– O caos proporcionado por Del Nero e sua turma (no jogo e no apito). Até quando os clubes o aceitarão numa boa?

Só agora tive a oportunidade de escrever sobre a lambança da CBF na última rodada do Brasileirão. Marco Polo Del Nero e sua trupe “capricharam”!

Sempre se metendo em momentos decisivos e inoportunos, aquele que não sai do país quer ser a estrela intervencionista. Veja se não é verdade:

Final do Brasileirão com mudança de árbitro na véspera do jogo devido ao caso Madonna e Wagner Tardelli;

Final do Paulistão com mudança do árbitro na antevéspera da partida devido ao caso “Braguetto e Corinthians”;

Final da Série C (Boa x Guarani) em Varginha com mudança de jogo na série A entre Ponte Preta x Santos, privilegiando a Terceirona em alteração desnecessária e contra o Estatuto do Torcedor.

Aqui destaco a frase de Dorival Jr, que foi perfeito quando questionado:

Não tem que ir à CBF [reclamar com Del Nero]. A CBF tem que sair do pedestal e vir aos clubes.

Ótimo! Mas o patrão de Dorival, o presidente Modesto Roma Jr, é amigo de Del Nero e fez lobby pelo Cel Marinho (que escalou o árbitro paraense no jogo do Peixe contra o Palmeiras que Modesto tanto reclamou, além do sergipano que deu um pênalti inexistente contra o Corinthians, a favor do SPFC).

E sobrou até para o árbitro mato-grossense Marcos Mateus (que apanhou na Série C). O juizão apitou em SP, comandado pelo Coronel Marinho, não foi bem e voltou ao seu estado de origem, Mato Grosso. Marinho escalou ele justo numa final e expulsou equivocadamente o bugrino Ferreira. Acabou agredido…

Escalas sem critério. Intervencionismo sem critério. Administração sem critério. Futebol sem critério. Ou melhor, com critério: o de nunca fazer a coisa de maneira profissional.

E os clubes, o que fazem para mudar essa situação?

ABSOLUTAMENTE NADA.

bomba.jpg

– Tite diz o que qualquer profissional deve sempre fazer!

Estou me tornando cada vez mais fã da conduta e das ideias de Adenor Bacchi. Veja se esse dito não serve para todos nós, independente da área profissional.

Eu desafio o meu progresso e aquilo que eu posso melhorar. Eu tenho que me desafiar. Assim, eu posso crescer“.

Tite, treinador da Seleção Brasileira, no “Esporte em Debate” da Rádio Bandeirantes (20h, 25/10).

bomba.jpg

– 3 anos que “Profissionalizaram de Mentirinha” os árbitros de Futebol

Já faz três anos que alguns árbitros, ilusoriamente, comemoraram a profissionalização da categoria.

Mas mudou o quê?

Leia sobre o que escrevemos na oportunidade:

A REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE ÁRBITRO DE FUTEBOL

Vejo muita gente comemorando a regulamentação da profissão de árbitro de futebol. Mas quem milita no meio sabe que esse projeto sancionado pela presidente Dilma Rousseff é, na verdade, uma hipócrita e demagógica ação que nada mudará no dia-a-dia dos árbitros de futebol, tampouco trará melhorias práticas.

Assustou com minha opinião? Explico a ilusão desse projeto:

1 – Ao árbitro será permitido se associar em cooperativas de trabalho e sindicatos. Mas já não é assim? E, pasmem: se um árbitro não se sindicalizar e/ou cooperar, não apita jogos profissionais nesse país! No Rio de Janeiro, Jorge Rabello, funcionário da FERJ, é o responsável pelo departamento de árbitros da entidade. Porém, é ele quem dirige o Sindicato e a Cooperativa de lá! Em São Paulo, Arthur Alves Júnior é o presidente do Sindicato dos Árbitros e Silas Santana trabalha na Cooperativa, sendo que ambos são funcionários da FPF! Claro que tudo está dentro da lei; e, mesmo sendo legal, poder-se-á contestar: não é imoral? A mim, tal situação desagrada muito, já que entendo como incompatibilidade de cargos. Se o árbitro tiver que brigar com a Comissão de Árbitros de SP ou do RJ, e quiser recorrer ao Sindicato, terá que recorrer à mesma pessoa. Dá para imaginar o Rabello do Sindicato discutindo com o Rabello da Federação Carioca?

Reforço: nada contra essas pessoas, mas entendo ser impossível que se tenha condição de trabalhar antagonicamente em cargos tão distintos, sendo o mesmo dirigente.

2- A Lei reza que o árbitro poderá trabalhar em Ligas e Entidades de prática do Futebol. Ué, cadê a novidade?

Na verdade, se festeja única e exclusivamente o fato de que, no papel, existe uma profissão chamada de “árbitro de futebol”. A lamentar que nada se fez para que o árbitro receba FGTS, tenha direito a 13o e Férias, fruto de registro na Carteira de Trabalho, sendo as Federações e/ou a CBF o(s) patrão(ões).

Aliás, me causa curiosidade: por quê os Sindicatos e Cooperativas que agora podem representar o árbitro (mas que já representavam) não lutam para que as Federações e a Confederação assumam o árbitro como empregado? Que banquem os treinos para melhorar o desempenho em campo e os assumam como funcionários profissionais para que se dediquem integralmente a profissão e não cometam tantos erros.

Reitero: a Lei é demagógica, já que ilude o cidadão comum a pensar que algo vultuoso foi feito; e hipócrita, pois se comemora para disfarçar o que está em situação calamitosa, que é a péssima condição dos árbitros do Brasil, resultando em arbitragens no nível que se vê.

Gozado: para apitar em São Paulo, os árbitros assinam um documento de próprio punho dizendo que são prestadores autônomos de serviços aos clubes, sendo que a FPF é quem os paga, via Sindicato (descontando-se taxa sindical), alegando que o dinheiro é repassado das verbas que o clube receberia a fim de evitar calote.

Isso não é contestado por quê?

Portanto, torcedor comum, não se anime: nada mudará nos jogos que você assistir. E aos árbitros, vale o lembrete: você não ganhou nada com a nova lei.

Invejo a Inglaterra. Lá sim o árbitro é profissional, com contrato de trabalho e tudo mais.

Abaixo, compartilho o texto da lei:

LEI nº 12.867, DE 10 DE OUTUBRO DE 2013

Regula a profissão de árbitro de futebol e dá outras providências.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º
A profissão de árbitro de futebol é reconhecida e regulada por esta Lei, sem prejuízo das disposições não colidentes contidas na legislação vigente

Art. 2º
O árbitro de futebol exercerá atribuições relacionadas às atividades esportivas disciplinadas pela Lei no 9.615, de 24 de março de 1998, destacando-se aquelas inerentes ao árbitro de partidas de futebol e as de seus auxiliares

Art. 3º
(VETADO)

Art. 4º
É facultado aos árbitros de futebol organizar-se em associações profissionais e sindicatos.

