– Sérgio Correa confirma: Ceretta fora da CBF em 2015!

Coisas complicadas do mundo da arbitragem. Eis que Guilherme Ceretta de Lima, eleito melhor árbitro do Paulistão em 2015 (na opinião da FPF; na minha, não), e que foi agredido por Dudu, está fora da CBF pelo menos até o ano que vem.

A informação foi do próprio Sérgio Correa da Silva, o contestadíssimo chefe da arbitragem da CBF. Em entrevista ao jornalista Renan Cacioli no Bom Dia / Diário de São Paulo, Sérgio disse que Ceretta foi afastado do Brasileirão Série A pelo jogo entre Coritiba x Flamengo e da Copa do Brasil pelo jogo entre Paysandu x ABC. Porém, revoltado por não ter sido mais escalado e pelos critérios de Sérgio Correa, Ceretta não quis mais fazer o teste físico da CBF e abandonou a entidade. Segundo o Cel Marinho, chefe dos árbitros da FPF, Ceretta deve voltar no Paulistão e não pensa mais na CBF.

Fica a pergunta: cadê o Sindicato, Associação de Árbitros ou algo equivalente, que seja independente suficiente para brigar contra a CBF?

Vale refletir. Sérgio Correa reina no Brasil com a anuência de Marco Polo Del Nero…

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– Quem substituirá Osório?

Por tudo o que se tem falado, pra mim é questão de dias que o São Paulo perderá seu treinador, o inteligente colombiano Osório.

Aqui, uma lembrança: para contratá-lo, o SPFC entrevistou técnicos estrangeiros. Caso tenha que substituir Osório (o que é provável) irá (por coerência) buscar os outros nomes estrangeiros estudados da lista anterior?

Particularmente, tô achando que Milton Cruz será pela enésima vez o treinador tampão à espera de, quem sabe, Muricy Ramalho.

E você, pensa o quê sobre Osório e o futuro treinador do São Paulo FC?

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– Clássico às 11h é brincadeira de mau gosto!

Escrevo esse texto sem assistir o clássico entre Corinthians x Santos. Sei que o Coringão jogará de calção branco para “aliviar o calor” e que Dorival Júnior quer que a molecada do Peixe cadencie o jogo para não cansar demais.

Futebol profissional às 11h tem muitas facetas. Eu gostava do horário quando apitava; afinal, tinha condicionamento físico muito bom, me preparava adequadamente e voltava para casa mais cedo. Claro, sei que para os jogadores a rotina é cruel. Para os torcedores, é válido: torna-se “jogo para a família”.

Muitas partidas acontecem às 10h ou às 11h Brasil afora. Mas futebol de primeira linha, não. Gosto da idéia de colocar jogos entre “Grandes x Pequenos” nesse horário, é garantia de estádio cheio de famílias que depois se reuniram para curtir o domingo juntas. Porém, penso que clássico não deveria ser jogado nesse horário (e com esse calor)! Grande x Grande é para horário nobre do futebol, temperatura mais baixa e alta preparação para todos.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– O Delicado Momento do Futebol e da Arbitragem: O que se deve mudar?

Dias atrás comentamos sobre as exigências realizadas pela Comissão Nacional dos Clubes à CBF (vide em: http://wp.me/p55Mu0-yr). Em resposta, a CBF prometeu ser pioneira no mundo e usar imagens de vídeo em jogos (falamos também: http://wp.me/p55Mu0-yt).

O certo é que o assunto cansou. Seria desejo real de melhora ou apenas demagogia clubística? Como o Corinthians é líder, Grêmio e Atlético sugeriram um favorecimento deliberado (que entendo inexistente, escrevemos isso em: http://wp.me/p55Mu0-xV)

Recentemente, o presidente do time gaúcho Romildo Bolzan ofereceu um dossiê de mudanças! Para o bem dos co-irmãos e do futebol em geral ou em benefício a sua própria agremiação?

Daniel Nepomuceno, presidente do Atlético-MG, está neste mesmo pacote de mudanças do futebol e da arbitragem. Mas por quê quando os erros são a favor da sua equipe o entusiasmo diminui?

A questão é muito mais ampla. Como mudar a arbitragem e os campeonatos? É trabalho para muitíssimas discussões, que não podem ser feitas ao calor da competição. Creio que temos alguns pecados importantes da Comissão de Arbitragem (citamos 7 deles em: http://wp.me/p55Mu0-xp).

Tudo se resume em algo muito simples: a maior parte dos nomes que estão no comando das entidades do futebol (CBF, Federações, Arbitragem, Tribunais) são os mesmos há décadas nessa estrutura que é viciada! Criou-se um monstrengo administrativo cuja caixa preta só poderá ser aberta por gente realmente independente (e que quando abrir, “federá ainda mais”).

Tirar Sérgio Correa da CA-CBF não melhorará a arbitragem a curto prazo, já que Marco Polo só colocará gente da sua confiança e com os mesmos vieses de incompetência e subserviência. A médio prazo, teríamos outros nomes de árbitros. A longo prazo, gente melhor preparada. Mas há que existir um pontapé inicial para mudar!

Já para a presidência da CBF, quem deve entrar no lugar do Marco Polo Del Nero? Quem pede o direito ao posto é Delfim Peixoto, o folclórico e polêmico “dono” da Federação Catarinense que há décadas reina por lá. Mas o deputado capixaba Marcus Vicente, outro vice, tem a confiança de Marco Polo para sua substituição, caso realmente se confirme o que se especula: que ele pedirá licença da presidência para se defender de um possível pedido de extradição do FBI.

Em suma: assim como na política, o esporte brasileiro está carente de nomes que tragam esperança!

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– Aidar ou Bourgeois?

Rodrigo Capelo, jornalista responsável pelo Blog “Época Esporte Clube”, da Revista Época, revelou que Alexandre Bourgeois, o CEO indicado por Abílio Diniz para comandar o São Paulo FC e demitido por Carlos Miguel Aidar, propôs uma economia imediata de R$ 44 milhões aos cofres do clube.

Como?

Não renovando os contratos de Rogério Ceni, Luís Fabiano e Alexandre Pato. E o valor aumentaria para R$ 75 milhões anuais em corte de gastos até 2017, mantendo 30 jogadores no departamento de futebol.

Seria uma correta atitude ou não?

Deixe seu comentário.

A entrevista completa pode ser acessada em: http://is.gd/AMRflp

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– Pato deveria voltar à Seleção? Foi ele quem pediu…

Alexandre Pato reencontrou um bom momento em sua carreira com a chegada do estudioso treinador Juan Carlos Osorio. Isso, não se discute.

Porém, no domingo, após a vitória do São Paulo contra o Grêmio em Porto Alegre (2×0), declarou que acredita não tem ninguém melhor do que ele (na sua função) para jogar na Seleção Brasileira, e que espera ser convocado por Dunga.

Com a fraca safra de atacantes brasileiros atuais (ao menos, nos anos 90 tínhamos craques em maior número e melhor qualidade), talvez Pato tenha razão.

E aí, o que você pensa sobre isso: Dunga deve chamar o atacante do SPFC (por merecimento, por falta de opção, pelo nível baixo de outros jogadores, ou por qualquer outro motivo) ou ainda não é o momento de promover a volta do jogador ao Escrete Canarinho?

Deixe seu comentário:

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– As Sugestões dos Clubes para Mudar a Arbitragem Brasileira

A Comissão Nacional dos Clubes de Futebol do Brasil, representada pelo presidente do Atlético Mineiro, Daniel Nepumoceno, sugeriu à CBF algumas mudanças na condução da arbitragem nacional.

Avalie-as:

1- Ao invés dos árbitros serem escalados – ou melhor – indicados para sorteio por Sérgio Correa, uma comissão formada por pessoas indicadas pelos clubes e/ou profissionais da CBF dividiriam a responsabilidade com o chefão do apito para confeccionar as escalas;

2- Criação de Ranking de Árbitros;

3- Uso da Tecnologia para diminuir os erros;

4- Criação de grupos independentes de avaliadores dos árbitros.

Sobre elas, minha opinião:

1- Sérgio continuará no poder e os cartolas apenas querem direito a vetar nomes que não gostem.

