– Cúria sediou o 4o Encontro de Políticos da Diocese de Jundiaí

por Reinaldo Oliveira

No dia 22 de novembro a Cúria Diocesana sediou o 4º Encontro dos Políticos das 11 cidades da área da Diocese, com o Bispo Dom Vicente Costa. Com o tema “Político para quê e para quem?”, inspirado no tema da 5ª Semana Social Brasileira “Estado para quê e para quem?”, o evento contou com a presença dos prefeitos eleitos, Henrique Martin – de Cabreuva, Antonio Luiz Carvalho Gomes – de Itu, Juvenal Rossi – de Várzea Paulista, José Roberto de Assis – de Campo Limpo Paulista e do atual prefeito de Salto – José Geraldo Garcia. Os prefeitos dos outros municípios, por compromissos agendados anteriormente, como o prefeito eleito por Jundiaí que estava em Brasília/DF, mandaram representantes. Também presente vereadores da atual legislação e os novos eleitos, das cidades de Jundiaí, Cabreuva, Itu, Salto, Cajamar e Santana do Paranaíba, representantes dos mais diversos segmentos da sociedade, padres, diáconos, pessoas das 11 cidades e a imprensa.

O tema teve exposição feita pelo Claudio Nascimento, coordenador da Pastoral Fé e Política, e pela Maria Rosangela Moretti, coordenadora da Cáritas Diocesana.  Claudio fez uma reflexão onde abordou os temas desde a 1ª Semana Social Brasileira até a atual 5ª Semana, onde os temas sempre foram sobre questões sociais do País. Na reflexão foi colocado aos políticos, que através dos assuntos abordados, eles tenham atitudes que possam melhorar as situações apresentadas em seus municípios. Num segundo momento a Maria Rosangela falou sobre o desenvolvimento do tema – ações práticas já realizadas pelas diversas Pastorais da Diocese.

Após estas exposições foi aberto ao público para perguntas, respostas ou e acréscimos dos presentes que colaboraram para o enriquecimento do tema. Em seguida, o Encontro que cumpre o papel de agente regional na troca de informações entre os participantes das 11 cidades, teve a apresentação de dois programas de sucesso – cursos profissionalizantes, o Cabreuva do Futuro e o de Formação do Liceu Emaús, ambos da cidade de Cabreuva.

Encerrando o Encontro, Dom Vicente Costa agradeceu a presença de todos e anunciou a data para o 5º e 6º Encontros nos dias 20 de maio e 04 de novembro de 2013.

– Maluf é Novidade?

Maluf foi acusado mais uma vez nessa semana. Mas… há quanto tempo você ouve falar de suspeitas de corrupção de Paulo Salim Maluf? Dinheiro na Suiça, Ilhas Jersey, Cayman…

Ninguém sabia?

Gozado: todos estavam conscientes dos golpes e tem candidato e partido que ainda foram pedir apoio político a ele.

Estou errado disso? Ou você nunca ouviu a história do “rouba mas faz” e do “Diga com quem tu andas que direis quem tu és”?

– Palestras de Ex-Presidentes: a Tabela de Preços

Leio uma edição antiga de uma revista (IstoÉ, Ed 2157, pg 49), uma interessante tabela de preços dos Ex-Presidentes da República para palestras corporativas.

Quer que Lula dê uma palavrinha na sua empresa? Por 1 hora, ele cobra R$ 200 mil.

Quer Fernando Henrique Cardoso? Em Promoção: R$ 150 mil.

Serve ex-ministro? Pedro Malan cobra R$ 35 mil.

Quer alguém do esporte? Se for do futebol, Zagallo costuma cobrar R$ 42 mil; se for do voleibol, tem o Bernardinho por R$ 35 mil.

Aproveite e compare com os outros ex-presidentes internacionais:

Tony Blair, ex-premier britânico: US$ 130 mil

Bill Clinton, ex-presidente americano: US$ 140 mil

Mikhail Gorbachev, ex-presidente soviético: US$ 50 mil.

Fica a pergunta óbvia: Vale tanto dinheiro para ouvi-los? Deixe seu comentário:

– Em causa própria, deputados dão golpe na população!

Nesta semana, tivemos a oportunidade de presenciar mais um fato lamentável protagonizado pelos nossos nobres parlamentares.

Na Câmara dos Deputados, se votaria a lei que extinguiria os (absurdos) benefícios de 14o e 15o salários pagos aos deputados federais. Mas na hora da votação… os caras sumiram!

Pois é: os deputados foram desaparecendo, simplesmente para que não existisse quórum suficiente para que a sessão continuasse.

E o povo continua pagando tais mordomias…

– 4o Encontro com Políticos da Diocese de Jundiaí

por Reinaldo Oliveira

Dando continuidade nos encontros iniciados em 2011, a Diocese de Jundiaí e a Pastoral Fé e Política promovem no dia 22 de novembro o 4º Encontro com os Políticos da Diocese. O evento será na Cúria Diocesana – Rua Engº Roberto Mange, 400 – Bairro do Anhangabaú, das 8h30 às 11h30 e terá a participação dos atuais prefeitos, vice-prefeitos, presidentes de câmaras municipais, deputados estadual e federal, das 11 cidades da área da Diocese de Jundiaí. Também estarão presentes os novos prefeitos eleitos.

