– Aumento da Gasolina em Breve?

Nossa Gasolina tem o preço altíssimo, se compararmos o preço dela sem os impostos. A Petrobrás, que já ganha muito dinheiro por ser a estatal dominante na distribuição do petróleo, é uma mina de ouro sem fim. Imagine se não fosse uma estatal? Afinal, apesar de tanto dinheiro, suas concorrentes internacionais são mais eficientes e lucrativas.

Agora, a presidente da empresa, Graça Foster, pede ao Ministro das Minas e Energias Edison Lobão um realinhamento significativo de preços. E “realinhamento significativo” é nome bonito e disfarçado de “grande aumento”. Nada de R$ 0,02 ou R$ 0,03, a coisa deve pesar bem mais. Vale a pena ficar atento!

– A briga entre os pastores Valdomiro Santiago e Edir Macedo: O que Jesus Cristo diria sobre isso?

Claro que homens que pregam a fé são portadores da Palavra de Deus, não donos. Portanto, são pessoas falíveis, pois têm limitações humanas apesar da força do Divino.

Digo isso pois lembro-me que ainda criança aprendi no Catecismo, com a saudosa vó Ana e a dona Joaninha, de que existem no meio dos cristãos “lobos em pele de cordeiro”.

E não é que eles parecem estar se identificando? Veja a que ponto chegou a briga entre a Igreja Mundial do Poder de Deus (do Valdomiro Santiago) e a Igreja Universal do Reino de Deus (do Edir Macedo): um acusa o outro de golpes e desfalques mais diversos!

Esses são os bispos e apóstolos de Deus, que se enfrentam em busca do mercado da fé?

Parece que cristão virou cliente, e que a crença em Deus é uma mercadoria. Triste.

Veja o link com os vídeos: http://is.gd/macedoxsantiago

– Dilma e os Maiores Empresários Reunidos

Sou crítico de muitas ações do governo Dilma Rousseff. Mas sou justo nos elogios às coisas corretas. Entre elas, a excepcional reunião marcada entre a Presidente e os principais mandatários do Brasil – Eike Batista, Luiza Trajano, Roberto Setúbal, Lázaro Brandão, entre tantos representantes de empresas líderes.

O motivo da reunião? Pedir a eles “espírito animal” nos investimentos do país, parafraseando o economista britânico Keynes em sua famosa obra sobre a “Teoria do emprego, juros e moeda” (1936).

Ponto para a Dona Dilma.

– Brasil exporta Carne de Jegue para a China

Parece brincadeira, mas é um grande impulso à pecuária potiguara: chineses querem 300 mil jegues / ano para abate, já que a carne do “bichim” é muito apreciada por lá!

Não conheço ninguém que comeu carne de jegue. E você?

Extraído de: http://www.istoe.com.br/assuntos/semana/detalhe/195114_O+JEGUE+E+NOSSO+

O JEGUE É NOSSO

A China quer ter a maior economia do mundo, o maior mercado consumidor, as maiores fábricas e a maior população. Agora quer ter também os nossos jegues: 300 mil por ano para abatê-los na produção de carne e derivados. Isso é o que diz um protocolo de intenções firmado entre a Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Norte e a empresa Shan Dong Dong E.E. Jiao Co. A proposta gerou uma campanha pró-jegue nas redes sociais pedindo o fim das negociações.  

– Quando a Amazon vencerá a guerra contra a Saraiva? Ou não ganhará?

A Amazon, gigante mundial em livros, quer vir ao Brasil a todo o custo. Já namorou o Submarino e não conseguiu. Tentou outras estratégias e só atrasou seu planejamento. Agora, o impasse é a briga com o mais feroz dos seus concorrentes: a Saraiva.

Abaixo, nota de: http://is.gd/uymkUp

SARAIVA EMPATA A VINDA DA AMAZON

A negociação entre as editoras brasileiras e a Amazon, que está interessada em trazer sua loja de ebooks para o Brasil, não vai bem, empacou na semana passada e não tem ido para frente. O pivô do impasse é a Saraiva, maior rede de varejo de livros do país, que tem 30% de desconto na venda de ebooks e que não acha justo conceder aos americanos o benefício de um desconto maior que o dela (seria de 35%). Em contrapartida, as negociações com o Google e com a Apple seguem sem maiores problemas.

– Enésimo Vazamento da Chevron?

Mais um vazamento na exploração de petróleo no litoral brasileiro. De novo da Chevron. Chegará um momento em que o mar não aguentará!

Aliás, se já há tantos vazamentos hoje, imagine quando explorarmos de verdade o pré—sal?

Abramos o olho!

– Playcenter tem data marcada para fechar!

Nostalgia: o sonho de cada criança há 30 anos atrás (falo por mim, inclusive) era ir ao Playcenter! E não é que o tradicional parque de diversões fechará no dia 29 de julho?

Seus administradores querem revitalizar o negócio, mudando o foco. Hoje, sua capacidade é de 7000 pessoas e se reduzirá a 4500. Os grandes brinquedos serão vendidos, pois o novo parque que ali surgirá será destinando apenas às crianças (previsão de abertura em 2013).

Sinais dos tempos: os grandes parques estão em fase difícil mesmo. Playcenter e Hopi Hari que o digam!

– E a Crise da Davene?

Me recordo das grandes propagandas na TV da Davene, do “leite de Aveia Davene”, e de tantas outras coisas!

Pois é: a gigante dos cosméticos e higiene pessoal está em uma grande crise, a beira da concordata!

Extraído de: Exame, Ed 21/03/12, pg 20

TEMPO RUIM PARA A DAVENE

Por Marcelo Onaga

A Davene, uma das mais importantes empresas do mercado brasileiro de cosméticos e de produtos de higiene pessoal, entrou em processo de recuperação judicial. Com dívidas superiores a 200 milhões de reais, boa parte delas com vencimento de curto prazo, a companhia controlada pelo empresário Mauro Morizono não vinha conseguindo equilibrar suas contas desde o ano passado e, em dezembro, entrou com o pedido de recuperação, aprovado no final de fevereiro. Entre os principais credores da Davene estão os bancos Daycoval, Bic, Santander e Bradesco. Além disso, a empresa é devedora da Receita Federal por não recolhimento de tributos. O advogado Nelson Garey foi indicado pela Justiça para assumir a administração da Davene durante o processo de recuperação e tem até o fim de abril para apresentar um plano de reestruturação.

– Coca-Cola Virtual em Créditos para a Internet, pelo Refil da Felicidade?

Vem aí o “Refil da Felicidade”. E sabe o que é isso? Um refil para carregar CRÉDITOS DE INTERNET da Coca-cola.

Funcionará assim: você baixa um aplicativo da Coca-Cola, vai aos quiosques de “refis de felicidade” que a empresa espalhará, recarrega créditos para usar nas redes sociais (passando pelo site da Coca-Cola) e se diverte a vontade.

Moderno demais?

Pode ser. Mas é uma jogada de marketing sensacional e oportunista. Nos próximos meses, a Coca-Cola montará as primeiras máquinas. Se terá sucesso, só a prática confirmará! Aguardemos.

– John Carter, da Disney, é a Quarta Super-Produção sobre Marte

A Disney conseguiu colocar o filme “John Carter em Marte” na liderança das bilheterias mundo afora. O herói vai ao Planeta Vermelho lutar contra monstros bizarros.

Mas uma curiosidade: o primeiro grande filme sobre marcianos foi feito em 1924, pela URSS! Se chamou “Aelita, a rainha de Marte”, e contava a história de um soviético que fundaria um partido comunista no outro planeta, a fim de acabar com os maquiavélicos capitalistas marcianos!

Depois veio “Robinson Crusoé em Marte (1964)” e o “Vingador do Futuro (1990)”. Mas enredo como esse do filme soviético, certamente não há e não haverá!

– A Mercantilização do Apito e o desprestígio aos árbitros locais

Algo novo, que ao mesmo tempo não deixa de ser velho: árbitros trocando de estado e levando seus escudos FIFA para as novas praças.

Calma, não estamos falando de fidelidade partidária, onde você perde o cargo por mudar de legenda. Então, vamos trocar algumas ideias sobre o tema?

Sandro Meira Ricci apitará por Pernambuco. Se no ano passado a luta era para um escudo FIFA ao Nordeste em 2012, situação prioritária para muitos, agora teremos 2 árbitros internacionais: Francisco Carlos do Nascimento (o Chicão de Alagoas) e Sandro Meira Ricci, que sai da Federação Brasiliense e vai para a Federação Pernambucana.

Antes de debatermos, algo importante: sem preconceito ao NE ou coisa que o valha, mas aqui o assunto será COMPETÊNCIA.

Em 2011, Francisco C do Nascimento não teve um bom ano na arbitragem. Está fresca na memória a recordação de atuações ruins (nada contra a pessoa do árbitro). Mesmo assim, galgou o objetivo maior, que era virar FIFA. Já a Federação de Pernambuco, costumeiramente recebe (e aceita) críticas dos clubes grandes. É público que lá a geladeira (o ato de tirar de escala o árbitro) é costumeira. Para resolver a situação, trouxeram Sandro Meira Ricci.

