– Você aceitaria trabalhar na CBF, se Marco Polo Del Nero lhe convidasse?

Claro que a pergunta é provocativa, e ao mesmo tempo, comparativa em situações. O exemplo é: Tite!

Depois de encabeçar junto com Dorival Júnior o movimento contra a permanência de Del Nero, reconhecidamente envolvido em casos de corrupção no futebol, o treinador aceitou o cargo de treinador da Seleção da CBF, presidida pelo próprio.

É lógico que treinar a Seleção Brasileira é sonho de qualquer técnico; entretanto, nos turbulentos dias atuais, ela tem sido descartável por torcedores e jogadores.

Tite precisaria justificar o seu aceite justamente pelo protesto assinado. É como se o Juca Kfouri fosse convidado por Del Nero para substituir Walter Feldman ou se eu, humilde crítrico da nefasta gestão de Marco Polo, resolvesse trabalhar na Comissão de Árbitros.

Até onde a vaidade sobrepõe a coerência e os princípios? Tite é honesto, competente, mas precisa falar sobre esse assunto.

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– O sonho e o fardo de vestir a Amarelinha: Neymar e o desabafo na Web

Neymar desabafou a favor dos seus companheiros de Seleção Brasileira após o fiasco da Copa América Centenária. Escreveu ele na Internet:

Ninguém sabe o que vocês sofrem para estar aí e defender a seleção, vestir essa camisa é um orgulho e vocês fazem isso com AMOR. Agora, vai aparecer um monte de babaca para falar merda, Foda-se. Faz parte, futebol é isso!!! Sou brasileiro e estou fechado com vocês.

Quem lê, pensa que os atletas são abnegados servidores da Pátria. Nada disso, é uma troca. No começo de suas carreiras, a Seleção valoriza os seus contratos, e é por isso que querem ser chamados. Entretanto, em determinados momentos, abrir mão de férias, do convívio da família e entrar em litígio com os clubes que pagam salários milionários, faz com que os atletas recusem serví-la ou que eles vão de má vontade. Vide as declarações de Daniel Alves aos microfones pós-jogo do Peru, dizendo que não era fácil estar à disposição da Seleção e que o torcedor não vê isso”.

Dessa forma, resumidamente, funciona assim: ser convocado para se ter projeção é um sonho; depois da carreira consolidada no clube, vira um fardo.

O duro é saber que pessoas que ganham milhões de dólares por ano lamentam que sofrem. Imagine eu que não ganho no ano o que eles ganham por semana... E os desempregados, então?

Nessa, Neymar deveria ficar quieto.

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– Micos Recentes no Ataque! Qual o maior?

E o atacante Leandro Damião acabou sendo um fiasco no Real Betis, sem jogar com frequência e tampouco marcar gols. Voltará ao Santos FC? Terá clima, depois de querer sair do clube apresentando um atestado de pobreza?

Enfim: a posição de camisa 9 se tornou rara. E alguns clubes demoram em acertar atacantes, que por diversas circunstâncias se tornam micos.

Num passado não tão distante, vimos o Corinthians sofrendo com Adriano Imperador ou Roger Chinelinho, que não emplacaram. Agora, sofre com Alexandre Pato e André Balada.

E aí: qual deles foi o maior “pepino” para o Timão?

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– Administradores de Dupla Responsabilidade

A onda na Administração de Empresas agora é essa: executivos com Dupla Responsabilidade no Gerenciamento.

Ser hábil em uma área e “dar conta de outra” é cada vez mais necessário…

Sobre os “Executivos Dois-em-Um”, abaixo,

extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/05/1455826-companhias-agora-buscam-por-executivos-dois-em-um.shtml

COMPANHIAS AGORA BUSCAM POR EXECUTIVOS ‘DOIS-EM-UM’

Empresas reduzem salários e benefícios para pessoal do alto escalão, além de preferir profissionais que liderem mais de uma área.

por Joana Cunha

O desaquecimento do mercado de trabalho e o fraco desempenho da economia brasileira se refletem agora no alto escalão das empresas, que estão reduzindo remunerações e benefícios de executivos e preferindo profissionais que abracem mais de uma área.

É o “dois em um” na busca por “sinergias” e “habilidades para cada momento econômico”, segundo Carla Rebelo, diretora da empresa de recrutamento Hays.

No nível diretivo, dos salários que superam R$ 30 mil, já se verifica queda de até 10% no volume de contratações no primeiro trimestre deste ano ante igual período de 2013, segundo a empresa de recrutamento PageGroup.

“A expressão é reestruturar e deixar a operação mais enxuta para reduzir custo e aumentar a produtividade, ganhar rentabilidade. É um retrato do momento econômico”, afirma Sócrates Melo, diretor de operações da recrutadora Robert Half.

“Estão substituindo profissionais que não estavam ajustados por outros de perfil mais completo. Em algumas áreas de suporte, substituem dois por um”, diz Carla.

A unificação de áreas é mais difícil de ser implementada em companhias de grande porte devido à complexidade dos processos. Mas as pequenas e médias já começaram a subordinar departamentos de recursos humanos e tecnologia a um diretor administrativo-financeiro.

Telma de Mônaco, do laboratório SalomãoZoppi, foi contratada há pouco mais de um ano para tocar apenas o departamento de marketing, mas acabou assumindo neste ano a área de produtos. “A empresa certamente fará mais movimentos como este nos próximos meses.”

Na incorporadora Maxhaus, Luana Rizzi responde pelas áreas de marketing, relacionamento com clientes e recursos humanos.

“Esse movimento de acúmulo de responsabilidades busca perfis mais empreendedores do que técnicos. É uma visão sistêmica e a questão econômica acaba forçando mais esse modelo.”

O pacote de remuneração fixa e variável dos diretores contratados caiu em média 35% desde o período de maior aquecimento dos salários inflacionados, segundo a Michael Page. A maior parte da queda está nos bônus.

“Notamos que uma parcela importante das contratações agora é consequência da necessidade de substituição por performance, ou seja, as empresas estão se cobrando mais por eficiência devido à redução dos fatores de crescimento da economia”, afirma Marcelo de Lucca, diretor-geral da Michael Page no Brasil.

Existem três pilares que motivam trocas de diretores e costumam ser um retrato do momento econômico: criação de novos projetos, mudanças societárias e substituição por performance.

Neste ano, o principal motor de trocas de diretores é a busca por melhor performance, que cresceu de 55% para 65% das contratações realizadas, segundo Lucca. Juntos, os recrutamentos de diretores devido a mudanças societárias ou para investimento em novos projetos somam agora 35%.

Quando se abrangem os cargos de diretoria e gerência há registros de queda de 25% no recrutamento nos últimos três anos. “O volume de oportunidades era muito maior entre 2010 e 2011. Era um período de expansão maior do PIB, em contraponto ao PIB tímido de hoje”, diz Lucca.

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– A Premiação do Audax: que bicho gordo!

Mário Teixeira, dono do Audax Osasco e um dos maiores acionistas do Bradesco, não brinca em serviço.

Ele prometeu R$ 300 mil de prêmio aos jogadores caso passassem pelo Corinthians na semifinal do Paulistão. No vestiário após o jogo, feliz, resolveu pagar R$ 500 mil.

Se for Campeão Paulista, “seo” Mário já prometeu: R$ 2 milhões de bicho!

Com quem pode não se brinca… O Audax é o time rico e competente do Paulistão! E é presidido pelo ex-corintiano Vampeta.

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– O vídeo infeliz de Daniel Alves ironizando a eliminação do Barcelona!

E o Barcelona?

Após surpreendentes 3 derrotas seguidas (em casa no clássico contra o arquirrival Real Madrid, o jogo em San Sebastian pelo Campeonato Espanhol, e a derrota que eliminou o time da Champions League frente ao Atlético), muitos começaram a contestar atletas e treinadores.

