– Os Anti Intelectuais

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os ‘com-diploma’, começando com jornalistas e aqueles ‘que escrevem artigos em jornais’”

Refletiram a opinião acima? É do Consultor em Administração Stephen Kanitz, uma das mentes mais brilhantes do Brasil. Ele fala sobre o ódio de alguns sobre uma elite intelectual, a caça à classe média e a perseguição pelos órgãos de imprensa.

Quando ser inteligente torna-se repugnante (para alguns)…

A ONDA ANTIINTELECTUAL

por Stphen Kanitz

Por que o PT odeia tanto o PSDB, se ambos têm o mesmo ideário e adotam basicamente os mesmos programas?

Por que Lula rompeu com a ala intelectual de sociólogos, filósofos, antropólogos, historiadores e economistas de seu partido que lhe deram apoio total?

Quando Lula critica as elites, ele se refere à elite intelectual, não à elite empreendedora que ele admira. Quanto mais o PSDB batia na tecla de que Lula não tinha diploma, mais ele subia nas pesquisas eleitorais.

Tudo isso são sintomas de um perigoso antiintelectualismo que cresce na América Latina. A eleição de Hugo Chávez e Evo Morales mostra o mesmo fenômeno. O povo latino-americano se cansou do silêncio, da soberba e da incompetência de sua elite intelectual, que pouco cria e só copia teorias como Inflation Targeting, por exemplo.

Essa onda antiintelectual não é resultado do obscurantismo nem do populismo, como acham alguns. É resultado dos mirabolantes planos elaborados às pressas por professores de fala difícil que nunca pisaram num chão de fábrica (ao contrário de Lula), que nunca ouvem ninguém e tanto sofrimento e confusão trouxeram à nação. A classe média, normalmente responsável pelo crescimento de uma nação, foi alijada do poder por intelectuais de gabinete, e por isso ela vota maciçamente no PT.

Na China, os intelectuais foram ativamente perseguidos durante a famosa Revolução Cultural. As universidades permaneceram fechadas por praticamente dez anos, para o desespero deles. Hoje, o povo chinês acredita que foi justamente isso que colocou o país no eixo. “Os intelectuais foram obrigados a fazer algo que nunca fizeram, a trabalhar no campo como nós”, disse-me um porteiro de hotel em Beijing. “Os líderes de hoje são justamente aqueles que por dez anos não foram educados por intelectuais”, comentou nosso taxista em Xangai. A história do mundo está repleta de “revoltas das massas”, queimando livros e intelectuais.

Nos Estados Unidos, a intelligentsia é malvista, como gente que somente usa o intelecto e nada mais, que só critica e nada produz de prático ou pragmático.

Definir-se como “intelectual”, como muitos fazem, é visto como uma atitude elitista e arrogante. Afinal, todo ser humano, por mais humilde que seja, tem de usar o intelecto para desempenhar sua função, desde o porteiro do prédio até o motorista do ônibus escolar de seu filho.

Essa é a verdadeira questão por trás da atual crise do PSDB. Desde 2004, há uma divisão declarada no partido entre “os que trabalham e os que escrevem artigos de jornal”, como disse em público um de seus mais destacados membros do baixo clero.

Quais as conseqüências práticas de tudo isso?

Em primeiro lugar, a América Latina não está dando uma guinada para a esquerda, como acreditam alguns, mas uma perigosa guinada contra a intelligentsia nacional, ou seja, justamente o contrário. É o feitiço virando contra o feiticeiro, o que tantas vezes ocorre na história, a começar pela Revolução Francesa.

Em segundo, os investidores internacionais percebem que não correm perigo na América Latina, tanto que o risco Brasil nunca esteve tão baixo, justamente porque eles acreditam que Lula não fará loucuras em seu segundo mandato presidencial, se for reeleito. Eles têm certeza de que ele não usará teorias heterodoxas nunca antes testadas, e sim o bom senso, na medida do possível.

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os “com-diploma”, começando com jornalistas e aqueles “que escrevem artigos em jornais”. Seria o fim da imprensa como a conhecemos.

Deixar de lado os intelectuais, como muitos países fazem, obviamente não é a solução. Exigir que sejam mais pragmáticos, mais realistas, menos dogmáticos é uma forma mais acertada de resgatar a verdadeira função deles.

Toda nação precisa de centenas de milhares de pessoas que analisem seus problemas corretamente e apresentem não dogmas do passado, mas soluções para o futuro. Mas, se essa onda sair do controle, quem irá defender nossos intelectuais contra um movimento que muitos deles ajudaram a iniciar?
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– A chance do Grêmio se redimir foi por vaia abaixo!

Eu era contra o clube como instituição ser punido com severidade por culpa de alguns poucos idiotas racistas. Os verdadeiros criminosos eram uma minoria, pensava eu inocentemente.

Depois de ontem, mudei de opinião.

Ao ver que o Grêmio nada preparou de especial para o jogo de ontem contra o Santos e o reencontro do goleiro Aranha (discriminado racialmente e ofendido como pessoa), creio que o clube deve ser responsabilizado pelos atos de sua torcida sim!

Ao invés da diretoria preparar algo reconciliatório, uma forma de se desculpar e mostrar que é contra o Racismo, nada fez. Que tal somente permitir famílias no estádio? Promover uma campanha anti-racista entre as crianças? Aplaudir a entrada de Aranha? Levar negros históricos que por lá jogaram?

Nada. Nada e nada.

A torcida vaiou e xingou Aranha do aquecimento até o fim. Parecia que ele não era vítima, mas vilão! Nas redes sociais, torcedores mais fanáticos alegavam que ele era, pasmem, “culpado pela desmoralização de uma moça trabalhadora e pela eliminação do Tricolor Gaúcho fora das 4 linhas”.

Revoltante. Não são homens de verdade… Triste e sem comentários.

Alguns, mais idiotas do que os idiotas do jogo anterior, xingavam protegendo a boca para não serem flagrados na leitura labial. Aí não dá.

Que se puna ainda mais. Mas como, se nas observações do jogo na súmula da partida, está redigido: “nada houve de anormal”?

Que chance o Grêmio perdeu em dar a volta por cima…

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– Ebola faz cidadãos repensarem a vida!

PENSE DUAS VEZES ANTES DE RECLAMAR DOS SEUS PROBLEMAS: na Monróvia, capital da Libéria, um bairro de 75 mil pessoas é isolado com arame farpado para que os infectados pelo Ebola não se misturem com o restante da população.

West Point, um dos muitos vilarejos pobres africanos, vive um verdadeiro confinamento dos moradores. Soldados cercam as saídas do bairro e quem se arrisca a atravessar a barreira militar leva um tiro de fuzil na perna.

Tudo isso para que a doença não se alastre mais ainda, já que o contágio se dá pelo contato. O problema é que comida e bebida estão acabando para o povo que ali reside e que não pode sair. A Prefeitura não consegue manter o suficiente de alimentação para a população local.

Para quem não sabe, o Ebola é uma doença que faz com que o corpo tenha hemorragias e grandes feridas na pele. Sua cura ainda é um mistério, embora os medicamentos experimentais tenham conseguido salvar algumas vidas.

Compartilho, abaixo:

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TIROS EM DOENTES DE EBOLA

(extraído da Revista “Isto É”, ed 2335, pg 25, por Antonio Carlos Prado

Não bastasse o pavor de morrer de vírus, agora há também o pavor de morrer de bala. E de porrete. O vírus é o do ebola, que já matou 1,6 mil pessoas no continente africano; a bala é de fuzil, no mais absurdo e cruel método que as autoridades encontraram para tentar frear a propagação da doença: atirar nas pernas de quem tenta sair ou entrar nas regiões que estão sendo isoladas por grades, portões e arame farpado quando há a suspeição de que nelas (ainda) viva alguém infectado. Está-se errando a mira. Em vez de a barbárie acertar as pernas, ocorre o efeito colateral de acertar o peito, e pelo menos três enfermos já foram fatalmente alvejados pela medicação de pólvora e chumbo. Na Monróvia, capital da Libéria e um dos epicentros do surto, policiais cercaram na semana passada o bairro de West Point (75 mil confinados). Nele e em outros locais a população tenta furar o bloqueio porque lhe falta água e comida, as ruas estão infectas e, além do ebola, outras doenças brotam.

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– As Punições Descriteriosas no Futebol Brasileiro

Há muito vemos punições injustas dentro do esporte nacional. Em alguns casos, os auditores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva se mostram totalmente alheios à defesa ou acusação dos envolvidos e tomam decisões passionais.

Claro: se o envolvido for um time grande do eixo RJ-SP, a tendência é a de que as penas sejam mais brandas.

Mas veja só: neste final de semana, jogaram Tombense/MG x Operário/MT pela série D do Campeonato Brasileiro. O goleiro mato-grossense Igor (que é negro) reclamou que durante o aquecimento foi chamado de “macaco”. Aos 36 minutos de jogo, quando ele estava para cobrar um tiro de meta, resolveu se virar para a arquibancada e dar um bico na bola contra os torcedores, alegando que a torcida mineira cantava em coro: Aranha, Aranha.

E aí, alguém será punido? O Grêmio/RS foi excluído da Copa do Brasil. O Tombense será excluído da série D, ou como a repercussão foi nula ou quase inexistente, nada acontecerá?

Aliás, mantenho a curiosidade: se Grêmio x Santos fosse pela série A do Brasileirão, o clube gaúcho seria excluído? Eliminar uma equipe que já perdeu em casa por 2 x 0 em um torneio mata-mata é fácil…

Outra dúvida: se racismo é crime por preconceito racial, homofobia também é. Nunca vi um jogo ser paralisado por discriminação sexual! E é fato comum que jogadores sejam ofendidos em campo com palavras pejorativas. Ou vai dizer que nunca se ouviu o coro contra o atleta Richarlysson e tantos outros? Como ele nunca se queixou, a questão morre por aí mesmo. Mas se um jogador se assumir homossexual e ouvir “bicha” das arquibancadas, se parará a partida e o clube será excluído pelo STJD? Estou pagando para ver!

