– A Venda da Ri Happy para os americanos da Carlyle

O fundo americano Carlyle, dono da CVC Viagens e das meias Trifil, comprou a rede de brinquedos Ri Happy, de Ricardo Sayon.

Você sabia que a Ri Happy sozinha vendia 1/5 dos brinquedos do país?

Extraído de: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,fundo-carlyle-compra-85-da-ri-happy,104680,0.htm

FUNDO CARLYLE COMPRA 85% DA “RI HAPPY”

Segundo estimativas do mercado, valor da operação ficou próximo de R$ 600 milhões

SÃO PAULO – O fundo de private equity Carlyle fechou a compra de 85% do capital da loja de brinquedos Ri Happy, depois de um ano e meio de negociações. Com 114 lojas, a Ri Happy concentra 20% da venda de brinquedos no País e teve faturamento de cerca de R$ 800 milhões no ano passado. Segundo cálculos de mercado, o valor da operação ficou próximo de R$ 600 milhões (o fundo não revela os dados oficiais).

A negociação entre o Carlyle e o fundador da Ri Happy, Ricardo Sayon, começou ainda em 2010. Em novembro do ano passado, as duas partes firmaram um pré-contrato relativo à venda, mas o martelo só foi batido mesmo na última quarta-feira. Sayon deixa o comando da operação e assume uma cadeira no Conselho de Administração.

Para garantir uma expansão mais rápida do número de lojas, o Carlyle vai colocar R$ 200 milhões em dinheiro novo na empresa nos próximos três anos. O objetivo é começar devagar, com a abertura de cerca de 20 novas lojas até o fim deste ano, e acelerar esse projeto a partir de 2013.

De acordo com Juan Carlos Felix, diretor geral do Carlyle no Brasil, a aquisição se justifica pelo potencial de crescimento do mercado de brinquedos no Brasil – a participação do segmento no Produto Interno Bruto (PIB), segundo ele, é equivalente a um terço do número do México. “Com o aumento da renda disponível da população, a tendência é que a fatia cresça”, ressalta.

Ao mesmo tempo, o fundo vê grande potencial para a Ri Happy fora da Região Sudeste, onde estão cerca de 70% das lojas da marca. “Não existe uma oferta adequada de brinquedos no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste”, diz Felix. “Além disso, a relação entre lojistas e fornecedores é muito boa e a relação com o consumidor não se baseia somente no preço, mas no serviço.”

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