– Como Afastar os Jovens das Drogas?

Reflita:

“Nem todos os usuários de crack são pobres, mas o crack empobrece a todos”.

Tal frase está na Revista Época (ed 630 de 14 de junho de 2010, pg 71-78, por Rodrigo Turrer e Humberto Maia Júnior), onde a matéria de capa procurou mostrar como tentar prevenir a dependência de drogas entre os jovens.

A reportagem é didática, interessante, e mostra como as drogas invadiram a classe média brasileira. Um verdadeiro alerta aos pais, aos filhos e à sociedade em geral. Para quem ainda defende a liberação das drogas, o texto é algo para se pensar mais!

Para acessá-lo, entre direto no site de Época: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI147183-15257,00-COMO+AFASTAR+OS+JOVENS+DO+MUNDO+DAS+DROGAS+TRECHO.html

Lei torna obrigatória a exibição de vídeos educativos nas aberturas de eventos culturais | Alessandra do Brumado

Imagem extraída de: https://alessandradobrumado.wordpress.com/2014/09/15/lei-aprovada-pela-camara-torna-obrigatoria-a-exibicao-de-videos-educativos-nas-aberturas-de-eventos-culturais/

– A Psicologia da Reclamação: Cuidado com suas queixas… e busque estratégias para evitá-las!

Reclamar vicia as pessoas? Óbvio que sim…

Grandes santos católicos já falaram da necessidade de ter ânimo e evitar queixas ou lamúrias. Por exemplo: o Papa Francisco reza diariamente a “Oração do Bom Humor“, de São Thomás More (a conheça aqui: https://wp.me/p4RTuC-Bq8). Já São Bento tinha a Regra 34, onde ele lembrava a necessidade de uma vida sem murmuração para alcançar a Graça Divina (aqui: https://wp.me/p4RTuC-kJD).

Leio, agora, que a Ciência fala um pouco mais sobre os males do ato de reclamar e busca soluções para evitar que ele aconteça. Veja só que interessante, em: https://g1.globo.com/saude/saude-mental/noticia/2024/11/25/psicologia-da-reclamacao-o-custo-mental-emocional-e-ate-fisico-de-reclamar-de-tudo-sempre.ghtml

PSICOLOGIA DA RECLAMAÇÃO: O CUSTO MENSAL, EMOCIONAL E ATÉ FÍSICO DE SE RECLAMAR SEMPRE.

Por Maria Garcia Rúbio

Vamos imaginar uma situação muito comum: duas pessoas andando rapidamente se cruzam na rua. Podem ser amigos, colegas de trabalho ou conhecidos. Um deles cumprimenta com um “ei, tudo bem?” ou “como você está?” Automaticamente, o outro responde: “tudo indo” ou “vamos andando”. Pouco depois, cada um segue seu caminho. O breve encontro é marcado desde o início pelo ato da reclamação sistemática.

No entanto, foi demonstrado que o queixume crônico tem um impacto significativo na saúde emocional, mental e até física tanto daqueles que reclamam como dos que recebem as lamentações.

  • Um fenômeno cotidiano:

Aqui, abordaremos a expressão repetida de insatisfação, frustração ou desconforto com situações percebidas como negativas. É um fenômeno quase universal que pode ser extrapolado para contextos familiares, profissionais e sociais. Longe de ser uma visão catastrófica, as reclamações ocasionais são uma parte normal da experiência humana. A exaustão emocional e fisiológica ocorre quando esse humor negativo invade nossas rotinas diárias.

Mas por que lamentamos tanto? Alguns especialistas consideram que funciona como um mecanismo de enfrentamento através do qual liberamos a tensão ou buscamos validação. Especificamente, observou-se que ao reclamar buscamos a aprovação da nossa opinião ou percepção, como se fosse um ciclo.

Até o momento, ela funciona como estratégia de apresentação perante nosso grupo social. É uma função adaptativa do ser humano.

O problema é quando se torna crônico e se estende a vários contextos. É uma situação que se agrava com o uso e abuso das redes sociais, em que é comum que pessoas influentes das populações mais jovens dediquem grande parte do seu conteúdo a desabafar sobre isto e aquilo como estratégia para atrair seguidores ou para criar debates e troca de comentários.

  • Impacto no cérebro e na saúde mental:

Embora seja um campo de pesquisa pioneiro e necessite de mais estudos, a neurociência já se aprofundou na etiologia e nas consequências do ato de queixar.

Várias pesquisas confirmaram que o cérebro humano foi projetado para identificar ameaças e problemas, o que explica porque é tão fácil focar no negativo e porque algumas pessoas tendem a reclamar mais do que outras. Este é um mecanismo evolutivo de origem protetora: o cérebro tende a se fixar no que é ruim porque isso lhe permitiu enfrentar um perigo real há milhares de anos e aumentou suas chances de sobrevivência.

Tal efeito, denominado viés de negatividade, pode tornar-se contraproducente no ambiente moderno, uma vez que focar continuamente no que não está bom pode alterar a maneira como as pessoas veem o mundo e, assim, promover novas interações como aquelas baseadas em reclamações.

Observou-se, também, que as queixas diárias estão correlacionadas com sintomas de ansiedade e depressão. Especificamente, com pensamentos intrusivos, ruminação, baixa autoestima, cansaço e fadiga mental. Portanto, indivíduos que não param de reclamar de tudo tendem a ser mais pessimistas e menos resilientes diante das adversidades.

  • Estratégias para mudar de atitude:

A seguir, explicamos algumas das formas de interação e enfrentamento mais recomendadas na consulta psicológica:

  1. Pratique a gratidão. Focar a atenção no momento concentrando no que temos/conseguimos promove a gratidão. Registrar coisas pelas quais podemos nos sentir gratos em um diário ajuda a mudar a perspectiva.
  2. Procure soluções. Fazer, por exemplo, uma lista de possíveis ações para melhorar uma situação nos dá uma sensação de controle e reduz a frustração.
  3. Preste atenção às próprias palavras. A psiconeurolinguística nos ensina que estar ciente da linguagem que usamos e modificá-la para que seja mais positiva ou neutra pode nos ajudar a mudar nosso padrão de pensamento.
  4. Estabeleça limites com outras pessoas. Este é um mecanismo de proteção. Significa, por exemplo, evitar conversas que foquem muito no negativo ou propor uma abordagem mais construtiva para os problemas.

Sem dúvida, ter consciência do hábito pouco saudável de reclamar incessantemente e tentar mudá-lo é fundamental para melhorar a qualidade de vida. É um objetivo que faz parte do crescimento pessoal de cada indivíduo e que pode ser reforçado com o apoio da terapia psicológica.

Antes de reclamar novamente, considere os efeitos cerebrais, emocionais e sociais que isso acarreta. E lembre-se: a queixa não é negativa se não se tornar crônica. Não somos perfeitos, somos humanos.

María García Rubio é professora da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidad Internacional de Valencia, codiretora da Cátedra VIU-NED de Neurociência Global e Mudança Social e membro do Grupo de Pesquisa em Psicologia e Qualidade de Vida (PsiCal).