Continuando com a apresentação de assunto relevante nas cidades, os participantes conhecerão o programa de formação profissional desenvolvido pelo Liceu Emaús e o projeto Cabreuva do Futuro, ambos em desenvolvimento na cidade de Cabreuva. Também será apresentada uma palestra sobre a 5ª Semana Social Brasileira, cujo tema é: “Estado para que e para quem?”, que será ministrada pelos Sociólogos Edson G.P.O. Silva – Presidente do Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo e Roselene Wansetto – Presidente da Rede Jubileu.

A presença destes agentes políticos é muito importante pois, estes encontros têm sido um espaço para conhecimento de diferentes programas que são desenvolvidos nos município, bem como da troca de informações regionais. Além dos assuntos em pauta, neste será comunicado as datas dos encontros para o ano de 2013. Participem!

(para ilustrar, olha que belo e importante cartaz:)

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– Os Vereadores Virtuais e a Iniciativa Cidadã

Numa inédita e feliz iniciativa, um grupo de Rede Social resolveu criar uma comunidade paralela ao mundo real para protestar contra os vereadores eleitos em sua cidade (Salto). Porém, o mundo imaginário se materializou, e numa pioneira ação, elegeram vereadores virtuais que, assalariados, buscam produzir mais do que os da Câmara Oficial. Abaixo:

COMUNIDADE DO FACEBOOK DE SALTO ELEGE A PRIMEIRA CÂMARA DE VEREADORES VIRTUAIS DO PAÍS

Por Reinaldo Oliveira

A comunidade virtual Debatendo a Política Saltense (DPS), da cidade de Salto/SP, e que é composta por 1700 membros, desapontada com a qualidade dos vereadores eleitos no dia 8 de outubro (a eleição em Salto só tem o 1º turno), resolveu fazer um protesto e organizou a eleição para vereadores virtuais. 74 membros se candidataram e receberam 992 votos válidos, onde 35 foram eleitos e fundaram a Câmara Virtual de Salto. De acordo com o coordenador da DPS, Oséas Singh Jr, o número de 35 cadeiras já é uma forma de protesto, pois até esta legislatura o município contava com 11 vereadores e a partir de 2013 elevou este número para 17. A idéia é mostrar que os vereadores virtuais são mais que o dobro dos vereadores regulares, têm mais capacidade, pluralidade e, principalmente, não são assalariados. “È um protesto contra o mercantilismo eleitoral, onde com raras exceções, são eleitos candidatos interessados apenas no salário e não no bem da cidade. Por outro lado com o aumento de 11 para 17 esperava-se também melhora na qualidade dos candidatos, fato que não aconteceu, pois 2/3 dos eleitos não têm condições técnicas de, por exemplo, analisar um projeto orçamentário” disse Oséas.

PRIMEIRAS AÇÕES. Após a eleição da Mesa Virtual, com cinco moderadores, a primeira ação aprovada pelos Vereadores Virtuais foi a formação de um grupo de pesquisas e investigação sobre os recorrentes problemas no abastecimento de água no município. De acordo com Oséas a cidade tem sofrido com a falta de água causada pelo sucateamento das instalações da estação de captação do Ribeirão Piraí e das tubulações para adução, tanto no Ribeirão Piraí, quanto na Fazenda Conceição. O grupo é formado por engenheiro, projetista de tubulação, tecnólogo, advogados, documentaristas e profissionais convidados que farão um estudo nos locais críticos da linha de adução e apresentará um relatório com explicações técnicas detalhadas e possíveis soluções.

DECÁLOGO.  A conduta e atuação do grupo será regida pelo seguinte decálogo:

1 – O papel do VV não será partidário, de situação ou oposição. O objetivo será o debate e apresentação de propostas em favor da cidade.

2 – Não haverá qualquer remuneração ou benefício no exercício do cargo. O trabalho será feito por amor a comunidade.

3 – Qualquer participante da DPS poderá concorrer a eleição pelo mandato de um ano. Serão 35 cadeiras representando o dobro mais um do número de vereadores regulares da cidade.

4 – Não haverá censura. Como não há imunidade parlamentar, cada participante é responsável pelo que publica. O grupo não será responsável judicialmente pelas opiniões particulares.

5 – Não será estimulada a indicação de títulos, homenagens ou qualquer outra forma de encher lingüiça.

6 – O VV que deixar de participar dos debates por um mês, sem justificativa plausível, será substituído pelo suplente na ordem da eleição.

7 – haverá um coordenador e quatro mediadores que representará a comunidade virtual junto aos órgãos públicos.

8 – Os fakes não serão bem-vindos. Quando for solicitada comprovação de identidade o solicitado deverá fazê-lo, sob pena de ser acusado de falsificação ideológica e ser excluído. A Constituição diz: “É livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato”.

9 – Após a votação de um assunto, vem a ação. Dependendo do assunto será formulado documento e/ou comissão de pessoas ligadas ao tema, que vai levá-lo ao responsável pela área para deliberar a solução do problema apresentado.

10 – Cada VV ou um grupo deles poderá propor projeto de lei, que se aprovado pelo plenário virtual, será submetido a coleta pública de assinaturas para sua apresentação na Câmara de Vereadores de Salto. (Outras informações no www.facebook.com/groups/VEREADORESVIRTUAIS)

– O Comunista Maluf

Agora que aderi ao comunismo do século XXI, prometo construir postes por toda a cidade de São Paulo, se o companheiro Haddad me convidar para compor o governo.”

