– Como definir Árbitro e Time Grande no Futebol?

Vou ser bem direto, parte 1: para mim, pela força econômica atual (apelo midiático, torcida, receitas), histórico de títulos e importância dentro de campo, temos 12 grandes clubes no futebol brasileiro: Os 4 paulistas, os 4 cariocas, os 2 mineiros e os 2 gaúchos. Outros importantes clubes (como Bahia e Atlético Paranaense, que já foram campeões brasileiros) formariam um 2o grupo de importância (pela historicidade e periocidade na disputa da série A1).

Vou ser bem direto, parte 2: para mim, por trabalharem em grandes clássicos Brasil afora, temos alguns grandes árbitros no quadro brasileiro de arbitragem (Marcelo de Lima Henrique, Luiz Flávio de Oliveira, Sandro Meira Ricci, Leandro Pedro Vuaden, Heber Roberto Lopez).

Claro, são “grandes” pelos fatores mencionados acima. Mas, logicamente, tanto árbitros quanto times vivem bons e maus momentos. As “fases”, duradouras ou curtas.

Entretanto, como criar critérios para rotulá-los? A unanimidade não existe, e vale um bom e respeitoso debate.

O Nuremberg é um dos maiores vencedores do Campeonato Alemão de todos os tempos, mas seus títulos pararam na década de 60. Ele é um “grande”? O Nottingham Forest, da Inglaterra, foi bicampeão da UEFA Champions League! E hoje…

Diante disso, me chamou a atenção a “discussão” de um só, protagonizada por Carlos Ceretto, do Sportv. Ocorre que, no Fox Sports Rádio (da Fox Sports), o jornalista Fábio Sormani, em debate com seu colega Flávio Gomes, disse que (segundo relata o UOL, em: http://is.gd/2GEhS6):

O Corinthians era grande na arquibancada, mas não era em campo. A partir da década de 90, passou a ser. O Atlético-MG passou a ser grande quando conquistou, no campo, a Libertadores. Eram gigantes [Timão e Galo] na arquibancada, mas não eram no campo (…) O Santos não é um time grande na arquibancada. O que é ser um time grande? Há duas definições importantes, a meu ver: porque tem grande torcida, inquestionável; e também é grande se tem conquistas’.

Discordando, Carlos Ceretto tuitou as 3 seguintes mensagens:

“Um comentarista que diz que um gigante como o Corinthians só se transformou em time grande depois de 90 ou é palhaço ou não sabe de futebol” / “O que faz a grandeza de um time não são títulos, mas a sua história, aquilo que representa e a relevância de sua torcida” / “O problema é que infelizmente a imprensa esportiva passa por um momento ruim. A média é péssima e contribui para fanfarronices”.

E aí?

Indelicadeza, destempero ou simplesmente “pimenta” de um concorrente na Guerra da Audiência?

A situação é simples: se há discordância, emita a opinião contrária respeitosamente. Aqui me pareceu que houve uma grande infelicidade de Ceretto.
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– A troca de Ronaldinho Gaúcho por Messi e por Robinho

Momentos diferentes, situações idênticas ou não?

Quando estava no auge e era premiado como melhor do mundo, Ronaldinho Gaúcho foi indiscutível no Barcelona. Fez a torcida do arquirrival Real Madrid o aplaudir de pé em pleno Santiago Bernabeu. Porém, aos poucos, o Barça preparou Messi para substitui-lo como craque do time.

Agora, Ronaldinho Gaúcho sai do mexicano Querétaro, clube que prepara (especula-se) a chegada de Robinho como atração para, assim como o Barcelona fez, substituir o craque.

Vale a pena refletir duas situações:

1- Ronaldinho Gaúcho, se mantivesse o ritmo e o profissionalismo, não teria “postergado” o reinado de Lionel Messi? Creio que o brasileiro poderia ter vencido a bola de ouro ainda mais vezes. Plasticamente (repito, no auge), o futebol do R10 (para mim) era mais vistoso e prazeroso de se assistir do que o do argentino. Hoje, atuando de maneira varzeana, curtindo a noite e as baladas, não rende o que poderia (embora, sejamos justos: ainda joga mais do que muitos outros atletas jovens no Brasil).

2 – Robinho ousou dizer que sonhava ser o melhor do mundo. A pressão foi grande, as trombadas da vida também e a expectativa frustrou. Mas claro que se destacou! No Santos (quando atua), vem sendo, ao lado de Ricardo Oliveira um dos destaques do time. Poderá ir ao México, substituir Ronaldinho Gaúcho. A pergunta é: “pedalará” como em 2002, ou será apenas mais um jogador no elenco?

Ronaldinho e Robinho ganharam muito dinheiro, isso é fato. Mas se tivessem orientação socio-profisisonal melhor, não poderiam ter ido ainda mais longe do que foram?

A diferença desses atletas com imortais vencedores é o desejo de sempre vencer e estar em alto nível. Talvez os prazeres da noite tenham tirado o foco de suas carreiras em determinado momento…

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– Flamenguistas por amor a Léo Moura?

Leonardo Moura, lateral do Flamengo, foi aos EUA e não gostou do seu novo time, o Fort Lauderdale. Querendo voltar, se ofereceu ao Vasco da Gama e apalavrou o contrato.

Nos dias atuais, infelizmente, se não assinou, a palavra nada vale! Eis que Léo Moura, de última hora, acertou com o Coritiba pois se sentiu pressionado com a repercussão nas redes sociais pelos torcedores flamenguistas.

Duas constatações:

1- Torcida tem tanta força assim? Se o cara se sente pressionado pelo Twitter e Facebook, o que acontecerá dentro de campo com o grito das arquibancadas?

2- Se houvesse manifestação contrária dos torcedores por ser Zico, Leandro, Júnior… Mas, respeitosamente, Léo Moura? O cara é profissional, joga onde o mercado de trabalho permitir. E se gostasse tanto assim do Flamengo, não se ofereceria ao Time da Colina.

Coisas do futebol brasileiro. Sinal dos tempos…

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– A culpa é dos treineiros, dos boleiros ou dos conselheiros?

Palmeiras e Fluminense devem ser, dos clubes da série A, os recordistas mais recentes em demissões de treinadores. Agora, o bola da vez foi Oswaldo de Oliveira, cobrado pelo time pelo fato dele “não marcar gols”. E justo quando chega um novo centroavante… ele é demitido. Parece-me um erro repetido. Gareca, treinador argentino, trabalhou sem Valdívia e sem Fernando Prass. Quando ambos voltariam ao time… foi dispensado!

São 3 opções para tentar entender o fenômeno das demissões contínuas de técnicos no futebol brasileiro (em 6 rodadas, já são 7 demitidos). Escolha a que melhor explica tal fato:

1) Os treinadores, em sua maioria, são incompetentes e encontrar o ideal é um desafio.

2) Os jogadores são ruins, e como ninguém troca um elenco inteiro, é mais fácil trocar o treinador para tentar algo novo com os mesmos nomes;

3) Os dirigentes esportivos são fracos e não suportam a pressão, contratando treinadores de maneira equivocada e os demitindo à primeira situação ruim.

Faça sua escolha. Ou haveria uma quarta alternativa para explicar a “dança dos técnicos”?
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– Os Executivos “Dois-em-Um”!

A onda na Administração de Empresas agora é essa: executivos com Dupla Responsabilidade no Gerenciamento.

Ser hábil em uma área e “dar conta de outra” é cada vez mais necessário…

Sobre os “Executivos Dois-em-Um”, abaixo,

extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/05/1455826-companhias-agora-buscam-por-executivos-dois-em-um.shtml

COMPANHIAS AGORA BUSCAM POR EXECUTIVOS ‘DOIS-EM-UM’

Empresas reduzem salários e benefícios para pessoal do alto escalão, além de preferir profissionais que liderem mais de uma área.

por Joana Cunha

O desaquecimento do mercado de trabalho e o fraco desempenho da economia brasileira se refletem agora no alto escalão das empresas, que estão reduzindo remunerações e benefícios de executivos e preferindo profissionais que abracem mais de uma área.

É o “dois em um” na busca por “sinergias” e “habilidades para cada momento econômico”, segundo Carla Rebelo, diretora da empresa de recrutamento Hays.

No nível diretivo, dos salários que superam R$ 30 mil, já se verifica queda de até 10% no volume de contratações no primeiro trimestre deste ano ante igual período de 2013, segundo a empresa de recrutamento PageGroup.

“A expressão é reestruturar e deixar a operação mais enxuta para reduzir custo e aumentar a produtividade, ganhar rentabilidade. É um retrato do momento econômico”, afirma Sócrates Melo, diretor de operações da recrutadora Robert Half.

“Estão substituindo profissionais que não estavam ajustados por outros de perfil mais completo. Em algumas áreas de suporte, substituem dois por um”, diz Carla.

A unificação de áreas é mais difícil de ser implementada em companhias de grande porte devido à complexidade dos processos. Mas as pequenas e médias já começaram a subordinar departamentos de recursos humanos e tecnologia a um diretor administrativo-financeiro.

Telma de Mônaco, do laboratório SalomãoZoppi, foi contratada há pouco mais de um ano para tocar apenas o departamento de marketing, mas acabou assumindo neste ano a área de produtos. “A empresa certamente fará mais movimentos como este nos próximos meses.”

Na incorporadora Maxhaus, Luana Rizzi responde pelas áreas de marketing, relacionamento com clientes e recursos humanos.

“Esse movimento de acúmulo de responsabilidades busca perfis mais empreendedores do que técnicos. É uma visão sistêmica e a questão econômica acaba forçando mais esse modelo.”

O pacote de remuneração fixa e variável dos diretores contratados caiu em média 35% desde o período de maior aquecimento dos salários inflacionados, segundo a Michael Page. A maior parte da queda está nos bônus.

“Notamos que uma parcela importante das contratações agora é consequência da necessidade de substituição por performance, ou seja, as empresas estão se cobrando mais por eficiência devido à redução dos fatores de crescimento da economia”, afirma Marcelo de Lucca, diretor-geral da Michael Page no Brasil.

Existem três pilares que motivam trocas de diretores e costumam ser um retrato do momento econômico: criação de novos projetos, mudanças societárias e substituição por performance.