Claro, sabemos que o trio MSN – Messi, Neymar e Suarez – é incrível, mas a sequência negativa era improvável. Somente no futebol isso acontece.

Inoportunamente, Daniel Alves, o brasileiro que joga na lateral direita do Barça (o mesmo de frase e atos polêmicos, como o terno com alusão à Maconha na festa de gala da FIFA ou a declaração mentirosa sobre Guardiola e Seleção Brasileira) resolveu colocar uma peruca e imitar sua namorada, a modelo Joan Sanz, gravando com voz feminina os dizeres:

Querido, é apenas um jogo de futebol. Nada acontece, a vida continua”.

Nenhum catalão gostou… ser eliminado e ver seu jogador titular fazendo graça é desagradável.

Infeliz atitude de Dani Alves. Até para ser xarope deve se ter limite!

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O vídeo está disponível abaixo:

– A Prática do Slow Work nas Empresas

Um movimento ganha corpo no mundo organizacional: o de reduzir o ritmo frenético de trabalho que tanto estressa os profissionais.

Você conseguiria participar da turma do Slow Work?

Extraído de: http://is.gd/t1YoBz

DESACELERE O TRABALHO

Essa é a máxima do movimento slow work: quanto mais flexível for o ambiente profissional, mais produtiva será a equipe.

Natália Martino

Executivo de uma multinacional espanhola, Leonardo Ricciardi, 35 anos, iniciou 2012 como um típico profissional de sucesso. Mas a remuneração alta cobrava seu preço: a diferença de fuso horário com a Espanha fazia seu dia começar às 4h30. Cansado dessa rotina, Ricciardi resolveu trocar de emprego em fevereiro. Hoje gerente de operações de uma empresa de tecnologia no Rio de Janeiro, ele ganha duas vezes menos do que no emprego anterior. Em compensação, trabalha como, quando e onde quer. “Abaixei meu padrão financeiro, mas acompanho o crescimento da minha filha e finalmente vou terminar meu curso de chinês, que adio há seis anos”, diz. Essa flexibilidade é uma das vertentes do slow work, “trabalho lento”. Apesar do nome, especialistas garantem que a estratégia pode aumentar significativamente a produtividade da empresa. “Somos bombardeados com informação o tempo todo e se espera que a resposta seja sempre instantânea, mas a resposta mais rápida nem sempre é a melhor”, disse à ISTOÉ Peter Bacevice, consultor da DEGW, multinacional especializada em melhorias nos ambientes corporativos.

“O conceito de slow work é basicamente facilitar a vida dos empregados”, diz Clara Linhares, professora de gestão de pessoas da Fundação Dom Cabral. A satisfação deles, por sua vez, aumenta seu comprometimento com a empresa e sua produtividade. Para gerar esse contentamento vale tudo que favoreça o florescimento de novas ideias e o equilíbrio da vida profissional e pessoal. Mas as mudanças precisam ser feitas com cuidado. “A dica é incorporar as mudanças aos poucos e depois de muito diálogo com os funcionários”, diz Clara Linhares. Sem pressa e com mais eficiência, como o próprio slow work.

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– Leicester City: zebra ou realidade?

E o pequenino Leicester, aprontando na Inglaterra?

Nesta última rodada, é líder e já classificado para a UCL, na difícil Premier League, jogando contra os milionários Manchesters City e United, Chelsea, Arsenal e Liverpool.

Como explicar?

Só o futebol para proporcionar isso. Um elenco modesto, com um treinador considerado ultrapassado (Cláudio Ranieri) e formado por jogadores desconhecidos. Sem contar que nos últimos 10 anos viveu o “efeito iô-iô”: sobe e desce entre a 2a e a 3a divisões.

Acho que será campeão, e com justiça. Já imaginaram na Liga dos Campeões da Europa 2016/2017, um confronto entre os campeões ingleses x espanhóis: Leicester x Barcelona?

Inusitado, mas provável e prazeroso!

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– Vacilo, Falta de Profissionalismo ou Nada Disso?

Essa interessante discussão veio do relato do jornalista Flávio Gomes no Fox Sport Show, na última 4a feira: Renan, jogador da Portuguesa, estava no Estádio do Morumbi torcendo para o São Paulo FC, seu time do coração, vestindo uma camisa comemorativa que lhe foi presenteada por Rogério Ceni em seu amistoso de despedida.

Renan foi filmado e fotografado, e como a Internet é rápida… alguns torcedores da Lusa se revoltaram, desferindo xingamentos contra o atleta nas redes sociais.

E aí?

Se fosse um atleta que jogasse no Corinthians e estivesse trajando a camisa do Palmeiras e torcendo no Allianz Parque?

Certamente, “o bicho iria pegar”…

Três considerações:

1) Faltou profissionalismo ao atleta que joga em uma equipe ir vestido com a camisa de outra, adversária, que é seu time do coração?

2) No século XX, São Paulo e Portuguesa eram adversários. Em 1985, decidiram um Paulistão (quando surgiu o time dos Menudos do Morumbi). Hoje, cá entre nós, será que ainda são rivais (vide as divisões no Campeonato Paulista e Brasileiro)?

3) Renan se dedica em campo e é o melhor jogador do atual elenco que disputou a A2. Ainda assim valem as críticas?

E o jogador não esconde sua paixão. Ao UOL, disse (extraído de: http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/libertadores/ultimas-noticias/2016/04/06/campeao-mundial-com-sp-vira-torcedor-comum-no-morumbi-mesmo-jogando-na-lusa.htm):

Tenho o maior orgulho em dizer qAZue este é o clube pelo qual torço, clube que sempre amei, e que uma das estrelas que está no escudo eu posso dizer que pelo menos indiretamente eu estava lá. Isso mexe muito comigo. Isso pra mim é muito importante. Poderia muito bem estar na minha casa esticando minhas pernas para ir treinar amanhã cedo, mas não. É uma coisa que não me peça pra explicar, porque eu não sei explicar. É um sentimento que a gente não explica“.

O que você pensa de tudo isso? Deixe seu comentário:

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– Tapetão para salvar o Galo? Esqueça, Paulista… E vamos brigar pelo título da Copa Paulista 2016

A Série A2 não acabou? Para muitos, não. Supostamente, o jogador Watson (Guarani) teria levado 3 jogos de suspensão após uma expulsão, cumprido 2 e no 3o sentado no banco de reservas e entrado 7 minutos finais contra a Portuguesa. O Guarani de Campinas perderia 3 pontos por punição e outros 3 da vitória daquela partida, sendo rebaixado para a série A3 e o Paulista de Jundiaí se salvado, permanecendo na A2. Mais ou menos como o imbróglio Heverton da Portuguesa que beneficiou o Fluminense anos atrás.

O jornalista Heitor Freddo, em seu blog, abordou muito bem essa história (clique em: http://is.gd/QFvnGb), falando sobre o efeito suspensivo que daria legalidade ao atleta e sobre a conquista da permanência na A2 ser imoral ou não.

Também o jornalista Rafael Zochetti abordou o assunto, mostrando inclusive a própria publicação desse efeito suspensivo no site da Federação Paulista de Futebol. Batemos papo sobre o caso e algumas considerações foram ditas, como exemplifiquei situações em que a súmula eletrônica pode ou não indicar que um atleta está irregular (e não estar) em partidas que trabalhei pela FPF. A própria entidade resolveu bolar um informativo que era enviado todo jogo, digitado pelo departamento técnico, de quem estaria suspenso por cartões amarelos, vermelhos ou punições diversas, mas isso não vingou. O único e verdadeiro controle válido e oficial é o registro de cartões na Federação Paulista e o confronto do controle de cada time de futebol.

Mas assim como em outros tantos casos, sempre me questionei: quem “sopra” no ouvido de um clube interessado e rebaixado, que X ou Y de outra equipe supostamente estava irregular? E se o clube não estivesse interessado no resultado, alguém daria a dica? Isso “tem custo”?

