– Futebol de Quarta a Noite virou Vale Tudo?

 

Como assistir jogo que vale algo é diferente dos que não valem nada…

 

No jogo decisivo do Fluminense, teve rabo-de-arraia, sopapo, tesoura e pernada para todos os lados.

 

No jogo de volta entre Avaí X Botafogo, Marquinhos e Loco Abreu lembraram Marreta Valentino e Índio Apache!

 

Futebol é negócio, deixou de ser esporte há muito tempo. Vide o nervosismo das equipes de ontem…

– A Arezzo se rende aos Ativistas

 

A defesa de causas nobres é importante para a sociedade. Algumas mais polêmicas, outra menos. As organizações devem estar cada vez mais atentas para não infringir nenhuma das causas e serem vítimas de acusações.

 

Pois bem: a grife Arezzo, na última segunda, lançou sua coleção de inverno com roupas contendo pele de raposa e coelho. Ativistas das causas animais bombardearam a empresa através do Twitter e Facebook. Conclusão: a empresa se rendeu e retirou as peças das prateleiras.

 

A pergunta agora é: o que fazer com essas peças caríssimas? Prejuízo certo.

 

Extraído de: http://entretenimento.r7.com/moda-e-beleza/noticias/grife-brasileira-recolhe-pecas-apos-manifestacao-na-internet-contra-uso-de-peles-exoticas-20110418.html

 

GRIFE BRASILEIRA RETIRA PEÇAS DE ANIMAIS EXÓTICOS APÓS MANIFESTAÇÕES PELA INTERNET

 

Por Maria Beatriz Sant’Ana

 

Arezzo lançou linha de inverno com peles verdadeiras; entidade ambiental repudia coleção

Após ser alvo de uma intensa manifestação no Twitter e Facebook ao longo domingo (17), a grife Arezzo informou que vai retirar de suas lojas a linha Pelemania.


A coleção virou alvo de ataques após os consumidores descobrirem que as peças da coleção traziam peles verdadeiras de animais, como coelhos e raposas. Uma echarpe de lã, cashmere e pele de raposa estava à venda por R$ 1.549.


Revoltados, os usuários dispararam diversas mensagens para o perfil oficial da empresa no microblog, fazendo com que o tema entrasse nos Trending Topics do Brasil, ou seja, os assuntos mais comentados.


Ao R7, a grife informou que o compromisso da marca é com a moda, com os valores da empresa e com a satisfação dos clientes. A Arezzo optou por recolher imediatamente as peças com pele de raposa das lojas. Com a repercussão negativa e as inúmeras mensagens de repúdio via web, a marca enviou um comunicado oficial à imprensa e escreveu mensagem em sua página oficial no Twitter:

 

–  A Arezzo entende e respeita as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas na confecção de produtos de vestuário e acessórios. Não entendemos como responsabilidade da Arezzo o debate de uma causa tão ampla e controversa. E, por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo de todas as nossas lojas.


Grifes internacionais de grande porte, como a Chanel, já aboliram o uso de pele animal em suas criações. Karl Lagerfeld apresentou em suas últimas coleções apenas peles sintéticas, adquiridas na China e na França.


Gabriela Toledo, presidente do PEA, Projeto Esperança Animal, entidade ambiental que tem como causa principal a proteção ao meio ambiente e à biodiversidade, lamentou o lançamento: 


– Um país tropical usar pele é ridículo. Total retrocesso, fora de moda. As pessoas estão investindo em tecidos tecnologicamente superiores para aquecer, não é necessário usar um monte de roupa para se proteger do frio. As pessoas não entenderam que no momento em que se compra um produto deste, está patrocinando a crueldade.

– Petrobrás Confirma o Risco de Desabastecimento dos Postos de Combustíveis

 

Enfim a Petrobrás resolveu falar a verdade sobre os aumentos dos combustíveis: a produção não é suficiente e há risco de faltar produto. As entregas já estão atrasadas…

 

Extraído de: http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201104192205_RTR_1303250714nN1966666

 

PETROBRÁS DIZ QUE PODE FALTAR COMBUSTÍVEIS EM ALGUNS POSTOS

 

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, reconheceu nesta terça-feira que pode faltar gasolina em alguns postos por causa da escassez de etanol.

“O mais difícil (em termos de abastecimento) é o etanol anidro para ser misturado à gasolina. Se houver falta de gasolina, pode ser causada por isso”, disse Costa à Reuters.

Os preços de etanol estão disparando com o forte aumento da demanda, colocando mais pressão sobre a inflação e elevando temores sobre uma possível falta de combustível em algumas partes do País. O Brasil produz dois tipos de etanol à base de cana-de-açúcar: o hidratado, que é usado diretamente em automóveis que rodam com o etanol; e o anidro, que é misturado a toda gasolina utilizada no Brasil, como forma de manter um limite aos preços de combustível ou para reduzir o consumo de combustíveis fósseis.

Contudo, os preços do etanol anidro subiram para níveis recordes, em parte por causa da diminuição da oferta de cana na entressafra, enquanto a colheita se aproxima. Isso pode deixar, em breve, partes do Brasil na posição atípica de não ter etanol suficiente para atender a mistura compulsória determinada pelo governo para a gasolina. “As pessoas estão com medo de escassez em áreas mais isoladas do país”, disse Marcelo Andrade, diretor da corretora Ecoflex, do Rio de Janeiro.

Distribuidores pagaram até R$ 2,80 pelo litro de etanol anidro na terça-feira, incluindo impostos, com ofertas atingindo até R$ 3 por litro, disseram corretores. Isso é um nível recorde, e muito acima dos R$ 2,10 de uma semana atrás.

Os preços do etanol hidratado também oscilam em torno das máximas de cinco anos, levando motoristas de veículos flex a aumentar significativamente a troca do etanol pela gasolina, que tem melhor desempenho que o biocombustível.

A debandada para a gasolina corroeu os estoques de etanol anidro, forçando algumas usinas a recorrer a importações para atender à demanda. Assim como fez a Petrobras, que importou gasolina. O total das importações de etanol para a região centro-sul do Brasil entre janeiro e maio é agora estimado para atingir 200 milhões l, acima dos 150 milhões l estimados há um mês.

Um volume adicional de 120 milhões de litros de etanol importado chegaram ao nordeste do Brasil, outra importante área de produção.

– Os Bilhões Perdidos de Eike Batista

 

Quem ganha muito também pode perder muito. Com a queda das bolsas mundiais e a sobra de dólares no Brasil, em um dia, as ações de Eike Batista despencaram num só tremor. Catastrófico, por sinal.

 

Em alguns sites, se fala desde 1 bilhão até 11 bilhões de desvalorização de seus papéis. Calma, são papéis que valem muito, mas nesse tipo de investimento o que vale mesmo são a paciência, o momento adequado para negociar e, às vezes, sorte. Além de que Eike Batista ainda tem muito, e quando se tem dinheiro, é fácil fazer mais dinheiro.

 

O duro é quando não se tem nada e precisa se fazer algum…

– Morumbi tem ‘Propostas de Sobra’ para a Mini-Arena Multiuso

 

O Morumbi é um estádio com capacidade de quase 70.000 torcedores (chegou a caber 150 mil!). Hoje, os principais shows do país ocorrem nesse palco de propriedade do São Paulo FC.

 

Há tempos, a diretoria são-paulina quer adaptar o Estádio com uma Arena para shows de porte menor (25.000 lugares). É um negócio a ser explorado, já que faltam espaços para eventos desse porte na capital paulista.

 

Agora, essa Mini-Arena, a ser construída atrás do gol de entrada do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, está sendo negociada em troca da cobertura do local.  Empresas que comprarem o naming rights da Arena bancarão o teto do Morumbi. E a briga é boa! Segundo Felipe Patury, na Veja desta semana (Ed 20/04/2011, Coluna Radar, pg58), as empresas que negociam são:

 

Sony,

Samsung,

LG,

Oi,

Claro,

Goodyear e

McDonald’s.

 

Ter credibilidade ajuda a empresas respeitáveis a se associarem. Boa sorte e bons negócios.

– Gasolina de SP é 70% mais cara que a de NY!

 

Nossa Gasolina custa 25% a menos nas refinarias da Petrobrás, se comparada ao preço pago pelas distribuidoras dos EUA. Mas é 70% mais cara ao consumidor final do que lá!

 

E olha que a renda média do americano é beeeem maior do que a dos brasileiros.

 

 

Há 1 ano, a Gasolina no Brasil custava R$ 2,39 e o Etanol R$ 1,19. Hoje: R$ 2,79 e 2,29, respectivamente.

 

Extraído do Estado de São Paulo, 16/04, Economia. C2

 

GASOLINA CUSTA 70% A MAIS EM SÃO PAULO DO QUE EM NOVA YORK

 

Por Kelli Lima

 

O litro da gasolina custa, em média, US$ 1,73 na cidade de São Paulo, valor 70% maior do que o cobrado em Nova York e 105% maior do que na Rússia, um dos países emergentes do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Os dados são do estudo realizado pela Airinc, consultoria norte-americana especializada em preços globais.

Apesar de sair das refinarias da Petrobrás 25% mais barato do que de uma refinaria americana, o combustível chega ao consumidor muito mais caro do que em qualquer posto de revenda de lá.

A carga tributária no País representa 57% do valor do litro do combustível, perdendo apenas para os países europeus, onde a política de desestímulo ao uso de carros puxa para 70% o tributo sobre a gasolina.

A pesquisa considera a cotação do dólar em R$ 1,67. Sendo assim, o preço médio do litro do combustível na capital paulista foi de R$ 2,89. No ranking das Américas, preparado pela consultoria, o Brasil possui o maior preço entre seus vizinhos, todos com tributação menor.