Frase de Paulo Maluf, apoiador do novo prefeito paulistano do PT, ironizando a declaração do próprio Fernando Haddad de que ele era um “poste eleito por Lula”.

– José Genoíno, nobre Deputado?

Coisas do Brasil: não é que, pela dança das cadeiras, José Genoíno pode assumir a vaga de Deputado Federal (por ser suplente)?

Justo ele que é condenado pelo STJ pelo crime de compra de votos do Valerioduto.

Durma-se com um barulho deste!

– Segundo Turno Encerrado, Combustível Aumentado!

A Petrobras quer de todas as formas aumentar os preços dos combustíveis. Historicamente, passado o período eleitoral, o preço sobe. Claro, se segura o aumento para não ter prejuízo político e depois… Pimba!

Porém, há tempos que se discute esse reajuste. E agora, a Petrobras quer nada mais do que 10% de aumento!

Extraído de: http://is.gd/3LSM0d

GOVERNO E PETROBRAS DISCORDAM SOBRE DATA PARA REAJUSTE

A estatal quer que o aumento venha após o segundo turno das eleições, mas Planalto discorda.

O governo federal tem duas possíveis datas para reajustar os preços da gasolina e do diesel. O aumento pode vir no final do mês, depois do segundo turno das eleições, ou em janeiro do ano que vem. O impasse quanto as datas ocorre devido ao embate entre governo – que não quer pressionar a inflação de 2012 – a Petrobras – que prometeu cortar investimentos bilionários caso não haja reajuste até o final do ano. Segundo a empresa, o equilíbrio financeiro chegou ao limite, não sendo possível arcar com prejuízos de comprar combustível no exterior e revender no Brasil a preços mais baixos.

O problema, segundo o governo, é que o aumento da gasolina ainda neste ano pode estourar o teto da inflação prevista para 2012, que é de 6,5%. Se o aumento de 10% projetado pelo mercado for aplicado, o impacto na inflação seria de pelo menos 0,3%. Por outro lado, os resultados da Petrobras tem ficado aquém do esperado, o que diminui o interesse de acionista pela empresa e compromete a capacidade da estatal de fazer investimentos.

– Semana de 3 dias é uma Afronta ao Cidadão!

Quer dizer que a Câmara dos Deputados oficializou o trabalho dos nobres parlamentares em 3 dias? Não precisa mais trabalhar na 2a e 6a feira no Congresso! Que boa vida e mordomia absurda.

Se fosse cartão picado e hora trabalhada, o salário dos deputados federais seria muito diferente…

– Cyberespionagem de Grandes Empresas Chinesas nos EUA

Se você tem algum equipamento da marca ZTE ou Huwaei, conhecidos líderes fabricantes chineses de celulares e demais eletrônicos, saiba que os EUA estão muito bravos com eles!

O motivo é que o serviço de inteligência americano as acusam de trabalharem a mando do Governo Chinês, espionando em seu território.

Verdade ou delírio? Extraído de OESP, 08/10/2012, Mundo, pg 8.

AUTORIDADES SUSPEITAM QUE HUAWEI E ZTE ESTEJAM SENDO USADAS PELO PARTIDO COMUNISTA CHINÊS PARA ESPIONAR OS EUA

por Rodrigo Ghedin

Numa espécie de revival da Guerra Fria, o governo dos Estados Unidos está bastante desconfiado da Huawei e ZTE, empresas que vendem soluções em telecomunicações da China. A situação é bem desconfortável, já envolveu o FBI e a Câmara dos Representantes, espécie de Câmara dos Deputados da terra do tio Sam, e parece estar longe de um desfecho amigável. Dá para confiar nos chineses?

A Huawei foi fundada em 1987 por Ren Zhengfei, ex-engenheiro do Exército de Libertação Popular da China. Seu passado, somado a denúncias de roubo de propriedade intelectual lá no início e suspeitas de subsídio do governo chinês para a expansão internacional da empresa levantaram suspeitas nos EUA. A Huawei é, hoje, a segunda maior em equipamentos de telecomunicações, atrás apenas da sueca Ericsson.

Sua concorrente doméstica, a ZTE, também está sob suspeita por motivos semelhantes e um agravante repulsivo para os norte-americanos: a suspeita de que ela teria revendido equipamentos da Cisco, ex-parceira comercial, para o Irã, país sob embargo comercial desde 1995.

O principal receio das autoridades norte-americanas acerca da dupla é que elas poderiam estar, a mando do Partido Comunista Chinês, espionando ou armando uma rede de espionagem contra os EUA através de seus equipamentos de rede. Usando uma política de preços agressiva característica das fabricantes chinesas, Huawei e ZTE conseguiram prosperar internacionalmente. Segundo a Economist, o faturamento da Huawei se sobressai ao das outras empresas do ramo em praticamente todo o mundo, com exceção da América Latina (por muito pouco) e dos EUA, onde a penetração ainda é baixa, em grande parte, devido a barreiras impostas à entrada desses equipamentos. Espera-se que, dentro de pouco tempo, a Huawei ultrapasse a Ericsson e se torne a maior empresa de telecomunicações do mundo.

