– A Decisão da Suspensão do Rodeio de Jaguariúna

O Rodeio de Jaguariúna foi suspenso. Lembram-se do ano passado, quando houve mortes por causa da superlotação? Pois é: a promotora Kelly Giovana alegou que os promotores não tomaram as providências necessárias, e exemplificou: numa área determinada, havia a determinação de lotação máxima de 5.500 pessoas. Somente a empresa Ingresso Fácil vendeu 5.600 para essa mesma área, fora os VIPs e cortesias, segundo a Rádio CBN de Campinas em seu noticiário matinal.

O desrespeito às pessoas é algo impressionante, não?

– Seguro Anticinzas Vulcânicas

A Fly Airlines, pequena cia aérea da Inglaterra, mostra que capitalismo, criatividade, inovação e oportunismo são características de empreendedores, principalmente daqueles que observam possibilidade de ganhar dinheiro através de prejuízos.

Digo isso pois a empresa lançou ao seus passageiros um seguro “anticinzas de vulcão”! Devido ao episódio da paralisação nos aeroportos europeus em decorrência do vulcão finlandês de 2 semanas atrás, seus clientes têm a disposição, por módicos R$ 19,00, um possível reembolso de até R$ 3.000,00 caso seja acionado.

Negócios são assim mesmo. Parabéns pela iniciativa!

– Gasolina com 25% de Álcool e Outras Novidades

Amigos, compartilho notícias da revista Posto Hoje, de 03 de maio, sobre algumas novidades no ramo de combustíveis:

Etanol a 25%
A partir do dia 1º de maio, o percentual de etanol anidro adicionado ao litro da gasolina volta  aos 25%. A redução da quantidade do energético à gasolina em 5% foi determinada pelo CIMA, como forma de conter a alta de preços, e valeu por três meses. Recomenda-se atenção redobrada na verificação da conformidade da gasolina, através dos testes obrigatórios, antes da autorização de descarga do produto nos tanques.
 
Gasolina C: impacto nos preços
A partir do dia 1º de maio, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico – CIDE – volta à sua tributação normal, após ter sido reduzida pelo Governo nos últimos três meses. A quantidade de etanol anidro no litro da gasolina também volta aos antigos patamares, de 25%. Com isso, os preços da aquisição da gasolina pelos revendedores junto às suas distribuidoras poderão sofrer um pequeno impacto, resultante da influência desses dois parâmetros na planilha de preços relativa à gasolina. O valor desse impacto dependerá da cotação final do preço de fechamento do anidro na semana.
 
SP: Operação De Olho na Bomba arranca equipamento de dois postos
Sete bombas de combustível de dois postos da Zona Leste da capital foram arrancados das ilhas por fiscais da Secretaria de Fazenda do Estado. Dois postos cujas inscrições estaduais foram cassadas há 12 meses, continuavam funcionando irregularmente. Os fiscais já haviam  lacrado bombas outras vezes, mas os fechos foram rompidos. A saída foi a retirada das bombas de abastecimento do local, que seguiram para o depósito público. A secretaria já percorreu os 8.500 postos em funcionamento em SP. Em cinco anos da Operação foram realizadas 11.114 ações de fiscalização, 763 postos foram cassados por venda de combustível adulterado e outros 276 por não renovação da inscrição estadual.
 
SP: Cidade Limpa de olho nos postos de gasolina
Regras mais rígidas para veiculação de peças publicitárias estão sendo criadas pela comissão responsável pela Lei Cidade Limpa na cidade. Cartazes, faixas e banners com promoções e divulgações dos serviços dentro de área dos postos estão proibidos. O único comercial permitido são os preços dos combustíveis, já obrigatórios. Totens, faixas e quaisquer outros motivos estão vetados. A comissão justifica a medida com a alegação de que os postos, apesar de possuírem testeira, também têm área externa livre. Segundo a prefeitura, aquele espaço configura área de publicidade exterior, e, portanto, proibido. Apesar de ter sido tomada nesta semana, a decisão poderá começar a valer apenas no próximo mês, quando o texto final na regra for deliberado.

MT: Justiça condena posto
O posto Z+Z terá que indenizar em 100 salários-mínimos, por danos patrimoniais e morais  coletivos, aos consumidores do estabelecimento. O valor será recolhido para um fundo gerido  por conselhos federal e estadual. A decisão é inédita naquele estado. Com base na ação, consumidores que se considerarem lesados pelos danos causados em decorrência da aquisição do produto adulterado poderão acionar a Justiça. A decisão resulta de Ação Civil Coletiva de autoria do MPE. Não cabe mais recurso.
 
Etanol turbinado da Shell
Trata-se do etanol V-Power, desenvolvido em terras britânicas pela petrolífera anglo-holandesa, para ser usado em bicombustíveis exclusivamente no Brasil. O combustível, criado após dois anos de pesquisas no laboratório da Royal Dutch Shell e no Instituto Mauá  de Tecnologia/SP, protege o motor, incrementa a potência e reduz resíduos nas válvulas e bicos injetores. Assim como a gasolina V-Power, que custa, em média, 6% mais que o combustível comum, o etanol turbinado também deverá ser mais caro. O etanol aditivado vai entrar pela Grande SP. A partir de agosto se estenderá para todo o estado, mais o RJ e a BA, que respondem por 70% das vendas de etanol da Shell no País.
 
Selo do Inmetro é obrigatório nos catalisadores

Catalisadores destinados ao mercado de reposição, aplicação em veículos leves a gasolina ou etanol só podem ser fabricados ou importados com o selo de avaliação da conformidade do  Inmetro. A obrigatoriedade visa preservar o meio ambiente, além de combater o comércio de peças falsificadas ou de baixa qualidade. Os ensaios devem ser feitos apenas em laboratórios acreditados pelo Inmetro. Varejistas e atacadistas terão mais um ano de prazo para vender os estoques remanescentes.  

  

 
Petróleo deve ficar em média de US$81,06 em 2010
 Pesquisa da Reuters com 30 analistas mostrou consenso de alta do preço do petróleo no  mercado dos EUA pelo 12o mês consecutivo. Doze meses atrás, a previsão para este ano era de US$ 65,95/barril em 2010. Em março, a estimativa para o fim do ano era de US$ 78,91. O crescimento na China superou as expectativas, com as empresas petrolíferas ampliando os seus estoques no equivalente a 50 dias de importações.
 
Petrolíferas investigadas por conluio
 As principais petrolíferas do planeta estão sendo investigadas pelo Cade norte-americano para descobrir denúncia de conluio para coibir reajustes de salários.  A investigação envolve mais de 10 petrolíferas, entre as quais a Exxon Mobil, a Royal Dutch Shell, a British  Petroleum e a Chevron. A investigação começou em 1997, a partir de processo impetrado na Justiça por ex-funcionária da Exxon e 13 outras petrolíferas. O processo alegava que as petrolíferas compartilhavam habitualmente informações altamente detalhadas sobre o salário da diretoria e da equipe técnica e administrativa, para deixar os salários num nível artificialmente baixo.
 
As oito armadilhas na hora de abrir uma franquia
 Delegar a outra pessoa a administração de sua franquia; ter pressa ao analisar o contrato e   deixar d e submetê-lo a um especialista; deixar de conversar com atuais e ex-franqueados da rede; optar por uma empresa não associada à ABF; deixar de avaliar os números fornecidos pela franqueadora; firmar acordos verbais; tentar alterar os padrões da rede sem consultar a franqueadora; participar de apenas um processo de seleção.

– A Crise Grega veio de Onde?

A Grécia está em pé-de-guerra! Nada de espartanos contra Atenas, mas sim de um povo contra seu governo. O país está praticamente falido, e as autoridades anunciam uma série de medidas no pacote econômico que chega em breve: aumento de impostos, corte de investimentos e aumento da idade de aposentadoria de 61 para 67 anos. Ainda, conseguiu um empréstimo de US$ 120 bi do FMI.

O que não dá para entender e ninguém consegue explicar é o seguinte: Como a crise começou?

A população está protestando nas ruas. Mas só um detalhe: lembra que o país realizou recentemente uma Olimpíada? É desde lá que vem a crise…

– Projeto de Lei visando redução de IPVA

Os carros bicombustíveis poderão pagar o IPVA com alíquota menor. Hoje esses carros são cobrados como se fossem a gasolina; agora, com a lei entrando em vigor (se aprovada) poderão ser cobrados com a mesma do álcool.

No Estado se São Paulo, os carros a Gasolina pagam 4%, Bicombustíveis 4% e Álcool 3% (em referência ao valor do veículo). Em Tocantins, a alíquota única é de 2%.

Extraído de: http://www.dgabc.com.br/News/5806792/ipva-pode-ficar-mais-barato-para-carro-flex.aspx

IPVA DE CARRO FLEX PODE TER DESCONTO

Um projeto em discussão na Assembleia Legislativa de São Paulo pode tornar mais barato o pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) para os carros flex ou bicombustíveis. Atualmente, a alíquota cobrada desses veículos é de 4% — mesmo percentual dos automóveis a gasolina —, mas caso o texto seja aprovado, haverá uma redução para 3%, igual à imposta aos carros a álcool.

Segundo o autor da proposta, o deputado estadual Waldir Agnello (PTB), o intuito é aliviar o peso da carga tributária de quem opta por um carro menos poluidor. “A principal vantagem do projeto é a questão da economia para o consumidor. O proprietário de um carro flex vai pagar um imposto menor e isso servirá também como incentivo para a compra desse tipo de veículo, que reduz os malefícios ao meio ambiente”, justifica.

Para exemplificar, o proprietário de um veículo Fiat Uno Mille Economy Flex (carro popular com o custo mais baixo do mercado), pagou neste ano o equivalente a R$ 802 de IPVA, considerando uma alíquota de 4% sobre o valor venal de 2009, que era de R$ 20.050. Se o projeto for aprovado, esse mesmo motorista pagaria R$ 601,50 pelo imposto, uma diferença de R$ 200,50.

A proposta, entretanto, está na pauta de discussão do plenário e ainda precisa seguir uma série de trâmites burocráticos. Após cinco sessões na Assembleia, o texto passará por todas as comissões da Casa, como Finanças e Orçamento e Direito do Consumidor. Se for aprovado em todas, voltará ao plenário para ser votado pelos deputados.

“Acredito que, na semana que vem, o projeto já estará correndo nas comissões. Nessa instância, a tramitação gira em torno de 60 a 90 dias, e depois ele entra em uma fila de projetos a serem votados no plenário. Se for aprovado, seguirá para o governador, que pode sancionar ou vetar. Por fim, caso seja sancionado, o projeto entrará em vigor na data da publicação”, explica Agnello.

O deputado está otimista quanto à aprovação da proposta, uma vez que o Estado do Rio de Janeiro já reduziu de 4% para 3% a alíquota do imposto sobre veículos flex no início deste ano. “Acredito que será aprovado, principalmente pelo apelo do beneficio ambiental. O Executivo, evidentemente, terá que fazer as contas porque perderá um pouco de receita, mas o custo-benefício é muito grande”, acredita.

Mais desconto – Quem não recebeu multas de trânsito também poderá pagar menos IPVA. Um projeto do deputado estadual Rogério Nogueira (PDT) em discussão na Assembleia prevê desconto anual no imposto ao motorista que não tiver cometido infração no intervalo entre 1º de novembro e 31 de outubro do ano seguinte.

Os mais cautelosos poderão pagar 10% a menos caso não tenham recebido multa no último período anterior ao exercício de competência do tributo. O desconto pode chegar a 15% caso o motorista não tenha cometido infração nos dois últimos períodos anteriores ao ano de vigência do IPVA. O texto ainda está em tramitação nas comissões da Casa.

– Marcopolo se torna cada vez mais Transnacional

Num mundo globalizado, a importância de internacionalizar sua marca é condição necessária para a sobrevivência de grandes empresas. Assim, a Indústria de carrocerias de ônibus Marcopolo, de Caxias do Sul/RS, que há tempos vem se destacando na exportação de ônibus do Brasil e produzindo no exterior também, fecha um mega-contrato com a FIFA e fornecerá suas carrocerias para a Scania, Volvo e Mercedes durante a Copa da África/2010.

Extraído de: Revista do Ônibus

MARCOPOLO SERÁ O ÔNIBUS OFICIAL DA COPA 2010

CAXIAS DO SUL – Quem viajar à África do Sul para assistir à Copa do Mundo, de 11 de junho a 11 de julho próximos, poderá experimentar marcas brasileiras nos sistemas de transportes das nove cidades-sede do megaevento. Segundo reportagem do jornal O GLOBO deste domingo, a fabricante de carrocerias Marcopolo, por exemplo, se associou aos produtores de chassis Scania e Volvo, fornecendo 211 ônibus urbanos regulares e articulados para o transporte de passageiros em Johannesburgo, Porto Elizabeth e Cidade do Cabo.

