– Amparo 2×0 Paulista: ótima arbitragem de Gobi. Vale a pena dar oportunidade ao rapaz!

Olá amigos da CA-FPF (que desde a mudança da última gestão passou a ouvir e colher mais informações de pessoas envolvidas na arbitragem, sem a preocupação de indicações de apadrinhamento).

Gostaria de registrar: não conheço-o pessoalmente, apenas o vejo na atuações das partidas de futebol que acompanhei: João Vitor Gobi!

Esse moço, nas atuações apitando, tem se mostrado um árbitro cumpridor. Está arbitrando com a “faca nos dentes”, buscando aplicar o mesmo critério durante os 90 minutos e não se acomodando no posicionamento. No último jogo em Amparo, na derrota do Paulista de Jundiaí (que lhe valeu a perda da invencibilidade), conseguiu coibir a cera / unfair-play, soube se movimentar adequadamente no gramado de dimensões pequenas (e que atrapalha o árbitro devido ao excesso de contato físico) e não cometeu erro relevante tecnicamente.

Claro que não se deve saltar etapas, mas a continuidade de solidificar a carreira passo-a-passo, não deixando o promissor juiz se iludir com elogios, deve ser investida. Taí um talento a ser trabalhado insistentemente, diferente de tantos outros que não agarram a oportunidade.

Parabéns ao Gobi e às pessoas que estão dando oportunidade a ele. Não tenho dúvida: é o melhor nome jovem da arbitragem do Sub 23 da 2a divisão até agora.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Amparo x Paulista (Rodada 12). Antes de mais nada: “Obrigado, FPF”!

Pedido feito, pedido atendido!

Se não existe cobrança, a queixa perde a sua efetividade. Se você não faz chegar a reclamação e TAMBÉM os elogios, a Comissão de Árbitros não sabe o que de fato aconteceu.

Faço essa introdução para dizer o seguinte: quando jogaram no Jayme Cintra no 1o turno, o jogo Paulista x Amparo foi muito mal arbitrado. Apesar da vitória do Galo, muitas queixas de cera, faltas excessivas não punidas e confusões diversas da equipe visitante (relembre-a nesse link: https://wp.me/p55Mu0-2cU). E criticamos bastante a atuação da arbitragem naquela partida, pedindo que árbitros que estão sendo testados e não estejam rendendo o esperado, não fossem escalados em confrontos importantes. Para os clássicos dessa divisão, valeria escalar os jovens que foram elogiados em seus testes. Por justiça, costumamos publicar nossas análises de arbitragem que independem do placar e de erros pró ou contra as equipes.

E, de todas as arbitragens que eu pude analisar pela Rádio Difusora em 2019, a melhor delas foi a do jogo Paulista 3×1 Manthiqueira, onde elogiamos à exaustão a excelente atuação do árbitro João Vitor Gobi, de 23 anos, natural de Cajobi. Jovem, dinâmico, cumpridor da regra do jogo e que estava sendo testado desde a série A3. Foi uma surpresa positiva, e defendemos mais oportunidades ao juiz. Relembre a atuação dele aqui: https://wp.me/p55Mu0-2bx.

Pois bem: o próprio Gobi estará nesta Rodada 12 no difícil jogo do Galo em Amparo. Gostei da sua escala principalmente pois ele será testado num previsível confronto de duas equipes tecnicamente boas; o mandante sabendo usar da malícia e o visitante que tem sido o clube de maior Fair Play no torneio. Um desafio a ele num jogo de características interessantes, onde precisa mostrar que para 2020 valerá a experiência de ser testado na A2, a fim de ser bem trabalhado para a A1 em 2021.

E aqui acrescento uma informação: o 2o jogo profissional da carreira de João Vitor Gobi, que vinha de uma sequência de boas atuações em categorias amadoras, foi em 2018, no… próprio Amparo x Paulista, onde foi bem também.

Espero uma boa partida e ótima arbitragem. Acompanhe sábado pela Difusora AM 840, às 15h, direto de Amparo, com a narração de Rafael Mainini pelo Time Forte do Esporte de Adilson Freddo. A jornada esportiva começa às 14h.

A ficha completa:

Árbitro: João Vitor Gobi
Árbitro Assistente 1: Domingos da Silva Chagas
Árbitro Assistente 2: Rodrigo Meirelles Bernardo
Quarto Árbitro: Sálvio Lemos de Vasconcelos Filho

 

– #10YearsChallenge do Futebol

A brincadeira do desafio em postar como você era 10 anos atrás (10 Years Challenge), surgida no Instagram nesta semana, frutificou demais! E no mundo do futebol, achei uma postagem que nem precisa de legenda: como estava a Rainha Marta, a “Pelé de saias” do esporte mais popular do planeta, em 2008 e 2018.

Tirando o penteado diferente, a saúde, o sorriso sincero de vencedora e as premiações… E tudo merecido, pois quem luta e é competente precisa ter reconhecimento.

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– Al Ain venceu o River Plate? Jaz, Conmebol!

Que coisa! Depois de micos de clubes brasileiros (representando a Conmebol) sendo eliminados pelos inexpressivos Mazembe e Raja Casablanca, ou do Atlético Nacional (outro Conmebol) perdendo do Kashima, agora o River Plate perde do Al Ain dos EAU e está fora do Mundial de Clubes da FIFA!

De fato, o retrato do futebol sulamericano, seja na Copa do Mundo de Seleções (há quanto tempo um sul-americano não vence?), seja na Copa do Mundo de Clubes, tem sido horroroso. Um panorama perfeito do que é a Conmebol hoje.

Se o Al Ain vencer, será o segundo time representando o país-sede a ser Campeão do Mundo, como aconteceu com o Corinthians na 1a edição dessa versão mais global e organizada pela FIFA. E que não se discuta: será o legítimo campeão do mundo de futebol (mas não o mais forte).

Já abordamos isso em: https://professorrafaelporcari.com/2018/12/13/disfarcada-de-mundial-a-copa-das-confederacoes-de-clubes-comecou/

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– Competência Humana versus Competência Tecnológica: o VAR no futebol brasileiro

Assim como não existe e não adianta a competência e/ou capacidade financeira sem a competência administrativa em qualquer organização, isso acontece na mesma proporção no futebol brasileiro com a questão do VAR e os árbitros.

É sabido que a CBF fez uma lambança com a figura do árbitro de vídeo e, cá entre nós, promoveu tudo para não implantá-lo. O que se dizer ao contrário será mentira. Vejamos:

  • Quando disse ter oferecido o projeto pioneiro à FIFA, não era o primeiro modelo oferecido e tampouco o mais oportuno.
  • Levou 3 anos para a primeira experiência off-line, enquanto que outros países já estavam fazendo uso da ferramenta.
  • Marcou diversas datas para a implantação (algumas delas com os campeonatos me vigor – o que não é permitido pelas Regras da FIFA e que todos sabiam, não ocorreria).
  • Após o “todo-poderoso” Eurico Miranda discutir com Marco Polo Del Nero sobre os erros de arbitragem contra o Vasco da Gama, prometeu o uso do VAR em uma semana! Pura conversa fiada…
  • Criou um chamado “Departamento de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo“, alocando Sérgio Correa da Silva (o ex-chefe da Arbitragem). Sérgio supostamente tinha sido demitido da Comissão de Árbitros por pressão dos clubes e no fim ganhou um cargo “só pra ele”.
  • Resolveu implantar o VAR após uma capacitação questionada na aprazível Águas de Lindóia e tendo realizado dois testes apenas em jogos “pra valer” (ambos na final do Campeonato Pernambucano, com erros e mau uso do árbitro de video nas duas contendas).
  • Jogou nas costas dos clubes a decisão de usar ou não o VAR no Brasileirão de 2018, colocando custos altíssimos a serem arcados pelas próprias agremiações.
  • Escalou um octodeceto de arbitragem (sim, 18 pessoas) para cada uma das finais da Copa do Brasil 2018 (Corinthians x Cruzeiro), com VAR, Assistente de VAR, Apoio de VAR, Supervisor de VAR e outros dispensáveis. Todos viram a pavorosa atuação do árbitro Wagner Magalhães e do VAR Wilton Pereira Sampaio, onde em dois lances fáceis (que nem precisariam do uso do VAR) tomaram-se decisões equivocadas. Aliás, repararam quanto tempo o árbitro ficou na rodinha de jogadores conversando pelo rádio, e o diminuto tempo que ele levou para assistir o lance e mudar sua decisão? É claro que já estava decidido a mudar  a marcação quando foi ao monitor; e tão claro é a “obrigação” que ele tinha de fazer uso da tecnologia após tanto gasto bancando pela CBF para esse confronto. Dezoito caras e não vai se usar o VAR nenhuma vez? Então tá…

Não adianta colocar árbitros desmotivados, sem planejamento REAL de carreira e com a meritocracia deixada de lado para fazer uso do equipamento tecnológico. A culpa não é da eletrônica, é do humano que a opera.

