– E quem paga suas taxas em dia, não se manifestará sobre o SAFESP?

Tudo muito calmo, tudo muito parado. Assim parece estar os ânimos dos Árbitros de Futebol que são associados ao Sindicato da Categoria (SAFESP), após as denúncias da Folha de SP de sócios que confessaram a burla na aprovação das contas da presidência.

E os demais associados que pregam ética e moral? Não pedirão explicações mais contundentes ao presidente e aos colegas que assinaram (e confessaram)?

Fui questionado, dias atrás, sobre o que penso sobre a seguinte situação:

“Se um árbitro que assinou a mando do chefe uma prestação supostamente fajuta de contas, e fez isso de maneira consciente, não aceitaria também manipular resultado de partida de futebol, já que topou fazer algo errado com dinheiro envolvido?”

Ô pergunta delicada. Para mim, a resposta é cristalina (e reservada, já que não sou mais associado). Para outros, tenha-se o seu próprio juízo.

Só não se pode deixar cair no esquecimento… e que muitos desses árbitros e bandeiras estão trabalhando na série A1.

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– Parabéns, Centralina, por prender todos os vereadores corruptos da cidade!

A pequena Centralina, em Minas Gerais, deve ser exemplo para todo o Brasil: com base em denúncias, vereadores da base e da oposição foram todos para a cadeia por corrupção! Não sobrou ninguém no Legislativo Municipal.

Não dá para não questionar: o prefeito de lá é o único honesto?

Não dá para não questionar, parte 2: só lá a corrupção existe?

Extraído de: http://www.otempo.com.br/cmlink/hotsites/aparte/centralina-tem-todos-os-seus-vereadores-presos-1.1222486

CENTRALINA TEM TODOS OS SEUS VEREADORES PRESOS

Todos os nove vereadores da Câmara Municipal de Centralina, cidade de 10 mil habitantes localizada no Triângulo Mineiro, foram presos nos últimos dias por corrupção. Eles são investigados pelo Ministério Público de Minas Gerais desde o ano passado por conta da suspeita de terem desviado dinheiro público por meio de notas fiscais falsas.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os nove parlamentares fraudaram notas fiscais para desviar valores referentes à verba indenizatória da Câmara.

O esquema, segundo o MP, reunia empresas-fantasma que “criavam” notas fiscais com gastos não existentes para os gabinetes parlamentares. Com a apresentação da nota, a Câmara restituía os valores ao vereador.

Na primeira fase da operação, ocorrida na semana passada, quatro vereadores foram presos. Todos renunciaram aos cargos em seguida. Entre os apreendidos estavam o presidente da Casa, vereador Eurípides Batista Ferreira (PROS), que também é presidente municipal do seu partido, o primeiro secretário da Câmara, Hélio Matias (PSL), e os parlamentares Carla Rúbia (SD) e Roneslei do Carmo Soares (PR). Eles ainda cumprem prisão domiciliar.

Nesta quinta, os vereadores Ismael Pereira Peres (PT), Rodrigo Lucas (SD), Wandriene Ferreira de Moura (PR), Sônia Martins de Medeiros Rosa (PP) e Cleison Vieira (PDT) também foram detidos.

O Ministério Público entrará com ação civil na Justiça por conta dos crimes de associação criminosa, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

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– A Merenda Desviada em Jundiaí foi para o Restaurante?

Está em todos os jornais: em uma churrascaria na Rua Bom Jesus de Pirapora (Vila Rami, em Jundiaí) encontrou-se carne e feijão desviados da merenda escolar, que foram enviados para a alimentação dos alunos da Rede Pública, mas que estavam armazenados como mantimentos do restaurante “O Gaúcho”, segundo o JJ.

Desviar comida da merenda de crianças deveria ser crime inafiançável!

Cadeia para quem desviou. Idem para o receptor.

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– Lula diz que não há uma viva alma mais honesta que ele. Você concorda?

Sem dúvida, uma piada! Lula, o ex-presidente que é acusado de corrupção, se diz num discurso inflamado (e com tom arrogante) ser o brasileiro mais honesto que existe!

Deveria ficar quieto….

Aqui a pérola, proferida dentro do Instituto Lula a blogueiros que a entidade contratou:

Se tem uma coisa que eu me orgulho, neste País, é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu. Nem dentro da Polícia Federal, nem dentro do Ministério Público, nem dentro da igreja católica, nem dentro da igreja evangélica. Pode ter igual, mas eu duvido.

Sérgio Moro, o juiz da Operação Lava-Jato, será que concordou?

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– Os novos nomes da Comissão de Árbitros da FPF

A qualquer momento, a Federação Paulista de Futebol divulgará a nova CEAF-SP, seu departamento que cuida das escalas de árbitros.

Dois nomes já estão confirmados: o ex-bandeira FIFA Ednilson Corona e o ex-aspirante da FIFA José Henrique de Carvalho.

Bons e simpáticos nomes.

Corona esteve em Copa do Mundo, foi em alguns momentos um dos principais nomes da FIFA (talvez o melhor árbitro assistente em determinado ano). Sobra-lhe experiência.

Zé Henrique quase chegou ao quadro internacional da FIFA, com comportamento sempre discreto e polido, respeitado pela grande educação e bons jogos. A carreira foi curta devido as lesões físicas. Falta-lhe alguma experiência extra-campo, mas a compensa com a jovialidade.

E quais os outros nomes?

Há muita especulação, não tanto para o 3o nome que comporá a Comissão de 4 pessoas, mas a do nome que a chefiará.

Ouve-se de tudo! É a boataria que rola solta.