Art. 5º É facultado aos árbitros de futebol prestar serviços às entidades de administração, às ligas e às entidades de prática da modalidade desportiva futebol.

Art. 6º
Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 10 de outubro de 2013;

192º da Independência e 125º da República

DILMA ROUSSEFF

Manuel Dias

Aldo Rebelo

Luís Inácio Lucena afana 

bomba.jpg

– O Trabalhador da Seleção Brasileira

Só agora li o texto do comentarista Paulo Vinícius Coelho (o PVC da Fox) na Folha de São Paulo, a respeito do Adenor Bachi (Tite), o atual treinador da Seleção Brasileira.

Vale a pena dar uma lida! Abaixo:

TITE

Se você pensa que técnico da seleção trabalha só uma vez por mês, precisa visitar o segundo andar do prédio da CBF, na Barra da Tijuca. O grande salão de aproximadamente 100 metros quadrados é circulado por quatro salas também bem grandes. Uma delas é o escritório de Tite. O técnico mudou-se para o Rio de Janeiro e dá expediente todos os dias entre as 9h e 19h.

A sala em frente tem três mesas, ocupadas pelo preparador físico Fábio Mahseredijan e os assistentes Cléber Xavier e Matheus Bacci, filho do treinador. Do lado oposto, no mesmo andar, ficam Rogério Micale e o diretor das divisões de base, Erasmo Damiani. Outra sala é ocupada pelos analistas de desempenho Maurício Dulac e Thomaz Araújo.

Usam dois computadores e um imenso telão que pode receber imagens de quatro jogos simultaneamente. É possível editar lances e acompanhar a movimentação dos jogadores em partidas disputadas no Brasileirão ou qualquer campeonato do planeta. Se você não viu Taison jogar pelo Shakhtar Donetsk, Tite viu. Se não assistiu ao vivo, alguém vai mostrar a ele.

A estrutura para editar e arquivar informações de jogadores do mundo todo começou a ser montada por Maurício Dulac, observador contratado por Gilmar Rinaldi um ano atrás. “A diferença é que antes tínhamos só três pessoas para ver tudo: Dunga, o assistente Andrei Lopes e eu. Agora são oito pessoas”, diz Dulac.

Dunga não dava expediente na CBF, porque morava em Porto Alegre. Tite passa pelo menos dez horas por dia trabalhando, mesmo quando não está em campo.

Foram 28 jogos assistidos no estádio por Tite ou por sua equipe nos 25 dias entre a partida contra a Colômbia e a vitória sobre a Bolívia. Silvinho cuidou do Paris Saint-Germain. Assistiu-o jogando em Paris e visitou-o nos treinos. As anotações são feitas no seu computador e enviadas automaticamente para o banco de dados criado pela CBF.

Depois de ganhar da Bolívia e assistir ao seu time jogando bem, Tite falou sobre a adaptação de Phillipe Coutinho ao lado direito. “O Jurgen Klopp, técnico do Liverpool, escalou-o assim numa partida em que o senegalês Mané foi desfalque”. Foi mesmo. Jogo da Copa da Liga inglesa contra o Derby County. Ou Tite viu ao vivo, ou alguém mostrou.

Trabalhar muito não é virtude, mas obrigação. Só que existe o mito de que treinador de seleção só precisa convocar e dar treinos uma vez por mês. Tite desfaz essa impressão. Sua ideia é acompanhar os jogadores que pensa em convocar tão de perto que eles percebam o trabalho do dia a dia mesmo apresentando-se à seleção uma vez por mês. Está dando certo.

Os jogadores não sentiam segurança com os treinos de Dunga e havia problemas nas relações humanas até a eliminação na Copa América, em junho. Hoje, os jogadores gostam do trabalho e da harmonia na convivência. Times felizes jogam futebol alegre.

É cedo para dizer que o Brasil vai virar candidato ao título mundial na Rússia. Os primeiros jogos de Tite deram a noção de que é possível montar um bom time e que o problema da seleção não é falta de bons jogadores. É só o primeiro passo e é resultado de longas semanas de trabalho.

bomba.jpg

– A Difícil Missão do Ídolo ser Treinador

Certa vez, ouvi Zico dizer que não gostaria de ser chamado de burro pela nação rubro negra, algo improvável de se crer.

Mas quando o craque dos gramados passa a ser professor na beira do campo…

Nem todo gênio da bola vira bom treinador. Exceções são Franz Beckenbauer e Johan Cruijff.

Luxemburgo sempre foi jogador mediando, reserva do Júnior no Flamengo. Mas ambos como treinadores… O primeiro ganhou quase tudo, o segundo ficou uma semana no Coritnhians e pediu a conta.

Vide o Internacional de Porto Alegre – os 3 ídolos recentes: Falcão, Fernandão e Dunga foram galgados ao cargo e saíram com a imagem bem arranhada.

Isso faz os boleiros repensarem: valeria a pena Rogério Ceni virar treinador, por exemplo (já que o SPFC não sai da crise e tal ideia ganha corpo)?

Claro que a maior parte dos ex-jogadores não conseguem ficar longe dos gramados. Mas o que fazer pós-carreira é complicado.

bomba.jpg

– A Teoria de Conspiração da Contratação e Queda Programada de Cristóvão Borges no Corinthians.

No futebol, não acredite em tudo o que lhe disserem. Mas também não duvide na mesma proporção.

Quer uma sacada que você pode interpretar como tremendamente forçosa ou excepcionalmente inteligente? A substituição de Tite por Cristóvão.

Vamos lá: Sabemos que a tarefa de substituir um ídolo é sempre custosa. Seja em qual atividade for, leva tempo e planejamento. Portanto, substituir o treinador Tite era algo complicado.

Será que contratar Abel Braga, Vanderlei Luxemburgo ou outro treinador cascudo seria fácil? Claro que não. Esses experientes treinadores sabiam que haveria um desmanche no time e que poderiam ser criticados (a não ser, claro, que uma milionária multa fosse acertada), e uma grande preocupação a todo importante técnico é: a comparação de seus trabalhos!

Por outro lado, se você contrata um treinador “demitível”, como Doriva, Mancini, Caio Jr ou outro sedento nome em busca de espaço, pode jogar toda a culpa nele! Uma diretoria se isentaria do trabalho dentro de campo alegando ter dado respaldo (mesmo que a sua contratação seja previamente por um curto espaço de tempo). Dessa forma, qualquer outro nome importante que substitua o demitido treinador (que houvera substituído Tite mas não aguentou a pressão), já terá uma base de comparação mais modesta para ser feita.

Será que é mais fácil contratar, por exemplo, Luxemburgo, e depois ter que demiti-lo dizendo que o trabalho dele é pior do que o último profissional (Tite), ou é mais fácil contratar Luxemburgo para substituir Cristóvão, e dessa forma alegar que o trabalho dele é melhor do que o último nome?