O problema maior é: o gerenciamento do futebol brasileiro! Quem comanda de fato se esconde por trás de um Coronel que estava no Pará e se apoia num futuro presidente amigo; sem contar que quem manda na arbitragem nunca colocou um apito na boca…

Esse é o triste rumo da arbitragem de futebol em nosso país. Como disse em trocadilho o espirituoso Zé “Boca-de-Bagre”, o amigo do Professor Reinaldo Basile, “o árbitro de vídeo da CBF é uma VARgonha…”

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– A CBF quer tumultuar o Majestoso de sábado? Que insensibilidade…

Parece que a CBF procura confusão! Por incompetência da Comissão de Arbitragem, corre o risco de promover mais um final de semana recheado de discussões nas mesas redondas.

Explico: alguns árbitros não conseguem “ter química” com certos times. Outros, sempre se embananam em determinados estádios. Assim, algo que deveria ser evitado é escalar Rodolpho Toski Marques em jogos do Corinthians. Não existe má-intenção nenhuma dele, mas sempre é um “para-raio” na Arena de Itaquera. Assim como Paulo César de Oliveira involuntariamente também era no Parque Antártica (mas nitidamente com mais competência no seu ofício).

Aliás, qual o mérito dele, Toski, que é uma boa pessoa mas azarado no apito, para alcançar o escudo da FIFA? E depois de tanta lambança, é “presenteado” com o sorteio para Corinthians x São Paulo do próximo sábado?

Estou afastado alguns dias da Internet por motivos particulares. Mas fico indignado de, existindo tantos árbitros no quadro nacional, escolher (digo, sortear) justamente quem já provou que precisa “comer mais feijão” para apitar jogos importantes… Olha a lista recente de “caças”do juizão e os jogos que apitou:

1- Os 8 lances em Corinthians 1x 0 Fluminense –https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/22/os-8-lances-polemicos-de-corinthians-1×0-fluminense/

2- O pênalti inexistente Corinthians 1 x 0 Internacional –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/11/22/o-penalti-inexistente-em-corinthians-1×0-internacional/

3 – A falta de autoridade em Ponte Preta x São Paulo –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/06/06/autoridade-e-a-falta-de-sobre-lances-da-arbitragem-de-domingo/

4- O pênalti equivocado em Corinthians x Botafogo –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/07/02/o-equivocado-penalti-em-arana-no-corinthians-x-botafogo/

5- Os 3 lances discutíveis em Corinthians 1×1 Cruzeiro –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/10/02/os-3-lances-discutiveis-em-cruzeiro-1×1-corinthians/

6- A imaturidade em Cruzeiro x Santos –
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/08/17/a-falta-de-experiencia-ou-de-competencia-na-arbitragem-brasileira-mostrada-em-cruzeiro-x-santos/

Perguntar não ofende: onde está a Meritocracia nas Escalas? Um Majestoso é sempre um jogo nervoso, pegado, importante. Ainda mais com os dois times tensos como estão nos últimos dias… Insisto: nada contra a idoneidade do árbitro, mas é escala a ser evitada.

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– Suspenderam os Árbitros. Mas e quem os Escalou?

Quer dizer que o Coronel Marinho, presidente da Comissão de Árbitros da CBF, suspendeu diversos trios de arbitragem por conta das má atuações na Série, escalando-os na Série B?

Discordo disso, pois o risco dos erros acontecerem aos clubes da Segunda Divisão, logicamente aumenta. Ou vai querer me convencer que na Série B é que eles se “reinventarão”?

Divulgar a “geladeira” para imprensa é fazer média a presidente de clube que reclama. Algumas questões ficam sendo pertinentes: como esses árbitros chegaram à elite? Por quê alguns deles são da FIFA? E o que acontece ao responsável por escalar eles?

Aliás, o chefe de árbitros os suspendeu. Só que é justamente ele quem faz as escala e os premia também com bons jogos!

Afinal: ninguém suspenderá o “suspensor” de árbitros, que é o responsável por eles?

Está se trocando o sofá…

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– Modric jogou mais do que Cristiano Ronaldo nessa temporada? Aliás… dá-lhe Marta!

Claro que Modric é ótimo jogador e a escolha do “The Best” elege o atleta que melhor desempenhou seu papel por temporada. Mas cá entre nós: se somarmos a TEMPORADA, o que Modric jogou supera o que Cristiano Ronaldo fez?

Eu ainda acho que não, em que pese duas coisas que contaram a favor do croata contra o português:

  1. A memória da Copa do Mundo (tendemos a dar mais importância aos fatos mais recentes, esquecendo-nos do período todo).
  2. A simpatia ao atleta que poderia quebrar a dualidade Messi / CR7.

Enfim, podemos festejar Marta, a jogadora de futebol brasileira que mais conquistou bolas de ouro / The Best e mostra sempre um profissionalismo incrível, eleita novamente a melhor do mundo. Um consolo a nós, suposto “país do futebol”.

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– A bizarra expulsão no Morumbi em São Paulo 1×1 Fluminense

Infelizmente, você torce a favor de uma boa atuação do árbitro e daí… PIMBA! Vem a cáca e você nem consegue justificar.

Repito o que tenho dito (e com pesar): não temos 10 árbitros em condições de ostentar o escudo da FIFA. O compatriota do Coronel Nunes, Dewson Freitas, sempre deixa a desejar (aliás, se é FIFA, tem que apitar qualquer jogo em qualquer campeonato do mundo: de Barcelona x Real Madrid até a Final da Copa do Mundo). E não fez diferente nesta tarde no Morumbi.

Avalie: Diego Souza acertou / teve a intenção de acertar uma cotovelada em seu adversário (não importa onde), ou deu apenas um “sai daí”, um “safanão” tentando ganhar espaço?

Em que pese a jogada já ter sido vencida (nem de posse da bola estava mais), Diego Souza não praticou a primeira situação citada (que seria conduta violenta, lance para Cartão Vermelho), mas sim praticou a segunda citação (que é atitude antidesportiva, lance para Cartão Amarelo).

Algo que deu para constatar: já perceberam que na preocupação em não parecer “caseiro”, sempre Dewson se mostra “durão demais” com o time mandante? Reparem nisso. E foi isso o que aconteceu no confronto entre os tricolores Paulista x Carioca. Mas verdade seja dita: nenhum cartola pode reclamar da arbitragem;  afinal, aceitaram não ter o VAR no Brasileirão.

 

– E aí, Tite?

Ao ver a convocação da nova Seleção Brasileira de Tite, no pós-Copa, e ler que foram convocados jogadores como Renato Augusto, Felipe, e tantos outros, penso… é essa a renovação?

David Neres está voando na Holanda. Mas… cadê?