Este texto foi publicado originalmente no site do The Conversation Brasil.

– Dia Internacional do Voluntário.

Um dia para parabenizar aqueles que se dedicam a ajudar o próximo, sem nada esperar: o voluntário!

Veja a origem do dia (do site da Casa da Acolhida):

Extraído de: https://www.festadodia.com.br/ler.php?id=435

DIA INTERNACIONAL DO VOLUNTÁRIO

Desde 1985 a Organização das Nações Unidas institui o dia 5 de dezembro como o dia internacional do voluntário. A ONU define o voluntário como uma pessoa que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social ou outros campos.

O serviço voluntário além de trazer um retorno intangível em termos de satisfação e bem-estar para quem o pratica, também pode fazer a diferença na hora de conseguir uma vaga no mercado de trabalho. As empresas estão valorizando cada vez mais os profissionais que estejam engajados em algum tipo de trabalho voluntário junto à sociedade. Primeiro porque os empresários visam a melhoria nos serviços prestados ao cliente, e pessoas com espírito social, normalmente, são mais eficazes nesse ponto. Segundo porque, se a pessoa tem olhos para a sociedade da qual faz parte, dentro da empresa terá uma visão de conjunto capaz de abranger todo o contexto e não apenas o seu setor.

Para nós da SOS Casas de Acolhida o voluntário é visto como um empreendedor social, uma pessoa que traz consigo a disponibilidade de mudar a vida de crianças, mesmo que seja com um simples sorriso ou um abraço apertado. É alguém que conhece a importância de compartilhar o que temos de mais precioso: amor, respeito, felicidade, conhecimento, tempo e humildade. O voluntário é uma pessoa evoluida em espírito, mente e coração.

Parabéns a todas essas pessoas que por livre e espontânea vontade doam uma parte do seu tempo a quem precisa.

– A felicidade é contagiosa. A infelicidade também.

O caderno “Vida & Ciência” do Estadão traz uma matéria da BBC, a respeito da FELICIDADE. E olha que interessante: cientificamente, está ‘quase’ provado: Felicidade é contagiante! E o contrário, idem.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid288879,0.htm

FELICIDADE PODE SER CONTAGIANTE, DIZ ESTUDO

Pesquisa mostra que felicidade de indivíduo está conectada às pessoas com que se relaciona.

– Um estudo publicado na revista científica British Medical Journal aponta que a felicidade de uma pessoa não é só uma escolha ou experiência individual, mas que está ligada “à felicidade dos indivíduos aos quais a pessoa está conectada, direta ou indiretamente”.

Usando análises estatísticas, os pesquisadores Nicholas Christakis, da Escola de Medicina de Harvard, e James Fowler, da Universidade da Califórnia, mediram como as redes sociais estão relacionadas com a sensação de felicidade de uma pessoa.
Segundo os dados do estudo, a felicidade de uma pessoa pode “contagiar” aqueles com quem ela se relaciona.

“Mudanças na felicidade individual podem se propagar em ondas de felicidade pela rede social e gerar grupos de felicidade e infelicidade”, diz o estudo.

E mais, não são apenas os laços sociais mais imediatos que têm impacto nestes níveis de felicidade, o sentimento consegue atingir até três graus de separação (amigos de amigos de amigos).

“Pessoas que estão cercadas de pessoas felizes e aqueles que são centrais nessas redes de relações têm mais tendência a serem felizes no futuro”.

A pesquisa aponta que estes grupos de “felicidade” resultam da disseminação desse sentimento, e não são apenas resultado de uma tendência dos indivíduos se associarem a pessoas com características similares.

Proximidade

Assim, um amigo que viva a uma distância de cerca de uma milha (1,6 km) e que se torna feliz, aumenta a probabilidade de que uma pessoa seja feliz em 25%. Efeitos similares foram observados entre casais que moram na mesma casa (8%), irmãos que vivam a menos de uma milha de distância (14%) e vizinhos (34%).

Surpreendentemente, essa relação não foi observada entre colegas de trabalho, o que sugere que o contexto social pode afetar na disseminação no sentimento de felicidade.
O estudo também aponta que a proximidade geográfica é essencial para a disseminação da felicidade.

Uma pessoa tem 42% mais chances de ser feliz se um amigo que viva a menos de 800 metros de distância se torna feliz. O efeito é de apenas 22% se o amigo morar a mais de 2,2 quilômetros.

Dados

Para chegar a essas conclusões, os autores analisaram dados coletados em um outro estudo que reuniu informações de 5.124 adultos entre 21 e 70 anos na cidade de Framinggham, no Estado americano de Massachusetts, entre 1971 e 2003.

Originalmente iniciado para pesquisar riscos de problemas no coração, este estudo também coletou dados sobre a saúde mental dos entrevistados.

Em diversos momentos, os entrevistados foram convidados a responder se concordavam ou discordavam de quatro afirmações: “Me sinto esperançoso em relação ao futuro”; “Eu fui feliz”; “Eu aproveitei a vida” e “Eu me senti tão bem como as outras pessoas”.

Para chegar ao conceito de “felicidade” usado em sua pesquisa, Christakis e Fowler levaram em conta a resposta afirmativa às quatro sentenças.

Segundo o professor Andrew Steptoe, especialista em psicologia da University College of London, “faz sentido intuitivamente que a felicidade das pessoas à nossa volta tenham impacto em nossa própria felicidade”.

“O que é um pouco mais surpreendente é que essa felicidade parta não apenas daqueles muito próximos a você, mas também de pessoas um pouco mais distantes.”

Segundo ele, a pesquisa também pode ter implicações em políticas de saúde pública.

“A felicidade parece estar associada a efeitos protetores à saúde.”

“Se a felicidade realmente for transmitida por conexões sociais, ela poderia, indiretamente, contribuir para a transmissão social de saúde”, disse ele.

BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.:

Imagem extraída de: https://encenasaudemental.com/comportamento/insight/e-se-a-busca-excessiva-pela-felicidade-nos-torna-infelizes/

– A Hierarquia das Necessidades de Maslow trabalhada pelos chefes:

Muito bom: um quadro ilustrativo, abaixo, de como os líderes podem usar a Hierarquia das Necessidades de Maslow em prol da motivação dos funcionários.

Tal material deveria ser distribuído para todos os CEOs...

Veja só:

– Versa, da Disney, e as críticas sobre “excesso de heterossexualidade”.

O curta-metragem “Versa”, da Disney, que é um belíssimo trabalho onde se mostra a sensibilidade de um casal que lida com o luto da perda do filho, é acusado de… fazer propaganda “heteronormativa” por grupos Woke nos EUA.

Isso é assustador: a Disney, que havia “entrado de cabeça” na Cultura Woke e depois foi saindo dela, não pode fazer uma produção onde um homem e uma mulher desejem casar e ter filhos? Obrigatoriamente, deve haver elementos inclusivos na arte?