Na Venezuela, os fortes subsídios do governo Hugo Chávez fazem com que o litro da gasolina custe US$ 0,01, o mais barato do mundo. Neste ranking mundial, países com reservas gigantescas, como Arábia Saudita e Líbia, estão entre os que apresentam os preços mais baixos, respectivamente com US$ 0,110 e US$ 0,14.

Os maiores preços estão na Turquia, com o litro da gasolina custando US$ 2,54, e na Eriteia, país africano que vive em conflito com sua vizinha Etiópia, US$ 2,53. Nas Américas, atrás do Brasil, estão o Chile US$ 1,57, Cuba (US$ 1,35) e Canadá (US$ 1,31). Nos Brics, o Brasil também lidera o ranking: China cobra US$ 1,11; Índia US$ 1,26 e a recém incluída África do Sul, US$ 1,27.

“Os impostos sobre a gasolina no Brasil sempre estiveram lá em cima”, lembra o diretor jurídico do Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis. Além do PIS/Confins, que representam cerca de 20% do total dos tributos que incidem sobre a gasolina, há o ICMS, determinado pelas secretarias de Fazenda de cada Estado, e ainda a Contribuição por Intervenção de Domínio Econômico (Cide), criada em 2001 como colchão para amortecer oscilações bruscas do acompanhamento da cotação internacional.

De lá para cá, o governo utilizou o mecanismo por três vezes. A primeira, em 2008, para anular o impacto no preço ao consumidor – e consequentemente na inflação – de alta repassada pela Petrobrás. A segunda no ano seguinte para retomar sua arrecadação, quando a Petrobrás reduziu o preço do combustível, também acompanhando o preço no mercado internacional.

A terceira foi no ano passado, quando começou a escalada de preços do etanol – que é acrescido à gasolina na proporção de 25% do litro.

Por conta da alta no preço do barril do petróleo e a pressão do governo para que a Petrobrás não repasse a oscilação para seus preços – o que teria forte impacto na inflação – já existem estudos para que a Cide seja alterada novamente.

– Tuíte da Discórdia

 

Administradores de Empresas devem ter atenção ao que escrevem. E responsabilidade!

 

Olha essa matéria da Época Negócios, Ed Abril/2011, pg 29: fala sobre uma demissão de um funcionário de uma agência de propaganda que por comentário infeliz no Twitter de um cliente constrangeu a todos:

 

“É irônico que Detroit seja conhecida como #motorcity ainda que ninguém saiba dirigir”

Em que perfil a frase foi publicada? Acredite, no da Chrysler – com alvoroço imediato. A agência responsável, a New Media Strategies, apagou o post e demitiu o funcionário que o colocou no ar. A Chrysler pediu desculpas aos motoristas de Detroit e deu adeus à agência.

 

Como é que o cara escreve uma bobagem dessa no twitter da empresa se não for com má intenção?

 

– Banco Carrefour

 

O Itau Unibanco comprou mais um banco. Agora, o Banco Carrefour!

 

Alguém duvida que daqui 10 anos só teremos Bradesco, Itau Unibanco, CEF e BB como legítimos bancos nacionais? De tão fortes, compram todos os concorrentes e os pequenos estrangeiros.

– Medicamentos Falsos no Brasil e no Mundo

 

Assustador.

 

Leio na revista Superinteressante (Ed Abril, pg 39, por Raphael Soeiro) de que cresce a percentagem de remédios falsificados no mundo.

 

Falsificar remédio é sacanagem, covardia e crueldade.

 

Nos Países Desenvolvidos, 1% dos remédios são falsos.

 

Na Rússia, são 20%.

 

Na África e na América Latina, 30%.

 

Pela Internet, 50%!!!

– MG entra na briga pela Apple?

 

Ôpa, parece que MG entrou na briga pela Foxconn e consequentemente ser a capital do Ipad?

 

Falamos sobre o desejo das cidades em relação ao caso Apple/Foxconn em: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2011/04/13/foxconn-ipad-em-jundiai-ou-nao/

– Desrespeito das Distribuidoras de Combustíveis

 

Atenção: pode faltar combustível no próximo feriado prolongado!

 

A Petrobrás está segurando a Gasolina, a produção é insuficiente e as distribuidoras estão tendo cotas reduzidíssimas. Com 90% da frota de utilitários do país estando abastecendo Gasolina ao invés do Etanol, os estoques reduziram.

 

Conta contra a estabilidade, o fato do Brasil estar importando Petróleo, que está em alta no mercado internacional. Assim, se já não bastasse a alta no mercado interno, poderemos ter alta por causa do preço do barril no mercado externo.

 

Portanto, a dica é: não deixe o tanque do seu veículo vazio às vésperas do feriado. O preço vai subir e a oferta de produto pode ser escassa!

 

Opa: sobre o Etanol (Álcool combustível), esqueça! É a pior opção do mercado, já que burramente estamos exportando o etanol barato da cana-de-açúcar e estamos importando o etanol caro de milho dos EUA.

– Ética no Futebol. Existe?

 

Cada vez que vejo manchetes sobre possíveis saídas de Neymar e Ganso, confesso que mudo de canal, página ou de emissora. Cansou, não?

 

O presidente do Santos disse que pediu para os clubes co-irmãos não assediarem o camisa 10 santista. E ele acreditou que aceitariam tal pedido?

 

Agora, um disparate: com a folha salarial altíssima do Peixe, o que acontecerá com suas principais estrelas caso sobre apenas o Campeonato Regional? Com os custos do elenco, duvido que as receitas sejam suficientes e que exista patrocínio que sustente tanta despesa.

– Dilma e Hu Jintao: o Comércio e os Direitos Humanos

 

É difícil falar de ética ou de compromissos sociais e democráticos quando o assunto é dinheiro. Pelo menos, para os políticos!

 

Dilma está na China. Líbia, Afeganistão, Irã… todos são acusados de violarem os direitos humanos. Na China, que o faz com maestria, acompanhado de censura dura, tais reclamações só ficam no discurso.

 

A melhor definição para a ânsia comercial que li não veio de economista, mas de um humorista:

 

“Você já viu vendedor de shopping não vender porque o cliente bate na mãe?”

 

José Simão, Folha de São Paulo, 12/04/2011.

 

Perfeito. Não poderia ser melhor tal observação.

– Foxconn: iPad em Jundiaí ou não?

 

E a ansiedade dos detalhes da Foxconn no Brasil? Será mesmo que Jundiaí será a sede mundial dos iPads? A Apple tem com a Foxconn a sua montadora oficial de iPhones e iPads. A empresa, alíás, já tem 3 unidades aqui na cidade, montando para HP, Sony Ericson entre outras. Tê-la em seu município é o sonho de consumo de qualquer prefeito.

 

Ontem, a presidente brasileira Dilma e seu colega chinês Hu Jintao estiveram reunidos em Pequim e confirmaram que a empresa virá ao Brasil. As cidades de Jundiaí, Indaiatuba, Sorocaba e Manaus estão na briga, que é muito violenta!. Afinal, anunciou-se 100 mil empregos e 12 bilhões de dólares em investimentos!

 

O Jornal “Bom Dia Jundiaí” já houvera divulgado há dias que Jundiaí estava na briga. Hoje, o jornal descobriu que até um novo endereço na Junta Comercial foi registrado pela Foxconn (a matéria pode ser acessada em: http://is.gd/akrEus). E a surpresa: Rodovia Vice-Prefeito Hermenegildo Tonoli, km 1,5! Ou seja, no Jardim Carolina, aqui no Bairro Medeiros (quase do lado de casa…).

 

As autoridades municipais estão em festa. Afinal, será uma referência mundial. Mas…

 

Sem querer ser chato: a empresa alega que 100 mil empregos geram 400 mil pessoas próximas da empresa (afinal, conta-se a família). A Foxconn anunciou que concentrará essas pessoas numa “cidade inteligente”, uma espécie de vila criada por ela para abrigar tanta gente (Imagine uma vila Olímpica em época de Olimpíadas, mas permanente e com muito mais moradores).

 

Colocando na ponta do lápis: é uma cidade de 400 mil dentro de outra com… 350 mil (população de Jundiaí). Como comportar?

 

Aliás, o endereço é a ligação Jundiaí – Itupeva, e quem mora nesse trecho sabe o martírio que é a estrada. Se hoje é assim, imagina se estivesse a cidade inteira ‘multiplicada por 2’ tentando, por exemplo, usar o Trevo de Itupeva?

 

A Revista Época Negócios de dias atrás trouxe uma interessante matéria sobre a Foxconn, intitulada: “Uma Fábrica de Suicidas”, se referindo às péssimas condições de trabalho oferecidas e a fama de “mau patrão” da empresa (pode ser acessada em: http://is.gd/GRSvbL). Isso também é um fator complicador…

 

E você: acha que Jundiaí já ganhou a Foxconn ou ainda é cedo para comemorar? Deixe seu comentário.

 

Obs: a empresa quer montar os iPads até novembro desse ano.

– O Comércio de Chuva!

 

Um japonês de Bragança Paulista vende chuva.

 

Duvida?

 

O excepcional e inteligentíssimo Takeshi Imai, dentre tantos feitos em prol do agronegócio, agora produz chuva por um método barato, vende árvores-flechas para regiões de difícil acesso e outras soluções “malucas” mas eficazes ao campo. Abaixo:

 

Extraído de: Revista Época Negócios, Novembro/2010, pg 171-173, por Dárcio Oliveira

 

ELE FAZ CHOVER

 

Depois de produzir chuvas artificiais, o engenheiro Takeshi Imai inova com a árvore-flecha. É sua solução para reflorestar áreas devastadas e de difícil acesso.