  • Alfredo dos Santos Loebeling poderia ser convidado. É um nome cascudo, necessário ao cargo. A mim ele disse que só aceitaria caso tivesse carta branca de Reinaldo Carneiro Bastos, o presidente da FPF. Tanto eu como ele duvidamos que existiria essa permissão livre…
  • Oscar Roberto Godoi supostamente fora convidado e rejeitou. Também aqui fica no campo do boato. Não sei se foi.
  • Sálvio Spínola Fagundes Filho seria um nome natural. Porém, trabalha como comentarista na ESPN, tem outros compromissos profissionais e estará envolvido na Comissão de Arbitragem da Primeira Liga (Liga Sul Minas Rio), que tem pouca duração no calendário de início de ano. Provavelmente não aceitaria.
  • Dionísio Roberto Domingues foi citado. Seria um erro! Desde a péssima atuação nas atividades que exerceu com Sérgio Correa da Silva na CBF até os problemas particulares que teve no campo amoroso o impedem de dar confiança aos seus subordinados. Há a necessidade de alguém que possa chegar sem críticas. Além disso, outro militar no lugar do ex-militar Cel Marinho não dá!
  • José Aparecido de Oliveira (sim, o ex-árbitro que um dia sofreu uma cusparada de Neto) foi colocado em pauta na Web. Descarto totalmente. A qualquer erro de árbitro, seria lembrado e ironizado com as histórias de “esquema Parmalat” e outras bobagens. Além disso, está fora do meio há algum tempo.
  • Wilson Luís Seneme e Cleber Wellington Abade, ex-árbitros, seriam bons e independentes nomes para a Presidência da CEAF. Têm experiência dentro e fora de campo e isso é importante. Conhecem as Regras do Jogo nas 4 linhas e a força das Regras dos Bastidores nos Encontros de Cartolas. Mas não ouvi seus nomes sendo citados com força.

Particularmente, o que penso?

Com dor no coração, teremos outro burocrata presidindo. Não sei quem, mas imagino que alguém alinhado com a política dos clubes. Não me surpreenderia se fosse chamado novamente José Evaristo Manuel, o ex-presidente do Taubaté e que era o chefe dos árbitros no episódio Máfia do Apito envolvendo Danelon e Edilson. Não nos esqueçamos que ele é amigo pessoal do Reinaldo Carneiro e ambos estavam em cargos importantes quando surgiu o escândalo. Se Reinaldo que era amigo pessoal do Edilson está no comando da FPF, por quê não crer que “Zé Manuel” possa voltar?

Apenas um porém: nem sempre um ótimo árbitro em campo será um excelente dirigente. Vejamos os inúmeros casos de jogadores craques que se tornaram comuns/ruins treinadores ou vice-versa. Não cobremos de Corona e José Henrique a mesma desenvoltura do que tinham enquanto atuavam! E que Reinaldo Carneiro seja mais feliz nas escolhas do que seu ex-parceiro de FPF, Marco Polo Del Nero.

OPS: eu não sou postulante a cargo algum, como um certo blogueiro noticiou, tampouco estou em campanha, por 4 motivos. O primeiro motivo é o desapego de tal vaidade; o segundo é a falta de tempo e não abro mão dos meus compromissos particulares e profissionais; o terceiro é a minha incompetência (sou humilde em admiti-la) e o quarto é por não compactuar com os nomes que dirigem a FPF, por questão de coerência.

Passarinho, de tanto andar com morcego, dirão que um dia dormiu de ponta cabeça (mesmo que não durma)…

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– Qual a história mentirosa e qual a verdadeira?

Benecy Queiroz, dirigente do Cruzeiro/MG há décadas e atualmente no cargo de Supervisor, admitiu que já comprou árbitro para favorecer a Raposa. A história completa está em: http://wp.me/p55Mu0-I7 .

Depois de muita pressão para que se dissesse o nome do árbitro e que o STJD tomasse providências punitivas, Benecy voltou a dar entrevista dizendo que a história era “apenas de um papo descontraído, um ‘causo’, com personagens desconexos”. Ou seja: desmentiu o que disse.

E aí: qual é a história mentirosa: a primeira (da compra do juiz) ou a segunda (a negação)?

Uma coisa é certa: o cartola mentiu!

Deixe seu comentário.

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– A confissão de que o Cruzeiro comprou um juiz!

Está dando o que falar! Benecy Queiroz, dirigente do Cruzeiro/MG há mais de 40 anos, deu uma entrevista mais do que polêmica: confessou que já comprou árbitro no final da década de 80/início dos anos 90.

Tal declaração ocorreu no programa Meio de Campo, da Rede Minas de TV.

Disse ele:

“Só vou citar um caso específico, não falo o nome, aqui em Minas Gerais. O treinador era Ênio Andrade. E nós, através de indicação de uma pessoa, achamos que compramos um juiz. E o juiz falou: ‘olha, fique tranquilo que o time do adversário não sai do meio-de-campo’. Então, nos 45 primeiros minutos, ele deu muita falta só no meio-de-campo. Então, falei com ele: ‘é, o negócio, acho que vai dar certo’. Só que, por azar nosso, o adversário chutou uma bola do meio-de-campo, o goleiro, eu posso falar o nome, Vitor, no ângulo e gol. E o juiz, então, o que foi que ele fez? Continuou dando falta só no meio. Só no meio. Só no meio. E uma hora, antigamente podia entrar dentro de campo, eu falei: ‘velho, eu paguei você, vê se você dá o pênalti’. Ele falou assim: ‘manda o seu time lá para frente que eu dou o pênalti’. Aí falei com o capitão: ‘olha, manda todo mundo para frente, temos que empatar o jogo’. Aí foi para frente, toda bola ele dava falta contra o Cruzeiro. Eu cheguei à conclusão de que eu empreguei um dinheiro errado.

Eu já ouvi muitas histórias de compra de árbitros que nunca ocorreram na prática. A mais notória publicamente foi a do Ivens Mendes, diretor de árbitros da CBF, que houvera vendido Oscar Roberto de Godoy e tantos outros nomes (episódio em que a Rede Globo conseguiu gravações onde Dualib oferecia “1-0-0” para a campanha de Ivens a deputado federal). O árbitro, porém, nem sabia que estava sendo vendido e apitava corretamente.

Quem vende resultado, vende para os dois times sem o árbitro saber. Para quem ganha, ele diz que o negócio realmente era quente. Para quem perde ou se há empate, diz que o jogo estava “difícil” para fazer o placar.

Se há árbitro que negocia de fato, faz bem feito e de maneira escondida de muita gente. É difícil provar. Mas a questão é: e o dirigente que negocia a compra de um resultado? Existe isso ainda hoje?

No caso específico de Benecy Queiroz, o que se deve fazer? Ele é réu confesso! Ficará assim mesmo ou não? Foi só uma vez?

E agora?