No recorte do “Brasil Paralelo”, abaixo, uma explicação sobre o assunto:

(Em tempo: a inclusão, o respeito a qualquer raça, ideologia ou sexualidade, sempre é importante como respeito e cidadania. Entretanto, forçar a representatividade em toda obra artística e fazer apologia, é indevido. As críticas, em algum momento, beiram absurdamente uma heterofobia para combater a homofobia… que loucura!).

– A “Sociedade do Eu” é a responsável por acabar com o mundo…

A “Sociedade do Eu” está em todos os setores: na Política, no Esporte, na Comunidade e na Vida Pessoal.

É o exacerbar da busca do poder, da vaidade, e do egoísmo sempre eliminando vozes contrárias e desrespeitando pensamentos alheios.

Extirpa-se da vida somente pelo argumento diverso! Que absurdo…

Uma breve reflexão, em: https://youtu.be/byL_btYr0ps?si=DHl_pX633k–UWxE

– A Resiliência é realmente a palavra da moda?

Resistir com serenidade ou ser pressionado e não se afetar psicologicamente.

Ter resiliência é a virtude dos dias atuais?

RESILIÊNCIA, A PALAVRA DA MODA

Por Walcyr Carrasco

De tempos em tempos uma palavra ou expressão entra em moda. Todo mundo fala sem saber exatamente o que é. Quando eu tinha meus 20 anos e estudava História na Universidade de São Paulo, a expressão de ordem era “má consciência”. Significava genericamente a consciência pesada do burguês diante de seus lucros, por explorar o proletariado. Estendia-se a todos que, de alguma maneira, não se alinhassem com a crítica esquerdista a qualquer coisa neste mundo. Demorei um pouco para perceber que os ricos não tinham má consciência, a não ser alguns herdeiros desajustados. A maior parte prefere desfrutar os lucros em iates, casas de praia luxuosas, restaurantes, roupas, carros a refletir sobre a exploração do proletariado. A expressão deixou de ser usada. Nas últimas décadas, termos psicológicos entraram para o cotidiano. As pessoas usam a psicologia sem a menor noção do que estão falando. Você certamente já ouviu alguém dizer:

– Ele fez isso por ser traumatizado com o pai.

Pobre Freud, deve se retorcer na cova! Peça para explicar o que é traumatizado. Gagueira total. Mas a palavra trauma entrou para o vocabulário como quem fala de alface, abóbora, cenoura. Há menos tempo, a palavra foi psicótico. Leigos não sabem bem o que é psicopatia. Mas ouviram falar que, em cada dez, um ser humano é psicopata. Seu vizinho, talvez. Mais: ouviram também que nem todos os psicopatas são assassinos, mas têm uma lacuna na emoção. São capazes de usar sua generosidade para se aproveitar de você. Tornou-se comum dizer:

– Acho que ele é meio psicopata.

Meio?

A palavra da moda é resiliência. Primeiro pensei que era xingamento. Depois, que talvez fosse algo bom. Enfim, fui ao Google. Na Wikipédia, resiliência é a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas, sem entrar em surtos psicológicos (no sentido primário, é a capacidade de um material se deformar sob pressão e depois voltar à forma original, em vez de ficar deformado, quebrar-se ou romper-se). Ou seja, é algo bom. Descobri que sou o próprio exemplo da resiliência. Em situações de estresse, desligo a reação emocional. Fico calmo, calmíssimo. Certa vez, um amigo desmaiou no corredor de um hotel na Turquia, tarde da noite. Tranquilo, fui pegar a chave do meu quarto, aberto, para poder voltar. Depois achei a chave dele em seu bolso. Abri a porta de seu quarto. Consegui, não sei ainda como (resiliência muscular?), levá-lo até a cama. Havia se cortado no supercílio. Lavei seu rosto. Ao acordá-lo, conversei. Faltava um dia para voltar. Seria melhor um hospital turco ou esperar a volta ao Brasil? Ele explicou: era uma doença não diagnosticada. Ele desmaia, de repente. Esperamos a volta. A doença não foi diagnosticada até hoje, mas ele está bem. Em nenhum momento senti a menor tensão. Isso é resiliência! Ainda bem, porque antes me achava psicopata. Uma palavra pode aliviar a vida de alguém!

A origem da palavra é latina. Vem do verbo resilire, que significa ricochetear, pular de volta. Em inglês, acrescenta-se o significado de “capacidade de recuperação após um golpe”. Tornou-se o diamante das novas técnicas motivacionais e psicológicas (o diamante é duro, e não resiliente, porque não se deforma, ou seja, não “aprende” com o golpe). Tornar alguém mais resiliente é fazê-lo mais apto às dificuldades da vida. Os conceitos já faziam parte do cotidiano da terapia. A palavra resiliência foi traduzida apressadamente. Antes bombou nos países de língua inglesa. Lá, era um termo comum. Aqui, tornou-se novidade.

E a última é agregar algo. Um amigo psicólogo disse:

Não quero trabalhar só a resiliência. Ao superar a situação, a pessoa avança. Aquilo que poderia ser uma experiência desagradável torna-se um fator positivo de crescimento.

Seria uma espécie de resiliência plus?

Escrevi este texto porque queria saber o que é resiliência.  Descobri que é uma espécie de guarda-chuva para vários conceitos. Resiliência pessoal, empresarial… tornou-se uma panaceia no campo da superação (outra palavra na moda).

Talvez a palavra “resiliência” ainda não tenha chegado ao seu cotidiano. Chegará. Moda é moda. Mas não faça questão de tornar-se um expert. As pessoas gostam de usar palavras inteligentes, mesmo sem saber bem o que é. Tranquilo. Palavras e expressões supostamente sábias são como cor de esmalte. Saem de moda. Depois vem outra.

– Xô, Racismo!

Para quem assistiu Avaí x Remo, viu uma lamentável cena racista praticada por uma senhora.

E…

Não cabe mais racismo, xenofobia, homofobia ou qualquer coisa que o valha hoje. 

– Dia da Consciência Negra.

Sou contra certas datas festivas: Todo dia é dia das mães; dos pais; das mulheres; dos homens ou dos negros.

Muitas vezes, temos datas comerciais: o dia dos namorados, por exemplo. Ou outras demagógicas: não seria a de hoje um exemplo disso?

Detesto rotulações: raça branca, negra, amarela… Ora, somos todos uma única raça, a RAÇA HUMANA! Não importa a cor da pele, a preferência sexual ou a religião: todos somos iguais em direitos e deveres.

Perceberam que o “dia de reflexão” virou descanso para uns e aproveitamento político para outros? Pior: o fato das cidades determinarem feriado municipal ou não acaba desacreditando no dia como feriado em si. Ou é para todos os municípios, nacionalizando a data, ou não.

Mais grave do que isso é tratar o dia como se fossem os negros gente inferior que precisassem de piedade. Nada disso. A história de cotas ou privilégios não pode ser uma caridade de gente subestimada, pois para ser inteligente ou competente não há cor (diferente das cotas sociais – por pobreza – as quais defendo).

Que o Dia da Consciência Negra sirva para refletir a igualdade, não aumentar discussões discriminatórias ou comparações de raças; coisas que são bobagens abomináveis nos dias atuais.