Claro, lembrando sempre que a cabeça do nome “menor” (no caso Cristóvão) serviria de ótimo subterfúgio para jogar nele a culpa do momento crítico escapando do aceite de contratações ruins por falta de dinheiro. Perfeito bode expiatório, planejado e escolhido a dedo para um momento de transição.

Tal teoria é ideia estapafúrdia ou tem um fundinho de possibilidade?

bomba.jpg

– A Pressão sobre os Árbitros da Rodada 24 do Brasileirão. Que tal trazer estrangeiros?

O paulista Vinícius Furlan (que foi mal em Ponte Preta x São Paulo) volta a ser escalado em Flamengo x Vitória. Dirão, se errar contra o Flamengo, que é para ajudar o Palmeiras (e o Palmeiras jogará em sequência contra o Flamengo). Se for contra o Vitória, dirão que é para ajudar o São Paulo. E aí? Traremos juízes da Roraima e do Amapá para evitar ilações?

Raphael Claus, o árbitro do clássico da Vila Belmiro, estará igualmente pressionado: se errar para o Santos, é compensação. Se errar para o Corinthians, é comprovação da Teoria da Conspiração de que havia “armação”.

Claro que os árbitros querem dar o melhor de si. Mas com erros crassos de outros, alguns juízes têm que ser infalíveis!

Sugestão: árbitros estrangeiros! Que tal?

Ops: como o presidente Marco Polo Del Nero não pode viajar para o Exterior senão o FBI o pega, a contratação deles será por Walter Feldman…

bomba.jpg

– O atacante Talisca e suas preferências de amor dividido!

Quando surgiu no Bahia, o jogador Anderson Talisca me surpreendeu ao vê-lo marcando gols de “tudo que é jeito”. Chegou até a ir para a Seleção Brasileira, mas durante sua passagem no Benfica, o excesso de vigor da juventude o fez ter problemas extra-campo.

Com apenas 22 anos, está no Besiktas da Turquia. E disse que um dia, sem dúvida, voltarei a jogar no Benfica. Lá em Lisboa está o clube que o marcou. Mas disse também que um dia, vou vestir a camisa do Corinthians. O Timão é o clube do coração. Por fim, disse ainda que um dia, voltarei a jogar pelo Bahia que nunca saiu de mim. O Bahêa é seu clube de coração.

Só para entender: tão jovem, vai encerrar a carreira em 3 times?

Sinceramente, não vai durar muito no Besiktas, com tal pensamento de “bater e voltar” e com o histórico de confusões fora de campo…

bomba.jpg

– Salário dos Árbitros para 2016 e a Exagerada Estrutura Administrativa da CBF.

A arbitragem brasileira vai mal no quesito administração?

Pudera. Vejam só que estrutura exagerada e ineficiente: temos 6 estruturas criadas pela CBF para levar a contento os árbitros:

  1. Comissão de Arbitragem
  2. Escola Nacional de Arbitragem
  3. Departamento de Arbitragem
  4. Corregedoria de Arbitragem
  5. Ouvidoria de Arbitragem
  6. Comissão de Análise da Arbitragem

Não seria mais fácil reestruturar em algo mais racional com gente mais competente? Por que tanta departamentalização, cheia de cargos políticos? E o essencial: profissionalizar a Arbitragem!

Enfim: esses órgãos são todos independentes entre si?

A CBF, aliás, permite uma independência de seus departamentos sem a ingerência de Marco Polo Del Nero, seja qual área for?

A propósito, respondendo alguns questionamentos sobre taxas de arbitragem, os valores pagos foram majorados.

Para apitar a Série A do Brasileirão 2016, independente se é Fla-Flu ou jogo de time pequeno, um árbitro do atual quadro da FIFA receberá R$ 3.850,00 (o bandeira R$ 2.300,00). Se for aspirante à FIFA: R$ 2.950,00.

Se for árbitro CBF 1 (os melhores do quadro nacional mas que não foram à FIFA), receberão por apitar a série A cerca de R$ 2.600,00.

Lembrando: se o jogo for fora do seu estado, adicione R$ 500,00.

Pode parecer muito, mas e se o árbitro apitar 1 partida por mês? Se ele se machucar, vai para o INSS ou que use seu plano de saúde. FGTS e Férias, esqueça! Ainda: é ele, recebendo o que ganha, que decidirá se um centroavante que recebe R$ 450.000,00/mês sofreu ou não pênalti de um zagueiro que ganhe R$ 200.000,00.

Pela responsabilidade, atribuições do cargo e dificuldades da carreira, ganha pouco ou ganha muito?

Algo a mais: os observadores, delegados, tutores (aquele pessoal que fica engravatado, sentadinho, assistindo o jogo e que as vezes são membros das Comissões de Arbitragem), receberão… R$ 500,00! Se o jogo for em SP e ele vier do RJ, pula para R$ 1.000,00!

É mole?

bomba.jpg

– Os nomes que Seneme terá que suportar na Conmebol!

Está no site da Conmebol: a entidade resolveu desmembrar a Comissão de Arbitragem em duas: a Comissão de Árbitros e a Comissão de Desenvolvimento de Árbitros. Ambas serrão presididas por Wilson Luís Seneme.

O problema é: os nomes dos membros submetidos ao comando do brasileiro. Veja só quem são eles:

Comissão de Árbitros:

Rodolfo Otero (Argentina)

Óscar  Ruíz (Colômbia)

Jorge Larrionda (Uruguai)

Comissão de Desenvolvimento:

Hugo Muñoz Báez (Chile)

Ubaldo Aquino (Paraguai)

Alberto Tejada (Peru)

Seneme tem crédito na praça. Mas Larrionda, Ruiz e Aquino? Só faltou complementá-la com Patricio Polic e Carlos Amarilla…

bomba.jpg

– Ciclos e Gringos no Futebol Brasileiro

Uma reflexão dominical após assistir um pedaço de Santa Cruz x São Paulo e Brasil x Iraque, motivada pela seguinte narração:

De Cueva para Mena, ele cruza para Chaves e gooooooool do Tricolor.

Mas só estrangeiros na jogada?

Cadê os atacantes brasileiros, as revelações da base?

O São Paulo não era celeiro de jovens craques onde brotavam talentos?

Esse cenário se estende ao futebol dos clubes em geral. Perdemos a capacidade de formar e amadurecer os atletas, e isso já se reflete na Seleção.

Quais atletas de hoje jogariam nas Seleções dos anos 80?

A verdade é: o futebol é cíclico. A Inglaterra reinou nos primórdios, mas Copa do Mundo ela só tem a de 66. A mística da Celeste Olímpica dominou o começo do século XX, trocando de posto pela ascensão do Escrete Canarinho, que revezou o reinado com Argentina, Itália e Alemanha. A verdade é: o ciclo acabou. Somos uma Seleção Comum, com uma administração ruim de um presidente sitiado em seu bunker de luxo. Viraremos uma Hungria dos trópicos?

Todos os clubes estão contratando estrangeiros pela carência de bons brasileiros. Será que o aumento do limite de estrangeiros para 5 atletas influenciou tanto?

