Leio que Khvicha Kvaratskhelia, jogador da Geórgia, que do Napoli se transferiu para o PSG, foi recomendado pelo seu atual clube francês para mudar de nome. Motivo: pela dificuldade da sua pronúncia atrapalhar ações de marketing.
Robson de Souza Jr, o Robinho Jr, tomou ele próprio a iniciativa: pediu para ser chamado de Juninho, o apelido dos amigos íntimos e familiares. Óbvio que para ajudar na não-lembrança de que seu pai, Robinho, está na cadeia por estupro (infelizmente, muitos atacam o garoto pelo erro do seu progenitor).
Nos dias atuais, os nomes “diferentes” sumiram do futebol brasileiro. O marketing funciona muitas vezes como “anti-marketing”. Zico, Tita, Cafu, Bebeto… nomes marcantes e que são facilmente identificáveis. Hoje temos Douglas Santos, Douglas Silva, Douglas Souza, Douglas Costa… e quantos Luan já apareceram?
Por fim: daqui há alguns poucos anos, chegará a geração de Miguel, Enzo e Noah, assim como recentemente tivemos os de Lucas, Thiago, ou Danilo. Haja criatividade para diferenciar.
Precisamos ser mais “impactantes” nos nomes. Arrisco a dizer que Pelé hoje seria “Edson Nascimento”, e Zico mais um dos “Arthur”.