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Imagem extraída de: https://camararedencao.ce.gov.br/portal/noticia/dia-nacional-da-consciencia-negra/

– A Mensagem Papal no Dia Internacional da Tolerância. #DayForTolerance

Hoje é celebrado o “Dia Internacional da Tolerância”. E o Papa Francisco anos atrás, deixou uma importante mensagem sobre a data, na qual deveríamos pensar diariamente:

“O diálogo entre pessoas de diferentes religiões não se faz apenas por diplomacia, amabilidade ou tolerância. O objetivo do diálogo é estabelecer amizade, paz, harmonia e partilhar valores e experiências morais e espirituais num espírito de verdade e amor. #DayForTolerance

Respeitemos as diferenças, celebremos o que nos une.

Dia Internacional da Tolerância combate qualquer tipo de intolerância e preconceito, seja ele religioso, sexual, econômico ou cultural. Imagem extraída de: https://www.sonhosbr.com.br/dia-internacional-da-tolerancia/

– Versa, da Disney, e as críticas sobre “excesso de heterossexualidade”.

O curta-metragem “Versa”, da Disney, que é um belíssimo trabalho onde se mostra a sensibilidade de um casal que lida com o luto da perda do filho, é acusado de… fazer propaganda “heteronormativa” por grupos Woke nos EUA.

Isso é assustador: a Disney, que havia “entrado de cabeça” na Cultura Woke e depois foi saindo dela, não pode fazer uma produção onde um homem e uma mulher desejem casar e ter filhos? Obrigatoriamente, deve haver elementos inclusivos na arte?

No recorte do “Brasil Paralelo”, abaixo, uma explicação sobre o assunto:

(Em tempo: a inclusão, o respeito a qualquer raça, ideologia ou sexualidade, sempre é importante como respeito e cidadania. Entretanto, forçar a representatividade em toda obra artística e fazer apologia, é indevido. As críticas, em algum momento, beiram absurdamente uma heterofobia para combater a homofobia… que loucura!).

– Definindo Adultério, segundo Paulo Coelho.

Quando Paulo Coelho lançou seu Best Seller Adultério, ele deu uma entrevista à antiga Rádio Eldorado (eu estava sintonizado naquela oportunidade), declarando sobre o que pensava sobre o tema que dava nome ao livro:

Para mim, o adultério é a infidelidade do coração, não a do corpo“.

Sei não… para mim, não são desassociáveis. E pra você?

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Foto: Divulgação da Editora Sextante

– O Papa e os empreendedores cristãos:

O Papa Leão tuitou dias atrás:

“O mundo precisa de empreendedores e comunicadores honestos e corajosos que cuidem do bem comum.

Às vezes ouvimos: ‘Negócios são negócios!’. Na realidade, não é bem assim. Ninguém é absorvido por uma organização a ponto de se tornar uma engrenagem ou uma mera função.

Tampouco existe verdadeiro humanismo sem um senso crítico, sem a coragem de questionar: para onde estamos indo? Para quem e para o quê estamos trabalhando? De que forma estamos tornando o mundo?”

Diante disso, como está a sua relação com o seu emprego? Você é ou permite que alguém seja uma engrenagem?

– Os influenciadores de ontem e os influencers de hoje.

Cada vez mais os tempos modernos mudam algumas coisas significativas.

Na década de 80, as pessoas que nos moldavam eram os pais e os professores. Eles influenciavam nossa vida. E, como opção, existia a televisão para o entretenimento, onde os programas acabavam influenciando o próximo, caso o telespectador não tivesse orientação adequada.

Hoje, a Internet substituiu os principais influenciadores (os educadores do lar e da escola). Também substituiu a TV como lazer e acabou enchendo a cabeça de muitas pessoas – que aceitam sem muito discutir as ideias de pessoas chamadas influencers.

Essas pessoas que influenciam pela Internet vão desde políticos de Esquerda ou de Direita, passando por artistas, religiosos, coachings e tantas outras pessoas.

Fica a pergunta: você se deixa influenciar por quem?

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Imagem extraída de: https://directivosygerentes.es/marketing/tres-cosas-evitar-campana-influencer-marketing-2022

– O Papa e os empreendedores cristãos:

O Papa Leão tuitou dias atrás:

“O mundo precisa de empreendedores e comunicadores honestos e corajosos que cuidem do bem comum.

Às vezes ouvimos: ‘Negócios são negócios!’. Na realidade, não é bem assim. Ninguém é absorvido por uma organização a ponto de se tornar uma engrenagem ou uma mera função.

Tampouco existe verdadeiro humanismo sem um senso crítico, sem a coragem de questionar: para onde estamos indo? Para quem e para o quê estamos trabalhando? De que forma estamos tornando o mundo?”

Diante disso, como está a sua relação com o seu emprego? Você é ou permite que alguém seja uma engrenagem?

– O “aluguel” dos profissionais!

E você, “aluga o quê”?

“Intelectual aluga o cérebro, Trabalhador Braçal aluga os músculos, Prostituta aluga a fantasia“

Ruth Escobar

Cada um faz o que pode na oferta de trabalho. Concorda ou discorda desta lógica?

Cérebro Mente Psicologia - Imagens grátis no Pixabay

Imagem iStock, extraída de: https://pixabay.com/pt/illustrations/cérebro-mente-psicologia-idéia-2062055/

– Dia Nacional da Língua Portuguesa.

Neste dia 05, data de nascimento de Rui Barbosa, celebra-se nossa língua-mãe!

Cá entre nós, do Português Antigo ao Português do recente Acordo Ortográfico, muita coisa mudou no jeito que falamos e escrevemos. Inclua-se gírias, modismos e estrangeirismos. Ainda assim, em muitos momentos pensa-se em Língua Brasileira, ao invés da Língua Portuguesa

Sobre essa data, uma postagem bacana e simpática, em: https://inspiracoesparalelas.wordpress.com/2020/11/05/dc-dia-nacional-da-lingua-portuguesa/

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Lavando Roupa Suja na Internet: a Durabilidade dos Conflitos que são expostos nas Mídias Sociais.

Walcyr Carrasco, jornalista e autor de novelas e peças de teatro, escreveu uma interessante coluna na Época (Ed 2811) sobre a exposição de conflitos e brigas entre casais, quando estes caem na Internet. 

E quando eles próprios fazem questão de expor?

Na rede, os conflitos de qualquer natureza costumam se eternizar. Sobre essa situação, Walcyr lembrou que

O amor acaba. A raiva diminui. O tempo alivia os corações. Mas a Internet pode durar sempre

Eu concordo, e você? Abaixo, o texto na íntegra:

ROUPA SUJA NA INTERNET

É de lascar. Antes, quando as pessoas brigavam, no máximo a fofoca corria solta entre amigos. Hoje a guerra explode na internet. Em casos de amor é pior. O risco de alguém ter a cor de suas cuecas divulgada na web é imenso. Bem… a cor das cuecas seria pouco diante do que ocorreu com um amigo. É um ator famoso da Globo. Casado, pai de filho, teve um breve romance com uma atriz. Acabou quando ela descobriu a existência de uma terceira. Irritadíssima, não deixou por menos. Sabe-se lá como, conseguiu uma foto dele e da nova rival, pelados, na cama. Eu a recebi, assim como todo nosso grupo de amigos. Um desastre. Salvou-se porque a esposa, cuidando do bebê em casa, não é ligada em tecnologia. Nem sequer desconfiava dos pulinhos do cônjuge. Liguei para a autora do e-mail:

– Você vai destruir a vida dele!

