– O Cartel do Cimento: Alguma Novidade?

Quem trabalha no ramo de Material de Construção, sabe bem disso: boa parte das marcas brasileiras de cimento estão nas mãos de duas ou três empresas, onde não existe concorrência saudável mas combinação de preços e estratégias para a maximização do lucro, feito às vistas do governo, que nada faz.

Agora, Lorenna Rodrigies, da Folha de São Paulo (citação abaixo), traz a informação: o Ministério da Justiça quer a condenação da Votorantim e da Camargo Corrêa por formação de cartel na venda de cimento no Brasil.

Alguém acredita que a punição acontecerá e o panorama mudará?

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1004584-governo-pede-condenacao-de-votorantim-e-camargo-correa-por-cartel.shtml

GOVERNO PEDE CONDENAÇÃO DE VOTORANTIM E CAMARGO CORRÊA POR CARTEL

A SDE (Secretaria de Direito Econômico), do Ministério da Justiça, publicou hoje parecer pedindo a condenação de seis empresas e três associações por formação de cartel no setor de cimentos. As empresas acusadas são Votorantim, Camargo Corrêa, Cimpor, Holcim, Itabira e Companhia de Cimento Itambé.

A expectativa é que, se condenadas, as empresas tenham que pagar multa bilionária que pode chegar a 30% do faturamento. O parecer segue para o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que julgará o caso, ainda sem data prevista.

Juntas, essas empresas têm mais de 90% do mercado de cimento e concreto no país. Segundo a secretaria, o cartel pode ter causado prejuízos de mais de R$ 1 bilhão por ano à economia brasileira, já que o preço dos insumos foi aumentado em pelo menos 10%.

Foi pedida a condenação também da Abesc (Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Concretagem), ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento), além de seis diretores das empresas.

A investigação começou em 2006, após denúncia de um ex-funcionário da Votorantim. No ano seguinte, a SDE fez uma operação de busca nas empresas e associações e apreendeu documentos e 820 mil arquivos eletrônicos que mostram como funcionava o esquema.

Segundo a secretaria, as empresas combinavam os preços, dividiam os mercados em que cada uma atuaria e combinava até a compra de concorrentes para evitar que novas empresas entrassem no mercado.

– YPF estatizada por Cristina Kirchner. E aí?

Ditadores do século XXI: a Argentina estatiza a petrolífera YPF.

Os espanhóis da Repsol, donos da empresa, devem estar contente…

Com tal atitude, você investiria nos nossos hermanos?

Dona Cristina está dando um tiro no pé

– Facebook já é o Site de Maior Audiência no Brasil

No último sábado, o Facebook se tornou o site mais acessado do país. Segundo uma pesquisa divulgada hoje (perdoem-me a falta de citação), a rede social Facebook foi visitada por 10,86% dos internautas, contra 10,85% do site buscador Google.

Enquanto isso, o Orkut definha e o Google+ engatinha. Sou usuário também do Google+, e é nítido que estão trabalhando ferozmente na ferramenta social. Mas, para popularizá-lo, levará muito tempo ainda…

– ECAD divulga: Quais são os Artistas mais Ouvidos no Brasil?

Vejam só: o ECAD divulgou os números de recebimentos dos direitos autorais das canções internacionais executadas. E sabe quem lidera a lista aqui no nosso país?

The Beatles!

Pois é. Depois de tanto tempo, eles ainda são o número 1, seguidos por Lady Gaga, Michael Jackson, Justin Bieber e U2.

– Cadê os Bons Profissionais do Mercado de Trabalho no Brasil?

Alô, universitários! Falta boa mão de obra no Brasil! 

Compartilho interessante matéria sobre a importação de profissionais para trabalharem em nosso país, pelo simples motivo da falta de mão-de-obra-qualificada!

Sobram vagas para gente competente no Brasil. Abaixo:

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI217544-15259,00-VAMOS+ABRIR+O+BRASIL.html

VAMOS ABRIR O BRASIL

por Marcos Coronato, Keila Cândido e Murilo Ramos

País cresce e precisa de mais profissionais do que consegue formar. Outras nações também sofrem com falta de pessoal. Por que deveríamos entrar nessa briga por cérebros

Os ingênuos costumam crer que os números formem uma linguagem universal e objetiva. Os contadores sabem que não é bem assim – números, como palavras, podem confundir mais do que esclarecer. Por isso, os executivos da Whirlpool, empresa que fabrica os eletrodomésticos Brastemp e Consul, vêm se dedicando a fazer todas as suas contas da mesma forma, nos mais de 40 países em que tem sedes. No Brasil, parte do trabalho de padronizar as contas da Whirlpool está a cargo do executivo Robert Gisewite, um americano “importado” em 2010. O episódio pode ser visto de duas formas. Uma seria questionar: por que trazer um estrangeiro para ocupar uma vaga que poderia estar com um brasileiro? A outra seria comemorar: afinal, dezenas de brasileiros, incluindo jovens executivos de finanças, ganharam a oportunidade de crescer e aprender com um profissional assim.

Cada um desses brasileiros será enriquecido pelo convívio e se tornará mais valioso para a Whirlpool, para outras empresas em que eles venham a trabalhar e para negócios próprios que venham a abrir no futuro. A única coisa a lamentar é que casos assim não sejam mais comuns no Brasil.

Embora gostemos de pensar em nós mesmos como uma nação aberta e hospitaleira, 0,5% de nossa população é de imigrantes legais, muito menos que os 2% do Chile e os 4% da Argentina e dos Estados Unidos. E certamente bem menos que os 18% de estrangeiros da população do Canadá e os 25% na Austrália, os países que mais atraem forasteiros no mundo. Mesmo se considerarmos apenas os imigrantes com alta qualificação, que chegam ao país de destino na maioria das vezes já empregados, o Brasil pouco se integra ao resto do planeta. Entre 1999 e 2009, caiu a participação desses estrangeiros no mercado formal de trabalho. É fato que o país se tornou mais atraente para os estrangeiros nos últimos anos, e eles cresceram em números absolutos – as histórias apresentadas nestas páginas ilustram isso. Mesmo assim, a falta de empenho do governo e das empresas em atrair estrangeiros e nossa nada desprezível burocracia diante dos que querem ingressar no Brasil nos classificam como um país fechado. Entre 30 grandes países, ficamos apenas na 23ª posição em abertura e mobilidade de profissionais, atrás de outras nações em desenvolvimento, como Argentina, México e Índia. O Canadá é o campeão nesse quesito, segundo a avaliação feita pela consultoria Heidrick & Struggles e pela área de pesquisa da revista britânica The Economist.

Trata-se de um mau negócio para todo brasileiro. À medida que a economia cresce, precisa de mais gente com formação boa o bastante para entrar no mercado de trabalho e assumir responsabilidades rapidamente, para atuar numa nova loja, num escritório em expansão, numa obra em andamento. Ora, não são os brasileiros que devem preencher essas vagas? Sim, são. O problema é que não há brasileiros bem preparados em número suficiente. No longo prazo, a única solução é formar nossa gente: dar a muito mais pessoas uma educação muito melhor. Mas isso é no longo prazo. Enquanto isso não chega, precisamos aproveitar o momento animador da economia (que não vai durar para sempre).

Para quem acaba de conseguir ou está a ponto de obter um emprego novo, uma promoção ou um aumento, essa preocupação pode soar exagerada. Não é. Os empregos, promoções e aumentos do resto da década correm o risco de ser comprometidos por queda de produtividade, perda de oportunidades de negócios e alta da inflação – desequilíbrios que se ampliam com a falta de gente qualificada.

O desencontro entre o tipo de profissional que as companhias precisam e os profissionais que chegam ao mercado já tem consequências. Em diversos estudos, cerca de dois terços das companhias no Brasil relatam dificuldade para contratar, ante menos da metade das chinesas e menos de um quinto das indianas. Uma pesquisa feita pela IBM em 2010 mostrou que, enquanto as empresas no resto do mundo se preocupam principalmente com transformações em andamento em seus mercados, o que as brasileiras mais temem neste momento é a escassez de pessoal qualificado (embora esse temor ocorra, em diferentes graus, no mundo todo, como veremos adiante). “O processo de recrutamento e seleção ficou mais longo, para conseguirmos encontrar quem precisamos”, diz Alexandre Garcia, diretor de Recursos Humanos da Whirlpool.

Embora o país abra muitos postos de trabalho (deverá ser mais de 1,5 milhão neste ano), subiram as exigências para preenchê-los. O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Economia (Confea) calcula haver demanda por 20 mil engenheiros extras a cada ano. Apenas um em cada 50 formandos no Brasil é dessa área, proporção muito inferior à de um em 20 do México ou um em quatro da Coreia do Sul. O país forma anualmente menos de 40 mil engenheiros, porque os jovens se acotovelam em outras carreiras com menor demanda e pior remuneração média – daí chegarem ao mercado anualmente 20 mil bacharéis em humanidades e artes e mais de 10 mil psicólogos.