2- Já existe ranking com a criação de categorias de árbitros. Na FPF, existia um fajutíssimo ranking com fórmula mirabolante que nunca funcionou.

3- A tecnologia só pode ser aprovada nas reuniões da International Board.

4- Os árbitros são avaliados com notas boas quando estão de bem com o chefe; mal, quando estão de mal com o chefe. Criar grupos independentes é boa idéia. Mas quem? Torcedores? Representantes de clubes? Ex-árbitros comentaristas da TV?

Ou seja: tudo continuará igual… Tirar Sérgio Correa, como alguns clubes querem, parece ser desejo apenas “da boca pra fora”. E tirando ele, entraria quem?

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– Del Nero é o novo Tancredo. Ao menos, para Walter Feldman!

O secretário-geral da CBF, Walter Feldman, disse na última quarta-feira em evento público em São Paulo que o atual presidente da entidade, Marco Polo Del Nero representa “a transição para o novo modelo de gestão” que estaria sendo implantada na Confederação e em todo o futebol brasileiro, de maior transparência, controle e profissionalismo.

Acreditou?

Não parou por aí. Feldman disse, ao ser questionado que Marco Polo tinha como lema em sua chapa “Continuidade Administrativa” que:

Como não houve uma disputa (para Del Nero assumir a presidência da CBF), passa a ideia da continuidade e de continuísmo. Mas nós temos uma lógica que eu chamo de anticíclica para mostrar que ele pode ser a grande evolução, como foi o Tancredo Neves“.

Profundo… mas irreal! Para eles, “Del Nero é o cara!”.

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– Os 7 pecados capitais na “Crise do Apito” do Futebol Brasileiro

Esqueça as teorias conspiratórias que pipocam pela Internet. Nada em dizer que estão favorecendo o Corinthians pois, devido a crise econômica, o “Time do Povo” deve ser beneficiado para acalmar os ânimos do povão. Descreia daquele que lhe disser que o interesse é da Rede Globo. Não acredite em acordo às escuras entre o deputado Andrés Sanches e o presidente da CBF Marco Polo Del Nero para que a CPI do Futebol seja avaliada.

Os problemas da arbitragem brasileira se resume a um só: PRESIDÊNCIA da CBF.

Sim. E vamos entender o motivo de Marco Polo (e não só ele) levar a culpa.

– Sérgio Correa da Silva foi presidente da Comissão de Arbitragem por muitos anos na gestão Ricardo Teixeira. A fim de agradar clubes cariocas, em meados do ano 2000 Sérgio foi “demitido” da CA e realocado para um recém criado Departamento de Árbitros (cargo só para ele e com o mesmo salário). Ficou pouco tempo lá, pois José Maria Marin o reabilitou para a CA e Marco Polo o manteve.

Portanto, avalie: há quanto tempo Sérgio comanda a arbitragem do Brasil? A Presidência da CBF (através de seus 3 presidentes do período) foi responsável. E por todo esse período, é razoável crer que uma safra de árbitros foi perdida.

Mas Sérgio Correa tem muitos pecados na sua gestão?

Sim, pelo menos 7. Vamos à eles:

1A FORMAÇÃO DOS JUÍZES: como a CA-CBF formou seus árbitros atuais? E a resposta é simples: não formou, deixou para as Federações Estaduais. Em São Paulo, por exemplo, o Cel Marcos Marinho (que combatia a violência das torcidas nos Estádios) virou presidente da CEAF-FPF! Sendo assim, a má formação transita entre as hierarquias.

2- A CRITERIZAÇÃO DOS ÁRBITROS SORTEADOS: o descritério das escalas é gritante: Marlon Rafael de Oliveira, o bandeira que muito errou em Atlético Mineiro 0x1 Atlético Paranaense (era estreante na série A), foi suspenso. Mas até a manhã de sexta-feira, ele constava como bandeira escalado para Salgueiro x Cuiabá na série C, sendo substituído posteriormente. A propósito, outro estreante da Série A, Evandro Gomes Ferreira, atuará no jogo do Atlético Mineiro contra o vasco da Gama.

3- A FORMALIZAÇÃO DA “GELADEIRA” DOS ÁRBITROS: sempre existiu afastamento dos árbitros por má atuações. É que o torcedor nunca ficou sabendo. Agora, a novidade, é a divulgação pública. Além disso, a falta de critério para “encher esse freezer”: árbitros que PODEM ser suspensos foram. Alguém afastaria Luiz Flávio, Sandro Meira Ricci, Marcelo de Lima Henrique, Leandro Vuaden, Ricardo Marques Ribeiro, ou outro figurão do apito, caso errem (como já erraram) no Brasileirão?

4- A FALTA DA RECICLAGEM E APRIMORAMENTO: Reciclar árbitros não é afastá-los! É dar jogos nas categorias menores para que eles se aperfeiçoem. Não existe aperfeiçoamento se o cara fica parado na sala de aula. O treino do árbitro é o próprio jogo! Pior é que os que treinam no jogo se atrapalham, vide a questão da mão na bola e a bola na mão, quase uma regra tupiniquim, a “12-B”, paralela ao que a FIFA manda. E a cada erro, a justificativa da CA de que o árbitro acertou…

5- A FRIEZA DAS ESTATÍSTICAS: aumentou o número de bola rolando e caiu o número de infrações. Pudera, estamos deixando de dar faltas e aumentando os acréscimos! Os números são frios e permitem a interpretação de quem os divulga e contabiliza. Neste caso, é o próprio Sérgio Correa quem o faz…

6- A AUSÊNCIA DA MERITOCRACIA: árbitros de vários lugares do Brasil, onde o futebol não é tão evoluído, com a desculpa de que são necessários para integrar o país. Se dá chance para árbitros do PA, MT, RO, TO em detrimento de outros centros mais desenvolvidos na série A?

7- OS CRITÉRIOS GEOGRÁFICOS DE ESCALA: em alguns momentos os clássicos regionais são apitados por árbitros de outras praças; em determinadas rodadas, de mesma. Árbitros da mesma federação do mandante em alguns jogos escolhidos a dedo; Implantação de 4o e 5o árbitros em alguns jogos; invenção de dois delegados por partida; em outras, apenas um. A cada rodada, uma invencionice.

O mais importante: crer que a arbitragem melhorará com afastamento de 5 bandeiras e um árbitro é demagógica barata. Quem os escala – Sérgio Correa – é o responsável por eles, e o responsável pelo cargo de confiança que é a Comissão de Árbitros é o presidente Marco Polo Del Nero.

Instiga tanto apreço que Marco Polo tem por Sérgio. Desde o tempo em que Sérgio era presidente do Sindicato dos Árbitros e membro da Comissão de Árbitros da FPF, sob a administração Marco Polo, a sintonia é grande.

Enfim: precisamos um Choque de Gestão na CBF, e em especial, na Comissão de Árbitros. Mudar tudo, abandonar as estruturas viciadas e dependentes (ou alguém acredita na independência das instituições de futebol entre si?) e, em especial, colocar pessoas capacitadas para essa revolução.

Me custa crer que a curto prazo esses senhores que há décadas militam no futebol sem nenhuma ação louvável mudarão para melhor a administração do futebol. Triste realidade…

Ah: sobre os erros pró-Corinthians? Ora, é claro que para os clubes de massa, se a favor, repercutem mais. Em um campeonato tão comprido como o Brasileirão, eles acontecem à todas as equipes (só despertam menor discussão dependendo do time e do placar). Mas calma: eles realmente não se compensam, pois há times que terão árbitros e bandeiras mais fracos, estádios que permitem maior pressão, e tantos outros fatores da debilidade e incompetência humana. E que acabe o aceite de que, se errou contra hoje, tudo bem pois errará amanhã a favor. O correto é: errar nunca!

(charge Vodu, de Mário Alberto, Jornal Lance 04/09)

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– Gabigol e o empresário esperto!

Gabriel, atacante do Santos FC (o “Gabigol“) supostamente fora sondado para jogar na Turquia com proposta de quase 80 milhões de reais, segundo seu empresário Wagner Ribeiro.