 

O engenheiro Takeshi Imai, de 68 anos, olhou para o céu claro de Bragança Paulista, balançou a cabeça e informou, um tanto desolado: “É uma pena, mas hoje não vai dar pra fazer chover. Não tem nenhuma cumulus congestus”. Diante de minha ignorância meteorológica, foi logo explicando: “Cumulus congestus é um tipo de nuvem que lembra uma couve-flor. Costumo dizer que são as nossas matérias-primas, pois é a partir delas que conseguimos precipitar as chuvas”. Eis o ganha-pão de Imai: a produção e venda de chuvas artificiais localizadas, uma atividade que vem ganhando especial relevância em tempos de aquecimento global e constantes alterações climáticas. Diferentemente de outros métodos de precipitação, que usam substâncias químicas como cloreto de sódio e iodeto de prata, o processo patenteado pelo inventor e operado por sua empresa, a ModClima, é puramente físico, uma reação de água com água. “A adição de produtos químicos já foi banida de alguns países, por representar riscos para a saúde”, afirma Imai. “Eu criei algo eficaz e ao mesmo tempo ecológico.”

Funciona assim: a bordo de um Piper Asteca, um avião bimotor dotado de um reservatório de 300 litros de água potável, a equipe da ModClima despeja micropartículas de água na base de nuvens previamente identificadas por softwares especializados. Somadas às gotículas já existentes na nuvem, as tais micropartículas produzem gotas maiores que, devido ao peso, precipitam a chuva. Em outras palavras, as gotas se unem e formam os pingos. A engenhosidade de Imai está na capacidade de controlar o tamanho da gota que será “semeada”. Isto ocorre graças a quatro bicos rotativos – que também funcionam como pulverizadores – acoplados na parte externa do avião. Para cada litro de água semeada são produzidos cerca de 500 mil litros de água de chuva, o equivalente ao carregamento de 50 caminhões-pipas. “A vantagem é que podemos direcionar a chuva para locais específicos, como reservatórios, mananciais e áreas agricultáveis”, afirma Imai. As chuvas duram, em média, de uma a três horas.

Árvore-flecha

Formado em engenharia mecânica pelo Mackenzie e mestre pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica, o ITA, Imai trabalha e mora (sozinho) no hangar de número 3 do pequeno aeroporto de Bragança Paulista, no interior de São Paulo. Inquieto e falante, é capaz de passar horas explicando suas invenções – que não são poucas –, ou dissertando sobre como os inovadores brasileiros sofrem com a falta de incentivos financeiros. “Olha isso aqui”, diz, apontando para um quadro na parede da sala de reuniões do hangar. “É o certificado que representa a medalha de ouro no Simpósio Internacional da Água, em Cannes. Lá fora eu sou premiado e aqui enfrento ceticismo em relação ao meu trabalho.” Sua ModClima ainda não está no azul. O faturamento no ano passado bateu em R$ 1,8 milhão, mas o que entra no caixa dissipa-se rapidamente, sob efeito da folha de pagamento de sete funcionários, dos gastos com combustíveis e manutenção dos dois aviões (além do Piper, há um Cessna 172) ou dos custos com os projetos piloto para cada uma das novas invenções. O orçamento da empresa não acompanha o ritmo de ideias de Imai.

No momento, por exemplo, a ModClima desenvolve a árvore-flecha. É exatamente o que o nome sugere. Em breve, o Cessna cortará os céus do Brasil, sobre regiões devastadas e de difícil acesso, e lançará – por meio de um sistema de balística – diversas setas de bambu que carregam mudas nativas acondicionadas em pequenos tubos biodegradáveis feitos de papel kraft (papelão). “Demoramos um bom tempo para calibrar a velocidade de lançamento e achar o material ideal para compor a flecha e os tubetes que levam as mudas”, conta Imai. O caso do bambu é curioso. Jogado do avião, o material mantinha a direção certa, exibia boa resistência e quase sempre acertava o alvo previamente estabelecido pela equipe da ModClima. Mas a flecha descia com tal velocidade que acabava completamente enterrada no solo, o que poderia comprometer a integridade das mudas. A intenção era que apenas espetasse o solo, o suficiente para fazer com que o papelão rompesse e colocasse a planta em contato com a terra. A saída encontrada por Imai foi colocar na parte de cima da flecha uma tira de papel, à guisa de rabiola de pipas, para freá-la. O problema foi resolvido. “Pensei em usar o bambu depois de ver os espetinhos de churrasco. E a embalagem de papelão para as mudas foi inspirada no formato da embalagem das batatinhas do McDonald’s”, conta, sorrindo, o inventor.

Quanto às mudas, são espécies nativas delineadas por botânicos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP. Acondicionadas por dez dias em estufas, as espécies recebem um hormônio enraizador – para acelerar o processo de metabolismo – antes de seguir para a embalagem cartonada. “Já fizemos algumas experiências e o resultado foi animador”, diz Majory Imai, filha de Takeshi e diretora da ModClima. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, Sabesp, gostou da ideia e vai financiar novos testes. As árvores-flechas serão lançadas neste mês em uma área de proteção de mananciais da empresa, localizada na cidade de Piracaia (SP), onde a ONG The Nature Conservancy já faz um trabalho de revegetação em larga escala. O esforço faz parte do projeto “Um Milhão de Árvores no Sistema Cantareira”, patrocinado pela estatal.

– Etanol ou Gasolina hoje?

 

O Brasil vive uma situação difícil na área de combustíveis. Abordamos o assunto anteriormente (em: http://bit.ly/eImWpv ) e algumas considerações sobre o momento atual.

 

O QUE ABASTECER HOJE?

Sem dúvida: gasolina! A conta básica é que o custo-benefício empata quando o etanol está a 70% do preço da gasolina. Mas isso não é regra, pois depende do modelo do veículo, motorização… Mas a conta está, economicamente falando, a favor da gasolina.

 

ATENÇÃO

Os estoques de etanol começam a surgir. Como a safra está voltando ao pico, além do fato da chegada de etanol americano, somado ao momento em que a maioria dos motoristas está optando pela gasolina, O PREÇO DO ÁLCOOL (ETANOL) DEVE CAIR nos próximos dias.

Em contrapartida, como o consumo de gasolina aumentou e a produção não é suficiente, estamos importando gasolina do Oriente Médio. A gasolina, que já está em alta, deve aumentar ainda mais pelo fato do preço alto do mercado externo – situação admitida até mesmo pela Petrobrás.

 

Portanto, os motoristas devem ficar atentos nos próximos dias. A vantagem da gasolina, em 1 semana, pode virar. Mas esqueça os patamares anteriores, os combustíveis não terão uma redução na mesma proporção de que aumentaram, infelizmente.

– O Episódio Derradeiro da Blockbuster Chegou?

 

Imagine o cenário: uma empresa símbolo na virada do século, com 60.000 funcionários e que hoje possui apenas 2.400?

 

Trágico, não?

 

Pois é: a locadora de filmes Blockbuster foi vendida em meio a crise. De ícone mundial à empresa estagnada, a pergunta fica: sobreviverá?

 

No Brasil, ela era administrada pela família Moreira Sales (dona do Unibanco) e que vendeu sua participação às Lojas Americanas, que nunca pensaram na questão de locação de filmes, mas nos pontos estratégicos para implantar junto à elas suas lojas “Express”.

 

Extraído de: Revista Época, Ed 11/04/2011, pg 30.

 

O FIM DA ERA BLOCKBUSTER

 

Por Danilo Venticinque

 

Desde que a primeira loja da rede abriu as portas, em 1985, a Blockbuster foi um pesadelo para as locadoras de bairro. Com suas promoções agressivas e prateleiras repletas de lançamentos, a empresa americana dominou por duas décadas o mercado de locação de fitas de vídeo, games e, mais tarde, DVDs. Como outros gigantes do entretenimento off-line, porém, a Blockbuster perdeu boa parte de seu público na concorrência com a internet. Em setembro de 2010, depois do fechamento de milhares de lojas e pressionada por uma dívida de mais de US$ 1 bilhão, a empresa pediu concordata. Na última quarta-feira, após três dias de leilão, a empresa de televisão via satélite Dish Networks ofereceu pouco mais de US$ 320 milhões pelos direitos da marca e cerca de 1.700 lojas da rede. Caso a venda seja aprovada pela Justiça, o novo controlador deve enfrentar o desafio de reabilitar a empresa em crise – ou liquidar seu patrimônio.

O valor oferecido na compra é uma prova da decadência da Blockbuster. Em 2002, ela chegou a ser avaliada em US$ 5 bilhões. Em seu auge, empregava 60 mil pessoas em mais de 9 mil lojas. Hoje são apenas 2.400, e 700 deverão fechar ainda neste ano.

A crise da Blockbuster não significa que alugar filmes deixou de ser um bom negócio. Mas indica a falência de um modelo. Desde o surgimento da Netflix, em 1997, o consumidor passou a ter a opção de alugar filmes sem sair de casa. O serviço é simples: o cliente acessa o site da locadora, faz uma lista dos filmes que deseja ver e paga uma assinatura. Recebe os DVDs em casa e, depois de assistir aos filmes, devolve-os para receber os próximos da lista. O crescimento da empresa acompanhou a popularização da internet: em 2009, ela ultrapassou a marca dos 10 milhões de assinantes. Ao mesmo tempo, surgiram outros concorrentes para a Blockbuster, como a compra de filmes no sistema pay-per-view e os sites para download e streaming de vídeo. Ameaçada, a Blockbuster tentou imitar os concorrentes. Mas tombou por culpa de seus enormes gastos: para oferecer filmes pelo correio ou pela internet, nenhuma empresa precisa ter tantas lojas e funcionários.