Tudo bem, o árbitro troca de estado sem problemas, pois, teoricamente, o escudo FIFA é dele, não do seu estado de origem. Mas fica uma dúvida: a troco de quê?

Sandro Meira Ricci deixou o DF pelos problemas políticos que ocorrem por lá, ou por convite para contribuir com o crescimento do futebol de PE? Se a resposta é a contribuição, surge outra pergunta: o fará por simpatia, por remuneração ou por compartilhar competência?

E, se for por remuneração, que mal haverá? Vivemos um período de mercantilização, negócios ou neoliberalismo das relações (lembrei os mais auspiciosos tempos de FHC), não importa o nome que você deseje chamar. O que não vale é negociata, ou seja, negociação suja, irregular, criminosa.

Se eu sou FIFA, e um estado me oferecer melhores condições de trabalho, qual é o problema? Ao menos, o estado contratante reconhece o árbitro como uma figura competente. Márcio Rezende de Freitas, Carlos Elias Pimentel, Oscar Roberto Godoy fizeram essa transferência para SC, anos atrás.

O problema passa a ser outro: e o prestígio aos árbitros locais?

Imagino que os árbitros pernambucanos devem estar chateados com tal situação; afinal, ao invés de investir nos árbitros natos de lá, “importa-se” um nome gabaritado. Quando alguma empresa não tem competência, contrata-se no mercado um executivo competente! Mas não seria melhor formar os competentes?

Fazer intercâmbios, trazer gente de fora para orientar ou reciclar, é algo saudável! Não desenvolver competências locais torna-se problemático.

Lembro-me do episódio em que o então presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah, começou a trazer árbitros estrangeiros para o Paulistão. Na época, a seção “cartas à redação” do jornal “A Gazeta Esportiva” trazia um email de Edilson Pereira de Carvalho, fazendo inúmeras críticas a tal fato, dizendo que

enquanto descascamos o abacaxi, nas finais vem gente de fora para comer o filet mignón”.

Edilson, para não ser punido, jurou de pé junto que um gaiato usou o seu nome (eram tempos primórdios da Internet…). Anos mais tarde, durante uma pré-temporada da FPF, perguntei a ele sobre o episódio e ele me confirmou:

claro que fui eu; não é uma vergonha um estado como SP importar árbitro?

E aí fica a questão: tal prática (a de importar árbitros de nome de outros estados) é salutar ou não para a arbitragem local?

Deixe seu comentário:

– Ecologicamente Corretos, Mas Encalhados

A preservação do meio ambiente é uma necessidade, correto?

Criar produtos ecologicamente corretos é uma vantagem competitiva, ok?

Responsabilidade ambiental reforça e valoriza a imagem da empresa, certo?

Tudo isso é válido. Entretanto, compartilho uma interessante matéria da Revista Época sobre empresas que buscam mostrar a preocupação com o Verde e que acabaram não conseguindo o destaque que desejavam. Uma atenção maior para o desafio da rede WalMart para com o seu parceiro Johnson & Johnson, além de outros 9 fornecedores, em se tornarem ecologicamente mais corretos.

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI132395-15259,00-FALTA+COMBINAR+COM+O+CONSUMIDOR.html

FALTA COMBINAR COM O CONSUMIDOR

por Alice Ribeiro

As empresas estão fazendo produtos que agridem menos o meio ambiente, sem aumentar o preço. Parece ótimo. Então por que tão pouca gente compra?

Fazia todo o sentido. Quando a Unilever lançou a versão concentrada de seu principal amaciante, em maio de 2008, parecia ter escutado a demanda dos consumidores, que diziam querer comprar produtos mais ecológicos. Com meio litro, o novo produto rende tanto quanto 2 litros da versão convencional. Como a embalagem é menor, economiza 58% de plástico e, consequentemente, usa menos petróleo. Seu processo de produção consome 79% a menos de água. As caixas que o transportam acomodam mais unidades num mesmo espaço, reduzindo em 67% as viagens de caminhões para chegar aos pontos de venda. Mais: o amaciante concentrado é 20% mais barato. Com um belo esforço de comunicação – uma campanha de R$ 32 milhões em dois anos –, era de esperar que a essa altura o novo amaciante já tivesse desbancado o velho. Não foi o que aconteceu. A Unilever não divulga dados sobre vendas, mas um levantamento feito na rede de varejo Walmart mostra que o amaciante tradicional ainda vende 50% a mais que o concentrado. O amaciante da Unilever é apenas um dos casos de produtos criados para explorar o consumo ambientalmente correto. Há empresas que investiram em mudar sabão em pó, chá orgânico, papel higiênico. Sem contar as mudanças de embalagem. Em todos os casos, porém, o resultado tem sido dúbio. Por quê?

Há pouca dúvida de que o mundo enfrenta problemas ambientais sérios. Muitas empresas têm investido em ações responsáveis, seja como forma de economia (usando os recursos de modo mais eficiente), seja pelo apelo de marketing (projetando a imagem de empresa amiga da Terra). Mas a resposta a essas ações é fraca. “A sustentabilidade ainda é algo distante do que vivemos”, afirma Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu para o Consumo Consciente. Uma pesquisa do Akatu revela que 80% das pessoas dizem valorizar os produtos verdes. Mas só 30% delas concretizam suas intenções no ato da compra. Há uma longa distância entre propósito e ação.

Por um lado, alguns desses produtos ecologicamente melhores exigem mudanças de hábitos de consumo – e isso é um obstáculo. Em outros casos, como o do sabão em pó ecológico da Procter & Gamble, as pessoas resistem porque acham que suas empregadas domésticas não saberão usar o produto da forma correta. O detergente usa 30% menos água que um comum. Sua fórmula faz menos espuma e, assim, dispensa o último enxágue. Mas ele não fez o sucesso esperado. “As empregadas não leem rótulos”, diz a aposentada Cláudia de Vasconcellos Lameiro da Costa. “Não adianta explicar. Elas vão continuar achando que só com espuma se lava direito.”

 

Um amaciante mais ecológico custa 20% menos.
Mas ainda perde em vendas para o convencional

 

Em alguns casos, as empresas deixam de apostar em inovações que fariam sentido ecológico. Há dois anos a Natura estuda a criação de uma linha completa (com xampu, condicionador, creme hidratante…) em pó. A solução economizaria água na produção, plástico da embalagem e emissões de gases poluentes no transporte. Os produtos viriam em pequenos sachês para ser diluídos em casa. “O novo produto teria, em média, 10% do peso do original”, diz Daniel Gonzaga, diretor de pesquisa e tecnologia da Natura. Mas o destino do xampu em pó é incerto. A companhia ainda não está segura de que haja público para a invenção. “Precisamos chegar a um mix completo: fórmula testada, marca correta, embalagem e o aval do consumidor.”

Esse aval, de acordo com um levantamento feito no Walmart (leia o quadro) , é tímido. “Ainda estamos no começo de um processo de mudança de hábitos na decisão de compra”, diz Christiane Urioste, diretora de sustentabilidade do Walmart. Um papel higiênico da Kimberly Clark dá uma dimensão do problema. Feito com fibras de papel reciclado obtidas a partir de aparas selecionadas, tem os rolos compactados para caber em uma embalagem menor. Custa em torno de 25% menos que o papel tradicional. Mesmo assim, tem só um quarto das vendas.

Para vencer o apego ao costume, seria necessário um investimento eficiente em marketing. Um estudo feito pela agência de publicidade Euro RSCG mostra que as empresas abusam dos clichês. O levantamento encontrou ursos-polares em anúncios do HSBC, da Philips e dos sorvetes Ben & Jerry. “As imagens usadas confundem as pessoas”, diz Russ Lidstone, presidente da agência. “São projetadas para chamar nossa atenção, mas acabam nos distanciando do problema e nos tornando céticos.”

Mais devastador do que a falta de informação é a informação que não ajuda o consumidor a se orientar. A gente é bombardeada por informações sobre a degradação ambiental do planeta. Difícil é saber como transformar essa preocupação em critérios para discriminar os produtos no supermercado. O que é melhor, um alimento embalado em plástico (teoricamente reciclável), em lata (que se decompõe na natureza) ou em vidro (que pode ser reutilizado)? Não há resposta para isso hoje. s Se você quer economizar energia, procura o selo Procel (um índice elaborado pela Eletrobrás) nos eletrodomésticos. Mas não existe um selo geral para produtos verdes. O resultado? A criação de analfabetos ecológicos. “Recomendamos às marcas que sigam uma abordagem simples de comunicação”, afirma Nicholas Eisenberger, consultor da GreenOrder, especializada em negócios sustentáveis, cujo portfólio de clientes inclui GE e General Motors. Para divulgar seus esforços pró-planeta, as empresas precisam entregar a informação mastigada. Não é o que acontece.