Você acreditou? Eu não. Lulinha também já houvera sido sondado por 30 milhões de dólares…

A verdade é: um agente “ladino”, esperto e rodado, sabe valorizar seu produto. Teria sido uma estratégia para pedir aumento de salário?

Talvez.

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– Jogadores como Sacas de Café ?

Há pessoas que tem o dom de escrever bem em analogias. Leio o artigo “A CBF tem que acabar” sobre “exportação de café e futebol”!

Não resisti: compartilho-o pelo excepcional texto e conjunto de idéias as quais tenho certeza de que as pessoas que prezam pela lisura e competência no esporte gostarão. Nele, há dados impressionantes.

Extraído da Revista Superinteressante, Ed 336, pg 30-31 (Agosto/2014).

A CBF TEM QUE ACABAR

Por Alexandre Versignassi e Guilherme Pavarin

O Porto de Santos é a cafeteira do mundo: um terço do café torrado na Terra passa por ali, numa jornada que começa nas fazendas do Brasil e termina nas xícaras de Madri, Milão, Moscou, Kiev… Não só nas xícaras. O maior comprador do nosso estimulante preto, ao lado dos EUA, é a Alemanha. Mas eles não tomam tudo. Revendem uma parte razoável, porque é um negoçião: os alemães pagam mais ou menos R$ 400,00 em cada saca de 60 quilos e reexportam para o resto da Europa por R$ 800. Sem industrializar nada, só revendendo café “cru” mesmo, do jeito que ele sai das roças daqui. Não é malandragem, é logística: eles podem fazer isso graças à sua malha ferroviária cheia de tentáculos, veias e artérias. Reexportar dali para o resto da Europa é fácil. Num ano típico, os caras importam 18 milhões de sacas e revendem 12 milhões. Isso faz da Alemanha o terceiro maior exportador de café do mundo, atrás apenas do Brasil e do Vietnã. Tudo sem nunca ter plantado um pé de café.

Tem mais: das 6 milhões de sacas que ficam dentro da Alemanha, uma parte vai para Schwerin, uma cidadezinha de conto de fadas perto da fronteira com a Dinamarca. Por lá, os grãos brasileiros reencarnam na forma de cápsulas de Nespresso. E ganham preços que até outro dia só eram praticados no mercado de outro estimulante – branco. Um quilo dessas cápsulas acaba saindo por R$ 400,00 no varejo, quase 70 vezes o quilo do café cru. É 70 X 1 para a Alemanha.

No futebol é parecido. Exportamos o material cru, os atletas jovens, e importamos o produto acabado – não exatamente os jogadores, porque quando eles voltam geralmente estão é acabados mesmo. O que a gente compra é o espetáculo. Por mais que ninguém torça de verdade por um Real Madrid ou por um Bayern, todo mundo entende que o futebol para valer está lá fora, e que o Campeonato Brasileiro, na prática, é só uma série B do futebol mundial.

Um segunda divisão que alimenta a primeira com uma voracidade extrativista. O Brasil é o maior exportador mundial de jogadores, ao lado da Argentina. Vende por volta de 1.500 atletas/ano. Não faz sentido. Guido Mantega à parte, ainda estamos entre as dez maiores economias do planeta, à frente de destinos futebolísticos consagrados, como a Espanha e a Itália. Mesmo assim, nosso futebol não tem força econômica para reter pé-de-obra, e não para de ceder atletas para Madri, Milão, Moscou… E Kiev.

Até para a Ucrânia, que tem um PIB menor que o da cidade de São Paulo, a gente perde jogadores. Entre os atletas menos estrelados é pior ainda. Se o cara não consegue vaga nos times grandes daqui, qualquer tralha leva: Chipre, Malta, Bulgaria… Em 2013,

20 foram para o Vietnã, e dois ajudaram a engrossar a população das Ilhas Faroe, que tem 50 mil habitantes e PIB menor que o de Matão, uma cidade no interior de São Paulo (R$ 5 bilhões).

Até os 7 X l, o único patrimônio realmente sólido do futebol nacional era a Seleção. Sólido e lucrativo: a CBF faturou R$ 478 milhões com o time nacional em 2013. Só o patrocínio da camisa de treinos do time trouxe R$ 120 milhões. A Alemanha, segunda colocada nesse ranking, só levantou R$ 40 milhões com a dela. A Argentina, com Messi e tudo, R$ 10 milhões.

(…) Os 13 maiores clubes do País somam R$ 4,7 bilhões em dívidas. Tudo fruto de um péssimo gerenciamento, cuja inspiração vem lá de cima, da Confederação Brasileira de Futebol. Por essas, qualquer solução para o esporte passa pelo fim da CBF. Pelo fim do modelo atual, pelo menos. A entidade, hoje, é tão democrátíca quanto um feudo do século 13. Só existem 47 votantes para a presidência – 20 clubes da série A mais 27 federações estaduais. Ou seja: um colégio eleitoral altamente manipulável, que garante reeleições eternas para quem estiver lá em cima. (…).

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– A Agilidade de Dida aos 41 anos de idade

Ser profissional, é outro papo. Rogério Ceni, Zé Roberto e Dida são quarentões em alto nível. Afinal, se cuidaram como atletas. Vida regrada, sem bebedeiras ou polêmicas sociais que interferissem no dia-a-dia.

Viram o vídeo que viralizou de 30 segundos da agilidade do goleiro Dida? Foi divulgado pelo canal do Internacional-RS no YouTube. Sensacional. Abaixo:

– Agora desabafa, Valdívia?

O venezuelano naturalizado chileno Valdívia é um fanfarrão! Somente após encerrar seu ciclo com o Palmeiras resolveu dar entrevistas – e pelo ritmo que vai, não faltará um só veículo de comunicação para desandar a falar o que deve e o que não deve!

Recentemente, atacou os médicos do Palmeiras, a diretoria, colegas, treinadores… o problema sempre foi com os outros, nunca com ele próprio!

O custo-benefício do ex-camisa 10 foi um dos mais ridículos da história do futebol brasileiro. Vivendo de lampejos e de poucos minutos em campo, mais atrapalhou do que ajudou seu time. Onerou a folha de pagamento, deixou o clima ruim no vestiário e ainda cavou cartões.

Trabalhei como 4o árbitro por duas oportunidades com Valdívia em campo: em ambas, o assistindo de perto, me pareceu um jogador muito habilidoso – e ao mesmo tempo provocador. Mas nada de excepcional, simplesmente muito bom, além de meio “xarope” antes e depois das partidas.

Enfim: o Palmeiras se livrou de um fardo. No abstêmico Oriente Médio, como Valdívia fará para suas noitadas, já que o único pecado que admitiu foi o abuso de álcool durante suas (muitas) recuperações estando contundido?

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– Os Inimigos da Produtividade

Muito bacana a matéria da Folha de São Paulo (19/07/15, Classificados, pg D6, por Fernanda Perrin) sobre inimigos da produtividade, a respeito das distrações que atrapalham o dia-a-dia das empresas e roubam o tempo dos funcionários. São eles:

1- Ambientes sem Divisórias, que impedem pessoas atarefadas de dizerem “Não”, devido a proximidade e intimidade criadas.

2- Comunicação Falha, onde as pessoas falam muito e não se fazem compreendidas com o essencial e resumido.

3- Reuniões Desnecessárias, mal organizadas, pautas ruins e repetitivas, além de gente que se estende demais.

4- Atualização Impulsiva da Caixa de E-mails, tornando o usuário do sistema um viciado no teclado.

5- Pressa e Imediatismo nas Tarefas, sem planejamento adequado e com a hora pressionando.

6- Má Gestão do Tempo, onde as atividades deveriam ser classificadas por níveis de importância e escalonadas durante o dia.

7- Uso das Redes Sociais, grande mal dos nossos tempos. Parar o serviço para dar uma espiada no Facebook ou LinkedIn não dá.