Esse temor tem fundamento? Para tentar responder essa pergunta, o comitê de inteligência da Câmara dos Representantes elaborou um relatório não confidencial de 52 páginas que foi liberado hoje. Ele não traz provas incontestáveis das acusações, apenas indícios de “relatos de incidentes estranhos ou alarmantes” em pequenas redes montadas com equipamentos da Huawei nos EUA e outros relativamente fracos para uma acusação tão forte. Ele diz, ainda, que as duas empresas não forneceram informações suficientes para amenizar as preocupações. Um anexo confidencial do relatório traz informações adicionais sobre esses receios. Mike Rogers, chairman do comitê de inteligência, disse que  ”nós simplesmente não podemos confiar sistemas tão vitais a empresas com laços conhecidos com o estado chinês, um país que é o maior perpetrador de ciberespionagem contra os EUA.” Eventos recentes de espionagem partindo da China contra empresas norte-americanas, como aquele do Google, aumentam a desconfiança.

De seu lado, Huawei e ZTE se defendem. Ambas dizem que o governo da China não interfere em suas linhas de produção, embora, no caso da ZTE, membros do Partido sejam acionistas — a Huawei não forneceu essa informação. Outro argumento usado pela dupla é de que muitos equipamentos de empresas ocidentais, como a Alcatel-Lucent e a Nokia Siemens Networks, são montados na China — ou seja, poderiam muito bem conter software espião também. A Huawei, por sinal, sequer fabrica seus equipamentos; ela terceiriza esse trabalho à vizinha Foxconn, na mesma planta onde iPhones e iPads são montados, em Shenzhen. A empresa aposta firmemente em propriedade intelectual e tem 44% dos seus 140 mil funcionários focados em pesquisa e desenvolvimento.

O caminho para as chinesas é serem mais abertas e, no que depender das duas, é isso o que elas farão. A Huawei emitiu um comunicado declarando estar cooperando com o comitê de inteligência da Câmara dos Representantes e estar engajada em outras ações de abertura. Ao mesmo tempo, ela investe em consultores de relações públicas e lobistas nos EUA para ganhar força política no país. Construir confiança é muito difícil, mais ainda quando se está sob suspeita. Infundada ou não, o povo está quase neurótico com isso tudo e, nessa troca de acusações e defesas, é difícil saber em quem acreditar.

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– Genoíno: Ninguém se deu conta que ainda estava no Governo?

Depois da condenação do Mensalão, José Genoíno deixou o Governo.

Ué, estava lá?

Sim, estava! Como Assessor Especial do Ministério da Defesa! Remunerado, e “trabalhando muito”…

O que fazia nesse cargo?

Depois de todo o escândalo, só agora ele saiu? Ninguém pensou em exonerá-lo?

Sobra dinheiro nesse país…

– Ser Corrupto Vale a Pena?

Para a tristeza do cidadão de bem e alegria dos picaretas, uma pesquisa divulgada na Inglaterra comprovou: ser corrupto vale a pena!

Extraído de Revista Superinteressante, Out/12, pg 18, por Anna Carolina Rodrigues.

CORRUPÇÃO COMPENSA E DÁ LUCRO DE 1000%…

Estudo que analisou 166 casos de suborno em 52 países comprova: empresas que dão propina a políticos recebem de volta 10 vezes o dinheiro em vantagens ilegais.

Pagar propina vale a pena. Essa é a triste constatação de um novo estudo da Universidade de Cambridge, que analisou 166 casos de corrupção ocorridos em 52 países nas últimas 3 década. O esquema era sempre o mesmo: uma empresa subornou políticos ou funcionários públicos para obter vantagens ilegais, como burlar uma licitação ou fechar um contrato irregular. E em todos os casos deu certo – a empresa pagou a propina e obteve o retorno financeiro equivalente a 1000% do capital “investido” em corrupção.

Entre os casos estudados pelos pesquisadores, a ocorrência de suborno foi maior nos países mais pobres, onde a justiças e instituições são mais fracas. Segundo o estudo, o valor pago muda de acordo com o cargo da pessoa cuja mão foi “molhada”. Quanto mais importante a pessoa é, mais cara também – funcionários de baixo escalão recebem em média 1,2% do valor do contrato em propina, contra 4,7% pagos para chefes de Estado. As empresas de construção são as que mais corrompem os políticos: são responsáveis por 27,7% dos casos de suborno. Todos os casos estudados pelos pesquisadores são escândalos que chegaram ao conhecimento da população e, em vários deles, as empresas corruptoras foram processadas. Mas isso não foi suficiente para conter a prática. “O risco de ser apanhado e condenado não são grandes o suficiente para impedir a prática”, segundo o Prof. Raghavendra Rau, autor do estudo.

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– Eleição ou Apelação?

Coisas que impressionam e irritam nos dias de Eleições: a votação começa as 8h, mas logo 06h30 já tem fila? Estão lá, de pé, em meio a imundice dos santinhos jogados. Na minha rua, logo de madrugada passaram sujando as ruas. O candidato deveria ser multado! Ou melhor: os candidatos e as candidatas, pois tem para todos os gostos!

E nessas fotos, sorrisos muitas vezes falsos. Os antipáticos viraram sorridentes servidores da população…

Aliás, agora é moda tirar foto sorrindo para o eleitor. Todos sorriem. Imagine Ulisses Guimarães fazendo essas caretas engraçadas?

Quem não conhece alguns candidatos, acham que realmente são todos pessoas solícitas e alegres. Pena que são só alguns. E haja sorriso forçado!