Isso talvez iniba a formação de jovens, e o reflexo de tudo isso será no futuro das seleções (vide os campeonatos italiano e inglês com poucos atletas natos).

Se for para trazer atletas melhores para elevar o nível técnico, tudo bem. Mas com a economia brasileira em queda, regulamente estamos trazendo jogadores idênticos aos que já temos com algumas exceções. Vide que são em sua maioria argentinos, uruguaios, paraguaios, colombianos e um ou outro equatoriano.

Muda muito, será?

bomba.jpg

– Seleção Feminina e Masculina de Futebol, a incomparável Rainha e os “quase-reis”!

Que prazer em torcer para a Seleção Brasileira Feminina de Futebol, não?

Dá muito mais gosto do que a Masculina, em questões de vivacidade em campo e de empatia.

É claro que surgirão comparações das duas estrelas de cada time: Marta e Neymar. Uma é veterana, outro é novato. Mas são incomparáveis não pela idade, mas pelo conceito do que é “responsabilidade e imagem”.

Nos lembremos que a “Rainha Marta” dividia os palcos das premiações internacionais com Ronaldinho Gaúcho, “cracaço” que permitiu o descomprometimento da sua carreira e se tornou um showman em exibições. Nessa comparação, permitida, Marta é muito superior a R10, pois continua se destacando.

A comparação que devemos fazer é: Neymar será protagonista do seu clube como Ronaldinho Gaúcho foi?

Potencial para ser, ele tem. Mas será?

bomba.jpg

– Neymar se mostra marrento ou mal assessorado?

De mau humor e parecendo mal amado, Neymar foi extremamente marrento na sua entrevista coletiva aos jornalistas durante a preparação da Seleção Olímpica.

Questionado sobre a sua falta de comprometimento (baladas em excesso e outras polêmicas nas redes sociais), declarou, em outras palavras, que “todo jovem que ganha muito dinheiro como ele pode se dar o luxo de fazer isso e que é problema pessoal.

Caramba… não poderia ser mais simpático na resposta?

É claro que o dinheiro é dele e ele faz o que quiser. Mas um atleta profissional de alto rendimento é espelho para os demais atletas e fãs. Tem que tomar cuidado com a exposição e transmitir responsabilidade, pois em qualquer falha, há de ser cobrado.

Com um staff monstruoso, ninguém orientou o garoto que, apesar de ser o craque da Seleção Brasileira, não ganhou nada ainda e deve se blindar para evitar críticas?

bomba.jpg

– Meu Novo Desafio!

Com alegria, compartilho com os amigos: estarei lecionando a partir do próximo mês na Faculdade Anhanguera de Indaiatuba.

Agradeço de antemão ao Coordenador Prof Laerte Zotte pela confiança e por permitir que eu faça parte dessa equipe bem capacitada. Estaremos juntos para levar o conhecimento, a análise crítica e as boas discussões do mundo da Administração de Empresas aos nossos queridos alunos.

bomba.jpg

– Tipos de Boa Ajuda Corporativa

Ter ajuda é bom na Administração de Empresas. Mas ter alguém chato, crítico, sempre contrário a você, faz bem também!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI292507-16366,00-TRES+TIPOS+DE+AJUDA.html

TRÊS TIPOS DE AJUDA

Você precisa de um coach, de um empreendedor… e de um ‘do-contra’

Por Paulo Eduardo Nogueira

Reza um aforismo de Peter Drucker, um dos padroeiros da administração moderna: “Cultura começa com as pessoas certas e cultura se alimenta de estratégia no café da manhã”. Mas quem são as pessoas certas? Os consultores de inovação G. Michael Maddock e Raphael Louis Vitón sugerem três tipos que podem ajudar muito na transformação de ideias em produtos ou serviços inovadores.

O primeiro é o coach desafiador, que instiga os funcionários a ir além dos limites autoimpostos e a correr riscos que normalmente evitariam.

O segundo é o empreendedor, aquele que enxerga oportunidades de negócios onde outros veem dificuldades, e adora desafios.

O terceiro é alguém que seja o seu oposto. A experiência mostra que empresas de grande sucesso combinaram executivos com mentalidades diferentes para gerar choque criativo de ideias: se você é yang, procure seu yin.

 

– O que acontece com a recusa de técnicos ao Corinthians?

Fernando Diniz não quis ser técnico do Timão. Dizem que Eduardo Baptista também não. Roger Carvalho já tem um bom emprego no Grêmio. Alardearam que André Villas Boas foi procurado e não topou.

Nas últimas horas, falou-se em Oswaldo de Oliveira, Vagner Mancini e Cristóvão Borges. Será?

A verdade é que substituir um ídolo como Tite é um fardo muito grande. É como substituir jogador consagrado: na troca do goleiro Marcos, demorou até achar alguém como Fernando Prass. O mesmo está acontecendo com Rogério Ceni e Dênis.

Não condeno os que recusaram. Diniz tem planejamento de carreira, Baptista não quer pegar um trabalho no meio, e Villas Boas não quer sair na Europa. E quem assumir, já deve saber, será cobrado bastante.

bomba.jpg

– O Engodo do Calendário da Série D: Vale a pena?

E começou a Série D-2016. Mas a CBF quer enganar o torcedor de clubes pequenos com a realização da 4a divisão nacional. Entenda:

O torneio terá 68 clubes em 17 chaves de 4 times. Sendo assim, quem não se classificar se resumirá a ter participado de um curto torneio de 6 jogos, sendo que realizará apenas 3 partidas em casa.

Tal modelo é ou não deficitário? Por quê montar time para meia dúzia de partidas? Os clubes paulistas, por exemplo, fecham as portas no começo de abril e aí se reativam para só isso?

Não vale a pena… a não ser para quem tem “bala na agulha” e sabe que terá chances de subir para a Série C.

bomba.jpg

– Você aceitaria trabalhar na CBF, se Marco Polo Del Nero lhe convidasse?

Claro que a pergunta é provocativa, e ao mesmo tempo, comparativa em situações. O exemplo é: Tite!

Depois de encabeçar junto com Dorival Júnior o movimento contra a permanência de Del Nero, reconhecidamente envolvido em casos de corrupção no futebol, o treinador aceitou o cargo de treinador da Seleção da CBF, presidida pelo próprio.

É lógico que treinar a Seleção Brasileira é sonho de qualquer técnico; entretanto, nos turbulentos dias atuais, ela tem sido descartável por torcedores e jogadores.

Tite precisaria justificar o seu aceite justamente pelo protesto assinado. É como se o Juca Kfouri fosse convidado por Del Nero para substituir Walter Feldman ou se eu, humilde crítrico da nefasta gestão de Marco Polo, resolvesse trabalhar na Comissão de Árbitros.