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– Coronel Nunes e a Frase de efeito sobre a continuidade da… Honestidade!

Não é brincadeira não. Em meio a corrupção tão grande que se observa na administração da CBF, o novo presidente da entidade, o Coronel Nunes, declarou que:

Com diálogo aberto e permanente com federações, clubes, treinadores, atletas, árbitros e demais agentes que compõem a estrutura do futebol, esperamos dar sequência acelerada à renovação das práticas do futebol brasileiro no caminho da modernização, transparência e ética corporativa.

É para rir ou para chorar?

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– O inteligente Del Nero e a resposta em Stand By

É claro que quando o cara é esperto, não costuma “dar ponto sem nó”. E isso serve perfeitamente ao presidente da CBF, Marco Polo Del Nero.

Se precavendo contra possíveis punições da FIFA, encerrou sua licença e voltou a presidir a entidade. De tal forma, pode pedir uma nova licença e indicar seu sucessor, e por lógica, alguém de sua confiança, como o recém eleito vice-presidente Cel Nunes. E se a FIFA cassar os direitos de Marco Polo, o próprio Cel Nunes se mantém presidente (por ser o vice mais velho), evitando que o desafeto Delfim Peixoto assuma o cargo.

A pergunta chave é: qual a justificativa que Del Nero dará para convencer as pessoas de que voltou da licença sem ser a de que é uma jogada só para dar posse ao Cel Nunes?

Vamos ter que ficar aguardando uma resposta…

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– O Golpe da Falsa Cobrança do IPVA 2016

Cuidado: espertalhões criaram um “falso aviso” do IPVA 2016. Tal golpe, segundo a TV Bandeirantes, foi confirmado pela Secretaria da Fazenda doo Governo do Estado de SP.

Abaixo, extraído de: http://noticias.band.uol.com.br/cidades/noticia/100000787823/ipva-fique-atento-ao-golpe-do-boleto-falso.html

IPVA: FIQUE ATENTO AO GOLPE DO BOLETO FALSO

O aviso de pagamento do IPVA de 2016 já está chegando na casa de muita gente. Só que as pessoas estão preocupadas porque começaram a circular no Whatsapp mensagens dizendo que há um golpe novo na praça: o boleto falso do imposto.

E está difícil encontrar alguém que ainda não tenha recebido o alerta: vários ouvintes entraram em contato com a Rádio Bandeirantes para relatar sobre a fraude em São Paulo e em outros estados do país.

A Secretaria da Fazenda de São Paulo, responsável pela cobrança do IPVA, confirmou o golpe. Em São Paulo, os avisos de pagamento legítimos do IPVA de 2016 já estão sendo enviados pelo governo.

E por isso a dúvida: será que o documento recebido é verdadeiro ou falso? O que é legítimo é o aviso de vencimento: um papel onde constam os dados do veículo e as informações do valor do imposto, mas sem um código de barras.

Esta é a principal diferença para o documento falso, que tem logo de cara um código de barras para as pessoas efetuarem o pagamento. A Secretaria da Fazenda do governo de São Paulo esclarece que não envia boletos do IPVA, mas sim um aviso de vencimento.

As pessoas têm que fazer o pagamento em uma agência bancária, pela internet ou em um caixa eletrônico informando o número do Renavam do veículo.

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– Del Nero versus Romário: em quem confiar?

Eu não sou corrupto“, “A CBF nunca foi tão aberta quanto agora“, “Meus advogados me aconselharam a não viajar mas não sei porquê [se é para não ser preso]“, “Nunca assinei contratos com empresa argentina envolvida em corrupção, só a Conmebol assinava contratos“, entre outras respostas. Foram essas algumas palavras de Marco Polo Del Nero na CPI do Senado.

Romário, o Senador Populista que não me transmite confiança, bateu forte. A sabatina foi interessante e como prevista, bem lógica. Um perguntando ofensivamente, outro respondendo defensiva e evasivamente.

A conclusão clara ao assistir a TV Senado é: precisamos que o FBI invada nosso país, pelo bem do futebol! A bancada do futebol pró-CBF é muito ligeira…

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– Você acredita no discurso de Aidar?

Ouvi a entrevista do ex-presidente são paulino Carlos Miguel Aidar à Rádio Bandeirantes. Como ele discursa bem e é inteligente! O problema é nos convencermos de que o que ele fala é verdade…

Prova disso é a suposta comissão da Under Armour, cobrada por um amigo dele chamado Jack, que nem sobrenome ele sabe, que abriu mão de uma verba de quase R$ 15 milhões para não causar problemas pessoais a ele próprio, já que o São Paulo acha suspeita a transação.

Para muitos, Jack seria o próprio Aidar ou um laranja dele. Será?

Mas cá entre nós: que essa história é suspeitíssima, ô se é. Aliás, Aidar também disse que Abílio Diniz liga para os treinadores durante os jogos, sugerindo substituições. Mas como ele faz isso se é proibido telefone no banco de reservas? 

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– Quem seria a sua personalidade do ano de 2015?

A chanceler alemã Ângela Merkel foi eleita pela importante Revista Time como a personalidade do ano em 2015.

Justo. Como exemplo de liderança e serenidade na Europa, em especial ao acolher refugiados sírios (um contraposto magnífico se imaginar o que Hitler fez na própria Alemanha dos anos 40/50, com o propósito de tornar o país exclusivo aos natos).

E aqui no Brasil, quem seria a personalidade do ano?

Para mim, sem vacilar: Sérgio Moro!

– Sérgio Moro irretocável!

Parabéns pela conduta!

O juiz Sergio Moro, tão celebrado na caça aos corruptos, recusou a “Medalha do Mérito Legislativo“, concedida pelo Congresso Nacional para personalidades anualmente.

A justificativa?

Não aceitará a honraria para evitar constrangimento estando junto a investigados. Disse:

Havendo parlamentares federais denunciados em decorrência da Operação Lava Jato […], não me sentiria confortável em receber o aludido prêmio, o que poderia ser mal interpretado ou gerar constrangimentos desnecessários.”

Esse cara é ético mesmo! Já imaginaram se dobrar à vaidade e receber a congratulação de gente como Eduardo Cunha?

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– O Papa estava rezando pelo Brasil?