Também temos poucos economistas, matemáticos, físicos, geólogos e técnicos em geral – supervisores de obras, operadores de máquinas, laboratoristas, mecânicos e eletricistas. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) prevê que, a partir de 2014, a maior parte da demanda será por técnicos com qualificação mais demorada, acima de 200 horas de treinamento. “Não falta gente, mas falta gente qualificada. O problema é generalizado, mas mais agudo no nível técnico profissionalizante e em alguns setores, como construção, turismo e petróleo”, diz Christian Orglmeister, do Boston Consulting Group (BCG), que vem estudando o trânsito internacional de profissionais. “É insustentável o ritmo de investimento da infraestrutura, da logística e da produção se continuarmos com esse ritmo com que estamos formando”, afirmou recentemente o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. A dificuldade para achar pessoas bem preparadas pode ser percebida também por famílias e microempresas que procuram prestadores de serviços diversos, de limpeza, manutenção e reparos.

Nesse cenário de escassez imediata, uma solução para o futuro próximo seria o Brasil adotar uma política ativa para tentar atrair profissionais estrangeiros naqueles setores em que há maior falta de mão de obra qualificada. Trata-se de avançar até o ponto em que outros países já estão faz tempo. Eles têm – e ao Brasil falta – um conjunto de leis e regras que se pode chamar de “política de imigração”. Aqui, as permissões ou negativas de entrada de estrangeiros são decididas pontualmente, com base em pedidos de empresas e em razões políticas, sociais e humanitárias. Só que a falta de gente capacitada sentida agora não é um problema brasileiro – é uma preocupação global, que provoca uma disputa internacional pelos melhores cérebros. O Canadá já se antecipava a ela em 1981, quando o Departamento de Emprego e Imigração produzia uma obra-prima de pragmatismo: “A não ser que seja corrigida por meio de políticas governamentais adequadas, a falta de mão de obra poderá ter impacto negativo em emprego, produtividade e inflação”. Em seguida, sugeria que fossem admitidos de 20 mil a 25 mil “trabalhadores selecionados” para atender às demandas que não pudessem ser resolvidas com o treinamento de canadenses.

Esse medo ressurge com força, nas economias mais importantes do mundo, pela confluência do envelhecimento das populações dos países ricos com o forte crescimento econômico dos países em desenvolvimento. Nos próximos anos, quando os Estados Unidos e a Europa voltarem a crescer, a situação vai piorar. “A economia global se aproxima de um choque demográfico em escala não observada desde a Idade Média. Numerosas organizações serão incapazes de encontrar empregados suficientes em seus países de origem para sustentar a lucratividade e o crescimento”, afirma o relatório Estimulando economias pelo incentivo à mobilidade de talentos, do Fórum Econômico Mundial e do BCG. Por isso, países como Estados Unidos, China, Cingapura, Malásia e Austrália vêm modificando suas políticas de imigração. Ao mesmo tempo que restringem a entrada de estrangeiros menos instruídos, tentam atrair estudantes promissores e adultos capazes de criar riqueza (leia no mapa abaixo). O Brasil não tem o dinheiro dos Estados Unidos e da China nem a qualidade de vida da Austrália e do Canadá para atrair esses cérebros. Mas pode-se fazer muita coisa. Algumas das sugestões de empresas e consultorias especializadas são:

 

·         reforçar a “marca Brasil”, aproveitando um momento em que o país é bem-visto. Profissionais talentosos em outros países deveriam associar o Brasil a crescimento e oportunidades, e não somente a uma aposentadoria tranquila à beira-mar;

·         fechar mais acordos com outros países para facilitar o trânsito de profissionais e o reconhecimento da formação do estrangeiro, quando ela for de boa qualidade;

·         criar uma categoria de visto de trabalho expresso, com um mínimo de burocracia, para trabalhadores altamente qualificados;

·         facilitar o envio de recursos para a família no exterior e a transferência para o Brasil de benefícios e pensões que o estrangeiro receba em seu país de origem;

·         incentivar ambientes tolerantes, abertos, multiculturais.

 

O tema é delicado. Atrair estrangeiros é uma estratégia que desperta receios em populações e políticos em todos os países, principalmente nas economias mais maduras, que geram menos emprego. De carona na crise econômica mais recente, a xenofobia também recrudesceu. Felizmente, há muitos estudos sobre o tema, em parte porque vários países tentam entender o que deu tão certo em países como Canadá e Austrália, que atraem não só muitos imigrantes, mas também os mais bem qualificados do mundo; e o que deu errado em casos como os da França e da Alemanha, onde muitos filhos de imigrantes não conseguem se integrar à sociedade e à economia. As pesquisas já descobriram fatos que seriam úteis para o Brasil.

Na União Europeia, calcula-se que um aumento de 10% no número de imigrantes de um país reduza o nível de emprego dos nativos da mesma faixa educacional em até 0,7%. O maior especialista em imigração nos Estados Unidos, o economista cubano George Borjas, professor da Universidade Harvard, afirma que a concorrência de estrangeiros pode, sim, reduzir salários em seus respectivos níveis de formação. Um aumento de 10% na quantidade de estrangeiros com doutorado reduziria os salários desse nível de qualificação em 3%. A resposta veio de outro imigrante, o economista italiano Giovanni Peri, da Universidade da Califórnia. Ele constatou que a chegada de estrangeiros bem qualificados a uma região aumenta localmente o nível de emprego e, entre os mais instruídos, eleva também os salários. Segundo Peri, muitos estrangeiros assumiriam funções complementares às dos nativos e aumentariam a produtividade e a riqueza disponível para todos.

Na Austrália, constatou-se que os filhos de imigrantes não falantes de inglês – oriundos de países asiáticos, na maioria – vêm conseguindo notas médias melhores que todas as outras crianças. No Canadá, descobriu-se que um aumento de 10% no número de imigrantes de um determinado país é seguido por um crescimento no comércio exterior com aquele país em até 3%. Um relatório da ONU de 2009, chamado Superando barreiras: mobilidade humana e desenvolvimento, concluiu que o trânsito aberto de profissionais beneficia o país de origem e o país de destino (contanto que nenhum dos dois seja miserável). Isso ocorreria porque, diante da maior intensidade de imigração e emigração, crescem nos países envolvidos a busca e a cobrança por educação de melhor qualidade. Todos se preparam melhor, mesmo que apenas uma minoria chegue algum dia a sair de seu país ou a enfrentar diretamente competidores estrangeiros. “Administrar esse assunto é um desafio. Os estrangeiros disputam vagas com os brasileiros, sim, mas também trazem novos conhecimentos para o mercado”, diz a cientista social Maria Tereza Fleury, diretora da escola de administração da FGV e especialista em atuação internacional de empresas. “Historicamente, a imigração teve para o Brasil mais consequências positivas. Esses benefícios já ocorreram com a agricultura, com a indústria e agora começam a acontecer com serviços e tecnologia.”

Essa não devia ser uma questão controversa. Os Estados Unidos construíram seu caminho de superpotência com diversas levas de imigrantes – desde a aceitação indiferenciada de “pobres, cansados, rejeitados” de que fala a inscrição da Estátua da Liberdade, em Nova York, até a política de atração de gênios durante a Segunda Guerra Mundial que lhes deu a chave da energia nuclear. Israel, um país que compete como nação de primeira grandeza no mundo da tecnologia, foi formado por levas de imigrantes do mundo todo. Na própria história do Brasil há exemplos de explosão empreendedora a partir das massas de imigrantes no início do século passado. O mundo de hoje – empresas e países – vive uma era de guerra por talentos, gente capaz de inovar, inspirar, implementar. Está mais que na hora de o Brasil alistar exércitos para essa guerra. Venham de onde vierem.

– Portal IG é Vendido ao Ongoing

Os portugueses do grupo de comunicação Ongoing estão com tudo no Brasil. Primeiro, compraram o “O DIA”. Depois, lançaram o jornal “Brasil Econômico” (um diário de economia na cor rosa). Agora, compraram o IG.

Dessa forma, o mercado de audiência nos Portais da Internet ficou da seguinte forma (em número de acessos):

1-UOL

2-GLOBO

3-TERRA

4-R7

5-IG

Será que a entrada do grupo mudará esse posicionamento?

– Inovação: Grana ou Competência para que ela se torne Realidade?

Sempre questionei a relação Competência Financeira X Competência Intelectual. Nem sempre ter dinheiro significa ter sucesso.

Vejam só: o conhecidíssimo Clemente Nóbrega, em seu enésimo excepcional artigo, escreveu a respeito dos investimentos minguados no Brasil em INOVAÇÃO. E desafia: se investirmos mais dinheiro, teremos mais inovação?

Ele duvida. Responde que nem sempre dinheiro se transforma em bons resultados.

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI177094-16644,00-O+FATOR+DECISIVO.html

O FATOR DECISIVO

O Brasil investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB. Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido. 