Até onde a vaidade sobrepõe a coerência e os princípios? Tite é honesto, competente, mas precisa falar sobre esse assunto.

bomba.jpg

– O sonho e o fardo de vestir a Amarelinha: Neymar e o desabafo na Web

Neymar desabafou a favor dos seus companheiros de Seleção Brasileira após o fiasco da Copa América Centenária. Escreveu ele na Internet:

Ninguém sabe o que vocês sofrem para estar aí e defender a seleção, vestir essa camisa é um orgulho e vocês fazem isso com AMOR. Agora, vai aparecer um monte de babaca para falar merda, Foda-se. Faz parte, futebol é isso!!! Sou brasileiro e estou fechado com vocês.

Quem lê, pensa que os atletas são abnegados servidores da Pátria. Nada disso, é uma troca. No começo de suas carreiras, a Seleção valoriza os seus contratos, e é por isso que querem ser chamados. Entretanto, em determinados momentos, abrir mão de férias, do convívio da família e entrar em litígio com os clubes que pagam salários milionários, faz com que os atletas recusem serví-la ou que eles vão de má vontade. Vide as declarações de Daniel Alves aos microfones pós-jogo do Peru, dizendo que não era fácil estar à disposição da Seleção e que o torcedor não vê isso”.

Dessa forma, resumidamente, funciona assim: ser convocado para se ter projeção é um sonho; depois da carreira consolidada no clube, vira um fardo.

O duro é saber que pessoas que ganham milhões de dólares por ano lamentam que sofrem. Imagine eu que não ganho no ano o que eles ganham por semana... E os desempregados, então?

Nessa, Neymar deveria ficar quieto.

bomba.jpg

– Micos Recentes no Ataque! Qual o maior?

E o atacante Leandro Damião acabou sendo um fiasco no Real Betis, sem jogar com frequência e tampouco marcar gols. Voltará ao Santos FC? Terá clima, depois de querer sair do clube apresentando um atestado de pobreza?

Enfim: a posição de camisa 9 se tornou rara. E alguns clubes demoram em acertar atacantes, que por diversas circunstâncias se tornam micos.

Num passado não tão distante, vimos o Corinthians sofrendo com Adriano Imperador ou Roger Chinelinho, que não emplacaram. Agora, sofre com Alexandre Pato e André Balada.

E aí: qual deles foi o maior “pepino” para o Timão?

bomba.jpg

– Administradores de Dupla Responsabilidade

A onda na Administração de Empresas agora é essa: executivos com Dupla Responsabilidade no Gerenciamento.

Ser hábil em uma área e “dar conta de outra” é cada vez mais necessário…

Sobre os “Executivos Dois-em-Um”, abaixo,

extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/05/1455826-companhias-agora-buscam-por-executivos-dois-em-um.shtml

COMPANHIAS AGORA BUSCAM POR EXECUTIVOS ‘DOIS-EM-UM’

Empresas reduzem salários e benefícios para pessoal do alto escalão, além de preferir profissionais que liderem mais de uma área.

por Joana Cunha

O desaquecimento do mercado de trabalho e o fraco desempenho da economia brasileira se refletem agora no alto escalão das empresas, que estão reduzindo remunerações e benefícios de executivos e preferindo profissionais que abracem mais de uma área.

É o “dois em um” na busca por “sinergias” e “habilidades para cada momento econômico”, segundo Carla Rebelo, diretora da empresa de recrutamento Hays.

No nível diretivo, dos salários que superam R$ 30 mil, já se verifica queda de até 10% no volume de contratações no primeiro trimestre deste ano ante igual período de 2013, segundo a empresa de recrutamento PageGroup.

“A expressão é reestruturar e deixar a operação mais enxuta para reduzir custo e aumentar a produtividade, ganhar rentabilidade. É um retrato do momento econômico”, afirma Sócrates Melo, diretor de operações da recrutadora Robert Half.

“Estão substituindo profissionais que não estavam ajustados por outros de perfil mais completo. Em algumas áreas de suporte, substituem dois por um”, diz Carla.

A unificação de áreas é mais difícil de ser implementada em companhias de grande porte devido à complexidade dos processos. Mas as pequenas e médias já começaram a subordinar departamentos de recursos humanos e tecnologia a um diretor administrativo-financeiro.

Telma de Mônaco, do laboratório SalomãoZoppi, foi contratada há pouco mais de um ano para tocar apenas o departamento de marketing, mas acabou assumindo neste ano a área de produtos. “A empresa certamente fará mais movimentos como este nos próximos meses.”

Na incorporadora Maxhaus, Luana Rizzi responde pelas áreas de marketing, relacionamento com clientes e recursos humanos.

“Esse movimento de acúmulo de responsabilidades busca perfis mais empreendedores do que técnicos. É uma visão sistêmica e a questão econômica acaba forçando mais esse modelo.”

O pacote de remuneração fixa e variável dos diretores contratados caiu em média 35% desde o período de maior aquecimento dos salários inflacionados, segundo a Michael Page. A maior parte da queda está nos bônus.

“Notamos que uma parcela importante das contratações agora é consequência da necessidade de substituição por performance, ou seja, as empresas estão se cobrando mais por eficiência devido à redução dos fatores de crescimento da economia”, afirma Marcelo de Lucca, diretor-geral da Michael Page no Brasil.

Existem três pilares que motivam trocas de diretores e costumam ser um retrato do momento econômico: criação de novos projetos, mudanças societárias e substituição por performance.

Neste ano, o principal motor de trocas de diretores é a busca por melhor performance, que cresceu de 55% para 65% das contratações realizadas, segundo Lucca. Juntos, os recrutamentos de diretores devido a mudanças societárias ou para investimento em novos projetos somam agora 35%.

Quando se abrangem os cargos de diretoria e gerência há registros de queda de 25% no recrutamento nos últimos três anos. “O volume de oportunidades era muito maior entre 2010 e 2011. Era um período de expansão maior do PIB, em contraponto ao PIB tímido de hoje”, diz Lucca.

14136976.jpeg

– A Premiação do Audax: que bicho gordo!

Mário Teixeira, dono do Audax Osasco e um dos maiores acionistas do Bradesco, não brinca em serviço.

Ele prometeu R$ 300 mil de prêmio aos jogadores caso passassem pelo Corinthians na semifinal do Paulistão. No vestiário após o jogo, feliz, resolveu pagar R$ 500 mil.

Se for Campeão Paulista, “seo” Mário já prometeu: R$ 2 milhões de bicho!

Com quem pode não se brinca… O Audax é o time rico e competente do Paulistão! E é presidido pelo ex-corintiano Vampeta.

bomba.jpg

– O vídeo infeliz de Daniel Alves ironizando a eliminação do Barcelona!

E o Barcelona?

Após surpreendentes 3 derrotas seguidas (em casa no clássico contra o arquirrival Real Madrid, o jogo em San Sebastian pelo Campeonato Espanhol, e a derrota que eliminou o time da Champions League frente ao Atlético), muitos começaram a contestar atletas e treinadores.

Claro, sabemos que o trio MSN – Messi, Neymar e Suarez – é incrível, mas a sequência negativa era improvável. Somente no futebol isso acontece.