Moisés Cândido, supervisor do Paulista, ensaiou uma busca por tal fato. Claro, é sua obrigação, mesmo provavelmente sabendo que seria uma luta inglória. O certo é: que já se comecem os ensaios (nunca por atropelos ou passionalmente) das discussões do futuro do Paulista. Se conseguir jogar a Copa Paulista (e tenho grande expectativa que, pelo número de clubes do Estado de São Paulo que disputarão as 4 divisões do Campeonato Brasileiro, o Galo será convidado). Com os novos formatos do Paulistão e equipes envolvidas, a Copa Paulista não pode e nem será esvaziada. E a série A3-2017 se inicia aí: se o Tricolor Jundiaiense não quiser fazer como América, Noroeste, XV de Jaú, União de Araras (que despencaram da A1 para A2, depois até a A3 até chegaram à B), deve lutar pelo título da Copa Paulista 2016, que é uma espécie de “A2,5”. Sim, não tem o nível de A2 mas não é tão ruim quanto A3. Portanto, o time de 2017 deve ser montado para o 2o semestre de 2016.

Para isso, vamos ser bem claros e objetivos:

1- Que se defina quem é diretor ativo ou não;

2- Que se programem as receitas possíveis;

3- Que se contrate um treinador experiente em A2 e A3;

4- Que se monte o elenco com pré-temporada.

Claro, esses 4 itens não são simples para a atual situação do time. Se fossem, o Paulista Futebol Clube não teria sido rebaixado. Mas é o be-a-bá para subir DENTRO DE CAMPO, sem ficar posteriormente sendo achincalhado por tentar virada de mesa.

Pela enésima vez, a repetição do mesmo discurso: cartolas, empresários da cidade, torcedores e comunidade em geral, todos unidos para fazer o Paulista renascer. E que renasça mesmo!

Tudo começa com a Copa Paulista 2016 a fim de estarmos na A2 em 2018. E, quiçá, na elite estadual em 2019!

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– A queda do Paulista FC. E agora, José?

Faz pouco mais de meia hora que o futebol jundiaiense está novamente enlutado. Afinal, o Paulista Futebol Clube caiu para a 3a divisão do campeonato estadual.

No calor do fato, apontar culpados é algo difícil.

Pensemos: não foi no empate sem gols contra o Santo André na derradeira rodada (se tivesse vencido, ficaria na A2), que o time caiu. Afinal, tivemos outras 18 oportunidades de vitória ao longo do torneio.

Foi rebaixado por culpa do condicionamento físico a desejar no começo da A2? Não serve de desculpa, já que todos os clubes jogaram por 2 meses e meio todos os finais-de-semana e todos os meio-de-semana (que calendário estúpido…).

A culpa é da falta de dinheiro, certo? Nem sempre. Competência financeira não é necessariamente competência administrativa.

Então o elenco era ruim? Não! No papel, era composto por bons atletas.

Já sei: a diretoria é a responsável! Ora, é sabido de lambanças e esforços dos cartolas. Alguns abdicaram do clube, outros faziam o que podiam. Nas condições precárias de quem quase nem entraria para a disputa, fez-se o que era possível.

Não culpemos alguém ou alguns especificamente neste momento de dor, pois seria injusto. Há uma série de fatores que se deve colocar como preponderantes para o triste desfecho.

A questão é: E AGORA?

O Paulista voltou para onde estava há mais de 20 anos, quando o Farah reorganizou o Paulistão: para a A3. Desse passeio em divisões maiores ficaram o Vice-Campeonato Paulista de 2004 e a Copa do Brasil de 2005. E, claro, a paixão da torcida e o sonho que voltasse a ser a 5a força estadual (como quase foi em alguns momentos).

Que nenhuma decisão sobre o futuro seja tomada impulsivamente, com os nervos à flor da pele. Que o Galo, enlutado na A2, renasça na A3.

Como?

Sem essa do dito batido: “como uma fênix”, mas sim com gestão profissional, apoio da comunidade jundiaiense e captação de recursos. Ou seja: algo que o Novo Paulista tentou e não conseguiu, assemelhando-se ao Velho Paulista.

Muita calma nessa hora, pois, apesar de tudo, “Tu és, Paulista, de Jundiaí”.

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– Passando a “sacolinha da solidariedade” para os jogadores! Ridículo…

No Campeonato Paulista da Série A2, onde a maior parte dos clubes está com salários atrasados, cujos jogos terminam com renda negativa em seus borderôs (lembrando que a FPF recebe 7% da renda líquida, ou seja, do que entra, não do resultado final do borderô), situações inusitadas acontecem.

Na partida Batatais 2×0 Paulista, válida pela 13a rodada do torneio, no último sábado, a torcida do “Fantasma” passou uma sacola entre os torcedores, arrecadando doações para os jogadores, que estão há dois meses sem receber salários.

Isso é futebol profissional?

O Batatais está na briga para o acesso, mesmo em tal pindaíba. E depois que acabar o campeonato, o que fará e como pagará os salários atrasados?

Diga-se o mesmo da situação das demais equipes, a maioria no mesmo desespero financeiro.

Vale a pena disputar uma competição nessa situação?

E o Fair Play financeiro imposto pela FPF? Não me consta que clube algum tenha perdido pontos…

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– Quem é o culpado do seu time?

Quatro perguntas:

1- Vejo as inúmeras críticas que os torcedores palmeirenses fazem ao treinador Marcelo Oliveira. Substitui-lo é a solução?

2- Assisto ao protesto dos torcedores do Real Madrid contra o seu presidente, Florentino Perez. A culpa é dele?

3- Leio que os torcedores são-paulinos querem a cabeça de Michel Bastos, Lucão, Centurion e Ganso. Trocá-los resolve o problema?

4- Percebo uma cobrança dos torcedores do Paulista FC sobre seus jogadores e até ao técnico Beto Cavalcante. Sem receber salários, é válido exigir força máxima?

Vamos lá, quatro respostas:

1- Quando se contrata um treinador, há de se conhecer o seu histórico. Paulo Nobre não sabia como era o trabalho de Marcelo Oliveira? Diga-se o mesmo de Leco e Edgardo Bauza.

2- Um presidente de clube que dá ao seu treinador Zinidine Zidane atletas galácticos como Benzema, Cristiano Ronaldo e outros, disputando com o Barcelona a hegemonia espanhola (e com o sempre bem montado Atlético) deve ser culpado pelo quê?

3- Um time que já teve Muller, Pita, Raí, Palhinha e Rogério Ceni num passado recente, pode se solidificar crendo que Bastos e Ganso sejam craques verdadeiros e candidatos a ídolo?

4- Jogadores e treinador com a cabeça nas contas a pagar e no sustento aos filhos, lutando contra o rebaixamento sem receber salários, devem ser penalizados e responsabilizados por maus resultados?

Talvez os torcedores estejam muito exigentes, ou com cobranças às pessoas erradas. Quem são os verdadeiros culpados no futebol brasileiro? E em seu time?

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– Cristiano Ronaldo, o marrento.

Após perder o jogo para o rival madrilenho (Real 0x1 Atlético), o português Cristiano Ronaldo, eleito o número 2 do mundo, disse:

Se todos tivessem o meu nível, estaríamos em primeiro (na tabela do campeonato espanhol).

Sinceridade ao extremo ou falta de humildade?

Que o cara é craque, não se discute. Mas que isso dá uma bronca nos companheiros… O que será que Bale, Benzema e demais jogadores do Real Madrid pensaram?

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– E as Regras impostas pela FPF?

Vejam só que cenário na série A2: muitos clubes estão com salários atrasados, e os jogadores ameaçam greve. Em Santa Bárbara do Oeste, os jogadores do líder União Barbarense fariam uma paralisação devido a falta de pagamento e foram convencidos a jogar graças a um apelo emocionado da cozinheira. O Batatais (ex-líder da competição), quase não entra em campo contra o Guarani em Campinas devido aos atrasos salariais. O Rio Branco ameaça abandonar a A2 por falta de pagamento. E por aí vai a lista de times na pindaíba.