Sem contar que Tite reclamava das convocações dos outros treinadores e que atrapalhavam o dia-a-dia, e agora desfalca os clubes do Brasileirão e da Copa do Brasil!

Tite, na verdade, sucumbiu à CBF. Essa é a verdade, infelizmente.

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– Muitos erros na Arbitragem Brasileira do final de semana! Três coisas para melhorar a qualidade:

Têm erros para todos os gostos na Rodada do Campeonato Brasileiro deste último final de semana. E serei sincero: está difícil ver todos!

Houve impedimento “de mesma linha” (Palmeiras x Chapecoense); teve mão na bola interpretada como bola na mão (Atlético Mineiro x Corinthians) e outras reclamações.

Mas pense: o que fazer?

Marco Polo Del Nero, presidente suspenso da CBF, colocou como presidente “de status” o Coronel Nunes do Pará (mesmo estado de Dawson Freitas, o árbitro FIFA paraense). 

Alguma ligação?

Os FIFAs são os 10 melhores do Brasil. Wagner Reway, do MT (da lambança de Vitória x Flamengo), está nessa lista também.

Promoção sem meritocracia adequada?

Algumas coisas são justificáveis: o Chefe dos Árbitros é um Coronel da PM (Marcos Marinho), inventado por Del Nero (ironicamente procurado pela Interpool, a Polícia Internacional). O que Marinho já apitou? Jogou em que time? Dirigiu o quê? Ele era comandante do Policiamento contra torcidas organizadas e foi “criado” após o escândalo Edilson Pereira de Carvalho.

Pense em outra situação: a CBF gasta uma fortuna com o projeto do VAR (questione o salário do Diretor do departamento de Árbitro de Vídeo), mas não tem vídeo-árbitro no Brasileirão! Como explicar? Ops: o Diretor do Departamento é Sérgio Correa da Silva, que outrora havia sido demitido da Comissão de Árbitros, mas na verdade foi remanejado para a nova função.

Não dá mais. Três coisas são necessárias para melhorar a arbitragem em nosso país:

  1. Gente do ramo (ex-árbitros e/ou estudiosos do assunto);
  2. Gente competente (não adianta estar lá apenas por histórico);
  3. Gente merecedora (chega de cargos promovidos por política, deve existir o mérito).

Sem tudo isso, é bobagem ficar toda a rodada falando sobre erros da arbitragem. A gente fica escrevendo demais, cansando muito e a rotina se repete!

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– O mais glorioso perdedor da história do esporte. Quem é ele?

Algumas pesquisas são interessantes e nos ajudam a trazer boas reflexões, como essa que publico abaixo como “repostaqem”.

Nós não costumamos valorizar as equipes ou atletas que não vencem. Uma frase famosa atribuída a Nelson Piquet fez sucesso, e dizia: “O segundo colocado é o primeiro perdedor”. Pois bem: há algum tempo o “The Guardian” fez uma pesquisa sobre os perdedores mais merecedores de vitória.

Veja o resultado, extraído de: http://esportes.terra.com.br/interna/0,,OI3255552-EI1958,00-Jornal+elege+Selecao+de+como+melhor+perdedora.html

JORNAL ELEGE SELEÇÃO DE 82 COMO MELHOR PERDEDORA DA HISTÓRIA

Em seu blog de esportes, o jornal britânico The Guardian elege os seis maiores derrotados da história. A idéia foi prestar um “tributo para aqueles que voltaram para a casa de mãos vazias, mas deixaram suas marcas na memória”.

A Seleção que disputou a Copa de 1982 aparece na primeira colocação do ranking. A publicação relembra lances protagonizados pela equipe e cita jogadores como Sócrates, Zico e Falcão. Segundo o Guardian, se o time de Telê Santana não tivesse caído diante da Itália e fosse campeão, seria lembrado como “superior ao Brasil de 1970”.

Para o jornal britânico, o segundo melhor perdedor da história do esporte é o jogador de sinuca Jimmy White, derrotado em cinco das seis finais que chegou no Campeonato Mundial. Entre 1990 e 1994, ele foi vice-campeão de forma consecutiva. Em 1992, chegou a liderar por 14 a 8, mas acabou perdendo por 18 a 14 diante do carrasco Stephen Hendry.

Em seguida, o Guardian fala do Kent County Cricket Club. O clube perdeu três finais de Copa nos anos 1980, mas o jornal inglês seleciona o período compreendido entre 1992 e 1997 como o mais dramático da equipe. Nesse período, nem mesmo um time recheado de atletas da seleção foi suficiente para evitar sucessivas decepções nas decisões.

Na seqüência, está o time de rúgbi da Nova Zelândia. A equipe venceu o Mundial pela última vez em 1987. Nas últimas edições, entrou sempre como favorita, mas não conseguiu repetir o título. Em 1991, ficou em terceiro. Quatro anos depois, foi vice. Em 1999, ficou no quarto lugar e em 2003, no terceiro.

Depois de colocar a Seleção Brasileira de 1982 no topo do ranking, o Guardian volta a fazer referência ao futebol ao escolher o quinto colocado da lista. A publicação cita o Liverpool comandado pelo técnico Roy Evans na segunda metade da década de 1990 e diz que o treinador deveria ser mais respeitado, apesar da falta de títulos.

No último lugar do ranking dos melhores perdedores do esporte elaborado pelo jornal inglês está a seleção de críquete da África do Sul. Na Copa do Mundo de 1999, disputada na Inglaterra, a equipe era apontada como uma das maiores candidatas ao título, mas foi eliminada precocemente do torneio.

 

– Parabéns ao Grêmio Tricampeão da Libertadores. Mas o curioso…

Incontestável a conquista do GFPA. É o melhor time da América, se poupou em jogos do Brasileirão e foi muito criticado. Deu certo! Venceu as duas finalíssimas e mostrou-se um time guerreiro, tipicamente gaúcho.

Mas pense em algumas coisas que só são possíveis no futebol:

  1. Renato Gaúcho estava “sumido” da mídia, curtia a praia, brincava sobre os “treinadores estudados” – e isso depois de um trabalho pífio onde foi demitido do Bahia. Hoje, ninguém pode falar nada contra a sua capacidade.
  2. O elenco é formado por jogadores considerados “fracos e dispensáveis” por outros times: Leonardo Moura, Fernandinho, Maicon, Cortês, Cícero, JaelE ontem conquistaram a Taça mais desejada da América do Sul!
  3. Flamengo, Atlético Mineiro e Palmeiras gastaram fortunas em salários e contratações. Já o Grêmio, não.
  4. Boas promessas surgiram: Arthur e Luan, além da consolidação do não tão badalado goleiro Marcelo Grohe, que fez defesas fantásticas na competição.
  5. Se a lógica ocorrer, daqui alguns dias veremos Grêmio x Real Madrid no Mundial de Clubes da FIFA. E a mudança do calendário foi bacana, onde a Libertadores não acaba no meio do ano, mas próximo à disputa da Copa do Mundo de Clubes. Dessa forma, o entusiasmo e a manutenção do elenco continuam.

Enfim: parabéns ao Tricolor Gaúcho!

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– Uma premiação à incompetência na arbitragem

É cansativo fazer tantas críticas à Comissão de Arbitragem da CBF, mas ela se supera rodada a rodada.

Qual o critério do sorteio de árbitros?

Se me disser que na derradeira rodada só estarão os árbitros da FIFA por conta de muitos jogos serem decisivos (e por isso não dá para escolher a dedo cada juiz pois, afinal, é sorteio e não se pode correr o risco de escalar qualquer um), é mentira.

Se me disser que os 10 árbitros que apitarão são os que foram mais regulares no ano, mentira também.

Se me disser ainda que são os melhores, mentira idem!