No Brasil, com a concorrência da pirataria, a crise da Blockbuster chegou antes. Em janeiro de 2007, as Lojas Americanas compraram por R$ 186,2 milhões as 127 lojas e os direitos sobre a marca no país. Ao contrário do que ocorre no exterior, o número de lojas interessava mais que a marca: a aquisição fazia parte de um plano para aumentar a presença das Lojas Americanas no país.

As razões da compra da Blockbuster pela Dish parecem menos claras. Tom Cullen, vice-presidente da empresa, citou como motivos “a marca altamente reconhecível” e os “múltiplos métodos de entrega”. Especula-se que, com a estrutura mais enxuta e uma nova administração, a Blockbuster possa se reerguer e enfrentar a NetFlix e outros sites em seu próprio território. Mas, para que isso ocorra, muitas lojas ainda deverão fechar.

– Dona Telefônica… pela Enésima Vez!

 

Speedy fora do ar! E é a única possibilidade de Internet onde moro, aqui no Medeiros. Tanto eu quanto os vizinhos ligaram à Telefônica desde ontem, mas parece que ela não se importa com os consumidores. O prazo para que o Speedy volte a funcionar na parte final da Av Reynaldo Porcari era de 12h, a partir das 8h de ontem.

 

Depois de 28h, nenhuma providência tomada. Dá-lhe Telefônica! E sem concorrentes, fica fácil se omitir.

 

E você, já teve problemas com a Telefônica? Deixe seu comentário:

– Google e Facebook: a briga pelo CEO

 

Alexandre Hohagen era “o cara” do Google Brasil. Como presidente da empresa, foi sempre elogiado pelos ótimos resultados. E, claro, sua fama de bom administrador cada vez maior.

 

No mês passado, eis que Hohagen pede a conta para assumir a presidência latino-americana do… Facebook! E sem quarentena nem período de impedimento, artifícios usados por grandes corporações para que executivos não levem os segredos corporativos para o adversário.

 

A briga promete… E você: utiliza qual rede social como prioritária: Orkut, Facebook, Twitter ou outra? Deixe seu comentário:

– Greenpeace versus Petrobrás

 

Dias atrás, falamos das ações do Greenpeace em nossas aulas sobre ONG’s e Responsabilidade Social.

 

Olhem aí, queridos alunos: agora o alvo é a Petrobrás! E é uma ação na Nova Zelândia!

 

Extraído de: http://glo.bo/ezMBhX

 

O GREENPEACE CONTRA A PETROBRÁS

 

Uma frota com cerca de 20 barcos de ativistas, liderados pelo movimento Greenpeace, impede os trabalhos de exploração de gás natural da Petrobras na Nova Zelândia. Os defensores do meio ambiente temem que a exploração do produto na região possa causar um desastre semelhante ao ocorrido no Golfo do México, no ano passado, e protestam pelo fim das operações da embarcação Orient Explorer, da companhia brasileira.


No final do ano passado, a Petrobras recebeu autorização do governo neozelandês para verificar a existência de gás natural e petróleo na Bacia de Raukumara, na costa nordeste do país, e na semana passada o Orient Explorer iniciou os primeiros testes de perfuração na região.


Um porta-voz da Petrobras teria afirmado que a companhia está trabalhando dentro da legislação internacional e seguindo as próprias leis neozelandesas, e que a perfuração no local é “simples e segura”. A informação não foi suficiente para impedir que grupos de ambientalistas se aliassem a tribos maori – a população indígena neozelandesa – em uma batalha contra a Petrobras. Nesta terça-feira (5), os barcos dos ativistas chegaram bastante próximos ao Orient Explorer.


“Não temos confiança nessa companhia ou no governo quando dizem que nenhum dano ocorrerá ao que nos é caro. Não queremos nenhuma exploração de petróleo ou perfurações nas nossas águas”, afirmou Dayle Takitimu, da comunidade maori Te Whānau-ā-Apanui. A principal preocupação desse povo é que, caso seja mesmo descoberto petróleo, este venha a vazar no oceano, destruindo a cadeia natural local e acabando com os recursos naturais de que vivem os indígenas.


Em resposta, a Petrobras disse que o projeto estava apenas no início, e que ainda teria mais cinco anos de duração, tempo durante o qual seriam feitos investimentos em tecnologia segura. A companhia brasileira também voltou a afirmar seu compromisso e sua expertise no campo de exploração do petróleo, assegurando que um acidente dificilmente ocorra.

“Estamos comprometidos a levar nossos projetos da forma mais íntegra possível, valorizando a diversidade cultural e humana e promovendo a cidadania e o respeito pelos direitos humanos, o que inclui o direito aos manifestantes de expressar seus pontos de vista”, afirmou a Petrobras em um comunicado publicado nos principais jornais neozelandeses nesta terça.


O governo neozelandês também se mostrou contra uma possível parada nas operações da empresa brasileira, e afirmou que “o pior cenário” seria se a Petrobras resolvesse suspender suas atividades e retornar com o Orient Explorer para o Brasil. Os investimentos no setor de petróleo e gás na Nova Zelândia são uma prioridade do governo local, e a parceria com o Brasil se mostrou importante.


Segundo um porta-voz do Greenpeace, as embarcações de ativistas se manterão em alto mar e pedem ao Orient Explorer que cesse suas operações. O capitão do navio da Petrobras confirmou que esteja sendo pressionado por mensagens, mas disse que a empresa continuará realizando os testes.

– SABMuller conseguiria comprar a Schin?

 

Segundo a Folha de São Paulo da última segunda-feira, a Schincariol estaria a venda por US$ 2 bilhões de dólares. A empresa, segundo o jornal, nega. A briga estaria entre a SABMuller e a Femsa, sendo que os mexicanos estão correndo por fora.

 

Caso se confirme, seria uma pena! Quanto mais forte o empreendedorismo nacional, melhor. Mas a guerra das cervejarias é cruel…

– O Empreendedor Sérgio Habib e a “Aventura” da JAC

 

Sérgio Habib personifica a figura do empreendedor na sua essência. Ele, pioneiro na chegada dos carros da Citroen no Brasil, agora aposta suas fichas na chinesa JAC. Montou 50 agências concessionárias, contratou o apresentador Fausto Silva como garoto propaganda e resolveu dar 6 anos de garantia. Audaciosamente, comparou os 11 anos de venda da Toyota com suas 2 semanas de JAC no país. Entretanto, nos quesitos segurança da montadora chinesa…

 

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI222865-15259,00.html

 

A ARRANCADA DO CARRO CHINÊS

 

por Leopoldo Mateus

 

O empresário Sérgio Habib comemora o sucesso inicial de vendas da JAC. Agora vem a parte mais difícil: conquistar o respeito dos fãs de automóveis

 

A etiqueta “made in China” já provocou reações mais fortes no consumidor brasileiro. Ele franzia a testa e se perguntava quanto tempo o produto iria durar. Essa fase passou, principalmente por falta de alternativa – a China é a fábrica oficial do mundo, dos produtos eletrônicos mais sofisticados e confiáveis às bugigangas mais xexelentas. Quem compra, compra produtos feitos na China. Mas o brasileiro estará pronto para acelerar um carro chinês pelas estradas?

A julgar pelos resultados das duas primeiras semanas de vendas, a chinesa JAC Motors tem motivos para acreditar que a resposta seja sim. “A Toyota levou 11 anos para vender no Brasil 4 mil carros em um mês. Nós vendemos 2.400 em duas semanas”, diz Sérgio Habib, presidente do Grupo SHC, importador oficial da marca. Ah, sim: ele não está nem aí para a imagem geral da manufatura chinesa. “Eu não falo em nome de carro chinês nem de produto chinês. Falo pela JAC.” Não se sabe se o ritmo vai continuar, mas a empresa elevou a expectativa de vendas no ano de 35 mil carros para 45 mil.

Parte desse sucesso inicial tem de ser creditado ao esforço de marketing (o apresentador Fausto Silva é o caro garoto-propaganda) e à tentativa de adaptar os veículos ao gosto brasileiro. Foram gastos dois anos e R$ 30 milhões em testes para entender o consumidor local. Havia muito o que fazer. “Chinês gosta de carro com interior bege, brasileiro prefere escuro”, diz Habib. No final, foram 242 modificações, incluindo detalhes de painel, direção, limpador de para-brisas, borrachas das portas. Nada disso garantia, porém, que o carro enfrentaria bem o campo de provas das ruas brasileiras.

Na reta final, em agosto passado, cinco JACs com mais de 100.000 quilômetros rodados foram entregues a taxistas. A opinião deles encorajou Habib a oferecer seis anos de garantia. “No Brasil, as maiores garantias são da Kia e da Hyundai, de cinco anos. Na Europa e nos Estados Unidos, são comuns garantias de sete a dez anos”, diz o consultor especializado José Caporal, da Megadealer Auto Management. “Nesse ponto, eles mostram autoconfiança.”

Conquistar espaço no mercado e na cabeça dos apaixonados por carros a partir do zero é sempre um desafio, por uma questão de hábitos e por outras bem práticas. “Quem compra um carro de uma montadora nova não sabe se vai conseguir revender o carro por bom preço nem se as peças de reposição vão atender à demanda”, diz Caporal. Habib pode até não gostar da associação com a fama chinesa, mas a JAC espera superar os obstáculos iniciais cultivando a imagem de barata em comparação com a concorrência.