Neste ano, o principal motor de trocas de diretores é a busca por melhor performance, que cresceu de 55% para 65% das contratações realizadas, segundo Lucca. Juntos, os recrutamentos de diretores devido a mudanças societárias ou para investimento em novos projetos somam agora 35%.

Quando se abrangem os cargos de diretoria e gerência há registros de queda de 25% no recrutamento nos últimos três anos. “O volume de oportunidades era muito maior entre 2010 e 2011. Era um período de expansão maior do PIB, em contraponto ao PIB tímido de hoje”, diz Lucca.

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– Juiz de Futebol tem time do Coração?

Não tem; ou melhor, teve no passado.

Tinha. Tivera. Não tem mais.

A qualquer árbitro de futebol que lhe for perguntado sobre o seu time de coração, teremos uma mesma resposta: “Eu tinha um time quando era criança, hoje meu time é a arbitragem”.

E é bem por aí mesmo. Juiz não torce para time X ou Y, torce para ele mesmo, a fim de que seu trabalho o ajude em vôos mais altos, que se resumem em chegar a FIFA e a Copa do Mundo.

Claro, no imaginário do torcedor mais exaltado (e entenda por “exaltado” o termo “fanático”) passam coisas pré-jogo como:

– “o árbitro é flamenguista e vai entrar em campo para prejudicar o time vascaíno”;

ou, pós-jogo:

– “ele só deu pênalti para o Internacional-RS pois é colorado”.

Digo isso pois alguns trolls (aquele tipo de internauta que cria situações, factoides ou tumultos) colocaram nas redes sociais imagens antigas de Guilherme Ceretta de Lima (árbitro da final entre Santos x Palmeiras) no Instagram, em um bate papo com Rafael Cabral, ex-goleiro santista, falando de uma “comemoração” (em publicação de anos atrás).

Pronto! Criou-se o vínculo de que Ceretta supostamente é torcedor do Santos. Uma das comunidades palmeirenses criou um meme com a manchete “Santista Ceretta apitará Santos x Palmeiras”. Há outros mais afoitos dizendo que esta mensagem foi após se divulgar a escala de domingo!

Ora, tenha a santa paciência, não vale a polêmica. Ceretta é de Votorantim, cidade vizinha de Sorocaba, terra de Rafael Cabral, hoje no Nápole. São interioranos que se conhecem, e a foto que circula é de 2010 ou 2011 (repare que não há data), remetendo a um bate papo do aniversário de familiares…

O problema é que, sem querer, o árbitro (que é uma pessoa pública) ganha a fama, involuntariamente, de santista; coisa que ele não é, nem foi.

Quem milita no meio da arbitragem (e eu militei como árbitro por 16 anos), ri da preocupação de torcedores em saber qual time o árbitro torce, como se ele, árbitro, fosse torcedor também!

É inevitável e inegável que todo juiz de futebol, quando criança, torcia por algum time. Mas você não consegue levar isso aos gramados! O “encanto” se quebra na primeira falta reclamada do time que outrora foi o seu.

Há 21 anos, quando pela 1a vez trabalhei em um jogo Sub 15 da equipe que eu torcia na infância, tinha a preocupação de saber se eu separaria as coisas. E me assustei! É como tratar um amigo de longa data como desconhecido nos primeiros minutos. Depois você não se impressiona mais com ele. E, ao término do jogo, você está “batizado” dessa situação, incólume.

Como você vai torcer para um time que reclama das suas marcações? Um chute no ar de Valdívia, um gol de Guerreiro, uma falta cobrada por Rogério Ceni ou uma pedalada de Robinho não lhe dão mais prazer algum; o que vale é apitar corretamente o pênalti, amarelar uma simulação, expulsar um botinudo!

REPITO e INSISTO: a menor das preocupações de torcedores é com a cor da camisa que o árbitro torcia quando criança.

E por que Ceretta, Claus, Luiz Flávio ou outro qualquer não divulgam para quem torciam? Por motivos óbvios, ué! Vide os jornalistas que assumem serem torcedores de alguém: mesmo sendo profissionais em seu ofício, são obrigados a aguentar a trollagem e a desconfiança de fanáticos – e isso enche o saco! Se sem se assumirem os árbitros já são vítimas disso, imagine declarando? Além disso, em um Brasil de educação tão pobre, veríamos os bandidos que se travestem de “torcedores” e que aterrorizam estações de metrô, ruas e praças públicas ameaçando a vida de árbitros, desnecessariamente.

Uso o exemplo do meu humilde blog: quando comento um lance de erro de arbitragem a favor do Corinthians, sou chamado de palmeirense; se a favor do Palmeiras, viro são-paulino; assim como já virei corinthiano, santista…

É por isso que admiro os EUA: lá o cara se assume democrata ou republicano e nem por isso tem a vida contestada. Nem sofre com fanáticos pseudo-torcedores…

O meu medo é que aconteça a mesma pressão ocorrida com o árbitro Thiago Duarte Peixoto, que às vésperas do Derby Paulistano teve uma foto de doação de camisa do Corinthians ao Hospital do Câncer de Barretos exposta como se fosse um torcedor apaixonado. Se Ceretta errar a favor do Santos, a foto seria a prova de quem o acusa! Se errar a favor do Palmeiras, será porque quis provar que não era!

Durma-se com um barulho desse. Ô vida de árbitro… se já não bastasse a patrulha que fazem sobre suas atividades profissionais fora da arbitragem alegando incompatibilidade (Ceretta é modelo fotográfico e tem uma confecção), ainda essa!

Desejo boa sorte a ele, já elogiado e criticado nesse espaço. A propósito, sobre sua escala falamos nesse post: http://wp.me/p55Mu0-qt .

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– Os 12 grandes clubes brasileiros e Luxemburgo

Assisti dias atrás (e creio que deva ter sido na Fox, salvo engano) uma entrevista com Vanderlei Luxemburgo. Ele disse que até se aposentar terá tempo de terminar seu ciclo de grandes clubes trabalhando no São Paulo e no Internacional.

Ora, sabemos que Luxa trabalhou em quase todos os principais clubes brasileiros, além da passagem pelo Real Madrid e Seleção Brasileira, depois do seu “debute em títulos” no Bragantino, em 1990, na final caipira contra o Novorizontino.

Me chamou a atenção o seguinte: se temos 12 grandes times no Brasil (creio que há unanimidade nisso: 2 de MG, 2 do RS, 4 do RJ e 4 de SP), seu ciclo não terminaria com Inter-RS e SPFC!

Vanderlei trabalhou nos dois mineiros (Cruzeiro e Atlético), em 3 paulistas (Palmeiras, Corinthians e Santos), em 1 gaúcho (Grêmio) e em 2 cariocas (Flamengo e Fluminense). Se citou a esperança de completar sua trajetória em todos os grandes, por quê não citou Vasco da Gama e Botafogo?

Seria um lapso de memória, indisposição aos clubes não citados ou desconsideração da grandeza?

Creio na segunda hipótese… e você?

Aliás, parece-me que ele é o “bola da vez” para trabalhar como novo treinador do São Paulo FC, substituindo Muricy Ramalho. E o contrato com o Flamengo: como ficará?

(OPS: No começo de carreira, ainda desconhecido, Luxemburgo passou pelo Vasco da Gama por alguns poucos jogos, mas não era ainda a sua fase de “treinador de ponta”, como na dos demais rivais. Também trabalhou antes do estrelato na Ponte Preta e no Guarani; a exceção de clube pequeno durante o período vitorioso foi o Paraná Clube, em 1995).
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– A Correta Expulsão de Fabrício e o Descontrole Emocional

O lateral esquerdo Fabrício, do Internacional, protagonizou uma cena inusitada: irritado com as críticas da torcida, aos 17 minutos do segundo tempo (jogando contra o Ypiranga) resolveu responder às arquibancadas e com o dedo do meio das duas mãos mandou a torcida… para lá mesmo!

Aqui vem duas questões:

– Até onde vai o limite da irritação da torcida exercendo o direito da vaia ao “trabalhador da bola”?

– O profissional de futebol não deveria estar preparado para tais críticas?

O certo é que o juizão expulsou corretamente o jogador. Ofender a torcida e incitar a violência é atitude antidesportiva.
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– As apostas de risco no futebol

Balotelli, Ronaldinho Gaúcho, Ricardo Oliveira, Elano, Luís Fabiano… jogadores que, tempos atrás eram indiscutíveis e, hoje, se tornaram apostas de riscos.

Na Inglaterra, Balottelli não tem jogado nada e continua nas páginas de fofocas.

No México, R10 se tornou um mico de custo-benefício altíssimo ao seu time. E a noite continua sendo uma criança para ele…

Ricardo Oliveira estava no mundo árabe, esquecido, e este valeu o risco ao Santos. Aposta certeira, não tanto quanto a de Elano, que estava na Índia.

E Luís Fabiano? Mais machuca do que joga, nada a ver com o Fabuloso de anos atrás.

Na praça tem disponíveis o Adriano Imperador e o , que gostam muito de bebidas! Você apostaria neles?

Eu não perderia nenhum tostão com os dois.

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– Salários de Professores mundo afora

Coitados dos professores brasileiros… no país chamado pela Presidente Dilma de “Pátria Educadora”, os Mestres são heróis!

Abaixo, o comparativo de salários dos professores no resto do mundo (extraído dos dados da Organização para a Cooperação Desenvolvimento Econômico, na Veja.com):
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– Cinquentão de bicho não é demais?

Leio em uma coluna do Jorge Nicola no Bom Dia/ Diário de São Paulo, em publicação de dias atrás (está em: http://is.gd/X8aAxV) que o Corinthians pagou R$ 50.000,00 de premiação (o popular “bicho”) a cada jogador pela vitória contra o São Paulo no jogo que abriu a fase de grupos da Libertadores (foram 14 jogadores que atuaram)!

Uau…

Deve estar sobrando dinheiro no Parque São Jorge. E se o Coringão ganhar do Tricolor no Morumbi? Quando pagará a cada jogador?
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– Agradecimento aos amigos do futebol!

Há exatos 22 anos me matriculei em um curso de arbitragem!

Sonhava em ser jornalista esportivo; para isso, acreditava que precisava conhecer tudo sobre o futebol. Ainda jovem, no colegial, definindo o que fazer na faculdade (jornalismo, direito ou administração?), já havia lido muita coisa sobre história de futebol, biografia de jogadores e esquemas táticos. Faltava conhecer as regras do jogo, já que para mim era necessário conhecer do ofício que se trabalhava para falar sobre ele.