Não dá para não imaginar: hoje, o Papa Francisco, em suas orações, pensava em nosso país?

Leia seu tuíte:

A corrupção é um câncer que destrói a sociedade.”

O Espírito Santo que nos ilumina, que possa tocar no coração dos corruptos…

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– Jogador bate pênalti inexistente propositalmente para fora! Mas lá no campeonato azeri…

Lá no Azerbaijão, está crescendo o interesse e os investimentos no Futebol, e um fato curioso foi protagonizado no último domingo no jogo entre Inter Baku 0x2 Qarabag, pelo Campeonato Azeri.

O juizão marcou um pênalti inexistente. Muita contestação do time prejudicado e, na hora da cobrança a favor do time que perdia o jogo, o batedor demonstra Fair Play e chuta propositalmente para fora.

Momento de aplausos de todos. Mas no Morumbi, Mineirão ou Maracanã aconteceria a mesma coisa?

Veja o lance em: http://www.youtube.com/watch?v=FpDf64u_c6I

– O Mega Escândalo da Volkswagen na Emissão de Poluentes do Diesel

Há pouco tempo, a VW revelou que tinha um revolucionário sistema ecologicamente correto para motores Diesel, que poluíam muito menos e seria um sucesso.

Não é que toda a sua propaganda era enganosa? O sistema “falsificava os dados em vistorias”, mas no dia-a-dia poluía comumente.

Tal escândalo levou à demissão do presidente mundial da Volks!

Toda a história, extraída de Globo.com, abaixo:

ESCÂNDALO DA VOLKSWAGEN: VEJA COMO A FRAUDE FOI DESCOBERTA

Denúncia surgiu neste mês, nos EUA, mas investigação começou em 2009. Inicialmente, montadora negou; depois admitiu fraude em milhões de carros

A Volkswagen está envolvida em um escândalo de falsificação de resultados de emissões de poluentes que levou, inclusive, à renúncia do presidente-executivo do grupo, nesta quarta-feira (23). O escândalo veio à tona na última quinta (17), nos Estados Unidos, mas as suspeitas foram levantadas muito antes. Veja abaixo a cronologia do caso.

2004-2007 – EUA endurecem padrões

O governo dos Estados Unidos endurece os padrões para emissão de óxido de nitrogênio (NOx), um dos principais poluentes resultantes da combustão do óleo diesel. Na época, as autoridades reconheceram que os novos níveis seriam difíceis de serem cumpridos.

2009 – Volkswagen anuncia carros com diesel limpo

A Volkswagen começa as vendas dos modelos de carros diesel que possuem um sistema diferente para cumprir regras de poluentes. Esses motores, chamados EA 189, dispensam o uso de ureia na mistura de gases e água, que ajuda a amenizar o efeito nocivo do óxido de nitrogênio, recurso mais comumente usado por outras montadoras.

2013 – Dados não batem

O baixo nível de emissões de veículos da Volkswagen com motor a diesel chama a atenção de um grupo independente, o Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT, em inglês), que decidiu estudar o sistema para mostrar como o diesel poderia ser um combustível limpo, junto com a Universidade de West Virginia, nos Estados Unidos.

Eles começaram a analisar 3 carros: um Jetta 2012, um Passat 2013 e um BMW X5, rodando por cerca de 4.000 km entre a Califórnia e o estado de Washington. E constataram discrepâncias entre o nível de emissão observado e os números dos testes oficiais dos modelos da Volkswagen.

2014 – Governo dos EUA é alertado

O ICCT e a Universidade de West Virginia alertam a Agência de Proteção Ambiental (EPA), do governo federal, e o conselho de emissões da Califórnia (CARB) sobre a descoberta.

Na época, A Volkswagen afirmou que estudo era falho e culpou questões técnicas para os resultados. Mesmo assim, a empresa realizou um “recall branco” (quando não há obrigatoriedade e risco à segurança) de 500 mil carros nos EUA, prometendo resolver o caso, mas sem sucesso.

A CARB e a EPA continuaram a tentar encontrar o motivo das diferenças de dados em laboratório e nas ruas.

2015 – Software é descoberto

A EPA descobre que um software instalado na central eletrônica dos carros da Volkswagen altera as emissões de poluentes nesses veículos apenas quando são submetidos a vistorias. O dispositivo rastreia a posição do volante, a velocidade do veículo, quanto tempo está ligado e a pressão barométrica, baixando os poluentes emitidos. Em condição normal de rodagem, os controles do escape são desligados e os carros poluem mais do que o permitido.

18 de setembro de 2015 – Volkswagen é acusada

O governo dos Estados Unidos acusa a Volkswagen de burlar os dados de emissões de gases poluentes a fim de atender à regulamentação do país, e abre um processo criminal. Segundo a EPA, 482 mil veículos com motores a diesel violaram os padrões federais, entre eles Jetta, Beetle (chamado de Fusca no Brasil), Golf, Passat e o Audi A3 –da marca que pertence ao grupo Volkswagen. Os veículos foram fabricados entre 2009 e 2015.

20 de setembro de 2015 – Montadora se desculpa

O presidente-executivo da Volkswagen, Martin Winterkorn, divulga nota se desculpando pela má prática. “Pessoalmente e profundamente lamento muito que tenhamos quebrado a confiança de nossos clientes e do público. A Volkswagen não tolera nenhuma violação, nem de leis, nem de normas”, declarou.

21 de setembro de 2015 –  ‘Ferramos tudo’, diz CEO

“Ferramos tudo. Nossa empresa foi desonesta”, afirma o presidente da Volkswagen nos EUA, Michael Horn, durante o lançamento do Passat, em Nova York.

22 de setembro de 2015 –  Fraude envolve outros países

A empresa admitiu que um dispositivo que altera resultados sobre emissões de poluentes não foi usado apenas nos EUA, mas em 11 milhões de veículos a diesel em todo o mundo, em modelos de várias marcas pertencentes ao grupo. No entanto, não diz quais são os carros, nem em que países eles estão. Winterkorn torna a pedir desculpas, agora em um vídeo divulgado pela montadora.