Depois do absurdo erro de Anderson Daronco e seu assistente adicional de linha de fundo Eleno Todeschini no jogo entre Coritiba 1×2 São Paulo (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-1Q9), eis que AMBOS foram premiados com a escalação, juntos, para Atlético Goianiense x Fluminense (em tese, um jogo fácil para se apitar, que poderia ser colocado um árbitro jovem para ganhar experiência).

Respeitosamente, mas o sexteto gaúcho de arbitragem que estará trabalhando no Estádio Olímpico de Goiânia vai ganhar uma boa taxa “na molezinha”… (em referência a ser um jogo não-difícil para se trabalhar).

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– A foto de Natureza premiada mundialmente é de brasileiro!

Como sou um apaixonado por fotografia, me interesso pelo assunto. Li (e aplaudo) o fotógrafo Márcio Cabral, que conseguiu (após 3 anos tentando) clicar um tamanduá-bandeira comendo insetos em um cupinzeiro luminescente!

É para ganhar prêmio mesmo ou não?

Veja aqui, extraído de: https://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/fotografo-do-df-ganha-premio-em-concurso-internacional-com-imagem-de-tamandua-atacando-cupinzeiro.ghtml

FOTÓGRAFO DO DF GANHA PRÊMIO EM CONCURSO INTERNACIONAL COM IMAGEM DE TAMANDUÁ ATACANDO CUPINZEIRO

Registro venceu na categoria ‘Animais em seus ambientes’ do ‘Wildlife Photographer of the Year’. Organizado pelo Museu de História Natural de Londres, concurso é considerado um dos principais de fotografia de natureza.

O fotógrafo brasiliense Marcio Cabral foi um dos vencedores da edição deste ano do “Wildlife Photographer of the Year” – um dos principais concursos internacionais de fotografia de natureza – com a foto de um tamanduá-bandeira devorando cupins bioluminescentes durante a noite no Parque Nacional das Emas (GO). O anúncio ocorreu na noite desta terça-feira (18), no Museu de História Natural de Londres, organizador da competição.

O registro foi batizado de “The Night Raider”. A categoria em que ele venceu foi “Animais em seus ambientes”. Antes, a mesma imagem ganhou outros quatro prêmios.

De acordo com a descrição da imagem divulgada pelo site do concurso, Cabral passou três anos visitando o parque à espera das condições adequadas para fazer a foto. Depois de dias de chuva, um tamanduá atacou o cupinzeiro por tempo suficiente para que o fotógrafo fizesse uma única imagem de longa exposição.

“Eu já venho fotografando aquele local já tem tempo”, disse ao G1. “Sempre gostei de natureza. Antes de ser fotogrago eu já visitava bosques, cachoeiras, gruta se praias. Eu apenas senti necessidade de registrar esses locais profissionalmente para que minhas viagens começassem a ficar mais rentávies.”

Cabral, que é formado em geografia, começou a fotografar profissionalmente há 20 anos. O trabalho dele já foi publicado em várias revistas de turismo e livros. Ele também realiza workshops e organiza expedições fotográficas no Brasil e em países vizinhos.

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– CR7, Messi, Neymar… o torcedor agradece!

Ufa, os deuses do futebol ajudaram e a categoria se fez valer. Teremos os 3 melhores do mundo no Mundial de Seleções da Rússia.

É claro que a Copa é um congraçamento de equipes dos continentes, mas é difícil imaginar que o torneio tivesse Egito, Japão, Irã, Panamá e… Messi com os demais argentinos fora!

Aliás, faça um exercício: compare o ranking da FIFA com a posição das classificadas. É evidente que não são os 22 melhores que estão classificados, embora, sejamos justos, o ranking hoje tem mais função: permite definir os cabeças de chave (e por quê não, formar “grupos da morte”).

Que venha logo 2018!

Ops: e pensar que Lionel Messi chegou a declarar que estava abandonando a Seleção Argentina… Ainda bem que voltou atrás.

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– Ação Moral e Ação Questionável de Prefeitos

Antes de mais nada, sou apartidário mas não apolítico: uma bola dentro e outra bola fora (ambos de prefeitos do PSDB):

  • Em São Paulo, João Dória Jr está trabalhando muito! Desafogando a máquina estatal e dando bons exemplos, recentemente, promoveu a parceria entre McDonald’s e sorvetes Kibon para capacitar e empregar moradores de rua.
  • Em Jundiaí, Luiz Fernando Machado também está trabalhando bastante, visitando bairros e modificando muita coisa. Entretanto, achei deselegante a contratação dos ex-vereadores não reeleitos para cargos de confiança, ganhando mais do que os próprios vereadores! Aliás, estão lá pela real competência? De tantos, profissionais, esses escolhidos têm meritocracia?

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– A FIFA quis criar a polêmica dos Títulos Mundiais de Clubes por interesse próprio.

Uma discussão provocativa ou até mesmo desnecessária, causada intencionalmente pela FIFA: a pedido do jornalista Jamil Chade do jornal “O Estado de São Paulo”, a entidade se manifestou sobre quem são os campeões mundiais de futebol nos torneios entre clubes.

Para ela, são reconhecidamente campeões, de maneira oficial, os vencedores dos torneios organizados em 2000 e de 2005 em diante (até hoje). Os da Copa Rio e os do Torneio Intercontinental Europa – América do Sul, segundo ela, são reconhecidamente vencedores de torneios de dimensão mundial.

Ora, e muda o quê?

NADA, embora ela queira instigar o valor dos torneios, sem desvalorizá-los diretamente. E existe uma lógica na “estratégia” da FIFA, pois ela cita em seu pronunciamento, e o faz de maneira escrita e nominal, que a Copa Rio de 1951 e 1952, além do Intercontinental disputado entre os campeões europeus e sulamericanos (via UEFA pela Champions League e CONMEBOL pela Libertadores da América) são iniciativas de “torneios de dimensões mundiais” nas quais não pode dar sua chancela. E isso é evidente, já que não foi ela quem os organizou!

Mais do que isso: ela acaba ratificando que o Palmeiras (vencedor da Copa Rio 51) é o 1o campeão de dimensão mundial de um torneio entre clubes (no qual ela se recusa a chamar de campeão mundial unicamente por não ter sido de sua promoção), aceita o Fluminense tão campeão mundial quanto o Palmeiras (afinal, ela fala do torneio vencido pelos cariocas em 52) e assume que os jogos intercontinentais da década de 60 até o último do ano 2000, organizados pela Toyota (não cita explicitamente a montadora japonesa já que coreanos da Hyundai, parceiros atuais da FIFA, não ficariam à vontade) são da mesma importância. Por fim, destaca, disfarçadamente, que só pode reconhecer os que ela criou.

Trocando em miúdos: a FIFA admite a existência de torneios mundiais em outros tempos antes do dela, mas se recusa a reconhecê-los, pois, afinal, ela só valida o que ela mesmo criou.

Vaidade e necessidade de valorizar seu torneio. Simples. Afinal, como sugeriria australianos, japoneses, africanos e outros times do mundo para dar caráter global, se não fosse por essa competição? Tanto que ela não consegue dizer aberta e claramente que o Santos de Pelé, o São Paulo de Telê, o Flamengo de Zico ou qualquer time argentino que venceu o Intercontinental não são campeões mundiais de futebol via outros organizadores. Ou alguém um dia conseguiu registrar tal afirmação, ou melhor, negação?

E sabe de quem é a culpa de tudo isso? Dos INGLESES, os “pais” do futebol! Eles relutaram em aceitar a FIFA como instituição “dona do esporte” (na época, repleta de franceses, seus arquirrivais), se filiando em 1906 mas saindo em 1928, se recusando a participar das Copas do Mundo até 1950 (ficaram mais de 20 anos fora da FIFA). Quase montaram uma instituição concorrente, o que não se concretizou. Lembre-se, a FIFA é uma empresa privada, não uma ONG solidária de ciência e cultura esportiva.