Achei a oferta de um curso de arbitragem na escola da Liga Campineira de Futebol. E quando pela 1a vez vesti o uniforme de árbitro, era como um anônimo assumindo uma identidade de super-herói.

Do amador para os jogos profissionais na FPF, foi tudo muito suado. Foram 16 anos de arbitragem e mais de 700 partidas trabalhadas. Estive com Muricy, Leão, Tite, Scolari, Luxemburgo, entre tantos conhecidos e desconhecidos treinadores (nossa, como os nomes dos técnicos de ponta continuam os mesmos nesses 20 anos!). Jogadores? Difícil relatar tantos.

Nasci para o futebol vendo meu pai com a camisa do Bandeirantes da Ermida e do Palmeiras do Medeiros, seja no campo do Barrica ou em outro qualquer. Em estádio, me batizei no Jayme Cintra e ali recebi todos os meus sacramentos! Lá vi a vitória inesquecível sobre o Palmeirinha de São João da Boa Vista com gol do Ricardo Diabo Loiro aos 49m do 2o tempo. Perdi a garganta com o acesso de 84 assistindo a goleada sobre o VOCEM na TV Cultura, e chorei com o rebaixamento de 86. No radinho, desde moleque eu ouvia Hélio Luiz Lourencini narrando, Cassiano da Silva comentando, Cobrinha e Adilson Freddo nas reportagens de campo – falando do Paulista FC. Lá no Jayme Cintra apitei jogos-treinos e amistosos, e até escalado em partidas oficiais (mesmo não podendo atuar por ser de Jundiaí) estive. Vi passar por lá a Magnata, o Lousano, a Parmalat e o Campus Pelé.

Da arquibancada para o campo. E hoje na cabine!

Agradeço de coração ao Adilson Freddo por me permitir fazer parte do time forte do esporte da RÁDIO DIFUSORA, podendo falar no mítico microfone que desde criança admirei e aos meus colegas Heitor, Berró, Cobrinha, Marcelo Tadeu, André e Caparroz por me ajudarem no noviciado.

Aproveito e agradeço também ao Marcel Capretz e sua equipe por me permitirem através das câmeras falar de futebol para a Região de Campinas, Litoral Paulista, Jundiaí e Região Sorocabana pela retransmissora do SBT – A VTV / TV SOROCABA através do vespertino Futebol Esporte Show.

Por fim, a mesma estima e agradecimento ao Edu Cerioni (pelo convite) e ao Fábio Pescarini (pela confiança) em permitirem, através das PÁGINAS DO JORNAL BOM DIA E PELO PORTAL NA INTERNET DA REDE BOM DIA E DIÁRIO DE SÃO PAULO, divulgarem meus artigos aos seus leitores.

Fazendo parte desta grande família esportiva há algum tempo, só posso retribuir com dedicação, disposição e… muitos comentários futebolísticos.

Falcão, o Rei de Roma, disse certa vez que o “jogador morre quando encerra a carreira e deixa os gramados”. O árbitro de futebol também; mas ganha sobrevida com o microfone, com as câmeras e com o lápis.

Abraços a todos.
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– O Apito que não convence: FPF aprovou o pênalti que não foi?

Você está cansado de ouvir falar sobre a discussão dos pênaltis mal marcados no Brasil desde a questão da orientação do movimento anti-natural, não? Jocosamente, virou pênalti de “queimada”. Se eu fosse treinador, mandava chutar no braço do adversário pois a chance de virar tiro penal é grande.

Claro, não vemos lances assim na Europa, na Ásia, na África, na América Anglo-Saxônica e na América Latina Espanhola. Só no Brasil (na Austrália, eu não sei).

Uma pessoa (não importa se é amigo ou amiga, colega ou leitor) me questionou sobre a análise crítica que fiz no lance do “pênalti de cotovelo”, onde Gil acabou sendo expulso no jogo São Paulo 0 x 1 Corinthians pelo Paulistão (o texto aqui: http://wp.me/p55Mu0-nD).

Pois bem: ela argumenta que:

Gil se projeta a frente, elevando os braços para ampliar o corpo, assumindo o risco que a bola batesse em seu braço”.

Ué, ele tem a intenção de bater a bola com o braço, mas o recolhe assustado em um tiro a queima-roupa, batendo no cotovelo? A intenção – NÍTIDA – é de evitar o contato! E só não o consegue pois tudo foi muito rápido.

Retruquei educadamente à pessoa com tal argumento, mas o contra argumento é sempre apelativo, alegando que “na sua época não era pênalti mesmo, Porcari”. Ou, ainda, que só “pode analisar arbitragem de clássico quem já apitou clássico.

Ora, caro amigo/amiga, a Regra é a mesma para quem apitou grandes ou pequenos jogos! A atenção no jogo, não deixar jogador fazer rodinha, ter saco-roxo para peitar jogador que bate palma depois de Amarelo, independem de época, divisão ou qualidade da equipe.

Mas as pessoas dificilmente são convencidas pelos outros; na maioria das vezes, são elas quem se convencem.

Tentando iluminar a boa pessoa, já que minhas observações na Rádio Difusora, Jornal Bom Dia /Diário de SP, no Futebol Esporte Show do SBT / VTV/ TV Sorocaba ou nos meus blogs pessoais não servem a ela pelo fato de eu nunca ter apitado um Majestoso (pela lógica dela), citei alguns nomes de árbitros que apitaram não só clássicos paulistas, mas também grandes jogos nacionais, sulamericanos e internacionais, como Carlos Eugênio Simon (que avaliou péssima a arbitragem na sua participação na Fox Sports) e Sálvio Spinola na ESPN, onde AMBOS CONDENARAM A RIDÍCULA MARCAÇÃO DO PÊNALTI. E eu ainda poderia citar tantos outros árbitros, como Anselmo da Costa e Alfredo Loebeling, que não marcariam tal absurdo. Na verdade, não li, ouvi ou conversei com nenhum árbitro que marcasse.

E ainda assim a pessoa insistiu que foi pênalti. Agora, o contra-contra-argumento dela é que Simon e Sálvio:

Não apitam mais e estão desatualizados, nunca sendo vistos indo a reunião ou reciclagem, já que as coisas mudam.

Caraca! Pirei… Quando se deixa de exercer um ofício e se passa a ensiná-lo e explicá-lo, perde-se o valor? Sálvio e Simon dormiam mais na FIFA do que nas suas próprias casas, e não me constam que marcavam pênaltis de cotovelo… Eu próprio, dentro da minha insignificância, estudo a Regra, converso com especialistas, leio os originais em inglês para não cair na armadilha da tradução errada e… sei bem distinguir o que é um movimento antinatural ou não; avaliar se uma mão na bola foi intencional ou não.

Paciência. A pessoa sempre me pareceu que tinha algumas virtudes, mas não conhecia a falta de humildade ou arrogância exacerbada. É vida que segue.

Aos que conhecem arbitragem, convido a responder a seguinte questão:

Gil teve intenção em evitar um gol desviando propositalmente a bola com o cotovelo, ou a bola bateu em seu cotovelo quando tentava proteger o rosto?

Uma coisa creio: a pessoa amiga deve ter pensado igualmente como eu quando viu o lance pela TV com bastante calma – que Leandro Bizzio Marinho (que fez bons jogos no Paulistão neste ano) iria receber muitas críticas pós-jogo…

A Regra não mudou por culpa da nova diretriz!

Fato.

E outro fato: A APROVAÇÃO DA FPF A RESPEITO DE TAL LANCE. Para a FPF, pasmem, foi pênalti bem marcado!

Ou os dirigentes do apito se auto corrigem nos exageros e interpretações equivocadas, ou teremos árbitros marcando errado tais lances sistematicamente e achando ainda que estão certos!

A este meu amigo, amiga, colega, crítico (a) que não gostou e me escreveu chateado(a) discordando do lance, fica o consolo: ainda está com crédito na praça! Trabalhe firme, aceite críticas construtivas e boa sorte no seu trabalho, seja ele qual for. E se um dia tiver a oportunidade de apitar futebol (e acho que terá muitas), lembre-se: para marcar um pênalti, avalie antes de tudo a intenção.

São nessas horas que vemos se a pessoa está preparada para o sucesso e com elas o aceite às críticas.

Por educação e bom tom, o nome do amigo(a), que é pessoa pública e de boa índole (creio eu), fica reservado no esquecimento, sem mágoa ou algo que o valha.
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– Robinho é a esperança do Brasil para 2018?

Me entristece ver a convocação de Robinho para a Seleção Brasileira. Se Dunga vem acertando em alguns aspectos, como esquema tático e justa oportunidade para brasileiros que estão no exterior mesmo sem serem conhecidos aqui (como Firmino e Fabinho), erra ao insistir com o santista.

O Robinho outrora chamado Rei das Pedaladas minguou na Europa. Foi coadjuvante no Real Madrid, decepcionou no Manchester City e se tornou reserva de luxo no Milan. O garoto que encantava quando jovem no Santos não deu uma pedalada sequer no Velho Continente.

Não me sai da cabeça em 2006, após a eliminação contra a França no Mundial da Alemanha, pulando sorridente nas costas de Zidane a fim de cumprimentá-lo. Sem noção alguma de comprometimento com a Seleção desclassificada… E, recentemente, a história da comemoração da demissão do treinador Enderson Moreira via WhatsApp quando simplesmente disse que era uma “brincadeira entre amigos”.

Sou do tempo em que tínhamos atacantes goleadores aos montes! Nos anos 90, a Seleção Brasileira tinha os artilheiros das principais ligas européias: Jardel em Portugal, Ronaldo na Espanha, Amoroso na Itália, Elber na Alemanha, Sonny Anderson na França e até Alcindo no Japão. E jogando por aqui Evair, Bebeto, Romário… Hoje, Robinho é a esperança para 2018? Com quantos anos ele estará? E em que nível jogará?

Todo ano revelávamos talentos no Campeonato Brasileiro. E no último ano, qual jovem talento foi revelado?

Me assusta quando penso que o agora veterano e descomprometido Robinho pode ir à Copa da Rússia. Estamos numa entressafra horrível mesmo.
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– O Não Profissionalismo do futebol está latente…

Notícias da semana que mostram como o futebol brasileiro está carente de gestão profissional e comportamento compatível a ela.