A vanguarda da chegada ao Brasil são dois modelos, o J3 (que pretende concorrer com Fox, Fiesta e Sandero) e o J3 Turin (que tentará tomar mercado do Fiesta Sedan e do Siena). Eles custam entre R$ 37 mil e R$ 40 mil. A montadora promete peças de reposição, revisões e seguro econômicos na faixa em que vão concorrer. O valor inicial cobrado pelas seguradoras seria a metade dos concorrentes na mesma faixa de preço. Até julho será lançado o J6, uma minivan do porte da Chevrolet Zafira. No fim do ano, chegará o J5, um sedã que pretende concorrer com o Toyota Corolla.

O baixo custo e a garantia ampla, entretanto, não tornarão fácil a sobrevivência da JAC no Brasil, caso os veículos não tenham qualidade compatível com o que já existe no mercado. Nesse ponto, a média da indústria chinesa precisa avançar. Em outubro de 2010, o carro chinês Geely CK foi reprovado em testes de segurança do instituto Latin-NCap. No teste de colisão, o modelo recebeu nota zero, numa escala até 5. Em março de 2009, já havia ocorrido fiasco semelhante: o chinês Brilliance BS4 recebeu a nota mais baixa nos testes de segurança feitos pelo instituto alemão Adac, que estuda carros vendidos na Europa. No teste específico de contenção de danos causados a pedestres em eventuais atropelamentos, o sedã também recebeu nota zero. A esse histórico ruim da produção chinesa Habib tem uma resposta pronta: os JACs são veículos globais, com design japonês e italiano e autopeças de fornecedores tradicionais, como Bosch e Delphi. Ele não é um principiante – a JAC é apenas o passo mais arriscado de um veterano no ramo.

Habib, um engenheiro eletrônico com pós-graduação em administração na Universidade Harvard, começou a importar os carros Citroën em 1991. Em 2000, tornou-se presidente da marca no Brasil e expandiu a rede de 30 para 130 concessionárias em oito anos. Hoje, tem 83 concessionárias de Citroën, Jaguar, Aston Martin e da JAC. Na empresa, cultiva a imagem de informal – não para na própria mesa e circula para conversar com os funcionários. Como bom empreendedor fascinado pelo que faz, saboreia os detalhes do negócio com certa obsessão. “Se você ligar para ele agora e perguntar quantos carros da JAC ou da Citroën foram vendidos no Recife no fim de semana, ele sabe”, diz um funcionário.

Mas ele obteve sucesso, até agora, apoiado em marcas tradicionais. Ao abrir a rede JAC com 50 concessionárias no Brasil, Habib inicia um tipo de empreendimento completamente diferente. A empresa está presente em mais de 100 países, mas os resultados não são significativos nem na China. Em 2010, vendeu lá 418 mil unidades e exportou 20 mil, números bem discretos (a China produziu 18 milhões de carros no ano passado). O mercado brasileiro já estreia como o segundo maior para a companhia, e a expansão local foi decisiva para que Habib decidisse trazer a JAC.

A previsão é que 3,5 milhões de novos automóveis cheguem às ruas em 2011. Habib aposta em conquistar principalmente os motoristas novatos, ainda sem conceitos e preferências tão arraigados e mais abertos a experimentar. “O brasileiro compra carro primeiro porque é bonito, segundo porque é completo e terceiro porque é barato”, diz Caporal. Por isso, ele acredita que a JAC terá sucesso – ao menos, enquanto durar a curiosidade dos brasileiros sobre o carro chinês.

– Os Parceiros da RedeTV na Compra dos Direitos do Futebol

 

A pendenga dos direitos de TV continua, entre Globo, Record e RedeTV. No papel, a Globo perdeu e os direitos de 2012 a 2014 são da RedeTV.

 

Olha que curioso: segundo a Revista Exame, pg 30, Ed 988, por Maurício Onaga, os anunciantes concorrentes da Globo já compraram cotas da RedeTV. Na Globo, 3 patrocinadores-masters do futebol são: Itaú, Volks e Vivo. Na Rede TV, serão: Bradesco, GM e OI.

 

A briga será boa, hein?

– Jundiaí terá mesmo a Apple?

 

O “Bom Dia Jundiaí” levantou que a Foxconn, uma espécie de “montadora” da Apple, deseja construir iPhones e iPads em uma nova unidade para exportá-las ao mundo todo. E que nossa Jundiaí é uma das grandes candidatas a tal planta!

 

Tal notícia causou muita repercussão na cidade, tanto que a IstoÉ desta semana trouxe 3 páginas sobre o assunto. Abaixo:

 

JUNDIAÍ: A ESPERA DA APPLE

 

Cidade Paulista vive alvoroço após ser apontada como possível destino de uma linha de produção do fabricante do iPad

 

por Patrícia Diguê

 

A “terra da uva”, como é conhecida a cidade paulista de Jundiaí, a 60 quilômetros da capital, só tem pensado em uma outra fruta. Desde a semana passada, o apetite local é pela maçã. Mas não a de comer. Aliás, a maçã dos sonhos dos jundiaienses já está até mordida. É aquele símbolo da marca mais cobiçada de produtos eletrônicos do mundo, a americana Apple, que poderá escolher a cidade, sede de 90 multinacionais, para instalar sua primeira fábrica brasileira.

A notícia veiculada por um jornal local (“Rede Bom Dia”) de que a Foxconn, empresa de Taiwan que já fabrica produtos das gigantes Sony e da HP em Jundiaí, quer ampliar suas instalações na cidade para produzir Macs, iPhones, iPods e iPads colocou o município nas páginas de jornais e sites tanto do Brasil quanto do Exterior. “‘O Bom Dia’ nunca foi tão citado, o Brasil inteiro noticiou, e chegou até na ‘Forbes’”, disse o jornalista Fábio Pescarini, que trouxe à tona a informação, sobre a conceituada revista americana de economia. Dezenas de jornais e sites reproduziram a matéria do jornal local ao longo da semana passada.

Desde então, não se fala de outra coisa na cidade de 380 mil habitantes. “Quem sabe o Steve Jobs (CEO da empresa) não vem para inaugurar a fábrica?”, sonha a assessora de imprensa da prefeitura, Cíntia Souza, que está se desdobrando para atender a enxurrada de ligações de jornalistas querendo saber da novidade. A prefeitura, porém, diz que só pode revelar que a Foxconn, que tem duas fábricas na cidade, solicitou estudos para instalar uma terceira planta. Foxconn e Apple tampouco confirmam, mas na cidade é dado como certo que a fábrica virá.

“A gente gostaria de dar esta notícia, porque os produtos da Apple, além de desejados, têm alto valor agregado, o que gera mais renda e empregos”, afirma o prefeito Miguel Haddad, que tem um tablet iPad, adquirido em uma viagem ao Exterior. Ele está confiante que a Foxconn, que já é a montadora da Apple na China, elegerá a terra da uva para fabricar seus produtos.

O principal atrativo, conforme o prefeito, é a infraestrutura urbana e a logística da cidade (próxima ao porto, aeroportos e polos consumidores e servida de estradas e ferrovias), facilidades que já atraíram quase mil indústrias de 30 diferentes segmentos nas últimas décadas, entre elas o maior centro de distribuição da Casas Bahia, Coca-Cola, Itautec, TAM e Siemens. “As empresas vêm para cá e já têm tudo na porta”, afirma Haddad, já sonhando com um iPad 2 (lançado mundialmente este mês) “Made with pride in Jundiaí” (feito com orgulho em Jundiaí), o slogan do Conselho Municipal de Relações Internacionais. A Foxconn, presente em 14 países e empregadora de 1,3 milhão de pessoas, a maioria na China, também tem instalações em outras três cidades brasileiras: Indaiatuba e Sorocaba, em São Paulo, e Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais. Em Jundiaí, abriu a primeira fábrica em 2007 e a segunda, em 2009, tornando-se a maior empregadora do município, com mais de três mil funcionários.

“A possibilidade de uma indústria como a Apple em Jundiaí tem mexido com toda a comunidade”, afirma o diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Jundiaí, Mauritius Reisky. “A instalação da empresa seria motivo de grande orgulho”, ressalta. Não é de hoje que a Apple, ícone de inovação no mundo digital, namora o Brasil para instalar mais uma linha de produção. O último flerte aconteceu quatro meses atrás, quando o empresário Eike Batista anunciou que negociava com montadoras da marca na Ásia e até anunciou o valor do investimento, US$ 1,6 bilhão. “Sim, a gente quer trazer (a Apple) porque a gente (o Brasil) tem de pagar duas vezes e meia o preço de um iPad”, declarou o megaempresário na ocasião.

Por causa dos rumores da semana passada, algumas publicações, incluindo a “Forbes”, relacionaram os planos do empresário, o oitavo homem mais rico do ano, à movimentação da Foxconn em Jundiaí. “Bilionário Batista pode realizar desejo de abrir fábrica da Apple no Brasil”, diz a reportagem. A assessoria de Eike não confirma a história, mas reafirmou que o grupo de Eike, o EBX, mantém o interesse em atrair fabricantes de tecnologia digital. Porém, ressalta que o local seria o Superporto do Açu, que a empresa está construindo em São João da Barra, no norte do Estado do Rio de Janeiro. Será que Jundiaí vai levar a melhor?

– Inovação: Muita grana ou Muita Competência?

 

Sempre questione a relação Competência Financeira X Competência Intelectual/Administrativa. Nem sempre ter dinheiro significa ter sucesso.

 

Veja só: o conhecidíssimo Clemente Nóbrega, em seu enésimo excepcional artigo, escreveu a respeito dos investimentos minguados no Brasil em INOVAÇÃO. E desafia: se investirmos mais dinheiro, teremos mais inovação?

 

Ele duvida. Responde que nem sempre dinheiro se transforma em bons resultados.