Inoportunamente, Daniel Alves, o brasileiro que joga na lateral direita do Barça (o mesmo de frase e atos polêmicos, como o terno com alusão à Maconha na festa de gala da FIFA ou a declaração mentirosa sobre Guardiola e Seleção Brasileira) resolveu colocar uma peruca e imitar sua namorada, a modelo Joan Sanz, gravando com voz feminina os dizeres:

Querido, é apenas um jogo de futebol. Nada acontece, a vida continua”.

Nenhum catalão gostou… ser eliminado e ver seu jogador titular fazendo graça é desagradável.

Infeliz atitude de Dani Alves. Até para ser xarope deve se ter limite!

bomba.jpg

O vídeo está disponível abaixo:

– A Prática do Slow Work nas Empresas

Um movimento ganha corpo no mundo organizacional: o de reduzir o ritmo frenético de trabalho que tanto estressa os profissionais.

Você conseguiria participar da turma do Slow Work?

Extraído de: http://is.gd/t1YoBz

DESACELERE O TRABALHO

Essa é a máxima do movimento slow work: quanto mais flexível for o ambiente profissional, mais produtiva será a equipe.

Natália Martino

Executivo de uma multinacional espanhola, Leonardo Ricciardi, 35 anos, iniciou 2012 como um típico profissional de sucesso. Mas a remuneração alta cobrava seu preço: a diferença de fuso horário com a Espanha fazia seu dia começar às 4h30. Cansado dessa rotina, Ricciardi resolveu trocar de emprego em fevereiro. Hoje gerente de operações de uma empresa de tecnologia no Rio de Janeiro, ele ganha duas vezes menos do que no emprego anterior. Em compensação, trabalha como, quando e onde quer. “Abaixei meu padrão financeiro, mas acompanho o crescimento da minha filha e finalmente vou terminar meu curso de chinês, que adio há seis anos”, diz. Essa flexibilidade é uma das vertentes do slow work, “trabalho lento”. Apesar do nome, especialistas garantem que a estratégia pode aumentar significativamente a produtividade da empresa. “Somos bombardeados com informação o tempo todo e se espera que a resposta seja sempre instantânea, mas a resposta mais rápida nem sempre é a melhor”, disse à ISTOÉ Peter Bacevice, consultor da DEGW, multinacional especializada em melhorias nos ambientes corporativos.

“O conceito de slow work é basicamente facilitar a vida dos empregados”, diz Clara Linhares, professora de gestão de pessoas da Fundação Dom Cabral. A satisfação deles, por sua vez, aumenta seu comprometimento com a empresa e sua produtividade. Para gerar esse contentamento vale tudo que favoreça o florescimento de novas ideias e o equilíbrio da vida profissional e pessoal. Mas as mudanças precisam ser feitas com cuidado. “A dica é incorporar as mudanças aos poucos e depois de muito diálogo com os funcionários”, diz Clara Linhares. Sem pressa e com mais eficiência, como o próprio slow work.

G_slow_Work.jpg

– Leicester City: zebra ou realidade?

E o pequenino Leicester, aprontando na Inglaterra?

Nesta última rodada, é líder e já classificado para a UCL, na difícil Premier League, jogando contra os milionários Manchesters City e United, Chelsea, Arsenal e Liverpool.

Como explicar?

Só o futebol para proporcionar isso. Um elenco modesto, com um treinador considerado ultrapassado (Cláudio Ranieri) e formado por jogadores desconhecidos. Sem contar que nos últimos 10 anos viveu o “efeito iô-iô”: sobe e desce entre a 2a e a 3a divisões.

Acho que será campeão, e com justiça. Já imaginaram na Liga dos Campeões da Europa 2016/2017, um confronto entre os campeões ingleses x espanhóis: Leicester x Barcelona?

Inusitado, mas provável e prazeroso!

bomba.jpg

– Vacilo, Falta de Profissionalismo ou Nada Disso?

Essa interessante discussão veio do relato do jornalista Flávio Gomes no Fox Sport Show, na última 4a feira: Renan, jogador da Portuguesa, estava no Estádio do Morumbi torcendo para o São Paulo FC, seu time do coração, vestindo uma camisa comemorativa que lhe foi presenteada por Rogério Ceni em seu amistoso de despedida.

Renan foi filmado e fotografado, e como a Internet é rápida… alguns torcedores da Lusa se revoltaram, desferindo xingamentos contra o atleta nas redes sociais.

E aí?

Se fosse um atleta que jogasse no Corinthians e estivesse trajando a camisa do Palmeiras e torcendo no Allianz Parque?

Certamente, “o bicho iria pegar”…

Três considerações:

1) Faltou profissionalismo ao atleta que joga em uma equipe ir vestido com a camisa de outra, adversária, que é seu time do coração?

2) No século XX, São Paulo e Portuguesa eram adversários. Em 1985, decidiram um Paulistão (quando surgiu o time dos Menudos do Morumbi). Hoje, cá entre nós, será que ainda são rivais (vide as divisões no Campeonato Paulista e Brasileiro)?

3) Renan se dedica em campo e é o melhor jogador do atual elenco que disputou a A2. Ainda assim valem as críticas?

E o jogador não esconde sua paixão. Ao UOL, disse (extraído de: http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/libertadores/ultimas-noticias/2016/04/06/campeao-mundial-com-sp-vira-torcedor-comum-no-morumbi-mesmo-jogando-na-lusa.htm):

Tenho o maior orgulho em dizer qAZue este é o clube pelo qual torço, clube que sempre amei, e que uma das estrelas que está no escudo eu posso dizer que pelo menos indiretamente eu estava lá. Isso mexe muito comigo. Isso pra mim é muito importante. Poderia muito bem estar na minha casa esticando minhas pernas para ir treinar amanhã cedo, mas não. É uma coisa que não me peça pra explicar, porque eu não sei explicar. É um sentimento que a gente não explica“.

O que você pensa de tudo isso? Deixe seu comentário:

bomba.jpg

– Tapetão para salvar o Galo? Esqueça, Paulista… E vamos brigar pelo título da Copa Paulista 2016

A Série A2 não acabou? Para muitos, não. Supostamente, o jogador Watson (Guarani) teria levado 3 jogos de suspensão após uma expulsão, cumprido 2 e no 3o sentado no banco de reservas e entrado 7 minutos finais contra a Portuguesa. O Guarani de Campinas perderia 3 pontos por punição e outros 3 da vitória daquela partida, sendo rebaixado para a série A3 e o Paulista de Jundiaí se salvado, permanecendo na A2. Mais ou menos como o imbróglio Heverton da Portuguesa que beneficiou o Fluminense anos atrás.

O jornalista Heitor Freddo, em seu blog, abordou muito bem essa história (clique em: http://is.gd/QFvnGb), falando sobre o efeito suspensivo que daria legalidade ao atleta e sobre a conquista da permanência na A2 ser imoral ou não.

