavras não acabem distorcidas. Não tente convencê-los de seu ponto de vista. Também pare de sonhar que algum dia essas pessoas poderão ser tratadas normalmente. Aceite-as como são!

Com um colega difícil, é salutar evitar assuntos espinhosos. Quando isso for necessário, faça-o a portas fechadas (…).

– Semana com Apenas 3 dias?

Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, bilionário dono da Claro, Net e Embratel, declarou que gostaria que as pessoas trabalhassem 3 dias por semana. Ele acredita que assim todos teriam mais tempo para a família, e com cabeça “fresca”, teriam mais disposição e boas ideias.

Tal pensamento vai de encontro com as ideias do italiano Domenico de Masi, que há 20 anos defende a ideia do “Ócio Criativo” (descansado, as pessoas criam mais, segundo ele).

Detalhe: será que Slim colocaria em prática em suas empresas tal proposta? Lembrando que ele próprio é workaholic…

– A Ecologia Humana

Vejam que bela citação de Dom Odilo Scherer via Twitter:

Preservação Ambiental sem ‘ecologia humana’ não dá certo. Cuidar da natureza e cuidar do homem andam juntos”.

Pensamento honesto, coerente, racional e virtuoso.

– Quanto Custa o Sexo, Quanto Custa o Amor

Ruth de Aquino, colunista da Revista Época, foi extremamente feliz ao escrever nesta semana o artigo “O Preço do Amor”, onde fala sobre Marcos Matsunaga, prostituição e a busca de homens e mulheres por profissionais do sexo.

Fica a observação: ela retrata o dia-a-dia dos “viciados em sexo”. Há muitos casos como esse hoje?

Vale a pena ler, abaixo:

O PREÇO DO AMOR

por Ruth de Aquino

Por que certos homens continuam obcecados por prostitutas, mesmo com a liberação sexual da mulher? Só muda a qualidade do serviço – e o nome. Pobre transa com “puta”. Rico transa com “garota de programa”.

Às vezes, milionários poderosos também curtem um baixo meretrício sem qualquer preocupação estética. Não precisa ser no cinema ou na literatura, mas na vida real mesmo. É só lembrar Hugh Grant, flagrado e detido pelo sexo oral no carro com Divine Brown. Bem casado com uma mulher bonita e independente.

Outros homens não se contentam com a atração momentânea e eventual pelo sexo pago – um tipo de transa que, por definição dos clientes, deveria passar em branco, sem deixar traços ou marcas, algo banal e prazeroso como uma boa refeição num restaurante.

Há homens que vão além: são viciados em prostitutas. Na comédia que será lançada em 550 cinemas no dia 22 de junho, E aí…Comeu?, baseada na peça de Marcelo Rubens Paiva, um dos três amigos na mesa do bar só gosta de prostitutas. Porque tem medo de amar. O personagem quer publicar um livro, mas, segundo seu editor, ele fala de amor como um químico fala de laboratório.

Existe uma categoria que pisa mais fundo. É a do executivo Marcos Matsunaga, alvejado, degolado e esquartejado quando só queria comer uma pizza em casa. São homens que se apaixonam, casam e têm filhos com garotas de programa. Quando percebem que a moça dócil se tornou uma “esposa” com seus próprios desejos e cobranças, alguns resolvem ter um caso. Com outra prostituta.

Felizmente para eles, as Elizes são uma exceção. Essa história triste, cruel e trágica que abalou o país não deveria atiçar o moralismo boçal: “Está vendo? Quem manda?”. Não tenho nada pessoal contra mulheres que alugam ou vendem seu corpo. Tampouco sinto pena ou solidariedade. Muitas fazem esse trabalho com profissionalismo, honestidade e, hoje, com camisinha. E não ofendem nem roubam. Até pouco tempo atrás, nossos pais, maridos, namorados ou filhos iniciavam sua vida sexual com prostitutas, por falta de namoradas disponíveis a perder a virgindade.

Antes dos namoros com sexo, a relação com a prostituta era tão natural e familiar que o homem, ao casar, precisava reaprender a se relacionar na cama. Havia a noção de que mulher “direita” não gostava de sexo e só o fazia para satisfazer o marido e procriar. Mulheres não trabalhavam fora como hoje. O homem financiava a casa.