Objetivamente: quer dizer que o futebol, em geral, inexistia antes da FIFA? É claro que não, mas pelo seu peso e importância, ela forçosamente quer criar tal situação. Portanto, esqueça tal balela de botequim e reconheça: existem os Campeões Mundiais de Clubes dos torneios oficiais da FIFA e outros Campeões Mundiais de Clubes dos torneios não promovidos por ela (pois ela não tinha interesse comercial de fazê-lo até aquele momento). E nem diga que o fato de não ter todos os continentes nas edições não-FIFA não é algo mundial, pois também na Copa do Mundo de Seleções nem sempre tivemos também todos os 5 continentes (que para ela são 6)!

Abaixo, o “print” do comunicado oficial da FIFA gentilmente publicado por Jamil Chade em seu twitter:

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– Gostaram dos novos árbitros da FIFA?

As especulações se confirmaram: dos 10 árbitros FIFA masculinos brasileiros, 3 foram trocados: Rodolpho Toski (PR), Wagner Magalhães (RJ) e Wagner Reway (MT) entraram para o quadro.

Saíram Heber Roberto Lopes (SC), Péricles Bassols (RJ) e Leandro Vuaden (RS).

Por meritocracia ou agrado aos desafetos políticos?

Dispensa comentários. Toski se envolveu naquele polêmico Corinthians x Fluminense. Reway é muito irregular e não apitou ainda “o jogo” da sua vida. Magalhães passou discretamente, mas há de apitar uma partida expressiva ainda.

Se você acha que o escudo FIFA é causa de negociação entre federações, veja o quadro feminino! Virou moeda de troca…

O que você achou das mudanças?

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– Secretário de Educação via Meritocracia

Trajetória Profissional, Experiência na Área, Banca Avaliatória, Entrevista Pessoal e Comprovação Meritocrática! É essa a exigência para o processo de seleção para quem quiser assumir a Secretaria da Educação de Londrina/PR, criada pela ONG Vetor Brasil e aceita pelo prefeito eleito Marcelo Belinati.

A idéia é que o cargo não seja preenchido por interesses políticos, mas única e exclusivamente por competência do gestor.

Ótima resolução. Funcionará?

– Nem Sampaoli e nem Tite?

Para a premiação do “The Best” da FIFA, foram divulgados os treinadores “TOP 10” de equipes masculinas. Sampaoli e Tite, treinadores populares e reconhecidos na América do Sul, não estão na lista.

Veja se não havia espaço para um dos dois nesta lista (ou os dois):

Chris Coleman (Seleção do País de Gales)

Didier Deschamps (Seleção da França)

Pep Guardiola (Manchester City/Bayern de Munique)

Jürgen Klopp (Liverpool)

Luis Enrique (Barcelona)

Mauricio Pochettino (Tottenham Hotspur)

Claudio Ranieri (Leicester City)

Fernando Santos (Seleção de Portugal)

Simeone (Atlético Madrid)

Zinédine Zidane (Real Madrid)

O irônico é: Vadão, demitido nesta semana do cargo de treinador da Seleção Feminina, está entre os TOP 10 para o “The Best” da FIFA, versão “equipes femininas”…

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– O Emprego dos Sonhos!

Imagine que você tenha o poder de ser protagonista de um importante departamento da sua empresa. Seus colaboradores não atendem às expectativas de seus clientes, e os elementos de sua equipe, orientada por você, competente ou não, continua firme em seus postos.

Quando um dos seus funcionários vai mal na tarefa que lhe foi concebida, você resolve punir para fazer média com quem chia, mesmo não assumindo que quem errou foi você próprio por escolhê-lo.

Gente de todos os lados pede a sua cabeça, mas o acionista maior da empresa gosta de você. Há cumplicidade, relação umbilical. E mediante um forte clamor, o dono do negócio o remaneja, com o mesmo salário, sendo que agora você vai chefiar a você próprio, sem pressão, com mais dias de lazer e qualidade de vida.

É promoção por bons serviços prestados ou não?

Falo de executivos em empresas privadas. Qualquer semelhança com a realidade futebolística é mera coincidência.

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– Qual o melhor critério para se definir um campeão olímpico?

Terminou a Rio 2016, e os EUA venceram novamente.

Uma provocação e/ou questionamento: e os critérios para a contagem do quadro de medalhas?

Deve ser…

1) O maior número de ouros,

2) O maior número de medalhas acumuladas independente se for ouro, prata e bronze, ou

3) A contagem por peso de medalhas como o Jornal Lance sugeriu, dando peso 3 para Ouro, 2 para Prata e 1 para Bronze?

Independente disso, os americanos seriam campeões (46 ouros no 1o critério, 121 medalhas no 2o e 250 pontos no 3o).

Particularmente, penso que se o que vale é competir, em qualquer esporte, os 3 primeiros colocados são atletas de altíssimo nível e fizeram por merecer um prêmio. Dessa forma, coerente com o espírito olímpico, qualquer que seja a medalha deveria ser motivo de pontuação. Portanto, sou a favor do total de contagem de medalhas. E por esse critério, a China, com 70 medalhas no total (sendo 26 de ouro) estaria em 2o lugar e não em 3o, à frente da Grã-Bretanha, que fez 67 medalhas, só que terminou oficialmente em 2o por 27 delas serem de ouro).

O que você acha disso? Vote na enquete abaixo:

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– Acabando o 1o tempo da Arbitragem Brasileira em 2016

O calendário do futebol brasileiro, diferente do europeu, tem um começo do ano com torneios regionais e “um semestre” com mais de 6 meses para o Brasileirão.

Sendo assim, uma nova etapa finda no esporte. E esse “primeiro tempo”, como foi, se analisarmos a arbitragem em geral?

Nos estaduais, nenhuma novidade. Poucas polêmicas nos campeonatos, sem lances muito duvidosos e ou atuações horrorosas. Mas nada de excepcional também. Talvez a facilidade em se arbitrar os jogos esteja mostrando a diminuição da importância dos regionais. Em São Paulo, por exemplo, um árbitro que se destacou foi para o primeiro jogo da final (Flávio Rodrigues de Souza) e outro já renomado e que faz parte do quadro da FIFA (Raphael Claus) no 2o jogo. Parafraseando o ex-árbitro Sálvio Spinola, uma “escala de segurança”.

No âmbito nacional, mais politicagem do que arbitragem. Um discurso demagógico de que se utilizaria o árbitro de vídeo no Brasileirão (e desde março tenho reiterado: NÃO VAI USAR DE MANEIRA OFICIAL), e as mudanças de diversas orientações de regra que causam certa expectativa e curiosidade. Há, ainda, uma novidade: a Federação Pernambucana que “comprou o passe” (numa linguagem retrô futebolística) do carioca Péricles Bassols. Já se tornou frequente: sempre o pessoal de PE quer ter um árbitro FIFA em seus quadros. E um detalhe: agora, o Rio de Janeiro está sem nenhum árbitro FIFA!

No âmbito sulamericano, nada de diferente: Carlos Alarcon, o dirigente que há décadas manipula a arbitragem (declaradamente corrupto nas gravações de conhecimento público), continua “formando” árbitros sulamericanos. E não sai de lá nunca.

Nas demais competições internacionais, vejo a escolha do árbitro Heber Roberto Lopes para representar a Copa América Centenária uma forma equitativa de comparar o que pensa a CBF: o teoricamente melhor árbitro brasileiro, pré candidato à Copa de 2018, Sandro Meira Ricci, apitando a Olimpíada 2016, demonstrando que os Jogos Olímpicos são mais importantes para a entidade do que a Copa América hoje.

Uma observação final: ótima (e até certo ponto, surpreendente) atuação de Wilton pereira Sampaio no jogo Boca Júniors x Cerro Porteño. Apitou em nível maior do que faz aqui no Campeonato Brasileiro.

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem da Final da Copa SP de Futebol Jr 2016: Corinthians x Flamengo

Surpreendente e incoerente: é assim que se pode classificar a escala final da Copa São Paulo deste ano.