Muitas empresas deixam de comunicar em detalhes suas ações positivas por temer cobranças em outras áreas. Outras, ao contrário, divulgam iniciativas sem nenhuma importância, como se fossem cruciais para a humanidade. Nessa confusão, os cidadãos comuns se perdem. A funcionária pública Roberta Cristina da Silva é um exemplo. Ela viu o comercial da TV do amaciante verde da Unilever e decidiu testá-lo. Gostou. Mas não por ser verde. “Gosto porque tem um cheiro mais forte”, ela diz. “Coloco o mesmo tanto do outro (da embalagem de 2 litros) . Em uma semana já acaba.” Ao consumi-lo da forma errada, Roberta está gastando mais e piorando o impacto ambiental, em vez de melhorá-lo.

A confusão dos consumidores fica clara numa pesquisa sobre 115 empresas encomendada pela revista britânica New Scientist. O levantamento cruzou cerca de 700 indicadores, como gasto de água ou poluição química, para avaliar o desempenho ambiental das companhias e comparou-o com a percepção de 30 mil pessoas sobre elas. Concluiu que há uma enorme lacuna entre a imagem e os fatos. Um dos casos de maior discrepância foi o da rede de supermercados Whole Foods Market. Das 36 empresas do setor listadas pela pesquisa, ela está entre as piores em relação a impacto ambiental, mas é a primeira em boa reputação. A Coca-Cola, ao contrário, tem o segundo menor custo ambiental entre os fabricantes de alimentos e bebidas da amostra, mas não é reconhecida por isso.

 

80% dos brasileiros dizem que valorizam os produtos ecológicos.
Mas só 30% cumprem isso nas compras

 

Todos esses dados apontam para uma falha de comunicação das empresas. Não só quanto às informações divulgadas. É preciso que alguém de fora mostre às pessoas que o produto é bom. Aí, entram as certificadoras independentes. A especialista em relações internacionais Marcela Porto Mello é fã de produtos ecológicos. Diz usar produtos sem agrotóxico, que tenham um selo orgânico de renome no mercado. Mas se nega a pagar mais por produtos com origem desconhecida. “Por que vou comprar um café que custa mais caro se não tenho certeza de quão sustentável é? Falta divulgar melhor os produtos. Os selos precisam ter credibilidade.”

Os consumidores de países desenvolvidos são mais preocupados em premiar empresas amigas do meio ambiente. Segundo uma pesquisa dos institutos Market Analysis e Akatu, 34% dos cidadãos de países ricos afirmam comprar de empresas ambientalmente responsáveis. No Brasil, o número cai para 12%. Compreensível. Em nações mais ricas, com educação melhor e bagagem ecológica mais robusta, os consumidores buscam informações sobre as marcas. Se o produto não tem selos, eles entram nos sites das empresas, vasculham sua reputação nas redes sociais, leem relatórios de sustentabilidade, recorrem à mídia.

No Brasil, algumas empresas já sabem que, no futuro, os atributos socioambientais vão ajudar a vender. Desafiados pelo Walmart, dez fornecedores da rede reinventaram e criaram produtos de modo que ficassem mais ecológicos. A convocação aconteceu em outubro de 2008. Hector Nuñez, presidente do Walmart, reuniu companhias parceiras para uma conversa. Durante sua exposição, chacoalhou uma caixinha de Band-Aid: “Nesta embalagem cabem três vezes mais curativos do que tem aqui”. A fabricante, Johnson & Johnson, acatou a provocação. Mudou processos e passou a colocar a mesma quantidade do produto numa caixa com 18% menos matéria-prima. E sem alterar as informações do rótulo. Detalhe: 90% de todo o Band-Aid consumido no mundo é feito no Brasil. Como contrapartida, o Walmart garantiu às empresas que vai dar mais espaço nas prateleiras para seus produtos ecológicos, mesmo com a redução nas embalagens. Ninguém tem dúvidas de que o consumo tende a ficar mais verde. Mas essa tendência só vai se confirmar se combinarem com os consumidores.

– Americanas, Submarino e Shoptime proibidas de vender em São Paulo por péssimo atendimento, segundo Procon

Os 3 maiores sites de vendas on-line do Brasil são: Americanas, Submarino e Shoptime. Ambos são de um mesmo grupo, o B2W. E o excesso de reclamações dos clientes dessas empresas fez com que o Procon tomasse uma atitude drástica: suspendeu por 3 dias a venda de qualquer produto no estado de São Paulo!

Extraído de: http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/03/14/procon-sp-suspende-por-72-horas-sites-americanascom-submarino-e-shoptime.jhtm

PROCON-SP SUSPENDE POR TRÊS DIAS OS SITES AMERICANAS.COM, SUBMARINO E SHOPTIME

O Procon-SP determinou a suspensão por três dias dos sites Americanas.com, Submarino e Shoptime – eles não poderão realizar vendas em todo o Estado de São Paulo por 72 horas, a partir de quinta-feira (15). As três páginas são de responsabilidade da B2W Companhia Global do Varejo, que também deverá pagar multa no valor de R$ 1.744.320 por conta de reclamações de clientes. A decisão foi publicada nesta quarta (14) no “Diário Oficial do Estado”, e não cabe recurso.

Procurada, a empresa afirmou que ainda não tem um posicionamento sobre o caso.

A suspensão tem como base o artigo 56, VI do Código de Defesa do Consumidor, e foi motivada por reclamações em 2011 sobre entregas de produtos e também defeitos nos itens adquiridos. “Isso é um descaso, desrespeito ao consumidor. Fizemos várias tentativas chamando a empresa para o diálogo no Procon, mas o problema não foi resolvido”, explicou em nota Paulo Arthur Góes, diretor-executivo da fundação.
Em 2010, continua a nota, o Procon-SP registrou 2.224 atendimentos sobre problemas com os sites da B2W. Em 2011, esse número aumentou em 180%, com o registro de 6.233 atendimentos.

Segundo a fundação, a empresa já havia recorrido da decisão em 1º grau para a suspensão dos sites, publicada em 10 de novembro de 2011 no “Diário Oficial”. A decisão, no entanto, foi mantida, conforme divulgado nesta quarta-feira. 

Há também a determinação de que, na página inicial dos sites bloqueados, seja exibida a seguinte mensagem: “O Grupo B2W, em virtude de decisão proferida pela Fundação PROCON – SP, em processo administrativo de n° 2573/2010, está com as atividades de e-commerce suspensas em todo o Estado de São Paulo, por 72 (setenta e duas) horas, a partir de 15 de março de 2012”.

– Ipad Nova Geração: esgotado…

Ora, ora… dia 16 de março os novos IPads serão colocados à venda nos EUA e em mais 9 países (aqui no Brasil, não se tem data prevista). E já se esgotaram!

Naqueles países, quem quiser o Ipad da 3ª geração pode entrar numa fila de espera e solicitar, no máximo, 2 aparelhos!

A Apple é uma máquina de ganhar dinheiro ou não? Claro, gasta uma fortuna em P&D, e o retorno compensa!

– Um Novo Modelo de Negócio entre Clubes Grandes e Pequenos de Futebol

No último sábado, o jornal Marca, em matéria de Sergio Fonti (10/03/2012, pg 23), trouxe uma matéria sobre o novo destaque da equipe do Barcelona: Cristian Tello.

O atleta foi para o Barça ainda criança, e o seu antigo clube, o nanico Can Rull Rómulo Tronchoni (já ouviram falar desse clube?) fez um contrato com cláusula inusitada: o valor a ser pago seria de 5.000 euro por gol marcado pela equipe catalã.

Na última 4ª feira, na vitória do Barcelona por 7X1 contra o Bayern Leverkusen, Messi marcou 5 gols; Tello marcou os outros 2 tentos e engordou em 10.000 euro a conta bancária do Can Rull Rómulo Tronchoni.

Para atacante, o negócio é bom. Mas como faz para acertar tal contrato no caso de um zagueiro?

– Habemus Fox Sports!

Já era tempo, não? A Oi TV, TVA e uma ou outra empresa que detinha o canal atingiam 20% dos assinantes brasileiros. Com o acordo com a Sky, o número aumenta para quase 60%!

O motivo pelo desejo é claro: a Libertadores da América, que só conseguíamos assistir “adaptadamente” no 47 – o canal FX, que é do mesmo grupo.

Extraído de: http://is.gd/5Xw6Mh

FOX ACERTA COM A SKY!

De acordo com a coluna Outro Canal, em breve a Sky deve anunciar a entrada do canal Fox Sports em seu line-up.

As negociações já se arrastam há três meses e inclusive chegou a ser cogitada a possibilidade de boicote. Mas parece que os dois grupos se acertaram e as conversas devem ser encerradas nos próximos dias.

O contrato ainda não foi assinado, mas executivos já comemoram o acordo. Operadora e programadora pretendem anunciar a novidade na feira internacional de esportes “Sportel Rio”, que acontece entre os dias 12 e 14 de março, no Rio de Janeiro.

Desde seu lançamento, no início de fevereiro, o Fox Sports vinha sofrendo para inserir o canal nas operadoras de TV por assinatura. Por enquanto, a emissora esportiva só consta em empresas menores, atingindo cerca de 20% dos mais de 13 milhões de assinantes.

Vale lembrar que o Fox Sports detém os direitos exclusivos da Copa Libertadores da América, e faz com que torcedores dos clubes brasileiros não possam acompanhar as partidas.

Agora com a entrada do canal na Sky, seu sinal passa a atingir cerca de 60% do mercado de TV paga no Brasil.