1) O Santos FC demitiu seu treinador Enderson Moreira (líder da sua chave e invicto no Paulistão), alegando problemas de relacionamento. A assessoria do treinador diz que ele foi mandado embora; o presidente do time diz que ele pediu para sair num acordo. Na coletiva, Modesto Roma Jr confessou que não gostou quando o treinador levantou a questão de salários atrasados… Imagine quantos “treinadores demitidos o Santos FC” não está pagando!

2) Adriano Imperador gastou R$ 60.000,00 em uma casa noturna de “garotas de fama não-familiar”. E de lá partiu para um motel com 18 prostitutas. Ele ainda é jogador ou já encerrou a carreira? E quando o dinheiro acabar…

3) Valdívia em foto postada na internet no mais puro “espírito carioquês”. Entrar em campo que é bom, neca de pitibiriba.

4) Revendo as súmulas do Paulista FC na série A2, NENHUM jogo teve renda líquida positiva. Em todas, o clube teve prejuízo. Como sobreviver?

5) Robinho foi convocado por Dunga. Se a preparação é para 2018, em sua posição, o veterano atleta ainda é a melhor opção?

Estou assustado com o atual momento do futebol brasileiro… #GER7x1BRA

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– Valdívia e o tratamento carnavalesco

Que coisa!

O cara joga uma e descansa duas; volta ao campo e sai contundindo. Desfalca o time e vai se tratar no Chile. Exige preparador físico cubano e faz manha. Mas para pular carnaval… saúde refeita!

O que falar do Valdívia?

Chega a ser ridículo. Ele ainda não jogou por culpa da suposta contusão. Mas está em forma para pular e sacolejar tranquilamente nos trios elétricos de Salvador/BA.

Coitado do Palmeiras. Vai se livrar quando deste mico?
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– E se sua empresa lhe ajudasse a congelar seus óvulos para poder trabalhar mais na juventude?

Não repercutiu como deveria, mas me chamou a atenção: Facebook e Apple estariam ajudando suas funcionarias a congelarem óvulos, incentivando a maternidade tardia a fim de que se dedicassem mais às empresas.

Compartilho, extraído de: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/2014/10/facebook-e-apple-oferecem-congelamento-de-ovulos-para-funcionarias.shtml

FACEBOOK E APPLE OFERECEM CONGELAMENTO DE ÓVULOS PARA FUNCIONÁRIAS

A história de corporações que oferecem pagar tratamentos para congelar os óvulos de suas funcionárias, e assim garantir que as mesmas passem mais tempo trabalhando, não se trata mais de uma ficção ao melhor estilo ‘Gattaca’ e vem se tornando realidade entre as maiores empresas do Vale do Silício.

A Apple e o Facebook anunciaram programas internos de até 20 mil dólares por funcionária para cobrir custos com os procedimentos para congelar óvulos. 

Segundo informações da NBC News, o programa do Facebook terá início ainda este ano, enquanto a política da Apple ficará para meados de 2015.

A tecnologia para congelar óvulos foi desenvolvida em 1986 para ajudar mulheres que querem engravidar após seu período mais fértil (geralmente entre os 20 e 35 anos de idade). O procedimento geralmente leva de 10 a 15 minutos, sob sedação, para extrair os óvulos férteis e são mantidos congelados em clínicas de fertilização por um ciclo de até 10 anos. 

O uso desta tecnologia não é considerado eficaz e o procedimento é bastante caro, chegando a custar cerca de 10 mil dólares por ciclo. Portanto, as contribuições da Apple e Facebook cobririam os gastos de mulheres interessadas, embora não há garantias de que a mulher ficará grávida. 

Polêmicas – Embora os programas façam parte de uma estratégia dessas corporações para contratar mais mulheres em um ambiente predominantemente masculino, a decisão dessas empresas vem causando polêmica. 

Além do procedimento em si não ser recomendado para jovens mulheres pelos principais conselhos de saúde dos Estados Unidos, a oferta coloca mais um ônus sobre quando as mulheres devem optar por ter filhos e reforça uma cultura corporativa de não dar suporte para jovens profissionais iniciarem uma vida familiar em paralelo quando bem entenderem.

Apesar de Apple e Facebook terem alguns programas voltados para crianças, as corporações poderiam encontrar novas formas de investir em opções mais flexíveis que integrem a vida profissional e particular de seus funcionários em todas as faixas etárias.

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– Quando um detalhe ofusca um trabalho

Compartilho ótimo artigo do Professor José Renato Sátiro Santiago, em seu “Boletim do Conhecimento”, a respeito de uma interessante analogia entre o mundo da TV e o mundo das Empresas.

Sobre os elogios à beleza da atriz Paolla Oliveira numa série da Globo, onde o detalhe do bonito corpo da moça ofuscou uma brilhante atuação: nas empresas, quantas vezes um detalhe ofusca um grande trabalho?

Já aconteceu com você?

Extraído de: http://www.jrsantiago.com.br/area_de_conhecimento/_Editorial/O_belo_atributo_de_Paola_e_suas_semelhancas_com_o_dia_a_dia

O BELO ATRIBUTO DE PAOLA E SUAS SEMELHANÇAS COM O DIA A DIA

Foram milhões em investimento.

Contou com a participação de profissionais de primeira linha.

Alguns até com reconhecimento mundial.

Segundo os críticos especializados foi inegável a qualidade de tudo que foi feito.

Seria possível comentar muitas outras questões sobre a minissérie “Felizes para Sempre?” que a Rede Globo de Televisão apresentou durante as últimas duas semanas.

No entanto, ao que parece, para o público em geral, um fato foi mais relevante que tudo isso, “a bunda da atriz Paola Oliveira”.

Antes de prosseguir no tema, já antecipo que realmente é digno de elogio o atributo da jovem atriz.

Mas… “apenas” de elogio.

Certamente é desolador para todos os profissionais envolvidos que isso tenha acontecido.

Até mesmo para a própria atriz que acabou tendo o seu desempenho se resumido a uma “bunda”.

Ao ler entrevista com o diretor da minissérie, Fernando Meireles, a princípio, ele também destacou o seu incomodo quanto ao acontecido.

Mais, afirmou que se imaginasse a repercussão de determinada cena que evidenciou o citado atributo de Paola, teria eliminado da edição.

Não o conheço para ter a certeza se isso aconteceria.

Tão pouco duvido que a “bunda” tenha sido apresentada desta forma justamente para ganhar todo este destaque.

Seja o que for, enfatizo a decepção que deve estar presente junto aos profissionais que desempenharam seu papeis e que precisarão colocar nos seus currículos que atuaram na minissérie da “bunda”, sob o risco de ninguém sequer lembrar o nome da mesma (caso tenha esquecida, o nome foi citado no começo do texto).

No entanto, por mais paradoxal que possa parecer, situações similares a esta ocorrem em nosso dia a dia corporativo e pessoal também.

De repente, algo totalmente acessório, com todo o respeito a “bunda” de Paola, torna-se o principal.

A verdade é que os detalhes podem fazer totalmente a diferença e se tornarem a principal questão a ser considerada.

Sabendo disso, da próxima que assistirmos a uma nova minissérie, certamente outra “bunda” poderá ganhar destaque e será alçada de coadjuvante para protagonista.

Assim como sempre acontece em nosso dia a dia e quaiquer projetos dos quais fazemos parte.

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– O Novo Neymar é Bem Melhor!

Eu era um dos críticos do comportamento do garoto santista Neymar. Eu e muitas outras pessoas!

Reforço: crítico do COMPORTAMENTO, nunca da qualidade do futebol dele. Afinal, não sou maluco.

A verdade é que a então jovem promessa do Santos era um menino diferenciado com a bola nos pés, mas ainda irresponsável.

Lembram do desnecessário chapéu no zagueiro Chicão, na Vila Belmiro, com a bola parada e após a marcação de uma falta? Ali ficou a dúvida: deboche de um moleque malandro ou ingenuidade de um jovem em início de carreira?

A verdade é que o Neymar do Barcelona-ESP é diferente do Neymar do Santos FC. Quando subiu para o profissional, abusava das simulações de falta. Caia mais do que o normal, se jogava descaradamente e, utilizando-se do seu dom nato da qualidade técnica, perdia-se na ousadia com a ironia. Prova disso foi o emblemático gesto do árbitro americano no amistoso de inauguração da Red Bull Arena em New Jersey, onde o Santos fez um amistoso e após uma das inúmeras simulações o juizão apontou o dedo ao santista e sinalizou que não marcaria mais faltas nele! Pudera, era difícil saber o que era “falta real” ou “falta virtual”.

Conforme foi amadurecendo, Neymar foi aprendendo. Dois treinadores devem receber os aplausos: Muricy, que o ajudou com muita orientação; e Renê Simões, quando treinador-adversário que declarou em 2010 após um jogo contra o Atlético Goianiense na Vila Belmiro:

Em nome dessa arte de jogar futebol, da qual eu sou partidário, estamos criando um monstro. Temos que fazer um dossiê pelo número de vezes que ele se joga. A televisão tem que mostrar. O que esse rapaz tem feito é inaceitável. Algo precisa ser feito, Neymar tem de ser educado logo. Desse jeito, ele vai virar um monstro. Fui ao Dorival dizer que estava certo ao repreendê-lo. Neymar, hoje, não é um homem, nem um grande jogador, É UM PROJETO DISSO TUDO. Fiquei decepcionado com o futebol dele depois desse episódio. Torno a pedir educação a ele, por parte dos árbitros e do clube.

Felizmente, para o bem do futebol brasileiro, Neymar passou de “projeto” para REALIDADE e se reeducou.

Hoje, cai muito menos, provoca o adversário jogando muita bola (e não debochando com lindos dribles de malabarista “para o lado”), dá excelentes entrevistas falando muito bem, e, apesar da pouca idade, já arrisca ser líder da Seleção Brasileira e do próprio Barcelona.

Claro, o staff que ele tem deve ser responsável por isso também. É inegável que o ótimo gerenciamento da sua carreira (até mesmo em episódios delicados, como o caso de assumir o seu filho com uma moça menor de idade e se mostrar um ótimo “pai solteiro”) tem o ajudado muito.