Em um artigo publicado em 2007, mostrei a correlação entre incompetência para inovar e instituições fracas – não há inovação sem que na sociedade haja confiança institucionalizada. Pesquisas mostram que não melhoramos nisso, mas temos outros pecados também. Fala-se que o país investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB (países ricos, duas ou três vezes mais). Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido. Eu não aumentaria investimentos, rearranjaria recursos que já estão no sistema. Veja só. No mundo da gestão (de qualquer coisa, privada ou pública), só o que legitima é resultado – output, não input. Sucesso não é medido pelo que entra no sistema, mas pelo que sai dele. Não número de policiais nas ruas, mas redução de crimes. Não campanhas de vacinação, mas diminuição de doenças. Claro que inputs são aproximações – proxys, como dizem, para resultados esperados, mas um gestor que se limita a proxys não é um gestor, é um burocrata.

A Apple – empresa mais inovadora do mundo – investe bem menos em inovação do que a média das empresas de tecnologia, mas obtém muito mais resultado. É mais produtiva em inovar. Numa empresa, os dirigentes estabelecem diretrizes (metas a atingir e meios para que sejam alcançadas). Ex: “Queremos que, dentro de cinco anos, 20% de nossas receitas estejam sendo geradas por produtos que não existem hoje”. Os recursos que vão ser alocados para que a diretriz seja cumprida dependem da meta a alcançar, não é simples? O que as empresas inovadoras têm são processos gerenciados em função de metas de output de inovação. Assim: “Se tudo continuar sendo feito como vem sendo feito, cresceremos ‘x%’ ano que vem. Mas se quisermos inovar, então, em cima de ‘x%’, colocaremos, digamos, mais um ou dois pontos percentuais, que têm de vir de inovações. Ficando no ‘papai &mamãe’, cresceríamos 20%, mas a meta é 22%. Esses 2% além do ‘esperado’ são inovação na veia. O investimento para chegar lá será um percentual desse ‘extra’ que espero obter (um percentual aplicado aos 2%). Os 2% de inovação terão de ser desdobrados por todas as áreas produtivas da empresa. Cada uma dará sua contribuição para o todo. Não sabem como fazer? Treine-os, há método para isso. A unidade bateu sua meta de inovação? Prêmios, bônus, fanfarras. Não bateu? Bem, o que acontece com um vendedor que não vende? Com um financeiro que não planeja o fluxo de caixa? Não há mistério. É gestão pelas diretrizes. Tem meta, prazo, responsabilização e plano de ação. A cada período tudo se repete – um delta além do ‘papai &mamãe’, incorporando os ganhos do período anterior”.

A Apple investe bem menos em inovação do que a média, mas obtém muito mais resultado

Órgãos fomentadores de inovação devem parar de se medir pelo dinheiro que injetam no sistema, como se isso garantisse resultado. Sem gestão, não garante. O input que conta é conhecimento, mais que dinheiro. Atenção: o investimento em inovação (como percentual do resultado) tem de diminuir com o tempo, mas riqueza nova tem de ser criada continuamente. Possível, mas só com gestão da inovação.

* Clemente Nobrega é físico, escritor, consultor de empresas e autor do blog Ideias e Inovação no site de Época NEGÓCIOS

– Preservar a Floresta a troco de Grana?

Você já ouviu falar do Parque Yasuní? Ele fica no Equador, é declarado como Reserva Mundial da Biosfera, habitado por 2274 espécies de árvores e 655 espécies de animais por hectare, além de possuir tribos indígenas que não tiveram contato com o homem ainda.

Segundo Larissa Veloso, da IstoÉ, Ed 2181, pg 125-126, o Governo Local descobriu reservas enormes de petróleo (846 milhões de barris), valendo mais de US$ 7 bilhões. E para não explorá-la, uma proposta inusitada: Quer que a comunidade internacional banque esse valor para manter intacto o Parque.

Em suma: se pagarem o equivalente ao lucro obtido na venda do petróleo, não precisa desmatar.

O que você acha de tal proposta? Deixe seu comentário:

– Itaú Unibanco namorando HSBC?

Está na IstoÉ Dinheiro dessa semana: O Itau Unibanco está namorando o HSBC no Brasil. Já imaginaram tal aquisição?

Lembrando: no Chile, o Itau Unibanco adquiriu o HSBC local.

Hum… nessa fumaça está parecendo que há fogo mesmo!

– A Crise das Universidades Particulares

Quebra da São Marcos, Possível fraude na Unip e Propaganda Enganosa da Uniesp: esses são alguns dos pontos abordados na matéria da Isto É sobre o momento delicado de algumas universidades particulares:

SINAL AMARELO PARA AS UNIVERSIDADES PARTICULARES

Por Rachel Costa – Isto É, ed 04/04/2012, pg 56-58

Fechamento de faculdade, denúncias de fraude em exame do MEC em 30 instituições privadas e ondas de demissão de professores colocam o governo diante do desafio de regular um setor no qual estudam 78% dos alunos do ensino superior. Em menos de três meses, a repercussão de problemas em cinco grandes grupos educacionais particulares acendeu o sinal de alerta para o ensino superior privado brasileiro.

Só nos últimos dez dias, o Ministério da Educação (MEC) descredenciou a Universidade São Marcos, em São Paulo, e divulgou auditoria para investigar possíveis fraudes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) da Unip e de outras 30 instituições. Na mesma semana, o Serviço de Proteção ao Consumidor (Procon) de Campinas notificou a União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo (Uniesp) por suspeita de propaganda enganosa relativa ao Programa de Financiamento Estudantil (Fies). A mesma instituição já foi proibida pelo MEC de usar a sigla Uniesp – por sugerir que se trata de uma universidade – e responde a diversos processos. Some-se a isso a demissão de cerca de dois mil professores pelos grupos educacionais Galileo e Anhanguera, seguida por queixas relativas ao aumento do número de alunos por sala de aula, a redução da carga horária presencial e a perda de qualidade nos cursos. Este cenário conturbado leva a uma pergunta obrigatória: estaria o aluno que ingressa nas faculdades particulares muitas vezes levando gato por lebre? Por todo o País, as instituições privadas multiplicam-se rapidamente. De acordo com o último Censo da Educação Superior, elas já somam mais de 2.099 instituições – em 2000, esse número era menos da metade. Nelas estão 78% das matrículas no ensino superior e um poder de movimentação financeira de mais de R$ 28 bilhões anuais, de acordo com o último relatório do grupo Hoper, consultoria especializada em educação. O tamanho desses números impõe ao Ministério da Educação o desafio de não deixar que a educação se torne mero negócio. “Não há dúvida de que vamos precisar de mais gente e de pessoal especializado para dar conta dessa demanda”, diz Luís Fernando Massonetto, responsável pela recém-criada Secretaria de Regulação do Ensino Superior do MEC. O órgão, em funcionamento há menos de um ano, é uma resposta do Ministério aos mandos e desmandos perpetrados por instituições privadas. “Esperamos que com a secretaria se tornem mais claras as regras que devem ser seguidas pelas instituições particulares”, diz Adércia Hostin, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino.

Diante da dificuldade de controlar o setor, o que se vê são muitos alunos à deriva, sem saber o que fazer diante de arbitrariedades. Caso de Luiz Augusto de Sá, 24 anos, que foi obrigado a mudar sua formação superior de filosofia para psicologia. Aluno da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, ele descobriu, no início do ano, que seu curso havia sido extinto. “A reitoria achou inviável mantê-lo e o encerrou. Fomos informados da decisão só em janeiro”, conta. O fechamento súbito soma-se a duas ações coletivas na Justiça contra a instituição, recém-adquirida pelo grupo Galileo: uma por causa do aumento abusivo de mensalidades (que, no cálculo dos alunos, variou entre 18% e 40%) e outra para reverter a demissão em massa dos professores. “Com base nas homologações que recebemos, já são mais de 400 demitidos”, diz Wanderley Quêdo, presidente do Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro. “Não tem como manter qualidade do ensino sem corpo docente.” O acúmulo de problemas tem incomodado os alunos. “Desde o início do ano, fizemos duas assembleias, com cerca de 500 estudantes em cada uma”, diz Igor Mayworm, aluno de história na Gama Filho e presidente da União Estudantil do Estado do Rio de Janeiro. “Em uma delas conseguimos levar o reitor, que prometeu sanar a falta de professores, mas isso ainda não aconteceu.” Procurado por ISTOÉ, o grupo Galileo não quis se manifestar.
Situação semelhante, porém ainda mais grave, acontece na Universidade São Marcos. Descredenciada pelo MEC por descumprir ordem de não realizar vestibular e sem pagar os professores, a instituição deixou ao léu seus mais de dois mil estudantes. Douglas Claudino, 30 anos, aluno do último período de administração da São Marcos, descobriu que a transferência obrigatória para outra universidade irá lhe valer ao menos mais um ano de curso. “Ia me formar agora, no meio de 2012”, diz. Embora muitos estudantes não tivessem a informação, a situação crítica da São Marcos não é nova. “Desde 2007 estamos alertando o MEC sobre problemas nessa instituição”, diz Celso Napolitano, presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp). “Ela já deveria ter sido fechada há muito tempo.” Napolitano critica o Ministério pela morosidade na avaliação das denúncias e na tomada de medidas.