Gabriela Leite, a ex-aluna de filosofia na USP que virou prostituta aos 22 anos, criou a grife Daspu e hoje é líder da classe. Ela escreveu um livro em que diz que a maior parte dos homens não sabe transar e prefere quantidade em vez de qualidade: “Eles dependem quase integralmente de uma parceira que lhes ensine os mistérios de seu corpo”. Segundo ela, os homens morrem de medo de brochar. “Mas, na verdade”, diz Gabriela, “o homem viril é o homem que se dá.”

Uma vez perguntaram ao ator Jack Nicholson por que, com tanta mulher querendo dar para ele de graça, buscava prostitutas. “Não pago para transar, pago para ela ir embora”, disse. A cabeça do homem que paga pelo sexo é assim: satisfaço meu desejo e pronto. Prostituta, além de ser mais barata, não dá aquela trabalheira antes, durante e depois do sexo. Não há negociação – além do preço.

“Com a prostituta, há o exercício do poder, do controle e da vontade própria, sem necessidade de sedução ou conquista”, diz o psicanalista Luiz Alberto Py. “Ela faz o que o homem quer, não fica fazendo doce. O cara paga de acordo com seus desejos e, quanto mais complicado o desejo, mais caro.” Pode haver um clima de romance fake, diz Py: “Se o homem teve uma decepção amorosa, tem medo de sofrer ou não encontra uma mulher que o queira, é fácil se deixar seduzir por moças sempre dispostas a fazer um charme. Ele fecha os olhos à transação comercial. E fantasia: elas me querem não pelo dinheiro, mas porque eu sou o cara”. Garotas de programa competentes costumam oferecer um serviço de qualidade. O serviço inclui escutar os carentes, ser carinhosa com os sensíveis, ser criativa, fingir que goza e, às vezes, até gozar de verdade.

Mulheres começam a usar serviços de garotos de programa – pelas mesmas razões que os homens. “É um fenômeno marcante nos consultórios”, afirma Py, “primeiro porque antes isso não existia e também porque, para elas, ainda é uma transgressão, está longe de ser uma banalidade. Diferentemente do homem, a mulher que paga por sexo precisa digerir essa ideia. E tem medo de ser criticada pelas próprias amigas.” Ainda há outra particularidade, segundo Py. As mulheres tendem a se apegar aos rapazes de programa e a se tornar ciumentas. O amor nunca sai de graça.

– O Código de Conduta do MetLife Stadium

O palco de Brasil X Argentina, em Nova Jersey, neste sábado a tarde, é um convite à civilidade no futebol.

Lá, é proibido fumar (não por questões de saúde, mas por conforto de quem sentar ao lado do fumante). Atitudes anti-sociais contra os torcedores adversários rendem a retirada do tumultuador do estádio. Xingar o árbitro ou falar palavrão rende punição.

Quer mais?

Camisas com mensagens ofensivas, religiosas ou políticas não são permitidas. Vuvuzelas? Nem pensar.

Na entrada, os torcedores recebem uma cartilha comportamental e a recomendação para enviar SMS para a administração do estádio, em caso de observação de algum transgressor.

imaginaram tais regras nos estádios brasileiros? Nenhuma torcida organizada iria aceitar.

Ou iria?

Claro que não. Mas… seria delírio ao menos tentar testá-las por aqui?

– Bullying nas Escolas e Políticos, no Encontro Diocesano de Jundiaí

por Reinaldo Oliveira

No dia 24 de maio, das 8h30 às 11h, na Cúria Diocesana foi realizado o 3º Encontro Diocesano com os políticos representantes das 11 cidades que compõem a Diocese de Jundiaí: Cabreúva, Cajamar, Campo Limpo Paulista, Itu, Itupeva, Jundiaí, Louveira, Pirapora do Bom Jesus, Salto, Santana de Parnaíba e Várzea Paulista. O encontro teve como tema “O Bullying nas escolas” e contou com a assessoria da psicopedagoga Taísa Gasparini, da cidade de Salto. Também de Salto, foi apresentado pelo prefeito José Geraldo Garcia, um projeto social na área de segurança escolar que está sendo implantado com sucesso na cidade. Dom Vicente falou sobre a atuação da Igreja de Jundiaí no processo eleitoral, entregou aos representantes de cada cidade um exemplar das Orientações Diocesanas sobre Fé e Política,  e desejou a todos os que vão concorrer a cargos públicos nas próximas eleições “que sejam encorajados a participar da política, vivenciando sua vocação e missão, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária”. O evento foi coordenado de Claudinho Nascimento, da Pastoral Fé, Política e Cidadania teve a participação de 50 pessoas entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e agentes de pastorais paroquiais. Um momento marcante do encontro foi quando o padre André Labrossi informou estar completando 40 anos na Diocese de Jundiaí, e que durante este tempo participou ativamente de ações políticas – ele pediu licença do ministério sacerdotal e durante anos foi Secretário Municipal da Fundação Municipal de Assistência Social (FUMAS), de Jundiaí e que a atuação política, quando praticada com ética e justiça dignifica o homem. A Pastoral Fé e política comunicou que no dia 15 de junho promoverá uma palestra aos candidatos a vereador das 11 cidades da diocese, sobre a Lei da Ficha Limpa e será na igreja Santa Teresinha, na Vila Rio Branco, e no dia 22 de junho outra palestra sobre a Lei 9840 – que fala sobre a compra de votos e corrupção eleitoral e será na sede da OAB-Jundiaí. O próximo encontro entre com os políticos ficou agendado para o dia 22 de novembro. A cidade de Cabreúva apresentará um projeto sobre Qualificação Profissional e a Pastoral Fé, Política e Cidadania apresentará resultados dos trabalhos da 5ª Semana Social Brasileira.