Nesta última semana, sua brilhante atuação diante do Atlético de Madrid e as discussões nas quais o atleta se envolveu suscitaram um curioso debate: jornalistas espanhóis questionaram o seu treinador, Luiz Henrique, se o futebol ofensivo de Neymar era provocativo. E a resposta foi interessante:

É preciso ver o perfil dos jogadores e a nacionalidade deles. Os brasileiros veem o futebol como algo para jogar se divertindo. A Espanha é um país curioso, onde ofende mais um drible do que quatro ou cinco entradas fortes. Somos assim. Tire o futebol, o samba e outra coisa de um brasileiro que já não será mais brasileiro. Eles têm outra maneira de entender o jogo. Que Neymar siga desfrutando dessa alegria e nos faça desfrutar dela”.

Gostei. As botinadas – essas reais – que esse Neymar mais “low profile” está levando não estão sendo discutidas, mas sim o jogo de bela plástica!

Que os árbitros espanhóis (fracos tecnicamente) preservem o garoto. Afinal, ele é a esperança brasileira (ao menos, ele é a maior certeza) para a formação do escrete canarinho visando a Copa da Rússia em 2018.
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– Campeonatos Jabuticabas

Daqui alguns dias começarão os Campeonatos Regionais. Tirando os de São Paulo e o do Rio de Janeiro, os demais não dão chances aos pequenos. E esses mesmos pequenos paulistas e cariocas, todos sabemos, estão falidos.

Os pequenos precisam das verbas desses torneios para sobreviverem, e elas existem não por eles, mas pelos grandes.

É sabido que as potências não querem jogar os Campeonatos Estaduais. Mas também não se movem para evitá-los (com exceção, o Atlético Paranaense que tem disputado em seu estado com o Sub 23).

Será que esses torneios não poderiam ser melhor espaçados no calendário? Ou que fossem divisões locais de acesso às nacionais?

Na Inglaterra, existe a Northern Premier League, que congrega times regionais das 7a e 8a divisões e que permitem aos clubes (se tiverem condições financeiras e técnicas) a chegarem à badaladíssima Premiere League (1a divisão). Por quê não podemos ter série E, F, G representando os Regionais? Cravo que um jogo entre Paulista de Jundiaí x Bragantino valendo acesso da 6a divisão para a 5a Nacional levaria mais público do que valendo a queda da 1a divisão para a 2a do Estadual.

Para mim, a resposta para que não se discuta para valer o fim dos regionais (os quais, confesso, sou apaixonado mas entendo a dificuldade financeira do modelo) é clara: a perda de Poder das Federações Estaduais!

No ano passado, Rogério Ceni questionou:

O que vale ganhar o Paulista?

Vencer o Paulistão só vale o status. Mas se perder… o time grande sofre com a pressão!

Algo tem que ser feito. Não dá para abrir um Morumbi para o São Paulo jogar com público de 5.000 pagantes contra o Monte Azul, enquanto o clube gostaria de estar excursionando pela Ásia ganhando dinheiro e treinando. Ao mesmo tempo, não dá também para XV de Piracicaba, Noroeste, América de Rio Preto e tantos outros times tradicionais montarem times para apenas 3 meses e fecharem as portas.

Quem aceitará ceder? Os times grandes continuando com o assistencialismo, clubes pequenos fechando as portas de vez ou as federações estaduais abrindo mão do poder?

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– O “Salário” dos Árbitros será justo para 2015?

Ser árbitro de futebol tem seus percalços costumeiros na carreira. Mas financeiramente vale a pena?

Você sabia que um árbitro ganha por jogo, não por remuneração mensal?

Pois é: se ele apitar, recebe. Se ficar em casa o mês inteiro (mesmo que tenha treinado 31 dias, ido às enfadonhas reuniões e reciclagens), não recebe nada.

E isso aqui é para discutir: considerem que no Paulistão um árbitro de ponta apite 2 ou 3 jogos por mês. Se for da FIFA, receberá R$ 2.770,00 por partida apitada (valores atuais). Se não for, ganha R$ 2.215,00. Mas o Campeonato Paulista tem somente 3 meses… E aí você tem que pagar INSS, ISS, IRPF e Sindicato dos Árbitros, além da taxa de inscrição anula dos árbitros.

Se você se machucar, vai para o “INPS”… E o custo dos seus treinos é por conta própria (equipamentos, tênis, pomadas, alimentação específica, personal trainer, etc).

Na A2, que dura pouco tempo também, o árbitro apita 2 jogos/mês e olha lá (afinal, tem muita gente no quadro de árbitros) e ganha menos: R$ 1.050,00. Na A3, R$ 775,00. E na Copa Paulista, R$ 390,00!

Considere que um árbitro mediano (fora do restrito quadro nacional da CBF) apite 4 jogos da A1, 4 da A2 e 4 da A3. Faça uns 5 jogos da série B e fique 1 mês na geladeira (pensa que não tem gancho ou veto?). Apite depois alguns jogos do Sub 20 e Sub 17. Este árbitro arrecadará mais ou menos R$ 22.000,00/ano. Se a alíquota do ISS é de 5%, lembrando que a do IRPF também é alta, que o Sindicato desconta alguns trocados (e se for do quadro nacional, paga ANAF)… Se bobear, não sobra líquido R$ 1.400,00 mensais (sem subtrair o custo-treino citado) e sem direito a 13o, Férias ou FGTS (claro, a FPF prefere agir assim do que fazer o correto, que seria ter seus árbitros, em número limitado, como profissionais dedicados e pagar seus direitos trabalhistas). E esses árbitros assinam um documento dizendo que recebem dos times mandantes dos jogos como prestadores de serviços e que são autônomos (para fugir do vínculo empregatício).

Avalie: Jogam Corinthians x São Paulo na final da A1 e o jogo está 0 x 0. Aos 48m do 2o tempo, Rogério Ceni divide com Paolo Guerrero e um suposto pênalti pode decidir o título. Cada um recebe por mês quase R$ 500 mil, e quem decide se foi falta ou não recebe um pouco mais de “1 Barão”, se colocar na ponta do lápis. Irônico?

A estratégia é muito boa: Sindicato nunca têm rugas com a FPF e todos são felizes. Ou já viu greve, manifestação ou algo que o valha?

Isso é… Brasil-sil-sil!

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– Eurico estava sóbrio ao falar do Cariocão?

Enquanto o Brasil rediscute o calendário do futebol e critica cada vez mais os Estaduais (em especial, os grandes clubes que desejam dedicação aos torneios nacionais e internacionais), Eurico Miranda vai na contramão, declarando nessa semana ao jornal Extra que:

O Carioca é muito mais importante que o Brasileiro ou a Libertadores. A sede do Vasco é no Rio de Janeiro, minha maior rivalidade é no Rio de Janeiro. Eu faço questão de prestigiar. O Carioca é a minha prioridade nesse ano.

Que mentalidade dos nossos dirigentes! Vasco da Gama x Duque de Caxias seria mais glamoroso e rentável que Vasco da Gama x Boca Juniors? A Copa do Brasil (criada pelo próprio Eurico nos anos 90 enquanto dirigente da CBF) leva à Libertadores que leva ao Mundial de Clubes. O Campeonato Carioca leva ao quê? Não vale dizer que à Copa do Brasil, pois os clubes grandes já estão previamente classificados para ela…

Discordo totalmente do cartola. E você?

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– Dudu é complicado pra chuchu!

Virou piada: na 2a, o jogador Dudu é do SPFC. Na 3a, do Corinthians. Na 4a, voltou a melar o negócio. Na 5a, acertou com o SPFC e na 6a está perto do Corinthians.

Para que a gozação da novela fosse completa, só faltava que, ao final de semana, nem o Tricolor e nem o Timão acertassem com o jogador. E não foi isso o que aconteceu? Surpreendentemente, Dudu vai jogar no Palmeiras!

Quer dizer que o São Paulo ofereceu 3,5 milhões de euros e pagamento num curto prazo; a oferta do Corinthians era de 4 milhões, mas com prazo mais longo; e por fim o Palmeiras adquiriu 50% do jogador por 3 milhões.

Bom negócio?

Sei lá… Particularmente, eu via com receio a disputa do atleta, que tem média de 0.20 gol por jogo e histórico de confusões extra-campo. Me parecia mais uma disputa birrenta de dirigentes do que a briga por um craque. Aliás, Dudu é um atacante de contra-ataque. Mas não é nem Muller tampouco Edmundo. Supervalorizado?

O certo é que o Palmeiras deu um chapéu nos seus rivais. Dá moral ao presidente Paulo Nobre e o jogador ocupará a titularidade do Verdão.

O tempo dirá se o tiro não saiu pela culatra. A única certeza é que esse Dudu passa longe do histórico Dudu, o original e lendário Olegário Tolói de Oliveira.

Em tempo: Sílvio Luiz, o folclórico narrador, publicou em seu Twitter que encontrou Bruno Paiva (filho do ex-jogador Mário Sérgio e empresário do Dudu) dentro de um supermercado, e que ele garantiu que todas as negociações do jogador estavam paradas. Minutos depois… Dudu acertava com o Palmeiras por R$ 100 mil reais a menos do que pediu ao São Paulo.

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– Que nota você daria para os árbitros em 2014? Acredite: a Arbitragem do Brasileirão (oficialmente) foi a melhor dos últimos 7 anos!

No judaísmo, o 7 era o número que representava o infinito: Perdoai 70 X 7, disse Jesus ao ser questionado. Aos supersticiosos, o 7 é um número cabalístico de sorte. Além disso, um antigo dito popular diz que “7 é conta de mentiroso”…

Talvez seja por esse emotivo que é difícil acreditar que, justo no ano em que tivemos as marcações polêmicas de bola na mão transformadas em mão na bola, a arbitragem do Campeonato Brasileiro tenha sido, aos olhos dos dirigentes do apito da CBF, a melhor dos últimos 7 anos, através das notas avaliadas.

Cá entre nós: crer que dos 380 jogos do Campeonato Brasileiro, pela primeira vez nenhum árbitro tirou nota abaixo de 6.00, é ingenuidade (embora as notas oficiais recebidas justifiquem). Pela primeira vez nos últimos 7 anos, nenhum árbitro levou nota “ruim” e tivemos o melhor percentual de notas “ótimo” nos mesmos 7 anos.

A média geral das notas dadas pelos observadores de árbitros da CBF foi de 8.44, sendo que 98,6% foram consideradas boas, ótimas e excelentes; só 1,4% foram notas consideradas de atuações “aceitáveis”.