Em outra parceria, desta vez com a alemã Mercedes-Benz (fabricante de chassis e vencedora da licitação feita pela Fifa), serão da brasileira Marcopolo as carrocerias dos 460 ônibus com prazos de entrega até maio para conduzir a chamada Família Fifa. Fazem parte as seleções dos 32 países classificados, dirigentes, árbitros, convidados, jornalistas e até empresas e pessoas que comprarem pacotes de camarotes nos dez estádios das nove cidades da Copa. Quando a seleção do técnico Dunga descer dos aviões, as viagens por ruas e estradas serão em ônibus com componentes do Brasil.A marca verde-amarela nas cidades da Copa vai além do fabricante de carrocerias. O sistema de transporte de passageiros adotado nas três licitações também nasceu no Brasil. O BRT (da sigla em inglês para Bus Rapid Transit) deu suas primeiras viagens em Curitiba, no fim da década de 80.

Por causa da Copa, Johannesburgo ganhou um sistema de BRT, de ônibus articulados e com paradas obrigatórias em estações construídas em bairros mais pobres, como Soweto, e o Centro, que não dispunham de transporte público organizado.

De olho nesse mercado desde 1994, a Marcopolo tem escritório comercial na África do Sul e abriu, em 2000, uma fábrica na região de Johannesburgo, com 630 funcionários – 27 brasileiros, dos quais cinco executivos. Em 2009, produziu 550 ônibus. No ano da Copa, a produção prevista é de 800 unidades.

– São 60% de componentes dos ônibus da Copa produzidos na África do Sul e 40% no Brasil – diz o diretor-executivo da Marcopolo, José Rubens de la Rosa.

Na África, o BRT começou a ser implantado em Lagos, na Nigéria, para onde a Ciferal (subsidiária da Marcopolo, com fábrica em Duque de Caxias) vendeu 400 carrocerias entre 2007 e 2008, com chassis Mercedes-Benz.

Com informações do Jornal O Globo

– Fundo Cristão Criado por Empresas. Cristãs ou Politicamente Corretas?

Na Europa, foi criado nesta semana um fundo de investimentos com cunho moral chamado de “Fundo Cristão”, supervisionado até mesmo pelo Vaticano.

Para participar, a empresa não deve produzir / investir em tabaco, pornografia, armas e jogatina, entre outras coisas. Participam a Shell, Vodafone e Nestlé entre outras.

Mas uma ressalva é importante: o fundo parece ser mais um fundo moral do que cristão. Afinal, produzir corretamente não é dever de todos? Se os recursos fossem destinados para a solidariedade, talvez o termo cristão caísse bem. Mas nessas condições, acho impróprio o uso. Ser cristão exacerba tais atos.

Extraído de: http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5gaj50GH_NkFN9pC2iRVTh1vre8aA

PRIMEIRO “FUNDO CRISTÃO” DA BOLSA COMEÇA A OPERAR NA EUROPA

Londres, 27 abr (EFE).- O primeiro índice de bolsa cristão da Europa, que responde à crescente demanda dos investidores por ações “éticas” por causa da crise financeira global, começou nesta segunda-feira sua caminhada.

Do chamado Índice Cristiano Europeu Stoxx fazem parte 533 empresas do Velho Continente que dizem obter suas receitas exclusivamente de fontes compatíveis com os “valores e princípios da religião cristã”, explica o jornal “Financial Times”.

Entre as companhias que integram o índice figuram as petrolíferas BP e Royal Dutch Shell, a farmacêutica GlaxoSmithKline, o multinacional do setor alimentício Nestlé, o banco HSBC e a Vodafone, do setor telefônico.

Apenas grupos que não lucram com pornografia, armas, tabaco, controle de natalidade e jogo podem fazer parte do índice.

Um comitê, no qual, segundo a Stoxx, está representado o Vaticano, coordena as ações, que saem do índice Stoxx Europa 600.

Alguns dos maiores fundos de investimentos do mundo, como Aviva Investors, AXA Investment Managers e Hendrson Global Investor, criaram nos últimos anos fundos éticos em resposta à demanda dos investidores.

Esse tipo de fundos tem objetivos similares aos dos “fundos cristãos” embora não discriminem as empresas que fazem negócios ligados ao controle de natalidade e estão mais centrados em evitar os investimentos em empresas que danificam o meio ambiente.

© EFE 2010. Está expresamente prohibida la redistribución y la redifusión de todo o parte de los contenidos de los servicios de Efe, sin previo y expreso consentimiento de la Agencia EFE S.A.

– Modificações no Mercado de Combustíveis em 1º de Maio

Amigos, o mercado de combustíveis passará por importantes modificações neste pós-feriado. Todos puderam acompanhar as altas do álcool (etanol) no começo do mês, e posterior, lenta e paulatina queda no preço do mesmo.

Entretanto, a partir de 1o. de maio, haverá a modificação no percentual de álcool anidro na composição da gasolina. A gasolina brasileira é composta hoje de 20% de anidro em sua fórmula (um outro tipo de álcool, que não é o etanol). A partir de sábado, deverá ter 25%.

Teoricamente, haverá mais atenção para a produção do anidro do que de etanol, fazendo a oferta do álcool que colocamos no tanque diminuir, levando a crer na possibilidade de aumento no preço do etanol. Em contrapartida, como a gasolina terá 5% de um produto mais barato na sua fórmula, tenderia a cair. Sim, tenderia, pois na mesma data haverá a cobrança de um percentual maior da Cide (imposto sobre a gasolina). Portanto, a real situação é de que a gasolina também deve ter uma pequena alta.

Aguardemos. Vamos torcer para que o mercado consiga estabilizar os preços através da concorrência, que, aliás, aqui na região de Jundiaí é feroz!

– Amostras Grátis nas Lojas: a Febre chega no Brasil

No Japão, lojas que dão amostras grátis de seus produtos se tornaram um modismo. E esse mesmo modismo está chegando no Brasil, com algumas redes abrindo suas filiais aqui.

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/67674_PODE+VIR+QUE+E+DE+GRACA?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

PODE VIR QUE É DE GRAÇA

por João Loes

Chegam ao Brasil as lojas de amostras grátis, de onde é possível levar, sem pagar, produtos de até R$ 100

Imagine entrar em uma loja com os últimos lançamentos de marcas consagradas de todos os setores, escolher o equivalente a R$ 500 em compras e sair sem pagar nada – nem ser preso por roubo. Isso será possível no mês que vem, com a inauguração da primeira loja de amostras grátis do País, na cidade de São Paulo. Nela, consumidores associados poderão escolher até cinco produtos para levar para casa, com a condição de que respondam a um questionário virtual de avaliação. E para se associar basta desembolsar uma anuidade simbólica que não passa dos R$ 15. Este modelo de negócios, batizado de tryvertising – uma fusão das palavras try (experimentar) e advertising (propaganda) –, desembarca no Brasil depois de quatro anos de sucesso no Japão, na Espanha e nos Estados Unidos. “Corri para me cadastrar”, conta a socióloga paulistana Cristiane Donini, 40 anos. “Como posso levar sem pagar, acho que vou me sentir mais livre para experimentar produtos que eu não levaria se tivesse que pagar.”

Dar diferentes opções de amostras grátis para o consumidor é a novidade dessas lojas. Embora sejam usadas pela indústria da propaganda, as amostras, de maneira geral, chegam ao comprador em potencial sem muito critério, como um sachê de xampu em uma revista, bebidas em um bar ou produtos em supermercados. O produto pode até acabar nas mãos de quem interessa, mas o risco de que a amostra seja esquecida ou descartada é enorme. No tryvertising um importante filtro entra em ação logo de início: o da escolha do comprador, pois ele quer o produto. “Com isso, a avaliação que recebemos é mais relevante”, explica João Pedro Borges Badue, publicitário e sócio da Sample Central!, uma rede internacional de lojas de amostras grátis que abre sua filial brasileira em junho, também em São Paulo. “Culturalmente, o brasileiro é curioso e aberto ao que é novo”, lembra Badue, que investiu R$ 4 milhões na empreitada com sócios como a agência Bullet e a empresa de pesquisas Ibope. No primeiro ano, eles esperam recuperar o investimento faturando R$ 7 milhões.

A pioneira no Brasil será o Clube Amostra Grátis, que abre as portas em 11 de maio num espaço de 400 m2. “Como não temos vínculos fortes com agências de publicidade, podemos aumentar a variedade de amostras grátis em nossas gôndolas”, diz Luis Gaetta, publicitário e fundador do clube. Ter uma carteira variada de clientes expondo é fundamental, pois parte do faturamento das lojas decorre da venda dos espaços nas gôndolas às empresas que querem exibir seus produtos. Somadas, as expectativas de cadastro de clientes no primeiro ano das duas lojas chega a 60 mil pessoas. Parece que dar opinião finalmente virou um negócio lucrativo para todos.

– Para que serve a Libertadores?

Conquistar a Taça Libertadores da América parece ter se tornado uma obsessão aos clubes brasileiros. Fico imaginando como os dirigentes de Botafogo e Santos dos anos 60, se ainda vivos, se remoem de remorso por não darem a atenção devida. O Independiente-ARG, grande detentor de títulos da competição nesse período, aproveitou-se desta época e faturou o caneco. Mas talvez viva só desse passado, pois no presente, sua realidade é outra. Não importa; assim como a Celeste Olímpica Uruguaia (30 e 50) está historicamente na frente da Inglaterra (66) em Copas do Mundo (mesmo sendo no começo da competição), os argentinos são mais vitoriosos do que quaisquer brasileiros. O que entra para a história é a conquista do título, e ponto final.

Mas vamos ao que interessa: o que os clubes buscam ao disputar a Libertadores? Dinheiro? Prestígio? O Título simplesmente?

Lendo hoje o Jornal Lance, numa bela matéria do jornalista Marcelo Damato (coluna De Prima, 23/04/2010, pg 14), me impressionei com os valores citados. Por exemplo: os prêmios acumulados pela conquista da Taça Libertadores totalizam US$ 5,39 milhões. Desconte os custos de viagens e hospedagens, anti-dopings, elenco e outras taxas, e do que sobrar, compare com o prêmio pago, por exemplo, pelo Campeonato Paulista: R$ 7,5 milhões. O Campeão carioca, R$ 6,3 mi e o Mineiro R$ 5 mi.

O prêmio continental está desvalorizado, não?

Compare com a Europa: a Champions League paga para um clube que seja eliminado na primeira fase (qualquer equipe cipriota, polaca, albanesa, eslovaca…) cerca de 8,7 milhões de euro. Mais que o campeão sulamericano! Na prática, a desclassificação do modestíssimo Hapel ainda assim traria mais receita do que uma conquista do Corinthians, Flamengo ou São Paulo.

Pensando cá com meus botões… O Brasileirão com 20 clubes é muito mais difícil de se competir do que a Libertadores com 32! Não imagino equipes como Deportivo Itália (VEN), Blooming (BOL) ou Juan Aurich (PER) conseguindo disputar competitivamente nem na nossa série B do Brasileiro. Como na segunda fase da competição sobra metade das equipes, aí sim começa a valer de fato! Mas se há questionamentos da viabilidade financeira da competição ou questionamentos sobre a qualidade técnica da equipe, por que se diz que ela é muito difícil de se disputar?

A resposta é direta: pelas condições e instalações dos estádios, pelo fanatismo de algumas equipes estrangeiras adversárias que impressionam as equipes brasileiras, o excesso de supervalorização da competição, o estilo de arbitragem da escola sulamericana porção espanhola, e, por fim, pelos esquemas táticos pragmáticos. Esqueça a eficiência, busca-se apenas a eficácia. Trocando em miúdos, ninguém vai jogar o futebol-bailarino um dia propagado por um certo treinador quando assumiu a seleção, mas sim o futebol-brucutú, feio, botinudo e de resultado.

Talvez o ímpeto de possuir a Taça Libertadores seja meramente o da conquista de título e internacionalização da marca, o acesso a um status que aí sim pode trazer resultados financeiros mais concretos: a busca do Mundial de Clubes, agora regido pela FIFA e muito mais organizado e valorizado que outrora, justamente pela chancela da entidade. Embora, cá entre nós, o nível técnico só pode ser considerado quando se chega na fase final, quando se joga a decisão entre Sulamericanos X Europeus (como de praxe, as outras equipes só estão pelo caráter universalista de uma competição dita ‘mundial’).