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– Fim da Propaganda Eleitoral

Viva! Está acabando o horário político. Chega da candidatos bizarros, tempo jogado fora e inexistência de propostas corretas.

Confesso publicamente a quem votarei: para vereador, votarei no delegado Paulo Sérgio Martins, 23000.

Por vários motivos: ele é trabalhador, sério, teve nota máxima da exigente e competente ONG Voto Consciente; esteve diversas vezes no meu bairro, se faz acessível e fez por merecer meu voto.

Quer uma curiosidade? Viu os imundos cavaletes eleitorais na cidade? Achou algum deles com o número 23000? Claro que não. Não precisa atrapalhar as calçadas, pois sua campanha se baseia nas atitudes.

Se você não tem candidato, não se decepcionará.

E boas eleições!

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– Política para a Classe Média

Amigos, compartilho interessante crônica enviada pelo jornalista Reinaldo Oliveira, a respeito da Classe Média, hábitos e política.

VIVA A CLASSE MÉDIA BRASILEIRA

Pe. Alfredo J. Gonçalves, CS

João Ubaldo Ribeiro escreveu a obra “Viva o Povo Brasileiro”. Aliás, um trabalho de mestre: releitura fictícia da história do Brasil a partir da cultura negra. Neste momento de euforia por parte das autoridades governamentais e da publicidade, poderíamos parafrasear o escritor com a saudação de “Viva a classe média brasileira!”. Segundo os dados, já ultrapassa a casa dos 100 milhões de cidadãos! Sorrateiramente, porém, levanta-se uma pergunta incômoda e inquieta: qual o critério para medir a passagem da pobreza à classe média? Os beneficiados das políticas compensatórias, por exemplo, podem ser chamados de nova classe média? Classe média sujeita à ajuda permanente do Estado ou classe média capaz de caminhar com as próprias pernas? A pergunta pode ser feita de outra forma: onde está a tão alardeada classe média?

Grande parte desta, ao que parece, continua morando nas periferias das grandes e médias cidades, até mesmo em favelas e cortiços. Tem esgoto a céu aberto e nem sempre conta com água encanada; desloca-se como “sardinha em lata” no transporte coletivo, ou perde horas diárias no trânsito caótico. Vive sob o signo do medo e da violência, sem a proteção do Estado e muitas vezes conforme os ventos incertos do crime organizado. Dificilmente consegue matricular os filhos em escolas particulares e tem de contentar-se com o ensino público de qualidade nem sempre confiável… A isso chamamos de classe média! Mas essa nova fatia da população brasileira pode consumir! Aí está um dado que as autoridades e o mercado podem comemorar com grande euforia. Viva, pois, o consumo da classe média brasileira. Agora ela pode comprar carro, TV de não sei quantas polegadas, móveis, eletrodomésticos, e assim por diante. No entanto, aqui se erguem novamente uma série de dúvidas. Se o critério para vencer a fronteira entre uma classe e outra permanece o consumo individual e familiar, onde estão os investimentos do Estado em termos de infraestrutura?

A única política pública que vem se destacando por parte dos governos federal, estadual e municipal parece ser o incentivo ao consumo, através de um marketing apelativo, estridente e por vezes agressivo, para não dizer irresponsável. Disso resultam sinais preocupantes de uso e abuso de cartões de crédito, crescimento dos percentuais de inadimplência, devolução de produtos impagáveis, nome sujo na praça… Enfim, dívidas sobre dívidas! No fundo, uma robusta classe média requer um padrão de investimento público igualmente robusto. Condições de vida e trabalho sadias e duradouras: malha viária e ferroviária para o transporte público urbano e à distância; ensino fundamental de qualidade e gratuito, com perseverança dos alunos; sistema de saúde sem os acidentes quase diários de falta de atendimento, filas, demora, e erro médico; segurança sem os efeitos colaterais da truculência, tortura e extermínio de jovens e adolescentes; reforma agrária e política agrária no campo, com apoio ao pequeno produtor e à agricultura familiar; rede integrada de portos e aeroportos…

Não é isto o que se vê na sociedade brasileira. Há muito que fazer em termos de políticas públicas efetivas, voltadas para essa mesma classe média, que ainda amarga uma situação endêmica de carência e precariedade. Receber ajuda do Estado para o consumo é algo que evidentemente amplia os direitos do cidadão. Mas como fazê-lo tornar-se protagonista de sua própria trajetória de existência? Convém não esquecer que o pão da dignidade humana vem do suor do rosto, ao passo que “o pão da esmola vem regado pelas lágrimas da vergonha”, como costuma dizer, ainda em décadas passadas, o jornalista Mauro de Santayana. O consumo, em princípio não é bom nem mau. Todo cidadão tem suas necessidades e o direito aos bens do progresso. Mas, se e quando desacompanhado de uma infraestrutura de formação (em nível pessoal) e um horizonte de oportunidades (em nível social), o mesmo consumo pode tornar-se freneticamente febril, impulsivo, doentio. O estímulo às compras pressupõe uma base sólida de serviços públicos. Para isso servem os impostos cujo montante, no Brasil, nada deixa a desejar. O que deixa a desejar é o uso correto de tamanha carga tributária. O termo carga, neste caso, nada tem de metafórico e exige um retorno por parte dos governos.