Fico com dó dos árbitros: a eles são atribuídos os adjetivos de ladrão, gaveteiro, viado, corno, fdp e tantos outros xingamentos. Mas aí é outra história: eles não têm torcida para reclamar a favor deles e tais reclamações fazem parte da cultura do futebol.

Pior é a punição (ou falta de) aos clubes e dirigentes que não cumprem as obrigações financeiras. Já viu algum time brasileiro perder ponto ou ser excluído de competição por não pagamento de obrigações trabalhistas ou simplesmente pelo calote nos salários?

O Grêmio Barueri vive uma situação vexatória com jogadores fazendo greve por falta de recebimento. O tradicionalíssimo Guarani de Campinas viu a renúncia do seu 3o presidente após o não pagamento dos salários de Junho na última 5a feira (estamos em Setembro…). Sem falar de Vasco da Gama e Botafogo, com dívidas milionárias mas que se mantém ilesos de qualquer pena.

Não deveríamos ter um Tribunal de Penas onde as condenações fossem aplicadas automaticamente ao invés de julgadas por senhores passionais? Tudo pré-determinado: atrasou pagamento e os jogadores se queixaram, pena X. Houve preconceito de torcida, pena Y. E por aí em diante…

E você: o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Racismo, de novo? E até quando?

– Há muito tempo, se discute o a prática do racismo nos estádios e não se vê eficácia alguma nas atitudes tomadas para evitá-lo.

– Há pouco tempo tivemos Daniel Alves sendo atingido por chuvas de banana, em mais um episódio de racismo.

– Há menos tempo ainda, Arouca foi ofendido por ato racista em Mogi Mirim.

– Há algumas horas, Aranha, goleiro do Santos, foi chamado de macaco na partida Grêmio x Santos.

– Imaginaram o jogador que está em campo trabalhando e sendo chamado de animal única e exclusivamente pela cor da pele?

– Imaginaram o tipo de educação que esses agressores verbais e morais tiveram para quererem gratuitamente inferiorizarem um ser humano?

– Imaginaram que tipo de prazer essas pessoas devem sentir em ofenderem alguém e sorrirem por tal conduta, com manifestação de vanglória?

– Imaginaram o sentimento da filha, da esposa, do pai ou da mãe do ofendido?

*********

Amigos, nessa quinta-feira novamente vimos o quão baixo e horroroso pode agir o ser humano a um irmão seu. Se ali em Porto Alegre a maioria é de pele branca, que raio de manifestação de supremacia racial foi inserida na mente desses idiotas para acreditarem que são superiores a quem tem pele de outra cor?

Estamos no século XXI. O homem chegou a Lua, criou a Internet e reduziu as distâncias de comunicação, inventou maravilhas que nos trazem comodidade, clonou animais e às vezes quer brincar de Deus. E, nesse mesmo mundo de tamanha inteligência, convive-se com aqueles que não conseguem entender que só existe uma única raça: a raça humana, de pela branca, negra, vermelha ou amarela.

E como resolver isso?

Se os jogadores não tomarem uma providência, a acomodada CBF vai permanecer demagoga alegando ser um problema social e mundial. Defendo uma greve de protesto! Paralisação da próxima rodada para chamar a atenção (e que se jogue o problema de datas prejudicadas por culpa de calendário aos cartolas). Mais: punição severa ao Grêmio! O que de efetivo foi feito quando macabramente louvaram o trágico acidente que vitimou o ex-jogador Fernandão?

Infelizmente, o discurso é de que quem faz isso é a minoria. Mas não é a maioria que defende o estádio de futebol um lugar permitido para extravasar, xingar, onde tudo pode?

De tantos idiotas racistas, as câmeras flagraram uma moça jovem, loira, desinibidamente chamado o jogador de macaco. Nas redes sociais já a identificaram com precedentes de intolerância. Sobrará apenas para essa menina, bonitinha e ordinária?

Mas e os demais?

Ninguém prendará uma gangue de torcedores. Provavelmente nem mesmo a jovem identificada (lembre-se: racismo é crime). E veremos o mesmo filme já visto após tais constrangimentos: clima de comoção, muito discurso e pouca ação duradoura que resolva o problema de verdade.

Por fim, vale a pena ler a declaração do goleiro pós-jogo:

A outra vez que viemos aqui jogar a Copa do Brasil tinha campanha contra racismo, não é à toa. Xingar, pegar no pé é normal. Agora me chamaram de ‘preto fedido, seu preto, cambada de preto’… Estava me segurando. Quando começou o corinho com sons de macaco eu até pedi para o câmera filmar, eu fiquei p… .Quem joga aqui sabe, sermpre tem racista no meio deles. Está dado o recado, agora é ficar esperto para a próxima. Tem leis, mas no futebol sabemos que o torcedor usa de várias maneiras para desestabilizar. Não vou deixar de jogar o meu futebol por manifestação de torcedor. Dói, mas tenho que jogar.

Sem comentários… simplesmente, disse tudo!

O link dos xingamentos está em: http://www.youtube.com/watch?v=XSBlzf_5EfA

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– Moscas Varejeiras podem transmitir até… câncer?

E se alguém lhe dissesse que uma simples mosca varejeira pode causar peste bubônica, gastrite, úlcera e câncer de estômago?

É o que um importante estudo da Unicamp mostra.

Abaixo, extraído da Revista Fapesp (link em http://agencia.fapesp.br/19628)

MOSCAS VAREJEIRAS CARREGAM ALTA PORCENTAGEM DE BACTÉRIAS QUE CAUSAM DOENÇAS EM HUMANOS

Por Karina Toledo, de Campinas

Cerca de 30% dos microrganismos encontrados em moscas varejeiras são capazes de causar doenças em seres humanos, revelou um estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da PennState University, dos Estados Unidos, e da Nanyang Technological University, de Cingapura.

Entre as bactérias encontradas nos corpos dos insetos estavam a Yersinia pestis, causadora da peste bubônica, a Helicobacter pylori, associada ao surgimento de gastrite, úlcera e câncer de estômago, e diversas espécies que podem provocar gastroenterite, pneumonia e infecções urinárias.

Os dados foram apresentados por Ana Carolina Martins Junqueira, pesquisadora do Singapore Centre on Environmental Life Sciences Engineering (Scelse), de Cingapura, durante o evento “Advanced Topics in Genomics and Cell Biology”, realizado entre os dias 4 e 6 de agosto na Unicamp.

“Todo mundo sabe que moscas são insetos sujos, mas o índice de bactérias patogênicas foi tão alto que ficamos assustados. É o microbioma mais patogênico já descrito. Vamos iniciar agora alguns experimentos para descobrir se elas apenas transportam os microrganismos ou se podem, de fato, transmitir essas doenças para as pessoas ao pousar na comida, por exemplo”, contou Junqueira.

Os cientistas analisaram a microbiota encontrada no corpo de 127 moscas, de 19 espécies que costumam ser atraídas por matéria orgânica em decomposição. Os insetos foram coletados em 12 locais diferentes do Brasil e dos Estados Unidos durante o pós-doutorado de Junqueira – realizado na Unicamp com apoio da FAPESP.

Nos arredores de Campinas, a coleta foi feita em um hospital público, um mercado de comidas, um parque de área urbana e um lixão. Também foram realizadas coletas em uma reserva natural da Floresta Amazônica e em seis estábulos de diferentes espécies de animais criados no campus da PennState University, em University Park, Pennsylvania. Uma linhagem foi mantida em um laboratório do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (CBMEG/Unicamp) como controle.

Originalmente, contou Junqueira, o objetivo do projeto era sequenciar o genoma mitocondrial de 20 espécies de moscas pertencentes à ordem Diptera, bem como estudar a evolução desses insetos com auxílio de plataformas de sequenciamento de nova geração.

“No início, tive certa dificuldade para sequenciar determinados fragmentos do genoma. Posteriormente, conheci Stephan Schuster, na época professor da PennState University, que se interessou pelo trabalho e decidiu colaborar”, contou Junqueira.

Schuster propôs que a melhor maneira de mapear o genoma mitocondrial seria sequenciar tudo que havia nas moscas coletadas, inclusive a microbiota por elas transportada, e depois filtrar os genomas associados (metagenoma) durante a etapa de análise dos dados. “Primeiro sequenciamos apenas a cabeça, depois o tórax, o abdômen e, por último, patas e asas”, contou a pesquisadora.

Após terminar o pós-doutorado, Junqueira trabalhou com Schuster nos Estados Unidos para fazer a análise do metagenoma. Para isso, foi necessário desenvolver novas técnicas, de modo a otimizar o tratamento e a categorização do imenso volume de dados gerados pelos métodos de sequenciamento de nova geração.

“Por meio de análises estatísticas dos microrganismos encontrados, foi possível separar as moscas de ambiente urbano, as da Amazônia, as de ambiente rural e as de laboratório. Isso mostra que o ambiente tem um peso muito maior na modulação do microbioma do que a espécie em si”, disse Junqueira.

De acordo com a pesquisadora, o número de patógenos encontrados nas moscas de ambientes urbanos foi muito maior que nas demais, provavelmente porque nesse ambiente há maior quantidade disponível de lixo e de matéria orgânica em decomposição.

“O grande problema é que esses insetos comutam facilmente entre um ambiente sujo, como um lixão, e o churrasco das nossas casas. Nas moscas coletadas dentro do hospital, por exemplo, encontramos bactérias responsáveis por dois terços das infecções hospitalares do mundo”, disse Junqueira.