Mas não está no regulamento que se o time atrasar salários perderá pontos?

Sim, está, mas apesar de publicamente todos saberem de tal condição, a FPF deve ser avisada formalmente para tomar as providências. Ninguém punido até agora.

Outro caso: a troca de treinadores está sendo uma constante nas 3 divisões do Campeonato Paulista. De acordo com a nova regra, os treinadores demitidos não podem treinar times adversários da sua ex-equipe na mesma divisão, e os clubes só poderão efetivar outro treinador após quitação do distrato e pagamento de todas as pendências.

Isso realmente está funcionando?

Mesmo sem dinheiro, os clubes arcam com todo o pagamento da rescisão e ainda tem grana para contratar outro técnico?

Pois é… acho que são duas imposições no Regulamento Geral das Competições que não estão sendo cumpridas.

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– São Paulo dos anos 90 e da atual década de 10!

Que coisa o Tricolor Paulista, não? Em crise política, esportiva e financeira.

POLITICAMENTE porque Leco, o atual presidente, parece estar sem rumo no clube. Amarrado a alianças, tentando reconduzir a algum caminho pós-Aidar e refém de parceiros como Torcida Organizada e outros desafetos que viraram afetos.

ESPORTIVAMENTE pois o time não se acerta, joga mal com Centurión, acrescentando a sonolência de Ganso e a falta de carisma (e de futebol) de Michel Bastos. Bauza já começa a ser cornetado, sendo que, na verdade, o time é fraco.

FINANCEIRAMENTE um desastre, pois estouram as notícias nos jornais de que o clube deve salários da carteira, direitos de imagem e até pagamento de prêmio pela classificação à Libertadores!

Lembro-me que em 1993, o Estadão trouxe uma matéria mostrando o Laboratório de adaptação de atletas à altitude, preparando o time para jogar na Bolívia (e ganhar seus jogos, como fez). Era exemplo de vanguarda, cientificismo no futebol e modelo de estruturação.

Acho que os torcedores do clube do Morumbi devem estar saudosos desses áureos tempos…

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– Deixem o Robinho em Paz!

O assunto já cansou: o não aceite da proposta salarial do Santos FC por parte do Robinho.

Jogador de Futebol é um trabalhador, como qualquer outro profissional. Se há uma boa proposta de emprego, ele avalia se vale a pena ou não.

Claro, a queixa maior é de que o atleta tenha feito leilão para conseguir uma proposta mais vantajosa. Ué, isso, até certo ponto, é normal nas negociações. O que seria errado ou anti-ético é ele dizer que aceitava a proposta do Santos e fosse ao Atlético Mineiro.

Pense: quantos jogadores já beijaram a camisa de um time X e por fim atuaram no rival Y? E alguns torcedores mais fanáticos se descabelam por isso…

No mundo real do futebol, dificilmente você verá um jogador que aceita perder dinheiro por time de futebol. A era romântica já acabou! Ou alguém acredita nas “juras de amor” que são feitas por atletas?

O erro do Robinho foi não explicitar que o Santos FC ainda lhe deve dinheiro e fazer teatrinho de que só atuaria pelo Peixe. O discurso demagogo sim pode ser contestado. A escolha de um empregador que pagará mais, não.

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– Ceretta conseguirá apitar na MLS?

Guilherme Ceretta de Lima, árbitro de futebol, surgiu na carreira muito cedo.

Me recordo que ainda recém-formado, o Cel Marcos Marinho o adorava. O privilegia com bons jogos e boas escalas, dando ascensão e visibilidade, indicando-o ainda muito jovem à CBF. Por ter potencial e talento, aproveitou a chance de ouro.

Porém, algumas coisas faltaram ao Ceretta: respeito entre os colegas (sempre foi invejado por outros árbitros e criticado pela falta de simpatia no meio), excesso de intimidade com cartolas, despreocupação da criação de uma imagem independente à Comissão e aos clubes, além, claro, de carisma.

Desafeto de Sérgio Correa, apostou suas fichas na queda do cartola da CBF e a entrada de Marcos Marinho no cargo de presidente da CA. E tudo deu errado! Abandonou a CBF, mas Sérgio seguiu forte no cargo. E o Cel Marinho caiu em SP, onde esperava ser uma espécie de “FIFA sem escudo”.

Com a entrada de Ednilson Corona e uma maior cobrança dos regulamentos de arbitragem, Ceretta resolveu abandonar o Brasil e tentar a sorte nos EUA. Claro, não viverá prioritariamente do futebol por lá, embora queira estar no futebol – como árbitro na Major League Soccer ou como treinador.

Boa sorte ao amigo nos novos desafios.

Em tempo: leio no GloboEsporte.com que Ceretta justifica sua decisão também à impunidade ao caso Dudu, que teve sua punição reduzida pelo STJD. Discordo de tal fala, pois o aspecto político citado acima pesou muito mais do que tal insatisfação do Tribunal Esportivo.

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– Grandes gastos para vexames proporcionais!

O Tiajin Quanjian FC, equipe de futebol de um bilionário grupo chinês que fabrica medicamentos para o câncer, gastou fortunas na virada do ano: contratou o veterano treinador Vanderlei Luxemburgo a peso de ouro! Tirou Luís Fabiano do São Paulo e Jadson do Corinthians a salários astronômicos. Recentemente, pagou a milionária recisão de Geuvânio e desfalcou o Santos. Tudo isso para subir da Segunda Divisão da China e em dois anos já ser campeão nacional.

Entretanto…

Com tais investimentos e contratações, algum resultado positivo já era desejado. Só que não…

Em sua passagem na Pré Temporada no Brasil (na costumeira e aprazível Atibaia de Luxemburgo), o time realizou 4 amistosos e perdeu todos: para o XV de Piracicaba por 2×1, Bragantino 4×0, Taubaté 4×2 e Vitória 5×1.

O que dizer: 100% de derrotas é para deixar o mais paciente dos chineses com as orelhas em pé!

Fica a dúvida: o time é muito fraco mesmo com os reforços contratados ou Vanderlei Luxemburgo (que já começava a ser contestado por aqui) perdeu a mão?

Deixe seu comentário:

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– Você Demonstra as Emoções no Ambiente de Trabalho?

Uma pesquisa interessante mostrou que: chorar, gritar, sorrir – ações comuns do dia-a-dia – devem ser manifestadas no ambiente de trabalho. E que a sinceridade do funcionário aumenta a produtividade!

Isso vai contra o profissionalismo na visão weberiana, onde o profissional é alguém dedicado ao trabalho e impermeável ao sentimentalismo.

Trabalho interessante, extraído da Revista Isto É: (clique aqui para link)

SOLTE SUAS EMOÇÕES NO TRABALHO

Por Débora Rubin

Pesquisa constata que expressar os sentimentos durante o expediente pode aumentar a produtividade – vale até derramar lágrimas.

Pegue a caixinha de lenços: já é permitido chorar no ambiente de trabalho. E você nem precisa sair da mesa para derramar suas lágrimas. De acordo com a escritora americana Anne Kreamer, ex-executiva do canal infantil Nickelodeon, reprimir as emoções no ambiente profissional está ficando démodé. E, mais que isso, pode provocar grandes prejuízos para a saúde do trabalhador e para a produtividade da empresa. Essa é a tese que a americana sustenta em seu livro, “It’s Always Personal” (“É sempre pessoal”, ainda sem tradução para o português). Para entender melhor o que está acontecendo no mundo corporativo, Anne fez uma pesquisa com mais de mil americanos para saber como eles estão administrando seus nervos durante o expediente. A grande maioria ainda guarda para si sentimentos como raiva, mágoa e, a campeã das campeãs, frustração. Ainda assim, a autora pôde sentir que os conceitos estão mudando. Chorar, que sempre foi considerado quase um crime no mundo profissional, já é visto com olhos mais amigáveis: 48% dos homens e 42% das mulheres acham que não é pecado se emocionar na frente do computador.