– 20 anos de Impeachment de Collor é para Celebrar?

Muitos lembraram do Impeachment de Collor, há 20 anos. Recordo-me bem: começou com um Fiat Elba cuja origem do dinheiro era suspeita e deu no que deu…

O que seria necessário, comparado com os dias atuais, para uma condenação ao Lula, já que ambos tiveram problemas com recursos “não contabilizados”?

Aliás: não dá para comemorar, já que 20 anos depois, Collor é Senador da República.

Inacreditável e inaceitável.

Eleitor, muitas vezes, é bobo ou tem memória curta…

– Lembrança inusitada de Maluf foi o Presente do Dia do Rádio

Nesta semana, celebrou-se o “Dia do Rádio”. A Rádio Estadão Espn promoveu um encontro especial com os principais radialistas / âncoras da atualidade, por ocasião da data. E, no bate-papo, Heródoto Barbeiro contou um fato interessante:

Certa feita, Paulo Maluf foi entrevistado por ele, e disse que nunca teve dinheiro no exterior (mesmo as provas mostrando o contrário e hoje, nós, sabedores de todo o imbrólhio). E o jornalista, logicamente incrédulo, insistiu na dúvida. Eis que Maluf desafiou:

Se um dia alguém encontrar algum dinheiro em meu nome no exterior, dou uma procuração para que se dê todo o dinheiro para a Santa Casa de Misericórdias”.

Promessa de político… Será que as Santas Casas se animaram?

– O Fim dos Cavaletes Eleitorais e a Limitação dos gastos dos Candidatos a Vereador!

Rondonópolis, com 200 mil habitantes, dá o exemplo: lá, os candidatos a vereador combinaram em não poluir visualmente a cidade, evitando colocar nas praças públicas e avenidas os horripilantes cavaletes de propaganda. E para conter os gastos, cada candidato só pode contratar até 10 cabos eleitorais.

Fantástico. Pena que seja utopia imaginar que isso possa ser uma regra no Brasil…

– “Esto nunca se había visto em este país”

Líderes políticos de semelhança ideológica, e, agora, unidos por um bordão!

Hugo Cháves, para sua reeleição na Venezuela, contratou o marqueteiro de Lula, João Saldanha. E a primeira providência foi usar o bordão lulista que tanto cansou, agora em castelhano: “nunca antes na história deste país”…

Tá meio devagar a criatividade do João.

– Politização dos Argentinos

Cristina Kirchner está abusando na Argentina. Agora, quer mudar a Constituição para novas reeleições, a la Hugo Chaves e no melhor roteiro ditatorial possível. Se puder, ela não sai mais do poder.

A população local, em protesto, saiu às ruas fazendo o famoso “panelaço”. Impressionantes imagens que vem de lá!

Ah se fôssemos politizados como os hermanos…

– A Frase enlouquente da Ministra da Cultura

A nova Ministra da Cultura, Marta Suplicy, se superou. Ontem, aos jornalistas, disse sobre aceitar o desafio do Ministério, eleições municipais e motivação:

“Eu faço, Lula é deus e Dilma é bem avaliada”

Lula como deus??? Tenha dó… Até a loucura tem limite!

– Quanto ganha e o que faz um Vereador?

Está na Revista Galileu de Setembro/2012, pg 15, com os dados fornecidos pela Câmara Municipal de São Paulo: o que faz um Vereador e quanto ele recebe!

O salário de Vereador (na capital paulista) é de R$ 9.288,00, sendo que ele tem direito a mais R$ 123.700,00 para despesas de gabinete!

Cerca de 63% das leis foram denominações de ruas e logradouros públicos, homenagens e datas comemorativas; 3% de medidas administrativas, 2% de declarações de utilidades públicas concessões e o restante de medidas diversas não impactantes.

No último Censo Legislativo do IBGE, quando perguntado aos vereadores sobre “o que fazem”, responderam que:

– Atendem a pedidos de eleitores (60%),

– Legislam e fiscalizam (30%),

– Ambos (9%),

– Outros (1%)

No Brasil, concorrerão 447.758 candidatos, sendo que 83% não fizeram faculdade e 68% são homens. A relação candidato vaga é de 7,68. No maior colégio eleitoral (São Paulo-SP) é de 21,8. No menor (Borá-SP) é de 90,9.

Um problema não abordado: a qualidade dos candidatos. Mas essa, só pelo horário político, já dá para sentir…

– Troca de Favores?

Marta Suplicy aceitou entrar na campanha de Fernando Haddad, na última sexta-feira, à Prefeitura de São Paulo. A senadora e ex-prefeita estava chateada pois queria concorrer pelo PT, e notoriamente não estava se esforçando em angariar votos ao colega petista.

Coincidentemente, foi convidada a ser Ministra da Cultura no lugar de Anna de Holanda.

Troca de favores?

– Ronaldo Nazário, o Vice-Presidente da República?

A informação vem do jornalista Bruno Astuto (Coluna Vida, Revista Época, Ed 10/09/2012, pg 89): segundo ele, com as bênçãos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Ronaldo Nazário deve ser convidado para ser o candidato a vice-presidente, na chapa encabeçada por Aécio Neves na disputa de 2014.

Vale lembrar que FHC já disse publicamente que gosta de jogar poker com Ronaldo, que é seu vizinho de apartamento em Higienlis. Ademais, o ex-atleta já recebeu uma sondagem sobre a possibilidade e se encaixaria no perfil buscado pelo PSDB: o de um novato na política, conhecido publicamente e carismático.