23 de setembro de 2015 – ‘Chefão’ renuncia

Martin Winterkorn renuncia ao cargo de presidente-executivo e pede demissão da Volkswagem. No entanto, diz que não tem ciência de nenhum erro de sua parte. O Conselho  empresa também diz que Winterkorn “não tinha conhecimento da manipulação de dados de emissões”.

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– João Alberto versus Romário: quem está certo?

Repercutiu pouco o depoimento do Deputado Federal João Alberto (PMDB-MA), afilhado político da Família Sarney (lembrando que Fernando Sarney é vice-presidente da CBF), durante os trabalhos da CPI do Futebol.

Disse o Parlamentar em defesa dos atuais cartolas do futebol, na última 4a feira:

Nosso futebol é muito bem organizado, se não fosse, não teríamos tantas conquistas. Não podemos achar que o quarto lugar na Copa do Mundo foi o fim do mundo.

João Alberto foi interrompido pelo Senador Romário (PSB-RJ), que retrucou:

Não sei se, felizmente ou infelizmente, mas discordo totalmente do que Vossa Excelência disse, senador João Alberto. Temos dirigentes ruins e péssimos. O resultado da Copa do Mundo, com todo respeito, não posso concordar que o senhor os considere como bons resultados, depois de levar de 7 a 1 em casa (…) Com todo respeito a Vossa Excelência pelo seu histórico, mas esse senhor (Del Nero) não presta, ele é imoral. Esse senhor para mim é um dos cânceres que temos no futebol, e câncer, assim como a doença, tem de ser extirpado”.

Um dia antes, Romário, em entrevista à Gazzetta Dello Sport, afirmou que Dunga não usa critérios técnicos para convocar a Seleção Brasileira e questionou os interesses do treinador da Seleção, que prometeu processá-lo.

E aí, o que você acha dos dois depoimentos de Romário e a afirmação do Deputado João Alberto? Deixe seu comentário:

– Partido Novo, Aécio e Dilma

Ouvi na Rádio Jovem Pan a entrevista do presidente do Partido Novo, a nova agremiação política do Brasil.

Gostei! Parece, de fato, uma terceira via. Mostrou ter uma ideologia liberal, de centro, sem políticos velhacos e viciados no jogo corrupto. Gente trabalhadora cansada dos mesmos nomes. Mostrou-se ético e, de certo ponto, “pixotesco” (no sentido bom da palavra).

De Dilma e o pessoal do PT, cansamos. De Aécio, a decepção por surgimentos de denúncias bem fundamentadas, em especial ao do uso particular por dezenas de vezes do avião do Governo de MG para recreação no RJ.

Tomara que seja uma alternativa o pessoal do Novo!

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– 10 anos da Máfia do Apito e os Bastidores que vivi!

Amanhã, exatos 10 anos que nos trazem à triste lembrança o episódio da Máfia do Apito que escandalizou não só os amantes do futebol, mas toda a sociedade. Na ocasião, muito foi comentado e especulado. As consequências aconteceram, como a anulação de alguns jogos, embora não se tenha observado erros de arbitragem e má intenção nas partidas.

Gostaria de aproveitar esse espaço para contar o que eu, como árbitro participante do grupo de 40 juízes em Pré-temporada no ano do ocorrido com os pivôs Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, vi, vivi e soube sobre todo o imbróglio. O faço sem nenhum componente explosivo ou polêmico, mas puramente para a curiosidade dos leitores, motivado pela data.

Na sexta-feira do dia 23 de setembro de 2005, dia da prisão do Edilson, eu fui escalado para ser o árbitro-reserva dele no domingo seguinte. Na manhã desse dia, nada se sabia publicamente. Trabalharíamos numa semifinal da série A3, entre Palmeirinha de Porto Ferreira x Santacruzense. Para minha surpresa, na tarde do mesmo dia, Edilson saiu da escala no site da FPF e em seu lugar apareceu Phillipe Lombard.

Quando foi à noite… Muitos se assustaram com a capa da Revista Veja na Internet, e o pouco que se sabia era impressionante.

E os dirigentes da CBF e da FPF?

– Sumiram de imediato!

E aqui havia alguns componentes: Edilson Pereira de Carvalho sabia apitar, mas fisicamente tinha graves problemas no joelho. Enrolava para treinar, preferia ficar no hotel fazendo fisioterapia na Pré-Temporada com a anuência dos cartolas. Sim, parecia ser protegido pela chamada “República do Vale do Paraíba”, nome dado informalmente pelos árbitros ao grupo de pessoas oriundas dessa região do estado e que administrava o Futebol, em especial o presidente da CEAF José Evaristo Manuel, Reinaldo Carneiro Bastos (vice da FPF) e Sérgio Correa da Silva, presidente do Sindicato. Edilson era amigo deles.

Porém, apesar dele ter amizade com eles e alguns privilégios (cobranças menores nos testes físicos, jogos importantes nas escalas e “pouca fiscalização sobre ele” – vide a história da sua documentação irregular para apitar), para mim foi nítido que Edilson traiu a todos os seus amigos! Foi literalmente uma bola nas costas.

E tudo começou com Paulo José Danelon, árbitro de Piracicaba, que nada mais era do que o inverso de Edilson em questões de relacionamento. Edilson era fechado, ruim de conversa, introvertido e mal humorado. Danelon era aberto, piadista, e gostava de ajudar a Comissão de Árbitros realizando palestras para juízes mais jovens e elaborando apresentações sobre Regra.

Ninguém – ninguém mesmo – imaginaria que dois árbitros tão opostos entre si e que nem se conversavam poderiam ter “negócios em comum”.

O problema foi o seguinte: Danelon resolveu arregimentar árbitros para favorecer um grupo de apostadores de jogatinas eletrônicas capitaneados por um tal de Gibão (Nagib Fayad). Combinava-se quem ganharia/perderia a partida e se faria o palpite na jogatina. Edilson topou. O árbitro Romildo Correa houvera sido sondado mas ele próprio alegou estranhar uma visita de sujeitos suspeitos e não entendeu que era uma tentativa de explorá-lo, sendo que nunca mais os viu. Paulo César de Oliveira, segundo as gravações da Polícia, foi descartado com a célebre e honrosa afirmação de Danelon: “Esse não dá, é honesto e se souber vai contar tudo.