– Tomara!

Mas ele tem bons amigos que resolveram deletar a foto. Por sorte, a história aconteceu há um ano, e a imagem, para minha surpresa, passou batida. E não estourou nas revistas de celebridades. Fotos da atriz Scarlett Johansson nua bombaram na web não faz muito tempo. Ela mesma as enviara pelo próprio smartphone a seu então marido e atual ex, Ryan Reynolds. Suspeitou-se que o próprio Reynolds, no calor da separação, as houvesse disseminado. Para aplacar o escândalo, Scarlett afirmou ter sido vítima de um hacker. Conseguiu retirá-las dos sites onde era exibidas. As fotos haviam sido batidas pela própria atriz no auge da paixão. Na revista Vanity Fair, ela se saiu com uma explicação bem-humorada:

– Eu conheço meus melhores ângulos.

Diante de mico tamanho, dizer o quê?

Quando a fofoca fica restrita a uma lista de amigos, é possível segurar o estrago. Mas e quando os ex-pombinhos se bicam pelo Twitter e pelo Facebook? Recentemente, um casal gay que nem conheço pessoalmente separou-se. Apavorado, o primeiro, com quem sempre converso no Twitter, pediu-me um conselho. O outro havia entrado em seu Facebook e adicionado sua tia. E revelou o caso em detalhes à velha senhora, que contou tudo para a família. Ocorre que o rapaz pretendia manter em segredo suas preferências.

– Meus pais são evangélicos, queria ficar no armário!

– Seu armário está com cupim – alertei.

Além da tia, o outro também mandou mensagens ao grupo de amigos da net. Segundo contou, conhecera o primeiro na rua, fazendo programa. Endividara-se com os gastos exagerados do parceiro. Pelo Twitter, o primeiro descobriu que trocávamos mensagens. Não teve dúvidas: denunciou o ex como pedófilo, também pela web, em texto aberto a quem quisesse ler. Era baixaria demais. Bloqueei ambos no Twitter. Reapareceram em meu Facebook. Arrependidos, que surpresa!

– Exagerei, ele nunca fez programa.

– Pedófilo ele não é. Só caloteiro.

Adoro uma boa história. Permaneci em silêncio, mas desbloqueei os dois. E descobri que… estão fazendo as pazes! Inacreditável!

Pior é o caso de uma amiga, personal trainer. No auge da paixão, fez uns vídeos bem íntimos com o namorado. Falta de juízo? O amor é assim, quando está rolando ninguém pensa no perigo. Brigaram. Ele quer voltar, ela não. O rapaz já ameaçou botar tudo na web, como fez, há anos, o ex de Paris Hilton. (Alguém lembra? Na época foi um barulhão. Hoje sabemos que foi um ato de pioneirismo.) Minha amiga está desesperada. Voltar não quer. Nem pode, com tal chantagista mau caráter. A lavagem de roupa suja pode acabar com sua carreira. Pouco se fala no assunto, mas hoje em dia muitas empresas entram no Google para pesquisar o passado do funcionário. Academias não contratam uma personal trainer que apareça nua em qualquer site ou em situação ainda mais explícita.

– Que mulher vai querer o marido treinando com uma piriguete? – disse-me o gerente de uma delas.

Intimidade e internet não fazem uma boa parceria. Quando casais se separam, acusações explodem. No auge da fúria, ex-parceiros dizem coisas horríveis um ao outro. Normal. Mas, quando desembocam na internet, intimidades podem ser compartilhadas por um número incalculável de pessoas. Qual é a saída? Talvez seja bloquear o acusador no primeiro e-mail, tweet ou mensagem pelo Facebook. Quem briga quer reação e quem sabe desista. Mas a fúria também pode aumentar exponencialmente.

A lavagem de roupa suja pelas redes sociais está crescendo. Para quem quer brigar, é melhor pensar bem. O amor acaba. A raiva diminui. O tempo alivia os corações. Mas a internet pode durar para sempre.

Logotipo do Internet foto editorial. Ilustração de projeto - 64514541

Imagem extraída de: https://pt.dreamstime.com/foto-editorial-logotipo-do-internet-image64514541

– Anúncio de venda de escravos: que tempo…

Tristeza: como eram os anúncios de vendas de escravos em nosso país!

Ingênuos”, que se lê, são os que não tem idade para trabalhar ainda.

(Recorte do Jornal do Brazil, 1880).

– Autistas não são antissociais, mas associais. Entenda:

Que não se tenha nenhum preconceito contra os portadores de autismo, e se entenda essa verdade, abaixo:

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– Ajudando para uma sociedade melhor!

Estive hoje na cidade de Campinas, no CPP local, falando em nome do Sebrae para os reeducandos daquela unidade sobre “Empreendedorismo e trabalho honesto”.

É muito bom tentar lutar por uma Sociedade melhor, através da Educação. Especialmente nos dias em que se discute a bandidagem e os meios de controle nas comunidades.

– Adultização de Crianças e Adolescentes nas Redes Sociais:

Meu filho William Porcari fez o ENEM como treineiro. E, mui orgulhosamente, sua redação no simulado me encantou pelo conteúdo redigido, pelo vocabulário utilizado (tanto na ortografia quanto na pontuação) e pela coerência com o tema proposto e os problemas associados.

É muito bom ver os filhos se desenvolvendo e tornando-se críticos dos problemas sociais, com ponderação e lucidez.

(Em tempo: das 180 questões, acertou 168)…

Abaixo:

Adultização de Crianças e Adolescentes nas Redes Sociais:

A pesquisa “Ela vai no meu barco”, de setembro de 2015, realizada pelo Instituto PROMUNDO, apontou que 36% das mulheres casadas entre 20 e 24 anos no Brasil, que representam cerca de três milhões de pessoas, se casaram antes dos 18 anos, prática conhecida como “casamento infantil”. Além disso, o estudo revelou que, em média, essas uniões ocorreram entre meninas de 15 anos e homens pelo menos nove anos mais velhos, geralmente de classe social mais alta. Com isso em mente, é visível a realidade preocupante desse fenômeno no Brasil, uma vez que pessoas entre 14 e 16 anos só podem se casar em caso de gravidez, e entre 16 e 18 anos apenas com o consentimento dos responsáveis legais. Outrossim, cerca de vinte mil casos de estupro de vulnerável foram notificados no mesmo período, e acredita-se que houve uma severa subnotificação, além do preocupante fato de que aproximadamente 99% dos casos não têm seus responsáveis punidos. Tal realidade demonstra que a “adultização” de crianças e adolescentes no âmbito sexual não decorre apenas da irresponsabilidade parental, mas também de mecanismos legais que possibilitam a sexualização dos corpos infantis de maneira lícita, além da negligência estatal, que se manifesta tanto na culpabilização das vítimas quanto na ineficácia da punição dos culpados, principalmente no meio digital, onde tais condutas foram “normalizadas” e até monetizadas por diversas plataformas. Assim, infere-se que a raiz do problema da “adultização” de crianças e adolescentes é uma sociedade que, por fatores históricos e culturais, naturaliza a sexualização de meninas sob a falsa premissa do “consentimento”, somada à omissão das autoridades responsáveis pela proteção física, mental e sexual dos menores.