Se você, eleitor, pudesse votar separadamente para vice: o Fenômeno teria seu voto?

– E o Homem da Paçoca? Convicção no Voto é isso Aqui!

Situações inusitadas das Eleições: um cliente meu que coleta recicláveis na rua possui uma Kombi velha. E saiu de Jundiaí e visitou certo dia cidades vizinhas. Numa delas, enquanto coletava garrafas pet de um es”tabelecimento comercial, foi abordado por um candidato a vereador, o “Edinho da Paçoca!

Não é que o postulante à vereança ofereceu R$ 100,00 para adesivar sua Kombi? Tal prática tem sido comum: o candidato coloca colantes no carro de alguém que fica circulando por aí fazendo publicidade.

O único detalhe é que o veículo em questão não é da cidade; o motorista não vota lá; o candidato colou os adesivos e a Kombi no dia seguinte estava bem distante da sua zona eleitoral.

Ah! O meu cliente? Ficou feliz. Faturou “cenzinho” na maciota.

Fantástico o homem da Paçoca, não? Com esse tipo de ações de campanha, vai longe… em todos os sentidos. Só não sei se vai ter voto.

– Banqueiros e Políticos do Mensalão: Distintas Posições

Não dá para passar batido: durante a semana, Ricardo Lewandowski, um dos juízes que julga o Mensalão e que se esforçou com força descomunal para livrar a cara do petista João Paulo Cunha, votou junto com o juiz relator Joaquim Barbosa pela condenação aos donos do Banco Rural.

Para quem está acompanhando o julgamento, fica nítido que para alguns, como o próprio Lewandowski, é uma dificuldade herculiana votar contra os políticos influentes. Mas contra os banqueiros já combalidos, aí é moleza!

– Poetas da Corrupção

enviado por Reinaldo Oliveira, autoria de Luciano Pires

POETAS DA CORRUPÇÃO

Tenho passado algumas horas assistindo na TV Justiça o julgamento do Mensalão. São aulas preciosas sobre justiça, retórica, lógica, política, jornalismo… Que maravilha!

Vemos alguns dos advogados mais conceituados e bem pagos do Brasil tentando provar que seus clientes são inocentes, e os juízes interpretando os autos para concordar ou discordar das argumentações.

Preciosas aulas de defesa de pontos de vista e de tomada de decisão, de escolha. Num dos momentos-chave do julgamento entrou em discussão a questão dos “atos de ofício” que em português simples quer dizer: provas materiais.

Existe algum ato de ofício, algum memorando, bilhete, email ou outro documento assinado pelo acusado que prove seu envolvimento no caso? Os advogados de defesa dizem que sem atos de ofício não existem provas.

Refletindo sobre a questão da subjetividade da materialidade (olha que louco isso!) das provas no mundo da retórica, lembrei-me de um texto que li no delicioso livro Senso Crítico de David W. Carraher, escrito pelo professor e pesquisador Stephen A. Tyler em seu livro The Said and The Unsaid (O Dito e o Não-Dito):

“Alguns objetos de nosso mundo são aparentemente não problemáticos – mesas, cadeiras e coisas semelhantes – enquanto outros, tais como pensamentos, imagens, memórias e dores, tem um status de objeto peculiar… Sua maior peculiaridade é que, embora não tenham nenhuma representação externa na percepção sensorial, falamos sobre eles como se não diferissem nada de mesas e cadeiras que, como todos sabem, podem ser percebidas pelos sentidos. Posso dizer que ‘eu tenho um pensamento’ do mesmo modo que diria ‘eu tenho duas pernas’, como se o pensamento e as pernas fossem objetos da mesma natureza. O problema é que nossa linguagem parece mentir a nós mesmos, pois ‘ter pensamentos’ não pode ser verificado ou descrito do mesmo modo que ‘ter pernas’; as pernas e os pensamentos não são objetos da mesma realidade. A linguagem trata pensamentos e pernas como se ambos tivessem extensão no espaço, como se fossem ambos substâncias.”

Parece que foi por aí que a discussão andou: os advogados tentando mostrar que o depoimento de uma testemunha – a subjetividade – , não tem, para efeito de prova, a mesma substância que o memorando assinado – a materialidade – pelo acusado.

Sem prova, sem atos de ofício, sem culpa. Pois é.

Aí me lembrei de nosso Poeta João Cabral de Melo Neto:

“As palavras pedra ou faca ou maçã, palavras concretas, são bem mais fortes, poeticamente, do que tristeza, melancolia ou saudade. Mas é impossível não expressar a subjetividade. Então, a obrigação do poeta é expressar a subjetividade, mas não diretamente. Ele não tem que dizer ‘eu estou triste’. Ele tem é que encontrar uma imagem que dê ideia de tristeza ou do estado de espírito – seja ele qual for – por meio de palavras concretas e não simplesmente se confessando na base do eu estou triste.”

Então matei a charada.

Zé Dirceu, Genoíno, João Paulo Cunha, Delúbio, Silvio, Valdemar, Jefferson e outros políticos envolvidos no caso, inclusive o sujeito oculto, não são simplesmente desonestos ou – no dizer do Procurador Geral da República – membros de uma quadrilha.

São poetas da corrupção.