Logo após o ocorrido, na sede da FPF, houve uma reunião com os árbitros da Pré-Temporada daquele mesmo ano com o pessoal do Gaeco. O Dr José Reinaldo Carneiro (homônimo do dirigente da FPF), dissertou sobre as investigações. Me recordo quando alguém perguntou se ali estava algum árbitro que pudera ter sido grampeado, e o Dr Reinaldo não titubeou: “todos os senhores aqui presentes poderiam sim ter sido grampeados e investigados durantes o processo. Muitos foram.”.

A prisão de Edilson – e isso pra mim foi clara – só se deu pelo fato da Revista Veja “furar” a Polícia. A Editora Abril já tinha informações de investigações sobre o caso e plantou uma jornalista na vida de Edilson que se passou como “estudiosa das novas profissões”, desejando fazer uma matéria sobre esse assunto e que “ser árbitro de futebol” era uma das atividades profissionais do futuro. Ele acreditou… E Edilson vivia do dinheiro da arbitragem, era técnico de comunicações mas se passou como empresário, pedindo a um amigo para lhe “emprestar” uma fábrica de pelúcias a fim de dizer como conciliava o árduo trabalho e o futebol (na foto da revista, era uma bonequinha Hello Kitty exposta; dias depois, processou-se a empresa pois a dona dos direitos da marca descobriu que era uma firma que pirateava os brinquedos).

Com a iminente publicação, a Polícia teve que prendê-lo. Mas me pareceu que, naquele período em que as prisões de personalidades estavam acontecendo de maneira espetaculosa, aguardava-se uma escala do Edilson em um jogo como Fortaleza x Flamengo as 16h ao vivo pela Globo. Já pensaram em uma prisão com transmissão em tempo real?

Depois disso, Edilson escreveu um livro e cobrava para dar entrevistas depois do escândalo. Foi (e talvez ainda seja) gerente de bar em Jacareí. Danelon virou instrutor de auto-escola e não sei se continua trabalhando nisso.

Conheci e trabalhei com os dois. Particularmente, acho que Danelon deve estar arrependidíssimo. Edilson nem tanto. Mas pensem: perderam os amigos, foram escrachados (eles e seus familiares) e viveram um inferno. Entretanto, chamo a atenção para o seguinte: nenhum dos jogos envolvidos foram, de fato, manipulados. Assistam as partidas! Nenhum deveria ser anulado por ação ilícita dos árbitros, só que foram porque o Sveiter, presidente do STJD na época, estando acuado pelo jornalista Milton Neves em seu programa ao vivo, disse que os anularia pela questão moral.

Me pareceu, sinceramente, que os árbitros acabaram dando um golpe nos apostadores: repararam que nem todas as partidas tiveram os resultados combinados? Nos arquivos gravados, ouviam-se desculpas, como no jogo Juventude x Vasco: “Pô, o Edmundo jogou muito, não dava para fazer nada”. Aliás, nenhuma zebra nas partidas tampouco lances polêmicos. Há quem diga que o próprio Edilson vendia o serviço para um vencedor e apostava em outro, para se garantir com o dinheiro alheio.

Claro, não é defesa deles, mas constatação esportiva: os resultados deveriam ser mantidos pois aparentemente não foram manipulados. Mas isso é outra discussão.

Meu último contato com Paulo José Danelon foi em um jogo como 4o árbitro pela série A1: América x Ponte Preta em São José do Rio Preto, onde, embora já se estava no período “suspeito” e investigado pelas autoridades, tudo ocorreu muito bem. Com Edilson Pereira de Carvalho foi como colega de quarto na sua última pré-temporada. Ele foi um companheiro horrível, de difícil conversa. Me recordo que estávamos assistindo ao sorteio da abertura do Campeonato Paulista de 2005: deu Seneme como árbitro, Ana Paula de Oliveira e Aline Lambert como bandeiras e eu como 4o árbitro, na estréia da súmula eletrônica (Internacional x Palmeiras). Edilson se revoltou por ter sido sorteado para Marília x Corinthians na rodada 2 e se trancou no quarto, abandonando os trabalhos da pré-temporada daquela noite. Não pude compartilhar minha felicidade pela escala que recebi com ele, afinal, ele era “estrela”…

Passado algum tempo, é impossível não pensar e ao mesmo tempo ironizar: Edilson guardava uma imagem de Nossa Senhora Aparecida no bolso do Cartão Amarelo, e a beijava como num ritual de início do jogo. Muitos diziam que no verso havia um bilhete de loteria…

Mas como blindar o surgimento de novos Edilsons e Danelons, não só árbitros mas dirigentes e jogadores?

Marco Polo Del Nero encheu a Federação Paulista de Futebol de gente da Polícia em vários cargos: Comissão de Arbitragem, Corregedoria, Ouvidoria e em outros departamentos técnicos. Mas os cartolas amigos de Edilson, todos continuam militando no meio do futebol, pois, afinal, foram considerados honestos. Só que se as partidas foram anuladas por ética, mesmo tendo sido apitadas honestamente, incoerentemente as coisas caminharam com os dirigentes.

Por fim: encerro com um pensamento do excepcional e experiente jornalista Cláudio Carsughi, ítalo-brasileiro a quem tanto admiro por sua sapiência:

Se Deus, na sua tão grande magnitude não privou nem sua própria Igreja de corrupção, por que o faria a um determinado segmento como o futebol? E em especial aos árbitros?

Disse tudo. Mas confesso que se pudesse conversar novamente com eles (e já houve oportunidade mas não era uma prioridade) pediria a eles para deixar um testemunho do que hoje pensam e sentem sobre tudo o que aconteceu.

Lamento que tudo isso manchou esportivamente o Brasileirão daquele ano. Nada de dizer que foi premeditado ao Corinthians, mas por pura vaidade do STJD (muitos criticam que as decisões na Justiça Desportiva favoreceram o time paulista). A propósito, a fiscalização sobre os árbitros-operários continua feroz desde então, mas sobre os dirigentes, presidentes de sindicatos, membros de comissões e outros cartolas mais graduados é NULA. Por isso é válido afirmar: o sistema é falho. Afinal, se o próprio Ex-Presidente da CBF José Maria Marin embolsou uma medalha de jogador Sub 20 como souvenir na surdina, e desde esse delito soubemos tantas outras coisas muito mais graves, estando ele preso na Suíça, e o atual nem do país pode sair, o que se pode esperar?