– A Coragem da Xuxa

A entrevista da apresentadora Xuxa Meneguel ao Fantástico rendeu! Para os mais antigos, ela era a namorada do Pelé. Para os mais jovens, a Rainha dos Baixinhos.

Independente disso, ela foi corajosa por ter revelado as questões de abuso sexual que sofreu na adolescência por parentes. Mas seria um desabafo engasgado? Ou a troco de quê ela falou isso? Era necessário externar?

Fiquei pasmo ao saber que Michael Jackson negociou um casamento com ela. Provavelmente foi na mesma época de Priscilla Presley, sua primeira esposa.

Sobre Senna e Pelé, nada de surpreendente. Mas sobre o problema de seus familiares e o abuso citado, horrendo!

Creio que alguém que passe por tal situação, o trauma permanece a vida inteira…

– Árbitro: o Ator Maldito

Por diversas vezes, citei um livro o qual estou relendo (A Dança dos Deusesprof Hilário Franco Júnior), onde enviei algumas impressões e pequenos textos que se referiram à arbitragem. Porém, não resisto ao ler (pg 309) a procura do autor em desmistificar a figura do árbitro. É interessante, curto, e compartilho:

O masoquismo do árbitro transparece ainda no fato de seu bom trabalho merecer apenas o silêncio, segundo a máxima ‘que o bom árbitro é aquele que passa desapercebido’. Em teoria ele é o elemento neutro em campo, na prática é alvo a priori das desconfianças dos dois lados que disputam a partida. Ele desperta pouca simpatia. É o ator maldito do espetáculo futebolístico. Pode arruiná-lo, e será criticado, ofendido, talvez agredido. Pode contribuir para seu sucesso, porém não terá a glória e a remuneração de seus colegas de palco (…) No árbitro projetam-se a frustração e a raiva dos perdedores, a indiferença dos vencedores.”

Texto atualíssimo, não?

– Scuppies (ou Ecomauricinhos): Conhece Algum Cidadão Desses?

Ricos, gastadores, considerados por um termo antigo como “Mauricinhos”. Ao mesmo tempo, trabalhadores, esforçados, e engajados num mundo melhor: são os “scuppies”, que estão fazendo a diferença para muita gente necessitada.

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2063/artigo139332-1.htm

OS ECOMAURICINHOS
Mistura de hippie com yuppie, os scuppies aliam muito trabalho, alta renda e elevado padrão de consumo com consciência social e ecológicapor Francisco Alves Filho

Imagine um profissional de sucesso. Aquele empresário ou executivo supercompetitivo, com excelente remuneração e alto padrão de consumo, que não abre mão de frequentar bons restaurantes, viajar para o Exterior e usar roupas de grife. Agora pense em alguém preocupado com a preservação do planeta. Uma pessoa empenhada em evitar a utilização de sacos plásticos, que só usa madeira certificada, come alimentos orgânicos e contribui com alguma ONG envolvida em causas ecológicas ou sociais. Nos últimos tempos, é cada vez mais fácil encontrar todas essas características concentradas em uma mesma pessoa. De tão numerosos, esses espécimes foram batizados nos Estados Unidos com um termo próprio: scuppies, palavra derivada da expressão socially conscius, upwardlymobile person (pessoa socialmente consciente em ascensão econômica). O criador da palavra é Chuck Failla, 40 anos, presidente de uma empresa de planejamento financeiro em Nova York.