E aí, concorda com este elenco de pontos negativos contra a Produtividade?
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– A Frase de Felipão, o Futebol como Ciência e Estrangeiros na Seleção

(Ops: após a leitura do texto, vote na enquete)

Semanas atrás, surgiu a idéia do treinador Dunga trocar conhecimentos com ex-treinadores da Seleção Brasileira. Dos quais conversou, destaque para Ernesto Paulo (apenas 1 jogo) ou Zagallo (campeoníssimo, mas de idade avançada e que discursou ufanisticamente).

Agora, sugere-se que Dunga converse com treinadores estrangeiros, como Jorge Sampaoli, campeão da Copa América com o Chile.

Por quê não contratamos alguém de fora para ser o treinador de fato da Seleção Brasileira, ao invés de convites para bate-papos?

Dunga e Felipão, o recente e o último treinadores, demonstram ranso, mágoa, raiva e incômodo a cada entrevista. Parecem ser inimigos dos jornalistas, do povo e de quem não concorda com eles. Aliás, Felipão declarou na China que “os alemães o respeitam mais do que muitos dos brasileiros”.

Ora, será que eternamente Scolari e Dunga não saberão lidar com as críticas? Vencedores e milionários, deveriam entender todo esse momento crítico da Seleção Brasileira. E o interessante é que o anti-carisma de ambos contagia seus comandados.

Alguém ouviu falar de trabalho psicológico na Seleção Brasileira? Nada, neca de pitibiriba. Apenas se ouve falar em “palestras de psicólogos”, vez ou outra. Ora, tal trabalho deveria ser feito continuamente aos jogadores e claramente aos treinadores! Sim, visivelmente Dunga, Felipão e tantos outros precisam desse tipo de ajuda pessoal e profissional.

A propósito, alguns torcedores brasileiros precisam não só de psicologia, mas de reeducação esportiva. Precisamos parar de ter aversão ao estudo científico no futebol, ao medo de intercâmbio e à repulsa do aceite de treinadores estrangeiros. Ressaltando: aos bons de fora, pois não é a nacionalidade que define a competência.

Vide a invasão de treinadores de outros países que melhoraram o esporte nacional, com conquistas e avanços em importantes competições: na Seleção de Basquetebol Masculino, temos o argentino Rubens Magnano; na de Handebol Masculino, o espanhol Jordi Ribeira; na de Handebol Feminino, o dinamarquês Morten Soubak; na de Luta Olímpica, o cubano Angel Torres; na de Judô, a japonesa Yuko Fujii; na de Tiro Esportivo, o italiano Eros Fauni; na de Canoagem, o espanhol Jesús Mórlan; na de Atletismo, o ucraniano Vitaly Petrov; na de Esgrima, o russo Alkhas Lakerbai; na de Ginástica Artística Feminina, a bielorrussa Margarita Vatkin; na de Hipismo, o francês Maurice Bonneau; na de Ciclismo, o neozelandês Thimoty Carswell, na de Levantamento de Peso, o romeno Dragos Stanica; e por aí vai…

Por quê tanta autossuficiência demonstramos? Cremos piamente que Dunga é melhor que Guardiola, José Mourinho, Jürgen Klopp?

Qual é o grande problema: a vaidade tupiniquim ou a necessidade de dar independência a esses estrangeiros que aqui chegarem?

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– Messi pisou na bola em má associação de imagem?

Ali Bongo é o presidente do Gabão, estando há 6 anos no poder, após substituir seu pai, Omar Bongo, que comandou o Estado Africano por 42 anos. Ele governa sua nação com mão de ferro, sendo ditador e acusado de cometer vários crimes de corrupção e violação dos direitos humanos. Cerca de 1/3 da população do país vive abaixo da linha da pobreza, e a família de Bongo comanda a principal companhia de petróleo do pobre país.

Na última semana, eis que Lionel Messi foi de surpresa ao Gabão para colocar a pedra fundamental da construção do Estádio Nacional de Libreville (a Capital). Justificou que atendia a um pedido amigável de Samuel Eto’o, ex-jogador e conhecido de Bongo.

Mas segundo a Revista France Football, Messi não fez uma gentileza, mas cobrou € 3,5 para visitar a África e se passar como amigo do presidente.

Além do estádio, Lionel Messi inaugurou uma rede de franquias pertencente ao grupo empresarial da família Bongo.

Para quem já foi associado a missões humanitárias da ONU, tal atitude não é coerente, nem condizente. Se quer ganhar dinheiro sem receber críticas, diga que fez uma visita profissional, promocional e remunerada. Passar a imagem de que foi um gesto de amizade (e justo a um ditador) não combina com a categoria do craque…

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– Como resolver a bronca dos atletas com Osório?

Em 3 jogos seguidos, 3 atletas são-paulinos reclamaram ou fizeram gestos desrespeitosos contra o treinador colombiano Osório, que publicamente declarou gostar de fazer o rodízio de atletas em suas equipes.

Michel Bastos, Centurión e Ganso: ambos foram mal educados com o técnico. E como resolver isso?

Se afasta da equipe, pune tecnicamente o próprio São Paulo. Se multa, será que paga-se? E como evitar “biquinho” ou má vontade?

É nesses momentos que a diretoria do São Paulo deve mostrar pulso forte e dizer que “se precisar, sai o jogador mas não sai o técnico.

Fará isso?
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– Mande sua pergunta ao Blatter!

Joseph Blatter, presidente da FIFA, marcou uma entrevista coletiva para o dia 20 de julho, após a reunião do Comitê Executivo, na Suíça.

Que oportunidade que a imprensa terá para esclarecer muitas questões! Em especial, a da suposta renúncia proclamada indiretamente logo após as prisões de cartolas do futebol e o anúncio de novas eleições em breve, e dias depois, a história de que não foi uma renúncia oficial.

E aí: se você pudesse fazer uma pergunta a Blatter, qual seria ela?

Em tempo 1 Será que Marco Polo Del Nero terá coragem de ir a Zurique? Se nem na Copa América no Chile ele foi… Lembrando que na oportunidade da ação da Polícia Suíça em cooperação ao FBI, Del Nero fugiu da Europa abandonando o Congresso que se realizava, com a desculpa de “necessidade de resolver compromissos no Brasil”. Seria medo do xilindró?

Em tempo 2 Minha pergunta ao Blatter seria:

Há dias, o senhor disse sua fé é grande e que era muito religioso, tendo certeza que irá ao Céu. Quais são essas virtudes salvíficas?

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– Salários dos Treinadores de Futebol no Brasil

Ao saber dos atuais valores que os técnicos de futebol recebem no Brasil, fico perguntando: são soldos justos?

Se considerarmos a responsabilidade em dirigir times importantes e supostos craques, talvez seja um rendimento condizente. Mas se imaginarmos os resultados pífios de muitos, talvez não.

Claro, salário é algo muito particular e cada um faz a sua oferta de remuneração. Se há quem pague, ok. Entretanto ,é curioso saber que Eduardo Baptista (R$ 180.000,00, no Sport-PE) e Guto Ferreira (R$ 150.000,00, na Ponte Preta-SP) são os melhores custo-benefícios, comparando a colocação de suas equipes na tabela do Brasileirão. Luxemburgo, a R$ 300.000,00 no Cruzeiro já teve dias melhores. E não é muito pagar R$ 250.000,00 a Cristóvão Borges no Flamengo?

Enfim, é interessante perceber que Marcelo Oliveira recebe R$ 450.000,00 no Palmeiras (o maior salário de um treinador no Brasil), Tite R$ 400.000,00 no Corinthians, Osório R$ 250.000,00 no São Paulo e Marcelo Fernandes “só” R$ 26.000,00 no Santos.

Me recordo de uma frase do Eurico Miranda, presidente do Vasco: “treinador não ganha jogo, mas ajuda a perder”.

Será?

Abaixo, a relação completa:

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– Como definir Árbitro e Time Grande no Futebol?

Vou ser bem direto, parte 1: para mim, pela força econômica atual (apelo midiático, torcida, receitas), histórico de títulos e importância dentro de campo, temos 12 grandes clubes no futebol brasileiro: Os 4 paulistas, os 4 cariocas, os 2 mineiros e os 2 gaúchos. Outros importantes clubes (como Bahia e Atlético Paranaense, que já foram campeões brasileiros) formariam um 2o grupo de importância (pela historicidade e periocidade na disputa da série A1).