Por curiosidade e por pertencer a nossa seara:

– um árbitro que apite Boca Juniors X Corinthians numa Libertadores receberá 800 dólares.

– um árbitro que apite Bayern X Lion pela Champions League receberá 8.000 euro.

O futebol daqui pode fazer frente ao de lá dentro de campo, mas no bolso…

– Toyota Corolla proibido de ser vendido em MG

Em Minas Gerais, a Justiça proibiu a venda do carro modelo Corolla da japonesa Toyota. Acredite: a causa é o… tapete!!!

Entenda o caso: (extraido de: http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201004220043_RED_78911537&idtel=)

PROIBIÇÃO DA VENDA DO TOYOTA COROLLA EM MG COMEÇA NESTA QUINTA

O Ministério Público de Minas Gerais, por meio do Procon, proibiu a venda do carro Toyota Corolla depois de alguns veículos terem apresentado problemas de aceleração contínua, colocando em risco a vida de pessoas, segundo avaliação do MP. A decisão administrativa, tomada pelo promotor de Justiça de Defesa do Consumidor, Amauri Artimos da Matta, entra em vigor a partir desta quinta-feira (22) em todo o Estado mineiro.

Foram relatados nove casos de veículos que apresentaram o defeito. Segundo o fabricante, o problema é causado pela falta de fixação do tapete. No entanto, essa informação não é dada ao consumidor no momento da compra, nem está visível no interior do veículo, conforme o promotor. Ela consta apenas no manual de instruções do carro, o que não atende a exigências do Código de Defesa do Consumidor, segundo o MP.

A venda do modelo só será liberada quando o fabricante adotar medidas que impeçam a troca do tapete original de fábrica e após ter efetuado a troca dos tapetes dos veículos em circulação.

– Juan Valdez: a Starbucks Latina

A rede de cafés colombiana Juan Valdez, conhecida por imitar a norte-americana Starbucks, parece caminhar com pernas próprias. Após seu início de imitação, a rede ganhou vida própria e se tornou a maior cafeteria da América Latina. Olha que interessante:

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0950/mundo/starbucks-moda-latina-492830.html

STARBUCKS À MODA LATINA

A Juan Valdez nasceu como uma imitação da rede americana, mas só cresceu quando decidiu assumir suas raízes colombianas. Hoje, é tida como uma das mais badaladas multinacionais dos países emergentes.

POR FELIPE CARNEIRO

Em 2006, cerca de 300 000 colombianos se inscreveram para participar de uma espécie de reality show, cujo objetivo era escolher quem daria vida a Juan Valdez. O personagem, um cafeicultor de fartos bigodes, sempre acompanhado por uma mula, é a marca da maior rede de cafeterias da Colômbia, um negócio comandado por uma cooperativa de 560 000 produtores de café. O vencedor do concurso foi o fazendeiro Carlos Castañeda que, desde então, viaja pelo mundo trabalhando como uma espécie de garoto-propaganda do processo de globalização da rede. Graças a uma fórmula que mistura o serviço rápido e o ambiente confortável das cafeterias modernas com um sabor latino, a Juan Valdez se transformou na rede de cafeterias que mais cresce no mundo. Desde 2004, a empresa multiplicou mais de dez vezes a receita, investindo na inauguração de lojas no exterior. Hoje, tem 162 pontos de venda — 20% do total da rede — espalhados por cinco países, entre eles, Chile, Estados Unidos e Espanha. Um dos próximos alvos na estratégia de expansão internacional é o Brasil. “Estamos recebendo sondagens de possíveis parceiros para iniciar operações no país em 2010, com exportação de café e a abertura de lojas”, afirmou a EXAME Catalina Crane, principal executiva da Juan Valdez.

A rede surgiu em 2002 para ser uma espécie de clone da americana Starbucks, a maior cadeia de cafeterias do mundo. Os colombianos copiavam desde os copos de isopor até o ambiente de sala de estar criado por Howard Schultz. A Juan Valdez, no entanto, só começou a deslanchar dois anos depois, na medida em que foi abandonando o modelo importado para investir no marketing do sabor latino e na promoção do café colombiano. Ironicamente, hoje é a Starbucks que enfrenta uma crise de identidade. A empresa comandada por Schultz tropeçou na própria megalomania e se perdeu em meio ao crescimento acelerado e vem tendo alguns dos piores resultados de sua história. O balanço do último trimestre foi comemorado pelos acionistas — as perdas nas vendas foram de apenas 6,6%. Nos últimos meses, a Starbucks fechou mais de 900 lojas e demitiu cerca de 7 000 funcionários.

A prioridade dos executivos à frente da Juan Valdez é fazer com que a rede de cafeterias adquira musculatura suficiente para se aproximar do porte da Starbucks. A distância entre os dois negócios é abissal. Enquanto a Starbucks faturou em 2008 mais de 10 bilhões de dólares, a receita da Juan Valdez foi de modestos 37 milhões de dólares no mesmo período. O avanço recente dos colombianos, no entanto, tem feito vários especialistas nesse setor apontar a Juan Valdez como uma das multinacionais latinas com maior chance de crescimento daqui para a frente. Numa pesquisa realizada recentemente pela consultoria Wolff Olins para o jornal britânico Financial Times, a Juan Valdez foi apontada como uma das cinco marcas de mercados emergentes com potencial para se tornar global. “A grande ironia é que a Starbucks preparou o terreno para o crescimento da Juan Valdez”, afirma Andrew Hetzel, dono da Cafemakers, consultoria americana de mercado de café. “A Starbucks pegou um consumidor analfabeto em matéria de café e fez escola. Agora, as pessoas estão mais exigentes e a Juan Valdez aproveitou a oportunidade para vender seu produto de qualidade superior.”

As plantações colombianas de café se concentram na região da cordilheira dos Andes, que oferece uma série de vantagens naturais ao cultivo, entre elas altitude elevada, solo vulcânico e sol e chuva em abundância. Desde a década de 60 os agricultores da Federação Nacional dos Cafeicultores Colombianos, os donos da Juan Valdez, investem em melhorias dos processos — da colheita à torrefação — para obter uma bebida com um sabor superior. O resultado é que, atualmente, cerca de 40% da produção do país é de café gourmet (no Brasil, a proporção fica em 5%). A rede de cafeterias foi criada para levar diretamente ao consumidor o resultado desse esforço, sem passar por intermediários.

– VW contra Toyota: a Briga pela Liderança

A japonesa Toyota, depois de 80 anos, passou a ter a dianteira mundial na venda de veículos, superando a americana GM. Mas seu reinado parece ameaçado pelos ambiciosos planos da alemã Volkswagen: a empresa, através de suas diversas marcas, quer ser a número 1 do mundo, principalmente devido aos investimentos na China e no Brasil.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/volkswagen-anuncia-plano-elevar-vendas-10-mi-530716.html

VOLKSWAGEN ANUNCIA PLANOS PARA ELEVAR VENDAS EM 10 MI

Frankfurt – A Volkswagen planeja tirar da Toyota Motor o título de maior montadora do mundo e anunciou um ambicioso plano de expansão para aumentar as vendas anuais de veículos para 8 milhões no médio prazo e para mais de 10 milhões até 2018. Maior montadora da Europa em vendas, a Volkswagen possui as marcas de automóveis VW e Audi, a luxuosa marca de carros esportivos Bugatti e a marca de caminhões pesados Scania, entre suas nove marcas. Em 2009, a Volks vendeu 6,3 milhões de veículos, comparado com 7,8 milhões vendidos pela Toyota.

A Volkswagen tem como meta de margem de lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) para o negócio automotivo no médio prazo “de pelo menos 5%, excluindo a planejada integração com a Porsche Automobil Holding em 2011. Sua margem Ebitda nos primeiros nove meses de 2009 estava em 2%.

O anúncio de novas metas de rentabilidade, junto com um agressivo plano de expansão, ocorre em um momento em que a Toyota, sofre os efeitos negativos de um gigantesco recall e uma abrangente suspensão nas vendas e produção. Alguns estudiosos da indústria avaliam que o quesito qualidade era um dos fatores relacionados ao rápido crescimento da Toyota nos últimos anos.

A companhia japonesa, que ganhou participação de mercado nos EUA às custas das montadoras de Detroit nos últimos anos, tinham reputação de confiabilidade e alta qualidade de seus veículos. Contudo, recentemente, um defeito no pedal do acelerador forçou a companhia a anunciar o recall de 8,1 milhões de veículos.

A meta da Volkswagen para a margem de Ebitda em 2018 é de 8%. O plano de investimento de capital em suas operações automotivas será de ao redor de 6% no longo prazo. A meta da Volks de retorno sobre investimento em suas operações automotivas são de mais de 16% em 2018.

O executivo-chefe da Volkswagen, Martin Winterkorn, e o executivo-chefe financeiro, Hans Dieter Poetsch, devem dar mais detalhes sobre as metas de crescimento da companhia em uma conferência com investidores marcada para esta quarta-feira em Londres.

A Volkswagen conseguiu enfrentar melhor os problemas da indústria no ano passado em comparação com suas concorrentes, em parte, por causa da suar maior presença na China e forte operação no Brasil. Além disso, as vendas domésticas na Alemanha foram reforçadas pelos incentivos do governo para troca dos veículos velhos em 2009. As informações são da Dow Jones.

– Desnecessidades do Sutiã Infantil

Por falta de tempo, não comentei: e o sutiã para crianças de até 7 anos com enchimento, criticado pelo forte apelo erótico? A rede Primark, uma cadeia de lojas de departamentos que inventou o produto, foi extremametne criticada pelo artigo e o retirou das prateleiras.

As vendas foram um fracasso, a moral contestada, mas a divulgação do nome e a publicidade gratuita da empresa foram espetaculares!

Estratégia bem planejada ou acaso?

– Fé e Dinheiro, Polícia e Bandido, Crença e Respeito X Desrespeito

Fernando de Barros e Silva, da Folha de São Paulo, relatou ontem (citações abaixo) o depoimento de um bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, onde ele orienta seus colegas sobre táticas de aumentar a arrecadação nas coletas, além de propôr acordos entre criminosos. Algumas falas foram assustadoras: “nosso problema não é bandido, nosso problema é a polícia”.

Reproduzo a impressionante matéria, extraída de: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/4/14/fe-sem-lei

FÉ SEM LEI

É claro que impressiona a maneira ao mesmo tempo vulgar e estudada com que o bispo Romualdo Panceiro orienta seus pastores a arrecadar o dízimo em época de crise. Mas suas dicas “bíblicas” de como arrancar dinheiro dos fiéis não chegam a surpreender quem já conhece os métodos da Igreja Universal. Muita gente de boa-fé pode ter razões para se escandalizar, mas até aqui estamos no terreno das transações lícitas.
As coisas mudam de figura e têm outra gravidade quando assistimos, na Folha Online, ao segundo vídeo que acompanha a reportagem de Rubens Valente, na Folha de ontem. Nessa fita, o mesmo bispo Panceiro dá uma palestra a um grupo de pastores reunidos numa sala. A certa altura, desliga o gravador e diz: “O nosso problema não é bandido. O nosso problema é a polícia“.
Panceiro explica então por que razões acreditava que o assalto na véspera a um carro-forte que carregava R$ 52 mil arrecadados num culto havia sido realizado por policiais. E vai além: orienta os pastores para que procurem os “chefes” dos bandidos das comunidades onde atuam a fim de criar com eles uma relação de ajuda mútua:
A gente é companheiro ou não é? Fala assim!”. “Já falei para vocês fazerem (isso). O bispo quer que isso seja feito em todo o Brasil, como nós fizemos aqui”. O “bispo”, como é fácil presumir, é Edir Macedo, o líder da Universal, o dono da Rede Record, hoje um dos homens mais ricos e poderosos do país. E Romualdo, que fala em seu nome, é apontado pelo próprio Macedo como seu sucessor dentro da igreja.
O que choca, portanto, não é mais o proselitismo agressivo e tosco com fins mercantis. É a sugestão de uma teia de cumplicidades entre a cúpula da Igreja Universal e o crime organizado. Além, é claro, da “denúncia” involuntária de que a polícia jogou como bandido.
Pragmatismo sem peias, mistura entre business e fé, aliaa entre igreja e criminosos, agentes do Estado agindo fora da lei. Parece que estamos mesmo no novo Brasil.