A gerente financeira Marcela Amaral, 24 anos, é uma chorona assumida. Nem se dá ao trabalho de ir ao banheiro, tática das mais adotadas por funcionários, para colocar para fora suas mágoas. “Só apelo ao carro quando quero gritar”, diz, rindo. Marcela vive uma situação delicada. Seu pai é o dono da empresa onde ela trabalha e ela é chefe da sua tia. Tantas relações pessoais e profissionais misturadas geram estresse duplo. “Não entendo por que as pessoas guardam tanto os sentimentos, faz mal. Eu prefiro chorar a ter gastrite nervosa e problemas do coração.”

Marcela está certa. Como diz a americana Anne, as lágrimas são o botão natural para “reiniciar” a máquina humana. “Quando a gente resolve a questão que está incomodando, tira aquele problema da frente e passa a ser mais produtivo”, diz. Além disso, defende a autora, as emoções são fundamentais para tomar decisões. “A neurociência já mostrou que o sistema límbico, morada dos sentimentos, influencia na escolha das decisões”, complementa a consultora de recursos humanos Vera Martins, autora do livro “Tenha Calma!”, no qual ensina a transformar a raiva em uma poderosa ferramenta de trabalho. Como Anne, Vera acredita que é preciso refletir sobre a mensagem que as emoções estão passando. “A raiva é protetora da nossa individualidade, é o que nos avisa sobre a insatisfação interna e mobiliza para a mudança. Bem conduzida, ela pode libertar tensões e alertar contra ameaças”, exemplifica. Só não vale sair gritando com os outros ou puxando o tapete alheio.

O professor de história Therence Santiago, 32 anos, acredita que seu papel de docente vai muito além de transmitir conteúdo. “Quando passo para os meus alunos a minha emoção, estou ensinando também a importância de ser transparente em relação aos próprios sentimentos”, conta ele, que não se importa em dizer que chora sempre que sente vontade na frente da classe, seja por motivos pessoais ou seja por um tema que o emociona. Foi assim quando seu irmão mais velho morreu de gripe suína, há pouco mais de um ano. “Nunca fui tão abraçado pelos meus alunos”, recorda.

Segundo a pesquisa americana, homens choram menos no trabalho – 9% contra 41%. E, mesmo assim, a ressaca lacrimal ainda é um problema para as mulheres. “A imensa maioria ainda sente culpa depois que chora, é como se tivesse traindo a causa feminista”, afirma Anne. Uma mulher expressando sua raiva tampouco é bem-vista. Ainda prevalece a máxima de que as que choram são fracas e as que gritam são histéricas. Samira Racca, 25 anos, no entanto, não sente culpa alguma. Ela já foi auxiliar de escritório, vendedora em loja – chegou a ser consolada por um cliente – e hoje estuda artes visuais. Quer migrar para o universo artístico justamente por ser mais receptivo às dores humanas. “Sou muito intensa em tudo, para a felicidade e para a tristeza, não sei criar um personagem. Sempre que choro, me alivio”, diz.

Para Antônio Carminhato Jr., CEO do Grupo Soma, especializado em recursos humanos, as empresas brasileiras estão cada vez mais simpáticas às pessoas autênticas e honestas com seus sentimentos. As “competências emotivas”, segundo ele, são levadas em conta na mesma proporção das competências técnicas. “Eu diria que uma pessoa que chora no trabalho não é fraca, mas franca”, acredita. Apesar das boas novas, é bom lembrar que as mudanças em curso no mundo corporativo ainda são muito frescas – nem todos encaram as novidades com naturalidade. Não à toa a pesquisa de Anne Kreamer apresenta algumas contradições. Por exemplo, ao mesmo tempo que 43% das mulheres acham que quem chora é instável, 69% das pessoas ouvidas acham que quem se mostra emotivo diante dos colegas é mais humano. “Expressar as emoções faz parte das novas crenças que estão sendo disseminadas como indispensáveis dentro das empresas”, diz a consultora de RH Vera. “É a mensagem percebida como a ideal, mas ainda não foi totalmente incorporada no mundo profissional”, alerta. “Às vezes uma empresa encara positivamente, mas o colega da baia ao lado, não”, complementa Carminhato Jr. Portanto, pode chorar. Mas com moderação.

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– Ronaldinho Gaúcho, afinal, não é de Ferro!

Depois de participar da Flórida Cup, Ronaldinho Gaúcho disse que não se aposentará, mas esperará passar a época do Carnaval para decidir o futuro.

Entendeu: Carnaval primeiro, serviço depois!

Na internet, surge a história de que estaria negociando com o Barcelona; não o seu ex-clube no qual foi eleito três vezes melhor jogador do mundo, mas sim o de Guayaquil, do Equador.

Com pesar, é um ex-craque em alguma atividade…

Toda vez que me lembro do R10, me vem a mente dois episódios:

– Um positivo: o dia que fez os torcedores do arquirrival Real Madrid o aplaudirem de pé em pleno Bernabéu após atuação incrível.

– Um negativo: quando estava no pódio olímpico falando ao celular, sem respeito algum recebendo medalha…

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– Os novos nomes da Comissão de Árbitros da FPF

A qualquer momento, a Federação Paulista de Futebol divulgará a nova CEAF-SP, seu departamento que cuida das escalas de árbitros.

Dois nomes já estão confirmados: o ex-bandeira FIFA Ednilson Corona e o ex-aspirante da FIFA José Henrique de Carvalho.

Bons e simpáticos nomes.

Corona esteve em Copa do Mundo, foi em alguns momentos um dos principais nomes da FIFA (talvez o melhor árbitro assistente em determinado ano). Sobra-lhe experiência.

Zé Henrique quase chegou ao quadro internacional da FIFA, com comportamento sempre discreto e polido, respeitado pela grande educação e bons jogos. A carreira foi curta devido as lesões físicas. Falta-lhe alguma experiência extra-campo, mas a compensa com a jovialidade.

E quais os outros nomes?

Há muita especulação, não tanto para o 3o nome que comporá a Comissão de 4 pessoas, mas a do nome que a chefiará.

Ouve-se de tudo! É a boataria que rola solta.

  • Alfredo dos Santos Loebeling poderia ser convidado. É um nome cascudo, necessário ao cargo. A mim ele disse que só aceitaria caso tivesse carta branca de Reinaldo Carneiro Bastos, o presidente da FPF. Tanto eu como ele duvidamos que existiria essa permissão livre…
  • Oscar Roberto Godoi supostamente fora convidado e rejeitou. Também aqui fica no campo do boato. Não sei se foi.
  • Sálvio Spínola Fagundes Filho seria um nome natural. Porém, trabalha como comentarista na ESPN, tem outros compromissos profissionais e estará envolvido na Comissão de Arbitragem da Primeira Liga (Liga Sul Minas Rio), que tem pouca duração no calendário de início de ano. Provavelmente não aceitaria.
  • Dionísio Roberto Domingues foi citado. Seria um erro! Desde a péssima atuação nas atividades que exerceu com Sérgio Correa da Silva na CBF até os problemas particulares que teve no campo amoroso o impedem de dar confiança aos seus subordinados. Há a necessidade de alguém que possa chegar sem críticas. Além disso, outro militar no lugar do ex-militar Cel Marinho não dá!
  • José Aparecido de Oliveira (sim, o ex-árbitro que um dia sofreu uma cusparada de Neto) foi colocado em pauta na Web. Descarto totalmente. A qualquer erro de árbitro, seria lembrado e ironizado com as histórias de “esquema Parmalat” e outras bobagens. Além disso, está fora do meio há algum tempo.
  • Wilson Luís Seneme e Cleber Wellington Abade, ex-árbitros, seriam bons e independentes nomes para a Presidência da CEAF. Têm experiência dentro e fora de campo e isso é importante. Conhecem as Regras do Jogo nas 4 linhas e a força das Regras dos Bastidores nos Encontros de Cartolas. Mas não ouvi seus nomes sendo citados com força.