Também o jornalista Rafael Zochetti abordou o assunto, mostrando inclusive a própria publicação desse efeito suspensivo no site da Federação Paulista de Futebol. Batemos papo sobre o caso e algumas considerações foram ditas, como exemplifiquei situações em que a súmula eletrônica pode ou não indicar que um atleta está irregular (e não estar) em partidas que trabalhei pela FPF. A própria entidade resolveu bolar um informativo que era enviado todo jogo, digitado pelo departamento técnico, de quem estaria suspenso por cartões amarelos, vermelhos ou punições diversas, mas isso não vingou. O único e verdadeiro controle válido e oficial é o registro de cartões na Federação Paulista e o confronto do controle de cada time de futebol.

Mas assim como em outros tantos casos, sempre me questionei: quem “sopra” no ouvido de um clube interessado e rebaixado, que X ou Y de outra equipe supostamente estava irregular? E se o clube não estivesse interessado no resultado, alguém daria a dica? Isso “tem custo”?

Moisés Cândido, supervisor do Paulista, ensaiou uma busca por tal fato. Claro, é sua obrigação, mesmo provavelmente sabendo que seria uma luta inglória. O certo é: que já se comecem os ensaios (nunca por atropelos ou passionalmente) das discussões do futuro do Paulista. Se conseguir jogar a Copa Paulista (e tenho grande expectativa que, pelo número de clubes do Estado de São Paulo que disputarão as 4 divisões do Campeonato Brasileiro, o Galo será convidado). Com os novos formatos do Paulistão e equipes envolvidas, a Copa Paulista não pode e nem será esvaziada. E a série A3-2017 se inicia aí: se o Tricolor Jundiaiense não quiser fazer como América, Noroeste, XV de Jaú, União de Araras (que despencaram da A1 para A2, depois até a A3 até chegaram à B), deve lutar pelo título da Copa Paulista 2016, que é uma espécie de “A2,5”. Sim, não tem o nível de A2 mas não é tão ruim quanto A3. Portanto, o time de 2017 deve ser montado para o 2o semestre de 2016.

Para isso, vamos ser bem claros e objetivos:

1- Que se defina quem é diretor ativo ou não;

2- Que se programem as receitas possíveis;

3- Que se contrate um treinador experiente em A2 e A3;

4- Que se monte o elenco com pré-temporada.

Claro, esses 4 itens não são simples para a atual situação do time. Se fossem, o Paulista Futebol Clube não teria sido rebaixado. Mas é o be-a-bá para subir DENTRO DE CAMPO, sem ficar posteriormente sendo achincalhado por tentar virada de mesa.

Pela enésima vez, a repetição do mesmo discurso: cartolas, empresários da cidade, torcedores e comunidade em geral, todos unidos para fazer o Paulista renascer. E que renasça mesmo!

Tudo começa com a Copa Paulista 2016 a fim de estarmos na A2 em 2018. E, quiçá, na elite estadual em 2019!

bomba.jpg

– A queda do Paulista FC. E agora, José?

Faz pouco mais de meia hora que o futebol jundiaiense está novamente enlutado. Afinal, o Paulista Futebol Clube caiu para a 3a divisão do campeonato estadual.

No calor do fato, apontar culpados é algo difícil.

Pensemos: não foi no empate sem gols contra o Santo André na derradeira rodada (se tivesse vencido, ficaria na A2), que o time caiu. Afinal, tivemos outras 18 oportunidades de vitória ao longo do torneio.

Foi rebaixado por culpa do condicionamento físico a desejar no começo da A2? Não serve de desculpa, já que todos os clubes jogaram por 2 meses e meio todos os finais-de-semana e todos os meio-de-semana (que calendário estúpido…).

A culpa é da falta de dinheiro, certo? Nem sempre. Competência financeira não é necessariamente competência administrativa.

Então o elenco era ruim? Não! No papel, era composto por bons atletas.

Já sei: a diretoria é a responsável! Ora, é sabido de lambanças e esforços dos cartolas. Alguns abdicaram do clube, outros faziam o que podiam. Nas condições precárias de quem quase nem entraria para a disputa, fez-se o que era possível.

Não culpemos alguém ou alguns especificamente neste momento de dor, pois seria injusto. Há uma série de fatores que se deve colocar como preponderantes para o triste desfecho.

A questão é: E AGORA?

O Paulista voltou para onde estava há mais de 20 anos, quando o Farah reorganizou o Paulistão: para a A3. Desse passeio em divisões maiores ficaram o Vice-Campeonato Paulista de 2004 e a Copa do Brasil de 2005. E, claro, a paixão da torcida e o sonho que voltasse a ser a 5a força estadual (como quase foi em alguns momentos).

Que nenhuma decisão sobre o futuro seja tomada impulsivamente, com os nervos à flor da pele. Que o Galo, enlutado na A2, renasça na A3.

Como?

Sem essa do dito batido: “como uma fênix”, mas sim com gestão profissional, apoio da comunidade jundiaiense e captação de recursos. Ou seja: algo que o Novo Paulista tentou e não conseguiu, assemelhando-se ao Velho Paulista.

Muita calma nessa hora, pois, apesar de tudo, “Tu és, Paulista, de Jundiaí”.

bomba.jpg

– Passando a “sacolinha da solidariedade” para os jogadores! Ridículo…

No Campeonato Paulista da Série A2, onde a maior parte dos clubes está com salários atrasados, cujos jogos terminam com renda negativa em seus borderôs (lembrando que a FPF recebe 7% da renda líquida, ou seja, do que entra, não do resultado final do borderô), situações inusitadas acontecem.

Na partida Batatais 2×0 Paulista, válida pela 13a rodada do torneio, no último sábado, a torcida do “Fantasma” passou uma sacola entre os torcedores, arrecadando doações para os jogadores, que estão há dois meses sem receber salários.

Isso é futebol profissional?

O Batatais está na briga para o acesso, mesmo em tal pindaíba. E depois que acabar o campeonato, o que fará e como pagará os salários atrasados?

Diga-se o mesmo da situação das demais equipes, a maioria no mesmo desespero financeiro.

Vale a pena disputar uma competição nessa situação?

E o Fair Play financeiro imposto pela FPF? Não me consta que clube algum tenha perdido pontos…

bomba.jpg

– Quem é o culpado do seu time?

Quatro perguntas:

1- Vejo as inúmeras críticas que os torcedores palmeirenses fazem ao treinador Marcelo Oliveira. Substitui-lo é a solução?

2- Assisto ao protesto dos torcedores do Real Madrid contra o seu presidente, Florentino Perez. A culpa é dele?

3- Leio que os torcedores são-paulinos querem a cabeça de Michel Bastos, Lucão, Centurion e Ganso. Trocá-los resolve o problema?

4- Percebo uma cobrança dos torcedores do Paulista FC sobre seus jogadores e até ao técnico Beto Cavalcante. Sem receber salários, é válido exigir força máxima?

Vamos lá, quatro respostas:

1- Quando se contrata um treinador, há de se conhecer o seu histórico. Paulo Nobre não sabia como era o trabalho de Marcelo Oliveira? Diga-se o mesmo de Leco e Edgardo Bauza.