Abaixo, vário vídeos reproduzidos no ideocast da Folha sobre as falas e orientações. Para assisti-los, CLIQUE AQUI

– 2014 com 4 anos de Antecedência

Muitas empresas estão se preparando para ações de marketing para a Copa do Mundo no Brasil em 2014. Algumas já antecipam ações para 2010, como um “laboratório” de negócios, como a Coca-Cola, Ambev e o McDonald´s. Não só as fazem para preparação, mas para evitar gafes. Assim, compartilho algumas interessantes estratégias e promoções:

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0965/negocios/eles-2014-ja-comecou-544204.html

PARA ELES, 2014 JÁ COMEÇOU

por Lucas Amorim

Nas últimas semanas, os alunos da escola Diep Sloot Combined, na periferia de Johannesburgo, maior cidade da África do Sul, vêm encarando uma dupla jornada de “trabalho”. Quando não estão em aula, passam o dia percorrendo ruas de terra batida em diversos bairros para coletar latinhas e garrafas PET para reciclagem. A mesma rotina se repete em outras 199 escolas públicas do país, que a partir de junho vai sediar a Copa do Mundo de futebol, o maior evento esportivo do planeta em audiência – na última edição, em 2006, 2,8 bilhões de pessoas assistiram a pelo menos um jogo. A motivação da garotada, ao contrário do que geralmente acontece em regiões empobrecidas, não é econômica. É esportiva. Eles participam de uma promoção criada pela Coca-Cola que vai distribuir 20 000 ingressos para as partidas às escolas mais bem colocadas nesse inédito concurso nacional de reaproveitamento de embalagens. O andamento da promoção vem sendo acompanhado de perto não apenas pelos sul-africanos mas também por um grupo de seis executivos da subsidiária brasileira da Coca-Cola, responsáveis por áreas que vão do marketing às finanças. Na última quinzena de março, eles estiveram em Johannesburgo para visitar estádios, bares e restaurantes e conversar com os organizadores da promoção. Outra equipe já tem viagem marcada para o período da Copa. “A África do Sul está servindo como um grande laboratório para a Coca-Cola no Brasil”, diz Luciana Feres, diretora de marketing da unidade brasileira da empresa. “Estamos avaliando uma série de ideias que podem funcionar por aqui em 2014.” Embora a Copa no Brasil só comece oficialmente daqui a quatro anos, a empresa já designou Michel Davidovich, atual diretorgeral da Matte Leão, para dirigir uma equipe que deve chegar a 200 pessoas dedicadas a trabalhar com o torneio.

Em eventos de tamanha importância como a Copa do Mundo, é natural – e até esperado – que as empresas patrocinadoras se preparem com certa antecedência para o espetáculo. Qualquer deslize diante do público pode rapidamente se converter num desastre – ou, no mínimo, em desperdício de dinheiro. A própria Coca-Cola já viveu uma situação parecida. Na Copa de 1994, a cervejaria Kaiser (na época uma empresa da Coca) era uma das patrocinadoras da TV Globo, que transmitia o campeonato. Mas foi sua maior concorrente, a Brahma, que mais apareceu ao lotar os estádios com suas torcidas uniformizadas e bancar jogadores que comemoravam seus gols levantando o indicador da mão direita (o sinal de “número 1”, mote de sua campanha publicitária na época). É justamente para evitar tropeços que os patrocinadores estão correndo para aprender com a experiência sulafricana – trata-se da primeira vez na história que duas Copas consecutivas serão realizadas em países emergentes.

Nessa busca por ideias matadoras, algumas empresas têm apontado caminhos originais – algo cada vez mais raro no pasteurizado universo do marketing esportivo. Para mexer com a paixão dos torcedores, a cervejaria ABIn-Bev decidiu testar na África do Sul a Copa do Mundo da Cerveja, um campeonato de futebol amador que reúne equipes formadas por consumidores de diversos países. Cada uma delas será representada por uma das 60 marcas que compõem o conglomerado: Brahma para a “seleção brasileira”, Quilmes para a argentina, Budweiser para a americana, e assim por diante. As finais acontecerão em estádios sul-africanos, paralelamente ao torneio oficial (as eliminatórias no Brasil começam em maio). “Essa é uma das iniciativas que têm tudo para arrebentar por aqui”, diz Marcel Marcondes, diretor de marketing da Brahma. “Em geral, a Copa dobra as vendas de nossos produtos no mês dos jogos, mas queremos que 2014 comece a se refletir em nosso balanço em 11 de julho deste ano, dia da final sul-africana.”

ALÉM DE EXPOR SUAS MARCAS dentro dos estádios, algumas empresas planejam aparecer em eventos paralelos à Copa. É o caso da Sony. Logo após o encerramento do torneio na Alemanha em 2006, a companhia japonesa desbancou a Philips como a próxima patrocinadora oficial dos Fan Fests, festivais de rua que reúnem milhares de torcedores. Em 2010, a Sony pretende transformar o evento em uma enorme vitrine para promover a tecnologia de transmissão em 3D, hoje a maior novidade do mercado de eletrônicos. Além de fornecer os telões, a empresa estuda transmitir os jogos pelo celular. “O Fan Fest é uma das principais atrações da Copa”, diz Lucio Pereira, gerente de marketing da Sony. “Queremos que o Brasil conte com um número recorde deles. É por isso que estamos começando a trabalhar agora.” A julgar pela envergadura adquirida pelo evento, dá para ter uma ideia do porquê de tamanha expectativa. Estão previstos Fan Fests em nove cidades da África do Sul e outros sete espalhados pelo mundo. Juntos, eles devem reunir um público de aproximadamente 25 milhões de pessoas.

O mergulho nas oportunidades da África do Sul tem servido também para dar lições importantes aos executivos das empresas patrocinadoras. A principal delas diz respeito ao cronograma das ações de marketing – se não for cumprido à risca, pode colocar a perder um orçamento milionário. A unidade sul-africana da bandeira de cartões Visa, por exemplo, fez um enorme esforço para instalar cabos de fibra óptica e terminais de atendimento em 17 000 pontos no país, algo considerado vital para um evento que costuma atrair mais de 500 000 turistas. Mas acabou deixando para a última hora a implantação de um sistema que permite ao torcedor utilizar o cartão de crédito diretamente nas catracas dos estádios, ponto central de sua estratégia de comunicação. “Para evitar que isso aconteça por aqui, já estamos conversando com os responsáveis pela construção dos estádios”, diz Luis Cássio de Oliveira, diretor de marketing da Visa no Brasil. Na operação brasileira da rede de fast food McDonald’s, o senso de urgência também já foi instalado. Depois de enviar três executivos de marketing à África do Sul em dezembro, a empresa percebeu que é preciso construir lojas perto dos estádios e dos hotéis com grande concentração de turistas – e, como isso leva tempo, o melhor é começar a busca por terrenos em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro imediatamente. Para o pessoal de empresas como McDonald’s, Visa e Coca-Cola, a largada para a Copa de 2014 definitivamente já foi dada.

Laboratório de luxo

Algumas ideias que serão testadas durante a Copa do Mundo na África do Sul – e que poderão ser replicadas no Brasil em 2014

COCA-COLA

A unidade da empresa em Johannesburgo organizou um campeonato nacional de reciclagem de latinhas e garrafas com 200 escolas públicas de todo o país. As vencedoras serão premiadas com 20 000 ingressos para assistir aos 64 jogos do mundial de futebol. A ideia é envolver a população mais carente no campeonato

AMBEV

Paralelamente ao evento oficial, será organizada a Copa do Mundo da Cerveja. Trata-se de um campeonato de futebol amador, reunindo equipes dos principais países onde a empresa está presente. Os jogos acontecerão dentro de estádios sulafricanos no mesmo período da Copa

MCDONALD’s

A maior rede de fast food do mundo vai aproveitar a Copa para ampliar sua presença nos países emergentes. Para isso, tem prospectado pontos próximos a estádios e hotéis para a abertura de novas lojas – inclusive no Brasil. Além disso, está em estudo a realização de um reality show para escolher as garotas que vão dançar nos intervalos dos jogos

CISCO

Na África do Sul, a Cisco vai fornecer tecnologia à prefeitura das cidadessede. A polícia sul-africana, por exemplo, vai usar dez minicaminhões equipados com telas de monitoramento ligadas em tempo real às delegacias. A empresa já está conversando com autoridades brasileiras para trazer as unidades móveis ao Brasil em 2014

Fonte: empresas

– Lojas Cem resolve aparecer após fusão entre as Grandes Concorrentes

No marketing, há um dito de que a galinha tem o ovo mais vendido justamente porque cacareja mais do que as outras aves ao botar.

Agora, a rede de eletrodomésticos “Lojas Cem” resolveu cacarejar sabiamente. Afinal, após as fusões entre Ponto Frio + Casa Bahia (1o. Lugar no mercado) e Insinuante + Ricardo Eletro (2o. lugar), a empresa ficou com a quarta posição, atrás do Magazine Luiza (3o. lugar)

Extraído de http://veja.abril.com.br/140410/holofote.shtml

EU TAMBÉM SOU GRANDE, PESSOAL!

A rede paulista Lojas Cem, especializada na venda de eletrodomésticos, sempre manteve em sigilo seus resultados financeiros. No mês passado, dois de seus principais concorrentes, Ricardo Eletro e Insinuante, uniram-se e anunciaram com estardalhaço ter alcançado o segundo lugar no ranking do varejo de bens duráveis. José Domingos Alves, sócio e o principal executivo das Lojas Cem, decidiu que era hora de abrir os números, para não desaparecer na paisagem. Sua rede ocupa o quarto lugar no mercado brasileiro, com 181 lojas e faturamento de 1,6 bilhão de reais por ano. A margem da sua operação é de 4,9% – mais que o dobro da média do mercado – e lhe garantiu 79 milhões de reais de lucro em 2009. O segredo das Lojas Cem? Alves compra todas as mercadorias à vista, e ele próprio financia seus clientes, com o velho carnê, sem intermediação bancária.

– JundiaíShopping é destaque em ‘Exame’

Jundiaí contará com 2 novos shoppings, isso já é sabido: o luxuoso Iguatemi, do grupo Jereissati na região da Malota, e o não tão menos luxuoso JundiíShopping, do grupo Multiplan (donos do MorumbiShopping, JardimSul – todos com o nome emendado, grafados assim mesmo) na região da Bela Vista.

Mas algo interessante: hoje, dia 10 de abril, o destaque do Portal da Revista de Negócios Exame é a permissão da construção do JundiaíShopping. É a quinta matéria mais lida no site! E o ‘diferente’ é que a notícia tem 3 meses… No mínimo, curioso!

A foto abaixo,  e o link da matéria, caso queira acessar, mais abaixo ainda:

Está aqui a matéria: http://portalexame.abril.com.br/negocios/multiplan-obtem-licenca-construir-shopping-jundiai-527355.html

– Motorola Sharp Contra Sony Ericsson

A japonesa Sony, anos atrás, se uniu a sueca Ericsson para buscar a liderança na área de telefonia móvel. Agora, Motorola e Sharp mostram que fizeram um bom benchmarking: em breve uma nova empresa nipo-americana na área de celulares:

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI95094-15259,00-A+REACAO+DA+MICROSOFT.html

A REAÇÃO DA MOTOROLA

Há mais de dois anos, a Microsoft engole a seco o sucesso do iPhone. Lançado pela arqui-inimiga Apple nos Estados Unidos, em junho de 2007, o celular inteligente não apenas revolucionou a maneira como os usuários interagem com seus aparelhos, mas também deu a Steve Jobs uma de suas frentes de negócio mais lucrativas. Nesse meio tempo, a Microsoft não conseguiu que o Windows Mobile, seu sistema operacional para celulares, ameaçasse rivais como o Symbian (da Nokia) e o BlackBerry (da RIM).

Também acompanhou o Google, outro indigesto concorrente, anunciar planos ambiciosos para o sistema operacional Android, que já equipa modelos de fabricantes como Motorola e Samsung. Na semana passada, os rumores de uma reação, que já vinham do início do ano, tornaram-se mais concretos. O site americano Gizmodo publicou imagens do que seriam dois Microsoft Phones. Chamados de Turtle e Pure, eles deverão, segundo o Gizmodo, ser anunciados oficialmente em janeiro do ano que vem, durante a Customer Electronics Show, principal feira de eletrônicos do mundo.