Além das bactérias patogênicas para humanos, acrescentou a pesquisadora, também foram encontradas espécies que podem causar doenças em animais e em plantas.

“Defendemos a hipótese de que esse tipo de inseto pode ser usado como sensor ambiental e ajudar a predizer surtos, principalmente em regiões de fronteira, portos, aeroportos. Poderíamos monitorar a contaminação dos ambientes por meio da análise do microbioma das moscas”, afirmou a pesquisadora.

AEDES

Atualmente no Singapore Centre on Environmental Life Sciences Engineering, Schuster e Junqueira estão usando a mesma abordagem criada no estudo com moscas varejeiras para investigar o microbioma do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

“O objetivo é ver se há diferença entre os microrganismos encontrados em mosquitos infectados pelo vírus da dengue e os não infectados. O estudo ainda está no começo e, por enquanto, só trabalhamos com espécimes de laboratório. Mas já vimos diferenças entre as bactérias existentes nesses dois grupos”, explicou a pesquisadora.

No futuro, os cientistas pretendem investigar a possibilidade de inibir a infecção do mosquito pelo vírus por meio da modulação do microbioma existente em seu corpo.

Paralalelamente, Junqueira também colabora com pesquisadores do Laboratório de Genética e Evolução Animal do CBMEG/Unicamp, liderado pela professora Ana Maria Lima de Azeredo-Espin. O grupo analisa microRNAs de diferentes espécies de moscas varejeiras e pragas da pecuária para tentar entender a regulação de genes envolvidos no hábito alimentar desses insetos, com o apoio da FAPESP.

“O estudo poderá gerar dados a respeito de fatores genéticos das moscas que estão associados à atração por matéria orgânica em decomposição ou tecidos vivos, além de proporcionar dados fundamentais para o estudo da interação hospedeiro-microbioma”, contou Junqueira.

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– O que os Filhos de Roger Abdelmassih pensarão?

O cirurgião Roger Abdelmassih, foragido da Polícia, foi preso no Paraguai. Ele tem pena de quase 300 anos de prisão por abusar sexualmente de mais de 60 pacientes em sua clínica de fertilização. O caso escandalizou o Brasil na época, e o renomado médico se viu em maus lençóis.

Depois de condenado, ele se casou com uma Procuradora de Justiça 35 anos mais nova do que ele, com quem tem gêmeos (ainda bebês). Fico pensando: o que os filhos das vítimas que foram estupradas pensam dele hoje (já que a maioria deve estar na adolescência e juventude)? E os da relação consentida com sua nova mulher, terão que visão do pai?

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– O App para Celular mais desejado pelos pais!

Sabe aquela situação que você liga, liga, liga… e ninguém atende?

Imagine seu filho(a) na “balada” e você aguardando o retorno?

Pois é: já existe um aplicativo que bloqueia o celular até que ele(a) retorne a ligação para o pai ciumento. E viva a tecnologia!

Em: http://blogs.estadao.com.br/link/app-bloqueia-celular-de-filhos-ate-que-eles-retornem-ligacao-dos-pais/

APP BLOQUEIA CELULAR DE FILHOS ATÉ QUE ELES RETORNEM LIGAÇÃO DOS PAIS

IgnoreNoMore, disponível para Android, força crianças e adolescentes a ligarem de volta para seus pais; caso contrário, tela do celular fica ‘preta’

Por Bruno Capelas

Quem é pai sabe o quanto é irritante ligar para os filhos para saber se eles estão bem e eles não atenderem nem darem um mísero sinal de vida. A americana Sharon Standifird, do Texas, se cansou disso e resolveu criar uma solução para ter respostas dos filhos: ela é a mente por trás do IgnoreNoMore, um aplicativo que bloqueia todas as funções do celular da criança ou do jovem até ela ligar de volta para seus pais.

Sim, é isso mesmo que você leu: se o pai ligar, você não atender e não ligar de volta, nada de jogos, nem de curtir o post dos amigos no Facebook ou até mesmo mandar um WhatsApp para a galera, deixando a tela do celular toda preta. A única exceção para a tela preta é que o filho pode fazer chamadas de emergência.

O aplicativo tem só um pequeno problema: é preciso que os pais instalem e ativem o IgnoreNoMore no celular dos filhos — algo que não acontece com tanta frequência assim, não é mesmo? Depois de ativado, entretanto, o app só pode ser removido com autorização dos pais.

Por enquanto, o IgnoreNoMore está disponível apenas para Android, e custa US$ 1,99 por cada celular ‘bloqueável’. Uma versão para iOS está sendo desenvolvida em breve.

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– O Sacramento do Batismo é para Todos

Na última semana, no dia da Padroeira da Cidade (Nossa Senhora do Desterro, 15/08), Dom Vicente Costa, bispo diocesano, disse aos fiéis em seu sermão algo que é importante para aqueles que não se sensibilizam com a necessidade de Evangelização dentro da realidade do século XXI. Ele anunciou que a Diocese de Jundiaí não medirá esforços para levar o Batismo aos filhos de casais homossexuais e aos filhos de casais heterossexuais não casados. Tal ponto vem de encontro com o que pediu o Papa Francisco há dias, sobre ministrar o Sacramento da Iniciação Cristã a todos.

O curioso foi a exemplificação do Pontífice: ele falou que se existissem alienígenas com vida inteligente como nós, também seriam criaturas de Deus com direito ao Batismo, e a partir dele, deixariam o paganismo e se tornariam Filhos da mesma Fé.

Ora, é importante levar às crianças o Sacramento Batismal, e que elas possam confirmar a mesma fé com o Sacramento da Crisma. Custa aceitar que o comportamento sexual dos pais seja determinante para a exclusão dos inocentes na comunidade cristã.

Parabéns ao Chefe da Igreja Católica por levar adiante o pedido de Jesus: “Ide a todo mundo e pregai o Evangelho a toda à criatura”. E tão louvável seja o desejo do Bispo Dom Vicente.

Lembremo-nos sempre: não é apologia da Igreja ao homossexualismo, mas respeito ao irmão homossexual para se insira na vida comunitária sem sofrer discriminação. Afinal, não foi o próprio Cristo quem nos ensinou a fugir do pecado e amar ao pecador?

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– Comemos coisas Saudáveis?

Leio a Revista Época (Ed 884, pg 88) intitulada “Prato à Mesa” e assustei!

Veja o aumento de consumo de “algumas coisas não tão boas” se consumidas em excesso, nos últimos 40 anos:

-Biscoitos: 207%

-Refrigerantes: 46%

-Embutidos: 189%

-Açúcar: 91%

-Leite: 100%

-Iogurte: 700%

Sem comentários…

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– Sem Teto novamente!

Já ouviu falar em Guilherme Boulos?

Ele é o líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), pessoal paralelo ao MST, que se classifica como “sem terra”.

Nas últimas duas semanas, o MTST vem protestando contra tudo! Invadiu propriedades particulares e, acreditem, manifestaram-se até contra a falta de antenas de telefonia!

O curioso foi: num dos acampamentos, onde se pregava o assentamento, havia 4000 barracas no Morumbi! Mas elas eram de… mentirinha! Foram montadas barraquinhas em espaço diminuto para apenas ocupar espaço!

Segundo a Folha de São Paulo, a maioria dos manifestantes do movimento TEM TETO e não ocupavam os assentamentos.

Abaixo, extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/07/1488391-sem-teto-inflam-invasao-na-zona-oeste-de-sao-paulo-com-barracas-vazias.shtml

SEM-TETO INFLAM INVASÃO NA ZONA OESTE DE SÃO PAULO COM BARRACAS VAZIAS

Por fora, o que se vê é um mar de barracas de lona cobrindo um terreno equivalente a oito campos de futebol. Dentro, o que não se vê é sinal de gente na maioria delas.

Nos 60 mil metros quadrados do Portal do Povo, área invadida no Morumbi (zona oeste), 4.000 famílias estão instaladas há quase um mês para reivindicar casa própria, segundo divulga a coordenação do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).

A Folha esteve por dois dias seguidos no local, em horários diversos, e verificou que a maioria das barracas só serve para demarcar território –e tentar vaga futura no cadastro da casa própria.

O movimento era pequeno tanto de dia como à noite, semelhante ao de algumas invasões de sem-terra no interior do país décadas atrás.

Com cerca de dois metros quadrados cada, as barracas estão fincadas na parte plana do terreno e também em uma encosta íngreme. Abertas nas laterais, a maioria tem os nomes dos “ocupantes” pintados com tinta branca.

Nas barracas, porém, não há espaço para a permanência de uma pessoa adulta ou mesmo de uma família. O que se vê dentro é apenas mato.

O comando do movimento alegou, após ser questionado, que as 4.000 famílias “ocupam” a área, mas que há um revezamento durante a noite.

“O fato de não dormirem 4.000 famílias lá não significa que não precisem de moradia. São pessoas que vivem no entorno em situação precária”, disse Natalia Szermeta, coordenadora do MTST.

Por volta das 19h, uma assembleia do MTST chegou a reunir cerca de 400 pessoas no Portal do Povo. Duas horas e meia depois, ele começou a ser esvaziado de novo.

Após assinar a lista de presença no final da assembleia, a maioria foi embora, formando fila no ponto de ônibus.

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– Violência contra crianças com imagens chocantes da Disney

Saint Hoax é artista plástico, e preocupado em colaborar contra a violência infantil, resolveu criar imagens das Princesas da Disney em situações difíceis. Em algumas, Ariel e Jasmine sendo molestadas pelos seus pais. Em outras, espancadas!

É chocante, e esse foi o propósito. Mas será que houve exagero ou não?