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– Corrupção que não visa militar ou civil

Ouço muito falar que no tempo dos militares não havia corrupção. Será?

Sem a Internet, com menor índice de alfabetizados e no ápice da ditadura, a informação era limitada. Assim, questiono: não existia ou não sabíamos?

Digo isso pois leio que o presidente da Eletronuclear, estatal que cuida das usinas atômicas instaladas em Angra dos Reis, foi preso por receber propina da Andrade e Gutierrez. Ele é o Vice-Almirante da Marinha Othon Luiz Pinheiro.

Caráter e Honestidade independem de farda, partido político ou convicção ideológica.

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– O convertido Berlusconi?

O ex-premier italiano Sílvio Berlusconi, acusado de corrupção, fraudes fiscais, orgias sexuais e tantos outros podres, declarou nesta semana:

Estou perto da santidade. Não cometo mais pecados nem em pensamento.”

Caramba! Alguém levou a sério sua conversão?

Mamma mia…

– Quem é o líder símbolo da Honestidade na Política Brasileira?

A crise econômica do nosso Brasil se confunde com a crise política. O ex-presidente Lula sendo citado em investigações por tráfico de influências, a presidente Dilma sofrendo de não-governabilidade, e muitos deputados sofrendo com a Operação Lava Jato.

O problema é: o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, após ser denunciado em delação premiada de ter pedido R$ 5 milhões em propina, se revoltou contra o Governo (deixando a entender que a base aliada não o defendeu) e declarou que agora é Oposição. Mas disse mais: que no caso das “Pedaladas Fiscais”, usará critério político e não técnico.

De tudo isso, se vê que o impeachment será realmente defendido pelo PMDB, provavelmente com o apoio do PSDB. E se ele ocorrer, quem assume? O atual Vice-Presidente da República, Michel Temer, do próprio PMDB!
Muda algo?

Quem quer a presidente fora por corrupção também é Governo e está envolvido em escândalos. O PSDB, dito alternativa, tem que esperar até 2018. Mas seria a solução? Até alguns membros do partido foram citados na delação da UTC, como o senador paulista Aloysio Nunes Ferreira.

A minha pergunta é: QUAL É O POLÍTICO SÍMBOLO DE HONESTIDADE NESTE PAÍS ATUALMENTE?

Acho que a resposta ficará vaga…

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– 9 anos da Máfia do Apito e os Bastidores que vivi!

Há exatos 9 anos temos à triste lembrança o episódio da Máfia do Apito que escandalizou não só os amantes do futebol, mas toda a sociedade. Na ocasião, muito foi comentado e especulado. As consequências aconteceram, como a anulação de alguns jogos, embora não se tenha observado erros de arbitragem e má intenção nas partidas.

Gostaria de aproveitar esse espaço para contar o que eu, como árbitro participante do grupo de 40 juízes em Pré-temporada no ano do ocorrido com os pivôs Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, viu, viveu e soube sobre todo o imbróglio. Publicamente nunca falei sobre esses bastidores e o faço pela 1a vez (sem nenhum componente explosivo ou polêmico, mas puramente para a curiosidade dos leitores), motivado pela data.

Na sexta-feira do dia 23 de setembro de 2005, dia da prisão do Edilson, eu fui escalado para ser o árbitro-reserva dele no domingo seguinte. Na manhã desse dia, nada se sabia publicamente. Trabalharíamos numa semifinal da série A3, entre Palmeirinha de Porto Ferreira x Santacruzense. Para minha surpresa, na tarde do mesmo dia, Edilson saiu da escala no site da FPF e em seu lugar apareceu Phillipe Lombard.

Quando foi à noite… Muitos se assustaram com a capa da Revista Veja na Internet, e o pouco que se sabia era impressionante.

E os dirigentes da CBF e da FPF?

– Sumiram de imediato!

E aqui havia alguns componentes: Edilson Pereira de Carvalho sabia apitar, mas fisicamente tinha graves problemas no joelho. Enrolava para treinar, preferia ficar no hotel fazendo fisioterapia na Pré-Temporada com a anuência dos cartolas. Sim, parecia ser protegido pela chamada “República do Vale do Paraíba”, nome dado informalmente pelos árbitros ao grupo de pessoas oriundas dessa região do estado e que administrava o Futebol, em especial o presidente da CEAF José Evaristo Manuel, Reinaldo Carneiro Bastos (vice da FPF) e Sérgio Correa da Silva, presidente do Sindicato. Edilson era amigo deles.

Porém, apesar dele ter amizade com eles e alguns privilégios (cobranças menores nos testes físicos, jogos importantes nas escalas e “pouca fiscalização sobre ele” – vide a história da sua documentação irregular para apitar), para mim foi nítido que Edilson traiu a todos os seus amigos! Foi literalmente uma bola nas costas.

E tudo começou com Paulo José Danelon, árbitro de Piracicaba, que nada mais era do que o inverso de Edilson em questões de relacionamento. Edilson era fechado, ruim de conversa, introvertido e mal humorado. Danelon era aberto, piadista, e gostava de ajudar a Comissão de Árbitros realizando palestras para juízes mais jovens e elaborando apresentações sobre Regra.

Ninguém – ninguém mesmo – imaginaria que dois árbitros tão opostos entre si e que nem se conversavam poderiam ter “negócios em comum”.

O problema foi o seguinte: Danelon resolveu arregimentar árbitros para favorecer um grupo de apostadores de jogatinas eletrônicas capitaneados por um tal de Gibão (Nagib Fayad). Combinava-se quem ganharia/perderia a partida e se faria o palpite na jogatina. Edilson topou. O árbitro Romildo Correa houvera sido sondado mas ele próprio alegou estranhar uma visita de sujeitos suspeitos e não entendeu que era uma tentativa de explorá-lo, sendo que nunca mais os viu. Paulo César de Oliveira, segundo as gravações da Polícia, foi descartado com a célebre e honrosa afirmação de Danelon: “Esse não dá, é honesto e se souber vai contar tudo”.