– Mensalão: Gosto de Jiló, com cara de Pepino

Vejam só que curioso: o juiz do STF, Carlos Ayres Brito, diz que uma lei de contratação de publicidade foi alterada pelo ex-presidente Lula, única e exclusivamente para blindar os réus do Mensalão – não nos esqueçamos que Duda Mendonça (publicitário de Lula), Marcos Valério (financiador de recursos) e outros estão sendo julgados com políticos do PT no escândalo.

Ayres Brito declarou que tal manobra dificultou a acusação de muitos, e que “condenar alguém tem o mesmo gosto de jiló”.

Se tem gosto de jiló, não sei. Mas que é um pepinaço conseguir isenção do STF, ao que parece, é. Os juízes Lewandowski e Tóffilo, que absolveram João Paulo Cunha (e que tinham relação com o PT) que o digam!

– Disputa Eleitoral em São Paulo baseada no Populismo?

Celso Russomano, José Serra e Fernando Haddad estão respectivamente em 1º, 2º e 3º lugares na corrida à sucessão de Gilberto Kassab na capital paulistana.

Russomano ficou conhecido como o repórter que defendia o consumidor no extinto “Aqui Agora”. Popular, com discurso populista. Declarou que prefere Igrejas a Cadeias. Pertence ao PRB, partido criado pela Igreja Universal. Tem a desconfiança de muitos. Poucos sabem que ele é atualmente deputado. E o que fez como parlamentar?

Serra foi prefeito e assinou em cartório documento dizendo que cumpriria o mandato até o fim. Não cumpriu. Esconde o apoio de FHC mas alardeia pontos positivos de Kassab. Sem comentários.

Haddad ganhou um elogio de Lula: “foi o melhor Ministro da Educação da História desse país”. Uau, a educação brasileira é excepcional mesmo, sem problema algum, pois todos foram resolvidos por ele.

Ainda bem que voto em Jundiaí…

Em quem votar em SP? Chalita, Gianazzi, Soninha e Levy Fydelix teriam chances?

– O Papelão de Lewandowski

Que feio, juizão! O magistrado do STJ, Ricardo Lewandowski, juiz revisor do Processo do Mensalão, durante o julgamento de ontem, votou pela INOCÊNCIA a João Paulo Cunha e a Marcos Valério.

Inacreditável. E ainda queremos que o país seja levado a sério…

Como alguém como ele pode brigar contra as provas? Seus próprios colegas de Tribunal ficaram constrangidos.

– Privatizar: Antes, era Pecado. Hoje, Virtude?

Me recordo que quando o presidente Fernando Henrique Cardoso começou a privatizar uma série de empresas estatais, foi duramente criticado pela oposição. Hoje, os mesmos críticos privatizam, mas a justificativa chega a ser risível:

A diferença desse programa de privatização com a do FHC é como o colesterol: tem o bom e o ruim

Aloísio Mercadante

Ah bom…

Como o comportamento muda quando a oposição se torna situação, não? E vice-versa, idem.

– Horário Eleitoral: E aí?

Hoje começa o enfadonho horário político. E por que não gosto?

Entendo e respeito a ideia de que permitir que todos os candidatos se apresentem em um veículo de comunicação de massa é democratizar de fato a disputa eleitoral. Porém, obrigar a transmissão em cadeia, em horários não-flexíveis, é democrático?

Sempre fui a favor do voto obrigatório, entendendo ser um Direito conquistado, e ao mesmo tempo um Dever de cidadania. Entretanto, será que torná-lo facultativo não eliminaria eleitores que votam pela simpatia de um candidato folclórico que apareça na TV, em nítida busca de emprego?

Coisas para se repensar: o naipe dos candidatos, o uso das mídias na eleição e a obrigatoriedade do voto.

Para quem gosta de comédia, veremos pleiteantes a vereadores prometendo até coisas que não podem e não são da sua alçada, tudo em busca do voto.

E o pior é que o próprio eleitor sabe que o candidato não cumprirá o que prometeu…

– A Função Social da… Motoserra?

Às vezes, pessoas públicas devem ficar caladas, se o argumento não for convincente. Leia a idiotice que o Deputado Federal do DEM-RR, Luciano Pizzatto, a respeito do desmatamento – basicamente, para ele, é importante desmatar para dar oportunidade de plantar!.

O que os defensores domeio ambiente devem entender é que o universo é violento e destrutivo. Ao derrubar uma árvore, estamos na verdade dando o direito de outra árvore nascer”.

Acredite, ele é deputado e disse isso mesmo!!!

– Turitas Americanos no Brasil Desconhecem Brasília

Olha só: divulgou-se uma pesquisa onde 75% dos turistas que chegam dos EUA aqui no Brasil desconhecem que Brasília é nossa capital.

Normal. E se fizéssemos uma pesquisa perguntando aos brasileiros qual a capital dos americanos? Tenho certeza que Nova Iorque ganharia de Washington.

Aliás, há muitas cidades que são as mais importantes de um país e que não são as capitais. Embora Roma, Paris ou Buenos Aires sejam as capitais e principais cidades respectivamente de Itália, França e Argentina, não vale dizer o mesmo de Johannesburgo, São Paulo, Zurique, Sidney, entre tantas outras.

Ter a maior economia nem sempre representa ser a capital política e administrativa, embora sua força econômica a influencie.