Vale para chamar a atenção da causa… embora, concorde com muitos: as imagens podem chamar a atenção mais das crianças inocentes do que com os adultos!

As menos fortes são essas:

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– Ataques Boko Haram contra Igrejas e Esportistas se intensificam na Nigéria

Enquanto as atenções do mundo estão voltadas para o futebol na Copa do Mundo, terroristas nigerianos assustam o seu país!

Os radicais do Boko Haram, grupo que sequestrou dezenas de meninas forçando-as à conversão islâmica e as proibindo de estudar, pois, segundo eles, a Educação pelo modelo ocidental fere os preceitos de Alá, atacaram na semana passada torcedores em bares e locais públicos, distraídos com o jogo da Seleção da Nigéria. No último domingo, atacaram 4 igrejas durante as Missas.

A idéia desses fanáticos é separar o norte do país, criando um estado muçulmano e radical. Para isso, matam inocentes!

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– Viver na Coréia do Norte

Há anos, morreu o ditador Kim Jung-il, o líder da Coréia do Norte que tornou aquele país um alvo mal visto do ocidente, devido a dura imposição do regime comunista, totalitário, e gastos absurdos com militarização e programa nuclear. Mas depois da posse de seu filho, Kim Jong-Um, nada mudou.

Hoje a paupérrima República Norte-Coreana proíbe uso de aparelhos celularessó há TV estatalcarros apenas para executivos do partido comunistatodos devem se recolher para suas casas até as 21h;inexiste internetroupas e comida são controladas pelo governo.

Abaixo, o relato detalhado:

O COTIDIANO NA CORÉIA DO NORTE

Estamos verdadeiramente em outro planeta, se compararmos a nossa vida com a dos norte-coreanos.

Leio na Superinteressante (Revista Superinteressante, Ed Outubro/2010, pg 42-43, por Alexandre Rodrigues, João Guitton, Samuel Rodrigues e Vanessa Reyes), um infográfico sobre como é o dia-a-dia na Coréia do Norte, que talvez seja a maior e mais fechada ditadura comunista do mundo, controlada ao extremo pelo PC local e pelo seu governo totalitário.

Ter celular dá cadeia; o figurino das ruas é sempre o mesmo e o Governo controla até o seu sono. Veja se você se habituaria a um lugar como esse:

DESPERTADOR COLETIVO – às 7h da manhã, alto-falantes despertam a nação. Em cada domicílio e escritório, uma caixa de som na parede toca a rádio estatal.

KIM FILHO – A cara do presidente Kim Il-Jung, herdeiro de Il-Sung, está em todas as ruas, casas, escolas, fábricas, repartições. Lojas têm fotos de Il-Jung fazendo compras ali.

COLETIVO – Os poucos carros vão para os funcionários públicos mais graduados. O comum é ir trabalhar a pé, de bicicleta, em ônibus elétricos e, principalmente, de metrô.

SEM SINAL – Não há semáforos, e nem fazem falta, pois há poucos carros. Policiais conhecidas como “damas do tráfego” direcionam o trânsito.

SUL MARAVILHA – Vindos da Coréia do Sul, balões com pacotes caem do céu. Eles trazem dinheiro, camisetas e panfletos contra a Coréia do Norte.

NOITE FRACA – Às 21h, todos já estão em casa. Não há vida noturna nem na capital, exceto uma boate e um cassino para estrangeiros.

VERSÃO OFICIAL – A mídia admite problemas no país, mas é tudo ‘culpa do imperialismo americano e seus lacaios sul-coreanos’. Ninguém tem acesso à internet para checar os fatos.

LOOK BÁSICO – A maioria das roupas são dadas pelo Estado. Homens ganham conjuntos estilo Mao, azuis ou pretos. Mulheres, blusas brancas e beges, saias pretas e azuis. Crianças, o uniforme escolar.

RAÇÃO – A comida é racionada, e é preciso ir buscá-la todos os dias em lojas do governo. Cigarros, bebidas e congelados são contrabandeados da China.

CIRCO SEM PÃO – Estádios lotam com os participantes da ‘diversão coletiva’. São espetáculos coreografados, parecidos coma abertura dos Jogos Olímpicos – só que sem os jogos.

SE TRUMBICA – Na rua, não se vê celulares – até pouco tempo atrás, quem tivesse um podia pegar pena de morte. Há poucos orelhões, pouco usados. Ligar para quem, se ninguém tem telefone?

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– Triste: as Meninas no Tráfico!

Veja só: o Estado de São Paulo trouxe uma impressionante matéria sobre como os traficantes se utilizam de jovens meninas para o tráfico de drogas. Maria Isabel Melo, diretora de uma das “Fundação Casa” – antiga FEBEM – diz que elas “são tão pequenas que ainda fazem xixi na cama”.

Assustador e triste…

Extraído de: http://www.jornalalobrasilia.com.br/ultimas/?tipo=NOT&Desc=Nacional&IdNoticia=25946

TRÁFICO USA CADA VEZ MAIS MENINAS EM SP, DIZ FUNDAÇÃO

O recrutamento de meninas com menos de 14 anos para atuar no tráfico de drogas aumentou, segundo estatísticas da Fundação Casa. A parcela feminina menor de 14 anos respondia, em 2005, por 9,8% das internações do sexo feminino e 19,3% delas eram internadas por tráfico, infração que perdia no ranking da criminalidade para o roubo. No primeiro semestre de 2009, o índice de pequenas infratoras subiu para 12,1%, conforme números levantados a pedido do Estado, e 35% delas são privadas de liberdade por comércio de tóxicos, o líder absoluto em delitos.

O tráfico tem recrutado as chamadas “garotas-propaganda” para ampliar as vendas, uma estratégia usada até nas áreas mais devastadas pelo uso de entorpecentes, como a cracolândia, no centro de São Paulo. As meninas viram fonte de renda para organizações criminosas e ficam responsáveis por administrar pequena quantidade de crack e cocaína. Muitas vendem para ganhar o que abastece o próprio vício.

Walter Varanda, pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), que há duas décadas trabalha com a ligação entre drogas e pessoas em situação de rua, observou a chegada das meninas ao crack no último ano. “O que ainda precisamos descobrir é de onde essas garotas estão vindo, se são situações de ruptura familiar, de violência doméstica… Elas encontram na droga sensações de engrandecimento que não conseguem em outros contextos.”

A utilização de meninas menores como “isca” de usuários acontece na cracolândia, que recebeu na semana passada uma ofensiva de 20 órgãos públicos para tentar coibir o uso de crack ao ar livre, que se registra há 20 anos. Entre os dependentes crônicos, enrolados em cobertores, que se espalham pelas calçadas da região central da capital paulista, garotas de aparência inferior a 16 anos, arrumadas, banho tomado e porte sedutor, se destacam por serem polos flutuantes de comércio de pequena quantidade de crack. E elas também são usuárias, em substituição ao “escambo” que sempre marcou o local.

Prostituição

Para as meninas, o mesmo ofício deixa ainda mais próximo outro destruidor da infância: a prostituição. “Existe um consórcio entre o mercado do sexo e o de drogas”, afirma a socióloga Graça Gadelha, consultora na área de combate da exploração sexual de crianças. “A associação se dá por dois fatores. Ou porque a menina precisa da droga para conseguir conviver com a situação de múltiplas relações sexuais ou porque a droga é moeda de pagamento da dívida pelo vício, o que coloca mais obstáculos para a menina sair dessa situação”, completa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

– Vovolescentes da Internet

Sabe aquele adolescente que fica fascinado ao descobrir a Internet e o Mundo Virtual? Agora, imagine idosos e idosas que “renascem” ao navegarem na Web!

Eu conheço pessoas queridas como nessa bacana matéria abaixo. E você?

Extraído de: Revista Isto É, pg 82, ed 2274

VELHINHOS CONECTADOS

Eles invadiram as redes sociais, batem papo pelo computador, editam vídeos, enviam fotos, mantêm blogs e formam o grupo que mais cresce entre os usuários de internet no Brasil

Por Juliana Tiraboschi

Eles gostam de aprender coisas novas, recorrem frequentemente ao computador para pesquisar sobre os mais variados assuntos e adoram usar a internet para conversar com os amigos e conhecer gente. Pode parecer, mas esse não é o perfil médio dos jovens da geração X ou Y. Trata-se, na verdade, da descrição de um contingente de usuários da rede que só aumenta: o das pessoas com mais de 50 anos. Divulgada em maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pesquisa “Acesso à internet e posse de telefone móvel celular para uso pessoal” constatou que, entre 2005 e 2011, aumentou em 222,3% o número de brasileiros com 50 anos ou mais de idade que entram na internet. Isso representa um aumento de 2,5 milhões para 8,1 milhões de pessoas no grupo dos conectados maduros. Foi a faixa etária que teve o maior crescimento no período.

Quem trabalha no meio não fica surpreso com esses números. “Os idosos têm muita fome de conhecimento”, diz Sérgio Contente, presidente de uma empresa de softwares e mantenedor da fundação que leva seu nome e promove cursos de informática para jovens carentes e para o público da terceira idade. Para ele, os membros desse grupo que ainda estão fora da rede gostariam de aprender a navegar pela internet e a usar softwares, mas têm receio de incomodar os familiares. Com base nos vovôs que frequentam os cursos, o incômodo seria mínimo. O que eles mais desejam é aprender a trocar e-mails, receber e enviar fotos, editar vídeos caseiros e usar o Facebook e o Skype para se comunicar com parentes e amigos.