Rafael Gomes Félix da Silva, 10 anos de carreira, professor de Educação Física, apitará a decisão entre Corinthians x Flamengo. O que esperar dele?

Já o vi apitando Paulista x Rio Branco pela Copa Paulista em 2015. Boa condição física, não teve dificuldades em levar o jogo a contento – embora a partida não tivesse lances polêmicos e nem trazido dificuldades para a arbitragem. De longe, me lembrou o estilo de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (já escrevi sobre isso na análise daquela partida) com a preocupação em deixar o jogo correr. Disciplinarmente razoável, tecnicamente bom.

Entretanto, uma crítica à sua escalação: enquanto o Coronel Marcos Marinho e Arthur Alves Jr escalavam árbitros rodados e veteranos como Flávio Guerra (e aqui neste blog eram criticados por mim, diante da necessidade da Copinha em revelar árbitros também), a Comissão de Arbitragem da FPF em caráter interino (já que ela foi destituída e contratados Ednilson Corona e José Henrique de Carvalho, que ainda não foram oficializados – e nem o presidente da comissão foi escolhido) resolveu ousar demais! Explico:

O ideal e a coerência mandam que árbitros jovens e que tenham realizado boas partidas nas fases iniciais sejam premiados com semifinais e final. Porém, Thiago Duarte Peixoto e Márcio Roberto Soares (ambos de A1 e que já trabalharam em clássicos) apitaram as semifinais. Rafael Gomes só apitou um único jogo na Copinha (São Paulo 7×0 Tiradentes), partida fácil para qualquer iniciante. Ademais, trabalhou como Quarto-Árbitro em outros dois jogos. Para mim, a final deveria ser apitada por um jovem promissor como ele, e que tenha se destacado em maior número de arbitragens na Competição. Ou quer me convencer que uma única partida de goleada o credenciou?

E aí vem a incoerência maior: Danilo Simon e Daniel Ziolli, ótimos bandeiras à beira de jogos da FIFA, serão seus assistentes. Não deveriam ser também dois bandeiras jovens e de destaque na competição?

Thiago Scarascati, bom árbitro que apitou a série A1 em 2015 e trabalhou na finalíssima do mesmo ano, será o quarto-árbitro.

Nada contra o quarteto de arbitragem. É o jogo da vida para o emergente Rafael Gomes Félix, mas acho injusta sua escala pelos motivos acima (bem como dos bandeiras).

Provavelmente, teremos boa atuação do quarteto de árbitros. Esse é o meu desejo e a minha expectativa.

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– Os novos nomes da Comissão de Árbitros da FPF

A qualquer momento, a Federação Paulista de Futebol divulgará a nova CEAF-SP, seu departamento que cuida das escalas de árbitros.

Dois nomes já estão confirmados: o ex-bandeira FIFA Ednilson Corona e o ex-aspirante da FIFA José Henrique de Carvalho.

Bons e simpáticos nomes.

Corona esteve em Copa do Mundo, foi em alguns momentos um dos principais nomes da FIFA (talvez o melhor árbitro assistente em determinado ano). Sobra-lhe experiência.

Zé Henrique quase chegou ao quadro internacional da FIFA, com comportamento sempre discreto e polido, respeitado pela grande educação e bons jogos. A carreira foi curta devido as lesões físicas. Falta-lhe alguma experiência extra-campo, mas a compensa com a jovialidade.

E quais os outros nomes?

Há muita especulação, não tanto para o 3o nome que comporá a Comissão de 4 pessoas, mas a do nome que a chefiará.

Ouve-se de tudo! É a boataria que rola solta.

  • Alfredo dos Santos Loebeling poderia ser convidado. É um nome cascudo, necessário ao cargo. A mim ele disse que só aceitaria caso tivesse carta branca de Reinaldo Carneiro Bastos, o presidente da FPF. Tanto eu como ele duvidamos que existiria essa permissão livre…
  • Oscar Roberto Godoi supostamente fora convidado e rejeitou. Também aqui fica no campo do boato. Não sei se foi.
  • Sálvio Spínola Fagundes Filho seria um nome natural. Porém, trabalha como comentarista na ESPN, tem outros compromissos profissionais e estará envolvido na Comissão de Arbitragem da Primeira Liga (Liga Sul Minas Rio), que tem pouca duração no calendário de início de ano. Provavelmente não aceitaria.
  • Dionísio Roberto Domingues foi citado. Seria um erro! Desde a péssima atuação nas atividades que exerceu com Sérgio Correa da Silva na CBF até os problemas particulares que teve no campo amoroso o impedem de dar confiança aos seus subordinados. Há a necessidade de alguém que possa chegar sem críticas. Além disso, outro militar no lugar do ex-militar Cel Marinho não dá!
  • José Aparecido de Oliveira (sim, o ex-árbitro que um dia sofreu uma cusparada de Neto) foi colocado em pauta na Web. Descarto totalmente. A qualquer erro de árbitro, seria lembrado e ironizado com as histórias de “esquema Parmalat” e outras bobagens. Além disso, está fora do meio há algum tempo.
  • Wilson Luís Seneme e Cleber Wellington Abade, ex-árbitros, seriam bons e independentes nomes para a Presidência da CEAF. Têm experiência dentro e fora de campo e isso é importante. Conhecem as Regras do Jogo nas 4 linhas e a força das Regras dos Bastidores nos Encontros de Cartolas. Mas não ouvi seus nomes sendo citados com força.

Particularmente, o que penso?

Com dor no coração, teremos outro burocrata presidindo. Não sei quem, mas imagino que alguém alinhado com a política dos clubes. Não me surpreenderia se fosse chamado novamente José Evaristo Manuel, o ex-presidente do Taubaté e que era o chefe dos árbitros no episódio Máfia do Apito envolvendo Danelon e Edilson. Não nos esqueçamos que ele é amigo pessoal do Reinaldo Carneiro e ambos estavam em cargos importantes quando surgiu o escândalo. Se Reinaldo que era amigo pessoal do Edilson está no comando da FPF, por quê não crer que “Zé Manuel” possa voltar?

Apenas um porém: nem sempre um ótimo árbitro em campo será um excelente dirigente. Vejamos os inúmeros casos de jogadores craques que se tornaram comuns/ruins treinadores ou vice-versa. Não cobremos de Corona e José Henrique a mesma desenvoltura do que tinham enquanto atuavam! E que Reinaldo Carneiro seja mais feliz nas escolhas do que seu ex-parceiro de FPF, Marco Polo Del Nero.

OPS: eu não sou postulante a cargo algum, como um certo blogueiro noticiou, tampouco estou em campanha, por 4 motivos. O primeiro motivo é o desapego de tal vaidade; o segundo é a falta de tempo e não abro mão dos meus compromissos particulares e profissionais; o terceiro é a minha incompetência (sou humilde em admiti-la) e o quarto é por não compactuar com os nomes que dirigem a FPF, por questão de coerência.

Passarinho, de tanto andar com morcego, dirão que um dia dormiu de ponta cabeça (mesmo que não durma)…

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– Zizou virou técnico. E agora?

Zinedine Zidane, o franco-argelino que tanto jogou bola e encantou o mundo, agora é treinador de futebol!

Estando no Real Madrid B, substituirá Rafa Benitez no time principal. E o curioso é: três ex-jogadores emblemáticos como treinadores na Liga Espanhola – Zizou no Madrid, Luiz Henrique no Barça e Simeone no Atlético.

Não sei se Zidane será tão mágico fora das 4 linhas quanto dentro; afinal, um craque dos gramados não será necessariamente genial à beira das 4 linhas (e o inverso é verdadeiro). Mas torço para que tenha sucesso.