Repito: são notas registradas e oficiais. Mas na prática, foram justas?

Nem mesmo o maior entusiasta do apito acreditaria nesse número, tampouco os próprios árbitros.

O problema é que a “maquiagem” dessas avaliações se dá não pela cartolagem, mas por observadores ultrapassados, medrosos ou que não queiram ser taxados de rigorosos e sejam vetados. Esses senhores acabam dando notas pela amizade, pelo comodismo ou até por incompetência do julgamento ou imparcialidade. E que ganham R$ 500,00 só para fazerem isso!

Os dados foram apurados pelos jornalistas Raphael Zarko e Vicente Seda pelo GloboEsporte.com (link da matéria em: http://is.gd/339UhZ). O gráfico está abaixo:

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– Entrevistado e Entrevistador: como o Recrutador deve se portar?

Não é erro de digitação. Normalmente, nós vemos aconselhamentos sobre como um entrevistado deve se portar na entrevista de emprego. Agora, um artigo bacana do caderno Inteligência da “Época Negócios” traz dicas para quem está do outro lado. Vale a pena dar uma conferida! Abaixo:

Extraído de Revista Época Negócios, edição Agosto/2010, pg 73

A PERGUNTA QUE VALE UM EMPREGO

Por Álvaro Oppermann

Há muitas dicas para um candidato se dar bem na entrevista. Mas o que dizer do entrevistador?

A cada ano, uma profusão de livros e artigos é publicada sobre a arte da entrevista de emprego: o que dizer, como se portar, o que vestir etc. O foco destas obras costuma ser o entrevistado. Pouca atenção é dedicada ao entrevistador. Isso está mudando. “A habilidade de recrutar é um dos maiores desafios atuais do gerente. Um bom entrevistador é fundamental”, escreveu Rhymer Rigby, jornalista inglês especializado em gestão. Compilamos as principais dicas sobre o tema, de autoria de craques da área, como Paul Falcone, diretor de Recursos Humanos da Time Warner Cable. Boa leitura.

Preparação_Faça o “dever de casa”: estude bem o currículo dos candidatos. “Cuidado com o currículo ‘funcional’, pouco específico, sem detalhamento de funções”, escreveu o professor indiano Mamin Ullah, em artigo recente do International Journal of Business and Management. “Também estabeleça cinco a sete critérios para julgar os candidatos, e não abandone estes critérios”, afirma Moira Benigson, sócia da firma de recrutamento MBS Group.

Recepção do candidato_Muitos entrevistadores têm o prazer quase sádico de “torturar” o entrevistado. É um erro, diz Paul Falcone no livro 96 Great Interview Questions to Ask Before You Hire (“96 ótimas perguntas de entrevista para fazer antes de contratar”). “A filosofia destes entrevistadores é: ‘o candidato precisa suar frio antes de ter a vaga’. Errado”, diz o diretor da Time Warner. Uma das formas sutis da “tortura” é a excessiva formalidade. “Tente criar um ambiente descontraído na entrevista”, completa Falcone.

Estrutura_A entrevista é estruturada em torno das competências e do comportamento do candidato. Porém, existem questões que devem ser evitadas. Por exemplo, não se devem fazer perguntas que induzam a resposta. Jane Clark, sócia da firma de consultoria Nicholson McBride, de Londres, esclarece: “Em vez de formular a questão ‘Você acha que integridade é importante?’, diga, ‘Dê-me exemplos de situações de integridade’”. “Controle o fluxo da entrevista. Quando o entrevistado se estende demais, interrompa-o polidamente”, diz Mamin Ullah.

Combate à incerteza_E o que fazer quando você ainda tem dúvida sobre o candidato? É a hora da pergunta de tom mais pessoal. Ela dá uma chance de ouro ao bom entrevistado. “Eu costumo perguntar ao final da entrevista: ‘O que você faz para brilhar?’”, diz Falcone. “Certa vez, uma recepcionista me disse que ela tivera uma ideia de como poupar US$ 1 para cada fax enviado do escritório. É o tipo de resposta que é bom de ouvir.”

Julgamento_Nunca julgue o candidato antecipadamente. Dê chance para ele se sobressair, diz Mamin Ullah. Um entrevistado pode começar a entrevista com nervosismo, e terminar autoconfiante. Ou o contrário. “Desenvolva a memória, observando o candidato no pré e no pós-entrevista. Isso diz muito sobre ele”, conclui o professor indiano.

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– As exigências burocráticas para o árbitro apitar!

Desde a década de 90, árbitro de futebol tem que ter o “nada consta” no Serasa e na Justiça para apitar futebol, e abrir mão dos seus direitos empregatícios em carta.

Entretanto, os métodos para que as entidades – como FPF e CBF – não assumirem a responsabilidade sobre seus árbitros (na verdade, prestadores de serviço autônomos, como elas os chamam) é assustador.

Abaixo, uma republicação deste blog de 2011. De lá para cá, a Cooperativa dos Árbitros foi fechada e toda a sua atividade centralizada no Sindicato dos Árbitros, sobre o comando de praticamente as mesmas pessoas.

Em tempo: o link com a carta-modelo onde o árbitro declara que é autônomo e tem que destacar que “não quer e nem possui vínculo empregatício, recebendo as taxas diretamente dos clubes de futebol” foi apagada do site, só o próprio árbitro a recebe. Na verdade, a FPF paga os árbitros via sindicato, dizendo que “desconta dos clubes”.

Extraído de: https://professorrafaelporcari.com/2011/10/19/a-fpf-e-a-reinscricao-de-seus-arbitros/

A FPF E A REINSCRIÇÃO DOS ÁRBITROS, 19/10/2011.

A FPF liberou a relação de documentos e de procedimentos para os árbitros que pertencem ao quadro atual, a fim de que permaneçam trabalhando para a entidade em 2012.

Como todo ano, para os árbitros que já apitaram ou bandeiraram pela casa, tem que ocorrer a aprovação nos testes físicos e escritos, além de exames cardiológicos e oftalmológicos.

Até aí tudo bem.

Mas outros documentos exigidos são curiosos: as certidões negativas do Serasa e do SPC, além das declarações cível e criminal de que na Justiça nada consta. Não questiono; a justificativa é que árbitro endividado e sofrendo processo não estaria apto para apitar.

Ok, entendo tal situação. Mas se exigisse tais documentos aos dirigentes envolvidos… aí sim teríamos a perfeição no relacionamento.

Porém, é nos seguintes itens que a coisa pega:

A exigência de declaração de próprio punho de que o árbitro é um prestador de serviço autônomo, sem vínculo algum com a Federação Paulista de Futebol, recebendo as taxas dos clubes filiados à FPF, CBF, Conmebol e FIFA. E, claro, com a assinatura de dois árbitros do quadro atual como testemunhas. Um modelo dela pode ser encontrado no próprio site da FPF

(aqui, o último modelo que tiver que redigir, enquanto árbitro: http://futebolpaulista.com.br/arquivos/CartaModelo2009.pdf ).

Perceba que as taxas são pagas via Cooperativa dos Árbitros PELOS CLUBES. Mas , na verdade, o depósito é feito pela FPF… Sensacional, né?

Em suma: se você não for cooperado, não há como receber as taxas. A Cooperativa de Árbitros não é administrada nos cargos executivos pelos árbitros propriamente ditos, mas por ex-árbitros (através de eleição dos cooperados). Hoje, tem como seu presidente Silas Santana, Ouvidor da própria FPF, e o tesoureiro Arthur Alves Júnior, também funcionário da FPF (trabalha na Comissão de Árbitros).

Alguém tem dúvida que tal exigência é uma forma da FPF não se responsabilizar pelos árbitros? Tira-se toda a responsabilidade de pagamento de FGTS, INSS, ou qualquer vínculo empregatício

No final de 2008, Marco Polo Del Nero baixou uma resolução que OBRIGAVA os árbitros a se filiarem à Cooperativa e ao Sindicato (pagando taxas em dobro!). O documento era o de número 27/08. Porém, após a matéria-denúncia da Folha de São Paulo, Ed 22/01/2009, por Ricardo Perrone e Gustavo Alves, a resolução caiu.

Na matéria, há a afirmação do presidente da CEAF-SP, Coronel Marcos Marinho, que tais medidas eram permitidas, já que a FPF tem o direito de se resguardar (a velha história de que é uma entidade de direito privado…)

Hoje, o que mudou é que os árbitros não precisam mais ser sindicalizados. Entretanto, curiosamente, o Sindicato é presidido por Arthur Alves Júnior, vinculado à Cooperativa dos Árbitros e membro da Comissão de Árbitros da FPF.

E aí fica a questão: por quanto tempo os árbitros terão que aceitar a promiscuidade de tal situaçãoa da afirmação do amadorismo e de abrir mão dos direitos trabalhistas para continuar apitando?

Assim como eu também passei por tal constrangedora situação, 100% dos árbitros que lá estão também terão que aceitar. Quem discordar, está fora.

Tudo isso não aconteceria se tivéssemos Sindicato ou Cooperativa realmente forte e independente para defender a categoria. Sozinho, o árbitro não tem como fazer oposição ou manifestar sua insatisfação.

Já imaginaram um movimento com os principais árbitros da categoria (os nomes fortes, conhecidos e necessários para os campeonatos) pedindo profissionalização e independência já?

Utopia. Eles também seriam retirados dos seus jogos de destaque. E assim a arbitragem segue no Brasil, sem defesa, ao Deus-dará, desunida e, sobretudo, amedrontada pelo sistema.

Quem quiser acessar a matéria citada da Folha de São Paulo, abaixo:

FPF É ACUSADA NO MINISTÉRIO PÚBLICO

Para árbitros, federação fere Constituição ao obrigá-los a se filiar a sindicato e a cooperativa; outra queixa é a de pagamentos defasados

POR GUSTAVO ALVES (COLABORAÇÃO PARA A FOLHA) e RICARDO PERRONE 

O Paulista-2009 começou em meio a uma silenciosa crise entre Federação Paulista de Futebol e árbitros. Os juízes reclamam de que a entidade fere a constituição ao obrigá-los a se filiar a uma cooperativa e a um sindicato para atuarem.

Com medo de sofrerem retaliações, eles não falam publicamente sobre o assunto, mas uma denúncia anônima já foi feita ao Ministério Público do Trabalho de São Paulo.