Quem estuda o ensino superior brasileiro, porém, garante que os casos assistidos nos últimos meses são apenas a ponta do iceberg. Por detrás desses escândalos está a incompatibilidade entre a regulação existente e as mudanças que têm ocorrido no setor, cada vez mais dominado por grandes grupos empresariais. “A Lei de Diretrizes e Bases da Educação e outras portarias e decretos nos anos 1990 promoveram uma flexibilização muito grande do marco regulatório”, diz Aparecida Tiradentes, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio. A especialista critica a falta de limites aos grupos empresariais que optam por maximizar seus lucros sem se preocupar com a qualidade do ensino. Para o professor Otaviano Helene, ex-presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o risco que se corre é o de deixar a educação sujeita apenas à lógica de mercado. “O que temos hoje são cursos de baixo retorno social, concentrados em poucas áreas de conhecimento, com carga horária pequena e distribuição geográfica equivocada”, resume.

– Oxxo, rede de lojas de conveniência de distribuidora da Coca-Cola, quer vir ao Brasil

Se confirmado, seria um investimento gigantesco: a Oxxo, rede de lojas de conveniência da Femsa (maior engarrafadora da Coca-Cola) quer chegar enfim ao Brasil. Começando por São Paulo, o temor da empresa não é crescer no país, mas sim, um inimigo identificado: as padarias!

Extraído de: http://is.gd/D5jZTs

FRANQUIA DA COCA-COLA QUER CHEGAR AO BRASIL

A gigante mexicana Femsa, maior engarrafadora de Coca-Cola do mundo em volume de vendas, planeja abrir uma rede de lojas de conveniência no Brasil, mas tem medo da concorrência das padarias.

As lojas de conveniência Oxxo (pronuncia-se óquisso) devem chegar ao país em “menos de cinco anos”, diz José Antonio Fernández Carbajal, presidente do Conselho de Administração e diretor-geral executivo da Femsa, em Monterrey, no México, onde fica a sede mundial da empresa.

“Queremos abrir a Oxxo em outros países. Obviamente, o Brasil, dado o tamanho do país e sua importância, nos interessa. Acreditamos que possamos competir nesse mercado.”

Ele não estimou um prazo exato, número inicial de lojas nem o investimento previsto. As primeiras unidades da Oxxo devem ser abertas na cidade de São Paulo.

Mas antes disso os executivos da Femsa trabalham para entender o mercado brasileiro e adaptar os produtos e serviços oferecidos na rede.

“O Brasil é um mercado muito diferente do México, mas, se conseguirmos mostrar que a Oxxo se adapta às necessidades e gostos do consumidor, então podemos ir ao país”, declara Carbajal.

As compactas lojas Oxxo, que geralmente funcionam anexas a postos de gasolina, são uma febre no México, onde lideram o mercado, com mais de 9.000 unidades e 7,5 milhões de clientes por dia.

Vendem refrigerante, água, cerveja, salgadinhos, doces e sanduíches prontos frios. Também oferecem serviços, como pagamento de contas de luz, água e celular e até passagens aéreas. O sucesso delas se baseia no hábito do mexicano de usar as pequenas “vendas” locais para fazer refeições ligeiras e até mesmo algumas compras para consumir em casa.

Pão quente e cerveja à vontade no Brasil preocupam a Oxxo

Um dos problemas para a Oxxo entrar no Brasil com sucesso são as padarias, segundo avaliam os próprios executivos da empresa, que já andaram pesquisando o mercado.

“O brasileiro compra pão quentinho feito na hora. Pode tomar cerveja em qualquer lugar. Gosta de comer salgadinhos, como pão-de-queijo. Não vai querer sanduíche pronto”, diz Maximiliam Zimmermann, gerente de Relações com Investidores da Femsa.

No México, é proibido tomar cerveja na rua, e as lojas Oxxo não têm licença para servir álcool, só para vender e o cliente levar para outro lugar.

Zimmermann diz que as padarias brasileiras estão em todos os lugares, muito perto dos postos de gasolina, locais onde as unidades vão se instalar. “Talvez tenhamos de ter uma pequena padaria dentro das nossas lojas. Estamos estudando. A Oxxo no Brasil terá de começar do zero.”

Um trunfo da empresa é a oferta de serviços bancários, para pagamentos de contas variadas, como já ocorre no Brasil em lotéricas e supermercados.

A Oxxo ainda terá de combater a realidade de que as lojas de conveniência no Brasil vendem produtos mais caros que os encontrados em lanchonetes e pequenos mercados, afirma Zimmermann. No México, seus preços são baixos, iguais aos das pequenas vendas, para serem competitivos.

A Femsa está cautelosa. O único país fora do México onde ela tem lojas Oxxo é a Colômbia. Está lá já há dois anos, mas existem apenas 20 unidades. Isso mostra dificuldades de adaptação ao mercado local. Os executivos dizem que ainda estão avaliando a melhor forma de atender ao gosto dos colombianos. “Vamos crescendo pianinho [devagar]”, diz Carbajal.

O mercado já havia especulado anteriormente, em 2008, sobre a vinda da Oxxo ao Brasil, mas isso acabou não acontecendo.

– Hering: de Falida a Bilionária

Compartilho bacana matéria sobre o ressurgimento da Hering. Como a tradicional empresa de malhas catarinense quase quebrou e hoje vale 8 bilhões de reais!

Extraído de: http://is.gd/mOzwVW

A FÓRMULA BÁSICA

Por Raquel Landim

Fábio Hering é tímido e não se sente à vontade posando para os cliques do fotógrafo. Mas é só apagar a luz da câmera para ele demonstrar o conhecimento que tem da alma do seu negócio. ‘Olha os jeans que eu te falei’, diz, apontando a vitrine e o preço promocional do produto. Em seguida, pega um cardigã no manequim e admite: ‘É da China.’

A história da fabricante de camisetas que aproveitou a explosão do consumo no Brasil e se transformou em rede de varejo é conhecida dos investidores. Desde julho de 2007, quando a família vendeu boa parte de suas ações no mercado, os papéis subiram 1.200% e o valor da Cia Hering saiu de cerca de R$ 600 milhões para quase R$ 7,9 bilhões.

A empresa poderia cruzar os braços e colher os lucros de um dos casos mais bem sucedidos de renovação do capitalismo brasileiro. O problema é que as regras do livre mercado são implacáveis e a concorrência internacional vai se acirrar em breve com o desembarque da britânica TopShop, que abrirá três lojas no País ainda este ano. A expectativa é que outras redes estrangeiras, como a sueca H&M e a japonesa Uniqlo, sigam o mesmo caminho.

Com cautela para não perder a identidade da marca que se tornou sinônimo de um estilo de vida casual, a Hering, aos 131 anos, quer ser cada vez mais fashion. Só que não no sentido que a palavra é corriqueiramente usada. ‘Ser fashion é ser moderno, contemporâneo. O básico também pode ser fashion’, diz Fábio.

Nos últimos tempos, a empresa vem se esforçando para promover produtos pelos quais não é conhecida: jeans, biquínis e roupas de ginástica. Também quer repetir sua fórmula no mercado infantil com uma nova rede de lojas, a Hering Kids, e desenvolver as marcas PUC e Dzarm, voltadas para produtos mais sofisticados.

Varejo. Quinta geração da família que fundou e quase faliu a tradicional empresa catarinense no início da década de 90, Fábio assumiu a presidência há dez anos e é o responsável pela radical mudança de rumo. ‘Sempre sonhei em ser presidente da Hering, mas nunca gostei de fábrica. Sempre gostei de loja’, conta o empresário, que às vezes segue suas consumidoras para saber que lojas elas frequentam.

Após a abertura da economia promovida pelo governo Collor, ele compreendeu que o principal ativo da empresa não eram as fábricas, mas as marcas e os canais de distribuição. Para reduzir as pesadas dívidas, fechou unidades fabris, desistiu de produzir o fio de algodão e terceirizou 80% da confecção. Também começou a importar. A fatia de produtos importados nas vendas da Hering saiu de 5% para 25% nos últimos cinco anos.

Hoje a Hering possui um modelo híbrido de produção: 30% em fábricas próprias, 45% terceirizados e 25% importados, principalmente da China. A empresa também migrou para regiões no Brasil com mão de obra mais barata. Cerca de 60% das roupas da Hering são feitas em Goiás, em confecções distribuídas por pequenos municípios.

Com esse esquema de produção, a Hering está pronta para atuar em um mercado mais aberto ou mais protegido – essa última opção tem sido a tendência do governo Dilma, que adotou medidas de defesa do setor têxtil. ‘Estamos preparados para surfar a onda como vier, mas pessoalmente não sou favorável a essas medidas. Não é uma política industrial de longo prazo.’