As negociações também abrangeram a renovação de contratos de vários canais da Fox com a Sky. O Fox Sports deve entrar no line-up da operadora já nos próximos dias.

Enquanto isso, a Net segue negociando a Fox.

– Tatu-Bola 2014!

E o mascote da Copa, segundo a Veja (informação de Lauro Jardim), está definido: será o tatu-bola, animal fruto do lobby da Associação Caatinga, que venceu o Saci Pererê (que era a preferência do ministro Aldo Rebello), além da Onça Pintada e da Arara, que estavam concorrendo.

Sabe de uma coisa?

Gostei!

O tatuzinho que se disfarça como uma bola e está em extinção, pode trazer uma mensagem politicamente correta em tempos de preservação ambiental. Além de que o tatu-bola só existe na fauna brasileira.

Agora, a expectativa será para o nome da bola sucessora da Jabulani: Samba, Gorduchinha, ou qual outro?

– O Péssimo Atendimento de Alguns Supermercados Jundiaienses

Conhecer a cultura local é importante para o sucesso de qualquer negócio. Contratar funcionários da região, idem.

Digo isso pelo atendimento de algumas redes de supermercados de Jundiaí. NUNCA consigo ser bem atendido no Carrefour ou no Extra. Porém, os concorrentes da cidade – Russi, Boa, Coopercica e MonteSerrat (Itupeva) – sempre me proporcionam experiências melhores!

Nas duas redes nacionais, os caixas sempre estão de cara amarrada. Custa um sorriso? Ninguém orienta a isso? Além dos poucos caixas abertos e a falta de empacotadores…

Diferente das redes locais, onde se vê a simpatia e sempre um jovem e/ou idoso pronto para ajudar no empacotamento.

É por isso que levo a ferro-e-fogo a decisão de evitar esses grandes hipermercados e privilegiar gente/comércio daqui que atende bem!

E você, o que pensa do seu mercado de preferência?

– Negócio Chique a Baixo Custo: Empreendedorismo e Inteligência

Compartilho interessante matéria do “Uol Negócios”, enviada pelo bacharel em administração Sérgio Santos, a respeito de um típico caso de empreendedorismo movido exclusivamente a sonho, inteligência e coragem. Sem dinheiro, uma clínica de estética surgiu das virtudes de sua idealizadora!

Extraído de: http://is.gd/NuOTKN

ESTETICISTA LUCRA OFERECENDO SERVIÇOS DE ELITE A VALOR ACESSÍVEL

Por Izabela Ferreira Alves

Se você tem um sonho, ele tem de vir acompanhado de ação. A mulher não pode esperar, de braços cruzados, o negócio ir para frente. Tem que ter uma postura desbravadora e não focar nos obstáculos, mas na melhor maneira de superá-los. Podia ter desistido diante das dificuldades, mas isso não passava pela minha cabeça– Carla Alves

Muita gente achava desatino abrir um centro de estética com serviços caros como drenagem, bronzemento, limpeza de pele e massagens, em Ceilândia, cidade-satélite de Brasília (DF). Mas Carla Alves, de 36 anos, não se deixou levar pelo achismo.

Empreendedora nata, recorreu à pesquisa de mercado e às boas práticas de gestão para concretizar seu objetivo. Venceu toda sorte de dificuldades – de falta de dinheiro a um câncer junto com uma gravidez inesperada – para hoje colher o sucesso.

Carla Alves é vencedora da etapa estadual, no Distrito Federal, do prêmio Mulher de Negócios, do Sebrae, serviço de apoio à empresa. A vencedora em âmbito nacional do Prêmio Mulher de Negócios será conhecida hoje, Dia Internacional da Mulher, em solenidade que começa às 18h, em Brasília.

A esteticista Carla Alves lembra as opiniões contrárias ao seu sonho. “O pessoal achava que era um serviço elitizado para uma população de baixa renda”, diz. No entanto, sua pesquisa indicava o contrário. Ela entrevistou moradoras do bairro onde pretendia abrir o negócio, foi a associações, visitou concorrentes e confirmou a oportunidade.

Poucos salões de beleza ofereciam alguns procedimentos estéticos e não havia nenhum centro especializado na área onde iria atuar. “Fiz um levantamento da renda per capita e descobri que as mulheres iam para Taguatinga, cidade vizinha, fazer os tratamentos, porque não havia aqui.”

MÃO NA MASSA PARA CRIAR NEGÓCIO SEM CAPITAL INICIAL

Com apenas R$ 500 para abrir a empresa, investiu, primeiramente, em divulgação, já que o atendimento era na própria casa. Mandou confeccionar uma faixa rosa, com o formato da silhueta de um corpo feminino e fez panfletos com o mesmo design, tudo bolado por ela mesma. 

Outra dica importante da esteticista para quem decide empreender é saber vender seu peixe. “Mapeei os pontos onde estava minha clientela e fui entregar os ‘folders’, um a um.”   Assim pode também calcular, em uma situação controlada, quais seriam os seus gastos e quanto poderia cobrar.

“Não podia ir com muita sede ao pote para não espantar as clientes, nem jogar o preço lá em baixo, para não desvalorizarem meu trabalho. Sobre os custos, acrescentei uma margem média se comparada à concorrência.”

Os cremes mais caros foram comprados a prazo, com a garantia das sessões marcadas. Mas a agenda estava tão lotada que, um dia, o marido chegou em casa e havia mais de dez mulheres tagarelando na sala.

“Vi que era necessário alugar um espaço e fui pesquisar.” Além de entrevistar as clientes atuais e potenciais para saber qual o melhor ponto, ela negociou, pessoalmente, com a dona do imóvel.

A proprietária da casa onde ela alugou uma sala cedeu-lhe a garagem para montar a recepção. Sempre com o dinheiro obtido no trabalho, sem se endividar, ela comprou verniz, tapumes e montou a sala de espera nessa área, sem gastar um centavo.

“Encontrei, na rua umas sobras de blindex na rua, levei num vidraceiro e ele arrumou para mim. Pus a mão na massa, instalei, envernizei, lixei; fiz tudo.” Para completar, a mãe emprestou um espelho, sofá e mesa de centro.

PROBLEMAS PESSOAIS E DE SAÚDE NÃO INTERFERIRAM NA EMPRESA

Atendimento cuidadoso, preço justo, qualidade dos serviços e pontualidade. Como resultado dessa fórmula, o espaço ficou pequeno de novo. Com o lucro da clientela, que havia triplicado, ela pôde alugar uma loja maior, devolver a mobília emprestada e comprar móveis novos.

Foi quando a vida lhe deu um golpe duro. Em um exame de rotina, descobriu estar com câncer e grávida do segundo filho, sem ter planejado. “Não abaixei a cabeça. Mesmo não havendo garantias de êxito, encarei a cirurgia.”

Pedro nem havia nascido, ela já estava de volta à ativa. E, antes de terminar a radioterapia, mais uma vez, teve de procurar um imóvel ainda maior, agora com 140 metros quadrados, para abrigr o Espaço Bela Mulher.

“Em cinco dias fiz toda a mudança, montei as divisórias e ajudei o pintor”, diz. Hoje, Carla Alves tem oito funcionárias e firmou parcerias com um médico especialista em estética e uma nutricionista.

Graças aos mesmos princípios do começo – excelência no atendimento e nos serviços – as freguesas não param de chegar e ela já conquistou clientes de outros estados, como São Paulo, Paraíba e Goiás.

Parar? “Jamais. Meu próximo passo é abrir o shopping da beleza, com academia, salão e investir no público masculino. Mas quero me manter aqui, em Ceilândia, gerar emprego e renda na minha cidade, porque comprovei que é possível.”

CAPACITAÇÃO E FAZER O QUE GOSTA SÃO INGREDIENTES DE SUCESSO

Outro ponto favorável à esteticista no processo de abertura do negócio foi a capacitação. Ela é formada em administração e, como trabalho de conclusão de curso, fez o plano de negócios de um centro de estética.

Para aprender a parte técnica do serviço, Carla Alves faz cursos na área de beleza e saúde desde os 15 anos. “Sempre gostei de estética, mas como consegui um bom emprego depois de formada, a vontade de ter minha clínica ficou adormecida.”

Por problemas de saúde, ela foi afastada do emprego numa multinacional, onde trabalhava como analista de seguros, e decidiu tirar o planejamento do centro de beleza do papel.  “Fiz da necessidade a oportunidade e ainda pude me dedicar ao que realmente gosto de fazer.”

Mas a preocupação com a reciclagem e a atualização dos conhecimentos no ramo nunca foram deixadas de lado. Prova é que a esteticista já foi várias vezes convidada para substituir seus professores.

Por conta própria, ela oferecia gratuitamente a cadeira de empreendedorismo nos cursos que ministrou. “É fundamental entender de gestão para não dar o salto maior que a perna, principalmente, saber administrar as finanças da empresa.”

– Vettel & Red Bull, Massa & TNT

Se a equipe de fórmula 1 Red Bull é a melhor na atualidade, e tem o campeão Sebastian Vettel como garoto propaganda, agora teremos um “concorrente”: A cervejaria Petrópolis, dona da Itaipava, anunciou o ousado patrocínio na Ferrari e em Felipe Massa, estampando seu energético TNT, visando entrar no mercado internacional!