Vou ser bem direto, parte 2: para mim, por trabalharem em grandes clássicos Brasil afora, temos alguns grandes árbitros no quadro brasileiro de arbitragem (Marcelo de Lima Henrique, Luiz Flávio de Oliveira, Sandro Meira Ricci, Leandro Pedro Vuaden, Heber Roberto Lopez).

Claro, são “grandes” pelos fatores mencionados acima. Mas, logicamente, tanto árbitros quanto times vivem bons e maus momentos. As “fases”, duradouras ou curtas.

Entretanto, como criar critérios para rotulá-los? A unanimidade não existe, e vale um bom e respeitoso debate.

O Nuremberg é um dos maiores vencedores do Campeonato Alemão de todos os tempos, mas seus títulos pararam na década de 60. Ele é um “grande”? O Nottingham Forest, da Inglaterra, foi bicampeão da UEFA Champions League! E hoje…

Diante disso, me chamou a atenção a “discussão” de um só, protagonizada por Carlos Ceretto, do Sportv. Ocorre que, no Fox Sports Rádio (da Fox Sports), o jornalista Fábio Sormani, em debate com seu colega Flávio Gomes, disse que (segundo relata o UOL, em: http://is.gd/2GEhS6):

O Corinthians era grande na arquibancada, mas não era em campo. A partir da década de 90, passou a ser. O Atlético-MG passou a ser grande quando conquistou, no campo, a Libertadores. Eram gigantes [Timão e Galo] na arquibancada, mas não eram no campo (…) O Santos não é um time grande na arquibancada. O que é ser um time grande? Há duas definições importantes, a meu ver: porque tem grande torcida, inquestionável; e também é grande se tem conquistas’.

Discordando, Carlos Ceretto tuitou as 3 seguintes mensagens:

“Um comentarista que diz que um gigante como o Corinthians só se transformou em time grande depois de 90 ou é palhaço ou não sabe de futebol” / “O que faz a grandeza de um time não são títulos, mas a sua história, aquilo que representa e a relevância de sua torcida” / “O problema é que infelizmente a imprensa esportiva passa por um momento ruim. A média é péssima e contribui para fanfarronices”.

E aí?

Indelicadeza, destempero ou simplesmente “pimenta” de um concorrente na Guerra da Audiência?

A situação é simples: se há discordância, emita a opinião contrária respeitosamente. Aqui me pareceu que houve uma grande infelicidade de Ceretto.
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– A troca de Ronaldinho Gaúcho por Messi e por Robinho

Momentos diferentes, situações idênticas ou não?

Quando estava no auge e era premiado como melhor do mundo, Ronaldinho Gaúcho foi indiscutível no Barcelona. Fez a torcida do arquirrival Real Madrid o aplaudir de pé em pleno Santiago Bernabeu. Porém, aos poucos, o Barça preparou Messi para substitui-lo como craque do time.

Agora, Ronaldinho Gaúcho sai do mexicano Querétaro, clube que prepara (especula-se) a chegada de Robinho como atração para, assim como o Barcelona fez, substituir o craque.

Vale a pena refletir duas situações:

1- Ronaldinho Gaúcho, se mantivesse o ritmo e o profissionalismo, não teria “postergado” o reinado de Lionel Messi? Creio que o brasileiro poderia ter vencido a bola de ouro ainda mais vezes. Plasticamente (repito, no auge), o futebol do R10 (para mim) era mais vistoso e prazeroso de se assistir do que o do argentino. Hoje, atuando de maneira varzeana, curtindo a noite e as baladas, não rende o que poderia (embora, sejamos justos: ainda joga mais do que muitos outros atletas jovens no Brasil).

2 – Robinho ousou dizer que sonhava ser o melhor do mundo. A pressão foi grande, as trombadas da vida também e a expectativa frustrou. Mas claro que se destacou! No Santos (quando atua), vem sendo, ao lado de Ricardo Oliveira um dos destaques do time. Poderá ir ao México, substituir Ronaldinho Gaúcho. A pergunta é: “pedalará” como em 2002, ou será apenas mais um jogador no elenco?

Ronaldinho e Robinho ganharam muito dinheiro, isso é fato. Mas se tivessem orientação socio-profisisonal melhor, não poderiam ter ido ainda mais longe do que foram?

A diferença desses atletas com imortais vencedores é o desejo de sempre vencer e estar em alto nível. Talvez os prazeres da noite tenham tirado o foco de suas carreiras em determinado momento…

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– Flamenguistas por amor a Léo Moura?

Leonardo Moura, lateral do Flamengo, foi aos EUA e não gostou do seu novo time, o Fort Lauderdale. Querendo voltar, se ofereceu ao Vasco da Gama e apalavrou o contrato.

Nos dias atuais, infelizmente, se não assinou, a palavra nada vale! Eis que Léo Moura, de última hora, acertou com o Coritiba pois se sentiu pressionado com a repercussão nas redes sociais pelos torcedores flamenguistas.

Duas constatações:

1- Torcida tem tanta força assim? Se o cara se sente pressionado pelo Twitter e Facebook, o que acontecerá dentro de campo com o grito das arquibancadas?

2- Se houvesse manifestação contrária dos torcedores por ser Zico, Leandro, Júnior… Mas, respeitosamente, Léo Moura? O cara é profissional, joga onde o mercado de trabalho permitir. E se gostasse tanto assim do Flamengo, não se ofereceria ao Time da Colina.

Coisas do futebol brasileiro. Sinal dos tempos…

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– A culpa é dos treineiros, dos boleiros ou dos conselheiros?

Palmeiras e Fluminense devem ser, dos clubes da série A, os recordistas mais recentes em demissões de treinadores. Agora, o bola da vez foi Oswaldo de Oliveira, cobrado pelo time pelo fato dele “não marcar gols”. E justo quando chega um novo centroavante… ele é demitido. Parece-me um erro repetido. Gareca, treinador argentino, trabalhou sem Valdívia e sem Fernando Prass. Quando ambos voltariam ao time… foi dispensado!

São 3 opções para tentar entender o fenômeno das demissões contínuas de técnicos no futebol brasileiro (em 6 rodadas, já são 7 demitidos). Escolha a que melhor explica tal fato:

1) Os treinadores, em sua maioria, são incompetentes e encontrar o ideal é um desafio.

2) Os jogadores são ruins, e como ninguém troca um elenco inteiro, é mais fácil trocar o treinador para tentar algo novo com os mesmos nomes;

3) Os dirigentes esportivos são fracos e não suportam a pressão, contratando treinadores de maneira equivocada e os demitindo à primeira situação ruim.

Faça sua escolha. Ou haveria uma quarta alternativa para explicar a “dança dos técnicos”?
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– Os Executivos “Dois-em-Um”!

A onda na Administração de Empresas agora é essa: executivos com Dupla Responsabilidade no Gerenciamento.

Ser hábil em uma área e “dar conta de outra” é cada vez mais necessário…

Sobre os “Executivos Dois-em-Um”, abaixo,

extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/05/1455826-companhias-agora-buscam-por-executivos-dois-em-um.shtml

COMPANHIAS AGORA BUSCAM POR EXECUTIVOS ‘DOIS-EM-UM’

Empresas reduzem salários e benefícios para pessoal do alto escalão, além de preferir profissionais que liderem mais de uma área.

por Joana Cunha

O desaquecimento do mercado de trabalho e o fraco desempenho da economia brasileira se refletem agora no alto escalão das empresas, que estão reduzindo remunerações e benefícios de executivos e preferindo profissionais que abracem mais de uma área.

É o “dois em um” na busca por “sinergias” e “habilidades para cada momento econômico”, segundo Carla Rebelo, diretora da empresa de recrutamento Hays.

No nível diretivo, dos salários que superam R$ 30 mil, já se verifica queda de até 10% no volume de contratações no primeiro trimestre deste ano ante igual período de 2013, segundo a empresa de recrutamento PageGroup.

“A expressão é reestruturar e deixar a operação mais enxuta para reduzir custo e aumentar a produtividade, ganhar rentabilidade. É um retrato do momento econômico”, afirma Sócrates Melo, diretor de operações da recrutadora Robert Half.