Sharp e Microsoft estampariam suas marcas juntas
nos aparelhos, como ocorre com a Sony Ericsson

Os dois aparelhos foram apresentados com estilos muito parecidos. A diferença entre eles é o teclado deslizante, na horizontal no Pure e na vertical no Turtle. Projetos desse tipo fariam parte do Pink, codinome do sistema operacional que une as funções do Windows Mobile com as do software do Zune, tocador de música da Microsoft. Aparentemente, Sharp e Microsoft estampariam suas marcas juntas nos aparelhos, como já fazem a Sony e a Ericsson. A Sharp já responde pela produção do Sidekick, um smartphone lançado em 2004 pela Danger (fabricante de celular comprada pela Microsoft em 2007). O aparelho trazia programas para troca de mensagens instantâneas e permitia acesso a redes sociais.

O Turtle e o Pure, diz o Gizmodo, são desenvolvidos nos moldes do Sidekick, para rodar programas hospedados na internet, como e-mail, agenda e até jogos on-line. Nos planos da Microsoft, estaria ainda a criação da Zune Store, uma loja virtual de programas para celulares nos moldes da App Store e da iTunes Store, que distribuem programinhas para o iPhone e o iPod touch, da Apple. Mas dificilmente esses anúncios ocorrerão em caráter oficial antes de 2010. A Microsoft ainda tenta contornar os diversos atrasos no lançamento de uma nova versão de seu sistema para celulares, que permitirá recursos de tela sensível ao toque, o Windows Mobile 6.5. Segundo o Gizmodo, os smartphones Microsoft-Sharp usarão a versão 7.0 do sistema.

Um segundo rumor surgiu nesta semana envolvendo a Microsoft: o suposto lançamento de um tablet (um computador plano), chamado Courier. A notícia também foi dada pelo Gizmodo, que diz ter obtido informações da equipe de desenvolvimento do produto. Ele foi apresentado com duas telas de 7 polegadas, sensíveis ao toque, com webcam integrada, GPS e conexão wi-fi. Seria mais uma iniciativa da Microsoft, que vive principalmente da venda de software, no mercado de eletrônicos de consumo.

A Microsoft não faz comentários sobre os rumores. Numa recente entrevista, Robbie Bach, presidente da unidade de entretenimento e dispositivos, deu pistas de que poderemos ter um grande lançamento da empresa em breve. “Se você afirmar para mim que o Windows Mobile não avançou como nós gostaríamos, eu diria a você que se trata de uma afirmação verdadeira”, disse Bach. “Vocês verão isso mudar.”

– Falta de Etanol e Preço Alto

Muitos são os boatos, mas ninguém consegue explicar: o Álcool Combustível (Etanol) simplesmente sumiu da praça. Em Jundiaí, nesta quarta-feira, faltou álcool em alguns postos. Em Campinas, desde a semana passada já vem ocorrendo esse problema. Motivo? Ninguém sabe! E olha que estamos na safra… Ao invés do preço subir e o produto faltar, é justamente o contrário que deveria acontecer.

Atenção: em breve, a gasolina voltará a ser a opção mais econômica!

Extraído de: http://eptv.globo.com/noticias/noticias_interna.aspx?293770

FALTA ÁLCOOL NA REGIÃO DE CAMPINAS E O PREÇO SUBIU

Está faltando álcool combustível nos postos de venda da região de Campinas (…). Já em Valinhos, a EPTV encontrou um posto em que o combustível havia acabado nesta manhã. Duas entregas deixaram de serem feitas. O resultado é o prejuízo para o comerciante.Com o preço do litro do combustível caindo desde o fim de janeiro, o álcool se tornou a melhor opção para quem tem carro bicombustível. “Eu fui a dois postos em Valinhos e não consegui. Agora vou ter que colocar gasolina”, disse o motorista Américo Montedori.

Mas não é só a falta do álcool que tem tirado o sossego dos motoristas. Em uma rede de cinco postos em Campinas, a redução de entrega do produto também foi registrada. Com isso, o preço do litro subiu R$ 0.10.

Para o presidente do Sindicato dos Postos de Gasolina de Campinas e Região, Flávio Campos, é preciso uma política de estoque do produto. “Todo ano é isso, ou sobe ou falta “, disse Campos.

Com o início da safra da cana-de-açúcar o esperado era que os preços caíssem.

A assessoria de imprensa da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única) informou que desconhece qualquer problema de abastecimento de Etanol na região de Campinas. A Única aponta que o problema aconteceu porque as distribuidoras, principalmente em feriados prolongados, não se programam para repassar o combustível aos postos. O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras disse que não foi comunicado oficialmente sobre a falta de álcool no mercado e por isso não comentará o caso.

– Ética e Comprometimento Versus Passionalidade

O episódio ocorrido dias atrás entre um executivo da empresa Locaweb e sua paixão futebolística serve de exemplo para muitos outros setores. Vamos lá:

A Locaweb, no último clássico Corinthians X São Paulo, patrocinou as mangas do time do Morumbi. O jogo marcou a vitória por 4×3 para a equipe do Parque São Jorge. Alex Glikas, diretor da empresa Locaweb e corinthiano, gozou os sãopaulinos atavés do Twitter. A empresa, descontente com a ação do seu funcionário, demitiu-o alegando “incompatibilidade com a filosofia corporativa da empresa”.

De certo modo, a empresa mostrou coerência: patrocino uma agremiação para divulgar minha marca e na derrota meu próprio diretor ironiza o perdedor ao qual me associei? É claro que um executivo precisa ter cuidado para não cometer uma gafe como essa. Até onde o “amor clubístico” extrapola o profissionalismo?

Inocente brincadeira mal interpretada, vacilo corporativo ou fanatismo à flor da pele?

É comum nos meios corporativos essas saias justas. Funcionários da Ambev tomando guaraná Kuat? Publicamente, esqueça. Executivos da Volkswagem andando com carros da Fiat? Nem pensar.

Lembrei-me de um filme recente, baseado numa história real, cujo nome era (salvo engano) “É permitido fumar”, onde um executivo da indústria do fumo se via num dilema em desincentivar o uso do cigarro devido ao seu filho (o qual não queria que fosse fumante) e manter seu emprego.

Quantos e quantos casos não acontecem por aí e a grande mídia nem fica sabendo. Sobre esse epísódio Locaweb, você pode acessa a matéria e o ‘twitter da discórdia’ em: LOCAWEB E SCCP x SPFC

– Das Tiras nos Pés às Calçadas Hollywoodianas

Um Case de Sucesso: a Consolidação das Havaianas como grife internacional. Abaixo, matéria publicada pela Veja com as citações no link:

Extraído de: http://veja.abril.com.br/240310/chinelos-foram-comeco-p-102.shtml

OS CHINELOS FORAM SÓ O COMEÇO

por Gabriella Sandoval

Depois de transformar suas modestas Havaianas em moda no mundo todo, a Alpargatas lança-se a uma nova empreitada: repetir o sucesso comercial do chinelo de dedo com os tênis Havaianas. O resultado, como se vê na página ao lado, é interessante. Bem coloridos, os tênis mantêm na sola e na palmilha a mesma borracha dos chinelos. No mês passado, a empresa enviou à Europa (e só para lá, por enquanto) os pares de estreia da sua linha de calçados fechados que inclui os tênis, batizada de Soul Collection. Além dos modelos de cano baixo e alto, há uma sapatilha e o bom e velho (e de gosto duvidoso) sapato de lona – na nova versão, com borracha no lugar da palmilha de corda. A iniciativa tem um viés sazonal. “Os tênis visam aos europeus, que, por motivos climáticos, só podem usar as sandálias durante quatro meses no ano”, diz Carla Schmitzberger, diretora de negócios da unidade de sandálias da marca. Os modelos, à venda em magazines luxuosos como Harrods e Selfridges, em Londres, e Galerias Lafayette, em Paris, custam entre 28 e 55 euros (em torno de 68 a 133 reais). Os novos tênis e sapatos Havaianas estarão disponíveis no Brasil a partir de maio, com preços entre 50 e 75 reais. Eles serão vendidos na loja-conceito da marca em São Paulo até o fim do ano, quando a distribuição se estenderá às 82 franquias do país. No ano que vem, devem chegar aos Estados Unidos.

Com o lançamento dos sapatos fechados no exterior, a Havaianas caminha para se consolidar como grife internacional. Sua lista de produtos inclui, além dos chinelos de borracha, bolsas de lona, toalhas de algodão e meias. Essas últimas foram feitas para países gélidos, como Ucrânia e Canadá. Todos os itens da marca Havaianas são produzidos no Brasil. As sandálias são fabricadas em Campina Grande, na Paraíba, e respondem por 80% do mercado de chinelos de borracha no país. Elas representam ainda metade do faturamento de 2,4 bilhões de reais do grupo, que conta também com as marcas Topper, Mizuno, Rainha, Dupé e Timberland. Em 1999, quando as exportações em massa tiveram início, apenas 1,3% das sandálias seguia para outros países. No ano passado, 13% dos 190 milhões de pares que deixaram a fábrica tiveram como destino o mercado externo. Os chinelos de borracha estão presentes em oitenta países – os principais compradores são Austrália, Filipinas, Argentina, Estados Unidos, França, Itália e Espanha.

Há nove anos a Alpargatas começou a arquitetar sua estratégia para vender as sandálias no mercado internacional. Depois de enfrentar uma crise no fim da década de 80, a empresa decidiu ampliar a linha, que por 32 anos se ancorou em um único modelo, aquele da palmilha branca com solado e tiras da mesma cor (quem viveu aquele período provavelmente lembra que era comum os surfistas inverterem o solado para ter o chinelo de uma cor só). A Alpargatas também aumentou o número de pontos de venda e partiu para um marketing agressivo – era preciso mostrar ao mundo o produto de um país reconhecido por sua moda praia, mas com poucas referências em qualidade e inovação. Em 2003, cada um dos indicados ao Oscar recebeu um par dos chinelos com cristais Swarovski. Um ano antes, a marca conseguiu incluir seus chinelos no desfile da coleção verão do estilista Jean Paul Gaultier. Desde 2007, a Alpargatas tem escritórios em Nova York e Madri, que concentram as operações e a distribuição dos produtos pelos continentes. “A partir dos anos 90, a Havaianas deixou o ciclo vicioso que privilegiava alto volume, baixo custo e pouco investimento. Desde então, ela não para de se reinventar”, diz Carla Schmitzberger. Reinventar significa, no jargão empresarial, criar artifícios para manter uma marca vigorosa. Até aqui, ela tem conseguido.

As Havaianas são um dos raros casos de produto nacional que ostenta a sua própria marca no exterior – não vendem apenas a matéria-prima ou o artigo que receberá a etiqueta de outra marca. Além disso, conseguiram fazer do “Made in Brazil” um sinônimo de qualidade. No caso das sandálias, associa-se o produto ao clima tropical e ao estereótipo dos brasileiros sempre divertidos e descontraídos. “Qualquer país poderia fazer um chinelo de borracha parecido, mas a marca conseguiu ser reconhecida como original”, diz Alberto Serrentino, sócio da GS&MD – Gouvêa de Souza, uma das maiores empresas de consultoria em varejo e consumo do país. Nos últimos anos, nos Estados Unidos e na Europa, as sandálias ultrapassaram os limites da areia. Duas reportagens do The New York Times questionaram a conveniência de usá-las em ambientes de trabalho, hábito adotado por muitos americanos no verão. O melhor marketing é quando elas aparecem em pés famosos, como os das atrizes Lindsay Lohan e Megan Fox. Vieram, como era de esperar, as edições limitadíssimas. A joalheria H. Stern chegou a criar três pares com penas de ouro e diamantes. O preço: 52 000 reais.

– Latas “Made in Usa”

Estamos consumindo cada vez mais cerveja! Em termos, claro…

Compartilho esta nota da Revista Veja desta semana, da coluna Radar de Lauro Jardim: A Ambev está importando latinhas de alumínio, devido a falta no mercado interno. Um navio lotado chegou em Santos, com latas de Skol vazias, para suprir a necessidade.

Falta lata de alumínio pelo uso delas ou pelo consumo de cervejas (ou de refrigerantes, sucos…)?

– Google, Negócios, Censura & China

Anos atrás, todos aguardavam ansiosos a chegada do Google na China. Como país ditador, algumas restrições foram impostas: a busca de termos como “democracia” ou “direitos humanos” era censurada. E, para fazer negócios, o Google aceitou (esqueça responsabilidade social: negócios, para muitas empresas, são simplesmente negócios).

Agora o Google muda sua base de busca da China para Hong Kong, a fim de evitar censura. Mas é por não concordar com o controle da liberdade de expressão e da ditadura chinesa, ou pelo fato dos hackers oficiais do governo estarem censurando novos termos?