 

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI177094-16644,00-O+FATOR+DECISIVO.html

 

O FATOR DECISIVO

 

O Brasil investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB. Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido

 

Em um artigo publicado em 2007, mostrei a correlação entre incompetência para inovar e instituições fracas – não há inovação sem que na sociedade haja confiança institucionalizada. Pesquisas mostram que não melhoramos nisso, mas temos outros pecados também. Fala-se que o país investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB (países ricos, duas ou três vezes mais). Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido. Eu não aumentaria investimentos, rearranjaria recursos que já estão no sistema. Veja só. No mundo da gestão (de qualquer coisa, privada ou pública), só o que legitima é resultado – output, não input. Sucesso não é medido pelo que entra no sistema, mas pelo que sai dele. Não número de policiais nas ruas, mas redução de crimes. Não campanhas de vacinação, mas diminuição de doenças. Claro que inputs são aproximações – proxys, como dizem, para resultados esperados, mas um gestor que se limita a proxys não é um gestor, é um burocrata.

A Apple – empresa mais inovadora do mundo – investe bem menos em inovação do que a média das empresas de tecnologia, mas obtém muito mais resultado. É mais produtiva em inovar. Numa empresa, os dirigentes estabelecem diretrizes (metas a atingir e meios para que sejam alcançadas). Ex: “Queremos que, dentro de cinco anos, 20% de nossas receitas estejam sendo geradas por produtos que não existem hoje”. Os recursos que vão ser alocados para que a diretriz seja cumprida dependem da meta a alcançar, não é simples? O que as empresas inovadoras têm são processos gerenciados em função de metas de output de inovação. Assim: “Se tudo continuar sendo feito como vem sendo feito, cresceremos ‘x%’ ano que vem. Mas se quisermos inovar, então, em cima de ‘x%’, colocaremos, digamos, mais um ou dois pontos percentuais, que têm de vir de inovações. Ficando no ‘papai &mamãe’, cresceríamos 20%, mas a meta é 22%. Esses 2% além do ‘esperado’ são inovação na veia. O investimento para chegar lá será um percentual desse ‘extra’ que espero obter (um percentual aplicado aos 2%). Os 2% de inovação terão de ser desdobrados por todas as áreas produtivas da empresa. Cada uma dará sua contribuição para o todo. Não sabem como fazer? Treine-os, há método para isso. A unidade bateu sua meta de inovação? Prêmios, bônus, fanfarras. Não bateu? Bem, o que acontece com um vendedor que não vende? Com um financeiro que não planeja o fluxo de caixa? Não há mistério. É gestão pelas diretrizes. Tem meta, prazo, responsabilização e plano de ação. A cada período tudo se repete – um delta além do ‘papai &mamãe’, incorporando os ganhos do período anterior”.

 

A Apple investe bem menos em inovação do que
a média, mas obtém muito mais resultado


Órgãos fomentadores de inovação devem parar de se medir pelo dinheiro que injetam no sistema, como se isso garantisse resultado. Sem gestão, não garante. O input que conta é conhecimento, mais que dinheiro. Atenção: o investimento em inovação (como percentual do resultado) tem de diminuir com o tempo, mas riqueza nova tem de ser criada continuamente. Possível, mas só com gestão da inovação.

* Clemente Nobrega é físico, escritor, consultor de empresas e autor do blog Ideias e Inovação no site de Época NEGÓCIOS

– Dona Telefônica aprontando de novo!

 

Sábado: 10 da manhã: Quero desligar a minha linha de telefone. Liguei à Telefônica para cancelá-la. Depois da irritante voz da atendente eletrônica, foram 08 minutos de espera e desisti.

 

Domingo: 08 da manhã: Liguei de um lugar mais confortável, foram 19 minutos de espera e desisti.

 

Mesmo Domingo: 08:20: Resolvi escolher a opção “Comprar uma linha” ao invés de “Cancelar Linha”. Tempo de espera? Exatos 12 segundos cronometrados.

 

É para xingar ou não?

– Brasil e Cana-de-Açúcar: o Ineditismo desde o Século XVI

 

Estamos importando 200 milhões de litros de álcool. Nunca fizemos nada parecido.

Desde o século 16, exportamos álcool e açúcar para o mundo. Parece que, depois de 500 anos, mudamos a história. Para pior… 

Vide o triste episódio dos combustíveis brasileiros, em: http://bit.ly/eImWpv

“Dá-lhe” Brasil…

– Crise dos Combustíveis: Brasil colocará Água na Gasolina!

 

Uma das situações mais inusitadas que poderia se imaginar está acontecendo em nosso país: a falta de combustíveis.

 

Em meio a crise, a Folha de São Paulo deste sábado (23/03/2011, Caderno Mercado, pg B1 à B12), traz um levantamento crítico do panorama.

 

Manchete de capa:

 

“CONTRA ALTA DO ÁLCOOL, BRASIL VAI COLOCAR MAIS ÁGUA NA GASOLINA”

 

Para a composição da gasolina brasileira, há a adição de 25% de álcool anidro. Como falta álcool, o Brasil adicionará 1% de água para segurar os preços.

 

E por que falta álcool?

 

O Etanol (álcool combustível) está sofrendo o período da entressafra. Entretanto, a maior parte da produção (que está baixa) está sendo exportada aos EUA. Assim, os produtores exportam o etanol produzido pela cana-de-açúcar (que é de boa qualidade e preço baixo), deixando os consumidores brasileiros sem o produto.

 

Para evitar que os postos de combustíveis fiquem sem etanol nas bombas, uma outra submanchete do jornal:

 

“BRASIL IMPORTARÁ ÁLCOOL DOS EUA”

 

Como os usineiros estão vendendo álcool de cana para os EUA, para se evitar a falta, o Governo importará 200 milhões de litros de álcool de milho dos… EUA! Isso mesmo: vendemos nosso álcool bom e barato para os americanos e compramos o álcool caro que os EUA procuram não usar.

 

Assim, os preços do Álcool nas bombas sobe; e como há álcool na Gasolina, outra manchete da Folha:

 

“ÁLCOOL VAI A R$ 2,80 (EM POSTOS DA CAPITAL) (…) GASOLINA JÁ ULTRAPASSA R$ 3,09”.

 

Nesse crítico cenário, não compensa abastecer etanol (álcool), e portanto, os consumidores migram para a gasolina. Entretanto, com a alta do consumo e o fato de todos estarem abastecendo gasolina, a Petrobrás não consegue produzir o suficiente. Quando o consumo estava equilibrado (metade da frota de carros de passeio abastecendo gasolina e metade álcool), tínhamos a auto-suficiência da gasolina. Agora, com tantos carros abastecendo gasolina, falta produto também.

 

Encerramos com outra manchete:

 

“PETROBRAS TRAZ GASOLINA DO EXTERIOR”

 

Hoje o país produz 380 mil barris de gasolina / dia. Importará 3 milhões de barris, volume que não era importado há 40 anos.

 

CUIDADOS:

 

Com a crise, 4 golpes na praça:

1) Gasolina Formulada – ao invés do produto refinado pela Petrobrás, há a produção de gasolina em “laboratórios”.

2) Gasolina Batizada – antes, o golpe era acrescentar álcool. Hoje, o golpe é acrescentar Naftalina líquida, que dá explosão no carro e depois faz o veículo parar.

3) Álcool Molhado – a adição de água nos tanques de álcool enganando o consumidor.

4) Álcool “Metanol” – o álcool sintético americano, extremamente explosivo e poluente, ao invés do álcool biocombustível.

5) 1 litro “econômico” – Quem garante que o litro vendido tem 1000 ml?

 

ABASTEÇA EM POSTOS DE CONFIANÇA. NESSE MOMENTO, A CREDIBILIDADE ESTARÁ ACIMA DE QUALQUER OUTRO FATOR.

– Chery não quer a Nutriplus como sócia?

 

Leio na Revista Exame da última semana (23/03/2011, por Maurício Onaga, pg 26, Coluna Primeiro Lugar) que a montadora chinesa Chery, que constrói uma unidade fabril em Jacareí, estuda a possibilidade de assumir por inteiro a operação brasileira. Atualmente, a Chery é sócia do grupo JLJ, dono da Nutriplus (área da alimentação). Pelo fato da sócia ser citada em denúncias de superfaturamento e desvios de verbas públicas (segundo a Exame na citação acima), os chineses estão incomodados.

 

Tal desejo de abandonar o sócio se concretizará? As denúncias se confirmarão?

 

Quem sabe apareçam esclarecimentos na próxima edição da Revista. Aqui, espaço aberto!

– Faltará Combustível no Brasil?

 

Poderá faltar combustível no Brasil? Talvez…

 

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabriele (segundo Jean Peter, da Rádio Bandeirantes, no Jornal em 3 Tempos) confirmou que não haverá aumento nos preços da Gasolina nesse ano no Brasil.

 

Ora, em que país vivemos? Ou melhor, em qual país vive o presidente? Nesta última semana, a Gasolina subiu cerca de R$ 0,15 nas distribuidoras, por conta do aumento do preço do Anidro. Além do preço estar em alta, faltam combustíveis!

 

O Etanol sofre pela interminável entressafra e pelo aumento das exportações do Brasil aos EUA. Em contrapartida, a Cosan (gigante do setor), por exemplo, anunciou a importação de álcool de milho dos americanos. Exportamos o álcool de cana mais barato aos EUA e compramos o álcool caro deles? Loucura!