Diante desse cenário, é necessário ressaltar a relação entre a “adultização” e os resquícios misóginos herdados do período colonial brasileiro. A normatização do casamento entre meninas púberes e homens adultos era uma realidade na Europa e foi importada para o Brasil colonial, sendo agravada pela escravidão, uma vez que as pessoas escravizadas não tinham direito à preservação de sua dignidade, e mesmo mulheres e crianças livres careciam de políticas de proteção sexual. Consequentemente, o Brasil cresceu com a ideia de que meninas são maduras o suficiente para consentir em atos sexuais desde tenra idade, e que a sexualização dos corpos femininos e infantis não é problemática, mas natural. Isso se reflete em casos recentes, como o de Hytalo Santos, em que apenas após denúncias públicas houve mobilização contra a exposição e a “adultização” de crianças nas redes sociais. Logo, percebe-se que a crença colonial de que meninas são “mocinhas” desde muito novas, somada a mecanismos legais falhos e à monetização de conteúdos de “adultização”, contribui para a manutenção de uma sociedade que desconsidera a importância da infância, gerando vítimas com impactos socioemocionais permanentes.

Ademais, é de suma importância apontar que o Estado não dispõe de legislações eficazes para garantir a segurança e a infância de crianças e adolescentes, sendo omisso quanto à exploração de influenciadores mirins, que, apesar de trabalharem, não são devidamente protegidos pela legislação contra o trabalho infantil. Também há negligência na eliminação de mecanismos que ainda viabilizam o casamento infantil e na falta de suporte às vítimas de “adultização”. Muitas vezes, o Estado, através do Poder Judiciário mostra-se leniente diante de casos de abuso, como o do prefeito de Piracanjuba, que admitiu publicamente ter agredido a filha como “corretivo” após ela enviar fotos íntimas, e não foi punido. Tal episódio evidencia que, embora o Estatuto da Criança e do Adolescente tenha sido promulgado em 1990, ele ainda é amplamente ignorado, sobretudo por autoridades estatais. Isso reforça a necessidade de aparatos legais mais eficazes e punições severas aos responsáveis por crimes contra vulneráveis.

Em conclusão, é nítido que a “adultização” de crianças e adolescentes está enraizada no pensamento e comportamento da sociedade brasileira. Assim, cabe aos legisladores competentes criar canais de denúncia acessíveis às vítimas de qualquer atentado contra a infância, seja na forma de “adultização” ou de abuso físico, sexual ou emocional, além de instituir mecanismos de penalização mais eficazes aos abusadores. Essas ações devem ser realizadas por meio de campanhas de conscientização em escolas e redes sociais, para garantir que os jovens tenham consciência dos seus direitos e de como fazer denúncias em casos de qualquer tipo de abuso;programas de educação parental, para ajudar as famílias a, não somente proteger as crianças no meio digital, como também demonstrar que a agressão e a “adultização” não são práticas constitucionais e não serão toleradas; e pela criação de legislações que regulamentem as mídias digitais, impedindo a monetização e a disseminação de conteúdos que sexualizem menores, e sua exclusão imediata. Dessa forma, será possível garantir a proteção integral das crianças e adolescentes e combater de maneira efetiva a negligência histórica com a infância no Brasil.

– Você se deixa influenciar pelos influenciadores, na hora da compra?

Olhe só que dado: os países que mais as pessoas aceitam influência dos influenciadores, na hora de efetivar a compra de um produto:

Você “faz parte” dessa turma? 

Na imagem abaixo:

– Destaque-se no meio da maioria:

(Extraído de Hendel Favarin, da Escola Conquer).

Seja diferente:

– O que Interessa ou Desinteressa?

Não existe assunto desinteressante; o que existe é pessoa desinteressada”.

G. K. Chesterton

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– Entenda e Respeite o uso dos Cordões:

Entenda:

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– Convivência: a arte de saber se relacionar…

Cada vez mais as pessoas estão se sentindo atacadas por gestos ou palavras. Pudera, muitos agem como se nada tivessem que se atentar, expressando pensamentos ou tomando posições grosseiras e que podem machucar.

Um quer rotular o outro. Aí vira um looping de ideias, sem término amistoso.

O ideal: dê sua opinião e respeite a do seu próximo. Isso não significa concordância, mas educação.

Precisamos melhor nossa comunicação. Às vezes, a agressividade (que um não percebe) faz com que o próximo a devolva no mesmo tom, sem deixar que aja entendimento…

– Não desperdice seu talento. Como anda a sua melhor versão de si mesmo?

Ótimo artigo para profissionais de qualquer ramo: o quanto “você confia no seu taco?”

Compartilho esse comprido, irreverente, diferente e ótimo texto!

UM PAPO SOBRE CONFIANÇA E BUNDAS-MOLES

Por Matheus de Souza (https://www.linkedin.com/in/matheusdesouza)

Tem tantas pessoas talentosas por aí desperdiçando seu potencial por falta de confiança. Elas esperam que os outros acreditem nelas, mas não acreditam em si mesmas. Isso dói, cara.

A confiança é a base onde nossas vidas estão construídas. A confiança deve estar presente em relacionamentos, parcerias de negócio, lançamentos de produtos. Deve estar no botão enviar. No publicar. A confiança leva as coisas adiante.

Viver socialmente requer que, na maioria das vezes, não compartilhemos nossas opiniões, pensamentos e pontos de vida sobre o mundo. A sociedade quer que você seja um trabalhador dócil. Que escute as regras e faça seu trabalho para que as engrenagens continuem rodando.

Ah, e não podemos esquecer de bater o ponto. A sociedade pira quando não o fazemos. Já que, pra ela, o que importa são as horas trabalhadas, não o resultado entregue. E os prazos? Amigo e amiga, foda-se a criatividade quando se tem um prazo. É engraçado que a palavra inglesa pra isso seja deadline. Numa tradução literal, data limite. Pra nossa criatividade, a data da morte. Aos poucos os deadlines, cada vez mais apertados, vão nos corroendo por dentro. E nos matando.

Só há uma versão de você — por que desperdiçar seu talento?

Pra começar, saiba que você é um ser singular. Não há ninguém como você no mundo. Ninguém com suas experiências de vida, suas vivências ou seus pontos de vista.

Eu sei que isso soa meio insosso, mas é verdade, parceiro. Ninguém sabe a merda que você passou e acredito que você deva ter algum dom para compartilhar com o mundo.