Sobre quando Zidane e Luiz Henrique jogavam, “bomba” na Internet uma briga entre os dois. Vide em: https://www.youtube.com/watch?v=wAHpy4xh2Gk

– As escalas para a Copa São Paulo de Futebol Junior: São Paulo x Paulista e outras considerações!

Já foram divulgadas as duas primeiras escalas para a Copa SP 2016. Para São Paulo x Paulista, apitará o jovem Lucas Mola, com experiência quase nula no torneio, e que na mesma Arena Barueri já foi 4o árbitro na Copinha no jogo São Paulo 5 x 1 Nacional.

Ok, a Copinha é para revelar árbitros e dar as primeiras oportunidades importantes. Gosto desse entendimento. Mas para Audax x Paulista, foi escalado (não é sorteio) Wander Escardine, muito mais experiente, que deveria estar na pré-temporada da A2, não sendo escalado para esse tipo de torneio, tirando oportunidade de novatos.

Para Paulista x Tiradentes, a FPF ainda não divulgou a escala. Estaria esperando o andamento das chaves para colocar árbitro mais experiente ou não? Provavelmente.

Me pesa ver nomes como Luiz Vanderlei Martinuccio, Douglas Flores ou Thiago Scarascati que estão na A1 e não precisariam tirar lugar de quem queira aparecer. Ou de José Roberto Marques, Maurício Fioreti, Douglas Marcucci, Alysson Matias e outros tantos veteranos sendo escalados. ELES TÊM MAIS TEMPO DE ARBITRAGEM NA CARREIRA DO QUE A IDADE DOS JOGADORES. Para quê o Cel Marinho fazer isso?

É para testar quem não precisa ser testado? Para provar a humildade de quem já está calejado desse tipo de situação? Ou apenas incompetência administrativa?

Insisto: a Copa SP de Futebol Júnior é para dar chances a novatos e o melhor deles fazer a final. Não deve ser torneio para dar ritmo de jogo à A1, tampouco para colocar em atividade árbitro de A2, A3 e série B.

A única competição que revelava árbitros, agora, sendo mal aproveitada… Como revelar se não se dá chance real?

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– Klopp, o amor a Coutinho e Seleção Brasileira!

Pelo Liverpool, Phillipe Coutinho está jogando muito! Futebol de altíssima qualidade, com jogadas e gols incríveis. Em quase toda a rodada, é escolhido o melhor em campo.

Mas na Seleção Brasileira…

O problema é ele, o esquema de jogo ou o treinador Dunga?

Seu treinador, Jürgen Klopp, declarou quando questionando sobre o atleta:

Quem não ama Phillipe Coutinho? Ele é um jogador brilhante e não precisamos falar das suas qualidades (…) Amo Coutinho, não espero perfeição o tempo todo. Espero que trabalhe para fazer o melhor e é isso o que ele sempre faz”.

Que moral, hein? O que será que Dunga pensa sobre ele…

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– A escala provocativa da arbitragem para São Paulo X Santos 

Parece picuinha. E deve ser mesmo…

O bom árbitro Raphael Claus, que marcou equivocadamente o pênalti de “queimada” em Palmeiras 0X1 Ponte Preta, será o árbitro do SanSão no Morumbi pela Copa do Brasil. Mas e o bandeira? Será Rogério Pablos Zanardo, o mesmo da confusão com Zeca e que resultou na expulsão do David Braz contra o Corinthians no Itaquerão.

Bandeira não é sorteio, é escala direta. Sérgio Corrêa quis provocar o Peixe, já que certo dia Modesto Roma Júnior pediu publicamente o “escalpo” dele e sua substituição pelo Cel Marinho?

Provavelmente sim, pois poderia evitar a polêmica. Aliás, por que não escala Zanardo na Vila Belmiro no jogo de volta?

Se existir erro pró-SPFC, se dirá que é perseguição. Se for pró-Santos, se dirá que é compensação. Por que escalar de propósito tais nomes? 

A declaração do presidente do Santos pode ser lida aqui: http://wp.me/p55Mu0-tn.

A punição que levou pelo STJD, aqui: http://wp.me/p55Mu0-uh.

 

– Bélgica é a melhor do mundo?

O novo ranking da FIFA mostra que a melhor Seleção do Planeta (10 meses depois da Alemanha ser campeã do mundo vencendo a Argentina no Maracanã) é a… Bélgica!

Goste ou não do ranking da FIFA, ele tem certos critérios. Entretanto, é irônico imaginar: a Bélgica não tem títulos relevantes tampouco conquistas importantes recentes. E ainda assim é a número 1.

Rankings são sempre polêmicos. Quem sabe o melhor modelo a ser seguido não seja o do tênis, que possui ranking da temporada e ranking histórico? 

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– Sérgio Correa confirma: Ceretta fora da CBF em 2015!

Coisas complicadas do mundo da arbitragem. Eis que Guilherme Ceretta de Lima, eleito melhor árbitro do Paulistão em 2015 (na opinião da FPF; na minha, não), e que foi agredido por Dudu, está fora da CBF pelo menos até o ano que vem.

A informação foi do próprio Sérgio Correa da Silva, o contestadíssimo chefe da arbitragem da CBF. Em entrevista ao jornalista Renan Cacioli no Bom Dia / Diário de São Paulo, Sérgio disse que Ceretta foi afastado do Brasileirão Série A pelo jogo entre Coritiba x Flamengo e da Copa do Brasil pelo jogo entre Paysandu x ABC. Porém, revoltado por não ter sido mais escalado e pelos critérios de Sérgio Correa, Ceretta não quis mais fazer o teste físico da CBF e abandonou a entidade. Segundo o Cel Marinho, chefe dos árbitros da FPF, Ceretta deve voltar no Paulistão e não pensa mais na CBF.

Fica a pergunta: cadê o Sindicato, Associação de Árbitros ou algo equivalente, que seja independente suficiente para brigar contra a CBF?

Vale refletir. Sérgio Correa reina no Brasil com a anuência de Marco Polo Del Nero…

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– O Delicado Momento do Futebol e da Arbitragem: O que se deve mudar?

Dias atrás comentamos sobre as exigências realizadas pela Comissão Nacional dos Clubes à CBF (vide em: http://wp.me/p55Mu0-yr). Em resposta, a CBF prometeu ser pioneira no mundo e usar imagens de vídeo em jogos (falamos também: http://wp.me/p55Mu0-yt).

O certo é que o assunto cansou. Seria desejo real de melhora ou apenas demagogia clubística? Como o Corinthians é líder, Grêmio e Atlético sugeriram um favorecimento deliberado (que entendo inexistente, escrevemos isso em: http://wp.me/p55Mu0-xV)

Recentemente, o presidente do time gaúcho Romildo Bolzan ofereceu um dossiê de mudanças! Para o bem dos co-irmãos e do futebol em geral ou em benefício a sua própria agremiação?

Daniel Nepomuceno, presidente do Atlético-MG, está neste mesmo pacote de mudanças do futebol e da arbitragem. Mas por quê quando os erros são a favor da sua equipe o entusiasmo diminui?

A questão é muito mais ampla. Como mudar a arbitragem e os campeonatos? É trabalho para muitíssimas discussões, que não podem ser feitas ao calor da competição. Creio que temos alguns pecados importantes da Comissão de Arbitragem (citamos 7 deles em: http://wp.me/p55Mu0-xp).

Tudo se resume em algo muito simples: a maior parte dos nomes que estão no comando das entidades do futebol (CBF, Federações, Arbitragem, Tribunais) são os mesmos há décadas nessa estrutura que é viciada! Criou-se um monstrengo administrativo cuja caixa preta só poderá ser aberta por gente realmente independente (e que quando abrir, “federá ainda mais”).

Tirar Sérgio Correa da CA-CBF não melhorará a arbitragem a curto prazo, já que Marco Polo só colocará gente da sua confiança e com os mesmos vieses de incompetência e subserviência. A médio prazo, teríamos outros nomes de árbitros. A longo prazo, gente melhor preparada. Mas há que existir um pontapé inicial para mudar!