Esse é o perfil de Luiza Soares Ribeiro, 88 anos. A dona de casa começou sua experiência com novas tecnologias ao ganhar um tablet de presente de uma de suas sete filhas em dezembro de 2012. Luiza aprendeu a dominar as funções básicas do aparelho e a utilizá-lo para colocar em prática seu passatempo favorito: jogar games de caça-palavras. Mas ela queria mais e, no início deste ano, soube de um curso básico de informática por meio de uma vizinha. Decidiu se matricular e aprofundar seus conhecimentos sobre navegação na internet. Gostou tanto que convenceu duas filhas – Mafalda Ribeiro, 68 anos, e Zoraide Trofino, 67 – a fazer o curso. Luiza frequenta um clube da terceira idade e diz que, apesar de uma ou outra dificuldade, aumenta o número de amigos que sabem lidar com as novas tecnologias. “Acho o Facebook um pouco difícil, a gente aprende mais devagar. Mas o que aparecer eu quero aprender”, afirma Luiza, que acabou de participar de uma oficina para conhecer as ferramentas da rede social.

Além dos laços afetivos, um grande impulso para a inserção dos idosos no mundo da computação vem da automatização de serviços como a declaração do Imposto de Renda e a movimentação de contas bancárias. A necessidade de estar em dia com esses avanços tecnológicos traz um efeito colateral benéfico. “É importante saber usar a internet, abre a nossa cabeça”, diz Mafalda, que gosta de usar o Facebook, ler notícias sobre novelas, pesquisar receitas e procurar informações sobre artesanato.

A bióloga aposentada Neuza Guerreiro de Carvalho, 83 anos, já é uma veterana na lida com os computadores. Começou a desvendar os segredos da informática em meados da década de 1990. “Meu filho e netos conversavam entre eles sobre o assunto e, para mim, era como ouvir chinês. Mas nunca fui de ficar por fora, então quis aprender”, diz. Sua principal motivação naquele momento foi usar o computador para registrar toda a história de sua família. “Não existia mais máquina de escrever, e não dava para escrever à mão”, afirma.

A familiaridade com o computador cresceu a ponto de, em 2008, a aposentada lançar o “Blog da Vovó Neuza”, que reúne textos sobre temas como cultura, arte, viagens e música clássica, seus hobbies favoritos. Para ela, o blog não é um passatempo, mas um trabalho. “Eu pesquiso, às vezes passo uma manhã inteira para escrever um post”, diz. Neuza comemora o fato de mais idosos estarem na rede, mas acha que eles ainda se contentam com pouco: “Tem gente que faz curso, compra computador e fica restrito a receber e-mail e repassar correntes de mensagens. Não sabe trabalhar uma foto, criar conteúdos ou fazer uma pesquisa.”

A psicóloga Andréa Jotta, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática, da PUC/SP, tem percebido um aumento tanto no interesse dos idosos em acessar a internet quanto na oferta de portais com informações e serviços voltados para esse público. “Geralmente, eles se adaptam bem aos tablets, por conta da tecnologia touch screen e da facilidade em acessar aplicativos das redes sociais”, diz. Criados num tempo em que ainda dava para confiar na palavra, eles têm dificuldade para se adaptar às medidas de segurança necessárias para navegar tranquilamente. “Os idosos caem mais facilmente nesses golpes que chegam por e-mail”, diz Andréa. Por isso, muitos têm medo de usar serviços de acesso online às contas bancárias.

Mas o número de vovôs que dominam informática cresceu tanto que algumas empresas colocam cabeças grisalhas para trabalhar em seus computadores. Especializada em serviços de call center, a TMKT, de São Paulo, contratou 100 pessoas acima de 50 anos desde março de 2012. “Essa faixa etária apresenta um pouco de lentidão na digitação e no aprendizado de abrir as telas do computador, mas a disciplina, a força de vontade e o comprometimento fazem com que vençam essas dificuldades”, diz Sulamita Miranda, gerente de RH da empresa. Mara Pereira da Silva, 60 anos, voltou a trabalhar no call center depois de se aposentar como secretária há quatro anos. Para a profissional, com um bom treino as pessoas mais velhas podem trabalhar de forma tão eficiente quanto gente mais nova. “É estimulante trabalhar junto com os jovens. A gente sente que está no mesmo nível de conhecimento deles”, diz. Sinal de que, além de conectar os idosos com o mundo, os computadores funcionam como um virtual elixir da juventude.

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– Sábio ditado de Rui Barbosa!

Certa vez disse Rui Barbosa (intelectual brasileiro, político, ministro, entre tantas coisas que esse grande homem foi no Brasil do começo da República):

Não se deixe enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem”.

Pois é: o que tem de picareta na sociedade, independente de idade, sexo, ou raça…

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– Uma Pílula Eficaz na Prevenção da Aids?

Uma vitória parcial da ciência: por R$ 14 mil dólares/ ano, você já pode se prevenir contra a AIDS. Mas não é a tão sonhada vacina, são pílulas preventivas.

Caro, não?

É mais fácil se prevenir através do sexo seguro: aos casais, mantendo a fidelidade. Sai muito mais barato…

Abaixo, extraído de: http://is.gd/jkbJH5

ESPECIALISTAS DOS EUA APROVAM PÍLULAS PREVENTIVAS CONTRA A AIDS

Consultores sanitários dos Estados Unidos recomendaram nesta quinta-feira a adoção da droga Truvada como a primeira pílula preventiva contra a Aids.

O Comitê de Aconselhamento de Drogas Antirretrovirais, que assessora a Food and Drug Administration (FDA), agência que regula os alimentos e os medicamentos nos Estados Unidos, aprovou por 19 votos contra 3 a prescrição do Truvada para homens homossexuais HIV-negativos, e por 19 votos a 2 (uma abstenção) receitar a droga para cônjuges não infectados cujos parceiros têm Aids.

O Truvada atualmente está disponível como tratamento para soropositivos em combinação com outras drogas antirretrovirais e a FDA o aprovou em 2004. A fabricante de medicamentos Gilead Sciences Inc., da Califórnia, apresentou uma solicitação para poder comercializá-lo com objetivos de prevenção.

Resultados de estudos de referência publicados em 2010 demonstraram que a droga, fabricada pela Gilead Sciences, ajudou a repelir o HIV em homens homossexuais que adotam comportamentos de risco de 44% para quase 73%.

Mas críticos observam que a pílula é cara – custa até US$ 14 mil ao ano – e outros alertam que o teste clínico não representa as circunstâncias do mundo real e poderia provocar um aumento na prática de sexo sem proteção e em uma retomada nos casos de Aids.

Os dados usados provêm principalmente do Estudo de Prevenção do HIV iPrEx, pesquisa realizada entre julho de 2007 e dezembro de 2009 em seis países: Brasil, Equador, Peru, África do Sul, Tailândia e Estados Unidos.

O estudo foi realizado com 2.499 homens homossexuais, inclusive 29 transexuais, com idades entre 18 e 67 anos, sexualmente ativos, mas não infectados com o vírus causador da Aids.

Os participantes foram selecionados ao acaso para tomar uma dose diária de Truvada – combinação de 200 miligramas de emtricitabina e 300 milligramas de tenofovir disoproxil fumaratoo – ou um placebo.

Aqueles que tomaram o novo medicamento com regularidade tiveram uma incidência quase 73% menor de infecções. Em todo o estudo, incluindo aqueles que não fizeram um uso tão seguido do Truvada, houve 44% menos infecções do que entre aqueles que tomaram o placebo.

O método de ingestão do medicamento antes da potencial exposição ao HIV é denominado profilaxia pré-exposição (PrEP).

Depois da publicação do estudo no periódico New England Journal of Medicine, alguns especialistas saudaram os resultados, denominando-os de uma virada de mesa e a primeira demonstração de que um medicamento oral já aprovado poderia reduzir a probabilidade de infecções por HIV.

No entanto, outros alertaram para os riscos de se depender nas pessoas – particularmente naquelas que já tiveram comportamentos de risco – em ingerir uma pílula diária.

“Poderá haver um aumento do risco para os homens que, acreditando falsamente estar 100% protegidos, parassem de usar preservativos. Uma redução no uso do preservativo significaria um risco maior de transmissão e disseminação de um vírus resistente a medicamentos”, alertou em um comunicado a Aids Healthcare Foundation.

“Os 44% que se beneficiaram do Truvada no estudo iPrex foram aconselhados mensalmente e fizeram exames frequentes para detectar infecções sexuais, algo que não é verossímil no mundo real”, acrescentou.

Os homens homossexuais representam mais da metade dos 56 mil novos casos de HIV nos Estados Unidos, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças do país.

Uma análise do custo e benefício, realizada no mês passado por especialistas da Universidade de Standford, sugeriu que o medicamento seria financeiramente viável entre homens gays com cinco parceiros ou mais ao ano, mas seria proibitivamente caro se promovido para todos os homossexuais masculinos.

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– São Paulo, a cidade que vai parar!

O trânsito da capital paulista é infernal, isso é sabido. Mas veja esse dado da CET (a Cia de Engenharia de Tráfego): existem 7 milhões de carros rodando. Nos 17 mil quilômetros de vias, se colocássemos todos os veículos enfileirados, sobrariam apenas… 3 mil km livres!

Daqui há um tempo, se todos os carros fossem colocados na rua um na frente do outro, simplesmente não haveriam espaços disponíveis.

Enquanto isso, o transporte público…

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– O Silêncio do Ocidente contra as Moças Sequestradas na Nigéria

Cerca de 200 moças foram seqüestradas na Nigéria enquanto estavam na escola, por um grupo radical islâmico, há quase 1 mês!

Como os fanáticos religiosos proíbem mulheres de estudarem, as fizeram de mercadoria e ameaçam vendê-las por US$ 15.00.

E o mundo se cala?

As jovens pobres da África não tem o mesmo valor? E se fossem americanas, brasileiras ou europeias?

Da BBC: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/05/140505_meninas_sequestradas_nigeria_mv.shtml

QUEM SÃO AS CENTENAS DE JOVENS SEQUESTRADAS NA NIGÉRIA?