O energético da RBR ou o TNT farão bonito nessa temporada da F1?

Extraído de:  http://www.mktesportivo.com/2012/03/apos-ferrari-tnt-fecha-com-felipe-massa/

APÓS FERRARI, TNT FECHA COM FELIPE MASSA

Após fechar patrocínio a escuderia Ferrari (leia aqui), a TNT acertou com o piloto brasileiro Felipe Massa. Pelo acordo, Felipe utilizará squeeze da marca e será utilizado em campanhas promocionais e comerciais.

O acordo com a escuderia e Felipe Massa será o início do projeto de internacionalização da TNT, através do Grupo Petrópolis. Segundo dados divulgados pela Exame, hoje a TNT possui 4% do mercado de energéticos no Brasil.

Assim como o patrocínio a Ferrari, a TNT fechou com Felipe Massa até 2014.

– A Crise em Cadeia pela Greve dos Petroleiros: Entendendo a falta de Combustíveis!

Desde segunda-feira, os postos de combustíveis da capital paulista sofrem com a não-entrega dos seus pedidos. Aos poucos, os estoques foram baixando e o combustível acabando. Tudo por causa da Marginal Tietê: os petroleiros querem trafegar durante o horário do rodízio de caminhões imposto pela Prefeitura Municipal.

Dono de Posto detesta receber combustível a noite: o horário é mais difícil para fazer os testes da qualidade; há perigo de assalto; além, claro, da precaução de golpes (combustível adulterado ou roubado). Porém, o que impede os petroleiros de trafegarem nos horários fora do rodízio?

Acontece que cidades como Jundiaí, Várzea Paulista, Itupeva e algumas outras, também recebem combustíveis das bases de São Paulo, além de Paulínia. Como SP parou, aumentou o fluxo de Paulínia (que é mais caro, com a mesma qualidade). E com esse aumento, começaram os atrasos na entrega de combustíveis para cidades do Interior.

Cúmulo da Greve: para o Aeroporto de Congonhas (SP) não parar, um comboio de combustível saiu de Paulínia para entregar produtos, com forte esquema de segurança e batedores formados por PMs. Parecia clima de guerra!

O problema é que, com a falta de produto na Capital, os poucos postos que tinham estoques começaram a abusar do preço (notória a prisão de um gerente de posto + frentistas cujo preço da gasolina estava a R$ 4,50).

Um cliente fiel, que vê o seu posto de confiança abusando do preço, certamente deixará de abastecer lá quando a situação normalizar. É a ganância de alguns…

Em particular, aqui no Auto Posto Harmonia (Bairro Medeiros – Jundiaí/SP), por conta do estoque e de compra de produtos com antecipação, não tivemos problemas de falta do produto (embora as entregas tenham atrasado e uma ou outra cia. tenha cancelado pedidos). Mantivemos o preço nas bombas em respeito aos clientes (embora, pagamos 0,05 a mais no Diesel e 0,06 na Gasolina pelos motivos citados acima), e, felizmente, vemos os clientes satisfeitos e abastecidos. A diferença de preço é o custo necessário pela fidelização do freguês e pelo ganho de confiabilidade da nossa clientela, o que nos deixa felizes!

Mas vale a atenção: notícias de Paulínia indicam que houve “solidariedade” dos transportadores de lá, que somada à demora no carregamento, pode atrasar ainda mais as entregas.

Desde ontem a Justiça intimou a volta ao trabalho dos petroleiros. Mas até agora, 07/03/2012, 19:00h, somente serviços essenciais receberam combustíveis. Os consumidores esperarão um pouco mais… Atenção: além da demora logística, algo relevante: a quantidade mínima que cada posto receberá para encher seus tanques. Até os estoques estarem regularizados, a coisa demorará!

– Quando a Cultura Decide

Americanos, japoneses, chineses, argentinos e mexicanos: o que os diferem na tomada de decisões?

A Cultura.

Robson Viturino e Álvaro Oppermann, no Caderno Inteligência de Época Negócios, Ed 44, explicam:

QUANDO A CULTURA DECIDE

Fatores culturais podem determinar o sucesso ou o fracasso de uma negociação. Eis a tarefa do negociador: decifrar o código cultural no outro lado do balcão

Em Xangai, na China, o consultor Andrew Kakabadse aprendeu uma lição importante sobre negociação internacional. Ele estava num restaurante de comida italiana na companhia de altos dignitários do governo chinês. Depois do jantar, um dos figurões pediu ao garçom uma garrafa de vinho de arroz, oferecendo um copo cheio ao consultor, naquele tom de quem não aceita recusa. Tomar a bebida forte, e manter-se sóbrio, foi o teste de Kakabadse. Queriam verificar sua virilidade e autocontrole. Este exemplo pode ser antipoliticamente correto, e talvez até meio surrealista. “Algumas pessoas veem o mundo cada vez mais em convergência. Em parte, elas estão certas. Mas em parte não”, escreveu ele no prefácio do novo livro Rice Wine with the Minister (“Vinho de arroz com o ministro”), que trata de negociações no palco internacional. A lição aprendida? A globalização é uma aparência que muitas vezes engana. A cultura local ainda é um fator preponderante na arte de negociar.

O conhecimento, ou desconhecimento, do código cultural no outro lado do balcão pode alterar dramaticamente o andamento de uma negociação. A primeira fricção surge justamente por causa das visões opostas que ocidentais e orientais costumam ter do objetivo da negociação. Para 77% dos negociadores espanhóis, por exemplo, o mais importante é fechar o contrato. Para 90% dos indianos e japoneses, o objetivo primordial é estabelecer uma relação de confiança. O contrato é consequência. Chineses e japoneses costumam ser negociadores duríssimos. Mas a mentalidade que impera é a do win-win (“ganha-ganha”) – a negociação só é frutífera quando os dois lados saem satisfeitos. Já o estilo europeu é o da confrontação. Espanhóis e alemães são adeptos do win-lose (“ganha-perde”). Para um lado ganhar, o outro tem de perder. A mentalidade do win-win é comum a 100% dos executivos japoneses, mas só a 33% dos espanhóis.

A sensibilidade ao tempo de negociação também varia. Japoneses, e asiáticos em geral, não se importam – e aliás preferem – manter-se por longos períodos à mesa. Isso pode exasperar brasileiros e norte-americanos, que são negociadores de perfil objetivo e direto. Porém, a pressa já fez os norte-americanos perderem muito dinheiro na Índia, por exemplo. Quando a Enron ainda estava de pé, ela deixou escapar por descuido um grande contrato no país, ao tentar acelerar a negociação. Isso causou desconfiança nos indianos, para quem a rapidez era sinônimo de que a empresa escamoteava algum detalhe escuso. Os indianos abandonaram as conversas. Para eles, negociar lentamente era uma forma de demonstrar apreço pelo interlocutor.

Mas não existe um padrão exato, como mostra Kakabadse. Argentinos e mexicanos, apesar da herança espanhola comum, são opostos no modo de negociar. Para os argentinos, a essência está em concordar em alguns pontos-chave, que fornecerão o esqueleto do resto da negociação. Para os mexicanos, a negociação se traduz numa lista de pontos, que devem ser negociados um a um. “São nuances locais que fazem toda a diferença”, diz Kakabadse.

– A Crise dos Combustíveis: não deixe o tanque do seu carro vazio!

Ontem, segunda-feira, os petroleiros resolveram parar suas atividades em protesto à restrição da circulação de caminhões na Marginal Tietê. Os primeiros afetados, segundo a imprensa, foram postos da Ipiranga, cuja distribuidora parou. Nesta terça-feira, a Cosan (Shell + Esso) diz que não entregará combustíveis, já que “teme pela segurança dos seus motoristas nesse momento delicado”.

Se os motivos são justos ou não, o certo é que em alguns postos de combustíveis já falta gasolina.

Em São Paulo, o número de postos com dificuldades na venda é maior; aqui em Jundiaí, os postos começaram a sentir o efeito hoje.

Quanto ao etanol, a situação está estabilizada, sem falta do produto (já que as bases afetadas não distribuem álcool hidratado). Também postos que recebem Gasolina das refinarias de Paulínia ainda tem produto, já que os petroleiros de lá não adentram à Capital.

Extraído de: http://is.gd/a5sijW

ATO PODE PARAR POSTOS DE COMBUSTÍVEL DE SP AMANHÃ, DIZ SICOPETRO

por Marina Gama

Os postos de gasolina da capital paulista e da Grande São Paulo não terão mais combustível na terça-feira (6) caso a paralisação dos distribuidores continue, segundo o Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo).

“Normalmente temos uma grande venda na sexta e no sábado e nossos estoques são para aguentar até segunda ou terça, no máximo. Se não recebermos o produto, com certeza teremos problemas”, disse.

Caminhoneiros participam desde a madrugada de hoje de uma paralisação em protesto contra o início da fiscalização de caminhões na marginal Tietê. A medida foi implantada em dezembro do ano passado, mas teve caráter educativo até hoje, quando a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) começa a autuar os infratores.