 

Como os donos de veículos estão optando pela Gasolina ao invés de Álcool nos carros bicombustíveis (pelo preço excessivamente caro no mercado), um efeito colateral aconteceu: a Petrobrás não dá conta de refinar a quantidade de Gasolina necessária. Ou seja: aumentou o consumo e a frota de veículos, mas a produção se compensava com o álcool no mercado interno. Sendo assim, algumas distribuidoras de combustíveis começaram a racionar as vendas, impondo cotas de compras.

 

Se nada for feito, poderá faltar combustível na virada do mês devido a redução de estoques no Brasil. Incrível!

– Subway supera McDonald’s em número de Lojas no Mundo

 

Segundo o “The Wall Strett Journal”, o McDonald’s não é mais a maior rede fast food do mundo. Ao menos, em número de lojas. A Subway hoje possui 33.749 lanchonetes, contra 32.737 do concorrente. Mas em volume de vendas, o McDonald’s ainda é o líder mundial: 24 bilhões de dólares / ano, US$ 9 bi a mais do que o Subway.

 

No Brasil o principal concorrente do McDonald’s é a brasileira Habib’s, seguido pela brasiliense Giraffas e com o incômodo do Burger King em fase inicial.

– Malefícios e Benefícios de um Rival

 

Que interessante: Robson Viturino e Álvaro Oppermann, da Revista Época Negócios, Ed fevereiro/2011, pg 60, trouxeram uma importante matéria sobre como a concorrência ajuda a vender mais, e alguns malefícios que ela traz, de forma leve e interessante. Bons exemplos: Puma X Adidas, deixando a Nike disparar!

 

JÁ VIU O QUE SEU RIVAL FEZ HOJE?

 

Estudo desvenda os mecanismos psicológicos que motivam o espírito de rivalidade entre empresas concorrentes.

 

No dia a dia dos negócios, as palavras “rival” e “concorrente” são usadas de forma indistinta. Uma nova pesquisa, porém, evidencia que existem diferenças claras entre as duas na relação de pessoas e empresas. E não é só uma questão semântica. “A primeira coisa a notar é que as pessoas são mais aguerridas na competição quando existe rivalidade entre elas”, dizem os autores do estudo, Gavin Kilduff, Hillary Elfenbein e Barry Staw. O trio de pesquisadores, professores de administração nas universidades de Nova York, Saint Louis e Berkeley, estudou a psicologia da rivalidade e da concorrência entre jogadores e times de basquete dos Estados Unidos. Segundo eles, as conclusões podem ser estendidas aos negócios.

“A literatura de negócios usava as duas palavras como sinônimos de competição”, dizem os pesquisadores em um artigo publicado no Academy of Management Journal. “No entanto, a concorrência é algo racional. A rivalidade é passional”, afirma o trio. Esta última nasceria do envolvimento psicológico entre os protagonistas. Ou seja, surge quando existe uma relação íntima, ou um histórico comum, às partes envolvidas, gerando implicações profundas na maneira como jogadores e equipes se relacionam. “O mesmo ocorre nos negócios”, dizem eles.

Se a concorrência é o motor do desempenho, a rivalidade é o seu “afrodisíaco”. Um bom exemplo disso está no basquete norte-americano dos anos 80, que foi polarizado por Larry Bird, do Boston Celtics, e Earvin “Magic” Johnson, do Los Angeles Lakers. Os dois iniciaram a carreira profissional em 1979. Antes eles eram estrelas dos principais times universitários dos Estados Unidos e acompanhavam com afinco a carreira um do outro. “Quando a tabela de jogos da temporada era publicada, os jogos do Celtics eram a primeira coisa que eu marcava”, diz Magic Johnson. “Eu começava a ler o jornal pela seção de esportes, para ver como estavam as estatísticas de Magic”, diz Bird. A rivalidade – ou quase obsessão – acabou servindo de combustível ao brilhantismo de ambos nas quadras. Concorrentes se esforçam e dão o sangue. Rivais fazem das tripas coração. Eis a diferença.

Nos negócios, a rivalidade também pode gerar um ciclo virtuoso. No Japão, os rivais Toyota e Nissan protagonizam um duelo de inovação desde os anos 70. Quando a Toyota invadiu o mercado americano com o Corolla, em 1972, a Nissan respondeu em seguida com o Bluebird. Em 2001, a Nissan redesenhou totalmente o Altima para enfrentar o Toyota Camry. Em 2010, diante do Leaf, carro elétrico mundial a ser produzido pela Renault-Nissan, a Toyota respondeu comprando uma fatia da Tesla Motors. Segundo a autora Evelyn Anderson, embora a Toyota seja altamente competitiva em relação a Ford e GM, a competição acirrada com a Nissan e a Honda sempre teve um gostinho especial.

A rivalidade também tem uma face sombria, dizem os pesquisadores. É comum rivais engalfinharem-se em lutas do tipo “custe o que custar”. O Boston Scientific Group, por exemplo, se dispôs a pagar US$ 24,7 bilhões pela fabricante de marca-passos Guidant, para não permitir que o eterno rival Johnson & Johnson abocanhasse a empresa. Esta é considerada pelos analistas a segunda pior aquisição da história, atrás somente da compra da Time Warner pela AOL. Já a Adidas e a Puma (criadas por dois irmãos que se detestavam) estavam tão preocupadas em espionar uma à outra, nos anos 70, que não viram a Nike chegar. “A rivalidade é uma faca de dois gumes”, concluem os autores. Moral: saiba diferenciar concorrência de rivalidade.

– E a JAC Motors parece que chegou mesmo!

 

A montadora chinesa JAC Motors chegou enfim pra valer no Brasil. Com 150 milhões de reais para serem gastos com publicidade, a empresa invadiu Facebook, Twitter, Orkut e outras mídias. Almeja ainda patrocinar o Flamengo, para popularizar sua marca no meio do futebol (quem fez isso foi a Hyundai com o Fluminense, lembram?)

 

Nos anos 80, eu não confiava em carros japoneses. Hoje eles são excepcionais.

Nos anos 90, eu não botava fé em carros coreanos. Hoje, me convencem.

Na primeira década dos anos 2000, eu não acredito em carro chinês. Será que na próxima década os respeitarei?

 

Sinceramente, a cultura empresarial japonesa, coreana e chinesa, às vezes parecida, pode ser diferente demais em alguns aspectos. Por isso a minha desconfiança. Hoje, não compraria um carro chinês de forma alguma!

– Álcool a R$ 2,30? A Abrupta Subida do Preço do Etanol

 

Dias atrás conversamos sobre o aumento dos preços do álcool combustível (em: http://bit.ly/gJoOKS ) . Cada vez mais há a migração dos carros bicombustíveis para a opção gasolina.

 

Compartilho interessante matéria da Folha de São Paulo deste sábado, caderno Economia, por Karla Domingues e Mauro Zafalon:

 

ÁLCOOL MANTÉM ALTA EM SP E JÁ CUSTA R$ 2,30 POR LITRO

 

A demanda por combustíveis supera as expectativas, devido à evolução da economia. A procura por álcool também está aquecida, o que permite reajustes de preços nas usinas e nos postos.

A avaliação é de Antonio de Padua Rodrigues, diretor da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar). Em anos anteriores, os consumidores já migravam para a gasolina quando a paridade estava em 65% da gasolina, o que não ocorre neste ano.

Mas, se o preço continuar subindo, mais consumidores irão para a gasolina. “Até porque as usinas não produzirão, nas próximas semanas, o suficiente para o patamar atual de demanda.”

A Folha apurou R$ 2,30/litro ontem em postos de São Paulo.

– Beleza e Poder: Competência e Discriminação no Ambiente de Trabalho

 

Beleza e competência têm juntas algumas relação?

 

O Poder deve ter algumas restrições com a aparência?

 

Pois bem: a oportuna e pertinente matéria da Revista Isto É Dinheiro (de 20/10/2010, ed 680, pg 68-74, por Paulo Brito) traz interessante matéria sobre Mulheres Bonitas em cargos executivos. Na reportagem, diferenças entre postura, salário, relação e discriminação entre mulheres “feias e bonitas” (se é que existe mulher feia… particularmente, beleza é algo relativo e subjetivo).

 

Abaixo, compartilho:

 

BELEZA E PODER

 

Até que ponto o visual de uma presidente influi no sucesso de sua empresa? Algumas líderes revelam o que enfrentam pelo fato de serem bonitas

Uma das obras-primas de Vinicius de Moraes é um poema chamado Receita de mulher. O primeiro verso diz: “As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental.” Há quem enxergue na frase cunhada pelo poetinha uma certa dose de machismo, mas, no mundo corporativo, ela tem se tornado decisiva. 

Executivas em cargos elevados e de beleza indiscutivelmente fora do comum parecem saber disso muito bem. E nenhuma nega que capricha em cada detalhe de seu visual para comparecer de modo atraente às reuniões nas quais representa sua empresa. Em outras palavras, elas vão vestidas para vender. 

O capricho delas é, na verdade, um complexo conjunto de escolhas que inclui roupas, penteado, maquiagem, postura, perfume, gestos, linguagem e muito mais. Isso, queiram elas ou não, vai despertar os sentidos de cada um dos presentes às reuniões. 

 

E a expectativa, sem sombra de dúvida, é de que todo esse cuidado as ajude a atingir as metas de suas companhias. Nessa discussão, que é quase um tabu entre as executivas, não há um consenso. 

 

Patrícia Gaia, 43 anos, a presidente do grupo Armani no Brasil, tem certeza absoluta de que, no setor em que trabalha, o da moda e do luxo, a aparência é, sim, fundamental. “A beleza ajuda muito, sim. Não no fechamento de um negócio, mas ajuda”, afirma ela. 