O meu eu acho que é a escrita. Ela tem me proporcionado momentos únicos cada vez que clico em publicar. Das trocas de experiências nos comentários à mais recente loucura que a internet me proporcionou: hermano traduziu texto meu pro espanhol e saí numa revista de negócios gringa. E aí te/me questiono: se no primeiro comentário negativo — e acredite, mano, tem uma galera que não pega leve — eu tivesse abandonado a escrita?

Para ter uma confiança inabalável em si mesmo, você precisa ser razoável. E você precisa violar algumas normas sociais. Provavelmente uma das melhores coisas que aprendi na faculdade foi que muitas dessas regras nos são autoimpostas. E aí te digo que nossos destinos podem ser controlados se alterarmos essas regras. Pise fora da zona de conforto e você nunca mais terá vontade de voltar pra ela. Desafie os outros, desafie os conceitos de certo e errado.

Eu meio que tô fazendo isso nesse texto. O padrão imposto pelas normas de marketing de conteúdo, ou melhor, pelos algoritmos dos mecanismos de busca, é que eu use um conjunto de técnicas de SEO. Sabe aqueles textos que eu e muitos por aí fazemos do tipo “X dicas pra você”? Fazemos isso porque é mais fácil você clicar no texto com um título desses. As dicas numeradas, inclusive, utilizam um recurso chamado heading tags. São esses subtítulos que garantem que você nos encontre no Google quando faz uma pesquisa.

Me pergunta se curto escrever nesse estilo? Acho uma bosta. Meu autor favorito é o Jack Kerouac, não o insira o autor mais vendido de autoajuda do momento. Mas a parada é que eu tô no jogo, sacou? Meu negócio é o texto corrido, uns palavrões, umas gírias. Não tenho paciência pra esses artigos enlatados — o que pode soar completamente contraditório, já que também faço isso e, inclusive, vendo isso —, mas é como falei: eu tô no jogo. Não fossem esses padrões (veja eles aí novamente), você provavelmente não teria lido meus outros textos. E talvez nem leia esse, já que tô fugindo do padrão.

O ponto é que tem muita gente querendo passar uma mensagem legal, mas essa galera acaba sendo obrigada a se colocar dentro de um padrão para que o seu trabalho chegue a um público maior. Pode nos chamar de vendidos, se você se sentir melhor com esse termo. E aí, cara, acabamos todos no mesmo balaio. Essa é a real. Você sai no G1, as pessoas te elogiam, seu ego vai nas alturas, todo mundo fica feliz. E vão surgindo as alcunhas. Guru do empreendedorismo, empreendedor de palco, meninos e meninas do Vale. E quando rola uma treta tipo o lance da Bel Pesce, toda uma geração é posta em xeque. A sociedade não perdoa.

Mas vamos falar sobre empreendedorismo. E vou mudar de assunto sem colocar uma tag h3 como subtítulo. Vemos as notícias e histórias do Vale do Silício e tentamos replicá-las aqui. Mas é foda, cara. São poucas as sociedades que incentivam o empreendedorismo. E o Brasil não é uma delas. Os americanos, com quem temos uma relação de amor e ódio, desde pequenos são incentivados a pensarem por conta própria e expressarem seus talentos para o mundo. É por isso que eles são fodas em várias áreas. Tem os melhores atores, os melhores esportistas, os melhores tudo — tá, não é só por isso, mas ajuda muito.

Sem falar das leis fiscais. Tenta abrir uma empresa nos EUA e uma no Brasil. E os programas de apoio e fomento à startups? Ah, mas no Brasil tem vários editais. Vou contar um caso pra vocês, então. Sou sócio do Projeto CR.U.SH, uma startup de mobiliário digital open source. Na metade do ano fomos contemplados no Sinapse da Inovação, um programa de incentivo a criação de empresas de tecnologia do estado de Santa Catarina. Prêmio de R$60 mil e uma bolsa de R$2.500,00 durante 1 ano. Estamos em meados de setembro. Pergunta se já recebemos? Três meses de atraso — até agora. Cê acha que os gringos iam dar um mole desse?

A real sobre confiança

Tem outro princípio sobre o uso das heading tags que é a escaneabilidade. Essa não tem haver com os mecanismos de busca. O negócio é com o elemento humano atrás da tela. Esses subtítulos ajudam o leitor a escanear o texto em busca de informações relevantes. Do contrário, há o risco do cara pensar “ah, não tô com saco pra textão”. E aí ele clica no x e aquelas horas que você passou escrevendo não valeram 10 segundos do tempo dele.

Mas voltemos pra confiança. Eu tenho uma troca muito legal com o meu público no LinkedIn e sempre rolam alguns insights lendo os comentários. Uma coisa que notei esses tempos é que muitos de nós somos extremamente idealistas quando jovens, mas com o passar do tempo, quando precisamos nos estabelecer num trabalho comum das 08h às 18h e, principalmente, que pague nossas contas, muitos dos nossos sonhos e esperanças desaparecem e começamos a perder a confiança em nós mesmos. Perdemos aquele brilho nos olhos, saca? Nossos dias ficam cinzentos, você entra em modo automático e apenas torce para que o final de semana chegue logo.

Mas, cara, é seu dever ter confiança em si. Quando você tem um forte senso de dever, seus medos tornam-se menos reais e fica mais fácil compartilhar seus dons com os outros. Eu morria de medo de publicar meus textos online. Nos 20 primeiros, por aí, fechei a seção de comentários. Não estava preparado para o feedback. Aí um dia recebi um e-mail de um cara dizendo que adorava meus textos, mas nunca teve a oportunidade de comentar isso neles. Pensei: porra, cara! Ó o que eu tô perdendo.

Cada vez que me sento nessa cadeira é uma luta pra escrever e fazer o trabalho criativo. Tem vários dias que sento aqui, fico olhando o cursor do editor de texto piscar e não acontece nada. Pego um café, perco um tempo procurando uma playlist com o termo concentração no Spotify e tento de novo. O tempo passa e vou me frustrando. Será que não tenho mais nada para contribuir com os outros? A fonte secou? Secou nada, cara. Tu és foda. Eu sou foda. Cadê a confiança?

Minha confiança aumentou muito quando percebi que fragmentos do que eu escrevo podem ajudar alguma situação vivida por alguma pessoa em algum lugar do mundo. Sim, em algum lugar do mundo. Tenho leitores de toda a comunidade que compartilha a língua portuguesa. Angola, Moçambique, Cabo Verde, Timor Leste, Macau, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e, claro, Portugal. Esqueci de alguém? Escrevi de cabeça, hoje acordei meio puto com o Google. Ah, tem também a galera que leu aquele meu texto em espanhol. A AmerícaEconomía circula em toda a América Latina, então o texto chegou pra muita gente.