O Sindicam (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens do Estado de São Paulo) informou que seis empresas de distribuição de combustível param. Isso representa 100% das companhias paradas, segundo o presidente do sindicato, Norival Almeida Silva.

A Sincopetro informou que os postos de toda a Grande São Paulo estão sendo afetados –cerca de 2.000–, já que os caminhões distribuidores precisam usar a marginal Tietê para chegar em boa parte das cidades.

“Se não tivermos produto para vender os postos irão parar”, afirmou Golveia. O presidente do Sincopetro disse ainda que não há alternativa para regularizar o fornecimento caso os caminhoneiros continuem com o protesto.

CAMINHÕES

Os caminhões que forem flagrados trafegando na marginal Tietê, em São Paulo, entre as 5h e as 9h e entre as 17h e as 22h, de segunda a sexta-feira, serão multados a partir desta segunda. A medida entrou em vigor em dezembro, mas teve caráter apenas educativo até hoje. Aos sábados, a restrição ocorrerá das 10h às 14h.

Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a medida visa reduzir as ocorrências envolvendo caminhões que interferem no tráfego da região nos horários de pico. A fiscalização será feita por agentes de trânsito e por radares fixos. A multa é de R$ 85,13 e acarretará acréscimo de quatro pontos na habilitação.

A proibição terá exceções (como aos VUCs, veículos com até 6,3 metros, e obras de emergência), mediante cadastro prévio, além do acesso ao Ceagesp.

Com 23,5 km, a marginal Tietê é a via mais movimentada da capital paulista. Tem 1,2 milhão de viagens por dia, feitas por 350 mil veículos –75 mil deles caminhões.

– Ford é acusada de “Assustar o Consumidor”. Motivo? Veja que inusitado:

Assistiram a campanha publicitária da FORD intitulada: “A decisão é sua”?

Nela, Anderson Silva (lutador de MMA) e Débora Secco (atriz da Globo) sugerem a compra de automóveis da empresa. A moça, por sedução de sua beleza; o lutador, pela intimidação da sua força.

E não é que um ‘mané’ resolveu processar a Ford, e pediu a retirada do comercial junto ao Conar, alegando que Anderson Silva era uma ameaça e sentia coagido?

Durma-se com um barulho desse…

(Informações da coluna Radar, de Lauro Jardim, em Veja.com)

– A Venda da Ri Happy para os americanos da Carlyle

O fundo americano Carlyle, dono da CVC Viagens e das meias Trifil, comprou a rede de brinquedos Ri Happy, de Ricardo Sayon.

Você sabia que a Ri Happy sozinha vendia 1/5 dos brinquedos do país?

Extraído de: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,fundo-carlyle-compra-85-da-ri-happy,104680,0.htm

FUNDO CARLYLE COMPRA 85% DA “RI HAPPY”

Segundo estimativas do mercado, valor da operação ficou próximo de R$ 600 milhões

SÃO PAULO – O fundo de private equity Carlyle fechou a compra de 85% do capital da loja de brinquedos Ri Happy, depois de um ano e meio de negociações. Com 114 lojas, a Ri Happy concentra 20% da venda de brinquedos no País e teve faturamento de cerca de R$ 800 milhões no ano passado. Segundo cálculos de mercado, o valor da operação ficou próximo de R$ 600 milhões (o fundo não revela os dados oficiais).

A negociação entre o Carlyle e o fundador da Ri Happy, Ricardo Sayon, começou ainda em 2010. Em novembro do ano passado, as duas partes firmaram um pré-contrato relativo à venda, mas o martelo só foi batido mesmo na última quarta-feira. Sayon deixa o comando da operação e assume uma cadeira no Conselho de Administração.

Para garantir uma expansão mais rápida do número de lojas, o Carlyle vai colocar R$ 200 milhões em dinheiro novo na empresa nos próximos três anos. O objetivo é começar devagar, com a abertura de cerca de 20 novas lojas até o fim deste ano, e acelerar esse projeto a partir de 2013.

De acordo com Juan Carlos Felix, diretor geral do Carlyle no Brasil, a aquisição se justifica pelo potencial de crescimento do mercado de brinquedos no Brasil – a participação do segmento no Produto Interno Bruto (PIB), segundo ele, é equivalente a um terço do número do México. “Com o aumento da renda disponível da população, a tendência é que a fatia cresça”, ressalta.

Ao mesmo tempo, o fundo vê grande potencial para a Ri Happy fora da Região Sudeste, onde estão cerca de 70% das lojas da marca. “Não existe uma oferta adequada de brinquedos no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste”, diz Felix. “Além disso, a relação entre lojistas e fornecedores é muito boa e a relação com o consumidor não se baseia somente no preço, mas no serviço.”

– General Motors entra na PSA Peugeot-Citroen com força total

Depois de quase ter quebrado, e se salvado com a ajuda do governo dos EUA (por interferência de Barack Obama, que disse que a empresa era patrimônio americano), a GM entra com tudo na participação acionária da francesa PSA Peugeot Citroen: US$ 1 bilhão inicialmente!

Além de se tornar acionista da empresa, a sinergia que a GM busca com tal investimento procura uma redução de operações em até 2 bilhões de dólares, valor estimado pela redução de despesas pela aliança operacional.

– Franquias em Busca da Globalização: a Yogoberry no Irã!

Eu, particularmente, detesto esses “sorvetes de iogurte”. Mas há quem goste e muito! E um desses apreciadores, um iraniano em visita ao Brasil, a partir de seu gosto e de seu espírito empreendedor, decidiu expandir a marca como franqueado. E agora leva a brasileira Yogoberry para o Oriente Médio!

Extraído de: OESP, caderno Negócios, 27/02/2011, pg N3

IOGURTE BRASILEIRO NA TERRA DOS AITOLÁS

por Roberto Simon

A saga do empreendedor iraniano que driblou sanções internacionais e levou para Teerã franquia da carioca Yogoberry

Três amores brasileiros adoçaram a vida do empresário iraniano Kian Khaleghian, de 37 anos. O primeiro, o Rio de Janeiro, onde passou férias, em 2008. Na visita, ele caiu nos encantos da mulher com quem viria a se casar, a carioca Renata Rique. E, no calor da cidade e da nova amada, Khaleghian descobriu a terceira paixão: o iogurte gelado.

A relação entre o empresário, que deixou o Irã logo após a Revolução Islâmica, em 1979, e os copinhos de iogurte gelado começou sem compromisso, coisa de férias no Rio. Mas, quando se deu conta, viu que o amor era para valer.

Passados três anos da primeira visita ao Rio, Khaleghian deixou seu emprego no mercado financeiro londrino – ele cresceu na Grã-Bretanha – e, ao lado da esposa brasileira, abriu a primeira loja da marca carioca Yogoberry fora do Brasil. O endereço: Teerã. Os negócios vão bem e Khaleghian já pensa em inaugurar pelo menos mais uma na capital iraniana, ainda em 2012. “Quando viajava ao Brasil para encontrar a Renata, fosse por uma semana ou por um mês, o iogurte gelado era um programa diário”, relembra.

Da rotina, veio o conhecimento do métier. Ele entendeu as diferenças de gosto, textura e opções de cobertura entre as marcas. Elegeu a cadeia Yogoberry sua predileta.

Em uma das expedições por iogurte com Renata, começou a bater papo com o dono de uma franquia da marca em Copacabana. “Disse para ele: “Há duas razões pelas quais venho ao Brasil. A primeira é esta mulher ao meu lado. A segunda é você.”” Caíram na gargalhada os três.

O proprietário deu os contatos da empresa e, em pouco tempo, Khaleghian estava trocando e-mails com a Yogoberry, fundada por Un Ae, Jong Ae e Marcelo Bae. Com o fuso horário entre os dois países, as mensagens via internet eram a forma mais eficiente para trocar informações.

Três semanas depois, o iraniano e a empresa chegaram a um acordo: Khaleghian teria exclusividade da marca em quase todo o Golfo Pérsico – Irã, Emirados Árabes, Kuwait, Catar, Bahrein, Omã e Arábia Saudita.

O empresário começou então a fazer as contas para descobrir qual seria o mercado mais promissor. O Irã tem 75 milhões de habitantes, enquanto as seis monarquias árabes, somadas, não passam de 40 milhões. Outro fator que pesou na decisão foi a ausência de concorrentes no Irã. Nos últimos anos, outras cadeias de iogurte gelado começaram a operar nos países árabes, mas não se arriscaram no inóspito mercado iraniano.

Decidido o país, Teerã era a escolha inevitável por ser a maior cidade e ter uma classe média vibrante – e com padrões de consumo ocidentais.

Sanções internacionais. Fazer negócios em um país alvo de dezenas de sanções internacionais e ameaças diárias de bombardeio não é simples. Khaleghian, por exemplo, não pôde comprar as máquinas Taylor, usadas nas lojas brasileiras para preparar a pasta do iogurte. A marca é dos Estados Unidos, arqui-inimigo dos aiatolás, e obviamente não tem representação no Irã. Não haveria, portanto, como cuidar da manutenção.