Na China, o Google continuará com serviços que não implicam em busca de termos que possam fazer apologia à liberdade, como o Google Maps, por exemplo.

Extraído de: http://pt.euronews.net/2010/03/23/google-muda-motor-de-busca-da-china-para-hong-kong/

GOOGLE MUDA MOTOR DE BUSCA DA CHINA PARA HONG KONG

A partir de agora as buscas feitas no site da Google China, “google.cn”, passam a ser redireccionadas para o motor de busca de Hong Kong, “google.hk”.

O motor de busca mais popular do mundo provocou a ira dos chineses, aproveitando-se do facto de Hong Kong beneficiar do estatuto de Região Administrativa Especial, não estando sujeito às restrições aplicadas no resto da República Popular.

A medida legal vai permitir aos internautas chineses aceder a páginas até agora “seladas”, como o Facebook, Twitter, YouTube, entre outras.

Um blogger explica como poderia ter sido resolvido este conflito:

“Você pode pedir a qualquer companhia, chinesa ou estrangeira para cumprir a leis nacionais.
Mas as companhias não adivinham o conteúdo dessas leis, que devem ser clarificadas e mais específicas. Se o governo chinês especificar o que é censurado na internet, então penso que é mais fácil para as companhias cumprirem a lei. Por exemplo, porque não podemos falar sobre Hu Jintao na internet, devemos saber que o seu nome juntamente com outros conteúdos é proibido”.

O conflito entre a Google e Pequim intensificou-se em Janeiro, quando a empresa anunciou que deixaria de censurar os resultados das buscas na versão em mandarim.

A decisão foi tomada após vários ciberataques da China a contas do Gmail, pertencentes a vários activistas chineses dos direitos humanos.

– Marketing de Emboscada da Oi sobre a Vivo

A operadora de telefonia Vivo é uma das patrocinadoras oficias da Seleção Brasileira. Em treinos, entrevistas, banners e em diversos locais, a empresa pode expor sua marca. Só não pode entrar em campo.

Entretanto, sua concorrente Oi assinou uma cota de patrocínio global com a FIFA para a Copa do Mundo. Assim, poderá expor sua marca dentro de campo. É o chamado marketing de emboscada.

Não se conseguiu bancar a seleção, busca-se o evento como um todo! Haja dinheiro…

– As Novas Apostas da Indústria Cervejeira

Sou extremamente moderado quanto a bebidas alcoólicas. Bebo muito pouco, mas quando o faço, procuro ser um pouco exigente.

Assim, compartilho essa matéria interessante sobre a chegada de cervejas com alto teor alcoólico, outras nobres e até, vejam só, envelhecidas! É a nova aposta do setor para incrementar as vendas.

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/56892_NEM+PARECE+CERVEJA

NEM PARECE CERVEJA

por Verônica Mambrini

Amargas ou hiperalcoólicas, as extremas chegam para desafi ar o paladar tradicional

Beba com moderação é um aviso sério para os apreciadores das cervejas extremas. Para começar, pelo teor de álcool delas. Enquanto uma cerveja pilsen comum tem por volta de 5% de gradação alcoólica, as extremas, como são conhecidas, começam em 10% e chegam a 40%. “Elas podem ser muito alcoólicas, lupuladas ou maltadas. Alguma característica nelas é extrema”, diz Eduardo Passarelli, dono do bar Melograno, em São Paulo, que está trazendo para o Brasil a Samuel Adams Utopias, uma das mais caras e fortes do mundo, com gradação alcoólica de 25%. Importada dos Estados Unidos, cada dose sai por R$ 75. “O que lembra uma cerveja comum é o sabor do malte”, diz Passarelli. A novidade tem sido bem recebida aqui. “O brasileiro começa a apreciar cervejas mais elaboradas”, diz Cassio Piccolo, dono do Frangó, em São Paulo, pioneiro no segmento de cervejas diferenciadas. As extremas surgiram há cerca de dez anos entre as microcervejarias artesanais nos Estados Unidos, inspiradas na variedade de ingredientes e sabores das cervejas belgas, que usam açúcares, frutas e especiarias para aumentar a densidade e complexidade da bebida.

São feitas em pequena escala e têm pouco gás, porque ele não resiste bem a essa proporção de álcool. Como a ideia é criar produtos surpreendentes e fora do comum, as cervejarias que as produzem costumam trazer novidades inusitadas. A cada ano, os produtores artesanais criam e aperfeiçoam receitas, elaborando cervejas mais fortes e complexas, muitas com até dez vezes mais lúpulo do que as versões industriais. A detentora atual do recorde de mais forte é a recém-lançada Sink The Bismarck, da cervejaria escocesa BrewDog, com estonteantes 41% de gradação alcoólica, semelhante a destilados como vodca e cachaça. A segunda mais forte é a alemã Schorschbock 40, lançada também este ano, com 40% de álcool por volume. Como é impossível obter essa proporção de álcool apenas por fermentação, a rigor essas bebidas não podem ser consideradas cervejas, segundo a mestre cervejeira Cilene Saorin. “São bebidas licorosas à base de cerveja, para final de refeição, como um licor ou um conhaque”, diz.

– 1 Litro por 900 ML: um Golpe Nefasto nos Postos de Combustíveis

Consumidores, atenção: um novo golpe tem crescido no setor de combustíveis. Se não bastasse o cuidado com a adulteração da qualidade do etanol e da gasolina, agora há a crescente adulteração de bombas. Abaixo, apenas um relato de muitos que estão aparecendo!

Extraído do Estadão.com (clique acima para citação)

POLÍCIA LACRA BOMBAS DE DOIS POSTOS IRREGULARES EM SP

A Polícia Civil e o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) lacrou nesta segunda-feira, 15, as bombas de dois postos de combustíveis com irregularidades na capital paulista.

Um dos locais vistoriados fica na Avenida Santa Catarina, no Jabaquara, zona sul da cidade. O estabelecimento vendia produtos vencidos – como óleo de motor. O responsável pelo posto foi ouvido e liberado em seguida.

O segundo posto lacrado está localizado na Rua Conselheiro Moreira de Barros, em Santana, na zona norte. As bombas de combustíveis estavam adulteradas e, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a cada 20 litros de combustível liberados, a bomba segurava 140 mililitros. O gerente do estabelecimento foi preso em flagrante.

Oito equipes da Polícia Civil e oito do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem) realizaram na manhã desta segunda uma operação para medir o volume de combustível que sai das bombas no momento do abastecimento.

A operação foi realizada em 20 postos de diversas regiões da capital paulista e contou com apoio da Divisão de Investigações sobre Infrações contra o Consumidor do Departamento de polícia de Proteção à cidadania.

– Universidade Corporativa da AmBev

Mais uma organização brasileira tem trabalhado nos moldes das grandes empresas americanas: a AmBev criará a sua Universidade Corporativa, a fim de moldar a condunta dos seus executivos.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/blogs/por-dentro-das-empresas/2010/03/18/ambev-tera-sede-para-sua-universidade/

AMBEV TERÁ SEDE PARA SUA UNIVERSIDADE

por Cristiane Correa

Ainda este ano, a AmBev vai inaugurar uma sede para sua Universidade. O local escolhido foi a cidade de Jacareí, no interior paulista. O projeto prevê a construção de um edifício com três auditórios e seis salas de treinamento e foi inspirado no lendário centro de treinamento da GE, Crotonville (veja aqui matéria que fiz sobre Crotronville, onde são treinados 9000 executivos da GE todos os anos).
Neste ano a AmBev vai investir 20 milhões de reais no treinamento de seus funcionários — 25% mais que o valor desembolsado ano passado.

– A B2W Ampliando sua Liderança no Mercado

A B2W é a empresa formada pela fusão entre Americanas.com e Submarino, os dois maiores vendedores da Internet (inclua Shoptime, o terceiro maior vendedor, integrante da empresa). Apesar da liderança nos negócios on-line, a empresa quer agora conquistar consumidores que têm por hábito a compra em lojas físicas, além de um novo ramo a ser explorado: o mercado de ingressos de cinema.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/b2w-quer-aumentar-participacao-varejo-2010-539883.html

B2W QUER AUMENTAR A PARTICIPAÇÃO NO VAREJO

A B2W, empresa resultante da fusão entre Americanas.com e Submarino, vai priorizar a otimização de suas operações este ano, com o objetivo de aumentar sua participação no varejo total.

No demonstrativo de resultados do quarto trimestre e do ano de 2009, divulgado nesta sexta-feira, a companhia afirma que vai operar a partir de dois centros de distribuição distintos em 2010, com estoques integrados entre si e atendendo suas três marcas –Americanas.com, Submarino e Shoptime.

Com isso, a B2W planeja “minimizar os riscos da operação, além de possibilitar a otimização dos estoques e contribuir para melhoria do capital de giro”.

No quarto trimestre de 2009, a empresa teve um lucro líquido de 14,1 milhões de reais, crescimento de 386 por cento sobre o mesmo período em 2008 (2,9 milhões de reais). Já no acumulado do ano passado, os ganhos da companhia recuaram 23 por cento, para 47,6 milhões de reais.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou 174 milhões de reais no trimestre encerrado em dezembro, volume 49 por cento maior na comparação anual. A margem Ebitda sobre a receita líquida ficou em 15,2 por cento.

Em 2009, o Ebitda foi de 488,7 milhões, alta de 20 por cento, com margem de 12,9 por cento.

No último trimestre do ano passado, a B2W. apurou uma receita líquida 31 por cento maior, de 1,145 bilhão de reais. Em todo o ano, a receita cresceu 22 por cento, para 3,793 bilhões.

“Para 2010, a expectativa é que o patamar de crescimento de venda da B2W seja superior ao apresentado em 2009”, afirma a empresa.

Além da otimização das operações, a B2W informou que vai iniciar este ano a expansão da venda de ingressos online para a rede Cinemark no país, após realizar um projeto piloto na Cidade do México.

“Iniciamos também a prospecção de novos países na América Latina para replicar o modelo de negócio e continuar a expansão internacional do serviço de venda de ingressos online”, acrescenta a companhia.

– Etanol retoma à Normalidade

Enfim, o Etanol voltou a ser competitivo. A queda do preço do açúcar no mercado internacional, a proximidade da safra maior, além do “boicote” de alguns clientes, proporcionaram que os preços se realinhassem.

Extraído de: http://economia.estadao.com.br/noticias/etanol-ja-esta-mais-competitivo-que-gasolina-no-interior-de-sp,not_8117.htm

ETANOL JÁ É MAIS COMPETITIVO NO INTERIOR DE SP.

por Eduardo Mogossi

Os preços do etanol nos postos de combustíveis da cidade de São Paulo já estão tão competitivos quanto os da gasolina. Nas últimas seis semanas, os preços pagos na usina para os produtores já estavam em queda mas este recuo não foi repassado para os postos até este final de semana.

Desde o final da semana passada, as distribuidoras começaram a repassar a queda ao produtor para o preço na bomba de combustível. Neste período, as cotações ao produtor recuaram 22% e os preços nos postos apenas cerca de 2%, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) e da Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

No interior paulista, o etanol já está ligeiramente mais competitivo que a gasolina nos postos de combustíveis. Em cidades como Ribeirão Preto, Campinas e Limeira, enquanto a gasolina segue em média entre R$ 2,50 e R$ 2,60 por litro, o etanol é cobrado entre R$ 1,50 e R$ 1,60, o que torna o hidratado mais competitivo que o combustível fóssil.

Na capital paulista, os preços da gasolina estão em torno de R$ 2,40 e R$ 2,35 por litro e os do etanol são praticados entre R$ 1,65 e R$ 1,70 por litro, o que torna indiferente para o bolso do consumidor utilizar etanol ou gasolina no tanque dos carros flex.

Segundo o vice-presidente executivo do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Lubrificantes e Combustíveis (Sindicom), Alísio Vaz, os produtores estão colocando no mercado seus estoques a preços mais baixos em um momento em que as distribuidoras também estão apresentando estoques um pouco maiores, fruto da recente queda na demanda do etanol hidratado, que perdeu competitividade para a gasolina.

Vaz afirma, contudo, que não sabe quanto tempo esta maior oferta de etanol vai durar e se os preços se manterão em queda. “A queda foi muito rápida e me parece pontual”, disse. Porém, ele afirma que “a luz no fim do túnel” começa no final do mês, quanto a safra de cana do Centro-Sul terá início e a oferta de etanol terá um fluxo contínuo.

– Devassa na Mira do Conar

A bem sucedida propaganda de Paris Hilton à Devassa, cerveja do grupo Schincariol, tem provocado polêmica pela “sensualidade”, segundo o Conar.