Já para a presidência da CBF, quem deve entrar no lugar do Marco Polo Del Nero? Quem pede o direito ao posto é Delfim Peixoto, o folclórico e polêmico “dono” da Federação Catarinense que há décadas reina por lá. Mas o deputado capixaba Marcus Vicente, outro vice, tem a confiança de Marco Polo para sua substituição, caso realmente se confirme o que se especula: que ele pedirá licença da presidência para se defender de um possível pedido de extradição do FBI.

Em suma: assim como na política, o esporte brasileiro está carente de nomes que tragam esperança!

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– Pato deveria voltar à Seleção? Foi ele quem pediu…

Alexandre Pato reencontrou um bom momento em sua carreira com a chegada do estudioso treinador Juan Carlos Osorio. Isso, não se discute.

Porém, no domingo, após a vitória do São Paulo contra o Grêmio em Porto Alegre (2×0), declarou que acredita não tem ninguém melhor do que ele (na sua função) para jogar na Seleção Brasileira, e que espera ser convocado por Dunga.

Com a fraca safra de atacantes brasileiros atuais (ao menos, nos anos 90 tínhamos craques em maior número e melhor qualidade), talvez Pato tenha razão.

E aí, o que você pensa sobre isso: Dunga deve chamar o atacante do SPFC (por merecimento, por falta de opção, pelo nível baixo de outros jogadores, ou por qualquer outro motivo) ou ainda não é o momento de promover a volta do jogador ao Escrete Canarinho?

Deixe seu comentário:

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– Os 7 pecados capitais na “Crise do Apito” do Futebol Brasileiro

Esqueça as teorias conspiratórias que pipocam pela Internet. Nada em dizer que estão favorecendo o Corinthians pois, devido a crise econômica, o “Time do Povo” deve ser beneficiado para acalmar os ânimos do povão. Descreia daquele que lhe disser que o interesse é da Rede Globo. Não acredite em acordo às escuras entre o deputado Andrés Sanches e o presidente da CBF Marco Polo Del Nero para que a CPI do Futebol seja avaliada.

Os problemas da arbitragem brasileira se resume a um só: PRESIDÊNCIA da CBF.

Sim. E vamos entender o motivo de Marco Polo (e não só ele) levar a culpa.

– Sérgio Correa da Silva foi presidente da Comissão de Arbitragem por muitos anos na gestão Ricardo Teixeira. A fim de agradar clubes cariocas, em meados do ano 2000 Sérgio foi “demitido” da CA e realocado para um recém criado Departamento de Árbitros (cargo só para ele e com o mesmo salário). Ficou pouco tempo lá, pois José Maria Marin o reabilitou para a CA e Marco Polo o manteve.

Portanto, avalie: há quanto tempo Sérgio comanda a arbitragem do Brasil? A Presidência da CBF (através de seus 3 presidentes do período) foi responsável. E por todo esse período, é razoável crer que uma safra de árbitros foi perdida.

Mas Sérgio Correa tem muitos pecados na sua gestão?

Sim, pelo menos 7. Vamos à eles:

1A FORMAÇÃO DOS JUÍZES: como a CA-CBF formou seus árbitros atuais? E a resposta é simples: não formou, deixou para as Federações Estaduais. Em São Paulo, por exemplo, o Cel Marcos Marinho (que combatia a violência das torcidas nos Estádios) virou presidente da CEAF-FPF! Sendo assim, a má formação transita entre as hierarquias.

2- A CRITERIZAÇÃO DOS ÁRBITROS SORTEADOS: o descritério das escalas é gritante: Marlon Rafael de Oliveira, o bandeira que muito errou em Atlético Mineiro 0x1 Atlético Paranaense (era estreante na série A), foi suspenso. Mas até a manhã de sexta-feira, ele constava como bandeira escalado para Salgueiro x Cuiabá na série C, sendo substituído posteriormente. A propósito, outro estreante da Série A, Evandro Gomes Ferreira, atuará no jogo do Atlético Mineiro contra o vasco da Gama.

3- A FORMALIZAÇÃO DA “GELADEIRA” DOS ÁRBITROS: sempre existiu afastamento dos árbitros por má atuações. É que o torcedor nunca ficou sabendo. Agora, a novidade, é a divulgação pública. Além disso, a falta de critério para “encher esse freezer”: árbitros que PODEM ser suspensos foram. Alguém afastaria Luiz Flávio, Sandro Meira Ricci, Marcelo de Lima Henrique, Leandro Vuaden, Ricardo Marques Ribeiro, ou outro figurão do apito, caso errem (como já erraram) no Brasileirão?

4- A FALTA DA RECICLAGEM E APRIMORAMENTO: Reciclar árbitros não é afastá-los! É dar jogos nas categorias menores para que eles se aperfeiçoem. Não existe aperfeiçoamento se o cara fica parado na sala de aula. O treino do árbitro é o próprio jogo! Pior é que os que treinam no jogo se atrapalham, vide a questão da mão na bola e a bola na mão, quase uma regra tupiniquim, a “12-B”, paralela ao que a FIFA manda. E a cada erro, a justificativa da CA de que o árbitro acertou…

5- A FRIEZA DAS ESTATÍSTICAS: aumentou o número de bola rolando e caiu o número de infrações. Pudera, estamos deixando de dar faltas e aumentando os acréscimos! Os números são frios e permitem a interpretação de quem os divulga e contabiliza. Neste caso, é o próprio Sérgio Correa quem o faz…

6- A AUSÊNCIA DA MERITOCRACIA: árbitros de vários lugares do Brasil, onde o futebol não é tão evoluído, com a desculpa de que são necessários para integrar o país. Se dá chance para árbitros do PA, MT, RO, TO em detrimento de outros centros mais desenvolvidos na série A?

7- OS CRITÉRIOS GEOGRÁFICOS DE ESCALA: em alguns momentos os clássicos regionais são apitados por árbitros de outras praças; em determinadas rodadas, de mesma. Árbitros da mesma federação do mandante em alguns jogos escolhidos a dedo; Implantação de 4o e 5o árbitros em alguns jogos; invenção de dois delegados por partida; em outras, apenas um. A cada rodada, uma invencionice.

O mais importante: crer que a arbitragem melhorará com afastamento de 5 bandeiras e um árbitro é demagógica barata. Quem os escala – Sérgio Correa – é o responsável por eles, e o responsável pelo cargo de confiança que é a Comissão de Árbitros é o presidente Marco Polo Del Nero.

Instiga tanto apreço que Marco Polo tem por Sérgio. Desde o tempo em que Sérgio era presidente do Sindicato dos Árbitros e membro da Comissão de Árbitros da FPF, sob a administração Marco Polo, a sintonia é grande.

Enfim: precisamos um Choque de Gestão na CBF, e em especial, na Comissão de Árbitros. Mudar tudo, abandonar as estruturas viciadas e dependentes (ou alguém acredita na independência das instituições de futebol entre si?) e, em especial, colocar pessoas capacitadas para essa revolução.

Me custa crer que a curto prazo esses senhores que há décadas militam no futebol sem nenhuma ação louvável mudarão para melhor a administração do futebol. Triste realidade…

Ah: sobre os erros pró-Corinthians? Ora, é claro que para os clubes de massa, se a favor, repercutem mais. Em um campeonato tão comprido como o Brasileirão, eles acontecem à todas as equipes (só despertam menor discussão dependendo do time e do placar). Mas calma: eles realmente não se compensam, pois há times que terão árbitros e bandeiras mais fracos, estádios que permitem maior pressão, e tantos outros fatores da debilidade e incompetência humana. E que acabe o aceite de que, se errou contra hoje, tudo bem pois errará amanhã a favor. O correto é: errar nunca!

(charge Vodu, de Mário Alberto, Jornal Lance 04/09)

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