Particularmente, o que penso?

Com dor no coração, teremos outro burocrata presidindo. Não sei quem, mas imagino que alguém alinhado com a política dos clubes. Não me surpreenderia se fosse chamado novamente José Evaristo Manuel, o ex-presidente do Taubaté e que era o chefe dos árbitros no episódio Máfia do Apito envolvendo Danelon e Edilson. Não nos esqueçamos que ele é amigo pessoal do Reinaldo Carneiro e ambos estavam em cargos importantes quando surgiu o escândalo. Se Reinaldo que era amigo pessoal do Edilson está no comando da FPF, por quê não crer que “Zé Manuel” possa voltar?

Apenas um porém: nem sempre um ótimo árbitro em campo será um excelente dirigente. Vejamos os inúmeros casos de jogadores craques que se tornaram comuns/ruins treinadores ou vice-versa. Não cobremos de Corona e José Henrique a mesma desenvoltura do que tinham enquanto atuavam! E que Reinaldo Carneiro seja mais feliz nas escolhas do que seu ex-parceiro de FPF, Marco Polo Del Nero.

OPS: eu não sou postulante a cargo algum, como um certo blogueiro noticiou, tampouco estou em campanha, por 4 motivos. O primeiro motivo é o desapego de tal vaidade; o segundo é a falta de tempo e não abro mão dos meus compromissos particulares e profissionais; o terceiro é a minha incompetência (sou humilde em admiti-la) e o quarto é por não compactuar com os nomes que dirigem a FPF, por questão de coerência.

Passarinho, de tanto andar com morcego, dirão que um dia dormiu de ponta cabeça (mesmo que não durma)…

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– O Diálogo Flácido do Workshop dos Árbitros, sem árbitros!

Quando José María García-Aranda, árbitro espanhol que apitou 3 partidas na Copa do Mundo da França em 1998 e 2 na Eurocopa 2000, resolveu pendurar o apito, se tornou Diretor de Árbitros da FIFA, chefiando e orientando os juízes.

Hoje, atua em consultoria de futebol e realiza trabalho como assessor da Real Federação Espanhola. E estará no Brasil para um workshop sobre arbitragem, entre 30 de janeiro e 02 de fevereiro.

O evento, chamado de “Planejamento Estratégico Plurianual da Arbitragem Brasileira”, organizado por Sérgio Correa da Silva, terá 3 momentos especiais, segundo a CBF. No primeiro, haverá palestras sobre planejamento estratégico, momento atual e diretrizes organizacionais (Missão e Objetivo). No segundo, o tema será “Como projetar e selecionar estratégias de ação e formas de monitorar e avaliar os processos”. No terceiro, os participantes vão assistir palestras de como viabilizar/incluir o intercâmbio e responsabilidade social (instituição/sociedade), debater o atual plano de carreiras, a arbitragem feminina e outros temas.

Gostou?

Sabe a quem se destina?

Aos 27 presidentes de Comissões de Arbitragem Estaduais.

Responda: diante de tamanha teoria e lenga-lenga burocrática, sem a presença dos árbitros (que estarão nos estaduais apitando), você tem noção de quanto, na prática, irá melhorar a arbitragem dentro de campo?

Possivelmente NADA. E se alguma coisa piorar, culparão Aranda como fizeram com Larrionda sobre os pênaltis de queimada.

Colocar gente competente para administrar a arbitragem, trazer alguém atuante na FIFA (nada contra Garcia-Aranda, ele poderia atuar até mesmo no cargo de Sérgio Correa) ou chamar Massimo Bussaca, o número 1 da arbitragem da FIFA, seria muito mais eficaz.

Aranda, hoje, não é voz oficial da FIFA, mas consultor remunerado. Para mim, pura demagogia e desperdício financeiro. Sem contar, claro, que tal evento irá para a conta dos serviços prestados pela CA-CBF.

Perguntar não ofende: já que é para gastar com cartolas administrativos e dizer que isso melhorará a arbitragem, por quê não se traz a cúpula da Comissão de Arbitragem da FIFA e convida OS ÁRBITROS, não os coronéis da vida (como Cel Marinho e tantos outros que ocupam cargos de presidência de CEAF) para participarem?

Incrível: a CBF teve Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, Marcos Vicente e em breve o Cel Nunes, e Sérgio Correa continua firme e forte em seu cargo, mesmo com reclamações dos clubes da Série A.

Ok, entendo. A presidência da Comissão de Árbitros é cargo de confiança de quem chefia a CBF. Se o chefe o quer, que assim seja.

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– Zizou virou técnico. E agora?

Zinedine Zidane, o franco-argelino que tanto jogou bola e encantou o mundo, agora é treinador de futebol!

Estando no Real Madrid B, substituirá Rafa Benitez no time principal. E o curioso é: três ex-jogadores emblemáticos como treinadores na Liga Espanhola – Zizou no Madrid, Luiz Henrique no Barça e Simeone no Atlético.

Não sei se Zidane será tão mágico fora das 4 linhas quanto dentro; afinal, um craque dos gramados não será necessariamente genial à beira das 4 linhas (e o inverso é verdadeiro). Mas torço para que tenha sucesso.

Sobre quando Zidane e Luiz Henrique jogavam, “bomba” na Internet uma briga entre os dois. Vide em: https://www.youtube.com/watch?v=wAHpy4xh2Gk

– A Agonia dos Times Cariocas no Brasileirão-15!

O Futebol do Rio de Janeiro viveu um calvário nesse ano: o melhor carioca do Campeonato Brasileiro da Série A foi o Flamengo, apenas na 12a posição, atrás do pior clube paulista, a Ponte Preta, que ficou na 11a colocação.

Além disso, em todas as divisões possíveis houve rebaixamento de clubes cariocas: o Vasco caiu para série B, o Macaé para a série C e o Madureira para a série D.

Cá entre nós: o fraco nível técnico do Campeonato Carioca já mostrava que o ano seria ruim. Mas sempre existe a ilusão de que quem vai bem no Estadual, pode ir bem no Nacional.

Ledo engano…

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– Caiu Arthur. Não caiu o Cel. Mas muda algo?

Me dá nojo! Escrevo abaixo com o estômago embrulhado.

Caiu Arthurzinho. Arthur Alves Júnior, secretário-geral da ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol, presidente do SAFESP (Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo), tesoureiro da COAFESP (Cooperativa dos Árbitros do Estado de São Paulo) e braço direito do Coronel Marcos Cabral Marinho na CEAF-SP (Comissão de Árbitros de Futebol da Federação Paulista).

Após denúncias levantadas por Marcelo Marçal no site “Apito Nacional” de que Arthur praticava Assédio Moral e Sexual nas árbitras, Reinaldo Carneiro de Bastos, presidente da FPF, achou por bem demiti-lo.

Sempre foi incompatível patrão ser sindicalista. Como o cara que escala os árbitros na Federação pode ser o mesmo cara que defende os árbitros no Sindicato das injustiças de quem os escala? Foi sempre assim também com Sérgio Correa da Silva e a pergunta inevitável é: o Sindicato é um braço da Federação? Mas atenção: Arthur continua em todas as outras funções.

Marçal, o denunciante, foi defensor de Silas Santana e Arthur Alves Júnior; ou melhor: dos trabalhos em prol da categoria dos árbitros desses respectivos presidentes da Cooperativa e do Sindicato. Trabalhava como Webmaster na Cooperativa, e demitido, se rebelou e mostrou sua insatisfação em algumas postagens. Posteriormente, foi contratado por Arthur para ser o responsável pelo site do Sindicato.

Não importa os motivos e as relações profissionais/ pessoais dos aqui citados. Marçal recebeu denúncias de que havia assédio moral e/ou sexual das árbitras e bandeirinhas da FPF. Em 2009, tornou-se público que uma árbitra, à beira de um testemunho contra Arthur sobre esse fato, fraquejou na porta da emissora de TV. O caso só ficou como boato e nunca provado.