Na noite do dia 14 de abril, homens armados – integrantes do grupo radical islâmico Boko Haram – invadiram um internato em Chibok, pequena cidade interiorana no Estado de Borno, no noroeste da Nigéria.

“Não se preocupem, não vai acontecer nada com vocês”, os invasores disseram às jovens estudantes que encontraram. Depois de se apoderar de alimentos e outros produtos encontrados no local, os homens colocaram fogo no prédio e partiram, levando-as.

Duas semanas após o sequestro, quase nada se sabe sobre o destino das mais de 200 jovens, a maioria entre 16 e 18 anos, que se preparavam para fazer seus exames finais.

Uma das hipóteses é a de que elas teriam sido levadas para Sambisa, um frondoso bosque cortado por riachos e habitado por antílopes e elefantes onde, antes da insurgência, moradores da região caçavam e pescavam.

Também há relatos de que algumas teriam sido vistas em caminhões na direção do Chade ou da República dos Camarões, onde seriam vendidas por US$ 15. Também na semana passada, surgiu a informação de que elas teriam sido forçadas a casar com sequestradores, que teriam pago US$ 12 por uma noiva.

Em um vídeo, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, confirmou que as jovens seriam vendidas. “Deus me orientou a vendê-las, elas são propriedades Dele e eu vou fazer o que ele me pediu”, disse.

Há mais de uma década, os militantes do Boko Haram estão empenhados em uma campanha violenta com o objetivo de derrubar o governo e estabelecer um Estado islâmico na região. O grupo se opõe ao que qualifica de “educação ocidental” de mulheres e quer a adoção da Lei Sharia (Lei Islâmica) no país.

Não há informações sobre as medidas tomadas pelo governo para resgatá-las – o que, segundo as autoridades, se deve à necessidade de não revelar detalhes por razões de segurança – e tão pouco sobre o número exato de estudantes sequestradas.

Inicialmente, falava-se em 230. Depois, houve relatos de que 40 teriam conseguido escapar. Posteriormente, o número se elevou para 276. E a cifra mais recente, fornecida à BBC pelo chefe de polícia nigeriano Tanko Lawan, é de que 223 meninas teriam sido sequestradas.

Em desespero, nigerianos saíram às ruas no dia 1º de maio para protestar e exigir que o governo faça mais para resgatar as jovens.

Quem seriam, no entanto, essas jovens que venceram o medo e apostaram na educação, um caminho arriscado em um Estado cuja capital é o berço do grupo Boko Haram?

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– Sou Branco, Sou Humano e Também sou Macaco!

#SomosTodosMacacos

Daniel Alves, jogador do Barcelona, foi hostilizado por racistas membros da torcida do Villareal (time cujo um dos ídolos foi o negro Marcos Senna). Jogaram uma banana para ele. O atleta pegou a fruta e a comeu, ironizando a atitude maldosa daqueles xenófobos.

Se negros, brancos, pardos, indígenas, amarelos são todos filhos de Deus, significa que existe só uma raça: a Raça Humana.

Somos todos um só. Somos todos “gente”. Somos todos humanos. Se os negros merecem bananas, também somos todos macacos.

Ótimo. DÊ UMA BANANA AO RACISMO!

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– Felicidade traz Depressão?

Jonathan Rottenberg é um renomado psicopatologista! E ele tem uma tese interessante: crê que o mundo “vive uma epidemia de depressão porque as pessoas querem se satisfazer a qualquer preço”.

Sabe aquela criança mimada que quer tudo e quando não tem fica emburrada? Assim também os adultos fazem, só que se deprimindo.

Ele alega que as pessoas têm a necessidade de buscar a felicidade pois foram condicionadas a isso, e tal situação faz mal a elas.

Aceitar a infelicidade é, portanto, saudável.

Profundo ou frustrante tal pensamento? Concorda ou discorda?

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– Mitos que você acredita?

Paranóia total! E os caras que se deixam levar pelos “mitos” da Internet?

Quantas vezes já não mataram no Facebook o Bolaños, ator de Cháves?

E as correntes que comprovam o grande golpe das Copas do Mundo: a venda da Copa de 98 pela Nike à Adidas, tirando o título do Brasil e entregando de mão beijada à França?

Antigamente (e muitos crêem piamente nisso): Elvis Presley não morreu!

Pior: e os que atribuem o atentado de 11 de setembro promovido pelos próprios americanos?

São teorias das conspirações criadas e espalhadas na Web. No futebol, todo mundo tem alguma sobre seu time. Aliás, dos 20 clubes do Brasileirão, o torcedor fanático de cada uma das equipes credita perseguição à sua agremiação nas redes sociais.

Agora a onda é dizer que o avião malaio foi sequestrado e está em algum lugar aguardando o resgate aos terroristas!

Conhece mais alguma dessas maluquices?

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– Como Nasce uma Favela!

A velocidade impressiona: o que dizer da Comunidade Nelson Mandela, uma favela à beira do Rodoanel que inexistia há 3 meses e, de repente, surgiram 7000 barracos?

Lá ainda não tem energia elétrica, mas bares e drogas… E, claro, participação do MST e até um “dono / prefeito / líder da comunidade”.

Abaixo, extraído de:

http://m.estadao.com.br/noticias/cidades,favela-com-7-mil-barracos-se-forma-as-margens-do-rodoanel,1155638,0.htm

FAVELA COM 7 MIL CASAS SE FORMA ÀS MARGENS DO RODOANEL

Por Felipe Resk

OSASCO – A imagem é estarrecedora. Pela fotografia aérea, se vê uma enorme área verde, às margens do Rodoanel Mário Covas, em Osasco, apinhada de pontinhos brancos por todos os lados do morro. Na foto não dá para perceber direito, mas cada pontinho daquele corresponde a um barraco de madeira. Mesmo os motoristas que atravessam à toda a rodovia se espantam. Três meses atrás, não havia nada ali. Como uma favela apareceu, assim, do dia para noite? O que muitos não sabem é que os moradores anônimos “daquela invasão lá do Rodoanel” já têm adjetivo pátrio e tudo. São mandelenses: da Comunidade Nelson Mandela.

O terreno, uma propriedade privada de dimensão desconhecida, começou a ser ocupado em 14 de janeiro, exatos 29 dias após o enterro do líder sul-africano Nelson Mandela em Qunu, vilarejo onde cresceu. Até então, os novos moradores eram poucos, vindos de periferias de Osasco e de cidades vizinhas, principalmente Barueri e Carapicuíba, todas da Grande São Paulo. Capinaram o mato alto, improvisaram umas cercas e, em dois ou três dias, os barracos estavam prontos. As toras de madeira encontravam-se fincadas no chão duro, as folhas de madeirite bem pregadas nas toras e havia qualquer coisa por cima de tudo, sejam lonas pretas ou telhas de zinco. Estágio da construção que na comunidade é classificado como “só falta entrar”. Porque mandelense não mora, mandelense entra.

Duas semanas depois, o número saltou para 500 casinhas de madeira, tão precárias quanto as primeiras, construídas em lotes que seguem, bem mais ou menos, um padrão de 60 metros quadrados. Hoje, os moradores falam em 7 mil habitações, espalhadas de cima a baixo do morro, boa parte delas ainda sem energia elétrica, o que impossibilita a ocupação imediata. Se em cada barraco morar apenas uma pessoa, para considerar a possibilidade mínima, a população da Comunidade Nelson Mandela já seria superior a de 30% dos municípios de São Paulo. Há também bares e vendas no local. A cada instante, um caminhão carregado de material de construção pena para passar por ruas de terra, estreitas e acidentadas, obrigando quem está a pé a tapar o nariz com a camisa para não ter de engolir poeira.

A história da comunidade não é muito diferente de outras favelas e ocupações irregulares do Brasil. “A causa é primordialmente a pobreza”, diz o professor Antônio Cláudio Moreira, do Departamento de Projeto da Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo (USP), que pesquisa o assunto desde 1958. Na visão do professor, a ocupação é resultado da soma do déficit habitacional com um terreno desocupado. No caso específico, um morro na altura do quilômetro 11 do Rodoanel, então destinado à expansão de um aterro sanitário, que fica atrás do terreno. A região pertence à zona norte de Osasco, mas numa área de divisa com Barueri. Tão divisa que, quando questionada, nem mesmo a prefeitura de Barueri soube dar certeza se parte da comunidade pertencia ao seu território, sendo necessário verificação para confirmar ou desmentir qualquer palpite. Isso no final de março, quase dois meses depois do início da ocupação.

A Secretaria de Habitação de Osasco não confirma o número de habitantes na Comunidade Nelson Mandela. “Por ser área privada, a prefeitura não tem informações oficiais”, explica. Em nota, ainda afirma: “Ao que consta, os proprietários (do terreno) ingressaram com ação de reintegração de posse, em análise pela Justiça, sem sentença”. No entanto, o advogado Rafael Alves dos Santos, que presta consultoria jurídica aos atuais ocupantes, garante ter feito pesquisas no Fórum e na prefeitura de Osasco. “Até agora, não encontramos nada sobre reintegração de posse”, conta. O Ministério Público também diz não existir nenhuma ação referente ao caso em sua alçada.

Donos- Outra ponta solta da história são os proprietários daquela área toda. Na Comunidade Nelson Mandela, ninguém sabe quem são. A prefeitura de Osasco diz que, por atribuições legais, não pode informar a titularidade do terreno, apenas frisa ser particular, assim como o governo de São Paulo. “A comunidade está fora da faixa de domínio” é a justificativa da concessionária CCR, responsável por administrar o Rodoanel e que há dois meses monitora a situação por meio do setor jurídico da empresa junto às prefeituras de Osasco e Barueri. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) também não tem informações.