Na outra ponta da cadeia, a empresa entrou pesado no varejo. Criou a rede Hering Store, que hoje soma 432 lojas – a maior parte de franqueados, o que permite crescer sem gastar muito. No ano passado, eram 384 lojas de franquias e apenas 48 próprias.

O varejo multimarcas, que ainda responde por quase metade das vendas, garante uma presença no interior do País que os concorrentes não possuem. A empresa também investe na internet. Está repaginando sua webstore, que vai ter até um provador virtual, e separou um centro de distribuição para esse canal de vendas.

Assim, com produção e distribuição flexíveis e ‘leves’ em ativos próprios, a Cia Hering cresceu vertiginosamente, garantindo margens de lucro de 30% para os acionistas, muito acima dos concorrentes como Marisa, Renner ou Riachuelo.

‘A Hering é o típico caso da indústria que virou loja’, diz Edson D’Aguano, consultor especializado em moda. Ele diz que o segredo da empresa é vender num espaço bacana um produto bom por preço baixo. ‘A sensação do consumidor é que o produto custa o dobro’. Para Luiz Henrique Stocker, consultor de varejo e franquias, ‘a mentalidade da Hering é varejista’.

Desafios. No quarto trimestre do ano passado, o ritmo de crescimento diminuiu. O faturamento aumentou 22,6% no período, mas as vendas nas mesmas lojas avançaram 8,2% – um porcentual acima do mercado, mas inferior aos 30% que a Hering costumava entregar.

Para Renato Prado, analista da Fator Corretora, a acomodação é um processo natural, mas aponta que o modelo dá sinais de esgotamento. ‘Se abrir muitas lojas no interior, a Hering vai roubar mercado das multimarcas que revendem seu produto.’

A empresa admite que existe ‘canibalização’ entre os canais de venda e que é preciso controlá-la, mas acredita que o espaço para crescimento ainda é amplo. Fábio afirma que um estudo encomendado pela companhia dois anos atrás previa que a rede poderia ter 600 lojas, mas já está desatualizado. ‘O Brasil cresceu muito nesse período’, sustenta.

Guilherme Assis, analista da Raymond James, diz que o grande desafio da Hering hoje é exatamente continuar crescendo. Na avaliação dele, uma boa alternativa é a companhia explorar novas categorias de produto e, se fizer isso com sucesso, as ações podem continuar a subir, mas por enquanto o analista prevê estabilidade para os papéis.

A iniciativa da Hering de vender jeans, que estão sendo fabricados no Rio Grande do Norte, vai nesta direção de elevar o valor gasto por cada cliente nas lojas da marca. Hoje o ‘ticket médio’ da Hering está em R$ 85, abaixo de concorrentes como a Renner, que chega a R$ 132.

Outra aposta da companhia para 2012 é o início de uma nova rede de lojas, voltada para o público infantil. Serão 20 lojas com a bandeira Hering Kids este ano. O objetivo é repetir nesse mercado a mesma receita de sucesso: produtos básicos, com um preço acessível, para as crianças brincarem ou irem para a escola, mas com design sofisticado.

Para Francisco Chevez, analista do HSBC, a maior dificuldade da Cia Hering vai ser criar novas marcas que sejam realmente fashion – dessa vez, no sentido glamouroso da palavra. ‘Eles negam, mas vão precisar buscar uma diversificação’, diz o analista. ‘Não investiram muito em fashion até agora, estão começando. Mas vão ter que jogar esse jogo, porque cria excitação e demanda entre os consumidores’.

A marca Hering atinge pessoas de todas as classes sociais no Brasil, mas o grupo possui duas bandeiras voltadas diretamente para os consumidores A e B: PUC (infantil) e Dzarm (jovem). Essas marcas, que muitos consumidores nem sabem que pertencem à Cia Hering, estão focadas em ocasiões festivas – para os mais jovens, são ‘roupas de balada’.

Os planos para as duas marcas, no entanto, ainda não estão claros. A companhia avalia a criação de uma rede de lojas Dzarm e instalou uma unidade piloto no Shopping Anália Franco, em São Paulo, mas ainda não tomou uma decisão. Reforçar a marca como uma grife de ‘roupas para sair’ incrementou as vendas, mas os resultados da loja-piloto têm sido modestos.

Na marca PUC, a rede de distribuição está sendo adaptada. Por isso, foram fechadas duas lojas em 2011, mas o crescimento das vendas ainda foi expressivo. Tanto na PUC quanto na Dzarm, a proposta é vender produtos mais sofisticados, mas sem fugir do DNA da empresa, que são preços mais competitivos que o resto do mercado naquele nicho.

Aos 53 anos, Fábio Hering tem representado esse DNA da empresa. Ele pretende continuar à frente da companhia por bastante tempo, mas admite que o conselho começou a cobrá-lo para preparar sua sucessão. Dessa vez, a solução não será familiar, pois os filhos de Fábio já tomaram outros rumos profissionais. ‘Com certeza será alguém que já trabalha aqui ou que ainda vai trabalhar. Não vamos buscar ninguém de fora’, garante. Apesar de toda a renovação, a centenária companhia faz questão de preservar a alma da Hering.

– Pinga de Milho X Pinga de Cana; Obama e Dilma

Nossa presidente está em Washington para uma série de compromissos com Barak Obama. Um deles é curioso: a normatização e uso exclusivo da… pinga!

Brasil e EUA celebrarão um “acordo de denominação de produtos com origem controlada” para a cachaça e o bourbon.

Assim como a cachaça é conhecida como a aguardente de cana e a grappa é a aguardente de uva, o Bourbon é a aguardente de milho. E se baseando nos produtores de Champagne, na França, que conseguiram que somente a bebida daquela região fosse chamada de legítimo “champagne” (e os demais tiveram que se chamar espumante), o acordo prevê que a Aguardente de Cana Brasileira seja a legítima Cachaça, sendo que todas as demais aguardentes de cana produzidas em qualquer lugar do mundo não poderão usar o nome Cachaça. Isso vale para o Bourbon: se feita no Brasil, será pinga de milho; se feita nos EUA, vira Bourbon!

Acordo importante, não? Ao menos para os produtores, sim!

– Lenovo quer adquirir a CCE

Um grande negócio a vista: A chinesa Lenovo (que é dona da americana IBM), quer comprar a CCE do Brasil e reposicionar a marca. O negócio é especulado em 1 bilhão de reais, e seria mais um canal de entrada da marca no Brasil, já que ela tentou comprar a paranaense Positivo e não conseguiu.

A meta não é popularizar a Lenovo, mas melhorar a CCE para incomodar os líderes de notebooks: HP e Positivo.

Vingará a proposta? Os chineses desta empresa costumam ser agressivos nas negociações.

– O Pepinaço de Abílio Diniz

Já pensou em montar uma rede de varejo gigantesca, ser reconhecidamente um bilionário empresário de sucesso e ter que abdicar a força de sua administração?

É o que está na iminência de acontecer a Abílio Diniz, o homem forte do Grupo Pão de Açúcar.

Abílio fez uma parceria com o grupo francês Casino, arquirrival do Carrefour na Europa. Em miúdos: vendeu a rede há tempos, e agora tem até 22 de junho para entregar a administração.

Claro que ele não é vítima de nada, a não ser de um ótimo negócio com vantagens financeiras. A questão aqui é sentimental e até mesmo, aparentemente, de arrependimento.

A questão que fica: até dia 22 de junho, Abílio Diniz conseguirá alguma reversão no negócio? Lembremo-nos que ele tentou comprar o Carrefour Brasil, criar uma nova empresa e assim, num “golpe estratégico”, montar uma nova empresa que controlaria o Pão de Açúcar. Manobra de gênio, mas que não deu certo e enfureceu Jean-Charles Naouri, o homem forte do Casino.

– A Coca-Cola de Edir Macedo

Certos negócios parecem não ter escrúpulos ou limites. Quer um exemplo? Um empresário ligado a Igreja Universal do Reino de Deus conseguiu fazer com que seu negócio fosse atrelado a fé e seu produto oferecido nos cultos: a bebida “Judá Cola”.

Extraído da Exame, Ed 04/04/2012, pg 34, por Marcelo Onaga

A BEBIDA DO REINO DE DEUS

A Igreja Universal do Reino de Deus continua a expandir sua atuação. Além da presença na área da comunicação, com a Rede Record, e napolítica, com a eleição de deputados e senadores e a nomeação de ministros, a igreja do bispo Edir Macedo se lançou no ramo de bebidas, alimentos e no varejo. Em sociedade com o empresário e fiel Moisés Magalhães, a Universal é dona da marca Leão de Judá, que já produz refrigerantes, sucos e biscoitos. A principal estratégia da marca é formar uma rede de varejo com 7 000 distribuidores que venderiam apenas produtos Leão de Judá. De acordo com os planos dos líderes da Universal, cada distribuidor comprará 360 000 reais por mês da marca, divulgada em cultos da igreja. A meta de Magalhães, presidente da empresa, é faturar improváveis 30 bilhões de reais por ano até 2020. Os distribuidores estão sendo recrutados na Igreja.