Logo após o ocorrido, na sede da FPF, houve uma reunião com os árbitros da Pré-Temporada daquele mesmo ano com o pessoal do Gaeco. O Dr José Reinaldo Carneiro (homônimo do dirigente da FPF), dissertou sobre as investigações. Me recordo quando alguém perguntou se ali estava algum árbitro que pudera ter sido grampeado, e o Dr Reinaldo não titubeou: “todos os senhores aqui presentes poderiam sim ter sido grampeados e investigados durantes o processo. Muitos foram.”.

A prisão de Edilson – e isso pra mim foi clara – só se deu pelo fato da Revista Veja “furar” a Polícia. A Editora Abril já tinha informações de investigações sobre o caso e plantou uma jornalista na vida de Edilson que se passou como “estudiosa das novas profissões”, desejando fazer uma matéria sobre esse assunto e que “ser árbitro de futebol” era uma das atividades profissionais do futuro. Ele acreditou… E Edilson vivia do dinheiro da arbitragem, era técnico de comunicações mas se passou como empresário, pedindo a um amigo para lhe “emprestar” uma fábrica de pelúcias a fim de dizer como conciliava o árduo trabalho e o futebol (na foto da revista, era uma bonequinha Hello Kitty exposta; dias depois, processou-se a empresa pois a dona dos direitos da marca descobriu que era uma firma que pirateava os brinquedos).

Com a iminente publicação, a Polícia teve que prendê-lo. Mas me pareceu que, naquele período em que as prisões de personalidades estavam acontecendo de maneira espetaculosa, aguardava-se uma escala do Edilson em um jogo como Fortaleza x Flamengo as 16h ao vivo pela Globo. Já pensaram em uma prisão com transmissão em tempo real?

Depois disso, Edilson escreveu um livro e cobrava para dar entrevistas depois do escândalo. Foi (e talvez ainda seja) gerente de bar em Jacareí. Danelon virou instrutor de auto-escola e não sei se continua trabalhando nisso.

Conheci e trabalhei com os dois. Particularmente, acho que Danelon deve estar arrependidíssimo. Edilson nem tanto. Mas pensem: perderam os amigos, foram escrachados (eles e seus familiares) e viveram um inferno. Entretanto, chamo a atenção para o seguinte: nenhum dos jogos envolvidos foram, de fato, manipulados. Assistam as partidas! Nenhum deveria ser anulado por ação ilícita dos árbitros, só que foram porque o Sveiter, presidente do STJD na época, estando acuado pelo jornalista Milton Neves em seu programa ao vivo, disse que os anularia pela questão moral.

Me pareceu, sinceramente, que os árbitros acabaram dando um golpe nos apostadores: repararam que nem todas as partidas tiveram os resultados combinados? Nos arquivos gravados, ouviam-se desculpas, como no jogo Juventude x Vasco: “Pô, o Edmundo jogou muito, não dava para fazer nada”. Aliás, nenhuma zebra nas partidas tampouco lances polêmicos. Há quem diga que o próprio Edilson vendia o serviço para um vencedor e apostava em outro, para se garantir com o dinheiro alheio.

Claro, não é defesa deles, mas constatação esportiva: os resultados deveriam ser mantidos pois aparentemente não foram manipulados. Mas isso é outra discussão.

Meu último contato com Paulo José Danelon foi em um jogo como 4o árbitro pela série A1: América x Ponte Preta em São José do Rio Preto, onde, embora já se estava no período “suspeito” e investigado pelas autoridades, tudo ocorreu muito bem. Com Edilson Pereira de Carvalho foi como colega de quarto na sua última pré-temporada. Ele foi um companheiro horrível, de difícil conversa. Me recordo que estávamos assistindo ao sorteio da abertura do Campeonato Paulista de 2005: deu Seneme como árbitro, Ana Paula de Oliveira e Aline Lambert como bandeiras e eu como 4o árbitro, na estréia da súmula eletrônica (Internacional x Palmeiras). Edilson se revoltou por ter sido sorteado para Marília x Corinthians na rodada 2 e se trancou no quarto, abandonando os trabalhos da pré-temporada daquela noite. Não pude compartilhar minha felicidade pela escala que recebi com ele, afinal, ele era “estrela”…

Passado algum tempo, é impossível não pensar e ao mesmo tempo ironizar: Edilson guardava uma imagem de Nossa Senhora Aparecida no bolso do Cartão Amarelo, e a beijava como num ritual de início do jogo. Muitos diziam que no verso havia um bilhete de loteria…

Mas como blindar o surgimento de novos Edilsons e Danelons, não só árbitros mas dirigentes e jogadores?

Marco Polo Del Nero encheu a Federação Paulista de Futebol de gente da Polícia em vários cargos: Comissão de Arbitragem, Corregedoria, Ouvidoria e em outros departamentos técnicos. Mas os cartolas amigos de Edilson, todos continuam militando no meio do futebol, pois, afinal, foram considerados honestos. Só que se as partidas foram anuladas por ética, mesmo tendo sido apitadas honestamente, incoerentemente as coisas caminharam com os dirigentes.

Por fim: encerro com um pensamento do excepcional e experiente jornalista Cláudio Carsughi, ítalo-brasileiro a quem tanto admiro por sua sapiência:

Se Deus, na sua tão grande magnitude não privou nem sua própria Igreja de corrupção, por que o faria a um determinado segmento como o futebol? E em especial aos árbitros?

Disse tudo. Mas confesso que se pudesse conversar novamente com eles (e já houve oportunidade mas não era uma prioridade) pediria a eles para deixar um testemunho do que hoje pensam e sentem sobre tudo o que aconteceu.

Lamento que tudo isso manchou esportivamente o Brasileirão daquele ano. Nada de dizer que foi premeditado ao Corinthians, mas por pura vaidade do STJD (muitos criticam que as decisões na Justiça Desportiva favoreceram o time paulista). A propósito, a fiscalização sobre os árbitros-operários continua feroz desde então, mas sobre os dirigentes, presidentes de sindicatos, membros de comissões e outros cartolas mais graduados é nula. Por isso é válido afirmar: o sistema é falho. Afinal, se o próprio Presidente da CBF José Maria Marin embolsou uma medalha de jogador Sub 20 como souvenir na surdina, ao invés de pedir, o que se pode esperar?

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