Os árbitros se baseiam no artigo 5º da Constituição, que determina que ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado a um sindicato ou entidade.

A principal queixa é a de que os juízes gastam mais, pois pagam taxas ao Safesp (Sindicato dos Árbitros de Futebol de SP) e à Coafesp (Cooperativa dos Árbitros de SP). A cooperativa ainda fica com 5% do que o árbitro recebe por partida.

“A federação colocou essa condição para o árbitro poder apitar. E ela tem esse direito. Mas não obrigamos ninguém a nada”, afirma o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, Marcos Marinho.

Marcílio Krieger, especialista em direito esportivo ouvido pela Folha, diz que “obrigar os árbitros à filiação é ilegal e inconstitucional”. A anuidade do sindicato é de R$ 220, pagos em até duas parcelas. É cobrada ainda taxa de readmissão no início do ano no valor de R$ 75.

Já para a cooperativa a contribuição é de R$ 20 mensais, mais R$ 80 por ano.

Até julho de 2008 só existia o sindicato, que cuidava dos pagamentos aos árbitros. Mas foi criada a Coafesp, presidida por Silas Santana, ouvidor da FPF para a arbitragem.

Ele conta no site da cooperativa que Marco Polo Del Nero, presidente da federação, sugeriu a criação da Coafesp como “conquista na busca da excelência na prestação de serviço de arbitragem de futebol”.

Na ocasião, a Comissão de Arbitragem da FPF estava em rota de colisão com Sérgio Corrêa da Silva, presidente da comissão nacional. Muitos juízes se desfiliaram do sindicato.

Com a nova entidade, o dinheiro (5%) que era descontado do pagamento dos juízes e era repassado ao sindicato passou a ir para a cooperativa.

Em julho, Del Nero assinou a resolução 27/08 determinando que “o árbitro que não for sócio da Coafesp e não for filiado ao Safesp estará impossibilitado de trabalhar no ano seguinte”.

A FPF mantém em seu site lista com as resoluções, mas a que obriga a dupla filiação não está mais lá. “Não há necessidade de ficar na lista porque está no regulamento geral das competições”, diz Marinho.

Os juízes também reclamam do congelamento no valor das taxas pagas a eles.

Conforme tabela da cooperativa, árbitros Fifa ganham R$ 2.200 por jogo no Paulista. Os demais recebem R$ 1.700.

As taxas reduzem conforme a divisão do torneio. Quem mais critica são os que apitam fora da elite. É para eles que a filiação dobrada pesa mais.

ENTIDADE CRIA MEDIDA CONTRA AÇÃO TRABALHISTA

Na lista de documentos exigida pela Federação Paulista de Futebol para a readmissão em 2009, consta que deve ser entregue também uma declaração, feita de próprio punho pelo árbitro, relatando que são remunerados pelos clubes, sem vínculo com a federação.

“É uma medida para nos resguardar”, afirma o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, Marcos Marinho. “Tivemos muitos problemas no passado com árbitros que assinavam uma declaração semelhante à essa, só que feita no computador. Eles entravam na justiça do trabalho, diziam que tinham vínculo empregatício com a FPF e que assinaram o documento sem conhecer o conteúdo”, explicou Marinho.

A medida, porém, fere o Estatuto do Torcedor, que traz no Artigo 30, parágrafo único, a informação que “a remuneração do trio de arbitragem é de responsabilidade da entidade de administraçãodo desporto ou da liga organizadora do evento”. Para Marcílio Krieger, advogado especialista em direito esportivo, a exigência do documento pela FPF já indica o vínculo com o árbitro.“Em juízo, o documento pode ser anulado, pois demostra pressão da Federação sobre os árbitros”, disse Krieger.

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– Você é Multitasking?

Um mal dos tempos modernos: excesso de tarefas que não nos permite fazer uma coisa por vez. E, por isso, faz várias atividades ao mesmo tempo!

Você sofre disso?

Não é o único… Veja que interessante:

(extraído da Revista Galileu, Ed Outubro/2011, pg 42-45, por Priscilla Santos, Daniela Arrais e Érika Kokay)

FAÇA UMA COISA DE CADA VEZ

Não dá pra ser multitarefa. Muita gente já descobriu isso. Conheça pessoas que conseguiram se concentrar em uma atividade por vez, diminuíram a angústia e ganharam tempo pra curtir a vida

Você começa a escrever um e-mail de trabalho, mas é interrompido pelo toque do celular. Atende à ligação e, quando desliga, vê avisos de mensagens na telinha. Abre uma delas mas, antes mesmo de responder, algum colega chama você para terminar aquela conversa que começaram de manhã… E assim você vai, pulando de uma tarefa para outra. Ao final do dia, o desconforto de ter começado muitas coisas, concluído algumas e produzido bem menos do que gostaria. Vem a angústia de que sobrou muita coisa para o dia seguinte — e pouco tempo para aproveitar a vida.

Esse comportamento, comum no multitasking, estilo dos que desempenham várias tarefas ao mesmo tempo, começa aos poucos a ceder espaço a um estilo oposto: o monotasking. Ou seja: concentrar em uma coisa de cada vez com a intenção de fazer tudo bem feito, de preferência passando algum tempo longe das distrações da internet. “É uma contra-tendência, uma antítese ao excesso de informação e estímulos que vivemos”, diz Linda Stone. Para essa ex-executiva da Apple e Microsoft e uma das maiores estudiosas de atenção humana hoje, estamos deixando a era da Atenção Parcial Contínua (CPA, em inglês), em que prestamos um pouco de atenção a várias coisas o tempo inteiro, para entrar na era do unifoco, em que de fato nos concentraremos nos que estamos fazendo no momento. “Tudo que é escasso se torna valioso. A nova escassez é ter tempo para pensar e se concentrar”, afirma Henry Manson, chefe de pesquisa da agência de tendências de consumo Trendwatching, uma das maiores do mundo. “Vivemos uma aceleração do tempo: tudo tem que ser rápido, imediato. Mas não se pode ter inovação sem períodos de reflexão e preguiça”, diz a filósofa Olgária Matos, professora da USP.

O analista de sistemas Fabiano Morais, 40 anos, de Brasília, é um representante dessa tendência. Fabiano é obrigado a passar horas e horas à frente do computador por conta de seu trabalho — ele desenvolve sistemas para a web. E entende bem o significado da palavra dispersão: “É aquela fissura de saber se alguém te mencionou no Twitter ou fez um post novo no Facebook”. Como empreendia seus próprios projetos e trabalhava de casa, o empresário não sabia mais o que era horário de expediente, final de semana ou feriados. Mas reagiu a essa falta de limites, e criou espaço para folgas e diversão. “Quis comandar o ritmo da minha vida”, diz. Um exemplo: Fabiano passou a fechar o e-mail e sites tentadores enquanto executa uma tarefa. Virou adepto da yoga e de meditação para aumentar seu foco no presente.

Quando percebeu que os resultados eram positivos, acabou criando um projeto próprio em torno do tema: o Moov, um serviço na web que permite compartilhar listas de tarefas, contatos e histórico de relacionamento entre uma equipe. Fabiano coordena ainda 15 pessoas em uma empresa de tecnologia da informação e aplica em grupo os benefícios do que aprendeu. “As noites e finais de semana, agora, se transformaram em tempo livre ao lado da família.”

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– FIFA troca árbitro da final. De novo!

Na Copa do Mundo de Seleções 2014 no Brasil, a FIFA houvera divulgado o árbitro sueco Erickson como nome para a final entre Argentina x Alemanha. Os hermanos reclamaram e o escalado mudou! Na oportunidade, o italiano Nicola Rizzoli foi para a finalíssima.

Agora, na Copa do Mundo de Clubes 2014 no Marrocos, a FIFA houvera indicado o árbitro português Pedro Proença para San Lorenzo x Real Madrid. Após reclamações públicas do presidente do time argentino contra arbitragem europeia, mudou-se a escala para o árbitro guatemalteco Walter Lopes.

Contrariando as últimas escalas em Mundiais de Clubes, onde sempre o mais conceituado juiz era o escolhido para a final (desde que não fosse da mesma nacionalidade que o time da decisão), a FIFA mostra um total desrespeito à competência e meritocracia.

Pura política!

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– Oswaldinho é uma boa para o Verdão?

No começo dos anos 2000, Oswaldo de Oliveira era um tímido assistente técnico que teve a oportunidade de se tornar treinador do Corinthians, justo em um Mundial de Clubes!

Passou por diversas grandes equipes, mas sempre criticado por ser “passivo demais” no banco de reservas. Calmo, educado, nunca se exaltava. E isso era confundido comofalta de vibração”!

Hoje, o outrora Oswaldinho é outro homem! Dinâmico, mais extrovertido, participativo e, o mais importante, ganhou muita experiência e tem feito bons trabalhos.

Especula-se que ele será técnico do Palmeiras com salário de R$ 350 mil. Gilson Kleina está acertando com o Vasco da Gama por R$ 150 mil. Tite, dizem, pediu R$ 700 mil mas aceitaria R$ 400 mil, menos que o seu antecessor Mano Menezes, que ganhava mais de R$ 600 mil.

Sinceramente?

Valores muito acima do que deveriam ganhar. O futebol brasileiro perdeu o senso financeiro. Mas de todos esses treinadores, acho que quem terá a melhor relação custo-benefício será Oswaldo e o Palmeiras.

A dúvida é: e o elenco de 2015? Se for o mesmo, pode trazer o Guardiola, José Mourinho ou o Ancelloti que nada mudará.
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– A Várzea Botafoguense! Quem paga a conta?

Olha só que triste: Vágner Mancini recebia apenas 25% do seus salário no Botafogo, atrasado há 6 meses!

À ESPN.com, olha só o que ele fazia com o dinheiro:

Várias vezes coloquei a mão no bolso. Não só para quitar as minhas contas, mas para ajudar alguns outros funcionários que tinham dificuldades até para ir ao treino. Outros atletas também fizeram isso. Tínhamos que fazer com que as engrenagens do Botafogo andassem, tínhamos que ir a campo treinar e jogar. As dificuldades eram enormes e só não foram maiores porque tentamos, nessa gestão de pessoas, fazer com que diminuíssemos os possíveis problemas (…) O Botafogo mereceu se rebaixado. Por justiça, sim. Brigamos incessantemente para que isso não se tornasse realidade, mas foram muitos erros administrativos e financeiros. A equipe ficou aquém da estrutura que deveria ter. Mas ninguém está tirando o corpo fora aqui. A culpa existe em comissão técnica, jogadores e diretoria“.