O caminho foi optar pela italiana Gelmatic, que tem uma representação em Teerã. Os demais insumos, da colher de plástico às coberturas, são “made in Iran”.

Embora estraguem o ambiente de negócios no Irã, as sanções impostas por EUA e União Europeia não prejudicam Khaleghian, uma vez que existe uma espécie de trégua para o setor médico e o de alimentos.

Mas há consequências indiretas, como a forte desvalorização da moeda iraniana, o rial – fenômeno agravado com o aumento da tensão no Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 30% dos suprimentos mundiais de petróleo.

Um dia após o anúncio do embargo europeu ao petróleo iraniano, no mês passado, Teerã aumentou numa tacada só em 50% sua taxa de juros para segurar o câmbio.

Relação. Por ironia, o iogurte gelado apareceu em Teerã em meio a um notável esfriamento da relação entre Brasil e Irã. Em seu primeiro ano, o governo Dilma Rousseff se afastou da república islâmica e chegou a adotar posições duras contra os iranianos no Conselho de Direitos Humanos da ONU – algo impensável na era Lula. O Irã continua a ser o segundo destino da carne brasileira, mas exportadores de frango reclamam da crescente demora na concessão de licenças. Em 2011, Teerã passou do 65.º para o 80.º lugar na lista de fornecedores do Brasil.

A entrada da Yogoberry no Irã agradou ao Itamaraty. Quem cortou a fita na inauguração da loja foi o embaixador brasileiro em Teerã, Antonio Salgado. Ao seu lado, sorridentes, estavam Khaleghian e Renata.

– Foxconn acha o Brasil um Péssimo Negócio? Por que veio?

E o fanfarrão presidente da FoxConn?

O bilionário Terry Gou, em um programa de TV, ironizou o país. Disse que no Brasil:

(…) o Brasil apenas me oferece o mercado local (…) [Os brasileiros] não trabalham tanto, pois estão num paraíso”.

Pois é…  se não é atrativo, por quê veio? De certo, a mão de obra escrava chinesa utilizada por lá é mais barata… Disso, não tenho dúvida!

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1052729-brasil-so-oferece-mercado-local-diz-foxconn.shtml

BRASIL SÓ OFERECE MERCADO LOCAL

Brasil só oferece mercado local, diz Foxconn

O presidente da Foxconn, o taiwanês Terry Gou, afirmou que o Brasil é uma “terra cheia de potencial”, mas ressalvou que o país oferece “apenas” o mercado local e ainda exige transferência de tecnologia, informa reportagem de Fabiano Maisonnave publicada na edição desta sexta-feira da Folha.

A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

“Temos três fábricas no continente chinês, e cada uma ocupa 5 km²”, disse Gou na terça-feira, durante programa de TV em que interagia com jovens de Taiwan.

“Tem gente que diz que é preciso dispersar os negócios. Também quero dispersar, mas o Brasil apenas me oferece o mercado local, de 190 milhões, e ainda é preciso transferir tecnologia.”

Apesar da crítica, Gou, que vestia jeans, camisa polo e jaqueta de couro, mostrou-se otimista com o Brasil. Ao falar que é um país com “potencial”, perguntou aos estudantes: “Quem daqui quer ir ao Brasil? Vocês podem se registrar comigo, sério. Vou lhes dar o meu e-mail”.

O presidente da Foxconn afirmou ainda que os brasileiros “não trabalham tanto, pois estão num paraíso”. E o país, em comparação com Taiwan, “não conta com tecnologia avançada”: “Estou treinando os brasileiros, dando as tecnologias para eles”.

– A Administração do Tempo e suas Características

Renato Berhoeft, consultor e especialista em Administração do Tempo, deu uma entrevista deliciosa à Rádio CBN, no Programa “Mundo Corporativo”, de Heródoto Barbeiro. De maneira didática, falou sobre a importância em administrar o tempo, e fez relações com a vida pessoal e profissional. Interessante e valioso, o tema me chamou a atenção para uma fala do entrevistado, sobre o que é prioritário na vida: “Prioridade é aquilo que é importante e urgente, pois há coisas importantes e não urgentes.

Abaixo, trecho extraído do Blog do Barbeiro (clique acima para citação)

COMO ADMINISTRAR MELHOR O TEMPO E TER SUCESSO NOS NEGÓCIOS

O tempo é o recurso mais escasso e o mais valioso que existe. Agora já passou e não tem dinheiro no mundo que possa comprar este minuto de volta. A pressa se tornou o mal maior da sociedade moderna, causando os mais diversos problemas psicológicos e até econômicos. Portanto, aprender a administrar o tempo é uma das ações mais importantes que qualquer pessoa pode fazer para melhorar suas chances de sucesso nos negócios e na vida. Sobre mais esse desafio do Mundo Corporativo, Heródoto Barbeiro conversa hoje com o consultor Renato Bernhoeft….continua,  Clique aqui para o acesso ao PodCast da Entrevista

– Concorrência dessa forma não existe!

O Governo Federal quer comprar Tablets. Na licitação, copiou as especificações do iPad2 e fez a concorrência. Ou seja, nenhum concorrente pode concorrer!

Coisas do Brasil… É ou não favorecimento descarado à Apple?

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1052202-licitacoes-de-orgaos-do-governo-favorecem-produto-da-apple.shtml

LICITAÇÕES DE ÓRGÃOS DO GOVERNO FAVORECE IPAD

Órgãos do governo federal têm montado editais de licitação para a compra de tablets copiando do site oficial da Apple especificações técnicas exclusivas do iPad 2, produzido pela empresa, informa reportagem de Breno Costa, publicada na Folha desta quarta-feira (a íntegra está disponívelassinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A atitude, cuja legalidade é questionada por especialistas, acarreta na exclusão automática de tablets produzidos por outros fabricantes. Hoje existem mais de dez fabricantes dos aparelhos com atuação no Brasil.

O exemplo mais claro de favorecimento vem do Planalto. Numa licitação realizada em outubro para a compra de 42 tablets para serem distribuídos entre autoridades e assessores palacianos, a Presidência fez praticamente um “copiar e colar” do site da Apple.

OUTRO LADO

A Presidência da República nega irregularidades e afirma que as especificações representam a sua necessidade.

Argumenta ainda que, apesar de apontar para um fabricante específico, o edital não elimina a competição, já que há vários fornecedores de um mesmo produto.

– Dinheiro Barato a Juros Baixo: também quero!

Rafael Correa, Presidente do Equador, há 3 anos ameaçou dar calote na construtora brasileira Odebrecht e no próprio BNDES brasileiro, financiador de obras naquele país.

Agora, o BNDES voltará a emprestar dinheiro ao vizinho equatoriano, a juros baixíssimos!

Ué, a entidade não é um Banco voltado ao Desenvolvimento Nacional?

Aqui, os microempresários imploram por recursos. Mas para muitos, as verbas sobram!

– Google “parasita” no Safari?

Olha só que situação absurda, mas entendível nos dias atuais (se referindo a ações ousadas e discutíveis comercialmente): o Google é acusado de ter rastreado os sites e comportamentos dos usuários do navegador Safari, instalado nos iPhones e iMacs da Apple.

A ideia é: conhecendo as preferências dos usuários, oferecer produtos e serviços dos quais existam afinidade.

Cá entre nós: alguma novidade? Os sites de venda já fazem isso há um bom tempo…

– Chove Chuva…

Cada vez que chove aqui perto do meu Comércio, é um pandemônio!

Minha região cai muitos raios, e nem adianta pararraios, pois a quantidade é absurda e os equipamentos de um posto de combustível são delicados. Se não desligar tudo (parar de trabalhar mesmo!), queima boa parte. E, ontem, tivemos baixa de computador, roteador, modem…

Fevereiro já tem menos dias; e com esses prejuízos…

Choveu? Desligue tudo. Melhor coisa a fazer. Perca algumas vendas mas não perca todos os equipamentos…

– Personalidade acima da Competência no Mercado de Trabalho

Amigos, cada vez mais o mercado de trabalho cobra exigências pertinentes aos profissionais. E numa pesquisa global, resultados curiosos: o Brasil é o país que mais exige “flexibilidade”, não se importando tanto com o “entusiasmo”. O trabalho mostrou também que cada vez mais se exige bom senso dos jovens.

Abaixo, outros resultados da pesquisa que coloca a PERSONALIDADE como atributo à frente da COMPETÊNCIA.

Extraído de: Revista Época, Ed 17/01/2011, Seção Negócios & Carreira, pg 56, por Marcos Coronato

TEM DE TER ATITUDE

Competência e conhecimento são bons. Mas o que as empresas querem mesmo dos recém-formados é “personalidade”, diz uma pesquisa global

Quem começou a trabalhar no século passado ouviu falar muito da necessidade de dominar um terceiro idioma, fazer pós-graduação ou comprovar experiência. Quem chega ao mercado de trabalho agora depara com exigências adicionais bem mais abstratas. Os jovens precisam ter a “atitude correta”, seja lá o que signifique isso. Para complicar, enfrentam uma impressão difundida pelo mercado de trabalho, justa ou injustamente, de que têm ambição demais e paciência de menos. Uma pesquisa feita pela consultoria alemã Trendence em 20 países (publicada com exclusividade por ÉPOCA) oferece um panorama mais detalhado do que as companhias querem do jovem.