Agora, vêm a tona a história de que Regildênia de Holanda, árbitra FIFA de SP, havia comunicado o assédio a então membro da CEAF Sílvia Regina que repassou a informação ao Cel Marcos Marinho, presidente da CEAF. O Coronel apenas argumentou que Regildênia somente pedia escalas, e nunca houve nada de seu conhecimento. Há a suspeita de outros 10 casos.

Será que pelo fato de Arthurzinho ser seu braço direito na Comissão de Árbitros e também padrinho do seu último casamento, o Coronel fez vista grossa? E a credibilidade dele agora?

Aliás, curioso: pessoas que elogiavam Arthur, se FOTOGRAFAVAM com ele, TRABALHAVAM para ele e sabiam de tudo isso, agora se dizem surpresas ou acusadoras.

RIDÍCULO! Muitos se voltam contra Arthur só agora que perderam poder. Alguns que, após a queda, o acusam e o fazem depois que perderem mordomias, pois estavam com ele. A esses, meu lamento.

Aliás, aqui cito a relação umbilical de Arthur e a FPF, desde o tempo que houve marcação de um teste físico no Salão Nobre da FPF (sim, árbitros tiveram que se deslocar de todas as cidades do estado para um suposto treino DENTRO DO PRÉDIO da FPF), onde, chegando lá, havia uma balança para que os juízes se pesassem e o pedido para que votassem em Arthur na coincidente data de Eleição dos Árbitros, no mesmo dia e horário da pesagem, com a urna e o candidato único ali. Não deu outra: 260 votos a 0 foi o resultado (sobre o engodo, leia 3 artigos aqui: http://wp.me/p4RTuC-20o )!

Creio que árbitros jovens, que gravaram os vídeos nos eventos “Cervejada do Arthurzinho” dizendo que Arthur mudou suas vidas devem detestam lembrar desse episódio. Um deles, que apita clássicos na série A1, testemunhou a mim o arrependimento. Só que foram 5 árbitros “cabos-eleitorais” que participaram das gravações…

Importante: nesse imbróglio não há tantos mocinhos. Cuidado com suas impressões… É como Cunha pedir o impeachment de Dilma!

Aliás, o Cel Marinho continuará na presidência da CEAF e o Arthur na presidência do SAFESP, um vizinho de fundo de prédio do outro. Nada mudará!

A matéria aqui e uma das cartas abaixo: http://marcalneles.blogspot.com.br/2015/12/caiu-apos-graves-denuncias-de-assedios.html

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– O Treinador Sobrevivente?

Coisas de um campeonato de muita exigência: o único treinador do Campeonato Brasileiro que da 1a até a última rodada permaneceu no cargo é Tite (o campeão).

O 2o mais longevo foi Levir Culpi, que se despediu nesta 5a feira (o vice-campeão).

Depois dele, há o Roger, do Grêmio (o 3o colocado na classificação).

Sintomático?

Aparentemente, a classificação dos clubes depende da paciência do cartola que mantém o técnico.

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– A Liga Paulista contra a falácia da Federação Paulista?

Parece que quem está enquadrado pela FPF, não teve coragem (ou não pode) se rebelar. Mas os clubes outrora importantes e que hoje padecem, tentam ressurgir paralelamente à ela.

Vamos a alguns fatos interessantes:

No arbitral da Série A2, ficou decidido que a competição terá turno único com 19 equipes, classificando-se 8 para um mata-mata, promovendo-se 2 times à A1 e caindo 6 times para a A3.

Porém, assim como na A1, os clubes da A2 só poderão ter 28 atletas inscritos e os treinadores não poderão trabalhar em outra equipe no mesmo certame.

A diferença é: se na A1 a desculpa para 28 atletas inscritos é para que não se utilize time reserva, o mesmo não acontece para a A2. Os clubes precisam ter abertura para a utilização de atletas de categoria de base, e, nesse ano em especial, com rebaixamento de mais clubes, torna-se fundamental poderem fazer suas escolhas. Por quê limitar também na A2?

O curioso é: Reinaldo Carneiro Bastos apresentou a proposta aprovada por unanimidade, mesmo a um velado contragosto dos representantes (que não ousaram reclamar). Quem vai contrariar o chefe?

A idéia é de que pontos corridos + jogos eliminatórios aumentaria o calendário e agradasse a todos. Ledo engano… os clubes jogarão aproximadamente os mesmos 3 meses de antes, com um detalhe: teremos jogos ininterruptamente em quase toda quarta/domingo. A diferença é que quem se classificar, jogará 3 partidas a mais. Dessa forma, 12 equipes da A2 terão seu ano de trabalho com 3 meses, sendo que metade delas cairá de divisão. Portanto, a fórmula é ilusória…

A reboque, equipes descontentes com a FPF e que abriram mão (por questões ideológicas ou econômicas) de disputarem qualquer torneio da entidade, estão se reunindo para formar uma Liga. GISLAINE NUNES, conhecida advogada do meio futebolístico, será a presidente da Liga Paulista de Futebol, formada por União São João de Araras, XV de Jaú, Corinthians de Presidente Prudente, Francana, Rio Preto, entre outros clubes. O propósito é criar um torneio estadual de maio a dezembro, com 40 equipes, regionalizado, mais barato e sem as caríssimas taxas que a FPF anda cobrando (verifique qualquer borderô da A2 ou da A3 como é custoso fazer um jogo e quanto a Federação Paulista está cobrando por seus fiscais – e brevemente, pelos seus gandulas).

Será que esta “Primeira Liga Caipira” ou “Sul Minas versão excluídos do Interior Paulista” (sem qualquer conotação pejorativa; ao contrário, tem meu apoio) vingará?

Em tese, será mais barata do que o torneio de Reinaldo Carneiro e dará atividade profissional o ano todo.

A propósito: os clubes filiados a FPF e que disputam A1, A2 e A3, e que ficam parados a partir de abril jogando (alguns apenas) somente em Julho/Agosto/Setembro a deficitária Copa Paulista (vide o Capivariano, na elite estadual e que ficou “fechado” por 9 meses seguintes ao Paulistão) vão aderir ou terão medo de represálias?

Deixe seu comentário:

MAIS SOBRE A LIGA:

http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2015/11/15/o-que-esperar-da-liga-paralela-de-futebol-de-sp-em-2016.htm

http://gcn.net.br/noticia/302194/esporte/2015/11/francana-pode-integrar-nova-liga-interiorana

JAC – Jacareí Atlético Clube – Facebook

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O escudo da LFP:

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– O que é / Como é poupar jogador?

Mais uma vez não teremos rodada do Campeonato Brasileiro neste final de semana, devido aos jogos da Seleção.

Alguns reclamam de jogos demais e cansaço; outros, de folga prolongada e perda de ritmo de jogo.

O que fazer?

Ouço muita gente falar em poupar jogador. Mas de que jeito?

Duas formas:

1- Promover Rodízio de Jogadores, como fazia o treinador colombiano Osório no SPFC, é poupar atletas cansados (recuperando-os) e dar oportunidade a outros. Em tese, todos são titulares (dependendo da data ou do jogo).

2- Escalar Time Misto ou Reserva, como muitos fazem, é descansar atleta cansado para alguma competição/ jogo de prioridade maior. E aí se subdivide em:

a- Levar o jogador titular para ficar no banco;

b- Deixar o jogador em casa.

Imagine um hipotético Paysandu x Grêmio. Se o time gaúcho jogar com 11 reservas e deixar alguns titulares no banco, é real descanso? O atleta viaja, se concentra, ouve preleção e vai ao campo. Não era preferível deixar o jogador em Porto Alegre, em casa, no convívio do lar, ao invés de levá-lo a Belém, mesmo que não jogue?