 

Já a empresária Gisela Mac Laren, 42 anos, presidente do estaleiro Mac Laren Oil, empresa com faturamento de US$ 50 milhões, tem uma visão oposta. “Beleza é algo que desprezo”, diz, com uma voz ríspida, para deixar claro que não quer ter essa imagem associada à sua empresa. 

 

O fato é que, independentemente da crença de cada uma, a aparência tem um papel importante tanto para o bem como para o mal. “A beleza tem, sim, influência”, diz à DINHEIRO o economista americano Daniel Hamermesh, professor da Universidade do Texas e da Universidade de Maastrich, na Holanda. 

Ele estuda isso há décadas e publicou seu primeiro trabalho sobre o assunto especialmente para o governo americano. A pesquisa contou com a ajuda de um grupo, formado por quatro pessoas, que classificou as fotos de 4.400 recém-formados de uma faculdade de direito em cinco categorias que iam do feio ao belíssimo. 

 

Periodicamente, esses ex-alunos informavam seu nível salarial à faculdade e, a partir dessa base, foi possível determinar uma forte correlação entre beleza e rendimentos. “Esse fato já está cientificamente comprovado: gente bonita ganha melhor. O que estamos estudando, agora, é como isso está ocorrendo em diferentes profissões e o que produz esses efeitos.” 

 

Se por um lado pode abrir portas, por outro a beleza cria situações constrangedoras. É o que relata Mônica Ferro, 43 anos, dona da loja de iluminação Wall Lamps, no bairro dos Jardins, em São Paulo. Bonita e dona de um negócio que este ano pode faturar R$ 12 milhões, Mônica já apareceu em várias reportagens. 

 

Em uma delas, foi fotografada de saia. Pouco tempo depois, foi procurada por um cliente que disse ter lido o texto e pedia uma reunião. “Eu o atendi junto com outra pessoa e, minutos depois, concluí que ele não estava totalmente interessado nos produtos”, conta ela, rindo. “Pelo teor da conversa, notei que aquilo não ia terminar num negócio. 

 

Mesmo assim, continuei a reunião, mas houve uma hora em que ele não resistiu e falou ‘mas a senhora tem umas pernas…’ e continuou a conversa. Curiosamente, nesse dia eu usava calça comprida.

Eu, polidamente, agradeci, e felizmente ele nunca mais voltou. Mas essas coisas são assim: os homens jogam. Se colar, colou”, completa. Para não ter de enfrentar essas situações, a dona da Kapeh Cosméticos, Vanessa Vilela, 32 anos, toma certos cuidados no seu dia a dia de executiva. O primeiro é vestir-se com discrição: decotes sempre abreviados, às vezes uma echarpe no pescoço, tailleurs e calça comprida de corte social.

 

Outro recurso: sempre que possível, leva sua sócia e o marido dessa sócia para as reuniões. “Um homem que tenha quase ultrapassado os limites dos assuntos comerciais comigo deve ter sido muito sutil. 

 

Em geral, são muito bem-comportados e educados”, diz Vanessa. Para reforçar sua blindagem ao assédio, ela deixa claro que o assunto tratado é exclusivamente aquele que motivou a reunião. “O objetivo de nossas pautas é sempre atingir as metas de qualidade e vendas da Kapeh, que este ano deve faturar R$ 1 milhão”, diz Vanessa. 

 

A dona da rede Spa Mais Vida, a ex- triatleta Renata de Abreu, 32 anos, uma loira de 1,79 m de altura, nunca se sentiu assediada: “Acho que até pela minha postura, pela minha maneira discreta de vestir, pela seriedade nas conversas”, conta. 

 

Mas ela sabe que corre esse risco. “Acho que dei sorte”, diz. E sabe como se desvencilhar de uma brincadeira de mau gosto. “Se isso acontecer, não acho que será difícil contornar. É o caso de interromper a reunião na mesma hora, pedir licença, desconversar, adiar tudo”, completa. 

Pode parecer mero detalhe, mas a questão da beleza feminina no universo executivo, predominantemente tomado por homens, ajuda a forjar o comportamento de algumas empresárias. Gisela Mac Laren, que desde 2000 comanda o Estaleiro Mac Laren Oil, de Niterói, é uma delas. 

 

Considerada a “diva” do setor naval brasileiro, é igualmente bonita e discreta, mas quem a conhece das reuniões de negócios sabe que nem de longe sua imagem deve ser associada a falta de conhecimento do setor naval ou a fragilidade. 

 

Para deixar claro qual é sua posição, ela age com firmeza nas negociações e é conhecida por seu aperto de mão ao estilo “quebra ossos”, como descreve um empresário dessa área. Com o tom de voz beirando a rispidez, ela afirma que sua beleza não é vantagem alguma.

 

Mas, evidentemente, sabe o poder que a aparência tem sobre os interlocutores. Tanto é que, como atua em um setor machista, criou algumas regras de conduta dentro da sua empresa. Sempre vestida com terninhos pretos da marca americana Theory, ela instituiu tanto a cor preta quanto as roupas discretas como obrigatórias para todas as mulheres da empresa. 

Em poucas palavras, Gisela não quer nenhuma ousadia. Apesar disso, não abre mão de detalhes pessoais, como maquiagem, joias reluzentes e tilintantes e, às vezes, um toque do Sensuelle, da Chanel. “Não acho que a beleza traga qualquer vantagem nos negócios nem para quem trabalha”, diz a empresária. “A elegância, a vestimenta, o comportamento, a qualidade da comunicação, o respeito, isso sim. Tudo isso ajuda a compor a imagem pública de cada pessoa”, completa. 

 

Uma funcionária como a porto-riquenha Debrahlee Lorenzana, que até agosto do ano passado trabalhava numa agência do Citibank, em Nova York, dificilmente teria espaço na empresa de Gisela. 

 

A voluptuosa moça usava roupas curtas no ambiente de trabalho. Seus trajes incluíam decotes generosos para valorizar um busto tamanho 46, construído com duas cirurgias plásticas, e curvas realçadas por duas lipoaspirações. Foi demitida sem explicações e, por isso, abriu um processo contra o banco. 

 

O verdadeiro motivo, alega seu advogado, foi o “ambiente de trabalho hostil criado por causa do seu estilo de vestir”. O caso de Debrahlee reflete o outro lado da moeda: entre os efeitos que a boa aparência de uma executiva pode provocar está a incredulidade de certos homens na competência delas.

Vanessa Vilela, da Kapeh, já viu um cliente quase virar as costas por não a reconhecer, num evento, como a dona da empresa. “Ele queria mais informações sobre os produtos e pediu para falar com alguém ‘superior’, embora eu já estivesse ali”, conta. 

 

A situação é idêntica à enfrentada por Mônica Ferro em uma reunião com um arquiteto: “Ele achou que eu era um bibelô, que estava na reunião só de enfeite, e disse à minha vendedora que queria falar com alguém mais graduado. Bem, aí eu tive de dizer quem eu era. Na hora ele abaixou a cabeça e ficou bem sem-graça”, comenta. “Em certos casos, acho que os homens querem passar por cima da gente”, diz. 

 

A consultora de  etiqueta e comportamento Cláudia Matarazzo faz questão de salientar que, num primeiro momento, a beleza ou a ausência dela são cruciais. “Você leva apenas 20 segundos para formar sua impressão sobre uma pessoa. Dentro dessa impressão, a imagem representa 60%. Depois, vem o tom de voz, com mais uns 30%. Nos 10% que faltam está o restante dos aspectos”, diz a consultora. “E, quando essa primeira impressão é boa, pode até mascarar qualidades ruins da pessoa.” Mas não por muito tempo. 

De acordo com Patrícia Gaia, da Armani, o resultado pode ser desastroso. “Uma pessoa que não seja bonita e também não seja capacitada é perdoada. Mas uma pessoa bonita e não capacitada é considerada uma ‘boba’”, afirma. É mais ou menos o que pensa a psicóloga Adriana Gomes, coordenadora de pós-graduação da faculdade ESPM, de São Paulo. “A beleza não permeia a decisão. Pode ser um facilitador no início das negociações, mas não no seu final. E a competência da pessoa deve ser consistente”, afirma. 

 

Renata de Abreu, do Spa Mais Vida, sabe disso e usa sua aparência como um cartão de visita. “Como vendo, tenho de ser o exemplo”, admite. “Do mesmo modo, ninguém iria se animar com um personal trainer fora do peso.” Ela tem resultados para mostrar: este ano, seus spas vão faturar R$ 6 milhões, em sete endereços, e até 2012 ela deve abrir outras 27 filiais. “É inegável que a beleza de uma mulher influencia o mundo do trabalho.

Não quer dizer que essa beleza torne as coisas mais fáceis. Mas a verdade é que aspectos subjetivos como esse têm um peso muito maior do que os executivos gostariam de reconhecer”, garante o consultor Boanerges Freire, da Boanerges & Cia. “Todos falam de objetividade nos negócios e nas reuniões, mas as relações comerciais acontecem entre as pessoas. Somos influenciados por aspectos subjetivos.” 

 

O cirurgião plástico Alexandre Senra, de São Paulo, que diariamente atende executivos de ambos os sexos, revela quanto essa questão aflige as pessoas. Uma de suas pacientes, executiva bonita que se aproximava dos 40 anos, resolveu investir numa plástica para defender sua posição na empresa. 

 

“Ela estava em uma companhia que iria ser absorvida por outra. Pelo que me contou, ela corria o risco de ser demitida por causa da idade assim que isso acontecesse”, diz Senra. Afinal de contas, profissionais mais jovens estavam a caminho. “O que a moça fez: veio ao meu consultório e optou por uma plástica. Até onde eu sei, depois da fusão ela continuou na equipe, não foi dispensada”, afirma.