Informações do Portal Exame: http://portalexame.abril.com.br/blogs/primeiro-lugar/2010/02/24/devassa-na-mira-do-conar/

DEVASSA NA MIRA DO CONAR

por Marcelo Onaga

O  Conar, Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária, abriu dois processos éticos para analisar a campanha de lançamento da cerveja Devassa Bem Loura, da Schincariol. O motivo seria uma possível violação às restrições impostas pelo Conar no Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária de 2008. O código estabelece que “eventuais apelos à sensualidade não constituirão o principal conteúdo da mensagem; modelos publicitários jamais serão tratados como objeto sexual.”

Um dos processos, que analisa a campanha como um todo, foi aberto depois de denúncia de consumidor que se sentiu atingido pelo que considerou desrespeito moral ao expor mulheres de maneira excessivamente sensual.

O outro foi aberto diretamente pelo Conar diz respeito à campanha na internet. Na avaliação inicial do conselho, a ação incentivava o consumo da cerveja, o que também é proibido pelo código.

Ambos processos estão em fase de análise e, por enquanto, não há nenhum pedido de liminar para retirar a campanha do ar.

A Schincariol informa que não foi notificada.

– Banco do Brasil registra o maior Lucro da História!

O BB divulgou seu lucro: mais de R$ 10 bilhões, o maior de todos os tempos na história do Brasil.

Para ler a notícia por inteira, compartilho a coluna de Guilherme Barros, economista e colunista do IG. Para isso, Clique AQUI.

– Perdendo Mercado, mas Ganhando Dinheiro

A Revista Exame desta semana traz uma curiosa matéria sobre a revolução na administração da cervejaria americana Budweiser. Após a compra da empresa pela Inbev, a Anheuser-Busch, ícone dos americanos, sofreu um choque cultural de gestão: demissões, fim de patrocínios e subsídios, corte de presentes e brindes, aquisição e venda de outras marcas, além de perda de 12% do mercado.

Tudo isso fez com que a antipatia e protesto pelos americanos contra os brasileiros que administram a empresa aumentasse. Por fim, tais ações fazem com que a AnInbev (nome do Conglomerado) tenha lucro! As ações dispararam, em contrapartida das vendas.

Veja como tem funcionado:

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0962/gestao/gestao-americana-feita-brasileiros-533945.html?page=1

GESTÃO AMERICANA, FEITA POR BRASILEIROS

Pouco mais de um ano após comprar a cervejaria Anheuser-Busch, um ícone dos Estados Unidos, os brasileiros da InBev deixam claro qual o caminho escolhido para ganhar dinheiro: uma crença em metas, austeridade e meritocracia que choca os próprios americanos

Por Tiago Lethbriddge, de St. Louis

Embora tenha sido berço do blues, do escritor T.S. Eliot e da casquinha de sorvete, a cidade americana de St. Louis cultivou com prazer a fama de capital nacional da cerveja. Foi aqui, às margens do Mississippi, que nasceu um dos maiores ícones americanos, a Budweiser, produzida desde 1876 pela Anheuser-Busch. Nesses anos, empresa e cidade desenvolveram uma simbiose rara. O clã Busch, que comandou a cervejaria por seis gerações, funcionava como uma espécie de patriarcado local, doando dezenas de milhões de dólares à caridade e financiando eventos artísticos. Jovens sonhavam em trabalhar na “cervejaria”, como a Anheuser-Busch é chamada na cidade. Os salários eram acima da média e a companhia mimava os funcionários com caixas de cerveja grátis, ingressos para jogos de beisebol no Busch Stadium e entradas para os parques temáticos Busch Gardens (o nome da família, como se vê, está por todo lado). St. Louis devolvia com fidelidade: quase sete em cada dez garrafas de cerveja consumidas na cidade saíam da fábrica da Anheuser-Busch, número muito superior à média americana, de 50%. Beber Budweiser era questão de orgulho municipal, dada a enorme rivalidade entre St. Louis e Milwaukee, onde nasceu a Miller. Essa história, porém, terminou em 18 de novembro de 2008, quando a empresa mais querida de St. Louis foi comprada pelo grupo belgo-brasileiro InBev. Desde então, a cidade vem tendo de se habituar a uma nova realidade – St. Louis não é mais a capital de coisa alguma. Para piorar as coisas, a aristocrática e generosa família Busch foi substituída por um pequeno grupo de executivos brasileiros que vestem calças jeans surradas, não dão a mínima para tradições centenárias e estão virando a maior cervejaria dos Estados Unidos do avesso. Os próprios funcionários trataram de resumir a dolorosa transformação: o endereço da sede da empresa, em 1 Busch Place, tem um novo apelido entre eles – 1 Brito Place.

O BRITO EM QUESTÃO É O CARIOCA Carlos Brito, presidente mundial da ABInBev. Ele comanda aquela que é a maior cervejaria do mundo, nascida após a aquisição da Anheuser-Busch pela InBev. Apesar de ter sede na Bélgica, a ABInBev é, em seu DNA, uma empresa brasileira. Nove dos 13 executivos de sua cúpula fizeram carreira na AmBev, braço brasileiro da cervejaria – o carioca Luiz Fernando Edmond, ex-presidente da AmBev, foi despachado para St. Louis para comandar pessoalmente a incorporação da Anheuser- Busch. Hoje, esses brasileiros têm aquela que é a mais difícil missão de sua carreira: fazer a maior aquisição da história do setor dar certo. A compra da Anheuser-Busch era um sonho antigo dos controladores da AmBev, os investidores Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, que atualmente dividem o comando da ABInBev com um grupo de famílias belgas. Mas o negócio acabou sendo concluído na pior hora possível, em meio ao pânico do fim de 2008. Para fechar a compra, a InBev teve de pagar caro e se endividar perigosamente – foram 45 bilhões de dólares em empréstimos para concluir a aquisição de 52 bilhões de dólares. Além disso, a maior recessão do pós-guerra fez o mercado americano de cerveja encolher.

Os resultados, no entanto, mostram que Brito, Edmond e seus comandados estavam à altura da tarefa. No dia 4 de março, a empresa divulga os resultados de seu primeiro ano inteiro à frente da AB. Segundo analistas ouvidos por EXAME, a empresa deve anunciar que Brito e Edmond cortaram mais de 1 bilhão de dólares em custos na AB no ano passado – mais que o prometido no dia da aquisição. Ao mesmo tempo, a empresa pagou parte da dívida ao levantar cerca de 9 bilhões de dólares com a venda dos parques Busch Gardens e de cervejarias na Europa e na Ásia. De novo, é mais do que o prometido. Esse desempenho pode ser explicado pelo tamanho da recompensa que espera os brasileiros caso consigam fazer a compra da Anheuser- Busch dar certo. Os acionistas da AB InBev ofereceram um senhor incentivo para que os executivos diminuam o endividamento da empresa a níveis considerados normais: um pacote de 28,4 milhões de opções de ações para os 40 executivos da cúpula. Eles têm até 2013 para atingir as metas. Em caso de fracasso, não ganham um dólar sequer. Já em caso de sucesso, a coisa muda bastante de figura. Segundo os cálculos da empresa de análise Stifel Nicolaus, os 40 funcionários racharão entre eles cerca de 1 bilhão de dólares caso o valor de mercado da ABInBev se mantenha no mesmo patamar atual. Como esse prêmio será pago em ações, porém, o valor pode se multiplicar. Caso a ação dobre de valor nos próximos anos (algo tido como plausível por analistas), o pacote ultrapassa os 2 bilhões de dólares. Só Brito, nesse cenário otimista, levaria opções avaliadas em mais de 200 milhões de dólares. Se o invejoso leitor já começou a torcer contra, eis uma má notícia: “Mantido o ritmo atual, eles podem atingir as metas no fim do ano que vem, dois anos antes do limite”, diz Trevor Stirling, analista da Sanford Bernstein.

Para os executivos brasileiros, cortar cabeças e custos após aquisições já é uma tradição, iniciada quando a Brahma comprou a Antarctica, em 1999. Em seguida vieram a Quilmes, na Argentina, a Labatt, no Canadá, e a Interbrew, na Bélgica. Em cada um desses casos, a receita foi a mesma: uma mistura de obsessão pela eficiência com remuneração atrelada ao desempenho. Esses são os pilares do modelo nascido na Brahma, que foi se espalhando como gene dominante após cada fusão ou aquisição, sempre melhorando resultados no caminho. Nunca, porém, isso aconteceu na escala e, sobretudo, na velocidade com que os brasileiros da ABInBev estão transformando a maior cervejaria dos Estados Unidos. Até novembro de 2008, a Anheuser-Busch era uma espécie de anti-AmBev. A empresa tinha seis aviões e dois helicópteros para transportar seus funcionários (a frota era conhecida como Air Bud). Enquanto Brito faz o trajeto de sua casa, em Connecticut, até o escritório, em Nova York, de trem, o chefão August Busch III costumava ir para o trabalho de helicóptero. Os executivos tinham escritórios luxuosos. Até mesmo os funcionários dos parques Busch Gardens ganhavam duas caixas de cerveja por mês. Enquanto a turma se esbaldava com sua Bud grátis, a Anheuser-Busch ficava cada vez menos eficiente. Sua margem operacional, por exemplo, era menos da metade da obtida pela AmBev. “Eu não preciso de cerveja grátis”, disse Brito em 2008, num resumo involuntário do abismo que separava as duas empresas. “Posso comprar minha própria cerveja.” 

ENTRE AS PRINCIPAIS RAZÕES para o fracasso de aquisições, o chamado “choque de culturas” é um dos suspeitos de sempre. Esse choque causa paralisia, e as consequências são lentidão nos resultados e decepção para os acionistas da empresa compradora. Quando a união entre InBev e AB foi anunciada, os analistas logo vaticinaram – vem choque de culturas por aí. Mas não foi o que aconteceu. Houve, digamos, um massacre cultural. Brito e Edmond adotaram a maquiavélica máxima segundo a qual é melhor fazer o mal de uma só vez. Semanas após a conclusão do negócio, 1 400 funcionários foram demitidos e 480 dos 1 200 BlackBerry da empresa foram tomados de volta. Num belo dia, os executivos chegaram a 1 Busch Place e perceberam que os luxuosos escritórios da cúpula estavam sendo demolidos a marretadas. “Parecia que tinham jogado uma bomba no 9o andar”, diz um alto executivo da Anheuser-Busch. “Era mogno para todo lado.” Foram instalados mesões comunitários para a diretoria, as secretárias passaram a ser divididas e os móveis foram leiloados. A Air Bud foi colocada à venda, e os funcionários passaram a voar na classe econômica. Para deixar claro que os tempos eram outros, listas com os executivos que mais gastavam em viagens ou com gorjetas começaram a circular pela empresa, numa espécie de eleição de “funcionário do mês” ao contrário. No futuro, a estrutura de remuneração mudará. Os salários serão fixados num nível abaixo da média do mercado, e a parte variável será maior que a média. Benefícios como seguro de vida para aposentados já estão sendo cortados. Já os 230 cavalos clydesdale, símbolos da Anheuser-Busch e mantidos pela cervejaria, ainda não foram afetados pelas mudanças.

A chegada dos novos donos foi recebida com sensações contraditórias entre os executivos da AB. Ao mesmo tempo que eles lutaram contra a oferta hostil da InBev, não havia muita esperança de que as coisas fossem melhorar sob o comando dos Busch – como eles tinham um bom punhado de ações da empresa, a aquisição poderia ser um bom negócio. “Nós podíamos ter comprado a AmBev dez anos atrás”, diz um ex-diretor da empresa. “Mas ficamos parados, e o resultado foi esse.” O desgosto era tão grande que até mesmo o banco Goldman Sachs, contratado pela AB para assessorar a defesa à oferta da InBev, apelidou os Busch de Crazy (o “Louco” August Busch III, que não sabia o que queria) e Lazy (o “Preguiçoso”, seu filho August Busch IV, que pouco fez para evitar a venda). Ao mesmo tempo que o desapreço pelos Busch crescia, Brito impressionava em sua atuação no teatro de máscaras característico de tentativas de aquisição hostil. Numa entrevista ao jornal St. Louis Post Dispatch, Brito avisou que os executivos da AB não deveriam ter medo. “Nós os amamos, respeitamos e gostamos do que eles fizeram com a empresa e com a marca”, disse Brito. Finalmente, alguns traços da cultura AmBev fascinavam a cúpula da Anheuser-Busch. Funcionários acostumados a caprichar no visual foram informados de que a calça jeans seria o uniforme dali em diante. Um novo chefe cheio de amor para dar; ir ao trabalho de calça jeans. Não parecia mal. A alegria durou algumas semanas. Logo, 14 dos 17 executivos da cúpula da Anheuser-Busch perderam o emprego. 