“Um scuppie é parte hippie e parte yuppie”, resume. Aqui, alguém com este perfil poderia ser chamado de ecomauricinho. Para Failla, que também apoia ações sociais em favor dos semteto, estes personagens são muito comuns no Brasil. “Foi o país de onde recebi o maior número de mensagens”, disse ele à ISTOÉ.

O executivo americano criou um site há dois anos para explicar o que é um scuppie, mas só agora o termo começou a se popularizar. O empresário Marcus Buaiz, 30 anos, é um deles. Para viver bem, ele trabalha incansavelmente à frente de sofisticados restaurantes como o The Art, em Belo Horizonte, e o Shaya, em São Paulo (em sociedade com Fausto Silva), da casa noturna Club Royal e da agência de gerenciamento de talentos RIP.

Ao mesmo tempo, Buaiz apoia projetos sociais como o AfroReggae, do Rio de Janeiro, que atua nas favelas cariocas. “Já estive no Complexo do Alemão e em Vigário Geral”, conta. Ele acredita que essas ações são importantes em sua vida, e na de todos. “Quero que a minha história mostre que sou uma pessoa generosa, que me preocupo com os outros”, diz. As atitudes que toma para corroborar sua história também passam por procedimentos simples, como adotar a coleta de lixo seletivo e usar produtos ecologicamente corretos. “No projeto de nossa nova casa em Alphaville incluímos energia solar, captação de água da chuva e madeira certificada”, afirma. Recentemente, ele esteve numa reunião da ONG SOS Mata Atlântica a convite de sua mulher, a cantora Wanessa Camargo. Mas esse tipo de militância não faz o seu estilo. “Não quero convencer ninguém, quero apenas fazer o que acho correto.”

Buaiz diz que não é workaholic, mas admite que não fica longe de seu BlackBerry. O dinheiro que consegue no trabalho gasta em prazeres sofisticados, no melhor estilo yuppie. “Sou viciado em Nova York e adoro os restaurantes da cidade, como o Nobu (que pertence ao ator Robert De Niro) e o L’Atelier”, conta. Há outro item obrigatório no seu rol de consumo. “Tenho fixação por relógios, tenho 42″, conta ele. Os mais caros da coleção são um Audemars Piguet e um Roger Dubuis, ambos avaliados em US$ 35 mil.

Na opinião de Failla, muitas pessoas já viviam como scuppies. “Mas só agora passaram a ter um grupo demográfico com o qual se identificar.” É onde se enquadra a carioca Isabela Piereck, 40 anos, mais conhecida como Zazá, dona do charmoso restaurante carioca que leva seu nome, o Zazá Bistrô. O estabelecimento é conceituado e consome muitas horas de trabalho diárias. A atividade rende o bastante para realizar vários desejos de consumo. Recentemente, ela cumpriu um longo roteiro de viagem que incluiu Marrocos, Peru, Espanha e Estados Unidos. “Adoro viajar. É um dos itens nos quais me permito gastar um pouco mais”, diz Zazá, que também não abre mão de ter um carro confortável, como sua Pajero Air Track. Mas Zazá diz praticar o consumo consciente. “É preciso ter em mente que, ao consumir muito, estamos arrasando o planeta”, alerta. Por isso, seu guardaroupa não tem peças em quantidade. Ela prioriza a qualidade e garante não ser vítima da moda. “Um dos meus estilistas favoritos é Ronaldo Fraga, mas também gosto de tecidos naturais”, explica. A opção pelos alimentos orgânicos, sem agrotóxicos, tanto em casa quanto no restaurante, é para preservar a saúde – a sua e a do planeta. Para exercitar seu lado social, ela escolheu o projeto Uerê, que tenta socializar meninos de rua. “Fico pensando que futuro deixaremos para nossos filhos, me preocupo com isso.”

Uma das características do scuppie é justamente não ter um enquadramento só, um figurino único. “Alguns têm mais características hippies e menos traços yuppies, e vice-versa. É essa a razão pela qual este termo tem sido tão bem recebido”, acredita Failla. A analista de conteúdo do canal de tevê Futura, Isadora Andrade, 36 anos, guarda mais semelhanças com os personagens da contracultura dos anos 60. Ela é quase uma militante. “Na festa de um ano da minha filha não servi refrigerantes, mas somente sucos naturais e água de coco”, recorda. “E o bolo não tinha corantes.” Para arrematar, deu como brinde aos bebês da festa pequenas ecobags. “Espero que assim as crianças criem consciência ecológica e evitem usar plástico no futuro”, diz.