“Estão substituindo profissionais que não estavam ajustados por outros de perfil mais completo. Em algumas áreas de suporte, substituem dois por um”, diz Carla.

A unificação de áreas é mais difícil de ser implementada em companhias de grande porte devido à complexidade dos processos. Mas as pequenas e médias já começaram a subordinar departamentos de recursos humanos e tecnologia a um diretor administrativo-financeiro.

Telma de Mônaco, do laboratório SalomãoZoppi, foi contratada há pouco mais de um ano para tocar apenas o departamento de marketing, mas acabou assumindo neste ano a área de produtos. “A empresa certamente fará mais movimentos como este nos próximos meses.”

Na incorporadora Maxhaus, Luana Rizzi responde pelas áreas de marketing, relacionamento com clientes e recursos humanos.

“Esse movimento de acúmulo de responsabilidades busca perfis mais empreendedores do que técnicos. É uma visão sistêmica e a questão econômica acaba forçando mais esse modelo.”

O pacote de remuneração fixa e variável dos diretores contratados caiu em média 35% desde o período de maior aquecimento dos salários inflacionados, segundo a Michael Page. A maior parte da queda está nos bônus.

“Notamos que uma parcela importante das contratações agora é consequência da necessidade de substituição por performance, ou seja, as empresas estão se cobrando mais por eficiência devido à redução dos fatores de crescimento da economia”, afirma Marcelo de Lucca, diretor-geral da Michael Page no Brasil.

Existem três pilares que motivam trocas de diretores e costumam ser um retrato do momento econômico: criação de novos projetos, mudanças societárias e substituição por performance.

Neste ano, o principal motor de trocas de diretores é a busca por melhor performance, que cresceu de 55% para 65% das contratações realizadas, segundo Lucca. Juntos, os recrutamentos de diretores devido a mudanças societárias ou para investimento em novos projetos somam agora 35%.

Quando se abrangem os cargos de diretoria e gerência há registros de queda de 25% no recrutamento nos últimos três anos. “O volume de oportunidades era muito maior entre 2010 e 2011. Era um período de expansão maior do PIB, em contraponto ao PIB tímido de hoje”, diz Lucca.

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– Juiz de Futebol tem time do Coração?

Não tem; ou melhor, teve no passado.

Tinha. Tivera. Não tem mais.

A qualquer árbitro de futebol que lhe for perguntado sobre o seu time de coração, teremos uma mesma resposta: “Eu tinha um time quando era criança, hoje meu time é a arbitragem”.

E é bem por aí mesmo. Juiz não torce para time X ou Y, torce para ele mesmo, a fim de que seu trabalho o ajude em vôos mais altos, que se resumem em chegar a FIFA e a Copa do Mundo.

Claro, no imaginário do torcedor mais exaltado (e entenda por “exaltado” o termo “fanático”) passam coisas pré-jogo como:

– “o árbitro é flamenguista e vai entrar em campo para prejudicar o time vascaíno”;

ou, pós-jogo:

– “ele só deu pênalti para o Internacional-RS pois é colorado”.

Digo isso pois alguns trolls (aquele tipo de internauta que cria situações, factoides ou tumultos) colocaram nas redes sociais imagens antigas de Guilherme Ceretta de Lima (árbitro da final entre Santos x Palmeiras) no Instagram, em um bate papo com Rafael Cabral, ex-goleiro santista, falando de uma “comemoração” (em publicação de anos atrás).

Pronto! Criou-se o vínculo de que Ceretta supostamente é torcedor do Santos. Uma das comunidades palmeirenses criou um meme com a manchete “Santista Ceretta apitará Santos x Palmeiras”. Há outros mais afoitos dizendo que esta mensagem foi após se divulgar a escala de domingo!

Ora, tenha a santa paciência, não vale a polêmica. Ceretta é de Votorantim, cidade vizinha de Sorocaba, terra de Rafael Cabral, hoje no Nápole. São interioranos que se conhecem, e a foto que circula é de 2010 ou 2011 (repare que não há data), remetendo a um bate papo do aniversário de familiares…

O problema é que, sem querer, o árbitro (que é uma pessoa pública) ganha a fama, involuntariamente, de santista; coisa que ele não é, nem foi.

Quem milita no meio da arbitragem (e eu militei como árbitro por 16 anos), ri da preocupação de torcedores em saber qual time o árbitro torce, como se ele, árbitro, fosse torcedor também!

É inevitável e inegável que todo juiz de futebol, quando criança, torcia por algum time. Mas você não consegue levar isso aos gramados! O “encanto” se quebra na primeira falta reclamada do time que outrora foi o seu.

Há 21 anos, quando pela 1a vez trabalhei em um jogo Sub 15 da equipe que eu torcia na infância, tinha a preocupação de saber se eu separaria as coisas. E me assustei! É como tratar um amigo de longa data como desconhecido nos primeiros minutos. Depois você não se impressiona mais com ele. E, ao término do jogo, você está “batizado” dessa situação, incólume.

Como você vai torcer para um time que reclama das suas marcações? Um chute no ar de Valdívia, um gol de Guerreiro, uma falta cobrada por Rogério Ceni ou uma pedalada de Robinho não lhe dão mais prazer algum; o que vale é apitar corretamente o pênalti, amarelar uma simulação, expulsar um botinudo!

REPITO e INSISTO: a menor das preocupações de torcedores é com a cor da camisa que o árbitro torcia quando criança.

E por que Ceretta, Claus, Luiz Flávio ou outro qualquer não divulgam para quem torciam? Por motivos óbvios, ué! Vide os jornalistas que assumem serem torcedores de alguém: mesmo sendo profissionais em seu ofício, são obrigados a aguentar a trollagem e a desconfiança de fanáticos – e isso enche o saco! Se sem se assumirem os árbitros já são vítimas disso, imagine declarando? Além disso, em um Brasil de educação tão pobre, veríamos os bandidos que se travestem de “torcedores” e que aterrorizam estações de metrô, ruas e praças públicas ameaçando a vida de árbitros, desnecessariamente.

Uso o exemplo do meu humilde blog: quando comento um lance de erro de arbitragem a favor do Corinthians, sou chamado de palmeirense; se a favor do Palmeiras, viro são-paulino; assim como já virei corinthiano, santista…

É por isso que admiro os EUA: lá o cara se assume democrata ou republicano e nem por isso tem a vida contestada. Nem sofre com fanáticos pseudo-torcedores…

O meu medo é que aconteça a mesma pressão ocorrida com o árbitro Thiago Duarte Peixoto, que às vésperas do Derby Paulistano teve uma foto de doação de camisa do Corinthians ao Hospital do Câncer de Barretos exposta como se fosse um torcedor apaixonado. Se Ceretta errar a favor do Santos, a foto seria a prova de quem o acusa! Se errar a favor do Palmeiras, será porque quis provar que não era!

Durma-se com um barulho desse. Ô vida de árbitro… se já não bastasse a patrulha que fazem sobre suas atividades profissionais fora da arbitragem alegando incompatibilidade (Ceretta é modelo fotográfico e tem uma confecção), ainda essa!

Desejo boa sorte a ele, já elogiado e criticado nesse espaço. A propósito, sobre sua escala falamos nesse post: http://wp.me/p55Mu0-qt .

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– Os 12 grandes clubes brasileiros e Luxemburgo

Assisti dias atrás (e creio que deva ter sido na Fox, salvo engano) uma entrevista com Vanderlei Luxemburgo. Ele disse que até se aposentar terá tempo de terminar seu ciclo de grandes clubes trabalhando no São Paulo e no Internacional.

Ora, sabemos que Luxa trabalhou em quase todos os principais clubes brasileiros, além da passagem pelo Real Madrid e Seleção Brasileira, depois do seu “debute em títulos” no Bragantino, em 1990, na final caipira contra o Novorizontino.

Me chamou a atenção o seguinte: se temos 12 grandes times no Brasil (creio que há unanimidade nisso: 2 de MG, 2 do RS, 4 do RJ e 4 de SP), seu ciclo não terminaria com Inter-RS e SPFC!