– Sacolinhas da Discórdia

Desde ontem os supermercadistas não estão dando mais sacolinhas descartáveis, por questões ambientais!

Se de fato se preocupam com a natureza, por que eles não assumem a conta? O consumidor é quem deve pagar?

Claramente, a atual lei é redução de custos. Mas uma ressalva: aqui em Jundiaí, onde a experiência começou há muito mais tempo, tínhamos a opção da compra de sacolas compostáveis a R$ 0,19. Agora, as sacolas ofertadas mudaram, custam (no mínimo) R$ 0,59 e com uma curiosidade: segundo a Folha de São Paulo nesta quinta-feira, 88% delas trazem microorganismos, sendo que 59% possuem bolor e 3% coliformes fecais!

Quem foi ao mercado ontem, ficou furioso! Levar as compras em caixas de papelão não dá. Aliás, as caixas não são lixo reciclável?

Os supermercadistas não estão impedidos de distribuir a sacolinha antiga. Aqueles que as derem, eu vou!

É revoltante ver que o vendedor não deve se importar com a embalagem, mas sim o comprador. Já imaginou ir a uma lanchonete e ter que levar o guardanapo?

– Recall de Ovo de Páscoa?

A Arcor anunciou “recall de ovos de Páscoa”.

Em pleno término da Quaresma, quer data pior?

É o tipo de situação que preocupa os pais consumidores: os 550 mil Ovos da Rapunzel tiveram recall. Motivo- o brinde que vem dentro (deve ser a própria Rapunzel) exala um odor que contamina o próprio chocolate!

Mesmo com recall, como pai, eu evitaria a compra do ovo. E você?

Por mais cuidado que a empresa tenha, esta é uma situação dramática para os executivos: recuperar a confiabilidade!

– Um Pacote Fiscal que Funcionará?

O Governo Federal anunciou medidas para aumentar os investimentos no país e acelerar a economia. Porém, a questão é: vai dar certo?

A dita mais impactante é a renúncia fiscal de 3,1 bilhões de reais para estimular os negócios. Ou seja, a União vai deixar de cobrar mais de 3 bilhões de impostos.

Parece muito, né?

Mas não é. Equivale a 1 dia de arrecadação nacional da fonte dos 15 setores envolvidos, proporcionais do que se abrirá mão!

Querem estimular a economia, mas cortar na própria carne, não.

– Danone e o Prejuízo com sua Parceira

Algumas empresas sofrem pela má escolha dos parceiros. Em nossas aulas de “Gestão de Serviços e Terceirização”, costumamos falar sobre a importância da escolha dos terceiros.

Pois bem: a Danone teve que pagar os funcionários da Construtora que ela contratou para sua nova fábrica cearense. Olha que prejuízo:

(Extraído de Leite, Paulo Moreira. A Danone se Livrou do Desastre. Coluna Vamos Combinar, Revista Época, pg 39, ed 24 de maio de 2010.)

A DANONE SE LIVROU DO DESASTRE

Depois de investir R$ 60 milhões na reforma de uma fábrica de iogurte em Maracanaú, no Ceará, a multinacional Danone, uma das maiores do mundo na produção de derivados de leite, acaba de se recuperar num negócio que ameaçava transformar-se em desastre. A obra atrasou meses e não ficou pronta. Os salários dos funcionários também atrasaram. As obrigações trabalhistas já não eram pagas havia meses. Diante de uma situação de alto risco, a Danone decidiu intervir. Afastou a Construtora Giga, de São Paulo, encarregada do serviço. Acertou as dívidas e os compromissos atrasados e agora toca o projeto com uma nova parceria. Procurada para comentar o caso, a Giga não designou quem pudesse prestar esclarecimentos sobre o assunto.

– Oi Celular: Mais de 40 Protocolos e 5h20m de Reclamação, e… Ufa!

Enfim consegui resolver a minha pendenga com a operadora OI! Por um erro da empresa, bloquearam minhas 5 linhas do plano que tenho com ela. Após a empresa assumir a gafe (depois de acionada pelo 1331 da Anatel – usem esse número, funciona!), manteve meus bloqueios. Todo dia, toda hora, todo instante… desculpas e mais desculpas esfarrapadas! E o pior, eles dão respostas automáticas: só de “erro sistêmico naquele instante”, foram mais de 20! E transferir a ligação e cair em seguida, outras tantas.

Aliás, depois de tanta gente atendendo, percebi que um ou outro funcionário está a fim de resolver o problema. Os demais, se o problema for fácil, até tenta. Se tiver dúvida, empurra com a barriga mesmo.

Tenho exatos 35 protocolos anotados (alguns eu perdi). Dá para reclamar de 10 dias sem as linhas, já que acordo e durmo (por motivos profissionais) com os aparelhos ligados. Só me falta cobrarem pelo período…

– Introvertidos e Extrovertidos na Administração de Empresas

Susan Cain, escritora americana voltada à Administração & Negócios, dissertou recentemente sobre uma das piores invenções do século XX: a da “cultura da extroversão. Tanto que até escreveu um livro sobre o assunto: “Calado: o poder dos introvertidos num mundo que não para de falar”.

Para ela, o mundo é feito e desenhado para pessoas extrovertidas, onde quem quer ficar quieto sofre até mesmo preconceito social. A escritora disse que:

A solidão é como eu recarrego minha bateria

Para ela, Steven Spielberg (cineasta) e Larry Page (co-fundador do Google) são exceções de tímidos que venceram na vida! Afinal, o mundo os discrimina…

E você, o que pensa sobre isso? O mundo é para os extrovertidos ou isso é bobagem?

– Inovação para Sobrevida do Laboratório EMS

Ou a empresa entra nessa nova onda dos remédios biológicos e diversifica, ou desaparece daqui a 5 ou 10 anos

Carlos Sanchez, do laboratório EMS.

Abaixo, matéria interessante da Época Negócios (Ed Março 2013, pg 114-117, por André Vieira) sobre as estratégias de inovação para a sobrevivência da EMS. Lições que empresas de qualquer ramo deveriam utilizar:

EXISTE VIDA ALÉM DOS GENÉRICOS?

Santo remédio, os genéricos. Graças a eles, a família Sanchez transformou um laboratório modesto – nascido de uma pequena farmácia – num bilionário grupo farmacêutico. Emiliano Sanchez começou a saga, há meio século, e emprestou suas iniciais à empresa: EMS. Seu filho, Carlos, deu continuidade ao empreendimento. Mas foi o governo quem providenciou o salto, ao criar, no início dos anos 2000, uma política de saúde que incentivava a produção de cópias de medicamentos de marca. Aí foi só o EMS farejar os remédios de grande apelo comercial, copiá-los, colocá-los no mercado antes dos rivais e dirigir uma força de vendas capaz de atingir uma quantidade enorme de farmácias. De um faturamento de R$ 300 milhões em 2000, o laboratório fechou 2011 com quase R$ 2,1 bilhões em receitas. “Dobramos de tamanho nos últimos três anos”, diz Carlos Sanchez. “E vamos dobrar novamente nos próximos quatro, pode apostar.” O desafio agora é que o santo remédio para o crescimento da EMS terá de ser outro: os biossimilares, que reproduzem resultados semelhantes aos dos medicamentos biológicos – um tipo de droga que mudou a forma como são combatidas doenças crônicas como hepatite A e B, artrite, psoríase e diversos tipos de câncer.

Diferentemente dos medicamentos tradicionais, que se espalham pelo corpo para combater o mal, os biológicos atacam um alvo específico, a célula doente. São como anticorpos de laboratório, obtidos a partir de proteínas extraídas do cultivo de células vivas. Produzir uma versão idêntica à de um medicamento biológico não é possível com a tecnologia de hoje. Mas é perfeitamente viável chegar a resultados similares ao da droga de referência seguindo processos semelhantes de desenvolvimento e estudando seus efeitos. Trata-se de um mercado altamente promissor. Nos próximos cinco anos, poderosas drogas biológicas como Herceptin, Enbrel, Mabthera, Remicade (usadas no combate ao câncer, diabetes e artrite reumatoide) vão perder patentes. Na versão biossimilar, elas terão custos de 10% a 20% menores do que os originais. Dados da consultoria IMS Health indicam que as vendas mundiais de biossimilares vão variar entre US$ 1,9 bilhão e US$ 2,6 bilhões em 2015, um valor infinitamente maior do que os US$ 378 milhões alcançados nos últimos 12 meses encerrados em junho de 2011. Em 2016, espera-se que oito dos dez medicamentos mais vendidos no mundo sejam biológicos.

O plano B: Sanchez reestrutura seu grupo e investe em outros setores

A partir deste mês, o grupo fará mudanças em sua estrutura, criando uma holding controladora de suas quatro empresas farmacêuticas – EMS, Germed, Legrand e Nova Química. Com essa reorganização, Sanchez planeja manter a empresa EMS na sua mão. Ele admite, porém, a possibilidade de abrir o capital das demais empresas.