Claro que o exemplo foi de clubes de extremos de capitais brasileiras, mas não é uma realidade?

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– Estudar futebol não faz mal a ninguém!

O Vitória está praticamente de volta à série A do Brasileirão, capitaneado nesta ótima campanha pelo treinador Vagner Mancini na série B.

Dorival Júnior reformulou o Santos FC (mesmo após a saída de Robinho) e fez o time praiano jogar o futebol mais vistoso do Campeonato.

Tite erguerá a taça como Campeão Brasileiro pelo Corinthians.

Mano Menezes tirou o Cruzeiro da zona da degola.

Milton Mendes fez a Ferroviária-SP voltar à elite do Paulistão e de lá foi para o Atlético Paranaense (que o demitiu graças ao instável presidente Petraglia). Depois de sua saída, o time decaiu na tabela…

O que eles têm em comum?

Saíram do Brasil e foram se atualizar na Europa!

E aí compartilho o que o ex-jogador Leonardo disse na Revista Época dessa semana:

O técnico brasileiro não está dentro do circuito internacional. E, se não tem acesso a outras informações, dificilmente consegue desenvolver uma nova idéía. Ele está fechado para o mundo. A formação do treinador brasileiro é empírica. O treinador na Europa faz dois, três, quatro anos de curso. Depois desenvolve as ideias dele! Para ser treinador na Europa, eu fiz dois anos do curso UEFA. Os cursos do Brasil não são reconhecidos internacionalmente”.

Precisa dizer algo?

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– E a Festinha dos “Profissa’ do Mengão?

O título da postagem é irônico mesmo. Com uma crise instaurada na Gávea, tendo o capitão Wallace criticado o comportamento dos jogadores e uma má campanha indiscutível nos últimos jogos, não é que alguns boleiros do Flamengo fizeram uma “festinha privê”?

Paulinho, Pará, Marcelo Cirino, Anderson Pico e Everton estiveram numa churrascada reservada em uma chácara flagrados com bebidas (e como é que a foto vazou)?

Tudo bem que na hora da folga, o profissional tem o direito de fazer o que quiser. Mas… com a torcida cercando a delegação, em momento discutível, com cobrança de maior esforço e dedicação, não seria mais prudente o resguardo?

E você o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Melhor do Mundo ou Marido para a Filha?

Para a eleição do melhor jogador do mundo nesta temporada, a fim de escolher apenas um dos 23 selecionados, a FIFA distribuiu às federações um aviso a ser replicado aos jornalistas, treinadores e capitães de seleções que votarão. E sabe o qual é esse recado?

De que os eleitores devem levar em conta não só a performance dentro de campo, mas também o comportamento extra-campo!

O que você pensa sobre isso? Edmundo, Serginho Chulapa, Almir Pernambuquinho, George Best ou Balotelli nunca concorreriam a nada…

Se Cristiano Ronaldo, Messi, Neymar ou qualquer outro arrebentarem, mas aparecerem em escândalos nas boates européias, perderão a chance de serem premiados?

Aliás: e os problemas fiscais que sofrem tanto o argentino quanto o brasileiro? Influenciarão os eleitores?

Vale a velha reflexão de cartolas quando vão contratar jogadores polêmicos para seus clubes: estou preocupado em contratar um craque para o time ou em avaliar um namorado bem comportado para minha filha?

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– A escala provocativa da arbitragem para São Paulo X Santos 

Parece picuinha. E deve ser mesmo…

O bom árbitro Raphael Claus, que marcou equivocadamente o pênalti de “queimada” em Palmeiras 0X1 Ponte Preta, será o árbitro do SanSão no Morumbi pela Copa do Brasil. Mas e o bandeira? Será Rogério Pablos Zanardo, o mesmo da confusão com Zeca e que resultou na expulsão do David Braz contra o Corinthians no Itaquerão.

Bandeira não é sorteio, é escala direta. Sérgio Corrêa quis provocar o Peixe, já que certo dia Modesto Roma Júnior pediu publicamente o “escalpo” dele e sua substituição pelo Cel Marinho?

Provavelmente sim, pois poderia evitar a polêmica. Aliás, por que não escala Zanardo na Vila Belmiro no jogo de volta?

Se existir erro pró-SPFC, se dirá que é perseguição. Se for pró-Santos, se dirá que é compensação. Por que escalar de propósito tais nomes? 

A declaração do presidente do Santos pode ser lida aqui: http://wp.me/p55Mu0-tn.

A punição que levou pelo STJD, aqui: http://wp.me/p55Mu0-uh.

 

– Liga Sul Minas Rio (A Primeira Liga): dará certo?

Um embrião que se revolta contra a CBF: é assim que se encara a formação da Liga que compõe alguns clubes de MG, outros da região Sul, somados a dupla Fla-Flu.

Claro, falta a adesão de paulistas e demais cariocas para que seja criada uma liga paralela que afronte os domínios de Marco Polo Del Nero. Mas já é uma provocação, afinal, o nome oficial será “Primeira Liga”.

Se fala que a Globo (ou quem pagar mais) comprará os direitos de exibição, se alardeia contratação de árbitros estrangeiros e modelo profissional de gestão, mas… o movimento é capitaneado por Alexandre Kalil, o ex-presidente do Atlético Mineiro, tão folclórico e apaixonado cartola!

A mim, seu nome gera dúvidas da seriedade e profissionalismo. A ideia de formar uma liga nacional (o Goiás não quer jogar a Copa Verde e manifestou o desejo também de entrar para a Copa do NE ou Primeira Liga) mostra que a coisa não ficará no eixo sul do país e que o momento de fragilidade do reinado de Del Nero é perceptível. Mas por quê não gente mais séria (ou que aparenta isso) como o presidente flamenguista Bandeira de Melo ou o palmeirense Paulo Nobre?

O que vai emperrar a liga será a força de algumas federações, como a Paulista, a Carioca e a Gaúcha, que resistem com seus estaduais e os milhões da TV aberta. É delas a culpa de não termos um calendário melhor ao futebol brasileiro. Afinal, querem os estaduais com os grandes, não aceitando que os torneios deveriam ser zonas de acesso a outras divisões do Brasileiro. É por isso que se insiste em jogos deficitários como São Paulo x Linense, Santos x Penapolense, Corinthians x Água Santa ou Palmeiras x Audax, ao invés de encaixar esses times pequenos e os do Interior numa suposta série E, perene e regionalizada, aproveitando das rivalidades locais e possibilitando que não sejam clubes de empresários sazonais.

Eu sou a favor de uma liga, MAS NÃO A ESSA CRIADA – paralela aos estaduais e por gente que não inspira confiança!

E você, o que pensa sobre isso?

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– Sérgio Correa confirma: Ceretta fora da CBF em 2015!

Coisas complicadas do mundo da arbitragem. Eis que Guilherme Ceretta de Lima, eleito melhor árbitro do Paulistão em 2015 (na opinião da FPF; na minha, não), e que foi agredido por Dudu, está fora da CBF pelo menos até o ano que vem.

A informação foi do próprio Sérgio Correa da Silva, o contestadíssimo chefe da arbitragem da CBF. Em entrevista ao jornalista Renan Cacioli no Bom Dia / Diário de São Paulo, Sérgio disse que Ceretta foi afastado do Brasileirão Série A pelo jogo entre Coritiba x Flamengo e da Copa do Brasil pelo jogo entre Paysandu x ABC. Porém, revoltado por não ter sido mais escalado e pelos critérios de Sérgio Correa, Ceretta não quis mais fazer o teste físico da CBF e abandonou a entidade. Segundo o Cel Marinho, chefe dos árbitros da FPF, Ceretta deve voltar no Paulistão e não pensa mais na CBF.

Fica a pergunta: cadê o Sindicato, Associação de Árbitros ou algo equivalente, que seja independente suficiente para brigar contra a CBF?

Vale refletir. Sérgio Correa reina no Brasil com a anuência de Marco Polo Del Nero…

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