Vanderlei trabalhou nos dois mineiros (Cruzeiro e Atlético), em 3 paulistas (Palmeiras, Corinthians e Santos), em 1 gaúcho (Grêmio) e em 2 cariocas (Flamengo e Fluminense). Se citou a esperança de completar sua trajetória em todos os grandes, por quê não citou Vasco da Gama e Botafogo?

Seria um lapso de memória, indisposição aos clubes não citados ou desconsideração da grandeza?

Creio na segunda hipótese… e você?

Aliás, parece-me que ele é o “bola da vez” para trabalhar como novo treinador do São Paulo FC, substituindo Muricy Ramalho. E o contrato com o Flamengo: como ficará?

(OPS: No começo de carreira, ainda desconhecido, Luxemburgo passou pelo Vasco da Gama por alguns poucos jogos, mas não era ainda a sua fase de “treinador de ponta”, como na dos demais rivais. Também trabalhou antes do estrelato na Ponte Preta e no Guarani; a exceção de clube pequeno durante o período vitorioso foi o Paraná Clube, em 1995).
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– A Correta Expulsão de Fabrício e o Descontrole Emocional

O lateral esquerdo Fabrício, do Internacional, protagonizou uma cena inusitada: irritado com as críticas da torcida, aos 17 minutos do segundo tempo (jogando contra o Ypiranga) resolveu responder às arquibancadas e com o dedo do meio das duas mãos mandou a torcida… para lá mesmo!

Aqui vem duas questões:

– Até onde vai o limite da irritação da torcida exercendo o direito da vaia ao “trabalhador da bola”?

– O profissional de futebol não deveria estar preparado para tais críticas?

O certo é que o juizão expulsou corretamente o jogador. Ofender a torcida e incitar a violência é atitude antidesportiva.
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– As apostas de risco no futebol

Balotelli, Ronaldinho Gaúcho, Ricardo Oliveira, Elano, Luís Fabiano… jogadores que, tempos atrás eram indiscutíveis e, hoje, se tornaram apostas de riscos.

Na Inglaterra, Balottelli não tem jogado nada e continua nas páginas de fofocas.

No México, R10 se tornou um mico de custo-benefício altíssimo ao seu time. E a noite continua sendo uma criança para ele…

Ricardo Oliveira estava no mundo árabe, esquecido, e este valeu o risco ao Santos. Aposta certeira, não tanto quanto a de Elano, que estava na Índia.

E Luís Fabiano? Mais machuca do que joga, nada a ver com o Fabuloso de anos atrás.

Na praça tem disponíveis o Adriano Imperador e o , que gostam muito de bebidas! Você apostaria neles?

Eu não perderia nenhum tostão com os dois.

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– Salários de Professores mundo afora

Coitados dos professores brasileiros… no país chamado pela Presidente Dilma de “Pátria Educadora”, os Mestres são heróis!

Abaixo, o comparativo de salários dos professores no resto do mundo (extraído dos dados da Organização para a Cooperação Desenvolvimento Econômico, na Veja.com):
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– Cinquentão de bicho não é demais?

Leio em uma coluna do Jorge Nicola no Bom Dia/ Diário de São Paulo, em publicação de dias atrás (está em: http://is.gd/X8aAxV) que o Corinthians pagou R$ 50.000,00 de premiação (o popular “bicho”) a cada jogador pela vitória contra o São Paulo no jogo que abriu a fase de grupos da Libertadores (foram 14 jogadores que atuaram)!

Uau…

Deve estar sobrando dinheiro no Parque São Jorge. E se o Coringão ganhar do Tricolor no Morumbi? Quando pagará a cada jogador?
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– Agradecimento aos amigos do futebol!

Há exatos 22 anos me matriculei em um curso de arbitragem!

Sonhava em ser jornalista esportivo; para isso, acreditava que precisava conhecer tudo sobre o futebol. Ainda jovem, no colegial, definindo o que fazer na faculdade (jornalismo, direito ou administração?), já havia lido muita coisa sobre história de futebol, biografia de jogadores e esquemas táticos. Faltava conhecer as regras do jogo, já que para mim era necessário conhecer do ofício que se trabalhava para falar sobre ele.

Achei a oferta de um curso de arbitragem na escola da Liga Campineira de Futebol. E quando pela 1a vez vesti o uniforme de árbitro, era como um anônimo assumindo uma identidade de super-herói.

Do amador para os jogos profissionais na FPF, foi tudo muito suado. Foram 16 anos de arbitragem e mais de 700 partidas trabalhadas. Estive com Muricy, Leão, Tite, Scolari, Luxemburgo, entre tantos conhecidos e desconhecidos treinadores (nossa, como os nomes dos técnicos de ponta continuam os mesmos nesses 20 anos!). Jogadores? Difícil relatar tantos.

Nasci para o futebol vendo meu pai com a camisa do Bandeirantes da Ermida e do Palmeiras do Medeiros, seja no campo do Barrica ou em outro qualquer. Em estádio, me batizei no Jayme Cintra e ali recebi todos os meus sacramentos! Lá vi a vitória inesquecível sobre o Palmeirinha de São João da Boa Vista com gol do Ricardo Diabo Loiro aos 49m do 2o tempo. Perdi a garganta com o acesso de 84 assistindo a goleada sobre o VOCEM na TV Cultura, e chorei com o rebaixamento de 86. No radinho, desde moleque eu ouvia Hélio Luiz Lourencini narrando, Cassiano da Silva comentando, Cobrinha e Adilson Freddo nas reportagens de campo – falando do Paulista FC. Lá no Jayme Cintra apitei jogos-treinos e amistosos, e até escalado em partidas oficiais (mesmo não podendo atuar por ser de Jundiaí) estive. Vi passar por lá a Magnata, o Lousano, a Parmalat e o Campus Pelé.

Da arquibancada para o campo. E hoje na cabine!

Agradeço de coração ao Adilson Freddo por me permitir fazer parte do time forte do esporte da RÁDIO DIFUSORA, podendo falar no mítico microfone que desde criança admirei e aos meus colegas Heitor, Berró, Cobrinha, Marcelo Tadeu, André e Caparroz por me ajudarem no noviciado.

Aproveito e agradeço também ao Marcel Capretz e sua equipe por me permitirem através das câmeras falar de futebol para a Região de Campinas, Litoral Paulista, Jundiaí e Região Sorocabana pela retransmissora do SBT – A VTV / TV SOROCABA através do vespertino Futebol Esporte Show.

Por fim, a mesma estima e agradecimento ao Edu Cerioni (pelo convite) e ao Fábio Pescarini (pela confiança) em permitirem, através das PÁGINAS DO JORNAL BOM DIA E PELO PORTAL NA INTERNET DA REDE BOM DIA E DIÁRIO DE SÃO PAULO, divulgarem meus artigos aos seus leitores.

Fazendo parte desta grande família esportiva há algum tempo, só posso retribuir com dedicação, disposição e… muitos comentários futebolísticos.

Falcão, o Rei de Roma, disse certa vez que o “jogador morre quando encerra a carreira e deixa os gramados”. O árbitro de futebol também; mas ganha sobrevida com o microfone, com as câmeras e com o lápis.

Abraços a todos.
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– O Apito que não convence: FPF aprovou o pênalti que não foi?

Você está cansado de ouvir falar sobre a discussão dos pênaltis mal marcados no Brasil desde a questão da orientação do movimento anti-natural, não? Jocosamente, virou pênalti de “queimada”. Se eu fosse treinador, mandava chutar no braço do adversário pois a chance de virar tiro penal é grande.

Claro, não vemos lances assim na Europa, na Ásia, na África, na América Anglo-Saxônica e na América Latina Espanhola. Só no Brasil (na Austrália, eu não sei).

Uma pessoa (não importa se é amigo ou amiga, colega ou leitor) me questionou sobre a análise crítica que fiz no lance do “pênalti de cotovelo”, onde Gil acabou sendo expulso no jogo São Paulo 0 x 1 Corinthians pelo Paulistão (o texto aqui: http://wp.me/p55Mu0-nD).