E aí me perguntam: Tá, Matheus, mas estás ganhando dinheiro com o blog? Mas porque o foco de tudo o que fazemos é o dinheiro, porra? Não sou hipócrita, gosto de dinheiro, mas pô… Não tem dinheiro que pague a sensação de ver que, de alguma maneira, você fez a diferença na vida de alguma pessoa. E isso é o tipo de coisa que só rola quando você destrói seus medos e tem confiança em si. No meu caso, só rolou quando permiti que as pessoas comentassem em meus textos.

Muitos de nós não deixamos um legado porque temos medo de que nossas necessidades básicas, ou melhor, as necessidades básicas impostas pela sociedade não sejam atendidas. O carro novo, a casa maior, as roupas de marca. E digo legado porque você sabe, né, um dia todos nós vamos embora dessa vida. Serião. Ou seja, cê tem uma chance, parceiro.

Seja um tolo

Tô sendo tolo ao pensar que terei quase 1 milhão de visualizações com este escrito igual tive neste texto. Mas eu precisava disso. Qualquer um que vai contra as regras da sociedade é visto como um tolo. Foi assim com vários caras fodões que fizeram coisas grandiosas. Pra nossa geração o mito dessa descrição é, certamente, Steve Jobs. Mas vamos voltar um pouco e deixar a tecnologia de lado. Vamos falar de caras que pensaram na coletividade. Vamos falar de Gandhi, Mandela, Luther King Jr. Muitos heróis, santos ou mártires colocaram suas vidas em risco para defenderem suas crenças. Sacrificaram suas vidas pelo coletivo e conduziram a raça humana adiante.

Para qualquer trabalho criativo que você faça ou qualquer coisa que você faça fora das normas, tenha a certeza de que será ridicularizado. Os caras que citei foram. As pessoas não gostam de outras pessoas que fazem coisas diferentes. Já contei aqui da vez em que fui ao Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York e achei tudo aquilo uma merda. O fato é que cheguei lá cheio de preconceitos e com a ideia pré-concebida de que qualquer risco é arte. Ignorância. Mesmo.

Agora te encorajo a ser um desajustado — não vou copiar e colar a propaganda épica da Apple, relaxa. Não siga o rebanho, abra seu próprio caminho. É meio loko eu escrever isso porque eu realmente estava seguindo o rebanho. Quero dizer, eu tô no jogo, mas eu posso ter meu próprio estilo. Uns headlines tags aqui e ali, mas eu posso fazer o meu trampo, não apenas seguir uma fórmula mágica de sucesso que promete máximo engajamento e trocentas mil curtidas. Eu não quero só visualizações, curtidas e o caralho à quatro, eu quero dar tapas na cara das pessoas. Tapas metafóricos, evidentemente.

Haters

A internet é foda. A linha tênue entre sucesso e fracasso é realmente fina por aqui. Uma palavra mal colocada e pronto. Já era. A galera cai de pau. E dói. Se meu texto tem 100 comentários, sendo 98 positivos e 2 negativos, aqueles 2 filhos da puta mexem comigo. Mas aí entra a confiança. Aprendi a me apegar aos 98 e ignorar os 2. Porque pô… São 98. Independente da sua proporção de haters, se apegue aos comentários positivos da galera que te quer bem. Críticas? Só se forem construtivas. O resto deixa pra lá.

A melhor maneira de lidar com esses caras? Fazendo um trabalho melhor ainda. Confiança, mano.

Onde está a sua rebeldia natural?

Ontem enviei um e-mail pro pessoal da minha newsletter perguntando qual o maior desafio profissional que as pessoas tem enfrentado. A galera se engajou e já recebi mais de 100 respostas — agora quero ver dar conta de responder todo mundo, haha.

Esse meu texto é sobre confiança por dois motivos:

Percebi que tem muita gente na pior justamente pela falta dela.

Teve um cara, que vou chamar carinhosamente de Leo Tolstoy, que me respondeu de volta com algumas sugestões e questionamentos. Na real, ele me abriu os olhos.

Em determinado trecho ele chama minha geração de bundas-moles e diz para eu fugir do politicamente correto. O Tolstoy tem razão. O sucesso por vezes nos cega. É muito cômodo pra mim fazer um texto caça-níquel de cliques com um título “X dicas para você” ou “Como fazer tal coisa” e 500 palavras do que este meu manifesto com mais de 2000 palavras.

Tolstoy cita, com razão, nossa falta de culhões. Nosso medo de tocar o dedo na ferida e deixar de fazer parte do clubinho.

Por isso a necessidade desse texto. Ele foi escrito pra aumentar a minha confiança, a sua e a do Tolstoy em nossa geração.

Vamos ter mais confiança em nós mesmos. Vamos fazer a diferença nessa porra de mundo. Vamos deixar um legado.

Não quero mais ser um bunda-mole.

Boa semana.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Jovens redescobrem o passado: a febre das velhas tecnologias.

Geração Z revive CDs e câmeras em busca de vida offline 📷 #GeraçãoZ #Tecnologia #Comportamento #linkezine 💿 O post 📼 Jovens redescobrem o passado:…

Continua em: 📼 Jovens redescobrem o passado: a febre das velhas tecnologias 🎧

– Quanto morador de rua…

Estou em São Paulo, fazendo uma bateria de exames preventivos. E me assustei como aumentou o número de moradores de rua na Capital.

Quanta gente em pontes, praças, barracas e sub moradias. É muita gente carente…

Sem julgar os motivos de ali estarem, mas algo precisa ser feito.

– O preconceito contra as doenças da mente.

Não é triste imaginar que pessoas sofredoras de depressão, ansiedade, Síndrome do Pânico e tantos outros males da mente, sofrem preconceito?

Desde “frescura” à “loucura”, o paciente é criticado por aqueles que nem imaginam o que sejam essas doenças. Lamentável tal insensibilidade.

Se você sofre do coração, vai a um cardiologista. De dores no joelho, a um ortopedista. Qual o receio de procurar ajuda para enfermidades emocionais, junto a psiquiatras e psicólogos?

Paciência…

Depressão

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Fita isolante e marquinha perfeita: o novo “ritual” do verão carioca.

Bronzeamento de fita viraliza em Ipanema ☀️ Estilo, vaidade e alerta médico! #VerãoCarioca #Bronzeamento #SaúdeDaPele #linkezine 💅 O post ☀️ Fita …

Original em: ☀️ Fita isolante e marquinha perfeita: o novo “ritual” do verão carioca 🔥

– A Preguiça é o segredo do sucesso?

Curioso. Walcyr Carrasco, autor de novelas, escreveu na Revista Época que sua grande fonte de inspiração é a… preguiça!

Para ele:

A preguiça é uma vantagem para a sobrevivência, que faço questão de exercer”.

Como eu não tenho um salário polpudo como noveleiro da Globo, não posso exercer minha vontade de nada fazer. Que pena!

Resultado de imagem para Preguiça

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem souber, informar para crédito na imagem.

– Setembro Amarelo: por uma relação com o trabalho que valorize a vida.

Alerta de gatilho: este artigo contém informações relacionadas a suicídio e suicidologia e pode conter gatilhos inadequados para quem está …

Continua em: Setembro Amarelo: por uma relação com o trabalho que valorize a vida