St. Louis Blues, uma das músicas mais famosas da história americana, conta a história de uma deprimida senhora que perdeu seu amante para uma dondoca com anéis de diamante. A música foi escrita há 96 anos, mas capta bem o espírito que baixou na cidade na era pós-venda da Anheuser-Busch. Dentro da empresa, claro, o clima é de tensão após um ano de mudanças tão dramáticas. “Ninguém sabe quem será o próximo demitido”, disse a EXAME um funcionário com três décadas de AB. Reina entre eles a certeza de que a sede da empresa acabará sendo transferida para Nova York, tirando ainda mais empregos de St. Louis. Mas, a rigor, as mudanças na Anheuser-Busch mexeram com a cidade inteira. As páginas de comentários do blog especializado em cerveja Lager Heads, do St. Louis Post Dispatch, tornaram-se o melhor termômetro para medir a popularidade dos novos donos da Anheuser-Busch. Lá, funcionários, ex-funcionários e cidadãos comuns se dedicam a jogar pedras nos executivos brasileiros. Brito, também conhecido entre eles como “Carlos Burrito”, é o alvo principal. Entre os comentaristas estão NOTOBRITO, In- Bevhater e BoycottBud. Para eles, os novos donos da Anheuser-Busch são “brazilian banditos” (assim mesmo, em espanhol) e “administradores do Terceiro Mundo”. “Os novos donos não têm o menor respeito pelas tradições da Anheuser-Busch, e sua ganância é um tapa na cara do trabalhador americano”, afirmou a EXAME, por e-mail, um funcionário que deixou a cervejaria em abril. “Descanse em paz, AB.” Não rende um blues?

Sob o comando de Edmond, é bem verdade, a empresa deixou de se preocupar em ser uma boa cidadã corporativa e passou a usar seu poder para ganhar cada centavo possível. Uma de suas primeiras atitudes foi espremer os fornecedores. Os pagamentos passaram a ser feitos em 120 dias, e não mais em um mês. Pequenas empresas locais que forneciam há seis décadas para a AB foram cortadas, e as que foram mantidas são obrigadas a esperar quatro meses para receber. Essas mudanças geraram um burburinho na cidade, até que a gigante local Emerson, que fatura 21 bilhões de dólares por ano, declarou guerra aos novos donos da cervejaria. Em abril, a empresa de equipamentos, que fornece para a Anheuser-Busch, decidiu boicotar os produtos da cervejaria em seus eventos corporativos. “Após a aquisição da AB pela InBev, vimos coisas ruins acontecerem na cidade de St. Louis e em nosso relacionamento com a InBev”, informou a empresa num comunicado interno. “Queremos que todas as divisões obedeçam e parem de comprar produtos da ABInBev. Sugerimos Coors, Miller, Modelo (Corona etc.) e Heineken.” A ira generalizada causou um fenômeno raro: a participação de mercado da Anheuser-Busch em St. Louis caiu no ano passado. Já as vendas da cervejaria local Schlafly cresceram 38% no período. “A cidade era muito leal à AB, e isso mudou com a venda para a InBev”, diz Dan Kopman, fundador da Schlafly. Somente em 2009, ele recebeu quase 1 000 currículos de ex-funcionários da Anheuser-Busch.

A PERDA DE MERCADO EM ST. LOUIS já estava nos cálculos da cúpula da ABInBev. Mas os problemas de Brito são bem maiores que isso. No ano passado, o volume de vendas da Anheuser- Busch nos Estados Unidos caiu 2,2%. Em janeiro, segundo dados preliminares, a queda foi de 12,2%. Esse é, claro, um dos efeitos da recessão – e não ajudou em nada o fato de Anheuser-Busch e MillerCoors, que juntas controlam 80% do mercado, terem aumentado os preços em 5% em 2009. Mas, segundo os analistas, o desempenho recente da Anheuser-Busch é vítima de dois problemas de fundo. O primeiro é a decadência da marca Budweiser, um fenômeno que já dura duas décadas. Em 1989, a Budweiser era dona de 25% do mercado americano. Hoje, a participação não passa de 9,3%. Nos últimos cinco anos, a queda da Budweiser anulou o crescimento de todas as outras marcas da Anheuser-Busch. O segundo fenômeno é a mudança nos hábitos do consumidor. Os americanos estão bebendo cada vez mais cervejas artesanais, como a Schlafly, criando um problema para as grandes. “A Anheuser-Busch não tem boas marcas artesanais, e é aí que está o crescimento hoje em dia”, diz Mark Swartzberg, da gestora de recursos Stifel Nicolaus, de St. Louis. Espera- se que esse fenômeno se intensifique nos próximos anos, quando a economia voltar a crescer e o consumidor ficar menos apertado. Esse, aliás, é um problema que a ABInBev conhece bem: na Europa Ocidental, há anos os consumidores têm trocado a cerveja tradicional por marcas mais caras ou mesmo por outros tipos de bebida, como vinho e destilados. Na Bélgica, berço da Interbrew, o consumo de cerveja caiu 20% entre 2000 e 2008.

A queda nas vendas no último ano mostra que cortar 1 bilhão de dólares em custos não é uma empreitada sem riscos. Um dos principais alvos do ataque de Brito e Edmond foi o celebrado departamento de marketing da Anheuser- Busch – responsável por campanhas simples e antológicas, como a dos sapos que berravam Bud-wei-seeeer. A InBev demitiu toda a cúpula do departamento. Entre as vítimas estavam Robert Lachky e Tony Ponturo, dois dos marqueteiros mais influentes dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a nova administração cortou comissões pagas a agências, reduziu o número de anúncios produzidos por ano e diminuiu a ênfase dada a eventos esportivos. “Os executivos de marketing da Anheuser- Busch eram os melhores do mundo, são pessoas que conhecem o consumidor americano melhor que ninguém”, diz Ann Gilpin, da Morningstar, empresa de análise de companhias abertas. “Fazer mudanças dessa maneira é extremamente arriscado.” Por dez anos seguidos, a Anheuser-Busch ganhou os prêmios de melhor anúncio do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano e o evento publicitário mais importante do ano. Em 2009 e 2010, parou de ganhar.

DIANTE DA QUEDA NAS VENDAS, os executivos da ABInBev terão de tirar da cartola maneiras de atingir suas metas de desempenho. Uma das saídas cogitadas é a compra da cervejaria mexicana Modelo, que ajudaria a impulsionar a geração de caixa da ABInBev (hoje, a ABInBev já tem 50% das ações da cervejaria mexicana). Daqui para a frente, ninguém duvida que cortar custos será uma tarefa mais difícil que no ano passado. Em St. Louis, esperava-se para março o anúncio de mais demissões – devido a um acordo feito logo antes da aquisição, os funcionários que pertencem ao sindicato estão com o emprego garantido até 2013. O ataque à enorme e poderosa rede de distribuidores independentes da Anheuser-Busch é uma possível fonte de economia. A empresa pode tentar aumentar a quantidade de cerveja que vende diretamente ao varejo. Já na Europa, a ABInBev anunciou em janeiro que demitiria 10% de seus funcionários, e a decisão foi seguida por uma onda de protestos que incluiu a paralisação de fábricas. Os manifestantes chegaram a fazer funcionários da cervejaria reféns. “ABInBev assassina social”, diziam as faixas estendidas pelos grevistas, inconformados com o fato de a companhia anunciar resultados fantásticos a cada trimestre e, mesmo assim, insistir em novas demissões.

A magnitude dos protestos na Europa é um indício dos riscos de imagem que a ABInBev corre no mercado americano. É curioso que o modelo de gestão adotado por Jorge Paulo Lemann no banco Garantia, na Brahma, na Lojas Americanas e no fundo de investimento GP tenha nascido nos Estados Unidos. Lemann nunca escondeu que se inspirou na cultura meritocrática do banco de investimento Goldman Sachs, notória por sua intolerância à mediocridade. Mas, no mundo pós-Lehman Brothers, o Goldman se tornou o maior saco de pancadas do capitalismo americano – e a cultura baseada na recompensa ao cumprimento de metas de desempenho está em xeque. Em fevereiro, após o ano mais rentável da história do Goldman, o presidente do banco, Lloyd Blankfein, foi forçado a aceitar um bônus menor que o dos rivais para evitar uma crise de relações públicas. Imagine, agora, o que pode acontecer com os executivos da ABInBev caso atinjam suas metas e ganhem centenas de milhões de dólares em bônus após um drástico programa de corte de custos num dos maiores ícones americanos? Eis, aí, a ironia. A cultura de gestão dos brasileiros da ABInBev nasceu em Wall Street, deu a volta ao mundo e veio parar nos Estados Unidos – mas chegou num momento em que o sucesso está totalmente fora de moda. 

– Brasil importa Gasolina… Cadê a Autosuficiência?

Anunciou-se a autosuficiência em gasolina no Brasil. Na oportunidade, muita festa, ôba-ôba e tudo o mais. Desejamos até entrar para a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróelo). Entretanto, sem o mesmo alarde, na última semana a Petrobras anunciou que voltaremos a importar gasolina…

Em: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/02/17/e17027366.asp

PETROBRAS IMPORTA GASOLINA PARA SUPRIR ETANOL

por Adriana Diniz , Jornal do Brasil

RIO – A Petrobras vai importar gasolina para garantir o fornecimento do combustível no país, depois de três décadas de autossuficiência. A empresa apontou o aumento da demanda por combustível e a diminuição do percentual do álcool na gasolina (de 25% para 20%) como as causas da importação. Para especialistas, faltou planejamento, já que a Petrobras vinha exportando gasolina e, por isso, deveria ter produção excedente.

– A economia ficou praticamente parada no ano passado e, mesmo com aumento de carros flex e maior procura por gasolina, houve incompetência. Alguém não olhou para frente – criticou o professor de economia internacional da UFRJ, Reinaldo Gonçalves.

A diminuição da porcentagem de álcool na gasolina – que passou de 25% para 20% em primeiro de fevereiro – foi uma medida adotada pelo governo para diminuir os efeitos da crise do etanol. Além da chuva, que interrompeu a colheita e piorou os efeitos da entressafra, produtores desviaram parte da cana para a produção de açúcar, que teve alta e contou com excelente cotação no mercado internacional.

A queda na produção do etanol fez com que a oferta não fosse suficiente para atender à demanda interna, gerando alta de preços e falta de combustível nos postos de abastecimento. Para Gonçalves, o problema poderia ter sido resolvido com a taxação da exportação do açúcar. As consequências da importação de gasolina, segundo ele, são negativas para a economia do país.

– Importar significa dar mais despesas em dólares para o país, e isso fragiliza nossa balança comercial – ressaltou.

A Petrobras informou que comprou o equivalente a cerca de 2 milhões de barris, que já foram embarcados na Venezuela e devem chegar ao Brasil ainda este mês. A estatal admitiu em nota que poderia aumentar a produção de gasolina em detrimento da de diesel, cuja importação é mais cara.

Para o ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), David Zylberstajn, a importação será temporária. “Vai depender da entressafra do álcool e do preço internacional do açúcar”, destacou.

A expectativa é que o mercado só comece a se normalizar com o início da safra, que em algumas usinas será antecipada de abril para o fim de fevereiro.

– O Desfalecimento de um Mito: Tiger Woods

Estou impressionado com a derrocada na carreira do golfista Tiger Woods. Ele representa para o golfe o que Pelé é para o futebol ou o que Schumacher/Senna representam para a Fórmula 1. Ou até mais!

Campioníssimo, milionário e festejado, Tiger foi flagrado num caso de adultério. Após a esposa pedir o divórcio, inúmeras mulheres apareceram dizendo ter tido relacionamentos extraconjugais com o esportista. Normalmente, são aproveitadoras do momento… mas no caso dele, eram realmente “namoradas”. Tiger Woods assumiu ser viciado e dependente de sexo, e internou-se numa clínica de reabilitação no Mississipi.

Mas o que chama a atenção é a debandada dos patrocinadores: Nike, GM e outras tantas importantes empresas encerraram seus patrocínios e declararam que não desejam atrelarem suas marcas a alguém envolvido com esses problemas.

Nas vitórias, todo mundo procura o atleta. Nas derrotas ou escândalos, a fuga é maciça. Imagem é tudo para o mundo comercial!