A prefeitura de Osasco informa que não foi procurada pela comissão de representantes da ocupação. Também afirma não se tratar, aparentemente, de uma região “indicada ao uso habitacional”, o que inviabiliza a consolidação da Comunidade Nelson Mandela naquele espaço. Para isso, aponta três motivos. O primeiro deles, porque é “de amplo conhecimento o risco existente de deslizamentos”, preocupação compartilhada pela concessionária CCR. O segundo é a existência do aterro sanitário, cuja expansão, diz, fica seriamente comprometida. E por último, por se tratar de uma área “não edificável ao longo do Rodoanel”.

“O terreno não exercia a função social da terra, ia virar um lixão”, contrapõe Santos. O advogado ainda planeja protocolar uma carta ao governador Geraldo Alckmin e outra ao prefeito de Osasco, Jorge Lapas, com o pedido de apropriação do local em favor dos mandelenses. Por enquanto, diálogos com a prefeitura e a Câmara Municipal de Osasco foram apenas informais. Ele também admite não ter sido feita qualquer análise técnica para avaliar as áreas de riscos da ocupação. “O terreno é antigo e forte, mesmo assim já estamos providenciando um engenheiro para fazer o laudo oficial”, diz.

Comércio-  Rafael Alves dos Santos tem certeza de que a Comunidade Nelson Mandela faz bem à região. “Eles movimentam o comércio local. Olhe só quanto não compraram de madeira.” Em uma conta rápida, cada barraco usa pelo menos 15 folhas de madeirite, vendidos a uma média de R$ 22 a unidade. Dessa forma, só as paredes das 7 mil moradias já teriam rendido mais de R$ 2,3 milhões aos armazéns locais. Os moradores também afirmam que, antes da ocupação, o terreno era deserto e mal iluminado, palco de assaltos e desovas de carro roubados recorrentes. “Era um espaço do medo, hoje é moradia”, diz Dariel José de Araújo, mais conhecido por Pernambuco, que vive há mais de 25 anos em periferias da zona norte de Osasco e agora é o titular da matrícula número 55 da Comunidade Nelson Mandela.

Entre trancos e barracos. Não há qualquer sinal de tristeza na voz ao responder por que foi para a comunidade. “É precisão”, diz simplesmente. Pernambuco estava entre os primeiros que chegaram ao terreno no dia 14 de janeiro e, hoje, divide um lote de pouco mais de 50 metros quadrados com a mulher e dois filhos. O barraco sequer tem janela ou água encanada. Mede, arrisca dizer, uns 30 metros. Os móveis se resumem a dois aparelhos de som pifados, resultado da instabilidade da corrente elétrica na ocupação, e uma cama de solteiro, onde descansa o filho mais velho. Mas vocês não são quatro? “Não tem problema, a gente forra o chão e dorme”, conta.

Pernambuco é um sujeito baixinho e desconfiado, talvez porque tenha vivido o suficiente para ser. “Os policiais já queimaram meu barraco três vezes”, fala com naturalidade. Na cerca ao redor do seu terreno é possível contar meia dúzia de madeiras com marcas de fogo. “Um me chamou de bandido. Eu respondi que não era, só não ia mais morar de aluguel.” Armador na construção civil, tem renda média de R$ 700, dos quais R$ 600 destinava mensalmente ao aluguel da antiga casa.

Críticas- Os moradores da Comunidade Nelson Mandela sabem que a ocupação não é bem vista por muita gente e que o mandado de despejo é uma possibilidade real. Para se organizar, convocaram o líder comunitário Carlos Eduardo Ventura, presidente da Frente Popular de Favelas de Carapicuíba, que logo articulou uma aproximação com o Movimento Sem-Teto do Ipiranga. Apesar de morar em Carapicuíba, a liderança – que cita artigos do Código Penal, anda com a camisa sempre ensacada e o celular pendurado no pescoço – tem passado a maior parte do tempo na ocupação às margens do Rodoanel para resolver questões internas.

“Aqui, todas as decisões são coletivas”, garante Ventura. As primeira medidas foram definir as ruas e numerar os barracos, passando a ser a matrícula de cada família. Na pauta: construir duas igrejas, uma escola e finalizar o cadastro interno dos ocupantes. A ideia de homenagear o líder da luta contra o apartheid foi dele. Lá, ninguém entra sem a sua autorização.

No início de fevereiro, a Guarda Municipal de Osasco investiu contra a Comunidade Nelson Mandela, segundo os moradores sem qualquer aviso prévio. Acabou expulsa a pedradas. “Chegaram atirando, mano, foi tiro de tudo, de borracha, de calibre 12, de 38”, conta um dos mandelenses que tem no celular o vídeo do momento em que o contingente bate em retirada pelo Portal D’Oeste II, o bairro vizinho. “Ó, é bala demais”, mostra. Ao menos dois ocupantes ficaram feridos. “Agora eles vão ter que responder na corregedoria por tentativa de homicídio qualificado e abuso de poder”, diz Carlos Eduardo Ventura.

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– Pai Impaciente escreve “Best Seller”?

Um só, não. Vários!

E a febre de pais impacientes que dão dicas para “domar” seus filhos?

Tô fora dessa lista. Ufa!

Extraído de Revista Isto É, Ed 2176, pg 68

PAIS À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS

Por Cláudia Jordão

Autores de best-sellers revelam em suas obras impaciência com a paternidade e são considerados o retrato de uma geração

Na contramão das centenas de publicações sobre pais e filhos que abarrotam as livrarias, “Vai dormir, p*ora”, do americano Adam Mansbach, tem chamado a atenção – e evaporado das prateleiras – ao esbanjar sinceridade, apostar no politicamente incorreto e revelar, sem papas na língua (assim como no título, palavrões salpicam no livro), as dificuldades do autor de exercer a paternidade como uma tarefa simples do cotidiano. No livro, ele escreve versos dirigidos à filha de 2 anos inspirados nas agruras que enfrenta para fazê-la adormecer antes de poder retornar às suas atividades. As rimas, no entanto, surpreendem pela acidez, o que é considerado genial por uns e apelativo por outros. Em um trecho, lê-se: “As águias que planam no céu repousam/ As criaturas que rastejam, engatinham e correm também/ Eu sei que você não está com sede. Isso é besteira. Pare de mentir/ Deite-se, porra/ Durma, minha

querida”.A obra surgiu naturalmente. Quando conseguia fazer a filha dormir, Mansbach postava no Facebook um desabafo sobre seu drama. Os posts eram comentados com entusiasmo por outros pais e deram origem ao livro que se tornou best-seller sete meses antes de ser lançado. Graças a um trecho divulgado pela internet, alcançou o primeiro lugar da lista dos mais vendidos do site Amazon ainda na pré-venda. Desde seu lançamento, em 14 de junho, vendeu 400 mil cópias e foi traduzido para 15 línguas em 30 países (no Brasil, será lançado no fim deste mês). Também deve virar filme pela Fox. “É um livro infantil feito para adultos”, diz Mansbach. Ser pai nem sempre é um mar de rosas, mas as pessoas se negam a admitir porque há muito preciosismo com o tema.” Assim como outro best-seller sobre criação de filhos que girou o mundo recentemente, “Grito de Guerra da Mãe Tigre”, da americana de origem chinesa Amy Chua, o livro de Mansbach vem sendo apontado por estudiosos como um retrato da geração atual de pais. Amy, uma advogada de sucesso, esmiuçou em sua obra o método chinês de educar e demonstrou irritação e agressividade sempre que se sentia frustrada no papel de mãe. “Os pais querem a felicidade dos filhos, mas não estão seguros sobre quais caminhos seguir na hora de educar nem sobre qual seria o tempo suficiente para se dedicar a eles”, diz a terapeuta americana Lori Gottlieb. “Estão perdidos e impacientes.” A psicóloga Angela Uchoa Branco, da Universidade de Brasília, diz que um grande equívoco praticado pelos pais atuais é a busca desenfreada pela perfeição. “Ela não existe e não garante a felicidade”, diz.


O sucesso de vendas do livro de Mansbach é explicado pela identificação de outros pais com o autor. Enquanto alguns o rejeitam – um grupo de australianos quer impedir sua venda no país –, outros se sentem aliviados ao poder rir de suas dificuldades. “O autor nos faz ver de uma forma crua e cômica os sentimentos presentes nas relações com os nossos filhos”, resume a psicóloga Patrícia Simões, da Fundação Joaquim Nabuco.

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– Dia da Mentira

E hoje é dia de contar lorota!

Eu não gosto de mentiras. Sempre ouvi que uma mentirinha é a mesma coisa que uma mentirona; portanto, ambas são mentiras. Também aprendi que “mentir vicia” e que o “Diabo é o pai da mentira”.

Tudo isso é correto. Mas é inegável que hoje é um dia divertido, de se brincar de mentir.

Já fez sua gozação a alguém? Tomara que de maneira saudável, sem bulinar ninguém, ok?

Extraído de: http://www.calendarr.com/brasil/dia-da-mentira/

DIA DA MENTIRA E DIA DOS BOBOS

O Dia da Mentira, também conhecido como Dia dos Bobos, é celebrado no dia 1º de abril e é uma data onde as pessoas contam mentiras e pregam peças em seus conhecidos por pura diversão.

Ele é comemorado por crianças e adultos, e existem brincadeiras que persistem por vários anos, alguns chegam a ser de humor negro, que são aquelas que ridicularizam e humilham as pessoas, mas em geral, são brincadeiras saudáveis.

Origem do Dia da Mentira

Há muitas explicações para o dia 1º de abril, uma delas diz que a brincadeira surgiu na França, pois no século XVI, o Ano Novo era comemorado dia 25 de março, as festas duravam uma semana e iam até dia 1º de abril.