Pois bem: ela argumenta que:

Gil se projeta a frente, elevando os braços para ampliar o corpo, assumindo o risco que a bola batesse em seu braço”.

Ué, ele tem a intenção de bater a bola com o braço, mas o recolhe assustado em um tiro a queima-roupa, batendo no cotovelo? A intenção – NÍTIDA – é de evitar o contato! E só não o consegue pois tudo foi muito rápido.

Retruquei educadamente à pessoa com tal argumento, mas o contra argumento é sempre apelativo, alegando que “na sua época não era pênalti mesmo, Porcari”. Ou, ainda, que só “pode analisar arbitragem de clássico quem já apitou clássico.

Ora, caro amigo/amiga, a Regra é a mesma para quem apitou grandes ou pequenos jogos! A atenção no jogo, não deixar jogador fazer rodinha, ter saco-roxo para peitar jogador que bate palma depois de Amarelo, independem de época, divisão ou qualidade da equipe.

Mas as pessoas dificilmente são convencidas pelos outros; na maioria das vezes, são elas quem se convencem.

Tentando iluminar a boa pessoa, já que minhas observações na Rádio Difusora, Jornal Bom Dia /Diário de SP, no Futebol Esporte Show do SBT / VTV/ TV Sorocaba ou nos meus blogs pessoais não servem a ela pelo fato de eu nunca ter apitado um Majestoso (pela lógica dela), citei alguns nomes de árbitros que apitaram não só clássicos paulistas, mas também grandes jogos nacionais, sulamericanos e internacionais, como Carlos Eugênio Simon (que avaliou péssima a arbitragem na sua participação na Fox Sports) e Sálvio Spinola na ESPN, onde AMBOS CONDENARAM A RIDÍCULA MARCAÇÃO DO PÊNALTI. E eu ainda poderia citar tantos outros árbitros, como Anselmo da Costa e Alfredo Loebeling, que não marcariam tal absurdo. Na verdade, não li, ouvi ou conversei com nenhum árbitro que marcasse.

E ainda assim a pessoa insistiu que foi pênalti. Agora, o contra-contra-argumento dela é que Simon e Sálvio:

Não apitam mais e estão desatualizados, nunca sendo vistos indo a reunião ou reciclagem, já que as coisas mudam.

Caraca! Pirei… Quando se deixa de exercer um ofício e se passa a ensiná-lo e explicá-lo, perde-se o valor? Sálvio e Simon dormiam mais na FIFA do que nas suas próprias casas, e não me constam que marcavam pênaltis de cotovelo… Eu próprio, dentro da minha insignificância, estudo a Regra, converso com especialistas, leio os originais em inglês para não cair na armadilha da tradução errada e… sei bem distinguir o que é um movimento antinatural ou não; avaliar se uma mão na bola foi intencional ou não.

Paciência. A pessoa sempre me pareceu que tinha algumas virtudes, mas não conhecia a falta de humildade ou arrogância exacerbada. É vida que segue.

Aos que conhecem arbitragem, convido a responder a seguinte questão:

Gil teve intenção em evitar um gol desviando propositalmente a bola com o cotovelo, ou a bola bateu em seu cotovelo quando tentava proteger o rosto?

Uma coisa creio: a pessoa amiga deve ter pensado igualmente como eu quando viu o lance pela TV com bastante calma – que Leandro Bizzio Marinho (que fez bons jogos no Paulistão neste ano) iria receber muitas críticas pós-jogo…

A Regra não mudou por culpa da nova diretriz!

Fato.

E outro fato: A APROVAÇÃO DA FPF A RESPEITO DE TAL LANCE. Para a FPF, pasmem, foi pênalti bem marcado!

Ou os dirigentes do apito se auto corrigem nos exageros e interpretações equivocadas, ou teremos árbitros marcando errado tais lances sistematicamente e achando ainda que estão certos!

A este meu amigo, amiga, colega, crítico (a) que não gostou e me escreveu chateado(a) discordando do lance, fica o consolo: ainda está com crédito na praça! Trabalhe firme, aceite críticas construtivas e boa sorte no seu trabalho, seja ele qual for. E se um dia tiver a oportunidade de apitar futebol (e acho que terá muitas), lembre-se: para marcar um pênalti, avalie antes de tudo a intenção.

São nessas horas que vemos se a pessoa está preparada para o sucesso e com elas o aceite às críticas.

Por educação e bom tom, o nome do amigo(a), que é pessoa pública e de boa índole (creio eu), fica reservado no esquecimento, sem mágoa ou algo que o valha.
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– Robinho é a esperança do Brasil para 2018?

Me entristece ver a convocação de Robinho para a Seleção Brasileira. Se Dunga vem acertando em alguns aspectos, como esquema tático e justa oportunidade para brasileiros que estão no exterior mesmo sem serem conhecidos aqui (como Firmino e Fabinho), erra ao insistir com o santista.

O Robinho outrora chamado Rei das Pedaladas minguou na Europa. Foi coadjuvante no Real Madrid, decepcionou no Manchester City e se tornou reserva de luxo no Milan. O garoto que encantava quando jovem no Santos não deu uma pedalada sequer no Velho Continente.

Não me sai da cabeça em 2006, após a eliminação contra a França no Mundial da Alemanha, pulando sorridente nas costas de Zidane a fim de cumprimentá-lo. Sem noção alguma de comprometimento com a Seleção desclassificada… E, recentemente, a história da comemoração da demissão do treinador Enderson Moreira via WhatsApp quando simplesmente disse que era uma “brincadeira entre amigos”.

Sou do tempo em que tínhamos atacantes goleadores aos montes! Nos anos 90, a Seleção Brasileira tinha os artilheiros das principais ligas européias: Jardel em Portugal, Ronaldo na Espanha, Amoroso na Itália, Elber na Alemanha, Sonny Anderson na França e até Alcindo no Japão. E jogando por aqui Evair, Bebeto, Romário… Hoje, Robinho é a esperança para 2018? Com quantos anos ele estará? E em que nível jogará?

Todo ano revelávamos talentos no Campeonato Brasileiro. E no último ano, qual jovem talento foi revelado?

Me assusta quando penso que o agora veterano e descomprometido Robinho pode ir à Copa da Rússia. Estamos numa entressafra horrível mesmo.
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– O Não Profissionalismo do futebol está latente…

Notícias da semana que mostram como o futebol brasileiro está carente de gestão profissional e comportamento compatível a ela.

1) O Santos FC demitiu seu treinador Enderson Moreira (líder da sua chave e invicto no Paulistão), alegando problemas de relacionamento. A assessoria do treinador diz que ele foi mandado embora; o presidente do time diz que ele pediu para sair num acordo. Na coletiva, Modesto Roma Jr confessou que não gostou quando o treinador levantou a questão de salários atrasados… Imagine quantos “treinadores demitidos o Santos FC” não está pagando!

2) Adriano Imperador gastou R$ 60.000,00 em uma casa noturna de “garotas de fama não-familiar”. E de lá partiu para um motel com 18 prostitutas. Ele ainda é jogador ou já encerrou a carreira? E quando o dinheiro acabar…

3) Valdívia em foto postada na internet no mais puro “espírito carioquês”. Entrar em campo que é bom, neca de pitibiriba.

4) Revendo as súmulas do Paulista FC na série A2, NENHUM jogo teve renda líquida positiva. Em todas, o clube teve prejuízo. Como sobreviver?

5) Robinho foi convocado por Dunga. Se a preparação é para 2018, em sua posição, o veterano atleta ainda é a melhor opção?

Estou assustado com o atual momento do futebol brasileiro… #GER7x1BRA

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– Valdívia e o tratamento carnavalesco

Que coisa!

O cara joga uma e descansa duas; volta ao campo e sai contundindo. Desfalca o time e vai se tratar no Chile. Exige preparador físico cubano e faz manha. Mas para pular carnaval… saúde refeita!

O que falar do Valdívia?

Chega a ser ridículo. Ele ainda não jogou por culpa da suposta contusão. Mas está em forma para pular e sacolejar tranquilamente nos trios elétricos de Salvador/BA.

Coitado do Palmeiras. Vai se livrar quando deste mico?
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