2- Um presidente de clube que dá ao seu treinador Zinidine Zidane atletas galácticos como Benzema, Cristiano Ronaldo e outros, disputando com o Barcelona a hegemonia espanhola (e com o sempre bem montado Atlético) deve ser culpado pelo quê?

3- Um time que já teve Muller, Pita, Raí, Palhinha e Rogério Ceni num passado recente, pode se solidificar crendo que Bastos e Ganso sejam craques verdadeiros e candidatos a ídolo?

4- Jogadores e treinador com a cabeça nas contas a pagar e no sustento aos filhos, lutando contra o rebaixamento sem receber salários, devem ser penalizados e responsabilizados por maus resultados?

Talvez os torcedores estejam muito exigentes, ou com cobranças às pessoas erradas. Quem são os verdadeiros culpados no futebol brasileiro? E em seu time?

bomba.jpg

– Cristiano Ronaldo, o marrento.

Após perder o jogo para o rival madrilenho (Real 0x1 Atlético), o português Cristiano Ronaldo, eleito o número 2 do mundo, disse:

Se todos tivessem o meu nível, estaríamos em primeiro (na tabela do campeonato espanhol).

Sinceridade ao extremo ou falta de humildade?

Que o cara é craque, não se discute. Mas que isso dá uma bronca nos companheiros… O que será que Bale, Benzema e demais jogadores do Real Madrid pensaram?

bomba.jpg

– E as Regras impostas pela FPF?

Vejam só que cenário na série A2: muitos clubes estão com salários atrasados, e os jogadores ameaçam greve. Em Santa Bárbara do Oeste, os jogadores do líder União Barbarense fariam uma paralisação devido a falta de pagamento e foram convencidos a jogar graças a um apelo emocionado da cozinheira. O Batatais (ex-líder da competição), quase não entra em campo contra o Guarani em Campinas devido aos atrasos salariais. O Rio Branco ameaça abandonar a A2 por falta de pagamento. E por aí vai a lista de times na pindaíba.

Mas não está no regulamento que se o time atrasar salários perderá pontos?

Sim, está, mas apesar de publicamente todos saberem de tal condição, a FPF deve ser avisada formalmente para tomar as providências. Ninguém punido até agora.

Outro caso: a troca de treinadores está sendo uma constante nas 3 divisões do Campeonato Paulista. De acordo com a nova regra, os treinadores demitidos não podem treinar times adversários da sua ex-equipe na mesma divisão, e os clubes só poderão efetivar outro treinador após quitação do distrato e pagamento de todas as pendências.

Isso realmente está funcionando?

Mesmo sem dinheiro, os clubes arcam com todo o pagamento da rescisão e ainda tem grana para contratar outro técnico?

Pois é… acho que são duas imposições no Regulamento Geral das Competições que não estão sendo cumpridas.

bomba.jpg

– São Paulo dos anos 90 e da atual década de 10!

Que coisa o Tricolor Paulista, não? Em crise política, esportiva e financeira.

POLITICAMENTE porque Leco, o atual presidente, parece estar sem rumo no clube. Amarrado a alianças, tentando reconduzir a algum caminho pós-Aidar e refém de parceiros como Torcida Organizada e outros desafetos que viraram afetos.

ESPORTIVAMENTE pois o time não se acerta, joga mal com Centurión, acrescentando a sonolência de Ganso e a falta de carisma (e de futebol) de Michel Bastos. Bauza já começa a ser cornetado, sendo que, na verdade, o time é fraco.

FINANCEIRAMENTE um desastre, pois estouram as notícias nos jornais de que o clube deve salários da carteira, direitos de imagem e até pagamento de prêmio pela classificação à Libertadores!

Lembro-me que em 1993, o Estadão trouxe uma matéria mostrando o Laboratório de adaptação de atletas à altitude, preparando o time para jogar na Bolívia (e ganhar seus jogos, como fez). Era exemplo de vanguarda, cientificismo no futebol e modelo de estruturação.

Acho que os torcedores do clube do Morumbi devem estar saudosos desses áureos tempos…

bomba.jpg

– Deixem o Robinho em Paz!

O assunto já cansou: o não aceite da proposta salarial do Santos FC por parte do Robinho.

Jogador de Futebol é um trabalhador, como qualquer outro profissional. Se há uma boa proposta de emprego, ele avalia se vale a pena ou não.

Claro, a queixa maior é de que o atleta tenha feito leilão para conseguir uma proposta mais vantajosa. Ué, isso, até certo ponto, é normal nas negociações. O que seria errado ou anti-ético é ele dizer que aceitava a proposta do Santos e fosse ao Atlético Mineiro.

Pense: quantos jogadores já beijaram a camisa de um time X e por fim atuaram no rival Y? E alguns torcedores mais fanáticos se descabelam por isso…

No mundo real do futebol, dificilmente você verá um jogador que aceita perder dinheiro por time de futebol. A era romântica já acabou! Ou alguém acredita nas “juras de amor” que são feitas por atletas?

O erro do Robinho foi não explicitar que o Santos FC ainda lhe deve dinheiro e fazer teatrinho de que só atuaria pelo Peixe. O discurso demagogo sim pode ser contestado. A escolha de um empregador que pagará mais, não.

bomba.jpg

– Ceretta conseguirá apitar na MLS?

Guilherme Ceretta de Lima, árbitro de futebol, surgiu na carreira muito cedo.

Me recordo que ainda recém-formado, o Cel Marcos Marinho o adorava. O privilegia com bons jogos e boas escalas, dando ascensão e visibilidade, indicando-o ainda muito jovem à CBF. Por ter potencial e talento, aproveitou a chance de ouro.

Porém, algumas coisas faltaram ao Ceretta: respeito entre os colegas (sempre foi invejado por outros árbitros e criticado pela falta de simpatia no meio), excesso de intimidade com cartolas, despreocupação da criação de uma imagem independente à Comissão e aos clubes, além, claro, de carisma.

Desafeto de Sérgio Correa, apostou suas fichas na queda do cartola da CBF e a entrada de Marcos Marinho no cargo de presidente da CA. E tudo deu errado! Abandonou a CBF, mas Sérgio seguiu forte no cargo. E o Cel Marinho caiu em SP, onde esperava ser uma espécie de “FIFA sem escudo”.

Com a entrada de Ednilson Corona e uma maior cobrança dos regulamentos de arbitragem, Ceretta resolveu abandonar o Brasil e tentar a sorte nos EUA. Claro, não viverá prioritariamente do futebol por lá, embora queira estar no futebol – como árbitro na Major League Soccer ou como treinador.

Boa sorte ao amigo nos novos desafios.

Em tempo: leio no GloboEsporte.com que Ceretta justifica sua decisão também à impunidade ao caso Dudu, que teve sua punição reduzida pelo STJD. Discordo de tal fala, pois o aspecto político citado acima pesou muito mais do que tal insatisfação do Tribunal Esportivo.

bomba.jpg