Coitado do treinador… Mas e a diretoria? Isso é profissionalismo?
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– Trabalhadores e suas Expertises

Intelectual aluga o Cérebro, Trabalhador Braçal aluga os músculos, Prostituta aluga a fantasia

Ruth Escobar

Cada um faz o que pode na oferta de trabalho. Concorda ou discorda desta lógica?

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– Competência ou Aparência? O troca-troca de Federações!

Cada vez mais os árbitros de futebol estão em busca de reconhecimento, mesmo que esse não seja o respeito pela atuação. O reconhecimento pelo dinheiro, pela fama, pela vaidade ou simplesmente pelo prazer em apitar são algumas formas de retorno buscadas pelos “homens” de preto.

Aliás, correção devido a mudança de termos no século XXI: “homens e mulheres de preto”! E nem sempre de preto: de amarelo, de rosa, de azul…

O fato é: um dia, Oscar Roberto de Godoy recebeu uma boa proposta financeira e foi para o Paraná, levando seu escudo FIFA “paulista” junto. Teoricamente, o escudo é do árbitro, não do estado. Assim, qual o mal do árbitro reforçar seu caixa honestamente?

Posteriormente, quando Dalmo Bozzano se aposentou e o último escudo catarinense deixou de existir, Delfim Peixoto, eterno presidente da FCF (e hoje, um dos vice de Marco Polo Del Nero para 2015), resolveu “importar árbitros”: trouxe o mineiro Márcio Rezende de Freitas e depois o paranaense Heber Roberto Lopes.

Curioso: quando Heber era do Paraná, não poderia apitar Coritiba x Corinthians. Agora que é catarinense, pode?

Digo isso pois Sandro Meira Ricci, que surgiu como FIFA pelo DF, emigrou recentemente para PE. E, pelo que tudo indica, irá para SC em 2015 com bom salário e luvas.

Nada contra a contratação de árbitros, mas… e o quadro local, como fica? Santa Catarina pode alegar que “importando” juízes da FIFA eleva o nível da competição e eles são atrativos para o seu público. Eduardo José Farah fazia quase o mesmo em São Paulo, contratando árbitros (até estrangeiros) por jogo, não por campeonato e nem por mudança de domicílio.

Se os árbitros da FCF recebem palestras de formação e orientações pertinentes, a fim de se capacitarem, ok. Mas há quanto tempo não vemos legítimos árbitros natos catarinenses na FIFA? Isso intimida o surgimento de novos árbitros e fecha a porta para novas oportunidades.

Não pensemos que para Guarani de Palhoça x Metropolitano apitará Sandro Ricci e para Avaí x Figueirense um novato. É natural que portas se fechem, mesmo com os sorteios de arbitragem.

E na chegada de Ricci, temos a saída de Fernanda Colombo, a bela bandeirinha que se destacou pela inegável beleza (mas com atuação desastrosa em São Paulo x CRB pela Copa do Brasil e em Atlético x Cruzeiro pelo Brasileirão, ambos em maio deste ano).

A moça faz o caminho inverso: vai de SC para PE, mesmo tendo trabalhado pouco – e mal – nas oportunidades que teve, sendo uma aposta da Federação Pernanbucana para a FIFA, bem remunerada como Ricci.

Nada contra a beleza ou a mudança de estado dos árbitros, mas tenho saudade do tempo em que o cara era escalado única e exclusivamente pela competência…
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– Botafogo do Século XXI virará Ameriquinha?

Que tristeza a atual fase do Botafogo FR. O alvinegro carioca de Heleno de Freitas, Nilton Santos e Mané Garrincha, agoniza!

Sem dinheiro, dispensando atletas e atrasando compromissos, se vê em um mar de trapalhadas que deverá culminar no rebaixamento para a 2a divisão.

Culpa de quem?

Das más gestões, principalmente da atual? Da acomodação em não pagar em dia suas obrigações?

Não sei… Só sei que o Rio de Janeiro já teve no passado o Canto do Rio, São Cristóvão e recentemente o América como “ditos tradicionais” times grandes e médios, e me instiga: daqui a 50 anos, o Botafogo fará parte dessa lista (junto com Juventus e Portuguesa em São Paulo)?
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– O Discurso de Parreira sobre Dunga

Parreira disse que Dunga está no caminho certo como treinador da Seleção Brasileira, pois “está aprendendo a jogar sem bola”.

Ok, concordo com Carlos Alberto Parreira. Mas percebam: depois do título do Mundial de 1994, exceto a sua boa passagem como treinador do Corinthians, qual foi o último grande trabalho de Parreira?
No discurso, Parreira é ótimo! Mas como treinador da Seleção em 2006 e coordenador técnico em 2014, os trabalhos práticos foram ruins.

Gosto dele, e escrevo esta leve crítica com pesar. A primeira vez que tive contato com Parreira foi em 94, logo após o título do Tetracampeonato Mundial, em um evento de Marketing Esportivo realizado pela finada Gazeta Mercantil. Estávamos só nós dois no saguão do hotel, tomei a liberdade de cumprimentá-lo e começamos a conversar. Na hora do início dos trabalhos, quando estava me despedindo dele, me disse: “Jovem, batemos papo até agora e você vai embora? Nada disso, vamos sentar juntos!”.

Uma honra! Mas, hoje, creio que na teoria Parreira se sai melhor do que na prática quanto aos seus ideais de futebol. Aliás, todos têm o seu auge e seu momento de retirada dos holofotes.

Felipão que o diga. Sua volta ao Palmeiras e à Seleção Brasileira forão vexatórias. E se não tivesse voltado, seria eternamente elogiado!

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– Pensar Dói? Procuram-se bons alunos…

Compartilho bacana matéria sobre a carência de estudantes quem segundo o autor, estariam em extinção!

Extraído de: http://www.cartacapital.com.br/revista/794/procuram-se-estudantes-7060.html

PROCURAM-SE ESTUDANTES

Além do mico-leão-dourado e do lobo-guará, outro mamífero tropical parece caminhar para a extinção

por Thomaz Wood Jr.

Diz-se que uma espécie encontra-se ameaçada quando a população decresce a ponto de situá-la em condição de extinção. Tal processo é fruto da exploração econômica e do desenvolvimento material, e atinge aves e mamíferos em todo o planeta. Nos trópicos, esse pode ser o caso dos estudantes. Curiosamente, enquanto a população de alunos aumenta, a de estudantes parece diminuir. Paradoxo? Parece, mas talvez não seja.

Aluno é aquele que atende regularmente a um curso, de qualquer nível, duração ou especialidade, com a suposta finalidade de adquirir conhecimento ou ter direito a um título. Já o estudante é um ser autônomo, que busca uma nova competência e pretende exercê-la, para o seu benefício e da sociedade. O aluno recebe. O estudante busca. Quando o sistema funciona, todos os alunos tendem a se tornar estudantes. Quando o sistema falha, eles se divorciam. É o que parece ocorrer entre nós: enquanto o número de alunos nos ensinos fundamental, médio e superior cresce, assombram-nos sinais do desaparecimento de estudantes entre as massas discentes.

Alguns grupos de estudantes sobrevivem, aqui e acolá, preservados em escolas movidas por nobres ideais e boas práticas, verdadeiros santuários ecológicos. Sabe-se da existência de tais grupos nos mais diversos recantos do planeta: na Coreia do Sul, na Finlândia e até mesmo no Piauí. Entretanto, no mais das vezes, o que se veem são alunos, a agir como espectadores passivos de um processo no qual deveriam atuar como protagonistas, como agentes do aprendizado e do próprio destino.

Alunos entram e saem da sala de aula em bandos malemolentes, sentam-se nas carteiras escolares como no sofá de suas casas, diante da tevê, a aguardar que o show tenha início. Após 20 minutos, se tanto, vêm o tédio e o sono. Incapazes de se concentrar, eles espreguiçam e bocejam. Então, recorrem ao iPhone, à internet e às mídias sociais. Mergulhados nos fragmentos comunicativos do penico digital, lambuzam-se de interrogações, exclamações e interjeições. Ali o mundo gira e o tempo voa. Saem de cena deduções matemáticas, descobertas científicas, fatos históricos e o que mais o plantonista da lousa estiver recitando. Ocupam seu lugar o resultado do futebol, o programa de quinta-feira e a praia do fim de semana.

As razões para o aumento do número de alunos são conhecidas: a expansão dos ensinos fundamental, médio e superior, ocorrida aos trancos e barrancos, nas últimas décadas. A qualidade caminhando trôpega, na sombra da quantidade. Já o processo de extinção dos estudantes suscita muitas especulações e poucas certezas. Colegas professores, frustrados e desanimados, apontam para o espírito da época: para eles, o desaparecimento dos estudantes seria o fruto amargo de uma sociedade doente, que festeja o consumismo e o prazer raso e imediato, que despreza o conhecimento e celebra a ignorância, e que prefere a imagem à substância.

Especialistas de índole crítica advogam que os estudantes estão em extinção porque a própria escola tornou-se anacrônica, tentando ainda domesticar um público do século XXI com métodos e conteúdos do século XIX. Múltiplos grupos de interesse, em ação na educação e cercanias, garantem a fossilização, resistindo a mudanças, por ideologia de outra era ou pura preguiça. Aqui e acolá, disfarçam o conservadorismo com aulas-shows, tablets e pedagogia pop. Mudam para que tudo fique como está.

Outros observadores apontam um fenômeno que pode ser causa-raiz do processo de extinção dos estudantes: trata-se da dificuldade que os jovens de hoje enfrentam para amadurecer e desenvolver-se intelectualmente. A permissividade criou uma geração mimada, infantilizada e egocêntrica, incapaz de sair da própria pele e de transcender o próprio umbigo. São crianças eternas, a tomarem o mundo ao redor como extensão delas próprias, que não conseguem perceber o outro, mergulhar em outros sistemas de pensamento e articular novas ideias. Repetem clichês. Tomam como argumentos o que copiam e colam de entradas da Wikipédia e do que mais encontram nas primeiras linhas do Google. E criticam seus mestres, incapazes de diverti-los e de fazê-los se sentir bem com eles próprios. Aprender cansa. Pensar dói.

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