No ano de 1564, o Rei Carlos IX adotou oficialmente o calendário gregoriano, passando o Ano Novo para o dia 1º de janeiro, porém muitos franceses resistiram a mudança e continuaram seguindo o calendário antigo. As pessoas começaram a fazer brincadeiras e ridicularizar essas pessoas, que eram conhecidos como bobos por seguirem algo que não era verdade.

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– A Distorção dos Brasileiros Mal Educados quanto ao Estupro!

Pesquisa do Ipea divulgada ontem aponta: 65% dos brasileiros concordam que mulheres que usam roupas indecentes “merecem ser atacadas”. Segundo eles, elas acabam provocando os homens e são culpadas pelos casos de estupro “porque provocam” (texto de “O Globo” de hoje…).

Não vi a metodologia, tampouco o universo pesquisado. Mas o número é muito alto dos que pensam assim.

Nessas horas, fico tentando entender: é somente uma questão educacional ou a índole é essa mesma, animalesca?

vergonha de ser brasileiro nessas horas…

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– A Mesma História em Toda Bali Folia…

Nunca fui, mas respeito os gostos de quem foi. No Parque da Uva, em Jundiaí, ocorreu novamente o festival musical com Ivete Sangalo e outras atrações chamado de “Bali Folia”.

De novo roubaram carros nas redondezas…

De novo celulares foram saqueados…

De novo os vizinhos reclamaram…

De novo o Plantão Policial lotou de vítimas…

Fico pensando: se é tão perigoso assim, por que as autoridades não se previnem? Ou melhor: será que o organizador do evento dá as condições para que o festival seja tranquilo?

Uma outra questão: os frequentadores são prudentes, ou deixam tudo fácil para os meliantes?

Vale pensar sobre isso…

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– Criatividade em Prol do Meio Ambiente

Veja que bacana: próximo ao Elevado Costa e Silva (Minhocão), uma ONG está incentivando a preocupação e preservação do meio ambiente através da exposição de expressões faciais das próprias árvores.

Através de imagens de 3D, de acordo com a qualidade do ar, as árvores demonstram por efeitos sorrisos, caras de insatisfação, raiva ou felicidade plena!

Criativo:

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– Bilionários da Forbes

A Forbes, tradicional publicação mundial de Negócios, trouxe a lista dos bilionários mundiais.

Bill Gates, da Microsoft, é o homem mais rico do mundo: 76 bilhões de dólares. O segue Carlos Slim, dono da Claro e outras empresas de comunicação, com 72 bi. Mas tem brasileiros na lista?

Ô se tem! São 64 afortunados do bilhão. O brasileiro mais rico do mundo é Jorge Paulo Lemann, com US$ 20 bi (dono da Anheuser-Busch Inbev, de multi marcas cervejeiras, Burger King, entre outros negócios – ele vive na Suiça depois do filho sofrer uma tentativa de sequestro).

O 2o brasileiro mais rico é o dono do banco Safra, Joseph Safra. E a lista segue com outros nomes conhecidos (família Civita, da Editora Abril, família Marinho, da Globo).

Porém, a revista destacou o “bilionário da fé”: Edir Macedo. O chamou de religioso mais rico do país com 1,1 bilhão de dólares e vários negócios espalhados no mundo. Morando em Atlanta-USA, não quis dar entrevista.

A curiosidade maior é que ele se recusa a dizer que é dono da Igreja Universal, mas sim um servo da entidade. Também não é o dono da TV Record, que está em mãos de outras pessoas ligadas ao conglomerado religioso. É um simples assalariado.

Nada contra, mas a pergunta é inevitável: como conseguiu se tornar bilionário se não é partícipe dos lucros dessas entidades? De onde veio tanto dólar?

Abaixo, extraído de:

http://www.forbes.com/profile/edir-macedo/

BRAZILIAN BILLIONAIRE BISHOP EDIR MACEDO IS NOW A BANKER, TOO

By Anderson Antunes, Contributor

Edir Macedo is one of the world’s richest religious leaders and a prominent media baron in Brazil. Last year he also became a banker. Raised Catholic, he converted to evangelical Christianity in the early 1970s. In 1977 he founded his own denomination in Rio de Janeiro, the Universal Church of the Kingdom of God, which grew into one of the biggest, most controversial religions in Brazil. The sect follows “prosperity theology,” which holds that faith and commitment to a church are rewarded with wealth. In July 2013 he finalized the acquisition of a 49% stake in privately-held bank Banco Renner, whose interest rates are among the highest in Brazil. The transaction has raised eyebrows in Brazil in part because Brazil’s central bank treated Macedo as a foreign investor since he is based in the U.S. The bulk of Macedo’s fortune comes from his ownership of Rede Record, Brazil’s second-largest broadcaster, which he acquired in 1990 from fellow billionaire Silvio Santos. It’s not clear where he got the money to buy the company. Brazil’s Public Ministry has probed the question for more than 10 years. Reports have suggested he used church funds. Macedo won’t comment. He also owns W67CI, an Atlanta-based Telemundo affiliate. His 2012 biography, “Nothing to Lose,” sold 1.2 million copies in Brazil. A sequel, “Nothing to Lose 2,” is already a best-seller. His daughter, Cristiane Cardoso, is also a best-selling author. Her latest book, “Protected Marriage,” sold more than 1 million copies.

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– Vergonhosos casos de Racismo que nunca dão em nada

Mais dois casos tristes de racismo: após ter apitado o jogo Veranópolis x Esportivo de Bento Gonçalves, o árbitro gaúcho Márcio Chagas deparou-se com o seu carro atingido por… bananas! Até no escapamento enfiaram uma fruta.

Imagine como o cara recebe tal mensagem simbólica de desprezo à figura humana…

Em Mogi Mirim, no jogo do time da casa contra o Santos, Arouca saia de campo e um pobre de espírito o chamou insistentemente de macaco.

Pense como o cidadão deve se sentir…

Cá entre nós: tudo isso é um problema educacional, de pessoas que não conseguem viver em sociedade. Gente da pior estirpe e que deveria estar na cadeia. Sim, prisão, pois aquele que despreza de tal modo o seu semelhante tem dificuldade de convívio social.

Mas há os oportunistas de plantão. A Federação Paulista de Futebol interditou o estádio Romildo Correia por culpa do acontecimento de Mogi. Ora, a culpa é do clube? Foi o estádio quem xingou o atleta? O concreto é preconceituoso? Pior: Rivaldo, o presidente do time, por acaso é polaco, alemão ou sueco?

Por fim: interditar vai resolver o quê? Punam o torcedor exemplarmente e eduquem o povo.

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– O Pavão e o Espanador

Quando criança, ouvia esse ditado popular que parece ter sido esquecido:

Hoje pavão, amanhã espanador“.

Bobinho, mas verdadeiro. Um dia você está reluzente; outro, está por baixo.

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– 20 anos do Real

Se voltarmos ao passado, era um pesadelo. Lembro-me que no tempo do Cruzeiro, Cruzado, Novo Cruzado e aí por diante, a inflação judiava da gente!

A mercadoria chegava numa semana e na outra era reajustada. Tudo subia 20% ao mês! O salário era literalmente comido. Confesso que seria o fim-do-mundo imaginar esse cenário nos dias de hoje!

Tudo mudou com o Real, há 20 anos. Primeiro era URV (dividiu-se por 2750 e houve a paridade 1 dólar para 1 real). É verdade que muitos espertalhões aproveitaram e subiram os preços na conversão, mas o próprio mercado se encarregou de corrigí-los.

O presidente era Itamar Franco e o Ministro da Economia Fernando Henrique Cardoso. FHC, mentor do plano, se elegeu de lavada como presidente. Na reeleição, o adversário Lula não teve como criticar os primeiros anos do Real, e FHC levou de novo.

O fato é que 8 anos depois, na eleição de Lula x Geraldo Alckmin, o governador de São Paulo foi tímido na promoção do plano e Lula se beneficiou do momento da crise mundial e afrouxo econômico promovido por FHC.

Política a parte, viva o Plano Real! Certamente teríamos nos afundado se não fosse ele. Quem viveu os anos 80 sabe disso…

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– Selfie ou Braggie?

Muitos gostam de se autofotografar e colocar nas redes sociais seus rostos. A isso se dá o nome de Selfie. É um modismo. Mas sabia que ele também está saindo de moda?

Agora está em voga o Braggie, que é um “Selfie de Ostentação”.

Está comendo um belo camarão na praia? O cara fotografa e coloca na rede social. Praia com os amigos? Faça os outros morrerem de inveja. E por aí vai.

Comportamento social de emergente – é nisso que se resume o Braggie!

Sobre o tema, abaixo, extraído do Portal Jovem Pan:

BRAGGIE

Viagens, restaurantes, carrões, jatinhos. Depois da onda do “selfie” (tipo de fotografia em que a pessoa clica ela mesma e posta o resultado nas redes sociais), os famosos resolveram investir no “braggie”, imagem feita unicamente para mostrar que estão bem de vida – e deixar os amigos morrendo de inveja. Confira alguns na galeria a seguir!

Clique em: http://jovempan.uol.com.br/entretenimento/famosos/braggie-nas-redes-sociais-moda-agora-e-fazer-inveja-aos-amigos.html

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– PM Ninja contra a Violência?

A Polícia Militar resolveu abandonar as armas e colocou para enfrentar os truculentos Black Blocs oficiais treinados em artes marciais.

Mas e as bombas, os bandidos, rojões, facas e estiletes? Serão desarmados com as mãos?

Quer dizer que os “anjinhos mascarados” – e que comprovadamente são financiados para promoverem arruaça em protesto pago – não podem se machucar. Mas os policiais, pais de família trabalhadores, podem?

Bola fora do comando…

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