Na maioria dos países, o fator “personalidade” é considerado mais importante que “competências” (saber prático) e “conhecimento” (teórico). O Brasil é o terceiro da lista que mais valoriza a personalidade. Três economias gigantes e dinâmicas, Estados Unidos, China e Índia, destoam das demais. Dão prioridade mesmo é para a boa e velha competência.

As grandes empresas brasileiras, de acordo com o estudo, buscam jovens flexíveis (para assumir diferentes papéis numa organização, não necessariamente ao mesmo tempo), capazes de liderar e decidir (dentro de seu raio de atuação), com facilidade para atuar em equipe, hábeis em análise (para entender cenários amplos), empreendedores (para criar e abraçar projetos) e com “integridade pessoal e ética forte”. Essas foram as mais mencionadas entre 19 características que poderiam contribuir para o sucesso de um recém-formado numa companhia.

O clamor por ética se destacou também entre companhias da África do Sul, do México e da Turquia, mas ela foi quase ignorada em nações com maior tradição de respeito à lei como Alemanha, Bélgica e Holanda. “Em alguns países, a ética é assumida como padrão, nem se precisa falar a respeito. Em outros, como o Brasil, existe o medo da malandragem”, diz o consultor Carlos Eduardo Dias, diretor da Asap, especializada em organização de processos de estágio. Os recrutadores brasileiros consideraram menos relevantes entusiasmo, pensamento positivo, independência, bom-senso e atenção aos detalhes.

É fácil entender a busca das companhias por profissionais flexíveis. Elas enfrentam em sequência desafios pouco compreendidos, como vender para o consumidor recém-elevado à classe C, construir uma imagem de respeitadora do meio ambiente ou negociar com fornecedores chineses. “Nenhuma companhia, hoje, tem gente sobrando, esperando trabalho. Precisamos atender rapidamente às mudanças”, afirma Maurício Rossi, diretor de recursos humanos da Roche Diagnósticos. Mostrar versatilidade foi fundamental para que Silvia Hioka, estudante de engenharia na FEI, fosse contratada pela empresa. “Mostrei conhecimento de equipamentos, operações, tecnologia e também que gosto da área financeira”, diz.

Parece muita coisa para uma jovem de 24 anos, mas Silvia provavelmente não teria sido selecionada se mostrasse só qualificação técnica. A pesquisa confirmou a preocupação das empresas de encontrar a tal “atitude correta”, que envolveria uma combinação rara, principalmente entre jovens, de ambição e garra, mas também disposição para aprender e esperar. Entre 20 características que eles precisariam melhorar, destacou-se “habilidade social”. “Os graduandos têm habilidades sociais. A questão é se eles têm as habilidades sociais certas. Muitos recrutadores acham que não”, diz Caroline Dépierre, diretora de pesquisa da Trendence.

Para quadro clique em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI202466-15259,00.html

– Empresas Familiares e a Sucessão: A Preparação na Escola!

Sucessão nas empresas familiares: Herdeiro se faz na escola!

Extraído de: Revista Istoé Dinheiro, pg 62-65, edição 675, 15/09/2010

DIPLOMA DE SUCESSOR

Num ambiente corporativo ainda dominado por empresas familiares, há uma oferta crescente de cursos para formação de herdeiros – e companhias de todos os portes estão aderindo a essa tendência. – Por Letícia Moreli

Em tempos de globalização econômica, competição acirrada e megafusões, o ditado “nascido em berço de ouro” já não garante a ascensão do herdeiro de uma grande empresa ao trono da presidência.

É preciso polir e lapidar bem esse berço até que, após muito ser embalado, o rebento ande com suas próprias pernas. O conhecimento passado a esses herdeiros tem sido cada vez mais valorizado para que ocorra uma transferência de poder tranquila e sadia dentro das empresas.

E o que não falta no mundo corporativo são negócios com essa característica familiar de comando. Nos Estados Unidos, 40% das 500 maiores companhias são controladas por famílias. No mundo, a média chega a 80%. Uma realidade da qual o Brasil não se distancia. Em estudo realizado em 2005, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) apontou que 90% das empresas registradas no País são tradicionalmente familiares.

Assim, formar corretamente os futuros presidentes e diretores, mesmo que herdeiros naturais do negócio, matriculando-os em cursos específicos ou contratando consultores que funcionem como treinadores/tutores desses futuros executivos, pode ser decisivo para determinar a longevidade de uma empresa. Poucas vezes, as empresas brasileiras se depararam com esse tipo de desafio de forma tão dramática. 

Isso porque grandes grupos estão assumindo um papel global, justamente no momento de passar o bastão de uma geração para outra.  Ao longo da última década, pipocaram escritórios e escolas para sucessores no mundo – com cursos que variam de R$ 3 mil a US$ 35 mil. 

Em países como Suíça, França, Estados Unidos e Itália, especialistas trabalham na formação dos herdeiros e  renomadas escolas de economia e administração abrem suas portas para cursos de gestão de empresas familiares (observe quadro abaixo). 

Um dos principais nomes desta tendência é John Davis, professor de Harvard que virou referência para altos executivos brasileiros de empresas familiares e abriu, no Brasil, o primeiro escritório da Cambridge Business Advisors fora dos EUA, em maio. 

Davis participou do plano de sucessão de Jorge Gerdau Johannpeter, na presidência do grupo Gerdau, e orientou a mudança do comando no Pão de Açúcar, em 2003. 

O trabalho de escritórios como o de Davis é fazer com que as empresas se deparem com uma questão básica: “temos alguém na família preparado para assumir o comando?” Uma questão que muitos não sabem como responder . 

“Atendemos famílias que não sabem como estabelecer um acordo de acionistas e definir o futuro. Se os filhos vão atuar ou não e como prepará-los”, diz Claudinei Santos, consultor de empresas há 37 anos e diretor da área de projetos de pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing, de São Paulo. 

Foi com o auxílio de uma dessas instituições brasileiras, a Fundação Dom Cabral – notória na formação de todo tipo de executivos, herdeiros ou não –, que o grupo mineiro Asamar concretizou a sucessão da segunda para a terceira geração, preparou os sucessores e desenvolveu o processo de abertura para participação de acionistas não familiares. 

O principal negócio da família se resumia à fábrica Cimentos Montes Claros. “Com o aquecimento da economia e a globalização percebemos que não conseguiríamos construir negócios grandes só com os recursos da família e optamos pela parceria com investidores”, explica Sérgio Cavalieri, 57 anos, do conselho administrativo e um dos seis herdeiros da empresa. Ele fez o curso da fundação. 

“Além do curso em si, a consultoria feita pela Dom Cabral no estabelecimento das regras do processo de transição nos ensinou muito. Agora, outro aprendizado vem com o dia a dia da empresa, já que, com o alinhamento entre acionistas e gestores, temos metas para entregar resultados”, garante Cavalieri. 

Hoje, o grupo Asamar desenvolve negócios nas áreas de distribuição de combustíveis líquidos – entre eles a marca Ale –, incorporação e construção imobiliária, operação de imóveis e hotelaria, produtos e serviços financeiros, construção em aço, reflorestamento e produtos florestais, biocombustíveis e tecnologia da informação. A receita total da holding é de R$ 8,5 bilhões.

A importância dos consultores também ganhou holofotes na sucessão familiar. A Riccó, fabricante de móveis domésticos e para escritório, é um exemplo de como esse tipo de profissional, fora da esfera familiar, pode ajudar. 

Fábio José Riccó, 31 anos, diretor-executivo da empresa há quatro anos, representa a quinta geração de um negócio que começou como uma marcenaria em 1857 e que vem crescendo 40% por ano. Antes de assumir a empresa, Fábio resolveu montar um outro negócio, fora do da família. 

“Foi importante ter sucesso sozinho, para sentir que funcionaria na empresa da família e que herdar o comando não era algo dado de graça”, diz o empresário, filho de Fábio Paulo Riccó, ex-presidente da Riccó. Para segurar os embates, ele e o pai contaram com a ajuda de um empresário amigo da família, que até hoje atua como um consultor informal. “Tive que aprender a me controlar,  falar menos e escutar mais”, admite Fábio. 

Mas qual o segredo para dar continuidade aos negócios geração após geração? Para os especialistas, a palavra-chave é competência. Ocorre que nem sempre é possível encontrar pessoas capazes de herdar o talento e o espírito empreendedor dos fundadores. “Por vezes, a solução é afastar os integrantes da família, colocando-os no conselho administrativo e substituindo-os por profissionais experientes”, diz Santos. 

Nas escolas de sucessores, os cursos servem para corroborar ou não se o DNA do herdeiro tem consistência empresarial. Se o boletim vier cheio de notas vermelhas, o pretenso sucessor familiar é reprovado. “Em geral, a empresa familiar resiste em abrir mão do controle. 

Mas o mercado é impiedoso e é preciso sabedoria para reconhecer quando é hora de mudar”, orienta Teresa Roscoe, gerente coordenadora da parceria para desenvolvimento de acionistas da Fundação Dom Cabral.