No ano passado, Sanchez desembarcou em Porto Alegre para buscar dicas valiosas do empresário Jorge Gerdau sobre governança corporativa. Ele não queria conselhos de banqueiros nem de gente do próprio setor. “Gerdau tem experiência no assunto”, afirma Sanchez, que também costuma conversar com Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza. Outra iniciativa do empresário é ampliar seus negócios fora da área farmacêutica – a empresa já tem uma construtora, a ACS Incorporadora. Sua meta: faturar R$ 8 bilhões em quatro anos, em todos os seus negócios.

Parcerias estrangeiras

O EMS já submeteu quatro biossimilares à avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também faz parte de um pool de empresas nacionais que negocia com o BNDES a formação de um fundo para investir neste tipo de medicamento – Aché, União Química e Hypermarcas são algumas das companhias interessadas em participar do consórcio. No front externo, o laboratório costura parcerias com empresas estrangeiras. A primeira ocorreu no final de 2009 com a chinesa Biomabs, de Xangai. Prevê o fornecimento de seis medicamentos biológicos, além da transferência de tecnologia para produção no Brasil. A segunda aliança foi firmada em 2011 com a sul-coreana Isu Abxis. A fabricante irá fornecer ao EMS a imiglucerase, uma terapia para reposição de enzimas em pacientes portadores da doença de Gaucher, enfermidade genética que afeta cerca de 600 pessoas no Brasil. Hoje, o Ministério da Saúde paga cerca de R$ 200 milhões pela droga do laboratório Genzyme, controlado pela Sanofi-Aventis, para tratar esses pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Isu também desenvolve na Coreia a cópia do Herceptin, que perderá patente até 2015 e que rendeu US$ 5,6 bilhões em vendas à suíça Roche no ano passado. Recentemente, Sanchez esteve em Cuba, durante a visita da presidente Dilma Rousseff ao país, e aproveitou para engatar novas parcerias. Segundo o empresário, a expectativa é que os primeiros medicamentos registrados pela empresa na Anvisa cheguem ao mercado até o fim do ano.

Falta apenas combinar com os técnicos da agência. Desde o início da década, o Brasil já teve três leis para biofármacos, a nomenclatura utilizada para avaliação dos biossimilares. A primeira era tão restritiva que apenas os grandes laboratórios, capazes de elaborar os caros estudos clínicos, conseguiam cumprir todos os requisitos. Em 2005, o governo flexibilizou a norma. A “cópia” poderia ser registrada se o laboratório conseguisse provar que o produto não era inferior ao original. A mais recente modificação, de 2010, previu uma nova interpretação: os biológicos são tão diferentes uns dos outros que é preciso que os técnicos analisem os protocolos caso a caso. “A Anvisa, agora, tem de analisar cada estudo clínico, mas o processo de aprovação é muito lento”, diz Sanchez. “A presidente Dilma mostrou-se receptiva a uma maior flexibilização, mas vamos ver como isso se traduz na agenda de governo, Anvisa e Ministério da Saúde.” Vale lembrar que o grande comprador dos medicamentos biológicos, hoje, é o governo. Apenas em 2011, o Ministério da Saúde gastou mais de R$ 2 bilhões na compra de seis medicamentos biológicos (veja no quadro) – as autoridades não escondem o interesse de produzi-los nacionalmente para reduzir os gastos.

Limites para o crescimento

Mais do que dobrar as receitas do EMS, os biossimilares surgem como promissora alternativa de negócios para um grupo extremamente dependente da produção de genéricos. “Ou a empresa diversifica ou daqui a cinco ou dez anos desaparece”, diz Sanchez. A preocupação do empresário recai sobre a diminuição da margem de lucro dos genéricos. Embora este segmento continue crescendo no país, a tendência, em médio prazo, é que haja um achatamento dos ganhos. Hoje, a EMS tem 13% de participação de mercado, em unidades vendidas. “No Brasil, não dá para ter mais do que 15% de participação de mercado. A competição é extremamente acirrada”, afirma o empresário. Além disso, haverá cada vez menos patentes de medicamentos de base química vencendo nos próximos anos (leia o quadro). Por isso, diz Sanchez, é preciso entrar no mercado de biológicos.

Isto não significa que o laboratório irá abandonar sua atual mina de ouro. Ao contrário. Para fazer frente aos desafios do mercado de biossimilares (e forrar o caixa para os novos projetos), o EMS vai esgotar “até onde pode” sua capacidade de vender drogas genéricas. A empresa está investindo R$ 600 milhões em quatro fábricas para elevar em quase 60% sua produção: passará de 45 milhões de unidades para 70 milhões de unidades por mês – algo próximo a um terço da demanda total brasileira por medicamentos. “Nossa unidade de Manaus, que terá incentivos para a importação de equipamentos, será a terceira maior fábrica em capacidade de produção de comprimidos sólidos do mundo”, afirma o dono do EMS. Mas faz sentido aplicar mais de meio bilhão de reais em fábricas destinadas a um tipo de remédio que, segundo o próprio Sanchez, terá vida curta na empresa? Nada impede que algumas das novas unidades sejam adaptadas para a produção dos biossimilares num futuro próximo.

Novo modelo de negócios

A fórmula de Sanchez de trocar a cópia química pela biológica parece acertada – ao menos na teoria. Na prática, essa migração envolve quase que uma reinvenção da companhia. Um estudo sobre os biossimilares publicado no início do ano pelo IMS Health elencou quatro grandes desafios para os laboratórios dispostos a entrar neste mercado:

1. O custo para o desenvolvimento de um biossimilar varia entre US$ 100 milhões e US$ 250 milhões – incluindo nessa conta a instalação da fábrica. É uma fábula perto do que se gasta para desenvolver um medicamento genérico, entre US$ 1 milhão e US$ 4 milhões.

2. Na maioria dos países fora da Europa, o quadro regulatório é novo. Em alguns casos, ele nem existe. Isso significa um risco tremendo para uma empresa que queira fazer um investimento global.

3. As barreiras para entrada não são proibitivas, mas envolvem tecnologias e processos bem mais sofisticados do que a produção de um genérico. Os biológicos possuem estruturas infinitamente mais complexas do que drogas sintetizadas quimicamente – o peso molecular de um biológico, por exemplo, é quase 800 vezes maior do que o do ácido acetilsalicílico, o princípio ativo da popular Aspirina.

4. Para ganhar a confiança do mercado e dos acionistas, a empresa “similar” deverá ter habilidade, recursos e mentalidade de uma farmacêutica “de inovação”. Isso embute riscos porque muda o modelo comercial de uma produtora de genéricos.

“Se o EMS conseguir vencer esses obstáculos e ainda contar com o apoio do governo brasileiro, terá condições de não apenas suprir o mercado doméstico, mas também conquistar espaço na América Latina, África e alguns países da Ásia, onde haverá forte demanda por este tipo de medicamento”, diz um ex-executivo de uma multinacional farmacêutica. Sanchez sabe disso. A segunda fase de seu plano de reinvenção do EMS passa exatamente pela prospecção de mercados internacionais – e pela ousada tentativa de ir além da produção de cópias ou similares. O empresário está montando um comitê de notáveis, formado por cientistas e dois vencedores de Prêmio Nobel (cujos nomes ainda são mantidos em sigilo), para ajudá-lo a explorar o filão das descobertas radicais. A ideia é beber direto da fonte dos grandes laboratórios. “A crise das empresas americanas fez com que muitos centros independentes de pesquisa nos Estados Unidos sofressem com a escassez de recursos para desenvolver medicamentos biológicos.” É aí que o EMS entra, como patrocinador destes pequenos tesouros. “São medicamentos de nicho que não exigem mais do que 200 vendedores para que suas vendas atinjam US$ 1 bilhão. Se acertarmos em um ou dois casos, a gente passa a ser uma das grandes do setor.” Na teoria, perfeito.

– Propaganda enganosa do Novo Ipad?

E agora? Nós ainda não temos a tecnologia 4g no Brasil, mas consumidores descobriram que seus iPads 4g não funcionam fora dos EUA!

Confesso não saber, mas será que a Apple avisou claramente esse detalhe?

– Itaquerão, Petrobrás e Falta de Combustíveis

Quem disse que não estamos sentindo ou percebendo as obras da Copa do Mundo à nossa vista?

Na Inglaterra, os consumidores estão à beira do racionamento pelo excessivo consumo e dificuldades de compra pela baixa ofertada proporcionada pelo Irã. Aqui no Brasil (e em São Paulo, em especial), a dificuldade na oferta se deve ao Estádio do Corinthians! Pelo menos, os donos dos Postos de Combustíveis estão percebendo nessa quarta e quinta-feira o “efeito Copa do Mundo”. E os consumidores poderão sentir também, em seus bolsos.