A conscientização, entretanto, não faz Isadora deixar de usar seu cartão de crédito para curtir seus maiores prazeres: viajar com assiduidade a Nova York e Washington, além de frequentar bons restaurantes. Sem culpa, ela também consome novidades tecnológicas. “Acabei de comprar um Macintosh sem fio”, conta.

O criador do termo, claro, é um scuppie. Enquanto dirige sua empresa de planejamento financeiro, Failla aproveita tudo de bom que Nova York proporciona, em especial a quem tem boa conta bancária, e cultiva o hobby de navegação a vela, que pratica com a mulher, Carmen. A disposição para gastar e curtir a vida é igual à que ele mantém na hora de ajudar vários projetos destinados a pessoas carentes e de preservação ecológica. A ideia de criar uma nova palavra para designar essa dupla militância nasceu numa prosaica conversa com uma colega. “Quando expliquei que estava fazendo um trabalho para uma organização de pessoas sem-teto, ela lançou um olhar cético para meu terno Armani e meu relógio Rolex e respondeu, meio brincando, que não podia acreditar que um yuppie como eu poderia fazer qualquer coisa de graça”, recorda. Ao responder, Failla disse ser totalmente possível desejar ascensão social e se dedicar a um projeto social – ao mesmo tempo. Surgia, assim, a filosofia scuppie.

– O Chinês Cego, Causa dos Protestos e Aborto

Muitos temos visto sobre o dissidente chinês Chen Guangcheng, um deficiente visual que fugiu da cadeia e se refugiou na Embaixada dos EUA. Repercutiu bastante o fato de, mesmo não enxergando, conseguir escapar das autoridades severas da ditadura chinesa.

Mas o fato relevante não foi abordado: ele estava preso por quê?

Sua reivindicação é o fim da política do filho único. Na China, há a preocupação com o alto índice populacional, e os casais são duramente sobretaxados caso tenham dois filhos. Ele denuncia muitas esterilizações e abortos forçados pelo Governo para segurar o crescimento da população.

Viver na China, a quem está acostumado coma Democracia, deve ser um inferno, não?

– Geração, X, Y, Z… elas estão prontas para Mudanças Sociais?

Li numa das Revistas Semanais (e aqui ficarei sem citar por descuido pessoal na anotação) sobre os tipos de geração da sociedade. Eu sou da Geração X, da década de 70. A Geração Y entre os nascidos nos anos 80 e 2000, e a Z a mais jovem.

O que isso importa?

Importa os valores de cada geração. No início do século, tínhamos a “Geração Greatest”, disciplinadíssima e conservadora. Nos anos 30 veio a “Geração Silenciosa”, de gente desinteressada dos problemas mundiais. Depois, nos anos 50, os Baby Boomers, os contestadores! A X se mostrava competitiva, a Y tem se revelado Engajados e a Z tenderá a ser Multitarefas.

Tudo isso, claro, é variável de indivíduo para indivíduo. Entretanto, nos mostra o cenário que se reflete nos costumes e na administração de empresas. Claro que os profissionais de amanhã nascem convivendo com a interação do cyberespaço, diferente da minha, onde somente quando adulto conheceu o email, ou ainda mais diversa da do meu pai, avesso a uso de algumas tecnologias.

Assim, fica a percepção: cada vez mais o mundo mudará, com agilidade e radicalidade. Independente da Geração, estaremos prontos para vivenciá-las?

– Mercadores de Seguidores do Twitter

Cresce cada vez mais a opção de “comprar” pacotes de seguidores no Twitter. Na semana passada, a Revista Veja, através de Tatiana Gianini (Ed 02/05/12, pg 113-114), trouxe uma matéria sobre “Fãs Zumbis, perfis falsos, criados apenas para avolumar as contas de Twitter ou Facebook de celebridades.

Por R$ 500,00, compra-se 5.000 seguidores. Barato? Talvez, para os interessados, pode ser um custo aceitável.

Alguns motivos para turbinar a rede social: Vaidade (se vangloriar por ser popular entre as pessoas) ou Negócios (demonstrar que é querido / seguido por muitos para publicidade, por exemplo).

Grande bobagem… Aqui, falamos sobre o comércio de gente que gosta de futilidades. Gente que tem conteúdo não se importa com tal número.