A Petrobrás cortou o bombeio de Gasolina e Diesel às bases das Empresas de Petróleo. A estatal, através de oleodutos, envia combustível para Guarulhos. Lá diversas distribuidoras (Shell/ Esso/ Alesat e a própria BR) recebem o produto e redistribuem aos postos da Região Metropolitana e parte do interior.

Entretanto…

Sem prévio aviso, a Transpetro (que pertence à própria Petrobrás), cortou a distribuição de Petróleo para que fossem retirados dutos que estão atrapalhando as obras do Itaquerão, estádio paulista para a Copa do Mundo 2014. O oleoduto está sendo desviado, e o bombeio só retomará, provavelmente, na próxima segunda-feira.

Economicamente falando: devido essas obras da Copa do Mundo, os postos de combustíveis que estão com os estoques cheios, conseguirão manter o preço nas bombas. Os que não possuem grandes estoques, poderão reajustar o seu preço em até R$ 0,10, que seria a diferença de frete em algumas localidades, já que outras bases (como Paulínia) atenderão esses postos. E aqueles que não são bandeirados, sofrerão para encontrar o produto, já que as distribuidoras privilegiarão as entregas a sua rede bandeirada.

É a Copa 2014. Mesmo àqueles que não gostam de futebol, já pagarão o custo da construção dos estádios, indiretamente.

– Aumento da Gasolina em Breve?

Nossa Gasolina tem o preço altíssimo, se compararmos o preço dela sem os impostos. A Petrobrás, que já ganha muito dinheiro por ser a estatal dominante na distribuição do petróleo, é uma mina de ouro sem fim. Imagine se não fosse uma estatal? Afinal, apesar de tanto dinheiro, suas concorrentes internacionais são mais eficientes e lucrativas.

Agora, a presidente da empresa, Graça Foster, pede ao Ministro das Minas e Energias Edison Lobão um realinhamento significativo de preços. E “realinhamento significativo” é nome bonito e disfarçado de “grande aumento”. Nada de R$ 0,02 ou R$ 0,03, a coisa deve pesar bem mais. Vale a pena ficar atento!

– A briga entre os pastores Valdomiro Santiago e Edir Macedo: O que Jesus Cristo diria sobre isso?

Claro que homens que pregam a fé são portadores da Palavra de Deus, não donos. Portanto, são pessoas falíveis, pois têm limitações humanas apesar da força do Divino.

Digo isso pois lembro-me que ainda criança aprendi no Catecismo, com a saudosa vó Ana e a dona Joaninha, de que existem no meio dos cristãos “lobos em pele de cordeiro”.

E não é que eles parecem estar se identificando? Veja a que ponto chegou a briga entre a Igreja Mundial do Poder de Deus (do Valdomiro Santiago) e a Igreja Universal do Reino de Deus (do Edir Macedo): um acusa o outro de golpes e desfalques mais diversos!

Esses são os bispos e apóstolos de Deus, que se enfrentam em busca do mercado da fé?

Parece que cristão virou cliente, e que a crença em Deus é uma mercadoria. Triste.

Veja o link com os vídeos: http://is.gd/macedoxsantiago

– Dilma e os Maiores Empresários Reunidos

Sou crítico de muitas ações do governo Dilma Rousseff. Mas sou justo nos elogios às coisas corretas. Entre elas, a excepcional reunião marcada entre a Presidente e os principais mandatários do Brasil – Eike Batista, Luiza Trajano, Roberto Setúbal, Lázaro Brandão, entre tantos representantes de empresas líderes.

O motivo da reunião? Pedir a eles “espírito animal” nos investimentos do país, parafraseando o economista britânico Keynes em sua famosa obra sobre a “Teoria do emprego, juros e moeda” (1936).

Ponto para a Dona Dilma.

– Brasil exporta Carne de Jegue para a China

Parece brincadeira, mas é um grande impulso à pecuária potiguara: chineses querem 300 mil jegues / ano para abate, já que a carne do “bichim” é muito apreciada por lá!

Não conheço ninguém que comeu carne de jegue. E você?

Extraído de: http://www.istoe.com.br/assuntos/semana/detalhe/195114_O+JEGUE+E+NOSSO+

O JEGUE É NOSSO

A China quer ter a maior economia do mundo, o maior mercado consumidor, as maiores fábricas e a maior população. Agora quer ter também os nossos jegues: 300 mil por ano para abatê-los na produção de carne e derivados. Isso é o que diz um protocolo de intenções firmado entre a Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Norte e a empresa Shan Dong Dong E.E. Jiao Co. A proposta gerou uma campanha pró-jegue nas redes sociais pedindo o fim das negociações.  

– Quando a Amazon vencerá a guerra contra a Saraiva? Ou não ganhará?

A Amazon, gigante mundial em livros, quer vir ao Brasil a todo o custo. Já namorou o Submarino e não conseguiu. Tentou outras estratégias e só atrasou seu planejamento. Agora, o impasse é a briga com o mais feroz dos seus concorrentes: a Saraiva.

Abaixo, nota de: http://is.gd/uymkUp

SARAIVA EMPATA A VINDA DA AMAZON

A negociação entre as editoras brasileiras e a Amazon, que está interessada em trazer sua loja de ebooks para o Brasil, não vai bem, empacou na semana passada e não tem ido para frente. O pivô do impasse é a Saraiva, maior rede de varejo de livros do país, que tem 30% de desconto na venda de ebooks e que não acha justo conceder aos americanos o benefício de um desconto maior que o dela (seria de 35%). Em contrapartida, as negociações com o Google e com a Apple seguem sem maiores problemas.

– Enésimo Vazamento da Chevron?

Mais um vazamento na exploração de petróleo no litoral brasileiro. De novo da Chevron. Chegará um momento em que o mar não aguentará!

Aliás, se já há tantos vazamentos hoje, imagine quando explorarmos de verdade o pré—sal?

Abramos o olho!

– Playcenter tem data marcada para fechar!

Nostalgia: o sonho de cada criança há 30 anos atrás (falo por mim, inclusive) era ir ao Playcenter! E não é que o tradicional parque de diversões fechará no dia 29 de julho?

Seus administradores querem revitalizar o negócio, mudando o foco. Hoje, sua capacidade é de 7000 pessoas e se reduzirá a 4500. Os grandes brinquedos serão vendidos, pois o novo parque que ali surgirá será destinando apenas às crianças (previsão de abertura em 2013).

Sinais dos tempos: os grandes parques estão em fase difícil mesmo. Playcenter e Hopi Hari que o digam!

– E a Crise da Davene?

Me recordo das grandes propagandas na TV da Davene, do “leite de Aveia Davene”, e de tantas outras coisas!

Pois é: a gigante dos cosméticos e higiene pessoal está em uma grande crise, a beira da concordata!

Extraído de: Exame, Ed 21/03/12, pg 20

TEMPO RUIM PARA A DAVENE

Por Marcelo Onaga

A Davene, uma das mais importantes empresas do mercado brasileiro de cosméticos e de produtos de higiene pessoal, entrou em processo de recuperação judicial. Com dívidas superiores a 200 milhões de reais, boa parte delas com vencimento de curto prazo, a companhia controlada pelo empresário Mauro Morizono não vinha conseguindo equilibrar suas contas desde o ano passado e, em dezembro, entrou com o pedido de recuperação, aprovado no final de fevereiro. Entre os principais credores da Davene estão os bancos Daycoval, Bic, Santander e Bradesco. Além disso, a empresa é devedora da Receita Federal por não recolhimento de tributos. O advogado Nelson Garey foi indicado pela Justiça para assumir a administração da Davene durante o processo de recuperação e tem até o fim de abril para apresentar um plano de reestruturação.

– Coca-Cola Virtual em Créditos para a Internet, pelo Refil da Felicidade?

Vem aí o “Refil da Felicidade”. E sabe o que é isso? Um refil para carregar CRÉDITOS DE INTERNET da Coca-cola.

Funcionará assim: você baixa um aplicativo da Coca-Cola, vai aos quiosques de “refis de felicidade” que a empresa espalhará, recarrega créditos para usar nas redes sociais (passando pelo site da Coca-Cola) e se diverte a vontade.

Moderno demais?

Pode ser. Mas é uma jogada de marketing sensacional e oportunista. Nos próximos meses, a Coca-Cola montará as primeiras máquinas. Se terá sucesso, só a prática confirmará! Aguardemos.

– John Carter, da Disney, é a Quarta Super-Produção sobre Marte

A Disney conseguiu colocar o filme “John Carter em Marte” na liderança das bilheterias mundo afora. O herói vai ao Planeta Vermelho lutar contra monstros bizarros.

Mas uma curiosidade: o primeiro grande filme sobre marcianos foi feito em 1924, pela URSS! Se chamou “Aelita, a rainha de Marte”, e contava a história de um soviético que fundaria um partido comunista no outro planeta, a fim de acabar com os maquiavélicos capitalistas marcianos!

Depois veio “Robinson Crusoé em Marte (1964)” e o “Vingador do Futuro (1990)”. Mas enredo como esse do filme soviético, certamente não há e não haverá!